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MUNDI - CENTRO DE FORMAÇÃO TÉCNICA Módulo III - Projetos Elétricos Residenciais e Prediais

Projetos Elétricos
Residenciais e Prediais

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CAPÍTULO 01

CONSIDERAÇÕES GERAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DE UM PROJETO


CONTATO COM O CLIENTE

O primeiro passo para o desenrolar de um projeto, é a procura do cliente pela empresa. Durante o contato com o
cliente são verificados os serviços a serem contratados (projeto e/ou execução), para serem passadas as informações
preliminares, como o custo do projeto, baseando-se nos dados fornecidos pelo próprio cliente e na experiência do
contratado, que irá avaliar a complexidade, tamanho, número de medidores, prazo de entrega, entre outros. Havendo
contratação por parte do cliente serão colhidas informações e plantas, dada a entrada no ART, e inicio no projeto.

INSCRIÇÃO DE ART

Assim que o serviço é contratado, é dada entrada no Art. É através dele que o CREA saberá de quem é a responsabilidade
técnica pelo projeto e/ou execução.

O ART (artigo de responsabilidade técnica) é um instrumento indispensável para identificar a responsabilidade técnica
pelas obras ou serviços prestados por profissionais ou empresas. A ART assegura à sociedade que essas atividades
técnicas são realizadas por um profissional habilitado. Neste sentido, a ART tem uma nítida função de defesa da
sociedade, proporcionando também segurança técnica e jurídica para quem contrata e para quem é contratado.

INFORMAÇÕES E AQUISIÇÃO DE PLANTAS

Para que seja possível a elaboração do projeto, serão necessárias plantas de situação, plantas de pavimentos, cortes,
detalhes, fachadas, entre outros. Talvez também sejam necessários plantas de projeto estrutural, de instalação
sanitária, e qualquer outro projeto que esteja interligado ao projeto elétrico, visando que o projeto elétrico esteja em
harmonia com os demais projetos.

Além disto, também é necessário saber a finalidade a que se destina a instalação, os recursos disponíveis, a localização
da rede mais próxima, bem como as características elétricas da rede.

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DESENVOLVIMENTO DE PROJETO ELETRICO

COLOCAÇÃO DE PONTOS DE LUZ E TOMADAS, INTERRUPTORES, QUADROS E ELETRODUTOS.

-Pontos de luz

Em cada dependência ou cômodo, de unidades residenciais deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto,
comandado por interruptor. Estes devem ter carga de 1OOVA para áreas iguais ou inferiores a 6m². E para cômodos ou
dependências com áreas superiores a 6m² deve ser prevista uma carga de 100VA para os primeiros 6m², acrescido de
60VA para cada aumento de 4m² inteiros.

- interruptores

O interruptor para campainha deve estar localizado na parte externa, próximo da porta de entrada. Já para
iluminação, o tipo de interruptor e seus pontos de instalação devem ser escolhidos baseados na área e nos pontos de
acesso do ambiente.

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Os interruptores simples são os mais comuns, sendo indicados para ambientes pequenos ou com um único ponto de
acesso.

Em escadas ou dependências cujas luzes, pela extensão ou por comodidade, se deseja apagar ou acender de pontos
diferentes, são utilizados os interruptores three-way ou paralelo.

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Já para ambientes onde se deseja comandar o circuito em vários pontos diferentes, são utilizados os interruptores four-
way ou intermediários (claro que estes estão associados a interruptores three-way).

Muitas vezes são utilizados além dos interruptores, sensores de presença, minuterias, interruptores temporizadores,
entre outros.

- Tomadas de uso geral (TUG’s)

O número de pontos de tomada deve ser determinado em função da destinação do local e dos equipamentos elétricos
que podem ser aí utilizados, observando-se no mínimo os seguintes critérios:

a) em banheiros, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, próximo ao lavatório;

b) em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de serviço, lavanderias e locais análogos, deve
ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro;

c) em varandas, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada;

d) em salas e dormitórios devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração de perímetro,
devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível;

NOTA: Particularmente no caso de sala de estar, deve-se atentar para a possibilidade de que um ponto de tomada
venha a ser usado para alimentação de mais de um equipamento, sendo recomendável equipá-lo, portanto, com a
quantidade de tomadas julgada adequada.

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Para demais cômodos prever ao menos uma tomada.

A potência a ser atribuída a cada ponto de tomada é função dos equipamentos que ele poderá vir a alimentar e não
deve ser inferior aos seguintes valores mínimos:

a) em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, no mínimo 600
VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, considerando-se cada um desses
ambientes separadamente. Quando o total de tomadas no conjunto desses ambientes for superior a seis pontos,
admite-se que o critério de atribuição de potências seja de no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até dois pontos, e
100 VA por ponto para os excedentes, sempre considerando cada um dos ambientes separadamente;

b) nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada.

-Tomadas de uso especifico (TUE’s)

Estas tomadas devem ser instaladas a no máximo 1,5m do local previsto para o equipamento, e sua carga deve ser
igual a potência nominal do equipamento. Caso não seja possível identificar a que equipamento será destinado à
tomada, ela deve ser dimensionada com a potência do equipamento mais potente com possibilidade de ser ligado, ou
a potência nominal da tomada e da tensão do respectivo circuito.

-Quadro de Distribuição

O quadro de distribuição deve estar em locais de fácil acesso, o que significa que deve-se evitar locais que não possam
ser fechados, ou trancados. Sempre dando preferência onde houver maior concentração de cargas de potência elevada,
e próxima ao medidor. Lembrando que sempre deve ser feita a escolha do local baseado na economia do circuito de
distribuição, já que são os mais grossos e, portanto os mais caros.
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- Quadro de Medição e Centro de Medição

Para residências individuais a caixa de medição deve situar-se no limite da via pública com o imóvel, podendo ser
instalada em poste particular, mureta, muro ou embutida na parede frontal, com o visor voltado para a rua.

Para edificações com múltiplas unidades consumidoras, o centro de medição deve ser instalado em parede, muro,
mureta ou sala de medição. Sendo que o centro de medição deve situar-se no pavimento térreo ou em pavimento
imediatamente superior ou inferior.

- Colocação de eletrodutos no ramal de distribuição e nos circuitos terminais

A escolha dos caminhos para os eletrodutos deve ser feita considerando a economia, e a facilidade para instalação
dos mesmos, sempre evitando cruzamento de tubulações (levando em conta os projetos hidro-sanitarios, etc.).
“Seus trechos quando retilíneos não podem ultrapassar os 15 m em áreas internas e 30 m em áreas externas, sem
a interposição de caixas ou equipamentos, e para curvas de até 90” reduzidos para 3m (caso isto não seja possível,
utilizar diâmetro do eletroduto imediatamente superior ao que seria utilizado). Entre duas caixas, entre extremidade e
caixa, no máximo três curvas de 90 (ou somatório de 270). Lembrando que deve haver no máximo quatro eletrodutos
por caixa de passagem.

O ramal de distribuição pode ser aéreo, embutido em parede ou subterrâneo. Normalmente são utilizados eletrodutos
no piso entre o quadro de medição ao quadro de distribuição.

Os eletrodutos dos circuitos terminais, devem ser traçados do Quadro de Distribuição até os pontos de iluminação,
e a partir dos pontos de luz até os interruptores e tomadas. Evitando, quando possível, que as caixas embutidas no
teto (octogonais), estejam interligadas a mais de seis eletrodutos, e que as caixas retangulares embutidas na parede,
estejam interligadas a mais de quatro eletrodutos. Evitar que passem mais de cinco circuitos pelo eletroduto, para
minimizar o diâmetro e consequentemente os impactos a estrutura.

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CAPÍTULO 02

DIVISÃO DE CIRCUITOS TERMINAIS


Para a divisão dos circuitos terminais deve-se seguir algumas regras:

a) devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada.

b) Tomadas que alimentam equipamento com corrente nominal superior a 10 A deve constituir um circuito independente.

c) Os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos devem ser
atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais.

