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Universidade Católica de Moçambique

Centro de Ensino a Distancia CED

Delegação de Nampula

Curso de ensino de História

Código: 708221267

Juma Nicolau

A importância da metodologia científica para estudantes no contexto universitário

Nampula, Junho de 2022


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Universidade Católica de Moçambique

Centro de Ensino a Distancia CED

Delegação de Nampula

Curso de ensino de História

Código: 708221267

Juma Nicolau

A importância da metodologia científica para estudantes no contexto universitário

Trabalho de carácter avaliativo da cadeira


de Metodologia e Investigação Científica,
1o ano, 1o semestre, leccionado pelo
Docente:

Alice Ferro

Nampula, Junho de 2022


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Índice
Introdução.........................................................................................................................................4

Objectivos.........................................................................................................................................5

Geral.................................................................................................................................................5

Específicos........................................................................................................................................5

Metodologia......................................................................................................................................5

A importância da metodologia para a construção do conhecimento científico................................6

A missão do estudante num contexto universitário..........................................................................7

Leitura...............................................................................................................................................8

Análise de textos...............................................................................................................................8

Para garantir um bom resultado durante a leitura de um texto.......................................................10

As competências do professor universitário em novos tempos......................................................12

Considerações finais.......................................................................................................................15

Bibliografia.....................................................................................................................................16
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Introdução
A educação universitária, cada vez mais, vem sendo discutida em congressos, palestras e demais
eventos com o intuito de sinalizar quanto às competências necessárias para o sucesso de
estudantes e professores. Visto isso, o presente estudo científico tem como objectivo principal
verificar o nível de conhecimento dos estudantes universitários quanto os objectivos, métodos,
regras e ferramentas atreladas à Metodologia Científica, antes e após o seu ingresso à
universidade.

Diante o exposto acima é fundamental indagar: a disciplina Metodologia Científica ajuda


estudantes para a melhora de suas produções académicas?

O artigo está sistematizado, em cinco seções, com o intuito de facilitar a compreensão de seu
conteúdo. Sendo assim, no primeiro momento tratar-se-á sobre A Importância da Metodologia
para a Construção do Conhecimento Científico, pois a metodologia propõe métodos e técnicas
que subsidiam educandos e educadores a constituírem o conhecimento, genuinamente, científico.
Na seção seguinte será tratado quanto A Missão do Estudante num Contexto Universitário, visto
que é necessário que saiba seu papel diante as acções inerentes e que o cerca a partir de seu
ingresso na universidade.

Além disso, são notórias as novas realidades e possibilidades no ensino superior contemporâneo,
bem como nas demais modalidades de ensino. O avanço das tecnologias educacionais com o
advento dos computadores em sala de aula é exemplo dessa inovação, o professor precisa ser
sensível às ferramentas que contribuem com suas práticas de ensino e aprendizagem. Dessa
maneira, a seção A Competência do Professor Universitário em Novos Tempos discorrerá  sobre
conceitos inerentes às praxes docentes.

A seção Metodologia trata do método utilizado, da abordagem, dos atores participantes, do local


e instrumentos com vistas a sustentar o objectivo e responder ao questionamento da pesquisa.

Para tanto, utilizar-se-á dos seguintes autores como referências: Teixeira (2010); Severino
(2007); Demo (1995); Imbernón (2012); além de outros para suprir a contento as expectativas
lançadas neste trabalho.
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Objectivos

Geral
 Analisar a relevância da metodologia científica para estudantes no contexto universitário

Específicos
 Compreender quais as estratégias de leitura, análise e interpretação de texto na
universidade;
 Demostrar a importância de metodologia científica para estudantes no contexto
universitário.

Metodologia
Visando a sistematização do raciocínio utilizou-se neste trabalho as fontes teóricas como livros,
revistas e artigos científicos, perfazendo assim um levantamento bibliográfico com o intuito de
fundamentar os objectivos da pesquisa com autores que são referências no contexto da disciplina
Metodologia Científica. 
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A importância da metodologia para a construção do conhecimento científico.


