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MANUAL DE

PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO


SINDICAL

MINISTÉRIO DO TRABALHO
SECRETARIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO
COORDENAÇÃO-GERAL DE REGISTRO SINDICAL

Brasília
© 2001 – Ministério do Trabalho e Emprego

É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a


fonte.
Tiragem: exemplares
Edição e Distribuição: Secretaria de Relações no Trabalho – SRT
Esplanada dos Ministérios – Bloco “F”,
Edifício-Sede, 4º Andar, Sala 449
Fones: (0xx61) 226-8899 / 321-9630
Fax: (0xx61) 226-1456
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Impresso no Brasil/Printed in Brazil

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


Biblioteca. Seção de Processos Técnicos – MTE
SUMÁRIO
Apresentação .............................................................................................. 5
Agradecimento ........................................................................................... 7
Mensagem .................................................................................................. 9
Breve Histórico ......................................................................................... 11
Competência ............................................................................................ 13
Condições para o Registro ......................................................................... 15
Pedido de Registro de Sindicato no MTE .................................................... 17
Pedido de Registro de Federação ............................................................... 20
Pedido de Registro de Confederação .......................................................... 21
Impugnação .............................................................................................. 22

Legislação Pertinente
Portaria nº 343, de 4 de maio de 2000 ....................................................... 31
Portaria nº 376, de 23 de maio de 2000 ..................................................... 35
Portaria nº 375, de 23 de maio de 2000 ..................................................... 37
Portaria nº 310, de 5 de abril de 2001 ........................................................ 38
Portaria nº 01, de 3 de maio de 2001 ......................................................... 39
Portaria nº 896, de 14 de julho de 1993 ..................................................... 40

Legislação Anterior em Ordem Cronológica


Instrução Normativa nº 05, de 15 de fevereiro de 1990 ............................... 42
Instrução Normativa nº 09, de 21 de março de 1990 .................................. 44
Instrução Normativa nº 01, de 27 de agosto de 1991 .................................. 46
Instrução Normativa nº 02, de 1º de setembro de 1992 ............................... 50
Instrução Normativa nº 03, de 10 de agosto de 1994 .................................. 52
Portaria nº 85, de 27 de janeiro de 1997 .................................................... 73
Instrução Normativa nº 01, de 17 de julho de 1997 .................................... 75
Portaria nº 570, de 17 de julho de 1997 ..................................................... 80
Instrução Normativa nº 02, de 28 de agosto de 1997 .................................. 82
Portaria nº 738, de 28 de agosto de 199 ..................................................... 84
Portaria nº 02, de 25 de novembro de 1997 ................................................ 85
Portaria nº 02, de 29 de setembro de 1998 ................................................. 86
Instrução Normativa nº 01, de 10 de fevereiro de 1999 ............................... 87
Portaria nº 349, de 11 de maio de 2000 ...................................................... 89
Portaria nº 374, de 23 de maio de 2000 ...................................................... 90
Portaria nº 611, de 10 de agosto de 2000 .................................................... 91

Modelos
Edital de Convocação para Fundação de Sindicato .................................... 92
Edital de Convocação para Alteração Estatutária ....................................... 92
Edital de Convocação para Ratificação da Fundação da Entidade .............. 93
Carta Sindical ........................................................................................... 94
Certidão ................................................................................................... 95
Guia de Depósito ...................................................................................... 96
Requerimento para Pedido de Alteração Estatutária .................................... 97
Requerimento para Pedido de Registro Sindical .......................................... 98
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

APRESENTAÇÃO

A representação sindical constitui um direito fundamental dos


trabalhadores e empregadores, acolhido no art. 8º da Constituição Federal.
Com a publicação deste Manual, o Ministério do Trabalho e Emprego
está cumprindo seu papel institucional de informar estes atores sociais
a respeito das normas e procedimentos relativos ao Registro de Entida-
des Sindicais.
Facilitar o acesso dos cidadãos às regras atinentes ao processo
de constituição de representação sindical significa contribuir para o diálogo
social e o desenvolvimento das forças produtivas de nosso País.

FRANCISCO DORNELLES
Ministro do Trabalho e Emprego

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AGRADECIMENTO

Fortalecer os canais de comunicação do Ministério do Trabalho e


Emprego com a sociedade e, mais especificamente, com seus cida-
dãos-clientes. Este é o principal objetivo que norteou a decisão de revi-
sar e atualizar a primeira versão do Manual de Procedimentos para
Registro Sindical, publicado em 1997.
Com esta publicação, conclui-se uma etapa do processo de forta-
lecimento das relações entre este Ministério e seu público mais impor-
tante: os trabalhadores e empregadores, que dela poderão fazer uso
para um melhor exercício de seu legítimo direito de constituir represen-
tação sindical.
Aos quadros do Ministério do Trabalho e Emprego, meus agradeci-
mentos pela dedicação com que têm exercido as atividades de Registro Sin-
dical.

PAULO JOBIM FILHO


Secretário-Executivo

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MENSAGEM

Editamos, em 1997, o Manual de Procedimentos para Registro


Sindical, o qual constituiu grande avanço para o esclarecimento das
inúmeras dúvidas no que tange às regras procedimentais.
Com o advento de reiteradas decisões judiciais, em especial, do
Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, fez-se mister a
edição de nova Portaria Ministerial, a de nº 343, o que ensejou a atua-
lização deste Manual, trazendo, agora, com maior nitidez, não só a
legislação regulamentadora do assunto, bem como a análise das situa-
ções mais freqüentes e inerentes ao tema.
Este Manual propiciará a agilização dos processos que aqui tra-
mitam, buscando a legitimação necessária da condição de entidade
jurídica sindical, participando, efetivamente, de forma legal e
harmonônica, desse processo de representação sindical.
Agradeço à equipe de auditores-fiscais do trabalho, formada por
Carlos Pimentel de Matos Júnior, Inês Resende Ferreira, Rubens Silveira
Taveira e Vânia Elita Teixeira Abreu, que, sob a supervisão do Coorde-
nador-Geral de Registro Sindical, Luiz Alberto Matos dos Santos, revi-
saram este Manual.

MURILO DUARTE DE OLIVEIRA


Secretário de Relações do Trabalho

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BREVE HISTÓRICO

Diz a Constituição Federal de 1988 que é livre a associação pro-


fissional ou sindical, não podendo a lei exigir autorização do Estado
para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competen-
te, sendo vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na
organização sindical (art. 8º, inciso I).
Assim, embora vede ao Poder Público a interferência e a inter-
venção na organização sindical, o texto constitucional estabelece a
possibilidade de exigência legal do registro no órgão competente, não
indicando o órgão destinado a efetuá-lo.
Inicialmente, o Ministério do Trabalho e Emprego entendeu não
ser competente para efetuar o Registro Sindical, por considerar que esse
comportamento implicaria interferência do Poder Público na organiza-
ção sindical.
Entretanto, o Superior Tribunal de Justiça reconheceu a compe-
tência do Ministério do Trabalho e Emprego, no Mandado de Seguran-
ça-29/DF, ensejando a expedição da Instrução Normativa nº 05, de 15
de fevereiro de 1990, seguida da Instrução Normativa nº 09, de 21 de
março de 1990. Este ato administrativo foi, contudo, revogado pela Ins-
trução Normativa nº 01, de 27 de agosto de 1991, alterada pela Instru-
ção Normativa nº 02, de 01 de setembro de 1992, donde se concluía
que a inscrição do estatuto do sindicato deveria ser feita em cartório,
até que a matéria fosse regulamentada, sob pena de interferência do
Poder Público na organização sindical. Facultava-se às entidades sin-
dicais depositar seus estatutos no Arquivo de Entidades Sindicais Brasi-
leiras – AESB, criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego apenas
para fins de cadastro, não constituindo ato concessivo de personalida-
de sindical.

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A reiterada jurisprudência do STJ, no entanto, reafirmava que o


arquivamento não atendia ao mandamento legal, vez que este determi-
nava o registro, cujos efeitos legais diferem do simples arquivamento
de entidades.
Em seguida, foi expedida a Instrução Normativa nº 03, de 10 de
agosto de 1994, que, além de criar o Cadastro Nacional de Entidades
Sindicais – CNES, atribuiu a competência para decidir sobre o registro
de sindicatos e das correspondentes federações e confederações ao
Ministro do Trabalho. A Instrução Normativa nº 01, de 17 de julho de
1997, também dispunha sobre Registro Sindical.
O disciplinamento atual da matéria se encontra na Portaria n.º 343,
de 4 de maio de 2000, que foi alterada pela Portaria n.º 376, de 23 de
maio de 2000, na jurisprudência predominante dos Tribunais Superiores,
na legislação pertinente em vigor e nos processos administrativos. Tais
alterações se deram em virtude da necessidade de adequação do
disciplinamento normativo às mais recentes decisões judiciais sobre o
assunto, em que estas afastaram dúvidas relativas aos processos de
Registro Sindical, alteração estatutária e impugnação.

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COMPETÊNCIA

O Ministério do Trabalho e Emprego é o órgão competente para


conceder o Registro Sindical à organização representativa de catego-
ria profissional ou econômica.
Ao Ministro de Estado do Trabalho e Emprego compete praticar
todos os atos relativos ao Registro Sindical.
Ao Secretário-Executivo, por delegação de competência conce-
dida pelo art. 1º da Portaria nº 310, de 5 de abril de 2001, cabe decidir
os pedidos de Registro Sindical nos termos do art. 6º da Portaria nº 343,
de 4 de maio de 2000.
Ao Secretário de Relações do Trabalho, por delegação de compe-
tência, concedida pelo art. 2º da Portaria nº 310, de 5 de abril de 2001,
cabe decidir as questões relativas a arquivamento, admissibilidade de
impugnação e sobrestamento de pedidos de Registro Sindical, nos ter-
mos da Portaria nº 343, de 4 de maio de 2000.
Esse procedimento não traduz autorização prévia da autoridade
competente com interferência do Poder Público na organização sindi-
cal, mas ato administrativo vinculado. Nesse sentido, estabelece o Su-
premo Tribunal Federal que tal ato serve tão-somente à verificação de
pressupostos legais.
Trata-se de atividade atributiva de personalidade jurídica sindical,
o que não implica interferência do Poder Público na organização sindi-
cal, inexistindo inconstitucionalidade nessa diretriz. O registro torna
pública a existência da entidade, revestindo-a de personalidade jurídi-
ca sindical.
A competência do Ministério do Trabalho e Emprego para o regis-
tro de entidades sindicais é uma decorrência natural da manutenção do
sistema da unicidade sindical, que visa impedir que mais de um sindi-

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cato represente o mesmo grupo profissional na mesma base territorial,


cumprindo a este Ministério, conforme entendimento do STF, “ ..... zelar
pela observância do princípio da unicidade sindical em atuação con-
junta com os terceiros interessados. “. (AGRRE 207910/SP – DJ 26.6.98)

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CONDIÇÕES PARA O REGISTRO

1. Pedido
O interessado em obter o Registro Sindical de organização repre-
sentativa de categoria profissional ou econômica deverá requerê-lo junto
ao Ministério do Trabalho e Emprego.
Este pedido poderá ser formulado conforme modelo de requeri-
mento em anexo (ver em modelos).*
Muito embora seja assegurado a todos o direito de requerer Re-
gistro Sindical, cumpre ressaltar que:
“Se existe pedido de Registro Sindical neste Ministério, pendente de acordo
extrajudicial ou de decisão judicial, não há que se falar em outro pedido
de registro. Se há impugnação ou pendência judicial, o solicitante deve-
rá comprovar a desistência de ambas. Se há ação judicial em curso, este
Ministério deverá abster-se de qualquer manifestação e aguardar a deci-
são judicial, não sendo cabível qualquer outro pedido de registro” (Pare-
cer/CJ/MTb nº 659/97).

2. Encaminhamento
O pedido de Registro Sindical, instruído com todos os documen-
tos necessários, que serão, a seguir, relacionados, deverá ser encami-
nhado ao Ministro de Estado do Trabalho e Emprego:
• por via postal, com Aviso de Recebimento – AR, à Esplanada
dos Ministérios, Bloco F, Térreo, CEP 70.059-902, Brasília – DF;
• ou entregue no Protocolo Geral do Ministério do Trabalho e
Emprego, no mesmo endereço.
Do referido pedido, deverá obrigatoriamente constar o endereço
do requerente interessado no Registro Sindical, caso aquele não tenha

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sido formulado, conforme modelo de requerimento em anexo (ver em


modelos).*

3. Instrução
A Secretaria de Relações do Trabalho tem o prazo de 60 (sessenta)
dias, a contar da data do protocolo do pedido, para verificar a instru-
ção do processo de Registro Sindical, publicar este pedido no DOU ou
notificar o requerente, por meio de Aviso de Recebimento – AR, a cum-
prir exigência(s).
Para cumprir a(s) exigência(s), o notificado tem o prazo de 30
(trinta) dias, contado da data de juntada aos autos do Aviso de
Recebimento. Se não cumpri-la(s) no prazo assinalado, o seu pedido
será considerado inepto e, conseqüentemente, arquivado, conforme
determina o § 3º do art. 4º da Portaria nº 343, de 4 de maio de 2000.
Com o cumprimento da exigência por parte do requerente, restabele-
ce-se para a Secretaria de Relações do Trabalho o prazo para a instru-
ção do processo, que se reiniciará a partir da data da juntada aos autos
do(s) documento(s) saneador(es).
Ressalte-se que o Registro Sindical é ato administrativo vincula-
do, subordinado apenas à verificação de pressupostos legais, e não de
autorização ou de reconhecimento discricionário ( MI – 144/SP, STF ), o
que determina, como pressuposto básico para a organização sindical, a
representação por categorias (art. 511, da CLT).

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MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PEDIDO DE REGISTRO DE SINDICATO NO MTE

Documentos Necessários
O pedido de Registro Sindical, dirigido ao Ministro de Estado do
Trabalho e Emprego, deverá ser acompanhado dos seguintes documen-
tos originais ou devidamente autenticados:
1. Edital de convocação dos membros da categoria para a assem-
bléia geral de fundação da entidade, publicado obrigatoriamente com
antecedência mínima de 10 (dez) dias de sua realização, prazo que
será majorado para 30 (trinta) dias, quando a entidade interessada tiver
base territorial interestadual ou nacional, nos seguintes veículos de co-
municação impressa:
• em jornal de grande circulação no estado ou estados abrangi-
dos pela pretensa base territorial, e, também, se houver, em
jornal de circulação no município ou região da pretendida base
territorial;
• Diário Oficial do(s) estado(s) ou da União.
Cumpre ressaltar que o edital de convocação dos membros da
categoria para a assembléia geral de fundação da entidade deve ser
publicado em jornal diário de grande circulação no estado ou estados
abrangidos pela pretensa base territorial, e, também, se houver, em jor-
nal de comprovada circulação no município ou região da pretendida
base territorial, bem como no Diário Oficial dos estados ou da União,
devendo ser publicados simultaneamente, já que o objetivo da publici-
dade do ato é permitir que os interessados se manifestem sobre a pauta
da assembléia.
Lembramos, ainda, que alguns editais de convocação apresenta-
dos em processos de Registro Sindical contêm irregularidades, as quais
listamos em tópico específico (ver em modelos) deste Manual. Portanto,

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MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

deve o requerente evitar tais erros, tendo em vista a possibilidade de


indeferimento do pedido perante este Ministério.
2. Ata da assembléia geral de fundação da entidade, original ou
cópia autenticada em cartório, conforme determina o art. 2º da Portaria
nº 343 do MTE.
3. Estatuto social, original ou cópia autenticada em cartório, apro-
vado pela assembléia geral de fundação, que deverá indicar os ele-
mentos identificadores da representação pretendida, especialmente:
• a categoria ou categorias representadas;
• a base territorial.
Insta observar que o art. 8º, inciso II, da Constituição Federal de
1988, expressamente dispõe ser “vedada a criação de mais de uma
organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria
profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida
pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser
inferior à área de um município”. Já o art. 511 e parágrafos da Consoli-
dação das Leis Trabalhistas trazem a definição de categoria econômica
e profissional para fins de associação. Assim, o interessado em obter o
Registro Sindical deverá conjugar tais dispositivos, em conjunto com a
Portaria nº 343, de 4 de maio de 2000, para afastar-se da pretensão de
representar grupo que não constitua a categoria profissional ou econô-
mica.
4. Recibo de depósito, original ou cópia autenticada, em favor da
Coordenação-Geral de Logística e Administração – CGLA/MTE (conta
corrente nº 170500-8, do Banco do Brasil; Agência nº 3602-1, identifi-
cado sob o código-dv/finalidade nº 38001800001001-4), corresponden-
te ao recolhimento do valor relativo ao custo da publicação do pedido
no DOU, fixado na Portaria nº 375, de 23 de maio de 2000, em R$118,24
(cento e dezoito reais e vinte e quatro centavos). (Ver em modelos.)
É de se observar, ainda, que o Estado não intervirá sobre a conve-
niência ou oportunidade, por exemplo, do desmembramento ou da
desfiliação (formas de fundação de um novo sindicato), cabendo aos

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MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

próprios interessados definir a base territorial, que não pode ser inferior
a um município. Tal orientação é extraída de decisões reiteradas do
Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, fundadas no
princípio da liberdade sindical, garantido no art. 8º da Carta Magna.