Observação: Em locais de habitação, admite-se, iluminação e tomadas por circuito comum, desde que as seguintes
condições sejam simultaneamente atendidas:

a) a corrente de projeto (IB) do circuito comum (iluminação mais tomadas) não deve ser superior a 16 A;

b) os pontos de iluminação não sejam alimentados, em sua totalidade, por um só circuito, caso esse circuito seja
comum (iluminação mais tomadas); e

c) os pontos de tomadas (que não sejam os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço,
lavanderias e locais análogos), não sejam alimentados, em sua totalidade, por um só circuito, caso esse circuito seja
comum (iluminação mais tomadas).

REPRESENTAÇÃO DA PASSAGEM DOS CABOS

A escolha dos caminhos para os cabos deve ser feita considerando a economia, e a facilidade para instalação dos
mesmos. Lembrando que existe a possibilidade de economia dos cabos de aterramento, utilizando apenas um cabo
de aterramento, comum a dois ou mais circuitos, desde que esteja instalado no mesmo conduto que os respectivos
condutores de fase, e que sua seção seja igual ao cabo de maior seção daquele eletroduto.

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CAPÍTULO 03

DIMENSIONAMENTO DE CABOS E ELETRODUTOS E PROTEÇÃO DOS CIRCUITOS TERMINAIS

Condutores e Eletrodutos, e seu Dimensionamento

É através dos condutores elétricos que a corrente elétrica circula, dissipando uma quantidade de calor (efeito Joule).
Esse efeito, apesar de não poder ser evitado, pode ser minimizado através da escolha correta do tipo e bitola do
condutor. Fabricados com materiais condutores, entre os quais os mais utilizados são o cobre e o alumínio. Cada um
desses materiais apresentam vantagens e desvantagens em sua utilização. Atualmente o condutor de cobre é o mais
utilizado nas instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais, e o condutor de alumínio é mais empregado
em linhas de transmissão pôr ser mais leves, gerando maior economia estrutural. Como já foi explanado, quando o
condutor é constituído de apenas um fio é denominado de fio rígido, quando é constituído de vários fios, chama-se
cabo e é bem mais flexível do que um fio de mesma seção, facilitando a instalação. A NBR5410/04 determinou que os
fios e cabos:

• usem nova escala de seções padronizadas em mm2 e


• empreguem materiais isolantes com nova temperatura-limite, aumentando de 60 ºC para 70 ºC.

Materiais isolantes com resistência maior a temperatura permitem o aumento da densidade de corrente (ampères
por mm2).

Isolação

Para a proteção do condutor contra choques mecânicos, umidade e elementos corrosivos, é utilizada uma capa de
material isolante denominada isolação, que tem como principal propriedade a separação entre os diversos condutores.
A camada isolante deve suportar a diferença de potencial entre os condutores e terra e à temperaturas elevadas. Alguns
condutores possuem duas camadas de materiais diferentes, nesse caso, a camada interna (isolação) é constituída por
um composto com propriedades de proteção elétricas, e a externa (cobertura) é constituída por um material com
características de proteção mecânicas elevadas.

Abaixo tabela que mostra o limite de condução elétrica pelos condutores com relação ao diâmetro da seção.

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Como já se sabe, os condutores devem estar protegidos contra sobrecargas e curtos circuitos através de disjuntores
adequados que também são dimensionados de acordo com sua capacidade de condução de corrente, especificada
pelo fabricante.

Dimensionar o condutor (fio ou cabo) de um circuito é definir a bitola seção nominal) dos cabos alimentadores do
circuito de forma que seja garantido que a corrente que circular por ele, durante um tempo ilimitado, não provocará
superaquecimento.

Seção Mínima dos Condutores

A NBR 5410/04 estabelece as seções mínimas dos condutores de um circuito em função do uso e determina a unidade
da seção em mm2. Para circuitos de iluminação, a seção mínima de um condutor de cobre é de 1,5mm2 e para circuitos
de tomadas (TUE E TUG) a seção mínima de um condutor de cobre é de 2,5 mm2. Também especifica a seção mínima
dos condutores neutro e de aterramento para circuitos monofásicos e bifásicos.

Para o dimensionamento dos condutores, a NBR 5410/04 estabelece dois métodos:

• Dimensionamento pelo critério da máxima condução de corrente;


• Dimensionamento pelo critério da queda de tensão admissível nos condutores.
• Critério da máxima condução de corrente é o método mais utilizado em projetos elétricos prediais e residenciais.
• Segundo esse método deve-se :
- Calcular a corrente elétrica de cada circuito (corrente de projeto);
- Determinar o fator de agrupamento de cada circuito;
- Calcular a corrente corrigida de cada circuito;
- Determinar o condutor em função da máxima capacidade de condução de corrente.

Cálculo da Corrente no Circuito

- Circuito Monofásico (Fase e 1 Neutro)

IB: Corrente de Projeto do circuito, em ampères (A)

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Pn: Potência nominal do circutio, em Watts;


v: Tensão entre fase e neutro, em Volts;
Cosφ: Fator de Potência
η : Rendimento, isto é, a relação entre a Potência de saída Ps (η =Ps/Pe) e a Potência de entrada Pe de um equipamento.

- Circuitos Bifásicos (2 Fases e 1 Neutro)

V: Tensão entre fases, em Volts;

- Circuitos Trifásicos (3 Fases e 1 Neutro)

- Circuitos Trifásicos Balanceados (3 Fases)

Condutores Carregados conforme o Tipo de Circuito

Número de Condutores Carregados

Cálculo da Corrente de Projeto

Como já foi citada a corrente de projeto (IB) é obtida dividindo-se a potência do circuito (em VA ou W) pela Tensão do
circuito (em V) IB = P/V

Por exemplo: uma máquina de lavar com Potência de 1200 w alimentado por uma tensão de 127V:

Para um chuveiro de 5400W com

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Fator de Correção de Agrupamento (FCA)

A corrente de projeto indica a corrente elétrica que será transportada pelo condutor até o equipamento que está
sendo alimentado pelo sistema elétrico. Essa corrente elétrica que passa pelo condutor localizado dentro do eletroduto
provoca um aquecimento. Esse aquecimento é dissipado dentro do eletroduto e quanto maior for a quantidade
de circuitos dentro do eletroduto, menor será a capacidade desse eletroduto de dissipar esse calor, o que causa o
superaquecimento do circuito. Pôr causa desse aquecimento, os condutores ficam com sua capacidade de condução de
corrente prejudicada. Para solucionar este problema, a NBR 5410/04 estabelece que seja feita a correção da corrente
elétrica em função do número de circuitos agrupados no interior de cada eletroduto. Essa correção é feita utilizando-se
um fator de agrupamento de condutores. O fator de correção de agrupamento é um valor numérico estabelecido em
função do agrupamento de circuitos no pior trecho do projeto. Veja tabela a seguir:
Fator de Correção de Agrupamento.

Para efetuar o cálculo, escolha um circuito, diga todo o caminho de ligação desse circuito para identificar em qual
trecho há um maior agrupamento de circuitos. Depois contar quantos circuitos se acumulam no trecho de maior
densidade e consultar na tabela acima o fator de agrupamento que deverá ser utilizado.

Fator de Correção de Temperatura (FCT)

As características dos condutores são obtidas em certa temperatura pelos fabricantes, por isto caso o ambiente em
que ele será instalado operar com uma temperatura diferente ao do ensaio, deve-se aplicar um fator de correção de
temperatura (FCT). A tabela 14 é aplicável a temperaturas ambientes diferentes de 30oC para condutores embutidos
na parede e de 20oC (temperatura do solo) para condutores enterrados.
Fator de Correção de Temperatura.

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Cálculo da Corrente de Projeto Corrigida

A corrente corrigida de um circuito é o valor da corrente de projeto dividido pelo fator de agrupamento.

Então, o valor da corrente de projeto corrigida (IBC) de um circuito é igual a:

Onde, IBC é a corrente de projeto corrigida; IB é a corrente de projeto e FCA é o fator de Correção de agrupamento e
FCT é o fator de Temperatura.

