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Capítulo IV - TROCADORES DE CALOR

39

O processo de troca de calor entre dois fluidos que estão em diferentes temperaturas e separados por

uma parede sólida ocorre em muitas aplicações da engenharia. Os equipamentos usados para

implementar esta troca são denominados trocadores de calor, e aplicações específicas podem ser encontradas em aquecimento e condicionamento de ambiente, recuperação de calor, processos químicos, etc. Como aplicações mais comuns deste tipo de equipamento temos : Aquecedores, resfriadores, condensadores, evaporadores, torres de refrigeração, caldeiras, etc.

O projeto completo de trocadores de calor pode ser subdividido em três fases principais :

1)

a análise térmica;

2)

projeto mecânico preliminar;

3)

projeto de fabricação.

Neste curso será enfocada a análise térmica, que consiste na determinação da área de troca de calor requerida, dadas as condições de escoamento e temperaturas dos fluidos. O projeto mecânico envolve considerações sobre pressões e temperaturas de operação, características de corrosão, etc. Finalmente, o projeto de fabricação requer a tradução das características e dimensões físicas em uma unidade que possa ser construída a um baixo custo.

4.1 TIPO DE TROCADORES

Existem trocadores de calor que empregam a mistura direta dos fluidos, como por exemplo torres de refrigeração e aquecedores de água de alimentação, porém são mais comuns os trocadores nos quais os fluidos são separados por uma parede ou partição através da qual passa o calor. Alguns dos tipos mais importantes destes trocadores são vistos a seguir :

1. Duplo Tubo

São formados por dois tubos concêntricos, como ilustra a figura 4.1. Pelo interior do tubo do primeiro ( mais interno ) passa um fluido e, no espaço entre as superfícies externa do primeiro e interna do segundo, passa o outro fluido. A área de troca de calor é a área do primeiro tubo.

A área de troca de calor é a área do primeiro tubo. [ figura 4.1 ]

[ figura 4.1 ]

tem as vantagens de ser simples, ter custo reduzido e de ter facilidade de desmontagem para limpeza e manutenção.

o grande inconveniente é a pequena área de troca de calor.

40

São formados por um tubo enrolado na forma de espiral, formando a serpentina, a qual é colocada em uma carcaça ou recipiente, como mostra a figura 4.2. A área de troca de calor é área da serpentina.

gura 4.2. A área de troca de calor é área da serpentina. [ figura 4.2 ]
gura 4.2. A área de troca de calor é área da serpentina. [ figura 4.2 ]
gura 4.2. A área de troca de calor é área da serpentina. [ figura 4.2 ]
gura 4.2. A área de troca de calor é área da serpentina. [ figura 4.2 ]

[

figura 4.2 ]

permite maior área de troca de calor que o anterior e tem grande flexibilidade de aplicação

usado principalmente quando se quer aquecer ou resfriar um banho.

3.

Multitubular

São formados por um feixe de tubos paralelos contidos em um tubulão cilíndrico denominado de casco, como mostra a figura 4.3. Um dos fluidos ( fluido dos tubos ) escoa pelo interior dos tubos, enquanto que o outro ( fluido do casco ) escoa por fora dos tubos e dentro do casco.

do casco ) escoa por fora dos tubos e dentro do casco. [ figura 4.3 ]

[ figura 4.3 ]

Defletores (ou chicanas), mostrados na figura 4.4, são normalmente utilizados para aumentar o coeficiente de película do fluido do casco pelo aumento da turbulência e da velocidade de escoamento deste fluido.

película do fluido do casco pelo aumento da turbulência e da velocidade de escoamento deste fluido.

41

também conhecidos como tipo casco-tubos, são os mais usados na indústria porque oferecem uma grande área de troca de calor

se um dos fluidos do trocador condensa ou evapora, o trocador é também denominado condensador ou evaporador, respectivamente

4.2. MÉDIA LOGARÍTMICA DAS DIFERENÇAS DE TEMPERATURAS

Aumentando o

número de passes, para a mesma área transversal do trocador, aumenta a velocidade do fluido e portanto o coeficiente de película, com o conseqüente aumento da troca de calor. Porém, isto

Um fluido dá um passe quando percorre uma vez o comprimento do trocador.

dificulta a construção e limpeza e encarece o trocador. A notação utilizada para designar os números

de passes de cada fluido é exemplificada na figura 4.5.

TC-1.2
TC-1.2

[ figura 4.5 ]

Com relação ao tipo de escoamento relativo dos fluidos do casco e dos tubos, ilustrados na figura 4.6, podemos ter escoamento em correntes paralelas ( fluidos escoam no mesmo sentido ) e correntes opostas ( fluidos escoam em sentidos opostos ).

correntes opostas ( fluidos escoam em sentidos opostos ). [ figura 4.6 ] Para cada um

[ figura 4.6 ]

Para cada um destes casos de escoamento relativo a variação da temperatura de cada um dos fluidos

ao longo do comprimento do trocador pode ser representada em gráfico, como mostra a figura 4.7.

