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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Instituto de Educação a Distância

Licenciatura em Ensino de Língua Portuguesa 1° Ano-2022

Armando Cardoso

Didáctica Geral

Codigo-708223396

Pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica

Docente:

__________________

Nampula

Junho

2022

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Armando Cardoso

Licenciatura em Ensino de Língua Portuguesa

Didáctica Geral

Codigo-708223396

Pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica

Trabalho a ser apresentado no curso de


Licenciatura em Ensino de Língua
Portuguesa na Universidade Católica De
Moçambique

Tutor:

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Instituto de Educação a Distância

Nampula

Junho

2022

1
Índice
Introdução ......................................................................................................................... 3
Objectivos ......................................................................................................................... 3
Objectivo geral .............................................................................................................. 3
Objectivos específicos .................................................................................................. 3
Metodologia ...................................................................................................................... 3
Pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica ......................................................... 3
Definições ......................................................................................................................... 4
Fundamentos humanos da didáctica ................................................................................. 4
Origem etimológica da palavra Pedagogia e Didáctica .................................................... 4
Origem etimológica da pedagogia ................................................................................ 4
Origem etimológica da Didáctica ................................................................................. 5
A relação entre Pedagogia com a Didáctica. .................................................................... 5
Funções didácticas ............................................................................................................ 5
Descrição das principais funções didácticas ..................................................................... 6
Introdução e Motivação ................................................................................................ 6
Mediação e Assimilação ............................................................................................... 8
Domínio e Consolidação ............................................................................................... 8
Controlo e Avaliação .................................................................................................... 9
A relação entre as diferentes funções didácticas na sala de aulas .................................. 10
Aplicação das funções didácticas na actividade docente................................................ 10
Conclusão ....................................................................................................................... 12
Referências bibliográficas .............................................................................................. 13

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Introdução

Para que possamos desempenhar, de modo competente, a docência na escola básica


(Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio) não basta, apenas, o domínio dos
conteúdos na área em questão mas também conhecer alguns recursos pedagógicos que
concorrem como factores favoráveis à elaboração e/ou à (re) elaboração de
conhecimentos necessários para a integralização de sua formação de educador/docente.
Para tanto, alguns temas são fundamentais para a compreensão da prática a ser
desenvolvida. Outros itens abordam situações que remetem à prática desenvolvida em
sala de aula. Portanto, numa perspectiva teórico-prática, este trabalho apresenta temas
básicos em relação à apropriação de conceitos importantes, a fim de que possam ser
efectivados na prática escolar, de forma consciente e crítica.

Objectivos

Objectivo geral

Apropriar-se dos fundamentos teórico-metodoló-gicos dos processos de ensino e de


aprendizagem, para desenvolver acções pedagógicas no actual contexto educacional.

Objectivos específicos

 Identificar novos paradigmas da educação no mundo contemporâneo;


 Relacionar os conceitos de educação, pedagogia e didáctica;
 Diferenciar as principais concepções sobre a aquisição do conhecimento pelo
sujeito aprendente;
 Planejar acções educativo-pedagógicas viabilizadoras da formação pedagógica
do aluno;
 Reconhecer a importância da utilização dos recursos tecnológicos no processo
de mediação do conhecimento;
 Construir um perfil profissional do educador exigido pelo contexto actual da
sociedade.

Metodologia

Para a realização do presente trabalho baseou-se no método bibliográfico que consistiu


na consulta de diversas obras que versam sobre o tema em análise. De referir que as
mesmas obras constam na bibliografia final do trabalho.

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Pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica

Definições

Pedagogia é uma ciência ou disciplina do ensino que começou a se desenvolver no


século XIX. A Pedagogia estuda diversos temas relacionados à educação, tanto no
aspecto teórico quanto no prático (Pileti, 2004, p.39)
O pedagogo é o profissional formado para actuar na área pedagógica. Porém, todos
aqueles que actuam no processo educativo (professores, pais, monitores, orientadores,
psicólogos.) devem conhecer os princípios básicos de pedagogia.
Segundo Libâneo (1994: 25/6) diz que a Didáctica investiga os fundamentos, condições
e modos de realização da instrução e do ensino.

