Você está na página 1de 8

ARGUMENTAÇÃO E OS TIPOS DE ARGUMENTOS

INTRODUÇÃO

O presente trabalho é sobre argumentação e tipos de argumentos, mais concretamente,


abordaremos as variantes mais utilizadas em textos argumentativos que são, DE AUTORIDADE,
RACIOCÍNIO LÓGICO, DE EXEMPLIFICAÇÃO, DE PROVAS CONCRETAS, POR
ANALOGIA, POR SENSO COMUM, DE FUGA , FALÁCIAS NA ARGUMENTAÇÃO e por
último e não menos importante, algumas dicas de como refutar argumentos (aplicáveis às defesas,
recursos e razões finais).

É objetivo deste trabalho dissertar sobre argumentação e modelos de argumentos.


Organizado em tópicos que tratam sobre o conceito de argumentação, e consecutivamente,
destacando suas espécies de forma detalhada.

A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, enriquecida com a leitura de alguns


livros que abordam este tema, vídeo-aula explicativo e diversos sites que complementam
a compreensão da argumentação e suas vertentes.

1. ARGUMENTAÇÃO

Argumento é um termo que deriva do vocábulo latim argumentum. É raciocínio que


usamos para demonstrar ou comprovar uma afirmação para convencimento de terceiro.
O conceito da palavra argumentação, para o dicionário da nossa língua portuguesa, seria a
arte, ato ou efeito de argumentar.
Compreendendo a argumentação como a expressão do raciocínio, podemos
parafrasear o filósofo, Aristóletes, com o seguinte pensamento:
“O raciocínio é um argumento em que, estabelecidas certas coisas diferentes se deduzem
da primeira”.
Portanto, entendemos que existe estrita relação entre os vocábulos “raciocínio” e
“argumentação” porque a expressão verbal do raciocínio denomina-se argumento.
Quando argumentamos, nosso propósito é de convencer alguém a ter a mesma opinião. Pode
ser considerada como uma ferramenta organizada, discursiva, com características próprias, que
objetiva esse convencimento.

Ao discorrer um texto argumentativo ou discursar um posicionamento, o uso de argumentos


são imprescindíveis, pois serão as bases que demonstraremos para defender nossa visão, convencer
a quem nos dirigimos que essa é mais prudente, de modo que este chegue à mesma conclusão ou
altere seu comportamento mediante nossos argumentos.
Para aprimorar e vigorizar nossa exposição de argumentos, encontramos diversos
tipos, os principais estão numerados consecutivamente nos próximos subtópicos.
1. 2 - Argumento por Autoridade
(ex auctoritate ou ab auctoritate)

Para Tércio Ferraz Jr., no discurso jurídico esse tipo de argumento é predominante,
sendo amplamente utilizada com o emprego de fórmulas estereotipadas.
Na argumentação por autoridade, o propósito é mais confirmativo do que
comprobativo. O argumento funda-se na lidimidade das alegações de um especialista no
assunto, desde que compactue da mesma convicção de quem o cita. Desse modo, a
citação pode contribuir e tornar mais consistente a proposição para a credibilidade do
leitor.
Esse tipo de argumento necessita de uma fonte confiável, como especialista no
assunto, um filósofo, um artista famoso, um líder ou político, dados de uma instituição de
pesquisa, etc. A pessoa ou a instituição utilizada necessitam ter reconhecimento público
enquanto autoridade na temática. Caso a pessoa não seja muito conhecida, é permitido
citá-la se o cargo exercido por ela traga fidedignidade para a sua tese.
Isto posto, os argumentos de autoridade podem ser inclusos de forma direta, que
sempre são acompanhados pelo uso de aspas, se estiver explicando de forma literal o
que foi dito, citando autoria. Há também, o uso de citação por forma indireta, que são os
casos em que quando o argumentador não se recorda exatamente das frases utilizadas
pela autoridade em questão, descreve indicando devida a devida autoria, o pensamento
do autor com suas próprias palavras.

