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44.

(TRT/ TÉCNICO/ FCC) Em nossos dias a imigração provoca um alarme


exagerado em muitos países europeus, entre os quais a França, onde esse
medo explica em boa parte o elevadíssimo número de votos que a Frente
Nacional obteve no primeiro turno das eleições presidenciais passadas. Esses
temores são absurdos e injustificados, pois a imigração é indispensável para
que as economias dos países europeus, de demografia estancada ou
decrescente, continuem crescendo, e os atuais níveis de vida da população se
mantenham ou se elevem.
A imigração, por isso, em vez do fantasma que habita os pesadelos de tantos europeus,
deve ser entendida como uma injeção de energia e força laboral e criativa para a qual os
países ocidentais devem abrir as portas, trabalhando pela integração do imigrante. Mas,
claro, sem que a mais admirável conquista dos países europeus, que é a cultura
democrática, seja prejudicada, e, sim, ao contrário, que se renove e enriqueça com a adoção
desses novos cidadãos. São estes que têm de se adaptar às instituições da liberdade, e não
estas acomodar-se a práticas ou tradições incompatíveis com elas. Todas as culturas,
crenças e costumes devem ter lugar numa sociedade aberta, desde que não colidam com os
direitos humanos e os princípios de tolerância e liberdade que constituem a essência da
democracia.
(Adaptado de Mário Vargas Lhosa. A civilização do espetáculo. Trad. Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012, formato ebook)
São estes que têm de se adaptar às instituições da liberdade...

Considerando-se o contexto, o elemento grifado na frase acima se refere aos:

a) cidadãos europeus.

b) países europeus.

c) imigrantes.

d) níveis de vida da população.

e) pesadelos.
45. (PGE-BA/ FCC) Considere: Os passageiros do ônibus ...... as muitas pessoas viajavam,
tinham ...... celulares que ficavam ligados. Usavam ...... aparelhos para falar em voz alta com
os amigos, perturbando os que desejavam viajar em paz; ...... perdiam o sossego e ...... os
ignoravam.
Preenchem, adequadamente, as respectivas lacunas do texto, os seguintes pronomes:
a) onde - delas - tais - estes - aqueles
b) no qual - delas - esses - aqueles - estes
c) que - seus - esses - eles - aqueles
d) em que - seus - esses - estes - aqueles
e) cujas - delas - tais - aqueles – esses
46. (PMTO/ AOCP/ 2018) Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e
assinale a alternativa correta.
( ) No primeiro quadro, o uso do pronome demonstrativo “nesse” está adequado à norma padrão
da língua, pois o jornal a que Mafalda se refere está nas mãos de Manolito.
( ) No último quadro, o pronome indefinido “alguma” não poderia ser posposto ao substantivo que
acompanha, pois adquiriria valor negativo, alterando o sentido que se pretende construir na tira.
( ) No terceiro quadro, os adjuntos adnominais “[...] morais? Espirituais? Artísticos? Humanos?”,
que especificam “valores” e estão expostos nos questionamentos de Mafalda, ajudam a construir a
crítica subjacente à tirinha, pois revelam a esperança da garota em encontrar esse tipo de
informação em jornais.
( ) No último quadro, ocorre uma figura de linguagem denominada elipse.
a) V – F – V – F. c) F – F – V – V. e) F – F – V – F.
b) F – V – F – V. d) V – V – V – V.
47. (PMES/ AOCP/ 2019) Quanto às escolhas lexicais no texto, assinale a alternativa correta.

a) O pronome demonstrativo “esta” está inadequado por ter função anafórica.

b) No segundo quadrinho, “obrigado” deveria estar flexionado no feminino para concordar com

“artificialidade das soluções rápidas”.

c) O termo “poderoso da mídia de massa” classifica-se como um aposto.

d) Por se tratar de um gênero textual informal, a linguagem utilizada por Calvin é inadequada.

e) O pronome demonstrativo “esta” é adequado por fazer referência espacial a um objeto próximo

do falante.
48. (Aeronáutica/ EEAR/ 2015) Assinale a opção que completa correta e
respectivamente as lacunas da frase seguinte.
Os artistas populares e o fã formam uma relação de amor não correspondido: ______
representam a pessoa mais amada da relação, por outro lado, ______ representa a parte que
ama e se anula em relação ao outro.
A) estes - este
B) aqueles - este
C) estes - aquele
D) aqueles - esse
49. (PF/ CESPE/ 2018) As expressões “dessa busca sem fim” (l. 3) e “dessa
aventura” (l. 5) retomam, por coesão, o mesmo referente: “compreender o novo” (l.
3).
TEXTO: Novos fenômenos estranhos, inesperados e imprevisíveis irão sempre
desafiar nossa imaginação. Assim como nossos antepassados, estaremos sempre
buscando compreender o novo. E, a cada passo dessa busca sem fim,
compreenderemos um pouco mais sobre nós mesmos e sobre o mundo a nossa
volta.
Em graus diferentes, todos fazemos parte dessa aventura, todos podemos
compartilhar o êxtase que surge a cada nova descoberta; (...).
50. (EMAP/ CESPE/ 2018) Tanto em “recebeu Camilo este bilhete de Vilela” (l. 1 e
2) quanto em “tirou um cacho destas” (l. 7), os pronomes demonstrativos foram
empregados para retomar termos antecedentes.
TEXTO: No dia seguinte, estando na repartição, recebeu Camilo este bilhete de
Vilela: “Vem já, já, à nossa casa; preciso falar-te sem demora”. Era mais de meio-dia.
Camilo saiu logo; na rua, advertiu que teria sido mais natural chamá-lo ao
escritório; por que em casa?(...)
A cartomante foi à cômoda, sobre a qual estava um prato com passas, tirou
um cacho destas, começou a despencá-las e comê-las, mostrando duas fileiras de
dentes que desmentiam as unhas. (...)
51. (TCE-PE/ CESPE/ 2017) A correção gramatical e as relações de coesão
do texto seriam mantidas caso o pronome “essa” (l. 4) fosse substituído por
ela.

