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Fichamento Cap.

3
Desenvolvimento Humano -
Papalia

Desenvolvimento pré-natal:
“O teste para gravidez identifica a
presença da gonadotrofina coriônica humana, que somente é produzida por
embriões e fetos. Portanto, não há falsos positivos. A gravidez poderá não ser
viável, mas um teste positivo para gravidez inequivocamente indica a ocorrência da
concepção.”

Normalmente, a gestação vatia entre 37 e 41 semanas (Martin, Hamilton et al.,


2009).

Idade gestacional: contada a partir do primeiro dia do último ciclo menstrual da


futura mãe.

Mudança física Causas e momento da ocorrência

Mamas ou
O aumento da produção dos hormônios femininos estrogênio e progesterona
mamilos
estimula o crescimento das mamas para a produção de leite (mais perceptível
sensíveis e
numa primeira gravidez).
inchados
Fadiga: O coração da mulher bombeia mais forte e rápido para produzir mais sangue
necessidade de para levar nutrientes ao feto. Aumenta ainda mais a produção de hormônios.
tirar mais A progesterona deprime o sistema nervoso central e pode causar sonolência.
cochilos Preocupação com a gravidez pode minar forças.

Sangramento de implantação pode ocorrer entre 10 e 14 dias após a


Sangramento fecundação, quando o óvulo fecundado prende-se ao revestimento do útero.
leve ou cólicas Muitas mulheres também têm cólicas (semelhantes às cólicas menstruais) na
medida em que o útero começa a aumentar.
Mudanças hormonais podem alterar as preferências alimentares,
Desejos por
especialmente durante o primeiro trimestre, quando os hormônios causam
comida
maior impacto.

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Mudança física Causas e momento da ocorrência

A elevação dos níveis de estrogênio produzidos pela placenta e pelo feto faz o
estômago esvaziar mais lentamente. Maior sensibilidade olfativa pode causar
Náusea com ou náusea em resposta a certos odores, como o de café, carne, laticínios ou
sem vômito alimentos picantes. A náusea matinal pode começar já duas semanas após a
concepção, mas geralmente de quatro a oito semanas, e pode ocorrer a
qualquer hora do dia.

Vontade
frequente de O alargamento do útero durante o 1o trimestre exerce pressão sobre a bexiga.
urinar

Leves dores de
A intensificação da circulação sanguínea causada por mudanças hormonais
cabeça
pode provocar essas dores.
frequentes
O aumento nos níveis de progesterona pode retardar a digestão, assim o
Constipação
alimento atravessa mais lentamente o trato intestinal

Variações de O fluxo de hormônios no começo da gravidez pode provocar altos e baixos


humor emocionais.

Fraqueza e Sensação de tontura pode ser causada pela dilatação dos vasos sanguíneos
tontura e baixa pressão, ou baixos níveis de açúcar no sangue.
A temperatura basal do corpo (a primeira medida feita pela manhã)
Aumento na
normalmente sobe logo após a ovulação a cada mês, e depois cai durante a
temperatura
menstruação. Quando cessa a menstruação, a temperatura permanece
basal do corpo
elevada.

Fonte: Mayo Clinic, 2005

Etapas do desenvolvimento pré-natal:


Período germinal:
- Ocorre do momento da fecundação até a segunda semana.
- O zigoto se divide, torna-se mais complexo e é implantado na parede do útero.
- Nas 36h após a fecundação, o zigoto entra numa fase de rápida divisão e
duplicação celular (mitose).
- Enquanto o óvulo fecundado se divide, ele também desce pela tuba uterina até
chegar ao útero (viagem que dura de três a quatro dias). Assume a forma de
blastocisto (esfera cheia de líquido que flutua livremente no útero até o sexto dia
após a fecundação). Então começa a se implantar na parede uterina.