As diferenças de temperatura entre os fluidos nas extremidades do trocador, para o caso de correntes paralelas, são : ( t e - T e ) que é sempre máxima ( DT max ) e ( t s - T s ) que é sempre mínima ( D

T min ). No caso de correntes opostas, as diferenças de temperatura nas extremidades ( t e - T s ) e ( t s

- T e ) podem ser máxima ( DT max ) ou mínima ( DT min ) dependendo das condições específicas de cada caso.

O fluxo de calor transferido entre os fluidos em um trocador é diretamente proporcional à diferença

de temperatura média entre os fluidos. No trocador de calor de correntes opostas a diferença de

temperatura entre os fluidos não varia tanto, o que acarreta em uma diferença média maior. Como

consequência, mantidas as mesmas condições, o trocador de calor trabalhando em correntes opostas

é mais eficiente.

42

42 [ figura 4.7 ] Como a variação de temperatura ao longo do trocador não é

[ figura 4.7 ]

Como a variação de temperatura ao longo do trocador não é linear, para retratar a diferença média de temperatura entre os fluidos é usada então a Média Logarítmica das Diferenças de Temperatura (MLDT), mostrada na equação 4.1.

MLDT

=

T

max

−∆

T

min

ln

T

max

T

min

 

A utilização da média aritmética para situações onde a relação ( corresponde a um erro de apenas 1%.

onde a relação ( corresponde a um erro de apenas 1%. ∆ T ∆ T max

T T

max

min

( eq. 4.1 )

) é menor que 1,5

Exercício 4.1. Num trocador de calor TC-1.1 onde o fluido quente entra a 900 o C e sai a 600 o C e o fluido frio entra s 100 o C e sai a 500 o C, qual o MLDT para :

a) correntes paralelas;

b) correntes opostas.

a) correntes paralelas :

o ∆ = T 900 − 100 = 800 C ⎫ ( ∆ T −∆
o
∆ =
T
900
100
=
800
C ⎫
(
∆ T −∆
T
)
800
− 100
max
max
min
MLDT
=
=
o
∆ =
T
600
500
=
100
C ⎪
ln ⎛ ⎜ 800 ⎞
min
max
ln ⎛ ⎜ ∆ T ⎞
⎟ ⎟
∆ T
100
⎝ ⎜
min

MLDT

= 336,6

o C

b) correntes opostas :

MLDT = 336 , 6 o C b) correntes opostas : ∆ T max ∆ T
MLDT = 336 , 6 o C b) correntes opostas : ∆ T max ∆ T
MLDT = 336 , 6 o C b) correntes opostas : ∆ T max ∆ T
MLDT = 336 , 6 o C b) correntes opostas : ∆ T max ∆ T
MLDT = 336 , 6 o C b) correntes opostas : ∆ T max ∆ T

T

max

T

min

=

600

100

=

500

=

900

500

=

400

o

o

C

C

MLDT

= 448,2

o C

MLDT

=

(

T

max

−∆

T

min

)

=

500

400

⎛ ∆ T

ln

max

T

min

ln ⎛ ⎜ 500

400

43

4.3. BALANÇO TÉRMICO EM TROCADORES DE CALOR

Fazendo um balanço de energia em um trocador de calor, considerado como um sistema adiabático, temos, conforme esquema mostrado na figura 4.8, que :

temos, conforme esquema mostrado na figura 4.8, que : [ figura 4.8 ] Calor cedido pelo
temos, conforme esquema mostrado na figura 4.8, que : [ figura 4.8 ] Calor cedido pelo

[ figura 4.8 ]

Calor cedido pelo fluido quente = Calor recebido pelo fluido frio

q&

ced

[

&

m.c

p

=

(

. t

s

q&

rec

t

e

)]

&

= M.C

p

(

. T

s

T

e

)

q & rec − t e ) ] & = M . C p ( .

( eq. 4.2 )

Quando um dos fluidos é submetido a uma mudança de fase no trocador, a sua temperatura não varia durante a transformação. Portanto, o calor trocado será :

fase no trocador, a sua temperatura não varia durante a transformação. Portanto, o calor trocado será

( eq. 4.3 )

onde,

H

transformação

: calor latente da transformação

44

4.4. COEFICIENTE GLOBAL DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR

Consideremos a transferência de calor entre os fluidos do casco e dos tubos nos feixes de tubos de um trocador multitubular, como mostra a figura 4.9. O calor trocado entre os fluidos através das superfícies dos tubos pode ser obtido considerando as resistências térmicas :

[ figura 4.9 ] ( ∆ T ) ( ∆ T ) total total q
[ figura 4.9 ]
(
T )
(
T
)
total
total
q & =
=
,
onde :
R
1
1
t
+
R
+
cond
h
. A
h
. A
i
i
e
e
(∆ )
T
= diferençade temperatura entre os fluidos
total
h
, h
= coeficientes de película dos fluidos interno e extern
i
e
A
, A
= áreas superficiais interna e externa dos tubos
i
e

( eq. 4.4 )

R cond = resistência térmica a condução nos tubo

Considerando que a resistência térmica a condução na parede dos tubos de um trocador é desprezível ( tubos de parede fina e de metal ), a equação 4.4 pode ser rescrita da seguinte forma :

q &=

A

e

(

.

T

)

total

A

e

1

+

h

i

.

