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SOBRE OS ANJOS

Quem são os anjos?


Vários anos atrás, era fora de moda falar de anjos e demônios; precisava ter coragem até para falar nas igrejas e
na catequese para as crianças. Famosa ficou a frase de R. Bultmann no seu livro Kerigma und Mytos vol I de
1955:

"Não se pode usar a luz elétrica e o rádio, servir-se de modernos instrumentos médicos e clínicos e acreditar, ao
mesmo tempo, no mundo dos espíritos e dos milagres do Novo Testamento".

Esta era a mentalidade científica daquele tempo que rejeitava, a priori, também o mundo angélico. Não é
intenção desse artigo criticar ou aprovar a citação acima, mas constatar que essa mentalidade foi desmentida
pelos fatos dos últimos anos. Hoje, existe por aí um esvoaçar de anjos de todo tipo, que cria confusão nas
pessoas e que abriu um rico mercado, colocando o assunto entre os que mais vendeu nos últimos anos.
Somente em 1995, foram colocados no mercado mais de 52 títulos diferentes sobre os anjos.

Mas que anjos são esses?

A quanto parece, certamente não são os anjos da tradição cristã, visto os títulos e os artigos que aparecem nas
revistas da grande mídia e da New Age. Anjos cabalistas, crianças e adolescente, jovens e adultos, masculinos e
femininos, vestidos de sol, de guerreiros ou seminus, conforme o gosto pessoal. Não seria totalmente estranho
se alguém lançasse um manual sobre anjos com o título "Crie seu anjo pessoal e fique de bem com a vida".

Até o antigo dito - "discutir o sexo dos anjos" - que significava uma discussão inútil, hoje, perdeu significado
porque cada um pode fabricar seu anjo a seu prazer; além disso, há livros sobre o sexo e as preferências dos
anjos...
Esse grande revival de seres celestiais, nos anos que precedem o fim do século 20, fez com que alguns
esotéricos "suspeitassem" que os anjos estariam preparando uma grande jornada na terra. O motivo era a
passagem para o terceiro milênio ou a crença - pelo menos até agora infundada - da iminência do fim do mundo.
Os anjos deveriam guiar os homens nessa difícil passagem e preparar o novo milênio. Mas o fim não aconteceu e
os anjos continuam voando, cada vez mais numerosos, nos livros e nas lojas esotéricas.

Desse conjunto de suposições esotéricas, explica-se em parte a súbita paixão pelos anjos. O homem moderno
sente falta de um amparo espiritual e constrói sucedâneos que lhe possam dar certa tranquilidade e segurança
interior. Para muitos, a devoção aos anjos torna-se uma terapia econômica porque dispensa o psicólogo.

Alguns escritores descobriram até que esses seres seriam parte da cabala, portanto, cada anjo teria um nome,
um número mágico e uma hora mais propícia para proteger seus afilhados.

Quem seriam esses anjos?


Num voo pela história das várias religiões, encontramos seres semelhantes aos que chamamos de anjos: seres
espirituais, incorpóreos, mensageiros - donde o nome angelus (anjo) - da divindade superior.

Na Bíblia, podemos encontrá-los em vários lugares e em várias funções: como guardião do paraíso terrestre;
aparecendo a Abraão para anunciar-lhe o nascimento do filho; como companheiro de viagem do filho de Tobias
ao qual fornece um remédio para a cegueira do pai; enfeitando a arca da Aliança - talvez a única imagem
antropomórfica dos mesmos com três pares de asas. No livro do profeta Ezequiel, há uma detalhada descrição
de anjos e como eles servem ao trono de Deus.

No Novo Testamento, um anjo anuncia a Maria o nascimento de Jesus, resolve as dúvidas de José, aparece no
sepulcro vazio após a ressurreição, anuncia a volta do Salvador e liberta Pedro da prisão.

No Alcorão, lemos que a revelação, ou parte dela, a Maomé foi feita por Gabriel, um arcanjo importante na
hierarquia angélica, e anjos guardam o inferno islâmico.

Em outras religiões, encontramos manifestações de seres anunciadores de mensagens celestes e intermediários


entre a divindade máxima e os homens.

Em oposição aos anjos existem os demônios, isto é, anjos decaídos que se revoltaram contra Deus e foram
castigados. O núcleo dessa rebelião angélica encontra-se nas três religiões que surgiram da Bíblia: judaísmo,
islamismo e cristianismo, porém, com nuanças diferentes. Para os cristãos, Lúcifer, o anjo da luz que se tornou
Satanás, revoltou-se contra Deus por soberba e por não querer aceitar a futura encarnação do Filho de Deus
num homem, alegando ser indigno querer que anjos, seres superiores, adorassem um Deus encarnado num
homem, ser inferior.

Alguns rabinos diziam que os anjos decaídos teriam se revoltado contra Deus querendo demonstrar a própria
superioridade sobre os homens ou, conforme a curiosa interpretação de outros, por não ter o poder de gerar
filhos, possibilidade que foi concedida por Deus aos homens. Para confirmar isso, lembram uma citação bíblica
que diz que alguns espíritos fugitivos do paraíso teriam seduzido mulheres e criado gigantes monstruosos.
Quantos são?
As discussões são enormes: alguns opinam que seriam 99 vezes o número dos homens, para atender a todas as
funções de anjos da guarda de cada ser humano vivo e ao serviço na corte celeste, superando em 2/3 o número
de demônios. São Tomás de Aquino diz que Deus criou anjos em "abundância" para atender aos homens e
proteger o universo.

Será que os anjos têm asas?


Tirando a única citação sobre as asas dos querubins na arca e a simbólica descrição de Ezequiel, não consta - na
tradição judaica - que esses seres incorpóreos tivessem asas, embora se deslocassem com a velocidade dos
espíritos.

A tradição popular cristã sobre os anjos com asas parece ter iniciado no séc.5, para distingui-los dos mensageiros
pagãos da mitologia greco-romana. Essa tradição foi assumida e confirmada pelos artistas que criaram asas de
todo tipo.

Pelo pouco que falamos, pode-se deduzir que sendo os anjos seres indefinidos, foram adaptados aos gostos de
cada inventor de modismos angélicos. Mas a diferença entre os anjos da New Age e do catecismo católico é
enorme. Para concluir, queremos terminar com a frase de Alix de Saint-André que nos lembra que "sem Deus, o
anjo se torna absurdo", ou seja, procuremos o Deus vivo e encontraremos o verdadeiro anjo, seu mensageiro.

Os anjos conforme a tradição da Igreja católica


Os anjos fazem parte do patrimônio teológico-cultural da Igreja. Eles seriam seres espirituais, incorpóreos,
criados por Deus, inteligentes, imortais, superando em perfeição todas as criaturas, destinados a proteger (anjo
da guarda) as pessoas, do nascimento até a morte, e a Igreja.

Entre os pronunciamentos de vários papas, encontramos que os anjos são mediadores entre Deus e os homens.
O resto pertence à tradição popular que sempre teve uma particular devoção por esses seres alados, tão bons,
que se tornaram simpáticos até àqueles que não acreditam em Deus.

Autoria: Ernesto Arósio

SOBRE OS ANJOS

O fascínio pelos anjos é quase tão remoto quanto o sentimento religioso da humanidade. Sua figura misteriosa,
etérea, já inspirou poetas, músicos, cineastas, filósofos. Mas há algumas décadas eles pareciam tão
desacreditados quanto as cegonhas, até mesmo entre as altas hierarquias católicas.

Tanto que no Catecismo Holandês, de 1966, passaram a ser vistos como "elemento peculiar da cultura antiga".
Curiosamente, ao passo que perdiam pontos entre teólogos da Igreja, os anjos voltavam à popularidade que já
gozaram em outras eras.

Nos últimos anos vem acontecendo um revival angélico. Nos Estados Unidos, onde uma pesquisa Gallup revelou
que 75% dos adolescentes acreditam neles, proliferam associações e jornais angiológicos. Na Itália, foram
organizados vários seminários sobre o tema celestial. No Brasil, segundo pesquisa realizada no ano passado pela
Saldiva e Associados Propaganda, 91% da população de São Paulo e Rio de Janeiro acreditam na proteção do
anjo da guarda. O que há por trás dessa crença?

A partir da década de 90, que tem sido chamada pelos esotéricos de "a década dos seres de Luz", esses
mensageiros de Deus passam a ser cada vez mais presentes na vida do ser humano, atraídos pelas faixas
vibratórias de uma nova consciência, que ensaia os primeiros passos rumo às futuras transformações coletivas.
Afinal, chegou o profetizado dia em que os anjos entrariam em comunhão conosco, para auxiliar o nosso
despertar.

Cabe-nos agora a tarefa de cooperar com eles, como acontecia no princípio dos tempos, quando o homem
convivia de maneira natural com esses ministros de Deus. Por isso nutrimos intuitivamente uma atração por
eles.

Angelologia é a ciência voltada ao estudo do contagiante mundo dos anjos, os grandes agentes da circulação
energética no cosmos.

A palavra "Anjo", é originária do grego angelos, que significa mensageiro, é o ser que estabelece a ponte entre
as esferas celestiais e o plano em que vivemos.

Vamos encontrá-los em várias religiões, como o cristianismo, o judaísmo, o budismo, o hinduísmo ou o


islamismo, consideram o seu papel de auxiliares do desenvolvimento humano. Curiosamente, os primeiros
papas da igreja aconselhavam os fiéis a criarem anjos "artificiais", dada a importância de poder dispor de um
canalizador de energia nos momentos de necessidade. Aliás, muitas vezes nós os criamos, até
inconscientemente, como formas-pensamento, aplicando a visualização criativa.

