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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Delegação da Beira

Tema:

Socialização dos Grupos no Período da Pandemia: como se proteger da covid – 19 no


ambiente de trabalho (2019 - 2021)

Nome: Filomeno Bernardo João Juma

Código: 708226490

Curso: Licenciatura em Administração Pública

Disciplina: História das Sociedades I

Tutor: Harizone M. Machesso

Ano de Frequência: 1o Ano

Milange, Junho de 2022


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Índice

1. Introdução .......................................................................................................... 3

1.1. Objectivos....................................................................................................... 3

1.1.1. Objectivo Geral........................................................................................... 3

1.1.2. Objectivos Específicos ............................................................................... 3

2. Socialização dos Grupos .................................................................................... 4

2.1.1. A socialização primária: características e a formação inicial do indivíduo 5

2.1.2. A socialização secundária: características e a transformação do indivíduo 5

2.2. Socialização dos Grupos no Período da Pandemia ........................................ 6

2.2.1. Covid 19 nos ambientes de Trabalho ......................................................... 6

2.2.2. Objectivo da Proteção da covid – 19 no ambiente de trabalho .................. 7

3. Conclusão........................................................................................................... 9

4. Referencias Bibliográficas ............................................................................... 10


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1. Introdução

Socialização é o processo de aprendizagem e de internalização dos valores, crenças e


normas do grupo social a que pertencemos, através do qual nos tornamos membros
integrados da sociedade.

Agentes de socialização ‐ grupos sociais, instituições e indivíduos que proporcionam as


situações estruturadas em que a socialização ocorre, (Worsley, 2013, p. 07).

 Família, vizinhança, escola, pares, religião, local de trabalho, media.

A pandemia é um termo que designa uma tendência epidemiológica. Indica que muitos
surtos estão acontecendo ao mesmo tempo e espalhados por toda parte. Mas tais surtos
não são iguais, É o caso da Covid-19. Levou menos de três meses para que, no início de
2020, mais de 210 países e territórios confirmassem contaminações com o novo
coronavírus, casos da doença e mortes, (Fonseca, 2021).

A observância das normas de saúde e segurança do trabalho é medida que se impõe


diante do cenário actual de proliferação da COVID-19. Evitar a contaminação dos
trabalhadores, com a consequente proliferação em massa do vírus, é indispensável, e a
adopção das medidas necessárias são suficientes para a eliminação, minimização ou o
controle do agente patogénico em referência, nos locais de trabalho, (Fonseca, 2021).

1.1.Objectivos
1.1.1. Objectivo Geral
 Abordar em torno da Socialização dos Grupos no Período da Pandemia: como
se proteger da covid – 19 no ambiente de trabalho (2019 - 2021).
1.1.2. Objectivos Específicos
 Mencionar e descrever as fases da socialização,
 Debruçar sobre a socialização dos grupos no período da pandemia,
 Indicar os objectivos da proteção da covid – 19 no ambiente de trabalho,
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2. Socialização dos Grupos

A socialização de grupos é uma forma básica de associação entre seres humanos que
estão mutuamente em interacção. A sociologia define grupo social como sendo toda
reunião mais ou menos estável de duas ou mais pessoas associadas pela interacção,
(Oliveira et al, 2017).

A socialização dos grupos pode ser visto como um método, muito eficaz, que contribuiu
para a integração ou reajustamento de e na cultura organizacional, (Fonseca, 2021, p.
37).

Os grupos sociais são caracterizados elas formas como se organizam. Isso significa que
cada grupo social partilha de normas, valores, habito e costumes próprios. Alem disso,
possuem um objectivo comum a todos seus integrantes, por mais que o nível de
contacto entre eles possa variar, (Worsley, 2013).

Socialização é o processo de aprendizagem e de internalização dos valores, crenças e


normas do grupo social a que pertencemos, através do qual nos tornamos membros
integrados da sociedade, (Oliveira et al, 2017):

 É um processo vitalício.
 É o canal de transmissão da cultura, através do tempo, entre gerações.

