PRÁTICA DE PROCESSO CIVIL I PROF(A) JULIANA A.

CARDOSO
Essa matéria visa colocar em prática a lei material civil, ou seja, o Código Civil. Então para cobrarmos alguém de uma dívida, entramos com uma ação de cobrança, para afastarmos um marido que bate na mulher entramos com uma AÇÃO CAUTELAR DE SEPARAÇÃO DE CORPOS, para executar um cheque que não foi pago usamos a AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO.

Várias mudanças ocorreram no Código de Processo Civil, uma delas foi que antes acabava o processo tinha que entrar com ação de execução, agora continua tudo isso no próprio processo. Houve mudanças nos recursos visando dar maior celeridade.

• TIPOS DE AÇÕES
1- AÇÃO

DE CONHECIMENTO: Quando se leva ao conhecimento do Judiciário os fatos alegados pelo autor visando obter uma resposta sobre qual das partes tem razão, mediante aplicação de normas no caso concreto. Essas ações podem ser DECLARATÓRIAS (apenas visam declarar a existência ou não de um direito, não precisa executar a decisão apenas declara algum direito. Ex: Investigação de Paternidade, Usucapião); CONSTITUTIVAS OU DESCONSTITUTIVAS(O autor não busca apenas declarar algum direito violado, mas também visa modificar, criar ou extinguir algum direito, visa alterar alguma situação. Ex: divórcio.); CONDENATÓRIA(Além de declarar um direito, o autor visa que o outro seja condenado a alguma coisa, ou pagar, ou obrigação de fazer ou não fazer, a qual se não for cumprida, gera ao autor o direito de exigir do Estado que se faça valer coativamente sua decisão através da execução.

2- AÇÃO DE EXECUÇÃO: É a ação de provimento jurisdicional

eminentemente satisfativo do direito do credor, visa através de atos coativos obter o pagamento de uma obrigação que deveria ter sido realizada. Pode ser quando o autor possui um título judicial ou extrajudicial.

3- AÇÃO CAUTELAR: Visa a concessão de uma garantia

processual que assegure a eficácia da ação de conhecimento ou de execução, não se destina a resolução de litígios, mas sim garantir que os demais tipos de ações sejam eficazes em sua finalidade. A ação cautelar visa afastar um perigo decorrente da demora no desenvolvimento dos processos principais.Ex: Ação de Sustação de Protesto.

• ELEMENTOS DA AÇÃO

PARTES: São aqueles que participam da relação jurídica processual desenvolvida perante o juiz. O autor é aquele que deduz a pretensão em juízo e o réu é o que resiste à sua pretensão. CAUSA DE PEDIR: São os fatos e fundamentos jurídicos que levam o autor a procurar o juiz. É a descrição da lide e do direito/lei que é aplicada aquele caso, pode ser CAUSA DE PEDIR PRÓXIMA OU JURÍDICA(É o direito que foi violado) CAUSA DE PEDIR REMOTA OU FÁTICA(São os fatos, a historinha, indicação da lesão de algum direito do autor. O Judiciário somente irá agir baseado nos fatos conflitantes. PEDIDO: Toda ação deve conter pelo menos 2 pedidos, ou seja, o que o autor deseja. Há o pedido imediato que é feito ao juiz solicitando que ele dê uma sentença, uma decisão ou condenatória, ou executiva ou cautelar (EXEMPLO: AO FINAL SEJA JULGADO TOTALMENTE PROCEDENTE A PRESENTE AÇÃO, SEJA CONCEDIDA A TUTELA ANTECIPADA, SEJA CONCEDIDA A MEDIDA LIMINAR). E há o pedido mediato que é a exigência de algo do autor ao réu.(EXEMPLO: CONDENAÇÃO DO RÉU AO PAGAMENTO DE ALGO)

• CONDIÇÕES DA AÇÃO

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POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO: Pedido ser possível. LEGITIMIDADE: A pessoa ser legítima para entrar com a ação ou poder ser réu. INTERESSE DE AGIR: é o binômio necessidadeadequação(necessidade de entrar com a ação e entrar com a ação adequada, com pedidos adequados.)

CRITÉRIOS DE COMPETÊNCIA
Mesmo dentro de cada justiça(federal, eleitoral, militar, estadual) há critérios que determinam qual, dentre os vários órgãos existentes será o competente para apreciar o conflito. Então, para achar o juízo ou juiz competente para resolver seu problema é necessário aplicar esses critérios.

CRITÉRIO EM RAZÃO DO TERRITÓRIO OU DE FORO: É o critério indicativo do local onde a ação deverá ser ajuizada. Esse critério determinará qual a comarca ou seção judiciária onde deverá a demanda ser proposta. Cada Código, em cada caso traz de acordo com o assunto envolvido, o local exato onde se deve ingressar com a ação. Tais regras são para beneficiar as partes. Esse critério é relativo pois se as partes entrarem em um consenso, esse local pode ser alterado.(foro de eleição). - domicílio das partes; -situação da coisa; -pelo lugar de contratos ou fatos.

CRITÉRIO EM RAZÃO DA MATÉRIA: É analisar a matéria que está sendo discutida no processo, há órgãos especializados, na qual possui juízes especializados e com conhecimento aprofundado sobre o assunto. Esse critério é absoluto, não pode ser alterado pela vontade das partes. Ex: Vara da Família, Acidentes de Trabalho, Varas Cíveis, Varas Criminais etc...

Aqui. as de grande valor outros juízos competentes. pode ser escolhido pelas partes. pois. Esse critério é também relativo. Caso as partes não falem nada. ocorre a PRORROGAÇÃO DA COMPETÊNCIA( o juiz incompetente se torna competente para julgar aquela causa). Agora se a outra parte alegar através de exceção de incompetência que o juiz é incompetente. Território e Valor da Causa. deve mandar o processo imediatamente para o juiz competente. Em relação ao território e o valor da causa chamamos de COMPETÊNCIA RELATIVA. gera nulidade absoluta.• CRITÉRIO EM RAZÃO DA PESSOA/FUNCIONAL: Algumas pessoas gozam de privilégios e por isso devem ser julgadas por juízes especializados. • CONEXÃO E CONTINÊNCIA: . Em relação à matéria e a pessoa chamamos de COMPETÊNCIA ABSOLUTA. Ex: Eleição de foros em contratos de adesão. não entrem com exceção de incompetência-defesa do réu. portanto as causas de pequeno valor tem um juiz competente. O juiz vendo que essa competência não está sendo respeitada. A não observância dessa competência gera a completa nulidade do processo. Matéria e Pessoa/Funcional. ou seja. pode ser argüida em qualquer fase do processo. COMPETÊNCIA RELATIVA- Interesse Privado. CRITÉRIO EM RAZÃO AO VALOR DA CAUSA: Toda causa deve ter um valor atribuído na inicial. Tal privilégio é justificado pelo interesse público. portanto. ela é feita para atender interesses privados e por isso podem ser alteradas pelo consenso das partes ou renunciada por alguma parte. Também é critério absoluto e não pode ser mudado pela vontade das partes. só pode ser argüida no prazo de resposta do réu. gera nulidade relativa. o juiz só fala algo se ele for provocado. ai sim deve mudar o juiz. é aquela estabelecida em favor do interesse público. OBSERVAÇÃO: COMPETÊNCIA ABSOLUTA- Interesse Público. não pode ser mudada pela vontade das partes(foro de eleição).