Esses verdadeiros seres de luz são classificados por inúmeras categorias de anjos da guarda e permanecem
constantemente dentro da sua aura luminosa. É possível que alguém que desempenhe um trabalho muito
importante tenha junto de si uma assessoria de anjos transmitindo-lhe energia.

O anjo é um ser essencialmente passivo, e se uma pessoa não for permeável às suas influências, ele jamais
interferirá no seu livre-arbítrio.

No fundo, o que ele inspira é amor, a qualidade que abre as portas do coração e da mente dos seres humanos, e
o que lhes dá é conhecimento do lar celestial.

Mas quem quiser beneficiar-se com a ação dos anjos em sua vida, e sentir assim uma felicidade crescente, deve
possuir algumas qualidades indispensáveis a qualquer aspirante. Simplicidade, pureza, retidão e impessoalidade
são atributos essenciais, além do hábito de cultivar pensamentos, palavras e atos o mais elevados possível e
empenhar-se em fazer algo realmente grandioso de todas as coisas, reconhecendo a presença divina dentro do
seu cotidiano.

Embora a popularização do assunto venha trazendo ao público várias representações dos anjos, a verdade é que
eles não têm forma, pois constituem uma vibração, uma quantidade de fluído cósmico. Entretanto, podem
apresentar-se ao observador por meio de uma imagem que os identifiquem a partir de informações da sua
própria mente. Outras vezes aparecem como grandes formas ovais concêntricas de luz ou clarões sem forma.

Os anjos do lar, por exemplo, atingem aproximadamente dois metros de altura e costumam postar-se num dos
ângulos da casa, que se torna o melhor lugar para uma pessoa ler ou descansar, para uma planta vicejar ou um
cachorro dormir. Para comunicar sua presença, os anjos podem produzir luzes coloridas, aromas sutis ou ainda
emitir uma música de rara beleza, originada nas esferas superiores ou no suave ruflar de suas asas.

Dentro da hierarquia angélica definem-se nove coros celestiais, na seguinte ordem:

Serafins: são descritos com seis asas e envolto por chamas de fogo, têm poderes de purificação e iluminação,
difundem o princípio da vida universal e manifestam a glória de Deus. Uriel é seu líder.

Querubins: trazem penas de pavão cheias de olhos, simbolizando a onisciência divina. Zelam pela ordenação do
caos universal, pela sabedoria, e nos ofertam o conhecimento e as ideias. Jophiel é seu líder.

Tronos: identificados por uma roda de fogo, cuidam do trono de Deus e apresentam o sentido de união ao
homem. São liderados por Japhkiel.

Domínios: almejam a verdadeira soberania e têm no cetro e na espada seus símbolos do poder divino sobre a
criação. Afloram no homem a força para subjugar o inimigo interior. Zadkiel é seu líder.

Virtudes: expressam a vontade de Deus e zelam pelo reino mineral, oferecendo discernimento ao homem. São
liderados por Haniel.

Potestades: são representados com espadas flamejantes. Responsabilizam-se pela ordem e protegem a
humanidade dos inimigos exteriores. Zelam pelos elementos água, terra, fogo e ar. Raphael é seu líder.

Principados: portam cetros e cruzes e vigiam as lideranças, pois atribuem ao homem a submissão. Têm
responsabilidade sobre o reino vegetal. Chamael é seu líder.

Arcanjos: também conhecidos como espíritos planetários lideram os anjos e são responsáveis pelo reino animal.
São liderados por Miguel.

Anjos: são seres de luz que zelam pela gênese do homem e seu desenvolvimento espiritual, sem ocuparem
postos ou desempenharem atribuições especiais nas fileiras do exército celestial.

Existem pesquisadores da angelologia que estabelecem diversas outras categorias, conforme suas experiências
de contato intuitivo com os anjos em suas missões junto ao homem. De acordo com eles há anjos
embelezadores da vida, anjos psicológicos, anjos do momento e anjos pessoais, para citar alguns dos mais
comentados.

A música e a beleza são as dádivas desses seres, os canais de expressão de toda qualidade e movimento divinos,
pois o belo é de natureza sagrada e nele reconhecemos a presença de Deus. Assim, existem anjos da música, da
arte, da cor e da forma presidindo o trabalho de artistas, inspirando pessoas sensíveis à sua influência.

Os anjos não desejam ser adorados nem exigem rituais sofisticados em troca do que têm a nos ofertar. Se você
quiser invocá-los, parta do princípio de que o amor é a condição básica para tê-los por perto, para permanecer
em comunhão com a alegria, a luz e o poder que deles emanam. Se desejar promover um sentimento de
fraternidade e paz em sua casa, uma ideia é oferecer aos anjos do lar um pequeno altar, que poderá
perfeitamente permanecer exposto como um arranjo decorativo, invocatório.

Prepare-o com essa intenção, reunindo cristais, flores, incenso, água, uma vela ou o que mais achar importante,
e componha esses elementos ao seu bel-prazer, com o pensamento voltado para o que irá pedir às forças
angélicas, e assim eles se farão presentes.
UM ESTUDO SOBRE ANJOS
ANJOS DA GUARDA

Não é fácil afirmar com precisão a época em que os homens começaram a falar e acreditar na força dos Anjos.

Em escavações arqueológicas feitas na antiga cidade de Ur (Golfo Pérsico), foi encontrada uma pedra com a
figura de um ser alado, descendo do céu, para despejar a água da vida na taça de um rei.

Na mitologia grega, encontramos o deus Hermes, com asas nos sapatos e no chapéu. O povo do antigo Egito,
acreditava que a deusa Ísis possuía asas, nas quais seus adeptos iam repousar, quando dormiam.

O Zoroastrismo, afirmava que os Anjos eram extensões e projeções de Deus e foram criados para ajudar à
humanidade.

Segundo a Cabala Hebraica, a chave para entrar nos segredos e mistérios da criação, é a interpretação
numerológica das 22 letras que compõem o alfabeto hebraico, pois ele representa as várias energias que
alimentam e comandam o Cosmos. Estas 22 letras estão presentes nos Arcanos Maiores do Tarot (Tarô) e se
manifestam por meio de 72 Anjos, chamados também de Gênios Cabalísticos.

Segundo a crença cabalística, desde a hora do nascimento, todos nós temos um Anjo Guardião que nos protege
até a morte física. Cada Gênio exerce um tipo de influência diferente sobre as pessoas e se revezam, governando
a cada um, durante cinco dias do ano. A cada Gênio, cabem 20 minutos diários e todos nós possuímos um Anjo
Positivo que nos ajuda e protege por toda a vida e um Anjo Mau, conhecido como Gênio Contrário, que fará de
tudo para atrapalhar nossa evolução e bem estar na Terra.

Segundo Abra-Melin, o Anjo da Guarda não deve ser encarado como uma entidade própria, mas como o mais
profundo sinal do inconsciente, o último Ego, o que é o mais verdadeiro dos Eu’s, o Eu paradoxalmente feito à
semelhança divina.

Existe um livro religioso chamado ZOHAR que foi escrito por Moisés de Leon, no século XI. O Zohar afirma a
existência dos 72 Anjos que se intercalam, governando os dias do ano.
Nas lendas judaicas, os Céus (Planos) são geralmente 7, incluindo o Plano Bem Aventurado, onde Anjos
fornecem um alimento chamado Maná.

A ideia de vários céus é afirmada por vários místicos e ocultistas, que apoiam a existência de vários mundos e
dimensões superiores e inferiores que a pessoa percorre após desencarnar. Nestas dimensões, os Anjos ensinam
os espíritos comuns.

Em 745 d.C. a Igreja Católica proibiu a idolatria aos Anjos de Guarda. Decretou que somente Miguel, Gabriel e
Raphael, poderiam ser invocados, alegando que os outros Anjos eram falsos. Na época, o Catolicismo estava
perdendo seus fiéis e a crença nos Anjos de Guarda sofrendo uma explosão e virou modismo.

A única forma que a Igreja encontrou para readquirir a confiança dos fiéis, foi proibir o culto aos sagrados Anjos
da Guarda.

Um dos maiores estudiosos de Anjos de que se tem conhecimento, foi Tomás de Aquino. Ele dizia que os Anjos
são espíritos puros, não tem nenhuma matéria ou massa e que não ocupam nenhum lugar no espaço.

Na Bíblia, os Anjos e suas atuações são mencionados aproximadamente 300 vezes e 15 vezes somente pelo
Divino Nazareno, JESUS.

Os Anjos têm dificuldade de permanecer na Terra por muito tempo. O que permite a permanência do Anjo na
Terra é a energia e a luz de nossa aura, pois a aura é para o Anjo o mesmo que o oxigênio para nós. Quando
estamos tristes e passando por dificuldades, nossa aura enfraquece e o Anjo sente dificuldade de atuar, então o
Gênio Contrário, ganha força, nos deixando antipáticos e em dificuldades.

Quando a criança nasce, já foi escolhido seu Anjo protetor que irá acompanhá-la pelo o resto da vida. Quando
existe a possibilidade de um espírito encarnar, a primeira providência a ser tomada é a consulta aos espíritos
encarnados dos futuros pais da criança. Esta consulta é feita durante o sono e se houver a concordância, os
poderosos Anjos Superiores começam a plasmar o retorno do espírito. Durante a gestação, é o Anjo da mãe do
bebê que protege a criança. Quando a criança dá a primeira inspirada, após nascer, o Anjo protetor
determinado, passa a protegê-la.