Antes de tudo, vale destacar que o termo Metodologia significa “[...] estudo dos caminhos, dos
instrumentos usados para se fazer ciência” (Demo, 1995). Ainda, segundo (Demo, 1995), a
metodologia é uma disciplina que instrumentaliza quanto aos procedimentos a serem tomados na
pesquisa, possibilitando acesso aos “caminhos do processo científico”, além disso, ela visa,
também, promover questionamentos acerca dos limites da ciência sob os aspectos da capacidade
de conhecer e de interferir na realidade.

Para (Severino A. J., 2007) o trabalho científico: 

[...] refere-se ao processo de produção do próprio conhecimento científico, actividade


epistemológica de apreensão do real; ao mesmo tempo, refere-se igualmente ao conjunto de
processos de estudo, de pesquisa e de reflexão que caracterizam a vida intelectual do estudante
[...].

O conhecimento é importantíssimo para todos os segmentos da humanidade, tornou-se valioso,


pois quem o domina pode ter acesso a inúmeras oportunidades. (Teixeira, 2010).

(Vieira, 2003), aponta que o conhecimento tomou proporções que vão além dos limites das
instituições de ensino ou do que o professor pode dispor, podendo ser construído em várias
formas e lugares.

Frente a essa afirmativa há a necessidade de sistematizar o conhecimento científico, pois a partir


disso a metodologia começa a ser instituída e atrela a pesquisa o seu pleno desenvolvimento.

Nesse sentido, Severino diz que a pesquisa assume três dimensões na Universidade: 

De um lado, tem uma dimensão epistemológica: a perspectiva do conhecimento. Só se conhece


construindo o saber, ou seja, praticando a significação dos objectos [...] assume ainda uma
dimensão pedagógica: a perspectiva decorrente de sua relação com a aprendizagem. Ela é
mediação necessária e eficaz para o processo de ensino/aprendizagem. Só se aprende e só se
ensina pela efectiva prática da pesquisa. Mas ela tem ainda uma dimensão social: a perspectiva da
extensão [...]. (Severino A. J., 2007)
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Nesse contexto, a pesquisa assume papel importante, pois tanto docente, quanto o estudante fará
uso da pesquisa para aprimorar, pôr em prática e construir conhecimento de maneira significativa.
(Severino A. J., 2007) diz que o “professor precisa da prática da pesquisa para ensinar
eficazmente; o aluno precisa dela para aprender eficaz e significativamente [...]”.

Segundo (Teixeira, 2010), para que se alcance uma educação de qualidade esta deve estar
atrelada ao conhecimento. Dessa maneira, será possível a construção do conhecimento voltado
para uma educação comprometida e, realmente, construtiva.

Portanto, compete aos professores e estudantes, através da prática de pesquisa, proporcionar a


sociedade novos conhecimentos com a finalidade de torná-la padrão na praxe do ensino superior
e nas demais modalidades de ensino (principalmente no ensino médio), o que certamente
facilitaria, significativamente, a vida do ingressante de ensino superior.

A missão do estudante num contexto universitário


Ao ingressar na universidade o estudante depara-se com situações pouco comuns a sua realidade,
até então. A partir disso, é necessária uma adequação, por parte do estudante, ao novo ambiente.
Para Severino (2007, p. 37):

No ensino superior, os bons resultados do ensino e da aprendizagem vão depender em muito do


empenho pessoal do aluno no cumprimento das actividades académicas, aproveitando bem os
subsídios trazidos seja pela intervenção dos professores, seja pela disponibilidade de recursos
pedagógicos fornecidos pela instituição de ensino.

(Teixeira, 2010), ao mencionar sobre as competências transversais do ofício do aluno, diz que o
estudante precisa desenvolver três actos académicos: os hábitos de estudar, ler e escrever textos
para torna-se actuante na sociedade. Isso servirá como requisito para que o estudante torne-se um
pesquisador.

