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Super resumo de EAM001 - prova 1 Baseado no roteiro que o senhor Capaz mandou

=)

Autores:

Ighor, Henrique, Vinão e pequena participação especial de Renata

AULA 1 - A crise ambiental (Desenvolvimento Sustentável)

- Triângulo da crise ambiental (interpretação de gráficos associados aos temas dispostos nos vértices do triângulo).

Crise Ambiental Triângulo da crise ambiental ↑População↔ ↑Consumo dos Recursos Naturais↔ ↑Poluição O crescimento pop. É exponencial Demografia→estudo da dinâmica populacional Fases da transição demográfica:

1-Pré Moderna: Baixo crescimento pop;África; ↑taxa de natalidade e mortalidade 2-Moderna: Tratamento Sanitário melhorado, ↓taxa mortalidade;Am.Latina e Ásia 3-Industrial:Brasil;Manutenção na área de saúde↓taxa mort.,info e planejamento familiar↓taxa natalidade 4-estágio maduro:países desenvolvidos,baixa taxa de mort e Nat,população envelhecida pequeno Crescimento Vegetativo

- Onde há grandes taxas de crescimento populacional e por que.

As taxas de crescimento populacional são maiores nos países em desenvolvimento, pois neles, a taxa de natalidade não teve um controle como nos países desenvolvidos nas últimas

décadas.

- Onde há grandes taxas de consumo de energia e por que.

As taxas de consumo de energia são maiores nos países desenvolvidos, pois neles há mais

atividade industrial, e mais equipamentos nas residências que exigem maior consumo de energia.

- O que é desenvolvimento sustentável.

Desenvolvimento sustentável é desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades

- Interpretação dos fluxos do modelo atual de desenvolvimento e modelo sustentável de

desenvolvimento. No atual modelo de desenvolvimento, o consumo de energia através dos diversos procedimentos apresentados no fluxo acabam resultando em resíduos e impacto ambiental.

Já no modelo sustentável de desenvolvimento, o impacto ambiental seria reduzido através da

restauração ambiental e a recuperação dos recursos utilizados.

AULA 3 - Ecossistema Aquático (Conceitos Gerais)

- Definição e interpretação das fases do ciclo hidrológico.

(Questão 3) Apresente, de maneira lógica, integrada e concatenada, as etapas do ciclo hidrológico, e os conceitos de balanço hídrico e bacia hidrográfica?

O ciclo hidrológico é formado pelas seguintes etapas:

- Evaporação (transformação de líquido para vapor em superfícies líquidas como rios)

- Evapotranspiração (transformação de líquido para vapor da água transpirada pelas plantas e

existente na superfície do solo)

- Precipitação (condensação do vapor de água existente na atmosfera)

- Infiltração da água precipitada no solo

- Escoamento da água precipitada pela superfície do solo e corpos hídricos existente na área.

O balanço hídrico consiste no cômputo quantitativo do fluxo da água em cada uma das etapas

do ciclo hidrológico, geralmente associando-se à uma bacia hidrográfica. De maneira geral, a bacia hidrográfica consiste numa rede de drenagem, isto é, uma região do espaço onde todo o fluxo da água precipitada dirige-se a um mesmo ponto, ou seja, ao rio principal. Desta forma, numa bacia hidrográfica a água evaporada dos corpos hídricos, condensa-se e precipita-se. O volume precipitado infiltra-se no solo abastecendo os aqüíferos (que posteriormente, podem abastecer os rios, etc), ou escoa superficialmente abastecendo os riachos que desaguarão no

rio principal.

- Definição de poluição pontual e difusa. [em azul abaixo]

- Classificação dos poluentes.

[em vermelho abaixo] [eu coloquei isso tudo porque eu achei interessante hehe]

Poluição das águas é causada pela introdução de matéria ou energia em algum corpo hídrico

pela atividade antrópica, que venha alterar suas características físico-químicas e biológicas, por exemplo, aumento da temperatura de um rio provocada pelo despejo de água de caldeira.