Até os 8 anos de idade, o Anjo de Guarda permanece 24 horas protegendo e auxiliando a criança, no que for
preciso. Neste período a marcante presença do Anjo da criança, tem a força de deixar o Gênio Contrário sem
poder. Após os 8 anos o Anjo vai se afastando paulatinamente, quando a criança começa a adquirir uma
personalidade definida e criar seu próprio livre-arbítrio. O Anjo pessoal passa então a voltar à Terra apenas nos
20 minutos que lhe são consagrados, diariamente.

Mesmo acreditando na força e poder dos Anjos, surge-nos sempre uma dúvida: porque os Anjos não podem ser
vistos pela maioria ou praticamente todas as pessoas?

Uma boa justificativa para isto está no livro Do you have a Guardian Angel? do escritor John Ronner. Lá ele diz o
seguinte:

Os olhos físicos não foram feitos para ver o mundo espiritual com facilidade. Outra razão para a habitual
invisibilidade dos Anjos, é que se uma pessoa não espera ver algo, geralmente não verá, mesmo um Anjo, além
disso como já foi dito anteriormente, os Anjos permanecem na Terra através da energia de nossa aura. Na
maioria das vezes, o nosso campo aural está totalmente fraco, pelo fato de não nos preocuparmos em
reenergizá-lo. Em nosso dia-a-dia, os compromissos pessoais e o corre-corre nos impedem de fazer uma
energização com cristais, cromoterapia, acupuntura, etc. Com o passar do tempo, nossa aura vai ficando cada
dia menor, fazendo com que o Anjo sinta dificuldade em ancorar. Materializar-se, então, quase impossível.

Quem sabe, quando os homens tomarem consciência novamente de que a energia espiritual realmente existe e
derem mais atenção a este lado, os Anjos voltem a aparecer com mais frequência. Enquanto isso, eles vão
ancorando aqui na Terra, mesmo assim com muita dificuldade, e atendendo da forma que podem os pedidos
dos seres humanos. Temos então que nos contentar em apenas sentir e de forma sutil seu enorme poder.

Para as pessoas os Anjos são seres com asas, luzes e auréolas na cabeça. Esta concepção não é de todo
incorreta, pois os Anjos podem aparecer de diversas formas, dependendo da imaginação de cada um; mas, na
realidade, os Anjos são energias divinas, capazes de mudar o futuro de toda humanidade.

Fonte: livro “ANJOS - Mensageiros do Infinito” de Claudiney Prieto

Os Anjos na Bíblia

Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento estão cheios de histórias que citam Anjos. Eles sempre se
apresentam para trazer uma mensagem de Deus, para dar uma boa-nova e esperança aos que sofrem. Não
importa o teor da história, os Anjos estão sempre lá, orientando-nos, nos dando forças ou até nos testando,
como é o caso do Anjo mau, conhecido como Lúcifer, que depois virou Satanás.

Os Anjos com Maria


E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,

27: A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era
Maria.
28: E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as
mulheres.

29: E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.

30: Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.

31: E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

32: Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;

33: E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

34: E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?

35: E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a
sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

36: E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que
era chamada estéril;

37: Porque para Deus nada é impossível.

38: Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-
se dela.

(Lucas, 1,26-38)

Nascimento de Ismael
Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.

2: E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura
terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.

3: Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim
de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.

4: E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.

5: Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que
concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o SENHOR julgue entre mim e ti.

6: E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai,
e ela fugiu de sua face.

7: E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.

8: E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai minha
senhora.

9: Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos.
10: Disse-lhe mais o anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por
numerosa que será.

11: Disse-lhe também o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome
Ismael; porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.

12: E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da
face de todos os seus irmãos.

13: E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu
também para aquele que me vê?

14: Por isso se chama aquele poço de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede.

15: E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.

16: E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à Luz Ismael.

(Gênesis, 16)

Deus prova Abraão


1: E ACONTECEU depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

2: E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o
ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.

3: Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus
moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.

4: Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe.

5: E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado,
tornaremos a vós.

6: E tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua
mão, e foram ambos juntos.

7: Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui
o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?

8: E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos
juntos.

9: E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a
Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.

10: E estendeu Abraão a sua mão, e tomou o cutelo para imolar o seu filho;

11: Mas o anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

12: Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a
Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.
13: Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num
mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.

14: E chamou Abraão o nome daquele lugar: O SENHOR PROVERÁ; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do
SENHOR se proverá.

15: Então o anjo do SENHOR bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus,

16: E disse: Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu
único filho,

17: Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus,
e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;

18: E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.

(Gênesis, 22,1-18)

Nascimento de Sansão
1: E OS filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, e o SENHOR os entregou na mão
dos filisteus por quarenta anos.

2: E havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não tinha
filhos.

3: E o anjo do SENHOR apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido;
porém conceberás, e terás um filho.

4: Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer coisa imunda.

5: Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino
será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus.

6: Então a mulher entrou, e falou a seu marido, dizendo: Um homem de Deus veio a mim, cuja aparência era
semelhante de um anjo de Deus, terribilíssima; e não lhe perguntei donde era, nem ele me disse o seu nome.

7: Porém disse-me: Eis que tu conceberás e terás um filho; agora pois, não bebas vinho, nem bebida forte, e não
comas coisa imunda; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre até ao dia da sua morte.

8: Então Manoá orou ao SENHOR, e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, ainda
venha para nós outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.

9: E Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus veio outra vez à mulher, e ela estava no campo, porém não
estava com ela seu marido Manoá.

10: Apressou-se, pois, a mulher, e correu, e noticiou-o a seu marido, e disse-lhe: Eis que aquele homem que veio
a mim o outro dia me apareceu.

11: Então Manoá levantou-se, e seguiu a sua mulher, e foi àquele homem, e disse-lhe: És tu aquele homem que
falou a esta mulher? E disse: Eu sou.

12: Então disse Manoá: Cumpram-se as tuas palavras; mas qual será o modo de viver e o serviço do menino?
13: E disse o anjo do SENHOR a Manoá: De tudo quanto eu disse à mulher guardará ela.

14: De tudo quanto procede da videira não comerá, nem vinho nem bebida forte beberá, nem coisa imunda
comerá; tudo quanto lhe tenho ordenado guardará.

15: Então Manoá disse ao anjo do SENHOR: Ora deixa que te detenhamos, e te preparemos um cabrito.

16: Porém o anjo do SENHOR disse a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres
holocausto o oferecerás ao SENHOR. Porque não sabia Manoá que era o anjo do SENHOR.

17: E disse Manoá ao anjo do SENHOR: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te
honremos?

18: E o anjo do SENHOR lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso?

19: Então Manoá tomou um cabrito e uma oferta de alimentos, e os ofereceu sobre uma penha ao SENHOR: e
houve-se o anjo maravilhosamente, observando-o Manoá e sua mulher.

20: E sucedeu que, subindo a chama do altar para o céu, o anjo do SENHOR subiu na chama do altar; o que
vendo Manoá e sua mulher, caíram em terra sobre seus rostos.

21: E nunca mais apareceu o anjo do SENHOR a Manoá, nem a sua mulher; então compreendeu Manoá que era
o anjo do SENHOR.

22: E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus.

23: Porém sua mulher lhe disse: Se o SENHOR nos quisesse matar, não aceitaria da nossa mão o holocausto e a
oferta de alimentos, nem nos mostraria tudo isto, nem nos deixaria ouvir tais coisas neste tempo.

24: Depois teve esta mulher um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o SENHOR o
abençoou.

25: E o Espírito do SENHOR começou a incitá-lo de quando em quando para o campo de Maané-Dã, entre Zorá e
Estaol.

(Juizes, 13)
Os Salmos

(Salmo 91)
Salmo 91 - Por ser o mais poderoso dos Salmos pode ser usado para todas as horas de necessidade, para
agradecer e pedir proteção para tudo e todos.

1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará.

2 Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.

3 Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa.

4 Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel.

5 Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia,

6 nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.

7 Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.

8 Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.

9 Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação,

10 nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.

11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

12 Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.

13 Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

14 Pois que tanto me amou, eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome.
15 Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei.

16 Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação.

O Monte das Oliveiras


39: E, saindo, foi, como costumava, para o Monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram.

40: E quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação.

41: E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava,

42: Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.

43: E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia.

44: E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que
corriam até ao chão.

45: E, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e achou-os dormindo de tristeza.

46: E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação

(Lucas 22, 39-46)

A Ressurreição de Jesus

1: E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram
ver o sepulcro.

2: E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a
pedra da porta, e sentou-se sobre ela.

3: E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve.

4: E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos.

5: Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi
crucificado.

6: Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia.

7: Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dentre os mortos. E eis que ele vai
adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito.

8: E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus
discípulos.
9: E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E
elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram.

10: Então Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão à Galiléia, e lá me verão.

11: E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas
as coisas que haviam acontecido.

12: E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados,

13: Dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram.

14: E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança.

15: E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até
ao dia de hoje.

16: E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado.

17: E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.

18: E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

19: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo;

20: Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os
dias, até a consumação dos séculos. Amém.

(Mateus, 28)

Rei de Tiro
Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o
selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.

13: Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio,
diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus
pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.

14: Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras
afogueadas andavas.

15: Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.

16: Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei,
profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas.

17: Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu
resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.
18: Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz
sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te
veem.

19: Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca
mais subsistirá.

(Ezequiel, 28, 12-19)

Nascimento de Jesus
Havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o
seu rebanho.

9: E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande
temor.

10: E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o
povo:

11: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

12: E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.

13: E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e
dizendo:

14: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.

15: E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos,
pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber.

16: E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura.

17: E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita;

18: E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam.

19: Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração.

20: E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes
havia sido dito.

