Você está na página 1de 2

O que é uma reserva natural?

Reserva Natural é uma zona, que é deli- mitada dentro de uma área protegida, com o intuito de preservar os habitats naturais da fauna e flora dessa área, assim como de garantir a estabilidade de determinadas espécies, comunidades ou

valores geomorfológicos.

O que é um Sapal?

Um sapal é a designação que é dada a uma formação aluvial que fica periodi- camente submersa por água salgada. Estas zonas são geralmente habitadas por plantas halofiticas (Plantas terrestres

adaptadas a viver em meio marinho).

(Plantas terrestres adaptadas a viver em meio marinho). Fig.1-Sapal de Castro Marim e Vila Real de

Fig.1-Sapal de Castro Marim e Vila Real de St. António

Localização:

de Castro Marim e Vila Real de St. António Localização: O sapal de Castro Marim e

O sapal de Castro Marim e Vila

Real de St. António localiza-se jun-

to à foz do Rio Guadiana, entre a

Vila de Castro Marim e a cidade de Vila Real de St.António, como é possível observar no mapa acima.

Bibliografia:

MOTTA, Lucinda; VIANA, Mª dos Anjos, BioterraSusten- tabilidade na Terra, Porto, Porto Editora (2003). Web Sites consultados:

http://www.avesdeportugal.info/sitcastromarim.html

http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007-AP-Sapal?res=1280x800

CIÊNCIAS NATURAIS

Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal, Rio Maior

2010-2011

RESERVA NATURAL DO SAPAL DE CASTRO MARIM E VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO Autores: António
RESERVA NATURAL DO SAPAL DE CASTRO MARIM E VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO Autores: António

RESERVA NATURAL DO SAPAL DE CASTRO MARIM E VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

RESERVA NATURAL DO SAPAL DE CASTRO MARIM E VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO Autores: António Pouseiro

Autores: António Pouseiro e João Figueiredo

RESERVA NATURAL DO SAPAL DE CASTRO MARIM E VILA REAL DE Sto ANTÓNIO

RESERVA NATURAL DO SAPAL DE CASTRO MARIM E VILA REAL DE Sto ANTÓNIO

Fauna:

O Sapal destaca-se como local de abrigo e reprodução de inú-

meras espécies de peixes, moluscos e crustáceos, funcionando como um viveiro natural, e como local de passagem e nidifica- ção de numerosas espécies de avifauna.

Aves:

Aqui é possível encontrar inúmeras espécies de aves de onde

se destacam:

Fig.2- PernaLonga

O

perna -longa;

O

colhereiro;

O

flamingo;

A

cegonha - branca.

colhereiro; O flamingo; A cegonha - branca. Fig.3-Colhereiro Mamíferos: Dos mamíferos aqui encontrados

Fig.3-Colhereiro

Mamíferos:

Dos mamíferos aqui encontrados destacam-se:

A

lontra;

O

morcego - anão;

O

morcego de Khul.

lontra; O morcego - anão; O morcego de Khul. Fig.5-Morcego-Anão Fig4.-Lontra Peixes: Nesta zona podemos

Fig.5-Morcego-Anão

Fig4.-Lontra

Peixes:

Nesta zona podemos encontrar algumas das mais raras espé- cies de peixes em Portugal:

O

sargo - alcorraz;

O

linguado da - areia;

O

linguado-branco.

Fig.6-Linguado-da-Areia
Fig.6-Linguado-da-Areia

Fig.7-Sargo - Alcorraz

Flora:

Na área da Reserva encontram-se registadas 462 espécies de plantas das quais se destacam pelo seu estatuto de conservação as espécies Picris algarbiensis (endemismo lusitânico considerado “vulnerável”), Limonium diffusum (espécie “ameaçada”) e Beta macrocarpa (espécie também “vulnerável”). As espécies mais comuns são:

Spartina marítima; Arthrocnemum perenne;

mais comuns são: Spartina marítima; Arthrocnemum perenne; Fig.8- Spartina marítima Atriplex portulacoides; Spartina

Fig.8- Spartina marítima

Atriplex portulacoides; Spartina versicolor; Arthrocnemum glaucum ; Suaeda vera.

Fig.9- Arthrocnemum perenne

glaucum ; Suaeda vera. Fig.9- Arthrocnemum perenne Geologia: O sapal é constituído por argilas negras, as

Geologia:

O sapal é constituído por argilas negras, as quais se vão deposi- tando no troço final do Guadiana desde há cerca de 8000 anos.A sua progressão para o mar é bloqueada , pela existência de gran- des massas de areia, que constituem o “Banco de O’Brill” e o cordão de dunas do litoral, Desenvolvendo-se assim uma planície aluvial, sujeita a inundações.

Impacte Ambiental:

Desde sempre o sapal foi explorado pelo ser humano, mas essa exploração ao longo do tempo tem-se tornado prejudicial para os habitats aqui existentes, pois os resíduos produzidos por essas explorações são libertados no sapal. Um bom exemplo disso são os estrumes resultantes da suinicultura, que são libertados no sapal. Estas descargas têm um grande impacto nos ecossistemas marinhos, podendo matar peixes e contaminar os canais de água que servem de bebedouro natural para certos ani- mais. A salicultura é a principal actividade humana no sapal, esta não é tão prejudicial para os ecossistemas mas mesmo assim contribui para a degradação de habitats do sapal, pois para fazer os talhos é necessário remover terras, de campos que servem de refugio a micro organismos importantes para a reciclagem do solo.

campos que servem de refugio a micro – organismos importantes para a reciclagem do solo. Fig.10-Salineiro

Fig.10-Salineiro Tradicional