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Aula 2

Introdução ao CLP
Revolução Industrial:

* Primeira Rev. Ind.


(1790 - 1870)

* Segunda Rev. Ind.


(1870 - 1970)

* Terceira Rev. Ind.


(1970 – dias atuais)

* Quarta Rev. Ind.


(em andamento….)
A montagem de um carro em geral não demora mais de 1 minuto.

1970

2020
Introdução Conceitual:
O Controlador Lógico Programável (CLP) nasceu praticamente dentro da
indústria automobilística americana, especificamente na Hydronic Division
da General Motors , em 1968, devido a grande dificuldade de mudar a lógica
de controle de painéis de comando a cada mudança na linha de montagem.
Isso implicava em altos gastos e dispensava enorme tempo para realização
das mudanças, acrescentar cabos e relés.

CLP da MODICON
década de 80
Primeiro CLP comercialmente vendido pela empresa MODICON – Modelo: 184

Dick Morley - Pai do CLP


1932 - 1917

Ano: 1973
Divisão Histórica:
1a. Geração: Os CLPs de primeira geração se caracterizam pela
programação intimamente ligada ao hardware do equipamento. A
linguagem utilizada era o Assembly que variava de acordo com o
processador utilizado no projeto do CLP, ou seja, para poder
programar era necessário conhecer a eletrônica do projeto do CLP.
Assim a tarefa de programação era desenvolvida por uma equipe
técnica altamente qualificada, gravando-se o programa em memória
EPROM , sendo realizada normalmente no laboratório junto com a
construção do CLP.
2a. Geração: Aparecem as primeiras “Linguagens de Programação”
não tão dependentes do hardware do equipamento, possíveis pela
inclusão de um “Programa Monitor “ no CLP , o qual converte
(Compila), as instruções do programa , verifica o estado das
entradas, compara com as instruções do programa do usuário e
altera o estado das saídas. Os Terminais de Programação (ou
Maletas, como eram conhecidas) eram na verdade Programadores de
Memória EPROM. As memórias depois de programadas eram
colocadas no CLP para que o programa do usuário fosse executado.
3a. Geração: Os CLPs passam a ter uma Entrada de Programação,
onde um Teclado ou Programador Portátil é conectado, podendo
alterar, apagar , gravar o programa do usuário, além de realizar
testes (Debug) no equipamento e no programa. A estrutura física
também sofre alterações sendo a tendência para os Sistemas
Modulares com Bastidores ou Racks.
4a. Geração: Com a popularização e a diminuição dos preços dos
microcomputadores (IBM PC), os CLPs passaram a incluir uma
entrada para a comunicação serial.
Com o auxílio do microcomputador a tarefa de programação passou
a ser realizada com mais facilidade, obtendo vantagens como a
utilização linguagens de programação, possibilitando fazer uso de
simulações e testes além de treinamentos capacitando mais técnicos
e engenheiros para atuarem no segmento de automação.
5a. Geração: Atualmente existe uma preocupação em padronizar
protocolos de comunicação para os CLPs, de modo a proporcionar
que o equipamento de um fabricante “converse” com o equipamento
de outro fabricante, não só CLPs , mas também Controladores de
Processos, Sistemas Supervisórios, Redes Internas de Comunicação
e etc., proporcionando uma integração afim de facilitar a automação,
gerenciamento e desenvolvimento de plantas industriais mais
flexíveis e normalizadas, fruto da chamada Globalização.
Rumo à Indústria 4.0

Indústria 4.0 é um conceito de indústria proposto recentemente e que


engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação,
controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de
manufatura. A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e
Internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada
vez mais eficientes, autônomos e customizáveis.
Vantagens em utilizar CLPs:
- Ocupam menor espaço;
- Redução de custos;
- Imunidade a ruídos eletromagnéticos;
- São programáveis, permitindo alterar os parâmetros de controle;
- Apresentam maior confiabilidade;
- Manutenção mais fácil e rápida;
- Oferecem grande flexibilidade;
- Permitem realizar o Monitoramento on-line;
- Permitem maior rapidez na elaboração do projeto do sistema.
Princípio de funcionamento:
Ao ligar o CLP, este executa uma série de operações:
- Verifica o funcionamento da CPU, memórias e circuitos auxiliares;
- Verifica a configuração interna e compara com os circuitos instalados;
- Verifica o estado das chaves principais (RUN/STOP, PROG, etc.);
- Desativa todas as saídas;
- Verifica a existência de um programa de usuário;
- Emite um aviso de erro caso algum dos itens acima apresente falha.
O CLP lê o estados de cada uma das entradas, verificando se
alguma foi acionada. O processo de leitura recebe o nome de
Ciclo de Varredura (Scan) e normalmente é da ordem de alguns
micro - segundos (scan time).