Fundamentos humanos da didáctica

O processo de ensino deve estimular o desejo e o gosto pelo estudo, mostrando assim a
importância do conhecimento para a vida e o trabalho, (LIBÂNEO, 1994).

A educação é um processo histórico, colectivo e dinâmico que visa a humanização do


homem. Humanização entendida como processo de construção do homem e da
sociedade numa constante busca de superação de condições opressoras e
desumanizantes, (Marafon, 2001).

Origem etimológica da palavra Pedagogia e Didáctica

Origem etimológica da pedagogia

A palavra pedagogia tem origem na Grécia antiga paidós (criança) e agogé (condução).

Observa-se no grego como paidagogía, sobre a ideia de acompanhar o indivíduo. A


desconstrução permite identificar os componentes paidos, que se refere a um filho (que
proporciona um ângulo global) e que pode ser interpretado também como criança (no
entanto, neste contexto, estaria limitando o foco da acção), e o verbo agein sobre a raiz
indo-europeia, em relação a orientar ou conduzir. Por sua vez, a figura do pedagogo está
localizada no latim paedagōgus, em relação ao grego paidagōgós. Neste sentido, deve-se
destacar que os primeiros pedagogos, os paidagogos, eram escravos de famílias ricas e
entre suas tarefas quotidianas tinham que dar as mãos e acompanhar as crianças até
a escola. Para referir à educação de adultos, a palavra correcta é andragogia.

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No decurso da história do Ocidente, a Pedagogia firmou-se como correlato da educação
é a ciência do ensino. Entretanto, a prática educativa é um fato social, cuja origem está
ligada à da própria humanidade.

Origem etimológica da Didáctica

A palavra Didáctica deriva-se da palavra grega didactos, que significa “instrução”. Quer
dizer, visto deste modo, a Didáctica desenvolveu-se como a teoria de instrução.
Etimologicamente, a Didáctica é a teoria de instrução, posicionando-se principalmente
do lado do desenvolvimento no individuo do:

 Saber (conhecimentos);
 Saber fazer (capacidades e habilidades);
 Saber ser (atitudes, valores, convicções);
 Saber estar (comportamentos e hábitos.

A relação entre Pedagogia com a Didáctica.

A didáctica é uma ciência pedagógica, sendo por isso que mantém relação com a
pedagogia. Mas também vemos que devido a complexidade do processo de ensino e
aprendizagem, de um lado, e, por outro, tendo em conta ao carácter interdisciplinar de
quase todos os ramos de saber, a didáctica mantém relações com outras ciências.

Segundo HAIDT (2006), a pedagogia é o estudo sistemático da edução. É a reflexão


sobre as doutrinas e sistemas de edução. Quanto a didáctica a autora define como uma
secção ou ramo especifico da pedagogia e se refere ao conteúdo de ensino bem como
aos processos específicos para a construção do conhecimento.

Para Puren (1994), no sentido etiológico, apresentam a pedagogia como uma disciplina
voltada para o ensino e aprendizagem para as crianças e adolescentes enquanto a
didáctica reflecte sobre todas as questões e modalidades.

Funções didácticas

Em termos conceptuais, as funções didácticas são etapas que se traduzem nas


regularidades do processo de ensino-aprendizagem. A condução do processo de ensino-
aprendizagem deve representar um instrumento certo para o alcance dos objectivos
educacionais estabelecidos. Por essa razão, é de suma importância que o docente seja

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um indivíduo que tenha domínios em várias vertentes. Não deve apenas dominar o
conhecimento da sua área ou seu campo específico, mas deve ainda ter domínio da
metodologia e a didáctica para permitir que os alunos aprendam plenamente.

Uma coisa importante é que o professor não deve pensar que dar uma aula é apenas
entrar na sala de aula e começar a explicar os conteúdos da aula, há que respeitar os
momentos de uma aula, são as chamadas “Funções didácticas”.

Outros autores preferem chamar de “fases”, enquanto outros denominam por “etapas”.
Por essa razão, todos os intervenientes no processo de ensino-aprendizagem precisam
realmente ter essas bases, pois são necessárias para garantir uma aula excelente e
efectiva.