O ato ou hábito de estudar está directamente ligado ao de aprender através de boas práticas de
leitura e atenção às aulas, dando ao aluno a possibilidade de participar, interpretar e envolver-se
no desenvolvimento de tais práticas. Sendo assim, deve-se aproveitar ao máximo as aulas em
sala, pois “esse material didáctico científico deve ser considerado e tratado pelo estudante como
base para seu estudo pessoal, que complementará os dados adquiridos através das actividades de
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classe” (Severino A. J., 2007), além das leituras de bons livros que possibilitem actuação e/ou
reflexão do estudante.

Leitura
A leitura faz-se necessária à vida do estudante, visto a necessidade que este tem em produzir
trabalhos académicos. Para (Teixeira, 2010) “a leitura envolve a prática de dar significado ao
mundo que nos cerca”. Dessa forma, a autora divide a leitura dirigida em duas etapas:

 Momento 1 no ato de ler: Ler para identificar a fonte do texto, o autor. Fazer uma leitura
geral para aprender a ideia/mensagem central. Não sublinhe nada, não anote nada
ainda, só leia o texto inteiro.
 Momento 2 no ato de ler: Ler para procurar os significados, ideias correlatas, conceitos,
para destacar os trechos significativos e informações complementares à ideia
central. Sublinhe / destaque tais trechos no texto. Não anote nada ainda. Só na terceira
leitura é que você de iniciar o seu trabalho de escrita. (grifo da autora)

 Para escrever textos o estudante deve possuir alguns conhecimentos prévios, tais como:
“conhecimento linguístico; conhecimento dos tipos de texto e suas características; conhecimento
de mundo”. (Teixeira, 2010).

Diante todo o exposto, quanto as suas atribuições, será necessário, para que obtenha sucesso na
universidade, que o estudante se empenhe, pois dele serão exigidas responsabilidades condizentes
do ensino superior e que superam as de suas experiências anteriores. 

Análise de textos
Consultando o dicionário observa-se que a definição da palavra análise, significa “decomposição
de um todo em suas partes constituintes; exame de cada parte do todo” (Bueno, 1996).

Para (Lakatos & Marconi, 2001), “analisar é, [...], decompor um todo em suas partes,
a fim de poder efectuar um estudo mais completo. Porém, o mais importante não é reproduzir a
estrutura do plano, mas indicar os tipos de relações existentes entre as ideias expostas.
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Para que nos tornemos um bom leitor, é preciso que saibamos analisar os textos com os quais nos
deparamos, realizando uma leitura significativa e proveitosa destes. Com base em (Severino A.
J., 2002), as etapas de análise de um texto são:

 Análise textual: esta é a primeira abordagem do texto com vistas à preparação da leitura.
Uma espécie de primeira leitura do texto, buscando uma visão panorâmica, o que permite
ao leitor sentir o estilo de escrita do autor e a estrutura do texto. Nessa etapa, é preciso
que o estudante busque esclarecimentos para melhor compreensão do texto:
a) Dados a respeito do autor do texto (busca que fornecerá elementos úteis para uma
elucidação das ideias expostas no texto);
b) Estudo do vocabulário (levantamento dos conceitos e dos termos fundamentais para
a compreensão do texto);
c) Esquematização do texto (que permitirá apresentar uma visão do conjunto da
unidade);
d) Resumo do texto com as ideias mais relevantes;

 Análise temática: é a etapa em que se procura ouvir o autor, apreender, sem intervir nele,
o conteúdo da mensagem. É aqui que fazemos uma série de perguntas ao texto, como: de
que fala o texto? como o texto está problematizado? qual dificuldade deve ser resolvida?
qual problema a ser solucionado? como o autor responde à dificuldade, ao problema
levantado? que ideias paralelas (secundárias) são apresentadas ao tema central?

 Análise interpretativa: interpretar, em sentido restrito, é tomar uma posição própria a


respeito das ideias enunciadas, é ler nas entrelinhas. Nessa etapa, que é a mais difícil e
delicada, o leitor deve:

a) Situar o texto no contexto da vida e da obra do autor, assim como no contexto da


cultura de sua especialidade, tanto do ponto de vista histórico, quando do ponto de
vista teórico;
b) Associar as ideias do autor com outras ideias relacionadas à mesma temática;
c) Exercer uma atitude crítica diante das posições do autor em termos de validade
dos argumentos empregados, originalidade do tratamento dado ao problema que
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está sendo discutido, profundidade da análise do tema, alcance de suas conclusões


e consequências e apreciação e juízo pessoal das ideias defendidas. Essa estratégia
é também chamada de leitura crítica;
d) Problematização: trata-se da discussão do texto; é o levantamento e debate de
questões explícitas ou implícitas no texto; e
e) Síntese pessoal: é a reelaboração da mensagem com base na reflexão pessoal.

