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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS – UEMG

UNIDADE DE LEOPOLDINA

A IMPORTANCIA DO LÚDICO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Por
RICARDO NETTO LACERDA

Leopoldina - MG
2018
A IMPORTANCIA DO LÚDICO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Ricardo Netto Lacerda

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Coordenação do Curso de Pedagogia da Unidade
Leopoldina, da Universidade do Estado de Minas
Gerais, como requisito parcial para conclusão do Curso
de Graduação em Pedagogia e a obtenção do título de
Licenciado em Pedagogia sob a orientação da
Professora Msc. Anicézia Pereira Romanhol Bette

Leopoldina - MG
2018
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS – UEMG
UNIDADE DE LEOPOLDINA
CURSO DE PEDAGOGIA

A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova o Trabalho de Conclusão de


Curso (TCC)

A IMPORTANCIA DO LÚDICO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Elaborado por
RICARDO NETTO LACERDA
como requisito parcial para obtenção de Licenciatura em Pedagogia.

Leopoldina, 04 de Dezembro de 2017.

Professora. DSc. Beatriz Bento de Souza


Coordenadora do Curso de Pedagogia

BANCA EXAMINADORA

Prof.ª MSc. Anicézia Pereira Romanhol Bette


Profª Orientadora

Profª MSc. Elizabete Ramalho Procópio


Prof.ª Examinadora

Prof. MSc. Ricardo da Silva Vieira


Profº. Examinador
AGRADECIMENTOS
“O conhecimento pronto estanca o saber

e a dúvida provoca a inteligência.”

VyGOTSKY.
RESUMO

O objetivo do presente estudo é salientar sobre a importância do lúdico como


recurso na prática pedagógica, mais especificamente quais os benefícios do uso da
ludicidade na prática pedagógica tanto para o professor quanto para o aluno; a
importância de se desenvolver aulas lúdicas bem elaboradas e qual o papel do
professor ao ministrar aulas lúdicas. A metodologia utilizada foi à pesquisa
bibliográfica, foram consultados livros, sites, alguns artigos buscando e como
fundamentação teórica serviu de aporte autores como Santos (2009), Dallabona
(2004), Kishimoto (2002), Almeida (2000), Antunes (2009), Vygotsky (1998), Piaget
(1998), entre outros.

Palavras-Chave: Ludicidade; prática pedagógica; brincadeira; jogo; brinquedo.


LISTA DE SIGLAS

ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente.

RECNEI - Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil.

MEC - Ministério de educação e Cultura.

ONU – Organização das nações Unidas.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 09

CAPÍTULO I: O LÚDICO 10

1.1. Breve Contextualização Histórica do Lúdico 10

1.2. O Lúdico na Legislação 13

CAPÍTULO II: BRINCADEIRA, JOGO E BRINQUEDO 15

2.1. Definição de Brincadeira 16

2.2. Definição de Jogo 17

2.3. Definição de Brinquedo 19

CAPÍTULO III: O Lúdico na Aprendizagem 21

CONSIDERAÇÕES FINAIS 26

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 27

INTRODUÇÃO

A ludicidade na vida do ser humano se faz presente antes mesmo do


nascimento. Dentro do útero o ser humano inicia suas brincadeiras através do tocar,
puxar e soltar o cordão umbilical que o une a mãe, fazendo do cordão umbilical seu
primeiro brinquedo.

Depois do nascimento um dos primeiros atos de brincar acontece quando a


criança brinca com seu pezinho levando-o a boca, neste caso o pezinho é seu
instrumento de brincar, ou seja, o corpo é usado como brinquedo.
Mas tarde, a brincadeira começa a ganhar estruturação uma intenção,, um
exemplo é quando a criança se esforça para alcançar um objeto a sua volta e ao
alcança-lo arremessa-o ao chão, alguém pega o objeto e coloca em suas mãos e a
criança repete este movimente de arremessar e pegar o objeto consecutivas vezes,
esta atitude é considerada jogo.

O ato de brincar é dinâmico e se apresenta em muitas facetas como o faz de


conta ou mesmo a imitação. Através das brincadeiras a criança se desenvolve de
forma integral, ou seja, a ludicidade é imprescindível para seu desenvolvimento:
cognitivo, social, psicomotor, afetivo e intelectual. Além da agregação de valores
como: respeito, companheirismo, honestidade, amizade e etc.

