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NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 6251
Terceira edição
29.06.2012

Válida a partir de
29.07.2012

Versão corrigida
28.08.2013

Cabos de potência com isolação extrudada


para tensões de 1 kV a 35 kV — Requisitos
construtivos
Insulated power cables, for rated voltages 1 kV to 35 kV — Constructive
requirements
em 28/04/2014
Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

ICS 29.060.20 ISBN 978-85-07-03490-2

Número de referência
ABNT NBR 6251:2012
48 páginas

© ABNT 2012
NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 6251:2012


em 28/04/2014
Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

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Sumário Página

Prefácio ...............................................................................................................................................iv
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................2
3 Termos e definições ...........................................................................................................3
4 Tensões de isolamento ......................................................................................................5
5 Condutor .............................................................................................................................5
6 Separador............................................................................................................................6
7 Isolação ...............................................................................................................................7
7.1 Materiais da isolação .........................................................................................................7
7.1.1 Termoplásticos ...................................................................................................................7
7.1.2 Termofixos ..........................................................................................................................7
7.2 Limites térmicos em função da isolação .........................................................................7
7.2.1 Condições em regime permanente...................................................................................7
7.2.2 Condições em regime de sobrecarga ..............................................................................8
7.2.3 Condições em regime de curto-circuito...........................................................................8
7.3 Requisitos físicos da isolação ..........................................................................................9
7.4 Espessura da isolação.......................................................................................................9
em 28/04/2014

8 Blindagem do condutor ...................................................................................................14


8.1 Requisitos gerais da blindagem do condutor ...............................................................14
8.2 Material de blindagem do condutor ................................................................................15
8.3 Espessura da blindagem do condutor ...........................................................................15
9 Blindagem da isolação ....................................................................................................15
9.1 Requisitos gerais da blindagem da isolação.................................................................15
9.2 Parte não metálica da blindagem da isolação ...............................................................15
9.3 Parte metálica ...................................................................................................................16
10 Reunião dos cabos multipolares ....................................................................................17
10.1 Condições gerais ............................................................................................................17
10.2 Cabos com tensão de isolamento 0,6/1 kV ....................................................................17
10.3 Cabos com tensões de isolamento superiores a 0,6/1 kV a campo elétrico
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não radial ..........................................................................................................................17


10.4 Cabos com tensões de isolamento superiores a 0,6/1 kV a campo elétrico radial ...18
11 Identificação das veias ....................................................................................................18
12 Capa interna e enchimentos ...........................................................................................19
13 Capa metálica ...................................................................................................................20
14 Armação metálica.............................................................................................................20
14.1 Requisitos gerais ............................................................................................................20
14.2 Materiais ............................................................................................................................20
14.3 Dimensões dos fios ou fitas de armação.......................................................................21
14.4 Dimensões nominais dos elementos de armação ........................................................21
14.5 Requisitos de construção da armação ..........................................................................22

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15 Capa de separação...........................................................................................................23
16 Cobertura ..........................................................................................................................24
16.1 Limite de temperatura em regime permanente .............................................................24
16.2 Material ..............................................................................................................................24
16.3 Requisitos físicos.............................................................................................................25
16.4 Espessura da cobertura ..................................................................................................25
17 Marcação na cobertura ....................................................................................................26
Bibliografia .........................................................................................................................................48

Anexos
Anexo A (normativo) Seleção da tensão de isolamento do cabo em função das
características do sistema .............................................................................................27
A.1 Introdução .........................................................................................................................27
A.2 Seleção de Uo e U.............................................................................................................27
A.2.1 Categorias do sistema .....................................................................................................27
A.2.1.1 Categoria A .......................................................................................................................27
A.2.1.2 Categoria B .......................................................................................................................27
A.2.1.3 Categoria C .......................................................................................................................27
em 28/04/2014

A.2.2 Valores mínimos de Uo em função da Um e da categoria do sistema .........................27


A.2.3 Tensão suportável de Impulso atmosférico do cabo (Up) ............................................28
Anexo B (normativo) Método de cálculo fictício do diâmetro para a determinação das
dimensões dos componentes do cabo ..........................................................................29
B.1 Generalidades...................................................................................................................29
B.2 Introdução .........................................................................................................................29
B.3 Método de cálculo fictício do diâmetro ..........................................................................30
B.3.1 Condutor ...........................................................................................................................30
B.3.2 Veia ....................................................................................................................................30
B.3.3 Diâmetro sobre a reunião das veias ...............................................................................31
B.3.4 Capa interna......................................................................................................................32
B.3.5 Condutores concêntricos e blindagens metálicas .......................................................33
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B.3.6 Capa metálica ...................................................................................................................35


B.3.7 Capa de separação...........................................................................................................35
B.3.8 Acolchoamento adicional sob a capa interna para cabos com armação
a fitas planas.....................................................................................................................35
B.3.9 Armação metálica.............................................................................................................36
B.4 Arredondamento de números .........................................................................................36
B.4.1 Arredondamento de números para uso no método de cálculo fictício
de diâmetro .......................................................................................................................36
B.4.2 Arredondamento de números para outros usos ...........................................................37
Anexo C (normativo) Tabelas de requisitos físicos e químicos dos materiais de isolação,
blindagem semicondutora, capa metálica e cobertura ................................................38
Anexo D (normativo) Cálculo da porcentagem da cobertura para trança metálica .....................45

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D.1 Introdução .........................................................................................................................45


D.2 Método...............................................................................................................................45
Anexo E (informativo) Cálculo da corrente de curto-circuito na blindagem pela seção
e tempo de duração .........................................................................................................46
E.1 Introdução .........................................................................................................................46
E.2 Método...............................................................................................................................46

Tabelas
Tabela 1 – Tipos de materiais de isolação.........................................................................................1
Tabela 2 – Tipos de materiais de cobertura ......................................................................................1
Tabela 3 – Seções mínimas do condutor neutro ..............................................................................6
Tabela 4 – Temperatura máxima em regime permanente
em função da isolação .......................................................................................................8
Tabela 5 – Temperatura máxima em regime de sobrecarga ............................................................8
Tabela 6 – Temperatura máxima em regime de curto-circuito ........................................................9
Tabela 7 – Espessura da isolação para PVC/A ...............................................................................10
Tabela 8 – Espessura da isolação para PE .....................................................................................11
Tabela 9 – Espessura plena da isolação para EPR, HEPR e EPR 105 para cabos
com construção bloqueada ou não ................................................................................12
em 28/04/2014

Tabela 10 – Espessura coordenada da isolação para HEPR e EPR 105 para cabos
com construção bloqueada ou não ................................................................................13
Tabela 11 – Espessura plena da isolação para XLPE e TR XLPE para cabos
com construção bloqueada ou não ................................................................................14
Tabela 12 – Espessura da capa interna ...........................................................................................19
Tabela 13 – Diâmetro nominal dos fios de armação ......................................................................22
Tabela 14 – Dimensões nominais das fitas de armação plana .....................................................22
Tabela 15 – Espessura nominal das fitas de armação intertravada .............................................22
Tabela 16 – Temperatura máxima em regime permanente
em função da cobertura...................................................................................................24
Tabela A.1 – Valores mínimos para Uo em função da categoria e da tensão máxima
de operação do sistema ..................................................................................................28
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Tabela A.2 – Tensão suportável de impulso atmosférico do cabo ...............................................28


Tabela B.13 – Diâmetro fictício dos condutores .............................................................................30
Tabela B.2 – Coeficiente de reunião para condutores de igual seção .........................................31
Tabela B.4 – Acréscimo no diâmetro - Acolchoamento .................................................................35
Tabela C.1 – Camadas semicondutoras extrudadas e enfaixa......................................................38
Tabela C.2 – Compostos de PVC .....................................................................................................39
Tabela C.3 – Compostos de polietileno ...........................................................................................40
Tabela C.4 – Compostos de EPR e XLPE ........................................................................................41
Tabela C.5 – Compostos termofixos para cobertura .....................................................................42
Tabela C.7 – Composição de chumbo para capa metálica extrudada (%) ...................................44
Tabela E.2 – Valores da temperatura inicial em função da temperatura no condutor ................47
Tabela E.3 – Valores da temperatura final em função do material da cobertura .........................47

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 6251 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), pela Comissão
de Estudo de Cabos isolados (CE-03.020.03). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme
Edital nº 11, de 11.11.2011 a 09.01.2012, com o número de Projeto ABNT NBR 6251.

Esta terceira edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 6251:2006), a qual foi
tecnicamente revisada.

Esta versão corrigida da ABNT NBR 6251:2012 incorpora a Errata 1 de 28.08.2013.


em 28/04/2014

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This Standard provides the construction of power cables, single-core, multi-core or multiplexed,
for fixed installations, with extruded insulation and sheath, for rated voltages of 1 kV up to 35 kV.
The insulation and sheath materials are described in Table 1 and 2.

As an alternative to normal construction, this standard provided cables with watertightness (see 3.13
and 3.14) recommended for distribution circuits, subjected to prolonged contact with water.

The tests and criteria of acceptance and rejection shall be according to the specific cable standard.

Cables for special installations and conditions, for example, overhead cables, mining industry, nuclear
power plants (indoors or outside the containment vessel), submarine cable or cables for use on
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ships are not included in this Standard. However, if there is not a specific standard, it can be used as
a reference, by making the necessary adjustments to the application.

Table 1 – Insulating compound


Insulating Material Designation
Polyvinyl chloride PVC/A
Polyethylene PE
Ethylene propylene rubber EPR, HEPR and EPR 105
Cross-linked – polyethylene XLPE
Tree retardant Cross-linked –
TR XLPE
polyethylene

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Table 2 – Sheathing compound

Sheathing Material Designation


Polyvinyl chloride ST1 and ST2
Polyethylene ST3 and ST7
Polychloroprene, chlorosulfonated polyethylene
SE1/A and SE1/B
or similar polymers
NOTE Other types of sheathing compounds can be used, since their
characteristics are adequately specified by the manufacturer and approved by
the purchaser.
em 28/04/2014
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Cabos de potência com isolação extrudada para tensões de 1 kV


a 35 kV — Requisitos construtivos

1 Escopo
1.1 Esta Norma padroniza a construção dos cabos de potência unipolares, multipolares ou multiple-
xados, para instalações fixas, com isolação e cobertura extrudadas, para tensões nominais de 1 kV
a 35 kV. Os materiais de isolação e cobertura são descritos nas Tabelas 1 e 2.

1.2 Em alternativa à construção normal, esta Norma prevê cabos com construção bloqueada (ver
3.13 e 3.14), recomendados para circuitos de distribuição, sujeitos a contatos prolongados com água.

1.3 Os ensaios e os critérios de aceitação e rejeição devem estar de acordo com as normas
específicas do cabo.

1.4 Não são incluídos nesta Norma cabos para instalações e condições especiais, como, por
exemplo, cabos para redes aéreas, indústria de mineração, centrais nucleares (em áreas internas
ou externas ao vaso de contenção), cabos submarinos ou cabos para uso a bordo de navios. Entretanto,
caso não exista norma específica, esta pode ser utilizada como referência, fazendo-se as adequações
necessárias à aplicação.
em 28/04/2014

Tabela 1 – Tipos de materiais de isolação


Material da Isolação Designação
Policloreto de vinila PVC/A
Polietileno termoplástico PE
Borracha etilenopropileno EPR, HEPR e EPR 105
Polietileno reticulado quimicamente XLPE
Polietileno reticulado quimicamente
TR XLPE
retardante à arborescência
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Tabela 2 – Tipos de materiais de cobertura


Material Cobertura Designação
Policloreto de vinila ST1 e ST2
Polietileno termoplástico ST3 e ST7
Policloropreno, polietileno
clorossulfonado, polietileno clorado SE1/A e SE1/B
ou polímeros similares
NOTA Outros tipos de compostos para cobertura podem ser
utilizados, desde que suas características sejam adequadamente
especificadas pelo fabricante e aprovadas pelo comprador.