Para garantir um bom resultado durante a leitura de um texto


Para que possamos, enquanto leitores de um texto, colectar informações, verificando a validade
de tais informações, comparando-as ao seu conjunto de referências, procurando argumentos ou
outras informações para sustentar nossas posições, é preciso que estabeleçamos alguns
passos a serem dados no alcance desse nível desejável de leitura (Abraude, Pontara, & Fadel,
2002). São eles:
 Delimitar a unidade de leitura (selecção) - O primeiro passo a ser tomado pelo leitor é o
estabelecimento da unidade de leitura, que é o sector do texto que forma uma totalidade
de sentido. Podemos considerar um capítulo, uma seção ou qualquer outra subdivisão. Ou
seja, o autor se atém apenas a parte do conteúdo que lhe interessa.
 Identificar o tema do texto - Esse passo nos indica que precisamos fazer as seguintes
perguntas ao texto: do que trata o texto? qual seria o seu foco principal (assunto em torno
do qual as informações se organizam)? qual o grau de conhecimento que tenho sobre esse
tema: alto (que me permita avaliar o que dito no texto a ser lido), médio (posso
obter informações ainda ignoradas) ou baixo (em que é difícil julgar a qualidade das
informações oferecidas pelo texto?)
 Localizar o texto no tempo e no espaço - Nesse passo, devemos perguntar ao texto: quem
é o seu autor? quando o escreveu? quais as condições da época em que produziu sua obra?
quais as principais características de seu pensamento? quais as influências que recebeu e
também exerceu?
 Elaborar uma síntese do texto - Nesse passo, será exigido que o leitor faça uma selecção e
uma organização dos elementos mais importantes do texto, estabelecendo um critério de
relevância (o que é mais importante? o que é menos importante?)
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 Organizar as próprias ideias com relação aos elementos relevantes - Nesse ponto, é
preciso um posicionamento do leitor que decorrerá da avaliação do que foi dito com base
nos critérios que se resolveu adoptar para a elaboração da síntese. É importante verificar
os conhecimentos prévios que se já possui sobre o tema. Com base nesses conhecimentos,
adopta-se uma posição em relação às novas informações: concorda com elas? discorda
delas? por quê?
 Demonstrar capacidade para interpretar dados e fatos apresentados - Agora, a partir das
relações estabelecidas, o leitor deverá construir uma resposta para a seguinte pergunta:
que sentido faz o que eu acabei de ler?
 Elaborar hipóteses explicativas para fundamentar sua análise das questões tematizadas no
texto - O leitor deve procurar uma explicação para a razão de elas serem o que são. A
elaboração das hipóteses explicativas para o conjunto de informações obtidas pela leitura
do texto vai além do que foi dito pelo autor e permite que se construa um novo
conhecimento acerca da questão tematizada. Estamos, pois, diante da conclusão do
processo de leitura e construção de sentido do texto, isto é, a apropriação do texto lido
pelo leitor.
Todos esses passos sugeridos para a garantia de uma boa leitura podem ser sintetizados nos cinco
elementos que todo leitor deve identificar num texto. Ei-los:
 Tema – ideia central ou assunto tratado pelo autor, o fenómeno que se discute no decorrer
do texto;
 Problema – aquilo que “provocou” o autor, isto é, pode ser visto como o questionamento
de motivação do autor;
 Tese: a ideia de afirmação do autor a respeito do assunto. O que o autor fala sobre esse
tema? Que posição assume, que ideia defende? O que quer demonstrar?
 Objectivo – a finalidade que o autor busca atingir. O objectivo pode estar implícito ou
explícito no texto;
 Ideias centrais – ideias principais do texto. A cada parágrafo podemos seleccionar ideias
centrais ou secundárias.
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As competências do professor universitário em novos tempos


