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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05

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muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras posições no
resultado final.

Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO.

Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada
uma das dicas.

Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas
para: atendimento@pensarconcursos.com

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ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA ....................................................................................................4


INFORMÁTICA ...................................................................................................................12
ARQUIVOLOGIA ................................................................................................................22
DIREITO CONSTITUCIONAL ......................................................................................31
DIREITO ADMINISTRATIVO ......................................................................................36
DIREITO PENAL ................................................................................................................42
DIREITO PROCESSUAL PENAL..................................................................................49
LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR .................................................................................57
RACIOCÍNIO LÓGICO ....................................................................................................68
ESTATÍSTICA......................................................................................................................70

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LÍNGUA PORTUGUESA
DICA 01
TIPOLOGIA TEXTUAL - TIPOS TEXTUAIS X GÊNEROS TEXTUAIS
A tipologia textual é a classificação de um texto de acordo com as informações que
aparecem nele, considerando suas características internas.
Já, os gêneros textuais são a classificação de acordo com a relação entre a função
do texto na sociedade e as características internas desse texto.

GÊNEROS TIPOS TEXTUAIS

Notícia Narrativo, Descritivo

Receita culinária Injuntivo

Bula de remédio Injuntivo, Descritivo

Reportagem Narrativo, Dissertativo

DICA 02
TIPO NARRATIVO
Na narração, o objetivo do autor é contar um fato, relatar acontecimentos (reais ou
imaginários).
Há a predominância de verbos no pretérito perfeito, mas poderá haver verbos no
presente, referindo-se ao passado (presente histórico).
Há evolução cronológica (antes e depois).
Existem duas características que ajudarão você a identificar um tipo narrativo:
Evolução cronológica: independentemente se o verbo está no passado ou no
presente.

Intenção do autor: contar uma história!


DICA 03
TIPO DESCRITIVO
Na descrição há características de uma pessoa, de um objeto, de uma paisagem, de
uma situação.

Há detalhamentos e simultaneidade.

Ex.: O amor estava de chambre azul, recostado no sofá cheio de almofadas coloridas.

Existem duas características que ajudarão você a identificar um tipo descritivo:


Simultaneidade: não há antes e depois.

Intenção do autor: caracterizar pessoas, objetos, situações...

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DICA 04
TIPO INJUNTIVO
O tipo injuntivo possui a finalidade de instruir e orientar o leitor. Desse modo é
utilizado verbo no imperativo, no infinitivo ou presente do indicativo, com
indeterminação do sujeito.
Onde podemos encontrar textos injuntivos? Em manuais de instruções, receitas,
bulas, regulamentos, editais, códigos e leis.

RESUMO DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Verbo no imperativo;

Utilização de pronomes de tratamento e verbos modalizadores, como “dever”, “ter


que”, “precisar”.

Predominância da coordenação.

Sequências de instruções ou comandos.

DICA 05
TIPO EXPOSITIVO
O Tipo Expositivo tem por finalidade informar o leitor por meio da exposição de ideias
e razões de um tema específico.
Não há a intenção de convencer o leitor e é utilizada uma linguagem clara.
O intuito é simplesmente expor pontos de vista e conhecimento sobre o assunto.

Ex.: prova discursiva de Direito; artigo científico; reportagem.


DICA 06
ORTOGRAFIA OFICIAL - ACERCA DE X CERCA DE

Acerca de: possui o mesmo sentido de “sobre” ou “a respeito de”.

Ex.: Eu e meu marido estávamos comentando acerca da festa de casamento.

→ “sobre” a festa de casamento.


A cerca de: possui o mesmo sentido de “aproximadamente”.

Ex.: Gravataí fica a cerca de trinta minutos de Porto Alegre.

→ “aproximadamente” trinta minutos de Porto Alegre.

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DICA 07
DEMAIS X DE MAIS

“De mais” é uma locução adjetiva e exprime quantidade. É o contrário de “de


menos”.

Ex.: Há pimenta de mais na massa que você serviu.


Tenho tema de mais para fazer.
Havia gente de mais na loja.

“Demais” poderá ser um advérbio de intensidade (indicando um excesso) ou


poderá ser um pronome indefinido (terá o significado de “os outros”).

Ex.: Rimos demais durante a festa. – advérbio


É cedo demais para levantar – advérbio
Aqueles que fizeram a lição podem ficar na sala, os demais podem sair.

→ “os outros” podem sair. – pronome indefinido


DICA 08
MAIS X MAS

“Mas” é uma conjunção que exprime adversidade. Você poderá trocá-la por:
porém, contudo, entretanto.

Ex.: Eu olhei vários vestidos, mas não quis comprar nenhum.

→ “porém não quis comprar nenhum”.


Ela tem tantos pijamas, mas não para de comprar outros.

→ “entretanto não para de comprar outros”.


Geralmente, o “mais” será um advérbio de intensidade (antônimo de “menos”).

Ex.: Lola tem mais amigos do que inimigos.


DICA 09
A FIM X AFIM

“A fim de” é uma locução prepositiva e possui o mesmo significado de “com a


finalidade de”.

Ex.: Terminei o tema cedo a fim de ir ao teatro.

→ “com a finalidade de” ir ao teatro.


TOME NOTA: Utiliza-se “a fim” para dizer que possui interesse em alguém.

Ex.: Estou a fim de um menino ruivo na escola.

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“Afim” poderá ser um adjetivo e se referir a coisas que são semelhantes. Ainda,
poderá ser um substantivo, indicando pessoas que são parentes.

Ex.: Eu e meu marido temos metas afins. = metas semelhantes


Os afins não comparecerão à reunião.
DICA 10
ABSOLVER e ABSORVER

ABSOLVER X ABSORVER

A palavra ABSORVER, geralmente, significa “consumir”; “sorver”.

Ex.: O pano que comprei absorve toda a sujeira do Chão.


Ainda, pode significar “concentrar-se”. Exemplo: Mônica absorve-se no trabalho.

A palavra ABSOLVER significa “perdoar”; “isentar”; “desobrigar”.

Ex.: O júri absolveu o réu.

DICA 11
PONTUAÇÃO - PONTO FINAL E PONTO E VÍRGULA

Ponto final:
É utilizado no FINAL DO PERÍODO, dando sentido completo a ele.

Ex.: Hoje o dia está nublado.


Ainda, é utilizado nas ABREVIAÇÕES.

Ex.: O médico de Joana, Dr. Mauro, deseja atendê-la.

Ponto e vírgula:

Pode separar estruturas COORDENADAS (quando há vírgulas internas).

Ex.: Em 1962, mamãe nasceu; Em 1960, nasceu papai.


Pode ser utilizado no lugar da vírgula para dar ÊNFASE.

Ex.: A neve gelava; o lobo uivava; a borboleta voava.


DICA 12
PONTO DE EXCLAMAÇÃO, DE INTERROGAÇÃO E RETICÊNCIAS

Ponto de exclamação: É utilizado no final de uma frase que expresse surpresa,


súplica, susto...

Ex.: Eu tenho nojo de barata!

É utilizado nas INTERJEIÇÕES:

Ex.: Ai!; Nossa!; Tchê!

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É utilizado nos VOCATIVOS INTENSIVOS:

Ex.: Meu Deus! Proteja-me.

Ponto de interrogação:
É utilizado para indicar o final de uma frase INTERROGATIVA (direta):

Ex.: Quem será a próxima vítima?


CUIDADO: Não cabe ponto de interrogação em estruturas interrogativas
INDIRETAS.

Ex.: Quero saber quem inventou essa mentira.


Reticências:
É utilizada em SUPRESSÃO de um trecho:

Ex.: “... saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra.” (Marta Medeiros)

É utilizada para deixar algo SUBENTENDIDO:

Ex.: Fabrícia sabe o segredo...


É utilizada para INTERRUÇÃO da frase:

Ex.: O meu noivado... Não sei... Talvez não seja tão bacana.
DICA 13
CORRESPONDÊNCIA OFICIAL - ESTRUTURA INTERNA DOS GÊNEROS: PADRÃO
OFÍCIO
O padrão ofício (aviso, memorando e ofício) possui a seguinte estrutura:

CABEÇALHO, o qual deverá conter:


Brasão de Armas da República, o qual deverá estar no topo da página;
Nome do órgão principal;
Nomes dos órgãos secundários, quando necessários, da maior para a menor hierarquia,
separados por barra (/);

Espaçamento → entrelinhas simples (1,0).

IDENTIFICAÇÃO DO EXPEDIENTE, o qual deverá conter:

Nome do documento → tipo de expediente por extenso, com letras maiúsculas;


Indicação de numeração: abreviatura da palavra “número”;

Informações do documento → número, ano (com quatro dígitos) e siglas do setor


que expede o documento, da menor para a maior hierarquia, separados por barra (/);

Alinhamento → à margem esquerda da página.

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LOCAL E DATA DO DOCUMENTO, que deverá conter:

Composição → local e data do documento;


Informação de local → nome da cidade onde foi expedido o documento, com o uso da
vírgula;

Dia do mês → em numeração ordinal se for o primeiro dia do mês e em numeração


cardinal para os demais dias do mês;

Nome do mês → escrito com inicial minúscula;


Pontuação → ponto-final depois da data;
Alinhamento → o texto da data tem que estar alinhado à margem direita da página.

DICA 14
ESTRUTURA INTERNA DOS GÊNEROS: PADRÃO OFÍCIO
Ainda, sobre o padrão ofício e sua estrutura:

ENDEREÇAMENTO, o qual deverá conter:

Vocativo → com a forma de tratamento correta para quem receberá o expediente;


Nome → nome do destinatário do expediente;
Cargo → cargo do destinatário do expediente;
Endereço → endereço postal de quem receberá o expediente;
Alinhamento → à margem esquerda da página.

ASSUNTO, o qual deverá conter:

Título → “Assunto:__________”
Descrição do assunto → a frase sobre o conteúdo do documento deve ser escrita
com a primeira letra maiúscula. Ainda, não pode utilizar verbos;

Destaque → o texto referente ao assunto, bem como o título, deve estar em


negrito.

Pontuação → colocar ponto-final após o assunto;


Alinhamento → à margem esquerda da página.

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TEXTO DO DOCUMENTO: A estrutura do texto pode ser de um modo caso seja um


documento de mero encaminhamento ou de outro modo se não for um documento de
mero encaminhamento.
Quando o documento não for de mero encaminhamento, terá a seguinte
estrutura:

Introdução → Deve ter caráter impessoal, empregando formas como: Solicito,


Comunico...
Desenvolvimento → O assunto é detalhado. Então, se o texto tratar de várias ideias
sobre o assunto, cada ideia deve ser tratada em um parágrafo, uma vez que isso traz
mais clareza ao texto;

Conclusão → na conclusão é reafirmada a posição recomendada acerca do assunto.


Quando o documento for de mero encaminhamento, terá a seguinte estrutura:

Introdução → iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento.


Caso não tenha sido solicitada a remessa do documento → iniciar com a informação da
razão da comunicação, que é encaminhar, indicando os dados completos do documento
encaminhado, bem como o motivo pela qual está sendo encaminhado.

Desenvolvimento → Não há parágrafos de desenvolvimento no caso de documento


(ofício ou aviso) de mero encaminhamento. Todavia, se o autor da comunicação desejar
comentar sobre o documento → poderá adicionar parágrafos.
Regra para estruturar o texto dos documentos de mero encaminhamento ou
não:

Alinhamento → justificado.
Espaçamento entre linhas → simples.
Parágrafos → espaçamento entre eles (de 6 pontos após cada parágrafo); recuo de
parágrafo (2,5 cm de distância da margem esquerda); numeração dos parágrafos (só
quando o documento possuir três ou mais parágrafos, desde o primeiro parágrafo. O
vocativo e o fecho não são numerados).