Pedido de Alteração Estatutária


Ao pedido de alteração estatutária aplicam-se todas as regras que,
apresentadas até o presente momento, devam ser, necessariamente, ob-
servadas para o requerimento de Registro Sindical.
Entenda-se como alteração estatutária qualquer modificação de
representação pretendida pela entidade sindical na denominação, na
base territorial ou na categoria.
O pedido poderá ser formulado, conforme o modelo de requeri-
mento específico em anexo (ver em modelos). Observa-se erro freqüente
na convocação de assembléia para decidir a alteração estatutária quan-
do se convocam somente associados, e não a categoria, omitindo-se,
ainda, a nova base territorial.

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PEDIDO DE REGISTRO DE FEDERAÇÃO

Documentos Necessários
No pedido de Registro de Federação, deverão constar:
1. Cópias, originais ou autenticadas em cartório, do respectivo
estatuto e das atas da assembléia de cada sindicato constituin-
te da federação, das quais constarão a expressa autorização
para a fundação da nova entidade e para a respectiva filiação
à mesma, observando-se, no que se lhe aplicar, o exposto no
item intitulado “Pedido de Registro de Sindicato”; e ao que
determina o art. 534 da CLT.
2. Recibo de depósito, original ou cópia autenticada em cartório,
em favor da Coordenação-Geral de Logística e Administração –
CGLA/MTE (conta corrente nº 170500-8, do Banco do Brasil;
Agência nº 3602-1, identificado sob o código-dv/finalidade nº
38001800001001-4), correspondente ao recolhimento do va-
lor relativo ao custo da publicação do pedido no DOU, fixado
na Portaria nº 375, de 23 de maio de 2000, em R$118,24 (cento
e dezoito reais e vinte e quatro centavos). (Ver em modelos.)

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PEDIDO DE REGISTRO DE CONFEDERAÇÃO

Documentos Necessários
O interessado em obter o Registro de Confederação deverá juntar
ao pedido:
1. As cópias, originais ou autenticadas em cartório, do respectivo
estatuto social e das atas da assembléia do Conselho de Representantes
de cada federação, das quais constarão a expressa autorização para a
fundação da nova entidade e para a respectiva filiação à mesma, ob-
servando-se a Portaria nº 343 e ao que determina o art. 535 da CLT.
2. Recibo de depósito, original ou cópia autenticada em cartório,
em favor da Coordenação-Geral de Logística e Administração – CGLA/
MTE (conta corrente nº 170500-8, do Banco do Brasil; Agência nº 3602-
1, identificado sob o código-dv/finalidade nº 38001800001001-4), cor-
respondente ao recolhimento do valor relativo ao custo da publicação
do pedido no DOU, fixado na Portaria nº 375, de 23 de maio de 2000,
em R$118,24 (cento e dezoito reais e vinte e quatro centavos).

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MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

IMPUGNAÇÃO

1. Cabimento
A impugnação pode ser apresentada pela entidade sindical de
mesmo grau, cuja representação da categoria profissional ou econô-
mica coincida, no todo ou em parte, com a do requerente, dentro do
prazo de 30 (trinta) dias, contado da data da publicação do pedido de
registro no DOU. A publicidade do pedido se impõe para dar conheci-
mento do mesmo às entidades sindicais existentes que tenham interes-
se em impugná-lo.
As impugnações que forem conhecidas serão dirimidas pela via
consensual ou por intermédio do Poder Judiciário.

2. Encaminhamento
A impugnação deve ser formulada mediante requerimento, acom-
panhado dos documentos relacionados a seguir e entregue no Protoco-
lo Geral do Ministério do Trabalho e Emprego – Esplanada dos Ministé-
rios – Bloco “F” – Térreo – Brasília – DF, sendo vedada, terminante-
mente, a sua remessa por via postal.

3. Documentação Necessária
Os documentos que devem instruir a impugnação são:
3.1. Comprovante de Registro do Sindicato impugnante no Minis-
tério do Trabalho e Emprego (cópia de carta sindical ou certidão
de registro/MTE).
3.2. Recibo de depósito, original ou fotocópia autenticada, em
favor da Coordenação-Geral de Logística e Administração –
CGLA/MTE (conta corrente nº 170500-8, do Banco do Brasil; Agên-
cia nº 3602-1, identificado sob o código-dv/finalidade nº

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MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

38001800001001-4), correspondente ao recolhimento do valor


relativo ao custo da publicação de cada impugnação no DOU,
fixado na Portaria nº 375, de 23 de maio de 2000, em R$59,12
(cinqüenta e nove reais e doze centavos).

4. Exame de Admissibilidade
A Secretaria de Relações do Trabalho terá o prazo de 15 (quinze)
dias, contado do término do prazo para apresentação da impugnação,
para proceder ao exame de admissibilidade e submeter ao Ministro de
Estado do Trabalho e Emprego a proposta de decisão.
O exame da admissibilidade da impugnação compreende a aná-
lise dos seguintes elementos:
4.1. A tempestividade do pedido, ou seja, a sua apresentação no
Protocolo Geral do Ministério do Trabalho e Emprego, dentro do
prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da publicação do pedi-
do de registro, prazo este considerado conforme determina o art.
125 do Código Civil Brasileiro.
4.2. A representatividade do impugnante.
Nota: Somente poderá apresentar impugnação a entidade sindical
do mesmo grau, cuja representatividade, ou seja, base e catego-
ria coincidam, no todo ou em parte, com a do requerente, para
“evitar as impugnações meramente protelatórias ou destituídas
de fundamento ” (Parecer CJ/MTb nº 659/97, c/c a Portaria nº 343,
de 4.5.2000).
4.3. A comprovação do registro do impugnante no Ministério do
Trabalho e Emprego.
Nota: Aceita-se, relativamente ao período de 3 de novembro de
1988 a 19 de fevereiro de 1990, o Registro da Entidade Sindical
impugnante feito em Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídi-
cas, uma vez que nesse período não havia no Ministério do Traba-
lho e Emprego normas vigentes que dispunham sobre o Registro
Sindical.

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MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

4.4. A comprovação do recolhimento da importância correspon-


dente ao custo da publicação no DOU, por meio do recibo de
depósito, em favor da Coordenação-Geral de Logística e Admi-
nistração – CGLA/MTE (conta corrente nº 170500-8, do Banco do
Brasil; Agência nº 3602-1, identificado sob o código-dv/ finalida-
de nº 38001800001001-4). correspondente ao recolhimento do
valor relativo ao custo de publicação de cada impugnação no
DOU, fixado pela Portaria nº 375, de 23 de maio de 2000, em
R$59,12 (cinqüenta e nove reais e doze centavos).

5. Acolhimento da Impugnação
No caso de a impugnação ser conhecida, o Registro não será
concedido, devendo as partes interessadas solucionarem o conflito
consensualmente ou por intermédio do Poder Judiciário (art. 7º, caput,
da Portaria nº 343/2000).
Até que o Ministério do Trabalho e Emprego receba a notificação
do inteiro teor do acordo ou da sentença judicial final que decidir a
controvérsia, o pedido de registro ficará sobrestado (o parágrafo único
do art. 7º da Portaria nº 343/2000).
Se a solução do conflito for por acordo e a desistência vier assina-
da por representante que não seja o mesmo da época do pedido de
impugnação, a sua assinatura deverá ser reconhecida em cartório ou
ser acompanhada de ata, autenticada, de posse da atual diretoria.
Se do acordo resultar exclusão de categoria ou base territorial, o
impugnado deverá promover nova assembléia, na forma que determina
a Portaria nº 343/00, para ratificação do acordo realizado e protocolar
essa nova documentação.
Não sendo interpostas as impugnações ou quando estas não fo-
rem conhecidas, ou ainda, após o recebimento de notificação de acor-
do ou decisão judicial final, a Secretaria de Relações do Trabalho sub-
meterá ao Ministro de Estado a proposta de concessão de registro.

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MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Outros Requerimentos
Em todo e qualquer requerimento, assim como na juntada de do-
cumentos, dos processos em andamento, os interessados deverão indi-
car o nome da entidade e o número do protocolo do seu Processo de
Registro ou dados referentes a sua carta sindical.
O requerimento de documentos oficiais deverá ser feito pelo pre-
sidente da entidade, ou por pessoa expressamente autorizada pelo mes-
mo, por meio de procuração ou declaração, e entregue no Protocolo
Geral do Ministério do Trabalho e Emprego – Esplanada dos Ministérios,
Bloco “F”, Térreo, Brasília – DF.
A Certidão de Registro Sindical de processos em trâmite é
expedida, rotineiramente, após a publicação da concessão do registro,
não necessitando de requerimento do interessado.
No que se refere à entrega de documentos pela Secretaria de
Relações do Trabalho, a mesma somente poderá ser feita ao interessado
ou à(s) pessoa(s) expressamente autorizada(s) pelas entidades requerentes.

Publicação do Registro
A Secretaria de Relações do Trabalho providenciará a publicação
no DOU dos atos relativos a sobrestamento, arquivamento, admissibilidade
de impugnação e registro, no prazo de até 30 (trinta) dias da lavratura
do ato respectivo.

Expedição de Certidão de Registro Sindical


Os processos em trâmite, após a segunda publicação no DOU,
onde há concessão do respectivo registro, já têm expedidas suas certi-
dões, independentemente de requerimento do interessado. Se o regis-
tro, no entanto, ocorreu sob a vigência de normas anteriores, o interes-
sado deverá requerer a sua certidão.

25
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Todas as atuais certidões são expedidas com prazo de validade de


2 (dois) anos (Portaria nº 01, de 3.5.2001), tendo em vista que os constan-
tes registros por desmembramento modificam a representação da entida-
de mais antiga, assim como decisões judiciais supervenientes, alteram a
situação de regularidade da mesma no CNES. Não havendo alterações
posteriores nos respectivos registros, é expedida nova certidão.

Conversão de Arquivamentos em Registros


Os “arquivamentos de pedidos de registros”, efetuados com base
na Instrução Normativa nº 09, de 21 de março de 1990, e na Instrução
Normativa nº 01, de 27 de agosto de 1991, foram convertidos pela Ins-
trução Normativa nº 01, de 17 de julho de 1997, em registros, nos casos
em que não havia pendência, judicial ou extrajudicial, de solução de
conflito de interesses.

Processos em Curso
A Portaria nº 343, de 4 de maio de 2000, aplica-se a todos os
processos em curso no Ministério do Trabalho e Emprego.
Somente os atos praticados no processo de pedido de Registro
Sindical, em observância ao disposto nas instruções normativas anterio-
res, anexas ao presente Manual, que já estavam concluídos, perfeitos e
acabados, quando foi expedida a Portaria nº343/00, de 4 de maio de
2000, não serão revistos e/ou interpretados segundo esse novo instru-
mento.

Problemas mais Comuns Verificados quanto à Instrução dos


Processos de Pedido de Registro de Fundação e de Alteração
Estatutária de Sindicatos
O principal motivo de retardamento dos processos de pedido de
registro de fundação e de alteração estatutária das entidades sindicais
é quanto à inadequação da documentação que instrui o pedido.
Exemplificamos aqui os erros mais freqüentes detectados em aná-
lise dos processos acima mencionados:

26
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

I – o edital não convoca toda(s) a(s) categoria(s) descrita(s) no


estatuto para aprovar a fundação da entidade;
II – em caso de extensão da base, o edital não convoca todos os
municípios para os quais pretende estender a base;
III – em caso de extensão da representação, a entidade sindical
não convoca a categoria ou categorias às quais pretende re-
presentar;
IV – o edital convoca só os associados ou apenas aqueles
quites com obrigações sociais ou com a tesouraria, quando de-
veria convocar toda(s) a(s) categoria(s), pois sindicato no sistema de
unicidade sindical representa todos os integrantes da categoria;
V – o edital convoca uma determinada categoria, e o estatuto
aprovado inclui categorias não convocadas no edital;
VI – o edital convoca a categoria de uma determinada base
territorial e inclui no estatuto municípios que não foram convocados por
meio do mesmo instrumento;
VII – o interessado inclui no edital de convocação e no estatuto
da entidade sindical, localidades (municípios criados e não instalados,
distritos, vilas) que não são municípios, ou seja, não constam da lista
oficial publicada no DOU pelo IBGE;
VIII – o interessado publica o edital no DOE ou DOU e apenas no
jornal de circulação regional, não publicando no jornal de circulação
estadual;
IX – encaminha cópias incompletas (sem a identificação do jornal
e/ou da data de circulação do mesmo), ilegíveis e sem autenticação;
X – encaminha o edital com a matéria recortada e montada;
XI – os editais não obedecem ao prazo mínimo estabelecido na
Portaria nº 343/00, entre a publicação do edital e a realização da as-
sembléia;
XII – o interessado convoca a categoria para aprovar a alteração
da denominação usando a nova denominação, antes da aprovação da
assembléia;

27
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

XIII – o interessado não indica no seu pedido de registro de alteração


estatutária a origem da entidade no Ministério, se detém carta sindical
ou registro anterior.

Problemas mais Comuns Verificados Quanto à Instrução dos


Processos de Pedido de Registro de Fundação de Federação
ou Confederação
O principal motivo de retenção de processo de pedido de registro
de fundação de federação ou confederação são os seguintes:
I – o interessado não encaminha os editais e as atas dos sindicatos
fundadores da Federação, com a autorização expressa da categoria
para a fundação da mesma e a sua filiação, de acordo com o art. 2º da
Portaria nº 343/00;
II – o interessado não informa a origem dos sindicatos ou das fe-
derações fundadoras da federação ou confederação, respectivamente;
III – não encaminha os editais e a ata do Conselho de Represen-
tantes de cada federação, constituinte da confederação, em que conste
expressamente autorização para a sua fundação e a sua filiação;
IV – sindicatos ou federações fundadores das novas entidades,
não estão registrados neste Ministério.

