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Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO

Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

OFICINA DE
DOCUMENTAÇÃO PARTICIPATIVA
DO PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE
ALIMENTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR - PAA
REGIÃO NORTE- Amazônia Ocidental

Rio Branco, 24 a 26 de maio de 2006

RELATÓRIO-SÍNTESE

Promoção
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

Promoção: CONAB – MAPA

Apoio: DIGEM /SUPAF/SUREH-GECAP/ NUPIN/UGP-PNUD/SUREG-RO, e


SEPROF-Gov.Estado do Acre

Equipe de Organização:
Paulo Coutinho – SUPAF/CONAB
Maria Izabel Braga Coelho – SUREH/CONAB
Izabel Cristina da Silva Milhomem – SUPAF/CONAB
Niécio Campanati Ribeiro - Superintendente Regional da CONAB - Rondônia/Acre
Ocirlene Araújo de Oliveira Lima - Gerente de Finanças - CONAB Rondônia/Acre
Marinaldo Vaz Souto - Técnico da CONAB - Rondônia/Acre
Carlos Alberto Alonso Pontes - Assistente - CONAB - Rondônia/Acre
Amiraldo Gomes Pereira - Assistente - CONAB/UA. Rio Branco/Acre

Equipe de Apoio Metodológico:


Coordenação: Angela Cordeiro (Consultora Projeto PNUD BRA 03/034)
Facilitação: Andréa Martini, Marcos Vinícius Gonzalez Franco, Silmara de Cássia Luciano
Relatoria: Alberto Martins de Oliveira, Ivanir Salete Biff, Lucélia Filgueira de Souza

Edição do Relatório:
Angela Cordeiro (Consultora Projeto PNUD BRA 03/034)
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SUMÁRIO

1. ANTECEDENTES, 1

2. OBJETIVOS, 2

3. PÚBLICO PARTICIPANTE, 2

4. PROGRAMAÇÃO, 3

5. METODOLOGIA, 3

6. O PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR


(PAA): HISTÓRICO, FUNCIONAMENTO, RESULTADOS E PERSPECTIVAS, 6

7. RESULTADOS DO PROGRAMA: SÍNTESE DOS TRABALHOS DE GRUPO, 14

8. PLENÁRIA FINAL, 15

8.1 DESAFIOS, DIFICULDADES E PONTOS NEGATIVOS, 15

8.2 PROPOSTAS E RECOMENDAÇÕES, 17

8.3 ENCAMINHAMENTOS, 20

ANEXO 1: Relação de Endereços dos/as Participantes, 23


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1. ANTECEDENTES

O Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar – PAA é uma ação


estruturante do Programa Fome Zero, instituído pelo artigo 19 da Lei 10.696 de 02 de Julho
de 2003 com a finalidade de “incentivar a agricultura familiar, compreendendo ações
vinculadas à distribuição de produtos agropecuários para pessoas em situação de
insegurança alimentar e à formação de estoques estratégicos”.

A operacionalização do Programa é feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social e


Combate à Fome – MDS e Companhia Nacional de Abastecimento- CONAB, em parceria
com Governos Estaduais e Municipais, organizações da sociedade civil e movimentos
sociais. Um grupo gestor coordenado pelo MDS e com representantes do Ministério da
Fazenda, Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento – MAPA, e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão faz o
acompanhamento do Programa, definindo as normas para a sua implementação.

Entre 2003 e 2005, as aquisições efetuadas pela CONAB envolveram a aplicação de


301,5 milhões de reais, beneficiando, em média, 47 mil famílias de agricultores por ano e
outros milhares de pessoas em situação de risco alimentar que receberam as doações dos
alimentos adquiridos.

Em junho de 2005, a CONAB e o Ministério do Desenvolvimento Social – MDS


organizaram em Brasília o Seminário “O Combate à Fome e a Construção da Cidadania no
Fome Zero- Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar: Resultados e Perspectivas ”,
reunindo especialistas, técnicos de várias instituições governamentais, beneficiários do
Programa, representantes dos movimentos sociais e de organizações da sociedade civil.
Entre as propostas apresentadas no Seminário, os participantes sugeriram a continuidade
do processo de avaliação do PAA possibilitado pelo evento, envolvendo um número maior
de beneficiários nas regiões de abrangência do Programa.

Em resposta a esta demanda, a CONAB contratou uma consultoria para a


documentação participativa do PAA. Este relatório traz a síntese dos resultados da terceira
Oficina do PAA, realizada em Rio Branco, Acre, de 24 a 26 de Maio de 2006, atividade que
faz parte do processo de documentação dos resultados do Programa a partir da perspectiva
dos beneficiários.
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2. OBJETIVOS

Discutir com beneficiários do Programa de Aquisição de Alimentos operado pela


CONAB os resultados do Programa, bem como sugestões para o seu aprimoramento.

3. PÚBLICO PARTICIPANTE:

Agricultores/as fornecedores de alimentos para o Programa; lideranças de


organizações proponentes (associações, cooperativas); representantes de organizações
parceiras (ONGs, Prefeituras); representantes de organizações beneficiárias de doações de
alimentos, técnicos/as da CONAB e convidados/as.

A Oficina contou com 89 participantes, dos quais 46 foram agricultores/as,


pescadores, lideranças de associações e cooperativas, e representantes de organizações
beneficiários do PAA, procedentes de 4 municípios do Acre, 1 município do Amazonas
próximo à divisa com o Acre e 6 municípios de Rondônia (Figura 1).

Figura 1: Localização dos municípios de residência dos participantes da Oficina do PAA –


Região Norte/Amazônia Ocidental
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4. PROGRAMAÇÃO

Dia 24 de Maio de 2006


8:50 – Abertura da Oficina: Representantes do Governo do Estado do Acre, Prefeitura de
Rio Branco, CONSEA, Organizações dos Agricultores, Organizações Beneficiárias, MDA,
MDS e CONAB
10:00 - Apresentação da Programação e Metodologia
10:30 – Café
10:55 - Histórico do PAA e Resultados Alcançados (Paulo Coutinho- SUPAF/CONAB e
Campanati – SUREG/RO)
11:30 – Mesa Redonda com Técnicos da CONAB para esclarecimentos sobre o Programa
12:30 – Almoço
14:15 – 16:00 – Continuação da Mesa Redonda
16:00 – Café
16:30 – 18:30 Grupos de Trabalho

Dia 25 de Maio de 2006


8:10 – 12:00 – Grupos de Trabalho
12:00 – 14:00 - Almoço
14:00 – 18:30 – Grupos de Trabalho

Dia 26 de Maio de 2006


8:20 – 9:00 – Apresentação da Síntese dos Trabalhos de Grupo
9:00 - 12:00 – Plenária
12:00 – 13:30 - Almoço
13:30 – 15:35 – Continuação da Plenária
15:35-16:00 – Café
16:00 – 17:00 – Encaminhamentos
17:00 – Sessão de Encerramento

5. METODOLOGIA

A Oficina foi coordenada pela consultora contratada pela CONAB para conduzir o
processo de documentação participativa do PAA. Uma equipe externa colaborou na
facilitação dos trabalhos de grupo e relatoria. Durante a Oficina, a equipe de facilitação
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reuniu-se ao término de cada sessão para avaliar o andamento dos trabalhos. Estas
reuniões contaram com a participação de representantes da CONAB e representantes dos
participantes de cada grupo de trabalho.

A programação foi dividida em três sessões: (i) apresentação do PAA e


esclarecimentos de dúvidas dos participantes; (ii) trabalhos de grupo; (iii) plenária final. Na
primeira sessão, o Sr. Paulo Coutinho da SUPAF/CONAB e Sr. Niécio Campanati,
Superintendente da CONAB/SUREG-RO, apresentaram a história do PAA, as regras de
funcionamento do Programa, abrangência das operações, resultados alcançados e
perspectivas para o ano de 2006. Após a apresentação, os representantes da CONAB
esclareceram dúvidas dos participantes e ouviram sugestões de propostas para o seu
aperfeiçoamento.

