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Universidade Estadual de Goiás Curso de Licenciatura em Física Relatório Laboratório Aula 10 Disciplina: Química

Universidade Estadual de Goiás

Curso de Licenciatura em Física

Relatório

Laboratório

Aula 10

Disciplina: Química Geral e Experimental I Professora: Luciana Rebelo Guilherme

Data da experiência: 23/05/2011

Experimento: Solubilidade do K 2 SO 4

Turma: B

Data da entrega: 30/05/2011

Grupo nº

Nome dos componentes do grupo

Nota do relatório

1. Angelo Raimundo de Souza

 

2. Luana Lima Pontes

3. Nayane Courtes da Cunha

4. Raquel Santos Silva

Anápolis / 1º semestre 2011

1.

TÍTULO: Solubilidade do K 2 SO 4 Data da experiência: 23/05/2011

2. OBJETIVOS Construir a curva de solubilidade de um sal inorgânico (sulfato de potássio).

3. RESUMO

Foi realizada a pesagem de determinadas quantidades de sulfato de potássio (K 2 SO 4 ), para posteriormente serem dissolvidas em 10mL de água, cada amostra desse mesmo sal. A temperatura, das três soluções obtidas, foi acompanhada, para que fosse possível observar o momento de cristalização do K 2 SO 4 , em três situações distintas. Através do experimento foi possível construir a curva de solubilidade do K 2 SO 4 .

4. INTRODUÇÃO

Considerando que o procedimento experimental é baseado em diferentes tipos de soluções, inicialmente serão definidas, as classificações das soluções, e o que vem a ser coeficiente e curva de solubilidade.

4.1 Soluções Solução é qualquer mistura homogênea (que forma uma única fase), com partículas menores que 10 Å. Forma-se de uma ou mais substâncias dissolvidas (soluto) em outra (solvente) presente em maior proporção. Classifica-se segundo vários critérios 1-2 :

Quanto ao estado de agregação Solução sólida: ouro18 quilates 75% de Au, mais Ag, Cu e outros metais. Solução líquida: álcool comercializado em farmácias etanol mais água. Solução gasosa: ar atmosférico natural 1-2 .

Quanto à natureza de soluto Solução iônica Na solução iônica, o soluto é um composto iônico, ou seja, as partículas dispersas são íons (sal comum, NaCl, em água) ou sofrem ionização (ácidos em água) 1-2 . Esse tipo de solução é eletrolítica conduz eletricidade; o soluto é um eletrólito 1-2 .

O cloreto de sódio forma-se pela combinação de átomos carregados, dispostos segundo um padrão, constituindo

O cloreto de sódio forma-se pela combinação de átomos carregados, dispostos segundo

um padrão, constituindo um retículo cristalino. Este, em contato com água, substância

molecular extremamente polar, é destruído, fazendo a dissociação. Tem-se, então, uma solução iônica 1-2 .

Solução molecular Solução molecular possui soluto que se constitui de um composto molecular. Não conduz corrente elétrica, portanto é não-eletrolítica. Como exemplo, cita-se a sacarose (açúcar comum) diluída em água, em que moléculas inteiras da substância estão disseminadas na água 1-2 .

Quanto à proporção entre soluto e solvente Solução insaturada

A solução insaturada ocorre quanto a quantidade de soluto é inferior ao coeficiente de

solubilidade, classificando-se em diluída ou concentrada 1-2 .

Solução diluída: contém pouco soluto em relação ao solvente valor igual ou inferior a 0,1mol de soluto em um litro de solução.

Solução concentrada: contém bastante soluto em relação ao solvente, mas inferior ao coeficiente de solubilidade 1-2 .

Solução saturada Esta solução tem a máxima quantidade de soluto em relação ao solvente, em dada condição de temperatura e pressão, podendo ser com ou sem corpo de fundo. Essa quantidade máxima é o coeficiente de solubilidade 1-2 .

4.2 Coeficiente de solubilidade

O coeficiente de solubilidade corresponde à quantidade de soluto capaz de se solubilizar

em determinada quantidade de solvente, sob certas condições de temperatura e pressão 1-2 . Na solução de sulfato de potássio (K 2 SO 4 ) em água, se forem utilizados 100 gramas de água, a quantidade de K 2 SO 4 que pode ser dissolvida é igual a 11,1 gramas. Então, a solução é saturada e o coeficiente de solubilidade do K 2 SO 4 é igual a 11,1g/100g de H 2 O a 20°C 1-2 .

Tabela 1

Solubilidade do K 2 SO 4 em 100g de H 2 O

Temperatura

Massa de K 2 SO 4 (gramas)

(ºC)

7,4

10°

9,3

20°

11,1

30°

13

40°

14,8

60°

18,2

80°

21,4

90°

22,9

100°

24,1

Em condições especiais, é possível obter uma solução supersaturada, ou seja, com mais

soluto que o determinado pelo grau de solubilidade 1-2 .

4.3 Curvas de solubilidade

Curvas de solubilidade relacionam a variação do coeficiente de solubilidade de uma

substância em função da temperatura 1-2 .

Toda solução que coincida com a curva de solubilidade é saturada. Se estiver abaixo, é

insaturada (estável); acima, supersaturada (instável) 1-2 . Como se observa no Gráfico 1.

