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RESENHA

No dia 08 de março de 2022 tivemos a 2ª aula on-line da Pós-Graduação em Gerenciamento de


Projetos, referente a disciplina de Fundamentos de Gerenciamento de Projetos, com o Professor Luciano
Sales. Nesse dia foram revistos os conteúdos do módulo 3 (Processos de gerenciamento e ciclo de vida de
projetos) e do módulo 4 (Áreas de conhecimento de gerenciamento de projetos).

Iniciou-se explicando que o PMBOK é um guia do conhecimento de gerenciamento de projetos e não


uma metodologia. O PMBOK é um conjunto de boas práticas que traz as melhores práticas do gerenciamento
de projetos. O Guia PMBOK não é a única referência na área de gerenciamento de projetos, mas é a principal.

Atualmente, o PMBOK está na 7ª edição, lançada em 2021, mas a 6ª edição ainda é válida. A 7ª edição
apresenta novas estruturas, mas não anula a anterior. Este guia é atualizado normalmente a cada 3,4 anos.
A estrutura da 7ª edição é baseada em domínios. Alguns exemplos: na 7ª edição se tem Domínios e Entregas
e na 6ª edição, o equivalente é Escopo e Qualidade; a estrutura principal do gerenciamento de projetos até
a 6ª edição era definida em áreas de conhecimentos e grupos de processos, já na 7ª edição se tem domínios
que englobam as áreas de conhecimento ou são as próprias áreas de conhecimento. Todas as explicações de
PMBOK desta aula foram baseadas na 6ª edição do Guia, na qual são descritos os 5 Grupos de Processos, as
10 Áreas de Conhecimento e os 49 Processos de Gerenciamento de Projetos.

Depois passou-se para a explicação do que é um Termo de Abertura (TAP). Desenvolver um Termo de
Abertura é um processo que faz sentido no contexto de qualquer iniciação, seja de um Projeto ou de uma
Fase. É um documento que oficializa o início do Projeto, designa o Gerente do Projeto e define quais são as
responsabilidades e os objetivos.

A partir da identificação das partes interessadas começa-se a coletar os requisitos, que é um processo
fundamental do planejamento. Com os requisitos consegue-se definir o escopo, as entregas e criar a
Estrutura Analítica do Projeto (EAP), que é a decomposição das entregas. Criar a EAP faz parte do Grupo de
Processo do Planejamento e da Área de Conhecimento e Gerenciamento de Escopo.

Faz-se confusão entre Grupo de Processos e Fases. As Fases de um Projeto são a sequência pela qual
um Projeto vai elaborando, construindo, desenvolvendo as suas entregas. As Fases são as Etapas. Grupo de
Processo não é Fase. O Grupo de Processo é desenvolvido dentro da Fase. Dentro das Fases se utiliza
processos e ferramentas que estão dentro do Grupo de Processos. Cada fase pode ter o grupo de processos
que achar necessário, não é obrigatório ter todos. Os Grupos de Processos são 5: iniciação, planejamento,
execução, monitoramento e controle, encerramento.
No Processo de estabelecer o escopo é que se definem as entregas. Como consequência, estabelece-
se as fases pelas quais um Projeto irá passar. Validar o escopo é a aceitação por parte do cliente que diz se o
que está recebendo, sendo produzido e apresentado está de acordo com os requisitos definidos
anteriormente.

O PMBOK é uma caixa de ferramentas. A Organização pode escolher a que será usada de acordo com
o contexto de cada Projeto. Um dos métodos de gerenciamento de projetos é o Prince 2. Tem que se dividir
o Projeto em entregas de forma que se consiga ir validando aos poucos, junto com o cliente. Por isso não é
recomendado que o Projeto tenha só 1 Fase. O Prince 2, por exemplo, proíbe Projeto com só 1 Fase, tem que
ter pelo menos 2 Fases. No Prince 2 quando se termina de validar com o cliente, já se começa a planejar a
próxima fase. No PMBOK, se faz o planejamento na próxima Fase.