Na segunda sessão, os participantes foram divididos em 3 grupos (i) agricultores/as


fornecedores; (ii) representantes de organizações proponentes e organizações parceiras;
(iii) representantes de organizações beneficiárias de doações. Os trabalhos de grupo foram
conduzidos durante três períodos, cada qual com o foco em uma questão: (i) quem são os
participantes; (ii) como foi a implementação do PAA; (iii) avaliação do Programa, incluindo
os pontos positivos, negativos e propostas.

Grupo de Trabalho – Oficina do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental


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Em cada um dos grupos, os trabalhos tiveram início com dinâmicas específicas para
conhecer o perfil dos participantes - agricultor/a fornecedor, organização proponente e
organização beneficiária. Em seguida, os participantes discutiram como foi a implementação
do Programa, descrevendo o “caminho para chegar até o PAA”, produtos fornecidos/doados,
arranjos institucionais locais, volume de produtos, qualidade, entre outras questões. Na
última parte dos trabalhos, os participantes discutiram os pontos negativos e positivos do
programa, levantando propostas para o seu aperfeiçoamento. Cada grupo preparou uma
síntese e definiu as questões a serem encaminhadas para discussão em plenária. As
propostas e pontos para discussão encaminhados por cada grupo foram compilados pela
equipe de facilitação em um único documento.

A sessão plenária tomou todo o último dia da programação, iniciando com uma
apresentação de cada grupo das questões que mais chamaram a atenção durante as
discussões e os pontos positivos do Programa. Em seguida, cada participante recebeu uma
cópia das questões e propostas encaminhadas pelos grupos para discussão em plenária.
Primeiramente, foi feita uma leitura das propostas para que todos tomassem conhecimento
do conjunto de questões encaminhadas. Em seguida, as questões foram discutidas uma a
uma, permitindo esclarecimentos e reformulação de propostas.

A sessão plenária criou uma nova oportunidade de debate entre os participantes e a


CONAB, possibilitando o esclarecimento de dúvidas sobre o funcionamento do Programa e
a discussão de sugestões para o seu aperfeiçoamento. Após a conclusão das questões
encaminhadas para a
plenária, as proposta de
encaminhamento
levantadas durante o
debate foram submetidas
à aprovação dos
participantes. Em
seguida, a coordenação
foi repassada à CONAB
para condução da
sessão de encerramento
da Oficina.

Grupo de Agriculturores/as participantes da Oficina do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental


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6. O PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR


(PAA): HISTÓRICO, FUNCIONAMENTO, RESULTADOS E PERSPECTIVAS 1
Paulo Coutinho (SUPAF/CONAB)

Histórico

As primeiras idéias sobre o PAA surgiram durante a formulação do Programa Fome


Zero, lançado em outubro de 2001 pelo Instituto de Cidadania. Logo no início do Governo
Lula, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA) passou a discutir as
diretrizes que orientariam o Programa. Em 2 de julho de 2003, o PAA foi oficialmente
instituído pela Lei no. 10.696, artigo 19 que diz: “Fica instituído o Programa de Aquisição de
Alimentos com a finalidade de incentivar a agricultura familiar, compreendendo ações
vinculadas à distribuição de produtos agropecuários para pessoas à situação de
insegurança alimentar e à formação de estoques estratégicos”. O Decreto nº 4.772, de 2 de
julho de 2003 criou o Grupo Gestor para a implementação do Programa, atribuindo à
CONAB a responsabilidade de fornecer subsídios e suporte técnico.

Pontos a destacar no Programa

(i) Inovações importantes


• Preços de referência para a agricultura familiar
• Aquisição de produtos diretamente da agricultura familiar, sem a necessidade de
licitação, através do mercado institucional

(ii) PAA como instrumento de:


• Garantia de renda e sustentação de preços aos agricultores familiares
• Fortalecimento do associativismo e do cooperativismo
• Promoção de segurança alimentar e nutricional das populações urbanas e rurais
• Formação de estoques estratégicos
• Melhoria da qualidade dos produtos da agricultura familiar
• Reforço à estruturação de circuitos locais e regionais de abastecimento
• Incentivo ao manejo agroecológico dos sistemas produtivos e ao resgate e
preservação da biodiversidade

1
Além do conteúdo da apresentação, foram incluídas informações apresentadas na plenária final pelo
Dr. Silvio Porto – Diretor da CONAB.
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(iii) Quem são os Beneficiários do PAA?


• Produtores: agricultores familiares, assentados da reforma agrária, acampados,
agroextrativistas, quilombolas, atingidos por barragens, indígenas
• Consumidores: populações em situação de insegurança alimentar

(iv) Quem pode vender alimentos para o PAA?


• Agricultores familiares que atendam os critérios do Pronaf, grupos A ao D
• Limite de venda de até R$ 2.500/família/ano
• Compra Antecipada Especial: quem vende tem que estar organizado em associação
e cooperativa

(v) Mecanismos do PAA


• A CONAB opera em todo o território nacional os seguintes mecanismos de compra:
- Compra Antecipada da Agricultura Familiar
- Compra Direta da Agricultura Familiar
- Compra Antecipada Especial da Agricultura Familiar
- Contrato de Garantia de Compra (está no papel e não chegou a funcionar)
• O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS opera os
seguintes mecanismos:
- PAA – Leite (apenas para municípios do Nordeste e Norte de MG)
- Compra Direta Local da Agricultura Familiar (em parceria com Prefeituras e
Governos Estaduais)

(v) Quem toma as decisões sobre o PAA


As decisões sobre o PAA são tomadas pelo Grupo Gestor, coordenado pelo
Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e com representação de
outros 4 Ministérios: Ministério da Fazenda; Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão; Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (MAPA). A CONAB participa do Grupo Gestor representando o MAPA.

(vi) Como acessar os mecanismos do PAA operados pela CONAB


As normas para acessar cada um dos mecanismos do PAA operados pela CONAB
estão descritas em detalhe no Manual de Operações da CONAB (MOC), nos títulos de
número 27 ao 32. Estas normas estão disponíveis na página da CONAB na Internet, no
seguinte endereço: http://www.conab.gov.br/moc.asp . As principais informações sobre cada
uma das modalidades são descritas a seguir.
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Compra Direta da Agricultura Familiar - CDAF (Título 27 do Manual de Operações)


• Como funciona: Nesta modalidade a CONAB compra os produtos diretamente dos
agricultores/as.
• Produtos adquiridos na Compra Direta: arroz, castanha de caju, castanha do Brasil,
farinha de mandioca, feijão, milho, sorgo e trigo, das safras 2004/2005 e 2005, leite em
pó integral e farinha de trigo. A Conab/Matriz, a seu critério, poderá adquirir outros
produtos processados / beneficiados, próprios para o consumo humano.
• Quem pode participar: produtores enquadrados nos grupos A ao D do Pronaf,
agroextrativistas, quilombolas, famílias atingidas por barragens, trabalhadores rurais sem
terra acampados, comunidades indígenas e produtores familiares em condições
especiais (autorizados pela Conab).
• Exigências: Para participar é necessário apresentar a DAP (Declaração de Aptidão ao
Pronaf) e ter produção própria para a venda. A DAP é fornecida pelos órgãos de
extensão rural local e/ou Sindicato de Trabalhadores Rurais. A DAP é gratuita e qualquer
cobrança deve ser denunciada às Delegacias Estaduais do Ministério de
Desenvolvimento Agrário.
• Despesas do Produtor: O produtor arca com as despesas de transporte até o ponto de
venda, carga e descarga, e ensaque.
• Local de entrega do produto: Unidade Armazenadora - UA da CONAB ou Pólos de
Compras – fixos ou volantes da CONAB.
• Classificação: é obrigatória, devendo ser feita por entidade credenciada pelo Ministério
da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (MAPA) e contratada pela Conab.
• Acondicionamento: os produtos devem ser embalados em embalagem de juta/malva
nova ou usada (em bom estado);de polipropileno nova ou usada, resistente (não usada
com produtos impróprios à saúde humana e animal). A Conab fornecerá a sacaria.
Venda a granel: ocorre apenas nos locais em que a Conab dispõe de armazéns
graneleiros ou silos.
• Comprovante de Depósito: emitido pela unidade armazenadora
• Pagamento: O valor pago terá por base o Preço de Referência, o qual é superior ao
preço mínimo e é definido pelo Grupo Gestor (detalhes no Título 31 do MOC). O
pagamento ao produtor é feito no máximo até 10 dias a contar da emissão da Nota
Fiscal, através de depósito em conta corrente ou ordem de pagamento. São aceitas
contas correntes em bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica ou Bancos
Regionais/Estaduais públicos). No caso de pagamento através de ordem de pagamento,
é necessário apresentar o CPF na hora de receber.
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Compra Antecipada Especial da Agric.Familiar com Doação Simultânea (CAEAF-DS)


