Pesquisa Operacional

Teoria da Decisão 1. TEORIA DA DECISÃO

Elisangela Beretta

A teoria da decisão no qual estaremos trabalhando em nosso contexto abrange técnicas quantitativas na tentativa de resolver problemas envolvendo a tomada de decisão. Note que para que haja o ato de decidir, o problema deve conter mais de duas alternativas, levando o tomador de decisão a optar entre elas. Caso isso não ocorra, ou seja, você possua somente um caminho a seguir, não que isso não seja um problema de tomada decisão, mas não estaremos considerando aqui este tipo de problema. Os problemas de tomada de decisão estão no cotidiano tanto de pessoas físicas como jurídicas, no entanto, você, diariamente decide qual roupa usar, o que irá almoçar, e até mesmo se irá almoçar, entre outros. O ato de decisão deve ser imediato, gerando conseqüências imediatas e futuras. Assim, nossas técnicas irão prever o futuro? Infelizmente não, mas poderemos nos basear no futuro, usando ferramentas matemáticas de previsão: Probabilidade. Para então conhecer as técnicas de resolução de um problema que envolva a tomada de decisão, precisamos conhecer três estruturas básicas para tal teoria. Alternativas, Estados de Natureza e Resultados. 1.1 ALTERNATIVAS São as possíveis soluções para o problema ou os caminhos nos quais devemos seguir. Se você não conseguir listar estes caminhos, você não terá um problema. Por exemplo, suponha que uma empresa produtora de portas de madeira, resolva trabalhar com exportação de seus produtos, porém a mesma precisão deslocar seus produtos até o porto, então ela tem duas alternativas, uma é colocar seus caminhões a disposição para o transporte das cargas e adquirir assim um contêiner ou alocar do próprio Porto o caminhão e o contêiner. Cada uma dessas decisões gerará resultados diferentes. Note que comprar um contêiner gerará um custo alto imediato, porém será compensado futuramente ou até mesmo por utilizar de seus próprios caminhões no transporte, bem como, reduzirá a venda interna no país, já que sem caminhão como ele fará o transporte de carga interna? Alugando poderá ser uma ótima alternativa, mas o custo pode ser alto. Todas essas previsões futuras, que envolvem em especial demanda, são conhecidas como os Estados de Natureza, pois são elas que ajudaram a escolher uma alternativa. Ou seja, se soubéssemos que a demanda externa irá aumentar ou diminuir, teríamos uma melhor visão de qual decisão tomar. 1.2 ESTADOS DE NATUREZA São todos os acontecimentos futuros que poderão influenciar sobre cada alternativa no momento da tomada de decisão. Note que no exemplo anterior, a demanda futura é um Estado de Natureza, no qual poderemos classificá-la como grande, média e baixa. Assim, teremos duas alternativas e três estados de natureza, ou seja, para cada alternativa os três possíveis estados de natureza, ficando mais fácil definir qual alternativa seguir. 1.3 RESULTADOS São as conseqüências de se escolher uma alternativa, assumindo certo estado de natureza. Veja que para nosso exemplo, temos duas alternativas e três estados de natureza, gerando assim, 2 x 3 = 6 possíveis resultados. 1.4 MATRIZ DE DECISÃO Este é um modelo a ser utilizado para facilitar a tomada de decisão. A matriz de decisão, contem as alternativas: (A1, A2, A3, ..., Ak), bem como, os estados de natureza: (EN1. EN2, EN3, ..., ENp). Normalmente os estados de natureza são listados por coluna e as alternativas por linha. Veja o modelo: 1