Exemplo: Numa residência, o circuito 2 alimenta o circuito de alimentação da área social com 800VA de potência
elétrica. Ao acompanharmos o caminho que o circuito faz na instalação, notamos que num dado trecho, onde se
encontra a maior concentração, este circuito do projeto elétrico está instalado junto com dois outros circuitos no
mesmo eletroduto. Temos que, a corrente corrigida deste circuito será de: Lembre-se primeiro de calcular a corrente
de projeto (IB), considere a temperatura do local da instalação de 30 oC, assim FCT=1

Observando a tabela anterior, vemos que o fator de Correção de agrupamento (FCA) para um circuito que encontra
com outros dois é de FCA = 0,70.

Pela fórmula de correção de corrente de projeto, tem-se:

Capacidade de Condução de Corrente dos Condutores

Para o correto dimensionamento dos condutores que serão utilizados na instalação, não basta conhecer a corrente
corrigida do projeto por circuito. É necessário conhecer qual é a maior corrente elétrica que o condutor suporta, sem
que haja um sobreaquecimento capaz de danificar a sua isolação. A NBR 5410/04, estabelece os valores de corrente
para os condutores em função do modo como serão instalados. Na tabela a seguir, os valores nominais de capacidade
de condução de corrente, para condutores isolados, são fornecidos para os instalados no interior de eletrodutos
plásticos, os embutidos em alvenaria ou para eletrodutos metálicos aparentes

Método de Instalação dos Condutores

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Seção pela Capacidade de Condução de Corrente dos Condutores

Demanda Instalada Total

Critério do Limite da Queda de Tensão

A queda de tensão provocada pela passagem de corrente elétrica nos condutores dos circuitos de uma instalação
deve estar dentro de determinados limites máximos, a fim de não prejudicar o funcionamento dos equipamentos de
utilização ligados aos circuitos terminais.

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Os efeitos de uma queda de tensão acentuada nos circuitos alimentadores e terminais de uma instalação levarão os
equipamentos a receber em seus terminais, uma tensão inferior aos valores nominais. Isto é prejudicial ao desempenho
dos equipamentos, que além de não funcionarem satisfatoriamente (redução de iluminância em circuitos de iluminação,
redução de torque ou impossibilidade de partida de motores, etc) poderão ter a sua vida útil reduzida.

Limite de Quedas de Tensão

Em qualquer ponto de utilização da instalação, a queda de tensão verificada não deve ser superior aos seguintes
valores, dados em relação ao valor da tensão nominal da instalação:

a) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT, no caso de transformador de propriedade
da(s) unidade(s) consumidora(s);

b) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT da empresa distribuidora de
eletricidade, quando o ponto de entrega for aí localizado;

c) 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos de ponto de entrega com fornecimento em tensão
secundária de distribuição;

d) 7%, calculados a partir dos terminais de saída do gerador, no caso de grupo gerador próprio.

Limites de Queda de Tensão – NBR-5410.

Roteiro para Dimensionamento pela Queda de Tensão Passo 1: Dados Necessários


• Maneira de Instalar do Circuito;
• Material do Eletroduto (Magnético ou não Magnético);
• Tipo do Circuito (Monofásico, ou Trifásico);
• Corrente de Projeto, IB, em Ampères;
• Fator de Potência Média, Cosφ do circuito;
• Comprimento, l do Circuito em Km;

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• Tipo de isolação do condutor;


• Tensão, V, do circuito em Volts;
• Queda de Tensão, e(%), admissível.

Passo 2: Cálculo da queda de Tesnsão Unitária


A queda de Tensão Unitária, ΔVunit, em Volts/Ampère.Km, do circuito, é calculada pela expressão:

Passo 3: Escolha do Condutor


Com o valor de ΔVunit calculado, entramos em uma das tabelas de queda de tensão para condutores que apresente
as condições de instalação indicadas no item “a”, e nesta encontramos o valor cuja queda de tensão seja igual ou
imediatamente inferior à calculada, encontrando daí a bitola nominal do condutor correspondente.

OBS: O processo de cálculo indicado acima é usado para circuitos de distribuição e para circuitos terminais que servem
a uma única carga, sendo “I” o comprimento do circuito, desde a origem até a carga (ou ao quadro de distribuição).

Em circuitos com várias cargas distribuídas, teremos que calcular a queda de tensão trecho a trecho, ou aplicar o
Método Simplificado Watts x metros, conforme veremos adiante.

IMPORTANTE: a chamada “queda de tensão unitária”, dada em V/A.Km é tabelada pelos fabricantes de cabos para
diversos tipos de circuitos e diversos valores do fator de potência.

Seção pela Queda de Tensão em V/A.km

Passo 4: Cálculo da queda de Tensão pelo Método do Watts x metro


Podemos utilizar um método simplificado para calcular a queda de tensão em circuitos com pequenas cargas. Este
método pode ser aplicado a circuitos terminais de instalações de casa e apartamentos, nos quais temos diversas cargas

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(lâmpadas e tomadas) distribuídas ao logo dos mesmos.

Este método considera apenas a resistência ôhmica dos condutores, não considerando a reatância indutiva, que também
influi na queda de tensão. Também parte do princípio de que a corrente elétrica distribui-se de forma homogênea pelo
condutor, o que não ocorre na realidade, devido ao efeito pelicular, criado pelo campo magnético gerado pela própria
corrente elétrica que passa pelo condutor. Para condutores com diâmetros relativamente pequenos, a reatância
indutiva e o efeito pelicular têm influência limitada e este método produz uma aproximação aceitável.

Fundamento do Método:
• A queda de tensão percentual pode ser expressa por:

Seção pela somatória de (P(W) x L(m)) com a Tensão de Rede 110 volts

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Seção pela somatória de (P(W) x L(m)) com a Tensão de Rede 220 volts

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CAPÍTULO 04

Dimensionamento de Eletrodutos
Para dimensionar corretamente os eletrodutos de uma instalação elétrica, é preciso determinara a taxa de ocupação
do eletroduto, isto é o percentual máximo de área do eletroduto que pode ser ocupada pelos condutores. A taxa de
ocupação varia entre 40% e 53%, e é determinada em função da quantidade de condutores que serão instalados.
Quando são instalados 3 ou mais condutores no interior do eletroduto, a taxa utilizada é de 40%, portanto, essa é a
taxa mais utilizada.

Dimensionamento de Eletroduto com a ajuda de uma Tabela

Para facilitar o dimensionamento, utiliza-se uma tabela, que a partir do número de condutores e a seção do maior
condutor de cada trecho, fornece o tamanho nominal do eletroduto. Veja a seguir:

Diâmetro do Eletroduto pelo Número de Condutores Internos

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Diâmetro do Eletroduto pelo Número de Condutores Internos

Exemplo:
Qual o diâmetro do eletroduto que tem que comportar condutores fase e neutro de 1,5 mm2 e duas fases e um terra
de 4mm2. Neste trecho de eletroduto passam cinco condutores e a seção do maior condutor é 4mm2.
Consultando a a tabela vemos que o eletroduto indicado é de 20mm.

Dimensionamento de Eletroduto Calculando-se a Seção dos Condutores

Uma outra formas de dimensionamento dos eletrodutos segue o seguinte roteiro:


a) determinar a seção dos condutores que irão passar no interior do eletroduto;

b) determinar a seção total de cada condutor (considerando a camada de isolação) na tabela A;

c) efetuar a somatória das seções totais, obtida no item anterior;

d) com o valor da somatória, determinar na tabela B ou C (na coluna 40% da área) o valor imediatamente superior ao
valor da somatória e o respectivo diâmetro do eletroduto a ser utilizado;

e) em uma instalação elétrica, o eletroduto deve ter um diâmetro mínimo de 20mm, estes eletrodutos não são cotados
na planta.
Diâmetro de Fios e Cabos (A), Diâmetro do Eletroduto de PVC (B) e Diâmetro do Eletroduto de Aço Galvanizado (C)

Onde:
S é a seção total dos condutores no Eletroduto;
D é o diâmetro do maior condutor do circuito;
N o Número de condutores do circuito;
n é a quantidade de circuitos.
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CAPÍTULO 05

Dispositivos de Proteção
Apesar do dimensionamento ter sido feito utilizando os disjuntores DTM (termomagnético), faz-se necessário explanar
um pouco mais sobre os tipos de dispositivos de proteção dos circuitos elétricos
existentes:

•interruptores de corrente de fuga;


• disjuntores;

Dispositivo Diferencial Residual (DR)

A partir de dez/1997, é obrigatório, em todas as instalações elétricas de baixa tensão no Brasil, o uso do chamado
dispositivo DR (diferencial residual) nos circuitos elétricos que atendam aos seguintes locais: banheiros, cozinhas,
copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço e áreas externas.

