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Pensamentos, memória e até mesmo a imaginação podem despertar emoções, caracterizadas

por alterações físicas ou fisiológicas que se refletem na postura, na expressão facial ou até em
movimentos às vezes mínimos. As emoções são parte do processo decisório, pois elas trazem
informações que nos ajudam a avaliar o que é importante no ambiente interno ou externo e
então decidir. Melhor que tentar evitar a emoção na hora de tomar uma decisão é reconhecê-la.
As emoções orientam pensamentos e nos movem para a ação necessária, mas também
podem ser influenciadas ou geradas por pensamentos.

1.2 Uma visão sobre inteligência emocional

Objetivo de aprendizagem: reconhecer a importância da inteligência emocional no dia a dia.

Segundo Daniel Goleman, a inteligência emocional é a capacidade de reconhecer nossos


próprios sentimentos e os dos outros para nos motivarmos e para gerirmos as emoções em nós
mesmos e nas relações interpessoais. Esse autor disseminou que a inteligência emocional tem
mais responsabilidade sobre nosso sucesso que o QI, coeficiente de inteligência, não apenas
no contexto profissional, mas nas várias circunstâncias de nossa vida, sobretudo quando nos
relacionamos com outras pessoas.

1.3 Metacognição e autogestão emocional

Objetivo de aprendizagem: definir autogestão emocional e metacognição.

A auto-observação é muito importante na inteligência emocional. Ainda que às vezes a gente


tenda a distorcer nossa percepção, podemos aprender ao longo da experiência e também
avaliando as consequências de nossos pensamentos, sentimentos ou comportamentos. Por
isso também que nossas crenças nem sempre correspondem a uma realidade objetiva, pois
elas refletem nossa experiência particular e a percepção que construímos sobre pessoas e as
mais variadas situações. Na medida em que nos observamos e aprendemos, podemos
questionar nossas crenças e investir em sua mudança, o que pode ser um processo
desafiador, porém possível. Estar presente e atento faz parte da autogestão emocional, mas é
diferente de ficar se analisando o tempo todo.

1.4 Identificando as emoções

Objetivo de aprendizagem: identificar as emoções para fins de autoconhecimento.

d) “Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro.”
(Nietzsche)

“Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história”
(Augusto Cury)

“Que tal mudarmos o mundo começando por nós mesmos?” (Martin Luther King)

“Conhece-te a ti mesmo.” (Sócrates)

À exceção da conhecida frase de Sartre, as citações apresentadas refletem princípios


importantes da inteligência emocional, como o autoconhecimento e a responsabilidade pessoal
por buscar as mudanças que deseja em vez de cobrar do outro que ele mude. A inteligência
emocional sempre começa em nós mesmos.

 Embora se considere que existem emoções básicas, praticamente “universais”, não há um


consenso sobre quantas e quais são elas. O modelo apontado pelo vídeo “Minutos Psíquicos”
faz referência a pelo menos sete emoções básicas, possíveis de serem encontradas em
praticamente todas as culturas ao redor do mundo: raiva, nojo, desprezo, tristeza, susto,
felicidade e medo. Dentre outros modelos, há pesquisadores que consideram seis emoções
básicas: alegria, tristeza, medo, raiva, surpresa e nojo. Um dos motivos da dificuldade de definir
claramente quais são as emoções básicas está justamente nas variações culturais para
reconhecimento e expressão de emoções. Além dessas variações culturais, há ainda as
diferenças individuais. As emoções começam como reações a estímulos internos ou externos e
são interpretadas de modo particular, ou seja, há grande subjetividade no modo como cada
pessoa nomeia o que sente e, consequentemente, como lida com isso.

 O autoconhecimento começa desde a reação emocional, ou seja, ao longo do tempo,


podemos desenvolver a percepção das primeiras sensações físicas relacionadas às emoções
(sudorese, taquicardia, por exemplo). Por isso, observar o corpo é um bom recurso de
autoconhecimento. As nossas manifestações mentais a partir das emoções também podem ser
observadas, por exemplo, o modo como as denominamos ou como as interpretamos, assim
como as consequências disso. Com relação às outras pessoas, cabe a elas interpretarem suas
próprias emoções. Podemos observá-las e aprender, ao longo do tempo, como elas tendem a
se comportar para regularmos nossas próprias ações. Precisamos, contudo, ter cuidado
quando queremos interpretar os outros, pois fazemos isso com base em nossas próprias
referências.

1.5 Emoções positivas e negativas

Objetivo de aprendizagem: diferenciar as manifestações das emoções em positivas ou


negativas.

 Todas as emoções são úteis, trazem informações necessárias e nos mobilizam para agir,
porém, as emoções negativas são assim consideradas porque liberam substâncias tóxicas no
organismo. Em vez de pretender evitar emoções, precisamos aprender com elas, ajustar a
forma como as expressamos e processá-las para orientar a melhor ação.