(Lucas: 2,8-20)

O sonho de Jacó em Betel


E ISAQUE chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de
Canaã;
2: Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão,
irmão de tua mãe;

3: E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de
povos;

4: E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas
peregrinações, que Deus deu a Abraão.

5: Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca,
mãe de Jacó e de Esaú.

6: Vendo, pois, Esaú que Isaque abençoara a Jacó, e o enviara a Padã-Arã, para tomar mulher dali para si, e que,
abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: Não tomes mulher das filhas de Canaã;

7: E que Jacó obedecera a seu pai e a sua mãe, e se fora a Padã-Arã;

8: Vendo também Esaú que as filhas de Canaã eram más aos olhos de Isaque seu pai,

9: Foi Esaú a Ismael, e tomou para si por mulher, além das suas mulheres, a Maalate filha de Ismael, filho de
Abraão, irmã de Nebaiote.

10: Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã;

11: E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar,
e a pôs por seu travesseiro, e deitou-se naquele lugar.

12: E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e
desciam por ela;

13: E eis que o SENHOR estava em cima dela, e disse: Eu sou o SENHOR Deus de Abraão teu pai, e o Deus de
Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência;

14: E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul,
e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra;

15: E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te
deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.

16: Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia.

17: E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos
céus.

18: Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a
pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela.

19: E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome, porém daquela cidade antes era Luz.

20: E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para
comer, e vestes para vestir;

21: E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus;
22: E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei
o dízimo.

(Gênesis, 28)

Gideão
1: PORÉM os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR; e o SENHOR os deu nas mãos dos
midianitas por sete anos.

2: E, prevalecendo a mão dos midianitas sobre Israel, fizeram os filhos de Israel para si, por causa dos midianitas,
as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortificações.

3: Porque sucedia que, semeando Israel, os midianitas e os amalequitas, e também os do oriente, contra ele
subiam.

4: E punham-se contra ele em campo, e destruíam os frutos da terra, até chegarem a Gaza; e não deixavam
mantimento em Israel, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos.

5: Porque subiam com os seus gados e tendas; vinham como gafanhotos, em grande multidão que não se podia
contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra, para a destruir.

6: Assim Israel empobreceu muito pela presença dos midianitas; então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR.

7: E sucedeu que, clamando os filhos de Israel ao SENHOR por causa dos midianitas,

8: Enviou o SENHOR um profeta aos filhos de Israel, que lhes disse: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Do Egito
eu vos fiz subir, e vos tirei da casa da servidão;

9: E vos livrei da mão dos egípcios, e da mão de todos quantos vos oprimiam; e os expulsei de diante de vós, e a
vós dei a sua terra.

10: E vos disse: Eu sou o SENHOR vosso Deus; não temais aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; mas
não destes ouvidos à minha voz.

11: Então o anjo do SENHOR veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás,
abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.

12: Então o anjo do SENHOR lhe apareceu, e lhe disse: O SENHOR é contigo, homem valoroso.

13: Mas Gideão lhe respondeu: Ai, Senhor meu, se o SENHOR é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é
feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o SENHOR subir do Egito?
Porém agora o SENHOR nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas.

14: Então o SENHOR olhou para ele, e disse: Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas;
porventura não te enviei eu?

15: E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em
Manassés, e eu o menor na casa de meu pai.

16: E o SENHOR lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só
homem.
17: E ele disse: Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo.

18: Rogo-te que daqui não te apartes, até que eu volte e traga o meu presente, e o ponha perante ti. E disse: Eu
esperarei até que voltes.

19: E entrou Gideão e preparou um cabrito e pães ázimos de um efa de farinha; a carne pôs num cesto e o caldo
pôs numa panela; e trouxe-lhe até debaixo do carvalho, e lhe ofereceu.

20: Porém o anjo de Deus lhe disse: Toma a carne e os pães ázimos, e põe-nos sobre esta penha e derrama-lhe o
caldo. E assim fez.

21: E o anjo do SENHOR estendeu a ponta do cajado, que estava na sua mão, e tocou a carne e os pães ázimos;
então subiu o fogo da penha, e consumiu a carne e os pães ázimos; e o anjo do SENHOR desapareceu de seus
olhos.

22: Então viu Gideão que era o anjo do SENHOR e disse: Ah, Senhor DEUS, pois vi o anjo do SENHOR face a face.

23: Porém o SENHOR lhe disse: Paz seja contigo; não temas; não morrerás.

(Juízes, 6,1-23)

Daniel na Cova dos Leões


1: E PARECEU bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte príncipes, que estivessem sobre todo o reino;

2: E sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei
não sofresse dano.

3: Então o mesmo Daniel sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um espírito excelente; e
o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino.

4: Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não
podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.

5: Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos
contra ele na lei do seu Deus.

6: Então estes presidentes e príncipes foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: Ó rei Dario, vive para sempre!

7: Todos os presidentes do reino, os capitães e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em


promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a
qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.

8: Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos
e dos persas, que não se pode revogar.

9: Por esta razão o rei Dario assinou o edito e a proibição.

10: Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas
abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu
Deus, como também antes costumava fazer.
11: Então aqueles homens foram juntos, e acharam a Daniel orando e suplicando diante do seu Deus.

12: Então se apresentaram ao rei e, a respeito do edito real, disseram-lhe: Porventura não assinaste o edito,
pelo qual todo o homem que fizesse uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, por espaço de trinta
dias, e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei, dizendo: Esta palavra é certa, conforme
a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.

13: Então responderam ao rei, dizendo-lhe: Daniel, que é dos filhos dos cativos de Judá, não tem feito caso de ti,
ó rei, nem do edito que assinaste, antes três vezes por dia faz a sua oração.

14: Ouvindo então o rei essas palavras, ficou muito penalizado, e a favor de Daniel propôs dentro do seu coração
livrá-lo; e até ao pôr do sol trabalhou para salvá-lo.

15: Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que
nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar.

16: Então o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e lançaram-no na cova dos leões. E, falando o rei, disse a
Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará.

17: E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus
senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel.

18: Então o rei se dirigiu para o seu palácio, e passou a noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença
instrumentos de música; e fugiu dele o sono.

19: Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei, e foi com pressa à cova dos leões.

20: E, chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste; e disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo,
dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?

21: Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre!

22: O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada
em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.

23: Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova,
e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.

24: E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova
dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se
apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.

(Daniel, 6,1-24)

A Tentação de Jesus
1: ENTÃO foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

2: E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;

3: E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
4: Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai
da boca de Deus.

5: Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,

6: E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará
ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra.

7: Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.

8: Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória
deles.

9: E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

10: Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.

11: Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.

12: Jesus, porém, ouvindo que João estava preso, voltou para a Galileia;

13: E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali;

14: Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz:

15: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, Junto ao caminho do mar, além do Jordão, A Galiléia das nações;

16: O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; E, aos que estavam assentados na região e
sombra da morte, A luz raiou.

17: Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

(Mateus, 4,1-17)

Libertação de Pedro
1: E POR aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar;

2: E matou à espada Tiago, irmão de João.

3: E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos
ázimos.

4: E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o
guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa.

5: Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.

6: E quando Herodes estava para o fazer comparecer, nessa mesma noite estava Pedro dormindo entre dois
soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão.

7: E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o
despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias.
8: E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua
capa, e segue-me.

9: E, saindo, o seguia. E não sabia que era real o que estava sendo feito pelo anjo, mas cuidava que via alguma
visão.

10: E, quando passaram a primeira e segunda guardas, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual
se lhes abriu por si mesma; e, tendo saído, percorreram uma rua, e logo o anjo se apartou dele.

11: E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão
de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava.

12: E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos
estavam reunidos e oravam.

13: E, batendo Pedro à porta do pátio, uma menina chamada Rode saiu a escutar;

14: E, conhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro
estava à porta.

15: E disseram-lhe: Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: É o seu anjo.

16: Mas Pedro perseverava em bater e, quando abriram, viram-no, e se espantaram.

17: E acenando-lhes ele com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão, e disse:
Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, partiu para outro lugar.

18: E, sendo já dia, houve não pouco alvoroço entre os soldados sobre o que seria feito de Pedro.

19: E, quando Herodes o procurou e o não achou, feita inquirição aos guardas, mandou-os justiçar. E, partindo
da Judéia para Cesárea, ficou ali.

20: E ele estava irritado com os de Tiro e de Sidon; mas estes, vindo de comum acordo ter com ele, e obtendo a
amizade de Blasto, que era o camarista do rei, pediam paz; porquanto o seu país se abastecia do país do rei.

21: E num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes fez uma prática.

22: E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem.

23: E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou.

24: E a palavra de Deus crescia e se multiplicava.

25: E Barnabé e Saulo, havendo terminado aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levando também consigo a
João, que tinha por sobrenome Marcos.

(Atos, 12)

Lázaro e o Rico
19: Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e
esplendidamente.
20: Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;

21: E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe
as chagas.

22: E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico,
e foi sepultado.

23: E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.

24: E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do
seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

25: Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e
agora este é consolado e tu atormentado.

26: E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para
vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.

27: E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai,

28: Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de
tormento.

29: Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.

30: E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.

31: Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos
mortos ressuscite.

(Lucas, 16, 19-31)

O Anjo com São José


18: Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se
ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.

19: Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.

20: E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não
temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;

21: E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

22: Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz;

23: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é:
Deus conosco.

24: E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher;
25: E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.

(Mateus, 1,18-25)

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Nossos Amigos Astrais


Um pequenino resumo sobre os nossos amigos astrais.

Os anjos aparecem nomeados em singular em cada categoria, mas não significa que exista apenas um anjo de
cada grupo.