Esse dispositivo protege contra choques elétricos e incêndios, desligando o circuito elétrico caso ocorra uma fuga de
corrente que poderia colocar em risco a vida de pessoas e animais domésticos e a própria instalação elétrica, portanto
é um interruptor de corrente de fuga.

O interruptor de corrente de fuga é constituído por um transformador de corrente, um disparador e um mecanismo


liga-desliga, e é acionado pela comparação da corrente de entrada com a de saída, chamada de “corrente diferencial
Residual “ (IDR).

A situação ideal é a de que IDR = 0, no entanto na realidade IDR _ 0 (correntes naturais de fuga) Atuação: IDR = IDn
(corrente diferencial residual nominal de atuação).

Tipos de disjuntores ou interruptores DR:


• alta sensibilidade: < 30mA
• baixa sensibilidade: > 30mA
• 500mA – só protegem contra risco de incêndio, não oferecendo proteção contra riscos pessoais.

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Deve-se ligar de modo que todos os condutores do circuito, inclusive o neutro, passem pelo interruptor DR, só assim é
possível comparar as correntes de entrada e de saída e desligar a alimentação do circuito em caso de fuga de corrente.
O uso do disjuntor DR não substitui o uso das proteções contra sobrecorrentes (DISJUNTORES) e nem libera a instalação
de necessidade de aterramento.

Principais Aplicações

• falha em aparelhos elétricos (eletrodomésticos);


• falha na isolação de condutores;
• circuitos de tomadas em geral;
• laboratórios, oficinas, áreas externas;
• proteção contra riscos de incêndios de origem elétrica;
• canteiros de obra.

Disjuntores

Disjuntores são dispositivos de manobra e proteção com capacidade de ligação e interrupção de corrente quando
surgem no circuito condições anormais de trabalho, como curto-circuito ou sobrecarga.

O disjuntor é composto das seguintes partes:

• caixa moldada feita de material


• isolante na qual são montados os componentes;
• alavanca (interruptor) por meio da qual se liga ou desliga manualmente o disjuntor;
• mecanismo de disparo que desliga automaticamente o disjuntor em caso de anormalidade no circuito;
• relê bimetálico que aciona o mecanismo de disparo quando há sobrecarga de longa duração;
• relê eletromagnético que aciona o mecanismo de disparo quando há um curto-circuito.

O disjuntor funciona como um interruptor. Como o relê bimetálico e o relê eletromagnético são ligados em série dentro
do disjuntor, ao ser acionada a alavanca ligadesliga, fecha-se o circuito que é travado pelo mecanismo de disparo e a
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corrente circula pelos dois relês. (ligado). Havendo uma sobrecarga de longa duração no circuito, o relê bimetálico atua
sobre o mecanismo de disparo abrindo o circuito.

Da mesma forma, se houver um curto-circuito, o relê eletromagnético é que atua sobre o mecanismo de disparo
abrindo o circuito instantaneamente (desligado).

Quando ocorrer o desarme do disjuntor, basta acionar a alavanca de acionamento para que o dispositivo volte a operar,
não sendo necessária sua substituição como ocorre com os fusíveis, no entanto, convém corrigir o problema que
causou a queda do disjuntor, se não o mesmo voltará a desligar. Os disjuntores podem ser unipolar, bipolar e tripolar.

Seção dos mínimas dos materiais do SPDA (Tabela 3 da NBR 5419:2001)

Dispositivo de Proteção contra Surtos - DPS

A NBR 5410:2004, item 6.3.5, estabelece as prescrições para o uso e localização dos DPS. É um dispositivo de proteção
conta sobretensões transitórias (surtos de tensão) “anulando as descargas indiretas na rede elétrica causados por
descargas atmosféricas”.

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DPS UNIC DPS MTM

Vários tipos de DPS


A finalidade da utilização dos DPS visa, sobretudo a segurança e à saúde das pessoas.

Seleção dos DPS

Os DPS devem atender à IEC 61643-1 e ser selecionados com base no mínimo nas seguintes características:
• Nível de proteção;
• Máxima tensão de operação contínua;
• Suportabilidade a sobretensões temporárias;
• Corrente nominal de descarga e/ou corrente de impulso;
• Suportabilidade à corrente de curto-circuito.
Os componentes da instalação devem ser selecionados de modo que o valor nominal de sua tensão de impulso
suportável não seja inferior àqueles indicados na tabela abaixo.

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Exemplo de utilização da tabela 14.4, que trata da suportabilidade de impulsos.

Exemplo de DPS e Utilização

1. DPS 20 kA: recomendado como proteção única ou primária em instalações situadas


em zonas de exposição a raios classificadas como AQ1 (desprezível). Deve ser
instalado no circuito elétrico no qual o equipamento está conectado.
2. DPS 30 kA: recomendado como proteção única ou primária em redes de distribuição
de baixa tensão situadas em áreas urbanas e densamente edificadas, expostas a
raios classificadas como indiretas (AQ2). Deve ser instalado junto com o quadro de
distribuição central de rede elétrica.
3. DPS 45 kA: recomendado como proteção única ou primária em redes de
distribuição de baixa tensão situadas em áreas rurais ou urbanas com poucas
edificações, em zonas expostas a raios classificadas como diretas (AQ3) e com
históricos freqüentes de sobretensão. Deve ser instalado junto com o quadro de
distribuição central de rede elétrica.
4. DPS 90 kA: recomendado como proteção única ou primária em redes de distribuição de baixa tensão situadas em
áreas rurais ou urbanas com poucas edificações, em zonas expostas a raios classificadas como diretas (AQ3) e com
histórico de freqüência elevada de sobretensões. Deve ser instalado junto com o quadro de distribuição central de
rede elétrica.

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Instalação dos DPS

A NBR 5410:2004, item 6.5.3.2.2, determina que: “na utilização dos DPS instalados junto com o ponto de entrada da
linha elétrica na edificação ou no quadro de distribuição principal, o mais próximo possível do ponto de entrada, eles
serão dispostos no mínimo como mostra a figura 14.13.

Notas: a) A ligação ao BEP ou à barra PE depende de onde os DPS serão instalados e de como o BEP é instalado, na
prática. Assim, a ligação será no BEP quando:
o BEP se situar a montante (antes} do quadro de distribuição principal (com o BEP localizado, como deve ser, nas
proximidades imediatas do ponto de entrada da linha na edificação) e os DPS forem instalados então junto com o
BEP, e não no quadro; ou
os DPS forem instalados no quadro de distribuição principal da edificação e a barra PE do quadro acumular a função
de BEP.
Por esse fato, a ligação será na barra PE, propriamente dita, quando os DPS forem isntalados no quadro de distribuição
e a barra PE do quadro não acumular a função de BEP.

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b) A hipótese configura um esquema que entra 1N-C e que prossegue instalação adentro 1N-C, ou que entra 1N-C e
em seguida passa a TN-S (como requer a regra geral na nota 2 da figura 13.13). O neutro de entrada, necessariamente
PEN, deve ser aterrado no BEP, direta ou indiretamente (ver figura 13.13). A passagem do esquema 1N-C a 1N-S, com
separação do condutor PENde chegada em condutor neutro e condutor PE, seria no quadro de distribuição principal
(globalmente, o esquema é 1N-C-S).
c) É possível para essa configuração três possibilidades de aterramento: TI (com neutro), IT com neutro e linha que
entra na edificação já em esquema TN-S.

A figura mostra alguns detalhes com relação ao item b) da nota da figura

Esquema de aterramento TN-S:


O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao longo de toda a instalação após a origem.

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Esquema de aterramento TI:


Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado, estando os equipamentos da instalação ligados a eletrodos
de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento da alimentação.

