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MANUAL DO CADERNO

MEDICINA IV

2
FRENTE

QUÍMICA
Caro(a) leitor(a),

Este manual é uma importante ferramenta para a utilização dos cadernos de sala
do Sistema de Ensino Poliedro, voltados para as turmas de 3ª série do Ensino Médio
e Pré-vestibular.
Nele, descrevemos a estrutura e as seções dos cadernos, fornecendo observa-
ções que auxiliam no trabalho a ser desenvolvido em cada disciplina. Apresentamos,
também, as resoluções das questões presentes na seção “Exercícios de sala” e dos
possíveis exercícios opcionais – os quais servem como uma oportunidade de aprofun-
dar e complementar o tempo despendido para as aulas.
Os cadernos possibilitam uma prática efetiva do aprendizado em sala e, quando
utilizados em consonância com a fundamentação teórica contida nos livros de teo-
ria, oferecem uma formação ainda mais ampla e completa.
Os temas de abertura dos capítulos e os textos da seção “Texto complementar”
dos livros podem ser usados como ponto de partida para discussões em aula e
como fonte de conhecimento e curiosidades acerca dos assuntos da teoria.
Indicamos, também, o acesso a diversos recursos disponíveis no portal do Siste-
ma Poliedro (<www.poliedroeducacao.com.br>), os quais complementam o caderno
e ampliam as possibilidades de aprendizado, tais como:
• Resoluções das questões dos livros;
• Informativo mensal Leia Agora;
• Balcão de Redação PV;
• Balcão de Redação Enem;
• Banco de Questões Enem (para professores);
• Videoaulas dos autores; e
• Aulas-dica do Zoom Poliedro.

Todas essas ferramentas buscam garantir a formação do aluno e o rigor acadê-


mico almejado pelas escolas parceiras. Vale ressaltar que o professor se mantém
como principal protagonista da prática pedagógica, tendo total autonomia na utili-
zação dos recursos oferecidos.
Esperamos que se explore todo o material disponibilizado e estamos à disposi-
ção para quaisquer esclarecimentos.

Sistema de Ensino Poliedro

2 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


SUMÁRIO

Estrutura geral dos cadernos ....................................................................... 4


Estrutura das aulas ....................................................................................... 6
Exercícios de sala ..........................................................................................7
Guia de estudo ..............................................................................................8
Orientações específicas ................................................................................9

Orientações: Aulas 49 e 50
Resoluções .......................................................................................... 12
Orientações: Aulas 51 e 52
Resoluções .......................................................................................... 17
Orientações: Aulas 53 e 54
Resoluções .......................................................................................... 21
Orientações: Aulas 55 e 56
Exercício opcional e resoluções ......................................................... 26
Orientações: Aulas 57 e 58
Exercício opcional e resoluções .......................................................... 32
Orientações: Aulas 59 e 60
Exercício opcional e resoluções .......................................................... 37

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 3


ESTRUTURA GERAL DOS CADERNOS

Os cadernos de sala, usados em conjunto com os livros de teoria, sintetizam e facilitam a compreensão dos
assuntos estudados. Todas as aulas apresentam os principais tópicos de cada tema abordado e oferecem exercí-
cios que permitem enriquecer a discussão em sala de aula e contribuir para a fixação do aprendizado.
Assim como nos livros, as disciplinas nos cadernos são divididas em frentes, que devem ser trabalhadas pa-
ralelamente. Essa divisão não só facilita a organização dos estudos, mas também permite uma visão ainda mais
sistêmica dos tópicos abordados em cada disciplina.

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1 / LARGURA: 205 / ALTURA:
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4 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


O sumário conta com um controle no qual o aluno pode organizar sua rotina de aulas e estudos, tendo uma
visualização rápida de seu avanço pelos tópicos estudados.

ROTEIRO DO ALUNO MEDICINA

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

PORTUGUÊS INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

1 Prof.: Aula Estudo 2 Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo


Controle para anotar
Aulas 1 e 2 ................ 8  
Aulas 3 e 4 .................. 11  
Aulas 1 e 2 ................ 46  
Aulas 3 e 4 .................. 49  
Aula 1 ....................... 72
Aula 2 ....................... 75



 as aulas já dadas e o
estudo já realizado
Aulas 5 e 6 ................ 16   Aula 5 ....................... 51   Aula 3 ....................... 78  
Frente Única

Aulas 7 e 8 .................. 21   Aulas 6 a 8 .................. 53   Aula 4 ....................... 83  


Frente 1

Frente 2

Aula 9 ....................... 25   Aulas 9 e 10................ 57   Aula 5 ....................... 87  


Aula 10 ....................... 28   Aulas 11 e 12.............. 59   Aula 6 ....................... 91  
Aulas 11 e 12.............. 31   Aulas 13 e 14.............. 62   Aula 7 ....................... 95  
Aulas 13 e 14 ............ 34   Aulas 15 e 16 ............ 65   Aula 8 ....................... 99  
Aula 15 ....................... 37   Aulas 17 e 18.............. 68   Aula 9 ....................... 104  
Aula 16 ..................... 40  
Aulas 17 e 18.............. 42  

Matemática e suas Tecnologias Ciências Humanas e suas Tecnologias

MATEMÁTICA HISTÓRIA GEOGRAFIA


Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 e 2 ................ 108   Aulas 1 e 2 ................ 136   Aulas 1 e 2 ................ 162   Aulas 1 e 2 ................ 186   Aulas 1 e 2 ................ 226   Aulas 1 e 2 ................ 272   Aulas 1 e 2 ................ 310  
Aulas 3 e 4 .................. 110   Aulas 3 e 4 .................. 138   Aulas 3 e 4 .................. 164   Aula 3 ....................... 189   Aula 3 ....................... 230   Aulas 3 e 4 .................. 277   Aulas 3 e 4 .................. 313  
Aulas 5 e 6 ................ 113   Aulas 5 e 6 ................ 140   Aulas 5 e 6 ................ 166   Aulas 4 e 5 ................ 191   Aula 4 ....................... 233   Aulas 5 e 6 ................ 281   Aulas 5 e 6 ................ 317  
Frente 3
Frente 2
Frente 1

Aulas 7 e 8 .................. 116   Aulas 7 e 8 .................. 143   Aulas 7 e 8 .................. 168   Aula 6 ....................... 197   Aula 5 ....................... 236   Aulas 7 e 8 .................. 286   Aulas 7 e 8 .................. 320  
Aulas 9 e 10 .............. 119   Aulas 9 e 10 .............. 146   Aulas 9 e 10 .............. 170   Aulas 7 e 8 .................. 199   Aula 6 ....................... 239   Aulas 9 e 10 .............. 290   Aulas 9 e 10 .............. 324  
Aulas 11 e 12 ............ 123   Aulas 11 e 12 ............ 149   Aulas 11 e 12 ............ 173   Aula 9 ....................... 202   Aula 7 ....................... 241   Aulas 11 e 12 ............ 294   Aulas 11 e 12 ............ 328  
Aulas 13 e 14.............. 126   Aulas 13 e 14.............. 152   Aulas 13 e 14.............. 176   Aula 10 ....................... 205   Aula 8 ....................... 244   Aulas 13 e 14.............. 299   Aulas 13 e 14.............. 331  
Frente 1

Frente 2

Frente 1

Frente 2
Aulas 15 e 16 ............ 130   Aulas 15 e 16 ............ 154   Aulas 15 e 16 ............ 179   Aula 11 ..................... 207   Aula 9 ....................... 247   Aulas 15 e 16 ............ 301   Aulas 15 e 16 ............ 335  
Aulas 17 e 18 ............ 133   Aulas 17 e 18 ............ 157   Aulas 17 e 18 ............ 182   Aula 12 ..................... 210   Aula 10 ..................... 250   Aulas 17 e 18 ............ 305   Aulas 17 e 18 ............ 340  
Aulas 13 e 14.............. 213   Aula 11 ..................... 253  
Aula 15 ..................... 217   Aula 12 ..................... 255  
Aula 16 ..................... 220   Aula 13 ..................... 257  
Aulas 17 e 18.............. 222   Aula 14 ..................... 259  
Aula 15 ..................... 261  
Aula 16 ..................... 264  
Aula 17 ..................... 266  
Aula 18 ..................... 268  

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

BIOLOGIA

Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 a 4 ................ 344   Aula 1 ....................... 378   Aula 1 a 3 .................. 424   Aulas 1 e 2 ................ 458  
Aulas 5 e 6 .................. 352   Aula 2 ....................... 381   Aulas 4 a 6 .................. 428   Aulas 3 e 4 .................. 461  
PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / KLEBER / 10-01-2017 (08:50) Aulas 7 a 9 ................ 356   Aula 3 ....................... 385   Aula 7 e 8.................. 436   Aulas 5 e 6 ................ 465  
Frente 2

Frente 3

Frente 4
Frente 1

Aulas 10 e 11.............. 360   Aulas 4 a 6 .................. 389   Aula 9 ....................... 439   Aulas 7 a 9 ................ 469  
Aulas 12 a 15............. 364   Aulas 7 e 8 ................ 396   Aulas 10 e 11.............. 442  
Aulas 16 a 18............. 370   Aulas 9 e 10 .............. 400   Aulas 12 a 18............. 447  
Aulas 11 e 12.............. 405  
Aulas 13 e 14 ............ 409  
Aulas 15 e 16 ............ 413  
Aulas 17 e 18 ............ 418  