Avanços tecnológicos e a inserção de computadores influenciam na qualidade do ensino,
principalmente, o superior. Atentar para como o computador é utilizado, através da Internet
(Redes Sociais) e outras mídias, é fundamental, pois, nem todo conteúdo disponibilizado é
significativo. É necessária uma reflexão quanto a essas informações para que, então, o estudante
consiga desempenhar suas competências a contento. Dessa forma, ninguém melhor que o
professor para reflectir e propor conteúdos significativos. Sendo assim, o professor deve utilizar
todos os recursos a sua disposição em sua didáctica para que a qualidade do ensino e
aprendizagem seja optimizada.

Nesse sentido, (Antunes, 2009) diz que: 

Essa posição ressalta o valor da perspectiva construtivista da aprendizagem e redefine o papel do


professor [...] Em síntese, o papel do novo professor é o de usar a perspectiva de como se dá a
aprendizagem, para que, usando a ferramenta dos conteúdos postos pelo ambiente e pelo meio
social, estimule as diferentes inteligências de seus alunos e os leve a se tornarem aptos a resolver
problemas ou, quem sabe, criar ‘produtos‘ válidos para seu tempo e sua cultura.

O professor ao utilizar o computador poderá ministrar uma aula diferenciada, mais criativa, que
estimule o aluno que deseja aprofundar-se, buscar e investigar, transformando o conhecimento
abstracto (a teoria) em concreto (a prática). Contribuindo de maneira eficaz no processo de ensino
e aprendizagem, estimulando o interesse à pesquisa e desenvolvendo o raciocínio. Sendo assim,
“o conhecimento deve ser construído pela experiência activa do estudante e não mais ser
assimilado passivamente [...]”. (Severino A. J., 2007).

Podemos ensinar e aprender sem eles, porém sua apropriação é importante tanto ao estudante
como aos professores, mais a este, pois os computadores com seus aplicativos podem ser
‘próteses‘ maravilhosas para o cérebro humano em suas funções tanto de aprendizagem como de
produção. (Bettega, 2010)

 Sendo assim, “o computador deve permitir criar ambientes de aprendizagem que façam surgir
novas formas de pensar e de aprender”. (Bettega, 2010).
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Não se deve deixar que essa ferramenta perca o seu carácter pedagógico e funcione, somente,
como um instrumento de mera reprodução, em que o conhecimento venha pronto, não
oportunizando sua construção. O computador utilizado sem objectivo, certamente, trará sérias
consequências ao estudante, tornando-o um mero repetidor de informações sem consciência
crítica e opinião própria.

Para (Bettega, 2010): 

Não se trata apenas do uso do computador como uma simples ferramenta, como a antiga máquina
de escrever, mas sim do conhecimento de um sistema simbólico, de mais linguagem, que se lhe é
apresentada, também, como um meio de organização cognitiva da realidade pela constituição de
novos significados, expressão, comunicação e informação.

Com tudo isso, a informática na educação tem papel importantíssimo na aplicação acerca dos
conteúdos que constam nas ementas das matrizes curriculares de cada disciplina e na interacção
dos estudantes. A informática na educação “tem o objectivo de atender diferentes interesses
educacionais e económicos” (Valente, 2011).

Quanto à didáctica, ou seja, a forma de ensinar, o professor deve actuar de forma a contextualizar
os conhecimentos científicos para que seus alunos superem possíveis dificuldades que são
pertinentes à vida universitária e, consequentemente, para que possam, também, alcançar o
sucesso profissional. (Teixeira, 2010) diz que a sociedade “passou a exigir indivíduos que
pensem globalmente e atuem localmente”.

Sendo assim, o professor deve ter formação adequada para fazer conexão entre os conhecimentos
científicos e os do discente, “descobrir novos métodos e meios de ensino [...] a fim de motivar e
encantá-lo para a aprendizagem” (Abila, 2010), de maneira coesa, que prime pela excelência e
formação da criticidade através do processo de construção do conhecimento. (Freire, 1996) diz
que para que isto ocorra o professor deve reflectir criticamente sob sua prática, analisando o que
já fora aplicado e o que será posto em prática.