Esquema de aterramento TN-C: As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas


em um único condutor ao longo de toda a instalação

Esquema de aterramento TN-C-S: As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único
condutor em uma parte da instalação.
Nota: Numa instalação se existir um quadro secundário, distante mais de dez metros do QDP (Quadro de Distribuição
Principal), recomenda-se que nele também seja instalado um DPS, o qual deve ser colocado o mais próximo possível
dos equipamentos sob a sua proteção

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CAPÍTULO 06

CÁLCULO DE DEMANDA, DA BITOLA DOS CABOS E DA ENTRADA DE SERVIÇO


(FORNECIMENTO INDIVIDUAL)
ANEXO II. MEMORIAL TÉCNICO

Memorial Técnico - Cálculo da Demanda de Unidades do Grupo B

§ 1 Para simplificação dos cálculos deve ser considerado fator de potência unitário no cálculo da demanda dos
eletrodomésticos.

§ 2 A demanda das Edificações individuais deve ser calculada pelo método da Carga Instalada, utilizando-se a seguinte
fórmula:
De = a + b + c + d + e + f + g

§ 3 A parcela “a” representa a soma das demandas referentes à iluminação e tomadas de uso geral, calculadas com
base no Quadro 1 abaixo:

Quadro 1 - Fator de Demanda para Iluminação e Tomadas de Uso Geral

§ 4- A segunda parcela b=b1+b2+b3+b4+b5+b6 representa a soma das demandas dos aparelhos eletrodomésticos e
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de aquecimento, calculadas utilizando os Quadros 2 e 3 seguintes, cujos fatores de demanda (fd) devem ser aplicados
separadamente por grupos homogêneos de equipamentos, onde:

b1- Chuveiros e torneiras elétricas com potência superior a 1 kW, conforme Quadro 3; b2- Aquecedores de água com
potência superior a 1 kW, conforme Quadro 2;

b3- Fornos, fogões e fritadeiras elétricas com potência superior a 1 kW, conforme Quadro 3; b4- Máquinas de lavar/
secar e ferro elétrico com potência superior a 1 kW, conforme Quadro 2; b5- Aparelhos não referidos acima com
potência superior a 1 kW, conforme Quadro 2;

b6- Aparelhos com potência até 1 kW, conforme Quadro 2 .

Quadro 2 - Fatores de Demanda para Eletrodomésticos em Geral

Quadro 3 - Fatores de Demanda para Chuveiros, Torneiras, Fornos, Fogões e Fritadeiras Elétricas

Nota: Para utilizar o quadro 3 deve-se agrupar as cargas com potência até 3,5 kW e acima separadamente e aplicar o
fator de demanda correspondente de acordo com o número de aparelhos por grupo.

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§ 5 - A terceira parcela “c” representa a demanda dos aparelhos de ar condicionado calculada aplicando-se os fatores
de demanda do Quadro 4, seguinte:

Quadro 4 - Fator de Demanda para Aparelhos de Ar Condicinado

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Nota: Aplicar o fator de demanda conforme o total de equipamentos previstos para a instalação.

§ 6 - A parcela “d” representa a demanda dos motores monofásicos e trifásicos calculada utilizando-se os valores dos
Quadros 5 e 6 seguintes:

Quadro 5 - Demanda Individual de Motores Monofásicos

Notas:

1 - O fator de potência (cos ҩ) e o rendimento (η) são valores médios, referidos a 3600 rpm.
2 - Para obter a corrente nominal em 127 V, deve-se multiplicar os valores encontrados por raiz de três (√3).

Notas:

1 - Fator de potência e rendimento são valores médios, referidos a 3600 rpm;


2 - Para cálculo da demanda os motores devem ser agrupados em 3 (três) classes:

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3 - Aplica-se a Tabela para os dois primeiros grupos separadamente e somam-se as parcelas;


4 - Calcula a demanda dos grandes motores de modo semelhante às máquinas de solda a transformador e acrescenta-
se as demandas dos grandes motores ao subtotal já calculado.

§ 7 - A parcela “e” representa a demanda das máquinas de solda a transformador, calculada conforme seguinte critério:

• 100% da potência do maior aparelho;


• 70% da potência do segundo maior aparelho;
• 40% da potência do terceiro maior aparelho;
• 30% da potência dos demais aparelhos.

§ 8 - A parcela “f” representa a demanda dos aparelhos de raios X, calculada da seguinte forma:

• 100% da potência do maior aparelho;


• 10% da potência do segundo maior aparelho.

§ 9 - A parcela “g” representa a demanda para bombas e banheiras de hidromassagem, que deve ser calculada
utilizando-se os fatores de demanda do Quadro 7, seguinte:

Quadro 7 - Fator de Demanda para Bombas e Banheiras de Hidromassagem

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§ 10 - A demanda calculada nos moldes acima fornece o valor máximo provável para a edificação e a partir deste valor
deve ser dimensionada a instalação elétrica da edificação.

§ 11 - Para a simplificação do cálculo de demanda das bombas, caso o fator de potência (cos ҩ) e o rendimento (ƞ) não
sejam conhecidos, utilizar os valores correspondentes à coluna “M1” dos Quadros 5 e 6.

§ 12 - Para servir de subsídios à análise de projetos, informamos abaixo alguns valores elétricos médios para motores
em princípio atendíveis por transformador exclusivo.

Quadro 8 - Demanda de Motores Não Atendíveis em Baixa Tensão

Tabela – Dados Elétricos da Entrada de Serviço – Unidades Consumidoras Ligadas ao Sistema 220/127V –
Responsabilidade da Concessionária

Tabela – Dados Elétricos da Entrada de Serviço – Unidades Consumidoras Ligadas ao Sistema 220/127V –
Responsabilidade do Consumidor
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A ligação bifásica (0-15 kW) só deve ser liberada para o nível de tensão 127/220V.
Ligações bifásicas na faixa de 0 a 10 kW serão liberadas mediante o pagamento da diferença de medição conforme
4.10.5.

Tabela – Dados Elétricos da Entrada de Serviço – Unidades Consumidoras Ligadas ao Sistema 380/220V –
Responsabilidade da Concessionária

Tabela – Dados Elétricos da Entrada de Serviço – Unidades Consumidoras Ligadas ao Sistema 380/220V –
Responsabilidade do Consumidor

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Notas referentes às tabelas 4.1, 4.2, 5.1 e 5.2:

1 - A potência do motor é fator determinante de faixa de ligação;


2 - Não é permitido o uso de disjuntor monopolar conjugado em ligações bifásicas ou trifásicas;
3-Condutor do ramal de distribuição deve ter classe de encordoamento 2 ou 5 com terminais adequados; 4 - O
diâmetro do eletroduto é o mínimo recomendado para a faixa de carga instalada ou demanda;
5 - Para condutores de seção superior a #10mm² é obrigatório o uso de cabos, conforme NBR 10676;
6- Na tabela foram considerados para ramal de ligação subterrâneos condutores unipolares, isolação EPR 90ºC; 7 - Na
tabela foram considerados para ramal de distribuição condutores unipolares, isolação PVC 70ºC.
8 - O condutor do ramal de distribuição subterrâneo deve ter camada isolante com proteção mecânica adicional e
isolação mínima para 0,6/1 kV;
9 - Condutores do ramal de distribuição subterrâneo com isolação EPR 90ºC que derivam do ramal de ligação
subterrâneo devem ter a mesma seção deste.

CÁLCULO DE DEMANDA, DA BITOLA DOS CABOS E DA ENTRADA DE SERVIÇO


(FORNECIMENTO COLETIVO)
ANEXO I. MEMORIAL TÉCNICO

Memorial Técnico - Cálculo da Demanda de Unidades do Grupo B

• Demanda da Edificação

A demanda total estimada para a edificação e considerada para o dimensionamento da entrada de serviço e câmara de
transformação deve ser calculada com base na fórmula seguinte:

Df = (Dr • Fr) + Ds + Dc

Onde:

• Df = demanda total da edificação;


• Dr = demanda total dos apartamentos residenciais, calculada pelo método da área útil;
• Fr = fator de segurança, estabelecido conforme a tabela abaixo;
• Ds = demanda do condomínio, calculada pelo método da carga instalada;
• Dc = demanda das cargas comerciais, calculada pelo método da carga instalada.

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O fator de segurança (Fr) é função da demanda residencial calculada (Dr) e deve ser obtido a partir da tabela abaixo.
Quando o fator utilizado for maior que o valor recomendado no Quadro 1 deve ser apresentada uma justificativa.