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2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referên-
cias datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as
edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5410, Instalações elétricas de baixa tensão

ABNT NBR 5456, Eletricidade geral – Terminologia

ABNT NBR 5471, Condutores elétricos

ABNT NBR 6243, Choque térmico para fios e cabos elétricos

ABNT NBR 6331, Arame de aço de baixo teor de carbono, zincado, para uso geral – Especificação

ABNT NBR 6813, Fios e cabos elétricos – Ensaio de resistência de isolamento

ABNT NBR 7295, Fios e cabos elétricos – Ensaio de capacitância e fator de dissipação

ABNT NBR 7300, Fios e cabos elétricos – Ensaio de resistividade volumétrica

ABNT NBR 7307, Fios e cabos elétricos – Ensaio de fragilização


em 28/04/2014

ABNT NBR NM 280, Condutores de cabos isolados (IEC 60228, MOD)

ABNT NBR NM IEC 60811-1-1, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação
e de cobertura de cabos elétricos Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 1: medição
de espessuras e dimensões externas – Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas

ABNT NBR NM IEC 60811-1-2, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de
cobertura de cabos elétricos – Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 2: Métodos de
envelhecimento térmico

ABNT NBR NM IEC 60811-1-3, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de
cobertura de cabos elétricos – Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 3: Métodos para a
determinação da densidade de massa - Ensaios de absorção de água – Ensaio de retração
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ABNT NBR NM IEC 60811-1-4, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e
de cobertura de cabos elétricos e ópticos – parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 4: Ensaios
a baixas temperaturas

ABNT NBR NM IEC 60811-2-1, Métodos de ensaio comuns para materiais de isolação e de cobertura
de cabos elétricos e ópticos – Parte 2: Métodos específicos para materiais elastoméricos – Capítulo 1:
Ensaios de resistência ao ozônico, de alongamento a quente e de imersão em óleo mineral

ABNT NBR NM IEC 60811-3-1, Métodos de ensaios comuns para materiais de isolação e de cobertura
de cabos elétricos e ópticos – Parte 3: Métodos específicos para os compostos de PVC – Capítulo 1:
Ensaio de pressão a altas temperaturas – Ensaios de resistência a fissuração

ABNT NBR NM IEC 60811-3-2, Métodos de ensaios comuns para materiais de isolação e de cobertura
de cabos elétricos e ópticos – Parte 3: Métodos específicos para os compostos de PVC – Capítulo 2:
Ensaio de perda de massa – Ensaio de estabilidade térmica

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ABNT NBR NM IEC 60811-4-1, Métodos de ensaios comuns para materiais de isolação e de cobertura
de cabos elétricos Parte 4: Métodos específicos para os compostos de polietileno e polipropileno –
Capítulo 1: Resistência à fissuração por ação de tensões ambientais – Ensaio de enrolamento após
envelhecimento térmico no ar – Medição do índice de fluidez – Determinação do teor de negro-de-
fumo e/ou de carga mineral em polietileno

ASTM D6097, Standard test method for relative resistance to vented water-tree growth in solid
dielectric insulating materials

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições das ABNT NBR 5456
e ABNT NBR 5471, e os seguintes.

3.1
valor nominal
valor pelo qual uma grandeza é designada, empregado geralmente em tabelas. Corresponde ao valor
que é verificado através de medições, levando-se em consideração as tolerâncias especificadas

3.2
valor aproximado
valor utilizado para o cálculo de outros valores dimensionais, não sendo um valor garantido nem objeto
em 28/04/2014

de controle

3.3
valor fictício
valor calculado de acordo com o “método fictício” descrito no Anexo B

3.4
valor médio
valor correspondente à média aritmética dos valores de uma grandeza. Os valores são medidos
conforme o estabelecido nos respectivos métodos de ensaio

3.5
valor mediano
valor intermediário em uma série de valores ordenados de forma crescente ou decrescente, quando
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o número de valores for ímpar. Quando o número de valores for par, é a média aritmética entre os dois
valores centrais

3.6
cabo de potência a campo elétrico radial
cabo provido de camada semicondutora e/ou condutora, envolvendo o condutor e sua isolação

3.7
cabo de potência a campo elétrico não radial
cabo que não se enquadra na definição dada em 3.6

3.8
temperatura máxima no condutor em regime permanente
máxima temperatura admissível, em qualquer ponto do condutor, em condições estáveis de
funcionamento

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3.9
temperatura máxima no condutor em regime de sobrecarga
máxima temperatura admissível, em qualquer ponto do condutor, em regime de sobrecarga

3.10
temperatura máxima no condutor em regime de curto-circuito
máxima temperatura admissível, em qualquer ponto do condutor, em regime de curto-circuito

3.11
tensão nominal do sistema
U
tensão de linha pela qual o sistema é designado

NOTA 1 No caso de corrente alternada, a tensão é dada em valor eficaz.

NOTA 2 Não é necessariamente igual à tensão nominal dos equipamentos ligados ao sistema.

3.12
tensão máxima de operação do sistema
Um
máxima tensão de linha que pode ser mantida em condições normais de operação, em qualquer
tempo e em qualquer ponto do sistema
em 28/04/2014

NOTA 1 No caso de corrente alternada, a tensão é dada em valor eficaz.

NOTA 2 Não é necessariamente igual à tensão máxima de operação dos equipamentos ligados ao sistema.

3.13
tensão de isolamento do cabo
U ou Uo / U
valor de U ou dos valores Uo / U pelos quais os cabos são designados,

onde

Uo é o valor eficaz da tensão entre condutor e terra ou blindagem da isolação ou qualquer


proteção metálica sobre esta;

U é o valor eficaz da tensão entre condutores.


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NOTA A designação completa do cabo por suas tensões de isolamento inclui a tensão máxima
de operação do sistema, conforme as IEC 60502-1 e IEC 60502-2, da seguinte forma: Uo/U (Um). Entretanto,
a tensão Um é omitida nesta Norma e nas especificações dela decorrentes, como tem sido a prática até
o presente no Brasil.

3.14
construção bloqueada longitudinalmente
construção em que é feito o preenchimento dos interstícios do cabo ao longo do seu comprimento,
com a finalidade de conter a migração longitudinal de água no seu interior

3.15
construção bloqueada transversalmente
construção em que é colocada uma barreira ao longo do comprimento do cabo, com a finalidade
de conter a migração radial de umidade para o interior da sua isolação

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3.16
espessura plena da isolação
espessura convencional, normalmente especificada em Normas Internacionais ou estrangeiras,
baseada em gradiente médio na isolação e que, portanto, independe da seção do condutor

3.17
espessura coordenada da isolação
espessura dimensionada em função do gradiente elétrico máximo no condutor, limitando-se também
o gradiente mínimo na superfície externa da isolação, para cada seção de condutor

3.18
arborescência
fenômenos que causam a degradação da isolação do cabo em consequência das interações
de umidade, campo elétrico, impurezas no material isolante e/ou imperfeições do processo produtivo.
O termo arborescência é utilizado porque o formato dos defeitos causados no dielétrico sob tensão
assemelha-se a uma árvore. A arborescência pode ser úmida ou elétrica.

3.19
retardamento da arborescência
característica que o projeto do cabo e ou material dielétrico da isolação apresenta, que retarda
o crescimento da arborescência
em 28/04/2014

4 Tensões de isolamento
4.1 As tensões de isolamento dos cabos, em quilovolts, previstas nesta Norma, são as seguintes:

Uo/U – 0,6/1 – 1,8/3 – 3,6/6 – 6/10 – 8,7/15 – 12/20 – 15/25 – 20/35

NOTA As tensões de isolamento podem apresentar a unidade de duas formas, por exemplo: 0,6 kV/1 kV;
ou 0,6/1 kV, sendo esta última a forma preferencial, adotada nas IEC 60502-1 e IEC 60502-2.

Para uma escolha criteriosa do cabo, em função das características do sistema, é necessário recorrer
à classificação por categoria, prevista no Anexo A.

5 Condutor
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5.1 O condutor deve ser constituído por um ou vários fios de cobre, com ou sem revestimento metálico,
ou de alumínio nu. Dependendo de sua construção, deve ser designado por:

a) condutor de seção maciça;

b) condutor de seção circular de formação simples;

c) condutor de seção circular de formação combinada;

d) condutor de seção circular compactado;

e) condutor de seção setorial.

5.2 As classes dos condutores de cobre e alumínio devem ser 1 ou 2, conforme a ABNT NBR NM 280.

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5.3 A classe de condutor 5 deve estar conforme a ABNT NBR NM 280. Esta classe de condutor
é prevista somente para cabos com condutor de cobre não bloqueado, com tensões de isolamento
de 0,6/1 kV e 1,8/3 kV.

5.4 O condutor neutro e/ou o condutor de proteção de cabos, com três ou quatro condutores, pode
ter sua seção reduzida, em relação aos condutores fase, respeitando os limites dados na Tabela 3.
A utilização do neutro de seção reduzida deve satisfazer às condições previstas na ABNT NBR 5410.

5.5 Quando for prevista construção bloqueada longitudinalmente (ver 3.13), os interstícios internos
entre os fios componentes do condutor devem ser preenchidos com material compatível, química
e termicamente, com os componentes do cabo. O fabricante deve garantir esta compatibilidade.

Tabela 3 – Seções mínimas do condutor neutro


Seção mínima do condutor
Seção dos condutores fase
neutro
mm2
mm2
S < 25 S
35 25 a
50 25 a
70 35
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95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150
400 185
a 35 mm2, no caso de condutores de alumínio.
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6 Separador
6.1 Para cabos sem blindagem do condutor, somente é obrigatório utilizar um separador entre
o condutor e a isolação, para evitar a ocorrência de:

a) penetração acentuada da isolação sobre o condutor que dificulte a sua remoção;

b) interação química que possa provocar corrosão do condutor, aceleração do envelhecimento


da isolação ou aderência entre condutor e isolação.

6.2 O emprego de separador não é restrito às condições acima, podendo, a critério do fabricante, ser
utilizado sobre qualquer elemento constituinte do cabo.

6.3 Quando previsto, o separador deve ser constituído por material compatível, química e termica-
mente, com o material do condutor e da isolação.

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7 Isolação
7.1 Materiais da isolação

A isolação deve ser constituída por dielétrico extrudado, termoplástico ou termofixo, de um


dos tipos descritos em 7.1.1 e 7.1.2, observando os respectivos limites recomendados para a tensão
de isolamento e a temperatura.

7.1.1 Termoplásticos

São os seguintes:

a) PVC/A – composto isolante à base de policloreto de vinila ou copolímero de cloreto de vinila


e acetato de vinila, utilizado em cabos com tensões de isolamento iguais ou menores a 3,6/6 kV;

b) PE – composto isolante à base de polietileno termoplástico, utilizado em cabos com tensões


de isolamento iguais ou menores a 3,6/ 6 kV.

Para a fabricação de cabos com tensões de isolamento iguais ou maiores que 6/10 kV, a isolação
deve ser extrudada simultaneamente com a blindagem semicondutora da isolação e a blindagem
do condutor.

7.1.2 Termofixos
em 28/04/2014

São os seguintes:

a) EPR – compostos isolantes à base de copolímero etilenopropileno (EPM) ou de terpolímero


etilenopropilenodieno (EPDM), utilizados em cabos com qualquer tensão de isolamento;

b) HEPR – compostos isolantes à base de copolímero etilenopropileno (EPM) ou de terpolímero


etilenopropilenodieno (EPDM), de alto módulo ou composto de maior dureza, utilizados em cabos
com qualquer tensão de isolamento;

c) EPR 105 – compostos isolantes à base de copolímero etilenopropileno (EPM) ou terpolímero


etilenopropilenodieno (EPDM), para tensões de isolamento iguais ou maiores que 3,6/6 kV
e temperatura no condutor de 105 °C, em regime permanente;

d) XLPE – composto isolante à base de polietileno reticulado quimicamente, utilizado em cabos com
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qualquer tensão de isolamento;

e) TR XLPE – composto isolante à base de polietileno reticulado quimicamente, para tensões


de isolamento iguais ou maiores que 3,6/6 kV, e retardante à arborescência.

NOTA O composto TR XLPE pode ser classificado através do ensaio descrito na ASTM D6097,
normalmente realizado pelo fabricante do composto. Entretanto, sua avaliação final só é conclusiva após
ensaio no cabo completo, através do método específico.

7.2 Limites térmicos em função da isolação

7.2.1 Condições em regime permanente

A temperatura no condutor, em regime permanente, não pode ultrapassar os valores dados na Tabela 4,
estabelecidos em função dos materiais de isolação.

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7.2.2 Condições em regime de sobrecarga

A operação em regime de sobrecarga, para as temperaturas dadas na Tabela 5, não pode superar
100 h, durante 12 meses consecutivos, nem 500 h, durante a vida do cabo.