A introdução de matéria ou energia quando causa danos à saúde do homem direta ou

indiretamente, é considerado como uma contaminação. A contaminação pode estar associada a agentes patogênicos e contaminantes químicos.

Os poluentes podem ser divididos em dois grandes grupos, compostos biodegradáveis e compostos recalcitrantes. Entre esses dois grupos, o efluente doméstico típico é considerado como biodegradável, sendo que sua decomposição e tratamento são tecnicamente simples.

A fonte de poluição pode ser pontual ou difusa. A poluição pontual é quando o ponto de lançamento da carga poluidora é bem definido (descarte de esgoto in natura em corpos de água), já na poluição difusa não é possível definir esse ponto, sendo esta poluição oriunda, normalmente, de uma extensa área (lavagem das superfícies pelas chuvas).

Quando a poluição causada pelo despejo de efluentes industriais, comercias e domésticos

é pontual, as ações de controle são mais rápidas e eficazes. As ações de controle sobre a poluição difusa são dificultadas pela inexistência do ponto de lançamento específico.

Os principais poluentes aquáticos são: poluentes orgânicos biodegradáveis (proteínas, carboidratos e gorduras), poluentes orgânicos recalcitrantes (defensivos agrícolas, detergentes sintéticos, hidrocarbonetos), metais (atividades agrícolas, industriais e mineração), organismos patogênicos (bactérias, vírus, protozoários e helmintos), calor e radioatividade.

- Definição de OD, DBO e DQO.

[achei ruinzinho a explicação mas não achei outra por enquanto]

OD: Oxigênio dissolvido DBO: Demanda Bioquímica de Oxigênio DQO: Demanda Química de Oxigênio

OD= oxigênio dissolvido(diz quanto tem de oxigênio na água); DBO=demanda bioquímica de oxigênio(quanto de plantas e/ou animais presentes na água que consumirão determinada quantidade de oxigênio) DQO=demanda química de oxigênio(quanto de produto químico presente na água que consumirá determinada quantidade de oxigênio) [melhor explicado no ítem abaixo]

- Etapas dos processos de Auto-depuração e Eutrofização.

Auto-depuração: Recuperação do equilíbrio no meio aquático por processos naturais após as alterações pelo lançamento de efluentes

- Etapa 1: Decomposição

A matéria orgânica é consumida por bactérias e outros microorganismos aeróbios que

transformam compostos orgânicos de cadeias mais complexas,em cadeias mais simples. Ocorre que durante a decomposição, há um decréscimo nas concentrações de oxigênio dissolvido na água devido à respiração dos seres que consomem a matéria orgânica. O processo se completa com a reposição desse oxigênio.

Quantificação da autodepuração:

A quantidade de oxigênio dissolvida na água para a decomposição da matéria orgânica é chamada Demanda Bioquímica de Oxigênio ( DBO ). DBO é o oxigênio que vai ser respirado pelos decompositores aeróbios para a

decomposição completa da matéria orgânica lançada na água.

Quando cessa a decomposição, diz-se que a matéria orgânica foi estabilizada ou mineralizada.

- Etapa 2: Reaeração Durante a decomposição, há um decréscimo nas concentrações de oxigênio dissolvido na água devido à respiração dos seres que consomem a matéria orgânica.

Eutrofização: A eutrofização é o crescimento excessivo das plantas aquáticas, tanto planctônicas quanto aderidas, a níveis tais que sejam considerados como causadores de interferências com os usos desejáveis do corpo d’água. O principal fator de estímulo é um nível excessivo de nutrientes no corpo d’água, principalmente nitrogênio e fósforo.

Etapas:

[como nos slides da aula 3]

- Excesso de nutrientes;

- Aumento da biomassa vegetal;

- Diminuição do processe de aeração superficial;

- Morte de organismos sensíveis à redução da concentração de oxigênio;

- Aumento da demanda bioquímica de oxigênio(DBO);

- Condições anaeróbias no hipoímnio.

- Predomínio de bactérias anaeróbias e facultativas no fundo do lago. Ocorrência de uma estreita camada superficial de algas macrófitas.