Fonte → Calibri ou Carlito; corpo do texto (tamanho 12 pontos); citações recuadas


(tamanho 11 pontos); notas de rodapé (tamanho 10 pontos).

Símbolos → para símbolos não existentes nas fontes indicadas é permitido usar as
fontes Symbol e Wingdings.

DICA 15
ESTRUTURA INTERNA DOS GÊNEROS: PADRÃO OFÍCIO
Mais detalhes sobre a estrutura do padrão ofício:

FECHO:
Para autoridades de hierarquia superior a do remetente, inclusive o Presidente da
República:
Respeitosamente,

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Para autoridades de mesma hierarquia, de hierarquia inferior ou outros casos:
Atenciosamente,

Quanto à formatação do fecho:

Alinhamento → alinhado à margem esquerda da página.


Recuo de parágrafo → 2,5 cm de distância da margem esquerda.
Espaçamento entre linhas → simples.

Espaçamento entre parágrafos → de 6 pontos após cada parágrafo.

IDENTIFICAÇÃO DO SIGNATÁRIO: Excluídas as comunicações assinadas pelo


Presidente da República, as outras precisam informar o signatário segundo o padrão:

Nome → nome da autoridade que as expede, grafado em letras maiúsculas. Não pode
usar o negrito. Sem linha acima do nome do signatário.

Cargo → cargo da autoridade que expede o documento, redigido somente com as iniciais
maiúsculas.

Alinhamento → a identificação do signatário precisa ser centralizada na página. É


recomendado não deixar a assinatura em página isolada do expediente.
OBS.: Em relação à numeração das páginas, é obrigatória somente a partir da
segunda página da comunicação.

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INFORMÁTICA
DICA 16
BANCO DE DADOS - CONCEITOS
Banco de dados é um conjunto de dados relacionados que armazena informações
sobre um determinado domínio, o banco foi projetado para aquela finalidade, armazenar
aqueles dados. Assim, um banco de dados pode ser bastante simples ou bem robusto,
armazenando diversas informações, imagine um banco de dados de um supermercado,
onde haverá registros sobre produtos, vendas etc. Imagine agora um banco de dados de
uma companhia aérea, haverá informações sobre aeronaves, tripulantes, passageiros,
viagens etc. O tamanho do banco de dados vai depender da sua necessidade.
DICA 17
SISTEMA GERENCIADOR DE BANCO DE DADOS (SGBD)
Um SGBD permite a criação e o gerenciamento de um banco de dados. Através de um
SGB os usuários poderão manipular dados, inserir dados, gerenciar proteção aos dados.
Exemplos de softwares que são SGBD: MySQL, Postgres, SQL Server.
JÁ CAIU NA BANCA CESPE!

QUESTÃO CESPE, 2019.


As funções de um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD) incluem
a) gerenciar o becape e a recuperação de dados, bem como o escalonamento de
processos no processador por meio do banco de dados.
b) gerenciar o sistema de arquivos e a segurança do banco de dados.
c) gerenciar a entrada e saída de dispositivos, linguagens de acesso ao banco de dados
e interfaces de programação de aplicações.
d) gerenciar a integridade de dados, o dicionário e o armazenamento de dados, bem
como a memória do computador enquanto o SGBD estiver em execução.
e) transformar e apresentar dados, controlar o acesso de multiusuário e prover
interfaces de comunicação do banco de dados.
GABARITO: Alternativa e.

DICA 18
TRANSAÇÃO EM BANCO DE DADOS
Uma transação em um banco de dados é a realização de uma operação com os dados
do banco. Pode ser uma leitura, uma inserção, uma atualização ou uma exclusão. Porém,
imagine um banco de dados de uma instituição bancária, será necessário que o banco de
dados esteja sempre consistente para que não haja nenhuma perda. Assim, as transações
em um banco de dados têm que garantir algumas características:

Atomicidade: Característica de que uma operação tem que ser realizada no todo, isto
é, ou faz a operação inteira, ou não faz nada. Exemplo: para registrar um saque, será
necessário retirar do saldo e depois emitir o dinheiro, terá que ser feito as duas
operações para concluir o saque, caso contrário a operação não será validada;

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Consistência: Uma transação irá levar o banco de dados de um estado consistente


para outro estado consistente;

Isolamento: Uma transação será executada isoladamente das demais, fazendo com
que uma transação não interfira no funcionamento da outra. Atenção: isso não impede
que várias transações ocorram simultaneamente;

Durabilidade: Após as transações serem realizadas, os dados precisam persistir no


banco de dados, isto é, tornarem-se permanentes.

DICA 19
MODELO CONCEITUAL
Modelo que independe de um SGBD, é uma visão mais ampla da estrutura do banco de
dados, que descreve suas entidades, seus atributos, os relacionamentos entre as
entidades. Sendo o modelo conceitual a primeira etapa na modelagem de dados, restando
ainda o modelo lógico e o modelo físico de dados. Um exemplo de modelo conceitual é o
modelo entidade-relacionamento (MER).
DICA 20
MODELO ENTIDADE RELACIONAMENTO (MER)
O Modelo Entidade Relacionamento é representado através de diagramas de entidade
relacionamento. Os principais elementos do MER são as entidades, os atributos e seus
relacionamentos.

Entidades: são as representações do mundo real, isto é, objetos aos quais teremos
atributos associados a ele e com quem realizará seus relacionamentos. Em um banco de
dados de uma empresa, uma entidade pode ser funcionário. Outro exemplo, um banco de
dados sobre futebol, uma entidade pode ser time. São representados por retângulos;

Atributos: são informações associadas às entidades, os atributos podem ser simples,


compostos, multivalorados etc. São representados por elipses;

Relacionamento: São os relacionamentos que ocorrem entre as entidades. Por


exemplo, em um banco de dados de um supermercado, um relacionamento pode ser a
compra de um produto por um cliente, onde cliente e produto são entidades. São
representados no diagrama por losangos .
DICA 21
MODELO ENTIDADE RELACIONAMENTO (MER) - RELACIONAMENTO
Uma caraterística bastante importante dos relacionamentos é a cardinalidade. A
cardinalidade vai definir o grau de relação entre duas entidades.

A cardinalidade pode ser:

Um para Um: Uma entidade se relaciona com apenas um registro de outra entidade.
Por exemplo, em um banco de dados de um hospital, um paciente só pode estar
associado a um quarto e um quarto só pode ter um paciente, tendo a ideia de quartos
individuais.

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Um para muitos: Quando uma entidade pode se relacionar com vários registros de
outra entidade, como por exemplo um banco de dados de um time de futebol, um time
tem vários jogadores, mas um jogador, está associado a apenas um time.

Muitos para muitos: Quando uma entidade se associa a vários registros e vice-versa.
Por exemplo, em um Hospital, considerando uma entidade médica e uma entidade
paciente, um médico pode atender vários pacientes e um paciente pode ser atendido
por vários médicos.

DICA 22
MODELO ENTIDADE RELACIONAMENTO (MER) - DIAGRAMA
Um exemplo de um diagrama entidade relacionamento, representados na figura abaixo,
sendo duas de entidades e um de relacionamento. Há também atributos associados às
entidades e atributos associados ao relacionamento.

As entidades são País e Serviço. O relacionamento é Tributação.

A entidade País tem os atributos: Código, Nome, Moeda.

A entidade Serviço tem os atributos: Código, Descrição, Valor.

O relacionamento entre as entidades é de muitos para muitos, uma vez que um país
pode tributar vários serviços e um serviço pode ser tributado por vários países.

DICA 23
MODELO ENTIDADE RELACIONAMENTO (MER) - DIAGRAMA
Em um diagrama também é possível representar relações de herança entre as
entidades, isto é, uma especificação de uma categoria mais genérica. Por exemplo, em
uma escola, podemos definir pessoa como uma entidade e uma especificação desta
entidade será professor ou aluno. A herança é representada por um triângulo:

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DICA 24
ARQUITETURA DE TRÊS ESQUEMAS

O objetivo da arquitetura de três esquemas é separar as aplicações do usuário do


banco de dados físico. É dividida em três níveis, Interno, Conceitual, Externo. Vejamos:

Nível Interno: Descreve a estrutura física de armazenamento do banco de dados;

Nível Conceitual: Oculta detalhes do armazenamento físico e descreve entidades,


tipos de dados, relacionamentos;

Nível Externo: Descreve apenas parte do banco de dados. É quando um usuário tem
interesse em apenas parte do banco e o resto dele será ocultado, facilitando assim a
visão.
DICA 25
INDEPENDÊNCIA FÍSICA E LÓGICA

Independência física dos dados é a característica de se poder alterar o banco de


dados físico sem alterar a lógica dos dados, isto é, podemos alterar o esquema interno
sem ter que modificar o esquema conceitual.

Independência lógica dos dados é a capacidade de podermos alterar a parte


lógica do banco de dados sem a necessidade de mexer na parte física. Assim,
podemos alterar o esquema conceitual sem ter que alterar os esquemas externos ou
programas de aplicação.
DICA 26
MODELO LÓGICO
O modelo lógico é uma forma que ainda pode ser entendida pelos usuários, mas já está
mais aproximada de como os dados são estruturados e armazenados. Assim, há mais
limitações ao modelo lógico comparados ao modelo conceitual. O modelo lógico já é
dependente do SGBD escolhido, podendo ser relacional, multidimensional etc.
JÁ CAIU NA BANCA CESPE!

QUESTÃO CESPE, 2012.


Os modelos conceitual, lógico e físico de banco de dados auxiliam no desenvolvimento
de projetos de bancos de dados relacionais. A principal diferença entre os modelos físico
e lógico é que este último não contém os atributos, mas somente as entidades e seus
relacionamentos.
GABARITO: Errado.

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DICA 27
MODELO RELACIONAL
O modelo relacional é o modelo que se baseia em relações (tabelas) para representar os
dados. Formalmente chamamos de relações, tuplas e atributos. Informalmente,
chamamos de tabelas, linhas e colunas. Um banco de dados relacional é baseado no
modelo relacional.
JÁ CAIU NA BANCA CESPE!

QUESTÃO CESPE, 2019.


No modelo relacional, variável corresponde a
a) uma constante individual.
b) um valor variável que não possui local no tempo nem no espaço.
c) uma matriz de valores codificados e armazenados na memória.
d) um recipiente para se armazenar um valor que pode ser atualizado.
e) um valor que não admite substituição.
GABARITO: Alternativa d.

DICA 28
TABELAS
São as representações de dados em um banco de dados relacional. Uma tabela
contém um conjunto de colunas que representam os atributos e um conjunto de registros
que representam as instâncias.

Exemplo de tabela:

ID Nome Endereço

01 Estudante Av. Brasil

Os atributos são o cabeçalho da coluna e as instâncias são os registros da tabela.


Assim, podemos ter muitos registros em uma tabela.
DICA 29
CHAVE PRIMÁRIA
Cada instância em uma tabela precisa ser identificada unicamente. Para que isso seja
possível utilizamos a ideia de chave primária. Na tabela abaixo, temos dois registros de
duas pessoas com o mesmo nome, para que possamos identificá-las de maneira única,
precisamos de algo seja exclusivo delas. Por exemplo, o número de CPF.

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Exemplo:

CPF Nome Endereço

111.111.111-11 Adriana Av. Brasil

222.222.222.22 Adriana Av. Brasil

Assim, o CPF é uma chave primária nesta tabela.


DICA 30
CHAVE ESTRANGEIRA
Uma chave estrangeira permite uma ligação entre duas tabelas. Imagine duas
tabelas, Professor e Disciplina. Cada tabela terá sua chave primária e seus demais
atributos, mas como identificar qual professor ministra uma disciplina. Aí que surge a
chave estrangeira. A tabela Disciplina irá conter um campo que identifica o professor e
este campo será a chave estrangeira.