As temperaturas da Tabela 5 são baseadas nas propriedades intrínsecas dos materiais isolantes.
Deve ser entendido que o cabo, quando submetido a regime de sobrecarga, tem sua vida útil reduzida
em certo grau em relação à vida prevista para as condições em regime permanente. Além disso,
limites mais baixos de temperatura podem ser requeridos em função dos materiais usados nos cabos,
emendas e terminais como, por exemplo, o chumbo, ou em função das condições da instalação.

7.2.3 Condições em regime de curto-circuito

A duração máxima de um curto-circuito, na qual o condutor pode manter as temperaturas máximas


dadas na Tabela 6, é de 5 s.

As temperaturas dadas na Tabela 6 são baseadas nas propriedades intrínsecas dos materiais isolantes.
Limites mais baixos de temperatura podem ser requeridos em função da instalação e dos acessórios
envolvidos.

Tabela 4 – Temperatura máxima em regime permanente


em função da isolação
em 28/04/2014

Temperatura máxima no condutor


Isolação
°C
PVC/A 70
PE 70 (ver nota)
EPR e HEPR 90
EPR 105 105
XLPE e TR XLPE 90
NOTA 75 °C para os cabos com isolação de PE de densidade
de massa superior a 0,940 g/cm3 a 23 °C.

Tabela 5 – Temperatura máxima em regime de sobrecarga


Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

Temperatura máxima no
Isolação condutor
°C
PVC/A 100
PE 90
EPR e HEPR 130
EPR 105 140
XLPE e TR XLPE 130

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Tabela 6 – Temperatura máxima em regime de curto-circuito


Temperatura máxima no
Isolação condutor
°C
PVC/A
Seção do condutor ≤ 300 mm2 160
Seção do condutor > 300 mm2 140
PE 130
EPR, HEPR e EPR 105 250
XLPE e TR XLPE 250

7.3 Requisitos físicos da isolação

7.3.1 As características físicas dos materiais usados como isolação devem estar de acordo com os
requisitos dados nas Tabelas C.2, C.3 ou C.4. As características elétricas da isolação devem estar de
acordo com os requisitos dados na Tabela C.6.

7.3.2 É conveniente que a compatibilidade entre o condutor nu ou revestido e a isolação de EPR,


em 28/04/2014

HEPR, EPR 105, XLPE ou TR XLPE, nos cabos sem blindagem do condutor, com ou sem separador,
seja verificada através dos ensaios previstos nos itens 1.3 ou 1.4 da Tabela C.4.

7.4 Espessura da isolação

7.4.1 As espessuras nominais da isolação são dadas nas Tabelas 7 a 11. São estabelecidas em
função da seção nominal do condutor, do tipo de isolação e da tensão de isolamento, sendo aplicáveis
somente a cabos com cobertura.

7.4.2 A espessura média da isolação não pode ser inferior ao valor nominal especificado.

7.4.3 A espessura mínima da isolação em um ponto qualquer de uma seção transversal, pode ser
menor que o valor nominal, contanto que a diferença não exceda 0,1 mm + 10 % do valor nominal
especificado.
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7.4.4 A espessura de qualquer separador ou blindagem semicondutora, aplicada sobre o condutor


ou sobre a isolação, não pode ser considerada parte da isolação.

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Tabela 7 – Espessura da isolação para PVC/A

Espessura da isolação
mm
Seção nominal do condutor
mm2 Uo/U
kV
0,6/1 1,8/3 3,6/6
1,5 e 2,5 0,8 – –
4e6 1,0 – –
10 1,0 2,2 3,4
16 1,0 2,2 3,4
25 1,2 2,2 3,4
35 1,2 2,2 3,4
50 e 70 1,4 2,2 3,4
95 e 120 1,6 2,2 3,4
em 28/04/2014

150 1,8 2,2 3,4


185 2,0 2,2 3,4
240 2,2 2,2 3,4
300 2,4 2,4 3,4
400 2,6 2,6 3,4
500 a 800 2,8 2,8 3,4
1 000 3,0 3,0 3,4
NOTA 1 Cabos com tensões de isolamento iguais ou maiores que 1,8/3 kV, e com seções
de condutor inferiores às dadas nesta tabela não são recomendadas. Entretanto, se uma seção
menor for necessária, recomenda-se que o diâmetro do condutor seja aumentado por meio
da blindagem sobre o condutor ou a espessura da isolação seja aumentada, de modo a limitar
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os gradientes máximos aplicados ao isolamento aos valores calculados para as seções mínimas
previstas nesta tabela, durante os ensaios de tensão.
NOTA 2 Seções diferentes das previstas nesta tabela não são recomendadas. Entretanto, se
uma seção diferente for necessária, recomenda-se que a espessura da isolação seja especificada,
considerando a seção mais próxima. No caso de a seção necessária ser exatamente a intermediária
entre duas padronizadas, especifica-se a espessura correspondente à seção maior.

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Tabela 8 – Espessura da isolação para PE


Espessura da isolação
Seção nominal do mm
condutor Uo/U
mm2 kV
0,6/1 1,8/3 3,6/6
1,5 e 2,5 0,8 2,2 –
4e6 1,0 2,2 –
10 e 16 1,0 2,2 2,5
25 e 35 1,2 2,2 2,5
50 e 70 1,4 2,2 2,5
95 e 120 1,6 2,2 2,5
150 1,8 2,2 2,5

185 2,0 2,2 2,5

240 2,2 2,2 2,6


em 28/04/2014

300 2,4 2,4 2,8

400 2,6 2,6 3,0

500 2,8 2,8 3,2

630 2,8 2,8 3,2

800 2,8 2,8 3,2

1 000 3,0 3,0 3,2

NOTA 1 Cabos com tensões de isolamento iguais ou maiores que 3,6/6 kV, e com seções de condutor
inferiores às dadas nesta tabela não são recomendadas. Entretanto, se uma seção menor for necessária,
recomenda-se que o diâmetro do condutor seja aumentado por meio da blindagem sobre o condutor
ou a espessura da isolação seja aumentada, de modo a limitar os gradientes máximos aplicados ao
isolamento aos valores calculados para as seções mínimas previstas nesta tabela, durante os ensaios
de tensão.
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NOTA 2 Seções diferentes das previstas nesta tabela não são recomendadas. Entretanto,
se uma seção diferente for necessária, recomenda-se que a espessura da isolação seja especificada,
considerando a seção mais próxima. No caso de a seção necessária ser exatamente a intermediária
entre duas padronizadas, especifica-se a espessura correspondente à seção maior.

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Tabela 9 – Espessura plena da isolação para EPR, HEPR e EPR 105 para cabos
com construção bloqueada ou não
Espessura da isolação
mm
Seção nominal do
condutor Uo/U
mm2 kV
0,6/1 1,8/3 3,6/6 6/10 8,7/15 12/20 15/25 20/35
1,5 e 2,5 1,0 – – – – – – –
4e6 1,0 – – – – – – –
10 1,0 2,2 3,0 – – – – –
16 1,0 2,2 3,0 3,4 – – – –
25 1,2 2,2 3,0 3,4 4,5 – – –
35 1,2 2,2 3,0 3,4 4,5 5,5 – –
50 1,4 2,2 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
70 e 95 1,6 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
em 28/04/2014

120 1,6 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8


150 1,8 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
185 2,0 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
240 2,2 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
300 2,4 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
400 2,6 2,6 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
500 2,8 2,8 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
630 2,8 2,8 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
800 2,8 2,8 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
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1 000 3,0 3,0 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8


NOTA Ver notas da Tabela 8.

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Tabela 10 – Espessura coordenada da isolação para HEPR e EPR 105 para cabos
com construção bloqueada ou não

Espessura da isolação
mm
Seção nominal
do condutor Uo/U
mm2 kV
0,6/1 1,8/3 3,6/6 6/10 8,7/15 12/20 15/25 20/35
1,5 e 2,5 0,7 – – – – – – –
4e6 0,7 – – – – – – –
10 0,7 2,0 2,5 – – – – –
16 0,7 2,0 2,5 2,5 3,5 5,2 – –
25 0,9 2,0 2,5 2,5 3,0 4,7 – –
35 0,9 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 6,2 –
50 1,0 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 8,2
70 1,1 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 7,5
em 28/04/2014

95 1,1 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 7,5


120 1,2 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 7,5
150 1,4 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 7,5
185 1,6 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 6,5
240 1,7 2,0 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
300 1,8 2,0 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
400 2,0 2,0 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
500 2,2 2,2 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
630 2,4 2,4 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
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NOTA Ver notas da Tabela 8.

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Tabela 11 – Espessura plena da isolação para XLPE e TR XLPE para cabos


com construção bloqueada ou não
Espessura da isolação
mm
Seção nominal
do condutor Uo/U
mm2 kV
0,6/1 1,8/3 3,6/6 6/10 8,7/15 12/20 15/25 20/35
1,5 e 2,5 0,7 – – – – – – –
4e6 0,7 – – – – – – –
10 0,7 2,0 2,5 – – – – –
16 0,7 2,0 2,5 3,4 – – – –
25 0,9 2,0 2,5 3,4 – – – –
35 0,9 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 – –
50 1,0 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
70 e 95 1,1 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
em 28/04/2014

120 1,2 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8


150 1,4 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
185 1,6 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
240 1,7 2,0 2,6 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
300 1,8 2,0 2,8 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
400 2,0 2,0 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
500 2,2 2,2 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
630 2,4 2,4 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
800 2,6 2,6 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
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1 000 2,8 2,8 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8


NOTA Ver notas da Tabela 8.

8 Blindagem do condutor
8.1 Requisitos gerais da blindagem do condutor

8.1.1 A blindagem do condutor deve ser empregada em cabos com tensões de isolamento iguais ou
maiores que 6/10 kV.

8.1.2 A blindagem do condutor é opcional em cabos com tensões de isolamento iguais ou menores
que 3,6/6 kV. Nestes casos a blindagem do condutor pode ser constituída de fita têxtil semicondutora.

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8.1.3 Para tensões de isolamento iguais ou maiores que 6/10 kV, a blindagem do condutor deve ser
extrudada simultaneamente com a isolação.

8.2 Material de blindagem do condutor

8.2.1 A blindagem do condutor deve ser não metálica, constituída por uma camada extrudada
de composto semicondutor, ou por uma combinação de fita têxtil semicondutora com camada extrudada.
O material empregado deve ser compatível, química e termicamente, com o do condutor e da isolação
de PE ou PVC e termofixo no caso de isolação de EPR, HEPR, EPR 105, XLPE ou TR XLPE.

8.2.2 As características físicas dos materiais usados como blindagem semicondutora do condutor
devem estar de acordo com os requisitos da Tabela C.1.

8.3 Espessura da blindagem do condutor

8.3.1 Quando a blindagem semicondutora do condutor for constituída por fita, esta deve ter uma
sobreposição mínima de 10 % e uma espessura mínima de 0,065 mm.

8.3.2 Quando a blindagem semicondutora do condutor for constituída por camada extrudada, esta
deve ter espessura média igual ou maior que 0,4mm e espessura mínima, em um ponto qualquer de
uma seção transversal, igual ou maior que 0,32 mm.
em 28/04/2014

9 Blindagem da isolação
9.1 Requisitos gerais da blindagem da isolação

9.1.1 A blindagem da isolação deve ser empregada em cabos com tensões de isolamento iguais
ou maiores que 6/10 kV.

9.1.2 A blindagem da isolação deve ser constituída por uma parte semicondutora não metálica
associada a uma parte metálica.

9.1.3 A blindagem da isolação é opcional em cabos com tensões de isolamento menores ou iguais
a 1,8/3 kV.

9.1.4 No caso de cabos com tensão de isolamento igual a 3,6/6 kV, a blindagem da isolação é op-
cional, desde que os cabos possuam proteção metálica ou sejam instalados em eletrodutos metálicos
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adequadamente aterrados.

9.1.5 Nos casos previstos em 9.1.3 e 9.1.4, a blindagem metálica da isolação, quando empregada,
não necessita estar associada a uma parte semicondutora.

9.2 Parte não metálica da blindagem da isolação

9.2.1 A parte não metálica da blindagem da isolação deve ser aplicada diretamente sobre a isolação
de cada condutor e ser constituída por uma fita semicondutora, ou por uma camada extrudada
de composto semicondutor, ou pela combinação das duas, ou ainda por um destes materiais em
combinação com revestimento de verniz semicondutor.

