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CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS PERÍODO BÁSICO

COLETÂNEA DE MANUAIS DE
TÉCNICAS MILITARES III
Volume I

2019

Observações:
ÍNDICE DE ASSUNTOS

CA

ÍTULO I – CONCEPÇÕES E CONCEITOS DAS OP TERR EOPERAÇÕESBÁSICAS Pag

1.1 Conceito operativo do Exército em operações no amplo espectro dos conflitos…………..………3 1.2

Fatores da decisão .............................................................….......................................................5 1.3

Operações ofensivas..........................................................….......................................................7 1.4

Operações defensivas........................................................…......................................................14

1.5Operaçõesdecooperaçãoecoordenaçãocomagências.…........................................................20

CAPÍTULO II – INTRODUÇÃO E CONDUTADASPATRULHAS Pag


2.1Introduçãoaoestudodepatrulha.......................................…........................................................25
2.2Aspectosgeraisnacondutadaspatrulhas………............................................................................32

2.3PeculiaridadesdeumaPatrulhadeReconhecimento.......….........................................................41

2.4PeculiaridadesdeumaPatrulhadeCombate....................….........................................................45

2.5Técnicasdeassalto............................................................….........................................................63

2.6Infiltração............................................................................….........................................................65

2.7 Base de combate, base de patrulha, área de reunião e área de reunião clandestina................66

2.8Técnicasdeaçãoimediata.................................................…........................................................76

CAPÍTULO III – PLANEJAMENTO E PREPARAÇÃODASPATRULHAS Pag


3.1NormasdeComando.........................................................….....................................................86
3.2ProvidênciasIniciais...........................................................….....................................................88

3.3 Observação e Planejamento do Reconhecimento .............….................................................93 3.4

Reconhecimento ................................................................….....................................................97

3.5EstudodeSituação............................................................….....................................................98

3.6 Ordens ...............................................................................…....................................................101

3.7 Fiscalização........................................................................…....................................................106
CAPÍTULO IV – PATR EM AMBIENTES ESPECIAIS OU COM CARACTERÍSTICAS ESPECIAISPag

4.1Patrulhaemáreaurbana....................................................…....................................................111

4.2Patrulhaaeromóvel............................................................…....................................................117

4.3Patrulhafluvial....................................................................…....................................................121

4.4Patrulhamotorizada...........................................................…....................................................130

ANEXOS:

“A” – Emprego da Patrulha - Operação ONÇA “B”

– Emprego da Patrulha - (Meios visuais)

“C” – Emprego da Patrulha - (Memento do comandante de patrulha)

“D” – Emprego da Patrulha - Relatório

“E” - Glossário
CAPÍTULO I
CONCEPÇÕES E CONCEITOS DAS OP TERR E OPERAÇÕES BÁSICAS
(Segundo o Manual de Campanha EB70-MC-10.223 Operações,5ª Ed 2017)

1.1. CONCEITO OPERATIVO DO EXÉRCITO EM OPERAÇÕES NO AMPLO


ESPECTRO DOSCONFLITOS

1.1.1. O conceito operativo do Exército é definido pela forma de atuação da Força


Terrestre no amplo espectro dos conflitos, tendo como premissa maior a combinação, simultânea
ou sucessiva, de operações ofensivas, defensivas e de cooperação e coordenação com agências,
ocorrendo em situação de guerra e de não guerra. A situação determinará a preponderância de
uma operação sobre outras. O conceito é abrangente e busca orientar as operações terrestres de
curto e médio prazo. Caracteriza-se ainda pela flexibilidade, isto é, pode ser aplicado a qualquer
situação no território nacional e/ou no exterior (Fig.1-1).

Fig. 1-1. Conceito operativo do Exército (exemplos de situações)


1.1.2. O espectro dos conflitos varia do estado de paz até o conflito armado (estado de
guerra), passando pela crise. As capacidades do oponente influenciam na mudança e na
gravidade das situações (Fig.1-2).

Fig. 1-2 – Espectro dos conflitos


a. O estado de paz implica ausência de lutas ou graves perturbações no âmbito
interno de um Estado ou de suas relações internacionais. Os conflitos existentes não
comprometem os interesses danação.
b. A crise traduz um conflito desencadeado ou agravado imediatamente após a
ruptura do equilíbrio existente entre duas ou mais partes envolvidas em um contencioso.
Caracteriza-se por um estado de grandes tensões, com elevada probabilidade de agravamento
(escalada) e risco de guerra, não permitindo que se anteveja com clareza o curso de suaevolução.
c. A guerra é o conflito no seu grau máximo de violência. Em função da magnitude
do conflito, pode implicar a mobilização de todo o poder nacional, com predominância da
expressão militar, para impor a vontade de um ator aooutro.
1.1.3. Nesse contexto, a composição de forças deve ser flexível e modular, em
estruturas elásticas adaptáveis às mudanças de ambiente. O escalão brigada, por ser composto
de elementos de manobra, de apoio ao combate e de apoio logístico, permite a composição de
forças da maneira descrita acima, podendo receber módulos de capacidades de acordo com
aameaça.
1.1.4. O poder militar é aplicado como parte de uma ação unificada, considerando
também o emprego de outras expressões do Poder Nacional, para derrotar o oponente e
estabelecer condições para alcançar o estado final desejado (EFD) dacampanha.
1.1.5. Assim, os comandantes terrestres devem conduzir as operações de forma
abrangente, contemplando aspectos diversos daqueles estritamente militares, empregando um
conjunto interdependente de forças capazes de explorar a iniciativa, aceitando riscos e criando
oportunidades para alcançar resultadosdecisivos.
1.1.6. As operações no amplo espectro dos conflitos podem conduzir os elementos da F
Ter a combinarem atitudes, de acordo com o requerimento das missões e tarefas, que sofrem
mudanças no curso das operações.f. (Fig.2-9).
Fig. 1-3 – Exemplo de combinação de atitudes
1.1.7. A avaliação contínua do ambiente operacional propicia ao comandante e a seu
estado-maior definir e modificar o planejamento e as prioridades de forma a ajustar a composição
dos meios, quanto à sua natureza e valor, de acordo com asnovas missões e tarefas, devendo
integrar as ações e orientar a transição de cada fase da situação.

1.1.8. As operações no amplo espectro dos conflitos podem ser desenvolvidas em áreas
geográficas lineares ou não, de forma contígua ou não, buscando contemplar as diversas missões
e tarefas que envolvem o emprego de meiosterrestres.
1.1.9. O conceito operativo do Exército preconiza a máxima integração entre vetores
militares e civis, que buscam a unidade de esforços no ambiente interagências, em uma escala
variável de violência.

1.2. FATORES DADECISÃO


1.2.1. O exame de situação, metodologia concebida para a solução de um problema
militar, em qualquer nível, é sustentado pelo estudo de aspectos relevantes que são organizados
e orientados por determinados fatores. As partes constitutivas dessa metodologia são os fatores
da decisão, isto é, elementos que orientarão o processo decisório. Os principais fatores da decisão
são: missão, inimigo, terreno e condições meteorológicas, meios, tempo e consideraçõescivis.

1.2.2. MISSÃO
a. A missão é definida pela finalidade e ações a realizar. Normalmente, é o
primeiro fator a ser considerado durante o processo decisório. O enunciado da missão
contém:o“quê”,o“quando”,o“onde”eo“porquê”daoperação.Amissãoéprescrita
pelo escalão superior, contendo os principais aspectos que norteiam as ações daquele escalão.
b. O comandante, de posse das informações disponíveis, confronta-as com o
plano e o conceito da operação do escalão superior e orienta o seu estado-maior para a análise
da missão. O estado-maior, após análise, propõe ao comandante um novo enunciado da missão.
Após a aprovação do novo enunciado pelo comandante, este baixa sua diretriz de planejamento.

1.2.3. INIMIGO
a. Esse fator aborda o dispositivo do inimigo (organização, tropas com suas
localizações e mobilidade tática), a doutrina, o equipamento, as capacidades, as vulnerabilidades
e as prováveis linhas de ação. Esses aspectos são obtidos por meio da análise integrada da
situação do inimigo na operação em estudo e do conhecimento anterior, disponível em bancos
dedados.
b. O estudo das peculiaridades e deficiências do inimigo servirá de base para o
levantamento de suas possibilidades, vulnerabilidades e linhas deação.

1.2.4 TERRENO E CONDIÇÕESMETEOROLÓGICAS


a. O estudo do terreno e das condições meteorológicas está condicionado à
missão e ao escalãoconsiderado.
b. Nos mais altos escalões, tal estudo é realizado por meio do levantamento
estratégico de área (LEA), desde o tempo de paz, e mantido constantemente atualizado. Esse
levantamento constitui a base dos estudos dos comandantes operacional e da FTC e traz consigo
o estudo geográfico do TO/A Op sob a ótica militar.

c. Nos escalões menores, o estudo do terreno e das condições meteorológicas é


realizado por meio da análisedetalhada:
a) Das condições de observação e campos detiro;
b) Das cobertas eabrigos;
c) Dos obstáculos que restringem ou impedem omovimento;
d) Dos acidentes capitais;
e) Dos corredores de mobilidade;
f) Das vias de acesso;e
g) Das condições meteorológicaslocais.
1.2.5. MEIOS
a. Os meios a serem considerados para as operações militares incluemos
recursos materiais e humanos, constituindo-se em tropas adequadamente adestradas para o
emprego.
b. A análise desse fator considera os meios necessários e os disponíveis para o
cumprimento da missão, adequando-os à realidade e confrontando-os com as eventuais
peculiaridades, deficiências e vulnerabilidades doinimigo.
1.2.6. TEMPO
a. O comandante avalia o tempo disponível para o planejamento, a preparação e
a execução das tarefas ligadas às operações. Inclui avaliar o tempo necessário para compor os
meios, movimentar e manobrar as unidades em relação ao inimigo e o tempo de planejamento
dos subordinados.

b. Embora o fator tempo tenha estado sempre presente no exame de situação e


nas considerações para a tomada de decisão, o advento de meios de combate cada vez mais
modernos, com melhora sensível na mobilidade, na rapidez e na aquisição de alvos, maximizou
o conceito de agir comoportunidade.

1.2.7. CONSIDERAÇÕESCIVIS
a. As considerações civis são traduzidas pela influência das agências,
instituições e lideranças civis, da população, da opinião pública, do meio ambiente e de
infraestruturas sobre o espaço debatalha.
b. A opinião pública favorável é um objetivo a ser buscado desde o nível político
até otático.
c. Outro aspecto significativo relacionado às considerações civis são as questões
jurídicas, que se aplicam à considerável parcela das operações militares. A legitimidade, no
ambiente operacional, é um dos princípios mais importantes em relação ao apoio interno
e/ouinternacional.
1.3. OPERAÇÕESOFENSIVAS
1.3.1. As operações ofensivas (Op Of) são operações terrestres agressivas nas quais
predominam o movimento, a manobra e a iniciativa, para cerrar sobre o inimigo, concentrar poder
de combate superior, no local e no momento decisivo, e aplicá-lo para destruir ou neutralizar suas
forças por meio do fogo, do movimento e da ação de choque (Fig. 1-4). Obtido sucesso, passa-
se ao aproveitamento do êxito ou à perseguição.
Fig. 1-4 – Exemplo de operação ofensiva

1.3.2. CARACTERÍSTICAS EFINALIDADES


a. As operações ofensivas são essenciais para a obtenção de resultados
decisivos. Expõem o atacante, exigindo superioridade de poder de combate no local selecionado
para a ação. Esse fato e a necessidade de contar com forças disponíveis para aproveitar o êxito
implicam aceitar riscos em outras partes não selecionadas da frente. O comandante deve ter
poder relativo de combate superior em seu ataque principal, a fim de destruir o inimigo no
momento e no localescolhidos.
b. Na frente selecionada, o comandante deve evitar a parte mais forte do
dispositivo inimigo, atraí-lo para fora de suas posições defensivas, isolá-lo de suas linhas de
suprimento e forçá-lo a lutar numa direção não esperada e em terreno não preparado para a
defesa. Sempre que for possível, deve-se procurar atuar sobre o flanco e a retaguarda do inimigo.
Somente em situações excepcionais devemser realizadas manobras frontais.
c. O poder de combate da força que realiza uma operação ofensiva não será
aplicado somente sobre as forças inimigas em contato, mas também em toda a profundidade de
seu desdobramento. Dessa forma, força o inimigo a reagir em vez de tomar ainiciativa.
d. Em algumas situações, não será imprescindível uma superioridade total de
meios, mas uma concentração correta das capacidades que proporcionem vantagem no local
adequado e no momento oportuno, para que os resultados de sua aplicação sejam decisivos em
relação àfinalidade.
e. Alcançar a superioridade de informações permitirá conhecer e dominar o que
ocorre no campo de batalha, condição básica para se obter a desejada vantagem, surpresa, ao
mesmo tempo em que se aumenta a proteção das nossasforças.
f. Normalmente, as partes importantes do terreno são designadas como
objetivos; todavia, forças oponentes podem ser escolhidas como tal. A destruição do inimigo pode
não ser vantajosa, uma vez que poderá levar a muitas perdas materiais e humanas. O êxito será
obtido no momento em que se consiga neutralizar a sua vontade de resistência com o menor
desgaste de nossasforças.
g. O combate em áreas urbanizadas vem adquirindo cada vez maior importância
nas operações ofensivas. O adversário mais fraco utiliza essas áreas, valendo-se das
condicionantes impostas pelas construções e pelas dificuldades de emprego eficaz de meios com
alta tecnologia agregada, especialmente os meios de inteligência, vigilância e reconhecimento.
h. Nas operações ofensivas, os resultados mais decisivos são alcançados por
forças potentes e altamente móveis. Os confrontos tendem a ser continuados, podendo prolongar-
se por grande período de tempo, mantendo o inimigo sob pressão contínua e deixando-lhe poucas
opções. Por esse motivo, o comandante deve planejar sua operação como de longa duração,
podendo ter que reduzir os espaços de tempo para descanso.

i. As operações ofensivas têm as seguintesfinalidades:


1) Destruir forçasinimigas;
2) Conquistar áreas ou pontos importantes do terreno que permitam obter
vantagens para futurasoperações;
3) Obter informações sobre o inimigo, particularmente sobre a situação e poder
de combate, e adquirir ou comprovar dados referentes ao terreno e às condições meteorológicas;
4) Confundir e distrair a atenção do inimigo sobre o esforço principal,
desviando-a para outrasáreas;
5) Antecipar-se ao inimigo para obter a iniciativa, aproveitando qualquer
oportunidade que se apresente, por fugaz que seja, negando-lhe qualquer tipo de vantagem;
6) Fixar o inimigo, restringindo-lhe a liberdade de movimento e manobra,
mediante diferentes esforços e apoios com o objetivo de permitir concentrar o máximo poder de
combate sobre ele no pontoselecionado;
7) Privar o inimigo de recursos essenciais com os quais sustente suas ações,
realizando atividades e operações em profundidade e sincronizadas que lhe neguem a liberdade
de ação e interrompam a coerência e o ritmo de suas operações;e
8) Desorganizar o inimigo mediante ataques sobre aqueles meios ou funções de
que sejam essenciais para gerar e empregar coerentemente seu poder decombate.
1.3.3. FUNDAMENTOS
a. O comandante visualiza as operações ofensivas em termos de tempo e
espaço. O seu exame de situação indica a melhor combinação dos fatores que oferecem maiores
possibilidades de sucesso. Esse exame inclui, também, uma avaliação dos elementos pertinentes
ao poder de combate. As operações ofensivas têm os seguintesfundamentos:
1) Manutenção docontato;
2) Esclarecimento dasituação;
3) Exploração das vulnerabilidades doinimigo;
4) Controle dos acidentes capitais do terreno;
5) Iniciativa;
6) Neutralização da capacidade de reação doinimigo;
7) Fogo emovimento;
8) Impulsão;
9) Concentração do poder decombate;
10) Aproveitamento do sucesso obtido;e
11) Segurança.
1.3.4. TIPOS DE OPERAÇÕESOFENSIVAS
a. Os tipos de operações ofensivas são: a marcha para o combate, o
reconhecimento em força, o ataque, o aproveitamento do êxito e aperseguição.

b. Marcha para o Combate


A marcha para o combate é uma marcha tática na direção do inimigo, com a finalidade de obter
ou restabelecer o contato com o mesmo e/ou assegurar vantagens que facilitem operações
futuras. O melhor aproveitamento do dispositivo no momento do contato é obtido pela apropriada
organização da força para o combate e pela manobra dos seus componentes. Esse tipo de
operação ofensiva é executado agressivamente para se apossar do objetivo antes que o inimigo
possa reagir.

c. Reconhecimento emForça
O reconhecimento em força é uma operação de objetivo limitado, executada por uma força
ponderável, com a finalidade de revelar e testar o dispositivo e o valor do inimigo ou obter outras
informações.

d. Ataque
1) O ataque é uma operação que visa a derrotar, destruir ou neutralizar o
inimigo. Existem dois tipos de ataque: ataque de oportunidade e ataque coordenado. A diferença
entre eles reside no tempo disponível ao comandante e seu estado-maior (EM) para o
planejamento, a coordenação e a preparação antes da suaexecução.
2) O ataque de oportunidade pode ser executado na sequência de um combate
de encontro ou de uma defesa exitosa. Caracteriza-se por trocar tempo de planejamento por
rapidez deação.
3) O ataque coordenado caracteriza-se pelo emprego coordenado da
manobra e potência de fogo para cerrar sobre as forças inimigas para destruí-las ou neutralizá-
las. É empregado contra posições defensivas inimigas, necessitando de apoioaéreo.

e. Aproveitamento doÊxito
O aproveitamento do êxito é a operação que se segue a um ataque exitoso e que, normalmente,
tem início quando a força inimiga se encontra em dificuldades para manter suas posições.
Caracteriza-se por um avanço contínuo e rápido das nossas forças, com a finalidade de ampliar
ao máximo as vantagens obtidas no ataque e anular a capacidade do inimigo de reorganizar-se
ou realizar um movimento retrógrado ordenado. É a que obtém os resultados mais decisivos
dentre as operações ofensivas, pois permite a destruição do inimigo e de seus recursos com o
mínimo de perdas para o atacante.

f. Perseguição
A perseguição é a operação destinada a cercar e destruir uma força inimiga que está em processo
de desengajamento do combate ou tenta fugir. Ocorre, normalmente, logo em seguida ao
aproveitamento do êxito e difere deste pela não previsibilidade de tempo e lugar e por sua
finalidade principal, que é a de completar a destruição da força inimiga. Portanto, não se planeja
nem se conta previamente com forças especificamente designadas para a sua execução. Embora
um objetivo no terreno possa ser designado, a força inimiga é o objetivo principal.

1.3.5. FORMAS DE MANOBRA DAS OPERAÇÕESOFENSIVAS


a. O comandante pode empregar cinco formas de manobra tática no ataque, a
seguir discriminadas: o desbordamento, o envolvimento, a penetração, a infiltração e o ataque
frontal (Tab.1-1).
Tab. 1-1 – Classificação das operações militares
b. Na definição de qual forma de manobra executar os comandantes têm de
utilizar parâmetros opostos, tais como: velocidade frente ao tempo, larguraversus profundidade,
concentração frente à dispersão, dentre outros. Trata-se, basicamente, de iludir o inimigo quanto
aos seus pontos fortes e concentrar o poder de combate sobre suas vulnerabilidades.

c. Envolvimento
1) No envolvimento, a força atacante contorna, por terra e/ou pelo ar,a principal
força inimiga, para conquistar objetivos profundos em sua retaguarda, forçando-a a abandonar
sua posição ou a deslocar forças ponderáveis para fazer face à ameaça envolvente. O inimigo é,
então, destruído em local e em ocasião de escolha do atacante.
2) O envolvimento difere do desbordamento por não ser dirigido para destruir o
inimigo em sua posição defensiva. A força envolvente fica normalmente fora da distância de apoio
de qualquer outra força terrestre atacante, devendo ter mobilidade e poder de combate suficientes
para executar operaçõesindependentes.

d. Desbordamento
1) O desbordamento é uma manobra ofensiva dirigida para a conquista de um
objetivo à retaguarda do inimigo ou sobre seu flanco, evitando sua principal posição defensiva,
cortando seus itinerários de fuga e sujeitando-o ao risco da destruição na própriaposição.
e. Penetração
1) A penetração é a forma de manobra que busca romper a posição defensiva
inimiga para atingir objetivos em profundidade. A finalidade é dividi-lo e derrotá-lo por partes.
2) É indicada quando os flancos do inimigo são inacessíveis, quando ele está
em larga frente, quando o terreno e a observação são favoráveis e quando se dispõe de forte
apoio defogo.
f. Infiltração
A infiltração é uma forma de manobra ofensiva tática na qual se procura desdobrar uma força à
retaguarda de uma posição inimiga, por meio de um deslocamento dissimulado, com a finalidade
de cumprir uma missão que contribua diretamente para o sucesso da manobra do escalão que
enquadra a força que se infiltra.

g. Ataque Frontal
O ataque frontal é uma forma de manobra tática ofensiva que consiste em um ataque incidindo
ao longo de toda a frente, com a mesma intensidade, sem que isso implique o emprego de todos
os elementos em linha. Aplica-se um poder de combate esmagador sobre um inimigo
consideravelmente mais fraco ou desorganizado, para destruí-lo, capturá-lo, ou para fixá-lo numa
ação secundária.

1.3.6 OUTRAS AÇÕES NAOFENSIVA


a. Durante a execução de operações ofensivas e nas fases de transição entre
estas, é comum a realização de outras ações que não caracterizam necessariamente formas de
manobra ou tipos de operações ofensivas. São consideradas outras ações ofensivas: combate de
encontro eincursão.

b. Combate de Encontro
O combate de encontro, cuja possibilidade deve ser sempre prevista, é a ação que ocorre quando
uma força em deslocamento ainda não completamente desdobrada para o enfrentamento engaja-
se com uma força inimiga, em movimento ou parada, sobre a qual dispõe de poucas informações.

c. Incursão
A incursão é uma ação ofensiva, normalmente de pequena escala, que se caracteriza pela rápida
penetração em área controlada pelo inimigo contra objetivos específicos importantes. Tem a
finalidade de obter dados, confundir ou inquietar o oponente, neutralizar ou destruir centros de
comando e controle, instalações logísticas, desorganizando-o e infringindo-lhe perdas na sua
capacidade operativa. Não há ideia de conquista ou manutenção de terreno.
1.4. OPERAÇÕESDEFENSIVAS
1.4.1. São operações realizadas para conservar a posse de uma área ou território, ou
negá-los ao inimigo, e, também, garantir a integridade de uma unidade ou meio. Normalmente,
neutraliza ou reduz a eficiência dos ataques inimigos sobre meios ou territórios defendidos,
infligindo-lhe o máximo de desgaste e desorganização, buscando criar condições mais favoráveis
para a retomada da ofensiva (Fig.1-5).

Fig. 1-5 – Exemplo de operação defensiva


1.4.2. Podem ser impostas momentaneamente pela impossibilidade de se realizarem
ações ofensivas contra um inimigo em presença. Entretanto, o comandante pode deliberadamente
empreender operações defensivas em combinação com a dissimulação, por exemplo, para
destruir o inimigo. Ocorrem normalmente sob condições adversas, tais como inferioridade de
meios e/ou limitada liberdade deação.
1.4.3. A mudança deliberada da defensiva para a ofensiva, ou vice-versa, pode ocorrer
rapidamente e com frequência considerável. Uma operação defensiva é normalmente constituída
por um conjunto de ações e engajamentos de maior ou menor vulto. Os elementos de uma força
podem estar defendendo, retardando, atacando, realizando fintas ou executando fogos como
parte do esforço dadefesa.

1.4.4. As operações defensivas empregam todos os meios disponíveis para buscar uma
vulnerabilidade inimiga e mantêm suficiente flexibilidade em seu planejamento, para explorá-la,
tendo por finalidadesprincipais:
a) Ganhar tempo, criando condições mais favoráveis a operaçõesfuturas;
b) Impedir o acesso do inimigo a determinada área ouinfraestrutura;
c) Destruir forças inimigas ou canalizá-las para uma área onde possamser
neutralizadas;
d) Reduzir a capacidade de combate doinimigo;
e) Economizar meios em benefício de operações ofensivas em outras áreas;e
f) Obrigar uma força inimiga a concentrar-se de forma que seja mais vulnerável
às nossasforças.
1.4.5. FUNDAMENTOS
a. As operações defensivas devem ser encaradas como transitórias. A defesa é
uma postura temporária adotada por uma força e serve como um recurso para criar as condições
adequadas para passar à ofensiva com vistas à obtenção dos resultados decisivos desejados. As
operações defensivas se apoiam sobre os seguintes fundamentos:
1) Apropriada utilização do terreno;
2) Segurança;
3) Apoio mútuo;
4) Defesa em todas asdireções;
5) Defesa emprofundidade;
6) Flexibilidade;
7) Máximo emprego de açõesofensivas;
8) Dispersão;
9) Utilização do tempo disponível;e
10) Integração e coordenação das medidas dedefesa.
1.4.6. TIPOS DE OPERAÇÕESDEFENSIVAS
a. As operações defensivas, em seu sentido mais amplo, abrangem todas as
ações que oferecem certo grau de resistência a uma força atacante. São dois os tipos de
operações defensivas: defesa em posição e movimentoretrógrado.
b. Normalmente, ambos os tipos combinam-se entre si, e dentro de cada um deles
alternam-se elementos estáticos e dinâmicos, que proporcionarão a constante e flexível atividade
que caracteriza adefensiva.
c. Defesa emPosição
1) Na defesa em posição, uma força procura contrapor-se à força inimiga
atacante numa área organizada em largura e profundidade e ocupada, total ou parcialmente, por
todos os meios disponíveis, com a finalidadede:
a) Dificultar ou deter a progressão do atacante, em profundidade,
impedindo o seu acesso a uma determinadaárea;
b) Aproveitar todas as oportunidades que se lhe apresentem para
desorganizar, desgastar ou destruir as forçasinimigas;
c) Assegurar condições favoráveis para o desencadeamento de umaação
Ofensiva.

d. Movimento Retrógrado
1) É qualquer movimento tático organizado de uma força terrestre, para a
retaguarda ou para longe do inimigo, seja forçado por este, seja executado voluntariamente como
parte de um esquema geral de manobra, quando uma vantagem marcante possa serobtida.
2) Deve ser aprovado pelo comandante do escalão imediatamente superior e é
planejado com a antecedência devida. O movimento retrógrado é caracterizado pelo
planejamento centralizado e pela execuçãodescentralizada.
3) O movimento retrógrado tem por finalidade principal preservar a integridade de
uma força, a fim de que, em uma ocasião futura, a ofensiva seja retomada. Além disso, pode
concorrerpara:
a) Inquietar, exaurir e retardar o inimigo, infligindo-lhe o máximo debaixas;
b) Conduzir o inimigo a uma situaçãodesfavorável;
c) Permitir o emprego da força ou de uma parte desta em outrolocal;
d) Evitar o combate sob condiçõesdesfavoráveis;
e) Ganhar tempo, sem se engajar decisivamente emcombate;
f) Desengajar-se ou romper ocontato;
g) Adequar-se ao movimento de outras tropas amigas;e
h) Encurtar as distâncias de apoiologístico.
1.4.7. FORMAS DE MANOBRA DAS OPERAÇÕESDEFENSIVAS
a. Nas operações defensivas, o comandante pode empregar cinco formas de
manobra tática defensiva: defesa de área e defesa móvel (na defesa em posição); retraimento,
ação retardadora e retirada (no movimento retrógrado) (Tab.1-2).

Tab. 1-2 – Operações defensivas

b. Defesa deÁrea

1) A defesa de área tem por escopo a manutenção ou o controle de uma


determinada região específica, por um determinado período detempo.
2) Adota-se uma defesa de área, normalmente, quando as forças terrestres
disponíveis não reúnem as características ou estrutura adequada ou, ainda, o terreno não se
presta para a realização da defesamóvel.
c. Defesa Móvel
1) A defesa móvel visa à destruição das forças inimigas e, para isso, apoia- se
no emprego de forças ofensivas dotadas de elevada mobilidade e poder de choque. Emprega
uma combinação de ações ofensivas e defensivas. Nessa forma de manobra tática defensiva, o
comandante emprega um menor poder de combate à frente e vale- se da manobra, dos fogos e
da organização do terreno para recuperar ainiciativa.
2) Normalmente, para atingir as finalidades de uma defesa móvel, parte dos
meios opera retardando o inimigo e parte opera como na defesa de área. Outra tropa tem a missão
de retrair, atraindo o inimigo para uma situação que favoreça o desencadeamento de um ataque
dedestruição.
3) O menor escalão apto a realizar a defesa móvel é a divisão de exército, por
possuir meios compatíveis para compor todas as forças necessárias a essa forma de manobra.
d. Ação Retardadora
1) A ação retardadora é um movimento retrógrado no qual uma força terrestre,
sob pressão, troca espaço por tempo, procurando infligir ao inimigo o máximo de retardamento e
o maior desgaste possível, sem se engajar decisivamente no combate. Na execução de uma ação
retardadora, o mínimo de espaço é trocado pelo máximo detempo.
2) É conduzida, normalmente, em mais de uma posição, podendo ganhar
tempo tanto nas posições como entre elas. A força de retardamento mantém o contato
permanente com o inimigo e o retarda em posições sucessivas ou em posições alternadas, ou,
ainda, utiliza uma adequada combinação deambas.
e. Retraimento
1) O retraimento é um movimento retrógrado por meio do qual o grosso de uma
força engajada rompe o contato com o inimigo, de acordo com a decisão do escalão superior.
Parte das forças permanece em contato para evitar que o inimigo persiga o grosso das forças
amigas e inflija-lhedanos.

2) O retraimento pode ser executado sem pressão do inimigo ou sob pressão


deste, sendo o primeiro mais favorável do que o segundo. Pode, ainda, ser diurno ou noturno. É
preferível o retraimento conduzido durante a noite ou sob condições de reduzida visibilidade ao
retraimento executado durante o dia.

f. Retirada
1) A retirada é um movimento retrógrado realizado sem contato com o inimigo e
segundo um plano bem definido, com a finalidade de evitar um combate decisivo em face da
situação existente. Pode ser executada em seguida a umretraimento.
2) A segurança é consideração importante na execução dessa forma de
manobra defensiva. Deve ser dada ênfase aos movimentos noturnos, devendoos diurnos ser
realizados em pequenos grupos. A força em retirada combate apenas quando isso for exigido
pelamissão.

1.4.8. OUTRAS AÇÕES, TÁTICAS E TÉCNICASDEFENSIVAS


a. As operações defensivas não se limitam aos tipos e formas de manobra
clássicas. Outras ações, táticas e técnicas podem ser executadas, tais como as ações dinâmicas
da defesa, o dispositivo de expectativa, a defesa elástica, a defesa em ponto forte, a defesa
circular ou defesa em perímetro, a defesa contra reconhecimento e a defesa contra tropa
aeroterrestre eaeromóvel.

b. Ações Dinâmicas daDefesa


1) São ações ofensivas no contexto de uma operação defensiva, com a
finalidade de dificultar a preparação do ataque do inimigo, prejudicando a concentração do seu
poder de combate nas posições de ataque, destruindo suas forças de reconhecimento, isolando
unidades, desorganizando seus sistemas e formações em profundidade.
2) As forças defensivas devem se manter alertas para aproveitar todas as
oportunidades de retomar a iniciativa e destruir o inimigo. Patrulhamentos agressivos, incursões
e, principalmente, contra-ataques apoiados por fogos e pela guerra eletrônica são normalmente a
melhor maneira de manter o espírito ofensivo nadefensiva.

c. Dispositivo deExpectativa
1) O dispositivo de expectativa implica preservar, inicialmente, na área de
reserva, o grosso do poder de combate da força, a fim de empregá-lo no momento e local
decisivos e com adequado poder relativo de combate, tão logo seja possível detectar a orientação
da maioria dos meios doinimigo.

2) O dispositivo de expectativa permite que os meios necessários sejam


orientados, em curto prazo, na direção para a qual o inimigo tenha dirigido seu esforço. Essa
técnica é particularmente útil quando se opera em largas frentes e onde há muitos espaços vazios.
3) Uma força de segurança exerce o papel fundamental de emitir o alerta
antecipado quanto aos eixos de aproximação selecionados pelo inimigo e orientados para o
dispositivo defensivo. O dispositivo de expectativa, em sua situação final, evolui para uma defesa
de área ou uma defesamóvel.
d. DefesaElástica
1) A defesa elástica admite a penetração do inimigo em uma região selecionada
para emboscá-lo e atacá-lo pelo fogo em todo seu dispositivo. A posição é ocupada por tropas
desdobradas em profundidade para permitir o ataque em toda a extensão da formação inimiga.
Pode ser empregada, por exemplo, quando o terreno dificultar a defesa e permitir, em boas
condições, o bloqueio do inimigo emprofundidade.
2) Essa técnica tem por objetivo limitar a possibilidade de o inimigo realizar uma
penetração ou um desbordamento de uma posição defensiva. O cerne dessa técnica está em
enfraquecer as forças inimigas à frente da posição defensiva para depois destruí-las enquanto
progridem no interior da zona deação.

3) Essa técnica pode ser realizada por tropas de valor batalhão ebrigada.
e. Defesa em PontoForte
1) Um ponto forte é uma posição altamente fortificada e apoiada em um acidente
natural do terreno para deter, dividir ou desviar a direção de forças inimigas de valor ponderável
ou impedir o seu acesso a determinada área ouinfraestrutura.
2) Normalmente, os pontos fortes estabelecidos ao longo de vias de acesso
trazem vantagem marcante para o oponente. Prioritariamente, estes devem apoiar-se em terreno
restritivo ao movimento ou em tropas amigas em seusflancos.
3) O ponto forte é, essencialmente, uma posição defensiva de difícil conquista. O
inimigo não pode ultrapassá-lo sem sofrer acentuado desgaste, pois o obriga a realizar vários
ataques para conquistá-lo. Normalmente, a defesa em ponto forte adota o dispositivo de
defesacircular.
f. Defesa Circular ou Defesa emPerímetro
1) A defesa circular ou em perímetro é uma posição defensiva voltada para todas
as direções (360o), com a finalidade de impedir o acesso do inimigo à área defendida. Esse
dispositivo é adotado para defender posições isoladas, normalmente no interior das linhas
inimigas, tais como cabeça de ponte aérea (aeroterrestre ou aeromóvel), pontes, pistas de pouso,
zonas de reunião, zonas de pouso de helicópteros, ou quando uma unidade é cercada
peloinimigo.

2) A tropa nessa situação normalmente não dispõe de apoio mútuo com outra
tropa amiga e defende com a maioria dos meios na periferia, enquanto a reserva fica no centro
para ser empregada em qualquer direção. Na defesa circular, cresce de importância o
patrulhamento em torno do perímetro e da coordenação dos fogos para evitar o fratricídio ou
causar baixascivis.

g. Defesa Contra Reconhecimento


1) São as ações táticas que abrangem todas as tarefas destinadas a impedir os
esforços de reconhecimento e vigilância do inimigo, prevenindo a observação da força aérea ou
terrestre. O contra reconhecimento é um componente de uma operação de segurança.
2) A natureza estática das atividades na área de retaguarda contribui para
aumentar sua vulnerabilidade. Um inimigo pode estudar os aspectos operacionais das unidades
instaladas nessa área para levantar as condições de segurança estabelecidas. Dessa forma, as
ações de contra reconhecimento agregam profundidade fora dos limites da retaguarda, garantindo
a continuidade das atividades logísticas com mínimainterferência.
h. Defesa contra Tropas Aeroterrestre eAeromóvel
1) A defesa contra tropa aeroterrestre e aeromóvel constitui-se em medidas de
proteção estabelecidas por meio um sistema de alarme, utilizando elementos de segurança. Tem
a finalidade de dar o alerta oportuno e impedir a atuação dessas tropas.
2) As tropas paraquedistas e aeromóveis são vulneráveis durante a aterragem e
o desembarque, particularmente em face de elementos blindados. Por esse motivo, deve-se
lançar o mais rápido possível um ataque sobre essas forças de modoa desarticulá-las deimediato.

1.5. OPERAÇÕES DE COOPERAÇÃO E COORDENAÇÃO COMAGÊNCIAS


1.5.1 São operações executadas por elementos do EB em apoio aos órgãos ou
instituições (governamentais ou não, militares ou civis, públicos ou privados, nacionais ou
internacionais), definidos genericamente como agências (Fig. 1-6). Destinam-se a conciliar
interesses e coordenar esforços para a consecução de objetivos ou propósitos convergentes que
atendam ao bem comum. Buscam evitar a duplicidade de ações, a dispersão de recursos e a
divergência de soluções, levando os envolvidos a atuarem com eficiência, eficácia, efetividade e
menorescustos.
1.5.2 Nas operações de cooperação e coordenação com agências, a liberdade de ação
do comandante operativo está limitada pela norma legal que autorizou o emprego da tropa. Assim,
o emprego é episódico, limitado no espaço etempo.
Fig. 1-6 – Exemplos de agências
1.5.3. As operações de cooperação e coordenação com agências são aquelas que
normalmente ocorrem nas situações de não guerra, nas quais o emprego do poder militar é usado
no âmbito interno e externo, não envolvendo o combate propriamente dito, exceto em
circunstâncias especiais. Sãoelas:
a. Garantia dos poderesconstitucionais;
b. Garantia da lei e da ordem;
c. Atribuiçõessubsidiárias;
d. Prevenção e combate aoterrorismo;
e. Sob a égide de organismosinternacionais;
f. Em apoio à política externa em tempo de paz ou crise; e g) outras operações
em situação de nãoguerra.
1.5.4. São características dessasoperações:
a. Uso limitado daforça;
b. Coordenação com outros órgãos governamentais e/ou nãogovernamentais;
c. Execução de tarefasatípicas;
d. Combinação de esforços políticos, militares, econômicos, ambientais,
humanitários, sociais, científicos etecnológicos;
e. Caráterepisódico;
f. Não há subordinação entre as agências e, sim, cooperação e coordenação; g)
interdependência dostrabalhos;
h. Maior interação com apopulação;
i. Influência de atores não oficiais e de indivíduos sobre as operações;e
j. Ambiente complexo.
1.5.5. GARANTIA DOS PODERESCONSTITUCIONAIS
a. São operações que se destinam a assegurar o livre exercício dos poderes da
República (Executivo, Legislativo e Judiciário) de forma independente e harmônica, inseridas no
marco legal do Estado Democrático de Direito, seja em situações de normalidade institucional,
seja em situação decrise.
b. As operações realizadas nesse contexto são similares às operações de
garantia da lei e da ordem, diferindo pela finalidade e pelo grau de ameaça à ordem
institucionalexistente.
1.5.6. GARANTIA DA LEI E DA ORDEM(GLO)
a.1 É uma operação militar conduzida pelas Forças Armadas, de forma episódica, em área
previamente estabelecida e por tempo limitado. Tem por objetivo a preservação da ordem pública
e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Ocorre nas situações em que houver o
esgotamento dos instrumentos previstos no art. 144 da Constituição ou nas que se presuma ser
possível a perturbação da ordem.
b. Ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da
República. A diretriz presidencial que autoriza e formaliza esse emprego será transmitida
diretamente ao Ministro de Estado da Defesa que estabelecerá a missão, as condicionantes do
emprego, os órgãos envolvidos e outras informações necessárias.
c. No contexto da GLO, existe o conceito de segurança integrada, que tem o
objetivo de estimular e caracterizar maior participação e integração de todos os setores
envolvidos, abrangendo ações preventivas erepressivas.
d. A segurança integrada enseja a confecção do Plano de Segurança Integrada,
atribuindo responsabilidades de GLO sobre cada parcela do território nacional, desde a situação
de normalidade. O plano deve prever a participação dos órgãos de Segurança Pública, órgãos do
Poder Executivo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e outros órgãos ou agências afins e
de interesse daoperação.

1.5.7. ATRIBUIÇÕESSUBSIDIÁRIAS
a. As atribuições subsidiárias das FA, estabelecidas por instrumentos legais,
compõem-se de atribuições gerais eparticulares.
b. As atribuições gerais são cooperações com o desenvolvimento nacional e com
a defesa civil, na forma determinada pelo Presidente daRepública.
c. As atribuições subsidiárias particulares constituem a cooperação com os
órgãos públicos federais, estaduais e municipais e, excepcionalmente, com empresas privadas,
na execução de obras e serviços de engenharia. Destinam- se, ainda, à cooperação com os
órgãos federais, quando se fizer necessário, na repressão aos delitos de repercussão nacional e
internacional, no território nacional, na forma de apoio logístico, de inteligência, de comunicações
e deinstrução.

1.5.8. PREVENÇÃO E COMBATE AOTERRORISMO


a. O terrorismo é a forma de ação que consiste no emprego da violência física
oupsicológica,de forma premeditada, por indivíduos ou grupos,apoiados ou não por
Estados, com o intuito de coagir um governo, uma autoridade, um indivíduo, um grupo ou mesmo
toda a população a adotar determinado comportamento. É motivado e organizado por razões
políticas, ideológicas, econômicas, ambientais, religiosas ou psicossociais.
b. A prevenção (antiterrorismo) constitui as ações para a proteção caracterizada
pela presença ostensiva ou não, de caráter ativo ou passivo, com a principal finalidade de
dissuadir possíveisameaças.
c. O combate (contraterrorismo) engloba as medidas ofensivas de caráter
repressivo, a fim de dissuadir, antecipar, impedir ou limitar seus efeitos e responder às ações
terroristas.
d. A prevenção e o combate às ações terroristas devem ser conduzidos por forças
policiais e militares especializadas, com engajamento de todos os setores da segurança pública
e colaboração dasociedade.
1.5.9. AÇÕES SOB A ÉGIDE DE ORGANISMOSINTERNACIONAIS
a. A atuação sob a égide de organismos internacionais inclui a participação de
elementos da F Ter em missões estabelecidas em alianças do Estado brasileiro com outros países
e em compromissos com organismos internacionais dos quais o Brasil seja signatário.

b. O emprego de forças militares em ações sob a égide de organismos


internacionais pode abranger: arranjos internacionais de defesa coletivo; operações de paz; ações
de caráter humanitário; eestabilização.
1) Os arranjos internacionais de defesa coletiva consistem na formação de
coalizões de forças multinacionais para o restabelecimento da ordem jurídica internacional, por
meio de operações militares. A participação do EB em tais arranjos fica condicionada às alianças
do Brasil com outros países ou a compromissos com organismos internacionais dos quais o País
façaparte.
2) O Exército Brasileiro pode participar de operações de paz, em conformidade
com o prescrito na Carta das Nações Unidas, respeitados os princípios da não intervenção e da
autodeterminação dos povos, possuindo natureza militar, política ou social
(assistênciahumanitária).

3) O Exército Brasileiro pode participar de ações de caráter humanitário, por


determinação do Ministério da Defesa, decorrente de decisão do governo brasileiro, em
atendimento à solicitação dos estados-membros da ONU ou de qualquer outro organismo
internacional (regional ou mundial) do qual o Brasil seja partícipe. Tais ações destinam-se a
prestar urgente socorro a nacionais de países atingidos por efeitos de catástrofes naturais ou
decorrentes deguerra.
4) A estabilização compreende o emprego do poder militar na defesa dos
interesses nacionais fora do país, ou no atendimento a compromissos internacionais do Estado
brasileiro, em locais restritos e determinados. Vale-se de uma combinação de atitudes coercitivas
limitadas para restaurar ou manter a ordem pública ou a paz social, ameaçadas por grave e
iminente instabilidade institucional. Tem como principal objetivo apoiar esforços de reconstrução
da infraestrutura, de restauração da governança local e de consolidação da paz. A estabilização
caracteriza-se pela atuação de elementos da F Ter em áreas previamente definidas,
fundamentadas por diplomas de organismos de segurança internacionais dos quais o Brasil é
signatário, que respaldam o emprego da Força.
1.5.10. EMPREGO EM APOIO À POLÍTICA EXTERNA EM TEMPO DE PAZ OU
CRISE
a. O emprego em apoio à política externa constitui o uso controlado do poder
militar, restrito ao nível aquém da violência, em reforço às ações de caráter político, diplomático,
econômico epsicossocial.
b. Constituem exemplos desse apoio do podermilitar:
a) Concentração de forçasterrestres;
b) Realização de exercícios de adestramento para a demonstração de
capacidades;
c) Movimento de forças militares enquanto se desenvolvem as ações
diplomáticas para a solução de um conflito;e
d) Mobilização de meios decombate.
1.5.11. OUTRAS AÇÕES DE COOPERAÇÃO E COORDENAÇÃO COMAGÊNCIAS
3.4.11.1 O Exército poderá, ainda, ser solicitado para apoiar outros vetores nas seguintes
atividades, dentre outras que podem ser reguladas por legislação específica:
a) Segurança de grandes eventos e de chefes de Estado – em virtude da
visibilidade e exposição da imagem do país no âmbito nacional e internacional, tais eventos
requerem operações de segurança complexas, envolvendo vetores civis e, muitas vezes,militares;
b) Garantia da votação e apuração(GVA);
c) Apoio ao cumprimento da legislação vigente e verificação de acordos sobre
controle de armas e produtos controlados;
d) Salvaguarda de pessoas, dos bens, dos recursos brasileiros ou sob a
jurisdição brasileira, fora do território nacional;e
e) Patrulha fluvial – implementação e fiscalização do cumprimento de leis e
regulamentos, em águas interiores jurisdicionais brasileiras, respeitados os tratados, convenções
e atos internacionais ratificados peloBrasil.
CAPÍTULO II
INTRODUÇÃO E CONDUTA DAS PATRULHAS
(Segundo o Manual de Campanha C 21 – 75 Patrulhas, 1ª Ed 2005)

2.1. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DEPATRULHA

2.1.1. Conceituação

2.1.1.1. PATRULHA
É uma força com valor e composição variáveis, destacada para cumprir missões de
reconhecimento, de combate ou da combinação de ambas. A missão de reconhecimento é
caracterizada pela ação ou operação militar com o propósito de confirmar ou buscar dados sobre
o inimigo, o terreno ou outros aspectos de interesse em determinado ponto, itinerário ou área.
Nesse caso, a patrulha deve evitar engajamento com o inimigo. A missão de combate é
caracterizada pela ação ou operação militar restrita, destinada a proporcionar segurança às
instalações e às tropas amigas ou a hostilizar, destruir e capturar pessoal, equipamentos e
instalações inimigas.

