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ENFERMAGEM NO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA

Enf. Daniel Polippo


SERVIÇO DE ENDOSCOPIA - EQUIPAMENTOS
TORRE DE VÍDEO CARRO DE ANESTESIA COLONOSCÓPIO

ENDOSCÓPIO
SERVIÇO DE ENDOSCOPIA - EQUIPAMENTOS
SERVIÇO DE ENDOSCOPIA - CONCEITOS
Endoscopia é o procedimento que possibilita a avaliação de órgãos internos, por meio de um equipamento
chamado endoscópio, sendo mais conhecido a endoscopia digestiva alta, solicitada pela especialidade gastroenterologia,
porém esta prática é utilizada por diversas especialidades médicas, como a ginecologia, proctologia, urologia,
otorrinolaringologia e pneumologia.
Nesta linha de avaliação, ainda temos a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), utilizada para
avaliar as vias biliares.
Estas técnicas podem servir tanto para a finalidade diagnóstica como intervencionista, onde além de investigar
doenças, alguns tipos de procedimentos minimamente invasivos podem ser realizados, sem a necessidade de cirurgia
tradicional, podendo ser com o paciente acordado, com sedação ou anestesia, de acordo com a sua finalidade e técnica
utilizada, previamente indicadas pelo médico assistente.
Para a realização destas técnicas, será introduzido no interior do paciente um aparelho (endoscópio, por exemplo),
rígido ou flexível, o qual possui uma microcâmera que, ao percorrer o caminho, irá mostrando a imagem em tempo real, no
monitor da torre de vídeo. Cada órgão avaliado tem a entrada do aparelho por um orifício específico do corpo humano.
PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS ENDOSCÓPICOS

EXAMES DIAGNÓSTICOS:

ENDOSCOPIA: Popularmente conhecida como EDA (Endoscopia Digestiva Alta), Esofagogastroduodenoscopia ou


Gastroenteroscopia – Permite observar o trato digestivo alto ou superior, que inclui esôfago, estômago e duodeno, em seu
revestimento interno. Entrada do aparelho pela boca.

COLONOSCOPIA ou ENDOSCOPIA DIGESTIVA BAIXA: Realizada para observar internamente o intestino grosso ou cólon e o
reto, até a parte distal do íleo. Entrada do aparelho pelo ânus.

RETOSSIGMOIDOSCOPIA: Avalia a estrutura interna das porções finais do trato digestivo baixo, abrangendo o ânus, reto e
sigmóide. Entrada do aparelho pelo ânus.

ECOENDOSCOPIA ou ULTRASSONOGRAFIA ENDOSCÓPICA: Permite a visualização dos órgãos próximos ao esôfago


(mediastino, câmaras cardíacas, vasos, linfonodos), do estômago (baço, pâncreas, fígado, vasos abdominais,
glândulas suprarrenais, rins), do duodeno (pâncreas, vesícula, vias biliares) e do intestino (vasos perirretais, órgãos genitais
femininos e masculinos, gânglios). É a junção da ultrassonografia com a endoscopia. Entrada do aparelho pela boca.
PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS ENDOSCÓPICOS

EXAMES DIAGNÓSTICOS:

COLANGIOPANCREATOGRAFIA RETRÓGRADA ENDOSCÓPICA: Conhecida pela sigla CPRE, utiliza simultaneamente a


endoscopia digestiva e a imagem fluoroscópica (em movimento, tempo real), para diagnosticar e tratar doenças associadas
ao sistema biliopancreático (dentre eles, colédoco, duodeno e pâncreas). Entrada do aparelho pela boca.

ENTEROSCOPIA: Técnica que permite avaliar o intestino delgado, porção não passível de visualização por endoscopia ou
colonoscopia. Pode ser por via alta (através da boca) ou baixa (pelo ânus). Entrada do aparelho pela boa ou pelo ânus,
dependendo da finalidade.

CÁPSULA ENDOSCÓPICA: Consiste na ingestão de uma cápsula que percorrerá o sistema gástrico até ser eliminada nas
fezes, a qual possui um vídeo em seu interior, capaz de visualizar o intestino delgado como um todo, inclusive porções de
difícil visualização pela enteroscopia.
CÁPSULA ENDOSCÓPICA

A cápsula endoscópica permanece no organismo do paciente, por


aproximadamente 12hs, a qual será eliminada nas fezes e o paciente deverá atentar
para a eliminação desta, caso não note, é possível que o médico solicite algum
exame de imagem para verificar se a cápsula ainda encontra-se no intestino, que
deverá ser retirada com aparelho endoscópico.
PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS ENDOSCÓPICOS