Neste sentido, existem 4 funções didácticas:

 Introdução e Motivação;
 Mediação e Assimilação;
 Domínio e Consolidação; e
 Controlo e Avaliação.

Descrição das principais funções didácticas

1. Introdução e Motivação

Segundo libaneo (1994), a função didáctica “Introdução e Motivação” é a primeira, e


portanto, corresponde ao momento inicial da aula. É um momento crucial de preparação
psicológica dos alunos para o processo de mediação do conhecimento na sala de aula.

Assim, numa determinada aula, seja ela aula teórica ou prática, este momento não deve
faltar, pois trata-se dos minutos iniciais e, são destinados a uma breve introdução e
motivação dos alunos. Por outras palavras, o professor deve propiciar aos seus alunos
bons e suficientes razões para que estes realmente se interessem pelo tema a ser
abordado neste dia e assim, continuem a participar no desenvolvimento da aula.

Uma introdução e motivação, é simplesmente contar uma história de última hora, o


professor pode pedir a um aluno para contar uma história ou uma experiência vivida por
ele, o professor pode ainda contar uma história engraçada que faça rir e sorrir e deixar

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uma alegria nos seus alunos, fazer piadas… isto cria energias positivas, atenção e
interesse pelo conteúdo da aula a ser leccionada.

Uma nota importante é o facto de que o professor ao seleccionar o elemento de


introdução e motivação, deverá sempre prestar atenção aos interesses dos seus alunos.
Por outras palavras, é preciso saber o interessa aos alunos, o que eles realmente gostam.

Não deve ser introdução de um tema que esteja fora do que vai ser tratado na aula, deve-
se olhar sobre o conteúdo a ser leccionado no presente dia, pois o objectivo da
introdução e motivação é criar um desafio, uma provocação de forma a despertar
curiosidades e assim, motivar os alunos.

Por exemplo, o professor pode introduzir um tema da seguinte maneira:

“Vocês sabiam que…, …; Quem de vocês já ouviu falar de …, …”.

Para casos de se tratar de uma continuação da aula anterior, a motivação pode incluir
algumas perguntas para averiguar se o conteúdo anterior foi assimilado. O exemplo
disso é perguntar “Quem se lembra do que se falou na aula passada? quem ficou com
dúvidas sobre a aula passada?”.

O professor deverá estimular o raciocínio dos alunos, incentivando-os para que estes
emitam opiniões próprias sobre o que aprenderam, fazer com que estes expliquem o
conteúdo nos seus próprios termos. Eles devem ter a capacidade de relacionar o que
aprenderam na sala de aula com a realidade ou eventos do dia-a-dia.

Quanto ao tempo em que a introdução e motivação deve perdurar, dependerá do


professor, mas não deve perder muito tempo nesta etapa. Alguns autores explicam que
deve ser no máximo de 5 minutos. E dependendo das circunstâncias e necessidades, este
momento de introdução e motivação pode ser excluído na fase inicial da aula, mas
durante a aula deverá existir a motivação. Ou seja, a introdução e motivação não se
aplica apenas nos primeiros minutos da aula, mas em quase toda aula, contando piadas,
relacionando o conteúdo da aula com a realidade do dia-a-dia, fazendo coisas
engraçadas em todo o processo para manter a motivação dos alunos.

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2. Mediação e Assimilação

A Mediação e Assimilação é o segundo momento da aula. É uma função didáctica


muito visível dentro do processo de ensino-aprendizagem. A função do professor é de
mediar a construção do conhecimento por parte dos alunos. O professor é considerado
como o facilitador, organizador e orientador do processo de ensino-aprendizagem
(PEA). O cria condições psicológicas, pedagógicas e didácticas para que ocorra a
aprendizagem.

Assim, uma vez apresentado no quadro os conteúdos em forma de problema a ser


resolvido e mediante questões, trocas de experiências, colocação de possíveis soluções,
o professor poderá fazer uma colocação didáctica dos objectivos, tendo em conta que
estes vão orientar a condução da aula.