Aqui as duas ações não são idênticas. 3. Essa reunião deve ocorrer pois os processos apresentam identidade do pedido ou da causa de pedir. DAS PARTES PROCURADORES NO PROCESSO E SEUS . não há como unir os processos pois as competências são diferentes e absolutas. Quando acontece o fenômeno na conexão ou continência o juiz que irá ficar com ambos os processos será aquele que primeiro tomou ciência de algum processo. Assim. como por exemplo: Processo Criminal de Lesão Corporal e Processo Cível de Indenização pelos danos dessa lesão corporal. nesse caso. mas o pedido de uma delas engloba o da outra. OBSERVAÇÃO: Pode acontecer da conexão estar em processos com competências absolutas diferentes. Quando surge essa briga. um processo pára até que se julgue o outro. 2. ocorre quando duas ações possuem as mesmas partes e a mesma causa de pedir. quem decide quem é competente é o juízo hierarquicamente superior a ambos os juízes.CONEXÃO( Art.CONFLITO DE COMPETÊNCIA É possível que dois juízes se dizem competentes para julgar alguma ação. 103 CPC) Reunião de duas ou mais ações para julgamento em conjunto. ou quando há conflito na reunião ou separação de processos. ou quando ambos dizem que são incompetentes. É o chamado JUIZ PREVENTO. pois os pedidos são diferentes. porém uma delas tem conteúdo abrangido por completo pela outra demanda.1.CONTINÊNCIA É uma espécie de conexão. e indicativo que a permanência delas em diferentes processos pode gerar decisões diferentes. afim de evitar a existência de sentenças conflitantes(evitando que as partes tenham duas decisões diferentes).

urbanidade. recorrer. na defesa de seus interesses e buscando formar o convencimento daquele que irá decidir. ---------------------PARTES----------------------2. A princípio a relação processual ocorre somente entre as partes e o Juiz. Essa finalidade ocorre mesmo que as partes não exerçam suas faculdades processuais e deixem de movimentar o processo. também há deveres impostos para as partes.RELAÇÃO JURÍDICA PROCESSUAL: A relação jurídica existente no processo existe entre as partes/litigantes e o Estado-Juiz.1. comparecer nos atos processuais etc. • . boa fé. pode praticar atos destinados ao exercício do seu direito de ação e defesa. observam os deveres a elas impostos e sujeitam-se aos ônus processual. como por exemplo atuar no processo com lealdade.FACULDADES. como por exemplo: o direito de produzir provas. DEVERES E ÔNUS PROCESSUAIS • FACULDADES PROCESSUAIS: As partes. Conforme o processo escolhido ou a fase processual a denominação da parte varia: -Autor X Réu -Credor X Devedor -Exequente X Executado -Denunciante X Denunciado -Recorrente X Recorrido 3. como até mesmo na esfera criminal(desobediência). Essa relação é complexa porque é impulsionada pela prática de vários atos processuais ordenados pelas partes e pelo juiz. pois o processo se inicia pelo princípio da ação e se movimenta pelo princípio do impulso oficial. DEVERES PROCESSUAIS: Por outro lado. além dos direitos. todos visando a obtenção da tutela jurisdicional.. exercem faculdades que lhes são oferecidas. cujo descumprimento poderá acarretar sanções não só no próprio processo civil(litigância de má-fé). pois somente com a análise da petição inicial e deferimento pelo juiz é que as partes começam a ter relação processual.CONCEITO DE PARTE: Partes são aquelas pessoas que participam da relação processual existente com o Estado-Juiz..

. consistente em trazer desvantagem perante aquele que irá decidir a lide. sem debilidade mental e vontade plena. tais como nascituro. inventariante). idade. a substituição processual é legitimação extraordinária. desde que corretamente representados(genitor. 5. em nome próprio. caso a ação seja transmissível. espólio e condomínio eles também podem ser partes no processo de seus interesses. exige a lei processual os mesmos requisitos da lei civil. muito embora ninguém seja a ela obrigado. massa falida. e o estabelecimento da presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. a qual significa a alteração da pessoa que figura em um dos pólos do processo. Após estabilizada a demanda. síndico. nosso ordenamento jurídico somente permite a substituição das partes originárias em caso de falecimento(habilitação de sucessores). as quais apesar de não serem obrigatórias geram prejuízos na relação jurídica processual. Essa substituição processual é diferente da substituição de parte. Exemplo: Contestação. equivale ela a personalidade jurídica. exige as regras da capacidade de exercício do Código Civil. agindo o substituto na defesa do interesse que não lhe pertence. OBSERVAÇÃO: Venda do bem que está no processo--- Mesmo assim as partes continuam no processo. o máximo que pode ocorrer é que o terceiro que comprou entre no processo como terceiro interessado/assistente. Já a capacidade processual(legitimatio ad processum). senão ela é extinta. possibilitando inclusive o julgamento antecipado da lide.• ÔNUS PROCESSUAIS: São faculdades processuais concedidas às partes.SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL E SUBSTITUIÇÃO DE PARTE: O titular da ação é aquele titular do direito material violado. só quando a lei permitir é admissível que terceiro venha a juízo tutelar direito alheio.CAPACIDADE DE PROCESSUAL: ESTAR EM JUÍZO E CAPACIDADE Qualquer pessoa que possua capacidade de ser sujeita de direitos e obrigações na vida civil tem capacidade de estar em juízo. como a relação jurídica processual implica atos de manifestação de vontade. a sua ausência gera uma desvalia/prejuízo processual ao réu. Ex: Ação Civil Pública(meio ambiente. proteção animais) ou Ação Popular. 4. Muito embora algumas ficções jurídicas não possuam personalidade civil.

Essa procuração jamais deve ser dispensada. muito embora o menor possa ser parte no processo(capacidade de estar em juízo). Agora caso o advogado queira sair. ------------------ADVOGADO---------------------1. pois a primeira o processo já se iniciou e por isso gera extinção do processo sem o seu julgamento de mérito. Exemplo: Quando o advogado advoga em causa própria. Porém a lei coloca como exceção e permite em alguns casos a postulação diretamente pelas partes. ele não tem capacidade processual por isso deve estar acompanhado de seu representante legal. da mesma forma ocorra com a pessoa jurídica que deverá estar no processo devidamente representada. caso o réu queira trocar o advogado ele também deve nomear outro advogado senão o processo corre a revelia. o autor deve constituir um outro advogado sob pena de extinção do processo. Ele não assume a posição de parte da ação mas sim seu representante que comparece nos autos para representá-lo. por instrumento público(analfabeto) ou particular para a prática dos atos processuais. Caso a parte queira substituir o advogado. Portanto tudo que a parte quiser permitir que seu advogado realize deve constar nessa procuração. desde que depois se junte a procuração. 38 CPC). OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Capacidade processual é diferente de legitimidade. sendo absolutamente nulo o processo no qual a parte não tenha advogado.Assim.CAPACIDADE POSTULATÓRIA: Todo o processo possui todas as suas regras no Direito. deve comunicar por escrito a parte para constituir novo advogado ficando no processo por até 10 dias até novo advogado entrar. por isso somente aquele habilitado em curso superior jurídico tem capacidade de postular em juízo. Para que o advogado represente a parte de maneira válida é necessário que essa parte outorgue mandato/procuração ad judicia(art. possui regras próprias. já a segunda é condição da ação e por isso gera nulidade do processo por carência da ação. juizado especial cível quando o valor da causa não passar de 20 salários mínimos. É sua a exclusividade da capacidade postulatória. porém medidas urgentes podem ser praticadas independentemente de mandato. . Por isso o advogado tem esse conhecimento e representa as partes no processo. técnicas e precisa de pessoas que tenham conhecimento das leis.

). Ação de Nulidade de Casamento. Primeiramente deve ele tratar as partes com igualdade. Ex: Justiça Gratuita. prazo em quádruplo para contestar e dobro para recorrer. Código de Defesa do Consumidor etc. 82 DO CPC): Nesse caso o Ministério Público é um sujeito especial no processo. tais vantagens não são em favor da instituição. Ação de Investigação de Paternidade etc. manifestação em ultimo lugar quando o MP atuar como fiscal da lei.. -NATUREZA DO LITÍGIO. Código de Defesa do Consumidor. o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ações expressamente previstas na lei. A lei fornece diversas vantagens processuais ao MP. é claro que a lei já prevê situações em que visando dar a igualdade ela concede alguns benefícios para uma das partes. O Ministério Público pode exercer 2 funções: 1º. da coletividade.. Não estão sujeitos a pagamento de custas e honorários advocatícios. A ausência do MP em processos que sua presença era obrigatória gera nulidade absoluta do processo. como: Necessidade de intimação pessoal do representante do MP de todos os atos do processo.MINISTÉRIO PÚBLICO COMO PARTE( ART. 2º MINISTÉRIO PÚBLICO COMO FISCAL DA LEI( ART. interesses difusos. 81. mas em favor dos interesses públicos. ao contrário das partes que são intimadas pelo Diário Oficial. CPC): Nessa qualidade.. -------------------JUIZ----------------Juiz no processo é essencial e garante o bom andamento do processo. cabendo-lhe respeitar todos os direitos e ônus de parte no processo. agindo em nome próprio mas na defesa de interesses alheios(substituição processual). Ex: Ação Civil Pública(proteção do meio ambiente. patrimônio etc. -QUANDO TIVER INCAPAZES ENVOLVIDOS. A lei fala em 3 hipóteses que o MP entra como fiscal da lei. Essas funções estão também disciplinadas na Lei dos Mandados de Segurança.Estado exige maior controle na correta aplicação da lei. Pedido de Interdição. -PARTICIPAÇÃO GENÉRICA EM TODOS OS PROCESSOS EM QUE SE FAÇA PRESENTE O INTERESSE PÚBLICO. Inversão da Onus da .. Lei da Ação Civil Pública.. pois sua presença é importante pois há um interesse público enorme na aplicação correta da lei.-------------------MINISTÉRIO PÚBLICO----------------------O Ministério Público tem como função constitucional a defesa dos interesses sociais..