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- Antes da implantação, quando começa a diferenciação, algumas células em torno
da borda do blastocisto agrupam-se em um dos lados para formar o disco
embrionário (espessa massa celular da qual o embrião começa a se desenvolver).
Essa massa se diferencia em três camadas:
Ectoderma: camada superior, vai se transformar na camada exterior da pele,
unhas, cabelo, dentes, órgãos sensoriais e sistema nervoso, incluindo o cérebro e
a medula espinhal
Endoderma: camada inferior, vai se transformar no sistema digestivo, fígado,
pâncrear, glândulas salivares e sistema respiratório.
Mesoderma: camada do meio, vai desenvolver-se e se diferenciar na camada
interna da pele, m´sculos, esqueletos e os sistemas excretos e circulatório.

“Outras partes do blastocisto começam a se desenvolver em órgãos que vão


amadurecer e proteger o desenvolvimento no útero: a cavidade amniótica, ou saco
amniótico, com suas camadas externas, o âmnio e o córion; a placenta e o cordão
umbilical. O saco amniótico é uma membrana cheia de líquido que envolve o
embrião em desenvolvimento, protegendo-o e dando-lhe espaço para se
movimentar. A placenta permite a passagem de oxigênio, nutrientes e dejetos
entre a mãe e o embrião. Ela está conectada ao embrião pelo cordão umbilical.
Nutrientes passam do sangue da mãe para os vasos sanguíneos embrionários, por
meio dos quais são levados, via cordão umbilical, para o embrião. Por sua vez, os
vasos sanguíneos embrionários no cordão umbilical transportam dejetos para a
placenta, de onde podem ser eliminados pelos vasos sanguíneos maternos. Os
sistemas circulatórios da mãe e do embrião não estão diretamente ligados; essa
troca ocorre por difusão através das paredes do vaso sanguíneo. A placenta
também ajuda a combater infecção interna e concede à futura criança imunidade a
várias doenças. Ela produz os hormônios que sustentam a gravidez, prepara as
mamas da mãe para a lactação e finalmente estimula as contrações uterinas que
vão expelir o bebê do corpo da mãe. “ (Página 110)

Período embrionário:
- Da segunda à oitava semana
- Os órgãos e principais sistemas do corpo (respiratório, digestivo e nervoso)
desenvolvem-se rapidamente.
- O embrião encontra-se muito vulnerável às influências destrutivas do ambiente
pré-natal.

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Período fetal:
- Oitava semana até o nascimento
- “Fetos não são passageiros passivos no útero das mãe. Eles respiram, chutam,
viram-se, flexionam o corpo, dão cambalhotas, movimentam os olhos, engolem,
cerram os punhos, soluçam e sugam os polegares. As membranas flexíveis das
paredes uterinas e do saco amniótico, as quais envolvem o anteparo protetor de
líquido amniótico, permitem e estimulam movimentos limitados. Fetos também
podem sentir dor, mas é improvável que isso aconteça antes do terceiro trimestre
(Lee et al., 2005).”
- “O feto responde à voz, às batidas cardíacas e às vibrações do corpo da mãe, o
que sugere que pode ouvir e sentir. Bebês famintos, não importa em que lado
estejam sendo segurados, voltam-se para o peito na direção de onde ouvirem a
voz da mãe (Noirot e Algeria, 1983, citado em Rovee-Collier, 1996). Assim, a
familiaridade com a voz da mãe pode ter uma função evolucionista de
sobrevivência: ajudar os recém-nascidos a localizar a fonte de alimento. Respostas
ao som e à vibração parecem começar na 26a semana de gestação, aumentam e
depois estabilizam-se na 32a semana (Kisilevsky, Muir e Low, 1992).”

Mês Descrição

Durante o primeiro mês, o crescimento é mais rápido que em qualquer


outra fase durante a vida pré-natal ou pós natal; o embrião alcança um
tamanho 10 mil vezes maior que o zigoto. No final do primeiro mês, ele
mede pouco mais de 1 centímetro de comprimento. O sangue flui em
suas veias e artérias, que são muito pequenas. Seu coração é minúsculo
1 mês
e bate 65 vezes por minuto. Ele já possui um esboço de cérebro, rins,
fígado e trato digestivo. O cordão umbilical, a ligação vital com a mãe, já
está funcionando. Um olhar atento pelo microscópio permite ver as
protuberâncias na cabeça que futuramente serão os olhos, ouvidos, boca
e nariz. O sexo ainda não pode ser identificado