Curvas ascendentes (crescentes) representam as substâncias cuja dissolução aumenta

com a temperatura. São substâncias que se dissolvem com a absorção de calor, isto é, a

dissolução é endotérmica. Já as curvas descendentes (decrescentes) representam as

substâncias cuja dissolução diminui com o aumento de temperatura. São substâncias que se

dissolvem com liberação de calor, isto é, a dissolução é exotérmica 1-2 .

Gráfico 1

substâncias que se dissolvem com liberação de calor, isto é, a dissolução é exotérmica 1 -

Na maioria dos sais, como é o caso do K 2 SO 4 , a curva de solubilidade (Gráfico 2) é ascendente, e por esse motivo a dissolução é classificada como endotérmica (onde há absorção de calor) 1-2 .

Gráfico 2

(onde há absorção de calor) 1 - 2 . Gráfico 2 5. MATERIAIS E MÉTODOS 5.1.

5. MATERIAIS E MÉTODOS

5.1. MATERIAIS UTILIZADOS

Bico de Bunsen

Tubo de ensaio

Pinça de madeira

Béquer

Proveta de 10mL

Balança semi-analítica

Termômetro

5.2. REAGENTES UTILIZADOS

5.3.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1-

Pesou-se, em uma balança semi-analítica, três quantidades de sulfato de potássio: 1,0g;

1,15g e 1,23g.

2-

Fez-se transferências quantitativas desse sal para tubos de ensaio secos.

3-

Adicionou-se 10mL de água destilada a cada um dos tubos de ensaio.

4-

Aqueceu-se cuidadosamente as misturas. Não permitindo a ebulição, nem a projeção

delas para fora do tubo de ensaio.

5-

Quando todo o sólido se dissolveu, cessou-se o aquecimento, colocou-se o termômetro na

solução e deixou-a esfriar.

6-

Agitou-se cuidadosamente a solução com o termômetro.

7-

Observou-se atentamente, e anotou-se a temperatura no instante em que foi possível

observar o início da cristalização do sal.

8- Como não houve cristalização quando a solução atingiu a temperatura ambiente,

introduziu-se o tubo de ensaio num béquer com água gelada.

9- Prosseguiu-se com a agitação e observou-se atentamente até que os cristais começassem a

se formar.

10- Repetiu-se as determinações da temperatura com os outros dois tubos de ensaio,

utilizando a mesma mistura (bastou reaquecer o tubo de ensaio até dissolver os cristais, e

acompanhou-se novamente a queda da temperatura);

11- Anotou-se os resultados obtidos para a construção da curva de solubilidade.

6. RESULTADOS E DISCUSSÃO

No procedimento experimental, foram obtidos os seguintes resultados:

Tabela 2

Solubilidade do K 2 SO 4 em 10g de H 2 O

Solubilidade do K 2 SO 4 em 10g de H 2 O

Temperatura de cristalização (ºC)

15°

Massa de K 2 SO 4 (gramas)

1,0

1,15

1,23

A partir dos dados obtidos foi possível construir a curva de solubilidade do K 2 SO 4 .

Gráfico 3

a curva de solubilidade do K 2 SO 4 . Gráfico 3 Ao compará-la com a

Ao compará-la com a curva de solubilidade do K 2 SO 4 , dissolvido em 10g de H 2 O

(Gráfico 4), podemos observar uma semelhança no comportamento da curva, entre o intervalo

de 5°C e 15°C.

Os valores de massa do K 2 SO 4 , de acordo com a temperatura de cristalização

observada na Tabela 2, não condizem com o estabelecido na Tabela 3, porém, se aproximam.

Essa discrepância se deve a possíveis erros de pesagem e ao fato de que a determinação da

solubilidade é um procedimento que requer medidas precisas, de massa e temperatura.

Gráfico 4

requer medidas precisas, de massa e temperatura. Gráfico 4 Tabela 3 Solubilidade do K 2 SO

Tabela 3

Solubilidade do K 2 SO 4 em 10g de H 2 O

Temperatura

Massa de K 2 SO 4 (gramas)

(ºC)

0,74

10°

0,93

20°

1,11

30°

1,3

40°

1,48

60°

1,82

80°

2,14

90°

2,29

100°

2,41

7.

CONCLUSÃO

Através do procedimento experimental, foi possível compreender melhor os conceitos e definições acerca de solubilidade, pois ao construir a curva de solubilidade do sulfato de potássio (K 2 SO 4 ), foi possível observar a relevância da realização de medidas precisas para a obtenção de resultados totalmente satisfatórios. O procedimento experimental foi satisfatório, devido à semelhança entre a curva de solubilidade construída a partir do experimento, e a curva obtida por meio de pesquisas. De forma geral, pode-se considerar que o objetivo foi alcançado. Enfim, o coeficiente de solubilidade é uma propriedade muito importante dos compostos, pois é através dele que é possível determinar a quantidade de soluto capaz de se

solubilizar em determinada quantidade de solvente.

8. REFERÊNCIAS

1. Artigo de físico-química.

Disponível em: http://sygmund.sites.uol.com.br/2ANO-Quimica1.pdf

acessado em 28/05/11 às 21:34.

2. AUCÉLIO, Ricardo Queiroz e TEIXEIRA, Letícia Regina de Souza. Solubilidade.

Disponível em:

http://web.ccead.puc-rio.br/condigital/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_solubilidade.pdf

acessado em 28/05/11 às 21:48.