(Art. CPC). com exceção das ações de estado. apresentar sua defesa. A ausência da citação ou algum vício gera nulidade absoluta do processo. sobrevindo nomeação de médico para elaboração de laudo e. se ela for feita corretamente. 222 E 223 DO CPC)--- Esse tipo de citação é faculdade concedida ao autor e poderá ser feita para qualquer comarca do país. A REGRA é.. pessoa de direito público.MODALIDADES DE CITAÇÃO: A citação pode ser CITAÇÃO REAL ou CITAÇÃO FICTA OU PRESUMIDA. suspeição. residir em local não . . O juiz deve ser sempre imparcial no processo. CITAÇÃO 1. As partes cabem apenas iniciar o processo. pois o juiz deve levar o processo até o final. Havendo suspeita de demência ou incapacidade do réu.A citação deve ser sempre realizada na pessoa do réu ou de quem tenha poderes específicos para recebê-la em seu lugar. é um comparecimento espontâneo. a relação jurídica processual torna-se completa com a integração do réu ao processo. Assim.PELO CORREIO(ART. nomear-se-á em seu favor um curador para a prática do ato.. caso citado não dê a resposta no processo caracteriza-se a revelia. reconhecida a impossibilidade de compreensão da citação pelo requerido.CONCEITO E GENERALIDADES: Recebida a petição Inicial o juiz determinará a citação do réu. pelo princípio do impulso oficial. ato pelo qual este é chamado a juízo para. deverá o oficial de justiça certificar a ocorrência. OBSERVAÇÃO: Pode acontecer do réu aparecer antes da citação no processo. de maneira mais célere e econômica. quando o réu for incapaz. 213. ou seja.Prova etc. 2. Através do cumprimento válido dessa citação. • CITAÇÃO REAL: São aquelas recebidas pessoalmente pelo réu ou por quem o represente. nesse caso não precisará de citação. por isso o juiz não pode atuar no processo quando houver impedimento. querendo.

sendo obrigatória a constituição em seu favor de um curador especial. prazo para defesa. defesa formal. OBSERVAÇÃO: . em jornal oficial e 2 vezes em jornais locais e o prazo para contestar é de 20 a 60 dias dependendo da decisão do juiz. 231 A 233 CPC)--- Ocorre sempre que o réu se encontre em local incerto. não sofrerá os efeitos da revelia. data da audiência se houver. ensejando invalidade na citação por edital.419/2006)- Essa lei introduziu a possibilidade de citação por meio eletrônico. descrevendo tudo que ocorreu.PORTEIRO RECEBER. Sua validade está ligada à assinatura do réu ou de quem o represente no aviso de recebimento. ele recebe o mandado de citação que conterá o nome do autor e do réu. Logo.POR OFICIAL DE JUSTIÇA( ART. 227 A 229 CPC)- Por vezes o réu se furta de receber a citação com o intuito de prejudicar o . cópia da petição inicial(contrafé). Em caso de recusa do recebimento da contrafé deverá o oficial certificar o ocorrido no mandando. . colhendo a assinatura do réu no mandado. São requisitos de validade do edital a afirmação do autor ou a certidão do oficial que ateste estar o réu em local incerto ou não sabido. . O autor pode responder por perdas e danos caso dolosamente fale que desconhece o paradeiro do réu.ENTREGA EM EMPRESA-RECEPÇÃO RECEBER -ENTREGA EM CONDOMÍNIOS. sendo estabelecida simples presunção de seu conhecimento da existência da ação. advertência que caso o réu não resposta serão presumidos verdadeiros todos os fatos alegados na petição inicial pelo autor. ou quando a citação pelo correio tiver sido frustrada ou quando a lei vedar a citação por correio. • CITAÇÃO FICTA OU PRESUMIDA: Nesta espécie de citação não existe a certeza de que o ato tenha realmente chegado ao conhecimento do réu.CITAÇÃO POR EDITAL(ART. ele lerá o mandado e entregará a contrafé. 225 E 226 CPC)- Essa citação cabe quando o autor não optar pela citação por correio. . assinatura do juiz. .atendido pelos Correios e nos processos de execução. o endereço dos dois. não sabido ou nos casos expressos em lei. afixação do edital na sede do juízo.POR MEIO ELETRÔNICO( LEI Nº 11. o qual passa a ter incumbência de formular a sua defesa nos autos. O oficial de justiça é auxiliar do Juiz. Encontrado o réu pelo oficial de justiça.CITAÇÃO POR HORA CERTA(ART. mas não está sendo adotada ainda.

-LITIGIOSIDADE: Eventual alienação de coisa discutida em juízo após a citação válida é ineficaz para o processo. feita a citação por hora certa. na hora que designar. efetuará a citação e deixará a contrafé com os familiares ou vizinhos. No dia agendado. do seu retorno no dia imediato para efetuar a citação.autor. não encontrando o réu. sem a necessidade de prova do seu recebimento. Por fim. que se vê impedido de formar a relação jurídica processual e obter a satisfação de seu direito. A venda não é proibida. ATOS PROCESSUAIS . 3. 4. -PRESCRIÇÃO: realizada a citação válida a prescrição retroage a data da distribuição da ação. -LITISPENDÊNCIA: Existência de duas ações idênticas em andamento.DIFERENÇA ENTRE INTIMAÇÃO E CITAÇÃO: Citação chama o réu ao processo para se defender e intimação é apenas comunicação dos atos processuais. sem localizá-lo. na ausência destas. o oficial deverá informar qualquer pessoa da família do réu.EFEITOS DA CITAÇÃO: A citação válida gera vários efeitos processuais e materiais e ainda interrompe a prescrição. -CONSTITUIÇÃO DO DEVEDOR EM MORA: A citação constitui em mora o devedor de uma obrigação. lavrando certidão pormenorizada de todos os atos e circunstâncias do evento. Para ter validade essa citação o oficial de justiça deve procurar o réu por três vezes em seu domicílio. ou.PREVENÇÃO: É gerada pelo primeiro juiz a realizar a citação válida e serve de solução do conflito entre juízes de competência distintas(comarcas distintas). qualquer vizinho. enviará o escrivão carta registrada ao réu dando-lhe ciência do ocorrido. Ele apenas pode entrar como assistente no processo. ciência do que está acontecendo no processo. porém aquele que comprar corre o risco de eventual sucesso do alienante no processo. O primeiro processo a realizar a citação válida prossegue sobrevindo a extinção dos demais. Então nesse caso a lei permite que a citação seja feita realizada na pessoa que não é o réu. convocando alguém para que faça algo ou deixe de fazer alguma coisa. em dias e horários diferentes. . Havendo suspeita de ocultação. não gerando a alteração das partes e vinculando seu destino à futura sentença.