9.2.2 Para tensões de isolamento iguais ou maiores que 6/10 kV, a parte semicondutora da blindagem
deve ser extrudada simultaneamente com a isolação e a blindagem do condutor em cabeça única,
ou seja, em processo de coextrusão em três camadas.

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9.2.3 Os materiais empregados como blindagem semicondutora devem ser compatíveis, química
e termicamente, com os da isolação, e as suas características físicas devem estar de acordo com
os requisitos da Tabela C.1.

9.2.4 Quando a blindagem semicondutora for constituída por fita, esta deve ter uma sobreposição
mínima de 10 % e uma espessura mínima de 0,065 mm.

9.2.5 A espessura média da camada extrudada deve ser igual ou maior que 0,4 mm e a espessura
mínima, em um ponto qualquer de uma seção transversal, deve ser igual ou maior que 0,32 mm.

9.3 Parte metálica

9.3.1 A parte metálica da blindagem da isolação deve apresentar continuidade elétrica ao longo
de todo o seu comprimento e ser aplicada conforme o caso:

a) sobre a parte semicondutora da isolação;

b) sobre a isolação de cabos para tensões de isolamento em que a presença da parte semicondutora
da blindagem da isolação não é obrigatória;

c) sobre a reunião das veias blindadas ou não, individualmente, com parte semicondutora.

9.3.2 A blindagem metálica é normalmente constituída de:


em 28/04/2014

a) uma ou mais fitas;

b) tranças de fios;

c) camada concêntrica de fios;

d) camada concêntrica de fios combinada com fita(s) ou fio(s).

9.3.3 A blindagem metálica pode também ser constituída por uma armação, no caso da blindagem
metálica coletiva em cabos multipolares, ou por uma capa metálica. Neste último caso, os requisitos
da capa metálica devem atender aos requisitos estabelecidos na Seção 13.

9.3.4 Quando empregado o cobre como blindagem, este deve ser nu ou com revestimento metálico,
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sendo este revestimento obrigatório para cabos com cobertura de compostos termofixos que
contenham agentes agressivos ao cobre nu.

9.3.5 A resistividade máxima do cobre, nu ou revestido, utilizado na blindagem deve ser


de 0,018 312 Ω mm2/m a 20 °C.

9.3.6 Nos cabos multipolares a campo elétrico radial, é recomendado que as blindagens da isolação,
com parte metálica ou não, mantenham contato elétrico entre si.

9.3.7 Quando constituída por fita, os requisitos são:

a) a espessura mínima, em um ponto qualquer, não pode ser menor que 0,065 mm;

b) no caso de uma só fita, a sobreposição mínima deve ser 10 %;

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c) no caso de duas fitas, o sentido do enrolamento de uma das fitas pode ser o mesmo ou o oposto
ao da outra. Cada fita pode ser sobreposta ou descontínua em relação a si mesma. Se as fitas
forem aplicadas no mesmo sentido, ambas com descontinuidade, cada uma das fitas deve estar
aproximadamente centrada em relação ao espaço vazio da outra, mantendo sobreposição mínima
de 10 % de cada lado. Se as fitas forem aplicadas em sentidos opostos, ao menos uma delas deve
ter sobreposição mínima de 10 %.

9.3.8 Quando constituída por trança de fios, esta deve ser aplicada com cobertura mínima de 85 %,
calculada conforme o Anexo D.

9.3.9 Quando constituída por camada concêntrica de fios, estes devem estar distribuídos
uniformemente, e a seção total dos fios deve ser igual ou maior que 6,0 mm2. O valor da corrente de
curto-circuito na blindagem pode ser determinado conforme método de cálculo descrito no Anexo E.

9.3.10 Os cabos unipolares ou multiplexados, com construção bloqueada longitudinalmente, devem


ter os interstícios entre a blindagem semicondutora da isolação e a cobertura preenchidos com material
adequado e compatível, química e termicamente, com os componentes do cabo. Qualquer construção
alternativa para bloqueio longitudinal e/ou transversal é permitida, como a utilização de capa metálica
ou fita metálica laminada, por exemplo.

10 Reunião dos cabos multipolares


em 28/04/2014

10.1 Condições gerais

Na reunião dos cabos multipolares, devem-se levar em consideração:

a) a tensão de isolamento do cabo;

b) a existência ou não de blindagem, constituída somente de parte semicondutora, sobre a isolação


de cada condutor;

c) a existência ou não de blindagem metálica sobre a isolação de cada condutor.

10.2 Cabos com tensão de isolamento 0,6/1 kV

As condições de 10.2.1 e 10.2.2 não se aplicam à reunião de cabos unipolares (cabos multiplexados).

10.2.1 Os cabos multipolares, com proteção metálica sobre a reunião devem ter capa interna sobre
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as veias reunidas. A capa interna e eventuais enchimentos devem estar conforme a Seção 12.

10.2.2 Em cabos multipolares, sem proteção metálica sobre a reunião, a capa interna pode ser omitida,
desde que a forma externa do cabo permaneça praticamente circular e a remoção da cobertura não
seja prejudicada pela aderência entre esta e a isolação dos condutores. Entretanto, se uma capa
interna for usada, não é necessário que sua espessura obedeça ao especificado na Seção 12. Em caso
de não se usar capa interna, a cobertura pode penetrar nos interstícios da reunião, exceto quando se
tratar de cobertura termoplástica aplicada sobre veias redondas, com condutor de seção transversal
maior que 10 mm2.

10.3 Cabos com tensões de isolamento superiores a 0,6/1 kV a campo elétrico não
radial

Estes cabos devem obedecer às condições previstas em 10.2.1. A capa interna e eventuais
enchimentos devem estar conforme a Seção 12.

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10.4 Cabos com tensões de isolamento superiores a 0,6/1 kV a campo elétrico radial
10.4.1 Quando for prevista blindagem metálica sobre cada veia, os cabos devem satisfazer as condi-
ções previstas em 10.2.1, 10.2.2 ou nas Seções 15 e 16, quando aplicável.

10.4.2 Quando for prevista blindagem metálica somente sobre reunião das veias, esta pode ser
aplicada diretamente sobre a reunião ou sobre uma capa interna semicondutora, obedecendo às
condições previstas na Seção 12. Tanto a blindagem metálica quanto a capa interna eventual devem
manter contato elétrico com a blindagem semicondutora da isolação de cada veia. Os eventuais
enchimentos podem ser semicondutores.

11 Identificação das veias


11.1 Nos cabos multipolares, as veias podem ser identificadas por cores, números, letras ou frisos.

11.2 A identificação por números ou letras pode ser feita em baixo ou alto relevo, com ou sem preen-
chimento por tinta, ou ainda somente com tinta.

11.2.1 Quando não for utilizado baixo ou alto relevo, a durabilidade da gravação com tinta deve
ser verificada, tentando-se removê-la, esfregando-a levemente dez vezes com um pedaço de pano
de algodão molhado em água.

11.3 A identificação por frisos pode ser feita começando por um friso ou nenhum friso em uma
em 28/04/2014

veia, acrescentando mais um friso nas veias seguintes. Assim, pode-se ter, por exemplo, três veias
identificadas, a primeira sem qualquer friso, a segunda por um friso e a terceira por dois frisos, como
também pode-se ter a identificação por uma veia com um friso, a segunda por dois frisos e a terceira
por três frisos. Os frisos devem ser feitos em alto relevo.

11.4 No caso de identificação por cor, as seguintes condições devem ser respeitadas para cabos com
tensão de isolamento 0,6/1 kV:

a) a combinação de cores verde e amarela ou a cor verde devem ser usadas exclusivamente para
identificação do condutor de proteção;

b) uma das veias deve ser azul-clara para identificação do condutor neutro, ou, no caso da inexistência
deste, para identificação de qualquer condutor que não tenha função exclusiva de proteção;

c) a cor amarela não pode ser usada separadamente, mas apenas na combinação de cores verde
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e amarela;

d) a combinação das cores verde e amarela deve ser tal que, sobre quaisquer 15 mm de comprimento
de veia, a cor amarela deve cobrir no mínimo 30 % e no máximo 70 % da superfície da veia.

11.5 As demais cores a serem utilizadas para cabos com tensão de isolamento 0,6/1 kV devem ser
a preta, a branca e a vermelha, nesta sequência de escolha. Assim, pode-se ter o seguinte:

a) cabo com duas veias: cores azul-clara e preta;

b) cabo com três veias: cores azul-clara, verde e preta;

c) cabo com três veias: cores azul-clara, verde-amarela e preta;

d) cabo com três veias: cores azul-clara, preta e branca;

e) cabo com quatro veias: cores azul-clara, verde, preta e branca;

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f) cabo com quatro veias: cores azul-clara, verde-amarela, preta e branca;

g) cabo com quatro veias: cores azul-clara, preta, branca e vermelha;

h) cabo com cinco veias: cores azul-clara, verde, preta, branca e vermelha;

i) cabo com cinco veias: cores azul-clara, verde-amarela, preta, branca e vermelha.

NOTA Cabos com mais de cinco veias não são considerados cabos de potência cobertos por esta Norma.

11.6 A identificação por cores pode ser feita por meio de isolação colorida, por película colorida
extrudada sobre a isolação, por fitas coloridas enfaixando a isolação (cobrindo-a totalmente ou não)
ou por filamentos coloridos torcidos sobre a isolação. No caso de cabos com camada semicondutora
da isolação, a identificação não é obrigatória, mas, se houver, deve ser feita por filamentos coloridos
colocados entre a camada semicondutora da isolação e a blindagem metálica.

11.7 No caso de identificação por cor, para cabos com tensão de isolamento superior a 0,6/1 kV,
devem-se utilizar as cores: Fase A: vermelha, Fase B: branca e Fase C: marrom.

12 Capa interna e enchimentos


12.1 A capa interna pode ser aplicada por extrusão ou por enfaixamento.
em 28/04/2014

12.2 A capa interna e os enchimentos devem ser constituídos por materiais não higroscópicos, ade-
quados à temperatura de operação do cabo e compatíveis com o material da isolação. É permitido
usar, como amarração, uma fita aplicada em forma de hélice aberta, antes da aplicação de uma capa
interna extrudada.

12.3 Para cabos com condutores redondos, com exceção daqueles com mais de cinco condutores,
somente é permitida uma capa interna por enfaixamento, se os interstícios da reunião forem substan-
cialmente preenchidos por enchimento.

12.4 As espessuras aproximadas da capa interna extrudada são dadas na Tabela 12, em função dos
diâmetros fictícios calculados conforme o Anexo B.

12.5 A espessura aproximada da capa interna aplicada por enfaixamento deve ser de 0,4 mm, para
diâmetros fictícios sobre a reunião das veias iguais ou menores que 40 mm, e de 0,6 mm, para
diâmetros fictícios sobre a reunião das veias maiores que 40 mm.
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Tabela 12 – Espessura da capa interna


Diâmetro fictício sobre a reunião das
veias Espessura da capa interna
mm (valor aproximado)
mm
Superior a Inferior ou igual a
– 25 1,0
25 35 1,2
35 45 1,4
45 60 1,6
60 80 1,8
80 – 2,0

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13 Capa metálica
13.1 A capa metálica pode ser constituída por fitas metálicas laminadas, chumbo ou liga de chumbo
extrudada.

13.2 No caso de a capa metálica ser constituída por chumbo ou liga de chumbo extrudados,
as composições padronizadas são dadas na Tabela C.7.

13.3 A espessura nominal da capa de chumbo ou liga de chumbo extrudada, em milímetros, deve ser
obtida através da seguinte expressão:

Ecm = 0,025 × Df + 0,7

onde

Ecm é a espessura nominal da capa de chumbo, expressa em milímetros (mm);

Df é o diâmetro fictício sob a capa de chumbo, expresso em milímetros (mm).

A espessura nominal da capa de chumbo extrudada não pode ser inferior a 1,2 mm.

13.4 A espessura mínima da capa de chumbo extrudada, em um ponto qualquer de uma seção
transversal, pode ser inferior ao valor nominal, conforme estabelecido em 13.3, contanto que
em 28/04/2014

a diferença não exceda 0,1 mm + 5 % do valor nominal.

14 Armação metálica
14.1 Requisitos gerais

A armação pode ser constituída de:

a) fios chatos;

b) fios redondos;

c) duas fitas planas;


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d) uma fita conformada e intertravada.

14.2 Materiais

14.2.1 Os materiais previstos para armação são:

a) fios redondos ou chatos de: aço galvanizado, alumínio ou liga de alumínio, cobre ou liga de cobre
revestido ou não;

b) fitas de: aço, aço galvanizado, alumínio ou liga de alumínio, cobre ou liga de cobre revestido
ou não.