O Ciclo de Vida de um Projeto é diferente das Fases de um Projeto. Por exemplo: Um Projeto tem 3
Fases que formam o Ciclo de Vida do Projeto, ou seja, o Ciclo de Vida do Projeto é basicamente a soma das
Fases.

O Business Case é uma entrada do processo de desenvolvimento do TAP. Ele vai avaliar as condições
do mercado antes de se iniciar o Projeto. Antes de passar para a próxima Fase tem que se verificar se o
Business Case continua válido, pois o que foi previsto inicialmente para um produto ou serviço pode haver
sofrido mudanças, de modo que tem que ser avaliado se o Projeto nas novas condições continua agregando
valor.

Além dos Grupos de Processos existem as Áreas de Conhecimento. Os Projetos são agrupados por
objetivos nos Grupos de Processos e por Temas nas Áreas de Conhecimento. As disciplinas representam as
Áreas de Conhecimento. São 10 Áreas de Conhecimento: integração, escopo, cronograma, custos, qualidade,
recursos, comunicação, riscos, aquisições, partes interessadas.

Foram explicadas cada uma das 10 Áreas de Conhecimento:

- Integração: é o que une as demais Áreas de Conhecimento. Desenvolver um TAP, por exemplo, é um
Processo de Integração.

- Escopo: escopo do Produto são as características que o produto deve ter, já escopo do Projeto, é o trabalho
necessário para entregar essas características.

- Cronograma: são os Processos cujo objetivos são organizar a sequência das tarefas, dando previsibilidade
acima do tempo do Projeto.

- Custos: verificar o valor dos orçamentos e quanto irá custar todo o Projeto.
- Qualidade: está diretamente relacionada com o grau que o cliente deseja receber o produto ou serviço que
o Projeto está desenvolvendo. O Gerenciamento de Qualidade se preocupa com as práticas, se boas práticas
estão sendo realizadas.

- Recursos: físico e humano.

- Comunicação: 90% do trabalho do Gerente de Projetos é se comunicar. É organizar as informações de forma


que a comunicações e as informações fluam dentro da Equipe de Projetos para as Partes Interessadas.

- Riscos: é importante identificar os riscos e ter respostas aos riscos que de fato impactam o projeto.

- Aquisições: determinar e gerenciar as aquisições necessárias para o Projeto ser realizado.

- Partes Interessadas: são os stakeholders. Indivíduos ou Organizações que podem afetar ou ser afetados
pelo Projeto. Para se obter sucesso é fundamental trazer o cliente para dentro do ambiente do Projeto.

No meio da aula a turma foi dividida em grupos para realizar uma atividade na qual os Processos
estavam misturados dentro das 10 Áreas de Conhecimentos e precisavam ser organizados.

Depois, foi apresentado um resumo das diferenças entre a 6ª e a 7ª edição do PMBOK. Nas 2 edições
se tem o Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos e o Padrão de Gerenciamento de Projeto,
porém, o conteúdo dentro de cada uma dessas partes sofreu modificações na organização e estrutura.

Demonstrou-se que Tailoring são dicas, práticas para adaptar as ferramentas. É adaptação e não
domínio. Também que Processos (49), Áreas de Conhecimento (10), Grupo de Processos (5) e Ciclo de Vida
são conceitos diferentes.

Foram apresentados os Ciclos de Vida: Preditivo ou Tradicional ou Cascata; Adaptativo ou Ágil; Iterativo
ou Incremental ou Híbrido. No Projeto Tradicional (Preditivo) os requisitos são estáveis e no Projeto
Adaptativo (Ágil) são instáveis, mas ambos têm Termo de Abertura porque é necessário que a Organização
formalize o início do Projeto, sem importar o formato (TAP ou CANVAS).

Ao final da aula foi disponibilizado um tempo para que todos pudessem fazer perguntas e assim, tirar
dúvidas em relação ao conteúdo da matéria e os trabalhos que devem ser entregues na plataforma da FGV
até 25/03/2022.

Elaborado por: Ana Carolina Hastenreiter da Fonseca Piancó

Disciplina: Fundamentos de Gerenciamento de Projetos

Turma: ONL02299-POPRJRJ17T1

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