DA GUARDA
É seu companheiro e custódia pessoal

INFORMADOR
Guardião da memória e da sabedoria. É o seu guia na procura de informação.

SANADOR
Atende a doença. Custodia os hospitais, médicos, enfermeiras, e trabalha na sanação.

PROCESSADOR
Equilibra seus tempos e processos internos. Balanceia-o.

MODELO
Ajuda a modelar seus propósitos ou projetos. ´

TECNOLÓGICO
Trabalho com os inventos de tecnologia não-poluente e protege as ferramentas que você usa.

DA NATUREZA
Ligado às diversas formas de vida da natureza.
DA PAZ
Inspirador da paz. Dá ensejo à criatividade e ao desenvolvimento.

DAS LIGAÇÕES
Protege relações e grupos.

DOS SONHOS
Trabalha com você enquanto dorme.

AFINADOR
Afina e melhora o seu crescimento. Colabora no esclarecimento interior.

TRANSFORMADOR
Materializa os pensamentos. (Há anjos construtores e da prosperidade entre eles).

REORGANIZADOR
Ajuda você a evoluir

DO LUGAR OU AMBIENTE
Guardião dos lugares (abertos e fechados).

HARMONIZADOR
Ligam você com um tempo sagrado. Ao meditar você harmoniza com eles.

DA GRAÇA
Entrelaça os reinos espiritual e material dentro do homem.

O SEU COMPANHEIRO OU ANJO DA GUARDA


É o anjo que está mais perto de você, que trabalha mais intimamente, em todas as situações da vida. É como
que um dublê pessoal, com quem você pode contar a toda hora. Seu Anjo cumpre diferentes funções: é o seu
mestre, seu conforto e um amigo afetuoso.

Em geral eles são chamados de Anjos Guardiões porque estão perto de nós, custodiando-nos para que
possamos viver neste planeta sentindo que estamos sempre a salvo. Quanto maior a proximidade entre você e
seu Anjo, maior segurança e tranquilidade haverá em sua vida.

Seu Anjo Companheiro é sua ponte com o reino espiritual, da mesma forma que você, como presença
materializada é a ponte com o plano físico.

Os Anjos e os Obreiros de Deus

Os anjos eram chamados de DAIMONES pelos gregos, o que significa também gênios ou seres sobrenaturais.
Nessa categoria, encontramos os obreiros de Deus: gnomos e duendes (terra); fadas e silfos (ar); salamandras
(fogo) e ondinas (água). O nome Daimones, porém, correspondente à palavra "demônio", como entendiam os
autores eclesiásticos. Tal fato desperta uma grande curiosidade sobre o tema, já que interesses religiosos
fizeram de tudo para que isso não chegasse ao conhecimento popular, principalmente nas Cruzadas, onde textos
e escrituras foram eliminados em nome de Deus.

Os anjos (Daimones), que protegem os seres humanos, são diferentes dos Daimones, que ficam fora do nosso
controle. Eles são perceptíveis ao nosso conhecimento, mas difíceis de mantermos contato, ainda que seja
possível entrar em sua sintonia. Os silfos, por exemplo, são elementos do ar que nos ajudam na propagação dos
recados.

Por esse motivo, quando fazemos um pedido escrito ao anjo e queimamos o papel, assopramos as cinzas
(elemental fogo) ou sentimos vontade de andar para colocar ideias em ordem, como faziam os grandes filósofos.
Utilizamos a força das ondinas (elemental água) para nossas emoções e os gnomos e duendes (elemental terra)
para prosperidade.

Assim como estamos presos à terra pelas leis da gravidade e não podemos ficar suspensos no céu, os anjos têm
dificuldades para ficar conosco na terra. O que dá consistência para sua permanência é a luz ou energia de nossa
aura. De uma forma mais simples, poderíamos dizer que a aura é para o anjo o mesmo que o oxigênio é para
nós.

Se estamos bem, automaticamente são reforçadas nossa simpatia e presença. Quando estamos tristes ou
deprimidos nossa aura diminui e o anjo não atua, dando força ao nosso anjo contrário. Isto nos faz antipáticos.
O anjo guardião, que não participa das infelicidades, pede ajuda para que outro anjo resolva nossos problemas.
Ficar em sintonia com seu anjo guardião é anular, neutralizar a força do gênio contrário. Com isso sua vida há de
prosperar, já que Deus é Prosperidade e quer que você prospere também.

Quando fazemos uma oração, nosso anjo não ouve ou sente o pedido. Nesse momento nossa aura muda de cor
e é isso que ele compreende. Quando oramos, nossa aura torna-se azul ou verde. Já quando abraçamos uma
pessoa querida, ela fica cor de rosa, o que faz, com certeza, nosso anjo bater as asas no plano etéreo.
ARCANJOS REGENTES DOS DIAS DA SEMANA

Miguel - Arcanjo do Sol.

Dia: Domingo. Governa todas as questões de ambição, carreira e finanças.

Gabriel - Arcanjo da Lua.

Dia: Governa todas as questões ligadas às mulheres, à concepção e à clarividência natural.

Samuel - Arcanjo de Marte.

Dia: Terça-feira. Transmite-nos coragem e nos protege dos perigos do fogo e da violência.

Rafael - Arcanjo de Mercúrio.

Dia: Quarta-feira. Governa a inteligência, os escritos e a medicina.

Saquiel - Arcanjo de Júpiter.

Dia: Quinta-feira. Governa os ganhos de dinheiro, prestígio e também os esportes e os jogos de azar.

Anael - Arcanjo de Vênus.

Dia: Sexta-feira. Governa o amor, o casamento e tudo que se relacione arte, beleza e música.
Cassiel - Arcanjo de Saturno.

Governa a prosperidade, influência os anciãos, os assuntos cármicos e o destinos da humanidade.

O Mundo Angélico

Há quem diga que os Anjos estão de volta.

Um pouco estranha esta frase, uma vez que eles nunca foram embora.

Analisem as religiões milenares existentes e poderão observar a presença destes seres em todas elas, nas mais
diferentes formas, com os mais diversos nomes.

Vamos agora, mantê-los dentro dos hábitos dos nossos conceitos ocidentais:

Anjos são mensageiros de Deus. Seres de Luz, com todas as suas propriedades: velocidade, brilho e poder de
cura.

Os Anjos são como pensamentos. Não os vemos, mas sabemos que existem e podemos tê-los quando
quisermos: não há limites.

Estas maravilhosas criaturas podem se manifestar a nossa volta, usando todos os tipos de artifícios necessários
para que entendamos seus "sinais".

Quem já não teve na vida uma experiência, na maioria das vezes desesperadora, onde surgiu do nada uma
pessoa estranha, com o único intuito de ajudar naquele momento e depois desaparecer, tão misteriosamente
como surgiu?

Duas primas de uma amiga tiveram seu carro atolado em uma rua escura e perigosa. Já era de madrugada.
Depois de muito chorarem sem saber o que fazer, começaram a rezar, acreditando que alguma coisa iria
acontecer para tirá-las daquela situação. Minutos depois, surgiu um rapaz com um sotaque estranho que
prontamente se propôs a ajudá-las. Embora tivesse um físico normal, sem a menor dificuldade levantou a parte
traseira do carro e empurrou-o para frente, libertando-o do atoleiro. Depois de passada a euforia do momento,
quando elas se voltaram para agradecê-lo pela ajuda, ele já não estava mais ali...

Quem já não ouviu ou viu algo assim? Pois são eles, nossos Anjos que vêm em nosso auxílio nos momentos de
desespero, mas não precisa ser obrigatoriamente na forma humana, e enviam-nos mensagens constantemente.

Basta apenas estarmos atentos.

Nas religiões monoteístas como o Cristianismo, o Judaísmo, o


Islamismo e o Zoroastrismo, os anjos são considerados espíritos puros e inteligentes, de natureza sobre-
humana, mensageiros ou intermediários da Divindade. Certas escolas esotéricas consideram que os espíritos
planetários ou regentes de cada planeta do Sistema Solar têm embaixadores ou representantes angélicos na
Terra. As funções simbólicas desses embaixadores são atribuídas da seguinte forma:

- Sol: Arcanjo Miguel, símbolo da autoridade, poder e dignidade de Deus;

- Lua: Arcanjo Gabriel, símbolo do nascimento e dos processos de geração;

- Mercúrio: Arcanjo Rafael, o poder divino da cura e da proteção;

- Vênus: Anael, o amor, a bondade, a arte e a virtude divina;

- Marte: Samael, símbolo da energia dinâmica de Deus, e da força construtiva e do entusiasmo;

- Júpiter: Zacariel, altruísmo e generosidade;

- Saturno: Cassiel, justiça, direito e a Suprema Ordem Divina;

- Urano: Ituriel, símbolo do altruísmo e da fraternidade humana.


História

No Século X da Era Cristã, importantes manuscritos foram encontrados, num terraço nas proximidades de
Jerusalém, por um grupo de pastores. A curiosidade e o desconhecimento da parte deles fizeram com que a
maior parte desses manuscritos fossem destruídos, transformados literalmente em poeira. Todo esse material
foi guardado na urna original e mantida sob a tutela de um hoje extinto mosteiro na rota das Cruzadas. Durante
a II Guerra Mundial, os alemães se apossaram desse tesouro, mas não tinham como tratar esses milhares de
fragmentos, por isso recolheram a urna a um depósito em Berlim.

