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Sistemas Térmicos

Aula 4 – Condução de Calor em


Regime Permanente II

Escola de Engenharias e TI

Eng. MsC. Camilo Gustavo A. Alves

25/09/2020 1
Objetivos de Aprendizagem
Sistemas Térmicos

- Condução de Calor em Cilindros e Esferas


- Condução de Calor em Cilindros e Esferas Multicamadas
- Raio Crítico de Isolamento
- Transferência de Calor Sobre Superfícies Aletadas

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas
Sistemas Térmicos

 Considere a condução de calor através de


um tubo de água quente.

 O calor é continuamente perdido para o


exterior através da parede do tubo.

 Intuitivamente sabe-se que a


transferência de calor é normal a direção
da superfície do tubo (não há
transferência significativa em outras
direções).
Se as temperaturas dentro e
 A parede do tubo, cuja espessura é fora do tubo permanecem
bastante pequena, separa dois fluidos em constantes a transferência de
diferentes temperaturas, portanto o calor ocorrerá em regime
permanente
gradiente de temperatura na direção
radial é relativamente grande.

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas
Sistemas Térmicos
A temperatura do tubo
depende de uma única
direção e é expressa em
função do raio T(r).

A temperatura independe do
ângulo ou da distância axial.

Essa situação é aproximada


na prática para longos tubos
e para esferas.

Na operação permanente,
não há mudanças na
temperatura no tubo ao
longo do tempo em qualquer
ponto. Por isso, a
transferência de calor deve
ser constante
, .

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas
Sistemas Térmicos

 Podemos repetir a análise para uma camada esférica tomando e realizando a


integração da equação. O resultado será:

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas
Sistemas Térmicos
 Considere a transferência de calor unidimensional permanente através de uma
camada cilíndrica ou esférica exposta à convecção em ambos os lados para fluidos
e com coeficientes de transferência de calor e , respectivamente, como
mostrado a seguir:

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas
Multicamadas

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas Multicamadas
Sistemas Térmicos
A transferência de calor permanente através de múltiplas cascas cilíndricas ou
esféricas pode ser tratada da mesma forma como ocorre me múltiplas camadas
em paredes planas, discutida na aula passada, simplesmente somando-se a
resistência adicional em série para cada camada adicional

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas Multicamadas
Sistemas Térmicos

Uma vez que o valor de é


conhecido, podemos determinar
qualquer temperatura intermediária ,
por meio da aplicação da relação:

Exemplo, se desejar encontrar a ,


temperatura em 2 pode se utilizar a
seguinte metodologia:

OU

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas Multicamadas
Sistemas Térmicos
Exemplo 1: Um tanque esférico de aço inoxidável de 3 m de diâmetro interno e 2 cm de
espessura ( ) é usado para armazenar água com gelo a . O
tanque está localizado em uma sala cuja temperatura é . As paredes da sala
estão também a 22 . A superfície externa do tanque é preta, e a transferência de calor
entre a superfície externa e os arredores é por convecção natural e por radiação. Os
coeficientes de transferência de calor por convecção nas superfícies interna e externa do
tanque são e , respectivamente (Considere
). Determine a taxa de transferência de calor para a água com gelo no
tanque.

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas Multicamadas
Sistemas Térmicos

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas Multicamadas
Sistemas Térmicos
Exemplo 2: Vapor a escoa em um tubo de ferro fundido ( )
cujos diâmetros interno e externo são e , respectivamente. O
tubo tem isolamento de lã de vidro de 3 cm de espessura ( ). O calor é
perdido para o meio a por convecção natural e por radiação, com coeficiente
de transferência de calor combinado de . Sendo o coeficiente de
transferência de calor no interior do tubo igual a , determine a taxa de
perda de calor a partir do vapor por unidade de comprimento do tubo. Determine
também a queda de temperatura da tubulação e do isolamento.

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Condução de Calor em Cilindros e Esferas Multicamadas
Sistemas Térmicos

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Raio Crítico de Isolamento

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Raio Crítico de Isolamento
Sistemas Térmicos
 Ao acrescentar isolamento em um sistema com
parede plana a transferência de calor diminui.

 Quanto mais espesso o isolamento, menor será a


taxa de transferência de calor.

 Isso é esperado, uma vez que a área de transferência de calor é constante, e que
adicionar isolamento sempre aumenta a resistência térmica da parede sem aumentar
a resistência de convecção.

A adição do isolamento em tubos cilíndricos ou


cascas esféricas aumenta a resistência de condução
da camada de isolamento, mas diminui a resistência
de convecção da superfície em virtude do aumento
de superfície externa para convecção

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Raio Crítico de Isolamento
Sistemas Térmicos

 A variação da taxa de transferência


de calor com o raio externo do
isolamento é apresentada a seguir:

 O valor de em que atinge o


máximo é determinado a partir da
exigência de que:

 Fazendo a diferenciação e resolvendo


para , obtemos o raio crítico de
isolamento do corpo cilíndrico como
sendo:

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Raio Crítico de Isolamento
Sistemas Térmicos

Observe que o raio crítico de isolamento depende da condutividade térmica do


isolamento e do coeficiente externo de transferência de calor por convecção .

Como os valores do coeficiente


externo de convecção na
prática é muito acima da
condutividade térmica
acontece que na prática o raio
crítico é considerado um valor
muito pequeno, o que não
gera grande preocupações nos
dimensionamentos de
isolantes para tubulações.