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Mês Descrição

No final do segundo mês, o embrião se torna um feto. Ele mede cerca de


2 centímetros e pesa aproximadamente 9 gramas. A cabeça é metade do
comprimento total do corpo. As partes da face estão nitidamente
desenvolvidas, com brotamentos de língua e dentes. Os braços têm
mãos, dedos e polegares, e as pernas têm joelhos, tornozelos, pés e
dedos. O feto possui uma fina camada de pele e pode deixar impressões
7 semanas
das mãos e dos pés. As células ósseas aparecem aproximadamente na
oitava semana. Impulsos cerebrais coordenam os sistemas de órgãos.
Os órgãos sexuais estão se desenvolvendo; as batidas cardíacas são
regulares. O estômago produz sucos digestivos; o fígado produz células
sanguíneas. Os rins retiram ácido úrico do sangue. A pele agora é
suficientemente sensível para reagir à estimulação tátil.

No final do terceiro mês, o feto pesa em torno de 28 gramas e mede


aproximadamente 7,5 centímetros de comprimento. Ele tem as unhas
das mãos e dos pés, pálpebras (ainda fechadas), cordas vocais, lábios e
um nariz proeminente. A cabeça ainda é grande – cerca de um terço do
comprimento total – e a testa é alta. Seu sexo pode ser facilmente
identificado. Os sistemas de órgãos estão funcionando e, assim, o feto
pode agora respirar, engolir fluido amniótico até os pulmões e expeli-lo e,
3 meses ocasionalmente, urinar. As costelas e vértebras transformaram-se em
cartilagem. O feto pode agora efetuar uma variedade de respostas
especializadas: movimentar as pernas, pés, polegares e cabeça; pode
abrir e fechar a boca e engolir; se as pálpebras forem tocadas, ele as
fecha parcialmente; se a palma da mão for tocada, ele também a fecha
parcialmente; se forem os lábios, ele suga; e se for a sola do pé, os
dedos se abrem. Esses reflexos estarão presentes ao nascer, mas
desaparecerão durante os primeiros meses de vida.
O tamanho está aumentando em comparação ao da cabeça, que agora é
apenas um quarto do comprimento total do corpo, a mesma proporção
que terá ao nascer. O feto agora mede de 20 a 25 centímetros e pesa em
torno de 170 gramas. O cordão umbilical é tão longo quanto o feto e
continuará crescendo com ele. A placenta está agora totalmente
4 meses
desenvolvida. A mãe consegue sentir os chutes do feto, um movimento
conhecido como agitação, que algumas sociedades e grupos religiosos
consideram o começo da vida humana. As atividades reflexas que
apareceram no terceiro mês agora são mais enérgicas em virtude do
desenvolvimento muscular.

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Mês Descrição

O feto, pesando agora entre 300 e 500 gramas e medindo em torno de


30 centímetros, começa a mostrar sinais de personalidade individual. Ele
já tem padrões definidos de sono e vigília, tem uma posição favorita no
útero (sua inclinação) e torna-se mais ativo – chuta, contorce-se, estica-
se e até soluça. Encostando-se o ouvido no abdômen da mãe, é possível
5 meses ouvir as batidas cardíacas do feto. As glândulas sudoríparas e sebáceas
estão funcionando. O sistema respiratório ainda não é adequado para
sustentar a vida fora do útero; o bebê que nasce nessa fase geralmente
não sobrevive. Um pelo áspero começa a crescer como sobrancelhas e
cílios; na cabeça, um cabelo ralo; cobrindo o corpo, uma lanugem
chamada lanugo.

A taxa de crescimento fetal diminui um pouco – no final do sexto mês, o


feto mede cerca de 35 centímetros de comprimento e pesa em torno de
570 gramas. Ele tem camadas de gordura sob a pele; os olhos estão
completos, abrindo, fechando e vendo em todas as direções. Ele pode
6 meses ouvir e pode fechar a mão com força. O feto que nasce prematuramente
aos seis meses tem poucas chances de sobrevivência, pois o aparato
respiratório ainda não amadureceu. Os avanços da medicina, no entanto,
estão aumentando cada vez mais as chances de sobrevivência se o
nascimento ocorrer no final deste período.