O CLP, ao executar o programa do usuário, após consultar a


Memória Imagem das Entradas , atualiza o estado da Memória
Imagem das Saídas, de acordo com as instruções definidas pelo
usuário em seu programa.
O CLP ao executar o programa do usuário, após consultar a
Memória Imagem das Entradas, atualiza o estado da Memória
Imagem das Saídas, de acordo com as instruções definidas pelo
usuário em seu programa.

O CLP escreve o valor contido na Memória das Saídas, atualizando


as interfaces ou módulos de saída.
Após, inicia-se então um novo ciclo de varredura.
Arquitetura Interna de um CLP
Estrutura Interna do CLP
O CLP é um sistema que possui um microprocessador (ou
microcontrolador), um Programa Monitor, Memória de Programa,
Memória de Dados, uma ou mais Interfaces de Entrada, uma ou
mais Interfaces de Saída e Circuitos Auxiliares.
Módulos ou Interfaces de Entrada
São circuitos utilizados para adequar eletricamente os sinais de
entrada para que possa ser processado pela CPU do CLP.
Temos dois tipos básicos de entrada:
Entradas Digitais
Entradas Analógicas
Exemplos de dispositivos normalmente ligados às
Entradas Digitais:
Exemplos de dispositivos normalmente ligados às
Entradas Digitais:
- Termostatos
- Pressostatos
As entradas digitais podem ser construídas para operarem em
corrente contínua ou em corrente alternada. Podem ser também do
tipo N ou do tipo P. No caso do tipo N, é necessário fornecer o
potencial negativo da fonte de alimentação ao borne de entrada para
que a mesma seja ativada. No caso do tipo P é necessário fornecer o
potencial positivo ao borne de entrada.
Para proteção do CLP é de praxe utilizar uma isolação galvânica
entre o circuito de entrada e a CPU.
Esta isolação é feita através de componentes opto acopladores.
Exemplos de entradas digitais AC e DC opto acopladas
Módulo Opto acoplado
As Interfaces de Entrada Analógica permitem que o CLP possa
manipular grandezas analógicas enviadas normalmente por sensores
eletrônicos. As grandezas elétricas analógicas tratadas por estes
módulos são normalmente tensão e corrente.
Faixas de utilização para tensão:
0 a 10 VCC
0 a 5 VCC
1 a 5 VCC
-5 a +5 VCC
-10 a +10 VCC (interfaces que permitem entradas positivas e
negativas são chamadas de Entradas Diferenciais);
Faixas de utilização para corrente:
0 a 20 mA
4 a 20 mA.
Exemplos de dispositivos normalmente ligados às
Entradas Analógicas:

Sensor de Vazão para líquidos


Faixa de medição: 3 a 30 cm/s
Saída 4 a 20mA

Sensor de distância a laser


Faixa de medição: 0,2 a 10 metros
Saída 4 a 20mA ou 0 a 10V

Sensor de Pressão para líquidos e gases


Faixa de medição: -12,4 a 250 milibar
Saída 4 a 20mA ou 0 a 10V
Exemplo: Sensor de temperatura 0 a 100oC que
disponibiliza 0 a 20mA em sua saída.
Exemplo: Sensor de temperatura 0 a 100 oC que disponibiliza 4 a 20mA em sua saída.
Fórmula:

Onde:
X = Valor atual na escala 1
Xi = Valor inicial da escala 1
Xf = Valor final da escala 1
Y = Valor atual na escala 2
Yi = Valor inicial da escala 2
Yf = Valor final da escala 2
Módulos especiais de entrada

Módulos contadores;

Módulos para encoder incremental;

Módulos para encoder absoluto;

Módulos para termopares (J, K, R, S, T, etc);

Módulos para termoresistências (PT-100, Ni-100, etc);

Módulos para Balanças– Células de carga (Strain-gauge);

Módulos para leituras (KWh, KW, Cosɤ, V, I, etc).
Módulos de saída
Existem 2 tipos:

Digital (relé, transistor ou triac)

Analógica

Saídas Digitais podem controlar:


- Relés;
- Contatores;
- Relés de Estado Sólido;
- Solenoides;
- etc.
Módulos ou Saídas Analógicas
Converte valores numéricos em sinais de saída em tensão ou
corrente. São encontrados no mercado os seguintes padrões:
0 a 10V
0 a 5V
0 a 20mA
4 a 20mA
Função desses sinais:

Atuar válvulas proporcionais;

Controlar Servo-Motores;

Controlar Inversor de Frequência;

Etc.
CLP DELTA – Série DVP
Cartões de Função:
Módulos de Extensão – Entradas Analógicas
Módulos de Medição de Temperatura
Lógica Combinacional
Lógica Sequencial
Funções do dispositivo DVP – Série SS
Funções do dispositivo DVP – Série SS
Valores em Binário:

Prática – Simulação, Depuração e execução do
programa.

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