2. RACIOCÍNIO LÓGICO

A formulação de associações de causa e efeito é um procedimento usado


para apontar que o entendimento é fundamental, pois conclusões explanação
individual pode ser facilmente contraditado.
Para fundamentar um ponto de vista, existe a possibilidade de verificar as ligações entre
causa(motivo) e efeito (consequência).
Com base nesses aspectos, podemos relacionar um fator a determinada
resultância analisando criticamente com base em nossa percepção racional que
adquirimos com nosso repertório cultural.

Ex: “O fumo é o mais grave problema de saúde pública no Brasil. Assim como
não admitimos que os comerciantes de maconha, crack ou heroína façam
propaganda para os nossos filhos na TV, todas as formas de publicidade do
cigarro deveriam ser proibidas terminantemente. Para os desobedientes,
cadeia.” (Drauzio Varella)
3. DE EXEMPLIFICAÇÃO

O uso de exemplos é uma espécie de argumento evidentemente persuasivo,


devido ao fato de expor situações concretas às teses apresentadas, elevando a
aprovação de sua defesa pelo leitor.

A exemplificação compreende na explanação de determinado fato (concreto ou


simulado). Essa ferramenta argumentativa geralmente é utilizada quando a questão
defendida é extremamente complexa e necessita de explicações com dados mais
realistas. Pode também ser extremamente válido se não há domínio sobre o tema
apontado, sendo possível o uso de noções simples.

Dessa maneira, se o assunto abordado é menos compreensivo quanto a filosofia ou


textos demasiadamente rebuscados, por exemplo, o argumento de exemplificação é
indispensável para auxiliar o leitor a compreender a mensagem.

4. DE PROVAS CONCRETAS

Parafraseando um provérbio português que afirma que contra fatos não há


argumentos, o uso desse tipo de argumentação pode ser uma ferramenta muito
potente devido ao fato de ser inquestionável, excelente quando queremos refutar uma
ideia.
Um ponto de vista pode expressar aprovação ou desaprovação, em vista disso,
uma opinião será pouco valorizada se não for baseada em fatos porque terá mais relevância
se for baseado em fatos comprovados.
Quando inserimos os argumentos embasados em provas reais, ressaltamos
nosso texto usando fontes confiáveis, retiradas da realidade que evidenciem a tese.

Podem ser usados dados estatísticos ou falsos ou fatos notórios (de domínio
público).

Ex: . Podem ser dados, estatísticas, fatos, percentuais. Podem ser usados dados
estatísticos ou falsos ou fatos notórios (de domínio público).

5. POR ANALOGIA

Argumento por analogia, dá-se quando há a comparação de determinada circunstância,


fictícia ou concreta, à sua realidade. De forma geral, usa-se a analogia quando o redator
presume que se duas situações são semelhantes e devem ter igual tratamento.

Na esféra jurídica, é pressuposto que a Justiça trate de forma igual, um exemplo


explícito é a jurisprudência sendo de suma importância para o magistrado, pois este é de
alguma maneira induzido a sentenciar embasando-se no que outrora, outros julgadores
deduziram ser mais sensato.
Destacamos aqui um exemplo de argumentação por analogia, retirado de um blog de redação
para internautas que buscam aprimorar seus conhecimentos:
“Em relação à violência dos dias atuais, o Brasil age semelhante a uma noiva
abandonada no altar: perdida, sem saber para aonde ir, de onde veio e nem para onde
quer chegar. E a questão que fica é se essa noiva largada, que são todos os brasileiros,
encontrará novamente um parceiro, ou seja, uma nova saída para o problema”
6. POR SENSO COMUM

Por senso comum, é tipo de argumento em que a assertiva condiz com o consenso
geral, incontestável porque são fatos conhecidos e aceitos pela maioria das pessoas na
sociedade.
Tem base lógica, científica, ética e tem valor universal. Por exemplo, é fato que
tudo que vive morre, todas as pessoas sangram, todo ser humano tem direitos
No ramo do Direito, esse tipo de argumento é muito raro devido a possibilidade de
cada um interpretar de uma forma diferente. Na existência de circunstâncias mais
complexas, um exemplo é que o magistrado deve ser imparcial.
Outro exemplo seria: “Uma das consequências da violência urbana é a degradação da
qualidade de vida dos cidadãos. As pessoas tem mais medo de sair de casa do que à
tempos atrás, e viver sob tais condições provoca o mal-estar emocional social.”
 