2.1.2. Classificação

2.1.2.1. QUANTO À FINALIDADE DAMISSÃO


a. Patrulha de reconhecimento
(1) Reconhecimento de um ponto – É a que realiza o reconhecimento de um
objetivo específico.

Fig. 2-1. Reconhecimento de um ponto


(2) Reconhecimento de área – É a que busca dados no interior de
determinada área ou executa a própria delimitação de uma área com características específicas.
(3) Reconhecimento de itinerário(s) – É a que busca dados sobre um ou vários
itinerários ou sobre a atividade doinimigo.

Fig. 2-2. Reconhecimento de itinerários


(4) Vigilância – É a que exerce a observação contínua de um local ou de uma
atividade.
(5) Reconhecimento em força – É uma patrulha de valor considerável
empregada para localizar a posição de uma força inimiga e testar o seu poder. A potência de fogo,
a mobilidade e as comunicações são fatores importantes na execução deste tipo demissão.
b. Patrulha de combate
(1) De inquietação – É a que se destina a ocasionar baixas, perturbar o
descanso, dificultar o movimento e/ou obter outros efeitos sobre o inimigo, com a finalidade de
abater-lhe omoral.
(2) De oportunidade - É aquela lançada em determinada área com a finalidade
de atuar sobre alvos compensadores que venham asurgir.
(3) De emboscada – É a que realiza ataque de surpresa, partindo de posições
cobertas, contra um alvo em movimento ou momentaneamenteparado.
(4) De captura de prisioneiros ou material – É a que age contra instalações ou
forças inimigas com a finalidade de capturar prisioneiros oumateriais.
(5) De interdição – É a que executa ações para evitar ou impedir que o inimigo
se beneficie de determinadas regiões, de pessoal, de instalações ou de material.
(6) De suprimento
- É uma patrulha de efetivo variável, que dependendo do tipo e quantidade de
suprimento a ser transportado, pode receber a missão de ressurgir tropas amigas destacadas.
- Podesertambémempregadaparareforçarouseguirumapatrulhadelongo
alcance.
(7) Decontato–Visaestabeleceroumantercontatocomtropaamiga,de
forma física, visual ou por meio rádio.
(8) De segurança – É a que tem por finalidade cobrir flancos, áreasou
itinerários; evitar que o inimigo se infiltre em determinado setor ou realize um ataquede
surpresa; localizar ou destruir elementos que se tenham infiltrado e proteger tropa amiga em
deslocamento.
(9) De destruição – É a que tem a finalidade de destruir material,
equipamento e/ou instalaçõesinimigas.
(10) De neutralização – É a que tem a finalidade de neutralizar homens ou
grupos de homens inimigos.
(11) De resgate – É a que tem a finalidade de recuperar material ou pessoal
amigo que estejam retidos em área ou instalação sob controle doinimigo.

2.1.2.2. QUANTO À EXTENSÃO DAOPERAÇÃO


a. Patrulha de curto alcance – É a que atua dentro da área de influência do escalão
que a lança.
b. Patrulha de longo alcance – É a que atua dentro da área de interesse do escalão
que a lança.

Fig. 2-3. Área de interesse e de influência

2.1.3. Responsabilidades

2.1.3.1. ATRIBUIÇÕES DO ESCALÃO QUE LANÇA APATRULHA

a. Formular amissão.
b. Designar o comandante dapatrulha.
c. Emitir as ordensnecessárias.
d. Estabelecer medidas decontrole.
e. Coordenar, apoiar e fiscalizar o cumprimento damissão.
f. Receber e divulgar os resultados damissão.
g. Explicar sua intenção e a do escalão superior, quando for o caso, ao
comandante da patrulha.
h. Definir as regras de engajamento durante as diversas fases damissão.
i. Definir as condutas a serem adotadas em caso de ocorrência de prisioneiros de
guerra (PG) e mortosinimigos.
j. Sanar as dúvidas do comandante da patrulha. Para isso, antes de emitir a ordem,
deve se valer do memento do comandante de patrulha (Anexo C), a fim de fornecer o máximo de
informaçõespossíveis.

Fig. 2-4. Planejamento e preparação de uma patrulha

2.1.3.2. ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS NO ESCALÃOUNIDADE


a. Do S2
(1) Preparar o plano diário de patrulhas em coordenação com oS3.
(2) Planejar e propor as missões dereconhecimento.
(3) Fornecer às patrulhas os dados referentes às condições meteorológicas,
ao terreno e ao inimigo.
(4) Contatarosintegrantesdapatrulha,noregressodemissão,paracoletar
dados.
(5) Estabelecer os Elementos Essenciais de Inteligência(EEI).
b. Do S3
(1) Planejar e propor as missões decombate.
(2) Coordenar os apoios não-orgânicos do escalão compreendido (aeronaves,
meios- aquáticos, artilhariaetc.).
c. Do S4 – Providenciar o apoio em material e suprimentos necessários ao
cumprimento da missão.
d. Do comandante da patrulha
(1) Receber amissão.
(2) Planejar e preparar o emprego dapatrulha.
(3) Executar amissão.
(4) Confeccionar orelatório.
2.1.4. Organização Geral daPatrulha

2.1.4.1. FUNDAMENTOS

a. A organização de uma patrulha varia de acordo com os fatores da decisão


(missão, inimigo, terreno, meios e tempo –MITeMeT).
b. Normalmente, a patrulha se constituirá de 2 (dois) ou 3 (três) escalões; um
voltado para o cumprimento da missão (escalão de reconhecimento ou escalão de assalto), o
outro para a segurança da patrulha (escalão de segurança) e outro que só será empregado
quando o número de armas coletivas ou a descentralização do seu emprego assim o recomendar
(escalão de apoio de fogo). Cada escalão é formado por um ou mais grupos, conforme decisão
do comandante da patrulha, que também define seus efetivos.
c. A coordenação dos escalões é responsabilidade do comandante da patrulha,
que poderá contar com alguns auxiliares, constituindo o grupo decomando.
d. Peculiaridades do grupo decomando
(1) Poderá se constituir somente do comandante da patrulha (situação ideal
pois compõe um menor efetivo). Isto ocorre quando há possibilidade dos homens dos demais
escalões executarem, cumulativamente, as atribuições do grupo decomando.
(2) O subcomandante da patrulha pode exercer esta única função, integrando
o grupo de comando, ou, o mais normal, comandar um dosescalões.
(3) Alguns homens podem receber atribuições específicas durantea
preparação e/ou deslocamento, não pertencendo portanto ao grupo de comando. Essas
atribuições serão abordadas no Capítulo 3 - Planejamento e preparação das patrulhas
e. Considerações gerais
(1) Escalão de segurança
(a) Missão
- Proteger e orientar a patrulha durante odeslocamento.
- Guardar os “pontos dereunião”.
- Alertar sobre a aproximação doinimigo.
- Realizar a proteção afastada do escalão de reconhecimento ou escalão de
assalto, durante a ação noobjetivo.
(b) Organização
- Constitui-se de um ou mais grupos de segurança e um grupo de
acolhimento, em função do efetivo da patrulha, da natureza da missão e doterreno.
- Se houver um desmembramento da patrulha, a segurança normalmente
ficará a cargo das frações.
EXEMPLO - Patrulha de reconhecimento de uma área extensa que se desmembra em vários
grupos de reconhecimento e segurança (Gp Rec Seg).
(2) Escalão de Reconhecimento
(a) Missão – Reconhecer o objetivo e/ou manter vigilância sobreele.
(b) Organização – Constitui-se de um ou mais grupos de reconhecimento, em
função dos fatores dadecisão.
(3) Escalão de assalto
(a) Missão - definida pela missão específica da patrulha decombate.
(b) Organização
- Organiza-se em grupo(s) de assalto, grupo(s) de tarefa(s) essencial(is) e
grupo(s) de tarefa(s)complementar(es).
- O grupo de assalto tem por atribuição garantir o cumprimento da tarefa
essencial, agindo pelo fogo e/ou combate aproximado, de modo a proteger o(s) grupo(s) que
executa(m) essatarefa.
- As tarefas essenciais são executadas pelos grupos que realizam as ações
impostas pelamissão.
- As tarefas complementares são executadas pelos grupos que realizam
ações em benefício dosdemais.
(4) Um terceiro escalão, o de apoio de fogos, pode ser organizado quando o
número de armas coletivas ou a descentralização de seu emprego, assim o recomendar.

2.1.4.2. ORGANIZAÇÃO DA PATRULHA DERECONHECIMENTO


a. Patrulha de reconhecimento de ponto

Fig. 2-5. Organograma de uma patrulha de reconhecimento de ponto

(1) Grupo de comando - Normalmente é constituído por elementos


necessários à coordenação da patrulha, tais como: comandante, subcomandante, rádio operador,
mensageiros, guias e outros. Quando for possível, essas funções devem ser acumuladas com
outras nos demaisescalões.
(2) Grupo de segurança – A quantidade de grupos dependerá do número de
vias de acesso ao objetivo (Gp Seg = Nr ViaA).
(3) Grupo de reconhecimento – O número de grupos varia em função dos
fatores da decisão.
(4) Grupo de acolhimento – É o grupo que tem por missão realizar a proteção
do ponto de reunião próximo ao objetivo (PRPO) e o acolhimento da patrulha neste local.
b. Patrulha de reconhecimento de itinerário
(1) Tem organização semelhante à patrulha de reconhecimento deárea.
(2) Grupo de reconhecimento e segurança – O número de grupos de
reconhecimento e segurança depende do terreno e da maneira como o comandante da patrulha
pretende cumprir a missão (percorrendo o itinerário, ocupando pontosde comandamento ou
associando essas duasideias).
c. Patrulha de reconhecimento de área

Fig. 2-6. Organograma de uma patrulha de reconhecimento de área


- Grupo de reconhecimento e segurança – O número de grupos de reconhecimento e segurança
é variável e depende dos fatores da decisão.
OBSERVAÇÃO – O grupo de acolhimento pode existir ou não, dependendo dos fatores da
decisão.

2.1.4.3. ORGANIZAÇÃO DA PATRULHA DECOMBATE


a. Grupo de comando – Normalmente, é constituído por elementos necessários à
coordenação da patrulha, tais como: comandante, subcomandante, rádio-operador, mensageiro
e outros. Quando for possível, essas funções devem ser acumuladas com outras nos diversos
escalões.

Fig. 2-7. Organograma de uma patrulha de combate


b. Grupo de segurança – A quantidade de grupos dependerá do número de vias de
acesso ao objetivo (Gp Seg = Nr ViaA).
c. Grupo de acolhimento – É o grupo que tem por missão realizar a proteção do
PRPO e o acolhimento da patrulha neste mesmolocal.
d. Grupo de assalto – O número de grupos de assalto será variável de acordo com
a missão, o terreno e o dispositivo do inimigo. Deve existir, pelo menos, um grupo de assalto que,
agindo pelo fogo e/ou combate aproximado, isola a área do objetivo e protege o cumprimento da
tarefa essencial, garantindo suaexecução.
e. Grupo(s) de tarefa(s) essencial(ais) – O(s) grupo(s) de tarefa(s) essencial(ais)
receberá(ão) nomenclatura(s) da(s) ação(ões) tática(s) da(s) missão (ões): captura, resgate,
neutralização, etc. O número de grupos para cada tarefa essencial dependerá dos fatores da
decisão.
f. Grupo(s) de tarefa(s) complementar(es) – O(s) grupo(s) de tarefa(s)
complementar(es) receberá(ão) nomenclatura(s) da(s) ação(ões) tática(s) que irá(ão) realizar:
silenciamento de sentinela, identificação datiloscópica, etc. As tarefas complementares são
definidas pelas ações que tenham sido estabelecidas pelo comandante da patrulha, por ocasião
do “estudo sumário da missão”, que venham a facilitar ou viabilizar o cumprimento da missão em
melhores condições. O número de grupos para cada tarefa complementar dependerá dos fatores
dadecisão.

Fig. 2-8. Organograma de uma patrulha de combate com um escalão de Ap F

2.2. ASPECTOS GERAIS NA CONDUTA DASPATRULHAS

2.2.1. GENERALIDADES
a. O planejamento e a preparação de uma patrulha têm por objetivo facilitar o
cumprimento de uma missão. No entanto, as patrulhas, de uma maneira geral, viverão situações
de contigência e o seu adestramento concorrerá para a obtenção doêxito.
b. É importante ressaltar que conduta é uma ação previamente planejada que
será colocada em prática durante uma operação militar e que solução de conduta é uma decisão
corretiva de uma ação, em curso de execução, em face de um óbice que incidentalmente
seapresenta.
2.2.2. COMANDO ECONTROLE
a. O controle influi decisivamente na atuação da patrulha. O comandante deve ter a
capacidade de manobrar os homens e conduzir osfogos.
b. Apesar de a cadeia de comando ser o principal elemento de controle, as ordens
podem ser transmitidas diretamente do comandante a cadapatrulheiro.
c. O comandante deve empregar todos os meios de comunicações disponíveis para
exercer o controle dapatrulha.
d. Normalmente, o subcomandante desloca-se à retaguarda da patrulha. Os
comandantes subordinados permanecem com seus escalões e grupos, mantendo o controle
sobre eles.
e. Todos os patrulheiros devem estar atentos a cada gesto emitido. Além daqueles
previstos em manuais, outros poderão ser convencionados eensaiados.
f. A contagem do efetivo é também uma medida de controle dapatrulha.
(1) Comando de “numerar” - deslocando-se a patrulha em coluna, o último
homem, ao comando de “numerar”, inicia a contagem, tocando o homem à sua frente e dizendo
“um”, este toca o seguinte dizendo “dois”, e assim sucessivamente, até o comandante da patrulha.
Ciente de quantos homens estão à sua frente, o comandante somará estes à contagem que lhe
chegou, incluindo-senela.
(2) Nas patrulhas de grande efetivo ou nas de formação diferente de coluna, a
contagem será controlada pelos comandantes dos grupos, sendo o resultado transmitido ao
comandante da patrulha.
g. Normalmente as missões de patrulha poderão envolver elementos de
Organização Militar (OM) de apoio do Exército e/ ou de outra Força Singular. Esta participação se
verifica, particularmente, nos deslocamentos (ida e/ ou regresso) e nas missões de ressuprimento.
h. Durante a etapa de planejamento e preparação é fundamental a coordenação, se
possível, o contato direto entre o Cmt Pa e os envolvidos na missão, tais como: motoristas, guias,
especialistas, pilotos e Oficiais de Ligação (O Lig) de OM empenhadas na execução do apoio de
fogo ou envolvidas nosdeslocamentos.
i. É conveniente que todos os participantes da missão assistam à Ordem à Patrulha.
Deve-se, no entanto, observar a compartimentação e a segurança das informações. Em todas as
etapas da missão é fundamental que todos os envolvidos conheçam perfeitamente suas
possibilidades e limitações e executem ao menos um ensaio emconjunto.
j. A patrulha deverá obedecer as prescrições rádio, a fim de que o tempo de
transmissão seja o mínimo necessário, dificultando as ações de guerra eletrônica do inimigo.
k. Com o propósito de diminuir o tempo de transmissão, pode ser empregado um
código de mensagens pré-estabelecidas, específico para amissão.
l. As frequências devem ser pré-sintonizadas antes da partida dapatrulha.
m. A patrulha deverá empregar amplamente osmensageiros.
n. Empregar, sempre que possível, o sistema fio para obtenção de maiorsigilo.
o. Utilizar os meios de comunicações visuais e auditivos, quando forem do
conhecimento de todos os patrulheiros.

2.2.3. INTELIGÊNCIA
a. As patrulhas devem empregar as técnicas de coleta de dados utilizadas pelos
demais órgãos de inteligência, particularmente o reconhecimento, a vigilância e a busca de alvos.
As ações das patrulhas de reconhecimento estão voltadas para a localização, potencial e
possíveis intenções das unidades inimigas na área de operações. Tais dados, integrados aos
aspectos táticos do terreno e condições meteorológicas, são essenciais ao planejamento e
condução dasoperações.
b. Especialistas em inteligência podem ser agregados às patrulhas quando as
necessidades excedem as possibilidades ou o grau de especialização orgânica das frações
empregadas.

2.2.4. APOIO DEFOGO


a. O sucesso da sincronização do apoio de fogo sobre alvos terrestres exige uma
exata compreensão de alguns aspectos básicos, tais como: emprego de todo apoio de fogo
disponível, atendimento ao tipo de apoio de fogo solicitado pela patrulha, rápida coordenação,
proporcionar proteção às instalações e tropas amigas, possuir um sistema de designação de alvos
eficaz e evitar a duplicação desnecessária demeios.
b. O apoio aéreo aproximado poderá ser fundamental para a sobrevivência das
forças de superfície (patrulhas) em momentos críticos das ações. Não se pode, em momento
algum, descartar a enorme contribuição que um ataque aéreo preciso traz às ações.Os pedidos
de apoio de fogo aéreo, devem incluir as seguintesinformações:
(1) Exata localização do alvo;
(2) Descrição do alvo, com detalhes que permitam a seleção apropriada do
armamento;
(3) Efeito desejado (interdição oudestruição);
(4) Localização da tropa amiga mais próxima do alvo (distância eazimute);
(5) Hora de ataque aoalvo;
(6) Significado tático;e
(7) Informações de controle especial, tais como: localização da patrulha que
orientará o avião.
c. A solicitação de apoio de fogo aéreo e terrestre às missões de patrulha deve
considerar a indefinição da localização exata de forças amigas na área deoperações.

2.2.5. APOIOLOGÍSTICO
a. Nas operações de curto alcance, as patrulhas infiltram com todo o suprimento
para o cumprimento damissão.
b. Quando a missão é de longo alcance, faz-se necessária a condução de um
suprimento sobressalente (mínimo necessário) e o planejamento da complementação por outros
meios, tais como suprimentos pré-posicionados - cachê / Local de Apoio à Missão (LAM) - e
lançamentosaéreos.

2.2.6. ORGANIZAÇÃO PARA OMOVIMENTO


a. A organização geral e particular de uma patrulha é definida tendo por base sua
missão. Para os deslocamentos, é necessário determinar as formações, bem como a posição dos
escalões, grupos ehomens.
b. Os principais aspectos que influem na organização de uma patrulha para o
movimento são:
(1) O inimigo – Situação e possibilidades decontato.
(2) A manutenção da integridade tática.
(3) A ação no objetivo.
(4) O controle doshomens.
(5) A velocidade de deslocamento.
(6) O sigilo dasações.
(7) A segurança da patrulha.
(8) As condições doterreno.
(9) As condições meteorológicas.
(10) A visibilidade.
c. As formações do pelotão a pé são adaptáveis a uma patrulha de qualquer efetivo.
Cada uma delas possui vantagens e desvantagens e a escolha da formação a ser adotada é
decorrente de um estudo contínuo por parte docomandante.
d. Em todas as formações, as distâncias entre os escalões, grupos e homens não
são rígidas. Normalmente, elas são ditadas pelos mesmos fatores que influem na escolha da
formação.
e. A integridade tática é uma preocupação fundamental na organização da patrulha
para omovimento.
f. O adestramento dos homens permite rápidas mudanças de formação e facilita a
utilização dos comandos por gestos ou sinaisconvencionados.
g. As formações normalmente utilizadas são as abaixodescritas:
(1) Em coluna
(a) É empregada quando o terreno não permite uma formação que forneça
maior segurança ou quando a visibilidade for reduzida (a noite, na selva, com nevoeiro etc.). Esta
formação dificulta o desenvolvimento da patrulha à frente ou à retaguarda e lhe proporciona pouca
potência de fogo nessas direções. Por outro lado, é uma formação que permite maior controle e
maior velocidade de deslocamento. Maior potência de fogo nos flancos e facilidades nas ações
laterais são também vantagens da formação emcoluna.
(b) A distância entre os homens é determinada pelas condições devisibilidade.

Fig. 2-9. Formação em coluna

(2) Em linha
(a) É empregada por pequenas patrulhas ou escalões e grupos de uma
patrulha maior, para a transposição de cristas ou locais de passagemobrigatória, sujeitos à
observação ou ao fogo inimigo. É mais utilizada na tomada do dispositivo, no assalto, durante a
ação no objetivo ou para ação imediata na contra-emboscada. Não deve ser utilizada para
deslocamentoslongos.
(b) Proporciona, ainda, máximo volume de fogo à frente e boa dispersão.
Todavia, dificulta o controle e o sigilo nos maioresefetivos.

Fig. 2-10. Formação em linha


(3) Em losango
(a) É a formação que apresenta maiores vantagens quanto à segurança e
rapidez nos deslocamentos através campo. Facilita o controle dos homens, as comunicações e
proporciona um bom volume de fogos em todas asdireções.
(b) A segurança deve atuar a uma distância que permita a comunicação por
gestos entre o comandante e seus patrulheiros, devendo haver pelo menos 2 (dois) patrulheiros
para essa missão.

Fig. 2-11. Formação em losango

2.2.7. PARTIDA E REGRESSO DAS LINHASAMIGAS


a. Ligações
(1) Todas as ligações com a tropa amiga, em cuja área a patrulha atuará, são
de responsabilidade do comandante da unidade que alança.
(2) O comandante da patrulha pode, no entanto, ligar-se com várias posições,
para coordenar os movimentos de saída e entrada de sua patrulha nestasáreas.
(3) As posições que geralmente exigem estas ligações e coordenações são os
postos de comando, postos de observação, postos avançados e a última posição amiga por onde
a patrulhapassará.
b. Aproximação econtato
(1) A aproximação às posições de tropa amiga deve ser cautelosa,
considerando que antes de sua identificação, a patrulha é considerada tropainimiga.
(2) Antes do contato, a patrulha realiza um "alto", enquanto o seu comandante
ou um patrulheiro por ele designado vai à frente, em segurança, para a troca de senhas.
(3) A iniciativa e a segurança são fatores importantes a serem considerados
para esse evento.
c. Inteligência
(1) O comandante deve transmitir informações sobre o efetivo, o eixo de
progressão e o horário provável de regresso da patrulha ao ponto amigo.
(2) O comandante da patrulha deve obter os últimos informes sobre a atuação
do inimigo, o terreno à frente, os obstáculos existentes, bem como verificar se todos têm
conhecimento da senha econtra-senha.
(3) No regresso, a patrulha transmite os dados de valor imediato a cada
posição amiga encontrada, alertando, inclusive, sobre a existência de elementos amigos
extraviados.
d. Ultrapassagem
(1) Caracteriza-se pelo desbordamento da posição amiga ou de passagem
através dela, dependendo das instruções recebidas e da existência de obstáculos ao redor
daposição.
(2) Um guia é imprescindível na ultrapassagem da posição, principalmente
quando existiremobstáculos.

2.2.8. DESLOCAMENTOS
a. Durante os deslocamentos, todo patrulheiro deve se preocupar com a execução
de três atividades simultâneas: a progressão, a ligação e aobservação.
(1) Na progressão
(a) Utilizar, sempre que possível, as cobertas e abrigosexistentes.
(b) Manter a disciplina de luzes eruídos.
(2) Na ligação
(a) Procurar manter o contato visual com seu comandanteimediato.
(b) Ficar atento à transmissão de qualquer gesto ou sinal, para retransmiti-lo
e/ou executá-lo, conforme ocaso.
(3) Na observação
(a) Manter em constante observação o seusetor.
(b) O comandante da patrulha deve adotar medidas visando a estabelecer a
observação em todas as direções, inclusive paracima.
b. As ligações e as observações são também mantidas nos "altos", permitindo a
rápida transmissão das ordens e a manutenção dasegurança.
c. O armamento deve ser conduzido em condições de pronto emprego, carregado,
travado e empunhado adequadamente.
d. Qualquer ruído deve ser aproveitado para a progressão, tais como, barulho
provocado pela chuva, por viaturas, por aeronaves, por fogos de artilharia,etc.
e. A patrulha deve se preocupar em não deixar vestígios que denunciem sua
passagem. Em determinadas situações, é necessário, até mesmo, apagar os rastros deixados.

2.2.9. SEGURANÇA
a. Durante osdeslocamentos
(1) As formações adequadas ao terreno, bem como a dispersão empregada
em função da situação, proporcionam à patrulha um certo grau de segurança durante o
deslocamento.
(2) Cabe ao comandante da patrulha realizar um estudo constante do terreno
para que possa determinar, em tempo útil, o reconhecimento ou desbordamento de locais
perigosos.
(3) A segurança à frente é proporcionada pela ponta da patrulha, cuja
constituição varia de um único esclarecedor até um grupo de combate, em função do efetivo.
(4) A distância entre a patrulha e a ponta é determinada pelo terreno, pelas
condições de visibilidade e pela necessidade de se manter o contato visual e o apoio mútuo.
(5) A ponta reconhece a área por onde a patrulha se deslocará por intermédio
de seusesclarecedores.
(6) Os esclarecedores da ponta devem manter o contato visual entre si e com
a patrulha.
(7) Prever e executar o rodízio dos esclarecedores, principalmente nas
patrulhas de longo alcance, mantendo uma segurançaeficiente.
(8) A segurança nos flancos é proporcionada com a distribuição de setores de
observação a cada homem da patrulha que não esteja em outras missões específicas de
segurança à frente ou à retaguarda e por elementos destacados, quando necessário.
(9) Escalar homens com a missão de observar para cima, sempre que o tipo
de ambiente favorecer uma atuação inimiga destadireção.
b. Nos "altos"
(1) Poderãoserefetuadosdiversos"altos"nodeslocamentodeumapatrulha
para:
(a) Observar, escutar ou identificar qualquer
atividadeinimiga;
(b) Enviodemensagens,alimentação,descanso,r
econhecimentooua
orientação da patrulha.
(2) O comando de “congelar” implica em que todos os patrulheiros
permaneçam imóveis, observando e ouvindo atentamente a situação que seapresenta.
(3) Ao ser comandado “alto”, cada integrante da patrulha ocupa uma posição,
aproveitando as cobertas e abrigos existentes nasimediações.
(4) O "alto-guardado" é uma parada mais prolongada, durante a qual a
patrulha adota um dispositivo mais aberto e pode destacar elementos para ocupar posições
dominantes.
c. No objetivo
(1) A segurança da patrulha, durante a ação no objetivo, é proporcionada pela
correta utilização dos grupos de segurança, dispostos de modo a isolar a área do objetivo e
proteger a ação do escalão de reconhecimento ouassalto.
(2) Em alguns casos, nas patrulhas de combate, os grupos de assalto, após
executarem sua missão, fornecem a proteção aproximada ao grupo que cumpre a tarefa essencial
e a outros que atuam noobjetivo.

2.2.10. NAVEGAÇÃO
a. Generalidades – Normalmente, as missões recebidas devem ser cumpridas com
imposições de horários. Uma navegação consciente, bem planejada e segura permite o
cumprimento da missão no horáriodeterminado.
b. Procedimentos
(1) Seguir o planejamento evitando improvisações, manter um estudo
contínuo do terreno e empregar corretamente a equipe denavegação.
(2) O homem-ponto, normalmente, atua com os elementos que fazem a
segurança àfrente.
(3) Oshomens-passo,emcondiçõesnormais,nãosedeslocamàtestada
patrulha.
(4) Todososcomponentesdevemmemorizaroitinerário,osazimuteseas
distâncias.

2.2.11. PONTO DEREUNIÃO


a. Generalidades
(1) É um local onde uma patrulha pode reunir-se ereorganizar-se.
(2) Os possíveis pontos de reunião são levantados durante o estudo na carta
ou reconhecimento e, uma vez definidos, devem ser do conhecimento de todos os integrantes da
patrulha.
(3) Um ponto de reunião deve ser de fácil identificação e acesso; permitir uma
defesa temporária e proporcionar cobertas eabrigos.
b. Tipos
(1) Pontos de reunião no itinerário (PRI) - estão situados ao longo dos
itinerários de ida e de regresso dapatrulha.
(2) Ponto de reunião próximo do objetivo (PRPO) - é utilizado para
complementar o reconhecimento (reconhecimento aproximado) e liberar os grupos para o
cumprimento da missão. Nesse ponto, a patrulha pode reorganizar-se após realizar a ação no
objetivo. Poderá existir mais de um PRPO, caso a patrulha regresse por itinerário diferente.
c. Procedimento
(1) Havendo ação do inimigo e a consequente dispersão da patrulha entre dois
pontos de reunião sucessivos, os patrulheiros regressarão ao último ponto de reunião ou
avançarão até o próximo ponto de reunião provável, conforme estabelecido na Ordem àPatrulha.
(2) Na reorganização, serão tomadas as providências necessárias ao
prosseguimento da missão. Nesse caso, deve ser definido o tempo máximo de espera, ao término
do qual o patrulheiro mais antigo assume o comando e parte para o cumprimento da missão.

2.2.12. AÇÕES EM ÁREAS PERIGOSAS E PONTOSCRÍTICOS


a. Conceituação
(1) Áreas perigosas e pontos críticos são aqueles obstáculos levantados no
itinerário que oferecem restrições aomovimento.
(2) Normalmente, nestes locais, a patrulha fica vulnerável aos fogos e/ou à
observação doinimigo.
b. Procedimentos gerais
(1) Levantar, durante o planejamento, as prováveis áreas perigosas e pontos
críticos, prevendo e transmitindo à patrulha a conduta a ser adotada aoatingi-los.
(2) Optar pelo desbordamento dessas áreas, quando isso forpossível.
(3) Prever ou solicitar apoio de fogo para cobrir o movimento dapatrulha.
(4) Realizar reconhecimentos e estabelecer asegurança.
(5) Realizar o “POCO” (Parar, Olhar, Cheirar eOuvir).
c. Procedimentosparticulares
(1) Estradas – Devem ser transpostas em curvas ou em trechos em que sejam
mais estreitas e possuam cobertas de ambos os lados. É necessário estabelecer segurança,
executar um reconhecimento e definir um ponto de reunião. A travessia deve ser rápida e
silenciosa com toda a patrulha, por grupos ou individualmente, de acordo com asituação.
(2) Clareiras – Devem ser desbordadas. Quando não for possível, é
necessário agir da mesma forma que na travessia deestradas.
(3) Pontes – Deve ser evitada a ultrapassagem. A patrulha só deve utilizar a
ponte quando todos os pontos que permitam a observação e o fogo sobre ela estiverem
reconhecidos ou sobvigilância.
(4) Cursosd’água
(a) Antes da travessia de cursos d’água, deve ser reconhecida a margem de
partida. Em seguida, a patrulha entrará em posição e estará pronta para cobrir a margem oposta.
Logo após, deve ser enviado um grupo para reconhecer aoutra margem e estabelecersegurança.
(b) No caso da utilização de embarcações, elas devem ser ocultadas nas
margens.
(c) Existindo vau, a transposição deve ser rápida e realizada em pequenos
grupos ou individualmente. Na travessia a nado, o armamento e a munição devem ser conduzidos
em balsasimprovisadas.
(5) Casebres ou povoados – Sempre que houver necessidade de a patrulha
passar pela proximidade de casebres ou povoados, devem ser redobradas as prescrições
relativas ao sigilo. É importante que a distância do itinerário de desbordamento selecionado seja
suficiente para que o deslocamento da patrulha não seja percebido.
(6) Desfiladeiros e locais propícios para emboscadas – Reconhecer antes da
travessia. Caso a região seja propícia à emboscada inimiga, os elementos da segurança de
vanguarda e de flanco deslocar-se-ão a uma distânciamaior.
(7) Obstáculos artificiais – Deve-se evitar a utilização de passagens e brechas
já existentes que possam estar armadilhadas, pois os obstáculos, normalmente, são agravados
ou batidos porfogos.

2.3. PECULIARIDADES DE UMA PATRULHA DERECONHECIMENTO


2.3.1. GENERALIDADES

a. As informações sobre o inimigo e o terreno por ele controlado são de vital


importância para ocomando.
b. A patrulha de reconhecimento é um dos meios de que dispõe o comando para a
busca ou coleta de dados, os quais facilitam uma tomada dedecisão.

2.3.2 MISSÕES

a. A missão de uma patrulha de reconhecimento consiste na obtenção das


respostas a perguntas relativas ao inimigo e/ou aoterreno.
(1) Sobre o inimigo (umexemplo)
- O inimigo ocupa, realmente, oterreno?
- Qual é o seu valor(efetivo)?
- Qual é o seu equipamento e armamento?
- Qual é a sua atividadeatual?
- Outras informações necessárias aocomando.
(2) Sobre o terreno (umexemplo)
- Quais são as características do(s) curso(s) d’água? (profundidade,
correnteza, largura e características dasmargens).
- Qual é a característica da vegetação e sua influência nos movimentos de
tropa a pé
- Quais são os melhores itinerários ou vias de acesso para a aproximação?
- Quais são as possibilidades de emprego de elementos blindados e
mecanizados?
- Outras informações necessárias ao comando.

2.3.3 TIPOS DERECONHECIMENTO

a. Existem 5 (cinco) tipos de patrulhas dereconhecimento.


(1) Patrulha de reconhecimento em força – Neste tipo de patrulha,
diferentemente da operação ofensiva reconhecimento em força, a missão consiste em realizar
uma ação em força, de pequena envergadura, sobre um objetivo, com a finalidade de se buscar
dados sobre o inimigo no que se refere ao dispositivo (inclusive posição de armas coletivas), valor
e poder decombate.
(2) Patrulha de vigilância – Tem a missão de exercer observação contínua
sobre local ouatividade.
(3) Patrulha de reconhecimento de itinerários – Tem a missão de obter dados
sobre um determinadoitinerário.
(4) Patrulha de reconhecimento de ponto – Tem a missão de obter dados sobre
um objetivoespecífico.
(5) Patrulha de reconhecimento de área – Tem a missão de obter dados sobre
uma grande área ou sobre pontos nela existentes. A patrulha pode obtê-los, reconhecendo a área,
mantendo vigilância sobre ela ou fazendo o reconhecimento de uma série de pontos.

Fig. 2-12 Patrulha de reconhecimento de ponto e de área

2.3.4 PATRULHA DE RECONHECIMENTO EMFORÇA


a. Organização
(1) Para sua organização, deve-se considerar a ação que define a tarefa
essencial (obtenção de dados), a execução da ação em força (assalto, apoio de fogo) e as tarefas
complementares, se for ocaso.
(2) Normalmente, a patrulha é organizada em um escalão de segurança e um
escalão de assalto. Os grupos de assalto e apoio de fogo executam a ação emforça.
(3) O escalão de assalto é constituído, ainda, por um ou mais grupos de
observação. Os grupos de observação executam a tarefa essencial, levantando os dados em
função da reação inimiga (posições de armas coletivas, dispositivo, valor, medidas de segurança
durante a ação no objetivo etc.).
b. Ação noobjetivo
(1) Localizado o objetivo, a patrulha se desenvolve e os grupos de observação
ocupam as posições que lhes permitam o cumprimento damissão.
(2) A patrulha abre fogo de posições abrigadas e engaja-se apenas o
necessário para forçar a resposta doinimigo.
(3) Os grupos de observação executam a tarefa de levantar os dados,
identificando as posições de armas coletivas, limites, valor, natureza do armamento utilizado etc.
Para isso ficam mais à retaguarda, abrigados e com bons campos de observação. Binóculos e
equipamentos para visão noturna são comumente empregados.

2.3.5 EQUIPAMENTO, MATERIAL EARMAMENTO


a. Uma patrulha de reconhecimento, normalmente, conduz o armamento
necessário à própria segurança.
b. O equipamento individual e o material a serem conduzidos dependem da duração
da missão. Sempre que possível, aliviar o patrulheiro para facilitar-lhe os movimentos.
c. Podem ser conduzidos pela patrulha: aparelho para visão noturna (luz residual),
material de comunicações, máquina fotográfica, cartas, esboços, fotografias aéreas, lápis e papel,
lápis dermatográfico, fita fosforescente ou luminosa, fita isolante, poncho, bússolas, binóculos,
relógios, GPS, alicate e qualquer outro material ou equipamento de utilidade para a missão.

2.3.6 CONDUTAS NORMAIS DE UMA PATRULHA DERECONHECIMENTO


a. Cumprir a missão sem ser percebida peloinimigo.
b. Combater somente pela sobrevivência ou, se necessário, para favorecer o
cumprimento damissão.
c. Empregar, quando for imprescindível, reconhecimento pelo fogo. Esta técnica
consiste em fazer com que alguns homens da patrulha atirem na direção do inimigo para atrair
seu fogo, obrigando-o a revelar suasposições.
d. Realizar um "alto-guardado" no PRPO. Esta conduta tem a finalidade de ratificar
ou retificar o planejamento, através de um reconhecimento aproximado e checar com os
comandantes subordinados os locais exatos de cada um dos grupos e suas missões específicas.

Fig. 2-13 Patrulha mantendo a atividade inimiga sob vigilância


2.4. PECULIARIDADES DE UMA PATRULHA DECOMBATE

2.4.1. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FINALIDADE DAMISSÃO


a. Segundo a missão, as patrulhas de combate são classificadasem:
(1) Patrulha deoportunidade
(2) Patrulha dedestruição
(3) Patrulha de neutralização
(4) Patrulha de segurança
(5) Patrulha deresgate
(6) Patrulha de captura
(7) Patrulha de contato
(8) Patrulha de interdição
(9) Patrulha de inquietação
(10) Patrulha de suprimento
(11) Patrulha deemboscada
b. Estas patrulhas apresentam peculiaridades, principalmente, quanto à
organização e forma deatuação.

2.4.2. PATRULHA DEOPORTUNIDADE


a. Generalidades
(1) É uma patrulha lançada em determinada área, com a finalidade de atuar
sobre alvos compensadores que venham asurgir.
(2) Alvo compensador é todo aquele cuja importância tática se sobreponha às
baixas que a patrulha poderá sofrer ao executar amissão.
(3) Como não há alvo definido, cabe ao comandante da patrulha decidir,
baseado na missão do escalão que a lançou, se o alvo surgido em sua área de atuação é ou não
compensador.
(4) Há necessidade de dados precisos ou de informações a respeito de alvos
ou instalações existentes, das possibilidades do inimigo e de suas atividades atuais na área.
b. Organização
(1) Apesar da necessidade de se dispor de dados precisos ou de informações
a respeito de alvos, instalações, atividades e possibilidades do inimigo na área considerada, o
local exato do objetivo e o poder do inimigo só serão conhecidos na oportunidade do encontro.
Deste modo, uma patrulha de oportunidade deve ter uma organização flexível, que lhe permita
adaptar-se à situaçãoapresentada.
(2) A fim de evitar o fracasso, o comandante deve conduzir o estudo de
situação de modo a:
(a) Concluir sobre os tipos de alvo que poderão surgir em sua área, após a
análise das informações recebidas sobre oinimigo;
(b) Considerar cada alvo compensador que possa surgir, como um possível
objetivo da patrulha;
(c) Decidir o que e como fazer, visto que o local e a hora serão conhecidos na
oportunidade do encontro, para cada possível objetivo; desta forma terá a organização necessária
para cada caso.
c. Ordens e ensaios
(1) Verificar se cada homem e cada grupo conhece os detalhes de sua função
para as condutas levantadas.
(2) Realizar o ensaio para todas as situações possíveis, de modo a evitar
quaisquer dúvidas sobre o quê, quando e comofazer.
(3) Realizar o ensaio dos sinais e gestosconvencionados.
d. Ação no objetivo
(1) Para se conseguir a surpresa sobre o inimigo, há necessidade da adoção
de medidas de segurança nos deslocamentos, taiscomo:
(a) Correta utilização daponta;
(b) Dispersão;
(c) Disciplina de luzes e/ou ruídos;
(d) Camuflagem;
(e) Correta utilização doterreno;
(f) Outras medidas julgadas necessárias.
(2) A patrulha deverá estar exaustivamente ensaiada na execução das
técnicas de ação imediata, para o caso de ser surpreendida peloinimigo.
(3) Avistado o inimigo, o comandante deve realizar umrápido
reconhecimento, decidir sobre o dispositivo a adotar e transmitir as ordens necessárias aos
subordinados. Em seguida, a patrulha cumpre amissão.

2.4.3. PATRULHA DEDESTRUIÇÃO


a. Generalidades
(1) Exige um planejamento detalhado do processo de destruição, do material
a ser utilizado e do emprego deperitos.
(2) Em alguns casos, a destruição pode ser feita pelofogo.
(3) Particular atenção deve ser dada ao ensaio do pessoal e ao teste do
equipamento a ser utilizado nadestruição.
b. Organização – São organizados um ou mais grupos específicos para a realização
da tarefa essencial, que é destruir. O grupo de destruição é o responsável pela preparação e
utilização domaterial.
c. Ação no objetivo
(1) O grupo de destruição atua, normalmente, após a ação dos grupos de
assalto e de apoio defogo.
(2) Nos casos em que a destruição possa ser realizada apenas pelo fogo, o
grupo de destruição recebe armamento específico, necessário para a execução de sua tarefa.

2.4.4. PATRULHA DENEUTRALIZAÇÃO


a. Generalidades
(1) A patrulha é lançada com a missão de neutralizar (eliminar ou capturar)
elementos ou grupo de elementosespecíficos.
(2) Em alguns casos, um reconhecimento prévio fornece a identificação do
objetivo, que é facilitada pela utilização de fotografias, desenhos edescrições.
b. Organização – Normalmente, possui um grupo com a missão de neutralizar. Os
demais grupos dependem da missão específica e, normalmente, são de efetivos reduzidos.
c. Ação no objetivo
(1) A neutralização pode ser feita à distância, utilizando-se caçadores ou
através de umassalto.
(2) As missões dos grupos são iguais às das demais patrulhas decombate.
(3) Deve-se dobrar os meios para o grupo de neutralização, evitando o
fracasso da missão.

2.4.5. PATRULHA DESEGURANÇA


a. Generalidades
(1) A patrulha de segurança cumpre uma ou mais das missões aseguir.
(a) Cobrir os flancos, a frente, a retaguarda, os intervalos e os itinerários.
Poderá também proteger unidades em movimento(comboios).
(b) Vigiar uma área ou setor, de modo a prevenir e evitar a infiltração do
inimigo, bem como ataques desurpresa.
(c) Localizar e neutralizar o inimigo remanescente ou infiltrado em área amiga
(limpeza).
(d) Executar toda e qualquer ação que possa ser definida pelo termo genérico
patrulhar.
(2) Asegurançaaserproporcionadapodeimplicarno
inimigo. engajamentocomo

(3) Enquadram-se, neste tipo de patrulhas,


aquelas lançadas com afinalidade
de ligar postos de segurança.
b. Organização
(1) Sua organização particular depende, essencialmente, da missão
específica que receber. Deve-se considerar, também, as possibilidades do inimigo e o terreno.
(2) Quando a situação e a missão apresentam grandes possibilidades de um
engajamento com o inimigo, a patrulha deve ser dotada de um adequado poder de combate.
c. Ação no objetivo
(1) A patrulha deve ocupar pontos que favoreçam a dominância sobre as vias
de acesso, pontos de passagem obrigatória e/ou áreas que permitam a dissimulação de
elementos infiltrados, de modo a proporcionar segurança através da vigilância e cobertura de
setores ou áreas, a partir dessespontos.
(2) Patrulhar a área abrangida pela missão. Neste caso, devem ser levantados
os pontos e itinerários a serem percorridos e a patrulha deve estar adestrada e preparada para o
combate de encontro. A patrulha deve evitar o estabelecimento de uma rotina no seu
patrulhamento. Os intervalos de tempo,os itinerários e as sequências devem ser alterados,
evitando-se deixar qualquer espaço sem patrulhamento por longos períodos detempo.
(3) Combinar a vigilância com o patrulhamento nas áreas ou locais sobre os
quais a observação sejalimitada.

2.4.6. PATRULHA DERESGATE


a. Generalidades
(1) O resgate consiste nas ações de recuperação de material ou pessoal
amigo, que esteja retido em área ou instalação hostil ou sob controle doinimigo.
(2) No planejamento devem ser previstos os meios necessários ao transporte
do material ou pessoal a ser resgatado. Em se tratando de pessoal, deve-se considerar a
possibilidade do resgatado estarferido.
b. Organização
(1) O escalão de assalto é organizado em um ou mais grupos de resgate e,
normalmente, em um grupo deassalto.
(2) Outros grupos poderão integrar o escalão de assalto, de acordo com as
tarefas complementares a seremexecutadas.
(3) O escalão de segurança é organizado levando-se em consideração o
número de vias de acesso que incidem noobjetivo.
c. Ação no objetivo
(1) O(s) grupo(s) de resgate deve(m) localizar o material ou pessoal a ser
resgatado. Ao iniciar a ação, cabe ao grupo de resgate alcançar, o mais rápido possível, o seu
alvo, protegê-lo e retirá-lo da área do objetivo. No retraimento, é o responsável pela condução ou
proteção do pessoal e material a ser resgatado, podendo ser reforçado para talação.
(2) Medidas de coordenação devem ser adotadas a fim de evitar que os fogos
realizados pela patrulha dificultem ou impeçam as ações do(s) grupo(s) deresgate.