TABELA DISCIPLINA:

id Disciplina idProfessor

01 Tecnologia da Informação 01

TABELA PROFESSOR:

id Professor nome

01 Aprovador de Alunos

Veja que o campo id Professor é uma chave estrangeira para a tabela Professor.
DICA 31
MAPEAMENTO MODELO ENTIDADE RELACIONAL PARA MODELO RELACIONAL

Para representar os relacionamentos no modelo relacional há algumas regras:

Mapeamento Relacionamento Um para Um: neste relacionamento escolhemos


uma das tabelas para receber a chave estrangeira da outra tabela.

Mapeamento Relacionamento Um para Muitos: neste relacionamento o lado para


muitos irá receber a chave estrangeira. Por exemplo, um curso contém vários alunos e
um aluno está matriculado em um curso. A tabela aluno irá conter uma chave
estrangeira que identifica o curso.

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Mapeamento Relacionamento Muitos Para Muitos: neste relacionamento criamos


uma tabela e acrescentamos uma chave estrangeira para cada tabela.

DICA 32
TIPOS DE DADOS

Os atributos em uma tabela podem ser de alguns tipos: como VARCHAR, que
representa uma cadeia de caracteres variável, INT que representa um número inteiro,
DATE que representa um valor de data.
Porém, é importante conhecer o campo NULL. Quando um campo é de preenchimento
opcional podemos marcá-lo como NULL. Porém, alguns campos não podem ser NULL, o
caso do campo da chave primária, ele sempre deverá ser preenchido, neste caso,
marcamos a chave primária como NOT NULL.
DICA 33
TIPOS DE ATRIBUTOS

Simples → atributos que não são divisíveis, por exemplo, nome, CPF;
Composto → atributos que podem ser divididos em outras partes, por exemplo, o
atributo de endereço, pode ser dividido em rua, bairro, cidade;

Multivalorado → atributos que podem ter mais de um valor, como o número de


telefone, uma pessoa com mais de um número de telefone;

Derivados → atributos que são derivados a partir de outro atributo, como, por exemplo,
a idade pode ser derivada a partir da data de nascimento e da data atual.
DICA 34
MANIPULAÇÃO DE DADOS

Para manipular os dados há algumas linguagens. São elas:

DDL (Data Definition Language): linguagem de definição de dados são comandos


que interagem com o banco de dados, isto é, criam banco de dados, deletam, atualizam.
Comandos: CREATE, DROP, ALTER.

DML (Data Manipulation Language): linguagem de manipulação de dados são


comandos que interagem com as tabelas, realizando consultas, inserções, atualizações,
exclusões. Comandos: SELECT, INSERT, UPDATE, DELETE.
DICA 35
DEPENDÊNCIA FUNCIONAL
Ocorre quando há uma dependência entre atributos de uma tabela. Em uma tabela
onde há o campo CPF e o campo Nome. Para encontrar uma pessoa de determinado
nome, podemos buscar pelo número de CPF. Assim, dizemos que Nome depende
funcionalmente de CPF.

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DICA 36
NORMALIZAÇÃO
A normalização é uma série de passos aplicados às tabelas com a finalidade de reduzir
redundâncias. Um banco de dados relacional pode estar em alguns estados, por exemplo.
Um banco de dados pode estar na primeira forma normal, na segunda forma normal
ou na terceira forma normal. Caso não esteja em nenhuma das formas, dizemos que o
banco não está normalizado.

Primeira Forma Normal: Todos os atributos têm que ser atômicos, isto é, não pode
possuir valores multivalorados nem atributos compostos;

Segunda Forma Normal: Cada atributo da tabela deverá ser dependente da chave
primária inteira, assim, um atributo não pode depender de somente parte da chave
primária, terá que ser inteira;

Terceira Forma Normal: Cada atributo não chave não pode possuir dependência
transitiva para cada chave candidata.

As formas normais são cumulativas, isso quer dizer que para estar na segunda forma
normal necessariamente terá que estar na primeira forma normal e para estar na terceira,
terá que estar na segunda forma normal. Há outras formas normais, como a quarta forma
normal, quinta forma normal e a forma normal de Boyce-Codd.
JÁ CAIU NA BANCA CESPE!

QUESTÃO CESPE, 2021.


De acordo com a primeira forma normal do modelo relacional, atributos compostos por
vários valores são representados diretamente em uma tupla e em suas relações nas
tabelas do banco de dados.
GABARITO: Errado.

DICA 37
LIBREOFFICE - ESTRUTURA BÁSICA DOS DOCUMENTOS, EDIÇÃO E FORMATAÇÃO
DE TEXTOS NO WRITER

Dos elementos que compõem a estrutura do documento, é importante lembrar da


Barra de Menus e seus atalhos:

Arquivo: Refere-se ao gerenciamento dos documentos: criar um novo documento


(CTRL + N), abrir um documento (CTRL + O), salvar (CTRL + S), salvar como (CTRL +
SHIFT + S), imprimir (CTRL + P), sair (CTRL + Q);

Editar: Refere-se ao gerenciamento da edição do documento e contém instruções


como copiar(CTRL + C), colar (CTRL + V), colar especial (CTRL + SHIFT + V), selecionar
tudo (CTRL + A), localizar (CTRL + F), localizar e substituir (CTRL + H);

Exibir: Refere-se aos elementos de exibição em tela, mostrar/esconder barra de


ferramentas, barra de status, régua, barra de rolagem, zoom;

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Inserir: Refere-se à inserção de elementos ao documento, como Figura, multimídia,


gráfico, objeto, hiperlink, sumário e índices;

Formatar: Formatação do texto, isto é, espaçamento, alinhar, clonar formatação,


estilo da página, formatação do parágrafo;

Estilos: Refere-se ao estilo do texto, uma forma de padronizar o documento,


colocando Título e Subtítulo;

Tabela: Gerenciamento de tabelas no documento, podendo inserir tabela (CTRL +


12), inserir ou excluir linhas e colunas, mesclar e dividir células e proteger células;

Formulário: Utilizado para criação de formulários, podendo inserir etiquetas, botões,


rótulos, listas, filtro de dados;

Ferramentas: ferramentas para auxiliar na edição do documento como ortografia


(F7), verificação ortográfica automática (SHIFT + F7), idioma, contagem de palavras,
autocorreção, assistente de mala direta, proteger documento, macros, personalizar;

Janela: alternar entre as janelas do Writer, criar nova janela, fechar janela (CTRL +
W);

Ajuda: Ajuda e informações sobre o LibreOffice, guia de usuário e verificação de


atualizações.

DICA 38
FUNÇÕES E MACROS NO CALC

São funções predefinidas que tem o objetivo de retornar uma informação dentro da
planilha.
As funções podem conter funções em seus argumentos. Chamamos de funções aninhadas
quando isso ocorre.

Ex.: =SE(SOMA(A1:A10) > 7;”APROVADO”; “REPROVADO”)


Atenção ao ponto e vírgula que separa os argumentos.
Os macros são comandos salvos ou teclas digitadas que são armazenadas para uso
posterior. Utiliza a linguagem LibreOffice Basic. Acessíveis através do menu
ferramentas > Macros. As macros criadas precisam ser compiladas (converter o que
escrevemos numa linguagem que o computador entenda) para poderem ser executadas.

ATENÇÃO!

Macros podem ser utilizadas em arquivos maliciosos com o intuito de buscar na internet
um malware e executá-lo no computador. Deve-se ter cuidado ao baixar planilhas de
fontes não confiáveis.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 39
ESTRUTURA BÁSICA DAS APRESENTAÇÕES - IMPRESS
Impress é o programa de apresentação de slides incluído no LibreOffice. O salvamento
padrão é no formato .ODP (Apresentação ODF). Porém, é possível salvar no formato de
arquivo reconhecido pelo PowerPoint (Programa de apresentação de slides da Microsoft).
A tela principal do Impress é composta por Área de trabalho.
(Normal, Estrutura de tópicos, Notas, Organizador de slides), Painel de Slides, Barra
Lateral (localizada do lado direito), Réguas, Barra de status, Barra de ferramentas.

Componentes da área de trabalho:

Normal - Permite a edição e criação de um slide individualmente;

Estrutura de tópicos - Contém todos os slides da apresentação em sua sequência


numerada;

Notas - Utilizado para adicionar notas aos slides. Não aparecem na apresentação,
apenas para o apresentador;

Organizador de Slides - Contém todas as miniaturas dos slides usados na


apresentação.

DICA 40
SLIDES - IMPRESS
Um slide é um item que compõe a apresentação. (criar um slide CTRL + M). Um slide
mestre é utilizado quando se quer usar um ponto de partida em comum. É acessível
através do Menu Slide ou através do menu Exibir, acessando Slide Mestre. O Impress
conta com uma coleção de slide mestre acessíveis através da barra lateral.
JÁ CAIU NA BANCA CESPE!

QUESTÃO CESPE, 2012.


Para iniciar a configuração de um eslaide mestre no aplicativo Impress do BrOffice,
deve-se clicar Slide mestre e, em seguida, Formatar.
GABARITO: Errado.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
ARQUIVOLOGIA
DICA 41
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - CONDICIONAMENTO E
ARMAZENAMENTO
Na conservação dos documentos, deve-se ter especial atenção em como guardá-los no
momento do arquivamento.

CONDICIONAMENTO ARMAZENAMENTO

Relacionado às embalagens utilizadas Se refere ao local ou mobiliário em


para proteger o documento que o documento é guardado

Ex.: Envelopes, Caixas, Pastas. Ex.: Gavetas, Estante, Prateleira.

Portanto, o processo de arquivamento envolve, primeiramente, seu acondicionamento


em material adequado, e o armazenamento em local ou mobiliário apropriado, de acordo
com o tipo de material guardado.

O acondicionamento dos documentos de arquivo está relacionado as embalagens


utilizadas para a guarda dos documentos.

O armazenamento refere-se ao mobiliário adotado.


DICA 42
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS

De acordo com a bibliografia arquivística, são as principais operações de


conservação de documentos:

Desinfestação;

Limpeza;

Alisamento;

Restauração ou reparo;

Veja como foi cobrado em prova!

QUESTÃO CESPE, 2007.


A conservação compreende os cuidados prestados aos documentos e ao seu local de
armazenamento. As principais operações de conservação são:
a) higienização, exaustão, congelamento e preservação.
b) umidificação, limpeza, calafetação e restauração.
c) laminação, refrigeração, evaporação e encapsulamento.
d) desinfestação, limpeza, alisamento e restauração.
GABARITO: Alternativa d.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 43
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - DESINFESTAÇÃO

A Desinfestação: é o combate à insetos. E o método mais eficiente é a fumigação,


que é um tratamento químico. E deste modo impedindo que os insetos circulem pelos
arquivos. Com a fumigação os insetos, em qualquer fase de desenvolvimento, são
completamente destruídos.

Desinfestação Fumigação

Consiste em colocar os documentos em


uma sala especial (chamada câmara de
Se refere ao combate a insetos. fumigação), onde são submetidos a
produtos químicos específicos por 48 a 72
horas, que, agindo sobre os documentos,
matarão os insetos que porventura
estejam neles, como baratas, traças e
cupins.

Desinfestação = técnica de combate à insetos.

Fumigação = técnica de desinfestação mais eficiente.