Na verdade, nesta função didáctica, após o professor ter introduzido ou apresentado o


tema a ser leccionado, segue-se o momento em que deve explicar os contornos
envolventes do tema, deve explicar tudo sobre o conteúdo para que os alunos percebam.
Para tal, o professor deverá apoiar-se em várias técnicas e estratégias, conversar com os
alunos em volta do assunto, analisar exercícios já resolvidos seja de forma individual ou
em grupo, fazer ilustrações e atribuir breves exercícios.

Enfim, nesta função didáctica, o professor deve fazer a exposição do conteúdo. Por essa
razão, um dos métodos a usar pode ser o método expositivo, na qual o professor
apresenta o tema e começa a explicar.

3. Domínio e Consolidação

Na função anterior, explicamos que o trabalho do professor consiste em prover as


condições e os modos de mediação e assimilação do conteúdo programático aos alunos,
incluindo actividade prática para solidificar essa compreensão. Portanto, o professor
explica o conteúdo da aula.

Para tal a função didáctica “Domínio e Consolidação”, muitas vezes é representada


pelos exercícios de consolidação que podem seguir diferentes formas ou podem
apresentar várias modalidades. Nesta fase é de suma importância que os conhecimentos
sejam organizados, aprimorados e fixados pelos alunos, a fim de que estejam
disponíveis para orientá-los nas situações concretas do estudo e da vida. Deve-se ter em

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conta que em paralelo com os conhecimentos e através deles, é preciso aprimorar a
formação de habilidades, hábitos e costumes para a utilização independente e criadora
desses conhecimentos. Para a consolidação e a formação de habilidades é fundamental
que se incluam exercícios práticos de fixação, que podem ir desde simples perguntas até
a recapitulação dos tópicos principais da aula.

As actividades de recordação, sistematização e os exercícios devem criar oportunidades


ao aluno para estabelecer relações entre o conteúdo estudado e as situações novas,
comparar conhecimentos obtidos com os factos da vida real, apresentar problemas ou
questões de forma diferente de como foram tratados, pôr em prática as habilidades
desenvolvidas durante o estudo.

Importa referir que a consolidação pode ser de natureza reprodutiva, de natureza


generalizadora ou ainda de natureza criativa.

Consolidação reprodutiva – apresenta um carácter de exercitação, significa que após a


compreensão presumida do conteúdo exposto pelo docente, os alunos reproduzem
conhecimentos, aplicando a uma determinada nova;

Consolidação generalizadora – esta inclui a aplicação de conhecimentos para situações


novas, após a sistematização implica em todo caso a integração de conhecimentos de
forma que os alunos estabeleçam relações entre conceitos, analisem factos e fenómenos
sobre vários pontos de vista, façam ligação dos conhecimentos com novas situações e
factos da vida real/prática;

Consolidação criativa – refere-se neste sentido, as tarefas que levam ai aprimoramento


do pensamento independente e criativo, na forma de trabalho independente dos alunos
sobre a base das consolidações anteriores.

Enfim, os exercícios levam ao aluno a fixar e a formar habilidades e hábitos, auxiliando


a sistematização. Lembrando que sempre deve existir a motivação.

4. Controlo e Avaliação

No processo de ensino-aprendizagem recomenda-se que a avaliação seja contínua e


permanente, pois permite identificar avanços e recuos e tomada de decisões sobre as
referidas actividades implementadas e a implementar. A avaliação permite saber os

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efeitos da metodologia adoptada, revela os níveis de assimilação de cada aluno em
particular no processo e da turma em geral.

A função didáctica “Controlo e Avaliação” visa informar como está a decorrer a


aprendizagem dos alunos, visa informar se os alunos estão a ser conduzidos em direcção
aos objectivos traçados e é aplicada continuamente no decorrer da aula, de modo a
acompanhar na íntegra o processo. Por outras palavras, esta função didáctica é marcada
por exercícios constantes e apresentação de dúvidas e respostas.

Para o efeito, o aluno serve-se de vários procedimentos e instrumentos de mensuração


tais como: observação, testes, exercícios teóricos e práticos, trabalhos de casa entre
outras formas, que de certa forma proporcionam dados quantitativos e qualitativos.