. nesses atos as partes abrem mão de seus direitos. Nos casos de penhora ou citação. Citação. São em sua maioria atos formais. deixar de querer algo): São os atos que visam facilitar a composição. inclusive domingos e feriados. Governador.ATOS DAS PARTES: Os atos das partes classificam-se em: • ATOS POSTULATÓRIOS(pedir algo. como o direito de recorrer). E há os atos de modificação/extinção que servem para movimentar o processo. ATOS PROBATÓRIOS(provar algo): Aqueles destinados a trazer aos autos os elementos de convencimento ao juiz. Solicitações que o juiz faz e a Sentença. 172 e seguintes CPC): Trata do horário hábil para as práticas dos atos processuais. Ex: Petições Iniciais. Contestações. 2. é possível realizar fora do horário normal. Há os atos de criação que são aqueles que foram realizados para iniciar a ação/processo. Recursos.ATO PROCESSUAL NO ESPAÇO: Normalmente os atos processuais devem ser praticados na sede do juízo/dependências do Fórum. Transação(É ato bilateral na qual o autor abre um pouco a mão • • .1. Ex: Petição Inicial. desde que respeitadas a inviolabilidade do domicílio à noite e mediante expressa autorização judicial.ATO PROCESSUAL NO TEMPO(Art. Reconhecimento do pedido do outro( uma parte reconhece o direito o outro e o juiz somente homologa essa decisão). Deputados etc. ou quando alguem mostrar a necessidade de ser realizado fora do Fórum como pessoas enfermas. as exceções ocorrem quando algumas pessoas tiverem prerrogativas pessoais como o Presidente da República. mas a lei permite que as vezes ultrapasse esse horário quando a interrupção for prejudicial à diligência ou puder resultar em grave dano. Contestação/Defesa. 3. Ex: Despachos. ATOS DE DISPOSIÇÃO( dispor de algo. exigem certa formalidade sob pena de nulidade do processo. os acordos na lide. visando demonstrar a veracidade dos fatos alegados pelas partes. não inclui feriados estaduais ou municipais ou férias) das 06:00 hs às 20:00 hs..CONCEITO: São todos os atos praticados pelos Sujeitos do Processo(Partes e Juiz) visando dar andamento ao processo. postular): Aqueles mediante os quais as partes trazem suas teses de fato e direito para o juiz. 4. Ex: Renúncia(Ato Unilateral pelo qual uma parte abre mão de uma faculdade processual. Os atos devem ser praticados nos dias úteis(segunda a sexta feira.

mas não coloca fim ao processo. podem colocar meio fim no processo quando extingue o processo sem julgamento do mérito e o assunto poderá ser discutido de novo em outro processo. cabe ao juiz fixá-lo. acolhendo ou não os pedidos do autor. e o juiz deve seguir o processo através do PRINCÍPIO DO IMPULSO OFICIAL. SENTENÇA: É o ato que o juiz decide o processo colocando fim nesse processo. o juiz não analisou a matéria. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA: São os atos pelos quais o juiz decide alguma questão incidente no processo. a matéria do processo. 5. que é a chamada preclusão e ao juiz às vezes. deverão ser redigidos. Todos os prazos processuais estão previstos nas leis. do direito de ação. ante o que reza o princípio do impulso oficial. porém em caso de omissão quanto à esse prazo.CONCEITO: As partes devem dar início ao processo através do PRINCÍPIO DA AÇÃO. a possibilidade de receber sanções administrativas.de seu direito e o réu também. datados e assinados pelo juiz. conforme afirma o artigo 185 do CPC. As sentenças cabem como recurso o recurso de apelação. • DESPACHOS: São atos sem qualquer conteúdo decisório e tem por finalidade impor a marcha normal do processo. são decisões que cabem como recurso o agravo retido ou de instrumento. • • PRAZOS PROCESSUAIS 1. e há também as decisões definitivas que o juiz analisou o mérito. A inobservância desses prazos acarretará as partes a perda da faculdade processual concedida. Não se trata de decisão e por isso não cabe recurso apesar de que se algo tumultuar muito o processo cabe correição parcial. é acordo entre as partes) ou Desistir do Processo. porém é imposto aos sujeitos do processo prazos para o cumprimento dos seus atos processuais.CLASSIFICAÇÕES DOS PRAZOS: .ATOS DO JUIZ: Está definido no artigo 162 do CPC. e se o juiz não fixar deve-se aplicar o prazo de 5 dias. 2.

OBSERVAÇÕES: O Ministério Público atuando como parte no processo. Agora se essa ausência de observância do prazo e a preclusão não gerarem vantagens nem desvantagens às partes. a aplicação de sanções de natureza administrativa. 3. mas a doutrina ensina que o melhor critério a ser adotado é aquele que afirma que os prazos peremptórios é todo o prazo que se não observado altera a relação processual jurídica gerando um prejuízo ao omisso e vantagens processuais à outra parte. possibilitando..DO CURSO DOS PRAZOS E CONTAGEM DOS PRAZOS: Todo prazo em regra é contínuo. Já o prazo impróprio são aqueles estabelecidos pelo juiz e seus auxiliares. Porém o MP tem o quádruplo de prazo para contestar e o dobro para recorrer. apresentar exceções ou reconvenções etc. já na qualidade de fiscal da lei ele possui prazo impróprio. 178 do CPC). porém eles precisam ser requeridos antes do vencimento. sobrevindo porém férias forenses. sendo prazos próprios. porém há alguns prazos que já estão jurisprudencialmente aceitos que são peremptórios como o prazo para contestar. impossibilitando sua prática posterior e prosseguindo o procedimento para o seu estágio subseqüente. A lei não costuma dizer claramente quais são os prazos dilatórios e quais são os prazos peremptórios. fundado em motivo legítimo e o juiz preciso aprovar e fixar o novo vencimento. A Fazenda Pública também tem esse prazo.A) PRAZOS PRÓPRIOS E IMPRÓPRIOS: O prazo próprio é aquele imposto às partes. B) PRAZOS DILATÓRIOS E PEREMPTÓRIOS: O prazo é dilatório pois é aquele que comporta ampliação ou diminuição desse prazo pela vontade das partes ou do juiz. portanto cabe ao juiz dizer quais são os prazos a serem aplicados. testemunha geralmente são dilatórios. recorrer. conforme o artigo 81 do CPC sujeita-se aos mesmos prazos das partes. pois acarreta a preclusão pelo vencimento do seu termo final. com exceção no que ocorre nas comarcas de difícil acesso e transporte ou em casos de calamidade pública.. estamos no campo dos prazos dilatórios. não se interrompendo nos feriados ou dia não útil( Art. Paralisada a . suspende-se os prazos. posto não gerarem qualquer conseqüência processual se não observados. Já os prazos peremptórios são aqueles inalteráveis pelo juiz ou pelas partes. Já os prazos para apresentar diligencia. entretanto.

4. conforme artigo 180 do CPC. que é o fenômeno da perda da faculdade processual de praticar um ato. podendo implicar apenas no prosseguimento do feito para o estágio/fase seguinte. Superado o motivo que deu causa à suspensão. 183 CPC- Decorrido o prazo.contagem. conta-se apenas o prazo remanescente. conforme afirma o artigo 183 do CPC: “Art. • Convenção das partes se o prazo for dilatório. independentemente de declaração judicial. Já se as partes não respeitarem prazo processual ocorre a chamada preclusão. caso o juiz não respeite o prazo processual cabe às partes.” Nem toda preclusão gera um prejuízo àquele que perdeu o prazo. o restante recomeçará a fluir a partir do primeiro dia útil seguinte ao término das férias. A preclusão classifica-se em: . Ministério Público reclamarem ao Presidente do Tribunal de Justiça para instauração de procedimento administrativa e possível aplicação de penalidade. suspeição ou impedimento do juiz. o direito de praticar o ato. Exemplo: Intimação feita na sexta feira--- início do prazo na segunda feira(se for útil) e o término do prazo também se cair em dia não útil ou quando não houver expediente normal o prazo se encerrará no primeiro dia útil subseqüente.DA INOBSERVÂNCIA DO PRAZO PROCESSUAL: Primeiramente. • Exceção de incompetência. Os prazos em regra são contados excluídos do dia do começo e inclusão do dia do vencimento. Também suspendem-se os prazos quando: • Morte ou perda da capacidade processual da parte ou de seu procurador. extingue-se. estes só começam a fluir a partir do primeiro dia útil seguinte ao da intimação. Como a intimação é o marco inicial dos prazos.