FÍSICA
Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 a 3 ................ 476   Aulas 1 a 4 ................ 496   Aulas 1 e 2 ................ 520   Aulas 1 a 5 ................ 544  
Aulas 4 a 6 .................. 478   Aulas 5 e 6 .................. 500   Aulas 3 e 4 .................. 522   Aulas 6 a 9 ................ 547  
Aulas 7 a 9 ................ 480 Aulas 7 e 8 ................ 504 Aulas 5 e 6 ................ 525
Frente 3

Frente 4
Frente 1

Frente 2

     
Aulas 10 a 12.............. 483   Aulas 9 a 12 .............. 507   Aulas 7 a 10 ................ 528  
Aulas 13 e 14 ............ 486   Aulas 13 e 14.............. 510   Aulas 11 e 12 ............ 531  
Aulas 15 e 16 ............ 489   Aulas 15 e 16 ............ 513   Aulas 13 e 14.............. 534  
Aulas 17 e 18.............. 492   Aulas 17 e 18 ............ 517   Aulas 15 e 16 ............ 537  
Aulas 17 e 18 ............ 539  

QUÍMICA
Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 a 3 ................ 552   Aulas 1 a 3 ................ 580   Aulas 1 a 4 ................ 600   Aulas 1 e 2 ................ 616  
Aulas 4 a 6 .................. 555   Aulas 4 a 6 ................ 583   Aulas 5 a 7 ................ 603   Aulas 3 a 5 ................ 618  
Frente 1

Frente 2

Frente 3

Frente 4

Aulas 7 e 8 .................. 559   Aulas 7 a 9 .................. 586   Aulas 8 a 10 .............. 606   Aulas 6 e 7 ................ 621  
Aulas 9 a 11 .............. 563   Aulas 10 e 11 ............ 589   Aulas 11 a 13............. 608   Aulas 8 e 9 ................ 623  
Aulas 12 a 14............. 566   Aulas 12 e 13.............. 592   Aulas 14 a 16............. 610  
Aulas 15 e 16 ............ 570   Aulas 14 a 16............. 594   Aulas 17 e 18 ............ 612  
Aulas 17 e 18 ............ 575   Aulas 17 e 18 ............ 597  

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 28-10-2016 (10:28)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 5


ESTRUTURA DAS AULAS
 RESUMO TEÓRICO

Respeitando o Planejamento de aulas disponibilizado no Portal Edros, todas as aulas apresentam um resumo
esquemático do tópico trabalhado no livro, sintetizando os principais conhecimentos estudados. A organização das
atividades foi elaborada para aumentar a eficiência do trabalho em sala.

Cada disciplina tem marcação em uma Nome da aula


posição para melhor manuseio do material

Frente 1

Aulas Frente e número


E�������� �
�������� �� �������� 7e8 de aula

Trata-se da segunda parte da morfologia. Estudo dos mor- Radical Frente 1


femas – elementos que constituem o vocábulo – e de um dos
processos de formação de palavras – a derivação (prefixal, su- Aulas
O radical é a base significativa da palavra; raiz é o morfe-
ma originário que contém o núcleo significativo comum a uma

1e2 I���������
fixal e parassintética). família linguística.
Para os exames modernos, o destaque é para o emprego
dos neologismos (palavras inventadas), sua formação e funcio-
nalidade para o texto. (Sua presença é marcante no Modernis-
Prefixo
Os prefixos de nossa língua são de origem latina ou grega.
� ������ ��� ���������
mo brasileiro.) Alguns apresentam alteração em contato com o radical. As-
sim, o prefixo an,, indicador de privação, transforma-se em a
 Morfemas diante de consoante. Ex.: amoral, anaeróbico.
Além das desinências, do radical, da vogal temática, te- Os prefixos possuem mais independência que os sufixos,
mos como morfemas os afixos (prefixo e sufixo); são eles que
 Conceitos básicos da teoria dos
pois se originam, em geral, de advérbios ou preposições, que
 Interseção e diferença entre
possibilitam a formação de novas palavras (morfemas deri- têm ou tiveram vida independente.
conjuntos conjuntos
Os entes primitivos da teoria dos conjuntos são: o ele- Indicada por A ∩ B, a interseção entre os conjun-
vacionais). Os afixos que se antepõem ao radical chamam-se
mento, o conjunto e a relação de pertinência. O diagrama tos A e B é o conjunto formado apenas pelos elementos
prefixos; os que se pospõem denominam-se sufixos; os afixos Sufixo
que pertencem simultaneamente aos dois conjuntos,
possuem uma significação maior que as desinências. Já a vogal Os sufixos podem ser nominais, averbais
seguir representa uma situação em que x1 é elemento do
ou adverbiais.
conjunto A, mas x2 não é. A e B.
de ligação e a consoante de ligação são morfemas insignifica- Formam, respectivamente, nomes (substantivos, adjetivos),
Indicamos por A – B o conjunto dos elementos de A
tivos, servem apenas para evitar dissonâncias (hiatos, encon- verbos e advérbios (a partir de adjetivos). Ex.: anarquismo,
A x2 que não pertencem ao conjunto B, e por B – A o conjunto
tros consonantais), sequências sonoras indesejáveis. Veja: malufar, rapidamente..
dos elementos de B que não pertencem ao conjunto A.
x1
Re fazer Cinz eiro  Derivação
• Derivação prefixal: cria-se uma palavra derivada a partir
Prefixo Radical Radical Sufixo de um prefixo. Ex.: disenteria.
A B
• Derivação sufixal: cria-se uma palavra derivada a partir de
Cant a r Cha l eira um sufixo. Ex.: doutorado.
x1 ∈A
U A–B A∩B B–A
• Derivação parassintética: cria-se uma palavra derivada x2 ∉A
Radical Vogal Desinência Radical Sufixo por meio do acréscimo simultâneo de um prefixo e um
O conjunto vazio é aquele que não possui elementos:
temática Consoante sufixo. Se retirarmos qualquer um dos afixos, não tere-
de ligação A = ∅ ⇔ n(A) = 0.
mos palavra. Ex.: adoçar.
O conjunto universo é aquele que possui todos os ele-
Quando um grupo de palavras possui o mesmo radical, • Derivação prefixal e sufixal: acréscimo não simultâneo de
mentos que podem estar relacionados a um determinado
diz-se que o grupo é formado de palavras cognatas (pedra/ prefixo e sufixo. Retirando-se um dos afixos (ou os dois), n(A – B) = n(A) – n(A ∩ B)
conjunto A, tanto aqueles que pertencem ao conjunto A
pedreiro/pedreira); quando as palavras irmanam-se pelo ainda teremos palavra. Ex.: deslealdade. Obs.: Alguns lin-
quanto aqueles que não pertencem a ele. Para diferenciar n(B – A) = n(B) – n(A ∩ B)
sentido, temos a série sinonímica, a família ideológica: guistas não consideram esse tipo de derivação.
o conjunto universo dos demais conjuntos em um diagra-
casa, moradia, lar, mansão, habitação etc.
ma, usamos a figura de um retângulo. Esse retângulo deve Observação: dois conjuntos A e B são chamados de
cercar completamente tanto o conjunto A quanto todos os disjuntos quando A ∩ B = ∅.
EXERCÍCIOS DE SALA demais conjuntos que possam ser estabelecidos em um
determinado problema. Feito isso, a região exterior ao con-  União de conjuntos
junto A passa a representar o conjunto complementar de A. Indicada por A ∪ B, a união dos conjuntos A e B é o
► Texto para a questão 1. possível: ficar 99 dias sem dar nem uma “olhadinha” no
Há várias opções para a representação do complemen- conjunto formado por todos os elementos de A e todos os
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook? Facebook. O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuá-
tar de um conjunto A em relação ao conjunto universo. elementos de B.
rios longe da rede social.
Todas elas designam o conjunto dos elementos que não
Uma organização não governamental holandesa está O projeto também é uma resposta aos experimentos
pertencem ao conjunto A.
propondo um desafio que muitos poderão considerar im- psicológicos realizados pelo próprio Facebook. A diferença ,
A = Ac = A = UA = {x ∈ U| x ∉ A} A B
PORTUGUÊS | MEDICINA I 21
U A∪B
A
PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / KLEBER / 10-10-2016 (17:44)
U A

n(A ∪ B) = n(A) + n(B) – n(A ∩ B)


n(A) + n(A) = n(U)

108 MATEMÁTICA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 21-10-2016 (10:52) PDF FINA

Disciplina e caderno

6 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


 EXERCÍCIOS DE SALA

EXERCÍCIOS DE SALA

Além das questões do livro, é apresentada uma seção de exercícios específicos sobre o assunto das aulas, os
quais possibilitam a fixação dos conteúdos estudados e oferecem preparação adicional aos alunos.
Em cada aula, há a proposta de o professor resolver as questões com toda a classe ou pedir aos alunos que as
respondam individualmente. Nesse momento, aspectos relevantes da aula são retomados, dando oportunidade
ao professor e aos alunos de discutirem possíveis dificuldades. Todos os exercícios têm sua resolução apresentada
neste manual.