AULA 4 - Ecossistema Aquático (Controle da Poluição)

- Funcionalidade das etapas do tratamento de água.

Etapas do tratamento de água:

Coagulação e floculação

O processo de coagulação é realizado por meio da adição de Cloreto Férrico e tem a

finalidade transformar as impurezas da água que se encontram em suspensão fina em estado coloidal. (Estado coloidal - Tipo de dispersão na qual as partículas dispersas têm dimensão entre 1 e 100 nm.) Inicialmente, são adicionados no canal de entrada da ETA a solução de Cal e o Cloreto Férrico. Em seguida a água é encaminhada para o tanque de Pré-Floculação para que

o coagulante e o cal se misturem uniformemente no líquido, agindo assim de uma forma homogênea e efetiva.

Na floculação, a água é submetida à agitação mecânica para possibilitar que os flocos se agreguem com os sólidos em suspensão, permitindo assim uma decantação mais rápida. Decantação

A etapa de decantação consiste na remoção de partículas em suspensão mais densas que a

água por ação da gravidade. Para uma maior eficiência, o percurso da água floculada para os Decantadores deve ser o menor possível e em condições que evitem a quebra dos flocos ou que impeçam a sedimentação das partículas. As partículas mais densas que a água irão se

depositar no fundo do decantador. Filtragem

A filtração é a retenção de partículas sólidas por meio de membranas ou leitos porosos. As

Estações de Tratamento de Água utilizam filtros de carvão ativo, areia e cascalho. Para o funcionamento dos filtros é necessário a realização de dois controles:

a) Controle do nível de água;

b) Controle da vazão de entrada de água decantada para os filtros e saída de água filtrada.

As ETAs possuem filtros rápidos que funcionam por ação da gravidade e sob pressão. São

lavados a contra-corrente (inversão de fluxo) com uma vazão capaz de assegurar uma expansão adequada para o meio filtrante. Fluoretação e cloração

A cloração consiste na desinfecção das água através da utilização de cloro gasoso (ETAs) ou

hipoclorito de sódio (poços).

A fluoretação é realizada visando proporcionar uma medida segura e econômica de auxiliar

na prevenção da cárie infantil. Nas ETAs e nos poços artesianos é utilizado o fluor sob a forma de Ácido Fluossilícico. As dosagens de cloro e fluor utilizados para o tratamento da água seguem as normas convencionais dos padrões de potabilidade.

- Definição do pré-tratamento, tratamento primário e tratamento secundário de esgotos.

Pré-Tratamento :

Pré-Tratamento o esgoto é sujeito aos processos de separação dos sólidos mais grosseiros com a gradagem que pode ser composto por grades grosseiras, grades finas e/ou peneiras rotativas. [definição do pdf da aula 4 abaixo]

- Gradeamento

- Caixa de areia

- Caixa de gordura

Tratamento Primário :

Tratamento Primário a matéria poluente em suspensão é separada da água por sedimentação nos sedimentadores primários gerando a LAMA ou LODO PRIMÁRIO. [definição do pdf da aula 4 abaixo] Mecanismos físicos para a remoção de sólidos em suspensão e matéria orgânica

Tratamento Secundário :

Tratamento Secundário processo biológico, do tipo lodo ativado ou do tipo filtro biológico, onde a matéria orgânica (poluente) coloidal é consumida por microorganismos nos chamados reatores biológicos. [definição do pdf da aula 4 abaixo] Mecanismos biológicos para a remoção de matéria orgânica

AULA 5 - Ecossistema Terrestre (Conceitos Gerais)

- Cinco parâmetros e sua influência na formação do solo.