Nesta perspectiva, este trabalho tem como objetivo geral abordar a


importância do lúdico como recurso na prática pedagógica. E buscar entender quais
os benefícios de seu utilizar o lúdico na pratica pedagógica tanto para o professor
quanto para o aluno; A importância de se desenvolver aulas lúdicas bem elaboradas
e qual o papel do professor ao ministrar aulas lúdicas.

A metodologia utilizada foi à pesquisa bibliográfica, foram consultados livros,


sites, alguns artigos buscando fundamentação teórica visando estudar sobre temas
que contemplavam sobre: Conceituação de lúdico, a breve contextualização
histórica do lúdico e o lúdico na legislação, conceito, diferenças entre
brincadeira/jogo/brinquedo e o lúdico na aprendizagem.

CAPÍTULO I: O LÚDICO.

A origem semântica de ludicidade vem do latim LUDUS, significando brincar,


jogo, brincadeira, exercício de imitação, divertimento e etc. “ludus abrange os jogos
infantis, a recreação, as competições, as representações litúrgicas e teatrais e os
jogos de azar”. Huizinga (2008, p. 41).

Muito utilizada na esfera educacional, a palavra ludicidade/lúdico não consta


nos dicionários de língua portuguesa e muito menos em outros idiomas como inglês,
italiano, francês ou alemão. (HUIZINGA, 2008; LOPES, 2005). Contudo não ocorre
nenhuma outra palavra que acondicione os seus diversos significados.

Presente em toda a evolução das sociedades organizadas, o brincar


permanecer presente na atualidade, sendo utilizado como recurso educativo no
desenvolvimento de cada indivíduo.

1.1. Breve Contextualização Histórica do Lúdico.

Na Grécia antiga por volta do ano 360 a.C., Platão assegurava que os jogos
educativos eram primordiais já nos primeiros anos da infância, afirmando que para o
bom desenvolvimento do aprendizado da criança era necessário que estas os
praticassem, ou seja, ele já apontava a importância de atividades educativas através
dos jogos

“(...) brincando, aprenderá, o futuro condutor, a medir e a usar a trena; o


guerreiro, a cavalgar e a fazer qualquer outro exercício, devendo o educador
esforçar-se por dirigir os prazeres e os gostos das crianças na direção que
lhes permita alcançar a meta a que se destinarem.” (PLATÃO apud
SILVEIRA, 1998, p.41).

Com conceito complexo o lúdico, se apresenta de modo diferente durante a


história.

De acordo com Brougère (2003), em princípio duas civilizações apresentavam


visões diferenciadas sobre o conceito de lúdico, os gregos entendiam que os jogos
eram primordiais aos indivíduos colocando-o como participantes, já os romanos
visavam os jogos como mero espetáculo no qual o espectador possuía papel de
grande importância.

Segundo Fujishimama (2009) foi na Idade Média, por influência do clero, os


jogos perderam seus créditos, tanto no âmbito educacional como no dia a dia. Com
a prevalência do cristianismo as concepções de Platão foram amoldadas a vertente
da época até o surgimento do Renascimento, quando passam a ter direito a
Educação garantida pelo Estado.

Para Kishimoto:
“O Renascimento vê a brincadeira como conduta livre que favorece o
desenvolvimento da inteligência e facilita o estudo. Ao atender
necessidades infantis, o jogo infantil torna-se forma adequada para a
aprendizagem dos conteúdos escolares”. (2006, P. 28)

Após a Revolução Francesa, a ludicidade ficou mais presente na esfera


educacional tomando mais e mais espaço nas salas de aulas.

Segundo FERRARI:

“A escola tornou se, então, não só a grande construtora da nação francesa


como também a instituição que garantiria uma certa homogeneidade entre
os cidadãos e, daí, pelo mérito, a diferenciação de cada qual. Como dever
do Estado será expandida por toda a França.” (2003, p. 9).

A partir do século XX, muitos são os teóricos que refletem e analisam o


processo de ensino aprendizagem, destaca-se Piaget e Vygotski.

Afirma Vygotski:

“(...) é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma


criança (...) A essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre
o campo do significado e o campo da percepção visual – ou seja, entre
situações no pensamento e situações reais”. (p. 112- 124).

O lúdico no Brasil tem como percursores os portugueses, negros e índios e


essa maneira de trabalhar o lúdico se preserva até hoje.