AL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 21-10-2016 (10:52)

As questões são de
importantes exames
vestibulares de todo o
Brasil ou autorais, em
momentos nos quais a
explicação exige.

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 7


 GUIA DE ESTUDO

Ao final de cada aula, o caderno de sala oferece um guia que orienta o aluno para os estudos que serão reali-
zados em casa. A seção “Guia de estudo” direciona a leitura, no livro de teoria, dos assuntos que foram tratados e
indica exercícios pertinentes a serem resolvidos, visando consolidar o conhecimento adquirido em sala.
Levando em conta que o tempo de estudo em casa deve ser cumprido de forma satisfatória, esse guia é pensa-
do com bastante cuidado. Ao especificar o número de exercícios a serem feitos, consideram-se o tempo destinado
à leitura da teoria e também o tempo que será despendido para a resolução das questões. Assim, o resultado é a
satisfação do aluno, que consegue cumprir suas metas diárias de estudo em um tempo possível.

GUIA DE ESTUDO
1 Química | Livro 1 | Frente 3 | Capítulo 3
I. Leia as páginas de 282 a 284. 2
3 II. Faça os exercícios 5 e 6 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 38, de 40 a 42 e de 44 a 46.

GUIA DE ESTUDO
Português | Livro 1 | Frente 1 | Capítulo 1
I. Leia as páginas de 7 a 15.
II. Faça os exercícios de 1 a 3 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 4 a 9

GUIA DE ESTUDO
Geografia | Livro 1 | Frente 1 | Capítulo 1
I. Leia as páginas de 12 a 18.
II. Faça os exercícios 10 e 11 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 48, 56, 70, 71, 78, 80, 81 e 83.

GUIA DE ESTUDO
História | Livro 1 | Frente 2 | Capítulo 3
I. Leia as páginas de 131 a 134.
II. Faça o exercício 2 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 10, 12, 14, 16 e 19.

GUIA DE ESTUDO
Biologia | Livro 1 | Frente 2 | Capítulo 3
I. Leia as páginas de 117 a 120.
II. Faça os exercícios 1 e de 3 a 5 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 5 a 10.

1 Indicação de disciplina, 2 Localização das 3 Seleção de


livro, frente e capítulo páginas do livro com exercícios.
correspondente à aula. a teoria estudada.

8 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS
A Química é um ramo da ciência que se integra a vários aspectos cotidianos da vida: ela está presente
nas roupas, com a fibra sintética poliéster; na conservação dos alimentos industrializados, que utilizam adi-
tivos ou conservantes; na pasta de dentes e nos sabonetes; nas plantações, com o uso de adubos químicos
e de pesticidas, entre outros. A Química, muitas vezes, é apresentada com uma fama injusta, pois boa parte
das pessoas pensa que conservantes, pesticidas, adubos artificiais e a exploração de combustíveis fósseis
derivados do petróleo são ruins para a humanidade. De fato, o que determinará isso é o uso feito pelo ho-
mem. A não utilização de pesticidas, por exemplo, pode ocasionar a perda de parte da produção agrícola
nacional, consequentemente, incidirá um maior preço nesses produtos devido à falta deles no mercado,
além de contribuir para o aumento da fome, pois poucos poderão ter acesso a um alimento muito caro.
Atualmente, a humanidade passa por um período de reeducação, no qual é dada muita importância
para a preservação do meio ambiente (reciclagem, uso de madeira de reflorestamento, diminuição no
consumo etc.). O homem está aprendendo que o uso, com parcimônia e prudência, é a saída para evitar
os problemas que cotidianamente são expostos nos meios de comunicação: derramamento de petróleo,
deslizamentos, rios e solos contaminados por uso excessivo de agrotóxico etc.
Nesse contexto, a atuação da Química se dá em todos os processos naturais, independente da sua
natureza, e em vários processos artificiais. Portanto, não há um mundo sem Química.
O Poliedro pretende passar essa visão da disciplina em questão para seus alunos: uma ciência abran-
gente que faz parte da vida cotidiana, dos processos naturais e artificiais, com ou sem manipulação huma-
na; que é indispensável para entender a vida como a conhecemos – desde os seus primórdios até os dias
de hoje – e para procurar formas alternativas que poderão substituir a utilização de determinados recursos
naturais. A Química é uma ciência que não necessita ser decorada, mas sim compreendida para que o alu-
no possa enxergá-la em suas mais diversas manifestações.
O material oferecido é dividido em quatro frentes. A Frente 1 apresenta ao aluno a estrutura da ma-
téria e a Química orgânica; a Frente 2 trata da Química inorgânica, dos gases e do estudo de soluções e
das interferências que moléculas, substâncias ou íons produzem em seu comportamento; a Frente 3 ex-
põe o estudo da Termoquímica, dos equilíbrios químicos e da eletroquímica; e a Frente 4 reúne assuntos
provenientes das demais frentes. As quatro frentes são complementares, as quais permitem ao aluno ver
diversos tópicos conjuntamente, o que acaba proporcionando uma visão geral da disciplina.

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 9


Frente 2

Aulas
49 e 50 O����������

 Regras para cálculo do Nox VII. 7A → 1 −  para átomos não ligados diretamente

6A → 2 −  ao oxigênio ou ao flúor
I. 1A → 1+ 5A → 3 − 
II. 2A → 2+ VIII. O Nox dos átomos em uma substância simples vale
III. Al, Bi → 3+ zero.
IV. Zn, Cd → 2+ IX. A soma dos Nox dos átomos em uma molécula vale
zero.
1+ (ligado a ametais)
V. H X. A soma dos Nox em um íon é a carga do íon.
1− (ligado a metais)
2−
VI. O 1 − ( peróxidos)
1
− ( superóxidos)
2

EXERCÍCIOS DE SALA

1 FGV 2012 O nióbio é um metal de grande importância 2 PUC-Minas 2015 Numere a segunda coluna de acordo
tecnológica e suas reservas mundiais se encontram quase com a primeira, relacionando o elemento sublinhado com seu
completamente no território brasileiro. Um exemplo de sua número de oxidação (Nox).
aplicação é o niobato de lítio, um composto que contém 1. Al2S3 ( ) –1
apenas um íon Li+ e o oxiânion formado pelo nióbio no es- 2. K2S ( )0
tado de oxidação +5, que é usado em dispositivos ópticos e 3. SrCl2 ( ) +1
de telecomunicação de última geração. 4. KF ( ) +2
O número de átomos de oxigênio por fórmula do niobato 5. O3 ( ) +3
de lítio é:
A 2 A sequência correta encontrada é:
B 3 A 4–5–3–2–1
C 4 B 4–5–2–3–1
D 5 C 2–3–5–4–1
E 6 D 2–3–5–1–4

432 QUÍMICA | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 20-06-2018 (11:12)

10 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 49 e 50

3 Quais são os Nox dos carbonos no composto etanoato 4 Uema 2016 Leia a notícia que trata do transporte e da
de metila? expansão do manganês.

A VLI, empresa especializada em operações logísticas,


além de incentivar por meio do projeto “Trilhos Culturais
– Jovens multiplicadores” a difusão de diversos conheci-
mentos em comunidades que ficam às margens das linhas
férreas brasileiras, a promoção e a participação social em
ações educativas, incluiu em suas atividades o transporte
de manganês, pelo corredor Centro Norte. Este metal apre-
senta vários estados de oxidação em diferentes espécies,
como por exemplo, MnCO3, MnF3, K3MnO4 e MnO4−2.
O manganês é transportado da cidade paraense, Ma-
rabá, até o porto do Itaqui, passando pela estrada de ferro
Carajás, e segue em navios para outras cidades do litoral
brasileiro, como também, para a Europa, Ásia e Estados
Unidos.
Jornal O Estado do Maranhão.

Os números de oxidação do manganês nas espécies rela-


cionadas, no texto, respectivamente, são
A +2, +3, +5 e +6.
B +2, +5, +3 e +6.
C +2, +6, +3 e +5.
D +2, +3, +6 e +5.
E +2, +5, +6 e +3.

GUIA DE ESTUDO
Química | Livro 3 | Frente 2 | Capítulo 8
I. Leia as páginas de 118 a 123.
II. Faça o exercício 2 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 1 a 9.