A

i

h

e

( eq. 4.5 )

Como o objetivo do equipamento é facilitar a troca de calor, os tubos metálicos usados são de parede fina ( r i r e ). Portanto, as áreas da superfícies interna e externa dos tubos são aproximadamente iguais, ou seja, A i A e . Assim, temos que :

q &=

A

e

(

.

T

)

total

1

1

+

h

i

h

e

( eq. 4.6 )

45

O coeficiente global de transferência de calor em um trocador ( U C ) é definido assim :

U

C

=

1

1

1

+

h

i

h

e

( eq. 4.7 )

A equação 4.7 pode ser colocada na seguinte forma :

1

1

1

=

+

U

C

h

i

h

e

( eq. 4.8 )

Levando a equação 4.7 na equação 4.6 a expressão para a transferência de calor em um trocador fica assim :

q& = U

C

.

A

e

.(

T

)

total

( eq. 4.9 )

Como visto anteriormente, o T em um trocador de calor é representado pela média logarítmica das diferenças de temperatura ( MLDT ). Portanto, a equação 4.6 pode ser rescrita da seguinte maneira :

a equação 4.6 pode ser rescrita da seguinte maneira : 4.5. FATOR DE INCRUSTAÇÃO ( eq.

4.5. FATOR DE INCRUSTAÇÃO

( eq. 4.10 )

Com o tempo, vão se formando incrustações nas superfícies de troca de calor por dentro e por fora dos tubos. Estas incrustações (sujeira ou corrosão) vão significar uma resistência térmica adicional à troca de calor. Como o fluxo é dado por

q& =

potencial térmico

soma das resistências

é evidente que esta resistência térmica adicional deve aparecer no denominador da equação 4.4. Esta resistência térmica adicional ( simbolizada por R d ) é denominada fator de incrustação. Desenvolvendo raciocínio similar, obtemos :

&=

q

A

e

(

.

T

)

total

1

1

+

h

i

h

e

+ R

d

onde,

R

d

=

R

di

+

R

de

e

R

d

= fator de incrustação

R

di

R de

( eq. 4.11 )

= fator de incrustação interno

= fator de incrustação externo

Não se pode prever a natureza das incrustações e nem a sua velocidade de formação. Portanto, o fator de incrustação só pode ser obtido por meio de testes em condições reais ou por experiência. No sistema métrico, a unidade do fator de incrustação, que pode ser obtido a partir da equação 4.10, é dada em ( h.m 2 . o C/Kcal ). Entretanto é comum a não utilização de unidades ao se referir ao fator de incrustação. A tabela 4.1 ilustra, no sistema métrico, fatores de incrustação associados com alguns fluidos utilizados industrialmente.

46

Tabela 4.1. Fatores de incrustação normais de alguns fluidos industriais

Tipo de Fluido

Fator de Incrustação ( h.m 2 . o C/Kcal )

Água do mar

0,0001

Vapor d'água

0,0001

Líquido refrigerante

0,0002

Ar industrial

0,0004

Óleo de têmpera

0,0008

Óleo combustível

0,001

O coeficiente global de transferência de transferência de calor, levando em conta o acumulo de incrustação, ou seja "sujo", é obtido por analogia :

U

D

=

 

1

1

1

+

1

+ R

d

=

1

+ R

d

h

i

h

e

U

C

A equação 4.12 pode ser colocada na seguinte forma :

1

1

1

U

D

U

C

U

C

=

+

R

d

=

+

R

d i

+

R

d e

(

eq. 4.12 )

(

eq. 4.13 )

Portanto, a transferência de calor em um trocador, considerando o coeficiente global "sujo" é dada pela seguinte expressão :

global "sujo" é dada pela seguinte expressão : ( eq. 4.14 ) ( U D )

( eq. 4.14 )

( U D )

Exercício 4.2. É desejável aquecer 9820 lb/h de benzeno ( c

utilizando tolueno ( c p = 0,44 Btu/lb. o F ), o qual é resfriado de 160 para

incrustação de 0,001 deve ser considerado para cada fluxo e o coeficiente global de transferência de

calor "limpo" é 149 Btu/h.ft 2 . o F. Dispõe-se de trocadores bitubulares de 20 ft de comprimento equipados com tubos área específica de 0,435 ft 2 /ft.

a) Qual a vazão de tolueno necessária?

b) Quantos trocadores são necessários?

= 0,425 Btu/lb. o F ) de 80 a 120 o F

100 o F. Um fator de

p

Fluido Quente : Tolueno c = 0,44 Btu lb . o F R = 0,001
Fluido Quente : Tolueno c = 0,44 Btu lb . o F R = 0,001
Fluido Quente : Tolueno
c
=
0,44
Btu lb
.
o F R
=
0,001
p
t
d
i
o
t
160
o F t
100
F
e =
s =
Fluido Frio : Benzeno
c
=
0,425
Btu lb
.
o F R
=
0,001
p
t
d
i
o
T
=
80
o F T
=
120
F
e
s
2 o
2
U
=
149
Btu h . ft
.
F A
0,435 ft
ft
esp =
c

47

a) A vazão de tolueno pode ser obtida realizando um balanço térmico :

Calor cedido = Calor recebido

m&

t

m&

t

.

c

p

t

.