DICA 44
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - LIMPEZA
“Em países desenvolvidos, há instalações especiais para a operação de limpeza, que é a
fase posterior à fumigação. Na falta dessas, instalações usa-se um pano macio, uma
escova ou um aspirador de pó”. - Marilena Leite Paes
A limpeza é, portanto, a operação pela qual é feita a higienização dos documentos
após a fumigação. Basicamente, pode ser realizada com um pano macio, escova
(especial para documentos, com cerdas macias) e um aspirador de pó (espanador não é
adequado, pois acaba por espalhar a poeira no ambiente e contamina os documentos ali
depositados).
DICA 45
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - ALISAMENTO
“Consiste em colocar os documentos em bandejas de aço inoxidável, expondo-os à ação
do ar com forte porcentagem de umidade (90 a 95%), durante uma hora, em uma
câmara de umidificação. Em seguida, são passados a ferro, folha por folha, em máquinas
elétricas. Caso existam documentos em estado de fragilidade, recomenda-se o emprego e
prensa manual sob pressão moderada. Na falta de equipamento adequado, aconselha-se
usar o ferro de engomar caseiro.” - Marilena Leite Paes
A técnica de alisamento é utilizada, portanto, para desamassar documentos
danificados pelo tempo. Na prática, os documentos são submetidos à umidade durante
uma hora e, em seguida, são passados a ferro, para desamassá-los. Para ser sincero, não
concordo com a afirmação de que isso seria uma das principais ações de conservação,
uma vez que os documentos, nesse caso, já foram danificados por não terem sido bem

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
conservados – mas isso é uma opinião minha e não deve ser considerada na prova. Se o
examinador cobrar esse assunto, estará copiando desse livro e você deverá considerar o
item correto, se estiver de acordo com o que a autora sugere.
DICA 46
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - RESTAURAÇÃO OU REPARO
Você deve ter percebido que esta parte do assunto é um pouco mais complicada, não? O
tópico referente à restauração ou reparo é ainda mais cheia de detalhes técnicos.
Para tentar te ajudar, adianto o seguinte: são técnicas utilizadas para tentar
recuperar documentos que já foram danificados com o tempo. Em geral, o papel, ao
envelhecer, se torna frágil e quebradiço, e as técnicas de restauração tentarão recuperar
sua resistência e flexibilidade. Observe o que cita Marilena em sua obra a respeito do
assunto:
“A restauração exige um conhecimento profundo dos papéis e tintas empregados. Vários
são os métodos existentes. O método ideal é aquele que aumenta a resistência do papel
ao envelhecimento natural e às agressões externas do meio ambiente – mofo, pragas,
gases, manuseio – sem que advenha prejuízo quanto à legibilidade e flexibilidade, e sem
que aumente o volume e o peso”
“Nos métodos mais comuns aplica-se uma película protetora em um dos lados do papel,
por meio de solução vaporizadora, imersão ou dos processos de laminação e silking. Essa
película não deve impedir a passagem dos raios ultravioletas ou infravermelhos. O
processo deve ser fácil e tão elástico que permita o tratamento dos documentos antigos
como modernos, seja qual for o seu estado de conservação. A matéria-prima e o
equipamento utilizados devem ser de baixo custo e de fácil aquisição.” - Marilena Leite
Paes

A partir daí, a autora cita algumas técnicas de restauração e faz um breve resumo a
respeito de cada um. São eles:

1) Banho de gelatina;

2) Tecido;

3) Silking;

4) Laminação;

5) Laminação manual; e

6) Encapsulação.

DICA 47
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - RESTAURAÇÃO OU REPARO - BANHO DE
GELATINA
“Consiste em mergulhar o documento em banho de gelatina ou cola, o que aumenta a sua
resistência, não prejudica a visibilidade e a flexibilidade e proporciona a passagem dos

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
raios ultravioletas e infravermelhos. Os documentos, porém, tratados por este processo,
que é manual, tornam-se suscetíveis ao ataque dos insetos e dos fungos, além de exigir
habilidade do executor.” - Marilena Leite Paes
Como o próprio nome indica, a técnica conhecida como banho de gelatina consiste em
mergulhar o documento em uma mistura de gelatina ou cola, que, ao impregnar no papel,
acaba por reforçá-lo. Tem como vantagens aumentar a resistência e manter a
flexibilidade do papel (não o torna duro com a aplicação). A desvantagem, segundo a
autora, é que, por se tratar de material comestível, acaba por atrair insetos e
microrganismos, e não é uma técnica fácil de aplicar, exigindo bastante de quem a
executa.
DICA 48
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - RESTAURAÇÃO OU REPARO - TECIDO
“Processo de reparação em que são usadas folhas de tecido muito fino, aplicadas com
pasta de amido. A durabilidade do papel é aumentada consideravelmente, mas o emprego
do amido propicia o ataque de insetos e fungos, impede o exame pelos raios ultravioletas
e infravermelhos, além de reduzir a legibilidade e a flexibilidade.” - Marilena Leite Paes
Nessa técnica, o material utilizado é formado por folhas de tecido e pasta de amido.
Na prática, é como se o papel fosse plastificado nos dois lados pelo tecido aplicado. Esse
processo aumenta a durabilidade do papel, mas o torna menos flexível (como um
documento plastificado), diminui sua legibilidade (o tecido não é totalmente
transparente), e ainda atrai insetos e microrganismos, por causa da pasta de amido.
DICA 49
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - RESTAURAÇÃO OU REPARO - SILKING
“Este método utiliza tecido – crepeline ou musseline de seda – de grande durabilidade,
mas, devido ao uso de adesivo à base de amido, afeta suas qualidades permanentes.
Tanto a legibilidade quanto a flexibilidade, a reprodução e o exame pelos raios ultra
violetas e infravermelhos são pouco prejudicados. É, no entanto, um processo de difícil
execução e cuja matéria-prima é de alto custo.” - Marilena Leite Paes
A técnica de silking é a mesma técnica de tecido já conhecida por você, só que com
material de alta durabilidade e melhor qualidade. Traz como vantagem não
prejudicar a legibilidade e a flexibilidade, mas a desvantagem é que utiliza um material
mais caro, além de ser uma técnica de difícil execução.
DICA 50
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - RESTAURAÇÃO OU REPARO - LAMINAÇÃO
A Laminação, que também é conhecida como velatura, é o processo de fazer um reforço
de papel ou tecido para reforçar o papel ou documento danificado, tornando-o
então imune à ação de fungos, pragas e insetos. É uma técnica utilizada para reparos em
documentos e é o que mais se aproxima do método ideal de restauração de documentos,
dado que eleva a resistência do papel sem perda da legibilidade e flexibilidade.
O material empregado nesta técnica é composto por folhas de papel de seda e de acetato
de celulose, colocadas sobre os dois lados do papel e inseridas no mesmo por meio de
uma prensa hidráulica em alta temperatura.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 51
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - RESTAURAÇÃO OU REPARO - LAMINAÇÃO
MANUAL
“Este processo, desenvolvido na Índia, utiliza a matéria-prima básica da laminação
mecanizada, embora não empregue calor nem pressão, que são substituídos pela acetona.
Esta, ao entrar em contato com o acetato, transforma-o em camada semiplástica que, ao
secar, adere ao documento, juntamente com o papel de seda. A laminação manual,
também chamada de laminação com solvente, oferece grande vantagem àqueles que não
dispõem de recursos para instalar equipamentos mecanizados.” - Marilena Leite Paes
Essa técnica, segundo Marilena, é a mesma laminação já conhecida por você, com o
detalhe de que não necessita da prensa hidráulica – o que a torna mais acessível. A folha
de acetato de celulose empregada na técnica anterior também é substituída pela acetona,
que servirá para grudar a folha de papel de seda no documento.
DICA 52
PRESERVAÇÃO OU CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - PRINCIPAIS OPERAÇÕES
DE CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS - RESTAURAÇÃO OU REPARO -
ENCAPSULAÇÃO
“Utiliza basicamente películas de poliéster e fita adesiva de duplo revestimento. O
documento é colocado entre duas lâminas de poliéster fixadas nas margens externas por
fita adesiva nas duas faces; entre o documento e a fita deve haver um espaço de 3 mm,
deixando o documento solto dentro das duas lâminas.” -Marilena Leite Paes
Talvez esta seja a técnica mais simples de aplicar, uma vez que, basicamente, consiste
em colocar o documento entre duas folhas de poliéster, selando as bordas com fita
adesiva de dupla face.
DICA 53
SISTEMAS INFORMATIZADOS DE GESTÃO ARQUIVÍSTICA DE DOCUMENTOS –
SIGAD
A produção de documentos digitais cresceu muito nas últimas décadas, o que levou à
criação de sistemas informatizados de gerenciamento de documentos. E para assegurar
que documentos arquivísticos digitais sejam confiáveis e autênticos e que possam ser
preservados com suas características, é fundamental que os sistemas criados incorporem
os conceitos arquivísticos e suas implicações no gerenciamento dos documentos digitais.
Para tanto, falamos do Sistema Informatizado de Gestão Arquivística – SIGAD, que
é conceituado com o conjunto de procedimentos e operações técnicas do sistema
de gestão arquivística de documentos, processado por computador. Podendo ser
um software particular, ou um determinado número de softwares integrados, adquiridos
ou desenvolvidos por encomenda, ou uma combinação destes.

ATENÇÃO!

O sucesso do SIGAD dependerá, fundamentalmente, da implementação prévia de um


programa de gestão arquivística de documentos.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
Aprofundando no tema, é importante entender os conceitos de sistema de
informação, gestão arquivística de documentos, sistema de gestão arquivística de
documentos, gerenciamento eletrônico de documentos (GED) e sistema informatizado de
gestão arquivística de documentos (SIGAD).
DICA 54
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E GESTÃO ARQUIVÍSTICA DE DOCUMENTOS

SISTEMA DE INFORMAÇÃO: É organizado de políticas, procedimentos, pessoas,


equipamentos e programas computacionais que produzem, processam, armazenam e
proveem acesso à informação proveniente de fontes internas e externas para apoiar o
desempenho das atividades de um órgão ou entidade.

GESTÃO ARQUIVÍSTICA DE DOCUMENTOS: É o conjunto de procedimentos e


operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento dos
documentos em fase corrente e intermediária, visando sua eliminação ou recolhimento
para guarda permanente.

SISTEMA DE GESTÃO ARQUIVÍSTICA DE DOCUMENTOS: É o conjunto de


procedimentos e operações técnicas, cuja interação permite a eficiência e a eficácia da
gestão arquivística de documentos.
Aprofundando no tema, é importante entender as diferenças entre sistema de informação,
gestão arquivística de documentos, sistema de gestão arquivística de documentos,
gerenciamento eletrônico de documentos (GED) e sistema informatizado de gestão
arquivística de documentos (SIGAD).
DICA 55
GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS (GED)
O GED é entendido com o conjunto de tecnologias utilizadas para organização da
informação não estruturada de um órgão ou entidade. O GED pode englobar tecnologias
de digitalização, automação de fluxos de trabalho (workflow), processamento de
formulários, indexação, gestão de documentos, repositórios, entre outras.
O que é informação não estruturada? é aquela que não está armazenada em banco de
dados, como mensagem de correio eletrônico, arquivo de texto, imagem ou som,
planilha etc.

FUNCIONALIDADE DO GED

Captura (ou entrada)

Armazenamento

Apresentação (ou saída)

Gerenciamento

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 56
SISTEMA INFORMATIZADO DE GESTÃO ARQUIVÍSTICA DE DOCUMENTOS
(SIGAD)
O SIGAD é conceituado com um conjunto de procedimentos e operações técnicas que
visam o controle do ciclo de vida dos documentos, desde a produção até a destinação
final, seguindo os princípios da gestão arquivística de documentos e apoiado em um
sistema informatizado. Um SIGAD deve trabalhar utilizando os instrumentos arquivísticos
tradicionais, como o plano de classificação e a tabela de temporalidade, que devem ser
aplicados tanto aos documentos tradicionais como aos documentos digitais. O SIGAD é
aplicável em sistemas híbridos, isto é, que utilizam documentos digitais e documentos
convencionais.

Um SIGAD tem que ser capaz de:

manter a relação orgânica entre os documentos;

garantir a confiabilidade;

garantira autenticidade e o;

garantir o acesso, ao longo do tempo, aos documentos arquivísticos.