14.2.2 Os fios redondos de aço galvanizado devem estar de acordo com a ABNT NBR 6331, estando
sua camada de zinco classificada na categoria de camada leve.

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14.2.3 As fitas de aço galvanizadas devem ter massa mínima da camada de zinco igual a 107 g/m2.

14.2.4 Na escolha do material para armação, deve ser dada especial atenção à possibilidade
de corrosão não só sob o ponto de vista de segurança mecânica, mas também de segurança elétrica,
principalmente quando a armação for usada com função de blindagem.

14.2.5 A armação de cabos unipolares utilizados em circuitos de corrente alternada deve ser,
de preferência, não magnética. Entretanto, quando usado material magnético, deve ser dada atenção
às maiores perdas na armação, no cálculo da capacidade de condução de corrente do cabo.

14.2.6 Nos cabos multipolares, quando prevista, a armação deve ser aplicada sobre uma capa interna,
atendendo aos requisitos da Seção 12. No caso de armação com fitas planas, a capa interna deve
ser reforçada por um acolchoamento de fitas, atendendo aos requisitos de 14.5.2. Quando for prevista
uma capa de separação ou uma capa interna extrudada, satisfazendo os requisitos da Seção 15,
o acolchoamento de fitas não é necessário.

14.2.7 Nos cabos unipolares não blindados, deve ser aplicada uma capa extrudada ou enfaixada sob
a armação, com espessura conforme a Seção 12.

14.3 Dimensões dos fios ou fitas de armação

14.3.1 Os fios e fitas de armação metálica devem ter, preferencialmente, as seguintes dimensões:
em 28/04/2014

a) diâmetros dos fios redondos: (1,0 – 1,5 – 2,0 – 2,5 – 3,0 – 3,5 – 4,0 – 5,0) mm;

b) espessura dos fios chatos de aço galvanizado, cobre ou liga de cobre: (0,8 – 1,2 – 1,4) mm;

c) espessura das fitas: (0,2 – 0,5 – 0,64 – 0,76 – 0,8) mm.

14.3.2 As tolerâncias nas dimensões dos fios e das fitas da armação, em relação aos valores nominais,
são as seguintes:

a) 5 % para fios redondos;

b) 8 % para fios chatos;

c) 10 % para fitas.
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Quando a dimensão nominal for especificada como valor mínimo, a tolerância indicada acima
é somente para mais. Quando especificada como valor máximo, a tolerância indicada acima é para
menos.

14.4 Dimensões nominais dos elementos de armação

14.4.1 O diâmetro nominal dos fios redondos, ou a espessura nominal das fitas e fios chatos, não
pode ser menor do que os valores dados em 14.4.2 a 14.4.5, em função do diâmetro fictício sob
a armação.

14.4.2 Os diâmetros nominais dos fios são dados na Tabela 13.

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Tabela 13 – Diâmetro nominal dos fios de armação


Diâmetro fictício sobre armação Diâmetro nominal
mm (valor mínimo)
Superior a Inferior ou igual a mm
– 15 1,0
15 25 1,5
25 35 2,0
35 60 2,5
60 – 3,0

14.4.3 A espessura nominal dos fios chatos não pode se inferior a 0,8 mm, para qualquer diâmetro
fictício superior a 15 mm. Cabos com diâmetro fictício sob a armação menor ou igual a 15 mm não
podem ser armados com fios chatos.

14.4.4 As dimensões nominais das fitas de armação plana são dadas na Tabela 14.

Tabela 14 – Dimensões nominais das fitas de armação plana


Espessura nominal Largura nominal
Diâmetro fictício sob a armação
(valor mínimo) (valor máximo)
mm
mm mm
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Superior a Inferior ou igual a Aço Outros Qualquer material


– 30 0,2 0,5 30
30 50 0,5 0,5 50
50 70 0,5 0,5 70
70 – 0,8 0,8 90

14.4.5 As dimensões nominais das fitas de armação intertravada são dadas na Tabela 15.

Tabela 15 – Espessura nominal das fitas de armação intertravada


Espessura nominal Largura nominal
Diâmetro fictício sob a armação
(valor mínimo) (valor máximo)
mm
mm mm
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Superior a Inferior ou igual a Aço Outros Qualquer material


– 25 0,50 0,64 20
25 38 0,50 0,64 25
38 50 0,64 0,76 25
50 – 0,64 0,76 30

14.5 Requisitos de construção da armação


14.5.1 A armação a fios deve ser fechada, isto é, com mínimo espaço entre fios adjacentes. Quando
necessário, uma fita de aço galvanizado com espessura nominal mínima de 0,3 mm pode ser aplicada,
em hélice aberta, sobre os fios chatos ou redondos do aço. A tolerância para a espessura da fita
é dada em 14.3.2.

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14.5.2 As fitas de armação plana devem ser aplicadas helicoidalmente em duas camadas. A descon-
tinuidade entre sucessivas voltas de cada fita não pode exceder 50 % da largura da fita. A fita externa
deve ser aproximadamente centrada em relação à descontinuidade deixada pela primeira fita. A es-
pessura da capa interna, especificada na Seção 12, deve ser reforçada por um acolchoamento de fitas
com espessura de 0,5 mm, se a armação for constituída por fitas com espessura nominal de 0,2 mm,
ou com espessura de 0,8 mm, se a armação for constituída por fitas de espessura nominal superior
a 0,2 mm. A espessura total, medida pela diferença entre os diâmetros sobre o acolchoamento de fitas
e sob a capa interna, pode ser menor que o valor nominal obtido pela soma de 0,5 mm ou 0,8 mm
mais o valor apropriado da Seção 12, contanto que a diferença não exceda 0,2 mm + 20 % do valor
nominal. O acolchoamento de fitas não é necessário, quando for prevista uma capa de separação
ou uma capa interna extrudada que satisfaça os requisitos da Seção 15.

14.5.3 A fita de armação intertravada deve ser aplicada helicoidalmente com sobreposição, sendo
conformada durante este processo, de maneira que em duas voltas sucessivas haja intertravamento,
sem entretanto estarem rigidamente vinculadas. Sobre a capa interna não é necessária a aplicação
de acolchoamento, devendo o cabo completo satisfazer as exigências do ensaio de dobramento
previsto nas especificações dos cabos. Durante este ensaio, a fita deve manter o intertravamento.
A tolerância para a espessura da fita, antes da sua aplicação, é dada em 14.3.2.

14.5.4 No caso de a capa interna ou capa de separação ser constituída de material termoplástico,
deve ser prevista uma construção tal que evite o deslocamento da armação ao longo do núcleo
do cabo, durante a sua instalação.
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15 Capa de separação
15.1 Quando a blindagem metálica e a armação forem constituídas de metais diferentes, deve ser
prevista uma capa de separação extrudada e impermeável, constituída por um dos materiais definidos
em 16.2. Esta capa de separação pode ser também aplicada sob a armação de cabos com blindagem
e armação de mesmo metal, em substituição ou em adição à capa interna.

15.2 A qualidade do material da capa de separação deve ser compatível com a temperatura
de operação do condutor.

15.3 As características físicas dos materiais usados como capa de separação devem estar de acordo
com os requisitos das Tabelas C.2, C.3 ou C.5, estabelecidos para cobertura.

15.4 As características relativas à espessura da capa de separação devem estar de acordo com
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15.4.1 a 15.4.3.

15.4.1 A espessura nominal da capa de separação, em milímetros, deve ser obtida através da seguinte
expressão:

Es = 0,02 × Da + 0,6

onde:

Da é o diâmetro fictício sob a capa de separação, expresso em milímetros (mm), calculado


conforme o Anexo B.

O resultado deve ser arredondado ao décimo mais próximo (ver Anexo B).

15.4.2 A espessura nominal da capa de separação não pode ser inferior a 1,2 mm.

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15.4.3 A espessura mínima da capa de separação em um ponto qualquer de uma seção transversal
pode ser inferior ao valor nominal, conforme o estabelecido em 15.4.1 e 15.4.2, contanto que a dife-
rença não exceda 0,2 mm + 20 % do valor nominal.

16 Cobertura
16.1 Limite de temperatura em regime permanente
A temperatura no condutor, em regime permanente, não pode ultrapassar os valores dados na
Tabela 16, estabelecidos em função dos materiais da cobertura.

Tabela 16 – Temperatura máxima em regime permanente


em função da cobertura
Temperatura máxima no condutor
Cobertura
°C
ST1 80
ST2 105
ST3 80 a
ST7 105
SE1/A e SE1/B 90 b
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a 85 °C, para cabos com tensões de isolamento iguais ou superiores a 6/10 kV.
b 85 °C, para cabos com coberturas SE 1/B e tensões de isolamento inferiores a 6/10 kV.

16.2 Material
O cabo deve ter uma cobertura não metálica, constituído por composto termoplástico ou termofixo,
de um dos tipos descritos em 16.2.1 e 16.2.2. A qualidade do material da cobertura deve ser compatível
com a temperatura de operação do condutor. Esta cobertura pode não ser requerida em algumas
condições de uso, para os seguintes tipos de cabos:

a) com neutro concêntrico de cobre revestido;

b) armados com fios de aço galvanizado;

c) com capa metálica.


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16.2.1 Os compostos termoplásticos previstos nesta Norma são:

a) ST1 – composto à base de policloreto de vinila ou copolímero de cloreto de vinila, para temperatura
no condutor menor ou igual a 80 °C;

b) ST2 – composto à base de policloreto de vinila ou copolímero de cloreto de vinila e acetato


de vinila, para temperatura no condutor menor ou igual a 105 °C;

c) ST3 – composto à base de polietileno termoplástico para temperatura no condutor menor ou igual
a 80 °C, para cabos com tensões de isolamento menores que 6/10 kV, e menor ou igual a 85 °C,
para cabos com tensões de isolamento iguais ou maiores que 6/10 kV;

d) ST7 – composto à base de polietileno termoplástico para temperatura no condutor menor ou igual
a 90 °C, para cabos com tensões de isolamento menores que 6/10 kV, e menor ou igual a 105 °C,
para cabos com tensões de isolamento iguais ou maiores que 6/10 kV.

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Para os compostos ST3 e ST7, a temperatura de sobrecarga (ver Tabela 5) deve ser limitada a 115 °C
e 130 °C, respectivamente. Entretanto, em função do tipo e condições de instalação do cabo e/ou da
tensão de isolamento, pode ser necessário estabelecer limites inferiores aos indicados.

16.2.2 Os compostos termofixos previstos nesta Norma são:

a) SE1/A – composto à base de policloropreno, polietileno clorossulfonado, polietileno clorado


ou polímeros similares, para temperaturas no condutor menores ou iguais a 90 °C e para cabos
com qualquer tensão de isolamento;

b) SE1/B – composto à base de policloropreno, polietileno clorossulfonado, polietileno clorado


ou polímeros similares, para temperatura no condutor menor ou igual a 85 °C, para cabos com
tensões de isolamento menores que 6/10 kV e menor ou igual a 90 °C, para cabos com tensões
de isolamento iguais ou maiores que 6/10 kV.

16.2.3 Não se recomenda o emprego de compostos do tipo ST1, ST2, SE1/A ou SE1/B, para cabos
com construção bloqueada longitudinalmente, a menos que estes possuam construção bloqueada
transversalmente.

16.2.4 Outros tipos de compostos podem ser utilizados para construção bloqueada ou não, desde que
suas características sejam adequadamente especificadas pelo fabricante e aprovadas pelo comprador.

16.3 Requisitos físicos


As características físicas dos materiais usados como cobertura devem estar de acordo com
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os requisitos das Tabelas C.2, C.3 ou C.5.

16.4 Espessura da cobertura


16.4.1 A espessura nominal da cobertura, em milímetros, deve ser obtida através da seguinte
expressão:

Ec = 0,035 × D + 0,8

onde:

D é o diâmetro fictício sob a cobertura, expresso em milímetros (mm), calculado conforme o


Anexo B.
NOTA O resultado deve ser arredondado ao décimo mais próximo (ver Anexo B).
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16.4.2 Para cabos com proteção metálica cuja cobertura é aplicada sobre a armação, blindagem
metálica ou condutor concêntrico, mesmo existindo separador ou amarração, a espessura nominal
da cobertura não pode ser menor que 1,4 mm.