Procedimentos para Concessão/Alteração do Código Sindical


Com a segunda publicação no DOU, efetivando a concessão do
registro, a nova entidade receberá certidão comprobatória de sua regu-
laridade expedita pela Secretaria de Relações do Trabalho, estando a
mesma apta a requerer o código sindical, conforme dispõe a Portaria nº
896, de 14 de julho de 1993.
Antes da Constituição Federal de 1988, a Comissão de
Enquadramento Sindical fazia a vinculação da nova entidade a outra
imediatamente superior, determinando o seu posicionamento dentro do
quadro anexo ao art. 577 da CLT. Em decorrência da liberdade sindical,
garantida pela atual Constituição, foi extinta a referida comissão, ces-

28
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

sando a competência deste Ministério para fazer o enquadramento sin-


dical oficial.
Assim, o representante legal da entidade deverá protocolizar, no
MTE, o requerimento de código sindical, instruído com cópia de sua
carta sindical ou de sua Certidão de Registro, declarando a sua filiação
à entidade de grau imediatamente superior, ou informar expressamente
a sua não-filiação. Dessa forma, o sindicato manifesta-se em relação à
federação, e esta em relação à confederação.
A entidade de grau superior, indicada pelo requerente, deverá
possuir carta sindical ou registro neste Ministério, devendo constar no
requerimento os seus dados (número do processo de registro ou número
de livro e página da carta sindical).
No caso de alteração de filiação, a entidade deverá juntar, além
dos documentos acima referidos, a ata da assembléia da categoria que
decidiu pela desfiliação/filiação.
Preenchidos os requisitos acima, a Secretaria de Relações do Tra-
balho expedirá ofício à Caixa Econômica Federal – CAIXA autorizando
o referido código sindical.
O interessado, de posse da informação do número do ofício
autorizativo de seu código, procurará a gerência da CAIXA local, onde
detiver a sua conta corrente, e solicitará a mesma que lhe informe o
número de seu código sindical.

Contribuição Sindical Urbana


Têm os sindicatos, como maior fonte de receitas, a contribuição
sindical, anteriormente denominada de imposto sindical.
Com fundamento jurídico atual na Constituição Federal de 1988
(art. 8º, parte final do inciso IV c/c o art. 149), em que esta recepcionou
os arts. 578 a 610 da CLT, tem a contribuição sindical natureza jurídica
tributária, não se confundindo com a contribuição confederativa (art. 8º, IV,
primeira parte da CF/88), nem com a contribuição assistencial (art. 513,

29
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

alínea “e”, da CLT), e, muito menos, não podemos confundi-la com a


mensalidade dos sócios do sindicato (art. 548, alínea “b”, da CLT).
É, portanto, compulsória e imposta a todas àquelas pessoas previstas
na CLT como sujeito passivo, quer seja empregado, quer seja emprega-
dor, quer seja a atividade urbana, quer seja a atividade rural. Sua
obrigatoriedade impõe-se, também, aos empregados autônomos e pro-
fissionais liberais.

Informações sobre o Andamento de Processo


O requerente poderá obter informações sobre o andamento do
processo de concessão de Registro Sindical por meio dos telefones (0xx61)
317-6222 ou 317-6258, bastando, para isso, fornecer o número do protocolo
do pedido, ou por consulta pela Internet, na página deste Ministério, ob-
servando as seguintes instruções:
1. Acessar o endereço: http://.www.mte.gov.br.
2. Clicar em: CONSULTA ENTIDADE SINDICAL ou em SERVI-
ÇOS.
3. Digitar o número do processo de registro sem o ponto e barra,
com os quatro dígitos do ano. Ex. 460000088552001, e, em segui-
da, clicar em PROCURAR.
3.1. Se o interessado for impugnante poderá acessar a consulta
pelo número do protocolo de sua impugnação.
3.2. Se houver acordo de desistência de impugnação, o acesso
poderá ser feito, também, pelo número do protocolo.
3.3. Outros números de protocolo, tais como: juntada de docu-
mentos, pedidos de certidões, de código sindical, solicitação
de informações, etc. não estão cadastrados nesta base de da-
dos e não permitem o acesso a consultas.
4. No resultado da pesquisa, aparecerá o andamento do processo
acompanhado de legenda explicativa.

30
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

LEGISLAÇÃO PERTINENTE

PORTARIA Nº 343, DE 4 DE MAIO DE 2000, COM REDAÇÃO


DA PORTARIA Nº 376, DE 23 DE MAIO DE 2000
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso
das atribuições que lhe confere o art. 87, inciso II, da Constituição Fe-
deral,
RESOLVE:
Art. 1º O pedido de Registro Sindical, dirigido ao Ministro de Esta-
do do Trabalho e Emprego, indicará o endereço completo do requeren-
te e será:
I – remetido por via postal, com Aviso de Recebimento – AR à
Esplanada dos Ministérios, Bloco “F”, Térreo, CEP: 70059-902, Brasília –
DF; ou
II – entregue no Protocolo Geral do Ministério do Trabalho e Emprego,
no mesmo endereço.
Art. 2º O pedido de Registro Sindical será instruído com os se-
guintes documentos autênticos:
I – edital de convocação dos membros da categoria para a as-
sembléia geral de fundação da entidade, publicado com antecedência
mínima de 10 (dez) dias de sua realização, prazo que será majorado
para 30 (trinta) dias, quando a entidade interessada tiver base
territorial interestadual ou nacional, nos seguintes veículos de
comunicação impressa: (*)
a) em jornal diário de grande circulação no estado ou estados
abrangidos pela pretensa base territorial, e, também, se hou-
ver em jornal de circulação no município ou região da preten-
dida base territorial;
b) no DO dos estados ou da União.

31
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

II – ata da assembléia geral a que se refere o inciso anterior;


III – cópia do estatuto social, aprovado pela assembléia geral,
que deverá conter os elementos identificadores da representação pre-
tendida, em especial:
a) a categoria ou categorias representadas, nos termos do art. 511
da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT;
b) a base territorial.
IV – recibo de depósito, em favor do Ministério do Trabalho e
Emprego, relativo ao recolhimento da importância correspondente ao
custo das publicações no DOU, cujo valor será indicado em portaria
ministerial.
Art. 3º O pedido de registro de federação e de confederação será
instruído com cópias autenticadas do respectivo estatuto e das atas da
assembléia de cada sindicato constituinte da federação ou do Conselho
de Representantes de cada federação constituinte da confederação, das
quais constarão a expressa autorização para a fundação da nova enti-
dade e para a respectiva filiação a ela, aplicando-se, no que couber, o
prescrito no artigo anterior.
Art. 4º A Secretaria de Relações do Trabalho terá o prazo de 60
(sessenta) dias, a contar da data de protocolo do pedido, para verificar a
instrução do processo e publicar o pedido de registro no DOU ou notificar
o requerente, mediante AR, a cumprir e eventuais exigências.
§ 1º Na análise do pedido, examinar-se-á, preliminarmente, se o
requerente atende, quanto à representatividade, ao disposto nos arts.
511, 534 e 535, caput, da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT,
conforme o caso, sob pena de arquivamento.
§ 2º O requerente terá o prazo de 30 (trinta) dias para cumprir a(s)
exigência(s), contado da data de juntada aos autos do comprovante de
entrega do Aviso de Recebimento.
§ 3º Decorrido o prazo de que trata o § 2º, sem que o requerente
tenha cumprido a(s) exigência(s), o pedido será declarado inepto e, a
seguir, arquivado.

32
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art. 5º A entidade sindical de mesmo grau, cuja representatividade


coincida, no todo ou em parte, com a do requerente, terá o prazo de 30
(trinta) dias para apresentar impugnação, contado da data da publica-
ção de que trata o caput do artigo anterior. (*)
§ 1º A impugnação será feita mediante requerimento entregue no
Protocolo Geral do Ministério do Trabalho e Emprego, vedada a interpo-
sição por via postal, e será instruída com os documentos a seguir indi-
cados: (*)
a) comprovante de registro do impugnante no Ministério do Tra-
balho e Emprego;
b) recibo de depósito, em favor do Ministério do Trabalho e Emprego,
relativo ao recolhimento da importância correspondente ao
custo da publicação no DOU, cujo valor será indicado em
Portaria Ministerial.
§ 2º (revogado); (**)
Art. 6º Findo o prazo a que se refere o art. 5º, a Secretaria de
Relações do Trabalho terá 15 (quinze) dias para proceder ao exame de
admissibilidade das impugnações apresentadas e submeter ao Ministro
de Estado a proposta de decisão.
Parágrafo único. O exame de admissibilidade da impugnação res-
tringir-se-á à tempestividade do pedido, à representatividade do
impugnante, nos termos do caput do art. 5º, à comprovação de seu re-
gistro no Ministério do Trabalho e Emprego e de recolhimento do valor
relativo ao custo da publicação, não cabendo a este Ministério anali-
sar ou intervir sobre a conveniência ou oportunidade do desmembra-
mento, desfiliação, dissociação ou situações assemelhadas. (*)
Art. 7º No caso de a impugnação ser conhecida, o registro não
será concedido, cabendo às partes interessadas dirimir o conflito pela
via consensual ou por intermédio do Poder Judiciário.
Parágrafo único. Até que o Ministério do Trabalho e Emprego seja
notificado do inteiro teor do acordo ou da sentença final que decidir a
controvérsia, o pedido de registro ficará sobrestado.

33
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art. 7º-A No caso de não ter sido interposta impugnação ao térmi-


no do prazo a que se refere o art. 5º, ou quando essa não for conhecida,
ou, ainda, após o recebimento da notificação a que se refere o parágrafo
único do art. 7º, a Secretaria de Relações do Trabalho submeterá ao
Ministro de Estado a proposta de concessão de registro. (**)
Art. 8º Aplica-se o disposto nesta Portaria, no que couber, aos pe-
didos de modificação da representação, tais como alteração da(s)
categoria(s) representada(s) ou da base territorial abrangida,
desmembramento, fusão e outros.
Art. 9º A Secretaria de Relações do Trabalho providenciará a pu-
blicação, no DOU, dos atos relativos a sobrestamento, arquivamento,
admissibilidade de impugnação e registro, no prazo de até 30 (trinta)
dias da lavratura do ato.
Art. 10. Esta Portaria se aplica a todos os processos em curso nes-
te Ministério.
Art. 11. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 12. Revoga-se a Instrução Normativa nº 01, de 17 de julho de
1997.

FRANCISCO DORNELLES

(*) Alteração na redação feita pela portaria nº 376, publicada no DOU de 24.5.00, seção I, p. 15.
(**) Acréscimo ou revogação feita pela portaria nº 376, publicada no DOU de 24.5.00, seção I,
p.15.

34
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 376, DE 23 DE MAIO DE 2000


O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO Interi-
no, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, inciso II, da Consti-
tuição Federal, e tendo em vista a Portaria nº 343, de 4 de maio de
2000,
RESOLVE:
Art. 1º O inciso I do art. 2º da Portaria nº 343, de 4 de maio de
2000, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 2º............................................................................................
........................................................................................................
I – edital de convocação dos membros da categoria para a as-
sembléia geral de fundação da entidade, publicado com antece-
dência mínima de 10 (dez) dias de sua realização, prazo que será
majorado para 30 (trinta) dias quando a entidade interessada tiver
base territorial interestadual ou nacional, nos seguintes veículos
de comunicação impressa:” (NR)
Art. 2º O art. 5º da Portaria nº 343, de 2000, passa a vigorar com a
seguinte redação, revogando-se o seu § 2º:
“Art. 5º A entidade sindical de mesmo grau, cuja representatividade
coincida, no todo ou em parte, com a do requerente, terá o prazo
de 30 (trinta) dias para apresentar impugnação, contado da data
da publicação de que trata o caput do artigo anterior.”
§1º A impugnação será feita mediante requerimento, entregue no
Protocolo Geral do Ministério do Trabalho e Emprego, vedada a
interposição por via postal, e será instruída com os documentos a
seguir indicados:
................................................................................................’(NR)
§2º (Revogado)”

35
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art. 3º O parágrafo único do art. 6º da Portaria nº 343, de 2000,


passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 6º ............................................................................................
.........................................................................................................
Parágrafo único. O exame de admissibilidade da impugnação res-
tringir-se-á à tempestividade do pedido, à representatividade do
impugnante, nos termos do caput do art. 5º, à comprovação de
seu registro no Ministério do Trabalho e Emprego e de recolhi-
mento do valor relativo ao custo da publicação, não cabendo a
este Ministério analisar ou intervir sobre a conveniência ou a opor-
tunidade do desmembramento, desfiliação, dissociação ou situa-
ções assemelhadas.” (NR)
(Fls. 02 da Portaria nº 376, de 23 de maio 2000)
Art. 3º A Portaria nº 343, de 2000, passa a vigorar acrescido do
seguinte artigo:
“Art. 7º-A No caso de não ter sido interposta impugnação ao tér-
mino do prazo a que se refere o art. 5º, ou quando essa não for
conhecida, ou, ainda, após o recebimento da notificação a que se
refere o parágrafo único do art. 7º, a Secretaria de Relações do
Trabalho submeterá ao Ministro de Estado a proposta de conces-
são de registro.” (NR)
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO JOBIM FILHO

36
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 375, DE 23 DE MAIO DE 2000


O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO INTERI-
NO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, inciso II, da Cons-
tituição Federal, e tendo em vista a Portaria Ministerial nº 343 de 4 de
maio de 2000,
RESOLVE:
Art. 1º Fixar os valores relativos ao custo das publicações de que
tratam o art. 2º, IV, art. 5º § 1º e art. 9º da Portaria nº 343, de 4 de maio
de 2000, na seguinte forma:
I – em R$118,24 (cento e dezoito reais e vinte e quatro centavos),
referentes à publicação do pedido de registro, que equivalerá a 8 (oito)
espaços do gabarito da Imprensa Nacional;
II – em R$59,12 (cinqüenta e nove reais e doze centavos), referentes
à publicação de cada impugnação, que equivalerá a 4 (quatro) espaços do
gabarito da Imprensa Nacional.
III – em R$59,12 (cinqüenta e nove reais e doze centavos), referentes
à publicação da concessão do registro, que equivalerá a 4 (quatro) espaços
do gabarito da Imprensa Nacional.
Parágrafo único. Os depósitos serão feitos em favor da Coordena-
ção-Geral de Logística e Administração – CGLA/MTE, conta corrente
nº 170500-8, Agência nº 3602-1, do Banco do Brasil, identificados sob o
código-dv/finalidade nº 38001800001001-4.
Art. 3º Esta Portaria se aplica a todos os processos em curso neste
Ministério, referentes a pedidos de Registro Sindical.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º Revoga-se a Portaria nº 570, de 17 de julho de 1997.

PAULO JOBIM FILHO

37
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 310, DE 5 DE ABRIL DE 2001


O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso
das atribuições que lhe confere o art. 87, inciso II, da Constituição Fe-
deral, e tendo em vista o disposto na Portaria/MTE n º 343, de 4 de maio
de 2000,
RESOLVE:
Art. 1º Delegar competência ao Secretário-Executivo para deci-
dir os pedidos de Registro Sindical, nos termos do art. 6º da Portaria
MTE n º 343, de 4 de maio de 2000.
Art. 2º Delegar competência ao Secretário de Relações do Traba-
lho para decidir as questões relativas a arquivamento, admissibilidade
de impugnação e sobrestamento de pedido de Registro Sindical, nos
termos da Portaria MTE nº 343, de 4 de maio de 2000.
Art. 3º Convalidar todos os atos referentes ao Registro Sindical
praticados pelo Secretário-Executivo ou por quem o tenha substituído
no período compreendido entre 11 de agosto de 2000 e a publicação
desta Portaria.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º Revogam-se as Portarias nos 349, de 11 de maio de 2000, e
611, de 10 de agosto de 2000.