depois não pode entrar com a outra. com a escolha de uma das hipóteses legalmente oferecidas para a prática do ato. não poderá ser praticado novamente. outro exemplo é a parte solicitar através de petição uma produção de provas periciais e depois solicitar o julgamento antecipado do processo sem mais provas a produzir. PRECLUSÃO CONSUMATIVA: É aquela que a faculdade processual já foi exercida validamente. Pelo fato do ato já ter sido praticado. ocorre a revelia e presume-se verdadeiros os fatos alegados pela parte autora. ou a parte perde o prazo para recorrer. Ex: Parte deixou de contestar. Ex: Parte já apelou e por isso não pode entrar com outro recurso como embargos de declaração. reconvenção ou exceção. PRECLUSÃO LÓGICA: É a perda da faculdade pela prática de um ato anterior incompatível com o ato posterior que se pretende realizar. • • . Ou na fase de resposta do réu que pode ser contestação. a contestação e reconvenção a lei fala que deve ser interpostos juntas e se entrar com uma só. não pode tentar mudar o que a sentença fixou. depois não poderá recorrer. Ex: Parte que aceitar expressa ou tacitamente a sentença dada no processo.• PRECLUSÃO TEMPORAL: É a perda da faculdade de praticar um ato processual em virtude da não observância de um prazo estabelecido em lei ou pelo juiz. Decorre da incompatibilidade entre o ato praticado e outro que se queria praticar também.

estabelecendo a relação jurídica processual entre o autor e o juiz. ao qual deve preencher os requisitos do artigo 282 do CPC.PROCESSO DE CONHECIMENTO O processo de conhecimento visa levar ao Judiciário o conhecimento de uma lide. FATOS E FUNDAMENTOS JURÍDICOS: É necessário conter os fatos e as causa de pedir próxima e remota. São eles: • • • JUIZ OU TRIBUNAL A QUE É DIRIGIDA: é o endereçamento. PETIÇÃO INICIAL 1. possibilitando a comunicação dos atos processuais e a análise da legitimidade das partes. que é inerte e leva ao Judiciário a sua pretensão resistida. pois todo direito alegado está ligado necessariamente a um fato. não causará o não recebimento da petição inicial(indeferimento).REQUISITOS: ART. PROFISSÃO. PRENOMES. requerendo a tutela jurisdicional(sentença) e a sujeição do réu a decisão eventualmente acolhida. principalmente nos casos em que ao autor é facultado o ajuizamento da ação perante mais de um juízo. é importante para o processo pois serve para individualizar as partes do processo. Ex: Invasão de Terras por várias pessoas impossível prever todos os dados dos invasores. 2.CONCEITO: É o ato do autor pelo qual ele provoca o exercício da jurisdição. DOMICÍLIO E RESIDÊNCIA DO AUTOR E DO RÉU: É a qualificação das partes. serve como critério de fixação da competência. 282 DO CPC A petição inicial é ato formal. NOMES. ESTADO CIVIL. diferente do processo cautelar e do processo de execução. OBSERVAÇÃO: Caso não seja possível saber todos esses requisitos. feito por escrito em língua pátria. É a peça que inaugura o processo. Tudo deve ser .

. na qual o devedor se exonera pelo cumprimento de uma das opções existentes. qual é a pretensão do autor. O valor da causa é o valor que corresponder ao proveito econômico que o autor deseja. o juiz deve ser o mesmo competente para apreciar todos os pedidos. a competência e fixação de verbas de sucumbência. devem ser compatíveis e ser contra o mesmo réu. VALOR DA CAUSA: Está no artigo 259 do CPC. o procedimento deve ser o mesmo. o imediato. de modo que permite que o juiz e o réu entendam com clareza e certeza o que o autor quer. PEDIDOS. O pedido sucessivo estabelece uma ordem de preferência. o valor da causa é importante para cálculo de custas do processo. COM SUAS ESPECIFICAÇÕES: Toda petição inicial traz consigo dois pedidos. referente a sentença esperada pelo autor e o mediato que corresponde à pretensão do direito material alegado pelo autor(o que o autor quer). Se não fizer o juiz não aceita a petição inicial. e colocar os fundamentos jurídicos que embase a historia e os pedidos. mas traz na petição inicial pedidos subsidiários a serem analisados no caso de impossibilidade de acolhimento de sua preferência. Pode o réu não concordar com o valor da causa e apresentar no mesmo prazo da contestação. O pedido deve ser certo e determinado. Então ele deve juntar todos os documentos na petição inicial que comprovem seu direito e deve requerer a produção de prova testemunhal. C) PEDIDOS SUCESSIVOS: Quando o autor formula uma pretensão principal. PROVAS COM QUE O AUTOR PRETENDE DEMONSTRAR A VERDADE DOS FATOS ALEGADOS: Compete ao autor especificar as provas que pretende demonstrar a veracidade dos fatos que argüiu. Ao contrário dos pedidos cumulados que o autor pretende o acolhimento de todos os pedidos e do alternativo nos quais a satisfação do autor se realiza pelo acolhimento de qualquer um dos pedidos.• • • narrado detalhadamente. O autor poderá ainda formular pedidos cumulativos. Deve então o autor narrar os fatos. caso trate de ritos sumários(juizado especial cível) deve constar os nomes da testemunhas na própria petição inicial. alternativos ou sucessivos: A) PEDIDOS CUMULATIVOS: São aqueles formulados em adição contra o réu. sujeitando-se a analise dos pedidos subsidiários. B) PEDIDOS ALTERNATIVOS: São formulados quando o autor se encontra diante de uma obrigação alternativa. em decorrência de um mesmo fato. uma peça chamado IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA. que ficará em apenso ao processo principal. taxas judiciárias. sob pena de indeferimento(não aceitação) da petição inicial e impedir o julgamento de mérito do processo. O réu escolhe qual a opção quer cumprir.

284 do CPC. baseada na prova documental trazida pelo autor . contradições capazes de prejudicar o futuro julgamento da lide. ANTECIPAÇÃO DA TUTELA 1. ele deve mostrar onde estão essas falhas.• O REQUERIMENTO DE CITAÇÃO DO RÉU: É o ato pelo qual o autor requer seja o réu chamado a participar da relação jurídica processual. compete ao juiz examinar o preenchimento de todos os requisitos essenciais e estando ela em perfeita ordem. pode o juiz conceder o prazo de 10 dias para o autor consertar. não se encontrando presentes os requisitos do artigo 282. por questão de economia processual. lacunas. Tal instituto possibilita ao autor. ou seja. efetividade do processo a jurisprudência vem aceitando mais de uma emenda. 3. Porém. Uma vez indicado pelo juiz que há falhas. deverá o juiz mandar citar o réu. de modo que nesse caso permite a citação do réu. OBSERVAÇÕES: A doutrina pergunta a possibilidade de emendar mais de uma vez a petição inicial em um mesmo processo. Muitas vezes. Embora o artigo 284 do CPC imponha o indeferimento da inicial de imediato. obter antecipadamente os efeitos do provimento jurisdicional que somente seriam alcançados com o transito em julgado da sentença de mérito. permite ao autor atender sua pretensão antes do momento normal. o juiz pode optar por dois caminhos: 1ª EMENDAR A INICIAL: Art. a tutela será concedida liminarmente e mediante simples cognição. Essa antecipação dos efeitos da tutela. Se a petição inicial trouxer omissões. a demora no curso do processo acaba gerando injustiças e ferindo direitos. 2ª INDEFERIMENTO DA INICIAL: Por vezes o vício apresentado na inicial é insanável. desde que preenchidos os requisitos legais. Assim o CPC inseriu o artigo 273 que permite a antecipação de tutela e visando assim conceder aos sujeitos do processo meio capaz de afastar os danos materiais decorrentes da demora do processo. é muito grave e por isso não há nem como ter correção e sim a petição inicial deve ser indeferida logo.CONCEITO: A preocupação com a celeridade do processo tem sido cada vez mais discutida.EMENDA E INDEFERIMENTO DA INICIAL: Uma vez distribuída a inicial. sobrevindo a extinção do processo sem julgamento do mérito.

