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Através das histórias de vida de nove mulheres com câncer de mama, procurei identificar e

analisar indicadores de qualidade de vida, buscando compreender como elas se definem


enquanto sujeito social antes e após o tratamento; e evidenciar indicadores que possam ser
trabalhados no processo de reabilitação com vista à uma melhor qualidade de vida. Os dados
foram organizados a partir de entrevista individual, observação e pesquisa em prontuário. Os
conteúdos das histórias possibilitaram a identificação de duas temáticas principais: o “ser
mulher” antes do diagnóstico de câncer de mama através da construção da identidade
feminina; e o “ser mulher” após o diagnóstico do câncer de mama. A identidade feminina
analisada a partir do processo de socialização, evidenciou a construção de uma cultura de si,
traduzida pelo cuidado com o corpo. Este ocupa um lugar de destaque na adolescência, no
namoro, no relacionamento sexual (fonte de beleza e prazer), no casamento (com a vivência
de outras dimensões do existir através dos filhos e companheiro) e na disposição para o
trabalho. A interpretação do ser mulher após a mastectomia revelou a necessidade de
ampliação dos cuidados de si, especialmente aqueles relacionados ao movimento involuntário
da alma (psico-espiritual). Isto porque ser mulher após a mastectomia, significou ter um corpo
doente, mutilado, necessitando de ajuda para cuidar de si. A possibilidade de trabalhar com as
perturbações do corpo e da alma voltados para a saúde, pode significar uma melhor qualidade
de vida.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a cada ano ocorrem cerca de 7 milhões de novos
casos de câncer, metade dos quais em países em desenvolvimento. Atualmente existem cerca
de 14 milhões de paciente com câncer, sendo que aproximadamente dois terços destes são
casos terminais. É previsto aumentar praticamente todos os tipos de câncer, sendo apontado
como as principais razões, o uso de fumo (tabaco) e, paradoxalmente, melhor cuidado de
saúde - pessoas que vivem mais tempo são candidatas a uma maior chance de desenvolver
câncer. Dois terços de todos os cânceres são atribuídos ao estilo de vida e aos processos de
desenvolvimento (WORLD HEALTH, 1993).

Segundo SILVA (1994), para que a mulher volte a realizar suas atividades cotidianas deverá
passar por um processo de reabilitação que corresponde ao processo que esta percorre
ininterruptamente, a partir do momento em que é definido seu diagnóstico. Como a
reabilitação é um processo individual e específico de cada mulher já que envolve capacidades
e possibilidades físicas, intelectuais e espirituais, é um processo que envolve mudanças de
“atitudes, valores e crenças” e que tem “ampla conotação social”. O processo de reabilitação
da mulher com câncer de mama implica ainda na reaprendizagem de habilidades. Isso significa
não somente o reaprender a vestir-se, banhar-se, a caminhar sozinha ou fazer exercícios
físicos, mas abrange redescobrir o seu papel dentro da família, comunidade e sociedade.
Torna-se então necessário, reformular o auto-conceito, a auto-imagem de si mesma além de
reaprender a enfrentar os problemas do cotidiano (SILVA, 1994). Implica Capítulo I - Câncer de
mama e Qualidade de Vida
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Segundo SILVA (1994), para que a mulher volte a realizar suas atividades cotidianas deverá
passar por um processo de reabilitação que corresponde ao processo que esta percorre
ininterruptamente, a partir do momento em que é definido seu diagnóstico. Como a
reabilitação é um processo individual e específico de cada mulher já que envolve capacidades
e possibilidades físicas, intelectuais e espirituais, é um processo que envolve mudanças de
“atitudes, valores e crenças” e que tem “ampla conotação social”. O processo de reabilitação
da mulher com câncer de mama implica ainda na reaprendizagem de habilidades. Isso significa
não somente o reaprender a vestir-se, banhar-se, a caminhar sozinha ou fazer exercícios
físicos, mas abrange redescobrir o seu papel dentro da família, comunidade e sociedade.
Torna-se então necessário, reformular o auto-conceito, a auto-imagem de si mesma além de
reaprender a enfrentar os problemas do cotidiano (SILVA, 1994). IImplica Capítulo I - Câncer de
mama e Qualidade de Vida
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ainda, resgatar nessa clientela a satisfação pela vida, a qual pode ser traduzida por uma
melhor qualidade de vida. Isto porque, em decorrência de situações vivenciadas como o
diagnóstico do câncer, a perda da mama, a insatisfação com o tratamento proposto ou
realizado; freqüentemente ocorrem mudanças no estilo de vida. Estas mudanças podem
influenciar negativamente o comportamento da mulher, como o aparecimento de sentimento
de desvalorização pessoal com conseqüente alteração de seu auto-conceito. Como resultado
desta mudança do nível de autoestima, a mulher poderá sentir-se incapacitada, com medo de
tornar-se menos importante para si e para os outros.

http://www.eerp.usp.br/rema/docs/Qualidade_de_vida_de_mulheres_
%20com_cancer_de_mama.pdf

O câncer é hoje uma doença que aflige um grande número de pessoas em todo o
mundo (INCA, 2005). Em virtude do estilo de vida sedentária, do estresse da vida
cotidiana e da má alimentação, esta doença vem ganhando importância em estudos
epidemiológicos (DURAZZO, 2005) e clínico-qualitativos. Graças a esforços de
profissionais de várias áreas, cada vez mais vêm aumentando as chances de cura
de pacientes que têm essa doença diagnosticada precocemente. Mesmo assim,
ainda convivemos com o movimento paradoxal dos avanços no campo do cuidado e
com aspectos como a desinformação e o medo que acabam por tornar o câncer um
mito ancorado em torno da noção de estigma (GOFFMAN, 1988; SONTAG, 1994).

Hoje se sabe que alguns cânceres são favorecidos pela predisposição genética, mas
a grande casuística do câncer corresponde aos diversos hábitos frutos de nossa
sociedade industrializada. Os hábitos e o estilo de vida adotado pelas pessoas
podem determinar diferentes tipos de câncer (BORTOLUZZI ET AL., 2005;
MATARAZZO, 2006; SOUZA, 2003b).

Alves et al. (2002) relatam que, nas duas últimas décadas, o câncer alcançou a
segunda causa de morte por doença, só perdendo hoje em dia para as doenças que
comprometem o sistema cardiovascular. O câncer tem sido considerado um sério
problema de saúde pública (DIB, 2004). Sabe-se que as mais eficazes formas de
reverter tal situação se situam nos campos da prevenção (BRASIL, 2003) e do
diagnóstico precoce, aliados à informação da população em geral (BRASIL, 2002).

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672009000200007
https://www.vittude.com/blog/psicologo-tratamento-cancer/ esse aqui é interessante

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2013000200009

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