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Universidade Federal Fluminense

Instituto de Educação Física


Curso: Licenciatura em Educação Física
Disciplina: Cultura Popular e Movimento
Profª: Cláudia
Aluno: Leonardo Lima da Silva
Atividade: Impressões sobre algumas manifestações das Culturas Populares Brasileiras - as
danças Cacuriá, Samba de coco e Toré
Data: 04 / 03 / 2021

IMPRESSÕES

Após assistir aos vídeos contendo estas manifestações da Cultura Popular Brasileira,
pude observar e formar algumas impressões. Começo expondo que desconhecia as mesmas,
portanto, fui apresentado a elas nesta oportunidade aqui proporcionada. Acredito que isto se
deva ao fato de que, apesar de fazer parte da cultura nacional, estas manifestações culturais
acabam ficando restrita a algumas regiões e grupos específicos dos quais estas tradições
façam parte mais intrinsecamente, não sendo portanto, propagada e conhecida em outras
regiões, principalmente as mais distantes, nesse país de tamanho continental. Para situar-me,
fiz uma breve (mas pessoalmente necessária) pesquisa sobre estas danças, cujos pequenos
trechos reproduzo abaixo:

TORÉ

O Toré é uma dança ritual realizada por diversos povos indígenas, inclusive
os tradicionais da bacia hidrográfica do rio São Francisco. É considerado o
símbolo maior de resistência e união entre esses povos e umas das principais
tradições dos índios do Nordeste brasileiro e de Minas Gerais.
O ritual é passado de geração a geração e possui diversos significados. Cada
povo possui seu toré próprio, mas, em geral, envolve uma dança circular ao
ar livre, na qual os índios, em fila ou em pares, acompanham o ritmo da
dança com cantos ao som de maracás, zabumbas, gaitas e apitos. (CBHSF,
2015)

Pude observar então que se trata de um ritual que une dança, religião, luta e
brincadeira, variando de acordo com a cultura de cada povo. Eles invocam cânticos
tradicionais e ancestrais para unir-se com as forças da natureza, expressando acontecimentos
históricos, culturais e naturais. O Toré está também ligado ao desejo de retomar as tradições
antigas, garantia de sua identidade indígena e demarcação de seus territórios.
No que tange às observações das diferenças da dança Toré entre as etnias nos vídeos
assistidos, como dito anteriormente, as variações ocorrem de acordo com a cultura de cada
povo. Nos vídeos, por exemplo, a etnia Pankararu usou vestimentas feitas com palha para
remeter a divindades (encantados), enquanto que as etnias Fulni-ô e Kariri-Xocó não
usaram estas vestimentas que remetem as tais divindades.

SAMBA DE COCO

Introduzido pelo vídeo Coco Raízes de Arcoverde.

O Samba de Coco é uma dança de origem africana que está ligada


diretamente à formação dos quilombos, tendo também uma forte influência
indígena. Os escravos, quando fugiam das senzalas e se refugiavam nos
quilombos, cantavam ao praticar o ritual da quebra de coco.

A marcação do ritmo, feita através de sapateados e de palmas, caracteriza-se


por serem bem firmes. Ao dançarem, os participantes pisam forte no chão e
desenvolvem seus passos. No samba de coco quem puxa os versos é o
‘tirador de coco' e quem responde em coro são os outros participantes da
dança. Os versos são informais e o canto é marcado pelos instrumentos de
percussão (SE GOVERNO DO ESTADO, 2014)

CACURIÁ
Esta colorida e coreografada dança, foi demonstrada através do vídeo Cacuriá Pé no
Terreiro Mergulhão.

O cacuriá é uma dança típica do estado do Maranhão, no Brasil, surgida


como parte das festividades do Divino Espírito Santo, uma das tradições
juninas. A dança é feita em pares com formação em círculo, o "cordão",
acompanhada por instrumentos de percussão chamados caixas do Divino
(pequenos tambores). (BRASILESCOLA, c2021)

Complementando, em outro site:

A música e as danças são constituídas por músicas menores. O seu ritmo é


dado por caixas e sempre há uma pessoa que introduz a ladainha, seguida
pelos participantes que, além de dançar, respondem ao coro.

A dança é feita aos pares ou em formato de roda. As moças dançam com


blusas geralmente curtas e saia comprida rodada, sempre adornadas por
flores. Já os rapazes costumam usar colete sem camisa por baixo e calças
curtas. Ambos dançam descalços (WIKIPEDIA, 2019)

Enfim, ao deparar-me com este material, me impressiona, mesmo neste pequena


fração aqui demonstrada, o quão rico é este país em termos de manifestações culturais belas
e distintas e que as mesmas não sejam conhecidas da grande maioria da população, ficando
restrita provavelmente a pequenos grupos / regiões de origem. Digo isto porque, mesmo
tendo feito meu ensino médio há 25 anos atrás, creio que desde então, até os dias atuais, em
sua maioria, (exceções à parte), as aulas da Educação Física tem sido homogêneas e
hegemônicas, não tirando proveito da diversidade cultural disponível e do ferramental
potente e particular que a Educação Física dispõe. Eu, particularmente digo isto porque, como
já escrito por mim no início, nunca tinha escutado sequer falar dessas danças antes, acredito
que seja por morar na região Sudeste e estas serem manifestações mais comuns do Nordeste.
Consequentemente, por desconhecê-las, não as vivenciei em minha vida pessoal, social e
escolar durante as aulas de Educação Física, nem de forma teórica (com textos, fotos,
trabalhos, vídeos etc), e nem de forma prática.
Hoje, com o conhecimento inicial proporcionado no primeiro período por algumas
matérias, dentre elas as Relações Étnico Raciais, que me apresentou a Lei 11.645/2008 , que
trata da temática da valorização da cultura afro-indigena brasileira de forma obrigatória na
escola, consigo relacionar estas manifestações com a Educação Física por estas serem partes
da Cultura Popular Brasileira, em forma de dança, que é uma atividade que pertence a área de
atuação da Educação Física. Portanto, pode e deve ser trabalhada durante as aulas da matéria
em questão, mostrando para os alunos a diversidade das manifestações culturais do país,
valorizando, reconhecendo e ajudando a preservá-las.

Referências disponíveis on-line:

O RITUAL TORÉ. cbhsaofrancisco, 2015. Disponível em:


<https://cbhsaofrancisco.org.br/noticias/cultura_blog/o-ritual-tore/>. Acesso em: 04 de
março. de 2021.

RONDINELLI, Paula. Cacuriá,. Brasil Escola, c2021. Disponível em:


<https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/cacuria.htm>. Acesso em: 04 de març. de
2021.

CACURIÁ. Wikipedia, 2019. Disponivel em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Cacuri


%C3%A1#:~:text=O%20cacuri%C3%A1%20%C3%A9%20uma%20dan%C3%A7a,do
%20Divino%20(pequenos%20tambores)>. Acesso em: 04 de març. de 2021.

APRENDA A DANÇAR SAMBA DE COCO NA OFICINA DO SÃO JOÃO DA GENTE


SERGIPANA. Sergipegovernodoestado, 2014. Disponível em:
<https://www.se.gov.br/noticias/desenvolvimento/aprenda-a-dancar-samba-de-coco-na-
oficina-do-sao-joao-da-gente-sergipana>. Acesso em: 04 de març. de 2021.

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