(

t

e

t

s

)

=&

m

b

.

c

p

b

.

(

T

s

× 0,44 × (160 100) = 167000

T

e

)

m&

t

× 0,44 × (160 100) = 9820× 0,425× (120 80)

m & t = 6330 lb h

m& t = 6330 lb h

b) Para obter o número de trocadores é necessário calcular a área de troca de calor necessária. O MLDT do trocador é obtido assim :

de calor necessária. O MLDT do trocador é obtido assim : ∆ ∆ T max T

T

max

T

min

=

=

160

100

120

=

20

T

40

o

C

min

80

T

max

=

−∆

C

o

40

20

MLDT =

=

⎛ ∆ T

ln

max

T

min

ln ⎛ ⎜ 40

20

MLDT

= 28,8

o

C

48

Cálculo do coeficiente global considerando o fator de incrustação ( sujo ) : 1 1
Cálculo do coeficiente global considerando o fator de incrustação ( sujo ) :
1
1
1
2
= +
+
R
=
+
0 , 001
+
0 , 001
U
=
115
Btu h ft
.
.
o F
R d i
d e
D
U
U
149
D
C

Cálculo da área de troca de calor :

q &=

U

D

.

A

e

.

(

MLDT

)

A

e

=

q &

U

D

. (MLDT )

O calor trocado é igual ao calor recebido pelo benzeno, portanto :

A

e

167000

=

115

×

28,8

= 50,5

ft

2

São necessários 50,5 m 2 de área de troca de calor. Como os tubos do trocador dispõem de uma área por unidade de comprimento conhecida, é possível calcular o comprimento de tubo necessário :

2 A 50 5 , ft e L = = = 116 ft 0 435
2
A
50 5
,
ft
e
L =
=
= 116 ft
0 435 ft
,
2 ft
A esp

Como cada trocador tem tubos de 20 ft de comprimento, o número de trocadores é :

n =

116

20

=

5,8

n = 6 trocadores

4.6. FLUXO DE CALOR PARA TROCADORES COM MAIS DE UM PASSE

Em trocadores tipo TC-1.1 é fácil identificar a diferença de temperatura entre fluidos nos terminais. No entanto, não é possível determinar estes valores em trocadores com mais de um passe nos tubos e/ou casco. A figura 4.10 mostra um trocador do tipo TC-1.2

e/ou casco. A figura 4.10 mostra um trocador do tipo TC-1.2 [ figura 4.10 ] Neste

[ figura 4.10 ]

Neste caso as temperaturas das extremidades nos passes intermediários são desconhecidas. Em casos assim, o MLDT deve ser calculada como se fosse para um TC 1-1, trabalhando em correntes opostas, e corrigida por um fator de correção (F T ).

MLDT c =

MLDT

.

F T

(

eq. 4.15 )

49

Assim, a equação do fluxo de calor em um trocador "sujo", torna-se :

q&

=

U

D

.

A e

.

MLDT

.

F T

(

eq. 4.16 )

Os valores do fator F T são obtidos em ábacos em função das razões admensionais S e R. Para cada configuração de trocador existe um ábaco do tipo mostrado na figura 4.11.

S =

t

2

t

1

e

R =

T

1

T 2

T

1

t

1

t

2

t

1

( eq. 4.17 )

onde, t 1 = temperatura de entrada do fluido dos tubos t 2 = temperatura de saída do fluido dos tubos T 1 = temperatura de entrada do fluido do casco T 2 = temperatura de saída do fluido do casco

Para cada valor calculados de S ( em abcissas ) e cada curva R ( interpolada ou não ), na figura 4.11, obtém-se um valor para F T ( em ordenadas ). O valor máximo de F T é igual a 1, ou seja, a diferença média de temperatura corrigida ( MLDT c ) pode ser no máximo igual ao MLDT calculado para um TC-1.1. Isto se deve a menor eficiência da troca de calor em correntes paralelas, pois quando se tem mais de um passe ocorrem simultaneamente os dois regimes de escoamento. Deve-se portanto conferir (no projeto) se esta queda de rendimento na troca de calor é compensada pelo aumento dos valores do coeficiente de película nos trocadores multipasse.

de calor é compensada pelo aumento dos valores do coeficiente de película nos trocadores multipasse. [

[ figura 4.11 ]

50

Exercício 4.3. Em um trocador de calor duplo tubo 0,15 Kg/s de água (c

aquecida de 40 o C para 80 o C. O fluido quente é óleo e o coeficiente global de transferência de calor

para o trocador é 250 W/m 2 .K . Determine a área de troca de calor, se o óleo entra a 105 o C e sai a 70 o C.

p

=4,181 KJ/Kg.K ) é

a 105 o C e sai a 70 o C. p =4,181 KJ/Kg.K ) é Balanço

Balanço Térmico :

O calor recebido pela água é :

=

q =

&

q

&

m

H

2

25,1

. c . O p KJ
.
c
.
O
p
KJ

( T

s

s

=

T

e

)

=

0,15

25,1

KW

=

Cálculo do MLDT :