Quadro 1 - Fator de Segurança Recomendado (Fr)

A demanda para a área residencial (Dr) deve ser calculada pelo critério da área útil, conforme as seguintes instruções:

a) Calcula-se a área útil do apartamento com base na planta do pavimento;


b) Determina-se a demanda por apartamento com base na área útil e no Quadro 2.

Quadro 2 - Demanda do Apartamento em Função da Área Útil

c) Determina-se o fator de coincidência em função do número de apartamentos residenciais da edificação, com


base no Quadro 3, representando a seguir:

Quadro 3 - Fator de Coincidência em Função do Número de Apartamentos

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d) Multiplica-se a demanda do apartamento obtida em função da área, pelo número de apartamentos da


edificação e pelo fator de coincidência do Quadro 3, acima.

e) Se a demanda da área residencial calculada da forma acima não superar 26 kVA, recalcula a demanda pelo
método da potência instalada e considera o menor valor entre o método da potência instalada e o valor de 26 kVA
como a prevista para a carga.

– A demanda da área de serviço (Ds) deve ser calculada pelo critério da potência instalada.

– A potência instalada deve ser calculada com base na potência nominal média dos equipamentos, conforme
padronizado pela Distribuidora através da Tabela 3 do Anexo II. Em casos de cargas especiais, podem ser aceitas as
potências declaradas em projeto pelo projetista.

– A potência em kVA deve ser calculada com base nos fatores de potência específico dos eletrodomésticos ou da
seguinte forma:

§ 1 - Para simplificação dos cálculos deve ser considerado fator de potência de 0,92 no cálculo da demanda dos
eletrodomésticos, salvo aqueles notadamente resistivos. Nestes casos utilizar o fator de potência unitário.

§ 2 A demanda das edificações individuais deve ser calculada pelo método da carga instalada, utilizando-se a seguinte
fórmula:

De = a + b + c + d + e + f + g

§ 3 A parcela “a” representa a soma das demandas referentes à iluminação e tomadas de uso geral, calculadas com
base no Quadro 4 abaixo:

Quadro 4 - Fator de Demanda para Iluminação e Tomadas de Uso Geral

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§ 4- A segunda parcela b=b1+b2+b3+b4+b5+b6 representa a soma das demandas dos aparelhos eletrodomésticos e de
aquecimento, calculadas utilizando os Quadros 5 e 6 representados abaixo, cujos fatores de demanda (fd) devem ser
aplicados separadamente por grupos homogêneos de equipamentos, onde:

b1- Chuveiros e torneiras elétricas com potência superior a 1 kVA, conforme Quadro 6; b2- Aquecedores de água com
potência superior a 1 kVA, conforme Quadro 5;
b3- Fornos, fogões e fritadeiras elétricas com potência superior a 1 kVA, conforme Quadro 6; b4- Máquinas de lavar/
secar e ferro elétrico com potência superior a 1 kVA, conforme Quadro 5; b5- Aparelhos não referidos acima com
potência superior a 1 kVA, conforme Quadro 5;
b6- Aparelhos com potência até 1 kVA, conforme Quadro 5 .

Quadro 5 - Fatores de Demanda para Eletrodomésticos em Geral

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Quadro 6 - Fatores de Demanda para Chuveiros, Torneiras, Fornos, Fogões e Fritadeiras Elétricas

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Nota: Para utilizar o Quadro 6 deve-se agrupar as cargas com potência até 3,5 kVA e acima separadamente e aplicar o
fator de demanda correspondente de acordo com o número de aparelhos por grupo.

§ 5 - A terceira parcela “c” representa a demanda dos aparelhos de ar condicionado calculada aplicando-se os fatores
de demanda do Quadro 7, representado abaixo:

Quadro 7 - Fator de Demanda para Aparelhos de Ar Condicinado

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Nota: Aplicar o fator de demanda conforme o total de equipamentos previstos para a instalação.

§ 6 - A parcela “d” representa a demanda dos motores monofásicos e trifásicos calculada utilizando-se os valores dos
Quadros 8 e 9, representados a seguir:

Quadro 8 - Demanda Individual de Motores Monofásicos

Notas:

1 - O fator de potência (cos ҩ) e o rendimento (η) são valores médios, referidos a 3600 rpm.
2 - Para obter a corrente nominal em 127 V, deve-se multiplicar os valores encontrados por raiz de três (√3).

Quadro 9 - Demanda Individual de Motores Trifásicos

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Notas:

1 - Fator de potência e rendimento são valores médios, referidos a 3600 rpm;


2 - Para cálculo da demanda os motores devem ser agrupados em 3 (três) classes:
3 - Aplica-se a Tabela para os dois primeiros grupos separadamente e somam-se as parcelas;
4 - Calcula a demanda dos grandes motores de modo semelhante às máquinas de solda a transformador e acrescenta-
se as demandas dos grandes motores ao subtotal já calculado.

§ 7 - A parcela “e” representa a demanda das máquinas de solda a transformador, calculada conforme seguinte critério:

• 100% da potência do maior aparelho;


• 70% da potência do segundo maior aparelho;
• 40% da potência do terceiro maior aparelho;
• 30% da potência dos demais aparelhos.

§ 8 - A parcela “f” representa a demanda dos aparelhos de raios X, calculada da seguinte forma:

• 100% da potência do maior aparelho;


• 10% da potência do segundo maior aparelho.

§ 9 - A parcela “g” representa a demanda para bombas e banheiras de hidromassagem, que deve ser calculada
utilizando-se os fatores de demanda do Quadro 10, representado abaixo:

Quadro 10 - Fator de Demanda para Bombas e Banheiras de Hidromassagem

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§ 10 - A demanda calculada nos moldes acima fornece o valor máximo provável para a edificação e a partir deste valor
deve ser dimensionada a instalação elétrica da edificação.

§ 11 - Para a simplificação do cálculo de demanda das bombas, caso o fator de potência (cos ҩ) e o rendimento (ƞ) não
sejam conhecidos, utilizar os valores correspondentes à coluna “M1” dos Quadros 8 e 9.

ANEXO II - TABELAS

Tabela 1 - Dimensionamento da Entrada de Serviço de Edificações de Uso Coletivo - Tensão 220/127 V

Notas:

1 - No dimensionamento acima foi considerado isolamento e cobertura dos cabos em XLPE ou EPR 90 °C, temperatura
ambiente 30ºC;
2 - Os condutores do ramal de entrada da edificação devem ser classe de encordoamento 2 (rígido) ou 5 (flexível),
tensão nominal 0,6/1kV;
3 - A demanda máxima da edificação deve ser calculada por método definido nesta norma;
4 - Em função de características específicas da instalação, tais como modo de instalação dos condutores, distância para
o quadro de distribuição geral, tipo de isolante dos condutores, temperatura ambiente etc., outros valores podem
ser aceitos desde que justificados no projeto;
5 - Permite-se a instalação de disjuntor com regulagem de corrente. Os disjuntores a partir de 250 A, possuem relé de
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sobrecorrente ajustável, na faixa de 0,9 < In <1,2;


6 - As seções dos condutores são as mínimas exigidas. Permite-se uma tolerância, para cada faixa de demanda, de
no máximo uma seção acima da indicada na Tabela 1 e Tabela 2, desde que mantido o disjuntor de proteção
correspondente à faixa;
7 - O ramal de entrada da edificação, quando instalado em condutor classe 2, deve ter suas extremidades conectadas
ao ramal de ligação mediante utilização de conector tipo perfurante ou cunha, dependendo da seção do condutor;
8 - O ramal de entrada da edificação, quando instalado em condutor classe 5, deve ter suas extremidades conectadas
ao ramal de ligação mediante utilização de conector tipo cunha e terminal tipo longo (maciço) de compressão;
analogamente, as extremidades do ramal de entrada conectadas ao lado fonte do disjuntor geral da instalação devem
receber o terminal tipo longo. Estes terminais devem ser aplicados com ferramenta apropriada e recomendada pelo
fabricante.