FRANCISCO DORNELLES

38
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 01, DE 3 DE MAIO DE 2001


O SECRETÁRIO DAS RELAÇÕES DO TRABALHO, no uso das atri-
buições que lhe confere a Portaria nº 765, de 11 de outubro de 2000,
RESOLVE:
Art. 1º Aprovar o novo modelo de Certidão de Registro Sindical,
na forma do anexo I. (*)
Art. 2º Estabelecer a validade de 2(dois) anos para a referida Cer-
tidão, devendo a mesma ser renovada findo este prazo.
Art. 3º A entidade sindical, antes de 5 de outubro de 1988, perma-
nece com a sua representação atestada por meio de carta sindical
expedida à época.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MURILO DUARTE DE OLIVEIRA

39
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 896, DE 14 DE JULHO DE 1993

Dispõe sobre o fornecimento do Código de


Entidade Sindical para fins de arrecadação e
distribuição da contribuição sindical, prevista
na Consolidação das Leis de Trabalho – CLT.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO, no uso da atribuição


que lhe confere o art. 913 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT,
aprovado pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943,
considerando que a Constituição Federal proibiu a interferência e
a intervenção do Estado na organização sindical, e atribuiu aos traba-
lhadores e empregadores interessados a competência para definir o
âmbito da representação da categoria e a respectiva base territorial
(art. 8º, incisos I e II);
considerando que, em fase deste preceito constitucional, cessou
a competência do Ministério do Trabalho para reconhecer entidades
sindicais e proceder ao respectivo enquadramento, razão pela qual foi
extinta a Comissão de Enquadramento Sindical;
considerando que a Caixa Econômica Federal continua sendo o
órgão que mantém o controle operacional de arrecadação e distribui-
ção da contribuição sindical, de acordo com os arts. 586, 588 e 589 da
Consolidação das Leis do Trabalho,
RESOLVE:
Art. 1º O Ministério do Trabalho informará à Caixa Econômica
Federal, nos 60 (sessenta) dias posteriores à publicação do despacho de
inclusão no Arquivo de Entidades Sindicais Brasileiras – AESB, a rela-
ção das entidades não impugnadas, para que sejam a estas fornecidos
os respectivos códigos de arrecadação da contribuição sindical.
Parágrafo único. A Caixa Econômica Federal estruturará o código
da entidade sindical e o informará à parte interessada.

40
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art. 2º Os conflitos intersindicais que surgirem, relativos à contri-


buição sindical, serão dirimidos pelos interessados, por via consensual
ou judicial.
Art. 3º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação,
revogando-se os itens 5, 6, 7 e 8, da Portaria nº 3.504, de 29 de dezem-
bro de 1978.

WALTER BARELLI

41
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

LEGISLAÇÃO ANTERIOR EM ORDEM CRONOLÓGICA

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 05, DE 15 DE


FEVEREIRO DE 1990
(Revogada expressamente pela Instrução
Normativa nº 09, de 21 de março de 1990)

Dispõe sobre o registro de entidades sindicais.

A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO, no uso de suas atri-


buições que lhe são conferidas pelo art. 87, II da Constituição Federal,
considerando dar cumprimento à decisão no Mandado de Segu-
rança nº 29/DF do Egrégio Superior Tribunal de Justiça sobre registro de
entidades sindicais que determinou ao Ministro do Trabalho: “que exa-
mine o pedido de registro dos sindicatos que lhe forem submetidos e, à
vista dos elementos apresentados, defira-os ou indefira-os, com vistas
ao controle do atendimento do disposto no art. 8º inciso II da Constitui-
ção Federal”, fica determinado o processamento dos pedidos das enti-
dades sindicais para efeito do registro previsto no art. 8º inciso I da
Carta Magna e, para tanto,
RESOLVE:
I – o pedido de registro será instruído com:
a) requerimento dirigido à Ministra do Trabalho, especificando se
a entidade já obteve registro em cartório e código junto à Cai-
xa Econômica Federal para efeito do recolhimento da contri-
buição sindical;
b) ata da assembléia de constituição;
c) cópia dos estatutos;

42
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

d) declaração do requerente para o efeito do disposto no art. 8º


inciso II da Constituição Federal indicando a base territorial
que será definida pelos trabalhadores ou empregadores
interessados.
II – o pedido deverá esclarecer se se trata de criação de sindicato
novo ou, nos termos previstos na CLT art. 571, de desdobramento, de
descentralização de categorias, de criação de categorias diferencia-
das previstas no art. 511, § 3º da CLT, ou de categorias de empresas
industriais do tipo artesanal de acordo com o art. 574 do mesmo diplo-
ma legal;
III – faculta-se aos sindicatos, que após a Constituição Federal de
1988 se constituíram por meio de registro em Cartório de Pessoas Jurídi-
cas ou Cartório de Títulos e Documentos, apresentarem seus pedidos
para efeito de convalidação, que serão processados nos termos desta
Instrução;
IV – os pedidos de registro de entidade sindical protocolizados no
Ministério do Trabalho, ou nos seus órgãos regionais, deverão ser pro-
cessados de acordo com esta Instrução Normativa;
V – sendo atribuição da Ministra do Trabalho tão-somente a con-
cessão do registro de entidades sindicais em caráter provisório, até que
lei disponha de outra forma, as controvérsias surgidas desse ato devem
ser dirimidas entre os diretamente interessados pelo Poder Judiciário.

DOROTHEA WERNECK

43
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 09, DE 21 DE MARÇO DE 1990


(Revogada expressamente pela Instrução
Normativa nº 01, de 27 de agosto de 1991)

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E DA PREVIDÊNCIA


SOCIAL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 87,
inciso II, da Constituição Federal,
considerando a falta de regulamentação legal para efetuar o re-
gistro de que fala o art. 8º inciso I da Constituição Federal, bem como a
ausência de expressa competência legal do Ministério do Trabalho e da
Previdência Social, criado pela Medida Provisória nº 150 de 15 de mar-
ço de 1990;
considerando a extinção do cargo de Ministro do Trabalho, con-
forme art. 25 da Medida Provisória nº 150/90,
RESOLVE:
I – é criado, em caráter provisório, o Arquivo de Entidades Sindicais
Brasileiras, no Ministério do Trabalho e da Previdência Social, vinculado à
Secretaria Nacional do Trabalho;
II – o pedido de arquivo deverá ser dirigido ao Ministro de Estado
do Trabalho e da Previdência Social mediante requerimento, competin-
do à entidade requerente satisfazer os requisitos constitucionais, espe-
cialmente:
a) apresentação de ata da assembléia de constituição;
b) cópia dos estatutos;
c) declaração do requerente para efeito do disposto no art. 8º,
inciso II, da Constituição Federal, indicando a base territorial
que será definida pelos trabalhadores ou empregadores
interessados;
d) esclarecimento se se trata de criação de Sindicato novo ou,
nos termos previstos pela CLT art. 571, de desdobramento, de

44
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

descentralização de categorias, de criação de categorias dife-


renciadas previstas no art. 511 § 3º da CLT, ou de categorias de
empresas industriais do tipo artesanal, de acordo com o art.
574 do mesmo diploma legal;
e) apresentação de Certidão do Registro da criação da Entidade,
passada por Cartório;
f) apresentação, se houver, do código junto à Caixa Econômica
Federal.
III – a partir da publicação no DOU dos pedidos de arquivamento
de entidades sindicais, terão os terceiros interessados o prazo de 7(sete)
dias para apresentarem impugnação perante a Secretaria Nacional do
Trabalho/ MTPS;
IV – ficam submetidos a esta Instrução Normativa todos os regis-
tros expedidos pelo Ministério do Trabalho sob a égide da Instrução
Normativa ora revogada;
V – para fins de adequação dos registros realizados sob o comando
da Instrução Normativa nº 05/90, a publicação da relação anexa ( publicada
do DOU do dia 22 de março de 1990, Seção I, pág. 5.857) abre prazo,
conforme disposto no item III, para a impugnação;
VI – as controvérsias surgidas pela ocorrência de impugnação
devem ser dirimidas entre os diretamente interessados pelo Poder Judi-
ciário;
VII – na ocorrência de impugnação, os autos do pedido serão en-
tregues ao requerente, independentemente de translado, e cópias aos
impugnantes;
VIII – esta Instrução Normativa entra em vigor nesta data, revo-
gando a Instrução Normativa nº 05, de 15 de fevereiro de 1990.

ANTÔNIO MAGRI

45
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 27 DE


AGOSTO DE 1991
(Alterada pela instrução Normativa nº 02, de 1º de
setembro de 1992)

Dispõe sobre o Arquivo de Entidades Sindicais


Brasileiras – AESB.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E DA PREVIDÊNCIA


SOCIAL, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, inciso II, da
Constituição Federal,
considerando que a Constituição Federal/88 proíbe a interferên-
cia e a intervenção do Estado na organização sindical, mas ressalva
que as entidades sindicais devem ser registradas no órgão competente,
o qual não foi ainda definido por lei;
considerando que o egrégio Superior Tribunal de Justiça por jurispru-
dência predominante vem decidindo que não pode o Poder Público estabe-
lecer condições ou restrições para a criação de associação sindical e que,
na ausência de lei complementar, o registro competente é o das pessoas
jurídicas (MS 189-DF, MS 362-DF e MS 435-DF, dentre outros);
considerando, ainda, que o egrégio Superior Tribunal de Justiça
fixou jurisprudência no sentido de que o depósito de atos constitutivos
de associações sindicais, no Arquivo de Entidades Sindicais Brasileiras
-AESB, deste Ministério, não tem caráter autorizativo de funcionamen-
to, nem significa interferência vedada na Constituição, e que, havendo
impugnação de terceiros interessados, deverão as partes dirimir a con-
trovérsia em juízo (MS 362-DF, MS 448-DF, MS 457-DF, MS 458-DF,
MS 474-DF e outros);
considerando que, pela Instrução Normativa nº 09, de 21 de mar-
ço de 1990, foi criado neste Ministério, em caráter provisório, com fina-

46
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

lidade meramente cadastral, o Arquivo de Entidades Sindicais Brasilei-


ras – AESB, até que a lei viesse a regulamentar a matéria e estabelecer
em definitivo o procedimento para constituição desses órgãos repre-
sentativos;
considerando, finalmente, a necessidade de esclarecer e de aper-
feiçoar o processamento dos pedidos de arquivamento e impugnação
de entidades sindicais no AESB,
RESOLVE:
Art. 1º A entidade sindical interessada em ser incluída no Arquivo
de Entidades Sindicais Brasileiras – AESB deverá dirigir requerimento
neste sentido ao Ministro de Estado do Trabalho e da Previdência Social,
indicando a categoria que pretenda representar e os municípios que
comporão sua respectiva base territorial.
Art. 2º O requerimento será instruído com os seguintes documen-
tos autênticos, sob pena de indeferimento:
a) edital de convocação da categoria para a criação da entidade
sindical ou a alteração de seu estatuto social, publicado em
jornal de circulação na base territorial;
b) ata da assembléia geral que aprovou a fundação da entidade
sindical ou a alteração de seu estatuto social;
c) estatuto social;
d) comprovante fornecido pelo respectivo cartório de que o esta-
tuto social ou sua alteração foram inscritos no Registro Civil de
Pessoas Jurídicas.
Art. 3º Após instruído com os documentos autênticos referidos no
art. 2º, o requerimento deverá ser:
a) remetido por via postal ao endereço Esplanada dos Ministérios,
Bloco F, CEP 70.040 – Brasília/DF; ou
b) protocolizado no Protocolo Geral deste Ministério, no mesmo
endereço.

47
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art. 4º Após verificada a perfeita instrução do processo, o Secre-


tário Nacional do Trabalho determinará a inclusão da entidade reque-
rente no AESB, mediante despacho publicado no DOU.
Parágrafo único. A inclusão de entidade sindical no AESB não cons-
titui ato concessivo de personalidade jurídica, ou de caráter homologatório,
nem se destina a conferir ao requerente legitimidade para representar a
categoria. É ato meramente cadastral, para o fim de tornar pública a exis-
tência da entidade e servir como fonte unificada de dados a que os
interessados poderão recorrer como elemento documental para dirimir
suas controvérsias, por si mesmas ou junto ao Poder Judiciário.
Art. 5º. A entidade sindical, cuja categoria e base territorial sejam
coincidentes com as de entidade sindical incluída no AESB, poderá im-
pugnar o arquivamento desta, no prazo de 7 (sete) dias, a contar da data
da publicação no DOU do despacho a que se refere o artigo anterior.
§ 1º A impugnação poderá ser feita mediante requerimento ao
Ministro de Estado do Trabalho e da Previdência Social, veiculado por
um dos seguintes meios:
a) fac-símile (0xx61) 226-1456, telex (0xx61) 1504 ou telegrama,
desde que contenham firma reconhecida e esta circunstância
seja reproduzida na transmissão do documento;
b) remetido por via postal ao endereço Esplanada dos Ministérios,
Bloco F, CEP 70.040 – Brasília – DF; ou
c) protocolizado no Protocolo Geral deste Ministério, no mesmo
endereço.
§ 2º A tempestividade da impugnação será verificada pela data
de recebimento do fac-símile, do telex ou telegrama, pela data da
postagem ou da protocolização do requerimento.
§ 3º A contagem do prazo referido no art. 5º será feita como previsto
no art. 125 do Código Civil, excluindo o dia da publicação e incluindo o
dia do vencimento. Se este cair em dia feriado, considerar-se-á prorro-
gado o prazo até o primeiro dia útil que se seguir.

48
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art. 6º O Secretário Nacional do Trabalho, observadas as condi-


ções mencionadas no artigo anterior, por despacho publicado no DOU,
dará a conhecer a impugnação para que as partes interessadas tomem
conhecimento do conflito de interesses e procurem dirimi-lo pela via
consensual ou por intermédio do Poder Judiciário.
§ 1º As entidades sindicais em litígio serão mantidas no AESB até
que a Secretaria Nacional do Trabalho seja notificada do inteiro teor do
acordo ou da sentença final que decidir a controvérsia.
§ 2º A Secretaria Nacional do Trabalho determinará a averbação
do acordo ou sentença no AESB, para que produza os devidos efeitos.
Art. 7º Esta Instrução Normativa se aplicará a todos os processos
em curso neste Ministério.
Art. 8º Esta Instrução Normativa entrará em vigor na data da sua
publicação, revogando-se a Instrução Normativa nº 09, de 21 de março
de 1990.

ANTÔNIO MAGRI

49
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02, DE 1º DE


SETEMBRO DE 1992
(Revogada tacitamente pela Instrução Normativa nº 03,
de 10 de agosto de 1994)

Altera a Instrução Normativa nº 01, de 27 de


agosto de 1991, que dispõe sobre o Arquivo
de Entidades Sindicais Brasileiras – AESB.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E DA ADMINISTRA-


ÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, inciso II, da Cons-
tituição Federal,
considerando que a Instrução Normativa nº 01, de 27 de agosto
de 1991, estabeleceu no art. 2º, letra “a”), que o requerimento para
inclusão no AESB deve ser instruído com “o edital de convocação da
categoria para a criação da entidade sindical ou a alteração de seu
estatuto social, publicado em jornal de circulação na base territorial”;
considerando que em inúmeros municípios do País não há edição
de jornal, de modo que os interessados possam cumprir a exigência
prevista no art. 2º, letra “a”), da mencionada Instrução Normativa;
considerando, finalmente, a necessidade de aperfeiçoar o
processamento dos pedidos de arquivamento no AESB,
RESOLVE:
Art. 1º É acrescentado ao art. 2º, da Instrução Normativa nº 01, de
27 de agosto de 1991, o seguinte parágrafo único:
“Art. 2º ...........................................................................................
a) ....................................................................................................
Parágrafo único. Excepcionalmente, a publicação do edital de con-
vocação da categoria, previsto na letra “a” deste artigo, poderá ser

50
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

substituída pela afixação do mesmo nos principais órgãos públicos


de cada município abrangido pela representação territorial da enti-
dade sindical, desde que não exista órgão local de imprensa.”
Art. 2º Esta Instrução Normativa entrará em vigor na data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.