QUÍMICA | MEDICINA IV 433

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 21-06-2018 (09:20)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 11


 Orientações
Definir Nox. Para ajudar a fixar conceitos, colocar no quadro as 10 regras de uma vez e explicar cada uma, justifican-
do-as. Fazer pelo menos dois exemplos envolvendo cada regra. A resolução dos exemplos é importante para assuntos
como balanceamento por oxirredução e eletroquímica. Resolver exercícios de sala.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: B.
LiNbOn
Li = +1; Nb = +5; O = −2
+1+ 5 − 2n = 0
n = 3 ⇒ LiNbO3

2 Alternativa: B.

1. A 2S3
A A S S S
3 3 2 2 2
A  3

2. K 2S
K K S
1 1  2
K  1

3. SrC 2
Sr C C
 2 1 1
Sr  2

4. KF
K F
1 1
F  1

5 . O3
O  zero

3 Como há heteroátomo, a divisão das cargas é feita da seguinte forma:


CH3 − CO − O − CH3
   
C arg a 0 C arg a +1 C arg a − 2 C arg a +1

Portanto, para cada grupo separadamente, temos:


CH3 H = (1+) e C = (3−)

C arg a 0

CO O = (2−) e C = (3+)

C arg a +1

O

C arg a −2

CH3 H = (1+) e C = (2−)



C arg a +1

12 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


4 Alternativa: A.
Mn
 CO ⇒ Nox Mn = +2
3
+2 −2

 F F F ⇒ Nox Mn = +3
MnF3 ; Mn
+3 −1 −1 −1

     ⇒ Nox Mn = +5
K 3MnO4 ⇒ K K K MnOOOO
+1 +1 +1 +5 −2 −2 −2 −2

−2
MnO4 −2 ⇒ MnO
  OOO
 ⇒ Nox Mn = +6
  
+6 −2 −2 −2 −2
+ 6 − 8 = −2

ANOTAÇÕES







































MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 13


Frente 2

Aulas
51 e 52 C������� �� �������� � �������

 Definições de oxidação e redução


• Oxidação: é a perda de elétrons (aumento do Nox).
• Redução: é o ganho de elétrons (diminuição do Nox).
Os conceitos oxidação e redução valem para o elemento químico.

 Definição de agente oxidante e redutor


• Agente oxidante: é a substância que sofre redução.
• Agente redutor: é a substância que sofre oxidação.
Os conceitos de agente oxidante e agente redutor valem para substâncias químicas.

EXERCÍCIOS DE SALA

1 Uece 2014 Pilhas de Ni-Cd são muito utilizadas em ele-


trodomésticos caseiros, como em rádios portáteis, controles
remotos, telefones sem fio e aparelhos de barbear. A reação
de oxirredução desse tipo de pilha é
Cd(s) + NiO2(s) + 2H2O(l) → Cd(OH)2(s) + Ni(OH)2(s)

Considere as seguintes afirmações a respeito dessa reação:


I. O cádmio se oxida.
II. O dióxido de níquel é o agente redutor.
III. O cádmio é o agente oxidante.
IV. O número de oxidação do níquel varia de +4 para +2.

Está correto o que se afirma em


A I, II e III apenas.
B III e IV apenas.
C I e IV apenas.
D I, II, III e IV.

434 QUÍMICA | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 19-06-2018 (09:17)

14 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 51 e 52

2 PUC-SP A pessoa alcoolizada não está apta a dirigir ou 3 Uerj 2016 A mistura denominada massa de Laming,
operar máquinas industriais, podendo causar graves acidentes. composta por Fe2O3, serragem de madeira e água, é uti-
É possível determinar a concentração de etanol no sangue lizada para a remoção do H2S presente na composição do
a partir da quantidade dessa substância presente no ar ex- gás de hulha, um combustível gasoso. Observe a equação
pirado. Os aparelhos desenvolvidos com essa finalidade são química que representa o processo de remoção:
conhecidos como bafômetros.
Fe2O3 + 3H2S → 2FeS + S + 3H2O
O bafômetro mais simples e descartável é baseado na reação
entre o etanol e o dicromato de potássio (K2Cr2O7) em meio Calcule, em quilogramas, a massa de FeS formada no
ácido, representada pela equação a seguir: consumo de 408 kg de H2S, considerando 100% de rendi-
mento. Em seguida, indique o símbolo correspondente ao
+
Cr2O72–(aq) + 8H(aq) + 3CH3CH2OH(g) → elemento químico que sofre oxidação e o nome do agente
laranja etanol oxidante.
(álcool etílico)
Dados
3+
→ 2Cr(aq) + 3CH3CHO(g) + 7H2O(l) H = 1; S = 32; Fe = 56.
verde etanal
(acetaldeído)

Sobre o funcionamento desse bafômetro, foram feitas algu-


mas considerações.
I. Quanto maior a intensidade da cor verde, maior a con-
centração de álcool no sangue da pessoa testada.
II. A oxidação de um mol de etanol a acetaldeído envolve
2 mols de elétrons.
III. O ânion dicromato age como agente oxidante no pro-
cesso.

Está correto o que se afirma apenas em:


A I e II.
B I e III.
C II e III.
D I.
E I, II e III.

QUÍMICA | MEDICINA IV 435

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 19-06-2018 (09:17)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 15


Aulas 51 e 52

4 Fuvest A pólvora é o explosivo mais antigo conhecido pela


humanidade. Consiste na mistura de nitrato de potássio, en-
xofre e carvão. Na explosão, ocorre uma reação de oxirredu-
ção, formando-se sulfato de potássio, dióxido de carbono e
nitrogênio molecular. Nessa transformação, o elemento que
sofre maior variação de número de oxidação é o:
A carbono.
B enxofre.
C nitrogênio.
D oxigênio.
E potássio.

GUIA DE ESTUDO
Química | Livro 3 | Frente 2 | Capítulo 8
I. Leia as páginas 123 e 124.
II. Faça o exercício 3 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 17 a 25.

436 QUÍMICA | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 21-06-2018 (09:20)

16 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


 Orientações
Definir apenas os conceitos de oxidação e redução, agente oxidante e agente redutor. Fazer três ou quatro exemplos
com equações médias e grandes, mas principalmente um que envolva duas oxidações/reduções e uma de auto-oxirredução.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: C.
Teremos:
Agente Agente
redutor oxidante
   
Cd( s)  NiO2( s)  2H2O(  )  Cd(OH)2( s)  Ni(OH)2( s)
0  2 (oxidação)
4  2 (redução)
2 Alternativa: E.
I. Correto. Quanto maior a quantidade de reagente, maior quantidade de produto.
+ 3− − + + 3− + + 2−
Correto. H 3 C − CH2 − (OH) → H 3 C − CHO
1−
II.
2e–
6+
Red.
III. Correto. Cr2 O72−  → Cr 3+ ⇒ Cr2O72− → agente oxidante

3 Fe2O3 + 3 H2S → 2 FeS + S + 3 H2O


3 × 34 g 2 × 88 g
408 kg mFeS
mFeS = 704 kg
Símbolo correspondente ao elemento químico que sofre oxidação (enxofre): S.

Fe2O3 + 3 H2S → 2 FeS + S + 3 H2O


oxidação
− 2  →0

4 Alternativa: B.
Observe a reação com a variação de número de oxidação do nitrogênio, enxofre e carbono:

∆=5
+5 0

2KNO3 + 1S + 1C → 1K 2SO4 + 1CO2 + N2

∆=6
0 +6

∆=4
0 +4
O enxofre é o elemento que sofre maior variação de número de oxidação (6).

ANOTAÇÕES

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 17


ANOTAÇÕES

18 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Frente 2

Aulas
B������������ ��� ����������� 53 e 54
 Regras de balanceamento por oxirredução
1º Calcular os Nox de todos os elementos par�cipantes nos reagentes e produtos.
2º Verificar quem sofre oxidação e quem sofre redução.
3º Calcular o ∆, onde ∆ = (Nox maior – Nox menor) x (maior índice do elemento).
4º Inverter os ∆’s (∆ da oxidação no elemento que sofre redução e vice-versa).
5º Terminar o balanceamento por tenta�vas.

Os quatro primeiros procedimentos garantem o equilíbrio das cargas e o último garante o equilíbrio das massas.

EXERCÍCIOS DE SALA

1 EsPCEx (Aman) 2013 Dada a seguinte equação iônica de 2 PUC-PR 2016 O sulfato de potássio e o permanganato
oxidorredução da reação, usualmente utilizada em etapas de potássio são duas importantes substâncias. O sulfato
de sínteses químicas, envolvendo o íon dicromato (Cr2O2−
7 ) de potássio é utilizado na agricultura como um dos cons-
e o ácido oxálico (H2C2O4 ): tituintes dos fertilizantes, pois ajuda na adubação das cul-
turas que estão com carência de potássio, ao passo que o
Cr2O27− + H2C2O4 + H+ → Cr3+ + CO2 + H2O permanganato de potássio é utilizado no tratamento da
catapora, pois ajuda a secar os ferimentos causados pela
Considerando a equação acima e o balanceamento de doença. A reação a seguir mostra uma maneira de produzir
equações químicas por oxidorredução, a soma total dos o sulfato de potássio a partir do permanganato de potássio.
coeficientes mínimos e inteiros obtidos das espécies en- Considerando as informações apresentadas e a análise da
volvidas e a substância que atua como agente redutor são, reação não balanceada, assinale a alternativa CORRETA.
respectivamente,
A 21 e ácido oxálico. Dados
B 26 e dicromato. Massas atômicas em (g/mol): H = 1; O = 16; S = 32; K = 39; Mn = 55.
C 19 e dicromato. KMnO4(aq) + H2SO4(aq) + H2O2(aq) → K2SO4(aq) + H2O() + MnSO4(aq) +
D 27 e ácido oxálico. + O2(g)
E 20 e hidrogênio.
A O permanganato de potássio ajuda na cura da catapo-
ra, pois é um importante agente redutor.
B Todo o oxigênio produzido provém do ácido sulfúrico e
do permanganato de potássio.
C Considerando a reação balanceada, seriam necessários
44,8 L de permanganato de potássio na CNTP para pro-
duzir aproximadamente 30 ⋅ 1.023 íons de gás oxigênio.
D O sulfato de potássio é utilizado na agricultura para
ajudar na correção do pH do solo, pois é um sal de ca-
ráter básico.
E Na reação balanceada, a soma dos menores coeficien-
tes inteiros é de: 26.