( Kg s ) × 4,181 ( KJ Kg K . 25100 W
(
Kg
s
)
×
4,181
(
KJ Kg K
.
25100
W

T

min

T

max

=

105

80

=

25

K

=−=

70

40

30

K

MLDT

=

T

max

−∆

T

min

30

25

=

⎛ ∆ T

ln

max

T

min

ln ⎛ ⎜ 30

25

=

27,42 K

)[(

×

80

Fluido Quente : Óleo

t

e

=

105

o

C

t

s

=

70

o

C

Fluido Frio : Água

T = 40 o C T = 80 o C e s = 0 ,
T
=
40
o C
T
=
80
o C
e
s
=
0 , 15
Kg
s
m H O
2
c
=
4 , 181
KJ Kg . K
p
2
U
= 250
W m
.
K
40
)
K
]

Cálculo da Área de Troca de Calor :

q &

=

U

 

A

 

(

MLDT

)

A

 

=

=

c

.

e

.

e

U

 

(

MLDT

)

 

250

m

W

2

.

K

⎟× 27,42 K

 

c

.

e = 3 66

A

,

2

m

 

q &

25100 W

Exercício 4.4. Em um trocador casco-tubos (TC- 1.2), 3000 lb/h de água (c p =1 Btu/lb. o F ) é

=0,453 Btu/lb. o F

) que deixa o trocador a 140 o F, após um passe pelos tubos. Ao óleo está associado um coef. de película de 287,7 Btu/h.ft 2 . o F e um fator de incrustação de 0,005 e à água está associado um coef. de película de 75 Btu/h.ft 2 . o F e um fator de incrustação de 0,002. Considerando que para o trocador o fator de correção é F T =0,95, determine o número de tubos de 0,5" de diâmetro externo e 6 ft de comprimento necessários para o trocador.

aquecida de 55 o F para 95 o F, em dois passes pelo casco, por 4415 lb/h de óleo ( c

p

t s Óleo Água T s T e TC – 2.1 t e
t s
Óleo
Água
T
s
T
e
TC – 2.1
t e
Fluido Quente (óleo): h = 287,7 Btu h ft . i t = ? t
Fluido Quente (óleo):
h
= 287,7
Btu h ft
.
i
t
=
?
t
=
140
o F
R
0,005
e
s
di =
o
m
&
=
4415
lb h
c
=
0,453
Btu lb
.
F
o
p
o

TC

2.1

F

T

= 0,95

Balanço Térmico :

O calor recebido pela água é :

&

q

= m & c

.

p

a

.

(T s

T e

)

(

= 3000

( o ) [( lb h) × 1 Btu lb . F ×
(
o
)
[(
lb h)
× 1
Btu lb
.
F
×

95 55

) o

F] = 120000

h) × 1 Btu lb . F × 95 − 55 ) o F ] =

Btu h

Este calor é fornecido pelo óleo :

&=& .

q

m c

p

o

.

(

t

e

t

s

)

120000

F

de onde

obtemos :

t

e

=

200

o

=

(

4415

)( lb h × 0,453 Btu lb .
)(
lb h
×
0,453
Btu lb
.

o F

)[(

×

t

e

140

)

o

F

]

2

o

.

F

51

Cálculo do MLDT : o o o ∆ T = 200 F − 95 F
Cálculo do MLDT :
o
o
o
T
=
200
F
95
F
=
105 F
max
o
o
o
T
=
140
F
55
F
=
85
F
min
T
−∆
T
105
85
max
min
o
MLDT =
=
= 94,65 F
⎛ ∆ T ⎞
ln ⎛ ⎜ 105 ⎞
max
ln ⎜
T
85
min
Cálculo do Coeficiente Global :
1
1
1
1
1
2
=
+
+
+
R
=
+
+
0 005
,
+
0 , 002
=
0 , 02381
U
=
42
Btu h
.
ft
.
o F
R di
de
d
U
h
h
287 7
,
75
d
i
e

Cálculo da Área de Troca de Calor e Número de Tubos Necessários :

U

A

(

MLDT

)

.

F

 

A

=

 

&

q

=

120000

 
 

d

.

e

.

T

e

,

0 5

′′

U

d

.

(

MLDT

0 25

,

)

.

F

T

42

×

94,65

×

0,95

L

 

r

 

=

=

ft =

0 02083

,

ft

e

 

e

 

2

12

área necessária

=

A

e

 

=

31,77

 

= 40,51

área por tubo

 

2.

π r

.

e

.