Em 1968, uma funcionária aposentada do Tesouro Americano, especializada na reconstrução de cédulas


dilaceradas, por acaso teve acesso a esse acervo e foi desafiada a restaurá-lo. Um adido cultural, na época,
simplesmente mandou para a casa dela todos os fragmentos disponíveis. Marion Verne Corey dedicou vinte anos
de sua vida, emendando aqueles fragmentos. Quando terminou e o apresentou ao Departamento de Cultura,
simplesmente confiscaram todo o seu material, o que a matou de desgosto em 1989. Não havia interesse do
Departamento de Estado de que as pessoas comprovassem a existências dos anjos. Quem pode saber o motivo?

Sabe-se que os Anjos se organizam nas hostes celestiais como uma espécie de exército, com uma hierarquia
sendo obedecida. Nessa hierarquia os angelólogos identificaram três níveis, cada qual com três categorias cada
uma.

O Ministério Celeste é o primeiro, com os Serafins, Querubins e Tronos, ligados diretamente ao serviço de
Deus. Numa hierarquia intermediária temos uma espécie de corte celestial, com as Dominações, Potencias e
Virtudes, controlando e guardando o universo e a humanidade como um todo. Finalmente, na última e mais
próximas do homem, têm os Principados, os Arcanjos e os Anjos.

A estes cabe a tarefa de intermediar a comunicação do homem com seu Criador, manter em ordem as
nações, proteger a natureza, orientar e guiar cada um dos habitantes do planeta. Nesta última hierarquia vamos
encontrar ajuda para a proteção de seu lar e de sua casa, em magias cuja origem se perde no tempo, muitas das
quais encontradas na própria Bíblia e nos Livros Apócrifos que dela foram retirados, como o Livro de Enoque, um
dos mais eloquentes no relato da atuação dos Anjos entre os homens.

ANJOS: "SÃO EXPRESSÕES DE DEUS"


Alguém me perguntou, numa livraria, justamente quando eu procurava obras sobre anjos:

- Você acredita em anjos?

"Acredito numa força angélica que existe nas pessoas e no mundo. Uma força para o bem, positiva, criativa. Da
mesma forma que acredito em outra força igual e contrária, voltada para o mal, negativa e destrutiva, que nas
pessoas no mundo" - "Anjos são forças, como nós, por isso podemos nos comunicar, usando o pensamento".

O médico Eduardo Cunha Faria, estudioso do tema fala:

"Os anjos existem e estão mais próximos da humanidade do que se supõe. São presenças vivas que comandam
forças que interagem no universo, são incontáveis faces ou expressões de Deus em todos os aspectos do cosmo
e, como tal são referidos como emissários ou ministros da criação divina" - " As funções dos espíritos angélicos,
são a canalização, a retransmissão, o condicionamento e a distribuição da energia divina. "

Qualquer pessoa, segundo Faria, pode entrar em sintonia com os anjos, mas para estabelecer esses contatos
(chamados angelofanias), é preciso aprender a conhecer sua linguagem e ouvir os seus sinais, eles conversam
através de sonhos, intuições, supostas coincidências.

Basta sensibilidade para canalizar-se com seres angélicos.

Autoria: Luis Pellegrini, em seu artigo O Retorno dos Anjos:

Fonte: Revista Planeta nº 262

NA BÍBLIA
Criação dos Anjos:
* Anjos não são uma raça, mas uma hoste (exército).

* Eles são filhos de Deus (Jó 1:6), e não de outros anjos.

* Foram criados num determinado momento, antes da criação do mundo físico (Jó 38:6,7).

* Os anjos foram criados num estado de santidade (Judas 1:6).

* Eles são inumeráveis (Heb 12:22).


Personalidade dos anjos [cada anjo é uma pessoa]
* Intelecto (1Pe 1:12).

* Emoções (Luc 2:13).

* Arbítrio (resolução dependente da vontade) (Judas 1:6) -- capazes de deixarem o seu primeiro estado.

Natureza dos anjos:


* São seres espirituais (Heb 1:14).

* Não se reproduzem (Mar 12:25).

* São masculinos exceto em Zac 5:9 (gênero feminino usado duas vezes).

* Não morrem (Luc 20:36).

* São distintos dos seres humanos (Sal 8:4,5). --Não são os espíritos dos mortos.

* Possuem grande poder (2Pe 2:11).

Mais sobre os Anjos


Anjo (do latim angelus e do grego ággelos, mensageiro), segundo a tradição judaico-cristã, é uma criatura
celestial - que, na generalidade, a maioria dos crentes das religiões fundadas na revelação bíblica acredita ser
superior aos homens - que serve como ajudante ou mensageiro de Deus. Na iconografia comum, os anjos
geralmente têm asas brancas de pássaro e uma auréola. São donos de uma beleza delicada e de um forte brilho,
por serem constituídos de energia, e por vezes são representados como uma criança, por terem inocência e
virtude. Possuem influência sobre todo o plano orgânico e elemental, sendo assim eles têm como uma de suas
missões, ajudar a humanidade em seu processo de evolução.

Segundo a Tradição Católica, são citados apenas três Arcanjos dos quais se saberia o nome: São Miguel (Quem é
como Deus), São Rafael (Deus Cura), e São Gabriel (Enviado de Deus). Os demais seriam invenção do povo, bem
ou mal intencionado.

Afirma ainda que os Anjos não possuem maneiras de conhecer o futuro, possuindo sim uma inteligência muito
mais desenvolvida que a nossa, podendo "prever" eventos que fisicamente poderão acontecer, visto que
conhecem com precisão todas as regras físicas, como gravidade, densidade, velocidade etc.

Dentro do Cristianismo Esotérico e da Cabala, são chamados de "anjos" os espíritos num grau de evolução
imediatamente superior ao do homem e imediatamente inferior ao dos arcanjos.

As hierarquias angélicas no Cristianismo:


No Cristianismo os anjos foram estudados de acordo com diversos sistemas de classificação em coros ou
hierarquias angélicas. A mais influente de tais classificações foi estabelecida pelo Pseudo-Dionísio, o Areopagita
entre os séculos IV e V, em seu livro De Coelesti Hierarchia.
Dionísio foi um dos primeiros a propor um sistema organizado do estudo dos anjos e seus escritos tiveram muita
influência, mas foi precedido por outros escritores, como São Clemente, Santo Ambrósio e São Jerônimo. Na
Idade Média surgiram muitos outros esquemas, alguns baseados no do Areopagita, outros independentes,
sugerindo uma hierarquia bastante diferente. Alguns autores acreditavam que apenas os anjos de classes
inferiores interferiam nos assuntos humanos.

No Cristianismo a fonte primária ao estudo dos anjos são as citações bíblicas, embora sejam apenas sugestões
ambíguas para a construção de um sistema como ele se desenvolveu em tempos posteriores. Os anjos aparecem
em vários momentos da história narrada na Bíblia, como quando três anjos apareceram a Abraão.

Isaías fala de serafins; outro anjo acompanhou Tobias; a Virgem Maria recebeu uma visita angélica na
anunciação do futuro nascimento de Cristo, e o próprio Jesus fala deles em vários momentos, como quando
sofreu a tentação no deserto e na cena do horto das oliveiras, quando um anjo lhe ofereceu o cálice da Paixão.
São Paulo faz alusão a cinco ordens de anjos.

Tradições esotéricas cristãs também foram invocadas para se organizar um quadro mais exato. As classificações
propostas na Idade Média são as seguintes:

São Clemente, em Constituições Apostólicas, século I: 1. Serafins, 2. Querubins, 3. Éons, 4. Hostes, 5. Potestades,
6. Autoridades, 7. Principados, 8. Tronos, 9. Arcanjos, 10. Anjos, 11. Dominações.

Santo Ambrósio, em Apologia do Profeta David, século IV: 1. Serafins, 2. Querubins, 3. Dominações, 4. Tronos, 5.
Principados, 6. Potestades, 7. Virtudes, 8. Anjos, 9. Arcanjos.

São Jerônimo, século IV: 1. Serafins, 2. Querubins, 3. Potestades, 4. Dominações, 5. Tronos, 6. Arcanjos, 7. Anjos.

Pseudo-Dionísio, o Areopagita, em De Coelesti Hierarchia, c. século V: 1. Serafins, 2. Querubins, 3. Tronos, 4.


Dominações, 5. Virtudes, 6. Potestades, 7. Principados, 8. Arcanjos, 9. Anjos.

São Gregório Magno, em Homilia, século VI: 1. Serafins, 2. Querubins, 3. Tronos, 4. Dominações, 5. Principados,
6. Potestades, 7. Virtudes, 8. Arcanjos, 9. Anjos.

Santo Isidoro de Sevilha, em Etymologiae, século VII: 1. Serafins, 2. Querubins, 3. Potestades, 4. Principados, 5.
Virtudes, 6. Dominações, 7. Tronos, 8. Arcanjos, 9. Anjos.

João de Damasco, em De Fide Orthodoxa, século VIII: 1. Serafins, 2. Querubins, 3. Tronos, 4. Dominações, 5.
Potestades, 6. Autoridades (Virtudes), 7. Governantes (Principados), 8. Arcanjos, 9. Anjos.
São Tomás de Aquino, em Summa Theologica, (1225-1274): 1. Serafins, 2. Querubins, 3. Tronos, 4. Dominações,
5. Virtudes, 6. Potestades, 7. Principados, 8. Arcanjos, 9. Anjos.

Dante Alighieri, na Divina Comédia (1308-1321): 1. Serafins, 2. Querubins, 3. Tronos, 4. Dominações, 5. Virtudes,
6. Potestades, 7. Arcanjos, 8. Principados, 9. Anjos.

De todas estas ordenações a mais corrente, derivada do Pseudo-Dionísio e de Tomás de Aquino, divide os anjos
em nove coros, agrupados em três tríades:

Primeira Tríade:
A 1ª Ordem é composta pelos anjos mais próximos de Deus, que desempenham suas funções diante do Pai.