O processo de formação de solos é chamado de intemperismo, ou seja, fenômenos físicos,

químicos e biológicos que agem sobre a rocha e conduzem à formação de partículas não consolidadas. Existem cinco parâmetros que influenciam no solo formado:

Clima: precipitação e temperatura regulam a natureza e a velocidade das reações químicas. A disponibilidade de água (chuvas) e a temperatura agem acelerando ou retardando as reações do intemperismo;

Organismos (Microrganismos): a decomposição de matéria orgânica libera gás carbônico cuja concentração no solo pode ser até 100 vezes maior que na atmosfera. Isso diminui o pH das águas de infiltração. Alguns minerais, como alumínio, tornam-se solúveis somente em pH ácido, isto é, necessitam desta condição para se desprender de sua rocha de origem. Outros produtos de metabolismo, como ácidos orgânicos secretados por liquens, influenciam também os processos de intemperismo.Assim como raízes que exercem força mecânica nas rochas que pode acarretar em sua desagregação;

Relevo: a topografia e a cobertura vegetal regulam a velocidade do escoamento superficial das águas pluviais. Isto interfere na quantidade de água que infiltra e percola no solo. Este processo (em tempo suficiente) é essencial para consumação das reações e drenagem;

Tempo: variável dependente de outros fatores que controlam o intemperismo, principalmente dos constituintes do material de origem e do clima. Em condições de intemperismo pouco agressivas é necessário um tempo mais longo de exposição para haver o desenvolvimento de um perfil de alteração.

Rocha (Material de origem): a ação do intemperismo nas rochas depende de seus materiais constituintes, sua estrutura e composição mineralógica;

Existem três tipos de intemperismo, que ocasionam a desintegração e decomposição das rochas e a consequente formação do solo:

Intemperismo físico: promove a modificação das propriedades físicas das rochas (morfologia, resistência, textura) através da desagregação ou separação dos grãos minerais antes coesos, acarretando no aumento da superfície das partículas, mas não modificando sua estrutura. Sua atuação é acentuada em virtude de mudanças bruscas de temperatura. Ciclos de aquecimento

e resfriamento dão origem a tensões que conduzem a formação de fissuras nas rochas assim desagregando-as. A mudança cíclica de umidade também pode causar expansão e contração. Espécies vegetais de raízes profundas, ao penetrarem nos vazios existentes, também provocam aumento de fendas, deslocamento de blocos de rochas e desagregação.

A superfície exposta ao ar e a água, aumentada pela fragmentação, abre caminho e facilita o

intemperismo químico.

Intemperismo químico: ocorre quando estratos geológicos são expostos a águas correntes

providas de compostos que reagem com os componentes minerais das rochas e alteram

significativamente sua constituição. Esse fenômeno é o intemperismo químico, que provoca

o acréscimo de hidrogênio (hidratação), oxigênio (oxigenação) ou carbono e oxigênio

(carbonatação) em minerais que antes não continham nenhum destes elementos. Muitos minerais secundários formaram-se por esses processos. Este tipo de intemperismo é mais comum em climas tropicais úmidos.

Intemperismo biológico: é caracterizado por rochas que perdem alguns de seus nutrientes essenciais para organismos vivos e plantas que crescem em sua superfície.

À medida que o intemperismo vai atuando (tempo), a camada de detritos torna-se mais

espessa e se diferencia em subcamadas (horizontes do solo), que em conjunto formam o perfil

do solo. O processo de diferenciação dos horizontes ocorre com incorporação de matéria orgânica no seu interior. Partículas migram descendentemente, levadas pela gravidade e até realizam movimentos ascendentes carregadas com a ascensão do lençol freático. Ainda, deve ser considerada a atuação de plantas, cujas raízes absorvem elementos em profundidade e estes são incorporados à superfície.

- Etapas do processo de erosão e definição das parcelas da EUPS. Splash = Erosão por salpicamento. Fluxo Laminar = Erosão laminar Formação de microrravinas Formação de microrravinas com cabeceiras Formação de rede de ravinas

Parcelas da EUPS:

A = R . K . L . S . C . P

A

= perda anula de solo por unidade de área e tempo (t / ha.ano);

R

= fator de erosividade da chuva ou índice de erosão pela chuva;

K

= fator de erodiblidade do solo;

L

= fator de comprimento do declive ou rampa;

S

= fator do grau do declive;

C

= fator de uso e manejo do solo;

P

= fator de prática conservacionista.

Etapas do derramamento de poluentes no solo e coeficiente de partição.