16.4.3 Quando a cobertura for aplicada sobre uma superfície cilíndrica lisa, como capa interna,
capa metálica ou isolação de um cabo unipolar, a espessura média não pode ser menor que o valor
nominal calculado. A espessura mínima em um ponto qualquer de uma seção transversal pode ser
menor que o valor nominal estabelecido em 16.4.1 e 16.4.2, contanto que a diferença não exceda
0,1 mm + 15 % do valor nominal.

16.4.4 Quando a cobertura for aplicada sobre uma superfície irregular, como uma cobertura
penetrante, sobre um cabo multipolar, não armado e sem capa interna, ou quando aplicada sobre
a armação, blindagem metálica ou condutor concêntrico, mesmo existindo separador ou amarração,
a espessura mínima, em um ponto qualquer de uma seção transversal, pode ser menor que o valor
nominal estabelecido em 16.4.1 e 16.4.2, contanto que a diferença não exceda 0,2 mm + 20 % do valor
nominal. Para estes casos, não é especificada a espessura média mínima.

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17 Marcação na cobertura
17.1 Sobre a cobertura dos cabos, em intervalos regulares de até 50 cm, devem ser marcadas,
de forma indelével, no mínimo as seguintes informações:

a) marca de origem (nome, marca ou logotipo do fabricante);

b) número de condutores e seção nominal do(s) condutor(es), expressa em milímetros quadrados


(mm2);

c) tensão de isolamento Uo/U, expressa em quilovolts (kV);

d) material do condutor, da isolação e da cobertura, através das siglas estabelecidas nesta Norma
e identificação das fases, no caso de cabos multiplexados;

e) ano de fabricação;

f) número da norma do cabo.

NOTA 1 É facultado ao fabricante ou fornecedor responsável incluir a marca comercial do produto,


preferencialmente após a marca de origem.

NOTA 2 O ano da fabricação e outras exigências contratuais podem ser marcados em uma fita colocada
convenientemente no interior do cabo.
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NOTA 3 Quando a superfície da cobertura for irregular, de modo a não permitir uma marcação de qualidade
adequada, as informações das alíneas a) a f) podem ser marcadas na superfície da capa interna ou de
separação, ou ainda em uma fita colocada convenientemente no interior do cabo.

Devem também ser observadas as regulamentações técnicas emitidas pelo INMETRO.

17.2 As marcações em alto ou baixo relevo ou com tinta são as padronizadas.

17.3 No caso de cobertura termofixa, a marcação com tinta é a padronizada.

17.4 Qualquer outro tipo de marcação deve ser objeto de acordo entre fabricante e comprador.

17.5 Quando não for utilizado baixo ou alto relevo, a durabilidade da gravação com tinta deve ser
verificada, tentando-se removê-la, esfregando-a levemente dez vezes com um pedaço de pano
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Anexo A
(normativo)

Seleção da tensão de isolamento do cabo em função das


características do sistema

A.1 Introdução
O critério apresentado neste Anexo permite a escolha apropriada do valor da tensão de isolamento Uo/U
do cabo, em função das características do sistema. Entende-se que a espessura de isolação do cabo
é determinada pelos valores Uo, U e Um ou pelo valor Up de crista, que é o valor da tensão suportável
de impulso atmosférico do cabo. Estas tensões devem ser baseadas, inteiramente, nas características
e nos requisitos do sistema, e a espessura da isolação deve ser escolhida com severidade.

A.2 Seleção de Uo e U

A.2.1 Categorias do sistema


em 28/04/2014

A seleção de Uo depende do tipo de sistema e do sistema de aterramento. Para este objetivo,


os sistemas são divididos em três categorias, dadas em A.2.1.1 a A.2.1.3.

A.2.1.1 Categoria A

Esta categoria abrange os sistemas em que qualquer condutor fase, que venha a ter contato com
a terra ou com um condutor terra, seja desligado do sistema em até 1 min.

A.2.1.2 Categoria B

Esta categoria abrange os sistemas que, sob condição de falta, são previstos para continuar operando
por um tempo limitado, com uma fase ligada à terra. Este período não pode exceder 1 h. Entretanto,
para cabos previstos nesta Norma, um período maior pode ser tolerado, desde que não exceda 8 h
em qualquer ocasião. A duração total das faltas em 12 meses consecutivos não pode exceder 125 h.
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A.2.1.3 Categoria C

Esta categoria compreende qualquer sistema que não se enquadre na categoria A ou B.

NOTA Entende-se que, em um sistema em que uma falta para terra não é automática e prontamente
eliminada, as solicitações elétricas extras na isolação dos cabos durante a falta reduzem sua vida útil em
um certo grau. Se houver previsão de o sistema operar com frequência, com falta permanente para a terra,
é recomendável classificá-lo na categoria seguinte.

A.2.2 Valores mínimos de Uo em função da Um e da categoria do sistema

Para as três categorias, a tensão de isolamento Uo não pode ser inferior ao valor estabelecido
na coluna apropriada da Tabela A.1.

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A.2.3 Tensão suportável de Impulso atmosférico do cabo (Up)

Os máximos valores de Up, para os quais os cabos são garantidos, são dados na Tabela A.2,
em função da tensão e isolamento Uo.

Tabela A.1 – Valores mínimos para Uo em função da categoria e da tensão máxima


de operação do sistema

Tensão máxima de operação Tensão de isolamento do cabo (Uo)


do sistema (Um) kV
kV Categorias A e B Categoria C
1,2 0,6 0,6
3,6 1,8 3,6
7,2 3,6 6,0
12,0 6,0 8,7
17,5 8,7 12,0
24,0 12,0 15,0
em 28/04/2014

30,0 15,0 20,0


42,0 20,0 –

Tabela A.2 – Tensão suportável de impulso atmosférico do cabo


Tensão de isolamento (Uo) Tensão de ensaio de impulso (Up)
eficaz de crista
kV kV
3,6 60
6,0 75
8,7 110
12,0 125
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15,0 150
20,0 200

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Anexo B
(normativo)

Método de cálculo fictício do diâmetro para a determinação das


dimensões dos componentes do cabo

B.1 Generalidades
B.1.1 As espessuras dos componentes de um cabo, como a capa, a proteção metálica e a cobertura,
têm sido, usualmente, referidas ao diâmetro nominal, sob o componente, por meio de tabelas.

B.1.2 Este critério normalmente causa problemas. Os valores calculados para diâmetros nominais
não são necessariamente iguais aos obtidos na fabricação. Nos casos de limites de transição de um
valor para outro, problemas podem surgir, se a espessura de um componente não corresponder ao
diâmetro efetivo, porque o diâmetro calculado é ligeiramente diferente. As variações nas dimensões
dos condutores produzidos por diferentes fabricantes, e também métodos de cálculos diferentes, são a
origem de certas diferenças nos diâmetros nominais e podem, como consequência, produzir variações
na espessura dos componentes que são aplicados no mesmo projeto básico de cabo.
em 28/04/2014

B.1.3 O método de cálculo fictício do diâmetro foi criado para evitar estas dificuldades. O princípio
é o de não levar em conta o formato ou o grau de compactação dos condutores e calcular os diâmetros
fictícios, utilizando fórmulas baseadas na seção dos condutores, na espessura da isolação e no
número de veias. As espessuras da cobertura e outros componentes são então relacionados com os
diâmetros fictícios por fórmulas ou tabelas. O método de cálculo fictício do diâmetro é especificado
de maneira precisa e não há ambiguidade com relação à espessura dos componentes a ser usada,
independentemente de pequenas diferenças existentes nas práticas de fabricação. Este método
padroniza o projeto dos cabos, sendo as espessuras predeterminadas e especificadas para cada tipo
de cabo.

B.1.4 O cálculo fictício é empregado somente para determinar as dimensões da cobertura e dos
outros componentes dos cabos. Ele não substitui o cálculo normal das dimensões, requerido para fins
práticos e que deve ser efetuado separadamente.
Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

B.2 Introdução
B.2.1 Adota-se o método de cálculo fictício do diâmetro, para a determinação das espessuras dos
diferentes componentes de um cabo, a fim de garantir a uniformidade de projeto dos fabricantes.

B.2.2 Todos os valores de espessura e de diâmetro devem ser arredondados, conforme o critério
de B.4.

B.2.3 Amarrações, como fita em hélice aberta sobre proteções metálicas, com espessura menor
ou igual a 0,3 mm, não são consideradas neste método.

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B.3 Método de cálculo fictício do diâmetro

B.3.1 Condutor
A Tabela B.1 fixa o diâmetro fictício de um condutor (Dc), a partir da seção nominal, independentemente
da forma ou grau de compactação do condutor.

Tabela B.13 – Diâmetro fictício dos condutores


Seção nominal do condutor Dc
mm2 mm
1,5 1,4
2,5 1,8
4 2,3
6 2,8
10 3,6
16 4,5
25 5,6
em 28/04/2014

35 6,7
50 8,0
70 9,4
95 11,0
120 12,4
150 13,8
185 15,3
240 17,5
300 19,5
400 22,6
Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

500 25,2
630 28,3
800 31,9
1 000 35,7

B.3.2 Veia

O diâmetro fictício de uma veia qualquer (Di), expresso em milímetros (mm), é dado por:

a) veia não blindada:

Di = Dc + 2 × Ei

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b) veia blindada, considerando somente as camadas semicondutoras, para cabos com tensões
de isolamento, conforme estabelecido na Seção 9:

Di = Dc + 2 × Ei + 3

onde:

Ei é a espessura nominal da isolação, expressa em milímetros (mm).

Para cabos com blindagem metálica ou condutor concêntrico sobre a veia, o acréscimo adicional deve
ser feito conforme B.3.5.

B.3.3 Diâmetro sobre a reunião das veias

O diâmetro fictício sobre a reunião das veias (Dr), expresso em milímetros (mm), é dado por:

a) cabos com condutores de igual seção:

Dr = Kr × Di

onde

Kr é o coeficiente de reunião dado na Tabela B.2.


em 28/04/2014

b) cabos de quatro veias com um dos condutores com seção reduzida:


2,41 × (3Di1 + Di 2 )
Dr =
4

onde

Di1 é o diâmetro fictício da veia de seção plena, incluindo a parte metálica, quando existir
expresso em milímetros (mm);

Di2 é o diâmetro da veia de seção reduzida, expresso em milímetros (mm).

Tabela B.2 – Coeficiente de reunião para condutores de igual seção


Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

Número de veias Kr Número de veias kr


2 2,00 24 6,00
3 2,16 25 6,00
4 2,41 26 6,00
5 2,70 27 6,15
6 3,00 28 6,41
7 3,00 29 6,41
7a 3,35 30 6,41

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Tabela B.2 (continuação)

Número de veias Kr Número de veias kr


8 3,45 31 6,70
8a 3,66 32 6,70
9 3,80 33 6,70
9a 4,00 34 7,00
10 4,00 35 7,00
10 a 4,40 36 7,00
11 4,00 37 7,00
12 4,16 38 7,33
12 a 5,00 39 7,33
13 4,41 40 7,33
14 4,41 41 7,67
15 4,70 42 7,67
em 28/04/2014

16 4,70 43 7,67
17 5,00 44 8,00
18 5,00 45 8,00
18 a 7,00 46 8,00
19 5,00 47 8,00
20 5,33 48 8,15
21 5,33 52 8,41
22 5,67 61 9,00
23 5,67 – –
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a Veias reunidas em uma única coroa.

B.3.4 Capa interna

O diâmetro fictício sobre a capa interna (Db), expresso em milímetros (mm), é dado por:

Db = Dr + 2 × Eb

onde

Eb é igual a 0,4 mm, para diâmetros fictícios sobre a reunião das veias (Dr) iguais ou menores
que 40 mm;

Eb é igual a 0,6 mm, para diâmetros fictícios sobre a reunião das veias (Dr) maiores que 40 mm.

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Estes valores fictícios para Eb aplicam-se a:

a) cabos multipolares:

— quando uma capa interna é aplicada ou não;

— quando a capa interna é extrudada ou enfaixada;

Exceto se for utilizada uma capa de separação em conformidade com 15.1, em substituição ou em
adição à capa interna, quando então B.3.7 é aplicável;

b) cabos unipolares:

— quando uma capa interna é aplicada, seja extrudada ou enfaixada.

B.3.5 Condutores concêntricos e blindagens metálicas


O acréscimo no diâmetro devido ao condutor concêntrico ou à blindagem metálica é dado na
Tabela B.3.