Serafins:
Um Serafim é, segundo a Angelologia, um anjo de seis asas.

É comumente aceito como a primeira posição na hierarquia celestial dos anjos, sendo os que estão mais
próximos de Deus. A palavra hebraica Saraf significa "queimar" ou "incendiar", talvez uma alusão a tradições
bíblicas onde Deus é comparado a um "fogo" ou mesmo a um "fogo consumidor". A referência bíblica para
"serafim" está em Isaías 6:1-2.

Criatura fantástica do tipo dos kerabu, proveniente de Khorsabad. O nome serafim vem do hebreu saraf, e do
grego, séraph, que significam "abrasar, queimar, consumir". Também foram chamados de ardentes ou de
serpentes de fogo.

É a ordem mais elevada da esfera mais alta. São os anjos mais próximos de Deus e emanam a essência divina em
mais alto grau. Assistem ante o Trono de Deus e é seu privilégio estar unido a Deus de maneira mais íntima.
Mantém a ordem do cosmo e são descritos em Isaías como cantando perpetuamente o louvor de Deus e tendo
seis asas.

O Pseudo-Dionísio diz que sua natureza ígnea espelha a exuberância de sua atividade perpétua e infatigável, e
sua capacidade de inflamar os anjos inferiores no cumprimento dos desígnios divinos, purificando-os com seu
fogo e iluminando suas inteligências, destruindo toda sombra. Pico della Mirandola fala deles em sua Oração
sobre a Dignidade do Homem (1487) como incandescentes do fogo da caridade, e modelos da mais alta
aspiração humana.
Querubins:
Querubim é uma criatura sobrenatural, espiritual, mencionada várias vezes no Tanach (ou o Antigo
Testamento), em livros apócrifos e em muitos escritos judaicos.

Em uma das interpretações, os querubins seriam anjos em segundo lugar na hierarquia celeste, logo abaixo dos
Serafins.

Do hebreu keruv, ou do plural keruvim, os querubins são seres misteriosos, descritos tanto no Cristianismo como
em tradições mais antigas às vezes mostrando formas híbridas de homem e animal. Os povos da Mesopotâmia
tinham o nome karabu e suas variantes para denominar seres fantásticos com forma de touro alado de face
humana, e a palavra significa em algumas daquelas línguas "poderoso", noutras "abençoado".

No Gênesis aparece um querubim como guardião do Jardim do Éden, expulsando Adão e Eva após o pecado
original. Ezequiel os descreve como guardiões do trono de Deus e diz que o ruflar de suas asas enchia todo o
templo da divindade e se parecia com som de vozes humanas; a cada um estava ligada uma roda, e se moviam
em todas as direções sem se voltar, pois possuíam quatro faces: leão, touro, águia e homem, e eram
inteiramente cobertos de olhos, significando a sua onisciência. Mas as imagens querubins que Moisés colocou
sobre a Arca da Aliança tinham forma humana, embora com asas.

São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam seu nome como "plenitude de sabedoria e ciência". A partir do
Renascimento passaram a ser representados muitas vezes como crianças pequenas dotadas de asas, chamados
putti (meninos) em italiano.

Têm o poder de conhecer e contemplar a Deus, e serem receptivos ao mais alto dom da luz e da verdade, à
beleza e à sabedoria divinas em sua primeira manifestação. Estão cheios do amor divino e o derramam sobre os
níveis abaixo deles.
Tronos ou Ofanins:
Os Tronos têm seu nome derivado do grego thronos, que significa "anciãos". São chamados também de erelins
ou ofanins, ou algumas vezes de Sedes Dei (Trono de Deus), e são identificados com os 24 anciãos que
perpetuamente se prostram diante de Deus e a Seus pés lançam suas coroas. São os símbolos da autoridade
divina e da humildade, e da perfeita pureza, livre de toda contaminação.

Tradições esotéricas cristãs os identificam com os Senhores da Chama da Teosofia ou os Elohim na escola
Rosacruz, elevados espíritos que trabalham para o desenvolvimento e iluminação da mente humana, agindo
como guardiões da humanidade.

Segunda Tríade:
A 2ª Ordem é composta pelos Príncipes da Corte celestial, que operam junto aos governos gerais do universo.

Dominações:
As Dominações ou Domínios (do latim dominationes) têm a função de regular as atividades dos anjos inferiores,
distribuem aos outros anjos as funções e seus mistérios, e presidem os destinos das nações. Crê-se que as
Dominações possuam uma forma humana alada de beleza inefável, e são descritos portando orbes de luz e
cetros indicativos de seu poder de governo. Sua liderança também é afirmada na tradução do termo grego
kuriotes, que significa "senhor", aplicado a esta classe de seres.

São anjos que auxiliam nas emergências ou conflitos que devem ser resolvidos logo. Também atuam como
elementos de integração entre os mundos materiais e espirituais, embora raramente entrem em contato com as
pessoas.
Virtudes:
As Virtudes são os responsáveis pela manutenção do curso dos astros para que a ordem do universo seja
preservada. Seu nome está associado ao grego dunamis, significando "poder" ou "força", e traduzido como
"virtudes" em Efésios 1:21, e seus atributos são a pureza e a fortaleza. O Pseudo-Dionísio diz que eles possuem
uma virilidade e poder inabaláveis, buscando sempre espelhar-se na fonte de todas as virtudes e as transmitindo
aos seus inferiores.

Orientam as pessoas sobre sua missão. São encarregados de eliminar os obstáculos que se opões ao
cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que assediam as nações para desviá-las de seu fim, e
mantendo assim as criaturas e a ordem da Divina providência. Eles são particularmente importantes porque têm
a capacidade de transmitir grande quantidade de energia divina. Imersas na força de Deus, as Virtudes
derramam bênçãos do alto, frequentemente na forma de milagres. São sempre associados com os heróis e
aqueles que lutam em nome de Deus e da verdade. São chamados quando se necessita de coragem.

Potestades:
As Potestades ou Potências são também chamados de "condutores da ordem sagrada". Executam as grandes
ações que tocam no governo universal. Eles são os portadores da consciência de toda a humanidade, os
encarregados da sua história e de sua memória coletiva, estando relacionados com o pensamento superior -
ideais, ética, religião e filosofia, além da política em seu sentido abstrato.

Também são descritos como anjos guerreiros completamente fiéis a Deus. Seus atributos de organizadores e
agentes do intelecto iluminado são enfatizados pelo Pseudo-Dionísio, e acrescenta que sua autoridade é baseada
no espelhamento da ordem divina e não na tirania. Eles têm a capacidade de absorver e armazenar e transmitir
o poder do plano divino, donde vem seu nome.

Os anjos do nascimento e da morte pertencem a essa categoria. São também os guardiões dos animais.

Terceira Tríade:
A 3ª Ordem é composta pelos anjos ministrantes, que são encarregados dos caminhos das nações e dos homens
e estão mais intimamente ligados ao mundo material.

Principados:
Os Principados, do latim principatus, são os anjos encarregados de receber as ordens das Dominações e
Potestades e transmiti-las aos reinos inferiores, e sua posição é representada simbolicamente pela coroa e cetro
que usam. Guardam as cidades e os países. Protegem também a fauna e a flora. Como seu nome indica, estão
revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem os reinos, as províncias, e as dioceses, e velam pelo
cultivo de sementes boas no campo das ideologias, da arte e da ciência.

Arcanjos:
O nome de arcanjo vem do grego arkangélos, que significa "anjo principal" ou "chefe", pela combinação de
archo, o primeiro ou principal governante, e aggel's, que quer dizer "mensageiro". Este título é mencionado no
Novo Testamento por duas vezes e a esta ordem pertencem aos únicos anjos cujos nomes são conhecidos
através da Bíblia: Miguel, Rafael e Gabriel. Miguel é especificamente citado como "O" arcanjo], ao passo que,
embora se presuma pela tradição que Gabriel também seja um arcanjo, não há referências sólidas a respeito.
Rafael descreve a si mesmo como um dos sete que estão diante do Senhor, classe de seres mencionada também
no Apocalipse.
Considerado canônico somente pela Igreja Ortodoxa da Etiópia, o Livro de Enoque fala de mais quatro arcanjos,
Uriel, Ituriel, Amitiel e Baliel, responsáveis pela vigilância universal durante o período dos Nefilim, os "anjos
caídos". Contudo em fontes apócrifas estes são por vezes ditos como querubins. A igreja Ortodoxa faz de Uriel
um arcanjo e o festeja com Rafael, Gabriel e Miguel na Synaxis de Miguel e os outros Poderes Incorpóreos, em
21 de novembro.

Observação:

Amitiel – O anjo da Verdade.

Baliel – Um dos anjos que residem no Primeiro Céu.

Seu caráter de mensageiros, ou intermediários, é assinalada pelo seu papel de elo de ligação entre os
Principados e os Anjos, interpretando e iluminando as ordens superiores para seus subordinados, além de
inspirar misticamente as mentes e corações humanos para execução de atos de acordo com a vontade divina.
Atuam assim como arautos dos desígnios divinos, tanto para os Anjos como para os homens, como foi no caso
de Gabriel na Anunciação a Maria.

A cultura popular faz deles protetores dos bons relacionamentos, da sabedoria e dos estudos, e guerreiros
contra as ações do Maligno.