A miscigenação ocorrida no Brasil com crenças culturas e educação diferente,


cada um com uma forma diferente de desenvolver o lúdico entre os seus,
consequentemente enriqueceu o país em seu aspecto cultural e educacional.

Oriundas desta rica miscigenação nossas brincadeiras e jogos prevalecem


até hoje, herança que devem se preservar, valorizar.

Esclarece Kishimoto que:

“Desde os primórdios da colonização a criança brasileira vem sendo ninada


com cantigas de origem portuguesas. E grande parte dos jogos tradicionais
popularizados no mundo inteiro como, jogo o de saquinho (ossinho),
amarelinha, bolinha de gude, jogo de botão, pião e outros, chegou ao Brasil,
sem dúvida por intermédio dos primeiros portugueses. Posteriormente, no
Brasil receberam novas influencias aglutinando-se com outros elementos
folclóricos como, o do povo negro e do índio”. (2002, p. 22).
Os portugueses tinham o lúdico como um ato prazeroso, lazer e
desenvolvimento intelectual, eles não viam o lúdico como ação de sobrevivência,
costumes totalmente diferentes dos indígenas e dos negros. Suas contribuições
estão nas parlendas, versos e advinhas.

Os indígenas desde sempre tem utilizado de suas tradições no ensinamento


de suas crianças, elas aprendem a dançar, pescar, plantar, caçar; construindo seus
próprios brinquedos, mas quando os fazem possuem uma percepção diferente dos
adultos, pois pescam, caçam, dançam e etc. sempre brincando e se divertindo não
tendo a mesma obrigação dos adultos.

Deixam-nos como contribuição brinquedos a Peteca, bilboquê, chocalho,


estilingue, perna-de-pau e etc.; brincadeiras como cama de gato e cabo de força e
cantigas como Itororó.

Os negros com costumes semelhantes aos dos indígenas, pois construíam


seus próprios brinquedos e enquanto brincavam aprendiam a caçar, pescar, nadar.
Mas todos esses costumes eram repassados de maneira lúdica, onde as crianças se
divertiam aprendendo coisas que garantiam sua sobrevivência.

Os negros nos deixam brinquedos como pião e pipa; cantigas de rodas e


como brincadeiras estão o chicotinho queimado e quente e frio.

De acordo com kishimoto:

“A mistura do índio e negro ao branco fez prevalecer como núcleo primitivo


para a formação da nacionalidade brasileira o elemento branco. Assim,
quando chegaram as levas de imigrantes estrangeiros, já existia um núcleo
primitivo de população no qual predominava o elemento branco”. (1999,
p.17).
É perfeito o significado de ludicidade independente do espaço histórico
estudado, o brincar exerce com excelência sua definição, agregando valores e
aquilatando sua vivencia na sociedade.

Para valle:

“Independente do tempo histórico, o ato de brincar possibilita uma


ordenação da realidade, uma oportunidade de lidar com regras e
manifestações culturais, além de lidar com outro, seus anseios,
experimentando sensações de perda e vitória.” (2010, P. 22).

1.2. O Lúdico na Legislação.

Com a promulgação do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), um novo


olhar se direcionou sobre as crianças e adolescentes já que estas passam a ser
reconhecidas com cidadãs, ou seja, passam a ter múltiplos direitos. Caindo por terra
o olhar assistencialista, repressivo autoritário e paternalista.

Consta no ECA:

Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze
anos de idade incompletos e adolescente aquela entre doze e dezoito anos
de idade.

Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:


I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários,
ressalvadas as restrições legais;
“(...)
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se;
(...)”

Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e


facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais,
esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.

O Referencial Curricular Para a educação Infantil – (RECNEI), versa sobre o


assunto que:

“Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da


identidade e da autonomia”. As maneiras como as crianças se comunicam
desde pequenas através de gestos, sons e mais tarde representar
determinado papel na brincadeira, propicia o desenvolvimento da sua
imaginação. É nas brincadeiras que as crianças geralmente desenvolvem
algumas capacidades importantes, como a atenção, a imitação, a memória,
a imaginação. “Amadurecem também algumas capacidades de socialização,
por meio da interação e da utilização e experimentação de regras e papeis
sociais”. (1998, vol. 2, p. 22).

Na Declaração dos Direitos das Crianças, aprovada pela ONU em 1959 em seu
princípio 7º estabelece que:

“A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os


propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades
públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.”