2.4.7. PATRULHA DECAPTURA


a. Generalidades
(1) A missão de capturar pessoal e/ou material inimigo tem porfinalidade:
(a) Obterdados;
(b) Abater-lhe omoral;
(c) Privá-lo de chefes ou líderesimportantes.
(2) A missão de captura consiste nas ações de conquista e condução para as
linhas amigas, de determinado material e/ou pessoalinimigo.
(3) Conduzir meios para a correta identificação do pessoal oumaterial.
b. Organização
(1) O escalão de assalto é organizado em um ou mais grupos de captura e,
normalmente, um grupo deassalto.
(2) Outros grupos poderão integrar o escalão de assalto, de acordo com as
tarefas complementares a seremexecutadas.
(3) O escalão de segurança é organizado levando-se em consideração o
número de vias de acesso que incidem noobjetivo.
c. Ação no objetivo
(1) Omáximodesurpresa,rapidezesigilosãoessenciaisparaoêxitoda
missão.
(2) Aprimeirapreocupaçãodogrupodecapturaéalocalizaçãoexatado
elemento ou do objeto a ser capturado. Ao iniciar a ação, cabe ao(s) grupo(s) de captura
alcançar(em) rapidamente o alvo, aprisioná-lo ou tomá-lo, retirando-o da área do objetivo. Tomar
medidas táticas para bloquear uma possível fuga, quando a missão for capturar pessoal.
(3) Medidas de coordenação são adotadas a fim de evitar que osfogos
realizados pela patrulha atinjam o elemento a ser capturado ou dificultem / impeçam a ação de
captura.
(4) Não obtendo a surpresa, incitar o inimigo à rendição, desde que o
dispositivo adotado impossibilite a suafuga.

2.4.8. PATRULHA DEINTERDIÇÃO


a. Generalidades
(1) A missão das patrulhas de interdição consiste em impedir que o inimigo se
beneficie de determinada região, instalação ou material, durante um período de tempo.
(2) A missão de interdição pode ser cumprida, no caso de instalações, através
da utilização de explosivos, da utilização do fogo, de ações de sabotagem e de outras formas.
(3) A interdição também pode ser executada pela ocupação física e pela
manutenção da área considerada. Nesse caso, deve-se, inicialmente, conquistar a posição (ou
simplesmente ocupá-la caso a mesma não esteja sendo defendida) e, em seguida, estabelecer-
se uma defesa circular, reforçando os setores com maior probabilidade de atuação doinimigo.
(4) Conforme a situação, pode ser importante a participação de especialistas
para a atuação em alvos específicos (especialistas de área, engenheiros, químicos etc.).
b. Organização
- As patrulhas de interdição possuem organização flexível, de acordo com a natureza da ação a
ser executada (uso de explosivos, sabotagem, manutenção do terreno etc.).
c. Ação no objetivo
(1) Nas patrulhas de interdição a ação no objetivo transcorrerá de acordo com
a peculiaridade da missãoimposta.
(2) Nas patrulhas de interdição com emprego de técnicas de sabotagem, o
sigilo é fundamental.

2.4.9. PATRULHA DECONTATO


a. Generalidades
- É a patrulha lançada com a finalidade de estabelecer contato com elementos amigos.
b. Organização
- O efetivo da patrulha é menor e é conduzido pouco armamento.
c. Ação no objetivo
(1) Selecionar o ponto designado para o contato ou onde ele podeocorrer.
(2) O contato pode ser feito através de ligação pessoal, pela vista ou pormeio
do rádio.
(3) Estabelecer medidas para obtenção dosigilo.
(4) Evitar o combate decisivo, salvo se estiver
imposto namissão.
(5) Informar, de imediato, o estabelecimento
docontato.

2.4.10. PATRULHA DEINQUIETAÇÃO


a. Generalidades
(1) Uma patrulha de inquietação pode receber as seguintes missões: causar
baixas, dificultar o movimento, perturbar o descanso do inimigoetc.
(2) Nas operações de Garantia da Lei e da Ordem, uma missão de inquietação
impede ou dificulta a reorganização das forças adversas, obrigando-as a se
movimentaremconstantemente.
b. Organização
(1) Normalmente, as patrulhas de inquietação possuem um escalão de
segurança reforçado, constituído de vários grupos desegurança.
(2) O escalão de assalto é definido por grupos de inquietação e apoio de fogo.
Quando a inquietação for feita basicamente pelo fogo, o grupo de apoio de fogo será reforçado
em homens earmamento.
(3) Em ambiente operacional de difícil visibilidade e consequente dificuldade
de controle, pode se organizar grupos de inquietação esegurança.
c. Ação no objetivo
(1) Asaçõessãorápidaseagressivas,considerandoaprópriafinalidadeda
missão.
(2) Não é comum o engajamento da patrulha no
combateaproximado.
(3) Quandoaaçãoforparaperturbarodescansooudifi
cultaromovimento,
pode-se inquietar pelo fogo.
(4) A inquietação visando causar baixas pode ser executada pelo fogo, pelo
assalto ou combinação de ambos.
(5) O emprego de helicópteros favorece as ações deinquietação.
(6) Bons conhecimentos da montagem de emboscadas imprevistas, bem
como um adestramento das técnicas e ações imediatas, favorecem o cumprimento da missão.

2.4.11. PATRULHA DESUPRIMENTO


a. Generalidades
(1) A patrulha de suprimento tem a missão de suprir uma unidade destacada
ou que se encontre em ambientes operacionais sob condições especiais, que necessite de certos
suprimentos, impossibilitados de chegar pelos meiosnormais.
(2) A patrulha de suprimento cumpre sua missão de duas formas:
(a) Forma direta: há contato físico entre o elemento apoiador e o apoiado para
a entrega ou a busca de suprimento. É aconselhável que se estabeleça uma ligação prévia entre
o elemento apoiador e o apoiado, facilitando-se acoordenação.
(b) Forma indireta: através da utilização do suprimento pré-posicionado em
local pré-determinado. Normalmente, não há necessidade de ligação entre a fração que supre e
a fração que se utiliza do suprimentopré-posicionado.
(3) Além do homem, animais podem ser empregados para auxiliar no
transporte. Viaturas e aeronaves têm seu emprego condicionado pelas vias de transporte,
condições meteorológicas e pela necessidade de manutenção do sigilo das operações. Tais meios
podem ser empregados até determinados pontos ou áreas, ganhando-se em rapidez e diminuindo
o desgaste físico dos patrulheiros, sem, no entanto, comprometer a segurança e o sigilo da
operação emandamento.
(4) Nos deslocamentos até a área do objetivo, utilizar formações que
possibilitem segurança do pessoal empregado no transporte do suprimento. A velocidade de
deslocamento da patrulha é definida pelos grupos com maiorcarga.
b. Organização
(1) A quantidade e o tipo de suprimento a ser transportado, bem como as
distâncias e o ambiente operacional são fatores que influirão decisivamente na organização da
patrulha.
(2) Forma direta - Poderá ser constituído um escalão de suprimento e
segurança,comtantosgruposdesuprimentoesegurançaquantosforemnecessários.
Tal organização permitirá que os grupos possam prover sua própria segurança e facilitará as
atividades de rodízio.
(3) Forma indireta - As patrulhas de suprimento na forma indireta apresentam
organização flexível, de acordo com o ambiente operacional, grau de sigilo exigido e
peculiaridades da forma depré-posicionamento.
c. Ação noobjetivo
(1) Forma direta
(a) Prever a ocupação de um ponto de reunião próximo ao objetivo, buscando
contato com a tropa amiga sempre em segurança e ainda com horas deluz.
(b) A entrega do suprimento, sempre que possível, segue a seguinte
seqüência:
- Contato rádio, com autenticação, antes do contatovisual;
- Definição do local e direção de aproximação, facilitando o contato para a
troca de senha, caso não tenha sido definido comexatidão;
- Em segurança e no local combinado, realizar a troca de senha e contra-
senha, conforme IE ComElt;
- Efetuar a entrega dosuprimento.
(c) Elementos do escalão de segurança realizam ocontato.
(2) Forma indireta
(a) Ocupar um ponto de reunião próximo ao objetivo, identificar a presença ou
não do inimigo, verificar o local do pré-posicionamento, balizando-o, se for ocaso.
(b) Sendo o suprimento pré-posicionado em área urbana e, havendo a
necessidade de realizar contato com elementos existentes no local, o comandante deverá
designar elementos da patrulha para tal missão, devendo evitar realizar pessoalmente
estecontato.
(c) Caso não haja vias de acesso definidas, a segurança deverá ser circular (em
todas asdireções).
(d) Em determinadas situações, pode haver a necessidade da realização de
trabalhos de sapa para a instalação de um suprimentopré-posicionado.
(e) Em determinadas situações, pode haver a necessidade da eliminação de
vestígios e/ou camuflagem do local onde foi pré-posicionado osuprimento.

2.4.12. PATRULHA DEEMBOSCADA


a. Generalidades
(1) Emboscada é um ataque de surpresa, contra um inimigo em movimento ou
temporariamente parado, desencadeado de posições cobertas, com a finalidade de destruí-lo,
capturá-lo, inquietá-lo ou causar-lhe danosmateriais.
(2) O espaço do terreno onde ela é montada denomina-se local de
emboscada. Denomina-se área de destruição, a porção do local de emboscada onde são
concentrados os fogos destinados aoalvo.
(3) A emboscada é altamente eficaz em qualquer tipo de operação por não
exigir a conquista ou manutenção do terreno, permitindo que forças de pequeno valor destruam
forças de maior poder decombate.

Fig. 2-14.Patrulha executando uma emboscada

b. Fatores que favorecem o êxito de umaemboscada


(1) Planejamento - Deve ser meticuloso e detalhado, abordando o efetivo da
patrulha, o local da emboscada, o material, a preparação, os ensaios, os deslocamentos, a
ocupação e preparação das posições, a camuflagem, a disciplina de fogo, o armadilhamento na
área de destruição e adjacências, o controle, a condução da emboscada, o retraimento e
areorganização.
(2) Controle – Deve ser exercido um controle cerrado sobre a patrulha.
Comunicações adequadas, definição de um sistema de segurança e alerta, observação constante
e conhecimento da situação facilitam o controle. Preparar os homens, alertando-os da mudança
repentina, de uma situação passiva para um estadode agressividade máxima.
(3) Paciência - É essencial para a manutenção do sigilo durante o tempo de
espera. Normalmente, a patrulha é mantida na posição por muito tempo, exigindo disciplina e
controle do sistema nervoso. A espera não deve ser muito prolongada, pois acarretará um
desgaste físico ou psicológico da tropa emboscante. Para que se reduza tal desgaste, é
necessário que se planeje um rodízio dos homens emprontidão.
(4) Camuflagem – É um fator de grande importância para a obtenção da
surpresa. É importante que sejam mantidas as características e a fisionomia doterreno.
(5) Informações sobre o inimigo – O ou da patrulha recebe todas as
informações disponíveis sobre o inimigo, tais como: efetivo, natureza e direção de deslocamento.
Essas informações são essenciais para o êxito daemboscada.
(6) Seleção do local – O local ideal é aquele que oferece o máximo de
vantagens para a tropa emboscante nos aspectos observação e campos de tiro, cobertas e
abrigos, obstáculos, acidentes capitais e vias de acesso. O inimigo deve ter observação limitada,
campos de tiro reduzidos, ficar descoberto e deparar-se com obstáculos que restrinjam seu
movimento, canalizando-o para a área de destruição. Desfiladeiros, gargantas, cursos d’água,
barrancos ou aclives são acidentes do terreno que favorecem a montagem de uma emboscada.
O emprego de obstáculos artificiais (concertinas, armadilhas etc.), ajudam a causar baixas e
diminuem a capacidade de reação do inimigo. A criatividade do comandante da patrulha influi
positivamente na adequação tática do local da emboscada. Deve-se ter o cuidado de não deixar
marcas ou vestígios que possam denunciar o local daemboscada.
(7) Surpresa – Obtém-se pelo sigilo, pela camuflagem e pelapaciência.
(8) Rapidez – Aplicá-la, aproveitando o impacto dasurpresa.
(9) Fogo Violento – É o emprego do máximo volume de fogos, num pequeno
espaço de tempo.
(10) Simplicidade – O planejamento e a condução das ações devem ser os
mais simples possíveis. A simplicidade permite uma maior flexibilidade em qualquer conduta.
(11) Adestramento – Adquirido através da instrução teórica e prática,
favorecendo a aplicação eficaz das técnicas de emboscada.
(12) Ensaio das ações – O ensaio, executado com o máximo de realidade, é
condição fundamental para a atuação coordenada dos escalões e grupos nas diversas fases da
missão deemboscada.
c. Classificação das emboscadas
(1) Geral
(a) Emboscada de ponto - Caracteriza-se pela existência de uma única área de
destruição, baseada em informes precisos sobre oinimigo.
(b) Emboscada de área - Consiste em várias emboscadas de ponto sob um
comando único, ao longo dos diversos itinerários de acesso ou retraimento doinimigo.
(2) Quanto aos dados sobre oalvo
(a) Emboscada deliberada - É planejada especificamente para um
determinado alvo. Necessita de dados detalhados sobre oinimigo.
(b) Emboscada de oportunidade - Os dados disponíveis não permitem um
planejamento detalhado antes da partida. São preparadas para atacar um alvo compensador.
d. Organização
(1) Considerações básicas
(a) A montagem de uma emboscada depende da finalidade da operação, do
inimigo a ser emboscado, do local escolhido e dos meios disponíveis. Um estudo de situação
adequado facilita a decisão docomandante.
(b) O efetivo e o dispositivo da tropa emboscante é um fator preponderante nas
ações de uma emboscada.
(2) Escalão deSegurança
(a) Grupo de Proteção
- Tem por finalidade impedir ou retardar o envio de reforços inimigos para o
local da emboscada. Ocupa posições ao longo das prováveis vias de acesso, podendo preparar
pequenas emboscadas com objetivo de retardar oinimigo.
- O grupo de proteção deve planejar suas emboscadas e estar em condições
de atuar em emboscadas imprevistas. Outra missão do grupo é proteger o retraimento da patrulha.
Para isto, deve colocar-se em locais onde possa bater, pelo fogo, o local da emboscada e os
itinerários de retraimento. Quando a forma do terreno dificultar a proteção adequada ao
retraimento, o grupo deve atuar para desengajar o escalão de assalto, se for ocaso.
(b) Grupo deVigilância
- Tem por missão informar a aproximação do inimigo, identificando-o e
levantando outros dados sobre a sua situação (valor, dispositivoetc.).
- Como meio de comunicação deve usar telefone, a sinalização visual e/ou
mensageiro (eventualmente o rádio).
- Nas patrulhas de pequeno efetivo, a missão de vigilância pode ser
cumprida pelo grupo de proteção.
(c) Grupo de Acolhimento
- Sua missão é guardar o Ponto de Reunião Próximo do Objetivo (PRPO),
onde a patrulha se reorganizará, após a emboscada. Permanece em posição durante toda a
operação. O comandante do grupo deve tomar as medidas necessárias para evitar incidentes. O
conhecimento da localização geral da patrulha, do sistema de segurança, das comunicações e
das possíveis evoluções da situação tática, favorece o cumprimento da missão.
- É importante que os integrantes do grupo tenham perfeito conhecimento da
utilização da senha econtra-senha.
(3) Escalão deAssalto
(a) Grupo de Bloqueio
- Tem por finalidade impedir que o inimigo emboscado saia da área de
destruição. Cumpre esta missão lançando obstáculos, executando fogos, dificultando ou
impedindo a progressão do inimigo.
- RealizaotrabalhodelançamentodeobstáculosjuntamentecomoGrupo
de Assalto.
(b) Grupo de Apoio de Fogo
- Organizado quando houver a previsão do combate corpo-a-corpo. Tem por
finalidade apoiar, pelo fogo, a ação do Grupo deAssalto.
(c) Grupo de Assalto
- É aquele que executa a ação principal da emboscada. O assalto pode ser
realizado pelo fogo, pela ação física direta contra o inimigo ou porambos.
- A ação do grupo de assalto é definida pela missão (inquietar, obter
suprimentos, causar baixas etc.). A distribuição dos setores de tiro deve ser uma das principais
preocupações do comandante do grupo.
- Emqualquersituação,ogrupodeassaltoagecomom
e rapidez. áximodeviolência

- É o responsável pela preparação e lançamento


dosobstáculos.
(d) Grupo de TarefasEssenciais
- Constituído de várias equipes ou grupos, todos com tarefas impostas pela
missão (matar, destruir, capturar pessoal, capturar material, resgatar,etc.).
(e) Grupo de Comando
- Tem organização, atribuições e conduta semelhantes aos
diversos tipos depatrulha.

Fig. 2-15. Organograma de uma patrulha de emboscada

e. Formações
(1) Considerações Básicas - O dispositivo adequado da tropa, aproveitando ao
máximo as características do terreno no local da emboscada, proporciona vantagens táticas para
o cumprimento da missão. Em função do terreno, do inimigo, da missão, do efetivo e dos meios
disponíveis, pode-se empregar uma das formações descritas a seguir.
(2) Flanqueamento Simples
- Dispositivo simplificado.
- Necessita de terreno com elevação em apenas um doslados.
- Possibilita o emprego conjunto de todas as armas.
- Utiliza um só itinerário deretraimento.
- Facilita ocontrole.
Fig. 2-16. Flanqueamento simples

(3) Em L
- Utiliza terreno com curva eaclive.
- Possibilita o emprego conjunto de todas as armas.
- Emprega um só itinerário deretraimento.
- Facilita ocontrole.
- Ataca o inimigo à frente e por um dosflancos.

Fig. 2-17. Emboscada em L

(4) Em U
- Exige terreno que ofereça posição de tiro de cima parabaixo.
- Necessita de grande potência de fogo.
- Dificulta a reação doinimigo.
- Utiliza mais de um itinerário deretraimento.
- Dificulta o controle.
- É importante conhecer a direção de progressão doinimigo.

Fig. 2-18. Emboscada em U


(5) Frontal
- Necessita de grande potência de fogo.
- É eficaz nas ações deretardamento.
- Possibilita a entrada em posição para nova emboscada.

Fig. 2-19. Emboscada frontal

(6) Em V (uma variante dafrontal)


- Muito empregada em ambiente com restrições de visibilidade(selva).
- Necessita de muita coordenação, principalmente dosfogos.
- A abertura do V é favorecida quando se conhece a direção de
aproximação doinimigo.

Fig. 2-20. Emboscada em V

(7) Minueto
- Exige tropa altamente treinada.
- O terreno influi na escolha dolocal.
- Confunde totalmente o inimigo, dificultando suareação.
- É empregada contra um inimigoforte.
- Proporciona boa observação e campos detiro.
- Dificulta ocontrole.
- Utiliza mais de um itinerário deretraimento.
- Conduta: quando o inimigo estiver na área de destruição, desencadeia-
se o fogo da área 01, o inimigo contra-ataca e a força da área 01 retrai, sendo aberto neste
momento, o fogo de outra área e assim sucessivamente, até que o inimigo tenha sido
destruídocompletamente.

Fig. 2-21. Minueto


(8) Flanqueamento Duplo
- Semelhante à emboscada emU.
- Podeserdesencadeadaindependentedadireç
inimigo. ãodeaproximaçãodo

Fig. 2-22. Flanqueamento duplo


(9) Circular
- É, normalmente, empregada quando não se sabe a direção de
aproximação do inimigo, mas se tem a certeza de que ele passará pelo local da emboscada.
Monta-se uma emboscada em 360° com os setores de tiro voltados para a periferia.
Ini
?
Ini
?

Fig. 2-23. Emboscada circular

(10) Em Rodamoinho
- Empregada em cruzamento deestradas.
- Não se conhece a direção de aproximação doinimigo.
- A tropa é colocada em quadrantesopostos.
Ini
?
Ini
?
Fig. 2-24. Emboscada em rodamoinho

(11) ComIsca
- A isca deve ser dotada de grande mobilidade e ter condições de retrair para uma posição
abrigada.

Fig. 2-25. Emboscada com isca

f. Conduta de uma emboscada


(1) Considerações básicas
- Depende, principalmente, de sua finalidade (inquietação ou destruição) e das informações sobre
o inimigo (deliberada ou imprevista). Deve seguir um faseamento para o desencadeamento das
ações.
(2) Faseamento de uma emboscada.
(a) Sequência de Ocupação do Local deEmboscada
- Grupos de Vigilância
- Grupos de Proteção
- Grupo de Assalto
- Grupos de Bloqueio
(b) Preparação
- Após a ocupação da posição pelos Grupos de Vigilância e Proteção, os
demais grupos já estarão em segurança para desencadear a preparação do local da emboscada.
- Lançamento de fios para comunicação (grupo de vigilância), de
obstáculos balizados além e aquém da área de destruição (grupo de assalto), de obstáculos
perpendiculares à direção de aproximação do inimigo (grupo debloqueio).
(c) Alerta eidentificação
- Realizado pelo grupo de vigilância. Após ter tomado conhecimento, o
comandante da patrulha, através de um sistema silencioso (ligação por meiofio), retransmite os
dados aospatrulheiros.
(d) Desencadeamento dos fogos (abrirfogos)
- Conforme o planejamento e, normalmente, mediante sinal do
comandante da patrulha. O inimigo, nesse momento, deve estar numa situação em que os fogos
lhe causem o maior número de baixaspossíveis.
(e) Cessarfogo
- Obedecendo ao planejado ou mediante ordem do comandante da
patrulha. Cessado os fogos, tem início oassalto.
(f) Assalto
- Rápido e agressivo, cumprindo a finalidade damissão.
(g) Retraimento do grupo de assalto
- Mediante um sinal do comandante do grupo de assalto e com a cobertura
do grupo deproteção.
(h) Retraimentogeral
- Retrai primeiro o escalão de assalto e depois o(s) grupo(s) de proteção.
Normalmente, a patrulha se reorganiza em um ponto de reunião, guardado pelo grupo de
acolhimento. É importante que este itinerário de retraimento sejabalizado.
g. Causas de fracasso de umaemboscada
(1) Ruídos de engatilhamento.
(2) Disparos prematuros.
(3) Má camuflagem (seja individual ou dasposições).
(4) Falta de segurança em todas asdireções.
(5) Incidentes de tiro com oarmamento.
(6) Emprego incorreto dos sinaisconvencionados.
(7) Apoio de fogo deficiente.
(8) Despreparo psicológico dos homens.
(9) Atuação lenta e poucoagressiva.
h. Observações para montagem dasemboscadas
(1) Não dividir ocomando.
(2) Assegurar-se de que cada homem está perfeitamente familiarizado com
sua função e com a missão querecebeu.
(3) Fazer o plano de fogos, de forma a cobrir toda a área de destruição, bem
como as prováveis vias de retraimento doinimigo.
(4) Determinar rigorosa disciplina de luzes e ruídos, proibindo qualquer
barulho ou qualquer pontoluminoso.
(5) Proibir que os homensfumem.
(6) Determinar aos homens que atirem para baixo. Um ricochete é melhor do
que um tiro que não acerta um alvo (precisão esegurança).
(7) Fazer uma escala para os elementos de segurança, quando o período de
espera forlongo.
(8) Inspecionar as posições, locais armadilhados e verificar se estão balizados
para o assalto e retraimento dos grupos, verificando, principalmente, a camuflagem e os setores
detiro.
(9) Definir locais específicos para as necessidades fisiológicas ebalizá-los.
(10) Lançar um dispositivo de armadilhas com granadas de mão, a fim de
impedir a saída do inimigo da área dedestruição.
(11) Posicionar-se onde melhor possa observar a área de destruição e
controlar aação

2.5. TÉCNICAS DEASSALTO

2.5.1. GENERALIDADES
a. O assalto tem por propósito conquistar o objetivo, destruindo ou neutralizando
(mesmo que temporariamente) a resistênciainimiga.
b. O assalto deve ser potente e rápido. Um vacilo ou indecisão do grupode assalto,
diante de uma resistência inesperada do inimigo, pode frustrar toda a ação no objetivo e, em
consequência, o cumprimento damissão.
c. Os fogos executados durante o assalto devem ser precisos, a fim de torná-lo
eficiente. Isso só será possível mediante um eficaz adestramento e ensaiosexaustivos.
d. O grupo de assalto deve valer-se ao máximo do uso de granadas e fumígenos.
Alguns homens do grupo de assalto devem ser designados para manter uma cadência regular de
tiro, a fim de manter um volume constante de fogos e obter um recobrimento de tiros durante as
trocas de carregadores.
e. Outros grupos (particularmente o de tarefas essenciais) que sucedem o grupo de
assalto na sequência da ação no objetivo, devem se posicionar no terreno (distância/cobertas e
abrigos) de forma que, preferencialmente, não se engajem nos fogos do assalto.
f. A posição coberta (se possível abrigada) no terreno, a partir da qual o grupo de
assalto, dentro do dispositivo adotado, desencadeia sua ação, chama-se posição de assalto. Ela
deve estar o mais próximo possível do objetivo, sem comprometer o sigilo. Deve também ser
definida no planejamento detalhado, por intermédio do estudo da carta, fotos, esboços e quaisquer
outros dados então disponíveis. Na área do objetivo, o comandante de patrulha, juntamente com
os comandantes do escalão e do grupo de assalto, deve, durante o reconhecimento aproximado,
ratificá-la ouretificá-la.
g. Em seu planejamento, o comandante de patrulha deve definir qual a melhor forma
de assaltar o objetivo e ensaiá-la exaustivamente. O assalto podeser:
- Contínuo: quando o grupo de assalto abandona a posição de assalto e em
um movimento contínuo atinge oobjetivo.
- Por lanços: quando o grupo de assalto se subdivide em equipes,que
abandonamaposiçãodeassaltoeavançamparaoobjetivorealizandolanços

TÉCNICAS DE ASSALTO

Método Condicionantes Observação

- Posiçãodeassaltopróximaaoobjetivo.
- R equer maior adestramento para se obter preci são na
- Inimigofraco.
execução dos fog os do grupo de assal to .
Contínuo - Grupo de assalto conta com apoio defogo.
- Inexistênciadecobertaseabrigosentrea posição de assalto e o objetivo.

- Mais s eg uro que o assalto cont ínuo (menos - Melhor pre cis ão dos tiros do grupo deassalto.
baixas no grupo de assalto). - Um bom adestr ame nt o e ensaios pe rmitem exec ut á-lo
- Ini migoforte. tãorápido quantooassaltocontínuo.
Por lanços - Posiçãodeassaltoafastadadoobjetivo. - Proporcionaflexibilidade,diante de uma r esistência inimiga
- Existência de co bertas e a bri gos entrea posição de assalto e o objetivo. maior do que aprevista.
- Existência de obstáculos entre a posiçãode
a ssa lto e o objetivo.

- Alt eração significativa do terre no quanto ao aspec to cobertas eabrigos. - Quan do executad o em função da resistência inimiga
- Ine spe rada rea ção inimiga, apr esentando uma r esistência maior que a pr evist a ou de um obstáculo não previsto,
inicialment e, inc luindo um número conside rável de baixas na caracteriza uma conduta.
patrulha.Ocorrendoumaresistênciamenor,haverá - Dificulta a coord enação e necessita de
Misto umaneutralizaçãoprematuradaresistênciainimiga. maior adestramento eensaios.
- Obst áculo não previsto entre a posi ção de assalto e oobjetivo. - O seu emprego deve ser
even tu al.

- É fundamental a atuação do grupo ou equipe de


- Necessida de preponderante de sigilo. silenciamentodesentinelas.
- A patrulha ainda não teve a sua presença i dentificadapelo inimigo. - Podeserrealizadosimultaneamente com uma ação div ersion ária em
Em Sigilo out ro pontodoobjetivo,comopropósito de s urpreender o inimigo
- Inimigofraco. pelamanobra.

- Por não terem que seexpor a o abandonar a posição de assalto,


proporciona maior proteção
(segurança) aos integrantes do grupo deassalto.
- Proporciona maioreficiência dos fogo s do grupo de assalto por
cont ar com maior precisão no emprego do armamento.
- Posição de assalto próxima do objetivo e compatível com o alcance útil do - Após a neutralização da resistência inimiga e mediante ordem, o
armamento empregado. grupo de assalto avança sobre o objetivo, a fim de isolá-lo e realiza r a
- As possibilidadedo armamento empregado devem ser compatíveiss com a segurança aproximada, consumando sua
conquista.
Pe lo Fogo expectativa de neutralização da resistênciainimiga.
- Arealizaçãodoassaltopelofogonão
exime a existência de um escalão (ou grupo) de apoio de fogo.
alternados, proporcionando entre si uma base de fogos para a progressão (fogo e movimento /
“marcha do papagaio”).
- Misto: quando o terreno ou a resistência inimiga apresenta alteração
significativa, sugerindo a alteração do assalto por lanços para o assalto contínuo, ou vice versa.
- Em sigilo: quando o grupo de assalto abandona a posição de assalto e inicia
seu deslocamento na direção do inimigo sem ser percebido. Nesse caso, o desencadeamento
dos fogos só ocorrerá quando houver a quebra do sigilo ou mediante ordem.
- Pelo fogo: quando, devido à proximidade da posição de assalto do objetivo,
o grupo de assalto não a abandona, realizando a neutralização definitiva da resistência inimiga
exclusivamente pelo emprego de seuarmamento.
2.6. INFILTRAÇÃO

2.6.1. GENERALIDADES

a. As ações de patrulha podem ser executadas em território amigo, em território


inimigo ou em território sob controle doinimigo.
b. As ações de entrada em território inimigo ou sob controle do inimigo exigem a
aplicação de processos de infiltração.
c. A infiltração consiste em uma técnica de movimento através, em torno ou sobre
posições inimigas, realizada de modo furtivo, com a finalidade de concentrar pessoal e/ou material
em área hostil ou sob controle do inimigo, visando a realização de ações militares.
d. As patrulhas podem utilizar, para infiltrar-se, os seguintesprocessos:
e. Independente do processo utilizado, a infiltração exigirá do comandanteda
patrulha um planejamento meticuloso, considerando-se os fatores da decisão e as possíveis
situações de contingência. Nesse planejamento devem ser consideradas as medidas de
coordenação e controle específicas dos diversos processos de infiltração, tais como: faixas de
infiltração, linhas e/ou pontos de controle, áreas de reagrupamento, pontos de reunião no
itinerário, pontos de transbordo,etc.
f. Um ensaio criterioso das ações e das possíveis situações de contingência é
condição fundamental para o sucesso da infiltração, pois improvisações no território inimigo ou
sob controle deste podem comprometer amissão.
g. Algumas das modalidades de infiltração, em função de sua especificidade,
exigirão dos integrantes da patrulha um elevado grau deadestramento.
h. Para as ações de exfiltração são utilizados os mesmos processos e modalidades
da infiltração.

2.7. BASE DE COMBATE, BASE DE PATRULHA, ÁREA DE REUNIÃO E ÁREA DE


REUNIÃOCLANDESTINA
2.7.1. CONCEITOS

a. Base de combate
(1) Ponto forte que se estabelece na área de combate ou de pacificação de
uma força em operações na selva, em operação de pacificação e em certas operações em áreas
autônomas para assegurar o apoio logístico, proporcionar a ligação com os elementos
subordinados e superior, acolher e despachar tropas e garantir a duração na ação.
(2) É instalada pelo batalhão ou companhia para se constituir em pontos de
concentração dos seus órgãos de comando e de apoio, de sua reserva e de outras frações não
empenhadas nos patrulhamentos ou encarregadas da segurança dabase.
(3) A reserva, normalmente, deve possuir grandemobilidade.
(4) Há um equilíbrio entre as medidas de segurança eadministrativas.
b. Base de patrulha
(1) Local de uso temporário na área de combate de companhia, a partir da qual
o pelotão ou grupo de combate executa ações de patrulha, reconhecimento ou combate. Área
oculta na qual se acolhe a patrulha de longa duração por curto prazo para se refazer, se
reorganizar e dar prosseguimento ao cumprimento damissão.
(2) O tempo de ocupação, normalmente, não deverá ultrapassar 48 (quarenta
e oito) horas, por medida de segurança esigilo.
(3) As bases de patrulhas são instaladas porpelotões.
(4) Geralmente, delas irradiam pequenaspatrulhas.
(5) As medidas de segurança e táticas prevalecem sobre as medidas
administrativas.
(6) As patrulhas não deverão utilizar a mesma base duas vezes, dependendo
da situação tática.
c. Área de reunião e área de reuniãoclandestina
(1) Destina-se ao pernoite de final de jornada ou à dissimulação da patrulha
durante o dia, quando, taticamente, isso fornecessário.
(2) Prevalecem as medidas de segurança, adequadas em função do efetivo
da patrulha e do ambienteoperacional.
(3) A instalação de uma área de reunião é semelhante a uma base de
patrulha, sendo restritas as medidasadministrativas.
(4) Quando esta área de reunião for localizada em ambiente sob o controle do
inimigo é denominada área de reunião clandestina. Cabe ressaltar que nesta área, as medidas
administrativas são quase inexistentes, tendo em vista o volume das atividades inimigas.

2.7.2. SELEÇÃO DO LOCAL DA BASE DEPATRULHA

a. O planejamento, o estudo da carta e de fotografias aéreas indicam os melhores


locais para a instalação da base depatrulha.
b. A escolha na carta deve ser confirmada no terreno, antes da ocupação. Prever
um outro local, comoopção.
c. Na escolha do local, observa-se os aspectos aseguir.
(1) Missão da patrulha.
(2) Dissimulação e segurança do local.
(3) Possibilidade do estabelecimento das comunicaçõesnecessárias.
(4) Necessidade de suprimento aéreo. A área de lançamento não deve
comprometer a localização da base. Havendo mais de um lançamento, prever outras áreas. A
noite é favorável aolançamento.
(5) Adequabilidade da área. Considerando o ambiente operacional, escolher
um terreno seco e bem drenado e de pouco valor tático. As medidas de segurança preterem as
medidas administrativas dapatrulha.
(6) Proximidade de uma fonte de água, sempre quepossível.

2.7.3. FASES DAS INSTALAÇÃO DE UMA BASE DEPATRULHA

a. Definido o local da base, o planejamento e a preparação da instalação,


normalmente, segue a sequênciaabaixo:
(1) Aproximação da base;
(2) Reconhecimento;
(3) Ocupação;
(4) Estabelecimento de um sistema desegurança;
(5) Medidasadministrativas;
(6) Inspeções;
(7) Evacuação da base.
b. Aproximação ereconhecimento.
(1) Evitar regiõeshabitadas.
(2) Observar ao máximo a disciplina deruídos.
(3) Aproveitar judiciosamente oterreno.
(4) A patrulha abandona a direção de marcha em ângulo reto e faz um alto-
guardado, numa posição coberta e abrigada, próxima do local escolhido para a base. A distância,
considerando o ambiente operacional, deve permitir a visualização da base e o apoio mútuo entre
os elementos do reconhecimento e os que permanecem no alto- guardado.
(5) Reconhecimento do local exato pelo comandante da patrulha
acompanhado pelos comandantes de escalões e/ou grupos, radioperador e mensageiro da
patrulha. Cada comandante de grupo leva um homem, que será o guia posteriormente.
(6) Designação pelo comandante da patrulha, após reconhecimento, do ponto
de entrada da base, que será o ponto das 6 horas pelo processo do relógio. Em seguida, o
comandante da patrulha desloca-se para o interior da base e define o centro (PC) e o ponto das
12 horas. Os pontos 6 e 12 horas são definidos por referências que se destaquem noambiente.
(7) Não tendo a patrulha uma NGA de ocupação, do centro da base,o
comandante designa os setores para os grupos, utilizando-se do processo dorelógio.
(8) Posteriormente, os comandantes subordinados reconhecem os seus
setores, verificam sua situação no terreno e retornam para junto do comandante de patrulha, que
se encontra no centro dabase.
(9) Os comandantes de grupo permanecem na entrada da base, aguardando
a chegada da patrulha, que deverá se aproximar orientada pelosguias.
c. Ocupação da base depatrulha
(1) O início da ocupação, propriamente dita, deve ser feito com alguma
luminosidade, antes do escurecer, visando à preparação correta do sistema de segurança. A
ocupação durante a noite é dificultada pelas condições de visibilidade para os reconhecimentos,
identificação do terreno e escolha dasposições.
(2) O emprego criterioso das NGA de ocupação de uma base de patrulha ou
área de reunião aumentará o sigilo e proporcionará mais segurança àpatrulha.
(3) Uma falsa base, prevista para iludir o inimigo quanto a localização da base
principal, pode ser ocupada, quando o comandante da patrulha tiver suspeitas de perseguição. A
falsa base, localizada próxima da região da base principal, funcionará como um segundo alto-
guardado e sua ocupação será idêntica à da baseprincipal.
(a) O comandante da patrulha, seu radioperador/mensageiro, juntamente com
os comandantes de grupo e seus guias, deslocam-se para o reconhecimento da falsa base.
(b) Os guias retornam e a patrulha é conduzida pelo subcomandante até a
entrada da falsa base.
(c) Procede-se, normalmente, aocupação.
(d) Visando ganhar tempo diurno, enquanto a patrulha se instala na falsa base
ocomandantedapatrulha,juntamentecomoselementosdereconhecimento,partem
para a base principal, dando início a segunda fase da instalação que é o reconhecimento.
(e) O subcomandante responde pela patrulha na falsa base até conduzi-la para
a entrada da base principal, onde se encontra ocomandante.
(4) A mecânica da ocupação da base principal é definida aseguir:
(a) Após o reconhecimento da base principal e o retorno dos guias ao local do alto-guardado ou
da falsa-base, cada comandante de grupo permanecerá na entrada
dabaseprincipal,ondeaguardaráachegadadesuafraçãoeaconduzirápelalinha6-
12 horas até atingir o limite esquerdo de seu setor e, em seguida, posicionar os homens até o
limite direito. Cada homem tem que conhecer a localização de quem está ao seu lado, à frente e
à retaguarda, bem como saber as rotas de qualquer movimentação prevista, dentro e fora da
áreabase.
(b) O grupo de comando dirige-se para o PC, no centro dabase.
(c) O comandante verifica o perímetro da base e determina as alterações que
julgarnecessárias.
(d) Os comandantes dos grupos reconhecem o terreno à frente do seu setor,
definindo as posições dos postos de vigilância e de escuta, conforme planejamento do
comandante dapatrulha.
(e) O comandante de grupo ocupa uma posição em seu setor onde possa
melhor controlar seus homens e ligar-se, visualmente, com o comandante da patrulha. Havendo
restrições, em função do ambiente operacional, adaptar as ligações por quaisquer
meiosdisponíveis.
(5) Base alternativa
(a) É uma medida de segurança que funciona como um ponto de reunião,
dando flexibilidade ao comandante da patrulha, caso a base principal sejaatacada.
(b) Iniciada a ocupação da base principal e transmitidas as ordens aos homens,
o comandante da patrulha acompanhado do seu radioperador/mensageiro, dos comandantes de
grupo e guias, partem para o reconhecimento da base alternativa. É interessante que sejam
reconhecidas no mínimo duas bases alternativas em sentidos opostos.
(c) O comandante da patrulha deve estudar as prováveis direções de atuação
do inimigo e definir um mínimo de rotas de fuga para a(s) base(s) alternativa(s). As rotas são
opostas às prováveis direções de atuação do inimigo e dirigidas para a(s) base(s) alternativa(s).
Normalmente, dois guias são designados para cada rota selecionada. Um orienta o grosso da
patrulha e o outro aguarda o grupo que faz face ao inimigo.
(d) Os comandantes de grupo e os guias partem para o reconhecimento pelas
rotas de provável utilização até a entrada da(s) base(s) alternativa(s). Os itinerários são
amarrados por azimutes ou balizados por quaisquermeios.
(e) Na(s) base(s) alternativa(s) o comandante define os setores dos grupos.
Considerando o fator tempo, esta ocupação será semelhante a de um alto-guardado, com
redobradas medidas de segurança.
(f) Após o reconhecimento, o comandante e sua equipe retornam àbase
principal, onde o subcomandante deu andamento aos trabalhos deocupação.
(g) O comandante da patrulha realiza uma inspeção na baseprincipal.
(h) Os comandantes de grupo informam aos homens o plano de evacuação da
base (itinerário de evacuação, o setor do grupo, o que fazer ao chegar na(s) base(s) alternativa(s)
etc.). Na jornada seguinte, caso a situação tática permita, e mediante ordem do comandante, os
demais integrantes da patrulha poderão reconhecer os itinerários para a(s) base(s)
dealternativa(s).

Fig. 2-26. Base de patrulha

(6) Eventualmente, a base de patrulha pode ser instalada com um dispositivo


descentralizado, diferente do preconizado na Fig. 2-18. Nesse caso, alguns procedimentos
específicos deverão seradotados.
(a) A patrulha abandona a direção de marcha em ângulo reto e atinge o ponto
de liberação dos grupos (P LibGp).
(b) No P Lib Gp, cada comandante de grupo toma uma direção pré-
determinada e afasta-se aproximadamente 100m deste ponto, ocupando a suabase.
(c) O Grupo de comando e os reforços infiltram-se em um dos grupos, de
acordo com a missão e a situaçãotática.
(d) Com este dispositivo, a patrulha torna-se menos vulnerável ao encontro
inimigo. Caso um grupo venha a ser descoberto, provavelmente não comprometerá os outros
grupos.
(e) Cabe ressaltar que este dispositivo possui algumas vantagens e
desvantagens.
(1) Vantagens
- Aumento da segurança do perímetro dabase.
- Diminuiçãodaprobabilidadedonúmerodebaixasquandoestafor
atacada.
- Aumento da dispersão entre os grupos, consequentemente,
diminuindo a vulnerabilidade aos fogos de apoio do inimigo.
(2) Desvantagens
- Dificuldadedacoordenaçãoecontroleporparte
patrulha. docomandanteda

- Aumento do número de rotas de fuga,


facilitando o rastreamento por
parte do inimigo.
- A dificuldade de delimitar os setores de tiro, a fim de não ocorrer o
fratricídio, pois os grupos encontram-se descentralizados.
- Dificuldade de reorganizar a patrulha após a dispersão (ataque à
posição).

Fig. 2-27. Base de patrulha descentralizada


Fig. 2-28. Núcleo de grupo da base de patrulha descentralizada

d. Estabelecimento do sistema de segurança


(1) Sistema de postos de vigilância e/ou postos de escuta
(a) Postos de vigilância e/ou postos de escuta, definidos e instalados em função
do ambiente operacional, integram o sistema de vigilância da base. Havendo disponibilidade,
grupos de 2 ou 3 elementos são designados e operam esses postos.
(b) Meios de comunicações silenciosos ligam os postos aos comandantes de
grupo e estes ao comandante da patrulha. Cordas e cipós, empregados com convenções
estabelecidas, quanto ao número de puxadas, são eficientes. Sempre que possível, empregar o
telefone de campanha.
(c) Durante o dia, os vigias devem colocar-se bem à frente, a uma distância que
não lhes permita ouvir os ruídos naturais vindos da base. À noite, os postos de escuta devem
ocupar posições centrais e mais próximas dos homens da periferia da base.
(2) Normalmente, não se defende uma base de patrulha atacada. Para esta
situação, o comandante deve prever bases alternativas e o plano de evacuação da base principal.
Consequentemente, rotas de fuga e pontos de reunião, dependendo das distâncias, são
planejados e reconhecidos.
(3) Para maior segurança e controle, deve ser utilizada somente uma saída-
entrada para a base. O ponto é camuflado e guardado permanentemente, se possível, com uma
arma de emprego coletivo.
(4) Normalmente, o comandante da patrulha designa elementos com
conhecimentos especiais para instalar, fora da área da base, um sistema de alarme, de
preferência luminoso, bem como, lançar e montar armadilhas. Tal sistema deve ser definido antes
da ocupação, considerando a necessidade de material.
(5) Determinar senhas, contras senhas e sinais de reconhecimento.
(6) Determinar as ações a realizar em caso de ataque, incluindo a evacuação
da base sob fogos inimigos. Existindo armas coletivas na patrulha, o comandante define posições
de tiro considerando as características de seu inimigo.
(7) Defesa da base
(a) Para evitar a destruição ou captura do material essencial para o
cumprimento da missão, o comandante da patrulha deve decidir por uma defesa limitada, dando
prioridade de fogos para a direção de penetração do inimigo.
(b) Caso a base seja atacada, ela deve ser abandonada, mediante controle e
determinação do comandante da patrulha, sendo necessária uma expressiva ação de comando
dos comandantes de grupos.
(c) A ocupação da base(s) alternativa(s) implica em reforçar o esquema de
segurança, considerando que o inimigo tem conhecimento das atividades da patrulha na região.
(d) Quando na área da base existirem restrições de cobertas e abrigos, devem
ser preparados abrigos individuais para um homem deitado.
(8) Por medida de segurança, todos devem estar em condições de emprego
trinta minutos antes do escurecer e do amanhecer.
(9) A posição para dormir deve favorecer uma pronta resposta do homem para
tomar uma posição detiro.
(10) Em algumas oportunidades, o comandante de uma patrulha que está
ocupando uma base terá que lançar pequenas patrulhas para cumprirem missões de menor
envergadura e retraírem em seguida. Nesse caso, sempre deverá permanecer na base um efetivo
que lhe confira segurança e que mantenha a ligação rádio com quemsaiu.
(11) Normalmente, duplas de homens são lançadas para reconhecimentos à
frente da periferia da base para verificar a presença do inimigo nas proximidades. São designados
pelo comandante da patrulha e coordenados pelo comandante de grupo que planeja a execução.
Os homens aguardam no setor e mediante um sinal, deslocam-se em torno da base, cobrindo
uma área que permita o apoio mútuo, observando as características do ambienteoperacional.
Fig. 2-29. Sistema de segurança de uma base de patrulha

e. Medidas administrativas – Concluídas as medidas de segurança (instalação


operacional), iniciam-se as medidas administrativas. Entre outras medidas, o comandante pode
determinar as que seseguem.
(1) A construção de latrinas entre as posições dos grupos e os PV ou PE
devidamente balizadas.
(2) O suprimento e o ressuprimento de água (por 2 ou 3 homens) uma vez por
dia e normalmente antes do amanhecer. Disciplinar oconsumo.
(3) A construção de abrigos sumários para o pernoite. Conforme o grau de
segurança exigido, cada homem tem seu horário de serviço. O homem sempre que a situação o
permitir, pode descansar oudormir.
(4) Umterçodapatrulha,nomínimo,deverásempreestaralertaemseus
postos.
(5) Regras rígidas de higiene devem
serestabelecidas.
(6) Disciplinar a utilização do fogo para preparo
da alimentação em funçãoda
atividade do inimigo na região. Normalmente, este preparo será realizado ainda com luminosidade,
visando a não denunciar a posição da patrulha.
(7) Estabelecer um horário de manutenção diária do material para que este
permaneça em condição de pronto emprego, observando que nem todos os integrantes da
patrulha farão esta atividadesimultaneamente.
(8) Os horários previstos para as próximas atividades até o diaseguinte.
f. Inspeção
(1) As medidas de segurança e administrativas devem estar prontas antes do
escurecer, para que o comandante da patrulha possainspecioná-las.
(2) As inspeções são contínuas e têm por objetivo agilizar a instalação da
base, concorrendo para que, operacionalmente, a base fique pronta ainda comluz.
(3) Normalmente, sãoinspecionados(as)
(a) Limites dos setores do grupo.
(b) Ligações entre os grupos (homens dosflancos).
(c) Localização do PV ou PE, bem como sua ligação com o grupo do setor
e/ou centro da base(PC).
(d) Sistemas de alarmes (ligações) e segurança; interrogar quanto a setor de
tiro e condutas; validos também para as armascoletivas.
(e) Patrulhas com saídas previstas ànoite.
(f) Condutas para ocupação da(s) base(s)alternativa(s).
(g) Senha econtrassenha.
(4) Durante a inspeção, o comandante deve transmitir as medidas
administrativas e de segurança ainda não transmitidas e de interesse dapatrulha.
g. Evacuação da base depatrulha
(1) A base será evacuada por imposição do inimigo, por imposição tática ou
porsegurança.
(2) Todas as medidas são tomadas para impedir ou dificultar vestígios de
permanência da patrulha no local(contra rastreamento).
(3) Detritos são conduzidos pela patrulha para outrolocal.
(4) A limpeza da área é de responsabilidade de todos ospatrulheiros.
(5) O período favorável para evacuação da área é onoturno.
(6) Agilizar a preparação paraevacuação.