FUNDADO RECEIO DE DANO IRREPARÁVEL OU DE DIFICIL REPARAÇÃO: Provar o autor que caso a antecipação da tutela não seja dada ele teria um prejuízo enorme. Mas nada impede que a antecipação da tutela seja dada em qualquer fase do processo até a sentença. Caso contrário. não se permitindo venda de bens ou levantamento de dinheiro sem caução. São as provas documentais levadas pelo autor no processo. É demonstrar que a demora do processo acarretará ao titular do direito provável dano irreparável e de difícil reparação. prova inequívoca é prova que não gera dúvida. fazendo retornar as partes ao status quo anterior. estaríamos transformando a defesa do réu em ato totalmente desnecessário e o processo seria inútil e desnecessário.na petição inicial. 2. A antecipação de tutela é provisória e fica determinada até a prolação da sentença ou qualquer outra forma de extinção do processo. Pode antecipar totalmente o que o autor requereu ou apenas parcialmente. REVERSIBILIDADE: Só se concederá a antecipação de tutela se eventual sentença de improcedência puder reverter os efeitos concretos gerados pela decisão provisória.REQUISITOS OBRIGATÓRIOS: • • • PROVA INEQUÍVOCA DA VEROSSIMILHANÇA: É provar tudo aquilo que se está alegando. Não trata-se de ferimento ao princípio do contraditório e da ampla defesa pois aqui o réu poderá impugnar quando der a sua resposta e levar ao processo novos elementos para convencer o juiz a derrubar aquela liminar.DA FORMAÇÃO DO PROCESSO: . E diante de todos os documentos trazidos por ele é possível o juiz constatar o direito do autor. mas depois com outros documentos ou até com a resposta do réu o juiz conceda. se a tutela fosse sempre definitiva. OBSERVAÇÕES FINAIS PETIÇÃO INICIAL--------------- CITAÇÃO---------------------- RESPOSTAS DO RÉU(COMPLETADA A RELAÇÃO JURÍDICA PROCESSUAL) 1. Então é uma execução provisória. pode ser que a princípio com as provas levadas pelo autor o juiz não dê a antecipação da tutela.

enquanto não citado o réu a relação processual ainda é incompleta. Já para o réu o processo só passa a existir com sua citação válida. -a petição inicial não estiver acompanhada de procuração. o réu não é mais intimado para os atos do processo. maneira pelo qual os atos são realizados. -----------------------PROCEDIMENTO----------------------------1. A regra é se não responde a ação. ou seja. o juiz abrirá vista do processo ao autor para apresentar impugnação à contestação do réu. deixando de comparecer em juízo e oferecer resposta. Mesmo com a revelia é vedado a alteração dos termos da petição inicial pelo autor. 2.TIPOS DE PROCEDIMENTOS: Para resolver todos os tipos de lide.Para o autor o processo se forma com a distribuição da petição inicial. presume-se verdadeiros os fatos alegados pelo autor. gerando a presunção relativa de sua veracidade. Realizada a Porém pode ocorrer do réu não responder a citação. A ausência da contestação faz com que os fatos constitutivos do direito do autor não se tornem controversos. -o litígio versar sobre direitos indisponíveis. aqui tem-se apenas a relação processual entre autor e juiz. a relação jurídica processual fica completa e qualquer alteração na petição inicial só é admissível com o consentimento do réu. porém há exceções que estão no artigo 320 do CPC.CONCEITO: Procedimento é a forma de materialização do processo.DA REVELIA: Distribuída a petição inicial---------------- citação-------------------- Resposta do réu. há diversos procedimentos. Assim. 2. que somente poderá fazer providenciando nova citação e concedendo novo prazo para contestação. é a chamada RÉPLICA. porém pode ele comparecer no processo em qualquer momento e a partir daquele momento passar a ser intimado dos atos processuais. . A partir do momento que ocorre a revelia. na qual não ocorre revelia: -havendo pluralismo de réus e algum deles contestar a ação. Após a contestação/defesa do réu. de acordo com o artigo 264 do CPC depois que ocorrida a citação válida. sendo que autor ainda possui plena disponibilidade de ação para alterar seus elementos.

Finalmente a fase decisória é aquela em que o juiz. A fase ordinatória corresponde á verificação pelo juiz da regularidade e correção do processo. revogação de doação etc. . Esse rito é cabível nos casos previstos no artigo 275 do CPC. como: arrendamento rural ou de parceria agrícola.. nele há uma divisão clara entre a fase postulatória. cobrança aos condôminos de quaisquer quantia devida do condomínio. A fase probatória é o estágio de produção de provas. periciais. trazendo os motivos de fato e direito que entendem suficientes para a formação da convicção do juiz. probatória e decisória. testemunhais etc. ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre. estando o processo completo e devidamente instruído.. ordinatória. cobrança de seguro. sendo composta das providências preliminares e do despacho saneador. Com o avanço da tecnologia. aplicável a todos os casos em que a natureza do direito material alegado pela parte não demande a utilização de regras/procedimento especial. 275.. E também para as matérias específicas previstas no artigo 275. cobrança de honorários dos profissionais liberais. com predominância da forma escrita dos atos. irrelevante a natureza do direito e da matéria que está sendo discutida(art. citação e eventual resposta do réu e corresponde a fase em que as partes vem à juízo formular pretensões. essa forma escrita gradativamente será substituída pela forma digital(processos eletrônicos). O procedimento comum se subdivide em: . profere decisão.RITO SUMÁRIO: Esse rito tem como principal característica a oralidade. . PETIÇÃO INICIAL---------- CITAÇÃO-------------- EVENTUAL RESPOSTA DO RÉU------------- RÉPLICA----------- DESPACHO SANEADOR------------FASE PROBATÓRIA----------- FASE DECISÓRIA. relativamente aos danos causados em acidente de veículo.• PROCEDIMENTO COMUM: O Estado trabalho com um procedimento comum. ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico. II do CPC. I do CPC). a celeridade e a concentração de atos processuais. Esse rito é o mais utilizado pois ele é aplicado quando não se aplica o rito sumário ou o procedimento especial. É esse o procedimento adotado quando a lide não exige um procedimento especial.. A fase postulatória é a composta pela petição inicial.RITO ORDINÁRIO: Esse rito é o mais adotado. ressalvados os casos de processo de execução. São para causas que não ultrapassem 60 salários mínimos.

• PROCEDIMENTO ESPECIAL: São assuntos discutidos pelas partes que precisam e possuem procedimento especial previsto em lei.. Esse procedimento é diferente pois limita a discussão de algumas matérias de defesa.. porque o rito ordinário é mais amplo que o rito sumário. ..PETIÇÃO INICIAL---------- CITAÇÃO-------------AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E EVENTUAL RESPOSTA DO RÉU----------- DESPACHO SANEADOR--------- FASE PROBATÓRIA COM A AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO----------- SENTENÇA(QUE PODE SER DADA NA PRÓPRIA AUDIÊNCIA). essas regras especiais visam facilitar a composição das lides decorrentes de controvérsias das partes diante de um direito. Divórcio Direto. Ex: Ação de consignação de valores. Observação: Se ao invés de escolher o rito ordinário escolher o sumário gera a nulidade absoluta do feito. Agora o contrário não gera nada. a forma de executar a sentença etc. Fixação de Alimentos etc.. É a necessidade de receber tratamento diferenciado.

a legitimidade das partes e o interesse processual.------DO DESPACHO SANEADOR E DO JULGAMENTO DO PROCESSO NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA------1. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias. por não promover os atos e diligências que Ihe competir. .quando. IV . Extingue-se o processo.quando o juiz indeferir a petição inicial. Podendo extinguir o processo com ou sem resolução/apreciação do mérito. 267.quando o juiz acolher a alegação de perempção(abandonar o processo por três vezes). Vlll . e presente as hipóteses dos artigos 267 e 269 do CPC o juiz julgará o processo imediatamente.quando o autor desistir da ação. Nos casos de preenchidos algum inciso do artigo 267 do CPC o juiz extinguirá o processo SEM O JULGAMENTO DO MÉRITO(sem apreciar o assunto)-- Art.pela convenção de arbitragem. 267 CPC Art. 2. de pressupostos de constituição e de V .quando não concorrer qualquer das condições da ação. III . JULGAMENTO DO PROCESSO NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA O juiz verificando a possibilidade de proferir desde já uma sentença apreciando ou não o mérito do processo ele poderá fazer isso.DO JULGAMENTO DO PROCESSO NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA: O juiz analisando que o processo está pronto para ser julgado. como a possibilidade jurídica. que nenhuma prova precisa ser produzida. sem resolução de mérito: I . Produção de provas. Il .CONCEITO: Acabada a fase das providências preliminares o juiz poderá optar em seguir 2 caminhos: • • DESPACHO SANEADOR- Neste caso o juiz corrigirá eventuais problemas no processo até aquele momento e depois seguirá o processo para a próxima fase que é a fase probatória.quando se verificar a ausência desenvolvimento válido e regular do processo. litispendência ou de coisa julgada. Vll .quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes. Vl .

