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PROJETO BÁSICO

GALERIA PRÉ-MOLDADA CONCRETO


ARMADO 11 METROS DE EXTENSÃO

AV. GERAL SANTA LÍDIA

MUNICÍPIO DE PENHA - SC

ABRIL/2018
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Serviço: EXECUÇÃO DE SISTEMA DE DRENAGEM EM G ALERI A
PRÉ-MOLDAD A EM CONCRETO ARMADO COM 11 METROS
DE EXTENS ÃO

Obra: GALERIA NA ESTRADA GERAL DA SANTA LÍDIA


●Extensão do trecho: 11m
●Largura predominante da pavimentação: 7,00 m
●Largura da faixa de rolamento: 1 faixa de 3,50 m
●Área a pavimentar de rua: 200,00m²
●Área de passeio: 40,00 m²

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1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

O Memorial Descritivo e Especificações foi elaborado com a


finalidade de completar os projetos, fixar normas e características no
uso e escolha dos materiais e serviços a serem empregados;
A execução dos serviços obedecerá aos dispostos das normas
e métodos construtivos da ABNT.
O Memorial Descritivo e Especificações foi elaborado com a
finalidade de completar os projetos e fixar normas e características no
uso e escolha dos materiais e serviços a serem empregados;
A proposta de reformulação visa substituir o sistema de
drenagem existente, de maneira a proporcionar maior seção de vazão
da água, a fim de evitar alagamentos futuros a montante durante
possíveis enxurradas, bem como facilitar a navegação de pequenas
embarcações de pescadores que moram a montante;
A solução adotada foi de demolir totalmente os tubos existentes
pois o mesmo também já se encontra com a sua vazão comprometida
devido a vida útil do material.
Os serviços deverão obedecer aos dispostos nas Normas
Técnicas específicas para cada caso.

2 SERVIÇOS

2.1 Placa da Obra


A placa da obra deverá ser em chapa metálica galvanizada
adesivada, com 3,00 m² (2,00 m x 1,50 m), com as informações da obra
conforme o modelo fornecido pela Prefeitura Municipal;
A apropriação dos serviços será por metro quadrado.

2.2 Serviços de demolições:


 Todo o material existente será demolido, e todo o entulho
deverá ser retirado do canteiro de obras e ser depositado em local a
ser definido pela fiscalização. Não será permitido depósito de material

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no fundo do leito do rio, sendo de responsabilidade da empresa
contratada a retirada dos mesmos;
 A demolição poderá ser manual ou mecânica;
 A apropriação dos serviços será por M3.

2.3 Sinalização

As obras deverão ser sinalizadas e ter proteções para a


segurança de transeuntes.

2.4 Proteção da Obra

Durante a abertura das valas, deverão ser feitas todas as


proteções a outros serviços públicos enterrados e às edificações que
possam ser danificadas ou prejudicadas pela abertura destas, ou ainda
pelo rebaixamento do lençol freático.

2.5 Locação e Nivelamento

A locação e nivelamento da obra deverão obedecer ao projeto,


observando as distâncias e a cota de cada estaca, e serem feitos com
equipamento tipo Estação Total, por profissional de topografia
habilitado.
Como primeiro passo da instalação da obra, será feita a
topografia de campo e, tendo em vista além das exatas locações das
obras, detectar a exata posição de pontos baixos onde vão ser
instalados pontos de captação de águas pluviais. A localização dos
pontos baixos, feita pelos documentos do projeto, é apenas
orientadora, devendo ser verificadas no campo.
A empresa executora deverá estaquear a linha de passagem da
galeria. Deverá ser efetuado o desenho do perfil da mesma, aí se
mostrando as interferências encontradas.
Ao longo da diretriz do coletor, deverão ser deixadas R.Ns.
(Referência de Nível) auxiliares, em locais de fácil visibilidade e de

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difícil danificação. Esses R.Ns. Estarão amarrados ao R.N. utilizado no
projeto.
Os nivelamentos e contranivelamentos dos R.Ns. Auxiliares
serão feitos pelo sistema geométrico, sendo admissível um erro
máximo de 5 mm por quilômetro.
No término da obra, deverão ser entregues pela executora os
desenhos “como construído”, desenhos estes que serão executados
paralelamente à execução das obras. Nesses desenhos, além do
sistema pluvial, deverá constar a localização de outros serviços
públicos subterrâneos encontrados durante a abertura das valas.

