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Professora: Débora Félix

Aluno (a):___________________________ Série: 1 ano

Apostila – Interpretação Textual

TEXTO
É uma produção, verbal ou não verbal, que se constitui com algum código, no intuito de comunicar algo a alguém, em determinado tempo e
espaço. Sua definição ampla se deve ao fato de também abranger diversos formatos.

SITUAÇÃO COMUNICATIVA
É o conjunto de elementos que intervêm num ato de comunicativo: o emissor; o receptor; a mensagem; o lugar e o momento onde se realiza o
ato.
A teoria da comunicação indica que, no ato comunicativo, compete ao emissor enviar uma mensagem para um ou mais receptores. Essa
mensagem propaga-se através de um canal e pode ser compreendida quando o emissor e o receptor compartilham um código. Também é
importante que o receptor tenha conhecimentos acerca do referente da mensagem para compreender de que se trata.
Veja um pouco mais sobre os elementos da situação comunicativa:
– Receptor: é aquele para quem o enunciado é destinada, é a pessoa que ouve;
– Emissor: é a pessoa que transmite essa mensagem, quem fala;
– Enunciado: é o objetivo da comunicação. Ela é constituída por todas as informações que são passadas por meio da comunicação;
– Contexto: é o que faz com que a mensagem possa existir, tratando-se da situação que faz com que seja desenvolvida a mensagem e a
comunicação ocorra;
– Código: é modo como a mensagem é organizada. E ele pode ser tanto um idioma, uma forma de escrita, gestos, sinais, entre outros. Sendo
necessário que essa forma de comunicação seja compreensível tanto pelo receptor quanto pelo emissor;
– Canal: é pode onde a comunicação ocorre. É através dele que a mensagem vai do emissor até o receptor. Esse meio pode ser a televisão, o
celular, uma carta, a comunicação “boca a boca”, entre outros.

GÊNEROS TEXTUAIS X TIPOS TEXTUAIS


Os tipos textuais configuram-se como modelos fixos e abrangentes que objetivam a distinção e definição da estrutura, bem como aspectos
linguísticos de narração, dissertação, descrição e explicação. Os tipos textuais apresentam estrutura definida e número limitado de
possibilidades, de cinco a nove tipos.
Os gêneros textuais, por sua vez, apresentam maior diversidade e exercem funções sociais específicas. Ademais, são passíveis de modificações ao
longo do tempo, mesmo que preservando características preponderantes. Quer um exemplo prático? A carta! Até pouco tempo, era um dos
principais meios de comunicação escrita à distância.
Mas, com o advento da tecnologia, acabou perdendo espaço para o e-mail. No entanto, certos elementos linguísticos foram preservados, como
remetente, destinatário, saudações e cumprimentos finais. É interessante pontuar que os aspectos gerais dos tipos são concretizados em
situações de comunicação dos gêneros textuais.
Tipos textuais:
Os tipos textuais, ou tipologias textuais, são a forma sob a qual o texto se apresenta determinando a estrutura padrão que rege como cada um
será construído. A tipologia textual é classificada de acordo com objetivo, estrutura e finalidade do texto.
Podemos classificar os tipos textuais nas seguintes categorias:
texto explicativo prescritivo: instrui o receptor com relação a determinado procedimento sem permitir, assim, sua liberdade de ação.
texto explicativo injuntivo: também conhecido como texto instrucional, busca orientar o receptor com o uso de verbos no imperativo no
sentido de persuadi-lo.
texto dissertativo argumentativo: exposição de tema ou assunto com o uso de argumentos defendendo então um determinado ponto de
vista.
texto dissertativo expositivo: exposição de uma ideia usando conceitos, comparações, definições, descrições e informações.
texto descritivo: relato e exposição de acontecimento, lugar ou pessoa sendo, assim, rico em adjetivos que possam transmitir imagens.
texto narrativo: apresentações ações em determinado tempo e espaço. Sua estrutura é composta por apresentação, desenvolvimento, clímax e
desfecho.
Gêneros textuais:
Os gêneros textuais são textos que exercem uma função social específica, ou seja, ocorrem em situações cotidianas de comunicação e
apresentam uma intenção comunicativa bem definida.
Um gênero textual se adequa ao uso que se faz dele. Adequa-se, principalmente, ao objetivo do texto, ao emissor e ao receptor da mensagem e ao
contexto em que se realiza. Os gêneros textuais são incontáveis, ademais, a cada nova necessidade comunicativa, novos gêneros vão surgindo.
Veja alguns exemplos:
- assinado;
- anúncio;
- artigo;
- ata;
- atestado;
- bilhete;
- biografia;
- Tu bula de medicamento;
- cardápio de restaurante;
- carta;
- cartaz.
FIGURAS DE SOM
Recurso usado para criar efeitos de sentido através da representação de sons na língua escrita em função de objetivos comunicativos
específicos. constituem-se em: onomatopeia, aliteração, assonância e paronomásia.
ONOMATOPEIA- é o recurso que se utiliza de uma palavra especial para representar um som específico.
Veja alguns exemplos
Acordei com o cocoricó do galo.
“Oi, tum, tum, bate coração” (Elba Ramalho).
ALITERAÇÃO- representa as repetições de sons consonantais. Esse recurso é bastante utilizado em trava-línguas e ditos populares.
Veja alguns exemplos
O rato roeu a roupa do rei de Roma
Quem com ferro fere com ferro será ferido.
“Chove chuva, chove sem parar” (Jorge Bem Jor).
ASSONÂNCIA- é um recurso de repetição de sons vocálicos, que é comumente utilizado em poesias.
Veja alguns exemplos
O Museu Galileu pereceu.
“Juro que não acreditei eu te estranhei / Me debrucei sobre teu corpo e duvidei” (Chico Buarque).
PARANOMÁSIA – Ocorro quando há repetições de palavras ou sons parecidos. Esse recurso pode ser encontrado em trocadilhos.
Veja o exemplo:
Berro pelo aterro
Pelo desterro
Berro por seu berro
Pelo seu erro
Quero que você ganhe
Que você me apanhe
Sou o seu bezerro gritando mamãe!”
Qualquer Coisa – Caetano Veloso