Tabela B.3 – Acréscimo do diâmetro – Condutor concêntrico ou blindagem metálica

Seção nominal do condutor concêntrico


Acréscimo no diâmetro
ou da blindagem metálica
em 28/04/2014

mm
mm2
1,5 0,5
2,5 0,5
4 0,5
6 0,6
10 0,8
16 1,1
25 1,2
35 1,4
50 1,7
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70 2,0
95 2,4
120 2,7
150 3,0
185 4,0
240 5,0
300 6,0

Se a seção do condutor concêntrico ou da blindagem metálica resultar entre dois valores dados na
Tabela B.3, o acréscimo do diâmetro deve ser o correspondente à maior das duas seções.

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Se for aplicada uma blindagem metálica, a área da seção transversal da blindagem a ser utilizada na
Tabela B.3 deve ser calculada da seguinte maneira:

a) blindagem de fita:

área da seção transversal = nt × tt × wt

onde

nt é o número de fitas;

tt é a espessura nominal de uma fita individual, expressa em milímetros (mm);

wt é a largura nominal de uma fita individual, expressa em milímetros (mm).

Se a espessura total da blindagem for inferior a 0,15 mm, então o acréscimo de diâmetro deve ser igual
a zero. A espessura total é calculada como a seguir:

1) para uma blindagem de fitas aplicadas em hélice, constituída de duas fitas ou de uma fita com
sobreposição, a espessura total é igual a duas vezes a espessura de uma fita;

2) para uma blindagem de fita aplicada longitudinalmente:


em 28/04/2014

— se a sobreposição for inferior a 30 %, a espessura total é igual à espessura da fita;

— se a sobreposição for igual ou superior a 30 %, a espessura total é igual a duas vezes a


espessura da fita;

b) blindagem de coroa de fios (com uma contra-hélice, se existir):

n × dw2 ×π
área de seção transversal = w + nh × th × w h
4

onde

nw é o número de fios;
Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

dw é o diâmetro do fio individual, expresso em milímetros (mm);

nh é o número de contra-hélices;

th é a espessura da contra-hélice, expressa em milímetros (mm), se for superior a 0,3 mm;

wh é a largura da contra-hélice, expressa em milímetros (mm);

c) blindagem de trança de fios:

A seção calculada deve ser a correspondente a um tubo de massa igual à prevista no cálculo
da quantidade necessária para blindar uma unidade de comprimento de cabo, com base no diâmetro
fictício sob esta.

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B.3.6 Capa metálica

O diâmetro fictício sobre a capa metálica (Dcm), expresso em milímetros (mm), é dado por:

Dcm = Dy + 2 × Ecm

onde

Dy é o diâmetro fictício sob a capa metálica, expresso em milímetros (mm);

Ecm é a espessura da capa de chumbo extrudada, expressa em milímetros (mm),


calculada conforme 13.4, ou espessura nominal da fita laminada, em milímetros (mm),
conforme a especificação do fornecedor.

B.3.7 Capa de separação

O diâmetro fictício sobre a capa de separação (Ds), expresso em milímetros (mm), é dado por:

Ds = Da + 2 × Es

onde
em 28/04/2014

Da é o diâmetro fictício sob a capa de separação, expresso em milímetros (mm);

Es é a espessura calculada conforme método descrito na Seção 15, expressa em milímetros


(mm).

B.3.8 Acolchoamento adicional sob a capa interna para cabos com armação a fitas
planas

O acréscimo no diâmetro devido ao acolchoamento de fitas, aplicado sobre a capa interna e previsto
para cabos com armação a fitas planas, é dado na Tabela B.4.

Tabela B.4 – Acréscimo no diâmetro - Acolchoamento

Diâmetro fictício sob o acolchoamento


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mm Acréscimo no diâmetro
mm
Maior que Menor ou igual a
– 30 1,0
30 – 1,6

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B.3.9 Armação metálica

O diâmetro fictício sobre a armação metálica (Dx), expresso em milímetros (mm), é dado por:

a) armação com fios chatos ou redondos:

Dx = Dz + 2 × Ez + 2 × Ew

onde

Dz é o diâmetro fictício sob a armação, expresso em milímetros (mm);

Ez é a espessura ou diâmetro do fio de armação, expresso em milímetros (mm);

Ew é a espessura da fita em hélice aberta, se houver e se for superior a 0,3 mm;

b) armação com fitas planas ou trança de fios redondos:

Dx = Dz + 4 × Ez

onde

Dz é o diâmetro fictício sob a armação, expresso em milímetros (mm);


em 28/04/2014

Ez é a espessura da fita de armação ou diâmetro do fio, expresso em milímetros (mm);

c) armação com fita conformada e intertravada:

Dx = Dz + 6 × Ez

onde

Dz é o diâmetro fictício sob a armação, expresso em milímetros (mm);

Dz é o espessura da fita de armação, expressa em milímetros (mm).

B.4 Arredondamento de números


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B.4.1 Arredondamento de números para uso no método de cálculo fictício de diâmetro

B.4.1.1 Quando um valor calculado resultar em mais de uma casa à direita da vírgula, este deve
ser arredondado a uma casa decimal, ou seja, ao décimo de milímetro mais próximo. O diâmetro
fictício deve ser assim arredondado em cada estágio e, se ele for utilizado para determinar espessura
ou diâmetro do componente imediatamente superior, o arredondamento deve ser feito antes de o
valor ser introduzido na fórmula ou na tabela correspondente. A espessura calculada a partir do valor
arredondado do diâmetro fictício deve, por sua vez, também ser arredondada a 0,1 mm.

B.4.1.2 O exemplo prático a seguir permite ilustrar esta regra:

a) se o algarismo da segunda decimal antes do arredondamento for 0, 1, 2, 3 ou 4, o algarismo


da primeira decimal permanece imutável (arredondamento por falta):

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Exemplos:

2,12 = 2,1

2,449 = 2,4

25,0478 = 25,0

b) se o algarismo da segunda decimal antes do arredondamento for 9, 8, 7, 6 ou 5, o algarismo


da primeira decimal é aumentado de 1 (arredondamento por excesso):

Exemplos:

2,17 = 2,2

2,453 = 2,5

30,050 = 30,1

B.4.2 Arredondamento de números para outros usos

B.4.2.1 Para outros objetivos pode ser necessário arredondar os valores para mais de uma casa
a direita da vírgula, como, por exemplo, no caso de cálculo do valor médio de vários resultados
em 28/04/2014

de medidas ou do valor mínimo, quando aplicada uma tolerância em porcentagem sobre o valor
nominal. Nestes casos, o arredondamento deve ser feito com a quantidade de algarismos definida
pelas normas correspondentes (especificações ou métodos de ensaio).

B.4.2.2 O método de arredondamento deve ser:

a) se o último algarismo decimal a reter for seguido antes do arredondamento de 0, 1, 2, 3 ou 4, este


permanece imutável (arredondamento por falta);

b) se o último algarismo decimal a reter for seguido de 9, 8, 7, 6 ou 5, este deve ser aumentado
de 1 (arredondamento por excesso).

Exemplos:

2,449 = 2,45 (arredondamento a duas decimais)


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2,449 = 2,4 (arredondamento a um decimal)

25,0478 = 25,048 (arredondamento a três decimais)

25,0478 = 25,05 (arredondamento a duas decimais)

25,0478 = 25,0 (arredondamento a uma decimal)

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Anexo C
(normativo)

Tabelas de requisitos físicos e químicos dos materiais de isolação,


blindagem semicondutora, capa metálica e cobertura

Tabela C.1 – Camadas semicondutoras extrudadas e enfaixa

Requisitos
Item Método de ensaio Ensaios Unidade
Termoplástico Termofixo
1 Ensaios de tração a
1.1 ABNT NBR NM IEC 60811-1-2 Após envelhecimento em estufa a ar:
— temperatura ± tolerância °C 100 ± 2 135 ± 3

— Duração h 48 168

— alongamento à ruptura mínimo % 100 100


em 28/04/2014

2 ABNT NBR 7307 Temperatura de fragilização máxima °C – 10 – 10


3 Ensaios elétricos b
3.1 ABNT NBR 7300 Resistividade elétrica máxima em
função da temperatura:
3.1.1
blindagem do condutor:
— a 70 °C Ω.cm 50 000 –

— a 90 °C ou 105 °C Ω.cm – 100 000


3.1.2 blindagem da isolação:
à temperatura ambiente e de Ω.cm 50 000 50 000
operação
a Válidos somente para camadas semicondutoras extrudadas.
b Válidos para camadas semicondutoras extrudadas e enfaixadas.
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Tabela C.2 – Compostos de PVC


Requisitos
Método de
Item Ensaios Unidade Isolação Cobertura
ensaio
PVC/A ST1 ST2
1 Ensaios de tração
Sem envelhecimento:

1.1 ABNT NBR NM IEC 60811-1-1 — MPa 12,5 12,5 12,5


resistência à tração, mínima
% 150 150 150
— alongamento à ruptura, mínimo

Após envelhecimento em estufa a ar:


— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C 100 100 100
1.2 — duração dias 7 7 7
ABNT NBR NM IEC 60811-1-2
— resistência à tração, mínima MPa 12,5 12,5 12,5
— alongamento à ruptura, mínimo % 150 150 150
— variação máxima a % ± 25 ± 25 ± 25

Perda de massa em estufa a ar:


— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C – – 100
2 ABNT NBR NM IEC 60811-3-2
— duração dias – – 7
— máxima perda admissível de massa mg/cm2 – – 1,5
em 28/04/2014

Ensaio de pressão a altas temperaturas:


temperatura (tolerância ± 2 °C)
3 ABNT NBR NM IEC 60811-3-1 — °C 80 80 90 b
% 50 50 50
— máxima profundidade de penetração
Comportamento em baixas temperaturas,
4
sem envelhecimento prévio
Dobramento a frio,
4.1 ABNT NBR NM IEC 60811-1-4 para diâmetros ≤ 12,5 mm:
— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C – 15 – 15 – 15
alongamento a frio,
4.2 ABNT NBR NM IEC 60811-1-4 para diâmetros > 12,5 mm:
— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C – 15 – 15 – 15
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resistência ao impacto frio:


4.3 ABNT NBR NM-IEC 60811-1-4
temperatura (tolerância ± 2 °C) °C – – 15 – 15
Choque térmico:
5 ABNT NBR 6243 — temperatura (tolerância ± 3 °C) °C 150 150 150
— Duração h 1 1 1
6 ABNT NBR NM IEC 60811-3-1 Absorção de água, método elétrico:
nenhuma ruptura, após imersão
— Duração dias 10 – –
— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C 70 – –
a Variação: diferença entre o valor mediano de resistência à tração e alongamento à ruptura,
obtido após envelhecimento, e o valor mediano obtido sem envelhecimento, expressa por porcentagem,
deste último.
b 105 °C, para cabos com temperatura máxima no condutor de 105 °C.