No final do sétimo mês, o feto, com cerca de 40 centímetros de


comprimento, pesando entre 1,5 e 2,5 quilos, agora desenvolveu
plenamente os padrões de reflexo. Ele chora, respira e engole, e pode
sugar o polegar. A lanugem poderá desaparecer neste período ou talvez
7 meses permaneça até pouco depois do nascimento. O cabelo poderá continuar
crescendo. As chances de sobrevivência para um feto que pese pelo
menos 1,5 quilo são relativamente boas, contanto que receba assistência
médica intensiva. Provavelmente precisará ficar numa incubadora até
atingir o peso de 2,5 quilos.
O feto de 8 meses tem entre 45 e 50 centímetros de comprimento e pesa
de 2,5 a 3 quilos. Sua moradia está ficando apertada e, portanto, seus
8 meses movimentos tornam-se mais limitados. Durante este mês e no próximo,
desenvolve-se uma camada de gordura sobre o corpo do feto, a qual lhe
permitirá ajustar-se às temperaturas variáveis fora do útero

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Mês Descrição

Por volta de uma semana antes do nascimento, o feto para de crescer,


tendo alcançado um peso médio de aproximadamente 3,5 quilos e um
comprimento em torno de 50 centímetros; os meninos geralmente são
um pouco maiores e mais pesados que as meninas. Camadas de
gordura continuam a se formar, os sistemas de órgãos estão operando
9 meses -
com mais eficiência, o ritmo cardíaco aumenta e mais dejetos são
recém-nascido
expelidos através do cordão umbilical. A cor avermelhada da pele vai
desaparecendo. Ao nascer, terá permanecido no útero por cerca de 266
dias, embora a idade gestacional geralmente seja estimada em 280 dias,
pois a maioria dos médicos registra o início da gravidez a partir do último
período menstrual da mãe.

Influências ambientais: fatores maternos


Teratógeno: agente ambiental (vírus, drogas ou radiações) que pode interferir com
o desenvolvimento pré-natal normal.

Nutrição e peso da mãe:


- Mulheres grávidas precisam de 300 a 500 calorias adicionais por dia, incluindo
proteína extra.
- Mulheres com peso e constituição física normal que ganham entre 7 e 18 kg ou
mais têm menor probabilidade de ter complicações no nascimento ou gerar bebês
cujo peso ao nascer seja perigosamente baixo ou excessivamente alto.
- Um ganho de peso desejável depende do índice de massa corpórea (IMC) antes
da gravidez.
- Alimentação rica em DHA (ácido graxo com ômega-3, encontrado em salmões e
atuns): mostraram padrões de sono mais maduros (um sinal de desenvolvimento
avançado do cérebro).
- Ácido fólico ou folato (uma vitamina do grupo B): fundamental na dieta.

Aticidade física:
”Exercícios regulares evitam a constipação e melhoram a respiração, a circulação,
o tônus muscular e a elasticidade da pele, o que contribui para uma gravidez mais
confortável e um parto mais fácil e seguro (Committee on Obstetric Practice, 2002).
A atividade profissional durante a gestação geralmente não acarreta riscos em
especial. Entretanto, condições de trabalho exaustivas, fadiga ocupacional e longas
horas de trabalho podem estar associadas a um maior risco de nascimento

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prematuro (Luke et al., 1995).
A Escola Norte-Americana de Obstetrícia e Ginecologia (American College of
Obstetrics and Gynecology) (1994) recomenda que as mulheres com gravidez de
baixo risco sejam guiadas por sua própria capacidade e vigor. O procedimento mais
seguro parece ser exercitar-se moderadamente, não forçar e não elevar o ritmo
cardíaco acima de 150 e, como acontece com qualquer exercício físico, diminuir a
atividade aos poucos no final de cada sessão em vez de parar abruptamente.”
(Página 115)