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
As variações linguísticas são as mudanças que a língua apresenta, devido à sua capacidade de se transformar e de se adaptar. Ocorrem
variações na língua porque a língua é usada por falantes inseridos numa sociedade complexa, formada por diferentes grupos sociais, com
diferentes hábitos linguísticos e diferentes graus de escolarização. O uso faz a regra e os falantes usam a língua de modo a suprir suas
necessidades comunicativas, adaptando-a conforme suas intenções e necessidades. Assim, a língua portuguesa encontra-se em constante
alteração, evolução e atualização, não sendo um sistema estático e fechado.
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA GEOGRÁFICA (REGIONAL): são variações que ocorrem de acordo com o local onde vivem os falantes,
sofrendo sua influência. Este tipo de variação ocorre porque diferentes regiões têm diferentes culturas, com diferentes hábitos, modos e
tradições, estabelecendo assim diferentes estruturas linguísticas.
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA HISTÓRICA: são variações que ocorrem de acordo com as diferentes épocas vividas pelos falantes, sendo
possível distinguir o português arcaico do português moderno, bem como diversas palavras que ficam em desuso.
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA SOCIAL: são variações que ocorrem de acordo com os hábitos e cultura de diferentes grupos sociais. Este tipo de
variação ocorre porque diferentes grupos sociais possuem diferentes conhecimentos, modos de atuação e sistemas de comunicação. Ex: Gírias
próprias de um grupo com interesse comum/Jargões próprios de um grupo profissional.

Exercícios

SITUAÇÃO COMUNICATIVA
1- (UFG-GO) A frase abaixo foi extraída de um anúncio que “vende” produto para pele:
Hoje você é uma uva.
Mas cuidado, uva passa.
(Cláudia, ago.1996)
a) Comente a superposição de funções gramaticais que recai sobre a palavra passa.
b) Explique os efeitos persuasivos provocados por essa superposição.
c) Discorra sobre a função da linguagem que predomina na frase.
FIGURAS DE SOM
2- Leia o trecho a seguir da música “O Papa é Pop”, dos Engenheiros do Hawaii, e marque a alternativa correta:
“O Papa é pop, o Papa é pop
O pop não poupa ninguém
O Papa levou um tiro à queima roupa
O pop não poupa ninguém”
A) Aliteração
B) Assonância
C) Onomatopeia
D) Paronomásia
3- Em qual das alternativas abaixo a música “Sugar Cane Fields Forever”, de Caetano Veloso, é representada?
“Sou um mulato nato
No sentido lato
Mulato democrático do litoral”
A) Onomatopeia
B) Aliteração
C) Paronomásia
D) Assonância
4- Qual das alternativas abaixo representa a figuras de som Onomatopeia?
A) Acordei com o ding dong da campainha
B) O Pato pateta pintou o caneco
C) A gente muda o mundo na mudança da mente
D) O cavaleiro é um cavalheiro.
5- Nomeie as figuras de som utilizadas nos enunciados abaixo:
a) O rato roeu a roupa do rei de Roma.
b) Tic-tac, tic-tac fazia o relógio na parede.
c) Venha, Vera, venha ver as velas ao vento.
d) Quem conta um conto sempre aumenta um ponto.
GÊNEROS TEXTUAIS X TIPOS TEXTUAIS
1- (Enem 2017)
O exercício da crônica
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas
pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se diante de sua
máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário
matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo.
MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.
Nesse trecho, Vinícius de Moraes exercita a crônica para pensá- la como gênero e prática. Do ponto de vista dele, cabe ao cronista
A criar fatos com a imaginação.
B reproduzir as notícias dos jornais.
C escrever em linguagem coloquial.
D construir personagens verossímeis. E ressignificar o cotidiano pela escrita.