A socialização dos grupos pode ser estudada e aplicada através dos seus conteúdos, ou
seja, dos domínios de aprendizagem e de inculturação, (Fonseca, 2021). Estes pontos de
vista permitem:

1. “Estudar as mudanças que os indivíduos vivem à medida que se inserem nas


funções/organização e vão nelas adquirindo experiência”;
2. “Investigar a relação entre a aquisição desses conteúdos pelos indivíduos e o
sucesso profissional que denotam”; e
3. “Auxiliar as organizações na identificação das áreas de socialização em que
mais devem actuar”.
2.1.Fases da Socialização

Existem duas fases de socialização que são: socialização primária e socialização


secundária, (Oliveira et al, 2017).
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2.1.1. A socialização primária: características e a formação inicial do


indivíduo

O ser humano tem dentro de si a necessidade da convivência, socialização. Assim


sendo, durante a infância, ocorre a socialização primária, onde a criança aprende e
interioriza a linguagem, as regras básicas da sociedade, a moral e os modelos
comportamentais do grupo a que se pertence. Uma vez que a relação se passa no seio da
família, pares e vizinhança são estes os entes encarregados da socialização que
estabelecem mediação entre o mundo e a criança, (Oliveira et al, 2017).

A socialização primária, envolta pela importância dos carinhos, afectos e valores


familiares, chega incompleta à escola. A família é considerada como instituição muito
importante no processo de aprendizagem e é por esta que são interiorizadas normas e
valores, assim como formas de relacionamento. Através da aprendizagem e da
interiorização de normas, regras e valores o indivíduo aprende a viver em sociedade e
integra-se na mesma, quando consegue uma percepção do mundo e da sociedade e
consequentemente com os outros, esse participa na sociedade, socializando com outros
indivíduos, (Oliveira et al, 2017).

2.1.2. A socialização secundária: características e a transformação do


indivíduo

A socialização secundária é todo e qualquer processo posterior que introduz um


indivíduo já socializado em novas e diferentes realidades sociais de convivência da sua
sociedade, é a interiorização de “submundos” institucionais ou baseados em
instituições, é a concomitante distribuição social do conhecimento de funções
específicas directa ou indirectamente resultantes da divisão do trabalho, (Worsley,
2013).

A socialização secundária abarca alguns contextos fundamentais, (Worsley, 2013):

a) Ocorre ao longo de toda a vida;


b) Na escola, grupos de pares, local de trabalho, partidos políticos, sindicatos,
meios de comunicação de massa, etc.
c) Formação complexa da personalidade social do indivíduo.
 Formação profissional, política, religiosa, associativa, etc.
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 Mudança de estatuto social, mudança de local de residência, introdução num


novo círculo de amizades, paternidade, matrimónio, etc.

A socialização secundária pressupõe a socialização primária e sobrepõe‐se a esta, o que


pode ser gerador de conflitos.

2.2.Socialização dos Grupos no Período da Pandemia

A socialização dos consiste em um processo que acontece quando um indivíduo


transpõe as fronteiras organizacionais, ou seja, vivencia mudanças de papéis ou status e
precisa adaptar-se à nova situação imposta, (Fonseca, 2021, p. 37).

Agentes de socialização ‐ grupos sociais, instituições e indivíduos que proporcionam as


situações estruturadas em que a socialização ocorre, (Worsley, 2013, p. 07).

 Família, vizinhança, escola, pares, religião, local de trabalho, pares, mass


media.

Em situações de pandemia o medo é um dos maiores inimigos do acesso aos cuidados


de saúde. Todas as medidas a considerar deverão ser acompanhadas por uma estratégia
de comunicação para reduzir o sentimento de pânico, (Matta et al., 2020).

2.2.1. Covid 19 nos ambientes de Trabalho

A observância das normas de saúde e segurança do trabalho é medida que se impõe


diante do cenário actual de proliferação da COVID-19, (Fonseca, 2021).

O referido agente biológico se propaga através dos perdigotos, que são gotículas de
saliva contaminadas que são impelidas, geralmente através de um espirro, e que acabam
por ser depositadas na conjuntiva, mucosa nasal, boca ou pele íntegra, produzindo
colonização, podendo ser gerados ainda através da fala, tosse.

Além disso, ao tossir ou espirrar, o doente pode contaminar objectos. Uma pessoa sadia,
ao tocar um objecto contaminado e levar a mão à boca, nariz ou olhos, sem antes
higienizá-las, pode também se contaminar.
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Cumpre ressaltar que em relação ao COVID-19, as vias de transmissão e de entrada,


transmissibilidade, patogenicidade, virulência e persistência no ambiente são
conhecidas.