Para (Imbernon, 2012) “aprender na universidade já não pode ser tão-somente a repetição
mecânica de conhecimento, mas precisa incluir habilidades como flexibilidade de pensamento, a
comunicação, o trabalho em grupo e a tomada de decisões nos processos”.
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Portanto, é através do conhecimento que países como o Brasil podem alcançar posições elevadas
no quesito qualidade de vida. Sendo assim, a educação superior tornou-se estratégia para o
desenvolvimento humano, sendo necessária à busca de uma nova reflexão sobre o processo. Cabe
aos docentes transformar suas acções, contemplando novas formas didácticas e metodológicas de
promoção do ensino e da aprendizagem, para que não seja um mero expectador dos avanços
estruturais de nossa sociedade, mas um instrumento de enfoque motivador desse processo. 

Conforme o tratado na seção as competências do professor universitário em novos tempos.


Levando em consideração as dificuldades vivenciadas pelos que ingressam no nível superior, a
Metodologia Científica dá suporte técnico, teórico e metodológico para as produções académicas
que forem desenvolvidas durante o curso, pois apontará caminhos seguros e mais simples ao
académico na construção de conhecimento. 

 
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Considerações finais
Frente aos aspectos que visam além do processo de aprendizagem dos educandos, as exigências
do mercado que devido à globalização dos conhecimentos, exigem cada vez mais empenho do
professor para agregar em suas práticas pedagógicas os diversos recursos didácticos a fim de
melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem. Dessa forma, buscou-se abordar as
competências que professores e alunos necessitam para o sucesso no meio universitário, na
tentativa de estimular, significativamente, para ambos, o processo de ensino e aprendizagem no
ensino superior.

Para a garantia de um nível desejável de leitura, é preciso que se obedeça a alguns passos, como a
identificação de elementos básicos do texto, como: tema, problema, tese, objectivos, ideias
centrais.

Portanto, os dados pertinentes à pesquisa realizada neste trabalho com relação à disciplina
Metodologia Científica, vistas as dificuldades que surgem no momento em que o estudante
ingressa à universidade, puderam confirmar sua importância para o desenvolvimento estudantil
num contexto universitário. 
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Bibliografia
Abila, F. (2010). Inovação na Educação. Revista Aprendizagem. Paraná: v.2 n.17.

Abraude, M. L., Pontara, M. N., & Fadel, T. (2002). Português: língua e literatura. (2ª ed.). São
Paulo: Moderna.

Antunes, C. (2009). As inteligências múltiplas inteligências e seus estímulos (15º ed.). SP:
Papirus: Campinas.

Bettega, M. H. (2010). A educação continuada na era digital (2º ed.). São Paulo, Cortez.

Bueno, F. S. (1996). Minidicionário da língua portuguesa. São Paulo: FTD: LISA.

Demo, P. (1995). Metodologia científica em ciências sociais (3º ed.). São Paulo: Atlas.

Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa (28º ed.).
São Paulo, SP: Paz e Terra.

Imbernon, F. (2012). Inovar o ensino e a aprendizagem na Universidade. (S. C. Leite., Trad.)


São Paulo, SP: Cortez.

Lakatos, E. M., & Marconi, M. A. (2001). Pesquisa bibliográfica. In: ______. Metodologia
Cientifico (6ª ed.). São Paulo: Atlas.

Severino, A. J. (2002). Metodologia do trabalho científico (22º ed.). São Paulo: Cortez rev. e
ampl. de acordo com a ABNT.

Severino, A. J. (2007). Metodologia do trabalho científico (23º ed.). São Paulo: Actual.

Teixeira, E. (2010). As três metodologias: acadêmica, da ciência e da pesquisa (7º ed.).


Petrópolis, RJ: Vozes.

Valente, J. A. (2011). Diferentes usos do Computador na Educação. . Disponivel em: Acesso


em:.

Vieira, A. T. (2003). Gestão educacional e tecnologia (1º ed.). São Paulo, SP: Avercamp.
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