• Como funciona: Esta modalidade de compra tem como objetivo promover a articulação
da Agricultura Familiar com programas sociais. Neste caso, a compra é feita pela
CONAB das Associações e estas entregam os produtos diretamente às entidades
beneficiadas.
• Produtos adquiridos na Compra Antecipada Especial com Doação: Alimentos
(observado o período de maior safra)
• Quem pode participar: produtores enquadrados nos grupos A ao D do Pronaf
organizados em cooperativas ou associações formais e que estejam com o CNPJ em
dia. As famílias/pessoas que receberão as doações devem estar amparadas por
programas sociais.
• Exigências: Os documentos necessários estão descritos no título 30 do Manual de
Operações. As propostas devem ser elaboradas pela Associação e/ou Cooperativa,
preferencialmente a partir de discussão com os agricultores/as e as entidades
beneficiárias para que se possa chegar a um bom planejamento de o quais produtos
incluir, época de entrega e quantidade. Junto com a proposta é necessário anexar as
DAPs (Declaração de Aptidão ao Pronaf) das famílias que irão fornecer os produtos,
Estatuto da Entidade e Ata de Posse da Diretoria atual, declaração de que a produção é
própria ou que o produto foi recebido de produtores por preço maior ou igual ao preço de
referência, comprovante que a Associação ou Cooperativa está regular perante o SICAF
(Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores), SIRCOI (Sistema de Registro e
Controle de Inadimplentes da Conab) e CADIN (Cadastro Informativo de Créditos não
Quitados do Setor Público Federal). É recomendável que a Proposta seja submetida ao
Conselho de Segurança Alimentar ou outro Conselho Municipal, para aprovação. A carta
de aprovação deve acompanhar a Proposta.
• Despesas das organizações locais: A CONAB só paga o valor aprovado na proposta.
Os custos locais embalagem, transporte, ICMS e entrega nas entidades são assumidos
pelas organizações proponentes.
• Controle sanitário: Os produtos de origem animal seguem as Normas de fiscalização
do Serviço de Inspeção Federal, Estadual ou Municipal. Os demais produtos devem
atender as Normas de Identidade e Qualidade do MAPA e da Vigilância Sanitária.Local
de entrega do produto: Às entidades beneficiárias das doações em local definido na
Proposta. No momento da entrega a entidade que recebe deve assinar o Termo de
Recebimento e Aceitabilidade – TRA. Este documento deverá ser encaminhado a
CONAB para que os pagamentos sejam liberados. Nos casos em que mais de 20% de
produto não sejam aceitos pelo consumidor, o fornecedor será excluído do PAA Valor
da Aquisição: o preço final será informado pelo Conab no momento da análise da
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Proposta. Os preços são definidos com base em algum dos seguintes critérios: preço
fixado pelo Grupo Gestor; preço de leilão da Conab; preço de licitação das prefeituras,
em vigor; Preço médio das Ceasas; ou preço de atacado no mercado local/regional.
• Pagamento: O pagamento é feito na conta da Associação ou Cooperativa que
apresentou a Proposta contra a entrega do Termo de Recebimento e Aceitabilidade –
TRA. E Nota Fiscal. Os produtores fornecedores recebem direto da Associação e ou
Cooperativa. O pagamento é feito até 10 dias após a CONAB ter recebido a
documentação, através de depósito em conta corrente ou ordem de pagamento.

Compra Antecipada Especial da Agric.Familiar com Formação de Estoque (CAEAF -FE)


• Como Funciona: Este mecanismo de compra tem como finalidade destinar recursos
para que as organizações de produtores familiares formem estoques de produtos
beneficiados e/ou processados para comercializá-los no período de melhor preço. Após
a aprovação da Proposta, a CONAB repassa os recursos à Associação ou Cooperativa.
Nas datas estipuladas, a organização paga à CONAB os recursos que foram adiantados.
• Pendências: Esta modalidade está em processo de redefinições. Entre as questões
pendentes estão: encargos financeiros, beneficiários, limites das propostas.

Resultados do PAA

Os resultados do Programa estão diretamente ligados ao volume de recursos


aplicados. Até o ano de 2005, o PAA operou com recursos do Ministério de
Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS. A tabela 1 apresenta os recursos
previstos e executados no período. No primeiro ano,foram alocados R$ 400 milhões, mas
como O Programa começou a operar no segundo semestre, não foi possível gastar todos
estes recursos. Conseqüentemente, os recursos previstos no orçamento de 2004 foram
reduzidos. Com o aumento da demanda pelo PAA em 2004, foram alocados recursos
adicionais durante o ano e no final, o Programa executou 230 milhões de reais. Em 2005, os
recursos aplicados subiram, mas ainda ficaram 23% abaixo dos recursos previstos quando o
Programa foi lançado em 2003. Do valor total, cerca de 50% tem sido destinado ao PAA
Leite que o MDS opera em municípios da Região Nordeste e Norte de Minas Gerais.

Tabela 1: Evolução dos recursos previstos e executados pelo PAA de 2003 a 2005
Ano Recursos Previstos no Orçamento Recursos Aplicados
2003 R$ 400 milhões R$ 180 milhões
2004 R$ 170 milhões R$ 230 milhões
2005 R$ 230 milhões R$ 310 milhões
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Entre 2003 e 2005, a CONAB aplicou 301,5 milhões de reais beneficiando cerca de
41 mil famílias em 2003 e cerca de 52 mil em 2005 (Figura 2). No primeiro ano, cerca de
70% dos recursos foram, absorvidos pela Compra Antecipada da Agricultura Familiar
(CAAF), modalidade que deixou de ser operada em 2005. A Compra Antecipada Especial
para Doação Simultânea e/ou Formação de Estoque, absorveu cerca de 22% dos recursos
aplicados em 2003, 33% dos recursos aplicados em 2004 e 66% dos recursos aplicados em
2005.

Figura 2: Volume de recursos e número de famílias de agricultores beneficiados entre 2003


e 2005 nas aquisições operadas pela CONAB

PAA - Operações da CONAB de 2003 a 2005

120 60.000
49.792 51.975
100 50.000
41.341
Milhões R$

80 40.000

60 81,5 107,2 112,8 30.000

40 20.000

20 10.000

0 0
2003 2004 2005

Recursos R$ Famílias Agricultores

Perspectivas do PAA para 2006

(i) Recursos já comprometidos:


• Orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA alocado para o PAA
para operação pela CONAB é de R$ 130 milhões. Aplicação: Formação de Estoque
e Compra Direta, sem doação. Produtos adquiridos têm que ser comercializados pela
CONAB para que o recurso opere como um capital de giro. Há outros R$ 238
milhões prometidos, mas ainda não liberados.
• Orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome - MDS é de
R$280 milhões, dos quais R$ 120 milhões serão destinados para operação pela
CONAB. Aplicação: Compra Antecipada Especial com Doação Simultânea e para
Compra Direta voltada a composição de cestas básicas.
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• Portanto, somando os recursos do MDA e MDS, a CONAB tem garantido R$ 410


milhões para operação em 2006. Se forem liberados os recursos prometidos, este
valor pode chegar a R$ 600 milhões.

(ii) Outras possibilidades de recursos para 2006


• Possibilidade de complementação orçamentária caso sejam liberados outros R$ 238
milhões prometidos (R$120 milhões do MDS e R$118 milhões do MDA). Este
recurso está previsto no Orçamento, mas sua aplicação ainda não está autorizada.
• Recursos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM): O Governo Federal
autorizou a utilização de R$ 200 milhões do orçamento da PGPM para a compra de
produtos da agricultura familiar. A CONAB pode fazer estas compras sempre que os
preços de mercado estiverem abaixo do preço mínimo.