JOÃO MELLÃO NETO

51
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 03, DE 10 DE


AGOSTO DE 1994
(Revogada expressamente pela Instrução Normativa nº 01, de 17 de
julho de 1997)

Dispõe sobre Registro Sindical.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO, no exercício da com-


petência prevista no art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição
Federal, e para dar integral cumprimento ao Acórdão prolatado pelo
Superior Tribunal de Justiça, no Mandado de Segurança nº 29-DF.
Considerando que o sindicalismo brasileiro, ao longo do último meio
século de história mais expressiva, apresenta 5 (cinco) constantes que indi-
cam seus pontos fundamentais de definição de perfil: a unicidade,
enquadramento, a base territorial, o registro e o sistema confederativo que,
acolhidos pela legislação, compõem realidade extensa e intensamente pra-
ticada.
Com menção expressa desde a Constituição de 1934 e com rumo
que pouco se alterou a partir do início dos anos 40, passando pela de-
mocrática Lei Magna de 1946 e pelos dois documentos constitucionais
do regime militar – 1967 e 1969 – o sindicalismo ganhou significativo
espaço na Lex Legum de 1988. Nesta, aqueles pilares tiveram menção
e até conceito, ganhando ênfase só alcançada na lei ordinária.
A unicidade, pelos cuidados e pela exaustiva amplitude do con-
ceito, evidencia que é o centro em torno do qual gravitam os demais
pontos de amarração que, com propriedade, podem ser chamados pon-
tos cardeais. Não fora ela, os demais poderiam ser convenientes ou
aconselháveis, mas perderiam a condição de indispensáveis.
Para que a unicidade, na extensão definida, possa ser eficiente, o
enquadramento, a base territorial, o registro e o sistema confederativo
apresentam-se como exigências necessárias.

52
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Considerando que a unicidade tem, pelas mãos do conceito cons-


titucional (art. 8º, II), tudo que precisa para transitar da hipótese da nor-
ma ao concreto da realidade, e que a definitio legis salta da Lei Supre-
ma pronta e acabada para reger a vida sindical.
À conta do amplo conceito que a entroniza constitucionalmente,
a unicidade está bem armada para desempenhar sua função na vida do
sindicalismo. As controvérsias que qualificaram as discussões na As-
sembléia Nacional Constituinte desapareceram com a vitória lastreada
no texto do inciso II, do art. 8º.
Contudo, o registro e seus consectários – enquadramento e base
territorial – tornaram-se objeto de controvérsias.
Daí resultou não a paralisação que seria de se esperar, mas au-
têntica corrida à criação e registro de sindicatos cartorários. E a
unicidade passou inegavelmente a ser agredida.
Considerando que todo sindicato é associação, mas que nem toda
associação é sindicato e que essa distinção é fundamental para o traba-
lho de esclarecimento capaz de afastar confusão responsável por da-
nos irreparáveis ao sindicalismo.
A Constituição atual, seguindo as anteriores, distingue e distancia
a associação civil da sindical. No Capítulo I, que trata dos direitos e
deveres individuais e coletivos, reserva os incisos XVII a XXI, do art. 5º,
à disciplina das associações civis. Das associações sindicais cuida,
detida e detalhadamente, no art. 8º, dentro do Capítulo II, que dispõe
sobre os direitos sociais.
Considerando que onde a lei distingue, especialmente a Consti-
tuição, é de rigor a sucumbência interpretativa.
A distinção não é de graça, nem foi plantada inconseqüentemen-
te. Resulta da natureza das coisas, esse imperativo sobre o qual foi
edificado o direito natural, onde, com tanto brilho, pontifica São Thomaz
de Aquino.
A sindical é a mais espontânea das associações. Por isso, as leis mais
modernas garantem-lhe tratamento especial recheado de privilégios: re-
ceita, quando não compulsória, cercada de garantias; representação ex

53
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

lege da categoria, com abrangência sobre direitos e interesses, indivi-


duais e coletivos; direito – poder de participar nas negociações coleti-
vas de trabalho; garantia de estabilidade aos membros de sua diretoria,
desde a candidatura; zoneamento para ocupação do território, com
garantia de monopólio da representação por precedência.
Para ter tudo que a Constituição lhe outorga e a legislação lhe
assegura, inclusive privilégio de nome ou designação (CLT, arts. 561 e
562), o mínimo que se lhe poderia exigir seria registro especial, distinto
do regime aberto e simplesmente formal da associação civil. A verda-
deira igualdade consiste no tratamento desigual aos desiguais.
Considerando que para reduzir ao mínimo as indispensáveis limi-
tações que o Estado Democrático de Direito impõe, inclusive à liberda-
de sindical, o inciso I do art. 8º, após vedar, à própria lei, dispor sobre a
fundação de sindicato, faz ressalva quanto ao registro. No jogo
redacional exigido para bem conceituar o que pode no interior do que
não pode, a Lei Suprema acabou enevoando o que teria que ser trans-
parência cristalina.
Em cima da cláusula “ressalvado o registro no órgão competen-
te”, estabeleceram-se arenas doutrinárias e jurisprudenciais, com de-
bates, discussões e discórdias que, muitas vezes, lembram fogueiras de
mais calor do que luz.
A incandescência foi tão grande que instaurou, em órgãos do Ju-
diciário, gigantesco conflito positivo de jurisdição.
O Poder Legislativo tentou regulamentação que morreu pouco
adiante do nascedouro, ensarilhando armas diante das pressões multi-
laterais, que acabaram mais freio do que motor.
Considerando que este Ministério, mesmo obrigado à resposta cla-
ra e limpa apta a dar integral cumprimento ao Acórdão prolatado no Man-
dado de Segurança nº 29-DF, do Superior Tribunal de Justiça, preferiu
ficar aquém do mínimo indispensável com as Instruções Normativas que,
após várias alterações, estão consolidadas no texto da vigente nº 01, de
27 de agosto de 1991.

54
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

A indecisão, que sempre se agrava com a meia-decisão, vem jo-


gando para o futuro herança cada vez menos suportável, dado que o
quadro da vida sindical deteriora-se progressivamente.
As divergências doutrinárias, com discussões que se renovam,
devem ter limites curtos na área do Executivo, um poder caracterizado
pela ação que se exerce sobre o concreto.
Considerando que já está ultrapassada a hora undécima para re-
solver o problema, e a relativa pacificação jurisprudencial constitui base
suficiente para o Ministério compor solução, a esta chegamos através
da fórmula expressa nesta Instrução, decidindo e adotando a solução
que deveria ter sido a resposta do Ministério ao Acórdão prolatado no
MS 29-DF.
De qualquer modo, o atraso ainda pode ter contabilização positi-
va, pois o enriquecimento cultural permitido pela evolução doutrinária
e jurisprudencial facilita equacionar a fórmula resolutiva e autoriza
afiançá-la legal e legítima.
Evidenciadas as notórias diferenças que distinguem e até
extremam as associações civis e sindicais, a conclusão inevitável é a
de que o registro delas não deve ser o mesmo.
Até para a pessoa natural, cuja existência é tutelada antes do
próprio nascimento, o registro constitui condição sine qua non do ser
em estar.
Considerando que é da essência essencialíssima da pessoa jurídi-
ca o registro como condição existencial, com todos os atributos que a
qualificam e identificam, desde a associação filantrópica até a socieda-
de anônima.
Para a entidade sindical, o registro tem toda a importância que o
caracteriza em termos gerais, computados acréscimos significativos: é
que o registro pressupõe unicidade com seus consectários, representa-
ção, base territorial e localização no sistema confederativo.
O sindicato nasce para representar categoria preexistente e
inorganizada em determinada área territorial, armado de poderes para
fixar e receber contribuições.

55
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Considerando que somente o non senso exacerbado permitiria


aceitar que o simples registro formal no Registro de Pessoas Jurídicas
Civis ou, no ainda mais impróprio Registro de Títulos e Documentos,
pudesse ser a certidão de nascimento da entidade sindical dotada de
todos os atributos que a distinguem, qualificam e identificam como ex-
pressão de pessoa jurídica sindical.
Embora toda promiscuidade seja desgraça, ou promessa de o ser,
mal exponenciado seria o que metesse no mesmo saco, pela origem do
registro, sindicatos e associações civis.
Considerando que a solução consubstanciada nesta Instrução tem
assentamento básico em julgados que se multiplicam nos Tribunais Su-
periores, com ênfase para o guardião da Lei Maior, o Supremo Tribunal
Federal.
No Superior Tribunal de Justiça que, inclusive, detém precedên-
cia cronológica, o Acórdão prolatado no Mandado de Segurança nº 29-
DF, relator Ministro Miguel Ferrante, instaurou o problema que ainda
corre atrás de solução satisfatória.
Considerando que a citada decisão, depois de referir-se à “persis-
tência, no campo da legislação de regência, das regras legais anterio-
res que não discrepam da nova realidade constitucional, antes dão-lhe
embasamento e operatividade”, proclama a “atribuição residual do
Ministério do Trabalho para promover o Registro Sindical, enquanto lei
ordinária não vier dispor de outra forma”, com atuação restrita, no caso,
à verificação da observância ou não da ressalva constitucional que veda
a existência de organização sindical da mesma categoria profissional
em idêntica base territorial”.
Para responder, sem corresponder, à determinação de cumprimento
da ordem judicial, daí resultante, o Ministério do Trabalho, ainda muito
envolvido e bastante dominado pelo sentimento emocional de que a
liberdade sindical não admitiria qualquer embaraço, baixou a Instrução
Normativa nº 05, de 15 de fevereiro de 1990, logo substituída pela Ins-
trução Normativa nº 09, de 21 de março de 1990, e depois pela Instru-
ção Normativa nº 01, de 27de agosto de 1991. O Arquivo das Entidades

56
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Sindicais Brasileiras, simples arquivo à altura semântica da palavra,


destituído de qualquer efeito ou eficácia no orbe jurídico, ao invés de
resolver o problema, agrava-o. Enquanto isso, a jurisprudência, que se
desenvolve à jusante daquele Acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
ganha corpo e vai tomando conta da consciência jurídica do País, com
reflexo decisivo na doutrina. O Arquivo Sindical, que só nasceu arqui-
vo para prevenir a reação que o registro poderia trazer, já exibe todos
os sinais de incapacidade para preservar o princípio constitucional da
unicidade sindical.
Considerando que no Superior Tribunal de Justiça outros julgados
engrossaram a tese sustentada no MS nº 29-DF.
Considerando que a jurisprudência do Tribunal Superior do Traba-
lho evoluiu no mesmo sentido e que a tese que a expressa está exposta
no nosso voto proferido no RO-DC-7774/90.7 – Ac.SDC-502/91, cujos
trechos básicos vamos transcrever adiante:
“A Constituição vigente não autorizou a criação arbitrária e alea-
tória de sindicatos. É opinião geralmente aceita que, enquanto
não for promulgada lei ordinária (Const. Federal, art. 8º, I, ab initio),
prevalece o entendimento de que tem aplicação a teoria da re-
cepção, segundo a qual os dispositivos da legislação anterior à
edição da Carta Magna permanecem em vigor naquilo que não
colidem com ela. Dá-se, assim, uma novação, o que significa que
as normas ordinárias são recepcionadas pela nova ordem consti-
tucional e submetidas a seu novo fundamento de validade (Cf.
Celso Ribeiro Bastos, in Comentários à Constituição do Brasil, Vol.
1, São Paulo, 1988, pág. 367). Isto quer dizer que o Título V, da
CLT (Da Organização Sindical) mantém-se vigente naqueles dis-
positivos que não contrariam o art. 8º, da nova Lei Maior.
Neste ponto, parece-me oportuno tecer alguns comentários sobre
o problema do registro dos sindicatos no órgão competente:
a) desaparecendo o reconhecimento, o sindicato passa a existir
legalmente após o registro dos estatutos no órgão próprio. Isto
significa que o art. 520 consolidado está parcialmente revogado,

57
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

quer quanto à carga de reconhecimento assinada pelo Minis-


tro do Trabalho, quer no que tange à existência da associação
profissional como etapa prévia à criação do sindicato, mas
permanece vigente no que pertine à necessidade de conferir-
se ao sindicato uma base territorial específica;
b) todavia, à falta de lei ordinária, onde registrar-se o sindicato? A
resposta deve levar em conta a natureza do sindicato, que não
se enquadraria entre as associações civis e, muito menos, en-
tre as sociedades comerciais, constituindo-se numa associa-
ção específica. Ademais, o sindicato é extremamente comple-
xo. Cada categoria, ou conjunto de categorias conexas ou si-
milares, pode ter o seu sindicato e se não houver mapeamento
prévio das atividades ou categorias e das bases territoriais, os
sindicatos de maior representatividade irão prevalecer sobre
os mais fracos;
c) os registros de pessoas jurídicas, civis ou comerciais não estão
preparados para o Registro Sindical. Não estão, nem devem
estar. O legislador constituinte, aliás, teve consciência disso,
tanto que endereçou o registro a órgão competente, sem
determiná-lo;
d) órgão competente melhor aparelhado é, sem dúvida, o Minis-
tério do Trabalho e da Previdência Social.
Considerando que a decisão mais abrangente dentro da jurispru-
dência vitoriosa é a do Supremo Tribunal Federal – Tribunal Pleno – no
Mandado de Injunção nº 1448-SP – Relator Ministro Sepúlveda Perten-
ce, cuja ementa, em sua segunda parte, estabelece:
“– Liberdade e unicidade sindical e competência para o registro
de entidades sindicais (CF, art. 8º, I e II); recepção, em termos, da
competência do Ministério do Trabalho, sem prejuízo da possibili-
dade de a lei vir a criar regime diverso.
1. O que é inerente à nova concepção constitucional positiva de
liberdade sindical é, não a inexistência do registro público – o
que é reclamado, no sistema brasileiro, para o aperfeiçoamento

58
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

da constituição de toda e qualquer pessoa jurídica de direito pri-


vado –, mas, a teor do art. 8º, I, do texto fundamental, ‘que a lei
não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sin-
dicato’: o decisivo, para que se resguardem as liberdades consti-
tucionais de associação civil ou de associação sindical, é, pois,
que se trate efetivamente de simples registro – ato vinculado, su-
bordinado apenas à verificação dos pressupostos legais -, e não
de autorização ou de reconhecimento discricionários.
2. A diferença entre o novo sistema, de simples registro, em rela-
ção ao antigo, de outorga discricionária do reconhecimento sin-
dical não resulta de caber o registro dos sindicatos ao Ministério
do Trabalho ou a outro ofício de registro público.
3. Ao registro das entidades sindicais inere a função de garantia
da imposição de unicidade – esta, sim, a mais importante das li-
mitações constitucionais ao princípio da liberdade sindical.
4. A função de salvaguarda da unicidade sindical induz a sediar,
‘si et in quantum’, a competência para o registro das entidades
sindicais no Ministério do Trabalho, detentor do acervo das infor-
mações imprescindíveis ao seu desempenho.
5. O temor compreensível – subjacente à manifestação dos que
se opõem à solução –, de que o hábito vicioso dos tempos passa-
dos tenda a persistir, na tentativa, consciente ou não, de fazer da
competência para o ato formal e vinculado do registro, pretexto
para a sobrevivência do controle ministerial asfixiante sobre a
organização sindical, que a Constituição quer proscrever – en-
quanto não optar o legislador por disciplina nova do Registro Sin-
dical –, há de ser obviado pelo controle jurisdicional de ilegalida-
de e do abuso de poder, incluída a omissão ou o retardamento
indevidos da autoridade competente.”
Considerando que o Ministro Relator, em exaustivo trabalho, vas-
culhou doutrina e jurisprudência, compondo voto de muita lucidez, cujas
passagens de maior interesse para o tema é imperativo transcrever:

59
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

“33. Mas – aqui, o ponto essencial –, depender a aquisição da


personalidade jurídica de um sindicato de um registro público, ou
seja, estatal, nem traduz exigência de autorização do Estado para
sua fundação, nem afronta, por si só, de qualquer modo, a liber-
dade de associação sindical, assim como jamais se entendeu que
afetasse a liberdade de associação civil, também assegurada pela
Constituição.”
“35. Autorização e registro são institutos inconfundíveis. O deci-
sivo, para que se resguardem as liberdades constitucionais de as-
sociação civil ou de associação sindical, é, pois, que se trate efe-
tivamente de simples registro – ato vinculado, subordinado ape-
nas à verificação de pressupostos legais -, e não de autorização
ou de reconhecimento discricionários.
36. Aí é que verdadeiramente se situa a inovação substancial e
libertadora do novo sistema, de simples registro, em relação ao
antigo, de outorga discricionária do reconhecimento,
instrumentalizado na carta sindical: essa diferença, contudo, não
resulta de caber ao Ministério do Trabalho ou ao registro civil a
competência para registrar sindicatos.”
“43. Essa função de garantia da unicidade sindical que, a meu ver,
inere à competência para o registro da constituição das entidades
sindicais, é que se induz a sediar essa última, si e in quantum, no
Ministério do Trabalho e não no Registro Civil comum.
44. É patente, com efeito, que a incumbência de garantia da
unicidade sindical supera, prática e juridicamente, as forças do ofí-
cio do registro civil de pessoas jurídicas: se a lei futura decidir co-
meter-lhe a tarefa, a fim de exorcizar a lembrança dos tempos de
manipulação do movimento sindical pelo Ministério do Trabalho,
não bastará transferir-lhe nominalmente a competência, mas será
necessário dotá-la, não apenas do instrumental de informações so-
bre o quadro sindical preexistente, mas também de poderes para
solver, em sede administrativa, eventuais conflitos, dos quais, hoje,
não municia a Lei de Registros Públicos.