2.7.4. COMUNICAÇÕES NA BASE DEPATRULHA


a. As comunicações são estabelecidas com o escalão superior e com as frações
subordinadas. No âmbito da patrulha, o sistema deve permitir uma comunicação silenciosa entre
os homens. Sempre que possível, dobrar osmeios.
b. Pode-se empregar:
(1) Rádio, que exige grande disciplina deexploração;
(2) Telefone, desde que seu fardo, peso e tempo de instalação não tragam
desvantagens às operações;
(3) Mensageiro, muito empregado no âmbito dabase;
(4) Meios acústicos, óticos e de fortuna;e
(5) Antenas improvisadas para melhorar e facilitar ascomunicações.

2.7.5. RESSUPRIMENTO
a. O ressuprimento terrestre exigirá os cuidados necessários para que o
deslocamento não seja descoberto pelo inimigo, correndo o risco do material cair em seu poder.
Não é recomendável e só será executado em caso de muitanecessidade.
b. O ressuprimento aéreo em seu planejamento deveprever:
(1) Rota de aproximação;
(2) Zona de lançamento, afastada dabase;
(3) Pista ou local de aterrissagem, se for ocaso;
(4) Hora de lançamento, de preferência ànoite;
(5) Ligação terra-avião, por código;e
(6) Depósitocamuflado,casoomaterialnãopossasertodotransportadoà
noite.

2.8 TÉCNICAS DE AÇÃO IMEDIATA(TAI)

2.8.1. FINALIDADE
O presente anexo tem por finalidade apresentar os aspectos gerais de caráter doutrinário das TAI
e orientar os comandantes das pequenas frações, particularmente no nível pelotão, quanto ao
preparo e execução de tais técnicas.

2.8.2. CONCEITO
Técnicas de Ação Imediata são ações coletivas executadas com rapidez e que poderão exigir
uma tomada de decisão. Elas devem ser pré-planejadas e exaustivamente treinadas pela fração
que as realiza. É importante que sejam executadas no menor espaço de tempo e com o menor
número de ordens possível. Têm a finalidade de assegurar a esta fração uma vantagem inicial
quando do contato com o inimigo, ou mesmo, de evitar este contato.

2.8.3. GENERALIDADES
a. As TAI a serem adotadas por uma fração serão definidas por seu comandante
durante a fase do estudo de situação. É importante ressaltar que não existe um procedimento
padrão para todas as situações.
b. Quando em deslocamento, não será incomum o combate de encontro entre
tropas oponentes, portanto, ao ocorrer este fato, a tropa que realizar a ação mais rápida e eficiente
terá grandes possibilidades de sucesso no prosseguimento das ações. Por tudo isso, o
adestramento das pequenas frações nas TAI, muitas vezes, será o fator que não só possibilitará
a manutenção de sua integridade quando em um combate de encontro como, também, lhe
permitirá preservar poder de combate para prosseguir no cumprimento de suamissão.
c. A situação inicial adotada neste artigo será a de um pelotão de fuzileiros,
deslocando-se em coluna por um. Nesta situação, serão explorados alguns exemplos de técnicas
de ação imediata. É importante ressaltar que outras formações para o deslocamento e, até
mesmo, outras TAI poderão ser adaptadas de acordo com as
necessidadesdecadasituaçãooutropaenvolvida.Ressalta-se,ainda,queemfunção
do tipo de missão a ser cumprida, cada patrulha poderá ser organizada de diferentes maneiras e
com efetivos variados.

2.8.4. CLASSIFICAÇÃO
a. De acordo com a nossa missão e com o nosso poder de combate em relação ao
do inimigo, as TAI são classificadas em ofensivas oudefensivas.
b. As TAI ofensivas são aquelas que têm por objetivo engajar o inimigo e destruí-lo
em caso de contato. Já as defensivas têm por objetivo não estabelecer o contato ou, no caso de
estabelecido, rompê-lo o mais rapidamentepossível.
c. Quanto à missão
(1) Se a missão for de reconhecimento, as TAI adotadas serão normalmente
defensivas.
(2) Se a missão for de combate, as TAI adotadas até seu cumprimento,
normalmente, serão defensivas, com a finalidade de manutenção do sigilo. No itinerário de
retorno, poderão ser adotadas as TAI ofensivas com a finalidade de destruir um eventual alvo
compensador.
(3) A missão de patrulha de oportunidade é normalmente caracterizada pela
adoção, do início ao fim, das TAIofensivas.
d. Quanto ao poder relativo decombate
(1) Se o poder de combate do inimigo for superior ao nosso, serão,
normalmente, adotadas as TAIdefensivas.
(2) Se o poder de combate do inimigo for inferior ao nosso, serão,
normalmente, adotadas as TAIofensivas.
e. Fator rapidez naação
(1) Cabe ressaltar que a rapidez na ação, aspecto básico a ser observado para
o sucesso das TAI, dependerá sobremaneira de doisfatores:
- Grau de adestramento da tropa;e
- Ação dos esclarecedores, uma vez que, normalmente, serão esses os
primeiros elementos a estabelecerem o contato com o inimigo e a emitirem os sinais e gestos
convencionados.

2.8.5. SITUAÇÕES -PADRÃO


a. Ainda para fins didáticos, serão exploradas as seguintes situações-padrão com
um pelotão deslocando-se em coluna porum:
(1) Nós vemos o inimigo e não somosvistos;
(2) Nós vemos o inimigo e ele nos vê;e
(3) O inimigo nos vê e nós não o vemos (emboscadainimiga).
Fig. 2-30. Dispositivo do pelotão

b. 1ª SITUAÇÃO - Nós vemos o inimigo e não somosvistos


(a) Nessa situação, devemos montar uma emboscada de oportunidade para
surpreender e destruir oinimigo.
(b) O esclarecedor informa a aproximação doinimigo.
(c) Todo o pelotão sai da trilha para o mesmo lado, ocupando a parte
dominante do terreno ou a que ofereça melhores campos detiro.
(d) Desencadeamentodaemboscadaebuscadadestruiçãodoinimigono
local.
(e) Perseguição do inimigo emfuga.
OBSERVAÇÃO-
Osaspectosmaisimportantesaseremverificadosnest
a
situação são: o sigilo e o tempo de tomada de posição, o qual deve ser o mais curto possível.
Uma Esq / GC Grupo de Proteção 1
Uma Esq / GC Grupo de Bloqueio e Vigilância 1
GC Grupo de Assalto
Gp Ap F Grupo de Apoio de Fogo
Uma Esq / GC Grupo de Bloqueio e Vigilância 2
Uma Esq / GC Grupo de Proteção 2
Fig. 2-31. Dispositivo adotado pelo pelotão

2) Natureza das nossas TAI - defensiva.


(a) Nessa situação, o nosso objetivo é tentar evitar o contato com o inimigo. A
maneira mais rápida de conseguirmos isso é simplesmente abandonar a direção geral de
deslocamento e nos ocultarmos no terreno.
(b) O esclarecedor define para que lado o pelotão vai abandonar o
deslocamento.
(c) Todos os homens deixam o sentido de deslocamento e deitam-se,
procurando se ocultar noterreno.
(d) Uma variante dessa TAI, adotada quando o pelotão está se deslocando pelo
interior de uma floresta, é o “congelar”. Neste caso, os combatentes do pelotão cessam qualquer
movimento com a finalidade de não serem percebidos peloinimigo.

Fig. 2-32. Dispositivo adotado pelo pelotão


c. 2ª SITUAÇÃO - Nós vemos o inimigo e ele nos vê (contatofortuito)
(1) Natureza das nossas TAI -ofensiva.
(a) Nessa situação, o objetivo é desenvolver o pelotão no terreno, o mais rápido
possível, com grande poder de fogo à frente e buscar a manutenção do contato até a total
destruição do inimigo. É importante permanecer uma fração destacada do pelotão para realizar a
proteção dos flancos eretaguarda.

GC Entra em linha à direita da trilha (à altura dos esclarecedores)


GC Entra em linha à esquerda da trilha (à altura dos esclarecedores)
GC Em coluna
Gp Ap F Em local onde melhor possa ser empregado

(b) Os esclarecedores, ao travarem contato com o inimigo, realizam intenso


volume de fogos na direção do inimigo.
(c) Ao ouvir a troca de tiros dos esclarecedores, todos os homens devem
abandonar a direção geral de deslocamento o mais rapidamente possível. Os dois GC mais
próximos da direção do inimigo seguem em coluna (o fato de seguir em coluna para depois entrar
em linha deve-se à necessidade da tomada da posição o mais rapidamente possível) até o local
dos esclarecedores, adotando a formação emlinha.
(d) O dois GC realizam lanços alternados com base de fogos (marcha do
papagaio) por grupos, na direção do inimigo, buscando o engajamento decisivo até a realização
doassalto.
(e) As peças de metralhadora entram em posição em local que lhes permitam
executar fogos em profundidade sobre o inimigo e ocupar posições sucessivas para acompanhar
os GC que estão realizando oassalto.
(f) O outro GC fica em condições de proteger o pelotão de ações vindas de
flanco ou retaguarda, ou manobrar para flanquear oinimigo.
(g) Caso haja um retraimento do inimigo, partir para aperseguição.
OBSERVAÇÃO - A primeira tropa que se desdobrar corretamente no terreno e alcançar uma
grande potência de fogo à frente terá uma vantagem muito grande sobre o adversário. Cabe
ressaltar que, no início da ação, o volume de fogo de ambos os contendores será extremamente
reduzido.

Fig. 2-33. Dispositivo adotado pelo pelotão


(2) Natureza das nossas TAI –defensiva.
(a) Nessa situação, o objetivo da nossa tropa é colocar uma fração entre a
tropa inimiga e o grosso do pelotão, que realizará o retraimento. Após realizar uma base de fogos,
esta fração interpostaretrai.
Uma Esq / GC Entra em linha
Uma Esq / GC Entra em linha com o Gp Ap F
Dois GC sobram Saemdadireçãogeraldedeslocamentoeretraememcoluna

(b) O GC mais próximo do inimigo lança fumígenos à frente a fim de


estabelecer uma cortina de fumaça entre o inimigo e a nossa tropa, proporcionando assim
melhores condições para odesengajamento.
(c) Este GC executa a progressão com a utilização da técnica do fogo e
movimento para a retaguarda e rompecontato.
(d) O restante da patrulha cerra para a retaguarda ficando em condições
de apoiar o retraimento do GCengajado.
(e) Reorganização no último ponto de reunião no itinerário.

Fig. 2-34. Dispositivo adotado pelo pelotão OBSERVAÇÕES:


- é interessante que o comandante de pelotão solicite no seu pedido de
material pelo menos 2 (duas) granadas de mão fumígenas e 2 (duas) granadas de mão ofensivas
porhomem.
- Depois de entrar em linha, o GC e o Gp Ap F realizam fogos na direção do
inimigo por alguns segundos com a finalidade de desorganizá-lo. Depois isso, o Cmt GC comanda
a progressão com a utilização da técnica do fogo e movimento à medida que se desloca para a
retaguarda. Depois do recuo e caso o volume de fogo inimigo permita, dá a ordem de retraimento.
É seguido pelo Gp ApF.
d. 3ª SITUAÇÃO - O inimigo nos vê e nós não o vemos (emboscadainimiga)
(1) Natureza das nossas TAI -ofensiva.
(a) Nessa situação, tentaremos realizar um desbordamento com os
elementos não engajados e uma contra-emboscada deflanco.
(b) O pessoal engajado pelo inimigo se abriga e responde com o maior
volume de fogos possível. É lançado fumígeno imediatamente à frente da posição do inimigo para
diminuir a eficácia de seusfogos.
(c) Componentes da frente da coluna de marcha que não estiverem
engajados se abrigam e aguardamordens.
(d) Componentes da retaguarda da coluna de marcha (caso a área de
destruição esteja incluindo a porção anterior do pelotão) que não estiverem engajados organizam-
se, a comando do adjunto de pelotão, e entram em linha ao lado da posição do inimigo,assaltando-
o.
(e) Se a emboscada for muito à retaguarda do pelotão, o adjunto informa
ao comandante por intermédio do rádio, ou de outro sinal convencionado, que não tem condições
de assaltar. O pessoal da frente então toma os procedimentos de assalto. A ação é idêntica àquela
realizada pelaretaguarda.
(f) Ao início da contra-emboscada, os elementos engajados devem parar
de atirar. O comando pode ser dado por intermédio de silvo de apito, à voz ou por outro sinal
convencionado.
(g) Reorganização e perseguição doinimigo.
(2) Natureza das nossas TAI –defensiva.
(a) A manobra será igual à adotada na TAI ofensiva. É importante ressaltar
que, no caso de uma emboscada prevista pelo inimigo, mesmo sendo adotada uma TAI
adequada, nossa possibilidade de sucesso será reduzida. Portanto, dá-se ênfase ao fato de que
o melhor procedimento é não cair naemboscada.
(b) Os procedimentos são iguais aos da ofensiva, com asseguintes
ressalvas:
- O GC que realiza a ação desbordante deverá evitar oengajamento
decisivo com o inimigo, buscando apenas propiciar o desaferramento dos patrulheiros que se
encontram na zona de matar. O volume de fogo inimigo indicará o momento de deter o movimento;
e
- A ação desbordante terá como consequência a divergência dos fogos
inimigos em duas direções distintas. Dessa maneira, ao pessoal engajado será possibilitado o
desengajamento nas melhores condições possíveis. O lançamento de fumígenos entre o pelotão
e o inimigo éfundamental.
- Retraimento descentralizado por GC ouesquadra.
(c) Reorganização no último ponto de reunião noitinerário.
Fig. 2-35. Dispositivo adotado pelo pelotão

2.8.6. SITUAÇÕES DECONTINGÊNCIA


a. Situações de contingência são situações de incerteza sobre algo que poderá
eventualmente acontecer nas diferentes fases de uma missão de patrulha e que implicam na
adoção de um procedimento diferente do planejamentoprincipal.
b. Para toda situação de contingência levantada deverá ser tomada uma decisão
para fazer face ao problemaprevisto.
c. O objetivo do planejamento de uma decisão prévia face à situação de
contingência é facilitar a adoção de medidas e procedimentos necessários ao cumprimento
damissão.
d. O comandante deverá ter muito cuidado quando da explanação, na ordem à
patrulha, das decisões relativas às situações de contingência a fim de evitar confusão com o plano
principal. O ideal é que as situações de contingência e as respectivas decisões face às mesmas
sejam explanadas nas prescriçõesdiversas.

2.8.7. HIPÓTESES DE SITUAÇÕES DECONTINGÊNCIA


a. No deslocamento deida
(1) Alterações no itinerário
(a) Pontos críticos (reconhecimento esegurança)
(b) Áreas críticas (reconhecimento esegurança)
(c) Locais que favoreçam a atuação doinimigo
(2) Meios de transporteutilizados
(a) Medidas de segurança durante otransbordo
(b) Pane do meio detransporte
(c) Falta do meio detransporte
(3) Feridos e mortosamigos
- Análise quanto ao comprometimento da missão
(4) Escassez de tempo
(5) Reorganização após a dispersão
(a) Análise do comprometimento da missão em relação ao efetivo e
material reagrupado.
(b) Redistribuição do material efunções
(6) Caçador
(7) Ataque aéreo
(8) Fogos deartilharia
(9) Colunas deblindados

b. Ação no Objetivo
(1) Quebra do sigilo no PRPO
(2) Quebra do sigilo durante o reconhecimentoaproximado
(3) Alteração da situação prevista durante a ordem àpatrulha
(a) Resistência inimiga maior do que aprevista
(b) Reposicionamento detropas
(c) Antecipação da chegada de reforços
(d) Área do objetivo diferente daquela considerada durante o
planejamento
(4) Quebra do sigilo durante a tomada dodispositivo
(5) Escassez de tempo
(6) Feridos e mortosamigos
- Análise quanto ao comprometimento da missão
(7) Ação do inimigo durante a ocupação do PRPO
(8) Extravio da turma dereconhecimento
(9) Falha nos meios de comunicação
(10) Falhaouextraviodemateriaisimprescindíveisaocumprimentoda
missão.
(11) Quebra prematura do sigilo na ação
propriamentedita
(12) Falha nos meios de comunicação

c. Itinerário de regresso
(1) Alterações noitinerário
(a) Pontos críticos (reconhecimento esegurança)
(b) Áreas críticas (reconhecimento esegurança)
(c) Locais que favoreçam a atuação doinimigo
(2) Meios de transportesutilizados
(a) Medidas de segurança durante o transbordo
(b) Pane do meio detransporte
(c) Falta do meio detransporte
(3) Feridos/mortos
- Análise quanto ao comprometimento da missão
(4) Escassez detempo
(5) Reorganização após adispersão
(a) Análise do comprometimento da missão em relação ao efetivo e
material reagrupado
(b) Redistribuição do material efunções
(6) Caçador
(7) Ataque aéreo
(8) Fogos deartilharia
(9) Colunas de blindados

2.8.8. EXEMPLO DE PLANEJAMENTO PARA SITUAÇÕES DECONTINGÊNCIA

Fase Situação de contingência Decisão

Pane na Anv na hora da partida Embarque na Anv Res

Pousodeemergênciaantesdalinhade InfoaoescalãosuperioreacionaraAnv
fronteiracomaté20%debaixas Res

Deslocament
Pousodeemergênciaantesdalinhade
o de ida Sol resgate
fronteiracommaisde50%debaixas

Combatedeencontrocomaté25%de Infoaoescalãosuperior,SolEVAM,
baixas redistribuirasfunçõeseprosseguir

Presença do Ini no Itn Pcp Evitar o Ctt e prosseguir no Itn Altn

EqpdoRecAprxnãoretornounotempo SCmtacionaaPaeiniciaatomadado
previsto Dispo

Imediataliberaçãodosgruposparaa
Quebra do sigilo no Rec Aprx
ação noObj
Ação no Aberturaimediatadosfogosdeapoioe
Objetivo Quebra do sigilo na Tomada do Dispo
início doassalto

Falha nos meios de comunicação Ut de mensageiros

Falha no material de destruição Ut de Arma AC

Pa não atingiu o P Exfl no tempo Dslc para o P Exfl Alternativo


previsto
Itinerário de
Regresso Presença do Ini no Itn Pcp Evitar o Ctt e prossegue no Altn

Remanescentesseevadem(extratode
Ctt com Ini e dispersão total da Pa carta)
CAPÍTULO III
PLANEJAMENTO E PREPARAÇÃO DAS PATRULHAS
(Segundo o Manual de Campanha C 21 – 75 Patrulhas,1ª Ed 2005)

3.1 NORMAS DE COMANDO

3.1.1. INTRODUÇÃO
a. Uma missão de patrulha é composta de quatro etapasdistintas.
○ O seu recebimento.

○ Planejamento e preparação.
○ Execução.
○ Confecção do relatório.
b. Logo após a conclusão da primeira etapa, o comandante da patrulha inicia as
Normas de Comando. Estas compreendem todas as atividades de planejamento e preparação
desenvolvidas até a partida para o cumprimento da missão. Além disso, elas permitem ao
comandante de patrulha metodizar o seu trabalho, evitando-lhe perda de tempo e esquecimentos.
c. Ressalta-se que qualquer operação deve ter sempre um objetivo claramente
definido. A missão de um comandante de patrulha, recebida por intermédio de ordens e instruções
do escalão superior (podendo, excepcionalmente, ser deduzida da situação, em função de
operações que exijam alto grau de descentralização dos elementos subordinados), requer o
estabelecimento de linhas de ação exequíveis. A determinação da linha de ação mais conveniente
constitui a finalidade do estudo de situação, que é uma das atividades mais importantes das
normas decomando.

3.1.2. SEQÜÊNCIA DASAÇÕES


A sequência das ações que orientam o emprego de uma patrulha, a partir do recebimento da
missão, é a seguinte (POREOF):
a. Providências Iniciais
(1) Realizar a interpretação sumária da missão atribuída a suapatrulha.
(2) Planejar a utilização do tempo disponível(quadro-horário).
(3) Realizar o estudo de situaçãopreliminar.
(4) Planejar a organização da patrulha (pessoal ematerial).
b. Observação e planejamento do reconhecimento
(1) Realizar um rápido estudo na carta, observando o itinerário até o objetivo,
para planejar oreconhecimento.
(2) Planejar o reconhecimento(Rec)
- Determinando quem participa doRec.
- Indicando os postos de observação (P Obs) a ocupar e o que observar em
cada umdeles.
(3) Elaborar a ordem preparatória (OPrep).
(4) Expedir a ordempreparatória.
c. Reconhecimento
- Conforme o planejamento.
d. Estudo de situação (planejamento detalhado)
- Estabelecer as linhas de ação (LA), comparar edecidir.
- Elaborar a ordem à patrulha (OPa).
e. Ordens
- Emitir a ordem à patrulha (verbal e emitida à luz do terreno ou de um caixão de areia).
f. Fiscalização
- O Cmt, auxiliado pelo seu subcomandante (SCmt), supervisiona a execução
das ordens e auxilia os elementos subordinados sempre que possível. Esta fase é de vital
importância para o sucesso de qualqueroperação.
- Esta fiscalização é caracterizada pelas inspeções inicial efinal.
- Nesta fase, estão também incluídos, a cargo do SCmt, os ensaios dasações.

3.1.3. RECEBIMENTO DAMISSÃO


a. Ao receber a missão, o comandante da patrulha deve sanar todas as suas
dúvidas, solicitando os dados e as informações complementares que julgar importantes para o
seu planejamento. Ressalta-se que todas as informações disponíveis sobre o inimigo, forças
amigas, terreno, condições meteorológicas, meios disponíveis, população, elementos de contato,
comando e comunicações, coordenação e controle estarão sendo transmitidas por quem estiver
emitindo amissão.
b. O comandante da patrulha deverá receber a missão, podendo estar
acompanhado (subcomandante, rádio-operador e outros patrulheiros que julgue necessário) ou
sozinho. O local para recebimento da missão pode ser desde uma das instalações da organização
militar até um posto de vigilância no terreno.
c. Por ocasião do recebimento da missão, o comandante de patrulha também
deverá aproveitar para efetuar as ligações necessárias com outros comandantes de pelotão ou
de patrulha que estejam recebendo a ordem e que tenham algum envolvimento com sua
operação.
d. O comandante da patrulha deve verificar com seu comandante se há a
possibilidade de executar um reconhecimento no local, levando-se em consideração que seu
comandante tem o controle de todas as ações e conhece a situação do inimigo.
e. Memento do comandante da patrulha: (anexo"C").
3.2. PROVIDÊNCIASINICIAIS

3.2.1. GENERALIDADES
a. A fim de iniciar a preparação da tropa para o cumprimento da missão recebida, o
comandante da fração começará seus trabalhos tomando as providênciasiniciais.
b. Nessa fase das Normas de Comando, o comandante da fração deve realizar o
planejamento preliminar da missão que englobará as seguintes atividades: estudo sumário da
missão; planejamento da utilização do tempo; estudo de situação preliminar e planejamento da
organização de pessoal ematerial.

3.2.2. ESTUDO SUMÁRIO DAMISSÃO


a. É um processo mental e sintético, baseado em perguntas, que respondidas,
orientam o comandante da patrulha na direção certa para o cumprimento da missão, assim como
facilitam a confecção doquadro-horário.
(1) O quefazer?
Identificar as ações impostas (verbos da missão) e visualizar as ações complementares
necessárias ao cumprimento da missão.
(2) Quando?
Verificar os prazos e horários impostos ou necessários para o cumprimentoda
missão.
(3) Onde?
Levantar a localização e a situação do objetivo.
b. É importante salientar que as conclusões obtidas, por esse breve estudo
preliminar, poderão sofrer modificações determinadas por dados obtidos no reconhecimento e
serão reajustadas por ocasião do estudo de situação (planejamento detalhado).

3.2.3. PLANEJAMENTO DA UTILIZAÇÃO DOTEMPO


a. É necessário que inicialmente seja confeccionado um quadro-horário que adeque
as atividades de planejamento e preparação ao tempo disponível, de modo que todas as ações
tenham hora específica para suarealização.
b. O quadro-horário é confeccionado com tempos estimados que serão
confirmadosposteriormente.
c. Para esta estimativa, além das imposições de horários e prazos especificados na
missão, deve-se considerar, de um modo geral, o tempo total disponível e o tempo gasto
nosdeslocamentos.
d. Quando o horário de partida não for imposto pelo escalão superior, o comandante
da patrulha define-o, estimando o tempo necessário para execução das atividades subsequentes
à partida dapatrulha.
e. Definida a hora da ação no objetivo, serão relacionadas as atividades em ordem
cronológica inversa, isto é, do último horário imposto ao recebimento da missão. Ao repartir o
tempo disponível dentro desta ordem, terá sido confeccionado o seu quadro- horário.
f. Imediatamente após a emissão da ordem à patrulha, deverá ser realizada a
inspeção inicial e os primeiros ensaios, não podendo haver atividades dispersivas entre estas.
g. Após uma atividade dispersiva (refeições, pernoites, inspeções e longos
deslocamentos embarcados ou a pé), deverá ser destinado um tempo para novamente ensaiar a
missão, podendo este ensaio ser verbal, relembrando a sequência das ações.
h. Ajustes: servirão para a complementação e para a reformulação de aspectos do
aprestamento individual e coletivo, bem como de lapso de tempo para reajustar o quadro-horário,
em função de eventuais atrasos nas atividades previstas. Normalmente serão inseridos antes da
partida; após as refeições e dos primeiros ensaios; e após o reconhecimento aproximado
doobjetivo.
i. A inspeção inicial deverá ter um tempo superior à inspeção final, sendo que o
tempo destinado às mesmas deve permitir a correção dos problemasverificados.
j. O tempo previsto para o reconhecimento no terreno deve permitir a adequada
observação do dispositivo e das atividades do inimigo. Deve-se levar em consideração também a
necessidade de se realizarem deslocamentos em sigilo e de se ocuparem várias posições de
observação.
l. O quadro-horário é um meio auxiliar de planejamento simples e o comandante da
patrulha não deve esgotar o pouco tempo disponível em sua confecção. Mesmo que o quadro-
horário não seja perfeito, ainda será muito útil, pois ordena as atividades e evita esquecimentos.
m. O quadro-horário, a exemplo do planejamento preliminar, poderá sofrer
modificações determinadas por dados obtidos no reconhecimento e será reajustado por ocasião
do estudo desituação.
n. Sempre que possível, na distribuição do tempo deverá se destinar a maior carga
horária ao estudo de situação e aosensaios.
o. A ordem preparatória, sendo meramente administrativa, terá tempo de emissão
inferior ao da ordem àpatrulha.
p. Segue um exemplo de quadro-horário a partir do término do recebimento da
missão:
Tempo em Horário (de - às)
Atividades
minutos
30 0310 – 0340 Confecção e entrega do relatório
90 0140 – 0310 Regresso
20 0120 – 0140 Retraimento até o PRPO e reorganização
20 0100 – 0120 Ação no objetivo
120 2300 (D) – 0100 (D+1) Tomada do dispositivo
90 2130 – 2300 Reconhecimento aproximado
90 2000 – 2130 Deslocamento até o PRPO
- 2000 Partida
15 1945 – 2000 Ajustes
20 1925 – 1945 Inspeção final
85 1800 – 1925 Ensaio noturno
30 1730 – 1800 Jantar
150 1500 – 1730 Ensaio diurno
30 1430 – 1500 Inspeção inicial
120 1230 – 1430 Transmissão da Ordem à Patrulha
30 1200 – 1230 Almoço
120 1000 – 1200 Estudo de situação (planejamento detalhado)
60 0900 – 1000 Transmissão da Ordem Preparatória
90 0730 – 0900 Planejamento preliminar
- 0730 Término do recebimento da missão

3.2.4. ESTUDO DE SITUAÇÃOPRELIMINAR


a. O estudo de situação é um processo lógico e continuado de raciocínio, pelo qual
o comandante da patrulha considera todas as circunstâncias que possam interferir no
cumprimento da missão.
b. Para se assegurar de que os vários fatores que influenciam as operações militares
recebam consideração lógica e ordenada, são utilizados vários métodos para a resolução de
problemas, dentre os quais ressalta-se o estudo de situação preconizado pelo artigo V deste
capítulo. O conhecimento, a experiência e o discernimento do comandante da patrulha irão
influenciar na seleção da melhor linha de ação a seradotada.
c. A profundidade com que este estudo de situação preliminar deverá ser realizado
está condicionada a diversos fatores, dentre os quais destacam-se os dados disponíveis nesta
etapa do planejamento e o tempo que o comandante da patrulha dispõe para o cumprimento de
sua missão. Deve-se levar em consideração, também, o fato de que há necessidade de se
proporcionar o máximo de tempo de preparaçãopara
o combate.
d. O método de estudo de situação apresentado, apesar de lógico e útil, não é rígido.
Não há necessidade de se esgotar um parágrafo antes de se passar ao seguinte. Dentro do
quadro geral do estudo de situação podem ser realizadas diversas análises e estudos parciais,
revendo e acrescentando, a este estudo, aspectos que se tornaremnecessários.
e. Em síntese, o grande objetivo do estudo de situação preliminar é se chegar a
umaconcepçãoinicialdecomosepretendecumpriramissão.Dessaforma,ter-se-á
condições de organizar a patrulha em pessoal e material. O estudo de situação detalhado, que
será realizado oportunamente, após a execução do reconhecimento, poderá alterar alguns
aspectos concebidos nesta fase inicial do planejamento.

3.2.5. PLANEJAMENTO DA ORGANIZAÇÃO DE PESSOAL EMATERIAL


a. Após o planejamento da utilização do tempo, do estudo de situação preliminar e
já tendo identificado no estudo sumário da missão a sequência das ações a realizar, o comandante
da patrulha deve organizar os escalões e os grupos, decidindo sobre o material, o equipamento e
o armamento a serem conduzidos no cumprimento da missão, bem como a serem utilizados no
reconhecimento e no ensaio. Para isso, poderá valer-se do quadro de organização de pessoal e
material (QOPM) preenchido em duas vias. Uma dessas vias será repassada diretamente ao
gerente da patrulha ao final da ordem preparatória. Ver no anexo "A" um exemplopreenchido.
b. Na organização da tropa para o cumprimento da missão, o comandante da
patrulha buscará constituir os diversos grupos de maneira a manter a integridade tática da fração.
c. Normalmente, a patrulha se constituirá de 2 (dois) escalões: um voltado para o
cumprimento da missão (escalão de reconhecimento ou escalão de assalto) e o outro para
segurança da patrulha (escalão de segurança). Cada escalão é formado por um ou mais grupos,
conforme decisão do comandante da patrulha que também define seus efetivos.
d. A coordenação dos escalões é responsabilidade do comandante da patrulha, que
poderá contar com alguns auxiliares, constituindo o grupo decomando.
e. Peculiaridades do grupo de comando:
(1) Poderá ser constituído somente pelo comandante dapatrulha;
(2) O subcomandante da patrulha pode ter esta única função, integrando o
grupo de comando; ou, o mais normal, comandar também um dosescalões;
(3) O pessoal recebido em apoio (guias, motoristas, médico etc.) estará
compondo um grupo específico da missão quando participar das atividades desde a partida até o
regresso às linhas amigas. Caso contrário, irá compor o grupo de comando.
EXEMPLO 1 - Piloto de voadeira conduz Gp Seg 1 até determinado ponto, abica e aguarda o
retorno do Gp Seg para o retraimento. Neste caso o piloto será integrante do Gp Seg 1.
EXEMPLO 2 - Piloto de voadeira conduz Gp Seg até determinado ponto. O grupo desembarca e
não mais retorna à posição. O piloto, a partir daí, retorna às linhas amigas. Neste caso, o piloto
compõe o grupo de comando.
f. Alguns homens podem receber atribuições específicas durante a preparação e/ou
execução da patrulha, não pertencendo, portanto, ao grupo de comando. Essas atribuições,
desempenhadas cumulativamente com as demais são, dentre outras, as que seseguem:
(1) Subcomandante - É o eventual substituto do comandante em qualquer fase
da missão. Auxilia o comandante no planejamento, coordena as medidas administrativas (ordens,
ensaios, refeições, inspeções etc.). Fiscaliza as atividades de preparação do rádio-operador.
Providencia a presença e organiza a patrulhapara emissão de ordens (inclusive elementos em
apoio). Conduz o ensaio. Desloca-se onde melhor possa auxiliar o comandante, normalmente à
retaguarda da patrulha (não é necessariamente o último homem). Controla o efetivo e rodízio de
material, se for o caso (durante deslocamentos, altos, reorganização, ultrapassagem de pontos
críticos). Coordena a redistribuição da munição e de outros materiais, se for o caso. Verifica a
esterilização das áreas dos alto-guardados, objetivo, áreas de reuniãoetc.
(2) Gerente - É o elemento encarregado de material e suprimentos. Deve
providenciar este material e os suprimentos necessários, de acordo com a relação confeccionada
pelo comandante da patrulha, e distribuí-los, mantendo o controle de modo que a patrulha esteja
aprestada na hora da Ordem à Patrulha. No regresso da missão, recolhe o material distribuído e
apresenta ao comandante asalterações.
(3) Equipe de navegação - Auxilia o comandante da patrulha na orientação e
navegação. Podem ser escalados, de acordo com a necessidade, elementos nas funções de:
homem-bússola, homem-carta, homem-ponto e homem-passo. Sob coordenação do homem-
carta, esta equipe prepara o caixão de areia ou meio similar a ser utilizado na Ordem à Patrulha
e prepara o quadro auxiliar denavegação.
(4) Observadores do objetivo - Em determinadas missões, após o
reconhecimento aproximado do objetivo, não comprometendo o sigilo da missão, elementos da
patrulha poderão permanecer próximo ao objetivo com intuito de observar possíveis alterações
do dispositivoinimigo.
(5) Homem-tempo – É o elemento responsável por alertar ao comandante
sobre os horários a serem cumpridos, estabelecidos pelo quadro-horário, principalmente na ação
no objetivo propriamentedita.
(6) Homem-saúde – além das atividades afetas aos primeiros-socorros, é
também encarregado de realizar as medidas relativas ao contra-rastreamento e esterilização das
posições estáticas ocupadas pelapatrulha.
(7) Rádio-operador - Miniaturiza, codifica e impermeabiliza extratos da IE Com
Elt e outros códigos particulares da patrulha. Prepara o material de comunicações para a missão
(verifica o funcionamento do material, limita o combinado, impermeabiliza o material de
comunicações, se for o caso, pré-sintoniza o equipamento rádio). Prepara e conduz antenas
improvisadas, se for o caso. Instala equipamento fio, se for o caso. Explora e mantém as
comunicações, com escalão superior, se for o caso. Age como mensageiro, conforme
determinação do comandante da patrulha. Lembra o comandante dos horários de
ligaçãoprevistos.
3.3 OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DORECONHECIMENTO
3.3.1. GENERALIDADES

a. Embora o reconhecimento seja realizado após a emissão da Ordem


Preparatória, o seu planejamento deve ser feito antes da patrulha receber a ordem e iniciar a
suapreparação.
b. Antes da realização do reconhecimento, deverão ser analisados os riscos e o
tempo necessário para o planejamento, preparação e execução do mesmo. A sua finalidade é
colher o máximo de dados sobre o terreno, itinerário planejado, objetivo, situação do inimigo etc.
c. Sempre que possível, deverá ser realizado o reconhecimento no terreno, além do
estudo das cartas da região, fotografias aéreas e outros meios disponíveis. A execução do
reconhecimento deve ser autorizada pelo escalão superior, pois a sua realização pode
comprometer a missãoprincipal.
d. O planejamento do reconhecimento deve abordar todas as fases de uma missão
de patrulha.

3.3.2. PLANEJAMENTO DORECONHECIMENTO


a. Dados iniciais para oreconhecimento
(1) Meios e tempo disponível (planejamento da utilização dotempo).
(2) O comandante deverá prever para o reconhecimento militares
responsáveis pelas seguintes atividades:
- Comando dos integrantes da patrulha que não participam doreconhecimento;
- Orientação;
- Comunicações;
- Comandantes de grupo (a critério do comandante da patrulha);e
- Elementos de segurança.
(3) Visualização da seqüência das ações a realizar durante o
reconhecimento.
b. Após a análise desses aspectos, deve-se decidir como realizar a ação de
reconhecer por intermédiode:
(1) Meios disponíveis (fotografias aéreas, fotos de satélites, filmagensetc.);
(2) Reconhecimento no terreno, uniformizado, com ou sem a presença do
inimigo, ou força adversa;e
(3) Reconhecimento no terreno, descaracterizado, com ou sem a presença do
inimigo ou força adversa.
c. O comandante da patrulha planeja a execução do seu reconhecimento definindo
“o quê” e “de ondereconhecer”.
(1) Oquê?
(a) Obstáculos
(b) Pontos críticos
(c) Características do terreno no itinerário eobjetivo
(d) Objetivo propriamente dito
(e) Dispositivo, composição e valor doinimigo
(f) Outros
(2) De onde?
Locais a serem ocupados ou percorridos durante o reconhecimento.
d. Planejar a segurança para as atividades dereconhecimento.
e. Deve ser confeccionado um quadro-horário e um QOPM do reconhecimento, bem
como ser realizado umensaio.
f. Como já visto anteriormente, o planejamento do reconhecimento deve ser feito
antes da emissão da ordem preparatória para que, no QOPM, já esteja incluso o material do
reconhecimento. Na ordem preparatória, o comandante deve informar à patrulha, de maneira
sucinta, sobre o reconhecimento. Após a ordem preparatória, o comandante deve reunir os
homens que irão ao reconhecimento e emitir uma ordem pormenorizada.
g. Confeccionar um quadro auxiliar(sugestão):
QUEM O QUÊ COMO MATERIAL Obs
Itinerário, vias de acesso, locais
Sequência e por onde Carta e binóculo Levar a mochila
Cmt Esc Seg dos
grupos e PRPO
Itinerário até o PRPO, pontos críticos Posição na coluna Carta, bússola e Material na mochila
Homem carta e itinerário de retorno eorientar- receptor GPS do Cmt Esc Seg
se no alto

OBSERVAÇÃO - Deverá ser conduzido somente o material necessário ao reconhecimento.

3.3.3. ORDEM PREPARATÓRIA


a. A ordem preparatória tem a finalidade de orientar a preparação individual e
coletiva da patrulha para o cumprimento da missão.
b. O comandante da patrulha deve empenhar-se em emitir sua ordem no mais curto
prazo possível, de modo a permitir à patrulha o tempo adequado ao aprestamento.
c. Caso se torne impraticável a emissão da ordem preparatória a todos os
elementos da patrulha, ela deve ser emitida aos comandantes subordinados que a retransmitirão
a seus homens.
d. Antes da expedição da ordem preparatória, o SCmt deverá organizar a patrulha
conforme o planejamento do comandante, apresentando-a no local determinado para a emissão
da referida ordem.
e. Roteiro comentado para a transmissão da ordempreparatória:
1. SITUAÇÃO (ambientar apatrulha)
Ambientar a patrulha em relação a sua situação e localização no contexto da operação em
andamento (podendo para tal, fazer uso de esboços, croquis etc.). Em seguida, expor de forma
sucinta os motivos que provocaram a reunião do pelotão e sua organização como patrulha,
valendo-se, neste momento, da última situação particular.
a. Forças inimigas (até dois escalõesacima)
Abordar de forma genérica, tecendo considerações a respeito da sua provável localização, da
sua natureza e valor (grupo de homens de forças adversas, tropas blindadas, anfíbias,
aeromóveis, valor GC, Pel etc.), tratando até dois escalões acima, quando houver definição dos
escalões que enquadram o inimigo.
b. Forças amigas (até dois escalõesacima)
Também de forma genérica, abordar até dois escalões acima as tropas amigas que operam na
área, indicando sua localização e definindo a sua natureza e valor (Pel C Mec Rfr, Cia Fuz Mtz,
BIB etc.), bem como meios recebidos e retirados.
2. MISSÃO
Transmitir à patrulha exatamente a missão recebida do escalão superior (utilizando os meios
visuais disponíveis), buscando posteriormente, em função do grau de adestramento dos
patrulheiros, clarificar as ações táticas a realizar (quando e onde).
3. QUADRO-HORÁRIO
Transmitir os horários de interesse para a patrulha e os locais de reunião para as atividades
previstas nestes horários.
4. ORGANIZAÇÃO (VerQOPM)
Neste momento, de posse do QOPM, o comandante determina que, grupo a grupo, os homens
individualmente enunciem suas funções na patrulha.
5. UNIFORME E EQUIPAMENTOINDIVIDUAL
Transmitir que uniforme e equipamento individual cada homem ou grupo conduzirá, conforme
QOPM (considerar a possibilidade de utilização de roupa civil, mochilas vazias para condução,
resgate ou captura de material etc.).
6. ARMAMENTO EMUNIÇÃO
Transmitir que armamento e munição cada homem ou grupo conduzirá, conforme QOPM,
tecendo comentários a respeito das verificações necessárias quando da apanha do material.
7. MATERIAL DECOMUNICAÇÕES
Transmitir que material de comunicações cada homem ou grupo conduzirá, conforme QOPM.
8. MATERIAL DEDESTRUIÇÕES
Transmitir que material de destruições cada homem ou grupo conduzirá, conforme QOPM.
9. MATERIALESPECIAL
Transmitir que material especial cada homem ougrupoconduzirá, conforme
QOPM.

10. RAÇÃO EÁGUA


Transmitir que ração e quantidade de água cada homem ou grupo conduzirá, conforme QOPM.
11. MATERIAL PARARECONHECIMENTO
Transmitir que material para o reconhecimento cada homem ou grupo conduzirá, conforme
QOPM.
12. MATERIAL PARAENSAIO
Transmitir que material para ensaio cada homem ou grupo conduzirá, conforme QOPM.
13. RECONHECIMENTO
Informar quem irá no reconhecimento, checar o material a ser conduzido, local do briefing e
horário da partida.
14. COMUNICAÇÕES
- Senha, contra-senha, sinal de reconhecimento e horário de mudança desenha.
- Senha e contra-senha para oscontatos.
- Indicativos rádio.
- Autenticações.
- Horários de ligação.
- Prescrições rádio.
- Sinais convencionados.
- Outros dados das IE ComElt.
- Processos de codificação.
15. DIVERSOS
a. Instruções particulares (atribuirresponsabilidades)
- Auxílio ao comandante no planejamentodetalhado.
- Auxílio ao gerente na apanha e distribuição domaterial.
- Definir o local e o processo para distribuição do material (todos, por escalão,
por grupoetc.)
- Auxílio à equipe de navegação na preparação do caixão deareia.
- Auxílio ao subcomandante na preparação dos meios visuais(quadros).
- Testes e preparação dos diversosmateriais.
- Determinar, após todo o aprestamento, que sejam ensaiados os
procedimentos que já fazem parte das NGA dopelotão/patrulha.
EXEMPLO - Sinais e gestos para deslocamentos a pé ou fluviais etc.
b. Outras prescrições
- Estabelecer a cadeia de comando, principalmente quando a patrulha receber
outros elementos de manobra em reforço, determina que os comandantes de escalão e grupo (e
outros graduados) permaneçam de pé e inicia a transmissão da cadeia de comando.
- Informar o local em que estará fazendo o planejamentodetalhado.
- Informar o local e a hora da próximareunião.
- Acerto dosrelógios.
- Retirada de dúvidas.

3.4. RECONHECIMENTO

3.4.1. GENERALIDADES
Sempre que a situação permitir, deve-se buscar realizar um reconhecimento detalhado não só do
objetivo como também do itinerário a ser percorrido pela patrulha. Entretanto, ressalta-se que
durante o recebimento da missão o comandante da patrulha já deverá questionar o escalão
superior quanto à possibilidade da execução do mesmo.