QUÍMICA | MEDICINA IV 437

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 20-06-2018 (11:12)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 19


Aulas 53 e 54

3 Uece 2015 O conhecimento dos conceitos de oxidação e 4 Ufes A acetona pode ser obtida pela reação do álcool
redução é de fundamental importância no estudo da biolo- isopropílico com dicromato de potássio, em meio de ácido
gia molecular associado à fotossíntese e à respiração, na re- sulfúrico. Além da acetona, também são produzidos sulfato
dução de minerais para a obtenção de metais, em cálculos crômico, sulfato de potássio e água.
estequiométricos, na prevenção da corrosão e no estudo a) Esquematize a equação balanceada da reação.
da eletroquímica. Dada a equação não balanceada b) Calcule o número de oxidação dos elementos químicos
As2S3 + HNO3 + H2O → H3AsO4 + H2SO4 + NO, marque a envolvidos nos processos de oxidação e redução.
única afirmação verdadeira. c) Identifique o agente redutor e o agente oxidante na
A Representa uma reação de auto-oxirredução. reação.
B Indica uma reação de oxidorredução parcial.
C Dois elementos sofrem oxidação e um elemento sofre
redução.
D Quando balanceada, a soma de seus coeficientes é 76.

GUIA DE ESTUDO
Química | Livro 3 | Frente 2 | Capítulo 8
I. Leia as páginas 124 e 125.
II. Faça o exercício 9 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 32 a 40.

438 QUÍMICA | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 21-06-2018 (09:21)

20 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


 Orientações
O balanceamento por oxirredução, quando mecanizado, não é muito construtivo para o aluno. Ele precisa entender
que o método nada mais é do que a aplicação do Princípio da Conservação das Cargas e das Massas. Abordar também
equações iônicas. Não deixar de fazer o balanceamento com equações que tenham duas oxidações/reduções. Fazer
exercícios de sala.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: D.

2Cr2O72 − + 6H2C2O4 + 16H+ → 4Cr 3+ + 12CO2 + 14H2O


   
Oxidante Re dutor
+6 + 3 (redução)
+3 + 4 (oxidação)

1Cr2O72 − + 3H2C2O4 + 8H+ → 2Cr 3+ + 6CO2 + 7H


H2O
  
Oxidante Re dutor

A soma total dos coeficientes míminos e inteiros é 27.

2 Alternativa: E.
De acordo com a reação balanceada, a soma dos coeficientes dessa reação é: 2 + 3 + 5 + 1 + 8 + 2 + 5 = 26.
(a) Incorreta. O permanganato é um agente oxidante, conforme a reação a seguir:

+7 –1 +2 0
2KMnO4(aq) + 3H2SO4(aq) + 5H2O2(aq) K2SO4(aq) + 8H2O() + 2MnSO4(aq) + 5O2(g)

ag. oxidante ∆=5⋅1=5

∆=2⋅1=2 ag. redutor

(b) Incorreta. O oxigênio é formado pela decomposição do peróxido de hidrogênio.


(c) Incorreta. O oxigênio não é um íon nessa reação redox, e sim uma molécula.
(d) Incorreta. O sulfato de potássio é um sal proveniente de uma base forte e de um ácido forte, sendo, portanto, um sal neutro.

3 Alternativa: C.
+3 –2 +5 +5 +6 –2
As2S3 + HNO3 + H2O → H3AsO4 + H2SO4 + NO
Oxida
Oxida
Reduz

(a) Incorreta. Em uma reação de auto-oxirredução, o mesmo elemento oxida e reduz.


(b) Incorreta. A reação é de óxido-redução completa.
(c) Correta. Os elementos As e S sofrem oxidação e o nitrogênio sofre redução.
(d) Incorreta. A reação corretamente balanceada será:
3As2S3 + 28HNO3 + 4H2O → 6H3AsO4 + 9H2SO4 + 28NO
(e) Incorreta. A soma dos coeficientes é 78.

4 a) Equação balanceada da reação.


3CH3CH(OH)CH3 + K2Cr2O7 + 4H2SO4 →
→ Cr2(SO4)3 + 3CH3COCH3 + K2SO4 + 7H2O
b) Cálculo do número de oxidação.
Carbono sofre oxidação = de 0 (zero) para + 2 (dois).
Crômio sofre redução = de + 6 (seis) para + 3 (três).
c) Agente redutor – álcool isopropílico.
Agente oxidante – dicromato de potássio.

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 21


ANOTAÇÕES

22 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Frente 2

Aulas
R������������� – ���������
������� 55 e 56
A radioatividade foi descoberta em 1896 por Henri Becquerel e desenvolvida, principalmente, pelo casal Curie.

Partículas e emissões radioativas


Emissão Representação Aspecto Carga Número de massa Velocidade Poder de
penetração
+ 20.000 a
4
α 2α +2 4 muito baixo
+ 30.000 km/s

β −1 β0 – –1 0 até 270.000 km/s médio

0 onda eletromag-
γ 0γ 0 0 300.000 km/s alto
nética
0 +
pósitron +1β +1 0 – –

Quadro comparativo das principais emissões radioativas.

Reações nucleares

1ª Lei de Soddy: (emissões α) Z X A → 2 α 4 + Z −2Y A −4 + 0 γ 0 (eventualmente)

2ª Lei de Soddy: (emissões β) Z XA → −1 β0 + Z +1Y A + 0 γ 0 (eventualmente)

Para essas e demais reações nucleares, deve-se obedecer à conservação das cargas e dos números de massa.

EXERCÍCIOS DE SALA

1 UPF 2016 A charge apresentada a seguir, além de rememorar os tristes acontecimentos ocorridos há trinta anos, após
o acidente na usina termonuclear de Chernobyl, na Ucrânia, lembra que seus efeitos ainda estão presentes. Na época, o
teto do reator, que pesava mil toneladas, foi destruído na explosão, e uma nuvem de radiação tomou a cidade. A vegetação,
o solo e a água foram contaminados, sendo necessária a evacuação dos moradores. A nuvem radioativa, representada
na charge, contendo césio-137 e o iodo-131 (além de outros), estendeu-se por vários países da Europa e os impactos
ambientais no continente europeu continuam a causar preocupação em escala mundial.

Entre os núcleos mencionados, o césio-137 sofre decaimento,


emitindo partículas beta e radiação gama. A equação que
representa adequadamente a emissão da partícula beta, por
esse núcleo é:
137 0 131
A 55 Cs → +1 β + 54 Xe + γ
137 0 137
B 55 Cs + −1 β → 54 Xe + γ
137 0 131
C 55 Cs + −1 β → 52Te

137 0 137
D 55 Cs → −1 β + 56 Ba + γ
(Disponível em: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/43943/ 137 0 133 4
charge+do+latuff+30+anos+do+desastre+de+chemobyl.shtml) E 55 Cs + +1 β → 54 Xe + 2 α

QUÍMICA | MEDICINA IV 439

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 20-06-2018 (11:12)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 23


Aulas 55 e 56

2 Fuvest Um contraste radiológico, suspeito de causar a 3 Mackenzie 2016 O urânio-238, após uma série de emis-
morte de pelo menos 21 pessoas, tem como principal im- sões nucleares de partículas alfa e beta, transforma-se no
pureza tóxica um sal que, no estômago, reage liberando di- elemento químico chumbo-206 que não mais se desinte-
óxido de carbono e um íon tóxico (Me2+). Me é um metal gra, pelo fato de possuir um núcleo estável. Dessa forma,
que pertence ao grupo dos alcalinoterrosos, tais como Ca, é fornecida a equação global que representa o decaimento
Ba e Ra, cujos números atômicos são, respectivamente, 20, radioativo ocorrido.
56 e 88. Isótopos desse metal Me são produzidos no bom-
238 206
bardeio do urânio-235 com nêutrons lentos: 92U → 82Pb + α + β

1
0n + 235
92U →
142
Me + 36Kr + 310n Assim, analisando a equação acima, é correto afirmar-se
que foram emitidas
Assim sendo, a impureza tóxica deve ser: A 8 partículas α e 6 partículas β.
A cianeto de bário. B 7 partículas α e 7 partículas β.
B cianeto de cálcio. C 6 partículas α e 8 partículas β.
C carbonato de rádio. D 5 partículas α e 9 partículas β.
D carbonato de bário. E 4 partículas α e 10 partículas β.
E carbonato de cálcio.

440 QUÍMICA | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 20-06-2018 (11:12)

24 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 55 e 56

4 EsPCEx (Aman) 2013 Um isótopo radioativo de urâ-


nio-238 (238
92U), de número atômico 92 e número de massa
238, emite uma partícula alfa, transformando-se num áto-
mo X, o qual emite uma partícula beta, produzindo um áto-
mo Z, que por sua vez emite uma partícula beta, transfor-
mando-se num átomo M. Um estudante analisando essas
situações faz as seguintes observações.
I. Os átomos X e Z são isóbaros;
II. O átomo M é isótopo do urânio-238 (23892U);
III. O átomo Z possui 143 nêutrons;
IV. O átomo X possui 90 prótons.