2.6 Abertura de Valas

As escavações serão mecânicas, e feitas de maneira que


assegure a regularidade do fundo da vala, compatível com o greide da
tubulação projetada.
A largura de escavação será aquela necessária para a execução
da secção com a vala devidamente escorada. A largura da vala será
igual a secção da galeria, acrescida de 0,30 cm para cada lado.

2.7 Escoramento da Vala

O escoramento das valas atenderá as peculiaridades da


escavação, seja quanto à largura, profundidade, localização do lençol
freático e geologia da região.

2.8 Esgotamento da Vala

Quando a escavação atingir o lençol freático, a vala deverá ser


drenada de forma a impedir que a água dentro da vala corra pela
galeria a pouco executada. O esgotamento se fará por bombas ou por
ponteiras drenantes. O destino das águas esgotadas deve ser tal que
não alague as imediações da obra.
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2.9 Reaterro das Valas

O reaterro das valas após o assentamento dos tubos deverá ser


feito com material de jazida licenciada, em camadas de 20 cm
compactadas mecanicamente, para se dotar um grau de compactação
superior a 95%. O material do reaterro será escolhido, evitando-se
material com pedras, terra vegetal.

2.10 Retirada do Escoramento e Material Escavado

A retirada do escoramento deverá ser feita de forma cuidadosa,


à medida que a vala for sendo reaterrada e compactada. O material
escavado deverá ser removido do local da obra para um local indicado
pela Prefeitura Municipal, sendo que parte deste deverá ser
reaproveitado no reaterro das escavações.

2.11 Estruturas de concreto armado pré-moldado

A estruturas de concreto armado deverá obedecer, as


especificações brasileiras NB-1, NB-2, NB-5 e EB-3 (atualizadas) e as
demais que lhe atingir.
A apropriação dos serviços será por unidade.

2.11.1 Estruturas de concreto das bocas de bueiro

A execução das estruturas de concreto armado deverá


obedecer, as especificações brasileiras NB-1, NB-2, NB-5 e EB-3
(atualizadas) e as demais que lhe atingir.
O concreto deverá ser usinado, fck mínimo 25 MPa.
O adensamento se fará através de vibradores de imersão,
com configuração e dimensões adequadas as peças. Nas lajes adotar-
se-ão vibradores de placa, ou, opcionalmente, de forma, devendo neste

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caso ser adotados medidas especiais para assegurar a
indescolabilidade ou indeformação das formas.
O lançamento do concreto nas formas deverá obedecer ao
plano específico, sendo intoleráveis juntas de concreto que não
constarem do referido plano. Antes da nova concretagem a superfície
das juntas deverá ser cuidadosamente limpa, com auxílio de ar
comprimido ou através de lavagem com água, tratando-se a superfície
de contato com produto para este fim.
A altura máxima de queda do concreto não deverá exceder 2
metros, não sendo tolerável o emprego de calha.
Deverá cuidadosamente executada a cura de todas as
superfícies, exposta, que se destina a hidratação do cimento. Neste
sentido, as lajes superiores devem ser cobertas com sacos de
alinhagem encharcados, ou por espelho de água. Eventualmente a
utilização de lençol plástica para a retenção do vapor ou umidade pode
ser adotados com grandes vantagens.
A água, o cimento e os agregados empregados deverão
obedecer às normas e especificações brasileiras EB-1 e EB-4.
Durante os trabalhos de execução das peças estruturais,
deverá-se-a observar o máximo cuidado na confecção das formas, nos
escoramentos, na granulometria dos agregados, na mistura, na
plasticidade e vibração do concreto e também na desforma, de modo
que o produto final se apresente com superfícies, faces e arestas
uniformes, garantindo assim resistência e aparência desejáveis da
estrutura.
É obrigatória a extração de corpos de prova segundo as
normas brasileiras específicas, ficando a encargo da contratada as
despesas provenientes destes.

2.11.2 MATERI AIS E ELEMENTOS CONSTRUTIVOS

Água – a água a ser empregada no preparo do concreto


deverá ser límpida e isenta de quantidades prejudiciais de substâncias
estranhas que possam prejudicar a qualidade do concreto.
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Agregados – o agregado graúdo será a pedra britada e o
agregado miúdo a areia natural, que não poderão apresentar
substâncias nocivas, como torrões de argila, matérias orgânicas, etc.,
em percentagem superior as que estão especificadas na EB-4 da
ABNT.