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Tabela C.3 – Compostos de polietileno


Requisitos
Item Método de ensaio Ensaios Unidade Isolação Cobertura
PE ST3 ST7
1 Ensaios de tração
Sem envelhecimento:

1.1 ABNT NBR NM IEC 60811-1-1 MPa 10 10 12,5


— resistência à tração, mínima
% 300 300 300
— alongamento à ruptura, mínimo
Após envelhecimento em estufa a ar:

— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C 100 100 110


1.2
ABNT NBR NM IEC 60811-1-2
— duração dias 10 10 10

— alongamento à ruptura mínimo % 300 300 300

Teor de negro de fumo:


2 ABNT NBR NM IEC 60811-4-1
— porcentagem mínima % – 2 2

Absorção de água, método gravimétrico:

dias 14 – –
3 ABNT NBR NM IEC 60811-1-3 — duração de imersão
em 28/04/2014

°C 85 – –
— temperatura (tolerância ± 2 °C)
mg/cm2 1 – –
— variação máxima permissível de massa
Retração:

— temperatura (tolerância ± 2 °C)


°C 100 – –
— duração
4 ABNT NBR NM IEC 60811-1-3 h 1 – –
— variação máxima permissível
% 4 – –
— L = 200 (constante para cálculo do
comprimento da amostra)
Ensaio de pressão a altas temperaturas:

°C – – 110
5 ABNT NBR NM IEC 60811-3-1 — temperatura (tolerância ± 3 °C)
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% – – 50
— máxima profundidade de penetração

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Tabela C.4 – Compostos de EPR e XLPE


Requisitos

Isolação
Item Método de ensaio Ensaios Unidade
TR XLPE
EPR HEPR EPR 105
XLPE

1 Ensaio de tração

Sem envelhecimento:
1.1 ABNT NBR NM IEC 60811-1-1 — resistência à tração, mínima MPa 4,2 8,2 8,2 12,5
— alongamento à ruptura, mínimo % 200 150 150 200
Após envelhecimento em estufa a ar,
1.2 ABNT NBR NM IEC 60811-1-2
sem o condutor:
— temperatura (tolerância ± 3 °C) °C 135 135 145 135
— duração dias 7 7 7 7
— variação máxima a % ± 30 ± 30 ± 30 ± 25
Após envelhecimento em estufa a ar
1.3 b ABNT NBR NM IEC 60811-1-2
com o condutor:
— temperatura (tolerância ± 3 °C) °C 150 150 150 150
— duração dias 7 7 7 7
— variação máxima a
% ± 40 ± 40 ± 40 ± 30
em 28/04/2014

Após envelhecimento em estufa a ar,


com o condutor, seguido de ensaio
1.4 b ABNT NBR NM IEC 60811-1-2
de dobramento (somente se 1.3 não
for exequível):
— temperatura (tolerância ± 3 °C) °C 150 150 150 150
— Duração dias 10 10 10 10
Após envelhecimento em bomba a ar:

MPa 0,55 0,55 0,55 –


— pressão (tolerância ± 0,02 MPa)

1.5 ABNT NBR NM IEC 60811-1-2 — temperatura (tolerância ± 1 °C) °C 127 127 127

— duração h 40 40 40

— variação máxima a % ± 30 ± 30 ± 30
2 ABNT NBR NM IEC 60811-2-1 Resistência ao ozona:
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— concentração (em volume) % 0,025 0,025 0,025 a –


a a 0,030
0,030 0,030
— duração sem fissuração h 24 24 24 –
3 ABNT NBR NM IEC 60811-2-1 Alongamento a quente:
— temperatura (tolerância ± 3 °C) °C 250 200 200 200
— tempo sob carga min 15 15 15 15
— solicitação mecânica MPa 0,2 0,2 0,2 0,2
— máximo alongamento sob carga % 175 175 175 175
— máximo alongamento após % 15 15 15 15
resfriamento

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Tabela C.4 (continuação)

Requisitos

Item Método de ensaio Ensaios Unidade Isolação


TR XLPE
EPR HEPR EPR 105
XLPE
4 ABNT NBR NM IEC 60811-1-3 Absorção de água (método gravimétrico)
— duração da imersão dias 14 14 14 14
— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C 85 85 85 85
— variação máxima permissível de mg/cm2 5 5 5 1
massa
5 ABNT NBR NM IEC 60811-1-3 Retração:
— temperatura (tolerância ± 3 °C) °C – – – 130
— Duração h 1
– – –
— variação máxima permissível % 4
— L = 200 (constante para cálculo do – – –
comprimento da amostra)
a Variação: diferença entre o valor mediano de resistência à tração e alongamento à ruptura, obtido após
envelhecimento, e o valor mediano obtido sem envelhecimento, expressa por porcentagem, deste último.
b Os ensaios dos itens 1.3 e 1.4, realizados em presença de condutores de cobre, são recomendáveis.
em 28/04/2014

Entretanto, a experiência atual não é suficiente para que eles sejam considerados obrigatórios, exceto por
acordo entre comprador e fabricante.

Tabela C.5 – Compostos termofixos para cobertura


Requisitos
Método de
Item Ensaios Unidade Cobertura
ensaio
SE1/A SE1/B

1 Ensaios de tração

Sem envelhecimento:
1.1 ABNT NBR NM IEC 60811-1-1 — resistência à tração, mínima MPa 10,0 10,0
— alongamento à ruptura, mínimo % 300 300
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Após envelhecimento em estufa a ar:


— temperatura ± tolerância °C 120 ± 3 100 ± 2
— duração dias 7 7
1.2 ABNT NBR NM IEC 60811-1-2 — resistência à tração:
— variação máxima a % ± 50 ± 30
— alongamento à ruptura, mínimo % 200 250

— variação máxima a ± 50 ± 40

Imersão em óleo:
— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C 100 100
2 ABNT NBR NM IEC 60811-1-2
— duração h 24 24
— variação máxima a % ± 40 ± 40

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Tabela C.5 (continuação)

Requisitos
Método de
Item Ensaios Unidade Cobertura
ensaio
SE1/A SE1/B

Alongamento a quente:
— temperatura (tolerância ± 3 °C) °C 200 200

— tempo sob carga min 15 15

3 ABNT NBR NM IEC 60811-2-1 — solicitação mecânica MPa 0,20 0,20

— máximo alongamento sob carga % 175 175

— máximo alongamento após % 15 15


resfriamento
a Variação: diferença entre o valor mediano de resistência à tração e alongamento à ruptura, obtido após
envelhecimento, valor mediano obtido sem envelhecimento, expressa por porcentagem, deste último.
em 28/04/2014
Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

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Tabela C.6 – Requisitos elétricos para compostos isolantes


Termoplástico Termofixo
Item Método de ensaio Característica elétrica Unidade EPR HEPR TR XLPE
PVC/A PE
EPR 105 XLPE
Resistividade volumétrica, mínima: Ω.cm
— a 20 °C 5 × 1013 3 × 1015 1015 1015
1 ABNT NBR 6813
— à máxima temperatura em 5 × 1010 3 × 1012 1012 1012
regime permanente
Constante de isolamento, mínima: MΩ.km

185 12 000 3 700 3 700


— a 20 °C
2 ABNT NBR 6813
0,185 12 3,70 3,70
— à máxima temperatura em
regime permanente
Fator de perdas no dielétrico, x 10–4
3 ABNT NBR 7295 em função da tensão elétrica, à
temperatura ambiente:
— máximo tgδ a 4 kV/mm – – 200 40

— máximo incremento do tgδ, – – 20 20


entre 2 kV/mm e 8 kV/mm
em 28/04/2014

Fator de perdas no dielétrico, em x 10–4


4 ABNT NBR 7295
função da temperatura a 2 kV/mm:
— máximo tgδ à temperatura de
– – 400 80
regime permanente

Tabela C.7 – Composição de chumbo para capa metálica extrudada (%)


Chumbo liga
Composição Chumbo liga ½ C Chumbo puro
antimonial
mín. – – 0,5
Antimônio
máx. 0,005 – 1,0
mín. 0,18 – –
Estanho
máx. 0,22 – 0,01
Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

mín. 0,06 – –
Cádmio
máx. 0,09 – –
Telúrio máx. 0,005 – 0,05
Prata máx. 0,005 0,001 5 0,002
Cobre máx. 0,06 0,001 5 0,06
Prata + cobre máx. – 0,002 5 –
Arsênio + antimônio + estanho máx. – 0,002 –
Ferro máx. – 0,002 –
Bismuto máx. 0,05 0,05 –
Zinco máx. 0,002 0,001 –
Total de outros elementos máx. 0,01 – 0,1
Chumbo mín. 99,55 99,94 98,78

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Anexo D
(normativo)

Cálculo da porcentagem da cobertura para trança metálica

D.1 Introdução
O critério apresentado neste Anexo permite o cálculo da porcentagem de cobertura para tranças
metálicas, aplicadas sobre veias ou sobre a reunião das veias.

D.2 Método
A porcentagem de cobertura (Pc) é dada por:

Pc = (2 × f − f 2) × 100

onde:
n×e×d
em 28/04/2014

f =
2πDmcosα

1
cosα =
1 + ( πDm )2 × p 2

Dm = D + 2,5 × d

onde:

f é o fator de cobertura linear;

n é o número de fios por espula;

e é o número de espulas;
Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

d é o diâmetro nominal do fio, expresso em milímetros (mm);

Dm é o diâmetro médio do cabo, expresso em milímetros (mm);

α é o ângulo formado entre o eixo do cabo e a trança, expresso em graus (°);

p é o passo da trança, expresso em milímetros (mm);

D é o diâmetro fictício sob a trança, expresso em milímetros (mm).

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Anexo E
(informativo)

Cálculo da corrente de curto-circuito na blindagem pela seção e tempo


de duração

E.1 Introdução
E.1.1 Este método de cálculo é previsto nas IEC 60949 e ICEA-P-45-482, sendo mais conservador
que o cálculo previsto na ABNT NBR 14039.

E.1.2 Existem dois métodos de cálculo:

— adiabático: considera-se que, durante o curtocircuito, todo o calor gerado é retido na blindagem,
não se transmitindo para o exterior nesse curto espaço de tempo;

— não adiabático: considera-se que o calor flui para o exterior.

E.1.3 Ambos os métodos são previstos na IEC 60949. Na bibliografia encontram-se algumas
referências citando que o calor começa a fluir para o exterior depois de um curto espaço de tempo,
em 28/04/2014

por exemplo, 0,2 s. Isto pode resultar em uma pequena redução da blindagem em certos casos ou em
uma redução significativa em outros.

E.1.4 Como o método adiabático é mais conservador, como esse tempo de limite não é conhecido
e como o primeiro método é o mais universalmente usado, este foi o método adotado para cálculo
da corrente de curto-circuito na blindagem, nesta Norma.

E.2 Método
A corrente de curto-circuito na blindagem (I) é dada por:

⎛ θ + β⎞
In ⎜ f
⎝ θi + β ⎟⎠
I =S × K ×
Impresso por ALBERTO SANTOS LUGO

t
onde
σ × (β + 20) × 10 −12
K= (A.s1/2.mm-2)
ρ20
S é a seção da blindagem, expressa em milímetros quadrados (mm2);

I é a corrente de curto-circuito na blindagem, expressa em Amperes (A);

t é a duração do curto-circuito na blindagem, expressa em segundos (s);

β temperatura abaixo de zero, correspondente à resistência elétrica equivalente a zero, para os


materiais da blindagem, expressa em graus Celsius (°C), (ver Tabela E.1);

σ é o calor específico volumétrico a 20 °C (J/K.m3), (ver Tabela E.1);

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ρ20 é a resistividade elétrica a 20 °C (Ω.m), (ver Tabela E.1);

θi é a temperatura da blindagem no início do curto-circuito, expressa em graus Celsius (°C),


(ver Tabela E.2);

θf é a temperatura da blindagem no final do curto-circuito, expressa em graus Celsius (°C),


(ver Tabela E.3).

Tabela E.1 – Valores de ρ20, β, σ, e K em função do material da blindage

ρ20 β σ K
Material
(Ω.m) (K) (J/K.m3) (A.s1/2.mm–2)
Cobre 17,241 × 10–9 234,5 3,45 × 106 226
Alumínio 28,264 × 10–9 228 2,5 × 106 148
Chumbo 214 × 10–9 230 1,45 × 106 41
Aço 138 × 10–9 202 3,8 × 106 78
Bronze 35 × 10–9 313 3,4 × 106 180
em 28/04/2014

Tabela E.2 – Valores da temperatura inicial em função da temperatura no condutor


Temperatura máxima
no condutor Temperatura inicial
°C
°C
90 85
105 100

Tabela E.3 – Valores da temperatura final em função do material da cobertura


Termofixos Polietileno PVC
Material da cobertura
(SE1/A e SE1/B) (ST3 e ST7) (ST1 e ST2)
Temperatura Final
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220 150 200


máxima (°C)
NOTA 1 Conexões soldadas limitam a temperatura final máxima a 160 °C.
NOTA 2 A presença de capa de chumbo limita a temperatura final máxima a 200 °C (ligas
dechumbo) ou a 170 °C (chumbo).

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Bibliografia

ABNT NBR 9311, Cabos elétricos isolados – Designação – Classificação

ABNT NBR 14039, Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV

IEC 60502-1, Power cables with extruded insulation and their accessories for rated voltages from
1 kV (Um = 1,2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV) – Part 1: Cables for rated voltages of 1 kV (Um = 1,2 kV)
and 3 kV (Um = 3,6 kV)

IEC 60502-2, Power cables with extruded insulation and their accessories for rated voltages from 1 kV
(Um = 1,2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV) – Part 2: Cables for rated voltages from 6 kV (Um = 7,2 kV)
up to 30 kV (Um = 36 kV)

IEC 60949, Calculation of thermally permissible short-circuit currents, taking into account non-adiabatic
heating effects

ICEA-P-45-482, Short-Circuit Performance of Metallic Shields & Sheaths


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