O brincar é um direito legal e garantido por lei, porem muitas são as crianças
privadas desse direito, seja por estarem acamadas em casa ou em hospitais, por
apresentarem algum tipo de distúrbio ou por estarem trabalhando para ajudar em
casa.
Contudo a falta de um lugar adequado ou de brinquedos não as impedem de
exercer esse ato Inato, já que elas exercem o poder da imaginação e da fantasia.

CAPÍTULO II: BRINCADEIRA, JOGO E BRINQUEDO.

O ato de brincar se apresenta em nossas vidas antes mesmo de nosso


nascimento. Uma das primeiras brincadeiras ocorre dentro do útero quando a
criança brinca com o cordão umbilical num movimento de vai e vem (puxando e
soltando), fazendo do cordão umbilical seu primeiro brinquedo ou quando ela brinca
com seu pezinho levando-o a boca, neste caso o pezinho é seu instrumento de
brincar, ou seja, o corpo é usado como brinquedo.

Mas tarde, a brincadeira começa a ganhar estruturação uma intenção,, um


exemplo é quando a criança se esforça para alcançar um objeto a sua volta e ao
alcança-lo arremessa-o ao chão, alguém pega o objeto e coloca em suas mãos e a
criança repete este movimente de arremessar e pegar o objeto consecutivas vezes,
esta atitude é considerada jogo.

O ato de brincar é dinâmico e se apresenta em muitas facetas como o faz de


conta ou mesmo a imitação. Através das brincadeiras a criança se desenvolve de
forma integral, ou seja, a ludicidade é imprescindível para seu desenvolvimento:
cognitivo, social, psicomotor, afetivo e intelectual. Além da agregação de valores
como: respeito, companheirismo, honestidade, amizade e etc.

Nesta perspectiva, percebe-se que o ato de brincar ocorre de modo


espontâneo e se encontra presente em nossas vidas desde o momento que somos
concebidos.

Segundo Santos e Cruz:


“Para o bebe, a mãe é uma fonte geradora de prazer. Portanto, suas
primeiras manifestações lúdicas são basicamente provenientes das relações
afetivas, como o embalo o carinho, o canto, que ele responde com alegria,
mas seu corpo inteiro é considerado seu primeiro brinquedo. Ele brinca
basicamente com as mãos e com os pês, depois com o corpo inteiro; assim
vai descobrindo seus movimentos/ isso o fascina e faz com que ele sinta um
enorme prazer”. (1999, p. 21).

Cada um desses recursos (a brincadeira, o jogo e o brinquedo) possui seu


significado. Quando a criança está brincando ela liga a sua realidade a brincadeira,
deste modo ao brincar ela desenvolve seu raciocínio, coordenação motora, se
vincula coletivamente bem como estabelece relações sociais.

A criança constrói seu universo através da brincadeira, do brinquedo e do


jogo. Sendo assim, estes três recursos são ferramentas fundamentais para
entendimento deste universo, pois através deles diferentes situações podem ser
lidas e traduzidas. Alguns exemplos são: seus temores (medo de fantasmas, do
bicho papão ou do escuro), ocorrências familiares ou educacionais.
Portanto, ao brincando a criança compreende como é o mundo que a rodeia,
e consegue demonstrar emoções e sentimentos que tem dificuldade de traduzir em
palavras. O brincar é imprescindível para o desenvolvimento integral da criança.

Apresentando características distintas e semelhantes, esses três elementos


que compõem o ato de brincar muitas vezes são entendidos literalmente como
sinônimos, o que não pode ocorrer.

Enfatiza Dallabona que:

“(...) brincadeira basicamente se refere à ação de brincar, ao


comportamento espontâneo que resulta de uma atividade não estruturada;
jogo é compreendido como uma brincadeira que envolve regras; brinquedo
é utilizado para designar o sentido de objeto de brincar; já a atividade lúdica
abrange, de forma mais ampla, os conceitos anteriores”. (2004, P. 3).

Para Kishimoto:

“Jogo, brincadeira e brinquedo possuem significados distintos. Portanto,


brinquedo é entendido como instrumento, suporte de brincadeira,
brincadeira como uma descrição de uma conduta estruturada com regras e
o jogo designa tanto o objeto, como as regras da ação da brincadeira.”
(2003, p.7).

2.1. Definição de brincadeira.

O significado de brincadeira é “Divertir-se, recrear-se, entreter-se, distrair-se,


folgar”, também pode ser “entreter-se com jogos infantis”.