L

2

×

π

×

0,02083

×

6

=

6

&

q =

= 31,77 ft

ft

tubos disponíveis

n =

2

n = 41 tubos

52

T =0,95 ), água ( c p =4,188

KJ/Kg.K ) com coef. de película 73,8 W/m 2 .K passa pelo casco em passe único, enquanto que óleo (

= 1,897 KJ/Kg.K ) com coef. de película 114 W/m 2 .K dá dois passes pelos tubos. A água flui a

c p

23 Kg/min e é aquecida de 13 o C para 35 o C por óleo que entra a 94 o C e deixa o trocador a 60 o C.

Considerando fator de incrustação de 0,001 para a água e de 0,003 para o óleo, pede-se :

a) A vazão mássica de óleo

b) A área de troca de calor necessária para o trocador

c) O número de tubos de 0,5" de diâmetro externo e 6 m de comprimento necessários

Exercício 4.5. Em um trocador de calor multitubular ( TC-1.2 com F

t s T e T s Água Óleo t e
t
s
T e
T s
Água
Óleo
t
e
Fluido Frio (água) : h = 73 , 8 W m 2 K . e
Fluido Frio (água) :
h
=
73 , 8
W m
2 K
.
e
T
= 13
o C
T
=
35
o C
R
=
0 , 001
e
s
de
m
&
= 23
Kg min
c
=
4 , 188
KJ Kg K
.
a
p
a
Fluido Quente (óleo) :
h
= 114
W m
2 . K
i
o
=
94
o C
t
=
60
C
R
0 , 003
t e
s
di =
&
=
?
c
= 1 , 897
KJ Kg . K
m o
p
o
TC
1 . 2
F
=
0 , 95
T

a) Balanço Térmico :

O calor recebido pela água é :

q &

=

m & c

.

p

a

.

(T s

T e

)

=

[ 23 (Kg

min) ×1 60 (min
min)
×1 60
(min

s)]

(

× 4,188

KJ Kg K . ) × [(
KJ Kg K
.
)
×
[(

35 13

)K ]

= 35,319

KW

Do calor fornecido pelo óleo, obtemos :

q & =

m &

o

.

c

p

o

.

(

t

e

t

s

)

m

o

=

q &

c

p

o

.

(

t

e

t

s

)

=

35,319 KJ s = 0,5476 Kg s ⎛ KJ ⎞ 1,897 ⎜ ⎟ × [(
35,319 KJ s
= 0,5476 Kg s
KJ
1,897 ⎜
⎟ ×
[(
94
60 K
)
]
Kg K
.

.

m

o = 32,856

Kg min

Kg min

= 35319

W

b) Cálculo do MLDT (calculado como se fosse um TC-1.1 em correntes opostas ) :

T

max

T

min

=

=

MLDT

90

60

35

13

=

=

59

47

K

K

=

T

max

−∆

T

min

59

47

=

⎛ ∆ T

ln

max

T

min

ln ⎛ ⎜ 59

47

=

52,77 K

Cálculo do Coeficiente Global :

1 1 1 1 1 = + + R + R = + + 0
1
1
1
1
1
=
+
+
R
+
R
=
+
+
0 , 003
+
0 , 001
U
38
W m
d =
di
de
U
h
h
114
73 8
,
d
i
e

2

. K

Cálculo da Área de Troca de Calor e Número de Tubos Necessários :

q & =

U

A

(

)

MLDT . F

 

A

=

 

q &

=

35319

 
 

d

.

e

.

T

e

U

d

.

(

)

MLDT F

.

T

 

38

×

52,77

×

0,95

 

A

e

= 18 54

,

m

2

 

c)

Cálculo do número de tubos :

 

tubos disponíveis

 

,

0 5

′′

0 25

0 0254

0 00635

 

r

=

=

×

m =

m

e

2

,

,

,

 

área necessária

=

A

e

 

=

18,54

 

= 77,44

 

n =

área por tubo

2.

π r

.

e

.

L

2

×

π

×

0,00635

×

6

n = 78 tubos

e

L =

6

m

53

Exercício 4.6. O aquecimento de um óleo leve ( c p =0,8 Kcal/Kg. o C ) de 20 o C até 120 o C está sendo feito usando um trocador multitubular tipo TC-1.8 ( F T =0,8 ) com um total de 80 tubos ( Æ i =1,87" e Æ e =2" ) de 3m de comprimento. Vapor d'água a 133 o C ( DH v =516 Kcal/Kg ) e vazão de 2650 Kg/h está sendo usado para aquecimento, condensando no interior do casco. Considerando coeficientes de película de 2840 Kcal/h.m 2 . o C para o óleo e de 5435 Kcal/h.m 2 . o C para o vapor e que a densidade do óleo é 0,75 Kg/dm 3 , pede-se :

a) O fator fuligem do trocador;

b) A velocidade do óleo nos tubos do trocador.

do trocador; b) A velocidade do óleo nos tubos do trocador. Fluido Quente : Vapor em

Fluido Quente : Vapor em condensação

o o t = 133 C t = 133 C m & = 2650 Kg
o
o
t
=
133
C
t
=
133
C
m
&
=
2650
Kg
h
e
s
vapor
2
o
H
=
516
Kcal Kg
h
=
5435
Kcal h . m
.
C
v
vapor
Fluido Frio : Óleo leve
o
o
T
=
20
C
T
=
120
C
e
s
o
2
o
c
=
0,8
Kcal Kg
.
C
h
=
2840
Kcal h . m
.
p
óleo
oleo
3
3
3
ρ
=
0,75
Kg dm
=
0,75
×
10
Kg
m
óleo

a)

No trocador os tubos dão 8 passes. Portanto, em cada passe existe um feixe de 10 tubos :

80 n = 80 tubos n ′= = 10 tubos por passe 8 r =
80
n
=
80
tubos
n ′= = 10
tubos por passe
8
r
=
1 , 87
′′
2
=
0
,
935
′′ =
0 0237
,
m
i
=
2 ′′ 2
=
1
′′ =
0 , 0254
m
r e
L
= 3
m

Balanço Térmico :

C

54

q&

c

=& q

r

m&

vapor

.