(iii) Perspectivas de Mercado


• 1o semestre: Necessidade de aquisição (Compra Direta) de arroz, milho e farinha de
mandioca, tendo em vista os baixos preços de mercado;
• 2o semestre: Na safra do Nordeste deverá haver demanda pela aquisição de farinha
de mandioca (em todos os Estados), milho (Maranhão, Bahia e Sergipe) e arroz
(Maranhão), com possibilidade de aquisição de castanha de caju no Piauí.

(iii) Momentos estratégicos


• Elaboração do Plano Safra 2006-2007
• Elaboração da Proposta de Lei Orçamentária para 2007
• Votação da Lei Orgânica de Segurança Alimentar - LOSAN

Perspectivas de Médio e Longo Prazo


• Institucionalização de uma política de apoio à comercialização da agricultura familiar
com base em princípios de segurança alimentar e nutricional
• Revitalização dos instrumentos tradicionais da Política Geral de Preços Mínimos-
PGPM
• Fortalecimento e ampliação do PAA
• Estoques governamentais
• Sistema público de informações de mercado
• Apoio ao armazenamento na agricultura familiar
• Fortalecimento de circuitos locais e regionais de comercialização
• Apoio à organização dos pequenos varejistas
• Organização e desenvolvimento do mercado de produtos hortícolas
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HISTÓRICO DO PAA: Principais acontecimentos


2001
• Projeto Fome Zero, cuja elaboração foi coordenada pelo Instituto da Cidadania, é apresentado para
debate público em outubro de 2001,

2003
Janeiro a julho
• Reuniões do Grupo Técnico Interministerial e do Grupo Técnico do CONSEA visando a elaboração
do Plano Safra da Agricultura Familiar 2003-2004. Formulação das diretrizes do Programa de
Aquisição de Alimentos (IPEA, MESA, Conab/MAPA, MDA, CONSEA)
Março-Abril:
• Lançamento pelo Presidente Lula do mecanismo de Compra Antecipada da Agricultura Familiar na
Fazenda Itamaraty
• Elaboração do Planejamento Plurianual 2003-2007 com definição de ações orçamentárias visando a
aquisição de alimentos da agricultura familiar destinadas ao atendimento de programas sociais
Junho: Anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar. Início da divulgação do PAA nos Estados
Julho:
• Publicação em 2 de Julho da Lei 10.696 e do Decreto 4.772 institucionalizando o PAA.
• Assinatura do convênio CONAB/MESA para execução do PAA
Agosto
• Primeira aquisição do PAA na Fazenda Itamaraty, Mato Grosso do Sul.
• Divulgação do PAA nos Estados
Outubro: Conselho Monetário Nacional regulamenta a realização de operações do Proagro no âmbito do
PAA (Compra Antecipada da Agricultura Familiar)
Novembro a Dezembro:
• Ato de assinatura da CPR Alimento com assentados de Padre Bernardo-DF
• Realização das primeiras operações de Compra Antecipada e Compra Antecipada Especial da
Agricultura Familiar

2004
Janeiro: Criação do MDS
Março: II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional reafirma a importância do PAA
enquanto um instrumento da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
Junho a Agosto: Aquisição de 12.000 toneladas de feijão em Rondônia (mais de 25% da safra do Estado)
Agosto a Dezembro
• Suspensão das operações de Compra Antecipada da Agricultura Familiar
• CONSEA apresenta à Presidência da República proposta de Decreto com o objetivo de viabilizar a
utilização dos recursos da PGPM através do PAA

2005
Fevereiro: Reunião do CONSEA discute parecer da Casa Civil referente à utilização dos recursos da PGPM
através do PAA
Março: Apresentação ao CONSEA da avaliação do PAA elaborada pelos técnicos do IPEA
Junho: Seminário Nacional do PAA
Julho a Novembro: Movimentos sociais atuam de forma conjunta na busca de mais recursos para o PAA
Outubro a Dezembro
• Elaboração, pelo CONSEA, das diretrizes para uma Política Nacional de Abastecimento
• Criação do mecanismo de Compra Especial da Agricultura Familiar para atendimento à
Alimentação Escolar e outros Programas Sociais. Implantação de experiências piloto no RS e na
Paraíba (Novembro)
• Projeto de Lei Orçamentária para 2006 prevê o repasse de recursos tanto ao MDA como para o
MDS visando a aquisição de produtos da agricultura familiar (Novembro)

2006
Fevereiro: Início do processo de documentação participativa do PAA
Abril a Junho :
• Movimentos sociais e organizações da agricultura familiar trabalham na construção de uma pauta
visando assegurar a aplicação de recursos da PGPM na aquisição de produtos da agricultura
familiar
• Oficinas Regionais do PAA
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 14
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

7. RESULTADOS DO PAA: SÍNTESE DOS TRABALHOS DE GRUPO

7.1 Agricultores/as fornecedores do PAA


1. O PAA chega até o produtor
2. O Programa favoreceu a participação comunitária e das Associações,
3. O Programa trouxe melhoria na qualidade de vida dos produtores e das entidades
4. O PAA incentivou a produção, atingindo até o mercado local.
5. O Programa aproximou produtor e consumidor, eliminando atravessadores
6. O Programa contribuiu para diminuir o êxodo rural
7. As entidades recebem produtos de qualidade, melhorando a alimentação
8. O Programa trouxe melhoria na renda familiar
9. O PAA paga em dia, dando garantia de pagamento ao produtor
10. O PAA valorizou os produtos, como por exemplo, a castanha
11. O PAA trabalha com produtos da nossa região

7.2 Organizações Proponentes


1. O PAA trouxe mais uma opção de mercado para o produtor, contribuindo no aumento
da renda.
2. O PAA organizou oficinas, promovendo o intercâmbio de experiências entre as
organizações.
3. O PAA estimulou o policultivo na propriedade rural, saindo da pecuária e
monocultura para agricultura diversificada.
4. A renda gerada pelo PAA incentivou o comércio local.
5. O PAA permite criar novos arranjos na organização social local.
6. O PAA melhorou a estabilidade financeira da família rural

7.3 Beneficiários das Doações


1. O PAA permitiu às organizações que atendem pessoas necessitadas o acesso a
produtos de qualidade
2. Os produtos são entregues pontualmente.
3. O Programa apresenta honestidade nos preços e nas medidas.
4. O Programa permitiu a complementação da merenda escolar, melhorando a
qualidade nutricional dos alimentos oferecidos às crianças.
5. O PAA veio para contribuir com agricultores e organizações.
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 15
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

8. PLENÁRIA FINAL

8.1. DESAFIOS, DIFICULDADES E PONTOS NEGATIVOS

1. Falta de titulação de posse da terra em áreas ribeirinhas dificulta a obtenção da


Declaração de Aptidão ao Pronaf - DAP, impedindo o acesso destas famílias ao
PAA.
2. Falta de incentivo agrícola para agricultura familiar, do processo de industrialização
até a comercialização. Os agricultores familiares da Região Norte enfrentam
dificuldades de transporte, escoamento, armazenamento e conservação da
produção.
3. Dificuldade política em estabelecer parcerias com algumas prefeituras impede o
desenvolvimento do Programa.
4. Prefeituras e secretarias sem orçamento para agricultura familiar.
5. Não tem DAP para áreas coletivas. Na família todos trabalham, mas a DAP é apenas
uma.
6. As organizações tiveram pouco tempo para fazer o primeiro projeto
7. A aprovação da primeira proposta foi bastante trabalhosa.
8. Falta de regularidade fiscal das associações dificultou acesso ao Programa.
9. Demora na elaboração e aprovação dos projetos, o que, em alguns casos, deve-se a
dificuldades para conseguir as assinaturas do Conselho Municipal.
10. Demora no pagamento aos produtores e produtoras, em alguns casos devido a
dificuldades criadas pelas agências bancárias. Irregularidades na documentação das
organizações também contribuem para este atraso.
11. Decisões da CONAB centralizadas em poucas pessoas sobrecarregadas de trabalho
dificultam o andamento dos processos.
12. Dificuldade para conseguir a assinatura do Termo de Aceitabilidade, ocasionando
atrasos na remessa de documentação e, conseqüentemente, atraso no pagamento.
13. Nem todos os produtos listados nos projetos encaminhados são aceitos pela
CONAB, como por exemplo o milho verde, palmito in natura de pupunha, pimenta de
cheiro, pupunha, limitando as possibilidades para os agricultores e organizações.
14. Falta infra-estrutura para a gestão local do projeto.
15. Infra-estrutura de transporte precária.
16. Existem problemas locais na logística de distribuição, no caso de Rio Branco-Acre.
17. Transporte dos produtos é um entrave no PAA, dificultando a escoamento da
produção
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 16
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