Diferencia-se de brinquedo e jogo porque apresenta regras e uma


estruturação. Contudo a presença de regras não atém a criança de inventar novas
formas de realizar a brincadeira, formulas novas regras, de sair quando quiser, de
aumentar o número de participantes, ou seja, durante a brincadeira a criança possui
livre-arbítrio.

Através da brincadeira a criança de maneira simples percebe o mundo e se


expressa naturalmente construindo sua personalidade e conhecimento.
Desenvolvendo seus aspectos emocional, intelectual, físico e social.
Nesta perspectiva, a criança durante o ato de brincar ela desenvolve a
criatividade, aprende a expor suas ideias, a dividir com o próximo, aumenta seu
vocabulário, expor seus sentimentos, se desafiam criando soluções para problemas
colocados por ela mesma durante a brincadeira.

Segundo wajskop:

“Portanto, a brincadeira é uma situação privilegiada de aprendizagem infantil


onde o desenvolvimento pode alcançar níveis mais complexos, exatamente
pela possibilidade de interação entre os pares em uma situação, imaginária
e pela negociação de regras de convivência e de conteúdos temáticos (...)”
(1997, p. 35).

Durante as brincadeiras a criança imita sua realidade cotidiana, ela


reconstruindo conhecimentos que possuem. Um exemplo é quando ela se faz
protagonista de um personagem durante a brincadeira, para tal ela tem
conhecimento das características desse personagem.

Consta no RECNEI:

“O principal indicador da brincadeira, entre as crianças, é o papel que


assumem enquanto brincam. Ao adotar outros papéis na brincadeira, as
crianças agem frente à realidade de maneira não-literal, transferindo e
substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel
assumido, utilizando-se de objetos substitutos.” (BRASIL, 1998, p. 27):

2.2. Definição de Jogo.

Jogo é um termo do latim “jocus” que significa gracejo, brincadeira,


divertimento. O jogo é uma atividade física ou intelectual que integra um sistema de
regras e define um indivíduo (ou um grupo) vencedor e outro perdedor.

Diferente da brincadeira, o jogo é uma atividade que possuem regras claras e


sua estruturação é mais complexa. Semelhante à brincadeira, é uma atividade que
pode ser executada tanto por crianças como também por adultos, diferente do
brinquedo que possui associação imediata à esfera infantil. Mas se integra tanto à
brincadeira quanto ao brinquedo.
Atividade gratuita, espontânea, onde a criança manifesta suas emoções,
fantasias, também pode estabelecer regras e ela expressar - se sem impedimentos
e inibições.

Ao jogar a criança deve sentir prazer de participar e através dessa diversão


alcançará seu próprio resultado. Só assim sua função estará sendo exercida, sendo
ela: o exercício da memória, raciocínio, a imaginação, criatividade, o
desenvolvimento físico, valores, entre outros.

Miranda diz:

“O jogo pressupõe uma regra, o brinquedo é um objeto manipulável e a


brincadeira, nada mais é que o ato de brincar com o brinquedo ou mesmo
com o jogo (...). Percebe-se, pois que o jogo, brinquedo e a brincadeira têm
conceitos distintos, todavia estão entrelaçados ao passo que o lúdico
envolve todos eles.” (2001, p. 30).

O jogo ensina a criança a compartilhar, respeitar regras, ser solidária, a


entender que tanto pode vencer como também perder.

Pereira resume alguns dos valores do jogo:

“É fonte sadia de realização e diversão;


É maneira de desenvolver-se fisicamente;
É estímulo ao progresso, ao desenvolvimento da personalidade;
É aprendizado para a vida em sociedade;
É descoberta de capacidades e limites;
É meio de cura para traumas e complexos;
É descoberta do valor da pessoa humana;
É respeito pelo ser da criança.” (1981, p. 11).

Em sua essência o jogo, é o elemento ou recurso lúdico que mais instiga o


intelecto, trabalhado nas diversas áreas do conhecimento potencializando o
processo de ensino aprendizagem.

2.2. Definição de brinquedo.


A palavra brinquedo é um vocábulo registado desde o século XIX e derivado
de brinco. O substantivo brinco provém do vocábulo latino vinculum, que significa
«atadura, pendente, pingente, enfeit.

Brinquedos posem se classificar em estruturados e não estruturados, sendo


os não estruturados aqueles “brinquedos” criados pela imaginação das criança,
podendo ser desde pequenos gravetos que se transformam em comidinha ou até
mesmo a sua própria mão que se transforma em uma arminha.