para determinarmos qual a melhor alternativa deve ser escolhida. Exemplo 1.4 P = 0. é a média ponderada dos resultados de cada alternativa. mas podemos associar a cada um deles uma probabilidade de ocorrência.VEA. bem como. Os problemas de programação lineares vistos até o momento contem de forma certa.Alternativas A1 A2 A3 Ak EN1 R11 R21 R31 Rk1 EN2 R12 R22 R32 Rk2 Estados de natureza EN3 R13 R23 R33 Rk3 ENp R1p R2p R3p Rkp Geralmente. 1. devemos de alguma forma conhecer um pouco sobre os estados de natureza. três tipos de situações para uma tomada de deicsão: Decisão Tomada Sob Certeza (DTSC). Esse método também é conhecido como Método de Bayes. A empresa Ciclo S.5 Decisão Tomada Sob Certeza . Assim. precisamos entender o significado da expressão Valor Esperado da Alternativa – VEA. lucros. sabemos que teremos k x p resultado. Existem assim. Se a demanda for nos próximos meses pelas bicicletas for alta. Tabela 1 – Matriz de decisão: Compra e manufaturar componente de um produto (Lucros em milhares) Estados de Natureza – DEMANDA Alternativas Baixa Média Alta P = 0. finito) será a soma dos produtos de cada resultado associado a tal alternativa pela probabilidade associada ao estado de natureza correspondente. entretanto se a demanda for baixa a Ciclo S. Então. ou seja. então manufaturar seria o ideal. os custos. por observação. a melhor decisão a ser tomada. bem como. decidir reduzir custos ou ampliar lucros. o valor esperado da alternativa k (sendo k um número natural.6 Decisão Tomada Sob Risco . Decisão Tomada Sob Risco (DTSR) e Decisão Tomada Sob Incerteza (DTSI).3 P = 0.DTSC Para problemas no quais sabemos exatamente qual estado de natureza irá acontecer. entre outros dados que geram de forma certa.A conterá instalações custosas e a capacidade de utilização de suas instalação será muito baixa. Dada uma matriz com k alternativas e p estados de natureza. será aquela que possuir o MELHOR Valor Esperado da Alternativa .3 -10 60 180 Manufaturar 10 50 100 Comprar componente . Essa probabilidade pode ser associada de forma objetiva ou não. fazendo uso das ferramentas de Estatística. não sabemos exatamente qual estado de natureza ocorrerá. Portanto. Estes problemas são caracterizados do tipo Tomada de Decisão Sob Certeza – TDSC.A é uma empresa manufatureira de bicicletas que está diante da decisão de comprar de terceiros ou manufaturar um componente comum a todas as suas bicicletas. para determinarmos a solução de um problema do tipo DTSR. tomando como peso de ponderação as probabilidades dos estados de natureza.DTSR Neste tipo de problema. as probabilidades dos estados de natureza ocorrerem. A associação se dá por meio de pesquisa. Veja a matriz a seguir que mostra a seguinte situação. Vejamos cada uma delas e como será o tratamento para a tomada de decisão. 1. seja ela documental ou não.

mas podemos estimar. ficaria mais fácil determinar qual alternativa escolher. para determinar os VEAs temos: VEA1 = (-10). se soubéssemos que a demanda fosse baixa.(0.3)+(180). Mas note que a probabilidade destas demandas acontecerem não podem ser alteradas. É retirado diariamente alguns minutos para a visitação de seus clientes.(0. para então tomar uma decisão! Isso é possível? Infelizmente não.3)+(100). a decisão a ser tomada é Manufaturar o componente. ou seja. aproximando-se do que seria o ideal. gastaríamos o quanto fosse necessário por tal informação. Veja. no qual temos duas alternativas e três estados de natureza. passando a lucrar 180 mil. qual deve ser a melhor escolha. contratando o serviço de motoboy ou enviando algum de seus estagiários até seus clientes. porém se soubéssemos qual seria o estado de natureza que iria acontecer. gerando um lucro de 10 mil. por mais que saibamos qual o estado de natureza venha a acontecer.(0. lucrando 60 mil. Solução: Aplicando a Regra de Bayer. folhas de pagamentos e documentos diversos é realizada pelo próprio contador chefe. optaríamos por comprar o componente. continuaríamos manufaturando. R: MOTOBOY Tabela 1 – Matriz de decisão: Satisfação quanto ao procedimento de entrega de documentos (Lucros milhares) Estados de Natureza – SATISFAÇÃO Alternativas de entrega Baixa Alta P = 0. Vamos voltar ao exemplo anterior.Determine a melhor alternativa a ser tomada. medindo lucro. 3 . Sabendo quanto ele irá lucrar com tais decisões ou até mesmo. ou se a demanda fosse alta.4 P = 0. Note que os estados de natureza e as probabilidades associadas não podem ser alteradas.3) = -4+18+54 = 68 VEA2 = (10). A tabela abaixo relaciona as tomadas de decisão com as futuras satisfações. Sendo assim. continuando ele a levar os documentos e prevendo a satisfação de seus clientes. ela estará sujeita a probabilidade associada a ela.3) = 4+15+30 = 49 Assim. O contador chefe vendo que está havendo aumento de trabalho e o mesmo não está conseguindo passar tanto tempo na contabilidade.(0. o mecanismo de entrega de impostos.6 15 30 Contador 5 40 Estagiário 2 45 Motoboy 1.7 VALOR ESPERADO PELA INFORMAÇÃO PERFEITA (VEIP) Imagine se você pudesse saber exatamente o que irá acontecer no futuro. pensa em modificar sua estratégia de entrega de documentação. bem como para entregar os documentos quando necessário.4)+(60). até quanto estamos dispostos a pagar pela informação perfeita? O valor a ser paga pela melhor informação é dado pelo Valor Esperado pela Informação Perfeita (VEIP). e para tal. mesmo que haja demanda a variação de demanda.4)+(50).(0. Exercício 1: Na Contabilidade SUL. pois são previsões existentes. bem como se a demanda fosse média passaríamos a manufaturar.(0.