(Tirei essas coisas desse pdf: http://www.upf.br/coaju/download/contaminantesII.pdf. Sei

lá se é isso que ele quer

tem umas figurinhas lá e talz

Acho que as etapas podem ser o que ele fala no tópico 2.2.1,

Mas SEI LÁ!)

Os fenômenos de transporte em solos podem ser definidos como sendo o movimento de determinado composto em meio a uma ou mais camadas de solo, em ambiente saturado ou não. A migração destes compostos é influenciada por vários fatores, os quais determinam uma maior, menor ou nenhuma movimentação deste no solo. O movimento destes compostos não depende apenas do fluxo do fluido no qual essas substâncias se dissolvem, mas também de mecanismos que por sua vez dependem de processos físicos, químicos e biológicos, aos quais estas substâncias são submetidas.

O

transporte de massa possui três fatores principais, quais são: a substância contaminante,

o

meio poroso e as condições ambientais. As características básicas do contaminante que

influenciam no transporte são a densidade, concentração, polaridade, solubilidade, co- solvência, volatilidade, pressão de vapor, pH, potencial iônico, DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), DQO (Demanda Química de Oxigênio), teor e finura de sólidos em suspensão e a toxidez (Moncada, 2004).

Kow é o coeficiente de partição octanol-água, que representa a hidrofobicidade dos

compostos

A partição é quantificada por meio do coeficiente de partição octanol-água (Kow), que é

uma medida da tendência de uma substância a se dissolver preferencialmente na água ou em um solvente orgânico (octanol). É determinado misturando-se a substância com octanol e água, dois líquidos imiscíveis, em quantidades iguais. O coeficiente é a razão entre as concentrações no octanol e na água, depois de atingido o equilíbrio

Kow = Coctanol/Cagua

Quanto maior for este coeficiente, maior é a tendência da substância a se dissolver no

solvente orgânico. Em outras palavras, este coeficiente é uma medida do quão hidrofóbico é o composto (Fetter, 1993).

O coeficiente Kow é correlacionado com o grau de solubilidade na água (Sw) para

muitos compostos orgânicos. Em geral, hidrocarbonetos têm baixa solubilidade em água e apresentam altos valores de Kow. Substâncias que sofrem ionização ou que se associam em solução podem apresentar valores não usuais de Kow. Da mesma maneira, podem-se definir coeficientes de partição no carbono orgânico (Koc) ou na matéria orgânica do solo (Kom). Como o peso da matéria orgânica é maior do que o do carbono orgânico (segundo um fator aproximado de 1,724), o coeficiente Koc é maior do

que Kom para uma dada substância. Estes valores são relacionados pela equação 09 (Fetter,

1993).

Koc = 1,724 Kom

AULA 6 - Ecossistema Terrestre (Resíduos Sólidos)

- Classificação dos resíduos sólidos

Segundo o critério de origem e produção, o lixo pode ser classificado da seguinte maneira:

· Doméstico: gerado basicamente em residências;

· Comercial: gerado pelo setor comercial e de serviços;

· Industrial: gerado por indústrias (classe I, II e III);

· Hospitalares: gerado por hospitais, farmácias, clínicas, etc.;

· Especial: podas de jardins, entulhos de construções e animais mortos.

De acordo com a composição química, o lixo pode ser classificado em duas categorias:

· Orgânico

· Inorgânico.

Classificação de Resíduos de acordo com a norma ABNT 10.004 de 2004

Resíduos de Classe I – perigosos, são estes os resíduos que requerem a maior atenção por parte do administrador, uma vez que os acidentes mais graves e de maior impacto ambiental são causados por esta classe de resíduos. Estes resíduos podem ser condicionados, armazenados temporariamente, incinerados, ou dispostos em aterros sanitários especialmente desenhados para receber resíduos perigosos.