Das observações feitas, utilizando os dados acima, estão


corretas:
A apenas I e II.
B apenas I e IV.
C apenas III e IV.
D apenas I, II e IV.
E todas.

GUIA DE ESTUDO
Química | Livro 4 | Frente 2 | Capítulo 9
I. Leia as páginas de 133 a 136.
II. Faça o exercício 9 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 5 a 11, 21 e 22.

QUÍMICA | MEDICINA IV 441

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ALEXANDRE.LEMES / 21-06-2018 (13:28)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 25


 Orientações
Falar sobre o histórico da radioatividade, os tipos de emissões radioativas e as leis de Soddy para emissões alfa e
beta.

OPCIONAL 1 UEM 2013 Em uma reação de transmutação, na presença de um campo magnético uniforme, o átomo 216
A
84
emite uma partícula a e se transforma no átomo B, que emite uma partícula β para transmutar-se no átomo C. Por fim, o átomo
C emite radiação γ, a fim de tornar-se estável. Com base nessas informações, analise as alternativas abaixo e assinale o que for
correto.
01 O átomo A é isótopo de B, e a partícula a não interage com o campo magnético.
02 O átomo B é isóbaro de C, e a partícula β interage com o campo magnético.
04 Ao emitir a partícula β, o átomo B fica negativamente eletrizado.
0
08 A reação 216 2 212 212 212
84 A → 4a + 83B → 83C + −1 β → 83 C + nγ descreve a sequência das reações propostas, sendo n (um
número inteiro) o número de fótons γ emitidos até o átomo C atingir o equilíbrio.
16 O átomo B é isótopo de C, e a partícula γ interage com o campo magnético.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: D.
137
55Cs → −01β + ZA X + γ
137 = 0 + A
A = 137
55 = −1+ Z
Z = 56
137
55 Cs → −01β + 13567Ba + γ

2 Alternativa: D.
Todos os sais que apresentam íons carbonato (CO2–
3 ) em sua composição, ao entrarem em contato com ácidos, como o HC
(presente no estômago), liberam dióxido de carbono gasoso:
HC (aq)  H(+aq) + C −(aq)

CO32(−aq) + 2H(+aq) → CO2(g) + H2O()


Como o número atômico do metal é Me = 56 (92 – 36 = 56), conclui-se que esse metal é o bário e que o sal é o carbonato
de bário (BaCO3).

3 Alternativa: A.
238 4 0 206
92 U → x 2 a + y −1β + 82 Pb
238 = 4x + 206
x = 8 (partículas a )
92 = 16 − y + 82
y = 6 (partículas β )

4 Alternativa: E.
238 4 234
92 U → 2a + 90 X (isóbaro de Z )
234 0 234
90 X → −1β + 91 Z (isóbaro de X )
234 0 234
91 Z → −1β + 92 M
234
92 M = 234
92U (isótopo do
238
92U)
234
91 Z : nêutrons = 234 − 91 = 143
234
90 X : 90 prótons

26 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Opcional 1: Soma: 10
O átomo 216 84A emite uma partícula a e se transforma no átomo B, que emite uma partícula β para transmutar-se no átomo
C. Por fim, o átomo C emite radiação γ, a fim de tornar-se estável:
216
A → 42a + ZAB
84

216 = 4 + A ⇒ A = 212
84 = 2 + Z ⇒ Z = 82
216
A → 42a + 212
82B
84
21 2
82 B → −01 β + ZAC

212 = 0 + A ⇒ A = 212
82 = −1+ Z ⇒ Z = 83
212
82 B → −01 β + 212
83C + γ

216 2 212 212 0 212


A → a+ B → C+ β → C + nγ
84 4 82 83 −1 83
212 212
82 B e 83C são isóbaros.

ANOTAÇÕES



































MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 27


Frente 2

Aulas
57 e 58 R������������� – ��������� �
����������

 − Transmutação nuclear

Tipos de reações nucleares  − Fissão nuclear
 − Fusão nuclear

– Transmutações nucleares são reações nucleares provocadas pelo bombardeamento de nuclídeos.

7 N14 + 2 α 4 → 8 O17 + 1 p1 (Bombardeamento de nuclídeo por partícula α)

– Fissão nuclear é o processo de transmutação nuclear que quebra um núcleo grande em outros menores, com grande
liberação de energia.

92 U235 + 0 n1 → 56 Ba140 + 36 Kr 93 + 3 0 n1

235
92U
140
56Ba

235
92U
1
0n
93
36Kr
235
235 92U
92U
30n1
90n1

Reação em cadeia da fissão nuclear do urânio enriquecido.

A fissão nuclear explica o funcionamento:


• das usinas nucleares

I II III IV
calor
Reator Gerador
Água() Água(v) Turbina
nuclear elétrico
V

Esquema simplificado do funcionamento de uma usina nuclear.

442 QUÍMICA | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 20-06-2018 (11:12)

28 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 57 e 58

• das bombas atômicas (usadas para fins bélicos) – Fusão nuclear é a união efe�va de dois núcleos meno-
res para a formação de um núcleo maior, com grande
material radioativo propelente para liberação de energia.
que pode ser urânio direcionamento da bomba
ou plutônio depois de lançada
1 H2 +1H2 → 2He3 +0n1
1 H2 +1H3 → 2He4 +0n1

I II
A fusão nuclear explica a atividade:
• do Sol;
explosivo comum (com TNT), • das bombas de hidrogênio (não utilizadas ainda em
duto para empurrar o material
radioativo para ir ao ataques reais, somente em testes).
encontro da outra parte

Esquema simplificado de uma bomba atômica.

EXERCÍCIOS DE SALA

1 UEPG 2013 Com relação aos processos de fusão e fissão 2 Unesp A energia atômica é uma das alternativas ao uso
nuclear, assinale o que for correto. do petróleo. O Brasil, além de possuir importantes reservas
01 Fusão nuclear consiste na junção de núcleos pequenos de uraninita (UO2), domina a tecnologia do enriquecimento
formando núcleos maiores e liberando uma grande do urânio, necessária para aumentar o teor em urânio-235,
quantidade de energia. o que permite seu uso em reatores.
02 Fissão nuclear é o processo de quebra de núcleos gran- Dadas as massas atômicas, em unidades de massa atômica:
235 1 142
des em núcleos menores, liberando grande quantidade 92 U = 235,04; 0n = 1,01; 56 Ba = 141,92 e 36 Kr = 91,92, a
92

de energia. constante de Avogadro, NA = 6·1023 mol–1, e considerando


04 A fusão nuclear exige grande quantidade de energia que a equação para uma das reações de fissão possíveis
para ocorrer. para um átomo de 235 92 U é:
235 1 142 92 1 −11
08 O processo de fissão nuclear é aproveitado pelo ho- 92 U + 0n → 56 Ba + 36Kr + 20 n + 3 ⋅ 10 J,
mem para a geração de energia elétrica a partir da é correto afirmar que:
energia nuclear em usinas termonucleares. A a soma das massas dos reagentes é exatamente igual à
16 O processo de fusão nuclear ocorre naturalmente no soma das massas dos produtos.
sol, onde a temperatura é suficientemente alta para B a diferença de massa entre reagentes e produtos cor-
que ocorra a fusão dos átomos de hidrogênio forman- responde à energia consumida para que a reação de
do átomos mais pesados. fissão nuclear ocorra.
Soma: C 235,04 g de 235U podem produzir uma energia igual a
1,8·1010 kJ.
D 235,04 g de 235U podem produzir uma energia igual a
3 ·10–11 J.
E a energia liberada pela reação corresponde à da ligação
química que se forma entre os átomos de 142Ba e 92Kr.

QUÍMICA | MEDICINA IV 443

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 20-06-2018 (11:12)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 29


Aulas 57 e 58

3 Enem 2015 4 UFSCar A queima de 1 litro de gasolina fornece 33 kJ de


A bomba energia. A fissão de somente 1 g de 92U235 fornece 8,25·107 kJ
reduz neutros e neutrinos, e abana-se com o leque da de energia. A bomba de Hiroshima, utilizada pelos Estados
reação em cadeia. Unidos contra o Japão no final da Segunda Guerra Mun-
ANDRADE, C. D. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: dial, tinha uma quantidade de urânio de aproximadamen-
Aguilar, 1973 (Fragmento).
te 16 kg. Essa é a massa crítica necessária para a obten-
Nesse fragmento de poema, o autor refere-se à bomba atô- ção da reação em cadeia de fissão e, consequentemente,
mica de urânio. Essa reação é dita “em cadeia” porque na explosão. Uma esfera de urânio de 12 cm de diâmetro tem
A fissão do 235U ocorre liberação de grande quantidade essa massa de urânio.
de calor, que dá continuidade à reação. a) Considerando a gasolina como sendo cons�tuída
B fissão de 235U ocorre liberação de energia, que vai desin- por octano (C8H18), escreva a reação de combus-
tegrando o isótopo 238U, enriquecendo-o em mais 235U. tão completa da gasolina devidamente balanceada.
C fissão do 235U ocorre uma liberação de nêutrons, que Copie a equação de fissão do urânio dada a seguir, ana-
bombardearão outros núcleos. lisando a classificação periódica, complete a reação,
D fusão do 235U com 238U ocorre formação de neutrino, dando os símbolos e os nomes dos elementos X e Y
que bombardeará outros núcleos radioativos. resultantes da fissão do 92U235.
E fusão do 235U com 238U ocorre formação de outros ele- 235
92U + 1 0n1 → 35X90 + 57Y143 + 3 0n1 + energia
mentos radioativos mais pesados, que desencadeiam
novos processos de fusão. b) Sabendo que um caminhão-tanque tem capacidade
para transportar 40.000 L de gasolina, quantos milhões
de caminhões-tanque cheios seriam necessários para
produzir quan�dade de energia similar àquela liberada
na explosão da bomba de Hiroshima?