Para kishimoto:

“(...) brinquedo é entendido como instrumento, suporte de brincadeira,


brincadeira como uma descrição de uma conduta estruturada com regras e
o jogo designa tanto o objeto, como as regras da ação da brincadeira.”
(2003, p.7)

Quanto aos brinquedos eletrônicos, se faz necessários critérios para a


escolha porque de imediato eles chamam a atenção da criança, mas como em sua
maioria não estimulam a criatividade logo o interesse por eles passa.

“O brinquedo supõe uma relação íntima com o sujeito, uma indeterminação


quanto ao uso, ausência de regras.” (KISHIMOTO, 1996, p. 12).

Os brinquedos são instrumentos que instigam a criança encenar e expressar


vivencias de sua realidade, deste modo, o brinquedo substitui elementos/objetos
reais que a criança geralmente não manipula, tornando a brincadeira uma
representação perfeita de sua realidade.

Segundo Kishimoto:

Quando vemos uma criança brincando de faz-de-conta, sentimo-nos


atraídos pelas representações que ela desenvolve. A primeira impressão
que nos causa é que as cenas se desenrolam de maneira a não deixar
dúvida do significado que os objetos assumem dentro de um contexto.
Assim, os papéis são desempenhados com clareza: a menina torna-se mãe,
tia, irmã, professora; o menino torna-se pai, índio, policial, ladrão sem script
e sem diretor. Sentimo-nos como diante de um miniteatro, em que papéis e
objetos são improvisados.” (2007, p. 57).

O brinquedo é um instrumento de extrema importância para a criança, ele é o


motivador ou estimulo para o brincar. Vygotsky afirma que o brinquedo possibilita a
criação da Zona de Desenvolvimento Proximal. Determinada como distancia entre a
capacidade que a criança tem resolver situações sozinhas e a capacidade de
resolver situações com auxilio de mediação. Sempre em constante transformação a
Zona de Desenvolvimento Mental são técnicas mentais em desenvolvimento ou que
ainda são imaturas.

Vygotsky:

“(...) A brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento


proximal que não é a outra coisa senão a distância entre o nível atual de
desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver
independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial,
determinado através da solução de um problema, sob a orientação de um
adulto ou um companheiro mais capaz.” (1989, p. 130).

Sendo assim, é durante a brincadeira que a criança fantasia ser maior do que
realmente é e realiza através de imitações tudo o que habitualmente não pode fazer.
Posto isso, a brincadeira proporciona benefícios cognitivos, sociais e afetivos.

CAPÍTULO III: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM


Atualmente na educação novas técnicas didáticas são aperfeiçoadas para
que o ensino ocorra de maneira profícua. Recursos como a ludicidade trabalhados
como prática pedagógica são poderosos no auxilio para o melhor desempenho do
processo ensino-aprendizagem.

A ludicidade apresentada de maneira dinâmica e prazerosa proporciona em


sala de aulas um clima de entusiasmo, fator motivador primordial para que o
processo de ensino-aprendizagem aconteça com solidez, qualidade e sucesso.

Contudo o professor ao se utilizar da ludicidade como prática pedagógica


deve estar atento que a elaboração da atividades demandam planejamento
minucioso e cuidadoso.

Negrine reforça:

“(...) no sentido de promover aprendizagens significativas, uma vez que não


tem sentido pensar o lúdico pelo lúdico, já que não existe ação sem uma
intenção, mesmo quando esta escapa à percepção imediata daquele que a
realiza”. (2001, p.40).

A ludicidade como prática pedagógica deve ser prazerosa tanto para o


professor quanto para a criança, o fato da necessidade de planejamento e cuidado
para sua elaboração não deve ser um fardo para o professor.

Fortuna diz que:

“... a sala de aula é um lugar de brincar se o professor consegue conciliar os


objetivos pedagógicos com os desejos do aluno. Para isto é necessário
encontrar o equilíbrio sempre móvel entre o cumprimento de suas funções
pedagógicas – ensinar conteúdos e habilidades, ensinar a aprender – e
psicológicas, contribuir para o desenvolvimento da subjetividade, para a
construção do ser humano autônomo e criativo, na moldura do desempenho
das funções sociais – preparar para o exercício da cidadania e da vida
coletiva, incentivar a busca da justiça social e da igualdade com respeito à
diferença “ (2001, p.116).