Um SIGAD inclui operações como:

captura de documentos;

aplicação do plano de classificação;

controle de versões;

controle sobre os prazos de guarda e destinação, armazenamento seguro;

e controle procedimentos que garantam o acesso e a preservação.

Veja como foi cobrado em prova!

QUESTÃO CESPE, 2012.


O conjunto de procedimentos e operações técnicas, característico do sistema de gestão
arquivística de documentos que é processado por computador denomina-se
a) gestão de documentos digitais.
b) sistema de informação.
c) gestão arquivística de documentos.
d) gerenciamento eletrônico de documentos.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05

e) sistema informatizado de gestão arquivística de documentos.


GABARITO: Alternativa E.

DICA 57
SISTEMA INFORMATIZADO DE GESTÃO ARQUIVÍSTICA DE DOCUMENTOS
(SIGAD) - DOCUMENTOS DIGITAIS

No caso dos documentos digitais, um SIGAD deve abranger todos os tipos de


documentos arquivísticos digitais do órgão ou entidade, podemos citar: textos, imagens,
vídeos, gravações sonoras, mensagens de correio eletrônico, páginas web, bases de
dados. Portanto, seguir algumas considerações:

Um sistema de informação abrange todas as fontes de informação existentes no


órgão ou entidade, incluindo o sistema de gestão arquivística de documentos, biblioteca,
centro de documentação, serviço de comunicação, protocolo, entre outros;

O Gerenciamento eletrônico de Documento – GED, trata os documentos de


maneira compartimentada, enquanto o SIGAD parte de uma concepção orgânica, qual
seja, a de que os documentos possuem uma inter-relação que reflete as atividades da
instituição que os criou. Além disso, diferentemente do SIGAD, o GED nem sempre
incorpora o conceito arquivístico de ciclo de vida dos documentos;
Um SIGAD é um sistema informatizado de gestão arquivística de documentos e, como tal,
sua concepção tem que se dar a partir da implementação de uma política arquivística no
órgão ou entidade.
DICA 58
DOCUMENTOS DIGITAIS

O documento arquivístico é todo documento produzido e/ou recebido e mantido por


pessoa física ou jurídica, no decorrer das suas atividades, qualquer que seja o suporte,
e dotado de organicidade.

Já o documento digital é a informação registrada, codificada em dígitos binários e


acessível por meio de sistema computacional.
Um documento arquivístico digital é um documento digital que é tratado e gerenciado
como um documento arquivístico, ou seja, incorporado ao sistema de arquivos.
Documento arquivístico convencional, por sua vez, é um documento arquivístico não
digital. Ainda que possuindo os mesmos elementos componentes dos documentos
arquivísticos convencionais, os documentos arquivísticos eletrônicos diferenciam-se dos
primeiros porque tais componentes são armazenados e gerenciados, separadamente,
como metadados.
DICA 59
SISTEMA INFORMATIZADO DE GESTÃO ARQUIVÍSTICA DE DOCUMENTOS
(SIGAD) - REQUISITOS

São requisitos arquivísticos necessários e que caracterizam um SIGAD:

CAPTURA, ARMAZENAMENTO, INDEXAÇÃO E RECUPERAÇÃO DOS DOCUMENTOS


ARQUIVÍSTICOS

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05

Captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os componentes digitais


do documento arquivístico;

Gestão dos documentos a partir do plano de classificação para manter a implementação


de metadados associados aos documentos para descrever os contextos desses mesmos
documentos;

Avaliação e seleção dos documentos para recolhimento e preservação daqueles


considerados de valor permanente;

Transferência e recolhimento dos documentos por meio de uma função de exportação;

Aplicação de tabela de temporalidade e destinação de documentos;

Integração entre documentos digitais e convencionais;

Atenção na manutenção da autenticidade dos documentos;

Gestão de preservação dos documentos.

DICA 60
DOCUMENTOS DIGITAIS - METADADOS
Os Metadados ou Metainformação são dados sobre outros dados. Ou seja, um item de
um metadado pode informar do que se trata aquele dado (maio) numa linguagem
inteligível para um computador. Os metadados tem a função de facilitar o
entendimento dos relacionamentos e evidenciar a utilidade das informações dos
dados. Desde tempos antigos que esse tipo de informação é usada para classificar,
organizar e pesquisar.
Na gestão de documentos de arquivo, os metadados são dados que descrevem o
contexto, conteúdo e estrutura de documentos de arquivo, bem como a sua gestão ao
longo do tempo. Os metadados são componentes essenciais de quaisquer sistemas de
documentos de arquivo.

Os metadados podem ser classificados como:

ESTRUTURADOS: Representados por uma estrutura rígida, previamente pensada para


armazená-los, como, por exemplo, um formulário com os campos: nome, e-mail. O campo
nome terá um texto, uma sequência de letras com um tamanho delimitado;

NÃO ESTRUTURADOS: Representados por uma estrutura flexível.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DIREITO CONSTITUCIONAL
DICA 61
ORDEM SOCIAL - CRIANÇA E ADOLESCENTE
São penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos às normas da
legislação especial.
Fique atento!
Essa informação tem grandes chances de cair em sua prova, por isso vamos
esquematizar:

Menores de 18 anos Penalmente inimputáveis

DICA 62
ORDEM SOCIAL - CRIANÇA E ADOLESCENTE
Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores.
E os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou
enfermidade.

Dever de assistir, criar e educar os filhos


Pais
menores

Dever de ajudar e amparar os pais na


Filhos maiores
velhice, carência ou enfermidade

DICA 63
ORDEM SOCIAL - IDOSO
A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas,
assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e
garantindo-lhes o direito à vida.

Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus


lares.

Aos maiores de 65 anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos


urbanos.
DICA 64
ORDEM SOCIAL - ÍNDIO

São reconhecidos aos índios sua:

Organização social;

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
Costumes;

Línguas;

Crenças;

Tradições; e

os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam.


Competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
DICA 65
ORDEM SOCIAL - ÍNDIO
Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo
em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos
do processo.

MP deve intervir em
Parte legítima p/ ingressar
Índios todos os atos do
em defesa de seus interesses
processo

DICA 66
SEGURIDADE SOCIAL

A SEGURIDADE SOCIAL É COMPOSTA POR:

Saúde;

Previdência social; e a

Assistência social.

PRINCÍPIOS E OBJETIVOS:

Universalidade na cobertura do atendimento;

Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;

Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;

Irredutibilidade do valor dos benefícios;

Equidade na forma de participação no custeio;

Diversidade da base de financiamento;

Caráter democrático e descentralizado da administração.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 67
SAÚDE
A saúde será garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução
do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
serviços para promover, proteger ou recuperar a saúde.

A saúde é um direito de todos e um dever do Estado.


É possível a participação de instituições privadas no Sistema Único de Saúde, ainda que
de forma complementar, mediante contrato de direito público ou por meio de convênio.
DICA 68
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

Deve ser garantido o acesso a todos de forma universal e igualitária.

O SUS será financiado por recursos advindos do orçamento de seguridade social


dos entes federados, observando: a descentralização; atendimento integral e
participação da sociedade.
É defesa a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na
assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.
DICA 69
DIREITOS HUMANOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Relacionado a garantia ao mínimo existencial da pessoa humana, para garantir a


solidariedade, igualdade, fraternidade, liberdade e a dignidade.

Ligado ao Direito Internacional Público.

A Constituição Federal de 1988 foi a primeira constituição que estabeleceu, de


forma objetiva, a prevalência dos Direitos Humanos como preceito fundamental.
DICA 70
CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS HUMANOS

Historicidade: frutos de momentos históricos.

Universalidade: para todas as pessoas, sem distinção.

Relatividade: podem sofrer limitação quando confrontados com outros direitos.

Exceção: vedação à tortura e à escravidão.

Essencialidade: essencial á dignidade da pessoa humana.

Irrenunciabilidade: são irrenunciáveis.

Imprescritibilidade: não se extinguem pelo decurso do tempo.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05

Inviolabilidade: insuscetíveis de violação.

Inexauribilidade: possibilidade de surgirem novos direitos humanos.

Vedação ao retrocesso: não admitem o regresso, a diminuição dos meios de


proteção.

DICA 71
GERAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS
Primeira Geração: Envolvem os direitos de Liberdade.
Marco: Revoluções Liberais do Século XVIII na Europa e Estados Unidos.

O papel do Estado na defesa dos direitos humanos de primeira geração é passivo


(prestações negativas).
Ex.: Direito à liberdade, intimidade, segurança, propriedade, igualdade perante a lei.
DICA 72
GERAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS
Segunda Geração: Envolvem os direitos de Igualdade.
Marco: Frutos das chamadas lutas sociais na Europa e Américas, sendo seus marcos a
Constituição Mexicana, a Alemã de Weimar.

O papel do Estado na defesa dos direitos humanos de segunda geração é ativo


(prestações positivas).

Ex.: Direito à saúde, educação, previdência social, habitação, entre outros.


DICA 73
GERAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS
Terceira Geração: Envolvem os direitos de Fraternidade.
Marco: Pós Segunda Guerra Mundial.

De titularidade da comunidade.

Ex.: Direito ao desenvolvimento, a autodeterminação, direito ao meio ambiente


equilibrado.
DICA 74
GERAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS
OBS.: Os concursos têm cobrado a classificação das gerações com base no
entendimento de Paulo Bonavides, que considera mais duas gerações, a saber:
Direitos de Quarta Geração: resultante da globalização dos direitos humanos,
corresponde ao direito ao pluralismo, bioética e limites à manipulação genética.

Direitos de Quinta Geração: contemplam o direito à paz em toda a humanidade.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 75
INCORPORAÇÃO DE TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS
Antes da Emenda Constitucional (EC) de 45/2004, só havia uma forma de se incorporar os
tratados internacionais, por meio de Lei Ordinária Federal, como norma
infraconstitucional.

Após a EC 45/2004, que incluiu o § 3º do art. 5º da Constituição Federal,


estabelecendo que os tratados que tivesse matéria específica em direitos humanos, teria
incorporação diferente, passando a ter status de emenda constitucional, se:

Aprovado nas 2 (duas) casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado
Federal);
Em 2 (dois) turnos;

Com quórum de 3/5 dos votos dos membros.

Caso os tratados que têm matéria de direitos humanos, não cumprir os requisitos do
§3º do art. 5º da CF, terá caráter de norma supralegal.

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DIREITO ADMINISTRATIVO
DICA 76
EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: ANULAÇÃO

É a extinção do ato por ilegalidade.


A extinção pode ser feita pela Administração ou pelo Judiciário, se provocado.
A anulação gera efeitos para o passado, cancelando as situações constituídas pelo ato
ilegal, respeitando direitos adquiridos por terceiros de boa-fé.
O prazo para anulação é de 5 anos, salvo se comprovada má-fé, caso em que não
haverá prazo limite para sua anulação.
DICA 77
CADUCIDADE

A caducidade ocorre quando uma nova lei torna inadmissível uma situação antes
permitida, extinguindo o ato.
EXTINÇÃO NATURAL: O ato cumpre seus efeitos e deixa de existir.
Ex: férias. Após o gozo das férias, o ato se extingue, pelo seu cumprimento.
DICA 78
CASSAÇÃO

É a retirada do ato ocorre por descumprimento de condições que deveriam ter sido
atendidas, ou seja, extingue o ato por descumprimento de obrigações por parte do
destinatário, trata-se de uma penalidade.

Ex: cassação de licença para funcionamento de um estabelecimento comercial por


descumprimento de regras de higiene.
DICA 79
CONTRAPOSIÇÃO

A extinção do ato ocorre pela edição de novo ato que possuí efeitos opostos ao ato
anterior, não sendo possível ambos conviverem ao mesmo tempo, sendo o primeiro ato
extinto pelo segundo.

CONVALIDAÇÃO: A convalidação é a correção do ato existente, permitindo que o


vício seja sanado e o ato continue vigente.