5.4.2. RECONHECIMENTO
a. Após a emissão da ordem preparatória, enquanto a patrulha se prepara, os
elementos que foram selecionados realizam o reconhecimento procurando o maior número de
dados sobre o objetivo e a situação do inimigo, com a finalidade de complementar detalhadamente
o seuplanejamento.
b. O comandante da patrulha deve atentar para a dimensão do reconhecimento
quando enquadrado em uma atividade de combate. Neste caso, essa passa a ser uma missão de
menor porte dentro da missão principal. Sendo assim, surge também a necessidade de, durante
o planejamento preliminar (se for o caso), elaborar-se uma estória-cobertura para descaracterizar
de maneira adequada a ação de reconhecimento. Uma estória bem estruturada e de
conhecimento aprofundado, aliada a uma seleção criteriosa do pessoal envolvido na ação serão
fatores imprescindíveis ao êxito da missão.
c. O material a ser utilizado neste tipo de atividade poderá ser o mais variado
possível, desde que atenda ao cumprimento do objetivo estabelecido. Poderão ser utilizados, para
fins de reconhecimento, máquinas fotográficas, máquinas filmadoras, contatos com os indivíduos
da região (elaboração de croqui da área), dentre outros artifícios. Consoante isto, o comandante
da patrulha deverá ter uma atenção maior para o contexto em que será empregada a tropa na
ação, isto é, se caracterizada ou não. O fato de a tropa estar atuando descaracterizada requer
uma série de medidas dissimulativas deste pessoal, com objetivo de enquadrá-los dentro de uma
situação rotineira e atinente ao local ou região deatuação.
3.5. ESTUDO DESITUAÇÃO

3.5.1. CONSIDERAÇÕESBÁSICAS
a. O estudo de situação é um processo lógico e continuado de raciocínio, pelo qual
o comandante de patrulha considera todas as circunstâncias que possam interferir no
cumprimento da missão.
b. O estudo de situação baseia-se nos fatores abaixodiscriminados.
(1) Missão - O comandante da patrulha procura definir, claramente, as ações a
realizar, sequenciando-as de maneira lógica, a fim de assegurar o preparo ea execução das ações
necessárias ao cumprimento damissão.
(2) Inimigo - O comandante da patrulha analisa os dados levantadosno
reconhecimento e aqueles recebidos do escalão superior, concluindo sobre: atitude, valor,
experiência, grau de instrução, desdobramento do inimigo no terreno, tempo, capacidade de
reforço etc. Ele deve, ainda, levantar as ações que o inimigo é capaz de realizar e que, se
efetuadas, influenciarão no cumprimento da nossamissão.
(3) Terreno e condições meteorológicas - O comandante da patrulha
considera os aspectos gerais (relevo, vegetação, natureza do solo, hidrografia, obras de arte,
localidades, população e condições meteorológicas). Este estudo visa integrar os melhores
momentos para as suas ações e identificar os itinerários que restringem ou impedem o movimento
da patrulha. Conhecendo os itinerários mais adequados à situação, o comandante da patrulha
realiza o estudo dos aspectos militares doterreno.
(a) Observação e campos de tiro, concluindosobre:
- Possibilidades de observação amiga einimiga;
- Necessidade de neutralização da observação inimiga;
- Campos de tiro rasantes;
- Condições dos campos de tiro para as armas de tirocurvo;
- Domínio de fogos;e
- Coordenação entre os elementos vizinhos.
(b) Cobertas e abrigos, concluindo sobre itineráriosdesenfiados.
(c) Obstáculos, concluindo sobre as regiões que apresentam maiores ou
menores facilidades para a progressão.
(d) Acidentes capitais, concluindo sobre as regiões que permitem a montagem
e o desembocar das ações no objetivo e que oferecem segurança às ações arealizar.
(e) Outros aspectos (itinerários, rotas de aproximação aéreaetc.).
(4) Meios - O comandante da patrulha deve apreciar os recursos humanos e
materiais disponíveis. Ele deve procurar empregar seus meios de forma a levantar a melhor linha
de ação para o cumprimento damissão.
(5) Tempo - O comandante da patrulha deve analisar o tempo disponível para
o cumprimento da missão. Este estudo inicia-se no planejamento preliminar, quando da confecção
do quadro-horário. Os tempos estimados para as diversas fases são
detalhadose,conformeoestudorealizado,redefinidos.Elepoderáconcluirsobrea
adoção de maiores ou menores medidas de segurança durante a execução da missão, tempo
disponível para ensaios etc.
c. O comandante da patrulha deve levantar as ações que o inimigo é capaz de
realizar e que, se adotadas, afetarão favorável ou desfavoravelmente o cumprimento da
suamissão.
d. Em seguida, deve-se integrar todos os conhecimentos obtidos nesse estudo de
situação, a fim de levantar linha(s) de ação lógica(s) e viável(is) que permita(m) o cumprimento
integral da missão.
e. O próximo passo do estudo de situação do comandante da patrulha é a
comparação das linhas de ação levantadas (quando mais de uma for levantada), realizada com
base no terreno, na rapidez (fator tempo), no dispositivo inimigo, no nosso dispositivo e nos
princípios de guerra (simplicidade, objetivo, massa, segurança, ofensiva, manobra, surpresa,
economia de forças e unidade decomando).
f. Ao final deste estudo, o comandante terá chegado a uma decisão sobre como
cumprirá a missão.

3.5.2. SEQÜÊNCIA DOPLANEJAMENTO


a. Inicia-se pela coordenação com osapoios.
(1) Com unidades em apoio ou reforço (fogo, naval, aéreoetc.).
(2) Contato comespecialistas.
(3) “Briefings”
- Levar mementopronto.
- Levar o integrante da patrulha empenhado nocontato.
- Acertar detalhes da ordem à patrulha e do ensaioconjunto.
b. Após a coordenação, deve-seplanejar:
(1) Ação no Objetivo
(a) Plano de reconhecimento aproximado (o que reconhecer, sequência, quem,
onde, por onde, medidas de coordenação e controle, missões específicas, horários, condutas,
quem permanece com olhos no objetivo). A fim de manter o militar mais antigo que permanecer
com a patrulha informado a respeito do reconhecimento, o comandante, antes de sair, deverá
reunir-se com ele e abordar os pontos de contingência, a saber(Q3OM):
- QUEM vai com ele e que itinerários serãopercorridos?
- QUANTO tempo ele pretende ficarfora?
- QUEBRA DO SIGILO (o que ele fará se for quebrado o sigilo no
reconhecimento e o que a patrulha fará; e o que o comandante fará se a patrulha for plotada?)
- ONDE o comandante (ou elementos que vão no reconhecimento) vai(vão)?
- Conferir/testar todo o MATERIAL a serconduzido.
OBSERVAÇÃO - O Q3OM refere-se a tópicos essenciais de coordenação e controle da patrulha.
O mnemônico pode ser empregado nas situações em que os integrantes da patrulha tenham que
se separar para cumprir missões distintas. No momento da separação, o comandante da fração
a ser destacada utilizará o processo mnemônico do Q3OM para que, dentre outros aspectos, não
se esqueça dos itens que deve checar antes da saída.
(b) Tomada do dispositivo (sequência de liberação dos grupos, quem, onde, por
onde, medidas de coordenação e controle, missões específicas, horários e condutas).
(c) Ação no objetivo propriamente dita (confeccionar o esquema de manobra,
caracterização do início da ação, detalhar cronologicamente quem vai fazer o quê, como, para
quê e selecionar a técnica deassalto).
(d) Retraimento ao PRPO (sequência, quem, onde, por onde, medidas de
coordenação e controle, horários, condutasetc.).
(e) Reorganização (cheque de baixas, armamento, equipamento emunição).
(2) Deslocamento até o PRPO
(a) Plano de carregamento e embarque (considerar os diversos trechos do
itinerário, seguindo os princípios da autossuficiência das vagas, distribuição de valores,
manutenção da integridade tática, previsão de panes esequenciamento).
(b) Itinerário principal e secundário (com linhas e pontos decontrole).
(c) Pontos de reunião no itinerário.
(d) Coordenação comhomem-carta.
(e) Levantar azimutes, distâncias e azimute de fuga (confecção do quadro
auxiliar denavegação).
(f) Conduta da patrulha
- Alto guardado, alto em segurança e noPRPO.
- Formações, ordem de movimento, rodízio de materialetc.
- Partida e regresso das linhasamigas.
- Verificar pontos de reunião e prazos correspondentes (tempo de
permanência e sinal de abandono).
- Atuação noscontatos.
- Ação nas zonas perigosas e pontoscríticos.
(3) Regresso
- Abordar os mesmos itens de infiltração (deslocamento até o PRPO), no que for aplicável.
- Sempre que possível, o retraimento deverá ocorrer por um itinerário diferente
do utilizado pela patrulha no deslocamento deida.
- Devem ser evitadas ao máximo trilhas eestradas.
(4) Outros
(a) Armamento e munição.
(b) Uniforme eequipamento.
(c) Conduta com inimigos feridos e prisioneiros (antes e após a açãono
objetivo, considerando as regras de engajamento para amissão).
(d) Conduta com feridos e mortos amigos (antes e após a ação noobjetivo).
(e) Sinais e gestos apraticar.
(f) Comunicações com o escalãosuperior.
(g) Senha, contra-senha e sinais de reconhecimento: do escalão superior eda
patrulha.
(h) Posiçãodocomandante,dosubcomandanteedoscomandantesdegrupo
nos deslocamento e na ação no objetivo.
(i) Hora do dispositivopronto.
(j) Hora dapartida.
(l) Reorganização após dispersão (importante relatório de BEM – Baixas,
Equipamento e Munição /Armamento).
(m) Revezamento do material pesado (sem comprometer o emprego
adequado do mesmo).
(n) Conduta como prisioneiro de guerra(PG).
(o) Situações de contingência.
(p) Conduta para o pernoite (base de patrulha, área de reunião clandestina,
área dereunião).
(q) Medidas especiais desegurança.
(r) Contato com elementos amigos infiltrados (quem, como, senhaetc.).
(s) Ligações com outraspatrulhas.
(t) Linhas de controle.
(u) As técnicas de ação imediata (TAI), defensivas e/ouofensivas.
(5) Planejamento doensaio.

3.6 ORDENS

3.6.1. GENERALIDADES
a. Após a realização do planejamento detalhado, o comandante da patrulha
preparar-se-á para a condução da ordem àpatrulha.
b. A ordem à patrulha tem por objetivo informar aos integrantes da fração as
características da missão a ser cumprida, o seu desenvolvimento, bem como, estabelecer as
missões específicas individuais, dos grupos e/ouescalões.
c. A ordem à patrulha é emitida de forma verbal econtínua.
d. A ordem à patrulha estabelece procedimentos, condutas alternativas e as
diversas prescrições necessárias ao cumprimento damissão.
e. Normalmente, ao início da ordem à patrulha, a fração já deverá estar em
condições de partir. Entende-se, com isso, que ela já deverá estar aprestada, com o armamento,
equipamento, material de comunicações e material especial necessários ao cumprimento da
missão. É importante que a fração já esteja organizada em seus escalões e grupos e com a
camuflagem individualfeita.
f. É admissível que, em missões complexas, com longo tempo para ordens e
ensaios, a ordem a patrulha seja executada sem a fração ainda estaraprestada.
g. O tempo destinado à emissão da ordem é flexível, variando de acordo com a
complexidade da missão e o tempo disponível ao cumprimento da mesma. Deve-se considerar,
porém, que a ordem deve ser clara e objetiva, destinando-se o máximo de tempo aos ensaios.
h. A ordem à patrulha deve ser apoiada ao máximo em meios visuais, de forma a
permitir o melhor entendimento possível por parte dos patrulheiros. São exemplos de meios a
serem utilizados: caixões de areia (sempre que possível, um para os itinerários de ida e retorno e
outro para a ação no objetivo), quadro branco, quadronegro, quadros murais de papel pardo ou
semelhante, maquetes, apresentações em computador, fotografias, filmesetc.
i. No anexo "B" são apresentados exemplos de meios visuais que poderão ser
utilizados durante a emissão daordem.
j. Durante a execução dos ensaios pode ser necessário o retorno ao caixão de areia
para a retificação de planejamento e/ou emissões de novasordens.
l. Em determinadas situações, a ordem pode ser transmitida diretamente aos comandantes de
escalão/grupo, e estes, por sua vez, a repassarão aos seus respectivos patrulheiros.

3.6.2. ORDEM ÀPATRULHA

1. SITUAÇÃO (Situar a patrulha no terreno, caixão de areia, croquis e/ou cartas;


informar à patrulha o que deu origem à missão; informações da situação geral essenciais para
conhecimento e compreensão da situaçãoexistente).
a. Forças Inimigas (até dois escalõesacima)
- Informar à tropa as forças inimigas presentes na área de operações que
possam influenciar a ação dapatrulha.
- Transmitir à tropa dados relevantes, tais como: localização, efetivo, valor,
dispositivo, armamento, equipamento, uniforme, identificação, atividades recentes e atuais,
movimentos, atividades da Força Aérea, procedimentos rotineiros, moral, tempo de reforço,
apoios, nível de adestramentoetc.
b. Forças Amigas (até dois escalõesacima)
- Informar a localização, limites de zona de ação, contatos, apoios (de fogo,
aéreo etc.), outras patrulhas e atividades da ForçaAérea.
c. Meios recebidos e retirados
- Quais, a partir de quando e atéquando.
d. Área de Operações e CondiçõesMeteorológicas
- Apresentar as conclusões a respeito das consequências para nossa patrulha
sobre o ICMN/FCVN, as fases da lua (influência sobre a visibilidade), a neblina, os ventos, as
chuvas, a temperatura e o gradiente para emprego defumígenos.
- Apresentar as conclusões, ainda, sobre os aspectos fisiográficos do terreno:
sistema hidroviário, relevo, vegetação, considerando informações doescalão superior,
informações de especialistas de área, reconhecimentos, estudos da carta etc.
2. MISSÃO
- O comandante da patrulha deverá transmitir a missão conforme a tenha recebido do escalão
superior. Para uma perfeita compreensão dos patrulheiros, poderá ser feita uma breve
explicação das ações a seremrealizadas.
3. EXECUÇÃO
a. Conceito da Operação
- Neste item, o comandante da patrulha faz uma descrição SUCINTA de como
pretende cumprir a missão na sequência cronológica dasações.
- O objetivo desta explanação é transmitir uma noção de conjunto das ações a
serem realizadas pela patrulha, procurando-se facilitar o entendimento posterior das ordens
particulares.
- Não é fornecido qualquer detalhe de coordenação ouexecução.
- São abordados os seguintes aspectos: processo de deslocamento e itinerário
de ida, ocupação do PRPO, reconhecimento aproximado, tomada do dispositivo, ação no
objetivo, retraimento para PRPO, reorganização e regresso às linhas amigas.
b. Ordens aos ElementosSubordinados
- Este é o ponto, no memento do comandante da patrulha, em que deverão ser
estabelecidas as responsabilidades pelas ações a serem realizadas. Este procedimento deverá
seguir uma sequência cronológica a fim de caracterizar as ações, deixando as medidas de
coordenação e controle para serem definidas no item “prescrições diversas”. É importante que a
enunciação destas ordens ocorra de forma a abordar as ações a serem realizadas por um
determinado escalão, grupo ou homem nas principais fases damissão.
- Existem dois processos usualmente utilizados para a explanação deste item, a
saber:
1º PROCESSO:
- Transmitir as missões separadamente por escalões e grupos, seguindo a
sequência das ações a realizar, a partir do deslocamento de ida até o retorno às linhas amigas.
Em ações complexas, que exijam a ação isolada dos escalões ou grupos, este processo poderá
ser o maisconveniente.
2º PROCESSO:
- Apresentar as missões aos escalões e grupos à medida que as ações forem
abordadas,ouseja,ocomandantedapatrulhaescalonaasaçõesnumasequência
cronológica do deslocamento de ida ao regresso às linhas amigas, atribuindo responsabilidades em
cada ação separadamente.
c. Prescrições diversas
Neste item são abordados os seguintes tópicos:
1) Hora do dispositivo pronto para início dodeslocamento
2) Deslocamento até o PRPO
a) Hora dePartida.
b) Itinerário de ida (conforme quadro auxiliar denavegação).
c) Meios, processos de deslocamento e medidas de coordenação e controle
nos diversostrechos.
d) Formação inicial e ordem demovimento.
e) Planos de embarque e carregamento(SFC).
f) Prováveis pontos dereunião.
g) Segurança nos deslocamentos ealtos.
h) Passagem pelos postos avançadosamigos.
i) Ocupação doPRPO.
3) Ação noobjetivo
a) Reconhecimento aproximado do objetivo (o que reconhecer, sequência,
quem, onde, por onde, medidas de coordenação e controle, missões específicas, horários etc.).
b) Tomada do dispositivo (sequência e liberação dos grupos, quem, onde, por
onde, medidas de coordenação e controle, missões específicas, horáriosetc.).
c) Ação no objetivo (caracterização do início da ação, detalhar
cronologicamente quem faz o quê, como e paraquê).
d) Retraimento para o PRPO (sequência, quem, onde, por onde, medidas de
coordenação e controle, horáriosetc.).
e) Reorganização no PRPO (cheque de baixas, equipamento,
munição/armamento -BEM).
4) Regresso
a) Hora de regresso.
b) Itinerário deregresso.
c) Meios, processos de deslocamento e medidas de coordenação e controle
nos diversostrechos.
d) Formação inicial e ordem demovimento.
e) Planos de embarque e carregamento(SFC).
f) Prováveis pontos dereunião.
g) Segurança nos deslocamentos ealtos.
h) Passagem pelos postos avançadosamigos.
5) Outras Prescrições
a) Situações de contingência (nas diversas fases daoperação).
b) Açõesemáreasperigosasepontoscríticos(POCO-Pare,Olhe,Cheiree
Ouça).
c) Ações em contato com o inimigo(TAI).
d) Reorganização após dispersão.
e) Tratamentos com prisioneiro de guerra, mortos e feridosinimigos.
f) Conduta com mortos e feridosamigos.
g) Conduta ao cair prisioneiro deguerra.
h) Conduta para pernoites (base de patrulha, área de reunião e área de
reuniãoclandestina).
i) Medidas especiais de segurança.
j) Destino do materialespecial.
l) Rodízio de materialpesado.
m) Contato com elementoamigo.
n) Ligação com outraspatrulhas.
o) Prioridades nos trabalhos de organização doterreno.
p) Linhas decontrole.
q) Apoio de fogo (onde, até quando e comosolicitar).
r) Documentos a serem conduzidos (procedimentos paradestruição).
s) Procedimentos para ensaios e inspeções.
t) Elementos essenciais de inteligência(EEI).
u) Estória-coberturacoletiva.
v) Conduta comcivis.
x) Azimutes de fuga (SFC).
4. LOGÍSTICA
- Ração e água.
- Armamento emunição.
- Prescrições para consumo eressuprimento.
- Uniforme e equipamento especial.
- Localização dohomem-saúde.
- Local do posto de socorro (PS), posto de refúgio e posto de coleta de
prisioneiros de guerra.
- Processo de evacuação (pessoal e material).
- Medidas de saúde ehigiene.
5. COMANDO ECOMUNICAÇÕES
- Processo de codificação da IE ComElt.
- Senhas e contra-senhas (horários paramudança).
- Sinais dereconhecimento.
- Sinais de ponto limpo e de ponto ativado.
- Frequências principais e alternativas (sinais paramudança).
- Indicativos.
- Autenticações.
- Horários para contato.
- Sinais convencionados.
- Localização do comandante e do subcomandante (durante o ensaio e todas as
fases da ação).
- Cadeia de comando.
- Dúvidas?
- Cheque do acerto dosrelógios.
OBSERVAÇÃO - É importante que os itens referentes ao parágrafo 5º sejam memorizados por
todos. A IE Com Elt deve ser conduzida codificada. Todos os integrantes da patrulha deverão
saber quem está conduzindo a IE Com Elt e onde ela está guardada. Ao término da emissão da
ordem, deverá ser feito um cheque rigoroso de cada detalhe da missão a sercumprida.

3.7. FISCALIZAÇÃO

3.7.1. INSPEÇÃOINICIAL
a. Finalidade
A inspeção inicial visa a permitir ao comandante da patrulha uma avaliação sobre o grau de
preparação dos homens, quanto ao conhecimento detalhado da missão, bem como o moral da
tropa, o estado do equipamento e do armamento.
b. Ações a realizar
(1) A inspeção inicial é realizada, preferencialmente, logo após a transmissão
da ordem à patrulha. Ela deve ser dividida em duas fases, uma teórica e outra prática. Nesta
ocasião, serão inspecionados todos os integrantes da patrulha, inclusive os elementos em apoio
recebidos (motorista, guia, prático, piloto, atendenteetc.).
(a) Parte tática
- Verificação do conhecimento individual sobre a missão, bem como senhas,
contra-senhas, sinais de reconhecimento, sinais de ponto limpo e ponto ativado, códigos, missões
específicas, indicativos, prescrições rádio, estória-
cobertura,horáriosdeligação,sinaisconvencionadoseprocessosdeautenticação
/codificação.
- Deve ser realizada, sempre que possível, após a transmissão da ordem à
patrulha, no próprio caixão de areia, ocultando os meios visuais. Deverá ser conduzida pelo
comandante da patrulha, buscando fazer um sincronismo entre os grupos em todas as fases da
patrulha. Ou seja, desde a partida até oregresso.
- O comandante da patrulha fará, inicialmente, perguntas aos integrantes da
patrulha para verificar se há alguma dúvida sobre a missão, principalmente aos patrulheiros com
missõesespecíficas.
- Posteriormente, fará uma espécie de teatro verificando todas as ações
desde a ordem de embarque, passando pela ordem de deslocamento, ocupação do PRPO,
reconhecimento aproximado, tomada do dispositivo, ações no objetivo, retraimento para o PRPO,
reorganização e regresso. Esta atividade deverá ser realizada na ordem cronológica dos
acontecimentos, quando o comandante irá citar as ações a serem realizadas enquanto os
comandantes de grupo, utilizando-se de cartões com os nomes de suas frações, os colocarão no
caixão de areia na ordem de execução.
EXEMPLO - O comandante citará a primeira ação a ser executada (ordem de deslocamento da
base até o PRPO). Neste instante, o comandante do primeiro grupo da coluna de marcha colocará
o seu cartão no caixão de areia e explicará sucintamente as atribuições do seu grupo. Em seguida,
sem receber ordem alguma, o
comandante do próximo grupo na ordem de deslocamento colocará o seu cartão.
Sucessivamente, os demais comandantes de grupo tomarão o mesmo procedimento. Na
sequência, o comandante da patrulha ditará o momento da chegada ao local do PRPO e
perguntará que atividade o primeiro grupo deverá desenvolver. Então o comandante do primeiro
grupo explanará as ações dos seus homens e colocará o seu cartão no setor correspondente ao
seu grupo no dispositivo do PRPO, dentro do caixão de areia, seguido pelos outros comandantes
de grupo. Desta forma, realizar-se-ão as outras atividades da patrulha até o retraimento.

Fig. 5-1. Inspeção inicial teórica

- Desta maneira é possível ao comandante da patrulha verificar as dúvidas


de seus comandados, assim como corrigir omissões ou erros na emissão da ordem à patrulha, de
forma que ao realizar o ensaio haja o menor número de dúvidas quanto à sua execução.
- Caso haja premência de tempo para uma inspeção teóricacompleta,
conforme explicada anteriormente, o comandante da patrulha deverá fazer uma inspeção teórica
sumária, abordando os itens essenciais ao cumprimento damissão.
(b) Parte material:
- Nesta fase da inspeção, o comandante deve dispor seus homens de forma
que seja possível a inspeção tátil e visual do uniforme, armamento, equipamento e material
coletivo. Deve-se ressaltar que todo o teste e aprestamento do material deverá ser realizado por
ocasião de seu recebimento e durante o planejamento detalhado, a cargo dos comandantes de
grupo.
- Uniforme e equipamento individual: ancoragem do equipamento, material
conforme previsto no QOPM, relógios (horário, protetor, despertadores desligados etc.),
impermeabilização (mochila, kits etc.), cantis plenosetc.
- Armamento e munição: condições de manutenção, funcionamento,
camuflagem, estrangulamento das bandoleiras, amarração dos zarelhos, travamento, alça de
combate etc.
- Material de destruição: condições de manutenção,funcionamento,
preparação de cargas-tipo, acondicionamento e impermeabilizaçãoetc.
- Material especial (viatura, embarcação, bolsa de primeiros socorros, GPS
etc.): condições de uso, funcionamento, acondicionamento e impermeabilizaçãoetc.
- Material de comunicações: condições de manutenção, funcionamento
(potência de saída etc.), pré-sintonia, acondicionamento, ancoragem (combinado, antena, base
de antena etc.) e impermeabilização (rádio, combinado, caixa de bateria etc.).
- Documentação (extratos de carta, croquis de itinerários, extratos de IE Com
Elt etc.): codificação, impermeabilização, miniaturização, preparação para destruição e controle
da distribuiçãoetc.
- Pessoal: camuflagem, estado físicoetc.
(2) A inspeção é de exclusiva responsabilidade do comandante da patrulha. Se
o efetivo e o tempo disponível permitirem, o comandante acompanhado de seu subcomandante,
após se inspecionarem, fazem a inspeção em cada um de seus homens e determina que o
comandante de grupo, após ter sido inspecionado, o acompanhe. Os erros encontrados deverão
ser sanados antes doensaio.

3.7.2. ENSAIO
a. Finalidade
O ensaio visa a familiarizar os homens com o cumprimento da missão, praticando as tarefas que
irão realizar e esclarecendo as possíveis dúvidas decorrentes da ordem à patrulha. Deverá ser
conduzido de forma a obedecer rigorosamente ao que será executado no cumprimento da missão.
Uma travessia de curso d'água; o uso do OVN e da máscara contra gases; dentre outros
procedimentos, quando não ensaiados, poderão vir a comprometer o sucesso da missão devido
a, dentre outros motivos: quebra de sigilo, danificação do material (impermeabilização mal feita)
e dificuldade de observação (perda de profundidade ouembaçamento).

Fig. 5-2. Ensaio

b. Execução
(1) O ensaio é planejado pelo comandante durante o planejamento detalhado
e transmitido ao subcomandante para que este possa conduzi-lo. Ao final da ordem à patrulha, o
subcomandante faz uma explanação oral, para que todos os homens entendam onde, como e o
que vai serensaiado.
(2) O comandante da patrulha observa o ensaio com o intuito de corrigir
eventuais erros causados pelo não entendimento das ordens emanadas ou até mesmo para
retificar o seuplanejamento.
(3) O ensaio não deve ser omitido, mesmo que os patrulheiros sejam
experientes e adestrados. Não havendo tempo disponível para ensaiar todas as ações, dar-se-á
prioridade à ação no objetivo, que é a fase mais importante da execução. Somente em caso de
extrema premência de tempo deverá ser abortado o ensaio, visando única e exclusivamente o
cumprimento da missão.
(4) Deve-se ensaiar em terreno semelhante ao da região do objetivo. Se a
patrulha for atuar à noite, devem ser realizados ensaiosnoturnos.
(5) O ensaio deverá ser feito, inicialmente, por alguns patrulheiros com
missões específicas. Depois, por grupo e, em seguida, por escalão. Por fim, com toda a patrulha.
Ou seja, do particular para ogeral.
(6) Deverão ser ensaiadas as seguintes ações, dentreoutras:
(a) Ações no objetivo(ênfase);
(b) Itinerário de ida ereorganização;
(c) Deslocamentos e altos (com os meios detransporte);
(d) Ações em áreas perigosas e pontoscríticos;
(e) Ações em contato com o inimigo(TAI);
(f) Regresso;
(g) Ocupação de área de reunião, área de reunião clandestina e base de
patrulha (SFC);
(h) Sinais e gestosconvencionados;
(i) Transmissão de ordens (exploração dos meios decomunicações);
(j) Passagem nos postos avançadosamigos;
(l) Mudança de formação;
(m) Plano de carregamento e embarque;
(n) Senhas e contra-senhas, sinais de reconhecimento,estória-cobertura;
(o) Medidas de segurança nas mudanças dos meios deinfiltração;
(p) Transporte e rodízio de materialcoletivo;
(q) Lançamento de antenas improvisadas (rádio-operador);e
(r) Ocupação do PRPO (camuflagem dasmochilas).
(7) Após o exaustivo ensaio de todas as fases do planejamento principal e
havendo tempo disponível, o comandante da patrulha poderá ensaiar, na ordem de prioridade que
julgar necessária, todas as situações decontingência.
(8) O ensaio das normas gerais de ação da patrulha (TAI, sinais e gestos
convencionados, formações de deslocamento etc.) poderá ser realizado durante a fase do
planejamento detalhado, na medida em que os patrulheiros forem finalizando o seu aprestamento,
a cargo dos comandantes degrupo.
(9) Se, após o ensaio, estiverem previstas atividades administrativas como
pernoiteoudescanso,deveráhaver,antesdapartida,outroensaiopararevisaras
principais ações a serem executadas. Após outras medidas administrativas de pequeno intervalo
de tempo, tais como refeições, a execução de outro ensaio ficará a critério do comandante.

3.7.3. INSPEÇÃOFINAL
a. Finalidade
A inspeção final, última atividade da patrulha antes da partida, visa a permitir ao comandante da
patrulha verificar se os erros encontrados na inspeção inicial e no ensaio foram corrigidos.
b. Ações a realizar
(1) O comandante inspeciona o subcomandante e este inspeciona o
comandante, posteriormente os dois inspecionam os demais integrantes dapatrulha.
(2) O subcomandante deverá conduzir uma via do QOPM com os itens
essenciais para o cumprimento da missão, com o intuito de verificar se não há algum equipamento
faltando. Esta via não deverá ser conduzida para amissão.
(3) Todo integrante da patrulha deverá dispor, no lado interno da tampa da
mochila, uma relação com o material coletivo que está conduzindo, a fim de facilitar, no caso de
alguma eventual baixa, o controle do material coletivo essencial ao cumprimento da missão.
(4) Após a verificação da camuflagem, da ajustagem do equipamento, dos
cantis plenos, do estado físico dos homens e realizadas as devidas correções, o comandante da
patrulha deverá comandar "CARREGAR AS ARMAS" e, em seguida, inspecionar se
estãotravadas.

Fig. 5-3. Inspeção final


CAPÍTULO IV
PATR EM AMBIENTES ESPECIAIS OU COM CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS
(Segundo o Manual de Campanha C 21 – 75 Patrulhas,1ª Ed 2005)
4.1. PATRULHA EM ÁREAURBANA
4.1.1. GENERALIDADES
As patrulhas de reconhecimento e/ou de combate, em áreas urbanas, são empregadas em
operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), nas ações de combate convencional e nas
missões que visam à anulação da vontade de combater do invasor no contexto do Combate
deResistência.
4.1.2. PLANEJAMENTO EPREPARAÇÃO
a. A preparação da patrulha deve ser, além de técnico-profissional, material e
psicológica, pois as ações são, normalmente, junto à população. Deve-se estar preparado para
enfrentar um oponente (força adversa ou o inimigo) oculto e/ou homiziado.
b. O emprego de helicópteros deve ser criterioso, considerando-se a mobilidade,
o poder de fogo, o desgaste da tropa e as possibilidades doinimigo.
4.1.3. ORGANIZAÇÃO ECONSTITUIÇÃO
a. A complexidade dos ambientes urbanos exige o emprego de pessoal adestrado
para atuar neste tipo demissão.
b. A sofisticação dos armamentos e equipamentos podem configurar um
diferencial no combate urbano, agregando poder de combate àtropa.
4.4.4. COMANDO ECOMUNICAÇÕES
a. As ações da patrulha deverão ser perfeitamente coordenadas por meio de
linhas de controle, pontos de controles, tempo e espaçopercorrido.
b. O equipamento de comunicações deve atender às necessidades da missão e
às possibilidades do inimigo quanto à guerraeletrônica.
4.4.5. PATRULHA DERECONHECIMENTO
a. O principal objetivo da missão de reconhecimento em área urbana é a busca de
dados sobre o terreno e o inimigo, que integrada às condições meteorológicas, constitui os
Elementos Essenciais de Inteligência (EEI) e Outras Necessidades de Inteligência (ONI).
b. Os EEI serão solicitados pelo escalão superior e as ONI são levantadas pela
patrulha durante a etapa de planejamento e preparação para missão. A obtenção de dados deverá
ser alvo de minucioso planejamento e criteriosaexecução.
c. A patrulha conduz, preferencialmente, fuzis de assalto, metralhadoras leves,
submetralhadoras e/ou pistolas visando à segurança contra possíveis ações do inimigo ou de
força adversa. Emprega, ainda, armamentos e equipamentos não-letais. A utilização de armas
pesadas e de maior calibre dificulta o cumprimento da missão e aumenta a possibilidade de a
população civil ser atingida, caso haja troca detiros.
d. A patrulha deve ser constituída com efetivo variado, prevalecendo,
normalmente, a atuação em pequenos efetivos(GC).
e. Os deslocamentos a pé́ ou em viaturas seguirão itinerários pré- determinados,
buscando primordialmente colher dados acerca da atividade inimiga. Atenção especial deve ser
dada para locais de concentração de tropa e alvoscompensadores.
f. A patrulha ocupa um posto de observação a fim de monitorar alvos específicos
ou atividades do inimigo dentro de uma determinada área, ponto ouitinerário.

4.4.6. PATRULHA DECOMBATE


a. O efetivo da patrulha é variável em função da missão e da amplitude das ações
a serem desencadeadas. Elementos da Polícia Civil, Militar e/ou Federal podem integrá-la.
b. O equipamento e o armamento serão variáveis, principalmente, em função da
missão a ser cumprida. Equipamentos especiais poderão serincluídos.
c. Viaturas blindadas são largamente empregadas em ações de patrulha em
áreaurbana.
d. Missões de combate maiscomuns.
(1) Resgate ou captura de pessoal e/oumaterial.
(2) Destruição de alvosselecionados.

(3) Emboscadas a alvos significativos.


(4) Neutralização de autoridades civis e/ou militaresinimigas.
(5) Interdição de pontos sensíveis ou bloqueio de vias deacesso.
(6) Ataque a redutos ou locais de reunião de elementosinimigos.
e. Emprego docaçador
(1) Generalidades
Ao cumprir missões em área edificada, a dupla caçador-observador de uma patrulha goza de
grande flexibilidade e iniciativa, devendo ser imperceptível às medidas de contra-inteligência do
inimigo, por meio do correto emprego das técnicas de camuflagem eprogressão.
Fig. 4-1 O caçador
(2) Equipes de caçadoresaéreos
(a) São equipes organizadas com armas e equipamentos especiais,
transportadas por helicóptero, utilizando a mobilidade e a potência de fogo proporcionadas
pela aeronave a fim de atingir alvos que afetem o moral das forças inimigas ou adversas.
(b) Alvos compensadores, como líderes, viaturas, armamentos e
munições do inimigo, além dos locais de reunião em áreas abertas ou edificadas, são
previamente levantados de acordo os dados disponíveis. Tais alvos recebem fogos da
aeronave ou de pontos selecionados onde as equipes são desembarcadas. O resgate das
equipes é feito imediatamente após aação.

4.4.7. EMBOSCADAS
a. Existem dois tipos de emboscadas urbanas: as deliberadas e as de
oportunidade. Tais emboscadas podem exigir adaptações, decorrentes da área urbana e das
características do inimigo ou da forçaadversa.

(1) Emboscada deliberada


(a) Utilizada quando as informações existentes forem inadequadas,
podendo-se estabelecer diversas emboscadas deliberadas ao longo de prováveis vias de acesso
ou retraimento.
(b) Quando se dispõe de informações adequadas, uma única emboscada
deve ser estabelecida, num determinado ponto da via de acesso ou deretraimento.

(2) Emboscada deoportunidade


(a) O adestramento dos homens, os ensaios e a iniciativa são importantes
para o êxito neste tipo deação.
(b) A patrulha poderá́ receber a missão de se deslocar para determinada
área, selecionar um local e emboscar alvoscompensadores.
b. O local da emboscada deve limitar os movimentos do inimigo e possibilitar o
mínimo de vias de fuga. Os prédios das imediações não devem permitir o homizio. Se
necessário,interditá-los.
c. A organização em dois escalões, de segurança e de assalto, com seus
respectivos grupos é comum à toda força de emboscada, assim como suas missões específicas.
(1) Escalão desegurança
(a) Protege o escalão de assalto e barra as vias de acesso possíveis de
serem utilizadas pelo inimigo para reforçar os elementosemboscados.
(b) O grupo de acolhimento cumpre sua missão em local coberto e
abrigado e com facilidade de escoamento motorizado. Normalmente, é localizado no itinerário
compreendido entre a área da emboscada e o destino doalvo.
(c) Se a situação exigir, o escalão de segurança poderá cobrir a retirada do
escalão deassalto.

(2) Escalão deassalto


(a) O grupo de assalto recebe a missão de neutralizar ou capturar o
inimigo, procurando atuar dentro da área de destruição daemboscada.
(b) Os grupos de bloqueio recebem missões específicas, tais como
bloquear à frente e à retaguarda da área de destruição. Esses grupos poderão utilizar obstáculos
móveis, transportados em viatura para o estabelecimento debarreiras.
(3) Em função do valor do inimigo a ser emboscado, poderá haver um
elemento reserva, que ficará em condições de reforçar a ação dosescalões.
f. O comandante da patrulha, normalmente, situado no grupo de assalto,
determina o início das ações, por sinal ou gesto combinado, desencadeando a emboscada. O
inimigo reagindo, o grupo de assalto atuará com gases, ação de choque ou outros meios mais
violentos até dominá-lo. Uma equipe de busca, pertencente ao grupo de tarefa essencial, revista
e identifica os prisioneiros, realizando, também, a prisão de líderes ou chefes, conforme a
situação. A equipe de busca recolhe cartazes, armas e outros materiais, fazendo a limpeza
daárea.

g. A força emboscante deve colocar armas automáticas em posição favoráveis à


execução do tiro, prevendo a reação do inimigo pelofogo.
h. O efetivo e a organização de uma patrulha de emboscada variam com sua
finalidade, com inimigo visado e com as armas e equipamentos disponíveis. O equipamento
empregado na emboscada é específico para inimigo a pé ou motorizado. Emboscando um grupo
da força adversa, normalmente, se empregam de imediato as armas automáticas. Quando a
emboscada for para elemento infiltrado em grupo de manifestantes, empregar meios para separar
o objetivo (alvo) da massahumana.
Fig. 4-2 Emboscada em área urbana

4.4.8. OBSERVAÇÕES AO COMANDANTE DEPATRULHA


a. Mesmo em missões de curto alcance, prever equipamentos e munições
sobressalentes, caso haja mudança no planejamento ou interferência do inimigo/ força adversa.
b. Prever a utilização de granadas fumígenas para cobrir a abordagem das
edificações, fase mais crítica e momento em que ocorre o maior número de baixas no combate
urbano.

Fig. 4-3 Progressão em área edificada

c. É fundamental neutralizar o movimento do inimigo nas edificações, a fim de


evitar suareorganização.
d. Cresce de importância a coordenação e o controle e torna-se imprescindível o
emprego de sinais convencionados, como, por exemplo, a padronização do sinal de “casa limpa”
a fim de que o inimigo ou força adversa não utilize o mesmo sinal para iludir apatrulha.

e. Atentar para as medidas de proteção QBN, caso o inimigo disponha desse tipo
deartefato.
f. A condução de armamento anticarro deve ser prevista, pois há a possibilidade
de emprego de viaturas blindadas pelo inimigo/forçaadversa.
g. Considerando que a técnica de limpeza de edificações deve ser realizada de
cima para baixo, é necessário prever a condução de equipamentos de escalada (ascensor, corda
estática, mosquetão, freio em oito e outros) e explosivos para facilitar a entrada da patrulha.

h. O uso de granadas de mão e de bocal, bem como o emprego de lançadores de


granadas são de suma importância no combate em área edificada, evitando-se mortes
desnecessárias no interior das casas com a limpeza dos cômodos ou neutralização das
resistências naslajes.
i. É necessário prever, sempre que possível, a condução de armamento
antiaéreo portátil, pois são extremamente eficazes contra o apoio aéreoinimigo.
j. A ocupação das lajes das casas facilita o apoio defogo.
l. A observação em esquinas deverá ser feita pelo militardeitado.
m. A utilização de espelhos proporciona proteção para a localização do inimigo
fortificado.
n. Ao atirar de dentro das edificações, o patrulheiro não deve deixar o cano da
arma aparente.
o. Quando da entrada em edificações, é necessário atentar-se para a existência
de portas e janelasarmadilhadas.
Fig. 4-4 Técnica de entrada em área edificada

4.2. PATRULHAAEROMÓVEL
4.2.1. GENERALIDADES
a. Patrulha Aeromóvel (Pa Amv) é uma força de valor e composição variáveis,
que se utiliza de um meio aéreo de asa-rotativa para realizar seus deslocamentos. A Pa Amv,
após o desembarque das aeronaves, segue os mesmos preceitos e considerações de uma
patrulha apé.
b. O lançamento de uma Pa Amv é uma decisão fundamentada no estudo da
missão, da situação inimiga, do terreno, das condições meteorológicas, do tempo e dos meios
disponíveis (Nr deaeronaves).
c. É importante para o emprego correto da aeronave o conhecimento de suas
possibilidades elimitações.
4.2.2. COMPOSIÇÃO, COMANDO ERESPONSABILIDADES
a. A composição de uma Pa Amv é imposta pela missão. Basicamente, deverá
dispor de um elemento de combate terrestre (força de superfície) e outro elemento de transporte
aéreo (força dehelicópteros).
b. O comando da Pa Amv cabe ao comandante da força de superfície, que é o
comandante da patrulha. Normalmente, os elementos da força de helicópteros reforçam a força
de superfície ou são colocados em apoio a ela, ficando sob o seu controle operacional.
c. É importante o perfeito entendimento entre a força de superfície e a força de
helicópteros,visandoaoêxitonocumprimentodamissão.Porestemotivoécomuma
existência, no estado-maior do escalão responsável, de um oficial de ligação da força de
superfície com a força de helicópteros.

4.2.3. PLANEJAMENTO EPREPARAÇÃO


a. Considerações Iniciais
(1) O planejamento de uma Pa Amv deve ser simples e flexível. Nessa ocasião,
serão elaborados 4 (quatro) planos, a saber: o plano tático terrestre, o plano de desembarque, o
plano de movimento aéreo e o plano de carregamento eembarque.
(2) Estes planos são confeccionados de forma ordenada e em conjunto,
seguindo a sequência inversa da execução, devendo existir uma integração quase que perfeita e
constante entre a força de superfície e a força dehelicópteros.
(3) Deverá ser realizado um “briefing” operacional entre o comandante da
patrulha e o comandante da força de helicópteros, conforme os itens abaixo relacionados.
(a) Situação geral: colocar a tripulação a par da situação táticaexistente.
(b) Designação da Anv etripulação.
(c) Data-hora (acerto derelógios).
(d) Quadro-horário: embarque edecolagem.
(e) Natureza do voo: reconhecimento, assalto, adestramentoetc.
(f) Tipo de voo: helitransportado ou lançamentocarga.
(g) Efetivo da patrulha: peso abordo.
(h) Material a sertransportado.
(i) Rota de voo: controle de deslocamento, se visual ou se há necessidade
de meios auxiliares.
(j) Altura de voo oulançamento.
(l) Formação para voo oulançamento.
(m) Duração do voo: velocidade (tempo dedeslocamento).
(n) Loc Ater: quantidade, localização, quais Anv que aterram e onde,
identificação, tipo de balizamento e horário deutilização.
(o) Nr de decolagens: levas ouvagas.
(p) Nr e tipo de fardos a seremlançados.
(q) Recordação de sinaisconvencionados.
(r) Fraseologia.
(s) Procedimentos deemergência.
(t) Frequência rádio.
(u) Indicativos.
(v) Identificação e sistema deautenticação.
(x) Condições meteorológicas.
(z) Embarque: plano de carregamento e embarque.
b. Plano TáticoTerrestre
(1) É o documento elaborado pelo comandante da patrulha, de acordo com as
normas de comando, no qual consta como será cumprida a missão pela patrulha, servindo de
base para a elaboração dos demaisplanos.
(2) Engloba todos os detalhes de execução da missão da patrulha no terreno.
A ação no objetivo, o posicionamento, as missões de cada grupo após o desembarque, a
reorganização e as medidas de coordenação econtrole.

c. Plano de desembarque
(1) É confeccionado baseado no plano tático terrestre. Nele estão definidos os
locais de aterragem onde desembarcam os diversos grupos da patrulha. Esses locais a serem
utilizados nem sempre são os mesmos para todo o escalão de assalto e de segurança. Daí a
necessidade de se estabelecer neste plano a sequência, a hora e o local do desembarque
dasfrações.
(2) Um aspecto importante é a seleção dos locais de aterragem. As
considerações básicas são: o tamanho, a distância dos mesmos ao objetivo e seus afastamentos
em relação às unidades inimigas. Outros detalhes a serem observados são as possíveis rotas de
aproximação para a abordagem dos locais de aterragem, os obstáculos em seus interiores e a
previsão das condições meteorológicaslocais.

(3) É importante a seleção de locais de aterragemalternativos.