18. A diminuição do recurso de um ano para o outro resulta na diminuição do número de


beneficiários.
19. Há algumas instituições que não recebem os itens básicos como feijão, arroz, leite,
carne, frutas, frango, ovos, peixe.
20. Problemas na articulação entre produtores e beneficiários pode resultar em produtos
em excesso para poucos beneficiários. A falta de hábito de comer e preparar
verduras limita a variedade de produtos ofertados pelos produtores.
21. Falta de apoio de organizações municipais e estaduais, como por exemplo, apoio
logístico, e transporte.
22. Defasagem na cota limite de R$ 2 500, valor muito distante do valor de dez salários
mínimos da época de sua criação. O valor de R$2.500/ano/ produtor é pouco.
23. Defasagem nos preços pagos a alguns itens alimentícios. Há casos em que o preço
do produto não se equipara ao mercado local, tornando desvantajoso vender ao
PAA.

Trabalhos de grupo durante a Oficina do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental


Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 17
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

8.2. PROPOSTAS E RECOMENDAÇÕES

1. O Programa de Aquisição de Alimentos-PAA, estabelecido pela Lei no. 10.696 e Decreto


no. 4.772, ambos de 02/07/2003, deve consolidar-se como política pública.
2. Aumentar o montante de recursos destinados ao PAA para que o Programa possa
atender a um maior número de produtores, proponentes, beneficiários e municípios.
3. O Grupo Gestor deve manter as regras do PAA independente da fonte de recursos, seja
orçamento do MDA, MDS ou outras fontes. Devem-se manter os encargos financeiros de
2% para novos recursos como os que vão ser colocados pelo MDA.
4. Aumentar o quadro de pessoal da CONAB que trabalha com PAA para possibilitar
agilidade na análise, aprovação e implementação de projetos.
5. Promover parcerias estratégicas para orientação de regularização fiscal das
associações.
6. Apoiar a regularização de documentação de organizações proponentes e produtores
rurais.
7. Quando houver interesse e condição, priorizar a elaboração dos projetos pelas próprias
organizações de produtores para diminuir a dependência de técnicos externos. Há vários
locais em que os produtores têm capacidade para formulação de projetos juntamente
com as entidades beneficiárias.
8. Promover maior divulgação do PAA no interior da Região.
9. Divulgação de informações para entidades proponentes e beneficiárias do Programa de
forma a ampliar a rede de entidades beneficiárias
10. Liberar todos os itens alimentíc ios listados nos projetos, sempre que atendidos os
demais critérios utilizados pela CONAB (período de safra, objetivos do Programa, e
preço).
11. Definir mais de uma pessoa para assinar o Termo de Aceitabilidade, dando preferência
para quem realmente recebe os alimentos. Na maioria dos casos, pessoas de cargos
executivos são pouco disponíveis e, às vezes, põem questões políticas à frente dos
objetivos do programa, dificultando o trabalho das organizações locais.
12. Maior agilidade por parte da CONAB nos pagamentos às organizações.
35. Garantir maior flexibilidade no prazo de pagamento das parcelas da Compra Antecipada
Especial para Formação de Estoque.
36. Que o Banco BASA possa ser mais acionado como opção para receber o recurso do
PAA nos locais que há dificuldades com o Banco do Brasil, pois é sabido que o PAA
aceita depositar os pagamentos em qualquer banco público, cooperativas de créditos e
até correspondentes bancários da Caixa Econômica Federal.
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 18
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

37. Um acordo definitivo entre a CONAB e a Secretaria de Finanças dos Es tados sobre a
emissão de Nota Fiscal avulsa. Isso facilitará o trabalho das Associações.
38. Apoiar a divulgação de produtos comercializados no âmbito do PAA em outros centros
de mercado, como por exemplo à castanha, para que as organizações que vivem em
localidades remotas possam ampliar suas opções de mercado e cumprir com os
compromissos assumidos na Compra Especial com Formação de Estoque.
39. Apoiar a melhoria e fortalecimento da logística para os produtores entregarem seus
produtos.
40. Buscar maior articulação entre as organizações beneficiárias das doações e
organizações proponentes implementadoras de projetos de Compra Antecipada Especial
com Doação Simultânea para a busca de soluções de logística adequadas à realidade
local
41. No momento de elaboração das propostas, deve-se buscar organizar a produção de
maneira a fornecer a maior diversidade de alimentos possíveis para atender as
necessidades nutricionais das pessoas que receberão os alimentos.
42. Ampliar as ações de apoio no fornecimento de sementes não-transgênicas como
estímulo aos produtores familiares para a produção em bases sustentáveis.
43. Promover a criação e fortalecimento dos Serviços de Vigilância Sanitária nos Municípios
e instalar abatedouros municipais para viabilizar a inclusão de produtos de origem
animal na lista de produtos fornecidos às entidades beneficiárias.
44. Apoiar a estruturação das centrais de associações e sindicatos com equipamentos,
computadores, caminhões, para que estas organizações tenham melhores condições de
logística para operação do PAA e outros programas.
45. Integração de outros Ministérios no PAA, como por exemplo o Ministério do Meio
Ambiente e Ministério da Integração Nacional, para a liberação de recursos para infra-
estrutura (câmara fria, carro com refrigeração, entre outros).
46. Nos locais em que há ações da Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministério
do Desenvolvimento Agrário, as organizações devem buscar maior acompanhamento
das políticas de apoio à infra-estrutura territorial e incluir suas demandas.
47. Aperfeiçoar os mecanismos de formulação de preços pagos aos produtos adquiridos
pelo Programa, buscando cada vez mais regionalizar o preço dos produtos.
48. Aumentar o teto de comercialização anual por família de produtor.
49. Estabelecer a cota anual do PAA permitida por família equivalente ao valor de 12
Salários Mínimos anuais.
50. Organizar cursos ou oficinas de capacitação para associações proponentes sobre
formulação de projetos do PAA, aspectos fiscais, tributários e contábeis.
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 19
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

51. Promover atividades de capacitação para os produtores nas áreas de armazenagem,


elaboração de projetos, e cultivo de maior diversidade de produtos.
52. Promover ações educativas para os consumidores sobre qualidade e aproveitamento
dos alimentos.
53. Fortalecer as ações e programas de incentivo à produção de alimentos orgânicos.
54. Apoiar as organizações e produtores da região na obtenção de certificação para
produtos orgânicos para que os produtos que já são produzidos em sistema orgânico
possam receber o adicional pago pelo Programa.
55. Os diversos setores envolvidos com a segurança alimentar e nutricional devem
empreender ações para estimular a criação e fortalecimento de CONSEAs municipais.
56. As organizações envolvidas no PAA devem buscar um maior envolvimento de
instituições da região parceiras das associações de produtores, como por exemplo, os
Sindicatos de Trabalhadores Rurais, o Conselho Nacional dos Seringueiros, as
Federações Estaduais de Trabalhadores Rurais.
57. As organizações locais devem buscar maior comprometimento de outros parceiros locais
essenciais para o bom andamento do Programa, como por exemplo, Prefeituras,
Governo do Estado. Isso permitirá a diminuição de custos operacionais das instituições
proponentes e ampliação da capacidade de atendimento à demanda local.
58. As instituições proponentes e beneficiárias devem buscar maior intercâmbio entre si,
independente da presença CONAB.