60
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

45. Daí se extrai, a meu ver, a opção, nos quadros da ordem pré-
constitucional, pela recepção, sob a Constituição nova, da com-
petência legal do Ministério do Trabalho para o registro de entida-
des sindicais.
46. Detentor do cadastro geral das organizações sindicais já cons-
tituídas, o Ministério do Trabalho dispõe, assim, do instrumental
de informações imprescindíveis ao registro, que pressupõe, como
visto, a salvaguarda do princípio da unicidade.”
“51. Não importa que, para que se tornem aplicáveis sob a nova
ordem fundamental, os preceitos da CLT, pertinentes ao Registro
Sindical, hajam de sofrer, além da eventual ablação dos textos
com ela incompatíveis, reinterpretação adequadora à Constitui-
ção (Xavier de Albuquerque, ob. cit., “LTr” 53-11/1275). O direito
ordinário pré-constitucional, como observa Jorge Miranda (Ma-
nual de Direito Constitucional, 1983, II/243), é recriado ou novado
pela superveniência de uma nova Constituição, que tem ‘de o
penetrar, de o impregnar dos seus valores, de o modular e, se
necessário, de o transformar’. A reinterpretação adequadora à nova
Constituição é condição necessária da recepção de todo o direito
ordinário pré-constitucional, que, com ela, se possa compatibilizar,
a qual, de sua vez, é um imperativo da continuidade da ordem
jurídica, malgrado as mutações constitucionais.”
“57. O problema de identificar o ‘órgão competente’ para o registro
dos sindicatos não é de hierarquia constitucional: se hoje estou em
que se há de recorrer ao direito preexistente, é porque não há lei
sindical posterior à Constituição e quiçá de melhor inspiração.
58. Penso mesmo que a lei futura, com proveito para a democra-
tização e a autonomia do sistema sindical, pode e deve avançar
no sentido de confiar à autogestão das entidades que o compõem,
tudo quanto for possível delegar-lhes no registro, no controle da
unicidade e na solução de eventuais conflitos.
59. São passos, no entanto, que só o legislador pode dar. Até que
os dê, a recepção do direito pré-constitucional, adequável e ade-

61
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

quado à ordem nova, é a solução jurídica, no ordenamento jurídi-


co vigente, que viabiliza o exercício da liberdade sindical.”
Considerando que embora mais fácil e rápido teria sido sintetizar
o douto julgado, impusemo-nos a obrigação de transcrever suas passa-
gens mais significativas por várias razões. A primeira é de homenagem
a quem compõe tanto, tão bem e com tanta correção, jurídica e literal.
Ademais, a versão para a síntese, em trabalhos desse porte, corre risco
maior do traduttore tradittore. De outro lado, ninguém diria melhor do
que está dito como expressão – síntese da doutrina sobre a matéria.
Finalmente, nos termos em que está colocado, o voto evidencia, com
riqueza inigualável, a inadimplência ministerial que vem respondendo
com menos o que pode e deve atender com mais.
Do mais recente julgado que rege o tema (Ação Direta de
Inconstitucionalidade nº 831-5-DF-Supremo Tribunal Federal – Pleno –
Relator Ministro Marco Aurélio), o longo e erudito voto do Ministro Cel-
so de Mello, com esclarecimentos de inestimável valia, reclama a trans-
crição das considerações mais incisivas:
“Sem o registro no órgão estatal competente – que ainda conti-
nua a ser o Ministério do Trabalho (grifo nosso), circunstância esta
que confere maior efetividade ao princípio da unicidade sindical,
posto que permite a um órgão estatal tecnicamente aparelhado a
possibilidade de realizar fiscalização mais intensa sobre a inte-
gridade desse postulado fundamental da organização sindical –,
torna-se inviável a aquisição, pelo interessado, da personalidade
jurídica de natureza sindical.
Sem a integral realização desse procedimento – que não se confunde
com a vedada e proscrita tutela estatal para efeito de fundação
de Sindicato –, a entidade, ainda que registrada no Registro Civil
das Pessoas Jurídicas, não terá caráter sindical, desvestindo-se de
qualquer validade, para esse específico efeito de direito, a
concretização do registro meramente civil.”
Considerando que, em síntese e na essência, o respaldo que ga-
rante sustentação jurídica ao registro do sindicato no Ministério do

62
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Trabalho reside no consenso que se forma e se firma de que a CLT em


inúmeros de seus preceitos que dispõem sobre a organização sindical,
especialmente art. 558, foi recepcionada pela Constituição.
A tese finca raízes na doutrina da permanência ou da continuida-
de do direito à “recepção”.
Considerando que a nova ordem jurídica, mesmo quando instala-
da por força da revolução, não passa sobre o direito existente como
tufão que não deixa pedra sobre pedra. Inclusive porque o direito, na
parte sustentada pela tradição, hábitos e costumes, tem, não raro, mais
força do que o direito legislado.
Considerando que os estudiosos, na busca de argumentos para
viabilizar a tese da recepção, chegam a convocar a hermenêutica da
reinterpretação das normas existentes, de modo a redescobrir ou
reinventar ângulos reveladores da compatibilidade com as inovações
constitucionais.
Tanto esforço não é preciso, inclusive por dar a impressão aos
menos avisados de que se trataria de autêntica ressurreição.
No clássico “The Interpretation of Statutes”, de Peter Benson
Maxwell, cuja primeira edição é de 1875, Chapter IX – “Exceptional
Construction, Section 5 – Modification of the language to meet the
intention”, encontra-se a seguinte primorosa lição do que poderíamos
designar a mais moderna receita de hermenêutica construtiva:
“Onde a linguagem do estatuto, no significado ordinário da cons-
trução gramatical, conduz a manifesta contradição com o apa-
rente propósito do ato, ou a alguma inconveniência, absurdo ou
injustiça, presumivelmente não pretendidos, construção
interpretativa pode ser feita para modificar o significado não usual
a determinadas palavras, alterando sua colocação, rejeitando-as
conjuntamente, ou interpolando outras palavras, sob a influência
de irresistível convicção de que o legislador não poderia ter pre-
tendido o que as palavras significam, na certeza de que as modi-
ficações assim feitas são meras correções de carência de lingua-
gem aptas a revelar o sentido correto.”

63
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Considerando que, ademais e principalmente, nos domínios da


hermenêutica, sopram novos ventos que impõem novos rumos. O direi-
to se torna menos castelo da norma, baixando-se a ponte que o liberta
para chegar à realidade, esta convertida em centro das considerações
com força capaz de guiar as decisões. Theodor Vehweg restaurou a
tópica, reendereçando a interpretação jurídica ao problema que o di-
reito precisa resolver concretamente. O pensamento jurídico é tópico,
proclama aquele mestre.
Na Constituição, o método tópico-concretista assume importân-
cia maior, dado que ela, quase sempre, é colcha de retalhos costurada
em função de armistícios entre correntes políticas antagônicas. A Cons-
tituição, ao contrário do direito civil, não tem história, nem filosofia e,
muito menos, doutrina. Ela é um navio que recebe e transporta todos os
tipos de carga, tudo em função de interesses, conveniências e senti-
mentos da época de sua feitura. Suas normas são mais recados políticos
e ideológicos do que colocações jurídicas. Mesmo quando sistematiza-
da, nela as contradições correm soltas.
Considerando que a liberdade constitucionalmente outorgada ao
sindicato não pode e não deve ser entendida como expressão autoritá-
ria da norma a que a realidade tem que se submeter, mesmo que a
submissão importe soterramento.
Considerando que o registro e seus consectários enquadramento
e base territorial constituem conditio sine qua non à observância da
unicidade, que a própria Lei Suprema impõe à base de definição acima
de qualquer dúvida, e atento a que, por força da realidade, só a manu-
tenção daquele pelo Ministério do Trabalho se apresenta capaz de re-
solver a equação constitucional e garantir-lhe solvência jurídica, o que
se impõe, com todas as forças do bom senso e da melhor lógica, é a
interpretação que considera recepcionados os preceitos da CLT que
dispõem sobre Registro Sindical, especialmente o art. 558.
A bibliografia brasileira sobre sindicalismo é pobre. Os estudiosos
de direito do trabalho, ao comentarem a CLT, é que abordam a organi-
zação sindical.

64
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Considerando que o advento da Constituição de 1988, com a ban-


deira da liberdade sindical do art. 8º, I, excitou o interesse pela matéria.
Multiplicaram-se os artigos em revistas e jornais. Um dos mais comple-
tos resultou de erudito parecer do Ministro aposentado do Supremo Tri-
bunal Federal, Jurista Xavier de Albuquerque, publicado na Revista “LTr”,
vol. 53, nº II, nov./89, sob o título “Liberdade Sindical – Registro Sindical –
Enquadramento Sindical”. Nesse estudo, uma notável exibição de ta-
lento e cultura, o autor passa em revista os principais trabalhos escritos
pós-Constituição com o propósito de examinar e traduzir
hermeneuticamente a vasta mensagem que se aperta na síntese de seu
art. 8º. Com maestria, segurança e tranqüilidade, conclui que o Ministé-
rio do Trabalho continua a sede própria para o Registro Sindical até que,
se for o caso, lei nova forneça o endereço do “órgão competente” refe-
rido na ressalva constante do art. 8º, I.
Considerando que as inúmeras citações desse Parecer pelo Relator
e demais Ministros que concorreram para a formulação do Acórdão
prolatado no MS nº 29 – DF – Superior Tribunal de Justiça – evidenciam
sua importância na composição da tese vitoriosa.
O debate doutrinário, com imediato reflexo nas decisões dos tri-
bunais, que caracterizou o imediato pós-Constituição, perdeu em calor
o que ganhou em luz.
Considerando que o importante não é apenas ter olhos de ver e
sensibilidade de sentir o novo quadro jurídico estável que, com amplo
assentamento jurisprudencial e vigoroso respeito doutrinário, substitui o
tumulto que se seguiu à promulgação da Lei Maior de 1988. O impor-
tante será a rápida substituição da fórmula concebida para a realidade
anterior e, assim mesmo dela devedora, por outra ajustada ao novo qua-
dro.
Enquanto o Ministério do Trabalho, com a Instrução Normativa nº 01/91,
refere-se a arquivo com declarado propósito de ostentar neutralidade,
os julgados que tratam da matéria fixam-se em registro, salientando os
efeitos jurídicos deste, em especial, o de atribuir, à pessoa jurídica, per-
sonalidade sindical.

65
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Não devemos, e até mesmo não podemos, ficar progressivamen-


te aquém da realidade que deu vigoroso salto no período de vigência
da Instrução Normativa nº 01/91.
Considerando que se o sindicalismo fosse realidade social menor,
o bastante para justificar mais displicência do que atenção, cometería-
mos grave erro de avaliação colocando-o, como estamos fazendo, na
agenda prioritária das preocupações da Pasta, com o propósito de trans-
formação radical na forma e na substância do tratamento que o Gover-
no lhe dispensa.
A associação sindical já nasceu revolução no sistema associativo
do mundo civilizado.
Reunindo condições para unir patrões de um lado e empregados
de outro, com a finalidade de buscar o confronto para encontrar o en-
tendimento capaz da paz social, o sindicato é uma das constantes na
história da civilização dos séculos recentes.
Desde a mais convincente democracia – a inglesa – até a mais
extremada ditadura – a stanilista –, o sindicato se apresenta força bem
situada no centro dos grandes acontecimentos.
Considerando que no Brasil, se não bastasse a menção constituci-
onal desde 1934, a rica e vistosa estrutura que lhe dedica a Constitui-
ção de 1988 seria suficiente para evidenciar sua transcendência. Não
são poucos os que, à base dos poderes e privilégios outorgados pelo art.
8º da Constituição, concluem que o sindicalismo não fica longe de estar
Estado dentro do Estado. Exagero à parte, a conclusão tem o mérito de
alertar os que têm atribuições relacionadas à matéria sindical sobre a
extensão da conseqüente responsabilidade. É preciso dar, a seus pro-
blemas, respostas inteiras, capazes de convencer no plano da lógica e
de resolver no terra-a-terra do concreto.
Considerando que os julgados dos Tribunais Superiores autorizam,
pressupõem e mesmo determinam o Registro Sindical no Ministério do
Trabalho.
O fundamental é substituir o arquivo, manifestação de passivida-
de, pelo registro, uma tomada de posição no sentido de garantir, às en-

66
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

tidades sindicais, um sistema de controle apto a garantir eficácia ao


condicionamento constitucional, basicamente à unicidade.
Considerando que para evitar qualquer atropelamento da liberdade
pela intervenção ou interferência do Estado, adotamos a fórmula de instru-
ção do processo de registro à base de informações do próprio sindicalismo,
via sistema confederativo consagrado pelo art. 8º, IV.
O Ministério volta a ser a sede do registro, atuando mais como
árbitro que recebe e interpreta dados para efetivar o ato como resultado
de cuidadora apuração da vontade sindical.
Superada a fase sob domínio de exagerada devoção à liberdade
sindical, cumpre dar-lhe condições de ser efetivada objetiva, pragmáti-
ca e utilmente.
Considerando que a neutralidade jurídica tão invocada no Arqui-
vo AESB não pode eternizar a castração do sistema, que se torna de
fácil abordagem pelo aventureirismo interessado em invadir o sindica-
to, não para servi-lo, mas para dele se servir.
Considerando que o equívoco que se formou à sombra do primei-
ro impacto das inovações trazidas pela Constituição, permitiu que se
armasse interpretação de terra arrasada em cima do direito existente.
Considerando que da perplexidade assustada, que tomou conta
do sindicalismo, aproveitaram-se interessados na derrubada de situa-
ções consolidadas e espertos ansiosos por espaços vazios que lhes con-
sentissem assentamentos sindicais.
Considerando que a tese que corria desenvolta, comemorando a
morte do Registro Sindical no Ministério do Trabalho, o único apto a
conceder personalidade jurídica de natureza sindical, ensejou que se
instaurasse o clima de pré-anarquia de que tem se valido os que dese-
jam tomar conta do mundo sindical por meio do autêntico “vale-tudo”.
Considerando que a jurisprudência lúcida e corajosa, sustentada
por doutrina de cabeças luminares da cultura excepcional, autoriza e
até impõe o retorno ao caminho certo, ajustado seu processamento de
maneira a não permitir práticas que representem intervenção ou inter-
ferência do poder público. Alcançar tal objetivo é simples e fácil, tanto