Nesse contexto, detectada a probabilidade de ocorrência agravos à saúde dos


trabalhadores, corroborado com os registos de graves adoecimentos por esse agente
infeccioso, com casos fatais, impõe-se a concretização das ações de reconhecimento,
avaliação e controle, no âmbito das instituições trabalhistas.

Acesso a e utilização de equipamento de proteção individual

A produção, distribuição, formação na utilização e uso adequado de EPI em situações


de potencial exposição é uma enorme prioridade. As evidências disponíveis sobre a
efectividade de EPI confirmam que a proteção com máscara ou respirador adequados,
óculos e/ou visor, avental e/ou bata e luvas oferecem é suficiente na maioria das
situações de exposição a utentes ou colegas potencialmente infectados com SARS-CoV-
2. A utilização de máscaras deve ser universal não só para funcionários, mas também
para utentes e visitantes, (Fonseca, 2021).

2.2.2. Objectivo da Proteção da covid – 19 no ambiente de trabalho

Com objectivo de evitar a contaminação dos trabalhadores, com a consequente


proliferação em massa do vírus, é indispensável, a adopção das medidas necessárias e
suficientes para a eliminação, minimização ou o controle do agente patogénico em
referência, estabelecendo uma hierarquia, um grau de prioridade, no elenco de medidas
para tal desígnio, (Matta et al., 2020).

Quando comprovado pelo empregador ou instituição, a inviabilidade técnica da adopção


de medidas de proteção colectiva ou quando estas não forem suficientes ou
encontrarem-se em fase de estudo, planejamento ou implantação ou ainda em carácter
complementar ou emergêncial, deverão ser adoptadas outras medidas obedecendo-se à
seguinte hierarquia, (Matta et al., 2020):

a) Medidas de carácter administrativo ou de organização do trabalho;


b) Utilização de Equipamento de Proteção Individual – EPI.
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Verifica-se a indicação prioritária das medidas de proteção colectiva, inclusive como


metodologia básica de controle do referido agente biológico, eis que a proteção do
trabalhador carece de um conjunto integrado de ações, de naturezas múltiplas, (Matta et
al., 2020).

Nesse aspecto, incluem-se desde medidas colectivas, treinamento, reciclagens,


capacitações, estudo e sistematização dos adoecimentos e agravos à saúde, até medidas
administrativas, de organização de trabalho e proteção individual (conjunto esse
consubstanciado num plano de ações efectivamente implantado, periodicamente
avaliado e aperfeiçoado), (Matta et al., 2020).
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3. Conclusão

A transmissão do SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19, ocorreu em ampla


variedade de locais de trabalho fora. As políticas destinadas a proteger os trabalhadores
ajudam a prevenir a transmissão comunitária do vírus e protegem a economia nacional,
mantendo os locais de trabalho abertos e seguros.

Embora existam varias orientações ligadas a pesquisas publicadas sobre a transmissão


do SARS-CoV-2 no local de trabalho e as medidas de prevenção, é importante notar que
a maioria das publicações é de pequenos estudos transversais ou ecológicos que são
propensos a viés de selecção, classificação incorrecta ou confusão. São necessárias mais
pesquisas sobre doenças e exposição ocupacional para estabelecer uma base de
evidências, forte o suficiente para orientar opções de políticas claras.
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4. Referências Bibliográficas

Fonseca, Sofia Margarida Ferreira. (2021). A socialização organizacional,


produtividade e motivação em tempos de pandemia: Estudo de caso na Celbi – Celulose
Beira Industrial, S.A [PDF]. Recuperado de http:// Googleacademico.com/.

Matta, Gustavo Corrêa., Rego, Sergio., Souto., Ester Paiva., & Segata, Jean. (2020). Os
impactos sociais da Covid-19 no Brasil populações vulnerabilizadas e respostas à
pandemia. Recuperado de http:// Googleacademico.com/.

Oliveira, Anna Júlia Braga., Melo, Gabriela Martins., Santos, Iara Massari Almeida.,
Alencar, Isabelle Maier., & Loures, Mariana Lopes de Castro. (2017). AS
SOCIALIZAÇÕES PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA: quando o indivíduo sai da sua
microbolha e se torna produto da sociedade. Recuperado de http://
Googleacademico.com/.

Worsley, Peter. (2013). Tal como aprendemos um jogo, jogando‐o, também aprendemos
a viver, vivendo. Recuperado de http:// Googleacademico.com/.

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