Sessão de Plenária da Oficina do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental


Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 20
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

8.3 ENCAMINHAMENTOS

1. A obtenção da Declaração de Aptidão ao PRONAF - DAP é um direito dos/as


agricultores/as familiares e é gratuita. As organizações e agricultores/as devem,
primeiramente, buscar os órgãos municipais que emitem a DAP: Emater, Sindicato de
Trabalhadores Rurais ou outros órgãos do Estado habilitados para emitir este
documento. Caso continuem ocorrendo dificuldades para obter a DAP, as organizações
devem procurar a Delegacia do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Estado. Se os
problemas persistirem, encaminhar denúncia para CONAB e MDA em Brasília. Os
endereços das Delegacias do MDA são os seguintes:
• Delegacia Federal do MDA no Estado do Acre: Delegado Federal Sr. José Maria
Rodrigues, Rua Santa Inês, 135 - Bairro Aviário - CEP:69.907-303 Rio Branco,
Fone: (68) 3214-3062 e correio eletrônico: jose.maria@mda.gov.br
• Delegacia Federal do MDA no Estado de Rondônia: Delegado Federal Sr. Carlino
Lima, Rua Lauro Sodré, 3050 - Sala 15 - Bloco F / Parque dos Tranques – Estrada
do Aeroporto - CEP: 78904-300 - Porto Velho, Fone: (69) 3329-2564 e correio
eletrônico: carlino.lima@mda.gov.br

2. A CONAB irá chamar outros parceiros para compor um grupo de trabalho e elaborar
uma agenda de ações na região para avançar na solução de problemas de
documentação.
3. A CONAB irá constituir um grupo de trabalho para desenvolver propostas para os temas
tributários e apresentá-las no Seminário Nacional do PAA, previsto para Novembro de
2006.
4. A representante do CONSEA do Acre presente na Oficina se compromete a encaminhar,
na próxima reunião do Conselho Estadual, uma proposta de simplificação do
procedimento de aprovação dos projetos.
5. Nos casos em que há problemas nos pagamentos às organizações devido a atrasos
acarretados pelas agências bancárias centrais, a CONAB irá emitir uma autorização
para as organizações retirarem os pagamentos nas agências locais. Para que isso seja
feito, as organizações proponentes com este tipo de problema devem encaminhar
solicitação à Superintendência Regional da CONAB.
6. Para agilizar o processo de recebimento dos pagamentos, as organizações proponentes
devem cadastrar mais de uma pessoa nas organizações beneficiárias para assinar o
Termo de Aceitabilidade após o recebimento dos alimentos, documento necessário para
a CONAB liberar os pagamentos. Não é necessário pedir assinatura de Prefeito ou
qualquer Secretaria Municipal ou Estadual.
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 21
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

7. Quem tem problemas de perda de produção em virtude de secas e/ou alagação, deve
comunicar à CONAB por escrito o mais rápido possível para que sejam feitos os ajustes
necessários nos projetos.
8. A representante do MDA na Oficina irá levar ao Grupo Gestor a proposta defendida
pelos participantes de manutenção dos juros de 2% sobre os recursos que serão
destinados ao Programa no ano de 2006 para as operações de Compra Antecipada
Especial para Formação de Estoque.
9. A CONAB irá convocar o MDA e outras organizações parceiras para promover
atividades de capacitação na região sobre regularização fiscal, tributária e contábil.
10. A partir de julho de 2006, a CONAB irá promover Estados do Acre e Rondônia, em
parceria com MDA e MDS, oficinas sobre elaboração e gestão de projetos do PAA.
11. Atendendo proposta apresentada na Oficina, a CONAB irá anunciar no leilão eletrônico a
castanha comercializada pela Cooperativa Antimary, de Boca do Ac re. Outras
cooperativas interessadas deverão encaminhar solicitação à CONAB.
12. Representantes da CONAB de Brasília e da Superintendência Regional vão aproveitar a
oportunidade criada pela Oficina e conversar com dirigentes de Cooperativas da região
presentes que estão operando a Compra Antecipada Especial para Formação de
Estoque e assim avançar nas negociações sobre ajustes nas propostas.
13. As organizações de produtores e organizações beneficiários se comprometem na busca
de uma maior articulação para debater, planejar, elaborar os projetos tomar decisões
sobre a logística de entrega e qualidade dos produtos.
14. Nas próximas propostas, as organizações proponentes irão incluir a planilha de custos
para auxiliar no processo de negociação de preços pagos.
15. As organizações participantes se comprometem a fortalecer os Conselhos Municipais
existentes envolvidos com o PAA e estimular a criação de CONSEAs municipais.
16. As organizações presentes na Oficina se comprementem em promover a divulgação do
PAA nos muncípios.
17. Em Rondônia, a FETAGRO se compromete em colaborar com as organizações
proponentes para a divulgação de informações sobre o PAA.
18. A representante do MDS presente na Oficina se compromete a passar às organizações
participantes informações e contatos da Embrapa sobre o programa de distribuição de
sementes não-transgênicas.
19. Os agricultores familiares e organizações participantes se comprometem a acompanhar
as reuniões de discussão dos fóruns municipais e estaduais para desenvolvimento de
territórios, de forma a incluir as demandas de infra-estrutura do PAA.
20. A CONAB irá enviar o relatório síntese desta Oficina a todos/as os/as participantes.
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 22
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

21. Os participantes desta Oficina acatam a proposta encaminhada pelos participantes da


primeira Oficina realizada na Região Sul e endossada pelos participantes da segunda
Oficina realizada na região Nordeste, indicando os seguintes representantes para a
articulação nacional das organizações para a consolidação do PAA:

Estado do Acre:
• Edvaldo Batista – (ACRE VERDE, Rio Branco)
• Walcileuda da Silva de Souza (Igreja Assembléia de Deus, Rio Branco)
Estado de Rondônia:
• Pedro de Oliveira Bordalo (ARJAP, Porto Velho)
• Aparecido da Silva (ADAGRIM, Rolim de Moura)

Sessão de Encerramento da Oficina do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental


Anexo 1 – Relação de Endereços dos/as Participantes


Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 24
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

ANEXO 1A – PARTICIPANTES DOS GRUPOS DE TRABALHO: Agricultores(as), Representantes de Associações e


Entidades Beneficiárias de Doações do PAA

ACRE

Nome Instituição Endereço Telefone Correio Eletrônico

Ass. Pólo AgroFlorestal Wilson BR 317, km 4 (+ 9 km de Ramal) - Brasiléia - AC (68) 9974-4600 e


Aurélio César de Oliveira 9212-6898
Pinheiro 69932-000
ACREVERDE - Assoc. Produtores Polo Geraldo Mesquita, Lote 19- Calafate - Rio (68) 9997-5101
Edvaldo Batista
Orgânicos do Estado do Acre Branco - AC 69905-801
BR 364, sentido Rio Branco- Bujari, Ramal da
Ass. Prod. Rurais de Vila Custódio
Francisca Soares da Silva Castanha, Km 2, Lote 4 - Rio Branco - AC 69914-
Freire
220
Rua Hugo Carneiro, 1053 - Bosque- Rio Branco - AC (68) 3222 7073
Francisca Souza dos Santos Assoc. Unidos Benfica
69908-250
Francisco Bernardo Silva Trav. Campo do Rio Branco, 218 - Bairro Capoeira - (68) 3224-7641
Creche Lar da Criança
Júnior AC 69910-070
Estrada do Pacífico, km 47 - Ass. Pão de Açucar, (68) 3546-3167
Francisco Jerônimo de Araújo Associação Pão de Açucar
Colônia Entre Rio - Brasiléia - AC 69932-000
COOPERACRE - Coop.de
Gerliano Nunes Comercialização Extrativista do Rod. AC 40, Km 4, Rio Branco - AC 69901-180 (68) 3221-7164 cooperacre@gmail.com
Estado do Acre
ACREVERDE - Assoc. Produtores
Helano P. de Souza
Orgânicos do Estado do Acre
Estrada do Xiburema, Km 4 - Sena Madureira - AC (68) 8112-4560
Ivo Fernandes Borges Associação Elias Moreira
69940-000
ACREVERDE - Assoc. Produtores Pólo Agroflorestal Geraldo Fleming - Rio Branco - 68-9224-5209
Jonisete de Lima Mendes
Orgânicos do Estado do Acre AC
ACREVERDE - Assoc. Produtores 68-9111-2588
José Paulino da Silva
Orgânicos do Estado do Acre