Endoscopia com biópsia: Quando necessário analisar fragmentos de tecido para investigação de doenças, como exemplo,
gastrite, e Helicobacter Pylori (bactéria). Realizada com pinça;
Polipectomia: Retirada de pólipos gástricos. Realizada com pinça ou alça, dependendo do tamanho do pólipo. Muitas
vezes, necessita de “tatuagem”, onde uma tinta específica permanente (nanquim) é injetada, por meio de agulha
endoscópica, para demarcar os pólipos ou o local onde foram retirados, para acompanhar a evolução;
Mucosectomia: Remoção de lesões da mucosa do sistema digestivo;
Retirada de corpos estranhos;
Dilatação gastroesofágica: Quando há estenose de alguma porção do trato digestivo, geralmente dilata-se por meio de
balão ou velas;

Retirada Pólipos
PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS ENDOSCÓPICOS

Retirada de Corpo Estranho


Tipos de Pinças

Pinça de Biópsia

Dilatação Gastroesofágica - Balão Dilatação Gastroesofágica – Velas/Savary

Retirada de Pólipos
PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS ENDOSCÓPICOS

Ligadura elástica de varizes esofágicas: Varizes esofágicas, que possuem risco de hemorragia ou já romperam, torna-se
necessário aspirar e, por meio da aplicação de anéis elásticos, ligar as varizes;
Passagem de sonda: Quando, por algum motivo, não é possível passar manualmente a sonda nasoentérica;
Gastrostomia percutânea endoscópica – PEG: Colocação de um tubo de alimentação diretamente para o estômago,
através da parede abdominal;
Colocação de balão intragástrico: Consiste na colocação de um balão inflável, de silicone, dentro do estômago, para
tratamento da obesidade. Podendo ocorrer também a sua retirada por meio de endoscopia. Coloca-se, no interior do
balão, soro com azul de metileno, para reduzir a capacidade estomacal.
PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS ENDOSCÓPICOS

LIGADURA DE VARIZES ANÉIS ELÁSTICOS

PASSAGEM DE SNE
PEG

Balão Intragástrico
PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS COLONOSCÓPICOS
MUCOSECTOMIA

Rastreamento de câncer de cólon;


Retirada de pólipos;
Dilatação de cólon;
Colonoscopia com biópsia;
Mucosectomia;
Diagnóstico de doenças inflamatórias (exemplo diverticulite);
POLIPECTOMIA
PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS POR CPRE

Avaliação das vias biliares;


Retirada de cálculos biliares;
Avaliação do ducto pancreático;
Colocação de próteses biliares e pancreáticas;
Avaliação de tumores biliopancreáticos.
ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA
Cada instituição que possui o serviço de endoscopia, tem algumas especificações próprias no que tange a
organização, porém, o Ministério da Saúde, em 10 de março de 2013, instituiu a resolução-RDC nº6, que dispõe sobre os
requisitos para boas práticas de funcionamento nos serviços de endoscopia, cujo as principais considerações estarão
descritas no decorrer deste material e disponibilizado em sua totalidade para acesso, a partir do interesse de cada aluno,
na bibliografia a seguir.
Art. 2º: Esta Resolução aplica-se a todos os serviços de saúde públicos e privados, civis e militares que realizam
procedimentos endoscópicos, diagnósticos e intervencionistas, com utilização de equipamentos rígidos ou flexíveis, com
via de acesso ao organismo por orifícios exclusivamente naturais.

RDC nº6 - http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0006_10_03_2013.html


ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA - CLASSIFICAÇÃO

O serviço de endoscopia possui uma classificação, a qual define o tipo de procedimento a ser realizado, a fim
de avaliar os riscos ao paciente e os cuidados de Enfermagem e médicos, quando se trata do nível de consciência deste,
nos momentos pré, trans, intra e pós procedimento (abordados posteriormente), definindo esta classificação como
segue.
- TIPO I: Procedimentos endoscópicos sem sedação, com ou sem anestesia tópica;
- TIPO II: Além do descrito no tipo I, realiza ainda procedimentos endoscópicos sob sedação consciente, com medicação
passível de reversão, a partir do uso de antagonistas;
- TIPO III: Método descrito nos tipos I e II, mais procedimentos endoscópicos sob qualquer tipo de sedação ou
anestesia;
- Parágrafo único: Quando não especificada a classificação, aplicam-se os três tipos de serviços de endoscopia.
ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA – RECURSOS HUMANOS

Qualquer procedimento realizado no serviço de endoscopia, exige profissionais legalmente habilitados para tal
prática, bem como equipamentos e materiais necessários para prover toda e qualquer necessidade médica ou do
paciente, antes, durante e após o procedimento.
Todo o serviço deve dispor de recepcionistas (para o cadastro de atendimento do paciente), Enfermeiro(s),
Técnico(s) em Enfermagem, Médico(s) que irá(ão) realizar o procedimento, médico anestesista (em caso de anestesia),
higienizadora(s) e faturistas (em caso de faturar as contas previamente no setor).
ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA – INFRAESTRUTURA