2.11.3 FORMAS DE MADEIRA

A execução das formas deverá obedecer à EB-1/80.


A madeira utilizada na confecção das formas não poderá ter
espessura inferior a 2,5 cm.
Poderá ser utilizada forma metálica ou de madeira prensada
que apresentem superfícies lisas e que tenham espessura e
contraventamentos convenientes.
As formas serão praticamente estanques, de maneira a
impedir as fugas de nata de cimento.
Permite-se o reaproveitamento, desde que se processe a
limpeza e que se verifique estarem as formas isentas de deformações.
Deverão ser obedecidas as dimensões do projeto,
mantendo-se as formas em seus lugares por meio de elementos de
resistência adequada e em número suficiente para não se deformarem
sob a ação das cargas e das variações de temperatura e umidade.
As formas deverão ser escovadas, rejuntadas, não podendo
apresentar nós frouxos. Antes do lançamento do concreto, deverão ser
molhadas para que não absorva a água do concreto necessária a
hidratação do cimento.
A precisão da colocação das formas será de mais ou menos
5 mm.

2.11.4 CIMBRAMENTO

A estrutura provisória que suportará as formas até o solo


poderá ser executada em madeira roliça ou serrada, ou ainda em
estrutura metálica, obedecendo a NB-1/78.
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O serviço inclui o fornecimento de todos os materiais
necessários a sua perfeita execução.
O desimbramento obedecerá às prescrições da NB-1, de
forma progressiva especialmente para peças em balanço, e os prazos
para retirada das formas serão: faces laterais 3 dias; faces interiores
21 dias; retirada completa do escoramento 28 dias.
Os andaimes serão rígidos, impedindo qualquer movimento
das formas no momento da concretagem.

2.11.5 EQUIP AMENTOS MÍNIMOS NECESS ÁRIOS À


EXECUÇÃO DE OBRAS DE CONCRETO ARMADO

Betoneira – preferivelmente do tipo contracorrente, de eixo


vertical;
Vibradores de imersão – preferivelmente do tipo de ar
comprimido ou elétrico com agulhas e placas ou diapasão de
dimensões adequadas as peças que serão concretadas.
Ferramentas e tesouras para cortes de aços para concreto
armado.
Equipamento usual para confecção das formas, tais como:
serra circular, serrote, plainas, furadeira elétrica, martelos, marretas e
ferramentas de pequeno porte em geral, guincho ou elevadores de obra
– quando necessários.

2.12 Cabeceiras de encontro

As cabeceiras de encontro serão aterradas com material de 1ª


categoria compactados a 100% PN, até os níveis de recebimento da
base de brita graduada e/ou concreto magro para execução das lajes
de transição;
Após o aterro da sub-base será executado os lastros de
concreto magro e as lajes de transição;

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Após executado as lajes de transição e sua desforma (em
tempo normativo), serão executados o aterro e a base de brita
graduada nos níveis de projeto para receber a camada final de asfalto;
A camada de asfalto terá espessura de 5cm (pronta) de CBUQ,
executada sobre a base compactada, imprimada com CM-30 e pintura
de ligação com RR2C;
Todos os serviços obedecerão às especificações do projeto
estrutural executivo e todas as normas pertinentes;
A camada final de asfalto só poderá ser executada após o
aceite dos serviços precedentes por parte da fiscalização;

2.13 Pavimentação do tabuleiro

A pista de rolamento sobre o tabuleiro da ponte será


pavimentada com uma camada final de CBUQ de 5cm de espessura
pronta;
Para a pavimentação serão obedecidas as seguintes etapas:
varredura para limpeza, imprimação com CM-30, pintura de ligação e
camada final de CBUQ;
A apropriação será por m²;

2.14 Sinalização

 As obras de sinalização serão de acordo com projeto e normas


específicas;
 A sinalização compreende faixas, tachões e placas verticais.
 A Apropriação será por unidade quando for o caso e ou por
m²;

2.15 Considerações finais

A obra será considerada concluída somente após o aceite por


parte da fiscalização e a total demolição e limpeza do canteiro de
obras;

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 A obra deverá estar devidamente limpa e ocasionais danos
acometidos nas dependências existentes durante os serviços, deverão
ser reparados ás expensas da contratante, sem direitos a aditivos.

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ORLI CARLOS FERREIRA JUNIOR


Engº Civil – CREA SC 154582-4

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