Lucélia Monteiro Borges Creche Municipal Emilse da Silva R. João Jovino, s/n - Brasiléia - AC 69932-000 (68) 8112-2243

CAEX - Coop. Agroextrativista de 68-3542-3155


Luiz da Silva Pereira Rua 6 de Agosto, 268 - Xapuri - AC 69930-000
Xapuri
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 25
Rio Branco, 24-26 de Maio de 2006 Promoção: CONAB/MAPA

Continuação – Anexo 1A - Participantes Acre


Nome Instituição Endereço Correio Eletrônico
Telefone
COOPERACRE - Coop.de
Manoel Monteiro de Oliveira Comercialização Extrativista do Rod. AC 40, Km 4, Rio Branco - AC 69901-180 (68) 3221-7164 cooperacre@gmail.com
Estado do Acre
Maria Martins da Silva R. Adalberto Sena, 51, Sobral - Rio Branco - AC
Igreja Assembléia de Deus
Queiroz 69903-180
Neiva Nara Rodrigues da Rua Major Ladislau Ferreira, 67 - Conj. Esperança 1 - (68) 3227-3034
APAE
Costa Floresta- Rio Branco - AC 69905-250
Sec. Municipal da Cidadania - Av. Avelino Chaves, 1159 - Sena Madureira - AC (68) 3612-2426 e
Nildete Lira do Nascimento 9972-3430
3a. Idade 69940-000
CAPEB- Coop. Agroextrativista CAPEB - R. Dr. Marinho Monte, 1115 - Brasiléia - AC
Odete da Silva Santos
de Epitaciolândia e Brasiléia 69932-000
CAEX - Coop. Agroextrativista (68) 9987-9169
Sebastião Diogo de Lima Rua 6 de Agosto, 268 - Xapuri - AC 69930-000
de Xapuri
Rua Lucio Batista, 93, Aeroporto Velho - Rio Branco - (68) 3242-2036 e
Walcileuda Silva de Souza Igreja Assembléia de Deus 9205-8629
AC 69908-970

AMAZONAS
Nome Instituição Endereço Correio Eletrônico
Telefone
ATAPAEA - Assoc. Trab.
Av. Comandante Júlio Toa, s/n, Platô do Piquiá -
Ivone Fernandes de Araújo Proj. Assent. Agroextrat. (97) 3451-2101
Boca do Acre - AM 69850-000
Antimary
ATAPAEA - Assoc. Trab.
Av. Comandante Júlio Toa, s/n, Platô do Piquiá -
João de Souza Ferreira Proj. Assent. Agroextrat. (97) 3451-2101
Boca do Acre - AM 69850-000
Antimary
Oficina de Documentação Participativa do PAA – Região Norte/Amazônia Ocidental – RELATÓRIO 26
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RONDÔNIA
Nome Instituição Endereço Telefone Correio Eletrônico

ADAGRIM - Assoc. de Desenv. (69) 9961-7548


Airton Jacinto L 180, km 1 Norte - Rolim de Moura- RO 78987-000
Agrícola
Creche Municipal Marechal Av. das Mangueiras, 1078, Vista Alegre - Cacoal - (69) 3443-5709 e
Ana Raquel Mamedes Mota 9246-6410
Rondon RO 78975-605
Associação dos Prod. Rurais e Av. do Imigrante, 5964, Aponiã - Porto Velho - RO (69) 3215-5086 e
Antonio Lúcio Lima 9222-9476
Moradores de Cujubim Grande 78900-000
ASPROBOAS -Assoc. Dos Prod.
R. Gov. Jorge Teixeira, 3925, N.Sra. Fátima, Ji - (69) 3424-2706 e
Antonio Salvador do Extremo Leste da Linha 78 9953-3674
Paraná-RO 78964-050
Boa Sorte
ADAGRIM - Assoc. de Desenv. Av. 25 de Agosto, 7407 - Rolim de Moura - RO (69) 8417-0765
Aparecido da Silva
Agrícola 78987-000
COOPEAGRE - Coop. dos STR - R. José Eduardo Vieira, 343, Nova Brasília - (69) 9203-8178
Celena Orneles de Souza
Trabalhadores de Leite e Agrícola Ji-Paraná- RO 78963-335
Assoc. dos Pequenos Prod. Linha 13- Km 1- Alvorada do Oeste - RO 78969- (69) 9986 – 5972
Celso Giufrida
Rurais da Linha 13 APREZE 000
ARFATA- Assoc. Rural das Fam. (69) 9964-0660
Denilson dos Santos CP 275 - Cacoal - RO 78976-055
Trabalhadoras na Agropecuária
Abrigo Municipal da Criança e do Rua São Cristovão, 42 - Bairro Jardim dos (69) 3416-4061
Elizabete Alves Silva
Adolescente Imigrantes - Ji-Paraná-RO 78962-590
Assoc. do Povo Indígena Zoró - APIZ - R. Manoel Franco, 1820 - Ji -Paraná- RO (69) 3424-7213,
Fernando Xinepukuykap Zoró povozoro@brturbo.com.br
APIZ 78963-005 9235-6236
Associação dos Prod. Rurais e
Francisco Tadeu de Aguiar R. Vanice Barroso, 2152 - Porto Velho-RO 78918-
Moradores de Cujubim Grande/ (69) 8409-7849
Pereira 770
STR
ASPRAI- Associação de Prod. (69) 9226-8485
Joaquim Maurício da Silva Rua Humaitá, 5608 - Porto Velho - RO 78905-876
Hortifrutigrangeiros Arco-Iris
ASPROPOS - Assoc. De Prod.
Jorge Gomes da Silva Júnior Rurais e Pescadores de Porto
Seguro
COOPEMAGRI - Coop. Mista Rua Borba Gato, 492 - Seringal, Pimenta Bueno - (69) 3451-4860 e
José Cláudio Sanches 8415-0077
Agroindustrial RO - 78984-000
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Continuação – Anexo 1A – Participantes Rondônia


Nome Instituição Endereço Telefone Correio Eletrônico

Centro Educacional de Rolim de Av. Belo Horizonte, 6488, São Cristovão - Rolim de (69) 3442-1473
Luiz Vicente Ferreira e 3442-4619
Moura Moura - RO 78987-000
(69)3225-2875,
Maria das Dores de Paula Centro Social Madre Tereza de R. Ricardina Feitosa, 3588, Lagoinha - Porto Velho -
3226-1129 e
Dourado Calcutá RO 789000-000 9234 5921
R. José Eduardo Vieira, 343 - Ji -Paraná - RO (69) 9962-2446
Nilson Marcelino de Souza Escola Paulo Freire
78963-335
ASPROPOS - Assoc. De Prod.
Paula Santos de Afonso Rurais e Pescadores de Porto
Seguro
Associação dos Prod. de Jaci- R. Areia Branca, 5835 - Conj. Rio Guaporé, (69) 8412-0655
Pedro de Oliveira Bordalo
Paraná - ARJAP Castanheira, Porto Velho - RO
Rua Atlético, 3523 , Lagoinha - Porto Velho - RO (69) 3214-2298
Raimunda Delgado Rodrigues Porto Velho e 9234-2572
78918-070
Creche Escola Aconchego dos Rua Ibotirama, 2867, Ulisses Guimarães - Porto (69) 3226-0786
Rosileide Rodrigues de Matos e 9908-2994
Pequeninos Velho - RO 78920-220
Instituto Cultural e Espírita André R. da Prece, 1555, São Francisco - Porto Velho - RO (69) 3214-0689
Sandra Nogueira da Silva e3214-0688
Luiz - ICEAL 78900-000
Av. Independência, 5156 - Alvorada do Oeste - RO terezinha.apae@hotmail.com
Terezinha Soares Dias APAE
78969-000
Assoc. de Prod. Rurais do Linha 25 - Setor Abaitará - Projeto Casulo, (69) 9972-0595
Washington Luiz Souza Santos
Assentamento Projeto Casulo Formiguinha, Pimenta Bueno - RO 78984-000
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ANEXO 1B – CONVIDADOS (Observadores)