Doenças maternas:
- ”A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é uma doença causada pelo
vírus da imunodeficiência humana (HIV), o qual debilita o funcionamento do
sistema imunológico. Se a gestante tiver o vírus presente no sangue, poderá haver
uma transmissão perinatal: o vírus poderá passar para a corrente sanguínea do
feto através da placenta durante a gestação, no parto, ao nascer ou após o
nascimento através da lactação.” (Página 117).
- “A rubéola, quando contraída pela mulher antes da 11ª semana gestacional,
provavelmente causará surdez e deficiências cardíacas no bebê.”
- “Uma infecção chamada toxoplasmose, causada por um parasita alojado no corpo
de bovinos, ovelhas e porcos e no trato intestinal de gatos, produz normalmente
sintomas parecidos aos do resfriado comum ou mesmo nenhum sintoma. Em uma
gestante, porém, sobretudo no segundo e no terceiro trimestres da gravidez, pode
causar danos ao cérebro do feto, distúrbio visual grave ou cegueira, convulsões ou
aborto espontâneo, parto de natimorto ou morte do bebê. Se ele sobreviver, poderá
ter problemas mais tarde, incluindo infecção nos olhos, perda de audição e
distúrbios de aprendizagem. O tratamento com drogas antiparasíticas durante o
primeiro ano de vida poderá reduzir os danos ao
cérebro e aos olhos (McLeod et al., 2006). Para evitar a infecção, as gestantes não
devem comer carne crua ou mal passada, devem lavar as mãos e toda superfície
onde a carne crua foi manuseada, descascar frutas e legumes crus ou lavá-los
muito bem e não devem cavar terra de jardim onde fezes de gato podem estar
enterradas. Mulheres que têm gato devem verificar se o animal tem a doença, não
devem alimentá-lo com carne crua e, se possível, ter alguém para esvaziar a lixeira
(March of Dimes Foundation, 2002).”
- “Mulheres com diabetes precisam ter certeza de que os níveis de glicose de seu
sangue estão sob controle antes de

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engravidar (Li et al., 2005). O uso de suplementos de multivitaminas durante os três
meses que antecedem a concepção e nos três primeiros meses de gestação pode
ajudar a reduzir o risco de defeitos de nascimento associados ao diabetes (Correa
et al., 2003)”

Ansiedade, estresse e depressão materna:


”O estresse e a ansiedade relatados por uma mãe durante a gravidez foram
associados a recém-nascidos com temperamento mais ativo e irritável (DiPietro et
al., 2010), à falta de atenção durante a avaliação do desenvolvimento em bebês de
oito meses (Huizink et al., 2002) e à afetividade negativa ou transtornos
comportamentais na segunda infância (Martin et al., 2000; O’Connor et al., 2002).
Além disso, o estresse crônico pode resultar em parto prematuro, talvez através da
ação de níveis elevados de hormônios do estresse (que estão envolvidos no início
do trabalho de parto), ou na redução do funcionamento do sistema imunológico, o
que torna as mulheres mais vulneráveis a doenças inflamatórias e à infecção,
ativando também o trabalho de parto (Schetter, 2009). Forte estresse entre a 24a e
a 28a
semana de gravidez tem sido associado a autismo, com deformação do cérebro em
desenvolvimento (Beversdorf et al., 2001). A depressão pode ter efeitos negativos
semelhantes sobre o desenvolvimento. Em um estudo sobre crianças britânicas,
aquelas cujas mães tinham estado deprimidas durante a gravidez mostraram
elevados níveis de comportamentos violentos e antissociais na adolescência,
mesmo quando ambiente familiar, depressão materna continuada e exposição pré-
natal ao álcool e à nicotina foram controlados (Hay et al., 2010). No entanto, as
mães deprimidas eram elas mesmas mais propensas do que a população geral a
se envolverem em atos antissociais semelhantes durante sua própria adolescência,
sugerindo que correlações passivas genótipo-ambiente precisam ser levadas em
conta.”

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