Anjos:
Os anjos são seres angélicos mais próximos do reino humano, o último degrau da hierarquia angélica acima
descrita e pertencentes à sua terceira tríade. São figuras importantes em muitas outras tradições religiosas do
passado e do presente, e o nome de "anjo" é dado amiúde indistintamente a todas as classes de seres celestes.
Os muçulmanos, zoroastrianos, hindus e budistas todos aceitam como fato sua existência, sob variados nomes,
mas com descrições e atributos semelhantes.

A tradição hebraica, de onde nasceu a Bíblia, está cheia de alusões a seres celestiais identificados como anjos, e
que ocasionalmente aparecem aos seres humanos trazendo ordens divinas.

São citados em vários textos místicos judeus, especialmente nos ligados à tradição Merkabah.

Na Bíblia são chamados de mensageiros de Deus, mensageiros do Senhor, filhos de Deus e santos.

São dotados de vários poderes supernaturais, como o de se tornarem visíveis e invisíveis à vontade, voar, operar
milagres diversos e consumir sacrifícios com seu toque de fogo. Feitos de luz e fogo sua aparição é
imediatamente reconhecida como de origem divina também por sua extraordinária beleza.
No Budismo e Hinduísmo:
O Budismo e o Hinduísmo descrevem os anjos, ou devas, como os chamam, de maneira semelhante às outras
religiões ocidentais. Seu nome deriva da raiz sânscrita DIV, que significa "brilhar", e seu nome significa, então, os
"seres brilhantes" ou "auto luminosos". Dizem que alguns deles comem e bebem, e podem construir formas
ilusórias para poderem se manifestar em planos de existência diferentes dos seus próprios. O Budismo
estabelece uma categorização bastante completa para os seus devas, em grande parte herdada da tradição
Hinduísta.

No Islamismo:
A angelologia islâmica é largamente devedora às tradições dos Zoroastrianismo, do Judaísmo e do Cristianismo
primitivo, e divide os anjos em dois partidos principais, os bons, fiéis a Deus, e os maus, cujo chefe é Iblis ou
Ash-Shaytan, privados da graça divina por terem se recusado a prestar homenagens a Adão.

Por outro lado, existe também no Islamismo uma categorização hierárquica. Em primeiro lugar estão os quatro
Tronos de Deus, com formas de leão, touro, águia e homem. Em sequência, vêm o querubim, e logo os quatro
arcanjos: Jibril ou Jabra'il, o revelador, intermediário entre Deus e os profetas e constante auxiliador de
Maomé; Mikal ou Mika'il, o provedor, citado apenas uma vez no Corão (2:98) e quem, segundo a tradição, ficou
tão horrorizado com a visão do inferno quando este foi criado que jamais pôde falar de novo; Izrail, o anjo da
morte, uma criatura espantosa de dimensões cósmicas, quatro mil asas e um corpo formado de tantos olhos e
línguas quantas são as pessoas da Terra, que se posta com um pé no sétimo céu e outro no limite entre o paraíso
e o inferno; e Israfil, o anjo do julgamento, aquele que tocará a trombeta no Juízo Final; tem um corpo cheio de
pelos e feitos de inumeráveis línguas e bocas, quatro asas e uma estatura que vai desde o trono de Deus até o
sétimo céu. Por fim, os demais anjos. Como uma classe à parte estão os gênios, ou djins, que possuem muitas
características humanas, como a capacidade de se alimentar, propagar a espécie, e morrer, e cujo caráter é
ambíguo.
Os anjos no Espiritismo:
Para o Espiritismo, doutrina que tem o Cristianismo por base e foi iniciada no século XIX por Allan Kardec, os
anjos seriam os espíritos desencarnados que se comunicam com os vivos, encarnados. Seriam, portanto,
aqueles que trazem mensagens do mundo incorpóreo. Por este motivo seriam chamados de anjos, palavra que
significa mensageiros, os quais aparecem inúmeras vezes nos textos sagrados de religiões judaico-cristãs,
indicando a comunicabilidade entre vivos e mortos. Ainda segundo o Espiritismo, os anjos, em sua concepção
mais comumente conhecida e aceita - criaturas perfeitas, a serviço direto de Deus - seriam os espíritos que já
alcançaram a perfeição passível de ser alcançada pelas criaturas. Estes, ao fazê-lo, passariam a dedicar a sua
existência a fazer cumprir a vontade de Deus na Criação, por serem capazes de compreendê-la completamente.

Na Teosofia
A Teosofia admite a existência dos seres angélicos, e várias classes dentre eles, embora existam relativamente
poucos estudos neste campo que as sistematizem profundamente, dos quais os de Charles Leadbeater e
sobretudo Geoffrey Hodson são as fontes mais ricas e interessantes.

Charles Leadbeater diz que, sendo um dos muitos reinos da criação divina, o reino angélico também está, como
os outros, sujeito à evolução, e que existem grandes diferenças em poder, sabedoria, amor e inteligência entre
seus integrantes. Pelo mesmo motivo, o de constituírem um reino independente, com interesses e metas
próprias, diz que os anjos não existem mormente em função dos homens e seus problemas, como reza a cultura
popular, apesar de assisti-los de uma variedade imensa de formas, como por exemplo na ministração dos
sacramentos das igrejas, na cura espiritual e corporal dos seres humanos, e na sua inspiração, encorajamento,
proteção e instrução.
Os anjos são descritos por Hodson como tendo uma atitude em relação a Deus completamente diversa da
humana, não concebendo uma existência personalizada individual, mas sim uma consciência única central e ao
mesmo tempo difusa e onipresente, de onde suas próprias consciências derivam e à qual estão
inextrincavelmente ligadas. Sentem-se unidos a esta consciência e para eles não é possível, exatamente por esta
unidade, experimentarem egoísmo, separatividade, desejo, possessividade, ódio, medo, revolta ou amargura.
Apesar de serem essencialmente seres amorosos, seu amor é impessoal, sendo extremamente raras associações
estreitas com quaisquer indivíduos. Em seu estudo Hodson os divide em quatro tipos principais, associadas aos
quatro elementos da filosofia antiga: terra, água, fogo e ar.

Hodson faz também uma associação dos anjos com a Árvore Sefirotal, derivada da tradição Cabalística,
definindo dez ordens.

Afirma que um dos aspectos do Logos é de natureza angélica e acrescenta que ao reino angélico pertencem os
chamados espíritos da natureza. Muitos destas classes estão envolvidos em processos naturais básicos como a
formação celular e cristalização mineral, sendo por isso de dimensões microscópicas. Outros, já maiores, são os
silfos, as salamandras, as fadas, dríades, ondinas e os variados espíritos da natureza conhecidos desde a
antiguidade em várias culturas, constituindo os primeiros degraus da sua longa evolução em direção aos anjos
planetários e formas ainda mais grandiosas como os grandes arcanjos solares, de estatura verdadeiramente
colossal, a ponto de poderem ser percebidos de pontos próximos à extremidade externa do sistema solar. Suas
descrições dão uma vívida ideia da importância destes seres na manutenção da ordem cósmica e na
manifestação do universo desde sua origem insondável até as formas físicas, passando por todos os degraus
intermédios. Em seu livro O Reino dos Deuses oferece uma série de ilustrações do aspecto dos vários tipos de
anjos, diferindo radicalmente das tradicionais representações angélicas da cultura ocidental, e diz que apesar
disso ambos, anjo e homem, derivam suas formas de um mesmo arquétipo.

Na Astrologia
Algumas tradições astrológicas atribuem nomes para os anjos "embaixadores" dos planetas na Terra,
responsáveis pela influência desses planetas na vida do homem. São eles:

Miguel: é o embaixador do Sol

Gabriel: é o embaixador da Lua

Rafael: é o embaixador de Mercúrio

Anael: é o embaixador de Vênus


Samael: é o embaixador de Marte

Saquiel ou Zacariel: é o embaixador de Júpiter

Cassiel ou Orifiel: é o embaixador de Saturno (Cassiel – Também chamado de Casiel, é o anjo regente de
Capricórnio e Saturno. É também o anjo da solidariedade e das lágrimas. É um príncipe ou Sarim do Coro dos
Poderes ou Potências e é um regente do Sétimo Céu).

Os anjos embaixadores de Urano, Netuno e de planetas-anões como Plutão e Éris geralmente não são
mencionados por não serem planetas conhecidos desde a antiguidade. Alguns astrólogos propuseram o nome
Ituriel para o anjo embaixador de Urano.

Anjos especiais

Bernhard Plockhorst: Anjo da guarda

De entre os anjos da tradição cristã está o tipo do anjo da guarda, chamado fravashi pelos seguidores de
Zoroastro, e ao anjo da guarda, como o nome diz, é confiada individualmente cada pessoa ao nascer,
protegendo-a do mal até onde a ordem divina o permita, fortalecendo corpo e alma e inspirando-a à prática das
boas ações.
O Anjo do Senhor
Na Bíblia, sobretudo no Antigo Testamento há várias menções à aparição do Anjo do Senhor. A expressão "Anjo
do Senhor" causa curiosidade por tratar-se não apenas de mais um anjo e sim de um anjo específico,
considerando a antecedência do artigo definido o.

De acordo com algumas posições teológicas, o Anjo do Senhor que fez vários contatos com personagens
bíblicos, entre os quais Abraão, Hagar, Gideão, sendo aparições do próprio Deus e constituindo, portanto, uma
espécie de teofania ou até mesmo uma cristofania.

Também é conhecido como o Anjo da Presença, embora este termo tenha em certas filosofias um significado
bem específico. O Anjo da Presença, segundo o pensamento gnóstico e cristão esotérico, não é um ser com vida
própria, mas sim uma forma-pensamento que representa Cristo durante o sacramento da Eucaristia e é um
veículo da Sua consciência e das Suas bênçãos.

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