TEXTO: Quando a sociedade quer tudo em pratos limpos, a auditoria ascende


a um primeiro lugar no seio das organizações, porque é o elemento que
permite à sociedade ter consciência de como está sendo efetivada a gestão. Se
não há auditoria, ou se essa não é praticada de forma constante e
transparente, as instituições perdem credibilidade. Quando uma auditoria
séria é praticada, as instituições são mais bem aceitas.
Além de ter incorporado, no desempenho de seus cargos, conceitos como os da transparência e da
impessoalidade, décadas antes de eles serem consolidados na Constituição Federal de 1988, o renomado
escritor Graciliano Ramos foi um gestor em busca da eficiência e que agia com extremo zelo com os recursos
públicos.

Não se trata apenas do seu combate ao patrimonialismo e ao nepotismo, mas também do que se
designa, hoje, de foco no resultado com responsabilidade fiscal. Um exemplo disso é o fato de que, como
prefeito de Palmeira dos Índios, município do agreste alagoano, de 1928 a 1930, ele construiu estradas
gastando menos da metade do que se costumava gastar por quilômetro construído pela administração do
estado.

O autor foi, também, um gestor público visionário que investia em planejamento urbano, fiscalizava
obras pessoalmente e priorizava medidas preventivas para evitar desastres naturais, como enchentes.
(TRF/ CESPE/ 2017) No que se refere aos aspectos linguísticos e aos mecanismos
de construção da argumentação do texto, julgue os próximos itens.

52. O referente da forma pronominal “eles” (l. 2) é o termo “cargos” (l. 1).

53. O elemento “disso” (l. 6) retoma “foco no resultado com responsabilidade fiscal”
(l. 6).

54. O elemento “ele” (l. 7) refere-se a “prefeito” (l. 7).


55. (FUB/ CESPE/ 2016) Em ‘extingui-los’ (l. 2), a forma pronominal ‘los’
refere-se ao termo “prognósticos” (l. 1).

TEXTO: Mas nem todos concordam com os prognósticos pessimistas de


Rifkin. “Embora a tecnologia possa tanto criar trabalhos como extingui-los, o
efeito líquido é geralmente o aumento do emprego”, diz um relatório do
Future of Work.
56. (FUNPRESP/ CESPE/ 2016) As formas pronominais “a” (l. 4) e “ela” (l. 5)
referem-se a “A carta” (l. 4).

TEXTO: Minha tia, Mary Beton, devo dizer-lhes, morreu de uma queda de
cavalo, quando estava em Bombaim. A notícia da herança chegou certa noite
quase simultaneamente com a da aprovação do decreto que deu o voto às
mulheres. A carta de um advogado caiu na caixa do correio e, quando a abri,
descobri que ela me havia deixado quinhentas libras anuais até o fim da
minha vida.
57. (TCE-SC/ CESPE/ 2016) No terceiro período do texto, as formas pronominais
“lo”, em suas duas ocorrências — “aprimorá-lo” e “torná-lo” —, e “seu” referem-se a
“Estado”.

TEXTO: É inegável que o Estado representa um ônus para a sociedade, já que, para
assegurar o seu funcionamento, consome riquezas da sociedade. Representa,
porém, um mal necessário, pois até agora não se conseguiu arquitetar mecanismo
distinto para catalisar a vida em comunidade. Então, se do Estado ainda não pode
prescindir a civilização, cabe-lhe aprimorá-lo, buscando otimizar o seu
funcionamento, de modo a torná-lo menos oneroso, mais eficiente e eficaz.
58. (SEGER/ ES/ CESPE) Nas relações de coesão que organizam o texto, os
pronomes “elas”, “Esta” e “Elas” referem-se, respectivamente, a “fontes”,
“produtividade” e “instituições políticas e econômicas”.

TEXTO: Hoje conhecemos as fontes desse processo, mas é difícil explicar como se
chega a elas. Sabe-se que o desenvolvimento pressupõe a acumulação de capital
físico e humano, e ganhos permanentes de produtividade. Esta depende da
acumulação de conhecimento, que resulta da educação. A inovação é crucial. Mais
recentemente, percebeu-se que as instituições políticas e econômicas são essenciais
para explicar o mistério do desenvolvimento. Elas sustentam as crenças da
sociedade e a liberdade de imprensa.
59. (PRF/ CESPE/ 2019) As formas pronominais “Estas” (ℓ. 3) e “las” (ℓ. 5)
referem-se a “necessidades dos seres humanos” (ℓ. 2).

TEXTO: As atividades pertinentes ao trabalho relacionam-se intrinsecamente


com a satisfação das necessidades dos seres humanos — alimentar-se,
proteger-se do frio e do calor, ter o que calçar etc. Estas colocam os homens
em uma relação de dependência com a natureza, pois no mundo natural estão
os elementos que serão utilizados para atendê-las
60. (FUB/ CESPE/ 2018) O vocábulo “ela” (l. 10) retoma o trecho “a primeira capa de
superficialismo” (l. 9).
TEXTO: Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é
maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a
de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que
temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de “alerteza”. E de
amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para
quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o
imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la — como gostava de estar montada num
cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

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