267. Parágrafo único. a extinção do processo não obsta a que o autor intente de novo a ação. declarando a extinção do processo. entretanto. A petição inicial. quanto ao no III.nos demais casos prescritos neste Código.quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação. da matéria constante dos ns. em qualquer tempo e grau de jurisdição. § 1o O juiz ordenará. Art. II e Ill. ficando-lhe ressalvada. sem o consentimento do réu.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. V e Vl. as partes pagarão proporcionalmente as custas e. 269 CPC. V . desistir da ação.quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. por três vezes. Salvo o disposto no art. IV .quando ocorrer confusão entre autor e réu. Se o autor der causa.quando o réu reconhecer a procedência do pedido. III . V. à extinção do processo pelo fundamento previsto no no III do artigo anterior. Art. responderá pelas custas de retardamento. § 3o O juiz conhecerá de ofício.quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. nos casos dos ns. Já os casos previstos no artigo 269 do CPC o juiz apreciará o mérito e extinguirá com processo COM JULGAMENTO DO MÉRITO. II . . intimada pessoalmente. se a parte. X . não suprir a falta em 48 (quarenta e oito) horas. todavia. o autor não poderá. o juiz analisará o assunto. Nesse caso o autor não poderá entrar novamente com a ação. 269. a possibilidade de alegar em defesa o seu direito. Haverá resolução de mérito: I . Nos casos de extinção do processo sem apreciação do mérito. o autor será condenado ao pagamento das despesas e honorários de advogado (art. quanto ao no II. IV. enquanto não proferida a sentença de mérito. não será despachada sem a prova do pagamento ou do depósito das custas e dos honorários de advogado. 28).quando as partes transigirem. na primeira oportunidade em que Ihe caiba falar nos autos.IX . o arquivamento dos autos. não poderá intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. 268. § 4o Depois de decorrido o prazo para a resposta. XI .- Art. todavia. o réu que a não alegar. o autor poderá novamente entrar com a ação e buscar de maneira diferente conseguir que o juiz aprecie o mérito. § 2o No caso do parágrafo anterior.

podendo fazer-se representar por procurador ou preposto. Se ocorrer o juiz desde já extingue o processo com julgamento do mérito conforme o art. ou nos demais casos previstos no artigo 330 do CPC. II . o juiz fixará os pontos controvertidos. 319). não houver necessidade de produzir prova em audiência.Porém há casos no processo que até passaria pela fase de produção de provas.DESPACHO SANEADOR: No caso do processo ter que continuar. § 3o Se o direito em litígio não admitir transação. proferindo sentença: I . porém o autor e o réu já trouxeram tantas provas para os autos que o juiz analisando tudo se convence de querer já julgar o processo no estado em que ele se encontra. sendo de direito e de fato. a realizar-se no prazo de 30 (trinta) dias. e versar a causa sobre direitos que admitam transação. o juiz poderá. não há problema em relação aos fatos.quando ocorrer a revelia (art. Art. O juiz conhecerá diretamente do pedido. Nesse ato o juiz também mandará intimar as partes para a 1ª audiência de conciliação. sanear o processo e ordenar a produção da prova. por qualquer motivo. pois o réu concordou com os fatos trazidos no processo. Aqui poderão comparecer as partes ou seus procuradores para tentativa de conciliação. nos termos do § 2o. o juiz designará audiência preliminar. se necessário. Esse é o caso de quando o processo somente trata de questões de direito. 330. decidirá as questões processuais pendentes e determinará as provas a serem produzidas. 269. para a qual serão as partes intimadas a comparecer. ou. prevista no artigo 331 do CPC. nesse ato o juiz analisará eventuais problemas no processo. será reduzida a termo e homologada por sentença. Nesse caso o juiz realizará o saneamento do processo. designando audiência de instrução e julgamento. com poderes para transigir. § 2o Se. Na audiência o Juiz tentará um acordo que pode ocorrer ou não. . Se não ocorrer qualquer das hipóteses previstas nas seções precedentes.quando a questão de mérito for unicamente de direito. Art. desde logo. ou se as circunstâncias da causa evidenciarem ser improvável sua obtenção. caso não tenha acordo o juiz mandará prosseguir o processo e passará então para a fase de produção de provas(fase probatória). eventuais pontos controvertidos e para isso ele descreverá tudo no chamado despacho saneador. § 1o Obtida a conciliação. 3. o processo agora depende de somente análise das provas documentais já existentes do processo. Essa audiência não é obrigatório o seu comparecimento. não for obtida a conciliação. 331. quando há a necessidade de produção de provas oral ou pericial. inciso III do CPC(porque as partes transigiram).

Portanto não são admitidas em processo civil as provas obtidas por meio ilícitos mesmo sendo direito privado e tutelando interesse das partes. 334.TEORIA GERAL DAS PROVAS-FASE PROBATÓRIA 1.admitidos. As provas devem ser RELEVANTES e PERTINENTES com os fatos alegados sob pena de indeferimento. Art. periciais e qualquer outro meio admitido em processo civil. orais. II ..afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária. São exemplos as provas documentais. As provas devem visar comprovar os fatos alegados pelas partes. IV . deve-se produzir nos autos para tentar demonstrar a veracidade dos fatos alegados pelas partes.em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade . no processo. os fatos afirmados por uma parte e confessados pela outra parte. os fatos objetos de revelia etc.notórios. III .CONCEITO: Provas são elementos de convicção do julgador. Não dependem de prova os fatos: I . porém provas relativas a fatos notórios de conhecimento de todos. como incontroversos..

estadual. Pelo princípio da ampla defesa visa-se assegurar a utilização pelas partes de todos os meios legais para obtenção de sentença favorável.ao autor.O artigo 337 do CPC estipula os casos em que o juiz poderá determinar a prova de teor e vigência do direito alegado pela parte. . Art. II . Dessa forma. estadual.ÔNUS DA PROVA: O art.ao réu. 337. 6° dois requisitos para a inversão da ônus da prova: hipossuficiência(desproporção existente entre quem presta o serviço ou produto e aquele que adquire ou o recebe) e verossimilhança(juízo de probabilidade das alegações trazidas pela parte como verdadeira). pois o juiz não é obrigado a conhecer todas as legislações existentes no Brasil e nem fora dele. A parte. impõe-se ao autor a comprovação dos fatos constitutivos de seu direito. O ônus da prova incumbe: I . municipal ou consuetudinário(através de oitiva de testemunha). o CPC permite a inversão da ônus da prova. relativas a distribuição do ônus da prova. que alegar direito municipal. são os casos de pretensão fundada em direito estrangeiro(através de tradução juramentada). partindo da premissa básica de que quem alega deve provar a veracidade dos fatos. O QUE NÃO ESTÁ NOS AUTOS NÃO ESTÁ NO MUNDO. 333. Art. provar-lhe-á o teor e a vigência.FINALIDADE E DESTINATÁRIO DA PROVA: Toda prova produzida nos autos tem como destinatário o juiz da causa e como finalidade o seu convencimento. quanto à existência de fato impeditivo. tais como no Código de Defesa do Consumidor ou em diversos casos de responsabilidade civil. enquanto o réu exige-se a prova dos modificativos. impeditivos ou extintivos do direito do autor. se assim o determinar o juiz 2. procurando facilitar a defesa do direito de uma das partes em litígio. 3. estrangeiro ou consuetudinário. 333 do CPC estabelece regras gerais Porém as vezes. modificativo ou extintivo do direito do autor. No CDC exige-se no art. quanto ao fato constitutivo do seu direito.