3 20 0 Manufaturar 0 10 Comprar componente Alta P = 0.Portanto. Exemplo 3: Dada a matriz de lucros. Exemplo 2: Considerando os dados do exemplo da empresa Ciclo AS. calculando a seguinte diferença : VEIP = VEAi – VEA VEIP = 76mil – 68 mil VEIP = 8mil (valor pago pela informação perfeita ou por uma informação melhor) Exercício 2: Retome o Exercício 1 e determine o VEIP.8 MÉTODO DOS ARREPENDIMENTOS Podemos determinar o VEA trocando os valores originais da matriz de decisão. vamos olhar para cada estado de natureza e os lucros associados a eles.3 P = 0. receberíamos como visto anteriormente 68 mil. Tabela 2 – Matriz de arrependimentos: (Lucros em milhares) Estados de Natureza – DEMANDA Alternativas Baixa Média P = 0. ou seja. logo o que gera mais lucro será Comprar Componente.4 P = 0. Obtendo o melhor lucro. temos que o VEA . consigo identificar o quanto eu posso vir a pagar por tal informação. pelos seus respectivos arrependimentos. Por exemplo.2 MIL 1.4 P = 0. mas sim de identificar o LUCRO – IDEAL. dado um certo estado de natureza. Repita tal processo para todos os lucros relacionados a cada estado de natureza. Veja.3 -10 60 180 Manufaturar 10 50 100 Comprar componente Para obtermos a matriz de arrependimentos. o valor a ser pago por tal informação é dado pelo Valor Esperado pela Informação Perfeita. não a melhor alternativa. Tabela 1 – Matriz de decisão: Compra e manufaturar componente de um produto (Lucros em milhares) Estados de Natureza – DEMANDA Alternativas Baixa Média Alta P = 0. temos -10 para Manufaturar e 10 para Comprar componente.3) = 4 + 18 + 54 = 76 mil Esse resultado corresponde ao lucro que teríamos caso ocorressem tais estados de natureza. faremos: (10 – (-10)) = 20 (Valor de perda caso escolhamos a alternativa 1 para este estado de natureza) e 10 – 10 = 0 (Valor de perda também ao escolher essa alternativa para este Estado de Natureza. Veja. Se não soubéssemos desta informação. R: 5. quando se escolhe a melhor alternativa entre todos de uma estado de natureza. calcular o arrependimento correspondente a cada estado de natureza. para o EN1 – Demanda Baixa.3 0 80 .3) + 180(0. com 10 mil. Assim. podemos definir assim o melhor lucro. Assim.4) + 60(0.IDEAL é dado por: VEAi = 10(0. na nova matriz. para nosso exemplo teríamos. Note que não é uma escolha de alternativa. chama-se arrependimento àquilo que se perde. Veja. Para obter a solução basta aplicar o método de Bayer aos dados da matriz de arrependimento e escolher a alternativa que contenha o mínimo arrependimento médio.