67
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

mais que tendo a Constituição consagrado o sistema confederativo da


representação sindical respectiva, deixa claro o endereço do mecanis-
mo que pode ser adotado para coadjuvar os procedimentos necessários
ao registro, com prévio enquadramento e localização territorial, garan-
tida a unicidade.
Considerando que em nosso regime de Poderes “independentes e
harmônicos entre si” a quintessência reside em cada um fazer o que pode
e cumprir o que deve, ambas as tarefas na plenitude, sem as reduções
que, não raro, comprometem mais do que a negativa do cumprimento.
Considerando que o Acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de
Justiça, no Mandado de Segurança nº 29-DF, depois de referir-se à “persis-
tência, no campo da legislação de regência das regras legais anteriores que
não discrepam da nova realidade constitucional, antes dão-lhe
embasamento e operatividade”, proclama a “atribuição residual do
Ministério do Trabalho para promover o Registro Sindical, enquanto lei
ordinária não vier dispor de outra forma”, com “atuação restrita, no
caso, à verificação da observância ou não da ressalva constitucional
que veda a existência de organização sindical da mesma categoria
profissional em idêntica base territorial”.
Considerando que os princípios da unicidade sindical (inciso II) e
da liberdade sindical (inciso I), consagrados com tanta ênfase no art. 8º
da Lei Suprema, exigem que a interpretação os compatibilize de modo
a viabilizar a aplicação dos dois sem prejuízo a qualquer um.
Considerando que tanto a unicidade quanto a liberdade não po-
dem operar em sistema de auto-aplicação indiscriminada.
Considerando que, à luz da doutrina dos poderes implícitos, toda
vez que a lei determina um fim, os meios necessários à sua realização,
se não estiverem explícitos é porque, indispensavelmente, estão implí-
citos à espera da interpretação capaz de dar-lhes cumprimento.
Considerando que o lastro da mencionada decisão judicial reside
no princípio da continuidade do direito e das instituições, tantas vezes
invocado na fundamentação dos votos que dão legitimidade ao julgado.

68
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Considerando que o quadro que se apresenta hoje autoriza e im-


põe revisão da Instrução Normativa nº 01, de 27 de agosto de 1991,
para reapresentá-la segundo fórmula capaz de dar pleno cumprimento
à decisão do Judiciário.
Considerando que a essência da liberdade para ser livre em nível
do concreto da vida passa pela técnica de ajustamento às limitações
que a convivência de institutos exige, como é o caso da liberdade sin-
dical frente à unicidade sindical, ambas consagradas, com igual ênfa-
se, pelo art. 8º da Lei Maior.
Considerando que para compor o mencionado ajustamento com
a ambição de alcançar o máximo de funcionalidade com o mínimo de
atrito, faz-se necessário utilizar todas as disponibilidades constitucio-
nais, em realce as que, potencialmente, se apresentam no “sistema
confederativo da representação sindical respectivo” referido no inciso
IV do art. 8º da Constituição.
Considerando a desordem que se estabeleceu com os depósitos
indiscriminados da fundação de sindicatos, comprometendo o princípio
da unicidade sindical.
Considerando que a Carta Magna veda a criação de mais de uma
organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria
profissional ou econômica.
Considerando também e fundamentalmente que o Supremo Tribu-
nal Federal, na sua composição plena, decidiu que o art. 558 da Conso-
lidação das Leis do Trabalho (CLT) foi, em parte, recepcionado pela
nova ordem constitucional, autorizando a efetivação, no âmbito do Mi-
nistério do Trabalho, do competente Registro Sindical (Acórdão de 3 de
agosto de 1992 no MI-1448);
Considerando, como ponderou essa decisão, que a Constituição
proíbe a exigência de autorização do Estado para a fundação de sindi-
cato e não o seu registro no órgão competente, o qual corresponde a
mero ato administrativo vinculado, subordinado apenas à verificação
de pressupostos legais.

69
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Considerando, ainda, que a Suprema Corte já afirmara a plena


vigência do art. 511 da CLT, que define as categorias econômicas e
profissionais, e do art. 570, que trata da formação de sindicatos por ca-
tegorias específicas ou por agrupamento de categorias similares ou
conexas (Acórdão em Sessão Plenária de 17 de outubro de 1991, no R-
MS nº 21.005.1),
RESOLVE:
Art. 1º Compete ao Ministro de Estado do Trabalho decidir sobre o
registro de sindicatos e das correspondentes federações e confedera-
ções, na conformidade do que dispõem a Constituição Federal e as leis
vigentes, vedada qualquer alteração dos respectivos estatutos.
Art. 2º A Secretaria de Relações do Trabalho organizará o “Ca-
dastro Nacional das Entidades Sindicais”, com os estatutos das entida-
des registradas e a especificação:
I – das categorias ou profissões representadas pelos sindicatos e
respectivas bases territoriais;
II – dos grupos de categorias correspondentes às federações;
III – dos ramos econômicos ou profissionais concernentes às confe-
derações nacionais.
Art. 3º O pedido de registro de sindicato será instruído com os
seguintes documentos, impassíveis de apreciação pelo Ministério do
Trabalho:
I – edital de convocação dos membros da categoria para a as-
sembléia geral de fundação da entidade, publicado em jornal de com-
provada circulação na pretendida base territorial, bem como no Diário
Oficial do estado, onde se realizará a assembléia;
II – ata da assembléia geral a que se refere o inciso anterior;
III – cópia do estatuto aprovado pela assembléia geral, que deve-
rá conter os elementos necessários à representação pretendida e, em
especial:
a) a categoria ou categorias representadas;

70
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

b) a base territorial;
c) os órgãos de administração, sua composição, duração dos
mandatos, regras para eleição dos seus membros e critérios de
substituição;
d) fontes de receita e normas de controle das despesas, inclusive
prestação de contas.
§ 1º Para efeito do registro, as profissões liberais são equiparadas
a categorias profissionais diferenciadas.
§ 2º Na hipótese de sindicato a ser formado por dissociação de
categorias ou desmembramento de categoria, a assembléia geral reu-
nirá somente os associados integrantes do grupo que pretender consti-
tuir o novo sindicato.
§ 3º Aplica-se o disposto neste artigo, no que couber, aos pedidos
de alteração do estatuto do sindicato.
Art. 4º O pedido de registro de federação e de confederação será
instruído com o respectivo estatuto e cópias autenticadas das atas da
assembléia de cada sindicato ou do Conselho de Representantes de
cada federação, das quais constarão a expressa autorização para cons-
tituir a nova entidade e a ela filiar-se, aplicando-se, no que couber, o
prescrito no artigo anterior.
Art. 5º O requerimento visando ao Registro Sindical será entregue
no Protocolo Geral do Ministério do Trabalho, admitida, em qualquer
caso, a remessa postal registrada com “Aviso de Recepção”.
Art. 6º Protocolizado o requerimento, o pedido de registro será
imediatamente publicado no DOU, correndo as despesas por conta do
interessado, abrindo-se o prazo de 15 (quinze) dias para impugnação
por sindicato cuja representatividade coincida, no todo ou em parte,
com a do requerente.
Parágrafo único. A impugnação poderá ser também apresentada por
qualquer entidade sindical, federação ou correspondente confederação do
mesmo plano econômico ou profissional.

71
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art. 7º O Ministro de Estado do Trabalho mandará ouvir a Confe-


deração do ramo econômico ou profissional competente envolvido que
terá o prazo de 25 (vinte e cinco) dias para opinar sobre os seguintes
aspectos:
a) observância da unicidade sindical;
b) regularidade e autenticidade da representação.
Art. 8º O Ministro de Estado do Trabalho fundamentará a decisão
que indeferir Registro Sindical ou que deferir a impugnação, baseando-
se no pronunciamento do órgão sindical ou qualquer outro elemento de
apreciação legal pertinente.
Parágrafo único. Se a impugnação for em termo desfavorável, que
não permita o registro, o pedido será pré-anotado para o fim exclusivo
de precedência até que as causas impeditivas sejam afastadas por acor-
do entre as partes ou por decisão judicial.
Art. 9º Esta Instrução entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.

MARCELO PIMENTEL

72
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 85, DE 27 DE JANEIRO DE 1997


(Revogada expressamente pela Instrução Normativa nº 01,
de 17 de julho de 1997)

Dispõe sobre a criação da Comissão Consul-


tiva do Registro Sindical.

O Ministro de Estado do Trabalho, no uso das atribuições que lhe


confere o art. 87, II, da Constituição Federal/88,
RESOLVE:
Art. 1º Instituir, no âmbito da Secretaria de Relações do Trabalho,
a Comissão Consultiva do Registro Sindical.
Art. 2º Compete à Comissão Consultiva do Registro Sindical opi-
nar sobre a legitimidade das impugnações aos pedidos de Registro Sindi-
cal, de que trata o art. 6º da Instrução Normativa nº 03, de 10 de agosto
de 1994, e sobre a observância da unicidade sindical, nos termos do
art. 8º, II, da Constituição Federal.
Art. 3º A Comissão Consultiva do Registro Sindical terá a seguinte
composição:
I – quatro representantes dos trabalhadores;
II – quatro representantes dos empregadores;
III – quatro representantes governamentais.
§ 1º A presidência da Comissão Consultiva do Registro Sindical
será exercida pelo Secretário de Relações do Trabalho.
§ 2º Os membros da Comissão Consultiva do Registro Sindical
serão livremente designados pelo Ministro de Estado do Trabalho.
§ 3º Para cada membro efetivo da Comissão será nomeado um
suplente, que o substituirá nos casos de ausência ou impedimento.

73
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

§ 4º Será de dois anos o mandato dos membros da Comissão, sen-


do a participação considerada serviço relevante e não remunerado.
Art. 4º A Comissão aprovará o seu Regimento Interno, no qual
estarão contidas as normas de seu funcionamento.
Art. 5º A Secretaria de Relações do Trabalho prestará apoio admi-
nistrativo ao funcionamento da Comissão.
Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO PAIVA

74
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 17 DE


JULHO DE 1997
(Revogada expressamente pela Portaria nº 343,
de 4 de maio de 2000)

Dispõe sobre o Registro Sindical.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO, no uso das atribui-


ções que lhe confere o art. 87, inciso II, da Constituição Federal,
considerando o disposto no art. 8º, inciso I, da Constituição Federal;
considerando que o egrégio Supremo Tribunal Federal, ao interpretar
a norma inscrita no art. 8º, item I, da Constituição Federal, firmou orien-
tação no sentido de que o Registro Sindical no Ministério do Trabalho
constitui“ – ato vinculado, subordinado apenas à verificação de pressu-
postos legais, e não de autorização ou de reconhecimento discricioná-
rios” ( MI-144/SP, Tribunal Pleno; ADIMC – 1121/RS, Tribunal Pleno);
considerando que o Registro Sindical é ato meramente cadastral,
para o fim de tornar pública a existência da entidade e servir como
fonte unificada de dados a que os interessados poderão recorrer como
elemento documental para dirimir suas controvérsias, por si mesmas ou
junto ao Poder Judiciário (RE 35875-2/SP; MS 1045-DF);
considerando que a reiterada jurisprudência fixada pelo egrégio
Superior Tribunal de Justiça entende que “o princípio da unicidade não
significa exigir apenas um sindicato representativo de categoria profis-
sional, com base territorial delimitada, mas de impedir que mais de um
sindicato represente o mesmo grupo profissional”, sendo “vedado ao
Estado intervir sobre a conveniência ou oportunidade do
desmembramento ou desfiliação” (RE-74986/SP; RE-40267/SP; RE-
38726/RJ; MS-1703/DF),
RESOLVE:

75
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art. 1º Delegar competência ao Secretário de Relações do Traba-


lho, para praticar todos os atos relativos ao Registro Sindical, na confor-
midade desta Instrução Normativa.
Art. 2º O pedido de Registro Sindical, dirigido ao Secretário de
Relações do Trabalho, indicará o endereço do requerente e será:
I – remetido por via postal, com Aviso de Recebimento à Esplanada
dos Ministérios, Bloco F; térreo, CEP 70.059-903, Brasília – DF; ou,
II – entregue no Protocolo Geral do Ministério do Trabalho, no
mesmo endereço.
Art. 3º O pedido de registro de sindicato será instruído com os
seguintes documentos autênticos:
I – edital de convocação dos membros da categoria para a as-
sembléia geral de fundação da entidade; publicado em jornal diário de
grande circulação no estado e, também, se houver, em jornal de circu-
lação no município ou região da pretendida base territorial, bem como
no Diário Oficial do estado;
II – ata da assembléia geral a que se refere o inciso anterior;
II – cópia do estatuto social, aprovado pela assembléia geral que
deverá conter os elementos identificadores da representação pretendi-
da, em especial:
a) a categoria ou categorias representadas;
b) a base territorial.
IV – recibo de depósito, em favor do Ministério do Trabalho, rela-
tivo ao recolhimento da importância correspondente ao custo das pu-
blicações no DOU, cujo valor será indicado em Portaria Ministerial.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo, no que couber,
aos pedidos de modificação da representação, tais como desmembramento,
fusão e outros.
Art. 4º O pedido de registro de federação e de confederação será
instruído com cópias autenticadas do respectivo estatuto e das atas da
assembléia de cada sindicato ou do Conselho de Representantes de

76
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

cada federação, das quais constarão a expressa autorização para cons-


tituir a nova entidade e a ela filiar-se, aplicando-se, no que couber, o
prescrito no artigo anterior.
Art. 5º O Secretário de Relações do Trabalho terá o prazo de 60
(sessenta) dias, a contar da data de protocolo do pedido, para verificar a
instrução do processo; de acordo com o art. 3º desta Instrução
Normativa, publicar o pedido de registro no DOU ou notificar o interes-
sado, mediante Aviso de Recebimento – AR, a cumprir a exigência.
§ 1º O interessado terá o prazo de 30 (trinta) dias para cumprir a
exigência, contado da data de juntada aos autos do comprovante de
entrega do Aviso de Recebimento.
§ 2º Decorrido o prazo de que trata o § 1º, sem que o interessado
tenha cumprido a exigência, o pedido será declarado inepto e, a seguir,
arquivado.
Art. 6º O sindicato, cuja representatividade coincida, no todo ou
em parte, com a do requerente, terá o prazo de 30 (trinta) dias para
apresentar impugnação, contado da data da publicação de que trata o
caput do artigo anterior.
Parágrafo único. A impugnação será feita mediante requerimen-
to, instruído com os documentos a seguir indicados e entregue no Proto-
colo Geral do Ministério do Trabalho:
a) comprovante de registro do impugnante no Ministério do Tra-
balho;
b) recibo de depósito, em favor do Ministério do Trabalho, relati-
vo ao recolhimento da importância correspondente ao custo
da publicação no DOU, cujo valor será indicado em Portaria
Ministerial.
Art. 7º Havendo impugnação, o Secretário de Relações do Traba-
lho, no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data da sua protocolização,
mandará ouvir a confederação do ramo econômico ou profissional com-
petente envolvido sobre os seguintes aspectos:

77
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

a) observância da unicidade sindical;


b) regularidade e autenticidade da representação.
§ 1º A confederação terá o prazo de 25 (vinte e cinco) dias para
se manifestar, contados da data de recepção do Aviso de Recebimento.
§ 2º Decorrido o prazo de que trata o § 1º sem que a confedera-
ção interessada tenha se manifestado, a Secretaria de Relações do Tra-
balho certificará o fato nos autos e dará prosseguimento ao processo.
Art. 8º Findo o prazo a que se refere o § 1º do art. 7º, o Secretário
de Relações do Trabalho terá 15 (quinze) dias para proceder ao exame
de admissibilidade e fazer publicar, no DOU, o despacho de conheci-
mento, ou não, da impugnação.
§ 1º O exame de admissibilidade da impugnação restringir-se-á à
tempestividade do pedido, à representatividade do impugnante, nos ter-
mos do caput do art. 6º, à comprovação de seu registro no Ministério do
Trabalho e de recolhimento do valor relativo ao custo da publicação.
§ 2º No caso de a impugnação ser conhecida, caberá às partes
interessadas dirimir o conflito pela via consensual ou por intermédio do
Poder Judiciário.
Art. 9º Até que o Secretário de Relações do Trabalho seja notifica-
do do inteiro teor do acordo ou da sentença final que decidir a contro-
vérsia, o pedido de registro será pré-anotado para o fim exclusivo de
precedência.
Art. 10. Decorrido o prazo mencionado no art. 6º, sem que tenha
sido interposta impugnação, ou quando esta não for conhecida, ou, ain-
da, após o recebimento da notificação a que se refere o art. 9º, o Secre-
tário de Relações do Trabalho terá 30 (trinta) dias para publicar o regis-
tro no DOU.
Art. 11. Ficam convertidos em registros os arquivamentos efetuados
com base nas Instruções Normativas nº 09, de 21 de março de 1990, e
nº 01, de 27 de setembro de 1991, desde que, em relação a eles, não
haja pendência, judicial ou extrajudicial, de solução de conflito de in-
teresses.