As discussões anteriores podem


ser expandidas para esferas da
mesma forma, obtendo o
seguinte equacionamento

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Raio Crítico de Isolamento
Sistemas Térmicos
Exemplo 3: Um fio elétrico de 3 mm de diâmetro e 5 m de comprimento está firmemente
recoberto com uma cobertura plástica de 2 mm de espessura cuja condutividade térmica
é . Medições elétricas indicam que uma corrente de 10 A passa através
do fio e há queda de tensão de 8 V ao longo do fio. Se o fio isolado está exposto ao meio a
, com coeficiente de transferência de calor , determine a
temperatura na interface entre fio e a cobertura plástica, em funcionamento permanente.
Determine também se, ao duplicar a espessura da cobertura, essa temperatura da
interface irá aumentar ou diminuir.

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Raio Crítico de Isolamento
Sistemas Térmicos

O valor do raio crítico é bem maior que o valor do raio


da cobertura plástica. Então, o aumento da espessura da
cobertura plástica aumentará a transferência de calor até
que o raio externo da cobertura atinja 12,5 mm

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Transferência de Calor Sobre Superfícies
Aletadas

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Transferência de Calor sobre Superfícies Aletadas
Sistemas Térmicos

 A transferência de calor a partir de uma superfície a uma temperatura para o meio


envolvente a é dada pela lei de Newton do resfriamento como:

 Onde é a área de transferência de calor e é o coeficiente de transferência de


calor por convecção. Quando as temperaturas e são fixadas por considerações
de projeto, como ocorre frequentemente, existem duas formas de aumentar a taxa de
transferência de calor: Aumentar o coeficiente de transferência de calor por
convecção ou aumentar a área da superfície 𝒔 .

 Aumentar pode exigir a instalação de equipamentos como bombas ou um


ventilador, ou substituição de equipamento existente por um de maior dimensão,
porém essa abordagem pode não ser prática (ou pode não ser suficiente).

 Uma alternativa é aumentar a superfície, anexando superfícies estendidas chamadas


de aletas, feitas de materiais altamente condutores, como o alumínio.

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Transferência de Calor sobre Superfícies Aletadas
Sistemas Térmicos

As superfícies aletadas são


utilizadas na prática para
aumentar a transferência
de calor e geralmente
aumentam muito a taxa de
transferência de calor a
partir da superfície.

Radiador veicular: várias folhas de


metal colocadas nos tubos de água
quente aumentam a superfície de
convecção várias vezes

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Transferência de Calor sobre Superfícies Aletadas
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Equação da Aleta

 Considere um elemento de volume da


aleta na localização tendo
comprimento , área transversal e
perímetro .

 O balanço de energia será:

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Transferência de Calor sobre Superfícies Aletadas
Sistemas Térmicos

Excesso de
temperatura

Na Base
da Aleta

Em geral, a área transversal e o perímetro de uma


aleta variam com , o que torna esta equação diferencial
difícil de resolver no caso específico de seção transversal
constante e condutividade constante, temos que:

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Transferência de Calor sobre Superfícies Aletadas
Sistemas Térmicos

 As equações são diferenciais de segunda Solução Geral


ordem linear e homogênea, com coeficientes
constantes.

 A teoria fundamental das equações Onde C1 e C2 são constantes


diferenciais afirma que tal equação tem duas arbitrárias cujos valores são
soluções linearmente independentes, e a sua determinados a partir das
solução geral é a combinação linear dessas condições de contorno na
duas soluções. base e na ponta da aleta.

 As soluções das equações diferenciais acima


são funções exponenciais 𝒎𝒙 ou 𝒎𝒙 , ou

múltiplos constantes delas.


Condição de contorno na base
da aleta

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Exercícios de Fixação

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Exercícios de Fixação
Sistemas Térmicos
Exercício 8: Um reservatório esférico de aço inoxidável ( ) de 8 m de
diâmetro interno e 1,5 cm de espessura é usado para armazenar água com gelo a .O
reservatório está situado em uma sala cuja temperatura é . as paredes da sala estão
também a . A superfície externa do tanque é preta (emissividade ), e a
transferência de calor entre a superfície externa do tanque e o arredores é por convecção
natural e por radiação (considere coeficiente de transferência de calor radiativa de
). Os coeficientes de transferência de calor por convecção nas superfícies
interna e externa do tanque são e , respectivamente.
Determine a taxa de transferência de calor para a água gelada no tanque.

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Exercícios de Fixação
Sistemas Térmicos
Exercício 9: Vapor a escoa em um tubo de aço inoxidável ( ) cujo s
diâmetros interno e externo são 5 cm e 5,5 cm, respectivamente. O tubo é coberto com
isolante de lã de vidro ( ) de 3 cm de espessura. Calor é perdido para o
meio a por convecção natural e por radiação, com coeficiente combinado de
transferência de calor por convecção natural e radiação de . Tomado o
coeficiente de transferência de calor no interior do tubo como sendo ,
determine a taxa de calor perdida a partir do vapor por unidade de comprimento do
tubo. Determine também a queda de temperatura através da tubulação e da camada de
isolamento.

Exercício 10: Vapor superaquecido a uma temperatura média de é transportado


através de um tubo de aço ( , e
). O tubo é isolado com uma camada de 4 cm de espuma de gesso (
) e colocado horizontalmente dentro de um armazém onde a temperatura
média do ar é . Os coeficientes de transferência de calor do vapor e do ar são
estimado em , respectivamente. Calcule a) a taxa diária de
transferência de calor a partir do vapor superaquecido e b) a temperatura da superfície
externa do isolamento de gesso.

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Próxima Aula
Sistemas Térmicos

Dúvidas?
PROXIMA AULA:

- Condução de Calor em Regime Permanente III


- Resolução de Exercícios Propostos

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Obrigado e Até
próxima a Aula!

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