A convalidação possui efeitos retroativos, ou seja, retorna ao momento no qual o ato


foi praticado, mantendo todos os efeitos.

A convalidação não pode acarretar lesão ao interesse público e nem prejuízos a


terceiros.

Os vícios passíveis de convalidação são os de competência e forma.

36
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 80
ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO: DA REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS NA
PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO
A separação constitucional de competências entre os entes da Federação, no que tange à
prestação de serviços públicos, rege-se pelo Princípio da Predominância do Interesse.
Neste sentido, podemos identificar e separar as competências conforme o ente mais
interessado:
Se o serviço público for de interesse nacional será de competência da União.
Se o serviço público for de interesse regional será de competência dos Estados.
Se o serviço for de interesse estritamente local será de competência dos
Municípios.

ATENÇÃO!

O Distrito Federal acumulará os serviços públicos de competência Estadual e Municipal.

PREVISÃO CONSTITUCIONAL SOBRE COMPETÊNCIA DOS ENTES FEDERADOS:

Competência Dispositivo Constitucional:

União art. 21

Comum art. 23

Estados art. 25, §§1º e 2º

Municípios art. 30

Distrito federal art. 32, §1º

JURISPRUDÊNCIA STJ

É ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de energia elétrica em razão de débito


irrisório, por configurar abuso de direito e ofensa aos princípios da proporcionalidade e
razoabilidade, sendo cabível a indenização ao consumidor por danos morais (STJ, REsp
811690/RR).

O corte no fornecimento de energia elétrica somente pode recair sobre o imóvel


que originou o débito, e NÃO sobre imóveis de propriedade do inadimplente (STJ,
REsp 662214/RS).

37
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 81
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS:
CARGOS ACESSÍVEIS AOS BRASILEIROS E ESTRANGEIROS
Conforme o artigo 37, inciso I, da CF/88, os cargos, empregos e funções públicas são
acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como
aos estrangeiros, na forma da lei.
Os editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem,
salvo em situações excepcionais em razão de conteúdo que viole valores
constitucionais. Assim, caso uma pessoa que tenha uma tatuagem que faça apologia ao
nazismo por exemplo, será excluída do certame público.
Os requisitos para acesso aos cargos públicos devem ser comprovados na data da POSSE.

ATENÇÃO!

Nos concursos para magistratura e Ministério Público, o requisito da atividade jurídica


deve ser comprovado na data da inscrição definitiva.

DICA 82
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS:
CONCURSO PÚBLICO
Segundo dispõe o inciso II, do artigo 37, a investidura em cargo ou emprego público
depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de
acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma previstas em lei,
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração.

Exige-se concurso público para o provimento de cargos e empregos na administração


pública direta e indireta.

Para nomeação em cargo em comissão, não se faz necessária a aprovação em


concurso público.
DICA 83
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS:
CONCURSO PÚBLICO

A exclusão do candidato que esteja respondendo a inquérito policial e ação penal não
transitada em julgado fere o princípio da presunção de inocência.

É constitucional a remarcação do teste de aptidão física de candidata que esteja


grávida à época de sua realização, independentemente da previsão expressa em edital
do concurso público.
Caso seja cobrado no concurso matéria não prevista no edital, é possível que incida
controle judicial nesse caso.
Em respeito ao princípio da legalidade, somente será possível sujeitar candidato a exame
psicotécnico quando houver previsão legal.

38
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 84
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS: PRAZO
DE VALIDADE DO CONCURSO
O prazo de validade do concurso público será de até 2 anos, prorrogável uma vez, por
igual período;

Prazo de validade do Prorrogável uma única


2 anos
concurso vez, por igual período

Fique atento!
Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em
concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre
novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;
O candidato aprovado dentro do número de vagas, como regra, tem direito subjetivo à
nomeação.
DICA 85
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS: EXAME
PSICOTÉCNICO EM CONCURSO PÚBLICO

Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a


cargo público.
O STF afirma que é admitida a realização de exame psicotécnico em concursos públicos,
desde que a lei da carreira preveja expressamente esse teste como um dos requisitos
para acesso ao cargo (Súmula vinculante 44-STF).

No entanto, exige-se a presença dos seguintes pressupostos:

Deve haver previsão legal, sendo insuficiente mera exigência no edital. Segundo a
Súmula nº 686 do STF, apenas por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação
de candidato a cargo público.

Ser realizado a partir de critérios objetivos de aferição da capacidade psicológica do


candidato, por meio da cientificidade. Não pode haver subjetivismos tampouco
discriminação dos candidatos;

Ser passível de recurso pelo candidato.


DICA 86
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS: EXAME
FÍSICO EM CONCURSO PÚBLICO
Os exames físicos são legítimos, desde que exista previsão legal e guarde relação de
pertinência com as atividades que serão desenvolvidas.

Direito a segunda chamada para os testes físicos? A regra é NÃO.


STF Info 706 - 2013: Os candidatos em concurso público NÃO têm direito à prova de
segunda chamada nos testes de aptidão física em razão de circunstâncias pessoais,
ainda que de caráter fisiológico ou de força maior, salvo se houver previsão no edital
permitindo essa possibilidade.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
Exceção: grávida.
STF, RE 1058333/PR - 2018: É constitucional a remarcação do teste de aptidão física
de candidata que esteja grávida à época de sua realização, independentemente da
previsão expressa em edital do concurso público.
DICA 87
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS:
CONCURSO PÚBLICO: CARGOS EM COMISSÃO E FUNÇÕES DE CONFIANÇA

As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de


cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira
nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às
atribuições de direção, chefia e assessoramento.
Os cargos em comissão são de livre nomeação, entretanto, há percentuais mínimos
previstos em lei que devem ser preenchidos.
DICA 88
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS:
CONCURSO PÚBLICO: CARGOS EM COMISSÃO E FUNÇÕES DE CONFIANÇA
Esquema:
Função de confiança: Exclusivas de servidores ocupantes de cargo efetivo.
Cargo em comissão: Podem ser preenchidos sem concurso público, respeitando os
percentuais mínimos a serem preenchidos por servidores de carreira.

É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao


exercício de função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo
efetivo.
DICA 89
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS:
CONCURSO PÚBLICO: CARGOS EM COMISSÃO E NEPOTISMO

O nepotismo ofende os princípios da moralidade e da impessoalidade, devendo a


vedação a esta prática ser observada por todos os Poderes da República e por todos os
entes da Federação, independentemente de lei formal.
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por
afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da
mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o
exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na
administração pública direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios, caracteriza NEPOTISMO.
DICA 90
NORMAS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES AOS SERVIDORES PÚBLICOS:
CONCURSO PÚBLICO: DIREITO DE GREVE DO SERVIDOR
É permitido ao servidor público associar-se a um sindicato. Contudo, tal direito não
alcança ao militar, conforme artigo 142, inciso IV, CF/88.
O direito de greve será exercido nos termos e nos limites estabelecidos em lei específica.
Cabe salientar que, até o momento, não foi editada tal lei. Destarte, após o julgamento de

40
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
três mandados de injunção, o STF determinou a aplicação ao setor público, no que
couber, da Lei 7.783/89, que dispõe sobre o direito de greve no setor privado.

O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos


policiais civis e a todos servidores públicos que atuem diretamente na área de
segurança pública.
É permitido o desconto da remuneração dos dias paralisados dos servidores públicos
grevistas, exceto quando a greve for provocada por conduta ilícita do Poder Público.

41
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DIREITO PENAL
DICA 91
DA FALSIDADE DOCUMENTAL

Atestar ou certificar falsamente

Em razão da função pública


CERTIDÃO OU ATESTADO
IDEOLOGICAMENTE FALSO
Fato ou circunstância que habilite alguém a obter
cargo público, isenção de ônus ou de serviço de
caráter público, ou qualquer outra vantagem

Tipo de falsidade ideológica, pois o documento é


verdadeiro, mas o conteúdo é falso.

Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou


certidão, ou alterar o teor de certidão ou de
atestado verdadeiro.

Qualquer pessoa

FALSIDADE MATERIAL DE Para prova de fato ou circunstância que habilite


ATESTADO OU CERTIDÃO alguém a obter cargo público, isenção de ônus ou
de serviço de caráter público, ou qualquer outra
vantagem

Tipo de falsidade material, pois o documento em


si se torna falso pela adulteração.

Dar atestado falso

O médico, no exercício da profissão


FALSIDADE DE ATESTADO
MÉDICO
Sem fim específico

Tipo de falsidade ideológica, pois o documento é


verdadeiro, mas o conteúdo é falso.

DICA 92
USO DE DOCUMENTO DE FALSO
O uso de documento falso é punido sempre com a MESMA pena da falsificação;

Configura o crime usar qualquer documento falso, seja formalmente, ideologicamente,


atestado falso, papel público falsificado, documento público ou particular;

42
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
Quem falsifica e usa, responde somente pela falsificação.
DICA 93
CAUSA DE AUMENTO
A única majorante dos crimes de falsidade documental é a condição de funcionário
público, que aumenta a pena em 1/6;

Contudo, há uma ÚNICA EXCEÇÃO: no crime de FALSIDADE IDEOLÓGICA, também


poderá majorar a pena em 1/6 se a falsificação for em assentamento de registro civil.
DICA 94
SUPRESSÃO DE DOCUMENTO

O crime de supressão de documento pode ser praticado por meio de três condutas:

DESTRUIR, SUPRIMIR e OCULTAR;

O objetivo pode ser o benefício próprio OU o prejuízo do outro;

O documento precisa ser VERDADEIRO;

Pode ser praticado tanto em documento público ou particular, mas as penas


serão diferentes:

SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO: reclusão, de dois a seis anos;

SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR: reclusão, de um a cinco anos.


DICA 95
FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA
É crime PRÓPRIO e só pode ser cometido pelo FUNCIONÁRIO PÚBLICO;
Reconhecer como VERDADEIRA letra ou firma que não seja;
Assim como na supressão de documento a pena será maior se o documento for
PÚBLICO;

DOCUMENTO PÚBLICO: reclusão, de um a cinco anos;

DOCUMENTO PARTICULAR: reclusão, de um a três anos.


DICA 96
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: PECULATO
O crime de peculato é a subtração, apropriação ou desvio de bem ou valor da
Administração Pública fazendo uso da condição de funcionário público;
É preciso que o crime seja facilitado pelo fato do agente ser funcionário público, pois se
esta condição não for utilizada para o crime, o autor responderá por um crime contra
o patrimônio “comum”, como furto, roubo, apropriação indébita e etc.
DICA 97

TIPOS DE PECULATO
É importante a memorização de cada uma das espécies de peculato, pois a CESPE traz
casos concretos para que o candidato aponte qual a hipótese correta.

43
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05

Apropriar-se o funcionário público de dinheiro,


valor ou qualquer outro bem móvel, público ou
APROPRIAÇÃO/PRÓPRIO
particular, de que tem a posse em razão do
cargo.

Desviar, em proveito próprio ou alheio, o


funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer
DESVIO/PRÓPRIO
outro bem móvel, público ou particular, de que
tem a posse em razão do cargo.

O funcionário público, embora não tendo a posse


do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre
FURTO/IMPRÓPRIO
para que seja subtraído, em proveito próprio ou
alheio, valendo-se de facilidade que lhe
proporciona a qualidade de funcionário.

CULPOSO Funcionário concorre culposamente para o crime


de outrem

MEDIANTE ERRO DE OUTREM Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que,


no exercício do cargo, recebeu por erro de
outrem.

DICA 98

PECULATO CULPOSO

Ocorre peculato na forma culposa quando o funcionário público encarregado da guarda e


segurança do patrimônio da administração, por negligência, imprudência ou
imperícia, infringe o dever de cuidado, permitindo, involuntariamente, que alguém se
aproprie de qualquer bem público de que tem a posse em razão de sua função.
O crime é apenado com detenção, de três meses a um ano. No entanto, poderá
ser declarada extinta a punibilidade do agente caso haja a reparação do dano antes da
sentença irrecorrível;

ATENÇÃO!