Tabela 2 - Dimensionamento da Entrada de Serviço Edificações de Uso Coletivo - Tensão 380/220 V

Notas:

1 - No dimensionamento acima foi considerado isolamento e cobertura dos cabos em XLPE ou EPR 90 °C, temperatura
ambiente 30ºC;
2 - Os condutores do ramal de entrada da edificação devem ser classe de encordoamento 2 (rígido) ou 5 (flexível),
tensão nominal 0,6/1kV;
3 - A demanda máxima da edificação deve ser calculada por método definido nesta norma;
4 - Em função de características específicas da instalação, tais como modo de instalação dos condutores, distância para
o quadro de distribuição geral, tipo de isolante dos condutores, temperatura ambiente etc., outros valores podem
ser aceitos desde que justificados no projeto;
5 - Permite-se a instalação de disjuntor com regulagem de corrente. Os disjuntores a partir de 250 A, possuem relé
de sobrecorrente ajustável, na faixa de 0,9<In<1,2;
6 - As seções dos condutores são as mínimas exigidas. Permite-se uma tolerância, para cada faixa de demanda, de
no máximo uma seção acima da indicada na Tabela 1 e Tabela 2, desde que mantido o disjuntor de proteção
correspondente à faixa;
7 - O ramal de entrada da edificação, quando instalado em condutor classe 2, deve ter suas extremidades conectadas
ao ramal de ligação mediante utilização de conector tipo perfurante ou cunha, dependendo da seção do condutor;
8 - O ramal de entrada da edificação, quando instalado em condutor classe 5, deve ter suas extremidades conectadas
ao ramal de ligação mediante utilização de conector tipo cunha e terminal tipo longo (maciço) de compressão;
analogamente, as extremidades do ramal de entrada conectadas ao lado fonte do disjuntor geral da instalação devem
receber o terminal tipo longo. Estes terminais devem ser aplicados com ferramenta apropriada e recomendada pelo
fabricante.

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CAPÍTULO 07

Utilização de Esquemas
É a representação de uma instalação, ou parte dela, por meio de símbolos gráficos. Todo ou qualquer projeto será
desenvolvido através de símbolos, e para isso são utilizados os esquemas unifilar, multifilar e funcional.

Esquema Multifilar

O esquema da Figura representa todo o sistema elétrico, em seus detalhes, com todos os condutores. Nesta
representação cada traço é um fio que será utilizado na ligação dos componentes.

O esquema das figuras a seguir representam exatamente como a instalação da figura acima é executada na prática.

Sempre que for representado um símbolo, ele deve estar instalado em uma caixa de passagem, seja no teto ou na
parede, e os condutores devem passar por dentro dos eletrodutos, os quais partem de um Quadro de Distribuição
(QD). Em um projeto, se a sua representação fosse feita na forma multifilar, cada condutor seria representado por um
traço, saindo do QD e chegando ao seu destino. Como observamos na figura a seguir, seria impossível representar um
projeto na forma multifilar, pois seriam tantos os traços que dificultariam a sua interpretação. Neste caso, para realizar
um projeto com clareza e de maneira simplificada, utilizamos a forma unifilar.

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Esquema Unifilar

Ele representa um sistema elétrico simplificado, que identifica o número de condutores e representa seus trajetos
por um único traço.

Geralmente, representa a posição física dos componentes da instalação , porém não reproduz com clareza o
funcionamento e sequência funcional dos circuitos. Na Figura 5.4, temos um esquema de um circuito elétrico composto
de interruptor simples, tomada, lâmpadas , rede de eletrodutos e fiação , todos representados na forma unifilar.

Esquema Funcional

Apresenta todo sistema elétrico e permite interpretar, com clareza e rapidez, o funcionamento ou sequencia fun­cional
dos circuitos. Não se preocupa com a posição física dos componentes da instalação, pois os caminhos das correntes
são representados por meio de retas, sem cruzamento ou inclinação na vertical ou horizontal. O esquema mostra o
equipamento exatamente como ele é encontrado à venda no mercado, ou como ele é industrialmente fabricado. Esse
tipo de esquema é usado somente para ilustrar, eventualmente, um circuito de forma simplificada.

Esquema de Distribuição

Esse tipo de esquema representa a distribuição dos circuitos e dos dispositivos de proteção (Quadro de Distri­buição).
É o centro da instalação. Recebe os condutores que vêm do QM- Quadro de Medição (ramal alimen­tador) e é de onde
partem as linhas elétricas ou circuitos para atender e proteger os pontos de utilização, confor­me projeto elétrico.

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Recomendação Geral

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Basicamente, um esquema é representado com seus componentes de comando na posição desligada . O esque­ma de
distribuição pode ser multifilar e unifilar, que permite interpretar com extrema rapidez a distribuição dos circuitos e
dispositivos, ou seja, o funcionamento.

Para a execução de uma instalação, dois aspectos são fundamentais para o eletricista:

1. O primeiro é a localização dos elementos na planta, quantos fios passarão em determinado eletroduto e qual o
trajeto da instalação.
2. O segundo é o funcionamento: distribuição dos circuitos e dos dispositivos.

Como não é possível representar ao mesmo tempo esses dois aspectos num único esquema, sem prejud icar a clareza
de interpretação de um deles (posição física ou funcionamento), a instalação é representada por dois esquemas:
esquema unifilar de fiação e de distribuição. Esta é a finalidade de utilização de tipos diferentes de esquemas.

Atenção: De acordo com a NBR 5410:2004, que entrou em vigor no dia 31 de março de 2005, todos os circuitos devem conter
condutor de proteção PE, no entanto a mesma norma diz que o condutor de proteção PE pode ser comum a vários circuitos. O
condutor de proteção-PE significa aterrar todas as partes metálicas que fazem parte da instalação.
Os condutores dos circuitos de iluminação, não especificados, são de seção 1,5mm2, conforme Tabela 47 da NBR
5410:2004.
No esquema unifilar e planta baixa, a potência das lâmpadas será em VA por critério de previsão de cargas de acordo com
a NBR 5410:2004, item 9.5.2. No esquema multifilar será em watt (W), que é a unidade de compra das lâmpadas. Conforme
determinação da norma NBR 5410:2004, supõe-se que sejam utilizadas lâmpadas incandescentes como pontos de luz para
efeito de previsão de cargas. No entanto, utilizaremos nos exemplos lâmpadas fluorescentes compactas com fluxo luminoso e
potências compatíveis à incandescente, tendo em vista que as lâmpadas incandescentes serão substituídas, gradualmente, pelas
fluorescentes compactas ou por outros tipos de lâmpadas mais econômicas. Entretanto , no dimensionamento da iluminação
seguiremos o que determina a norma.
Aterramento em Energia Elétrica
Introdução

O aterramento, muito embora não apresente maiores dificuldades quanto ao seu entendimento e à sua importância
para a segurança e o correto funcionamento de equipamentos e instalações, continua gerando muitas dúvidas e, o que
é extremamente lamentável, continua sendo ignorado por muitos “profissionais” que atuam nessa área.
As razões para tantas dúvidas se referem,
principalmente, ao desconhecimento, em muitos
casos, por ignorância ou pela falta de interesse em
buscar informações técnicas para a correta execução do
sistema de aterramento, e nem tanto à complexidade
do serviço.

A ausência ou falta de aterramento é responsável por


muitos aci­dentes elétricos com vítimas, principalmente
em instalações resi­denciais.

Definições

Aterramento

Tem por finalidade proteger a instalação e seus usuários de uma ligação à terra, onde a corrente elétrica flui sem riscos.
Para manter uma resistência de terra abaixo de 10 ohms (Q) exigida pela NBR 5419:2005, item 5.1.3.3.2, nota 2, é
necessário conhecer o tipo de solo e as opções de aterramento. O “eletrodo de aterramento” é uma infraestrutura e,
portanto, parte integrante da edificação.

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Choque Elétrico

É o efeito fisiológico que resulta da passagem de uma corrente elétrica pelo corpo humano, denominada corrente de
choque.
O choque elétrico deve ser analisado em função de três elementos fundamentais. São eles:

Parte Viva

É um condutor elétrico ou qualquer outro elemento condutor que pode ser energizado em uso normal.
Neste caso, como parte viva, também é considerado o condutor neutro e excluído o condutor PE ou PEN (função
combinada do neutro e proteção). O termo condutor vivo ou condutor carregado é frequentemente utilizado para
designar os condutores fase e o neutro.