Aqui gera efeito ex tunc com a retroação dos efeitos desde a data em que essa relação jurídica deveria ter sido reconhecida naturalmente. Muito se questiona na doutrina a atividade probatória do Juiz já que ele deve buscar sempre a verdade. Uma vez dada a sentença. mas também ser imparcial. sem qualquer outra conseqüência prática. Para prova ser admitida deve ser RELEVANTE.4. .. Ex: Usucapião.MOMENTOS DA PROVA: Como regra. a) SENTENÇAS MERAMENTE DECLARATÓRIAS: Nestas o autor se limita a pedir ao Judiciário que estabeleça a existência ou não da relação jurídica alegada na petição inicial.. para o autor a prova deve ser requerida na inicial e para o réu na contestação. SENTENÇA(CONT. PERTINENTE e NECESSÁRIA em regra essa avaliação é feita na fase saneadora do processo. abrese exceção quando é trazido fato novo em contestação. limitado ao pedido formulado pelas partes. Quanto ao valor da prova vigora o PRINCÍPIO DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVO OU PERSUAÇÃO RACIONAL que é a exigência constitucional que toda decisão seja devidamente motivada pelo que consta nos autos.CLASSIFICAÇÃO DAS SENTENÇAS PROVIMENTO JURISDICIONAL: PELA NATUREZA DO É o tipo de sentença que se espera quando entra com uma ação. quanto mais o juiz age de ofício mas ele se distância da imparcialidade e quanto mais inerte permanece mais ele afasta da verdade. pois era somente para isso. ela irá declarar essa relação e uma vez declarada o juiz não pode fazer mais nada. Hoje a conclusão em que se chegou é de um juiz mais ativo que antes porém agindo com extrema cautela para não violar a exigida eqüidistância das partes. possibilitando o autor requerer provas em réplica ou quando surja outros fatos supervenientes.) 1. Investigação de Paternidade. esgotou-se a tutela jurisdicional. Nulidade de um casamento.

diversamente das declaratórias destinam-se a outorgar certeza jurídica e nas condenatórias fixam a parte perdedora uma condenação e nas constitutivas geram novos efeitos sobre situações jurídicas pretéritas através de sua alteração.b) SENTENÇAS CONDENATÓRIAS: São aquelas nas quais o sentenciante. ou condenar alguém. pagar quantia certa em dinheiro ou dar coisa certa ou incerta. desconstituição ou criação de algo novo. profere decisão condenando a parte contrária a uma obrigação de fazer ou não fazer.EFEITOS DA SENTENÇA: O principal efeito da sentença é extinguir o processo(efeito formal). Há sentenças meramente terminativas que somente extinguiram o processo sem apreciar o mérito e há as sentenças definitivas que são aqueles que também terminaram o processo mas aqui analisaram o mérito e por isso alem de extinguir o processo também(efeito formal). ou constituir ou desconstituir uma relação jurídica etc. criação ou 2. extinção de uma relação jurídica preexistente. porque apreciou o assunto que é o efeito que quem entra com uma ação espera. c) SENTENÇAS CONSTITUTIVAS: Visam a modificação. Caso tenha recusa o processo de conhecimento encerrará e iniciará o processo de execução com meios coercitivos para o cumprimento dessa obrigação. Ex: Divórcio.COISA JULGADA: Após um tempo da sentença há o prazo para os recursos e se ninguém entrar com recurso ocorre o transito em julgado e por isso torna-se aquela sentença coisa julgada na qual não pode mais ser alterada.. Tem efeito ex nunc(dali para frente). 3. Aqui a jurisdição declara um direito e ao mesmo tempo condena a outra parte a uma obrigação. mas aqui também teve o efeito material.. . após certificar-se da existência de um direito da parte vencedora. Também tem efeito ex tunc pos retroage a data que aquela pessoa começou a ficar em mora.

. o juiz aplica a norma abstrata no caso concreto. Antes de qualquer processo de execução é necessário uma prévia atividade de conhecimento(processo de conhecimento).PROCESSO DE EXECUÇÃO 1. sem o qual o direito não adquire certeza para que se possa invadir coercitivamente o patrimônio do devedor. Com a sentença presume-se que a parte ao qual fora condenada cumprirá a determinação do juiz. porém nem sempre isso ocorre e por isso é necessário por meios coativos fazer a parte cumprir.CONCEITO: O processo de conhecimento visa a aplicação do direito ao fato concreto.

Lembrar também que em caso de morte os sucessores podem ocupar o lugar do credor. 748 e seguintes do CPC). Agora o extrajudicial é para alguns títulos que a lei já tenha atribuída eficácia executiva. 3. Legitimidade Passiva: A ação é ajuizada contra o devedor que está contido no título judicial. as coisas deverão ser restituídas ao estado anterior. é o credor.MODALIDADES DE EXECUÇÃO: Pode ser judicial ou extrajudicial. já a provisória é fundada em sentença que ainda não transitou em julgado como nas antecipações de tutela. Na cessão de crédito não precisa de autorização. 632 e seguintes do CPC) e por quantia certa contra devedor solvente(art. Ambas a execução são feitas da mesma forma.2. mas a cessão de débito precisa pois será o patrimônio do novo devedor que responderá pela dívida. inclusive com a questão da representação e assistência. nesse caso é necessário que o credor preste caução garantindo ao devedor o ressarcimento de seus prejuízos. ou quando ocorre a cessão de direito. a definitiva é fundada em título executivo judicial definitivo ou título executivo extrajudicial é realizada nos próprios autos do processo de conhecimento. mas o valor da execução não poderá ultrapassar o valor das suas heranças. O judicial pressupõe a existência de um processo de conhecimento anterior que fez gerar uma sentença executiva judicial. No caso de morte deverão entrar no processo os herdeiros. Nesta provisória não se admite alienação dos bens.PARTES NO PROCESSO DE EXECUÇÃO: • Legitimidade ativa: É aquele que possui um título executivo. é realizada em autos suplementares. de obrigação de fazer ou não fazer(art. caso sobrevenha futura modificação ou anulação do julgado. • . Esse credor deve ter capacidade processual. que normalmente é dispensada de início e só é exigida quando estiver tornando claro que o devedor irá se prejudicar. Pode ter execução para entrega de coisa(art. A execução pode ser definitiva ou provisória. Também é legitimado entrar na ação um novo devedor que assumiu a dívida no lugar do outro devedor e com o consentimento do credor. 621 e seguintes do CPC). nem autoriza sem prestação de caução o levantamento de dinheiro e assim se no curso da execução provisória sobrevier sentença modificando ou anulando.

certo e exigível para dar início a execução. Formal e Certidão de Partilha) ou extrajudiciais( Ex: nota promissória. sem o título não há como executar. 2°. O título é certo quando não há controvérsia sobre o crédito(quem se deve). Sentença Penal Condenatória. . Podem portanto serem títulos judiciais( Ex: Sentença Condenatória. mas essa competência é relativa e pode ser modificada a critério das partes..Título Executivo- O título e o documento que é utilizado para começar a ação de execução. duplicata.4. não terá porque prosseguir a execução. é líquido quando é determinado claramente o valor e a natureza do quanto se deve(quanto e o que se deve) e para isso muitas vezes deve-se liquidar a sentença para conseguir chegar em um resultado e exigível quando a dívida já venceu e pode ser cobrada. pois é ele que dá certeza de um crédito e dão possa invadir o patrimônio do devedor. Esse título executivo deve ser líquido. Sentença Arbitral. Sempre que o devedor pagar a sua obrigação. os contratos.COMPETÊNCIA: A ação de execução de título judicial será processada no juízo que a formou.).REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A EXECUÇÃO: 1°.. 5. Sentença estrangeira quando homologada pelo STJ. Já a ação de execução de titulo extrajudicial será competente o foro do local de pagamento ou no foro de domicílio do devedor.Inadimplemento do devedor-- Só entra com processo de execução quando o devedor não tiver pago no tempo correto. certidão de dívida ativa etc. O inadimplente é aquele que não satisfaz espontaneamente o direito reconhecido por sentença ou obrigação constante no título executivo. cheque.

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