(4) No planejamento de uma Pa Amv, pode-se optar entre um local de
aterragem único ou múltiplo, possuindo cada um vantagens e desvantagens de acordo com o
inimigo e o terreno (de acordo com a IP 90-1 – OPERAÇÕESAEROMÓVEIS).
(5) No plano de desembarque, normalmente, ficam estabelecidos os auxílios
de pouso, decolagem e reorganização da tropa, através da utilização de painéis, fumígenos etc.
(6) A reorganização é o momento mais vulnerável da patrulha, razão pela qual
é fundamental a surpresa tática inicial, neste tipo deoperação.
d. Plano de MovimentoAéreo
Baseia-se no plano tático terrestre e no plano de desembarque, e é elaborado por escrito pelo
comandante da força de helicópteros em coordenação com o comandante da patrulha, incluindo
um diagrama de rotas de voo e um quadro de deslocamento aéreo. O Cmt Pa deve tomar
conhecimento de alguns itens deste plano, tais como medidas de coordenação e controle durante
o voo, direção geral, tempo de voo, velocidade da Anv e procedimentos de emergência.
e. Plano de carregamento e embarque
(1) Plano destinado a selecionar e a regular o deslocamento da tropa e
equipamento para o local de aterragem. Baseia-se no plano tático terrestre, no plano de
desembarque e no plano de movimento aéreo; e, ainda, determina as necessidades em
aeronaves para o cumprimento da missão. O plano de carregamento e embarque possui alguns
fundamentos cuja observância é primordial para o sucesso do desembarque e,
consequentemente, do plano táticoterrestre.
(a) Sequenciamento
Significa embarcar os homens de modo a atender a organização para o combate e a sequência
de desembarque desejado, a fim de posicionar os grupos na ordem e na hora oportuna para a
boa execução do plano tático terrestre.
(b) Integridadetática
Significa manter grupos e equipamentos constituídos de modo que a missão não seja
comprometida, caso alguma aeronave seja abatida durante o deslocamento.
(c) Autossuficiência dasvagas
As condições meteorológicas, o inimigo, as panes e os problemas de toda ordem podem fazer
com que uma vaga não chegue ou demore muito a chegar ao local de aterragem, depois que a
primeira vaga já tenha sido desembarcada. Auto- suficiência é fazer com que cada vaga tenha
um mínimo de condições para se sustentar no local de aterragem, a despeito do atraso ou
fracasso de uma outra vaga.

(d) Previsão depanes


Significa priorizar quem na vaga, caso ocorra pane de aeronave antes do embarque. O
comandante da patrulha é o principal responsável por cumprir esse fundamento, somente ele
sabe quem tem vital importância no cumprimento da missão.
(e) Distribuição devalores
Significa não colocar na mesma aeronave ou vaga, pessoal e material que venha a fazer muita
falta para o cumprimento da missão, caso a mesma seja abatida.
(2) Neste plano é importante, ainda, a determinação do número de aeronaves
necessárias para o cumprimento da missão, bem como a autonomia de cada uma delas, de
acordo com o pesoembarcado.
(3) Para a determinação do número de aeronaves, normalmente adotamos o
método dos espaços, que é uma combinação de pesos e volumes. Um “espaço” representa o
volume e o peso de um combatente equipado (100 kg de pesomédio).
4.2.4. OBSERVAÇÕES AO COMANDANTE DE PATRULHAAEROMÓVEL
a. Normalmente, elementos especializados, tanto da força de superfície quanto
da força de helicópteros, podem apoiar o comandante dapatrulha.
b. É importante a realização de ensaios de todas as ações e prováveis condutas,
específicos para cada tipo de aeronaveempregada.
c. O conhecimento sobre locais de aterragem, balizamentos, formações,
utilização do rádio, embarque e desembarque, técnicas de lançamento, medidas de segurança e
apoio de fogo aéreo será baseado e orientado pela instrução das unidades ou elementos
especializados (de acordo com a IP 90-1 – OPERAÇÕES AEROMÓVEIS).

Fig. 4-4 Embarque de força de superfície

4.3. PATRULHAFLUVIAL
4.3.1. GENERALIDADES
a. As patrulhas fluviais são comuns em áreas ribeirinhas, onde predominam as
vias de comunicações pela água, em regiões pouco desenvolvidas e cuja população habita,
geralmente, às margens dos rios. Podem apresentar trechos comterrenos relativamente alagados,
pântanos ou florestas, grandes planícies ou terrenos relativamente planos.

b. Patrulhas fluviais têm a finalidade de reconhecer, conquistar ou manter o


controle sobre uma área ribeirinha, pela neutralização das forçasinimigas.
c. Nas operações ribeirinhas, é também comum o emprego de patrulhas
aeromóveis.
d. Todos os conceitos sobre patrulhas terrestres são aplicáveis às patrulhas
fluviais, ressaltadas as características peculiares do ambiente operacionalribeirinho.
e. Sempre que possível, as atividades das patrulhas fluviais devem ser
coordenadas com o reconhecimento aéreo dos cursos d’água e áreasvizinhas.
f. São empregados botes de assalto nas patrulhas fluviais. g. As vantagens de
uma patrulha fluvialsão:
(1) Aumento da capacidade de carga e do poder de combate dapatrulha;
(2) Maior velocidade que as patrulhas a pé, em consequência, possibilita um
maior raio de ação;e
(3) Proporciona um menor desgaste físico aoshomens.
h. As patrulhas fluviais apresentam as seguintesdesvantagens:
(1) O movimento é canalizado, ficando subordinado aos cursos d’água
existentes;
(2) Maior vulnerabilidade às vistas e fogos doinimigo;
(3) Dependência da disponibilidade de botes;e
(4) Utilizando-se o motor de popa, ocorrerá o comprometimento dosigilo.

Fig. 4-5 Patrulha Fluvial

4.3.2. PLANEJAMENTO EPREPARAÇÃO


a. Planejamento
(1) Prever tempo suficiente para repetidos ensaios (formações, sinais e
gestos, treinamento de remadas, reorganização das embarcaçõesetc.).
(2) Pontos de referência nas margens devem ser nítidos e, se possível,
reconhecidos.

(3) Sempre buscar a camuflagem das embarcações quandoabicar.


(4) Considerar dados médios deplanejamento.
b. Preparação
(1) Pessoal
Realizar uma adaptação dos integrantes da patrulha nas técnicas fluviais e procedimentos
deemergência.
(2) Material
(a) Individual
Material impermeabilizado e em condições de ser ancorado à
embarcação.
(b) Coletiva
- Distribuiçãodosvaloresedomaterialpesado,col
ocandoem
embarcações diferentes, armamento coletivo e equipamentos especiais dentro de um equilíbrio
de peso.
- Embarcações: remos preparados, tanque de combustível reserva, motores manutenidos, foles,
kit de manutenção de 1o escalão etc.
4.3.3. PROCESSOS DE DESLOCAMENTOSFLUVIAIS
a. Os conceitos referentes aos movimentos motorizados são aplicáveis aos
deslocamentos fluviais: segurança à frente, nos flancos e àretaguarda.
b. Em princípio, os deslocamentos são realizados pelos processos aseguir
descritos.
(1) Movimento contínuo – Durante o movimento contínuo, todas as
embarcações movem-se a uma velocidade moderada. A segurança é baseadana observação e
na ação de pequenos grupos nos locais mais viáveis às ações inimigas. Este processo é o que
oferece maior rapidez de movimento e menor grau de segurança.

(2) Movimento por lanços sucessivos – Durante o movimento por lanços


sucessivos as embarcações da patrulha mantém suas respectivas posições na coluna. O sistema
de segurança entre os botes é recíproco e um só inicia o seu deslocamento, quando o outro já
tenha ocupadoposição.

Fig. 4-6 Movimento por lanços sucessivos


(a) O bote "A" avança até um ponto em que tenha observação à frente,
seus ocupantes desembarcam e entram em posição. Uma vez em condições de fornecer a
segurança, sinaliza para o bote "B" e este prosseguirá para o local do bote "A". Os demais botes
se deslocam para o local anterior do bote"B".

(b) Os elementos do bote "B" ocupam as posições do bote "A". Ato


contínuo, os elementos do bote "A" embarcam e prosseguem até o ponto de observação escolhido
onde desembarcarão e o processo serepete.
(c) Éoprocessoqueoferecemaiorsegurança,sendo,porém,omais
lento.
(3) Movimentoporlançosalternados–omovimentodasduasembarcações
da frente é alternado por ultrapassagem. Um bote não para no local do que está à frente e
sim,ultrapassa-o.

Fig. 4-7 Movimento por lanços alternados


(a) O bote "A" ocupa posição num ponto que permita observação à frente.
Sinaliza para o bote "B" que, tendo embarcado o pessoal, ultrapassa o local do bote "A" e entra
em posição à frente. Os demais botes se deslocam e ocupam a antiga posição do bote "B".
Proporciona maior rapidez que o movimento por lanços sucessivos, mas não permite ao homem
do bote que ultrapassa, um reconhecimento cuidadoso àfrente.
(b) O contato rádio entre os botes permite que o bote em posição auxilie
com informações o bote que iráultrapassá-lo.
c. Responsabilidades específicas por zonas de observação e setores de tiro são
dadas a cada homem por embarcação. O contato visual é mantido entre as embarcações.
d. Homens, armas e equipamentos devem ser distribuídos entre as
embarcações de tal maneira que a patrulha possa cumprir sua missão, mesmo que uma das
embarcações seperca.
e. Designar um membro da patrulha para observar e anotar as condições da
aquavia e margens.
f. As embarcações a remo podem ser helitransportadas por carga externa, rio
acima, eliminando-se o esforço de remar contra a correnteza e permitindo à patrulha realizar um
reconhecimento rio abaixo (a favor da correnteza). Incluir, neste caso, medidas para evacuação
de emergência ou reforço dapatrulha.
g. No deslocamento, a patrulha pode seguir pelo centro da aquavia ou próximo à
margem, dependendo da distância e da situação tática. Seguem algumas considerações abaixo.
(1) Pelo meio da aquavia
(a) O deslocamento é feito distante das margens, emconsequência
dificulta a realização de fogos ajustados sobre osbotes.
(b) Possibilita uma maior capacidade demanobra.
(c) Nos deslocamentos rio abaixo, aproveita-se a correnteza, obtendo-se
maior velocidade e menor consumo decombustível.
(d) Maior dificuldade em localizarinimigo.
(e) Quando rio acima, a correnteza é maior, consequentemente, menor
velocidade e maior consumo decombustível.
(2) Próximo àmargem
(a) Maior possibilidade de dissimulação dodeslocamento.
(b) Facilita a localização doinimigo.
(c) Maior possibilidade de receber fogosajustados.
4.3.4. FORMAÇÕES UTILIZADAS NOS DESLOCAMENTOSFLUVIAIS
a. A formação e as distâncias e intervalos entre as embarcações serão adotadas
em função da situação, das características da aquavia e de suas margens, das condições de
visibilidade e da disponibilidade deembarcações.
b. As formações comumente empregadas são: em coluna, em linha, em cunha e
em colunasjustapostas.

Fig. 4-8 Deslocamento fluvial


4.3.5. NAVEGAÇÃO NOS DESLOCAMENTOSFLUVIAIS
a. Basicamente a orientação nas aquavias é amarrada por pontos de referência
existentes. Cachoeiras, ilhas, bancos de areia, pequenas localidades, confluência de rios/igarapés
(estudo da carta e do terreno) e até mesmo árvores de grande porte que se destacam da
vegetação nas margens, serão excelentes pontos de referência. Pode- se, ainda, controlar os
deslocamentos em trechos retilíneos da aquavia considerando- se o tempo e avelocidade.
b. A utilização de guias e práticos são um meio bastante eficiente para a
navegação fluvial.
c. Durante a noite, um processo que pode ser empregado, é o da determinação
do itinerário por pontos. O comandante da patrulha tira azimutes ao longo do itinerário até o
objetivo, prevendo atingi-lo ou chegando próximo em uma dasmargens.

Fig. 4-9 Técnica para navegação fluvial noturna

(1) Tira-se o azimute magnético do ponto 1 para o ponto 2. O bote-ponto


atingindo o ponto 2, ancora firmemente, aguardando a chegada dobote-bússola.
(2) Do ponto 2, tira-se o azimute do ponto 3 e o bote-ponto inicia o
deslocamento até atingi-lo. Aguarda a chegada do bote-bússola e, assim, o mecanismo se repete
até cumprir o planejamento do comandante dapatrulha.
(3) Existindo outros botes na patrulha, estes se deslocam a retaguarda do bote-
bússola ou conforme determinação do comandante dapatrulha.
(4) O bote-ponto deve ter uma lanterna escurecida para que possa ser visto
pelos demais botes quando o deslocamento fornoturno.
(5) As correções na direção do bote-ponto devem ser feitas pelo bote- bússola
e através dos meios de comunicaçõesdisponíveis.
4.3.6. EMBOSCADA ECONTRA-EMBOSCADA
a. Normalmente, em ambiente ribeirinho, as emboscadas são largamente
empregadas por ambos oscontendores.
b. O planejamento e execução de uma emboscada em área ribeirinha
assemelham-se à emboscada terrestre. Adaptações necessárias são feitas face às características
dessaárea.
c. Devem ser adotados cuidados especiais com a segurança nos
deslocamentos, visando a impedir o desencadeamento ou minimizar os efeitos de uma
emboscada inimiga.
d. As ações de uma tropa ao sofrer uma emboscada, quando em deslocamento
em uma aquavia, são semelhantes às executadas numa ação de contra-emboscada terrestre. As
características das margens do curso d’água, os tipos de embarcações utilizadas, o número de
motores, o inimigo e a missão, serão os fatores condicionantes dareação.

e. Procedimentos a serem adotados durante a ação deemboscada


(1) Elementos dentro da área dedestruição

(a) Procurar abandoná-la o mais rápidopossível.


(b) Identificar a posiçãoemboscante.
(c) As guarnições dos botes respondem aofogo.
(2) Elementos fora da área dedestruição
(a) Procurar desembarcar, cerrando para asmargens.
(b) Atacar a posição da tropa inimiga que realiza a emboscada,
desbordando-a pelos flancos ouretaguarda.
4.3.7. AÇÃO NOOBJETIVO
a. Normalmente, existem dois casos definindo a forma deatuação.
b. Combinar ação fluvial com bloqueioterrestre.
Fig. 4-10 Ação fluvial com bloqueio terrestre

(1) A força do bloqueio pode ser transportada em embarcações ou em


helicópteros, e de conformidade com o planejamento do comandante dapatrulha, desembarcada
distante do objetivo (botes e helicópteros) ou sobre o objetivo (helicópteros).

(2) É a ação mais indicada contra objetivos localizados em partes salientesdo


terreno.
c. Combinar a ação terrestre com bloqueiofluvial.
(1) É a ação mais indicada contra objetivos localizados emenseadas.
(2) O elemento de bloqueio deverá ocupar posições de emboscadas e ficar
em condições de executar umaperseguição.

Fig. 4-11 Ação fluvial com bloqueio terrestre


4.3.8. BASE DE PATRULHA EM ÁREARIBEIRINHA
a. São instaladas em terra ouflutuantes.
b. Base de patrulha emterra
(1) A escolha do local será influenciada pela facilidade do acesso às primeiras
linhas de comunicações aquáticas e pela facilidade de defender a áreaselecionada.
(2) A sua defesa é em função do efetivo da patrulha, do terreno, do inimigo e
damissão.
(3) Sempre que possível, as patrulhas que utilizam pequenas embarcações,
com dificuldades de ancoragem, devem optar por uma baseterrestre.
(4) O planejamento, a aproximação, o reconhecimento, a ocupação e a
evacuação são comuns a todas as bases depatrulhas.
c. Bases flutuantes
(1) Serão montadas em embarcações de maior ou menor calado, em função
do efetivo do escalão considerado e da possibilidade de deslocamento na aquavia onde
serãoinstaladas.
(2) Para a defesa das bases flutuantes são lançadas patrulhas com
embarcações armadas, estabelecidos postos de sentinelas e frequentes inspeções são realizadas
nas imediações doflutuante.
d. Durante os pernoites, as patrulhas deverão adotar procedimentos
semelhantes aos tomados por ocasião da ocupação das bases terrestres ou flutuantes, conforme
o caso.

4.3.9. APOIOLOGÍSTICO
a. As técnicas de apoio logístico são basicamente as mesmas das patrulhas
terrestres, devendo ser orientadas também para o suprimento e para a manutenção das
embarcações e motores depopa.
b. Havendo disponibilidade de helicópteros, empregá-los nos ressuprimentos,
nas evacuações e norecompletamento.

4.3.10. COMANDO ECOMUNICAÇÕES


a. O rádio é um meio bastante empregado, devido à alta mobilidade das
embarcações.
b. Normalmente, cada embarcação conduz um equipamento rádio e sistemas
alternativos decomunicações.
c. Atuando em área de selva ou em local de difícil propagação, utilizar antenas
improvisadas.
d. Utilizar o rádio de maneira equacionada, atentando para o sistema de GE do
inimigo.
e. Sinais e gestos convencionados são utilizados, conforme determinação do
comandante dapatrulha.
4.3.11. OBSERVAÇÕES AO COMANDANTE DAPATRULHA
a. É muito importante a correta preparação, a inspeção e a manutenção das
embarcações, em especial no que se refere aos motores depopa.
b. Sempre que for possível, prever um equipamento rádio por bote e planejar o
emprego de um meio alternativo de contato entre osmesmos.
c. A tropa que realiza uma patrulha ribeirinha deverá estar adestrada,
particularmente nos seguintes assuntos: técnica de navegação fluvial, orientação fluvial, tiro
embarcado contra alvos nas margens e contra embarcações, natação utilitária, assalto
ribeirinhoetc.

4.4. PATRULHAMOTORIZADA
4.4.1. MISSÃO
A patrulha motorizada recebe, normalmente, missões semelhantes às patrulhas
a pé.
4.4.2. FINALIDADE

As patrulhas são motorizadas para permitir:


a. Percorrer maiores distâncias em menortempo;
b. Conduzir equipamentos e munições de maior peso e quantidade;e
c. Reduzir as vulnerabilidades, considerando as possibilidades do inimigo e a
disponibilidade dos tipos de viatura para amissão.

4.4.3. ORGANIZAÇÃO GERAL EPARTICULAR


a. A patrulha motorizada é organizada em grupos e escalões, a semelhança da
patrulha a pé. A missão recebida define o tempo e os limites para o transporte motorizado e para
as situações de conduta de desembarque ou não doshomens.
b. Manter, sempre que possível, a integridade tática dos grupos que compõem a
patrulha.
4.4.4. PLANEJAMENTO EPREPARAÇÃO
a. De modo geral, a patrulha motorizada é planejada e preparada da mesma
forma que as patrulhas a pé. Seguem-se considerações referentes a uma patrulha motorizada.
b. Viaturas
(1) O número e o tipo de viaturas a serem utilizadas na missão dependem,
principalmente, da missão, do terreno, das possibilidades do inimigo, e da disponibilidade dos
meios. A utilização de viaturas sobre rodas propicia uma maior mobilidade.
(2) Durante a preparação, o comandante da patrulha, verifica se as viaturas
estão em boas condições de funcionamento e se foram devidamente abastecidas de combustível,
óleo e água, bem como supridas de acessórios, sobressalentes e combustível suplementar.

(3) Os motoristas também são patrulheiros. Devem participar de todas as


ordens emitidas àpatrulha.
(4) A tampa traseira deve ser rebatida para facilitar o embarque e o
desembarque, quando for o caso. Os toldos e cajados serão retirados, permanecendo apenas os
cajados das extremidades. As mochilas e os equipamentos extras serão colocados sobre os
bancos deixando livre a parte central. O comandante, em função da possibilidade de atuação do
inimigo, pode determinar que os bancos sejamrebatidos.

(5) Camuflá-las quanto ao brilho e identificações que não favoreçamseu sigilo.


Se o para-brisa tiver que ser rebatido (Vtr 1⁄4 e 3⁄4 Ton), cada viatura necessitará de um cortador
de arame (anti-decapitador) colocado na parte central do pára- choque dianteiro.

(6) Os pisos e as laterais das viaturas são reforçados com sacos de areia ou
chapas de aço, para reduzir o efeito de minas, estilhaços e armamento individual do inimigo.
Atentar para a capacidade de carga que a viatura pode transportar, haja visto o efetivo e o material
a serconduzido.
(7) O chefe de viatura deverá ocupar um local na viatura que opermita exercer
a ação de comando sobre seus homens, podendo estar na boléia ou nacabine.
(8) Normalmente, são instaladas armas automáticas nas viaturas, desde que
as mesmas possuam local propício para a colocação e emprego destasarmas.
(9) Uma equipe de manutenção, quando possível, é incorporada à patrulha
para depanagem de problemasmecânicos.
Fig. 4-12 Viatura preparada

c. Armamento e equipamento
(1) O armamento e equipamento a serem conduzidos dependem da missão,
do terreno, do inimigo e dos meiosdisponíveis.
(2) A patrulha motorizada tem possibilidade de transportar meios mais
pesados, tais como: canhões sem recuo, morteiros, metralhadoras pesadas, botes pneumáticos,
motores de popa etc. Cabe ao comandante da patrulha a decisão sobre o queconduzir.
(3) As armas são alimentadas, carregadas e travadas, em condições de
pronto emprego.

d. Comunicações
(1) As comunicações bem planejadas e executadas são essenciais para o
cumprimento da missão de uma patrulhamotorizada.
(2) Estabelecer ligações entre as viaturas da patrulha e com o escalão quea
lançou.
(3) Utilizar-se de rádios de curto alcance, comandos a voz e sinaisvisuais,
evitando, assim, as medidas eletrônicas de apoio (MEA) do inimigo.

e. Plano de carregamento eembarque


(1) Tem por finalidade facilitar tanto o embarque como o desembarque do
material e pessoal no início do movimento, durante o deslocamento e no objetivo, se
necessário.
(2) O plano de carregamento e embarque é simples e bem elaborado. Deve
responder as perguntas: o quê e quem vai pôr viatura, e a sequência do embarque e
desembarque do pessoal ematerial.
(3) Ensaiar quantas vezes forem necessárias a fim de que a tropa atinja um
bom nível deexecução.
f. Segurança
(1) Os comandantes de viatura atribuem a cada homem um setor de
observação, recobrindo frente, flancos e retaguarda. Isto proporciona às viaturas a
realização de fogos para qualquer direção e o contato visual entreelas.
(2) Orientar os motoristas para possíveis condutas. Definir distâncias entre as
viaturas e velocidades.
(3) Prever um vigia antiaéreo, realizando rodízio do combatente que estiver
nesta função, evitando a fadiga domesmo.

4.4.5. EXECUÇÃO
a. Organização para omovimento
(1) Recebendo blindados, colocá-los a testa e/ou a retaguarda da coluna
(proversegurança).
(2) Deve-se, sempre que a situação permitir, lançar um grupo de segurança
motorizado (Gp Seg Mtz) como testa, precedendo a patrulha em dois ou três minutos (1 km
aproximadamente). Este grupo se compõe de viaturas leves (1⁄4 Ton) e, de preferência, com
armamento e equipamento-rádioorgânicos.
(3) Quando em deslocamento em área com possibilidade de contato iminente
com o inimigo, a velocidade será mais lenta (15 a 25 km/h). A distância entre as viaturas é definida
pelo terreno, porém, como referência, deve-se buscar no mínimo cinquenta metros dedispersão.
(4) Deve ser mantido um contato visual entre os motoristas das viaturas,
possibilitando o apoio mútuo entreelas.
(5) As patrulhas motorizadas poderão ter sua segurança provida por
aeronaves, em sua vanguarda e flanco guarda, dependendo da situaçãotática.
b. Processos de penetração nas áreasinimigas
(1) Existem duas formas de uma patrulha motorizada penetrar nas linhas
inimigas: penetração propriamente dita e realizando umainfiltração.
(2) Na penetração propriamente dita a patrulha ao ultrapassar o dispositivo do
inimigo, inicia o deslocamento para a região do objetivo. É utilizada quando o inimigo se encontra
em larga frente e com um fraco dispositivo defensivo. A manutenção do sigilo éfundamental.
(3) Na infiltração, a patrulha desloca-se: por viaturas, por grupo de viaturas, ou
como um todo, através ou em torno dos elementos avançados da defesa do inimigo, até pontos
de reunião, previamente designados. É o processo, normalmente, mais empregado e que
apresenta as menores possibilidades de ação inimiga; é favorável, também, em noites escuras e
chuvosas. Poderá ser utilizada mais de uma faixa de infiltração.
(4) As ligações com tropa amiga, em cuja área de ação ou interesse a patrulha
atuará, são de responsabilidade do comandante do escalão que a lança. Normalmente, o
comandante da patrulha, durante o seu planejamento, reconhece várias posições por onde a
patrulhapassará.

(5) Aproximando-se das posições ocupadas por tropa amiga, a patrulha


desloca-se com a máxima cautela, fazendo as ligações necessárias com o mínimo de homens,
procurando manter o sigilo da missão. É importante a patrulha tomar conhecimento dos últimos
dados do inimigo na área, do terreno à frente, da existência de obstáculos e do apoio que possa
ser dado àpatrulha.

4.4.6. DESLOCAMENTO
a. A patrulha motorizada se desloca pelo seguinte processo ou combinação
deles: deslocamento contínuo, lanços sucessivos e lançosalternados.

b. Deslocamentocontínuo
(1) A velocidade da viatura é moderada durante todo odeslocamento.
(2) A rapidez do deslocamento é limitada pela necessidade desegurança.
(3) As viaturas da testa só́ param para reconhecer áreasperigosas.
(4) É o processo mais rápido, porém, o menosseguro.
c. Lançossucessivos

Fig. 4-13 Lanços sucessivos


(1) As viaturas mantêm sua posição relativa nacoluna.
(2) As duas viaturas-testa atuam em conjunto, deslocando-se de um ponto de
observação para outro. A segunda viatura coloca-se numa posição coberta e, se necessário, seus
ocupantes desembarcam e cobrem o deslocamento da primeira viatura até um ponto de
observação; ao atingir este ponto, os integrantes da primeira viatura observam e reconhecem,
desembarcando, se for o caso. A área estando segura, a segunda viatura recebe um sinal para
cerrar até a primeira; o Cmt da primeira viatura observa o terreno à frente e seleciona o próximo
ponto de parada. A primeira viatura se desloca até o ponto de observação selecionado e o
processo érepetido.

(3) O lanço da primeira viatura não deve exceder o limite de observação e/ ou


o alcance do apoio de fogo da segunda viatura. As outras viaturas da coluna deslocam- se por
lanços, sem sair de sua posiçãorelativa.
(4) Cada viatura mantém o contato visual com a viatura da frente (evitando se
aproximar) e daretaguarda.

d. Lanços alternados

Fig. 4-14 Lanços alternados

(1) Todas as viaturas, exceto as duas da testa, devem manter suas posições
relativas na coluna.
(2) As viaturas-testa se alternam como primeira viatura. Uma cobre o lançoda
outra.
(3) Esteprocessoproporcionaumavançomaisrápidoquenodeslocamento
por lanços sucessivos; entretanto não permite tempo suficiente aos homens da segunda viatura
para que observem bem o terreno à frente, antes de ultrapassar a primeira viatura e
assim,sucessivamente.
e. O estudo de situação contínuo permite ao comandante decidir pelo processo
a ser utilizado e suas consequentesmudanças.
4.4.7. CONDUTA EM ÁREAS PERIGOSAS E PONTOSCRÍTICOS
a. O comandante da viatura-testa informa de imediato ao comandante de
patrulha, a existência de obstáculos ou área perigosa no itinerário. Os homens reconhecem estes
locais sobre cobertura das armas automáticas daviatura.
b. Sempre que possível, os obstáculos são desbordados; caso contrário são
cautelosamenteremovidos.
c. Os cruzamentos e bifurcações existentes no itinerário são reconhecidos. Os
homens da primeira viatura fazem a segurança, enquanto que a segunda viatura reconhece os
acessos ao itinerário. A distância até onde se deve reconhecer uma estrada lateral é determinada
pelo conhecimento que o comandante da patrulha tem da situação; entretanto os elementos que
a reconhecem deslocam-se até a distância de apoio do grosso da patrulha.

d. Pontes, cruzamentos, desfiladeiros e curvas de estrada, que impeçam a visão


à frente, são considerados como áreas perigosas. Os homens desembarcam e aproveitam todas
as cobertas e abrigos existentes para realizarem um reconhecimento. As viaturas ocupam
posições cobertas fora da estrada e as armas coletivas dão cobertura ao reconhecimento do
pessoaldesembarcado.
e. O adestramento do motorista e dos atiradores das armas automáticas,
instaladas na viatura, são condições essenciais para o êxito nas condutas de uma patrulha
motorizada.
4.4.8. TÉCNICAS DE AÇÃOIMEDIATA
a. Há duas formas de encontro com o inimigo: o contato fortuito e aemboscada.
b. O contato fortuito é um encontro casual. A patrulha motorizada e o inimigo não
esperam o encontro, ou sequer estão preparadas para ele. Neste caso, as ações da patrulha
dependerão da missão recebida: a patrulha retrai e prossegue através de um outro eixo
secundário, previamente planejado ou manobra para destruir oinimigo.
c. Sempre que possível, nos contatos fortuitos com o inimigo, o comandante de
uma patrulha motorizada busca a seguinteconduta:
(1) Avançar até um ponto de observaçãocoberto;
(2) Observar, realizando um rápido estudo desituação;
(3) Decidir (o que fazer, quando, como e paraquê);
(4) Emitir ordens aos elementos subordinados;e
(5) Informar ao escalão superior (se houverligação).
d. Aos primeiros indícios de uma emboscada, as viaturas, de início, tentam sair
da área de destruição; os atiradores procuram fixar pelo fogo a posição emboscante e devem ser
seguidos pelos demais da patrulha. Caso não seja possível abandonar a área de destruição, os
homens desembarcam, sob a cobertura do fogo das armas
automáticas.Éomomentocríticoeháodesembarqueportodososladosdaviatura.
Não esperar a parada e sim a visualização do bloqueio. É de fundamental importância a ação de
comando dos respectivos comandantes. A preocupação seguinte será a de cerrar
organizadamente e agressivamente sobre o inimigo. A parte da patrulha que não estiver sendo
atacada, manobra buscando o flanco ou retaguarda da posição inimiga. Os patrulheiros que
estiverem na área de destruição, apoiam, fixando o inimigo pelo fogo.

e. A utilização de granadas fumígenas pode favorecer a ação de contra-


emboscada.
4.4.9. AÇÃO NOOBJETIVO
a. Os diversos tipos de missões de reconhecimento ou de combate atribuídos a
uma patrulha motorizada definem as ações para o cumprimento damissão.
b. A patrulha motorizada realiza uma infiltração como um todo ou fracionada. Para
a infiltração como um todo deve-se prever uma reorganização em um ponto de reunião próximo
do objetivo. Na infiltração fracionada com a utilização de diversos itinerários, deve-se reorganizar
a patrulha em um ponto anterior aoPRPO.

c. Normalmente, do PRPO, o comandante da patrulha, com os homens que julgar


necessários, parte para o reconhecimento e confirma ou modifica o planejamento para a ação no
objetivo. As viaturas devem permanecer no PRPO com os motoristas e com um grupo
encarregado dasegurança.
d. Normalmente, a missão (destruir, capturar, conquistar, resgatar etc.) é
executada com a patrulha desembarcada. As demais ações no objetivo são em tudo, semelhantes
às realizadas pelas patrulhas apé.

4.4.10. REGRESSO
a. Deve-se retrair como um todo, sempre quepossível.
b. Havendo resgate, por vias aéreas ou aquáticas, deve-se executar um
planejamento pormenorizado e uma perfeita coordenação com o escalão que lança a patrulha.
c. Existindo homens ou viaturas em atraso, informar aos postosamigos.
4.4.11. OBSERVAÇÕES AO COMANDANTE DAPATRULHA
a. O planejamento deve ser simples e objetivo. Atenção especial deve ser dada
ao plano de carregamento e embarque, aos processos de deslocamento, ao dispositivo, às
situações de contingência, ao cumprimento da missão e aoretraimento.
b. As viaturas em boas condições mecânicas e a preocupação com a
necessidade de combustível a ser consumida são ações também importantes na preparação
dapatrulha.
c. O controle da patrulha, a rapidez e a agressividade são fundamentais para o
êxito nas diversas condutas e situações decontingência.
d. Evitar que toda a patrulha entre em um mesmo compartimento antes da
liberação da segurança àfrente.
e. Na preparação da viatura, atentar para a utilização de meiosque proporcionem
um segurança adequada à tropa que se encontra embarcada, tais como: sacos de areia, chapas
de aço, toras de madeira etc. Não esquecer da capacidade de carga da viatura.
ANEXO “A”

EMPREGO DA PATRULHA - OPERAÇÃO ONÇA

A-1. FINALIDADE
Este anexo tem por finalidade apresentar um caso esquemático - baseado em uma situação
hipotética - com um modelo de planejamento seguindo toda a sequência das Normas de Comando
do comandante de patrulha. Espera-se que o contido no presente documento sirva de ferramenta
valiosa para aqueles que estão dando os primeiros passos na arte do comando de pequenas
frações em missões de reconhecimento ou de combate. Ressalta-se que o planejamento
apresentado a seguir é apenas "uma solução" para o problema militar criado pela situação
hipotéticaabaixo.

A-2. SITUAÇÃO GERAL (HIPOTÉTICA)


a. Questões históricas entre os países VERMELHO e AZUL pela posse da região
de TIJIPIÓ e FLOREAL ao sul do rio DAS FLORES, foram levadas àarbitragem internacional, no
início do século, que reconheceu o direito do país AZUL sobre a área litigiosa.
b. Eleição presidencial realizada no ano A-2, no país VERMELHO, levou ao poder
uma coligação de partidos cuja principal bandeira eleitoral era a reincorporação do território
perdido para o paísAZUL.
c. Outro problema crucial que afeta a região é o narcotráfico. Grupos armados
vermelhos ligados à produção de tóxicos naquela área vêm apoiando com armas e gêneros os
garimpeiros, contribuindo para um aumento da violência urbana nas cidades próximas.
d. A linha de fronteira do país AZUL com o país VERMELHO é vulnerável à ação de
grupos vermelhos nas cidades adjacentes, havendo, dessa maneira, consideráveis prejuízos
econômicos na região. A falta de fiscalização na área tem facilitado o contrabando de ouro e a
evasão de divisas do país.
e. Em dezembro de A-1, o país VERMELHO concentrou tropas na regiãode
fronteira, realizando pequenas incursões no território do paísAZUL.
f. A partir de fevereiro do ano A, o país AZUL, calcado em justificativas de invasões
por parte do país VERMELHO, decretou estado de guerra contra aquele país e iniciou uma
concentração de tropas ao longo da região fronteiriça, procurando dissuadir as ações inimigas.
g. O país VERDE declarou ser neutro perante a questão e não permitir a invasão ao
seu território.
Fig. A-1. Esboço da área

A-3. SITUAÇÃO PARTICULAR


a. Uma patrulha de reconhecimento do 2º/2ª/511º BI Mtz identificou na região da
fazenda CANDIRU Qd (83150 94750) um depósito de gêneros e munições funcionando como
base de apoio às ações de patrulhas inimigas ao longo do eixo da estrada do ENCANAMENTO
Qd(8270093200).
b. Em consequência, o Cmt 511º BI Mtz determinou ao comandante da 1ª
Companhia de Fuzileiros que empregasse dois pelotões, destacados da chácara MANAUARA Qd
(8505097150), para destruir as instalações inimigas e neutralizar sua guarnição.

Fig. A-2. Esboço da área


A-4. INFORMAÇÕES SOBRE O TERRENO, LOCALIDADES E CONDIÇÕES
METEOROLÓGICAS
Ref.:CrtMil , 1/25000,Fl
1. TERRENO
a. Natureza, classificação e estado das estradas epontes
1) Os trechos assinalados na carta como intransitáveis não permitem o tráfego
de nenhum tipo deviatura.
2) Asdemaisestradaspermitemcirculaçãoetrânsitoemqualquerépocado
ano.
3) AestradadoENCANAMENTOédeterrabatidaearodovia02de
revestimento asfáltico e dupla via.
b. Vegetação
1) As matas densas assinaladas na carta impedem o movimento de viatura e
dificultam o movimento de tropa apé.
2) A vegetação ciliar é abundante e dificulta a progressão de tropa apé.
3) As demais regiões caracterizam-se por serem revestidas, em algumas partes,
de macega alta e vegetação rasteira e, em outras, de campos e culturas diversas como feijão,
soja earroz.

c. Cursos de água
1) O ribeirão GUAPORÉ Qd (7842), a jusante do rio DAS FLORES Qd (7921),
impede o movimento de tropa a pé em qualquer época doano.
2) As regiões assinaladas na carta como alagadas são obstáculos à tropa apé.
3) Os demais cursos d’água não constituem obstáculos em temposeco.
d. Natureza do solo
1) As regiões assinaladas com erosão não são obstáculos à tropa de qualquer
natureza.
2) É de consistência firme (saibro) permitindo movimento atravéscampo.
2. LOCALIDADES
a. As localidades de TIJIPIÓ e FLOREAL encontram-se quase desertas, já que a
maior parte de suas populações foi evacuada. Os remanescentes estão sobcontrole.
b. No restante da área de operações, a humanização é muito rarefeita. Com a
perspectiva de combates, os poucos remanescentes têm deixado a região. Até as fazendas estão
ficandodesertas.
c. A população da região vive do comércio e da pesca e tem demonstrado certa
facilidade de contato, apresentando-se de uma forma favorável às nossas tropas que atuam na
área. As localidades possuem posto telefônico, agência de correios e uma estação geradora de
energiatermoelétrica.
3. CONDIÇÕESMETEOROLÓGICAS
a. Crepúsculos
- ICMN:0530h - ICMC:0600h
- FCVN:1830h - FCVC:1800h
b. Lua
- Nova em 4 de setembro.
c. Condições atmosféricas (válidas até 6 desetembro)
1) Temperatura
- Máxima:25°C
- Mínima:18°C
- Gradiente:lapse.
2) Precipitações
- Previsão de tempo bom.
3) Nuvens
- Céu claro.

4) Nevoeiros
- Não háprevisão.
d. Ventos
1) Direção
- Quadrante SE.
2) Velocidade
- 8 km/h
A-5. OPERAÇÃO ONÇA

Exemplar Nr 8 de 9 cópias 1ª Cia Fuz


R chácara Manauara 040030 Set03
MP

EXTRATO DA ORDEM DE OPERAÇÕES DO Cmt 1ª Cia Fuz

1. SITUAÇÃO
a. Forças Inimigas
- Efetivo aproximado de 9 (nove) homens na fazendaCANDIRU.
- Armamento e equipamento similar aonosso.
- O inimigo pode realizar emboscadas ao longo da estrada do
ENCANAMENTO.
- O inimigo pode receber reforço, na fazenda CANDIRU, em 30minutos.
- Tem deficiência na exploração dascomunicações.
- Tem apresentado deficiência em seu sistema de contrainteligência,
favorecendo o levantamento de um grande volume de dados a seurespeito.
b. Forças Amigas
- PC do 511º BI Mtz na chácaraMANAUARA.
- 2ª Cia Fuz na localidade de MARECHALRONDON.
- Não há possibilidade de apoio de fogo.
- Há uma patrulha do 2º/2ª/511º BI Mtz na região do entroncamento da rodovia
02 com a estrada doENCANAMENTO.
- Não há atividade aérea na região.
c. Meios recebidos e retirados
- Nenhum
2. MISSÃO
- Destruir o depósito inimigo da fazenda CANDIRU e neutralizar a sua guarnição
até 050300 Set03.
- Realizar um PBCE no entroncamento da estrada DO ENCANAMENTO com a
rodovia 02, a partir de 042330 Set03.
3. EXECUÇÃO
a. Conceito da Operação
1) Manobra
a) A 1ª Cia Fuz realizará um ataque visando desarticular instalaçõesde
suprimento do inimigo na área de operações. Para isso, empregará o 1º Pel Fuzpara
destruir o depósito inimigo na fazenda CANDIRU Qd (8315094750) e neutralizar sua guarnição,
e o 2º Pel Fuz irá instalar e operar um posto de bloqueio e controle de estrada no entroncamento
da estrada DO ENCANAMENTO com a rodovia 02 Qd (8150091200).
b) Anexo A: calco de operações(omitido).
2) Fogos
- Prio F: 2º Pel Fuz.
b. 1º PelFuz
c. 2º PelFuz
d. Ap F
1) Pel Ap
- Seç CSR 84mm: reforçar o 2º PelFuz.
- Seç Mrt Me: ação deconjunto.
e. Reserva
- 3º PelFuz.
f. Prescrições diversas
.................................
4. LOGÍSTICA
- Ração R-2.
- Munição: de acordo com a dotação dopelotão.
- Meios de transporte Mtz a disposição do CmtPel.

5. COMANDO ECOMUNICAÇÕES
a. Frequências
- Cia: 5900 (Pcp) e 6750 (Altn)
- 1º Pel: 3275 (Pcp) e 6100 (Altn)
b. Senhas, contra-senhas e sinais deRec:

c. Rádio em silêncio até a quebra do sigilo e livre logoapós.


d. Dúvidas?
Após consultar o memento da retirada de dúvidas, o Cmt Pa fez as seguintes perguntas:
Poderá ser feito reconhecimento do itinerário e do objetivo? Qual a
natureza da tropa que reforça o inimigo?
O Cmt SU respondeu que há possibilidade de reconhecimento a pé e que a tropa é de
infantaria a pé.
e. Acerto de relógios: “Quando disser hora, serão0430h”.

A-6. PROVIDÊNCIAS INICIAIS


Nesse momento, após o recebimento da missão e da retirada das dúvidas, você como
comandante do 1º/1ª/511º BI Mtz realizará o seu planejamento preliminar. É um processo mental
e resumido, no entanto o comandante deverá fazer as anotações que julgar necessárias a fim de
facilitar o seu estudo de situação.
a. Estudo sumário damissão
1) O quê? Destruir eneutralizar.
2) Quando?
- Início do deslocamento:2200h
- Horário da ação no objetivo: 050300 Set03
- Início do retraimento: 050340 Set03
3) Onde?
- Local do objetivo: fazenda CANDIRU Qd(8315094750)
- Distância aproximada: 3,5km
- Tempo de deslocamento estimado: pô1h 30min
Consequências do estudo sumário da missão Necessidade de
constituição de Gp Dest e deNtz.

b. Planejamento da utilização do tempo


Tempo disponível para o cumprimento da missão a partir do término do seu recebimento –
22h30 (1350min).
Tempo em
minutos Horário Atividades
(De – às)
30 0510 – 0540 Confecção e entrega do relatório
90 0340 – 0510 Regresso
20 0320 – 0340 Retraimento até o PRPO e reorganização
20 0300 – 0320 Ação no objetivo
120 0100 – 0300 Tomada do dispositivo
2330 (4 Set) –
90 Reconhecimento aproximado
0100 (5 Set)
90 2200 – 2330 Deslocamento até o PRPO
- 2200 Partida
15 2145 – 2200 Ajustes
20 2125 – 2145 Inspeção final
175 1830 – 2125 Ensaio noturno
30 1800 – 1830 Jantar
60 1700 – 1800 Ensaio diurno
30 1630 – 1700 Inspeção inicial
120 1430 – 1630 Transmissão da ordem à patrulha
120 1230 – 1430 Estudo de situação (planejamento detalhado)
30 1200 – 1230 Almoço
300 0700 – 1200 Reconhecimento
60 0600 – 0700 Transmissão da ordem preparatória
90 0430 – 0600 Planejamento preliminar
- 0430 Término do recebimento da missão
c. Estudo de situaçãopreliminar
1) Inimigo
- Dispositivo: três homens guarnecendo a entrada da fazenda CANDIRU e
seis homens ocupando ainstalação.
- Valor: 1 (um)GC.
- Efetivo: novehomens.
- Natureza: tropa de infantaria apé.
Consequências do estudo do inimigo
Dispositivo, composição e valor: montagem de um Gp Ass, de um Gp Ap F e de um Gp Ntz (o
efetivo total desses três grupos será de aproximadamente 14 homens).
Natureza: devido ao fato de a tropa ser de infantaria a pé, não há necessidade de conduzir
armamento AC.
2) Terreno e condições meteorológicas.
- Da análise sumária do terreno e da vegetação, verifica-se que o itinerário
não permite o tráfego de viaturas.
- Da análise das vias de acesso, observa-se que duas VA conduzem à
região do objetivo.
- Da análise das condições de visibilidade, conclui-se que em virtude da fase
da lua e do tipo de vegetação existente na área de operações não teremos luminosidade no
período danoite.
Consequências do estudo do terreno e das condições meteorológicas
- Impossibilidade do emprego de meios de transportesmotorizados;
- Organização da patrulha com um escalão de segurança a três grupos;e
- Necessidade do emprego de meios optrônicos de visão noturna.
3) Meios
- Pessoal: emprego de todo o pelotão (maior poder relativo de combate –3
para 1).
- Material: armamento e munição de dotação
dopelotão.
4) Tempo
- Para o planejamento: 3h30min.
- Para a partida: 17h30min.
- Para o cumprimento da missão: 22h30min.
d. Planejamento da organização de pessoal e material
Baseado no estudo de situação preliminar chegou-se à seguinte organização de pessoal e
material da patrulha.
QOPM
Eqp
Esc / Gp Homem Função Nr Un Armt Mun Com Dest Esp Rç Agu
Indv
Cmt Pel Cmt Pa 1 (1)(4) Fz7,62mm (21)(24)(27)
Adj Pel SCmt 2 (1) - (25) (27) 2 (dois)
2
Gp Cmdo Radiop Radiop Gp IV (1) 200Cartpo (16) (18) (19) (20)
rhomem (duas) cantis
Aux At Mrt 60 Radiop Gp II (1) (15) (18)
At Mrt 60 Atd (4) (28)
Rações por
24Cartpar R2 por homem
Esc Cmt 1º GC Cmt Esc Ass / Gp Ass 3 (1) aespingar (21)(24)
homem
alão Cb Aux/1ºGC Obs Obj 7 (1) daCal12 (21)(24)

FA
m
me
ho
tpor
Car
500
P-
de E1 Radiop Gp II / Obs Obj (1) MtrL- (15) (18) (21)(24)
Ass Gp Ass E2 (1) (8) 1000Cartpor
alto A1 (2) (8) peça
E4 (1) (9)
A2 (2) Pst9mm-
Cmt Gp Ap Cmt Gp Ap F 4 (1) 45Cartporho (21)
At Mtr L/1ª Pç (4) (5) (7)
mem
Sd Aux At Mtr L (1) (6) (8)
Gp Ap F
At Mtr L/2ªPç (4) (5) (7)
Sd Aux At Mtr L (1) (6) (8)
Cb Aux/3ºGC Cmt Gp Dest 8 NGA NGA (1) (36) (37) (21)
E3 (1) (30)(31)
Gp Dest
E4 (1) (9) (33)(34)(35)
A2 (2) (29)(32)
Cb Aux/1ºGC Cmt Gp Ntz 9 (1) (21)(22)
Gp Ntz
E3 (1) (22)
Cmt 2º GC Cmt Esc Seg / H Crt 5 (1) (23)(27)
Esc

01
iop
Rad
por
ncd
GrI
Cb Aux/2ºGC Cmt Gp Seg 1 / HGPS 12 (1) (26)

LGr
8Gr
-
alão
E1 H Pt (1)
de Gp Seg 1 E2 H Bússola (1) (25)
Seg A1 H Passo / Radiop Gp II (2) (15) (18)
ura
Cb Aux/2ºGC Cmt Gp Seg 2 10 (1)
nça E3 Radiop Gp II (3) (15) (18)
Gp Seg 2
E4 (3)
A2 (2)
Cmt 3º GC Cmt Gp Seg 3/Gerente 6 (1)
Cb Aux/3ºGC 11 (1)
Gp Aclh E1 Radiop Gp II (1) (15) (18)
E2 (1)
A1 (2)

Legenda do QOPM

(1) Fz 7,62mm (15) ERC 108+bateria (29) 10 Pet 250g


(2) FM 7,62mm (FAP) (16) ERC 620 + bateria (30) 5 Epl comum Nr 8
(3) Espingarda Cal 12 (17) TPX 720 + bateria (31) 5 Epl elétrica Nr 8
(4) Pst 9mm (18) Bateria reserva (32) 30m cabo condutor
(5) Mtr L 7,62mm (19) Antena dipolo (33) 20m estopim
(6) Reparo Mtr 7,62mm (20) IE Com Elt (34) 30m cordel detonante
(7) 5 fitas 50 Cart (21) OVN + bateria (35) 20 Clip M1
(8)CofreMun+cofreAss+enfitadeira (22) Mira laser+bateria (36) Explosor
(9) Lç Gr 40 (23) Máquina fotográfica (37) Alicate de estriar
(10) 24 Cart .12 (24) Binóculo (38) Fita isolante
(11) 8 Gr 40 AE (25) Bússola (39)
(12) Gr M M3+EOT M9 (26) GPS (40)
(13) Gr M Lac (27) Carta (41)

MATERIAL PARA ENSAIO

Para quem ? O quê ?