Massa ou Massa Condutora Exposta

São os elementos condutores que normalmente não são energizados, mas que numa eventualidade de problemas de
isolação podem tornar-se vivos ou energizados e, assim, provocar um acidente ao serem tocados diretamente, como,
por exemplo, estruturas metálicas de aparelhos eletrodomésticos.

Elemento Condutor Estranho (à Instalação Elétrica)

É qualquer elemento não pertencente à instalação, mas pode nela introduzir um potencial, geralmente o de terra

Equipotencialização

A NBR 5410:2004, item 3.3.1, define a equipotencialização como “procedimento que consiste na interli­ gação de
elementos especificados (todos os barramentos e infraestrutura), visando obter a equipotenciali­zação necessária para
os fins desejados”.

Tem a função de “proteção contra choques elétricos e contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas. Uma
determinada equipotencialização pode ser satisfatória para proteção contra choques elétricos, mas insuficiente para
proteção contra perturbações eletromagnéticas”.

Prescrições da NBR 5410:2004

A NBR 5410:2004, item 4.2.2.2, apresenta cinco exemplos de esquemas de aterramento de sistemas elétricos trifásicos
comumente utilizados . Deve-se observar que “as massas indicadas não simbolizam um único, mas sim qualquer número
de equipamentos elétricos” . Pode-se observar também que “uma mesma instalação pode eventualmente abranger
mais de uma edificação. As massas devem necessariamente compartilhar o mesmo eletrodo de aterramento, se
pertencentes a uma mesma edificação, mas podem, em princípio , estar ligadas a eletrodos de aterramento distintos”.
São eles:

Esquema TN

Tem como característica “possuir um ponto da alimentação diretamente aterrado, sendo as massas ligadas a esse ponto
através de condutores de proteção”. “São consideradas três variantes de esquemas TN, de acordo com a disposição do
condutor neutro e do condutor de proteção”. Podem ser:

Esquema TN-S

O condutor neutro e o condutor de proteção são distintos.

Esquema TN-C-S

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As funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação.

Esquema TN-S. Esquema TN-C-S.


Esquema TN-C

As funções do neutro e de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação.

Esquema TN-C.
Nota: A confiabilidade do esquema TN, particularmente quando a proteção contra contatos indiretos for realizada
por dispositivos à sobrecorrente, fica condicionada à integridade do neutro, o que, no caso de instalações alimentadas
por rede pública em baixa tensão, depende das características do sistema da concessionária.

Significado das Letras

Primeira letra - Situação da alimentação em relação à terra:

• T - um ponto diretamente enterrado;


• I - isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento através de uma impedância.

Segunda letra - Situação das massas da instalação em relação à terra:

• T - massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de um ponto de alimentação;


• N- massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada, o ponto aterrado é
normalmente o ponto neutro).

Outras letras (eventuais) -Disposição do condutor neutro e do condutor de proteção:

• S - funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos;


• C- funções de neutro e de proteção combinadas em um único (condutor PEN).
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Esquema TT

Esquema no qual as correntes de falta direta fase-massa são inferiores a uma corrente de curto-circuito, podendo,
todavia, ser suficiente para provocar o surgimento de tensões perigosas. O esquema TI possui um ponto de alimentação
diretamente aterrado, estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do
eletrodo de aterramento da alimentação.

Esquema TT
Esquema IT

É o esquema em que “todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de
impedância. As massas da instalação são aterradas, verificando-se as seguintes possibilidades:”

• “Massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação, se existente”; e


• “Massas aterradas em eletrodo(s) de aterramento próprio(s), seja porque não há eletrodo de aterramento da
alimentação, seja porque o eletrodo de aterramento das massas é independente do eletrodo de aterramento da
alimentação”.

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1) O neutro pode ser ou não distribuído; A = sem


aterramento da alimentação;
8 = alimentação aterrada através de impedância;
8.1 = massas aterradas em eletrodos separados
e independentes do eletrodo de aterramento da
alimentação;
8.2 = massas coletivamente aterradas em eletrodo
independente do eletrodo de aterramento da alimentação;
8.3 = massas coletivamente aterradas no mesmo
eletrodo da alimentação

Esquema IT

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CAPÍTULO 08

LEVANTAMENTO DE MATERIAL

Para a execução do projeto elétrico residencial, precisa-se previamente realizar o levantamento do material, que nada
mais é que:

medir, contar, somar e relacionar todo o material a


ser empregado e que aparece representado na planta
residencial
Sendo assim, através da planta pode-se:

medir e determinar quantos metros de eletrodutos e condutores, nas seções indicadas, devem ser adquiridos para a
execução do projeto.

Para se determinar a medida dos eletrodutos e condutores deve-se:

medir, diretamente na
planta, os eletrodutos
representados no plano
horizontal e...

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Somar, quando for o caso, os eletrodutos que descem ou sobem até as caixas.

Medidas do Eletroduto no Plano Horizontal

São feitas com o auxílio de uma régua, na própria planta residencial.

Uma vez efetuadas, estas medidas devem ser convertidas para o valor real, através da escala em que a planta foi
desenhada.

A escala indica qual é a proporção entre a medida representada e a real.

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Medidas dos Eletrodutos que Descem até as Caixas

São determinadas descontando da medida do pé direito mais a espessura da laje da residência a altura em que a caixa
está instalada.

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Medidas dos Eletrodutos que Sobem até as Caixas

São determinadas somando a medida da altura da caixa mais a espessura do contrapiso.

Nota: as medidas apresentadas são sugestões do que normalmente se utiliza na prática. A NBR 5410:2004 não faz
recomendações a respeito disso.

Como a medida dos eletrodutos é a mesma dos condutores que por eles passam, efetuando-se o levantamento dos
eletrodutos, simultaneamente estará se efetuando o da fiação.

Exemplificando o levantamento dos eletrodutos e fiação:

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Agora, outro trecho da instalação.

Nele, é necessário somar a medida do eletroduto que desce até a caixa do ponto de tomada baixa.

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Tendo-se medido e relacionado os eletrodutos e fiação, conta-se e relaciona-se também o número de:

• caixas, curvas, luvas, arruela e buchas;


• tomadas, interruptores, conjuntos e placas de saída de condutores.

Caixas de Derivação

Curvas, Luva, Bucha e Arruela

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Atenção para a nova padronização de tomadas. Observando-se a planta do exemplo...

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O desenho abaixo mostra a localização desses componentes.

NOTA: considerou-se no levantamento que cada curva já vem acompanhada das


respectivas luvas.

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Instalações Elétricas Residenciais

Preço
Lista de material
Quant. Unit. Total
Cabos Superastic Flex
Proteção 16 mm 2
7m
Fase 16 mm2 13 m
Neutro 16 mm2 7m
Fase 1,5 mm2 56 m
Neutro 1,5 mm2 31 m
Retorno 1,5 mm2 60 m
Fase 2,5 mm2 159 m
Neutro 2,5 mm2 151 m
Retorno 2,5 mm2 9m
Proteção 2,5 mm 2 101 m
Fase 4 mm2 15 m
Proteção 4 mm2 8m
Fase 6 mm2 22 m
Proteção 6 mm2 11 m
Eletrodutos
16 mm 16 barras
20 mm 27 barras
25 mm 4 barras
Outros componentes da distribuição
Caixa 4” x 2” 36
Caixa octogonal 4” x 4” 8
Caixa 4” x 4” 1
Campainha 1
Tomada 2P + T 26
Interruptor simples 4
Interruptor paralelo 2
Conjunto interruptor simples e tomada 2P + T 2
Conjunto interruptor paralelo e tomada 2P + T 1
Conjunto interruptor paralelo e interruptor simples 1
Placa para saída de fio 2
Disjuntor termomagnético monopolar 10 A 10
Disjuntor termomagnético bipolar 25 A 1
Disjuntor termomagnético bipolar 30 A 1
Disjuntor termomagnético bipolar 70 A 1
Interruptor diferencial residual bipolar 30 mA/25 A 10
Interruptor diferencial residual bipolar 30 mA/40 A 1
Quadro de distribuição 1

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