Através do lúdico a criança se expressa e aprende mutuamente com o mundo


que vive. No decorrer das atividades lúdicas ocorrerá aquisição de valores,
incorporação de novos conhecimentos, desenvolvimento criativo, social e cultural,
desenvolvimento de habilidades motora, psicológicas, emocionais, ou seja,
possibilita a criança obter equilíbrio entre o real e o imaginário, desenvolvendo se
integralmente.

Nesta perspectiva, as atividades lúdicas como prática pedagógica é sempre


benvinda, possibilitando que a criança seja desafiada, que ela construa de um
percurso de pensamentos, que ela exercite o raciocínio, que elabore estratégias
para chegar a um determinado resultado ou meta a serem atingidos.

Essa prática oportuniza ao professor oferecer atividades interessantes que


desafiem a criança a participar, interagir e torna suas aulas mais dinâmicas e
prazerosas proporcionando uma aprendizagem sólida, promovendo assim o
desenvolvimento integral da criança.

Oliveira enfatiza que:

“A brincadeira é o recurso privilegiado de desenvolvimento da criança


pequena por adicionar e desenvolver processo psicológicos –
particularmente a memória e a capacidade de expressar elementos com
diferentes linguagens, de representar mundo por imagens, de tomar o
ponto de vista de um interlocutor e ajustar seus próprios argumentos por
meios de confronto de papéis que nele se estabelece, de ter prazer e de
partilhar situações plenas de emoção e afetividades.” (2011, P.235).

Hoje na esfera educacional o jogo é atividade mais usada nas práticas


pedagógicas, sendo uma de suas principais características o estimulo das múltiplas
inteligências.

Durante a prática do jogo, a criança irá focar na construção ou elaboração de


estratégias a fim de atingir determinado resultado, deste modo o jogo estimula o
desenvolvimento cognitivo. Ao professor cabe ficar atento a não focar não só nos
resultados que a criança atinge, mas sim no como ela chegou ao resultado ao
resultado, ou seja, deve focar na análise do processo de construção de
pensamentos e estratégias que ela trilhou para chegar a aquele resultado durante o
jogo/atividade.

Não analisar este processo é fazer com que a atividade se torne banal, pois
toda atividade lúdica utilizada como instrumento na prática pedagógica tem
metas/objetivos a serem alcançados e a não análise do processo de como a criança
construiu estratégias para alcançar resultados durante a atividade torna esta
injustificada, apenas um passatempo ou atividade livre. “(...) todo jogo pode ser
usado por muitas crianças, mas seu efeito sobre a inteligência será sempre pessoal
e impossível de ser generalizado.” (ANTUNES, 1998, p. 16).

Santos afirma:

“O brincar está sendo cada vez mais utilizado na educação construindo-se


numa peça importantíssima nos domínios da inteligência, na evolução do
pensamento e de todas as funções superiores, transformando-se num meio
viável para a construção do conhecimento.” (1999, p. 115).

Nesse sentido reforça-se que o professor precisa ter consciência de planejar


antecipadamente as atividades que tem como recurso a ludicidade. Estas devem ser
contextualizadas, escolhidas com critérios e respeito à realidade a que a criança
pertence, o professor deve ser atento que todo jogo ou brincadeira deve ser
minuciosamente explicado antes de seu início, pois muitas vezes a criança não
conhece a brincadeira ou jogo, deve deixar claros as regras, modo e materiais
dispostos para a realização da atividade. Bueno ressalta que os professores “(...)
tenham em mente que é através das ações, do fazer, pensar e brincar, que o ser
humano vai construir seu conhecimento.” (BUENO, 2010, p. 21).

Para que o professor tenha essa consciência é necessário que esteja sempre
se capacitando, buscando por inovações e novos conhecimentos, a fim de ligar à
prática a teoria respeitando sempre a realidade da criança.

De acordo com Nunes:

“(...) a importância da formação continuada de professores, pois desse


processo depende a construção da proposta pedagógica e, principalmente,
o desafio de relacionar concepções teóricas com as questões do cotidiano e
das práticas com as crianças”. (2006, p.24)

Contudo existem profissionais que resistem à ideia de trabalhar com o lúdico


no processo de ensino-aprendizagem, argumentando que a utilização do recurso
traz desorganização e tumulto às aulas. Impossibilitando assim um olhar negativo
sobre o uso do lúdico como pratica pedagógica, onde equivocadamente muitos
apontam essas atividades como mero passatempo e denominando o profissional
que dela faz uso com irresponsável e despreparado.
Para Santos:

“O educador deve direcionar toda a atividade fazendo a brincadeira perder o


caráter livre, promovendo um caráter pedagógico, promovendo interação
social e o desenvolvimento de habilidades intelectivas” (2009, P.03).