A reparação do dano no peculato culposo pode ter consequências distintas, a depender


do momento em que é feito:
ANTES DA SENTENÇA IRRECORRÍVEL (TJ) → EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DEPOIS DO TRÂNSITO EM JULGADO → DIMINUIÇÃO DE PENA EM METADE

44
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 99

PECULATO ELETRÔNICO

PECULATO ELETRÔNICO – PECULATO ELETRÔNICO -


INSERÇÃO MODIFICAÇÃO

Inserir ou facilitar a inserção, alterar, Modificar ou alterar sistema de informações


excluir dados de sistemas informatizados ou programa de informática.
bancos de dados.

FUNCIONÁRIO AUTORIZADO FUNCIONÁRIO NÃO AUTORIZADO

Obter vantagem OU causar dano Sem fim especial

- Causa de aumento de pena: dano para a


Administração Pública ou Administrado

DICA 100

EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS


Crime do art. 315 que diz “dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da
estabelecida em lei”.

ATENÇÃO!

Funcionário que recebe dinheiro de PARTICULAR e aplica na própria


repartição comete PECULATO-DESVIO (crime próprio).

Já aquele que recebe dinheiro PÚBLICO e aplica na própria repartição comete o


crime de EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS (crime
próprio).

DICA 101

CONCUSSÃO
EXIGIR + EM RAZÃO FUNÇÃO (fora ou antes) + VANTAGEM INDEVIDA

Não precisa haver ameaça específica, basta o temor genérico da função;

Pode ocorrer durante licença, férias ou antes da posse;

Se aplicar violência ou grave ameaça, praticará o crime de EXTORSÃO;

Se apenas SOLICITAR será corrupção passiva.

DICA 102

45
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
EXCESSO DE EXAÇÃO

Espécie de concussão;

Na primeira modalidade o crime consiste em exigir o recolhimento de


tributo/contribuição social que SABE (dolo direto) ou que DEVERIA SABER (dolo
eventual) indevido;

Também haverá crime quando, embora devido o tributo, seja cobrado de


forma vexatória ou gravosa;

Modalidade qualificada: quando a agente desvia para si o que arrecado;

Se aplicar violência ou grave ameaça, praticará o crime de EXTORSÃO.


DICA 103

CORRUPÇÃO PASSIVA
SOLICITAR, RECEBER OU ACEITAR PROMESSA + EM RAZÃO DA FUNÇÃO (antes ou
fora) + VANTAGEM INDEVIDA

O crime se consuma simplesmente com o ato de solicitar, receber ou aceitar a promessa,


mas se em razão disso o funcionário público não praticar o ato legal ou demorar
para praticá-lo, haverá causa de aumento;

Na corrupção passiva o agente não pode EXIGIR, mas simplesmente SOLICITAR,


RECEBER ou ACEITAR;
DICA 104

CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA


PRATICA, DEIXA DE PRATICAR OU RETARDA + PEDIDO OU INFLUÊNCIA
DE OUTREM.

Difere da concussão pois aqui não há exigência, há pedido, solicitação de vantagem


indevida.

Solicitar, receber ou aceitar promessa.

O vereador que solicita dinheiro para ser aprovada emenda parlamentar pratica o
crime.

É crime unilateral, pois a existência de corrupção passiva não exige a de corrupção


ativa.

Se o funcionário realmente deixar de praticar o ato ou o retardar incidirá causa


de aumento de pena.
DICA 105

PREVARICAÇÃO
RETARDAR, DEIXAR DE PRATICAR OU PRATICAR CONTRA A LEI + SATISFAZER
INTERESSE OU SENTIMENTO PESSOAL.

Na prevaricação, o agente deixa de praticar o ato ou o retarda não porque quer uma
vantagem, mas porque tem um interesse pessoal ou sentimento pessoal, como amizade,
por exemplo.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
Há também modalidade de prevaricação especial, que ocorre quando o diretor de
penitenciária ou o agente público permite que entre no estabelecimento prisional
aparelho telefônico, rádio ou similar.
DICA 106
CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA

Consiste em:

Deixar de responsabilizar o subordinado ou de comunicar ao chefe responsável,


quando não o for;

Prática de infração por outro funcionário, seja administrativa ou penal, mas que tenha
sido cometida em razão da função;

Movido por sentimento de indulgência: clemência, tolerância, vontade de perdoar;

CUIDADO para não confundir a prevaricação com a corrupção passiva privilegiada e


a condescendência criminosa:

CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA PEDIDO OU INFLUÊNCIA

PREVARICAÇÃO INTERESSE OU SENTIMENTO PESSOAL

CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA INDULGÊNCIA

DICA 107
FUNCIONÁRIO PÚBLICO

Funcionário público para fins penais é todo aquele que exerce:

Cargo, emprego ou função;

Caráter permanente ou transitório;

Com ou sem remuneração;

Cargo, emprego ou função de entidade paraestatal;

Empresa prestadora de serviço público.

Além disso, é importante saber que todos os crimes contra a administração


pública praticados por funcionário público terão a pena aumentada em 1/3 se:

Ocupantes de cargo em comissão;

Função de direção ou assessoramento;

Administração direta ou indireta.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 108
ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
A conduta típica é patrocinar o agente, direta ou indiretamente, ainda que não no
exercício do cargo, emprego ou função, mas valendo-se da sua qualidade de funcionário,
interesse privado perante a Administração Pública;

Advogar é defender, pleitear, advogar junto a companheiros ou superiores hierárquicos


o interesse particular de terceiro;
Para que ocorra o crime não basta que o agente seja funcionário público, pois é
necessário e indispensável que pratique a ação aproveitando-se das facilidades
que a qualidade de funcionário proporciona.
CUIDADO: não existe a infração quando o funcionário pleiteia interesse próprio.
DICA 109
ADVOCACIA ADMINISTRATIVA

Embora o crime se chame ADVOCACIA administrativa, o agente NÃO precisa ser


advogado ou estar inscrito na OAB;
IMPORTANTE: haverá o crime se o interesse for legítimo ou ilegítimo, ou seja,
ainda que o interesse do terceiro defendido pelo funcionário público seja devido, pode o
crime ocorrer;

A diferença é que se o interesse for ILEGÍTIMO, a pena será maior;

Nos dois casos, a pena será de detenção, mas no primeiro, de 1 a 3 meses, e no


segundo, de 3 meses a um ano.
DICA 110
CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA

ATENÇÃO!

No crime de condescendência criminosa, o superior hierárquico deve comunicar atos


atinentes ao exercício do cargo e dos atos do qual tenha conhecimento;
Por isso, é importante notar se a questão traz esses dois requisitos de forma
concomitante.

Se o ato não estiver relacionado com as funções, é provável que seja uma pegadinha
da banca.

48
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DIREITO PROCESSUAL PENAL
DICA 111
PROVA TESTEMUNHAL

Testemunha é a pessoa capaz de depor perante a autoridade e que declara o que


sabe acerca de fatos que interessam à causa.

Quem pode ser testemunha (art. 202): qualquer pessoa pode ser testemunha,
desde que dotada de capacidade física para depor.

A incapacidade jurídica é irrelevante. Isso porque, no processo penal, os menores


de 18 ou 16 anos, e os deficientes mentais, por exemplo, podem prestar depoimento
como testemunha. É possível e de certa forma até comum que crianças sejam ouvidas
como testemunha no processo penal.
DICA 112
PROVA TESTEMUNHAL

ORALIDADE (art. 204, CPP): O depoimento da testemunha é prestado oralmente,


não sendo permitido à testemunha levá-lo escrito e fazer sua leitura. Todavia, quando o
fato for complexo, ele pode fazer consulta a alguns breves apontamentos.
Todavia, há algumas autoridades (Presidente e Vice-Presidente da República, presidentes
do Senado, da Câmara e do STF) que podem optar pela prestação de depoimento
escrito, conforme art. 221, §1º do CPP.
DICA 113
PROVA TESTEMUNHAL

TOMADA ANTECIPADA DO DEPOIMENTO (art. 225, CPP): caso haja algum risco
de alguma testemunha se ausentar, ou, por enfermidade ou velhice, houver receio de que
no momento da instrução criminal ela já não mais exista, poderá o juiz determinar, de
ofício ou a requerimento das partes, a tomada antecipada do depoimento.
DICA 114
PROVA TESTEMUNHAL

SISTEMA DE PERGUNTAS: O CPP adotou como regra o sistema do cross


examination. Ou seja, as perguntas são feitas pelas partes (acusação e defesa),
diretamente à testemunha. O juiz só deve interferir e não admitir as perguntas que
puderem induzir as respostas das testemunhas, ou que não tiverem relação com a
causa ou ainda que importarem na repetição de outra pergunta já respondida.

Vejam: o Brasil NÃO adotou o sistema presidencialista, em que as partes fazem as


perguntas ao juiz e o juiz as refaz às testemunhas.
DICA 115
TESTEMUNHA OUVIDA POR CARTA PRECATÓRIA/ROGATÓRIA

A testemunha deve ser ouvida perante o juiz do lugar de sua residência (art. 222).
Assim, caso a testemunha resida em comarca distinta daquela em que está ocorrendo a
instrução criminal, deve ser expedida CARTA PRECATÓRIA para a sua oitiva. Nesse
caso, o juiz depreca a outro juízo, de outra comarca, a oitiva da testemunha. O juízo toma
o depoimento da testemunha e, após, devolve a carta precatória.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
A expedição da carta precatória não suspende a instrução criminal. Ou seja, o juiz
pode dar andamento ao processo e à sua instrução enquanto a carta precatória não é
devolvida pelo juízo deprecado. Inclusive o julgamento pode ser realizado antes da
devolução da precatória, mas, uma vez cumprida, ela será juntada aos autos a
qualquer tempo (art. 222, §2).

No caso de testemunha que more no exterior, deve ser expedida CARTA


ROGATÓRIA. Nesse caso, considerando a dificuldade e demora no seu cumprimento, a
carta rogatória só será expedida se a parte demonstrar previamente a sua
imprescindibilidade, arcando com todos os custos de envio (art. 222-A).
DICA 116
DEVER DE PRESTAR DEPOIMENTO
IMPORTANTE!
As pessoas que testemunharem a prática de um crime possuem o dever de depor. Se,
devidamente intimadas, podem inclusive ser conduzidas coercitivamente pela
autoridade policial (art. 218), podendo inclusive ser aplicada multa à testemunha faltosa.

Apesar dessa obrigatoriedade, há certas pessoas que podem se recusar a depor (art.
206), e outras que são inclusive impedidas de depor (art. 207).
DICA 117
EXCEÇÕES À OBRIGATORIEDADE DO DEPOIMENTO
A lei não proíbe de
CADI depor, mas apenas
São (Cônjuge, prevê que elas
DESOBRIGADOS, podem se recusar.
Ascendente,
ou seja, podem se
Descendente,
RECUSAR a depor:
Irmão) SALVO, quando não
for possível, por outro
modo, obter a prova
do fato. Nesse caso,
EXCEÇÕES à NÃO prestam o
obrigatoriedade compromisso.
do depoimento

Pessoas que, SALVO, se:


São em razão de
1) Forem desobrigadas
IMPEDIDOS sua função,
pela parte interessada;
de depor: devam guardar
segredo. 2) QUISEREM dar o
testemunho.

Ex.: padre, psicólogo,


advogado.