Esc Ass 100 Cart 7,62 Fst
Esc Seg 40 Cart 7,62 Fst
2 Pet 50 g
4 m de estopim hidráulico
10 m cordel detonante
Gp Dest 2 espoletas comuns Nr 8
2 espoletas elétricas Nr 8
1 rolo de fita isolante
1 acendedor hidráulico

MATERIAL PARA RECONHECIMENTO

Para quem? O que?


Cmt Pa 24 e 26
Cmt Esc Ass 24
Homem Carta 25, 27 e 26
Radiop 16 e 20
e. Detalhamento do item Comunicações e Diversos da Ordem Preparatória
Quem faz o quê? (instruções particulares - atribuirresponsabilidades).
SCmt / H Crt / Cmt Esc Ass - auxílio no Plj detalhado do Cmt.
Gp Aclh - auxílio ao gerente para apanha e distribuição do material.
Cb Aux 3º GC - recebimento e preparo do material do pessoal empregado no planejamento.
Gp Seg 1 - montagem do caixão de areia. H Crt - preparar
as cartas para a missão. Gp Ass - confecção dos meios
visuais.
SCmt -escolha do localde ensaio, preparação do local da ordem e fiscalização.
Cmt Esc Ass - treinamento de gestos e sinais: alto em segurança, congelar, alto-guardado, P Reu,
PRPO, inimigo à direita (esquerda), emboscada imprevista, ponto crítico, Cmt Esc/Gp comigo, em
frente e ultrapassagem porgrupos.
Radiop Gp Cmdo - coordenar e preparar o Eqp rádio dapatrulha (impermeabilizar, ancorar
antena, pré-sintonia, extrato da IE Com Eltetc.).
Gerente - checar o trabalho do Radiop.
Gp Destruição - preparo do material de destruição.

A-7. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO


a. Planejamento do reconhecimento
1) O que Rec? (Itn, P Reu, Obj e AtvIni)
a) Itn: levantar no Itn (ida/regresso) estabelecido os pontos nítidos no terreno
que facilitem a confirmação da orientação - Cmt Pa ehomem-carta.
b) P Reu: verificar se os pontos de reunião locados na carta são adequados
para reorganização da patrulha - Cmt Pa ehomem-carta.
c) Objetivo
- Checar as vias de acesso existentes, levantando a sua transitabilidade
para efeito de reforço do inimigo - CmtPa.
- Confirmar os dados a respeito das instalações existentes na sede da
fazenda, a fim de calcular a necessidade de carga para a sua destruição - Cmt Esc Ass.
- Levantar o efetivo inimigo - Cmt Pa e EscAss.
- Atividade do inimigo - Cmt Pa e EscAss.
- Levantar atividades recentes e atuais no local - Cmt Pa e EscAss.
2) Pedido de material (quem leva o quê?) - material previsto noQOPM.
3) Prever ligação rádio (IE Com Elt em vigor) - rádio restrito operado pelo
Radiop.
4) Designar quem fica no Cmdo e procedimentos caso não haja retorno dentro
dos prazos - Permanece o SCmt e este deverá Info EscSup.
5) Confeccionar um quadro paraauxiliar:

QUEM O QUÊ COMO MATERIAL Obs:


Observando de
Cmt Esc Ass Instalação Ini uma posição Carta e binóculo Levar o bornal
coberta

Carta, bússola.
Itn até PRPO, Pt Observação
GPS,OVN,
Homem - carta Reu Itn, Pt Ctc e constante durante Levar o bornal
binóculo e
Itn regresso o deslocamento
passômetro

... ... ... ... ...

O SCmt deverá organizar a patrulha antes de entrar no local da ordem, já realizando a divisão
da mesma dentro dos escalões e grupos.

b. Ordempreparatória

1. SITUAÇÃO
c.
Partindo-se da Meios recebidos
premissa de queearetirados
tropa já tem conhecimento da situação geral, será
explanada
- a situação particular
Nenhum. que é a seguinte:
- uma patrulha de reconhecimento identificou na região da fazenda CANDIRU um
depósito de gêneros e munições, funcionando como base de apoio às ações de
patrulhas inimigas ao longo do eixo da estrada do ENCANAMENTO.
Forças Inimigas
Valor aproximado de um GC de infantaria a pé na fazendaCANDIRU.
Forças Amigas
2ª Cia Fuz na localidade de MARECHALRONDON.
1ª Cia Fuz na região de chácaraMANAUARA.
- 2º/2ª/511º BI Mtz - entroncamento rodovia 02 com
estrada do ENCANAMENTO.
2. MISSÃO

- Destruir o depósito inimigo na fazenda CANDIRU e neutralizar sua guarnição até


050300 Set03.

3. QUADRO-HORÁRIO
- Somente os horários que interessam para apatrulha.

Tempo em Horário de
Atividades
minutos - às

30 1200 – 1230 Almoço


120 1430 – 1630 Transmissão da ordem à patrulha
60 1700 – 1800 Ensaio diurno
30 1800 – 1830 Jantar
175 1830 – 2125 Ensaio noturno
- 2200 Partida
20 0300 - 0320 Ação no objetivo
90 0340 – 0510 Regresso
4. ORGANIZAÇÃO
Informar sobre as funções especiais e enunciar funções!
Os itens de 5 a 11 deverão ser abordados conforme constam no QOPM (vide página A-10).
12. RECONHECIMENTO
- Após a O Prep haverá um Rec no terreno onde serão empregados os seguintes
militares: eu, Cmt Esc Ass, homem-carta e o Radiop. Esses militares, após o término da ordem
preparatória, permanecem no local para o recebimento da ordem do reconhecimento.
13. COMANDO ECOMUNICAÇÕES
a. Dados
1) Senha, contra-senha e sinal dereconhecimento:
Dia Senha C Sen Sin Rec
3 Set Jacú Jacamim 11 +
4 Set Tracajá Timbó 7+
5 Set Mutum Açaí 5+

2) Frequências:

Fração Principal Alternativa


Companhia 5900 6750
Patrulha 3275 6100
3) Sinal para mudança:
- Pcp => Altn: Encontramos Curumim (3vezes)
- Altn => Pcp: Mutum pousou (3vezes)
4) Indicativos Rádio:

FRAÇÃO INDICATIVO
Cia Bravo zero
1º Pel Bravo uno
2º Pel Bravo dois
Cmt Pa Charlie
Gp Seg 1 Charlie uno
Gp Seg 2 Charlie dois
Gp Aclh Charlie três
Gp Ass Delta uno
Gp Dest Delta dois
Gp Ntz Delta três

5) Autenticação - 1(um)alfabeto.
6) Rádio em silêncio até ação no objetivo e livre após a quebra dosigilo.
7) Processo de codificação.
PETARDOCHIVUNK
Números: somar um.
14. DIVERSOS
a. Instruçõesparticulares
- SCmt / H Crt / Cmt Esc Ass - auxílio no Pljdetalhado.
- Gp Aclh - auxílio ao gerente na apanha e distribuição domaterial.
- Cb Aux 3º GC - recebimento e preparo do material do pessoal empregado no
planejamento.
- Gp Seg 1 - montagem do caixão deareia.
- Gp Ass - confecção dos meiosvisuais.
- SCmt - escolha do local de ensaio, preparação do local da ordem e
fiscalização.
- Cmt Esc Ass - treinamento de gestos esinais.
- Radiop Gp Cmdo - coordenar e preparar o equipamento rádio daPa.
- Gp Destruição - preparo do material dedestruição.
b. Outras prescrições
- Cadeia de Cmdo:definir!
- Sd Beltrano do Gp Seg 1, você receberá ordem dequem?
- Durante a preparação da patrulha estarei no Rec até 1200h, durante esse
período qualquer dúvida será sanada com oSCmt.
- A próxima reunião da patrulha será às 1430h para a emissão da ordem à
patrulha.
- Dúvidas?
- Acerto dos relógios. Quando eu disser hora serão 0700h. Um minutofora...

A-8. RECONHECIMENTO
- Consultar o quadroauxiliar:
QUEM O QUÊ COMO MATERIAL Obs:
Observando de
Cmt Esc Ass Instalação Ini uma posição coberta Carta e binóculo Levar o bornal

Carta,bússola.
Itn até PRPO, Pt Reu Observação
GPS,OVN,
H Carta Itn, Pt Ctc e Itn constante durante o Levar o bornal
binóculo e
regresso deslocamento
passômetro

... ... ... ... ...

Será realizado no terreno no prazo de 5h, de acordo com o planejamento do Rec complementado
com um estudo na carta e de fotografias/esboços da região de operações. O grupo que fará o
reconhecimento atuará caracterizado, havendo dessa forma necessidade uma estória-cobertura
coletiva caso o grupo caia como PG e um ensaio da ação.

A-9. PLANEJAMENTO DETALHADO (MITeMeT)


- Estudo de Situação
1) Missão
- Destruir um depósito inimigo em fazenda CANDIRU e neutralizar a sua
guarnição até 050300 Set 03 (já levantada no estudosumário).
- O quê?
Destruir e neutralizar.
- Quando?
- Início do deslocamento:2200h
- Horário da ação: 0300h do dia 5Set
- Início do retraimento: 0340h do dia 5Set
- Onde?
- Local do Obj: Faz CANDIRUQd(8315094750)
- Itn: através campo no Az232º
- Distância: 3,5km
- Tempo de deslocamento: 1h 30min
- Para quê? Tudo com a finalidade de dificultar o apoio logístico do Ini e com
isso enfraquecer suas possibilidades de atuação na área deoperações.
2) Inimigo
- Efetivo aproximado de 9 (nove) homens na fazendaCANDIRU.
- Armt e equipamento similar aonosso.
- O inimigo pode realizar emboscadas ao longo da estrada DO
ENCANAMENTO.
- O inimigo pode receber reforço, nafazenda CANDIRU, dentro de30
minutos.
- Tem deficiência na exploração dascomunicações.
- Temapresentadodeficiênciaemseusistemadecont
rainteligência,
favorecendo o levantamento de um grande volume de dados a seu respeito.
3) Terreno e condições meteorológicas - OCOAO (no Itn eObj)
a) Observação e Campos de tiros
(1) No Itn
- No Itn de ida/Itn regresso a observação é facilitada tendo em vista a
conformação do terreno, proporcionando bom comandamento em todo o deslocamento.
- A vegetação densa em alguns trechos do Itn dificulta o emprego eficaz
do tiro tenso das armas automáticas. Nas demais áreas em que não há predominância de
vegetação densa os campos de tiro são favoráveis aos fogos diretos.
(2) No Obj (morro DA SANTANA)
- Permite a Obs aproximada sobre a fazenda CANDIRU e a instalação de
um bom PO em sua parte maisalta.
- Há muito boas condições para a execução de tiros de armas
automáticas sobre a fazenda CANDIRU em função da ondulação suave do terreno,
proporcionando rasância. Apesar de o terreno ser um pouco recortado, permite bom
flanqueamento sobre a área da fazenda.
b) Cobertas eabrigos
(1) No Itn
- Inicialmente, a vegetação ciliar existente, que é abundante, oferece
algumas cobertas, principalmente nas partes mais baixas do terreno. Nas encostas das
elevações, a proteção é proporcionada apenas nas áreas em que existe a mata densa. Nos
campos, essa proteção fica um tanto exígua, sendo possível se aproveitar apenas as dobras e
erosões existentes noterreno.
(2) No Obj
- Na R Altu do morro DA SANTANA, devido à existência de vegetação e
de dobras no terreno, teremos facilidade para a tomada do dispositivo daPa.
- Nas imediações da região onde está localizada a fazenda, inexistem no
terreno cobertas e abrigos para oIni.
c) Obstáculos
(1) No Itn
- Os trechos assinalados na carta como intransitáveis não permitem o
tráfego de nenhum tipo deVtr.
- As matas densas assinaladasnacarta impedem o movimento de
viatura e dificultam o Mvt de tropa apé.
- A vegetação ciliar é abundante e dificulta a progressão de tropa apé.
- O ribeirão GUAPORÉ, a jusante do rio DAS FLORES, impede o
movimento de tropa a pé em qualquer época doano.
- As regiões assinaladas na carta como alagadas são obstáculos atropa
a pé.
(2) No Obj
- Atentarparaasregiõesalagadaseparaasmat
objetivo. asdensasnaáreado

d) Acidentes Capitais
(1) No Itn
- Elevaçõesquepermitamcomandamentoass
eguramaObseoApF
em boas condições durante o deslocamento (levantar na carta e durante o reconhecimento).
(2) No Obj
- Morro DA SANTANA permite a montagem e o desembocar do assalto
à fazenda CANDIRU.
e) Crepúsculo, luar evento
(1) Prazo para o início de cumprimento damissão
- No dia 4 Set: Lua nova (0600h-1800h).
- FCVN :1830h.
- Tempo de luz total = 11h.
- Tempo de luz durante a noite (luar) =nenhum.
(2) Vento
- Direção e velocidade favoráveis ao emprego defumígenos.
(3) Gradiente
- Favorável ao emprego defumígenos.
4) Meios
- Mantém oQOPM.
5) Tempo
- Mantém oquadro-horário.
6) População
- Atitude favorável às nossastropas.
- Embora a população seja favorável, deve ser evitado o deslocamento em
localidades em função do sigilo damissão.
7) Conclusão
Analisando os fatores da decisão (MITeMeT) levantei duas linhas de ação possíveis, as quais
diferem basicamente pelo dispositivo adotado na ação do objetivo. Na LA 1, os Gp de Ass, Ap F,
Ntz e Dest foram posicionados a norte do Obj; já na LA 2 os mesmos grupos foram posicionados
a noroeste do Obj. Comparando as duas linhas de ação levantadas, com base no terreno, na
rapidez desejada, no dispositivo do inimigo, no objetivo e nos princípios de guerra, optei pela
adoção da LA 1.

N PRPO

CórregoCANDIRU Aclh

Morro da SANTANA

Dest
Ntz

Ass

Fig. A-3. Linha de ação Nr1 Ap F

Fazenda CANDIRU

Seg 1

Seg 2

Fig. A-4. Linha de ação Nr2


8) Coordenação dos apoios
Não é o caso falar nesse casoesquemático.
9) Ordens aos elementos subordinados
Itn Ida Aç Obj Itn regresso
Irá prover a Seg nos flancos da Pa. No PRPO Assaltará, fará a segurança aproximada do
Esc Ass fará a segurança objetivo, eliminará Irá prover a Seg nos flancos daPa
no setor de 4 às 10h e destruirá
Fará Seg à frente, à retaguarda e orientará a
Pa até o PRPO. No PRPO fará a segurança no Isolará o Obj e acolherá a Pa no PRPO
Esc Seg Fará Seg à frente e à retaguarda.
setor
de 10 às 4h
Irá prover a Seg nos flancos da
Assaltará e fará a segurança aproximada do
Gp Ass Pa. No PRPO fará a segurança no setor de 4 Irá prover a Seg nos flancos daPa
às 7h objetivo
Irá prover a Seg nos flancos da
Neutralizará os elementos remanescentes do
Gp Ntz Pa. No PRPO fará a segurança no setor de 9 Irá prover a Seg nos flancos daPa
às 10h GC Ini
Irá prover a Seg nos flancos da
Instalará as cargas e destruirá a instalação
Gp Dest Pa. No PRPO fará a segurança no setor de 8 Irá prover a Seg nos flancos daPa
às 9h
Irá prover a Seg nos flancos da Pa. No PRPO
Amaciará a área do objetivo pelo fogo
Gp Ap F fará a segurança Irá prover a Seg nos flancos daPa
no setor de 7 às 8h
Orientará a Pa até o PRPO. No
Orientará a Pa até as linhas amigas
Gp Seg 1 PRPO fará a segurança no setor de 2 às 4h Isolará a via de acesso de W

Irá prover a Seg à frente. No PRPO fará a


Gp Seg 2 segurança no setor Isolará a via de acesso de E Irá prover a Seg à frente
de 12 às 2h
Irá prover a Seg à retaguarda. No PRPO fará
Guarnecerá o PRPO, acolhendo a Pa após a
Gp Aclh a segurança no setor Irá prover a Seg à retaguarda
Aç Obj
de 10 às 12h
Seguir o Q Aux Nav, conduzindo Seguir o Q Aux Nav, conduzindo
H Crt ....
a Pa até o PRPO a Pa até as linhas amigas
Fará a observação da rotina dos Elm que se
encontram na área do objetivo do final do Rec
Aprx até o retorno da Pa para tomada do
Obs Obj ... ....
dispositivo, informando qualquer
eventual alteração.

Controlar o tempo após a quebra


Radiop .... do sigilo, informando de minuto em minuto. ....

10) Sequência das ações


a) Ação no objetivo
(1) Plano de reconhecimento aproximado (escolher um PO que proporcione
sigilo e boa visada; planejar o itinerário para abordar o PO; levar os Cmt Gp; prever materiais
especiais, como OVN; prever tempo de permanência no PO para verificar rotina do Ini e realizar
o briefing“Q3OM”).
- Ocuparemos o posto de observação da elevação morro DASANTANA.
- Abordaremos a elevação pela sua porçãonorte.
- Irão me acompanhar no Rec Aprx os seguintes Cmt Gp: Ass, Dest, Ap F,
Seg 1, Seg 2 e os observadores doobjetivo.
- Os Elm participantes do Rec Aprx possuidores de OVN deverãoconduzi-
lo.
- IremospermanecernoPOaté2230h.OsObsdoObjpermanecerãono
local até a Pa ter tomado o dispositivo.
- Caso haja a quebra prematura do sigilo, determinarei ao SCmt via rádio a
tomada do dispositivo e o assaltoimediato.
(2) Tomada do Dispositivo (sequência de ocupação dos grupos, lembrar de
primeiro isolar a área com os Gp Seg e abordar o Obj pelo itinerário menosprovável).
- Liberarei os Gp Seg 1 e 2 para ocuparem suas posições. Após o pronto
via rádio ou trinta minutos depois, liberarei o Esc Ass na seguinte sequência: Gp Ass, Gp Ap F,
Gp Ntz e GpDest.
(3) Ação no objetivo propriamente dita (determinar o que vai caracterizar o
início da ação, detalhar cronologicamente quem vai fazer o quê, como e para quê, selecionar a
técnica de assalto, ordenar as ações impostas pelos verbos da missão, após o assalto fazer a
segurança aproximada do objetivo com o grupo de assalto para que os grupos de tarefas
essenciais possamatuar).
- Às três horas serão desencadeados os fogos pelo Gp Ass e Ap F. O início
da ação será caracterizada pelo fogo do Gp Ap F. O sinal para o cessar fogos será feito mediante
vários silvos de apito. A partir desse momento, o assalto começará a progredir utilizando a técnica
de assalto contínuo, ultrapassando o objetivo em torno de 30m, realizando a segurança
aproximada do Esc. O Gp de Neutralização, que progredirá à retaguarda do Gp Ass, neutralizará
os remanescentes do efetivo inimigo que se encontrarem no local. Logo após esta ação, o Cmt
do Gp de destruição escorvará as cargas e, auxiliado pelos demais integrantes do grupo, irá
instalar as mesmas na construção. O Cmt Gp irá desenrolar o fio condutor e dará o pronto para o
Cmt Pa. Após esta ação, determinarei que o Esc Ass retraia para o PRPO. Após o pronto dos Cmt
Gp Ass e Ntz ao ultrapassarem a crista topográfica do morro da SANTANA, ordenarei que o Cmt
Gp Dest acione a carga. Tão logo seja ouvido o estampido da destruição, verificarei, de uma
posição abrigada, se a missão foi cumprida.
(4) Retraimento ao PRPO (prever a sequência de retraimento dos grupos,
lembrar que os Gp de Seg são os últimos aretraírem).
- Primeiro irá retrair o Gp Ass e Ntz enquanto ocorre a instalação da carga.
Após o acionamento dos explosivos, o Gp Dest retrairá. Após a chegada do Gp Dest no PRPO,
os grupos de segurança receberão a ordem via rádio pararetraírem.
(5) Reorganização
- O SCmt receberá os prontos dos Cmt Gp, após a conferência das baixas,
equipamento, armamento e munição e colocará a Pa na O Mvt para o regresso. O Radiop
estabelecerá Ctt com Esc Sup informando o cumprimento damissão.
b) Deslocamento até o PRPO
- Itinerário principal e secundário, pontos de reunião no itinerário, azimutes,
distâncias e azimute de fuga: conforme Q AuxNav.

De Para Az Dist Dist Dist Tempo Obs


Magnético Pernada Percorrida Restante
PI P1 23º 300m 300m 1200 m 20 min Colo
P1 P2 30º 250m 550m 950m 15 min Clareira
… … … … … … … …

- Alto guardado – ocupar dispositivo circular com os mesmos setores do


PRPO, MdtO.
- Alto em segurança – NGA do Pel, tão logo esclarecedores passem o sinal,
tomar a posição de pares à direita e impares àesquerda.
- Formações e ordem de movimento - a mesma do Itn deida.
- Partida e regresso das linhas amigas: trocar senha econtra-senha.
- Nos pontos de reunião e prazos correspondentes: se houver uma
dispersão,aParetornaaoúltimoPReu.Nestepontodereunião,omilitarde
numeração mais baixa tomará as seguintes providências: se dentro de trinta minutos 2/3 da Pa
se reorganizar, segue-se para a Aç Obj; ou, se nesse tempo não houver chegado esse efetivo, a
Pa retrai para a B Cmb. O sinal de que a Pa seguiu para o Obj será um triângulo de pedras no
local do P Reu. O sinal de que a Pa retraiu para a B Cmb será um empilhamento de pedras neste
mesmo local.
- Ação nas áreas perigosas e pontos críticos: parar, olhar, cheirar e ouvir
(POCO) e estabelecer a Seg (antes e após o Pt Ctc). Após reconhecimentodos esclarecedores,
ultrapassar a área ou ponto crítico conforme decisão do Cmt. Essa ultrapassagem será
coordenada peloSCmt.
- Ocupação do PRPO

Fig. A-5 Ocupação de PRPO


Os esclarecedores balizarão a direção 6-12h. A Pa irá seguir nessa direção e, pelo processo da
ciranda, os grupos irão ocupar os seus setores. Após os Gp terem ocupado seus setores, os Cmt
Gp irão ao centro do dispositivo dando o pronto para o SCmt. A Pa já deverá tomar procedimentos
para a camuflagem das mochilas. O Gp Cmdo permanece aocentro.
c) Regresso às linhas amigas
- Seguir o quadro auxiliar de navegação.
d) Outros
(1) Conduta com inimigos feridos e prisioneiros deguerra
- Antes e após a ação no objetivo: serão deixados no local e apenas
revistados pelo Gp deneutralização.
(2) Conduta com feridos e mortosamigos
- Antes da ação no objetivo: serão deixados no P Reu com um segurança
do próprio Gp.
- Após a ação no objetivo: serão transportados pelos seus respectivos
grupos.
(3) Sinais e gestos apraticar
- Altoemsegurança,congelar,altoguardado,PR
eu,PRPO,Iniàdireita
(esquerda), emboscada imprevista, ponto crítico, Cmt Esc/Gp comigo, em frente e ultrapassagem por
grupos.
(4) Senha, contra-senha e sinais dereconhecimento
- Conforme OPrep.
(5) Posição do comandante, subcomandante e doatendente
- Nos deslocamentos (o Cmt vai estar próximo ao homem-carta, o SCmt
vai estar à frente do Gp Aclh e o Atd estará à testa do GpAss).
- Na ação no objetivo (o Cmt vai estar próximo aos Gp de assalto e destruição ECD intervir no
cumprimento da missão, o SCmt vai estar junto ao Gp Ntz ECD substituir o Cmt e o Atd estará
junto com o Gp Ntz).
(6) Hora do dispositivo pronto: 042150 Set03.
(7) Hora da partida: 042200 Set03.
(8) Reorganização apósdispersão
- Ocupar um alto guardado no último P Reu. Os Cmt Gp verificarão estado
de saúde, efetivo, material e munição, dando o pronto aoSCmt.
(9) Revezamento do material pesado: dentro do Gp(SFC).
(10) Conduta como PG: inutilizar de imediato todos os documentos e o
ferrolho do armamento por intermédio do acionamento de uma Grincendiária.
(11) Quebra prematura de sigilo (nas diversas fases)
- No Itn Ida: seguir Itnalternativo.
- Na ocupação do PRPO: realizar a tomada do dispositivo e executar o
assalto imediato.
- Na ação no objetivo: caso a patrulha seja identificada durante a tomada do dispositivo, os grupos,
de onde estiverem, partem imediatamente para as respectivas posições e cumprem as missões
previstas.
- No Itn regresso: seguir Itnalternativo.
(12) Aborto da missão: perda do poder relativo de combate (efetivo menor
que 2/3), contato com escalão superior e retraimento para BCmb.
(13) Mdd Esp de Seg: ao se aproximar de um ponto crítico ou abandonar
um P Reu, deve-se realizar oPOCO.
(14) Ligação com outras patrulhas: troca de senha e contrasenha.
(15) As TAI (defensivas eofensivas)

Pa vê/Ini não Ctt fortuito Emboscada


realizar uma ação
ocultar-se no desbordante para
romper o contato por
Itinerário de ida terreno após o desengajar os
intermédio do fogo
(defensiva) sinal dos patrulheiros que estão
esclarecedores na zona de
matar e retrair
ocultar-se no
terreno após o máximo volume de realizar uma ação
Itinerário de
sinal dos fogos visando a desbordante para
regresso
esclarecedores e destruição do Ini e contra-emboscar o Ini
(ofensiva)
emboscar o perseguição e destruí-lo
Ini
(16) Documentos levados pela patrulha: extrato da IE Com Elt no bolso
superior esquerdo da gandola, a serem destruídos, SFC, pelo acionamento de GrIncd.
(17) Estória-cobertura coletiva: destruir ponte no córregoCANDIRU.

A-9 ORDENS
ORDEM À PATRULHA

- Deverá ser emitida baseada no planejamento detalhado, podendo sofrer alguma alteração
durante sua expedição (SFC), durante os ensaios ou nos tempos destinados aos ajustes.
1. SITUAÇÃO
a. Forças Inimigas (que podem atuar contra aPa)
- Efetivo aproximado de 9 (nove) homens na fazendaCANDIRU.
- Armt e equipamento similares aosnossos.
- O inimigo pode realizar emboscadas ao longo da estrada DO
ENCANAMENTO.
- O inimigo pode receber reforço, na fazenda CANDIRU, dentro de 30minutos.
- Tem deficiência na exploração dascomunicações.
- Tem apresentado deficiência em seu sistema de contrainteligência,
favorecendo o levantamento de um grande volume de dados a seurespeito.
b. Forças Amigas
- PC do 511º BI Mtz na chácaraMANAUARA.
- 2ª Cia Fuz na localidade de MARECHALRONDON.
- 1ª Cia Fuz na região de chácaraMANAUARA.
- 2º/2ª/511º BI Mtz - entroncamento rodovia 02 com estrada DO
ENCANAMENTO.
- Sec Mrt Me da SU em AçCj.
c. Meios recebidos e retirados
- Nenhum.
d. Área de Operações e Condições Meteorológicas
Conclusão a respeito das consequências para a nossa Pa de:
- ICMN - FCVN – não haverá luz já que anoitece às 1830h.
- Lua (fase) – não haverá luz dalua.
- Neblina – não há previsão deneblina.
- Ventos (Dir, Vel e quadrante) – favorável ao Emp defumígenos.
- Chuva – não há previsão dechuvas.
- Temperatura – a temperatura permanecerá estável em torno de20ºC.
- Gradiente - favorável ao Empfumígenos.
- Características do terreno (resumo doOCOAO).
- No Itn de ida e regresso teremos uma limitada observação. A vegetação densa,
em alguns trechos do Itn, dificultará a progressão, a orientação e o tiro dos fuzis e da Mtr. No
objetivo, devido à existência de vegetação e de dobras no terreno, a tomada do dispositivo, a
observação e a execução de fogos da Pa serão facilitadas, enquanto que o ocultamento do Ini
ficarádificultado.
2. MISSÃO(checar)
- Destruir o depósito inimigo na fazenda CANDIRU e neutralizar sua guarnição até 050300 Set
03.
3. EXECUÇÃO
a. Conceito da Operação
- A nossa patrulha realizará um deslocamento a pé, através campo, de
aproximadamente 1h30; estabelecerá um PRPO nas proximidades da ponte sobre o córrego
CANDIRU; isolará o objetivo; assaltará o depósito; eliminará a guarnição; destruirá as instalações
existentes; reorganizará no PRPO e regressará para as linhas amigas.

b. Ordens aos ElmSubordinados


Itn Ida Aç Obj Itn regresso
Irá prover a Seg nos flancos da Pa. No Assaltará, fará a segurança
Esc Ass PRPO fará a segurança aproximada do objetivo, eliminará Irá prover a Seg nos flancos da Pa
no setor de 4 às 10h e destruirá
Fará Seg à frente, à retaguarda e
orientará a Pa até o PRPO. No PRPO Isolará o Obj e acolherá a Pa no PRPO
Esc Seg Fará Seg à frente e à retaguarda.
fará a segurança no setor
de 10 às 4h
Irá prover a Seg nos flancos da
Assaltará e fará a segurança
Gp Ass Pa. No PRPO fará a segurança no Irá prover a Seg nos flancos da Pa
setor de 4 às 7h aproximada do objetivo
Irá prover a Seg nos flancos da Pa. No
Neutralizará os elementos
Gp Ntz PRPO fará a segurança Irá prover a Seg nos flancos da Pa
remanescentes do GC Ini
no setor de 9 às 10h
Irá prover a Seg nos flancos da
Instalará as cargas e destruirá a
Gp Dest Pa. No PRPO fará a segurança no Irá prover a Seg nos flancos da Pa
setor de 8 às 9h instalação
Irá prover a Seg nos flancos da Pa. No
Amaciará a área do objetivo pelo fogo
Gp Ap F PRPO fará a segurança Irá prover a Seg nos flancos da Pa
no setor de 7 às 8h
Orientará a Pa até o PRPO. No
Orientará a Pa até as linhas amigas
Gp Seg 1 PRPO fará a segurança no setor de 2 Isolará a via de acesso de W
às 4h
Irá prover a Seg à frente. No PRPO
Gp Seg 2 fará a segurança no setor Isolará a via de acesso de E Irá prover a Seg à frente
de 12 às 2h
Irá prover a Seg à retaguarda. No
Guarnecerá o PRPO, acolhendo a Pa
Gp Aclh PRPO fará a segurança no setor Irá prover a Seg à retaguarda
após a Aç Obj
de 10 às 12h
Seguir o Q Aux Nav, conduzindo Seguir o Q Aux Nav, conduzindo
H Crt ....
a Pa até o PRPO a Pa até as linhas amigas
Fará a observação da rotina dos Elm
que se encontram na área do objetivo
do final do Rec Aprx até o retorno da Pa
Obs Obj .... ....
para tomada do dispositivo, informando
qualquer
eventual alteração.
Controlar o tempo após a quebra
Radiop .... do sigilo, informando de minuto em ....
minuto.
c. Prescrições Diversas (são osdetalhes)
1) Hora do dispositivo pronto para início do deslocamento:2150h.
2) Deslocamento até oPRPO.
a) Hora de partida:2200h.
b) Itn ida (usar o Q Aux Nav e 1/3 do caixão deareia)

Az Dist Dist Dist


De Para Tempo Obs
Magnético Pernada Percorrida Restante
PI P1 23º 300m 300m 1200 m 20 min Colo
P1 P2 30º 250m 550m 950m 15 min Clareira
… … … … … … … …

c) Meios e processos de deslocamento e medidas de coordenação e controle


nos diversos trechos: a Pa irá se deslocar a pé, em coluna por um, e o Cmt da Pa deverá ser
informado pelo H Crt quando todo ponto de controle forultrapassado.
d) Formação inicial e ordem demovimento

Gp Gp Gp Gp Gp Gp Seg1 Gp Seg2
Aclh Ntz Dest ApF Ass

e) Planos de embarque e carregamento: não será o caso (nãofalar).


f) Prováveis pontos de reunião: o P Reu 1 estará próximo à clareira PIUM; o P
Reu 2 é a ponte sobre o córrego CANDIRU etc.
g) Segurança nos deslocamentos e altos: deslocamentos e altoem segurança
- adotar o dispositivo de impares à esquerda e pares à direita; alto guardado - adotar o dispositivo
de segurança para fora. Inserir missão dos esclarecedores.
h) Passagempelospostosavançadosamigos–trocarasenhaecontra-
senha.
i) OcupaçãodoPRPO:osesclarecedoresbalizarãoadireção6-12h.APairá
seguir nessa direção e, pelo processo da ciranda, os grupos irão ocupar os seus setores. Após
os Gp terem ocupados seus setores, os Cmt Gp irão ao centro dando o pronto para o SCmt. O
Gp Cmdo permanece ao centro. A Pa já deverá tomar procedimentos para a camuflagem das
mochilas. (Checar os setores dosgrupos).
3) Ação no objetivo
a) Rec Aproximado do Obj
- Ocuparei o PO da elevação Morro DASANTANA.
- Abordarei a elevação pela sua porçãoNorte.
- Irão me acompanhar no Rec Aprx os seguintes Cmt de Gp: Ass, Dest, Ap
F, Seg 1, Seg 2 e os observadores doobjetivo.
- OsElmparticipantesdoRecAprxpossuidoresdeOVNdeverãoconduzi-
lo.
- Iremos permanecer no PO até2230h.
- Os Obs Obj permanecerão no local até que
o dispositivo sejatomado.
- Casohajaaquebraprematuradosigilo,deter
minareiatomadado
dispositivo e o assalto imediato.
b) Tomada do dispositivo (sequência, controle etc.). Mostrar nos 2/3 do
caixão de areia e na sequência das ações.
- Liberarei os Gp Seg 1 e 2 para ocuparem suas posições. Após o pronto via
rádio, ou trinta minutos depois, liberarei o Esc Ass na seguinte sequência: Gp Ass, Gp Ap F, Gp
Ntz e Gp dedestruição.
c) Ação no objetivo propriamente dita (mostrar no 2/3 do caixão de areia o
esquema de manobra e a sequência das ações).
- Às três horas serão desencadeados os fogos pelo Gp Ass e Ap F. O início
da ação será caracterizada pelo fogo do Gp Ap F. O sinal de cessar fogos será feito mediante
vários silvos de apito. A partir desse momento, o assalto começará a progredir utilizando o
assalto contínuo, ultrapassando o objetivo em torno de 30m, realizando a segurança aproximada
do Esc. O Gp de neutralização, que progredirá à retaguarda do Gp Ass, neutralizará os
remanescentes do efetivo inimigo que se encontrarem no local. Logo após esta ação, o Cmt do
Gp de destruição escorvará a carga e, auxiliado pelos demais integrantes do grupo, irá instalar
as mesmas na construção. O Cmt Gp irá desenrolar o fio condutor e dará o pronto para o Cmt
Pa. Após esta ação, determinarei que o Esc Ass retraia para o PRPO. Após o pronto dos Cmt
Gp Ass e Ntz ao ultrapassarem a crista topográfica do morro DA SANTANA, ordenarei que o Cmt
Gp Dest acione a carga. Tão logo seja ouvido o estampido da destruição, verificarei, de uma
posição abrigada, se a missão foicumprida.
d) Retraimento para o PRPO
- Primeiro irá retrair o Gp Ass e Ntz enquanto ocorre a instalação da carga.
Após o acionamento dos explosivos, o Gp de destruição retrairá. Após a chegada do Gp de
destruição no PRPO, os grupos de segurança receberão a ordem via rádio para retraírem.
e) Reorganização no PRPO
- O SCmt receberá os prontos dos Cmt Gp, após a conferência das baixas,
equipamento, armamento e munição e colocará a Pa na O Mvt para o regresso. O Radiop
estabelecerá Ctt com Esc Sup informando o cumprimento damissão.
4) Regresso
- Seguir o quadro auxiliar de navegação. As outras prescrições serão, NESSE EXEMPLO, idênticas ao
itinerário de ida.
5) Outras prescrições
a) Situações de contingência
Fase Situação de contingência Decisão
Itn Ida Quebra de sigilo no Itn Ida Adotar Itn alternativo

Quebra de sigilo na ocupação Realizar a tomada do


Aç Obj do PRPO dispositivo e executar o
assalto imediato
Presença do inimigo TAI ofensiva (emboscada) e
Itn Regresso
adotar Itn alternativo
...... .......

b) Ações em áreas perigosas e pontos críticos: parar, olhar, cheirar e ouvir


(POCO) e estabelecer a Seg (antes e após o Pt Ctc). Após reconhecimento dos esclarecedores,
ultrapassar a área ou ponto crítico conforme decisão do Cmt. Essa ultrapassagem será
coordenada peloSCmt.

c) Ações em contato com oinimigo(TAI)

Pa vê/Ini não Ctt fortuito Emboscada


realizar uma ação
ocultar-se no desbordante para
romper o contato
Itinerário de ida terreno após o desengajar os
por intermédio do
(defensiva) sinal dos patrulheiros que
fogo
esclarecedores estão na zona de
matar, e retrair
ocultar-se no
terreno após o máximo volume realizar uma ação
Itinerário de volta sinal dos de fogos visando desbordante para
(ofensiva) esclarecedores a destruição do contra-emboscar o
e emboscar o Ini e perseguição Ini e destruí-lo
Ini

d) Reorganização após dispersão: se houver uma dispersão, a Pa retorna ao


último P Reu. Nesse ponto de reunião, o militar de numeração mais baixa tomará as seguintes
providências: se dentro de trinta minutos 2/3 da Pa se reorganizar, segue- se para a Aç Obj; ou
se nesse tempo não houver chegado esse efetivo, a Pa retrai para B Cmb. O sinal de que a Pa
seguiu para o Obj será um triângulo de pedras no P Reu. O sinal de que a Pa retraiu para a B
Cmb será um empilhamento depedras.
e) Tratamento com PG, mortos e feridos inimigos: não serão feitos PG; os
mortos inimigos, antes e após a ação no objetivo, serão deixados no local e apenas revistados
pelo Gp deneutralização.
f) Conduta com mortos e feridos amigos: antes da ação no objetivo serão
deixados no P Reu mais próximo com um segurança do próprio Gp. Após a ação no objetivo
serão transportados pelos seus respectivosgrupos.
g) Conduta ao cair PG: inutilizar de imediato todos os documentos e o
ferrolho do armamento.
h) Conduta para pernoites: não será o caso (nãofalar).
i) Medidas especiais de segurança: ao se aproximar de um ponto crítico ou
abandonar um P Reu, deve-se realizar oPOCO.
j) Destino do material especial: não será o caso (nãofalar).
l) Rodízio do material pesado: não será o caso (nãofalar).
m) Contato com Elm amigo: não será o caso (nãofalar).
n) Ligação com outras patrulhas: não será o caso (nãofalar).
o) Prioridades nos trabalhos de OT: não será o caso (nãofalar).
p) Linhas de controle: não será o caso (nãofalar).
q) Como deve ser solicitado Ap F: durante toda a missão realizar Ctt comEsc
Sup.
r) Documentosaseremconduzidospelapatrulha(procedimentospara
destruição): extrato da IE Com Elt no bolso superior esquerdo da gandola e a destruição
mediante acionamento de Gr incendiária.
s) Procedimentos para os ensaios e inspeções: para os ensaios, treinaremos
sem mochila, primeiramente dentro dos grupos e, em seguida, a Pa como um todo. Na inspeção
inicial todos deverão estar em coluna por um, com o material coletivo à frente do corpo. O SCmt
explanará como será conduzido o ensaio ao final daordem.
t) EEI: não será o caso (nãofalar).
u) Estória-cobertura coletiva: destruir ponte no córregoCANDIRU.
v) Rodízio do material pesado: dentro do Gp(SFC).
x) Conduta com os civis: evitar o contato.
z) Azimutes de Fuga: - Itn Ida - 215º
- Itn regresso - 23º
4. LOGÍSTICA
- Ração, água,Armt/Mun.
- Prescrições para o ressuprimento.
- Uniforme e equipamento especial.
- Medidas de higiene.
- Localização na Pa do atendente: no deslocamento ficará à frente do grupo de
assalto. Na ação do objetivo, ficará com o grupo deneutralização.
- Local PS, posto de refúgio, P Col PG etc. Não será o caso (nãofalar).
- Processo de evacuação (pessoal e material): não será o caso (nãofalar).
5. COMANDO ECOMUNICAÇÕES
a. Comunicações
1) Retificar ou Ratificar echecar.
2) Senha, contra-senha e sinal dereconhecimento.
Dia Senha C Sen Sin Rec
3 Set Jacu Jacamim 11 +
4 Set Tracajá Timbó 7+
5 Set Mutum Açaí 5+

3) Frequências.

Fração Principal Alternativa


Companhia 5900 6750
Patrulha 3275 6100

4) Sinal para a mudança.


- Pcp => Altn: Encontramos Curumim (3vezes).
- Altn => Pcp: Mutum Pousou (3vezes).
5) Indicativos-rádio.

FRAÇÃO INDICATIVO
Cia Bravo zero
1º Pel Bravo uno
2º Pel Bravo dois
Cmt Pa Charlie
Gp Seg 1 Charlie uno
Gp Seg 2 Charlie dois
Gp Aclh Charlie três
Gp Ass Delta uno
Gp Dest Delta dois
Gp Ntz Delta três

6) Autenticação - 1 (um)alfabeto
7) Rádio em silêncio até ação no objetivo e livre após a quebra dosigilo.
8) Processo de codificação
P E T A R DO
CHIVUNK
Números: somar 1.
b. Comando
- Localização Cmt eSCmt.
- Nos deslocamentos (o Cmt vai estar próximo ao homem-carta e o SCmt vai
estar à frente do GpAclh).
- Na ação no objetivo (o Cmt vai estar próximo aos Gp de Assalto e destruição
ECD intervir no cumprimento da missão e o SCmt vai estar junto ao Gp Ntz ECD substituir oCmt).
- Cadeia de comando (confirmar/alterar OPrep)
- Dúvidas?
OBSERVAÇÕES
- Inspecionar o conhecimento de missões específicas e de aspectos que devam
ser do conhecimento geral, por parte dos patrulheiros (senhas, frequênciasetc.).
- Checar o conhecimento das missões individuais e coletivas (se for o caso, fazê-
lo no caixão de areia).
- Checar acerto de relógios: Sd Fulano que horas são no seurelógio.

A-10. FISCALIZAÇÃO (INSPEÇÕES)


a. Inspeção Inicial
1) Inspeção Teórica
- Devido à premência de tempo o comandante realizará uma inspeção teórica
considerando os aspectos essenciais ao cumprimento da missão. Por exemplo: fará perguntas
aos integrantes da patrulha quanto à missão, senha, contra-senha, frequência etc.
2) Inspeção Prática
- O comandante deverá dispor os integrantes da patrulha de forma que seja
possível inspecionar tátil e visualmente conforme explicado no Art. VII do Cap. 3 deste Caderno
deInstrução.
b. Ensaio
- Conduzido pelo subcomandante e fiscalizado pelo comandante conforme o seu planejamento,
dentro da sua ordem de prioridade (ação do objetivo, ida e regresso etc.), por missões específicas,
grupos, escalões e a patrulha como umtodo.
c. Inspeção Final (checar os itens nomemento)
- Deverá ser inspecionada novamente a camuflagem, ajustagem do equipamento, cantis plenos,
o estado físico dos homens, após isso será comandado “CARREGAR AS ARMAS” e inspecionar
se as mesmas estão travadas. A patrulha está pronta para partir.