H

v

=&

m

óleo

.

c

p

óleo

.

(

T

s

1367400 =

m&

óleo

× 0,8 × (120 20)

&

m óleo

= 17092,5

Kg

0,8 × ( 120 − 20 ) & m óleo = 17092,5 Kg h − T

h

T

e

)

Cálculo do MLDT :

m óleo = 17092,5 Kg h − T e ) Cálculo do MLDT : Cálculo do

Cálculo do U D :

T

max

T

min

=

=

133

133

20

120

T

max

=

=

−∆

113

13

o

o

C

C

T

min

113

13

MLDT =

=

⎛ ∆ T

ln

max

T

min

ln ⎛ ⎜ 113

13

= 46,2

A e

q &

(

=

=

U

1

=

2.

π

)

.r .L .n

e

2

= ×π×

D

.

A MLDT F

e

.

.

T

U

1

+

1

+

R

0,0254

× ×

3

80

=

38,3m

2

D

R

=

= 966
= 966

=

38,3

1

×

46,2

1

×

0,8

1

Kcal h m

.

=

=

q & A MLDT F

e

.

1

1

.

T

1

1367400

2

.

o C

U

D

h

i

h

e

 

d

 

d

U

D

h

i

h

e

966

2840

5435

 

R d = 0,0005

   

b)

Cálculo da velocidade do óleo :

 

Área

A

t

(

=π

.r

i

2

transversal

)

.n

[

′=π×

(

0,0237

dos

2

)]

×

10

=

tubos

0,0176m

2

por

onde

passa

m & 17092,5 Kg h ( ) óleo m & = ρ . v .
m
&
17092,5 Kg h
(
)
óleo
m
&
=
ρ
.
v
.
A
v
=
=
óleo
óleo
óleo
óleo
3
(
3
ρ
)
. A
0,75
×
10
Kg m
×
0,0176
óleo
v
óleo = 1294,9
m h
= 21,6
m
min = 0,36m s

= 1294,9 m h

o

óleo

o

C

:

=

= 1 Kcal/Kg. o C ) que

está disponível a 15 o C. Admitindo coeficiente global ( sujo ) de transferência de calor de 490

Kcal/h.m 2 . o C, determinar :

a) O comprimento do trocador tipo duplo tubo necessário, considerando que o diâmetro externo do

tubo interno é 100 mm;

b) O número de tubos ( e = 25 mm ) necessários para um trocador multitubular tipo TC-1.2 com

F T = 0,9 e 7 m de comprimento.

0,91 Kcal/Kg. o C ) de 65 o C para 40 o C, utilizando 30000 Kg/h de água ( c

Exercício 4.7. Um trocador de calor deve ser construído para resfriar 25000 Kg/h de álcool ( c

p

p

55 ( c ) Fluido Quente : Álcool = 0,91 Kcal Kg . o C

55

( c ) Fluido Quente : Álcool = 0,91 Kcal Kg . o C p
( c
)
Fluido Quente : Álcool
= 0,91
Kcal Kg
.
o C
p
o
t
=
65
o C
t
=
40
C
m
&
25000
Kg
h
e
s
alcool =
( c
)
Fluido Frio : Água
= 1,0
Kcal Kg
.
o C
p
o
T
= 15
C
T
=
?
m
=
30000
Kg
h
e
s
água
2
o
U
= 490
Kcal h m
.
.
C
D
Duplo tubo :
∅ =
100
mm
=
0,1
m
e
TC -1.2
:
∅ =
25
mm
=
0,025
m
e

a) A área de troca de calor é a área externa do tubo interno do trocador duplo tubo

Cálculo do calor trocado :

q &

=

m &

alcool

. c

p

.

(T e

T s

)

= 25000× 0,91× 65 40 =

(

)

. ( T e − T s ) = 25000 × 0,91 × 65 − 40

568750 Kcal h

Cálculo da temperatura de saída da água :

q &

=

m &

agua

.

c

p

.

(t

e

t

s

)

568750 = 30000 ×1,0 ×

(t

s

15

)

t

s

= 34

o

C

Cálculo do MLDT :

1,0 × ( t s − 15 ) ⇒ t s = 34 o C Cálculo

Cálculo da área de troca de calor :

q &

=

U

D

.

A MLDT

e

.

A

e

=

q &

T

max

T

min

=

=

65

40

34

15

=

=

31

25

o

o

C

C

 

T

max

−∆

T

min

=

31

25

 

⎛ ∆ T

ln

max

T

min

ln ⎛ ⎜ 31

25

2

m

MLDT =

568750

=

U

D

.

MLDT

490

×

27,9

= 41,6

= 27,9

o

C

Esta área é a área externa do tubo interno. Portanto, seu comprimento é :

A

e

=

2.