Estado Nome Instituição Endereço Telefone Correio Eletrônico


Rua Getúlio Vargas, 595 - Rio Branco - ggprocias.secias@ac.gov.b
Alcinélia Moreira de Sousa SECIAS - Gov. Est. Acre (68) 3224-5780 r
AC 69901-660
Rua Getúlio Vargas, 595 - Rio Branco -
Ana da Silva SECIAS - Gov. Est. Acre (68) 3223-9850
AC 69901-660
Rua Benjamin Constant, 856 - Rio
Carlos Pinheiro SEPROF - Gov. Est. Acre (68) 3223-7404
Branco - AC 69909-710
Rua Getúlio Vargas, 595 - Rio Branco -
Clelda Maia SECIAS - Gov. Est. Acre
AC 69901-660
Rua Benjamin Constant, 856 - Rio (68) 3223-7404 denise.garrafiel@ac.gov.br
Denise Garrrafiel SEPROF - Gov. Est. Acre
Branco - AC 69909-710 Ramal 212
Rua Santa Inês, 135 - Aviário, Rio
Eva Maria Pereira de Carvalho MDA (68) 3214-3062
Branco - AC 69907-303
Rua Benjamin Constant, 856 - Rio castanha.seprof@ac.gov.br
Idaildo Souza da Silva SEPROF - Gov. Est. Acre (68) 9281-7372 idaildo@bol.com.br
Branco - AC 69909-710
(68) 3223-3977 aquino@bol.com.br
Júlio Barbosa de Aquino CNS
e 9975-5106
ACRE Av. Nações Unidas, 2604 - Est.
Marcial Gomes de Oliveira CAGEACRE/SEATER Experimental - Rio Branco - AC 69912- (68) 3226 4365 marcial.gomes@ac.gov.br
600
Av. Getulio Vargas, 5000 - Rio Branco - fetacre@uol.com.br
Maria de Fátima Rocha Alves FETACRE (68) 3223-1361
AC 69908-650
Rua do Aviário, 315 - Bairro do Aviário -
Mário Fadel SEAP - Gov. Est. Acre
Rio Branco -AC 69909-170
Mário Sérgio Longuin de Rua Benjamin Constant, 856 - Rio (68) 3223-7404 mario.oliveira@ac.gov.br
SEPROF - Gov. Est. Acre
Oliveira Branco - AC 69909-710 Ramal 208
Mayara Galdino
Rua Rui Barbosa,435/sala 204 - Ed.
Patrícia Azevedo Feitosa CONSEA Santa Rita de Cácia - Rio Branco - AC (68) 3244-1036 consea@ac.gov.br
69900-120
Rua Benjamin Constant, 856 - Rio (68) 3223-7404 sergio.lopes@ac.gov.br
Sérgio Lopes SEPROF - Gov. Est. Acre
Branco - AC 69909-710 Ramal 221
Rua Benjamin Constant, 856 - Rio
Vanéia Florêncio de Souza SEPROF - Gov. Est. Acre (68) 3223-7404
Branco - AC 69909-710
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Continuação Anexo 1B- Convidados

Estado Nome Instituição Endereço Telefone Correio Eletrônico


(69) 3441-
Maria José Dotto Pacheco CONSEA 2535/0109
Maria Raimunda Cosmo Sec. Mun. de Educação – SEMED- Rua Dom Pedro II, 826 - Porto (69) 3216-6683 e mariaray001@yahoo.com.br
RONDÔNIA de Arruda SEMED de Porto Velho Velho - RO 78900-010 9969-9155
FETAGRO/ STR Ministro R. Espírito Santo, 5377 - Ministro (69) 3448-2231 e silvamazonia@yahoo.com.br
Sandro Souza da Silva 9961-6259 silvasemagri@hotmail.com
Andreazza Andreazza- RO 78981-000
MDA - Esplanada dos Ministérios -
Danielle Chalub Martins MDA Bloco A - Ala Norte - Brasília - DF (61) 2191-9926 danielle.martins@mda.gov.br
70054-900
MDS - Esplanada dos Ministérios -
Miguel Espinheira MDS/SESAN Bloco C - 5o Andar - Brasília- DF (61) 3433- 1079 miguel.espinheira@mds.gov.br
DF
70046-900
MDS - Esplanada dos Ministérios -
Rachel Cossich Furtado MDS/SESAN Bloco C - 5o Andar - Brasília- DF (61) 3433- 1079 rachel.cossich@mds.gov.br
70046-900
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ANEXO 1C – TÉCNICOS DA CONAB (Observadores)

Unidade da
Estado Nome Endereço Telefone Correio Eletrônico
CONAB

Amiraldo Gomes Pereira (68) 3221-8976 conabac@contilnet.com.br

CONAB/ UA Rio Rod. AC 40, Km 5, DFA s/n - Rio Branco -


ACRE Ana Rita Lopes Farias Freddo (68) 3221-8976 conabac@contilnet.com.br
Branco AC 69901-180

Filomeno Gomes de Freitas (68) 3221-8976 conabac@contilnet.com.br

SUREG RO/AC - ro.redelocal@conab.gov.br


Carlos Alberto Alonso Pontes (69) 3216-8401
SEADE
SUREG RO/AC - ro.seopi@conab.gov.br
Francisco Oliveira
SEOPI
SUREG RO/AC - Av. Farquar, 3305, Bairro Pedrinhas - ro.seade@conab.gov.br
RONDÔNIA Marinaldo Vaz Souto (69) 3216-8408
SEADE Porto Velho - RO 78904-660
SUREG RO/AC ro.sureg@conab.gov.br
Niécio Campanati Ribeiro (69) 3216-8420
(Superintende)
SUREG RO/AC - lene.lima@conab.gov.br
Ocirlene Araújo de Oliveira Lima (69) 3216-8406
GEFAD

SUPAF/GECAF Débora de Faria Vieira (61)3312-6329 debora.albernaz@conab.gov.br

SUOPE/GECOM Edmilson Henrique Silva (68) 3312-6276 gecom@conab.gov.br

SUREH/GECAP Maria Isabel Braga Coelho (61) 3233-2076 maria.coelho@conab.gov.br


SGAS Quadra 901, Bloco A, Lote 69 -
DF
Brasília – DF- 70390-010
SUPAF-GEPAF Paulo Coutinho (61) 3312-6244 paulo.coutinho@conab.gov.br

Regina Maria Pereira Gomide dos regina.reys@conab.gov.br


SUARM (61) 3312-6129
Reys
DIGEM silvio.porto@conab.gov.br
Silvio Porto (61) 3312-6373
(Diretor)
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ANEXO 1D – EQUIPE DE FACILITAÇÃO E RELATORIA

Nome Endereço Telefone Correio Eletrônico


R. Plínio Brandão, 65 - Bairro da Base - Rio Branco - AC 69908-
Andrea Martini (68) 3224 8410 martinamartini@hotmail.com
490
Estrada Dias Martins, 1139 - Jardim Maracaua - Rio Branco - AC
Alberto Martins de Oliveira oliveira-alberto@gmail.com
69911-050
Angela Cordeiro CP 10185 - Florianópolis - SC 88062-970 (48) 9113 4543 acordei@uol.com.br
Ivanir Salete Biff Trav. Irineu Serra, 61- Bairro Aviário - Rio Branco - AC 69909-210
Rua da Melância nª 420, Bairro Mocinha Magalhães, Rio Branco –
Lucélia Filgueira de Souza (68) 3229-3411 lucafss@bol.com.br
AC 69900-000
Marcus Vinícius Gonzales Franco Rua Francisco Sales, 93 - Vila Ivonete - Rio Branco - AC (68) 9229-5515
Rua Tapajós, 264. Bloco 01 apto.104 - Est. Experimental - Rio
Silmara Luciano (68) 32267740 silmara_luciano@yahoo.com.br
Branco -A C

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