A relação entre as diferentes funções didácticas na sala de aulas

As funções didácticas têm uma ligação entre si e se realizam isoladamente, sobrepondo-


se umas das outras durante as diferentes etapas do PEA e que geralmente uma função
didáctica abre o caminho para efectivação da outra e que o sucesso de uma possibilita o
sucesso da outra, assumindo-se como uma unidade, no sentido de totalidade e não de
soma e tal totalidade reflecte as relações específicas de cada função didáctica com a
outra de maneira recíproca.

Aplicação das funções didácticas na actividade docente.

As Funções Didácticas são estudadas separadamente, mas são aplicadas de forma inter-
relacionada durante uma aula.

Cada etapa ou passo da aula corresponde a uma função didáctica, que é dominante, o
que significa que pode haver o envolvimento das restantes, com o fim de, no conjunto,
elas assegurarem a eficácia da assimilação da matéria. Em cada função didáctica é
proposto o tempo da sua duração, o método dominante, o conjunto de meios e formas de
ensino e também as actividades do professor e do aluno. Assim, as funções didácticas
encontram-se interligadas e fazem parte integrante de uma aula que compreende um
sistema, sobressaindo a ideia de que, na prática docentes, elas devem ser usadas de
forma integrada, ou seja, numa relação dialéctica entre todas elas. Por esse facto,
enquanto num dado momento o professor realiza uma certa função didáctica como
sendo a predominante, nela integra elementos doutras funções didácticas.
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Como à didáctica estuda o processo de ensino no seu conjunto, no qual os objectivos,
conteúdos fazem parte, de modo a criar condições que garantam uma aprendizagem
significativa dos alunos. Ela ajuda o professor na direcção, orientação das tarefas do
ensino e da aprendizagem, dando a ele uma segurança profissional. Segundo Libâneo
(1994), o trabalho docente também chamado de actividade pedagógica tem como
objectivos primordiais:

 Assegurar aos alunos o domínio mais seguro e duradouro possível dos


conhecimentos científicos;
 Criar as condições e os meios para que os alunos desenvolvam capacidades e
habilidades intelectuais de modo que dominem métodos de estudo e de trabalho
intelectual visando a sua autonomia no processo de aprendizagem e
independência de pensamento;
 Orientar as tarefas de ensino para objectivo educativo de formação da
personalidade, isto é, ajudar os alunos a escolherem um caminho na vida, a
terem atitudes e convicções que norteiem suas opções diante dos problemas e
situações da vida real (LIBÂNEO, 1994, Pág. 71).

Além dos objectivos da disciplina e dos conteúdos, é fundamental que o professor tenha
clareza das finalidades que ele tem em mente, a actividade docente tem a ver
directamente com “para que educar”, pois a educação se realiza numa sociedade que é
formada por grupos sociais que tem uma visão diferente das finalidades educativas.

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Conclusão

Depois de fazer-se uma sondagem a respeito aos conteúdos do trabalho, conclui que a
didáctica é o enfoque principal da teoria, tornando-se imprescindível nos
trabalhos pedagógicos e tendo em vista a sua essência na consumação dos objectivos
propostos. Levando em conta a necessidade de sua flexibilização para atender as
diversidades de acordo as necessidades de cada professor, de cada aluno e do
contexto trabalhado. Ela favorece uma aprendizagem qualitativa, tendo em vista,
focalizar sempre o melhor para os alunos e viabilizar facilidades no trabalho do
professor, tornando suas acções seguras e precisas.

Em suma, a didáctica é a disciplina que fundamenta a prática docente. Somente através


dela é que teoria e prática se consolidam, porque ela investiga, orienta e proporciona
a realização da formação do indivíduo, construindo e reconstruindo conhecimentos
evoluindo para o novo. Isento da didáctica, o ramo da pedagogia não teria
oportunidades de aquisições da aprendizagem do aluno, seria um desperdício de
assuntos sem fundamentação e bases metodológicas.

A didáctica oferece um suporte seguro para a realização de estratégias, que visam


possibilidades para uma nova reflexão-ação, atenuando os reais empecilhos
impregnados no processo ensino-aprendizagem e consolidando teoria e prática no
trabalho docente.

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Referências bibliográficas

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