9 ANÁLISE DE SENSIBILIDADE Para tomarmos uma decisão sobre qualquer problema. Aqui. e as probabilidades associadas a cada estado de natureza.Assim.3) + 0(0. Note que ao mesmo tempo em que você obtém a alternativa a ser escolhida.. 1. Claro que aqui. entre outros. custo.4) + 0(0. Compare com dados encontrados anteriormente.3) = 27mil Assim. aplicaremos o método de Bayer. teremos: Tabela 4 – Matriz de decisão: Analise de Sensibilidade – probabilidade (Lucros em milhares) Estados de Natureza – DEMANDA Alternativas Baixa Alta P 1.3) = 8mil VEA2 = 0(0. Para obter a melhor alterntiva. pode haver uma modificação em sua decisão. estamos justamente verificando o que acontece ao alterarmos uma das informações : Lucro/ Probabilidade. você também determina o VEIP. note que os arrependimentos serão sempre positivos. VEA1 = 20(0..4) + 10(0. Exercício 3: Retome o Exercício 1 e determine o VEIP. caso venhamos a não escolher a alternativa 1. Vejamos então como entender as várias modificações de informação e como isso pode alterar nossa tomada de decisão. Vejamos o seguinte exemplo: Tabela 3 – Matriz de decisão: Compra. Note que se algum destes dados for alterado. manufaturar. bem como 27 mil se deixarmos de escolher a Alternativa 2. ou seja.P -10 60 Manufaturar 20 50 Comprar componente 10 40 Comprar e manufaturar Aplicando o método de Bayer para cada alternativa. entãoo EN2 terá probabilidade 1-p. estaremos fazendo a alteração na probabilidade. precisamos dos valores associados a cada alternativa.6 -10 60 Manufaturar 20 50 Comprar componente 10 40 Comprar e manufaturar Quando trabalhamos com análise. Assumindo o EN1 com probabilidade p. a decisão correta será optar por aquela que mesno gera perdas. sendo ele lucro. manufaturar componente e comprar e manufaturar um produto (Lucros em milhares) Estados de Natureza – DEMANDA Alternativas Baixa Alta P = 0. utilizando método de arrependimento. Faremos isso para identificar o ponto no qual existe uma troca de decisão. temos: VEA1 = (-10)p + 60(1-p) = -10p +60 – 60p = -70p + 60 VEA2 = (20)p + 50(1-p) = 20p +50 –50p = -30p + 50 5 . perderemos 8mil em lucros.4 P = 0.3) + 80(0. Assim.

40) Vamos montar o gráfico de cada VEA. Se VEA1 = 0 => -70p + 60 = 0 => -70p = -60 => p = 6/7 (6/7. Escolheremos VEA1 quando 0 ≤ p < 0. 0) Se p = 0 => VEA1 = -70. VEA1 e VEA3 não se tornam mais viáveis. p = 25% ou 0. VEA = 0 e p =0. 0) Se p = 0 => VEA3 = -30. pelo gráfico notamos que: a) A alternativa VEA1 será a melhor escolha até a probabilidade de cruzamento com a alternativa VEA2. a partir dos VEA’s representar suas retas correspondes.0 + 40 => VEA1 = 40 (0. devemos identificar qual deve ser o valor de p que interfere na escolha de VEA1 para VEA2.VEA3 = (10)p + 40(1-p) = 10p +40 – 40p = -30p + 40 Vamos então. 50) (5/3.0 + 50 => VEA1 = 50 (0. Logo. Gráfico 1 – Estudo quanto à sensibilidade da probabilidade p. Assim. b) A partir da alternativa VEA2. ou seja. Assumiremos dois pontos. Assim. VEA1 = VEA2 -70p + 60 = -30p + 50 -70p + 30p = 50 – 60 -40p = -10 p = 1/4. Portanto. basta igualar as duas equações e determinar p que iguala as duas alternativas.25 ou VEA2 quando 0.0 + 60 => VEA1 = 60 (0. Para tal. 0) Se VEA3 = 0 => -30p + 40 = 0 => -30p = -40 => p = 4/3 (4/3.60) Se VEA2 = 0 => -30p + 50 = 0 => -30p = -50 => p = 5/3 Se p = 0 => VEA2 = -30. .25 < p ≤ 1.25.

Exercício 5: Retome o Exercício 1 e obtenha a melhor decisão.A. Esse gráfico é conhecido como Arvore de Decisão. para exemplificar o modelo gráfico. A resolução da arvore se dá no sentido da direta para esquerda. Assim.Exercício 4: Retome o Exercício 1 e faça a análise de sensibilidade quanto a probabilidade. As linhas da árvore são denominadas déramos e os pontos de encontro de um ramo a outro. 1. Vamos retomar o problema da Empresa Ciclo S. seria apresentar os dados da matriz de decisão em um gráfico.10 ARVORE DE DECISÃO Outra forma de se trabalhar com problemas de Tomada de Decisão sob Risco. 7 . iniciamos nos nós de estado de natureza e a rotina de resolução se dá conforme visto na matriz de decisão. são chamados de nó. fazendo uso da árvore de decisões.