444 QUÍMICA | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 19-06-2018 (09:17)

30 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 57 e 58

5 UCS 2016 A primeira explosão de uma bomba atômica Em relação à temática e às informações apresentadas no
na história da humanidade aconteceu no dia 6 de agosto texto, assinale a alternativa correta.
de 1945. Ela continha 50 kg de urânio 235, com potencial A A fissão nuclear do urânio 235 se dá por um processo
destrutivo equivalente a 15 mil toneladas de TNT e foi de reação em cadeia, com a liberação de uma grande
lançada sobre o centro da cidade de Hiroshima, às 8h15min quantidade de energia.
da manhã, horário local, causando a morte de mais de B Um átomo de urânio-235 decai para plutônio-239 pela
140 mil pessoas. Nagasaki foi atingida três dias depois. emissão de uma partícula alfa.
Inicialmente, o plano do exército americano era jogar a C A energia gerada na explosão de uma bomba atômica
bomba sobre Kokura. Mas o tempo nublado impediu que se origina a partir de um processo de fusão nuclear.
o piloto visualizasse a cidade, e decidiu-se pela segunda D A bomba de hidrogênio é uma aplicação bélica que
opção. A bomba, agora de plutônio 239, apresentava um visa causar destruição com base na enorme energia e
potencial destrutivo equivalente a 22 mil toneladas de TNT. no grande fluxo de nêutrons liberados nas reações de
Cerca de 70 mil pessoas morreram. fissão nuclear.
E As partículas beta possuem maior poder de penetração
em tecidos biológicos que as radiações gama.

A nuvem de cogumelo sobre Hiroshima (à esquerda) e sobre


Nagasaki (à direita), após a queda das bombas atômicas

Pouco depois de a bomba atômica ser lançada sobre


o Japão, cientistas inventaram outra arma, ainda mais
poderosa: a bomba de hidrogênio. Em 1957, a bomba H
explodia no atol de Bikini, no Oceano Pacífico. Tinha um
poder de destruição cinco vezes maior do que todas as
bombas convencionais detonadas durante a Segunda
Guerra Mundial.
Prevendo a corrida armamentista, Albert Einstein
declarou em 1945: “O poder incontrolado do átomo mudou
tudo, exceto nossa forma de pensar e, por isso, caminhamos
para uma catástrofe sem paralelo”.
Disponível em: <www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/as-bombas-
atomicas-lancadas-sobre-o-japao.html>. <www.nippo.com.br/4.
hiroshima/>. <https://pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeamentos_de_
Hiroshima_e_Nagasaki>. Acesso em: 2 set. 2015.

GUIA DE ESTUDO
Química | Livro 4 | Frente 2 | Capítulo 9
I. Leia as páginas de 137 a 140.
II. Faça o exercício 7 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 20 e de 23 a 30.

QUÍMICA | MEDICINA IV 445

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 21-06-2018 (09:22)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 31


 Orientações
Falar das utilidades da radioatividade: datação por carbono-14, fissão nuclear em usinas nucleares e bombas atômi-
cas e fusão nuclear em estrelas e bombas de hidrogênio.

OPCIONAL 1 UFPE 2012 Uma possível sequência de reações que ocorrem em um reator nuclear é:
235
92 U + 10n → 236
92 E → 92
36G + ZA X + 3 10n em que E, G e X são os símbolos hipotéticos dos elementos produzidos na sequência, A e Z
são o número de massa e o número atômico do elemento X, respectivamente. Avalie as seguintes afirmativas sobre esta sequência.
( ) Esta sequência é conhecida por fusão nuclear.
( ) O valor de A é 143.
( ) O elemento X possui 56 prótons.
( ) Os elementos U e E são isóbaros.
( ) O elemento G possui 128 nêutrons.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Soma: 31
01. Verdadeira. Na fusão, a energia liberada ocorre quando os núcleos se unem em altíssimas temperaturas.
02. Verdadeira. Basicamente, a fissão é um processo contrário ao da fusão, ou seja, ocorrem quebras de núcleos atômicos,
gerando átomos menores com liberação de energia.
04. Verdadeira. Isso acontece devido à alta temperatura necessária para que o processo ocorra.
08. Verdadeira. Nas usinas nucleares, a energia liberada pela fissão aquece a água, cujo vapor é injetado em turbinas,
gerando energia elétrica.
16. Verdadeira. A energia proveniente do sol é gerada pela fusão nuclear.

2 Alternativa: C.
De acordo com a equação:
235 1 142 92 1 −11
92 U + 0n → 56 Ba + 36Kr + 20 n + 3 ⋅ 10 J
cada átomo de 235U, ao reagir, libera 3 ⋅ 10–11 J de energia.
1 mol (urânio) — 235,04 g
1 mol (urânio) — 6,0 ⋅ 1023 átomos

1 átomo — 3,0 ⋅ 10–11J


6,0 ⋅ 1023 átomos — x
x = 1,8 ⋅ 1013 J, que equivale a 1,8 ⋅ 1010 kJ de energia.

3 Alternativa: C.
As reações em cadeia são iniciadas por nêutrons, por exemplo, um núcleo de urânio-235 pode combinar-se com um nêutron
e formar urânio-236. Como esse núcleo é instável ele se divide em partículas de número atômico próximo (novos núcleos)
e libera mais nêutrons que podem se combinar com novos átomos de urânio-236 e assim sucessivamente liberando uma
quantidade gigantesca de energia.

Modelo da fissão nuclear em cadeia

Nêutron proveniente
da fissão do núcleo

Núcleo

4 a) Combustão completa da gasolina:


C8H18 + 12,5O2 → 8CO2 + 9H2O ou
2C8H18 + 25O2 → 16CO2 + 18H2O
235
92U + 10n1→ 35X90 + 57Y143 + 30n1 + energia
Consultando a tabela periódica, teremos:
X: Z = 35; Br (bromo).
Y: Z = 57; La (lantânio).

32 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


b) Teremos:
1 L gasolina — 33 kJ
40.000 L gasolina — x
x = 1.320.000 kJ = 1,32 · 106 kJ.

1 g (U-235) — 8,25·107 kJ
16 · 103 (U-235) — y
y = 1,32·1012 kJ

1 caminhão-tanque — 1,32·106 kJ
n caminhões-tanque — 1,32·1012 kJ
n = 106 caminhões-tanque.
Um milhão de caminhões-tanque.

5 Alternativa: A.
(a) Correta. A fissão nuclear ocorre quando o núcleo é bombardeado por um nêutron que, após a colisão, libera uma grande
quantidade de energia, e, nesse processo, novos nêutrons são liberados, provocando uma reação em cadeia.
(b) Incorreta. Ocorre emissão de duas partículas beta, conforme mostra a reação a seguir:
238
92 U + 01n → 239
92 U → −01β + 239
93 Np → −01β + 239
94 Pu
(c) Incorreta. A energia gerada na explosão de uma bomba atômica origina-se a partir de um processo de fissão nuclear.
(d) Incorreta. Na bomba de hidrogênio, o processo não é de fissão, mas sim de fusão de núcleos.
(e) Incorreta. A radiação gama possui o maior poder de penetração entre as radiações: alfa, beta e gama.

Opcional 1: F; F; V; F; F.
Esta sequência é conhecida como fissão nuclear.
235
92 U+ 10n → 236 92 A 1
92 E → 36G + Z X + 3 0n

236 = 92 + A + 3 × 1 ⇒ A = 141
92 = 36 + Z + 3 × 0 ⇒ Z = 56
U e E são isótopos.
G possui 56 nêutrons (92 – 36 = 56).

ANOTAÇÕES






















MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 33


Frente 2

Aulas
59 e 60 C������� ��� �������� �����������

Período de meia-vida (t1/2) é o intervalo de tempo necessário para que o número (ou a massa) de radionuclídeos redu-
za-se à metade.

1tI 2tII ntIII

m0 m0 m0 m0
2 4 2n

Modelo para visualização do período de meia-vida (t1/2).

m0
m= , em que n é o número de períodos de meia-vida.
2n

m(g)

m0

m0/2

m0/4
m0/8
m0/16
t1/2 2t1/2 3t1/2 4t1/2 t(min)

Massa restante de radionuclídeos após emissões radioativas ao longo do tempo.

EXERCÍCIOS DE SALA

1 EsPCEx (Aman) 2015 A meia vida do radioisótopo


cobre-64 ( 64
29 )
Cu é de apenas 12,8 horas, pois ele sofre
decaimento β se transformando em zinco, conforme a re-
64
presentação 29 Cu → 64 0
30 Z + −1 β.

