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PROCEDIMENTO Código: POP ENF 3.

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OPERACIONAL PADRÃO Data da Emissão: 09/12/2016
Versão: 02

UTI-NEONATAL Data de Revisão:09/12/2018


Próxima Revisão:09/12/2020

BALANÇO HÍDRICO NEONATAL

Responsável pela elaboração do POP: Aprovado por:


Enfermeira Franciane Dantas de Lima Enf. Sandra de Souza Lima Rocha (DIEN)
Enf. Maria Helena de Souza Praça Amaral
Responsável pela REVISÃO do POP: (Educação Continuada de Enfermagem)
Enfermeira Maria Helena de S. P. Amaral
Enfermeira Claudia Cruz da Silva
Enfermeira Stella Mares Gomes Renault

1. DEFINIÇÃO
 É o processo que envolve a mensuração e registro do total de líquidos administrados/
ingeridos e eliminados pelo paciente num período de 24 horas.
 A realização do balanço hídrico é fundamental para o acompanhamento do paciente
hospitalizado em estado crítico.
 O Balanço hídrico diário representa o resultado dos líquidos administrados (por via oral,
sonda, gastrostomia, via intravenosa, intramuscular, ou outras vias), e eliminados/coletados
por todas as vias (diurese, vômitos, evacuações líquidas, drenagens, sangramentos, coletas).
 O BH deve ser equilibrado, de forma que o volume de líquidos administrados seja igual ou
muito próximo do volume de líquidos eliminados.
 Quando as perdas são superiores aos volumes administrados, diz-se balanço hídrico
negativo. Quando as perdas são menores que os volumes administrados, diz-se balanço
hídrico positivo.

2. OBJETIVOS
 Verificar perdas e/ou ganhos de líquidos e eletrólitos nas 24 horas.
 Avaliar o equilíbrio hídrico e detectar possíveis alterações.
 Obter dados para calcular a reposição hídrica e eletrolítica a ser administrada em 24 horas,
conforme a necessidade da criança.

3. INDICAÇÃO
Recém-nascidos que se encontram internados no CTI-Neonatal.

4. PESSOAS E PROFISSIONAIS QUE IRÃO REALIZAR O PROCEDIMENTO


 Equipe de Enfermagem.

5. MATERIAL A SER UTILIZADO


 Caneta azul ou preta;
 Impresso próprio (balanço hídrico neonatal);
 Frasco graduado para medição de volume;
 Calculadora;
 Fraldas (escrever o peso da fralda seca na parte plástica, com caneta esferográfica);
 Coletor de urina;
 Balança para pesagem diferencial.

6. DESCREVER DETALHADAMENTE AS ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS


1. Higienizar as mãos;
2. Pesar diariamente a criança e registrar no Impresso Próprio;
3. Medir os líquidos a serem administrados VO, ou por sonda (dieta líquida, água para lavar a
sonda, medicamentos VO) antes de oferecê-los à criança. Anotar a quantidade
ingerida/administrada no formulário de Balanço Hídrico (BH);
4. Medir e anotar os volumes de líquidos administrados por via parenteral (IV, IM, SC, IA) no
formulário de BH;
5. Anotar a cada seis horas os volumes de soro, hemocomponentes, medicações contínuas e
NPT;
6. Anotar no horário da instalação do medicamento os volumes totais das medicações
administradas (somando o volume da dose + a diluição + o soro para lavar o equipo);
7. Medir e anotar no formulário de BH, os líquidos administrados em irrigações (p.ex. diálise
peritoneal);
8. Pesar fraldas secas de pacientes que as utilizam (anotando o peso da fralda seca na parte
plástica das mesmas);
9. Medir o volume de cada micção realizando a pesagem diferencial de fraldas. Se for utilizado
saco coletor (acoplado a uma sonda para a drenagem do conteúdo) retirar a urina com uma
seringa, medir e anotar o volume. Se o paciente estiver com sistema coletor de diurese,
anotar os volumes ao final de cada turno ou sempre que for esvaziado;
10. Medir e anotar o volume de vômitos e fezes líquidas MEDIDAS na linha correspondente, do
formulário de BH. Caso não seja possível medir (nem por pesagem diferencial), anotar : +
para pouco, ++ para média quantidade e +++ para grande quantidade;
11. Medir e anotar os volumes das drenagens (de sonda, drenos) na linha correspondente;
12. Medir e anotar volume drenado de curativos ou sangramentos (pesagem diferencial);
13. Calcular o balanço hídrico a cada 6 horas (às 12, 18, 24 e 6h) e anotar no formulário de
Balanço Hídrico;
14. As bombas de infusão são todas zeradas e os volumes infundidos são somados. A esse valor
são adicionadas as medicações endovenosas administradas e que não precisam ser
infundidas com tanta cautela como as das bombas de infusão, totalizando a quantidade de
líquidos infundidos por via parenteral;
15. O resultado final das seis horas é somado resultando no total de líquido acumulado/ eliminado
pelo paciente. Com isso, pode-se apreciar o seu estado hídrico;

7. ATENÇÃO A PONTOS IMPORTANTES E POSSÍVEIS RISCOS


 Todo paciente em balanço hídrico, deve ser pesado em jejum (no mesmo horário, com a
mesma vestimenta, esvaziamento intestinal e vesical).
 Não estão incluídas no cálculo, as perdas insensíveis dos pacientes neonatais.
 Utilizar os sinais + (positivo) e – (negativo) para os valores de Balanço Hídrico em parciais e
totais.
 O somatório dos valores por turno deverá ser realizado pelo profissional de enfermagem
(Auxiliar ou Técnico) responsável pelo paciente e conferido pelo Enfermeiro. Ambos devem
assinar e carimbar o resultado.
 Caso não seja possível medir a quantidade de algum líquido eliminado, relatar este fato na
evolução e marcar +, ++ ou +++ no formulário, conforme indicado.
 Comunicar alterações no equilíbrio hídrico ao enfermeiro/médico assistente.
 Quando for percebido que o paciente recebeu ou perdeu líquidos em áreas/setores diferentes
de seu destino/origem (situações de transporte, cirurgias, exames, ...) estas observações
deverão ser evoluídas no formulário de Balanço Hídrico.
 Se o paciente ingerir ou eliminar líquidos sem que tenham sido medidos ou visualizados pela
enfermagem, relatar este fato como observação.

8. RESULTADOS ESPERADOS
Aferição fidedigna dos líquidos administrados ao paciente e eliminados por ele.

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
TAMEZ, R.N., SILVA, M.J.P. Enfermagem na UTI-neonatal : assistência ao recém-nascido de alto
risco. Rio de Janeiro :Guanabara Koogan, 2013Balanço hídrico na prática clínica de enfermagem em
unidade coronariana – acessado em março 2016:
htp://www.revistarene.ufc.br/revista/index.php/revista/article/view/380/pdf

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