π

.

r . L

L =

L

= 132,4 m

41,6 A e A e = = 2. π . r ∅ 0,1 2. π
41,6
A e
A e
=
=
2.
π
. r
0,1
2.
π
.
2 × ×
π
2
2

b) No caso de se utilizar um TC-1.2 o MLDT, como calculado anteriormente deve ser corrigido através do fator F T :

A

e

=

&

q

568750

=

U

D

.

MLDT F

.

T

490

×

27,9

×

0,9

= 46,2 m

2

O número de tubos de 7 m de comprimento é :

A

e

=

(

2.

π

.

r . L

)

.

n

n =

n = 84 tubos

A e A e = 2. π . r . L ∅ 2. π .
A e
A e
=
2.
π
.
r . L
2.
π
.
e
2 . L

=

46,2

2 × ×

π

2
2

0,025

× 7

56

Exercício 4.8. Uma "máquina de chope" simplificada foi construída a partir de um trocador tipo serpentina. Este trocador consiste de uma caixa cúbica de 50 cm de lado, perfeitamente isolada

externamente , onde foram dispostos 50 m de serpentina de 10 mm de diâmetro externo. A serpentina, por onde passa a chope, fica em contato com uma mistura gelo-água a 0 o C. Considerando os coef. de película interno e externo à serpentina iguais a 75 e 25 kcal/h.m 2 . o C, respectivamente, determinar :

a) o fluxo de calor transferido para a mistura água-gelo considerando que o chope entra a 25 o C e sai

a 1 o C;

b) o número de copos de 300 ml que devem ser tirados em 1 hora para que a temperatura do chope se

mantenha em 1 o C , considerando que o calor específico e a densidade do chope são iguais a 0,78 kcal/kg. o C e 1 Kg/dm 3 , respectivamente; c) o tempo de duração do gelo, sabendo que, inicialmente, seu volume corresponde a 10 % do volume da caixa. A densidade e o calor latente de fusão do gelo são, respectivamente, 0,935 kg/l e 80,3 kcal/kg.

do gelo são, respectivamente, 0,935 kg/l e 80,3 kcal/kg. Trocador Serpentina → L = 50 m
Trocador Serpentina → L = 50 m ∅ = 10 mm = 0,01 m e
Trocador Serpentina
→ L =
50
m
∅ =
10
mm
=
0,01
m
e
3
3
Em caixa
cúbica de 0,5
m
de lado
V
=
(
0,5
)
=
0,125
m
caixa
Fluido Quente : Chopp
2
t
=
25
o C
t
=
1
o C
h
=
75
Kcal h m
.
.
o C
e
s
i
3
c
= 0,78
Kcal Kg
.
o C
=
1,0
Kg dm
=
1,0
Kg
l
p
ρ chopp
chopp
Fluido Frio : Mistura água/gelo
2
o
=
T
=
0
o C
h
=
25
Kcal h m
.
.
C
T e
s
e
3
= 935
Kg
m
H
=
80,3
Kcal Kg
ρ gelo
f
gelo

a) O fluxo de calor do chope para a mistura água/gelo, considerando a serpentina um trocador de

calor de passes únicos e "limpo", é :

q&

=

U

C

. A . MLDT

e

A determinação do coeficiente global transferência de calor "limpo" ( U C ), da área de transferência de calor ( A e ) e do MLDT é feita a partir dos dados fornecidos :

1 1 1 1 1 2 = + = + ⇒ U = 18 ,
1
1
1
1
1
2
=
+
=
+
U
=
18 , 75
Kcal h . m
.
o C
C
U
h
h
75
25
C
i
e
0,01 ⎞
= (
2
2.
π
.r .L
)
= ⎜
2.
π
e
.
.
L
⎟= ⎞
2 ×
π
A e
× ⎜
⎟× 50
e
2
2
⎤ 1,57
=
⎥ m

Portanto, o fluxo de calor trocado

entre o chope e a mistura água/gelo é

:

q&

= U . A . MLDT C e q& = 219 , 6 Kcal h
= U . A . MLDT
C
e
q& = 219 , 6 Kcal h

= 18 , 75× 1 , 57 × 7 , 46

= 219 , 6 Kcal h = 18 , 75 × 1 , 57 × 7

∆ =

T

25

= 1

0 =

=

0

25

C

−∆

o

C

T

mín

máx

T

mín

1

o

T

máx

25

1

MLDT =

=

⎛ ∆ T

T

ln

máx

mín

ln ⎛ ⎜ 25

1

= 7,46

o

C

57

b) O fluxo de calor trocado é cedido pelo chope. Então :

&

q

&

= m c

.

p

.

(t e

t s

)

219,6 = m × 0,78 × 25

&

(

)

1 = 11,73 Kg

219,6 = m × 0,78 × 25 & ( ) − 1 = 11,73 Kg h

h

= m × 0,78 × 25 & ( ) − 1 = 11,73 Kg h Como

Como a densidade do chope é igual à da água, temos que : q& = 11,73l h

A passagem desta vazão de chope pelo trocador garante que a temperatura de saída do

chope seja 1 o C.

O volume de cada copo é :

V copo = 300

ml copo

= 0,3

l copo

Conhecendo a vazão horária de chope no trocador, obtemos o número de copos horários :

m & 11,73 l h ( ) n = & = 0,3 l copo (
m
&
11,73 l h
(
)
n =