Toda e qualquer instituição que possuir o serviço de endoscopia, poderá ter especificações próprias quando se
trata de estrutura organizacional, porém, de acordo com a última resolução do Ministério da Saúde, deverá possuir
minimamente a seguinte infraestrutura:
Art. 18. O serviço de endoscopia deve possuir, no mínimo, os seguintes ambientes:
I - sala de recepção de pacientes;
II - sala de consulta/procedimento;
III - sala para recuperação, exceto para serviços de endoscopia tipo I;
IV - sala para processamento de equipamentos, acessórios e outros produtos para a saúde, exceto para serviços de
endoscopia tipo I.
Parágrafo único. Caso o serviço de endoscopia utilize no processamento produtos químicos para desinfecção de alto
nível, independente da classificação do tipo de serviço, a limpeza e desinfecção devem ser realizadas obrigatoriamente
na sala de processamento.
ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA – MATERIAIS
Art. 20. O serviço de endoscopia tipo II deve possuir, no mínimo, os seguintes itens:
I - termômetro;
II - esfigmomanômetro;
III - estetoscópio;
IV - oxímetro de pulso com alarme;
V - oxigênio a 100% (cem por cento);
VI - aspirador;
VII - suporte para fluído endovenoso; e
VIII - carro ou maleta para atendimento de emergência cardiorrespiratória, contendo:
a) ressuscitador manual do tipo balão autoinflável com reservatório e máscara;
b) cânulas naso e orofaríngeas;
c) laringoscópio com lâminas;
d) tubos endotraqueais;
e) sondas para aspiração;
f) materiais e medicamentos emergenciais; e
g) desfibrilador.
Art. 21. O serviço de endoscopia tipo III deve possuir, no mínimo, além dos itens discriminados no Artigo 20 desta
Resolução, equipamentos, instrumental, materiais e medicamentos que permitam a realização do ato anestésico e
recuperação pós-anestésica com segurança.
ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA – SALA DE PROCEDIMENTO
EXEMPLO
PREPARO BÁSICO PARA REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS NO
SERVIÇO DE ENDOSCOPIA
Preparo padrão, podendo ser modificado, de acordo com cada instituição:
A fim de reduzir risco de aspiração e para melhor visualização da mucosa gástrica, é necessário que a endoscopia
seja realizada com o paciente em jejum de no mínimo seis horas e no máximo 12 horas para alimentos sólidos e, no
mínimo, 2 horas e máximo 4 horas para água.
Caso o paciente utilize anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, deverá ser visto com o médico assistente
a necessidade de suspensão ou não da medicação, principalmente quando realizados procedimentos intervencionistas
e/ou biópsias, devido ao grande risco de hemorragia.
O paciente deverá retirar todos os adornos, prótese dentária, aparelhos móveis e a parte de cima de sua
vestimenta (para endoscopia e demais procedimentos do sistema digestivo superior) e toda a roupa (para colonoscopia e
os demais procedimentos do sistema digestivo inferior).
Vestir o paciente com camisola aberta atrás, com o objetivo de não sujar a roupa do paciente e, se caso ocorrer
intercorrências durante o procedimento, seja facilitado o manuseio do mesmo.
O mesmo preparo deve ser seguido para os demais procedimentos realizados no serviço de endoscopia e, para
colonoscopia e retossigmoidoscopia, acrescenta-se o preparo a seguir.
PREPARO BÁSICO PARA REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS NO
SERVIÇO DE ENDOSCOPIA
O objetivo do preparo para este exame é a limpeza total do intestino, para que seja possível a visualização dos
seus segmentos, onde a presença de fezes pode prejudicar a correta realização do procedimento.
- Três dias antes da realização do exame, ingerir somente alimentos leves;
- Dois dias antes do exame, iniciar dieta líquida, livre de alimentos sólidos. No final da tarde, deve-se iniciar com laxante,
de uso comum do paciente, devendo continuar a ser tomado até o dia do exame, de seis em seis horas, sempre
acompanhando e observando a consistência e sujidade das fezes, sendo que no dia do exame, não deverá conter
nenhuma sujidade, mantendo apenas eliminação de líquido claro e límpido (no máximo coloração amarela, devido ao
suco de laranja);
- No dia anterior ao exame, ingerir suco natural de laranja coado, com manitol, duas vezes no dia, com intervalo de 12
horas. Caso necessário, tomar antiemético a cada seis horas. No dia do exame, seguir o jejum igualmente descrito no
slide anterior;
- Durante todo o preparo, é necessário tomar bastante água, para manter-se hidratado;
- Se o intestino do paciente não estiver limpo, no dia do exame, informar a Enfermagem na chegada do paciente ao local
do procedimento.
PREPARO BÁSICO PARA REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS
NO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA

Na triagem do paciente, uma entrevista deverá ser realizada pela(o) Enfermeira(o), com alguns questionamentos
sobre o histórico do paciente, onde uma das principais perguntas é quanto alergias prévias e medicamentos em uso e um
termo de consentimento livre e esclarecido deverá ser assinado pelo paciente ou responsável legal, sob ciência dos riscos
pela realização do procedimento (descrito posteriormente), sendo verificados os sinais vitais do paciente.
Deverá ser aplicado e explicado ao paciente ou responsável legal o termo de consentimento livre e esclarecido,
onde deverá ser discorrido brevemente sobre o procedimento e os riscos destes, tendo exemplo, o termo disponibilizado
na aula anterior, sobre pré operatório.
O paciente deverá ingerir 30ml de antigases, sempre antes de realizar o exame, para evitar formação de bolhas
gasosas, o que poderia prejudicar a correta análise.
CUIDADOS BÁSICOS NA REALIZAÇÃO DE ENDOSCOPIA

O exame é realizado com o paciente em posição lateral, para que o mesmo não tenha desconforto durante o
procedimento e para evitar aspiração.
Utiliza-se a aplicação do anestésico na forma de spray na garganta, cujo efeito persiste por aproximadamente 45 a
60 minutos, período no qual deve-se evitar ingestão de alimentos ou líquidos para prevenção de náuseas, engasgos ou
aspiração.
Deverá ser colocado um bocal (na boca do paciente), o qual tem a função de não permitir que o paciente morda o
aparelho durante o exame.
Sempre que necessário sedar ou anestesiar o paciente, deverá ser realizada punção venosa, para administração
das drogas anestésicas, na necessidade deste, é impreterível a presença de acompanhante para a realização do exame,
devendo ser comunicado previamente ao exame, para que o paciente e seu acompanhante possam programar-se. Neste
caso, o acompanhante não necessariamente precisa permanecer no local durante o tempo de procedimento, podendo ser
comunicado por telefone quando o paciente estiver totalmente acordado e apto para sair da sala de recuperação.
CUIDADOS BÁSICOS NA REALIZAÇÃO DE ENDOSCOPIA
PRINCIPAIS RISCOS AO REALIZAR PROCEDIMENTOS
DO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA
Alguns riscos são passíveis de ocorrer quando da realização de endoscopia, os quais estão descritos a seguir:

✓ Flebite (inflamação no local da aplicação de medicamento);


✓ Hemorragia interna, quando realizado algum procedimento intervencionista;
✓ Muito raramente, pode ocorrer depressão respiratória que deverá ser revertida com tratamento adequado;
✓ Raramente podem ocorrer perfurações, mas quando ocorrer, possivelmente, será necessário internação e eventual
tratamento cirúrgico. Para este evento, alguns sinais de alerta deverão ser observados no pós procedimento (sala de
recuperação anestésica):
✓ Dor abdominal intensa;
✓ Hipertermia;
✓ Vômitos com ou sem presença de sangramento;
✓ Sangramento escurecido nas fezes.
ROTINAS ASSISTENCIAIS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM
NO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA
A equipe de Enfermagem devidamente capacitada é primordial para o correto andamento dos procedimentos
no serviço de endoscopia, desde a recepção do paciente na sala de triagem, até a alta do paciente.
A triagem inicial deverá ser realizada por Enfermeira(o), o qual deverá ser capaz de identificar possíveis
alterações, passíveis de complicação na realização do procedimento, bem como o correto preparo realizado pelo
paciente.
O Enfermeiro deverá ainda estar disponível para todas as atividades pertinentes ao seu cargo, auxiliar os
técnicos e médicos e supervisionar o correto andamento de todo o setor.
Os técnicos em Enfermagem deverão ser capacitados para auxiliar o médico na sala de exame, inclusive no
correto manuseio dos equipamentos e materiais utilizados nos procedimentos, bem como no processamento e
reprocessamento destes; na sala de recuperação pós anestésica, atentos ao sinais de qualquer complicação; na
conferência dos materiais e equipamentos padrão, como carro de parada e anestesia e; na alta do paciente, onde alguns
cuidados deverão ser informados ao paciente e seu acompanhante.
ATIVIDADE

Pesquise e descreva detalhadamente quais as funções do técnico em Enfermagem no Serviço de Endoscopia.


Escolha um procedimento diagnóstico e identifique quais as principais doenças passíveis de estudo mediante esta
técnica.

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