"No campo de batalha, o verdadeiro inimigo é o medo e não a baioneta ou a bala. Todos os meios
que visam a obter a união dos esforços exigem unidade de doutrina."
(citação no livro "Homens ou fogo?")
ANEXO "B"

EMPREGO DA PATRULHA - MEIOS VISUAIS

B-1.FINALIDADE
a. Este anexo tem por finalidade apresentar uma sugestão de meios visuais a serem
utilizados na transmissão de uma Ordem Preparatória (O Prep) e de uma Ordem à Patrulha (OPa).
b. Entende-se que uma ordem será melhor compreendida se permitir ao patrulheiro
acompanhar nesses meios detalhes pertinentes a sua preparação eação.
c. A confecção de uma maior quantidade de meios estará em consonância com o
tempo disponível para planejamento e preparação, cabendo ao Cmt Pa decidir o que deve ser
confeccionadoprioritariamente.
d. São meios considerados úteis para a O Prep: situação, missão, organograma,
quadro-horário, QOPM, comunicações e eletrônica. Estes meios também deverão ser utilizados
na OPa.
e. São meios especificamente utilizados na O Pa: caixão de areia, quadro auxiliar
de navegação, Ordem de Movimento (O Mvt), plano de carregamento e embarque, PRPO, Rec
Aprx, situações de contingência, TAI e planejamento doensaio.

SITUAÇÃO

Carta, croquietc.

ForçasInimigas
Localização:
Valor:
Natureza:
.......................

Fig. B-1. Meios VisuaisFig. B-2. Situação


ForçasAmigas
Localização:
Apoios:
......................

Fig. B-3. Missão


Tempo De Às Atividade

Fig. B-4. Organograma Fig. B-5. Quadro-horário

Material Materialp
Escalão Grupo Homem Função Uniforme Eqp Armt Com arao Rç-
especial
ensaio Agua
Fig. B-6 – Quadro de organização de pessoal de material
COMUNICAÇÕES

Senha:
Contra-senha:
Sinal dereconhecimento:
FrqPcp:
FrqAltn:
Sinal para MudFrq:
IndicRad:
Autenticações:
Horários deLig:
PrescriçõesRad:
SinaisConv:
Processos deCodificação:

Fig. B-7. Comunicações Fig. B-8. Caixão Areia

Fig. B-9.Quadro auxiliar de navegação


Fig. B-12. Dispositivo do PRPO
Fig. B-10. Ordem de movimento

Quem Tempo O Quê Onde Material


Fig. B-13. ReconhecimentoAproximado

Fig. B-11. Plano de carregamento e embarque


Situação de contingência Decisão

Itn Ida

Aç Obj

Itn de regresso

Fig. B-14. EC Coletiva Fig. B-15. Situação de contingência

De Às Tipo Ação
1400 1600 Descentralizado Ação no objetivo

O Mvt, altos, passagem de pontos


1600 1630 Centralizado
críticos e TAI
1630 1800 Centralizado Ação no objetivo

1830 2000 Centralizado Toda a sequência

Fig. B-16. TAIFig. B-17. Planejamento do ensaio


ANEXO "C"

EMPREGO DA PATRULHA - MEMENTO DO COMANDANTE DE PATRULHA

C-1. RECEBIMENTO DA MISSÃO


- Fazer anotações e retirar dúvidas sobre os itensrelacionados
1) Inimigo
- Localização.
- Valor, composição, dispositivo no itinerário e no objetivo, emoral.
- Atividades recentes eatuais.
- Equipamento, armamento euniforme.
- Atividades da FAe.
- Identificação.
- Grau deinstrução.
- Peculiaridades.
- Possibilidades e limitações.
2) Forças amigas
- Localização dos postosamigos.
- Limites da zona de ação.
- Outras tropas na área.
- Reforço.
- Apoio de fogo.
- Elementos infiltrados, simpatizantes, guias einformantes.
- Prescrições quanto a presos emortos.
3) Terreno
- Observação e campos de tiro.
- Cobertas eabrigos.
- Obstáculos.
- Acidentes capitais (de nossa posse e doinimigo).
- Outros aspectos (faixas de infiltração e rotas de aproximaçãoaérea).
- Possibilidades de reconhecimento, meios disponíveisetc.
4) Condições meteorológicas
- Início do crepúsculo matutino náutico (ICMN) e fim do crepúsculo vespertino
náutico (FCVN).
- Lua (grau de luminosidade durante os deslocamentos e ação no objetivo).
- Ventos.
- Chuvas (previsão).
- Temperatura.
- Influência da maré.
- Influência do gradiente térmico no emprego de fumígenos (lapse, inversão
ou neutralidade).
5) Meios disponíveis
- Cartas, croquis, fotografias, relatórios eoutros.
- Meios para o deslocamento.
- Guias, mateiros, rastreadores epráticos.
- Especialistas.
- Material, armamento e equipamentoespecial.
- Restrições impostas pela situação e pelo comando (prazos, locaisetc.).
6) Missão
- SFC, retirar dúvidas sobre os elementos essenciais de inteligência e outros
dados pertinentes ao cumprimento específico damissão.
7) População
- Atitude perante atropa.
- Localização.
- Atividadespredominantes.
- Existência na região doobjetivo.
- Procedimentos e condutas a seremadotadas.
8) Elementos a contactar, resgatar ecapturar
- Identificação, características efotos.
- Senha, contra-senha e sinal dereconhecimento.
- Sinais de ponto limpo e ativado.
- Estória-cobertura.
9) Regras de Engajamento
- Condutas de engajamento com o inimigo ou forçasadversas.
10) Comando e comunicações
- Instruções para a exploração das comunicações e eletrônica (IE ComElt).
- Horários de ligação.
- Localização dos PC.
- Senha, contra-senha e sinal dereconhecimento.
- Acerto derelógio.
11) Coordenação e controle
- Horáriosimpostos
- Ultrapassagem das linhasamigas.
- Unidades de apoio.
- Especialistas.
- Briefings.
- Outras patrulhas.
- Ligações com tropasamigas.
- Linhas e pontos decontrole.

C-2. ESTUDO SUMÁRIO DA MISSÃO


- É um processo mental e sintético baseado em perguntas. No entanto, o Cmt da Pa
deverá fazer as anotações que julgar necessárias a fim de facilitar o seu estudo de situação.
Responder:
- O quê? (poderá ser retirada da O Op do Esc Sup, no seu parágrafos 2º - Missão
ou de ordem verbal aonde serão identificadas as ações impostas e visualizadas as ações
complementares).
- Quando? (horários do início do deslocamento, da ação no objetivo, do retraimento
etc.).
- Onde? (local do Obj, Itn, distâncias, meios de Trnp, tempo de deslocamentoetc.).

C-3. PLANEJAMENTO DA UTILIZAÇÃO DO TEMPO


- Prazo para o cumprimento da missão (do recebimento da missão à entrega do
relatório) umexemplo
TEMPO DE ÀS ATIVIDADE
Confecção e entrega do relatório / Manutenção
Regresso às linhas amigas
Retraimento até o PRPO/PRDO e reorganização
Ação no objetivo
Tomada do dispositivo
Rec aproximado e CRA (confirma ou refuta e atualiza)
Deslocamento até o PRPO
Partida
Inspeção final
Ensaios
Inspeção inicial (material e aprestamento)
Emissão da ordem à patrulha
Planejamento detalhado
Reconhecimento (sempre que possível)
Emissão da ordem preparatória
Planejamento preliminar
Planejamento da utilização do tempo
Estudo sumário da missão
Recebimento da missão
OBSERVAÇÕES
1. Conforme a missão recebida, prever horáriospara:
- Refeições, ajustes, contatos, pernoites etc.
2. De acordo com a disponibilidade de tempo, estes horários poderão estar
concomitantes com os de outrasatividades.
3. Na distribuição da carga horária para cada atividade prever mais tempo
para ensaio e Estudo de Situação, nestaprioridade.
4. O Plj da utilização do tempo é realizado na ordem inversa e transmitido à Pa
na ordemcronológica.
5. Não prever atividades dispersivas (pernoites, refeições etc.) após o último
ensaio e apartida.

C-4. ESTUDO DE SITUAÇÃO PRELIMINAR


- Este estudo é sucinto e está direcionado para o levantamento da organização de
pessoal e material da Pa.
a. Inimigo
- Dispositivo (onde e como estádesdobrado).
- Composição(organização).
- Valor(efetivo).
- Natureza.
OBSERVAÇÃO: levantar consequências para a organização de pessoal e
material.
b. Terreno e condições meteorológicas
- OCOAO (no Itn eObj).
- Crepúsculo, luar, ventoetc.
OBSERVAÇÃO: Levantar consequências para a organização de pessoal e
material.
c. Meios
- Pessoal e material: necessidades Xdisponibilidades.
- Prazos e imposições.
d. Tempo
- Tempo disponível para o planejamento, a partida, o cumprimento damissão
etc.

C-5. ORGANIZAÇÃO DA PATRULHA (DE ACORDO COM A MISSÃO RECEBIDA)


- Lembrar que a organização da patrulha deve ser de acordo com a missão recebida
do escalão superior. As funções de subcomandante, gerente, homem-carta,
Cmtdeescalõesegruposdeverãoserdesempenhadasporgraduadosdafração(de
acordo com a organização da Pa, o comando de outros grupos e a função de homem- carta
poderão ser desempenhados por Cb e Sd). Além disso, o gerente e o homem- carta devem ser
de grupos com missões mais simples (menos importantes), devido à importância e complexidade
de suas atividades.
- Frequentemente, integrarão o grupo de Cmdo da Pa apenas o Radiop e/ou
mensageiro. Guias, pilotos, atendentes e outros poderão também compor este grupo. O SCmt
poderá integrar este grupo ou, o que é mais normal, comandar umdos escalões.
- Atribuir a grupos já constituídos missões específicas, tais como balizamento de
aeronaves, revista e/ou condução de PG, mortos Ini e feridos, Idt dactiloscópica etc. Estabelecer
o que cada grupo tem que fazer, caso não haja uma NGA dopelotão.
- A equipe de navegação deverá ser constituída por integrantes do grupodo homem-
carta, procurando-se manter a integridadetática.

a. Patrulha de Combate

b. Patrulha de Emboscada

Grupode Comando

Esc Seg Esc Ass

Grupo de G rupo de Grupo de Grupo de Grupo de GrupodeTar Grupo de G rupo de


efas Tarefas
Proteção Acol himento Vigil ância Apoio de Assalto Essenciais Bl oqueio Complement
Fogo ares

c. Patrulha de Reconhecimento de Ponto

Grupo(s) de Grupo(s) de
Segurança Reconhecimento
d. Patrulha de Rec de Área eItinerário
Grupo deComando

Escalão de
Reconhecimento
e Segurança

Grupo de
Reconhecimento
e Segurança

C-6. PLANEJAMENTO DO MATERIAL E PESSOAL A SER EMPREGADO NA


PATRULHA (Confecção do QOPM da Pa)

E G H F U Eq Ar M M M M R Á M
s r o u n uip m u at at at a g at
c u m n i a a n eri eri eri ç u eri
a p e ç f m m i al al al ã a al
l o m ã o en en ç Co de Es o pa
ã o r to to ã m de pe ra
o m ind o str cia Es
e ivi uiç l o
du e
õe
al Re
s
c

OBSERVAÇÃO:
- Prever Mat, Armt, Mun etc., para o ensaio e para o Rec quando for ocaso.
- Planejar a distribuição de material pesado (Cx Btr, Mun AC, Mun FAP, Mun MAG,
explosivos etc.) porgrupos.

C-7. PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO


Lembrar que será uma missão dentro da principal e, portanto, deverá ser autorizada pelo escalão
superior, bem como deverão ser feitas as coordenações necessárias.
a. O que Rec? (Itn, P Reu, P Ctc, Obj, Atv Inietc.).
b. Quem reconhece o quê, quando e como reconhece? (EC, duração,Seg,
coordenação, Prep Indiv.etc.).
c. Pedido de material (quem leva oquê?).
d. Prever ligação rádio (IE Com Elt emvigor).
e. Designar quem fica no Cmdo e procedimentos caso não haja retorno dentro dos
prazos.
f. Confeccionar um quadro paraauxiliar:

QUEM O QUÊ COMO MATERIAL OBSERVAÇÕES


Itn, VA, Loc Gp, sequência, por carta e binóculo leva a mochila
Cmt Esc Seg PRPO onde
Itn até PRPO, Pt Pos na coluna carta, bússola. não leva mochila
Reu Itn, Pt Ctc e Itn durante o Dslc, GPS,OVN, (Mat Nec na
H Carta regresso conduta quando passômetro mochila do Cmt
dos altos para Esc Seg)
orientar-se

C-8. ORDEM PREPARATÓRIA


A fim de facilitar a sua emissão, organizar os Esc e Gp para a entrada no local da ordem.
1. SITUAÇÃO (explicar sucintamente a situação geral eparticular)
a. Forças Inimigas (localização enatureza).
b. Forças Amigas (localização enatureza).
2. MISSÃO (conforme a recebida do escalãosuperior)
3. QUADRO-HORÁRIO (aquilo que interessa aos patrulheiros a partir da O Prep,
transmitido na ordemcronológica)
4. ORGANIZAÇÃO (enunciarfunções)
5. UNIFORME E EQUIPAMENTOINDIVIDUAL
6. ARMAMENTO EMUNIÇÃO
7. MATERIAL DECOMUNICAÇÕES
8. MATERIAL DEDESTRUIÇÕES
9. MATERIAL ESPECIAL
10. RAÇÃO EÁGUA
11. MATERIAL E PESSOAL PARA O RECONHECIMENTO EENSAIO
12. RECONHECIMENTO
(informar o pessoal que irá no Rec, abordar prescrições de interesse geral e o local da emissão
da O Rec)

13. COMUNICAÇÕES
- Comunicações (determinar os patrulheiros que devemanotar).
- Senha e contra-senha do escalão superior e patrulha e Pa, bem como horários
para mudança.
- Sinal Rec, senha e contra-senha paracontatos.
- Sinal Rec, Frq Pcp e Altn do escalão superior e da patrulha, horários e senhas
p/mudança.
- Indicativos rádio.
- Autenticações.
- Horários de ligação.
- Prescrições rádio.
- Processo de Codificação da IE ComElt.
- Sinais convencionados (pirotécnicos, visuais eacústicos).
- Outros dados da IE ComElt.
14. DIVERSOS
a. Instruções Particulares (atribuirresponsabilidades)
- Auxílio ao Cmt no planejamento detalhado (SCmt, Cmt Esc e Cmt Gp -
SFC).
- Auxílio ao gerente na distribuição domaterial
- Recebimento e Prep do Mat dos homens
empregados noplanejamento
- Confecçãodocaixãodeareia,croquiououtrosmei
osvisuaisparaa
emissão da O Pa (sugestão: situação, missão, quadro-horário, quadro-horário do ensaio, O Mvt,
plano de embarque e carregamento, quadro auxiliar de navegação, quadro das TAI, PRPO,
quadro do Rec Aprox, objetivo, quadro de condutas alternativas, Com Elt etc.).
- Escolha do Loc ensaio.
- Treinamento de sinais e gestos (alto, avante, congelaretc.).
- Ensaio da estória-cobertura caso recebida do EscSup.
- Prescrições para alimentação e pernoite(SFC).
- Preparo e testes de equipamentos e materiais especiais (pré-sintoniae
impermeabilização das estações rádio, testes de explosores e bobinas, OVN, GPSetc.).
- Preparo da Pa para missões específicas (lançamento de meios de travessia
de cursos d’água, preparo de remos, outros Eqp especializados para infiltração, fardos, Vtr, Blz
Anv, conversação terra-avião etc.) -SFC.

b. Outras prescrições
- Cadeia de Cmdo (checar).
- Durante a preparação da Pa estarei... (planejando em tal local,
reconhecendo o objetivo até tal hora etc.).
- A próxima reunião será às ... (hora), em ... (local), para ... (expedição
da O Pa etc.).
- Dúvidas?
- Acerto dos relógios (Quando eu disser: “Hora”,serão...; ...
Minutosfora; segundos fora;“Hora”).

C-9. RECONHECIMENTO
- Emissão da ordem dereconhecimento.
- Execução conforme planejado.

C-10. PLANEJAMENTO DETALHADO


1. ESTUDO DE SITUAÇÃO(MITeMeT)
Vai permitir chegar à melhor linha de ação, especificando homens, material, horários, itinerários
e ações a realizar.
a. Missão (a recebida do Esc Sup), agora será verificado quem fará oquê).
- O quê? (ações que devo realizar).
- Quando? (horários do início do deslocamento, da ação no objetivo, do
retraimento etc.).
- Onde e por onde? (local do Obj, Itn, distância, meio de Trnp, tempo de
deslocamentoetc.)
- Como? (visualização do esquema demanobra).
- QUEM? Faz o quê? (escalões, grupos, homensetc.).
- Para quê? (finalidade damissão).
b. Inimigo
- Dispositivo (onde e como estádesdobrado).
- Composição (organização).
- Valor(efetivo).
- Atividades importantes recentes eatuais.
- Peculiaridades e deficiências (explorar).

c. Terreno e Condições Meteorológicas


- OCOAO (no Itn eObj).
- Crepúsculo, luar, ventoetc.

d. Meios
- Pessoal e material: necessidades Xdisponibilidades.
- Prazos eimposições.
e. Tempo
- Tempodisponívelparaoplanejamento,partid
etc. a,cumprimentodamissão
OBSERVAÇÃO: população
- Atitude (hostil ounão)
- Valor como fonte dedados

2. COORDENAÇÃO COM OSAPOIOS


a. Com unidades em apoio ou reforço (fogo, naval, aéreoetc.).
b. Contato comespecialistas
c. Briefing
- Levar mementopronto.
- Levar o integrante da patrulha empenhado nocontato.
- Acertar a presença na emissão da ordem àpatrulha.
- Acertar o ensaioconjunto.
3. APÓS A COORDENAÇÃO, PLANEJA-SE A SEQÜÊNCIA DASAÇÕES
a. Ação no Obj (elaborar o esquema demanobra).
1) Plano de Reconhecimento Aproximado.
2) Tomada do Dispositivo.
3) Ação no Objetivo propriamente dita.
4) Retraimento aoPRPO.
5) Reorganização.
b. Deslocamento até o PRPO
1) Plano de carregamento eembarque.
2) Itinerário principal e secundário (com linhas e pontos decontrole).
3) Pontos de reunião no itinerário.
4) Coordenação com ohomem-carta.
5) Levantar azimutes, distâncias e azimute defuga.
6) Conduta da Patrulha.
- Alto-guardado, alto emsegurança.
- Formações, ordem de movimento, rodízio de materialetc.
- Partida e regresso das linhasamigas.
- Verificar pontos de reunião e prazoscorrespondentes.
- Atuação noscontatos.
- Ação nas zonas perigosas e pontoscríticos.
OBSERVAÇÃO: Na Infl Amv o Cmt Pa define local do Emb e Dbq; o piloto planeja o Itn a seguir
em conjunto com o Cmt.
c. Ocupação do PRPO
d. Regresso às linhas amigas
- Abordar os mesmos itens do Dslc até o PRPO, no que foraplicável.
e. Outros
- Condutacominimigosferidoseprisioneiros(antes
objetivo). eapósaaçãono

- Conduta com feridos e mortos amigos (antes e


após a ação noobjetivo).
- Sinais e gestos apraticar.
- Comunicações com o escalãosuperior.
- Senha, contra-senha e sinais
dereconhecimento.
- Posição do comandante, subcomandante (nos
deslocamentos e naação
no objetivo).
- Hora do dispositivo pronto.
- Hora dapartida.
- Reorganização após dispersão.
- Revezamento do material pesado.
- Conduta como PG (documentos, material especial, armamento, estória-
cobertura coletivaetc.).
- Quebra prematura de sigilo (nas diversas fases).
- Aborto da missão (situação que o caracteriza econduta).
- Conduta para pernoite (B Pa, Área de reunião, ARC -SFC).
- Mdd Esp de Seg(contra-rastreamento).
- Contato com Elm amigos infiltrados (quem, como, senhaetc.).
- Ligação com outraspatrulhas.
- Linhas de controle.
- As TAI (defensivas eofensivas).
- Apoio de fogo (como solicitar, até onde podeapoiar).
- Documentos levados pela patrulha.
- Elementos Essenciais de Inteligência(EEI).
4. APÓS O PLANEJAMENTO, PREPARAR-SE PARA A EMISSÃO DA ORDEM À
PATRULHA
- Para o início da ordem, a Pa deverá estar ECD partir (aprestamento - Armt, Mun, Mat, Eqp,
Com, camuflagem, gestos ensaiados etc.) e disposta dentro dos grupos.

C-11. ORDEM À PATRULHA


- Deverá ser emitida baseada no planejamento detalhado, podendo sofrer alguma alteração
durante sua expedição (SFC), durante os ensaios ou nos tempos destinados aos ajustes.
1. SITUAÇÃO
a. Forças Inimigas (que podem atuar contra aPa)
- Localização.
- Valor, composição edispositivo.
- Armamento, equipamento euniforme.
- Identificação.
- Atividades recentes eatuais.
- Movimentos.
- Atividades da ForçaAérea.
- Possibilidades e limitações.

b. Forças Amigas
- Localização, limites da Z Aç (até dois Esc acima/ElmViz).
- Contatos.
- Apoios (de fogo, aéreo,outros).
- Outras Pa.
- Atividades da ForçaAérea.
c. Meios recebidos e retirados (quais, a partir de, até quando ecomo).
d. Área de Operações e Condições Meteorológicas
Conclusão a respeito das consequências para a nossa Pa de:
- ICMN - FCVN - visibilidade.
- Lua (fase) -visibilidade.
- Neblina -visibilidade.
- Ventos (Dir, Vel e quadrante) - Emp fumígenos, LçSup.
- Chuva - Prep Mat etransitabilidade.
- Temperatura - Mat emoral.
- Gradiente - Empfumígenos.
- Características do terreno (pontos nítidos, obstáculosetc.).
2. MISSÃO
- A recebida do Esc Sup.
3. EXECUÇÃO
a. Conceito da Operação
1) Explicar sucintamente como pretende cumprir a missão na sequência
cronológica das ações, sem ressaltar detalhes de coordenação ou missões específicas. Abordar
“resumidamente” os seguintesaspectos:
a) Meios de deslocamento e Itinerário de ida (como e poronde).
b) PRPO (sem detalhar) e reconhecimento (local -genérico).
c) Tomada do dispositivo (apenas a posição dos Esc eGp).
d) Ação no Obj (sequência de atuação).
e) Retraimento aoPRPO.
f) Reorganização (onde).
g) Regresso às linhas amigas (como e poronde).
b. Ordens aos ElmSubordinados
- É importante que a enunciação destas ordens ocorra de forma a abordar as
ações a serem realizadas por um determinado escalão, grupo ou homem nas principais fases da
missão.

Nível Itn Ida Aç Obj Itn Regresso

Esc

Esc

Gp

Gp

Homem

Homem

c. Prescrições Diversas
1) Hora do dispositivo pronto para início do deslocamento
2) Deslocamento até o PRPO
a) Hora dePartida.
b) Itinerário de ida (conforme quadro auxiliar denavegação).
c) Meios, processos de deslocamento e medidas de coordenação e
controle nos diversos trechos.
d) Formação inicial e ordem demovimento.
e) Planos de embarque e carregamento (SFC).
f) Prováveis pontos de reunião.
g) Segurança nos deslocamentos e altos.
h) Passagem pelos postos avançadosamigos.
i) Ocupação doPRPO.
3) Ação no objetivo
a) Reconhecimento aproximado do objetivo (o que reconhecer, sequência,
quem, onde, por onde, medidas de coordenação e controle, missões específicas, horários).
b) Tomada do dispositivo (sequência e liberação dos grupos, quem, onde, por
onde, medidas de coordenação e controle, missões específicas,horários).
c) Ação no objetivo (caracterização do início da ação, detalhar
cronologicamente quem faz o quê, como e para quê).
d) Retraimento para o PRPO (sequência, quem, onde, por onde, medidas de
coordenação e controle,horários).
e) Reorganização no PRPO (cheque de baixas, equipamento/armamento e munição - BEM).
4) Regresso
a) Hora de regresso.
b) Itinerário de regresso.
c) Meios, processos de deslocamento e medidas de coordenação e controle
nos diversos trechos.
d) Formação inicial e ordem demovimento.
e) Planos de embarque e carregamento(SFC).
f) Prováveis pontos dereunião.
g) Segurança nos deslocamentos e altos.
h) Passagem pelos postos avançadosamigos.
5) Outras Prescrições
a) Situações de contingência (nas diversas fases da operação).
b) Açõesemáreasperigosasepontoscríticos(POCO-Pare,Olhe,Cheiree
Ouça).
c) Ações em contato com o inimigo(TAI).
d) Reorganização após dispersão.
e) Tratamentos com PG, mortos e feridosinimigos.
f) Conduta com mortos e feridosamigos.
g) Conduta ao cairPG.
h) Conduta para pernoites (base de patrulha, área
de reunião,ARC).
i) Medidas especiais de segurança.
j) Destino do materialespecial.
l) Rodízio de material pesado.
m) Contato com elementoamigo.
n) Ligação com outraspatrulhas.
o) Prioridades nos trabalhos de OT.
p) Linhas de controle.
q) Apoio de fogo (onde, até quando e
comosolicitar).
r) Documentos a serem conduzidos (procedimentos
paradestruição).
s) Procedimentos para ensaios e inspeções.
t) EEI.
u) Estória-coberturacoletiva.
v) Conduta comcivis.
x) Azimutes de fuga(SFC).
4. LOGÍSTICA
- Ração, água, Armt/Mun (prescrições p/ o cumprimento damissão).
- Prescrições para o ressuprimento (SFC) (hora, local, quantidade,
balizamentos etc.).
- Uniforme e equipamento especial (confirmar/alterar OPrep).
- Medidas de higiene(SFC).
- Localização do atendente ou homem-saúde napatrulha.
- Local PS, posto de refúgio, P Col PGetc.
- Processo de evacuação (pessoal e material).
5. COMANDO ECOMUNICAÇÕES
a. Comunicações
1) Retificar ou ratificar echecar
- Senha e contra-senha, horários e sinal paramudança.
- Sinal Rec, senha e contra-senha paracontatos.
- Sinal Rec, Frq Pcp e Altn do escalão superior e da patrulha, horários e
sinais para mudança.
- Indicativos rádio.
- Autenticações.
- Horários de ligação.
- Prescrições rádio.
- Processo de codificação e outros dados da IE ComElt.
- Sinais convencionados (pirotécnicos, visuais eacústicos).
b. Comando
- Localização Cmt e SCmt (durante o Itn de ida, Rec, Aç Obj, reorganização e
regresso às L Ami).
- Cadeia de comando (confirmar/alterar OPrep).
- Dúvidas?
OBSERVAÇÕES
- Inspecionar o conhecimento de missões específicas e de aspectos que
devam ser do conhecimento geral, por parte dos patrulheiros (senhas, frequênciasetc.).
- Checar o conhecimento das missões individuais e coletivas (se for o caso,
fazê-lo no caixão deareia).
- Checar acerto derelógios.
- Ao final da O Pa o Cmt deverá explanar como o ensaio deverá ser conduzido
pelo SCmt.

C-11. INSPEÇÃO INICIAL


- A inspeção inicial visa a permitir ao comandante da patrulha uma avaliação sobre
o grau de preparação dos homens, quanto ao conhecimento detalhado da missão,bem
como o estado do equipamento, do armamento e o moral da patrulha. Em função do fator tempo,
a inspeção inicial pode ser dividida em teórica e prática.
a. Inspeção teórica
- Checar as missões dos escalões, grupos e homens utilizando meio visual.
b. Inspeção prática(checar)
1) Uniforme e equipamento individual.
2) Armamento e munição.
3) Material dedestruição.
4) Materialespecial(viatura,embarcação,bolsadeprimeirossocorros,GPS
etc.).
5) Material decomunicações.
6) Documentação(extratos
decarta,croquisdeitinerários,extratosdeIE
Com Elt etc.).
7) Pessoal: camuflagem, estado físicoetc.

C-12. ENSAIO
- Realizar o ensaio da patrulha porpartes:
a. Ensaio dos grupos e de missões específicas (AçObj)
b. Ensaio dos escalões e da patrulha como um todo(geral)
- Deslocamentos e altos (com os meios deTrnp).
- Gestos e sinaisconvencionados.
- Emissão de ordens.
- Senhas e contra-senhas, sinais deRec.
- Ações em áreas perigosas e pontoscríticos.
- Ação no objetivo (ênfase).
- Retraimento.
- Passagem nos postos avançadosamigos.
- TAI (ofensivas edefensivas).
- Mudança de formação.
- Ocupação de base de patrulha, área de reunião e ARC(SFC).
- Abrir e fechar rede decomunicações.
- Contar (efetivo daPa).
- Plano de carregamento e embarque.

C-13. INSPEÇÃO FINAL


- Checar se os itens considerados falhos na inspeção inicial e ensaios foram corrigidos
e/ou reajustados (camuflagem, equipamento etc.).
ANEXO "D"

EMPREGO DA PATRULHA - RELATÓRIO

D-1. GENERALIDADES
a. Ao regressar do cumprimento da missão, o comandante de patrulha deve, de
imediato, fazer um relatório verbal completo a quem lhe emitiu a ordem, transmitindo em tempo
útil todos os dadosobtidos.
b. Deve-se considerar que tanto as patrulhas de reconhecimento como asde
combate, são fontes deinformes.
c. Após o relatório verbal, deve ser confeccionado um relatório por escrito, com a
finalidade de registrar tudo o que foi levantado. Sempre que possível, complementá-lo com um
esboço ou calco. Segue abaixo um modelo derelatório.

D-2. MEMENTO PARA RELATÓRIO DO COMANDANTE DE PATRULHA

RELATÓRIO DAPATRULHA

Local e data
De
Comandante da Patrulha Ao
Quem enviou aPatrulha
Anexo(s): (cartas, fotos, croquis, calcos, equipamento, documentos, armamentos
capturados etc.).
1. Efetivo e composição dapatrulha.
2. Missão.
3. Hora de partida e deregresso.
4. Itinerário deida.
a. Atuação doinimigo
b. Observações
5. Itinerário de regresso.
a. Atuação doinimigo
b. Observações
6. Terreno: características em toda a área de atuação (pontes, trilhas), habitações,
tipo de terreno (seco, sujo, pantanoso, rochoso, permeável) capacidade de suportar Bld, ZL, Loc
Ater, ZPHetc.
7. Inimigo.
a. Efetivo evalor
b. Dispositivo
c. Medidas de segurança adotadas
d. Localização
e. Rotinas
f. Equipamento, armamento, atitude emoral
8. População da área – Conduta em relação à patrulha, ligações com o inimigo,
característicasetc.

9. Correções e atualizações nacarta.


10. Ação no objetivo.
11. Resultado do encontro com oinimigo.
a. Prisioneiros
b. Baixas
c. Documentos capturados
12. Condições atuais da patrulha (moral, armamento, munição,equipamento).
a. Moral
b. Armamento
c. Munição
d. Equipamento
13. Elementos essenciais de inteligência.
14. Informações diversas.
15. Conclusões esugestões.

Assinatura do comandante da patrulha


ANEXO "E" GLOSSÁRIO

Acolhimento
Operação que consiste na passagem de uma força que retrai através do dispositivo de outra força
em posição, podendo esta assumir a missão daquela, em seu todo ou emparte.

Aeromóvel
Atividade, operação, organização e meios relacionados com o uso da mobilidade tática
proporcionada na área de operações à força de superfície por aeronaves, particularmente,
helicópteros, a fim de cumprir uma missão no quadro de manobra tática.

Ambiente operacional
Parte do ambiente terrestre que reúne um complexo de características fisiográficas, circunstâncias
e influências próprias que afetam de modo peculiar o desenvolvimento das operações militares e
os procedimentos de combate.

Alcantilada
Sucessão de obstáculos rochosos.

Apoio de fogo
Ato ou efeito de fogo sobre determinados alvos ou objetivos, realizados por elemento, unidade ou
força, para apoiar ou proteger outros elementos, unidade ou força.

Aprestamento
Procedimento pelo qual, unidades participantes de uma operação aeroterrestre se deslocam para
estacionamento nas vizinhanças dos pontos de embarque, completam a preparação para o
combate e aprontam-se para o embarque. Conjunto de medidas, incluindo instrução,
adestramento e preparo logístico, necessárias para tornar-se uma força pronta para o emprego a
qualquermomento.

Área de influência
Parte da área de operações na qual o comandante é capaz de influenciar diretamente no curso
do combate, mediante o emprego do poder de combate de suas tropas. Normalmente, cada
comando possui os meios necessários para obter informações dentro de sua área de influência.
Nas operações centralizadas, a área de influência se confunde com a zona de ação e nas
operações descentralizadas os limites da referida área se confundem com o alcance efetivo das
armas deapoio.
Área de interesse
Área geográfica que se estende além da zona de ação. É constituída por áreas adjacentes à zona
de ação, tanto à frente como nos flancos e retaguarda, onde os fatores e acontecimentos que nela
se produzam possam repercutir no resultado ou afetar as ações, as operações atuais e as futuras.

Apronto operacional
Conjunto de providências iniciais de aprestamento do material, viaturas, equipamentos, colocando
a unidade (mesmo na situação normal em quartéis) tão completamente pronta quanto possível
para embarcar ou entrar em ordem de marcha com rapidez.

Área amarela
Área na qual as forças de guerrilha operam com frequência, mas que não encontra-se sobre
controle efetivo nem das forças de guerrilha nem das forças legais. É a principal área de
operações das forças de guerrilha, que tentam colocar parcela cada vez maior dela sob seu
efetivocontrole.

Área verde
Área sob firme controle da força legal. Nessa área, as atividades do inimigo limitam-se às ações
clandestinas ou às incursões, às pequenas emboscadas, às ações de franco-atiradores e às
operações de inquietação. Área sob o firme controle da força legal, na qual não são adotadas ou
foram suspensas as medidas rigorosas de controle da vida normal da população. Nessas áreas,
as atividades das forças adversas restringem-se às clandestinas, ou às incursões, às pequenas
emboscadas, às ações de franco-atiradores e às operações deinquietação.

Área vermelha
Área sob o controle contínuo ou intermitente das forças de guerrilha. Nela, o inimigo localiza suas
instalações e bases e opera com relativa impunidade. Nessa área, a população apoia,
normalmente, o movimento revolucionário, voluntariamente ou sob coação.

Área de engajamento
Região selecionada pelo defensor, onde a tropa inimiga, com sua mobilidade restringida pelo
sistema de barreiras, é engajada pelo fogo ajustado, simultâneo e concentrado de todas as armas
de defesa. Tem a finalidade de causar o máximo de destruição, especialmente nos blindados
inimigos, e de provocar o choque mental e físico pela violência, surpresa e letalidade dos fogos
aplicados.

Área do objetivo
Área em que se acha localizado o objetivo a ser capturado ou atingido, definida pela autoridade
competente, para fins de comando e controle. Área dos navios- aeródromos de helicópteros de
assalto
Áreas situadas ao longo e nos flancos das áreas externas de transporte e das áreas de navios de
desembarque, mas dentro da área de cobertura antissubmarino. Nelas, os navios-aeródromo de
helicópteros de assalto lançam e recolhem os seus helicópteros. Elas ficam dentro da área
deassalto.
Ataque
Ato ou efeito de dirigir uma ação ofensiva contra o inimigo.

Assalto
Fase final de um ataque, compreendendo o choque com o inimigo em suas posições. Ataque
curto, violento, mas bem ordenado, contra um objetivo local.

Base de combate
Ponto forte que se estabelece na área de combate ou de pacificação de uma força em operações
na selva, em operação de pacificação e em certas operações em áreas autônomas para assegurar
o apoio logístico, proporcionar a ligação com os elementos subordinados e superior, acolher e
despachar tropas e garantir a duração na ação.

Base de combate ribeirinha


Base temporária, terrestre ou flutuante, estabelecida pelo comandante da força- tarefa ribeirinha
ou por escalões diversos dessa força, na área de operações, de onde são desencadeadas e
apoiadas as ações contra o inimigo.

Baixa
Internamento em hospitais ou em enfermaria. Ato ou efeito de desligar uma praça do serviço ativo.
Designação genérica das perdas ocorridas por ferimento, acidente ou doença.

Base de patrulha
Local de uso temporário na área de combate de companhia, a partir da qual o pelotão ou grupo
de combate executa ações de patrulha, incursões e emboscadas. Área oculta na qual se acolhe
a patrulha de longa duração por curto prazo para se refazer, se reorganizar e dar prosseguimento
ao cumprimento da missão.

Bloqueio
Interdição de um ponto de passagem ou via pela ocupação com tropa, pela colocação de
obstáculos ou realização de fogos.

Busca e salvamento
Ação de localizar, socorrer e resgatar pessoas em perigo, perdidas ou vítimas de acidentes e da
ação hostil do inimigo com o emprego de aeronaves, embarcações de superfície, submarinos ou
outro qualquer equipamento especial.

Cadeia de comando
Sequência hierárquica de comandantes, por meio da qual é exercido o comando.
Comando e controle
Conjunto de recursos humanos e materiais que, juntamente com determinados procedimentos,
permite comandar, controlar, estabelecer comunicações com as forças amigas e obter
informações.

Combate
Ação militar de objetivo restrito e limitado, realizada de maneira hostil e direta contra o inimigo.

Combate de encontro
Ação que ocorre quando uma força em deslocamento, ainda não completamente desdobrada para
a batalha, engaja-se com uma força inimiga, em movimento ou parada, sobre a qual se dispõe de
poucas informações.

Conceito da operação
Exposição verbal ou escrita, por meio da qual o comandante de uma força expõe aos comandos
subordinados como visualiza a execução da operação em seu todo.

Dado
É toda e qualquer representação de fato ou situação por meio de documento, fotografia, gravação,
relato, carta topográfica e outros meios, não submetida à metodologia para a produção do
conhecimento.

Dispositivo
Modo particular por que são desdobrados, numa situação tática, os elementos de uma força.

Dotação orgânica
Quantidade de cada item de suprimento classe V (Mun), expressa em tiros por arma ou em outra
medida adotada, que determinada organização militar deve manter em seu poder para atender às
necessidades de emprego operacional.

Escalão
Cada um dos sucessivos e distintos níveis da cadeia de comando. Qualquer das frações de um
conjunto militar articulado no sentido da profundidade; cada um com sua missão principal definida
no combate.

Equipe
Reunião de pessoal especializado e dosado harmonicamente para desempenhar tarefas
específicas, dando condições ou aumentando possibilidades de elementos padronizados.
Estudo de situação
Processo lógico e continuado de raciocínio pelo qual um comandante ou um oficial de estado-
maior considera todas as circunstâncias que possam afetar a situação militar e chegar a uma
decisão ou proposta, que objetive o cumprimento de uma missão.

Exfiltração
Técnica de movimento realizado de modo sigiloso com a finalidade de retirar forças ou pessoal
isolado e/ou material do interior de território inimigo ou por ele controlado, ou que se encontravam
realizando operaçõesmilitares.

Fase doensaio
Período durante o qual a operação em perspectiva é treinada sob condição tão real
quantopossível.

Fatores da decisão
A sistematização do estudo de uma situação de combate é dividida cartesianamente para maior
detalhamento de cada questão. As partes constitutivas desse estudo são os fatores da decisão:
a MISSÃO, o INIMIGO, o TERRENO e as CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS, os MEIOS e o
TEMPO.

Guia
Elemento encarregado de orientar as unidades ou veículos por determinado itinerário, empregado,
normalmente, na estrada, no interior ou na saída de localidade(s) ou área(s) de estacionamento.

Incursão
Ação ofensiva, normalmente de pequena escala, compreendendo uma rápida penetração em área
sob o controle do inimigo, a fim de obter informações, confundi-lo ou destruir suas instalações,
terminando com uma retirada planejada. Não há ideia de conquista ou manutenção do terreno.

Infiltração
Forma de manobra tática ofensiva na qual procura-se desdobrar uma forçaà retaguarda de uma
posição inimiga, por meio de um deslocamento dissimulado, com a finalidade de cumprir uma
missão que contribua diretamente para o sucesso da manobra do escalão que enquadra a força
que se infiltra. As brigadas determinam ou autorizam a realização de infiltrações por parte de
escalões inferiores, adotando, ela mesma, outra forma de manobra. Técnica de movimento,
realizado de modo furtivo, com a finalidade de concentrar pessoal e/ou material em área hostil ou
sob controle das forças adversas, visando à realização de operações militares. Forma da atuação
das forças adversas que consiste na colocação de militares ou simpatizantes da força
adversaemórgãospúblicosousetoresdasociedadequepermitamcontribuir
positivamente para atuação da força adversa ou negativamente para a atuação das forças legais.
Formação de marcha motorizada em que as viaturas partem em intervalos irregulares para dar
aparência de tráfego normal com uma densidade inferior a 5 viaturas porquilômetro.

Informe
Qualquer observação, fato, relato ou documento que possa contribuir para o conhecimento de
determinado assunto. É qualquer dado formador do conhecimento que sedeseja.

Inquietação
Nas operações de contraguerrilha, conjunto de ações de combate realizadas a partir da presença
da força legal em uma área e execução de intenso patrulhamento, incursões, emboscadas, ação
de caçadores e outras atividades para localizar, infligir baixas e tirar a liberdade de ação da
guerrilha.
Fogo destinado a produzir perdas ou ameaças de perdas para perturbar o repouso das tropas
inimigas, desagregar seus movimentos e, de um modo geral, abater-lhe o moral. Denominação
do tiro que tem a finalidade de inquietar o inimigo.

Intenção do comandante
A intenção do comandante deve traduzir, objetivamente, a situação final desejada para a missão
(o estado final do campo de batalha). Deve, ainda, encerrar motivações que complementem as
ideias expressas no enunciado da missão e que, conscientemente, o comandante julga não ter
sido possível traduzi-las. Quando enunciá-la, o comandante deve fazê-lo de forma que permita ao
subordinado exercer a iniciativa em proveito da missão (comentários a seguir). Comentários: não
deve repetir conceitos doutrinários gerais, mas apresentar um objetivo claro que garanta ao
subordinado visualizar o fulcro que caracteriza o cumprimento da missão. Nos escalões mais
baixos, brigada e inferiores, há casos em que a intenção será a própria finalidade. Em
consequência, quanto mais alto for o escalão e quanto mais descentralizada for a execução da
missão, mais sentirá o comandante a necessidade de expressar sua intenção. Isso ocorrerá,
particularmente, quando a missão e a finalidade não forem suficientes para orientar a obtenção
do efeito desejado. Em contrapartida, nos pequenos escalões e nas operações centralizadas, a
emissão da intenção tenderá a perder sua importância, mercê da suficiência da finalidade e da
missão.

Interdição
Fogo aplicado numa área ou ponto para impedir a sua utilização pelo inimigo. Ações executadas
para evitar ou impedir que o inimigo se beneficie de determinadas regiões, de pessoal, de
instalações ou de material.

LAM
Local de apoio que são preparados em regiões próximas a objetivos prováveis, contendo material
que possa vir a ser necessário para aquela missão.
Linha de ação
Solução possível que pode ser adotada para o cumprimento de uma missão ou execução de um
trabalho.

Matriz de sincronização
Documento empregado no arranjo das atividades de todos os sistemas operacionais no tempo e
no espaço, com a finalidade de obter o máximo de poder relativo de combate no ponto decisivo.

Neutralização
Fogo desencadeado para produzir perdas e danos capazes de reduzirem, por algum tempo, a
eficiência do inimigo. Redução, inibição ou anulação temporária da capacidade operativa do
inimigo pela manobra ou pelo fogo, impedindo a sua movimentação, tiro e observação.

Objetivo
Elemento tangível, material (força, região, instalação, população e outros), em relação ao qual se
vai operar para obter determinado efeito. É o alvo de uma ação.

Ocupação
Ato ou efeito de guarnecer com tropas um território conquistado.

PITCI
Processo de Integração Terreno, Condições Meteorológicas e Inimigo.

Possibilidade do inimigo
Ação que o inimigo é capaz de adotar e que deve preencher dois requisitos: ser compatível com
os meios de que ele dispõe e capaz de interferir ou afetar o cumprimento da missão do
comandante.

Proteção
Ação que proporciona segurança a determinada região ou força, pela atuação de elementos no
flanco, frente ou retaguarda imediatos, de forma a impedir a observação terrestre, o fogo direto e
o ataque de surpresa do inimigo sobre a região ou força protegida.
R

Reconhecimento
Operação cujo propósito é obter informações referentes às atividades e meios do inimigo ou
coletar informações de caráter geográfico, meteorológico e eletrônico, referentes à área provável
de operações.

Reconhecimento em força
Operações de objetivo limitado, executado por uma força de certo vulto, com a finalidade de testar
o valor, a composição e o dispositivo do inimigo ou para obter outras informações.

Regras de engajamento
Caracteriza-se por uma série de instruções predefinidas que orientam o emprego das unidades
que se encontram na zona de operações, consentindo ou limitando determinados tipos de
comportamento, em particular o uso da força, a fim de permitir atingir os objetivos políticos e
militares estabelecidos pelas autoridades responsáveis.

Resgate
Recuperação, em situação emergencial, de pessoal e/ou material que por qualquer razão seja
retido em área ou instalação hostil ou sob controle do inimigo.

Segurança
Estado de confiança individual ou coletivo, baseado no conhecimento e no emprego de normas
de proteção e na convicção de que os riscos de desastres foram reduzidos, em virtude da adoção
de medidasminimizadoras.

Ultrapassagem
Operação de substituição que consiste na passagem de uma força que ataca através do
dispositivo de outra força que está em contato com o inimigo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

● Manual de Campanha EB70-MC-10.223 Operações,5ª Ed 2017.

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