É importante que o profissional de educação esteja aberto as inovações e


novos desafios, assim entenderá que o lúdico como instrumento utilizado na prática
pedagógica é importante não só para a criança, mas também para ele A mudança
de sua postura fará com que entenda o quanto é necessário à presença das
brincadeiras, jogos e brinquedos no cotidiano da criança.

De acordo com Almeida:

“Mas, se ainda é complicado a inserção da ludicidade em sala de aula para


crianças, no caso dos adultos, na formação dos professores torna-se uma
realidade mais distante ainda”. (SANTOS, 1997; KISHIMOTO, 1999 apud
ALMEIDA, s/d).

Contudo, é necessário que o professor tenha bom senso na hora de planejar


suas aulas lúdicas e as tradicionais aulas. A ludicidade deve ser usada como
instrumento de complementação, um facilitador do processo de ensino-
aprendizagem e nunca se esquecer de assumir sua posição de mediador e
responsável principal para desenvolvimento integral, ou seja, cognitivo, psicomotor e
psicossocial do aluno. Fortuna (2008, p. 4), “defender o brincar na escola, por outro
lado, não significa negligenciar a responsabilidade sobre o ensino, a aprendizagem e
o desenvolvimento”.

O professor é personagem fundamental durante a realização das atividades


lúdicas. Seu estimulo é imprescindível para a criança, ele deve fazer elogios durante
o desenvolver das atividades, parabenizar a criança pelo esforço e desempenho,
mas acima de tudo deve participar das atividades em conjunto com a criança a fim
de acompanhar todo o processo de construção de conhecimento.
Teixeira diz:

“O educador possui um papel de um facilitador, ora orienta e dirige as


atividades lúdicas, ora coloca as crianças como responsáveis de suas
próprias brincadeiras. É importante que o responsável organize e estruture o
espaço de forma a estimular na criança a vontade de brincar, de competir e
cooperar, pois em relação ao brincar o que é mais importante é a
participação e aliando a teoria à prática acontece a valorização do
conhecimento.” (2014. P.86).

Com base nos autores referenciados, não só o profissional de educação, mas


também a escola precisa aceitar que a ludicidade como recurso para o
desenvolvimento integral da criança precisa ser privilegiado no cotidiano escolar
presente não apenas como atividades livres, mas também na pratica pedagógica
unindo teoria e prática em benefício de uma aprendizagem de qualidade e sólida.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base nos estudos feitos pode-se concluir que utilizar o lúdico na pratica
educacional é de extrema importância. Utilizado na forma de jogos e brincadeiras
possibilita para o professor ministrar aulas dinâmicas, criativas e interessantes;
propicia a oportunidade de conhecer o aluno; entre outros benefícios. Para a criança
proporciona uma série de benefícios como: aquisição de valores, incorporação de
novos conhecimentos, desenvolvimento criativo, social e cultural, desenvolvimento
de habilidades motora, psicológicas, emocionais, ou seja, possibilita a criança obter
equilíbrio entre o real e o imaginário, desenvolvendo se integralmente.

A postura do professor como mediador é fundamental durante as aulas


lúdicas. Seu estimulo é imprescindível para a criança, ele deve fazer elogios durante
o desenvolver das atividades, parabenizar a criança pelo esforço e desempenho,
mas acima de tudo deve participar das atividades em conjunto com a criança a fim
de acompanhar todo o processo de construção de conhecimento.

Mas para que o professor tenha sucesso ao elaborar suas aulas lúdicas é
preciso que elas sejam bem planejadas, do contrário serão vistas como mero
passatempo e o professor como despreparado ou irresponsável. Ou seja, é
necessário bom senso na hora de planejar as aulas lúdicas e as tradicionais aulas. A
ludicidade deve ser usada como instrumento de complementação, um facilitador do
processo de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento integral nos aspectos físico,
social, cultural, afetivo e cognitivo.

Assim podemos concluir que é um privilégio incluir o lúdico na prática


pedagógica, desde que o profissional de educação (professor) seja capacitado, e
que busque sempre aperfeiçoar sua prática.
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