Resíduos de Classe II-A – não inertes, tal como os resíduos de Classe II-B os resíduos de Classe II-A podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados, entretanto, devem ser observados os componentes destes resíduos (matérias orgânicas, papeis, vidros e metais), a fim de que seja avaliado o potencial de reciclagem

Resíduos de Classe II-B – inertes, podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados,

- Disposição final dos resíduos (lixão, aterro controlado, aterro sanitário e incineração). Lixão: Lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Não tem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos - o chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando substâncias contaminantes para o solo e para o lençol freático. Moscas, pássaros e ratos convivem com o lixo livremente no lixão a céu aberto, e pior ainda, crianças, adolescentes e adultos catam

comida e materiais recicláveis para vender.

Aterro Controlado: O aterro controlado por sua vez é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila, e grama (idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha da água de chuva) e captação de chorume e gás. Esta célula adjacente é preparada para receber resíduos com uma impermeabilização com manta e tem uma operação que procura dar conta dos impactos negativos tais como a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração ou saibro. Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventualmente outro tipo de tratamento para o chorume como uma estação de tratamento para este efluente.

Aterros Sanitário: A disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos é o aterro sanitário que antes de iniciar a disposição do lixo teve o terreno preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, esta extremamente resistente. Desta forma, com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos de PEAD, encaminhados para o poço de acumulação de onde, nos seis primeiros meses de operação é recirculado sobre a massa de lixo aterrada. Depois desses seis meses, quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para a estação de tratamento de efluentes.

Incineração: A incineração é um processo em que os resíduos são destruídos por via térmica, geralmente com recuperação de energia. Do processo de incineração dos resíduos sólidos resultam os seguintes produtos finais: energia calorífica que é transformada em energia eléctrica ou vapor, águas residuais, gases, cinzas e escórias. O efluente originado pelo arrefecimento das escórias e pela lavagem dos gases, de acordo com a legislação da União Europeia, é considerado um resíduo perigoso, pelo que terá de sofrer um tratamento adequado. Os gases resultantes da incineração têm de sofrer um tratamento posterior, uma vez que na sua composição se incluem diversas substâncias tóxicas como chumbo, cádmio, mercúrio, crómio, arsénio, cobalto e outros metais pesados, ácido clorídrico, óxidos de azoto e dióxido de enxofre, dioxinas e furanos, clorobenzenos, clorofenóis e PCBs.

AULA 7 - Ecossistema Atmosférico (Conceitos Gerais e Poluição Atmosférica)

- Conceito de efeito-estufa e aquecimento global (interpretação dos gráficos)

O efeito estufa ocorre quando gases da atmosfera - como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e CFC's - absorvem parte da radiação solar, “aprisionando” este calor na Terra. Como resultado, a superfície terrestre fica cerca de 30ºC mais quente ao receber quase o dobro de energia da atmosfera em relação à energia que recebe do sol.

- Conceito de buraco na camada de ozônio

A camada de ozônio absorve o excesso de radiação ultravioleta. Diminuindo a intensidade da chegada dos UV à superfície, o ozônio evita feridas na pele, câncer e mutações degenerativas. Os cientistas apontam os clorofluorcarbonos como os responsáveis pela progressiva destruição da camada de ozônio. Também chamados CFCs, os clorofluorcarbonos surgiram em 1931 para serem usados em refrigeradores, eram excelentes, pois, além de baratos, não eram tóxicos nem inflamáveis. Os CFCs são compostos por cloro, flúor e carbono. Quando chegam à estratosfera, eles são decompostos pelos raios ultravioleta. O cloro resultante reage com o oxigênio, destruindo- o. O cloro liberado volta a atacar as moléculas de oxigênio, recomeçando o ciclo das reações. Cada átomo de cloro de CFC pode destruir 100 mil moléculas de oxigênio. Atualmente esse fenômeno pode ser percebido não só no Pólo Sul, mas também sobre o Ártico, o Chile e a Argentina.

- Conceito de smog`s

Os três tipos mais comuns de smog’s estão descritos a seguir:

Smog urbana: a mais comum, é uma mistura de poluentes gasosos, neblina e partículas sólidas (poeira). A coloração escura se deve à junção destes materiais.

Smog Industrial: presença de compostos mais nocivos à saúde, como H2SO4 (ácido sulfúrico), SO2 (dióxido de enxofre), cinzas, fuligem, entre outros. É por isso que a poluição industrial é considerada um risco à humanidade.