2- Leia o trecho abaixo:

"A ciência mais imperativa e predominante sobre tudo é a ciência política, pois esta determina quais são as demais ciências que devem ser
estudadas na pólis. Nessa medida, a ciência política inclui a finalidade das demais, e, então, essa finalidade deve ser o bem do homem."
O gênero textual utilizado pelo autor é
a) propaganda
b) enciclopédia
c) texto didático
d) texto de opinião
e) texto prescritivo
3- Eça de Queirós, um dos maiores escritores do realismo português, é conhecido por sua prosa onde ele criou novas formas de
linguagens, neologismos e mudanças na sintaxe.
O trecho abaixo é de sua obra mais emblemática “O primo Basílio”
"Ficara sentada à mesa a ler o Diário de Notícias, no seu roupão de manhã de fazenda preta, bordado a sutache, com largos botões de
madrepérola; o cabelo louro um pouco desmanchado, com um tom seco do calor do travesseiro, enrolava-se, torcido no alto da cabeça
pequenina, de perfil bonito; a sua pele tinha a brancura tenra e láctea das louras; com o cotovelo encostado à mesa acariciava a orelha, e, no
movimento lento e suave dos seus dedos, dois anéis de rubis miudinhos davam cintilações escarlates."
De acordo com os gêneros textuais, a intenção do autor foi
a) relatar sobre a manhã da personagem
b) narrar os fatos habituais daquela manhã
c) descrever aspectos da personagem e de suas ações
d) apresentar o principal jornal lido pela personagem
e) dissertar sobre a roupa utilizada pela personagem

4- Qual das alternativas abaixo contém somente gêneros textuais?


a) romance, descrição, biografia
b) autobiografia, narração, dissertação
c) bula de remédio, propaganda, receita culinária
d) contos, fábulas, exposição
e) seminário, injunção, declaração

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
1- A seguir são apresentados alguns fragmentos textuais. Sua tarefa consistirá em analisá-los, atribuindo a variação linguística
condizente aos mesmos:

a – Antigamente

“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em
geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio."
Carlos Drummond de Andrade

b - Vício na fala

Para dizerem milho dizem mio


Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
Oswald de Andrade

c –“ Aqui no Norte do Paraná, as pessoas chamam a correnteza do rio de corredeira. Quando a corredeira está forte é perigoso passar pela
pinguela, que é uma ponte muito estreita feita, geralmente, com um tronco de árvore. Se temos muita chuva a pinguela pode ficar submersa e,
portanto, impossibilita a passagem. Mas se ocorre uma manga de chuva, uma chuvinha passageira, esse problema deixa de existir.”

d – E aí mano? Ta a fim de dá uns rolé hoje?


Qual é! Vai topá a parada? Vê se desencana! Morô velho?

2- (Enem)
Mandinga — Era a denominação que, no período das grandes navegações, os portugueses davam à costa ocidental da África. A palavra se tornou
sinônimo de feitiçaria porque os exploradores lusitanos consideram bruxos os africanos que ali habitavam — é que eles davam indicações sobre a
existência de ouro na região. Em idioma nativo, mandinga designava terra de feiticeiros. A palavra acabou virando sinônimo de feitiço,
sortilégio.

(COTRIM, M. O pulo do gato 3. São Paulo: Geração Editorial, 2009. Fragmento)


No texto, evidencia-se que a construção do significado da palavra mandinga resulta de um(a)
a) contexto sócio-histórico.
b) diversidade técnica.
c) descoberta geográfica.
d) apropriação religiosa.
e) contraste cultural.

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