Indeciso Este critério é adotado o critério da razão insuficiente. . a tomada de decisão é feita escolhendo de cada alternativa o pior. Tabela 5 – Matriz de decisão: Compra e manufaturar componente de um produto (Lucros em milhares) Estados de Natureza – DEMANDA Alternativas Baixa Média Alta MAXIMAX -10 60 180 Manufaturar 180 10 50 100 100 Comprar componente Ou seja.2 CRITÉRIO MINIMAX . Assim. ou seja. Assumindo assim. já que a mesma se faz mediante a personalidade do tomador de decisão. caracteriza o tomador de decisão como Pessimista. este critério quando utilizado. 1. O MELHOR será 10 mil. este critério quando utilizado. O MELHOR será 180 mil. este critério quando utilizado.A. 1. dentre os MELHORES lucros de cada alternativa. Tabela 6 – Matriz de decisão: Compra e manufaturar componente de um produto (Lucros em milhares) Estados de Natureza – DEMANDA Alternativas Baixa Média Alta MINIMAX -10 60 180 -10 Manufaturar 10 50 100 Comprar 10 componente Ou seja. Vamos voltar ao exemplo da Empresa Ciclo S. Normalmente. Assumindo assim.1 CRITÉRIO MAXIMAX . Normalmente. Existem inúmeros critérios para a tomada de decisão sob incerteza.A. e desta relação optamos pela melhor dentre elas.. mas agora sem conhecer as probabilidades dos estados de natureza.. a tomada de decisão é feita escolhendo de cada alternativa o melhor.11 Decisão Tomada Sob Incerteza – DTSI Para este tipo de problema. o tomador de decisão terá um leque se opções ou escolher um critério que lhe seja mais interessante. que a empresa deverá MANUFATURAR O COMPONENTE.Otimista Este critério é conhecido também como o máximo entre os máximos.11.11. Vamos voltar ao exemplo da Empresa Ciclo S.3 CRITÉRIO LAPLACE . ou seja. mas agora sem conhecer as probabilidades dos estados de natureza. ou seja.11.Pessimista Este critério é conhecido também como o máximo entre os mínimos. então o tomador de decisão assume que todo estado de natureza tem mesma probabilidade de acontecer. aplicando o método de Bayes para determinar qual deve ser a melhor alternativa. Veremos alguns destes critérios. conhecemos os possíveis estados de natureza. torna o problema que era do tipo DTSI em DTSR. 1. Normalmente. mas não podemos associar a cada um deles uma probabilidade de ocorrência. dentre os PIORES lucros de cada alternativa. caracteriza o tomador de decisão como Otimista. Assim.1. e desta relação optamos pela melhor dentre elas. que a empresa deverá COMPRAR O COMPONENTE. caracteriza o tomador de decisão como Indeciso. como se tem motivo algum para dizer que um estado de natureza é pior ou melhor que outro.

. aplicando o método MINIMAX na matriz de arrependimentos. assumindo a matriz abaixo: R: MAXIMAX: Motoboy – MINIMAX: Contador – LAPLACE: Motoboy – ARREP. SILVA E. Pesquisa operacional – curso introdutório. determinamos que a MELHOR alternativa será MANUFATURAR O COMPONENTE.4 CRITÉRIO MÍNIMO ARREPENDIMENTO Para este critério. Atlas. (003 P472) 9 . Pesquisa Operacional. que a empresa deverá MANUFATURAR O COMPONENTE. aplicando a mesma probabilidade aos estados de natureza e aplicando Bayes. Veja.Vamos voltar ao exemplo da Empresa Ciclo S. d all. 1998.A.11. M. 1. 3ª d. 2007. Tabela 8 – Matriz de arrependimentos: (Lucros em milhares) Estados de Natureza – DEMANDA Alternativas Baixa Média Alta 20 0 0 Manufaturar 0 10 80 Comprar componente MINIMAX 20 80 Ou seja. Exercício 6: Para o exercício da Contabilidade SUL. Tabela 9 – Matriz de decisão: Satisfação quanto ao procedimento de entrega de documentos (Lucros milhares) Estados de Natureza – SATISFAÇÃO Alternativas de entrega Baixa Alta 15 30 Contador 5 40 Estagiário 2 45 Motoboy MOREIRA. Vamos voltar ao exemplo da Empresa Ciclo S. Tabela 7 – Matriz de decisão: Compra e manufaturar componente de um produto (Lucros em milhares) Estados de Natureza – DEMANDA Alternativas Baixa P = 1/3 Média P = 1/3 Alta P = 1/3 LAPLACE -10 60 180 Manufaturar VEA1 = 230/3 10 50 100 VEA2 = 160/3 Comprar componente Ou seja. precisamos montar a Matriz de Arrependimentos. Tendo a mesma.A.: Estagiário.. Daniel A. Assumindo assim. São Paulo: Thomson Learning. determinamos que o VEA1 é o MELHOR. aplique os critérios para DTSI. mas agora sem conhecer as probabilidades dos estados de natureza.. aplica-se o critério do MINIMAX para se obter a melhor alternativa. mas agora sem conhecer as probabilidades dos estados de natureza.

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