Considerando uma amostra inicial de 128 mg de cobre-64,


após 76,8 horas, a massa restante desse radioisótopo será de:
A 2 mg
B 10 mg
C 12 mg
D 28 mg
E 54 mg

446 QUÍMICA | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 20-06-2018 (11:12)

34 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 59 e 60

2 Unesp Medidas de radioatividade de uma amostra 3 UFRJ


de tecido vegetal encontrado nas proximidades do Vale
dos Reis, no Egito, revelaram que o teor em carbono-14 Esse símbolo
identifica alimentos
 C
14
irradiados
 a relação era correspondente a 25% do valor en-
C 
12

contrado para um vegetal vivo. Sabendo que a meia-vida Estima-se que, no Brasil, a quantidade de alimentos
do carbono-14 é de 5730 anos, conclui-se que o tecido fos- desperdiçados seria suficiente para alimentar 35 milhões de
silizado encontrado não pode ter pertencido a uma planta pessoas. Uma das maneiras de diminuir esse desperdício é
que viveu durante o Antigo Império egípcio – há cerca de melhorar a conservação dos alimentos. Um dos métodos
6000 anos, pois: disponíveis para tal fim é submeter os alimentos a radiações
A a meia-vida do carbono-14 é cerca de 1000 anos me- ionizantes, reduzindo assim a população de microrganismos
nor do que os 6000 anos do Império egípcio. responsáveis por sua degradação.
C 14 Uma das tecnologias existentes emprega o isótopo de
B para que fosse alcançada esta relação no tecido ve-
12 número de massa 60 do cobalto como fonte radioativa.
C
Esse isótopo decai pela emissão de raios gama e de uma
getal, seriam necessários apenas cerca de 3000 anos.
partícula β e é produzido pelo bombardeamento de áto-
14
C mos de cobalto de número de massa 59 com nêutrons.
C a relação de 25%, em comparação com a de um
12
C Dados
tecido vegetal vivo, corresponde à passagem de, apro-
Co (Z = 27); Ni (Z = 28).
ximadamente, 1500 anos.
D ele pertenceu a um vegetal que morreu há cerca de
11500 anos. a) Escreva a reação de produção do cobalto-60 a par�r
E ele é relativamente recente, tendo pertencido a uma do cobalto-59 e a reação de decaimento radioa�vo do
planta que viveu há apenas 240 anos, aproximadamente. cobalto-60.
b) Um aparelho u�lizado na irradiação de alimentos em-
prega uma fonte que contém, inicialmente, 100 gramas
de cobalto-60. Admi�ndo que o tempo de meia-vida
do cobalto-60 seja de cinco anos, calcule a massa des-
se isótopo presente após quinze anos de u�lização do
aparelho.

QUÍMICA | MEDICINA IV 447

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 20-06-2018 (11:12)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 35


Aulas 59 e 60

4 PUC-SP 2016 Foram estudados, independentemente, o 5 Unifesp 2012 2011 é o Ano Internacional da Química;
comportamento de uma amostra de 100 mg do radioisótopo neste ano, comemoram-se também os 100 anos do rece-
bismuto-212 e o de uma amostra de 100 mg do radioisótopo bimento do Prêmio Nobel de Química por Marie Curie,
bismuto-214. Essas espécies sofrem desintegração radioativa pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio.
distinta, sendo o bismuto-212 um emissor β, enquanto que o Ela os obteve purificando enormes quantidades de minério
bismuto-214 é um emissor α. de urânio, pois esses elementos estão presentes na cadeia
As variações das massas desses radioisótopos foram acom- de decaimento do urânio-238. Vários radionuclídeos dessa
panhadas ao longo dos experimentos. O gráfico a seguir cadeia emitem partículas alfa ( 42α) ou beta negativa (β–).
ilustra as observações experimentais obtidas durante as a) O Po-210 decai por emissão alfa com meia-vida aproxi-
primeiras duas horas de acompanhamento. mada de 140 dias, gerando um elemento estável. Uma
amostra de Po-210 de altíssima pureza foi preparada,
guardada e isolada por 280 dias. Após esse período,
quais elementos químicos estarão presentes na amostra
e em que proporção, em número de átomos?
b) Qual o número de partículas alfa e o número de partí-
culas beta negativa que são emitidas na cadeia de de-
caimento que leva de um radionuclídeo de Ra-226 até
um radionuclídeo de Po-210? Explique.

Sobre esse experimento é INCORRETO afirmar que


A a meia-vida do 212Bi é de 60 minutos.
B após aproximadamente 25 minutos do início do expe-
rimento, a relação entre a massa de 212Bi e a massa de
212
Po é igual a 3.
C no decaimento do 214Bi forma-se o isótopo 212Tl.
D após 4 horas do início do experimento, ainda restam
12,5 mg de 212Bi sem sofrer desintegração radioativa.

GUIA DE ESTUDO
Química | Livro 4 | Frente 2 | Capítulo 9
I. Leia a página 140.
II. Faça os exercícios 3 e 11 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 31, 33, 34, 39 e de 41 a 44.

448 QUÍMICA | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 21-06-2018 (09:23)

36 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


 Orientações
Explicar como se define o período de meia-vida de um elemento radioativo e como se faz o cálculo de radionuclídeos.

OPCIONAL 1 UFPE 2013 Elementos radioativos são muito utilizados em medicina para procedimentos de radioterapia, para
realização de diagnósticos por imagens e para rastreamento de fármacos. Um dos mais importantes radionuclídeos para geração
de imagens é o 99 131
43Tc. Na radioterapia, podemos citar o uso de 53 I (emissor β com meia-vida de 8 dias) no tratamento de câncer
da tireoide. Para realização de imagens da tireoide, por outro lado, o 12353 I é frequentemente empregado. Com base nessas
informações, analise as proposições a seguir.
131 131
( ) Uma amostra contendo 10 g de 53 I, após 16 dias conterá 5 g de 53 I.

( ) Uma amostra contendo 10 g de 131


53 I, após 8 dias, conterá 5 g de um nuclídeo com número atômico 54 e número de massa 131.
131 123
( ) 53 I e 53 I são isótopos do iodo.
( ) 99
43Tc possui 43 nêutrons e 56 prótons.

( ) A camada de valência do tecnécio neutro deve apresentar uma distribuição eletrônica semelhante à do manganês (Z = 25).

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: A.
Teremos:
76, 8 horas
= 6 meias-vidas
12, 8 horas
12,8 horas 12,8 horas 12,8 horas
128 mg → 64 mg → 32 mg →
12,8 horas 12,8 horas 12,8 horas
16 mg → 8 mg → 4 mg → 2 mg

2 Alternativa: D.
14
C
Como 12 = 25% , a amostra do tecido vegetal vivo perdeu 75% de sua atividade radioativa.
C
Considerando que:
1 1
vida vida
2
100%  2
→ 50% → 25%

passaram-se 2 meias-vidas.
1 meia-vida 14C — 5730 anos
2 meias-vidas — x
x = 11460 anos

3 a) 27Co
59
+ 0n1 → 27Co60
60
27Co → 0γ0 + –1β0 + 28Ni60
b) p = 5 anos (período de semidesintegração)
15 anos = 3p
p p p
100 g → 50 g → 25 g → 12,5 g
Após 15 anos, teremos 12,5 g desse isótopo.

4 Alternativa: D.
60 min 60 min 60 min
100 mg  → 50 mg  → 25 mg  →12, 5 mg
Ou seja, 180 min = 3 horas.

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 37


5 a) O polônio sofre decaimento alfa por meio da reação:
210 4 206
84 Po ––– +2 a + 82 Pb
210 206
Admitindo uma quantidade inicial de n átomos de 84 Po , este, ao sofrer decaimento alfa, transforma-se em 82 Pb .
Assim, temos:
n
átomos 210
84Po
4
n t = 140 dias
átomos 210
84Po
2
n
n átomos 210
84Po
t = 140 dias
átomos 206
82Pb
4
n
átomos 206
82Pb
2

Portanto, após 280 dias, estarão presentes:
n 210
átomos de 84 Po
4

 n n  3n 206
 +  = átomos de 82 Pb
4 2 4

Logo, a razão pedida será:


n 210 3n 206
átomos 84 Po : átomos 82Pb ou 1 : 3
4 4

b) A equação do decaimento de Ra-226 é dada por:
226 210 4
+ y0 −1β
88Ra — 84Po + x +2a

Logo, como o número de massa e o número atômico inicial devem ser iguais ao final:
226 = 210 + 4x + y – 0
4x = 16
x=4

88 = 84 + 2 ⋅ 4 + y(–1)
y=4

Assim, são produzidas 4 partículas α e 4 partículas β.

Opcional 1: F; V; V; F; V.
Teremos: 131
53I
(emissor β com meia-vida de 8 dias):

8 dias 8 dias
10 g → 5
 g → 2, 5 g

após 8 dias após 16 dias


99
43 Tc } 43 prótons
99
43 Tc} 99 − 43 = 56 nêutrons

Distribuições eletrônicas semelhantes na camada de valência


2
43 Tc : 1s 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2
 4d5
Camada de
valência
2
25 Mn : 1s 2s2 2p6 3s2 3p6 4
s2 3d5
Camada de
valência

38 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV

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