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POLUIÇÃO SONORA

ARAÚJO,Carla Fernanda de¹; LIMA, Michelle Alves de 1 ; ORLANDI, Márcia Maria 1 .

1) Alunas do Curso de Direito da UEMG-FCJ -Campus de Diamantina.

ÁREA : Direito Ambiental.

I. INTRODUÇÃO:

A poluição sonora é a emissão de ruídos desagradáveis que, ultrapassados os limites legais, e de maneira continuada pode causar, em determinado período de tempo, prejuízos ao bem estar da comunidade e à saúde humana.

O trabalho desenvolvido na disciplina de Direito Ambiental visou abranger o conceito, as origens, causas e conseqüências da Poluição Sonora, bem como os instrumentos ambientais, legislativos e jurídicos de prevenção e combate na esfera federal, estadual e municipal, com ênfase nas perturbações verificadas entre

vizinhos nos casos de unidades de edifícios condominiais e dos ruídos oriundos da construção civil. Tendo em vista que apesar de grave, pouca importância é dada e quase nada há a respeito deste tipo de poluição, que muitas vezes é tratada como um mero problema de desconforto acústico, é que se encontra a relevância desta pesquisa ao demonstrar a realidade de tal poluição em nosso meio e os remédios jurídicos que podem ser buscados pelos cidadãos para combate-la, pois, mais que um mero problema de desconforto acústico a poluição sonora pode trazer danos irreversíveis à saúde humana e ao meio ambiente como um todo.

2. MATERIAL E MÉTODO:

O trabalho foi realizado com base no método dialético, uma vez que foi realizada uma discussão aprofundada do tema. Quanto à fonte, utilizou-se a pesquisa bibliográfica, com acesso a livros, artigos doutrinários e as seguintes legislações ambientais:

Resolução 01/90 CONAMA ( Conselho Nacional de Meio Ambiente ). Resolução 002/90 do CONAMA, que instituiu o Programa Nacional de Educação e Controle da Poluição Sonora –SILÊNCIO; Resolução CONAMA 01/92; Resolução CONAMA 02/92; Resolução CONAMA 17/95.

Decreto-Lei 3.688/41, que instituiu a Lei de contravenções Penais e que regula a poluição sonora em seu artigo

42.

NBR. ( Norma Brasileira Regulamentar) 10.151 e NBR 10.152 da ABNT ( Associação Brasileira de Normas Técnicas). No aspecto penal, a poluição sonora foi recepcionada pela lei de crimes ambientais, tipificada no artigo 54 da mesma. Legislação estadual: Leis, 7.302/78 e 10.100/90, além da Portaria 92/80 do Ministério de Estado Interior. Legislação Municipal: Código de Posturas do Município, no seu capítulo II, Seção I, da Lei Complementar

09/93.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO:

Este trabalho, desenvolvido por meio da disciplina em Direito Ambiental, possibilitou a descoberta da relevância do combate à poluição sonora, um tipo de poluição a que é dada tão pouca importância e, devido a isto, afeta a saúde humana podendo causar danos irreversíveis.

4. CONCLUSÕES:

É preciso que nossa sociedade se conscientize da existência dos instrumentos jurídicos de prevenção e combate à poluição sonora e os utilize, de modo a melhorar a qualidade de vida das presentes e futuras gerações. É necessário que nossa sociedade atual não mais trate a poluição sonora como mero problema de desconforto acústico ou de tolerância do bom vizinho, mas como um abuso que vai de encontro aos seus direitos, saúde e sossego, constituindo-se até mesmo como um crime ambiental.

5. BIBLIOGRAFIA:

MACHADO, Paulo Affonso Leme . Direito Ambiental Brasileiro . 2ª edição. São Paulo. SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental. 2ª edição. São Paulo. Saraiva. 2003. FIORILLO, Celso Antônio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. 5ª edição. São Paulo. Saraiva.

2004.

CARNEIRO,Waldir de Arruda Miranda.Perturbações Sonoras nas Edificações Urbanas . 3ª edição. São Paulo. Revista dos Tribunais.2004.