Todas as emoções são úteis e chegam naturalmente. Em geral elas surgem frente a uma
situação para nos preparar para uma ação. O medo, por exemplo, é uma consequência das
várias mudanças fisiológicas e físicas que nos preparam para lidar com algo ameaçador.
Curiosamente, as reações mais comuns são de fuga ou ataque, que, no mundo moderno, não
necessariamente se reflete como lutar, mas também como “intimidar o inimigo”. Há também
uma possível reação de paralisia ou congelamento, que também é encontrada na natureza
quando um animal procura passar desapercebido frente a outro que pode atacá-lo. No dia a dia
pode acontecer quando tentamos não ser notados por pessoas que podem trazer situações
que consideramos aversivas ou ameaçadoras. Muitas vezes a raiva aparece junto com o medo,
principalmente quando precisamos lutar, combater, nos impor, defender alguém, o que não
necessariamente significa uma agressão física, já que podemos processar a emoção e buscar
um meio funcional de utilizá-la para a melhor solução. Outras emoções são igualmente
diversificadas na forma como se manifestam e refletem questões pessoais e culturais.
Situações de luto trazem tristeza, que provoca o necessário recolhimento, mas também podem
estar relacionadas a raiva ou, pelo contrário, serenidade. No México, o Dia dos Mortos é uma
celebração colorida, baseada na crença antiga de que, nesse dia, as almas dos antepassados
têm a permissão de visitarem os vivos. Por fim, até um momento feito para provocar alegria,
como piadas ou comédias, podem gerar outras emoções, como raiva quando a pessoa se
sente ofendida ou desrespeitada em seus valores.
As emoções chegam várias vezes ao dia. Às vezes mal nos damos conta delas ou mesmo das
reações que temos frente a situações variadas: dificuldade de encontrar uma vaga; uma
pessoa que passa e parece fingir que não nos viu; uma pessoa que nos parece excêntrica;
alguém que pede esmola; um bebê chorando; uma boa notícia... Obviamente não é possível,
nem recomendável exigir que se preste atenção a cada momento desses para analisar a
emoção, a reação, os pensamentos, as expectativas. Não cabe ruminar, nem julgar ou cobrar-
se reações diferentes. Também não faz sentido evitar, negar ou forçar-se a esquecer. Cabe
observar-se para processar as emoções e aprender com elas, principalmente quando as
situações são repetitivas ou quando, de algum modo, há consequências importantes para nós
mesmos ou para os outros.

1.6 Autorregulação das emoções

Objetivo de aprendizagem: executar as estratégias para lidar com as emoções pessoais.

https://www.youtube.com/watch?v=Px54tGh4Ub8

Muitas vezes tendemos a nos vitimizar ou explorar causas quando temos reações emocionais
intensas ou que nos perturbam, o que pode nos levar a simplesmente reagir ou nos fixar na
emoção e impedir uma ação produtiva. Ao refletir sobre a melhor ação possível, acionamos o
CPF a trazemos autoconsciência com foco na solução.

Muitas vezes é útil e necessário expressar as emoções e até deixar fluir a reação emocional,
principalmente quando essa resposta está adequada ao que queremos e respeita os limites
dos outros. Outras vezes o melhor é controlar a reação emocional, sem perder a oportunidade
de observar e reconhecer as emoções. Em alguns casos, o mais apropriado é afastar-se da
situação para retomar o equilíbrio e evitar consequências não desejadas. Em todas essas
circunstâncias, a respiração sempre ajuda no equilíbrio. O ideal para relaxar é levar a
respiração até a barriga, aumentar o tempo da inspiração e mais ainda da expiração.

1.7 Autorregulação de emoções recorrentes ou que perduram

Objetivo de aprendizagem: identificar as estratégias complementares quando as emoções são


recorrentes.

1.8 Resiliência

Objetivo de aprendizagem: recordar as estratégias para praticar a resiliência.

https://www.youtube.com/watch?v=4pS3nB7kVtI&t=10s

Não é possível evitar as emoções negativas, mas, na medida do possível, é bom evitar
situações que provocam emoções negativas e buscar aquelas que geram emoções positivas.
Melhor ainda se pudermos intervir para que uma situação se transforme e passe a gerar
emoções positivas para todos. Uma alternativa também é mudar a interpretação das sensações
físicas associadas às emoções, buscando pensamentos que nos apoiem a lidar melhor com o
desafio. O que chamamos de medo, por exemplo, pode ser visto como um preparo do corpo
que nos traz coragem para enfrentar o que for necessário.
1.9 Mindfulness

Objetivo de aprendizagem: listar os benefícios da prática de mindfulness.

 No mindfulness, busca-se uma postura de atenção plena e com foco no presente. Não é
relaxamento. Em vez de ter a expectativa de não pensar em nada, melhor é observar os
pensamentos que chegam e deixar que eles passem, sem fixar-se a eles. O mindfulness não
acontece apenas num processo de meditação. Pode-se ser adotado em vários momentos,
observando com atenção plena ao que acontece no presente, seja em nós mesmos, seja no
ambiente ou nos outros, com um olhar gentil e inspirador.

Os benefícios do mindfulness  têm sido regularmente estudados. Além do impacto físico, há


benefícios psicológicos e sociais. Estes são alguns exemplos: redução do estresse e da
ansiedade; melhora do sono; estabilidade da pressão arterial; melhora da depressão; melhora
em dores e sintomas; relacionamentos fortalecidos; foco nas atividades em geral;
desenvolvimento da resiliência.

 Existem diferentes concepções e técnicas de meditação, com variados pontos de vista a


respeito do que é mais adequado na prática. De modo geral, os estudos mostram que os
benefícios variam segundo a regularidade. Podem variar também de acordo com a técnica
adotada, mas o ideal é que cada pessoa experimente a que melhor funciona para si mesmo,
inclusive com ajuda de conduções dirigidas ou não. O momento do dia também deve ser
observado segundo o resultado pessoal, assim como a possibilidade de meditar uma ou mais
vezes, com durações  variadas. O mais importante é começar, lembrando que a meditação não
é o único momento para se praticar o mindfulness, que pode ser estendido a várias atividades
no sentido de realizá-las com atenção plena e foco no momento presente.

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