78
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art.12. Esta Instrução Normativa se aplica a todos os processos


em curso neste Ministério.
Art. 13. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua
publicação.
Art. 14. Revoga-se a Instrução Normativa nº 03, de 10 de agosto
de 1994, e a Portaria nº 85, de 27 de janeiro de 1997.

PAULO PAIVA

79
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 570, DE 17 DE JULHO DE 1997


(Revogada expressamente pela Portaria nº 375,
de 23 de maio de 2000)

O MINISTRO DO ESTADO DO TRABALHO, no uso das atribui-


ções que lhe confere o art. 87, inciso II, da Constituição Federal/88,
RESOLVE:
Art. 1º Fixar os valores relativos ao custo das publicações de que
tratam o art. 3º, IV, art. 6º, parágrafo único e art. 9º da Instrução Normativa
nº 01, de 17 de julho de 1997, na forma abaixo:
I – em R$118,24 ( cento de dezoito reais e vinte e quatro centa-
vos) referentes ao pedido de registro, equivalente a 8 (oito) espaços do
gabarito da Imprensa Nacional;
II – em R$59,12 ( cinqüenta e nove reais e doze centavos) refe-
rentes a cada impugnante, equivalente a quatro espaços do gabarito da
Imprensa Nacional.
Parágrafo único. Os depósitos serão feitos em favor do Ministério
do Trabalho, conta corrente nº 55.592.001-1 do Banco do Brasil; Agên-
cia nº 1503-2 – Itamaraty.
Art. 2º Nos processos em curso, o interessado deverá juntar aos
autos o recibo de depósito do valor relativo ao custo das publicações
pendentes, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da data de início de
vigência desta Portaria.
§ 1º Decorrido o prazo de que trata o caput deste artigo, sem que
o interessado tenha cumprido a exigência, o pedido será declarado
deserto e, a seguir, arquivado.
§ 2º Nos processos, pendentes apenas da publicação do despa-
cho de deferimento do registro, de que trata o art. 9º da Instrução
Normativa nº 01, de 17 de julho de 1997, fixa-se em R$59,12 (cinqüenta

80
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

e nove reais e doze centavos) o valor relativo ao custo da respectiva


publicação, equivalente a 4 (quatro) espaços do gabarito da Imprensa
Nacional.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO PAIVA

81
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02, DE 28 DE


AGOSTO DE 1997
(Revogada tacitamente pela Portaria nº 343, de 4 de maio de 2000)

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO, no uso das atribui-


ções que lhe confere o art. 87, inciso II, da Constituição Federal/88,
RESOLVE:
Art. 1º Incluir na Instrução Normativa nº 01, de 17 de julho de
1997, o art. 7º, com a seguinte redação, renumerando-se o atual art. 7º
para art 8º e assim sucessivamente:
“Art. 7º Havendo impugnação, o Secretário de Relações do Tra-
balho, no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data da sua protocoli-
zação, mandará ouvir a confederação do ramo econômico ou
profissional competente envolvido sobre os seguintes aspectos:
a) observância da unicidade sindical;
b) regularidade e autenticidade da representação.
§ 1º A confederação terá o prazo de 25 (vinte e cinco) dias para
se manifestar, contados da data de recepção do Aviso de Recebi-
mento.
§ 2º Decorrido o prazo de que trata o § 1º sem que a confedera-
ção interessada tenha se manifestado, a Secretaria de Relações
do Trabalho certificará o fato nos autos e dará prosseguimento ao
processo.”
Art. 2º Os arts. 8º e 10 passam a vigorar com a seguinte redação:
“ Art. 8º Findo o prazo a que se refere o § 1º do art. 7º, o Secretário
de Relações do Trabalho terá 15 (quinze) dias para proceder ao
exame de admissibilidade e fazer publicar o registro no DOU.
§ 1º..................................................................................................
.......................................................................................................”

82
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

“Art. 10º. Decorrido o prazo mencionado no art. 6º, sem que te-
nha sido interposta impugnação, ou quando esta não for conheci-
da, ou, ainda, após o recebimento da notificação a que se refere o
art. 9º, o Secretário de Relações do Trabalho terá 30 (trinta) dias
para publicar o registro no DOU.”
Art. 3º Republique-se no DOU o texto da Instrução Normativa nº
01, de 17 de julho de 1997, com as alterações decorrentes desta Instru-
ção Normativa.
Art. 4º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua
publicação.

PAULO PAIVA

83
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 738, DE 28 DE AGOSTO DE 1997


O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO, no uso das atribui-
ções que lhe confere o art. 87, inciso IV, da Constituição Federal/88,
considerando a necessidade de definir as questões suscitadas quan-
to à competência para a prática dos atos referentes ao Registro Sindi-
cal,
RESOLVE:
Art. 1º Convalidar todos os atos referentes ao Registro Sindical,
praticados na conformidade da Instrução Normativa nº 03, de 10 de
agosto de 1994, pelo Secretário de Relações do Trabalho, ou por quem
o substituiu em seus impedimentos e ausências, no período compreen-
dido entre 1º de janeiro de 1995 e 23 de julho de 1997.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO PAIVA

84
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 02, DE 25 DE NOVEMBRO DE 1997

Dispõe sobre o prazo para o pagamento de ta-


xas nos processos de pedido de Registro Sindi-
cal.

A SECRETÁRIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO INTERINA, no


uso das atribuições que lhe confere o art. 1º da Instrução Normativa nº 01,
do Ministro do Trabalho, de 17 de julho de 1997,
RESOLVE:
Art. 1º Conceder novo prazo, até 10 de dezembro de 1997, para
que os interessados cumpram, mediante o protocolo, no Ministério do
Trabalho, do recibo de depósito, o disposto no art. 2º da Portaria nº 570,
do Ministro do Trabalho, de 17 de julho de 1997.
Parágrafo único. Vencido o prazo estabelecido acima, os processos
que não atenderem à exigência do caput deste artigo serão declarados
desertos e, a seguir, arquivados.
Art. 2º Ficam convalidados todos os atos relativos ao Registro Sin-
dical praticados até esta data.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MARIA LÚCIA DI IÓRIO ANDRADE

85
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 02, DE 29 de SETEMBRO DE 1998


(Revogada tacitamente pela Portaria nº 375, de 23 de maio de 2000)

Dispõe sobre os dados bancários referentes


às custas de publicações de pedidos de Re-
gistro Sindical na Imprensa Oficial deposita-
das em conta única do Ministério do Trabalho.

O SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO TRABALHO, no uso das atri-


buições que lhe confere o art. 1º da Instrução Normativa nº 01, de 17 de
julho de 1997, do Ministro do Trabalho.
considerando que será extinta a partir de 1º de outubro de 1998,
conta tipo “C” nº 55.592.001-1, deste Ministério, junto ao Banco do Bra-
sil, Agência nº 1503-2 – Itamaraty,
RESOLVE:
Art. 1º Alterar os dados constantes do parágrafo único da Portaria
nº 570, de 17 de julho de 1997, publicada no DOU, de 23 de julho de
1997, Seção I, página 15.847, cujos depósitos deverão ser feitos em
favor da Coordenação-Geral de Serviços Gerais – CGS/GMTb, conta
corrente única nº 170500-8, do Banco do Brasil, Agência nº 3602-1,
Depósito Identificador nº 38001800001001-4.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

JOÃO CARLOS ALEXIM

86
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 10 DE


FEVEREIRO DE 1999
(Revogada tacitamente pela Portaria nº 343, de 4 de março de 2001,
que revogou a IN, de 17 de julho de 1997)

Altera os arts. 3º e 10 da Instrução Normativa


nº 01, de 17 de julho de 1997, que dispõe
sobre o Registro Sindical.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso


das atribuições que lhe confere o art. 87, inciso II, da Constituição Fe-
deral,
RESOLVE:
Art. 1º Alterar os arts. 3º, inciso I, e 10 da Instrução Normativa nº
01, de 17 de julho de 1997, que passam a vigorar com a seguinte reda-
ção:
“Art. 3º ...........................................................................................
.........................................................................................................
I – edital de convocação dos membros da categoria para a as-
sembléia geral de fundação da entidade; publicado em jornal diário
de grande circulação no estado e, também, se houver, em jornal
de circulação no município ou região da pretendida base territorial,
bem como no DOU ou do estado;
...................................................................................................” (NR)
“Art. 70º Decorrido o prazo mencionado no art. 6º, sem que tenha
sido interposta impugnação, ou quando esta não for conhecida,
ou, ainda, após o recebimento da notificação a que se refere o
art. 9º, o Secretário de Relações do Trabalho submeterá os autos
ao Ministro de Estado e providenciará, no prazo de 30 (trinta) dias
a publicação do ato que deferir o registro no DOU” (NR)

87
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua


publicação.

FRANCISCO DORNELLES

88
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 349, DE 11 DE MAIO DE 2000


(Revogada pela Portaria nº 310, de 5 de abril de 2001)

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso


de sua competência legal, e tendo em vista o disposto na Portaria MTE
nº 343, de 4 de maio de 2000,
RESOLVE:
Art. 1º Delegar competência ao Secretário-Executivo para prati-
car atos relativos ao Registro Sindical, previstos no art. 6º da Portaria
MTE nº 343, de 4 de maio de 2000.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Fica revogado o art. 1º da Portaria MTE nº 289, de 12 de
maio de 1999.

FRANCISCO DORNELLES

89
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 374, DE 23 DE MAIO DE 2000


(Revogada tacitamente pela Portaria nº 310, de 5 de abril de 2000)

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO Interi-


no, no uso de sua competência legal, e tendo em vista o disposto nos
arts. 11 e 12 do Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, na
Medida Provisória nº 1999-17, de 11 de abril de 2000, no Decreto nº
3.129, de 9 de agosto de 1999, e na Portaria MTE nº 343, de 4 de maio
de 2000,
RESOLVE:
Art. 1º O art. 1º da Portaria nº 349, de 4 de maio de 2000, passa a
vigorar com a seguinte redação:
“Art. 1º Delegar competência ao Secretário-Executivo para prati-
car atos relativos ao Registro Sindical, previstos no art. 9º da Por-
taria MTE nº 343, de 4 de maio de 2000.” (NR)
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO JOBIM FILHO

90
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

PORTARIA Nº 611, DE 10 DE AGOSTO DE 2000


(Revogada pela Portaria nº 310, de 5 de abril de 2001)

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso


de sua competência legal, e tendo em vista o disposto na Portaria MTE
nº 343, de 4 de maio de 2000, alterada pela Portaria MTE nº 376, de 23
de maio de 2000,
RESOLVE:
Art. 1º O art. 1º da Portaria nº 349, de 4 de maio de 2000, passa a
vigorar com a seguinte redação:
“Art. 1º Delegar competência ao Secretário de Relações do Tra-
balho para praticar atos relativos a sobrestamento, arquivamento
e admissibilidade de impugnação a pedido de Registro Sindical,
previstos no art. 9º da Portaria MTE nº 343, de 4 de maio de 2000.
(NR)”
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

FRANCISCO DORNELLES

91
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

MODELOS

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA FUNDAÇÃO


DE SINDICATO
A Comissão pró-fundação do Sindicato ______________________,
convoca todos os membros da categoria (descrever a categoria ou ca-
tegorias pretendidas) do(s) município(s) (descrever os municípios) ou
estado(s), para Assembléia Geral Extraordinária de aprovação da fundação
da referida entidade, a ser realizada às ____________horas do dia
_________, no endereço _________________(Portaria nº 343/00).

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ALTERAÇÃO ESTATUTÁRIA


O Sindicato ___________________________ , com endereço na
______________________________ , convoca todos os membros da
categoria (descrever a categoria ou categorias) do(s) município(s) (des-
crever os municípios) ou estado(s) para Assembléia Geral Extraordinária
de ALTERAÇÃO ESTATUTÁRIA da entidade, (esclarecer qual a altera-
ção pretendida: se extensão de base, qual a base?; se é extensão de
representação, que categorias? Ou alteração de denominação), a reali-
zar-se às _______horas do dia __________________________ no endereço
_____________________________.

92
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA RATIFICAÇÃO DA FUNDAÇÃO


DA ENTIDADE
A entidade sindical________________________, com endereço
na ______________ , convoca todos os membros (descrever a catego-
ria ou categorias) do(s) município(s) (descrever os municípios) ou estado(s)
para Assembléia Geral Extraordinária, para RATIFICAR a fundação da
entidade (descrever qual a ratificação pretendida), a ser realizada às
_________ horas do dia __________, no endereço ________________
(Portaria nº 343/00).

É de se observar, finalmente, que no caso de ratificação de alte-


ração estatutária: O interessado deverá esclarecer no edital de convo-
cação qual a ratificação pretendida (extensão de base, exclusão de
base, extensão de representação ou exclusão de representação ou al-
teração de denominação etc.).

93
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

CARTA SINDICAL,
para as entidade constituídas até 1988.

será fotografado na gráfica

94
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO


SECRETARIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO
COORDENAÇÃO-GERAL DE REGISTRO SINDICAL

C E R T I D Ã O

**********O SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO TRABALHO, no


uso de suas atribuições e com fundamento na Portaria nº 343/00, CERTI-
FICA para fins de direito que, consta no Cadastro Nacional de Entidades
Sindicais – CNES, o registro sindical, referente ao processo de nº
________.___/__, do(a) ______, representante da categoria_______ ,
com abrangência XXXX e base territorial no(s) ________s, concedido
por despacho publicado no DOU em 2 de maio de 2000, seção I, p. 12.
A presente certidão tem validade de 2(dois) anos a contar da data de
sua expedição, devendo a mesma ser renovada após este período. Eu,
Luiz Alberto Matos dos Santos, ___________________, Coordenador-
Geral de Registro Sindical, a conferi.

Brasília, 2 de maio de 2001

MURILO DUARTE DE OLIVEIRA


Secretário de Relações do Trabalho

95
96
GUIA DE DEPÓSITO

Para pedidos de registro sindical, de concessão de registro, de impugnação, de desistência, e


outras publicações, conforme Portaria nº 375/00, de 24 de maio de 2000.
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

será fotografado na gráfica

97
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO SINDICAL

será fotografado na gráfica

98