Smog fotoquímica: o próprio nome já define, ela ocorre em presença de luz. Esta neblina é comum nos dias muito quentes e secos, em sua composição encontramos dióxido de nitrogênio (NO2) provindo de escapamentos de automóveis.

AULA 8 - Ecossistema Atmosférico (Controle da poluição atmosférica)

- Tipos de NOx

O óxido de azoto mais importante é o monóxido de azoto NO e o dióxido de azoto NO2. Ambos juntos são chamados de NOx. As moléculas de azoto (N2) no ar são muito estáveis e não é fácil oxida-las. Poucas bactérias desenvolveram mecanismos especiais para quebrar a ligação tripla N-N e formarem compostos oxidados. Mas muito mais relevante são os processos onde as ligações são quebradas pelo calor. Isto pode apenas acontecer sob condições

extremas. Um exemplo é durante a combustão no motor dos veículos automóveis. A maior parte do NOx antropogénico (= feito pelo ser humano) provém desta fonte. Também pode acontecer durante outras reacções muito quentes, por exemplo nas partes mais quentes das chamas de biomassa a arder. Finalmente os relâmpagos são uma fonte importante. Durante a faísca as temperaturas atingem aproximadamente até 30000 graus Celsius e facilmente partem as ligações do azoto

- Técnicas de remoção de particulado (princípio de funcionamento)

Separador Ciclônico: As partículas são extraídas através de um processo de centrifugação dos gases. Este fenômeno ocorre com a indução de um escoamento rotativo no interior do ciclone. Isto ocorre devido à significativa velocidade (típica de 22 m/s ou 80 km/h) com a qual os gases entram tangencialmente na câmera do ciclone, de formato cônico. Sendo muito mais densas que os gases, as partículas tem maior tendência em permanecer na trajetória tangente ao escoamento rotativo e assim colidir com as paredes da câmara. Com as colisões, as partículas perdem velocidade e tendem a se desacoplar do escoamento caindo em direção ao fundo da câmara, de onde são extraídas. Os gases saem através do tubo central do ciclone, após percorrerem algumas voltas pela câmera e uma curva de ângulo acentuado em direção à entrada do tubo, o que também dificulta a saída de sólidos.

Filtros de Manga: Os Filtros de Mangas tem por finalidade separar as partículas existentes no fluxo de gases industriais. A filtragem nos filtros de manga é realizada pela passagem do ar carregado de partículas através de mangas onde partículas ficam retidas na superfície e nos poros dos fios, formando um bolo que atua também como meio filtrante. Para reduzir a resistência ao fluxo do ar o bolo deve ser periodicamente desalojado. Os filtros de manga podem operar sob pressões positivas ou negativas. A pressão é limitada pela perda de carga através das mangas porque a descarga é diretamente enviada para a atmosfera. A maioria dos filtros de manga operam sob pressão negativa o que impõe um dimensionamento exigente para o corpo que enclausura as mangas, principalmente no que se refere a vedação.A separação de partículas do fluxo de ar gases industriais é frequentemente realizada por filtros de fibras naturais ou sintéticas. Estes elementos filtrantes têm a forma tubular e ficam fixos em estruturas denominada corpo do filtro de manga.

Precipitador Eletrostático: Um precipitador eletrostático é um equipamento industrial, utilizado na coleta de material particulado de gases de exaustão. Operam carregando eletrostaticamente as partículas e depois captando-as por atração eletromagnética. São máquinas de elevado custo e consumo energético, porém, de alta eficácia.

Lavadores de Gases: Uma bomba d'água eleva o líquido de lavagem da piscina ao distribuidor no topo do leito de recheio. O líquido de lavagem desce por gravidade através do recheio, umedecendo-o continuadamente. Os gases poluídos são forçados em contracorrente através deste recheio. Como o meio líquido possui mais afinidade com os poluentes do que com os gases, estes poluentes passam dos gases para o líquido de lavagem. Este líquido, geralmente composto de água e reagente, neutraliza e estabiliza os poluentes.