7. DE FUGA

O argumento de fuga utiliza-se da retórica para sair da discussão principal, onde


suas afirmações não irão prevalecer. É um apelo de forma subjetiva, por exemplo, uma
preposição que fala sobre o caráter de uma pessoa, de um de pai, do responsável, do réu
primário, entre outros.
Juridicamente, nesse argumento o defensor de Direito usa para fugir do foco da
questão, abordando assuntos paralelos, ou ressaltando outra questão em benefício do réu
perante uma pergunta mais incisiva.

8. FALÁCIAS NA ARGUMENTAÇÃO

Em primeiro lugar, advertimos aqui a confusão entre fato e argumento, pois não podemos
narrar um acontecimento, esperando que o leitor tire conclusões argumentativas da
cirunstância real.
Também não podem ser argumentos tão específicos que não se entendam a
outros casos, ou tão genéricos que se tornem vagos ou imprecisos.
Ao enumerar as falhas argumentativas, não há ouvidar-se a contradição que afirma
e nega a mesma coisa sobre determinado objeto. De igual sorte é a falsa analogia, em
que o raciocínio conclui apressadamente algumas particularidades de uma ideia, dando-
lhe uma extensão que não lhe é cabível.
Como bem ministra Othon Garcia, é “argumento de quem não tem argumentos,
pois apresenta a própria declaração como prova dela, romando como coisa demonstrada
o que lhe cabe demonstrar”.
Outra falácia falsa é da falsa causa, motivada pela observação inexata, interpretando
fatos por merods indícios, como se fossem evidências. É comum haver argumentação
equivocada por erro de julgamento pelo descuido de verificação do nexo causal na
demonstração dos fatos.
Por fim, falho o argumento que soma o acidental pelo essencial, generalizando de
forma equivocada.

DICAS DE COMO REFUTAR ARGUMENTOS

Meio eficaz de refutar argumentos, aplicáveis às defesas, recursos e razões finais, foi
indicado com invulgar felicidade por Penteado. Ei-lo

“1° - Procure refutar o argumento que lhe pareça mais forte. Comece por ele

02 - Tente atacar os pontos fracos da argumentação contrária.

03 - Utilize a técnica da 'redução às últimas consequências', levando os argumentos


contrários ao máximo de sua extensão.

04 - Veja se o opositor apresentou uma evidência adequada ao argumento apresentado.

05 - Escolha uma autoridade que tenha dito exatamente o contrário do que afirma o seu
opositor.

06 - Aceite os fatos, mas demonstre que foram mal empregados.

07 - Ataque a fonte que o seu opositor se baseia.

08 - Cite outros exemplos semelhantes, que provem o contrário dos argumentos do seu
opositor.

09 - Demonstre que a citação do opositor foi deturpada.

10 - Analise os argumentos, disseque a falácias. “


CONCLUSÃO

Para uma boa argumentação é bom estar informado do que acontece no mundo.
A melhor forma de argumentar é acompanhar notícias globais e do cotidiano, assistindo telejornais,
lendo livros, revistas, pesquisando para se informar, etc.
Usar um autor com autoridade para embasar o que precisa com base em citações é a forma
mais comum de argumentar.

A citação deve ser usada com moderação, o importante para é a sua posição no argumento, a
forma como vai usar e usando o argumento por citação de forma direta ou indireta.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• “Curso de Português Jurídico”


Autores: Regina Toledo Damião e Antonio Henriques
8ª Edição – 2000
Editora: Atlas S.A.

• “Português Instrumental para Cursos de Direito”


Autores: Miriam Gold e Marcelo Segal
1ª Edição – 2008
Editora: Pearson

https://pt.wikipedia.org/wiki/Argumenta%C3%A7%C3%A3o

http://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-argumentacao.htm

https://www.passeidireto.com/arquivo/1186810/principais-tipos-de-argumento

http://oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/10/tipos-de-argumentos.html

https://baudelivrosonline.wordpress.com/2016/07/02/6-tipos-de-argumentacao-que-valorizam-sua-
redacao/

https://www.youtube.com/watch?v=3mOKUe329Og

Você também pode gostar