50
Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 118
COMPROMISSO DE DIZER A VERDADE
IMPORTANTE!
Ao contrário do interrogatório do réu e das declarações da vítima, na oitiva das
testemunhas há o compromisso de dizer a verdade. Isso significa que a testemunha
deve dizer o que sabe, não pode se omitir ou calar o que sabe.
Antes do início do depoimento da testemunha, o juiz faz a tomada do seu compromisso de
dizer a verdade. Caso a testemunha minta ou cale a verdade, cometerá o crime de falso
testemunho, previsto no art. 204 do Código Penal.
Todavia, não é toda testemunha que presta o compromisso de dizer a verdade. O art. 208
elenca as pessoas que não prestam o compromisso, sendo essas exceções
importantíssimas para a prova de vocês.
De acordo com o art. 208, as pessoas desobrigadas de dar depoimento são:

CADI (Cônjuge, Ascendente, Descendente e Irmão);


os deficientes mentais; e
os MENORES DE 14 ANOS.
Veja que essas pessoas podem dar o seu depoimento, mas serão consideradas como
declarantes ou informantes, pois não prestam o compromisso de dizer a verdade. É
por isso que as suas informações podem ser levadas em consideração pelo magistrado na
sentença, mas com certa cautela e parcimônia.
CUIDADO COM A PEGADINHA:
Prestem bem atenção. Os menores de 14 anos são desobrigados de prestar o
compromisso. CUIDADO, pois as bancas adoram trocar isso, falando que são “menores
de 16 anos” ou “menores de 18 anos” os desobrigados a dar depoimento.
DICA 119
PESSOAS QUE NÃO PRESTAM COMPROMISSO DE DIZER A VERDADE

As pessoas do art. 206, ou seja,


aquelas desobrigadas de dar
depoimento, que podem se
recusar a depor.
São os CADI (Cônjuge,
NÃO prestam o Ascendente, Descendente, Irmão)
compromisso de dizer a
verdade

(são considerados Doentes e deficientes mentais


informantes)

Art. 208,CPP

Os menores de 14 ANOS

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 120
NÚMERO DE TESTEMUNHAS
IMPORTANTE!
As testemunhas devem ser apresentadas pela acusação no momento do
oferecimento da peça acusatória (denúncia ou queixa-crime). Já a defesa deve
apresentar o rol de testemunhas na resposta à acusação.

A quantidade de testemunhas varia de acordo com o procedimento a ser adotado. No


rito dos Juizados, por exemplo, a quantidade de testemunhas é menor, dada a maior
simplicidade e celeridade do procedimento. Abaixo, elaborei um quadro-resumo com a
quantidade de testemunhas para facilitar o seu estudo e revisão:

PROCEDIMENTO QUANTIDADE DE TESTEMUNHAS

Ordinário 8 testemunhas

Sumário 5 testemunhas

Sumaríssimo 3 testemunhas

1ª fase: 8 testemunhas
Tribunal do Júri
2ª fase: 5 testemunhas

Lei de Drogas 5 testemunhas

DICA 121
RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS
O reconhecimento é um procedimento por meio do qual se verifica se uma pessoa ou
coisa identifica e reconhece como alguém ou algo que já havia visto. Essa é uma das
provas mais polêmicas. Os críticos alegam que há grande possibilidade de a autoridade
policial induzir a pessoa que está reconhecendo à pessoa sob a qual recai a persecução
penal.

Além disso, há um procedimento para a colheita dessa prova, descrito no art. 226 do
CPP, de observância obrigatória pela autoridade, sob pena de nulidade.
DICA 122
PROCEDIMENTO PARA O RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS

Quando houver necessidade de fazer-se o reconhecimento de pessoa, proceder-se-á


pela seguinte forma:

A pessoa que tiver de fazer o reconhecimento será convidada a descrever a


pessoa que deva ser reconhecida;

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
A pessoa, cujo reconhecimento se pretender, será colocada, se possível, ao lado de
outras que com ela tiverem qualquer semelhança, convidando-se quem tiver de fazer o
reconhecimento a apontá-la;

Se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito
de intimidação ou outra influência, não diga a verdade em face da pessoa que deve ser
reconhecida, a autoridade providenciará para que esta não veja aquela (não terá aplicação
na fase da instrução criminal ou em plenário de julgamento).

Do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto pormenorizado, subscrito pela autoridade,


pela pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por 2 testemunhas
presenciais.
Fique atento!
No reconhecimento de objeto, proceder-se-á com as cautelas estabelecidas para o
reconhecimento de pessoa, no que for aplicável.
Se várias forem as pessoas chamadas a efetuar o reconhecimento de pessoa ou de objeto,
cada uma fará a prova em separado, evitando-se qualquer comunicação entre elas.
DICA 123
ACAREAÇÃO
Acarear significa colocar em presença uma da outra, cara a cara, pessoas cujas
declarações são diferentes.

Por força do art. 229 do CPP, a acareação é admitida entre acusados, entre acusado e
testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida, e
entre pessoas ofendidas, sempre que suas declarações divergirem. Os acareados são
reperguntados para que expliquem pontos de divergência.
Veja que há previsão inclusive da possibilidade de acarear o acusado x vítima, pessoas
que não estão obrigadas a prestar compromisso de dizer a verdade.

O art. 230 do CPP traz uma previsão um tanto quanto curiosa: a acareação por
carta precatória. A intenção do legislador é possibilitar a acareação de uma testemunha
que resida em outra comarca.
DICA 124
PROVA DOCUMENTAL
As partes podem apresentar documentos em qualquer fase do processo, salvo, as
limitações da própria lei. São considerados documentos quaisquer escritos, papéis,
instrumentos, sejam eles públicos ou particulares.

No Júri, não será permitida a leitura de documento durante o julgamento que não tiver
sido juntado aos autos com a antecedência mínima de 3 dias úteis.

A produção da prova documental pode ser espontânea (quando há juntada pelas


partes), ou provocada (quando o juiz determina, independente de requerimento das
partes, a sua juntada aos autos, nos termos do art. 234).

CARTAS - as cartas são invioláveis, nos termos do art. 5º, inciso XII. É por isso que
o art. 233 do CPP prevê que as cartas particulares, interceptadas ou obtidas por meios
criminosos, não são admitidas em juízo. Isso, porém, não impede a juntada de cartas por
parte de um dos destinatários, nos termos do art. 233, p. único.

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 125
INDÍCIOS

CONCEITO: são circunstâncias conhecidas e provadas que permitam, por indução,


concluir-se pela existência de outras circunstâncias (art. 239 do CPP).
Atentem-se a este conceito legal do art. 239. Se cair indício, vai ser o seu conceito legal.

Mas visando o melhor entendimento, vou tentar explicar com outras palavras:

O indício é um fato, comprovado, que permite através de um juízo de inferência,


concluir pela ocorrência de um outro fato (este não provado). Exemplo: a testemunha viu
o réu com a faca ensanguentada na mão e a vítima caída no chão, com sangue ainda
fresco escorrendo. Embora a testemunha não tenha visto efetivamente o esfaqueamento,
é possível, através de métodos indutivos, concluir que o réu foi o autor do crime.
DICA 126
BUSCA E APREENSÃO

CONCEITO: A busca é o ato de procurar algo ou alguém. A apreensão é a medida


de constrição, que guarda algo ou alguém. Pode haver busca sem apreensão, ou vice-
versa.

INICIATIVA E DECRETAÇÃO: O art. 242 do CPP prevê que “a busca pode ser
determinada de ofício ou a requerimento de qualquer das partes”. Todavia, acerca
da iniciativa, é necessário distinguir a busca pessoal da busca domiciliar, pois o
tratamento é distinto.
DICA 127
DA BUSCA PESSOAL

A busca pessoal pode ser determinada pela autoridade policial ou pela autoridade
judiciária. Nas hipóteses do art. 244 do CPP, a busca pessoal INDEPENDERÁ de
mandado judicial.

Ou seja, a busca pessoal não dependerá de mandado judicial no caso de prisão ou


quando houver fundada suspeita de que:

A pessoa esteja na posse de arma proibida;

A pessoa esteja na posse de objetos ou papéis que constituam corpo de delito;

Quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar

Já a busca domiciliar somente pode ser realizada através de mandado expedido pela
autoridade judiciária (art. 241).
Fique atento!

A busca pessoal recai sobre o próprio indivíduo e seus pertences.

A busca em mulher será feita por outra mulher, se isso não importar retardamento
ou prejuízo da diligência (art. 249).

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
DICA 128
PERSEGUIÇÃO
Há casos em que o agente suspeito empreende fuga durante uma busca e apreensão
realizada pelos policiais podendo inclusive ultrapassar a jurisdição daquela autoridade
policial (ex.: suspeito que, em SP, empreende fuga e se evade para o Estado de Minas
Gerais).

Dever de se apresentar à autoridade local: Nesses casos, o art. 250 do CPP prevê
a autoridade ou seus agentes poderão ingressar no território de jurisdição alheia,
ainda que de outro Estado, quando forem no seguimento de pessoa ou coisa para o fim
de apreensão, devendo apresentar-se à autoridade local, antes ou depois da
diligência.
DICA 129
PERSEGUIÇÃO

Considera-se em seguimento da pessoa ou coisa quando:

Tendo conhecimento direto de sua remoção ou transporte, as autoridades a


seguirem sem interrupção, embora depois a percam de vista;

Ainda que não a tenham avistado, mas sabendo, por informações fidedignas ou
circunstâncias indiciárias, que está sendo removida ou transportada em determinada
direção, forem ao seu encalço.
DICA 130
BUSCA DOMICILIAR

Busca domiciliar é a ocorrida no âmbito da residência da pessoa investigada.


Não podemos confundir a busca domiciliar com as hipóteses em que a Constituição
Federal autoriza a invasão de domicílio (art. 5º, inciso XI, CF).
Diz o art. 5º, inciso XI, CF que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém
podendo penetrar sem o consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito
ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação
judicial”.

Portanto, a CF autoriza a invasão do domicílio:

no caso de flagrante delito ou desastre;

para prestar socorro;

por determinação judicial, durante o dia.


A busca domiciliar diz respeito à parte final deste artigo, ou seja, aquela determinada
pela autoridade judicial durante o dia.
Disso já podemos perceber que a noite é possível a invasão do domicílio, mas não para o
cumprimento de mandado de busca domiciliar. É possível em caso de flagrante ou para
prestar socorro, mas NÃO para cumprir o mandado de busca domiciliar!!!

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DICA BÔNUS
BUSCA DOMICILIAR
No caso de busca domiciliar, que só pode ser realizada por determinação judicial,
mediante mandado, a autoridade só poderá ingressar durante o DIA.
Sobre o conceito do que seria “dia”, a nova Lei de Abuso de Autoridade prevê que é
CRIME de abuso de autoridade o agente cumprir mandado de busca domiciliar após às
21h ou antes das 5h (Lei 13.869/2019, art. 22, §11 inciso III).

ATENÇÃO!!

no caso de flagrante delito NÃO se exige mandado.

Sabem qual a consequência prática disso? Olhem só!

Nos crimes permanentes, a consumação se protrai no tempo. Com isso, a situação


de flagrante também perdura enquanto não cessado o crime!!!
Então, por exemplo, se a autoridade policial sabe que uma determinada residência é
utilizada para depósito de drogas (crime de tráfico previsto no art. 33 da Lei de Drogas,
na modalidade “ter em depósito”), é possível a invasão do domicílio independente de
mandado judicial, considerando a situação de flagrância do crime permanente.
Veja o art. 303 do CPP: “nas infrações permanentes, entende-se o agente em
flagrante delito enquanto não cessar a permanência”.

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LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR
DICA 131
MODALIDADES DE CRIMES DE TORTURA
Memorize!

Tortura prova - obter informação,


declaração ou confissão.

Tortura crime - provocar ação ou omissão


de natureza criminosa

Modalidades de crimes
de tortura Tortura discriminatória - discriminação
racial ou religiosa

Tortura castigo - castigo pessoal ou


medida de caráter preventivo (crime
próprio)

Para todos esses delitos a pena será de reclusão de 2 a 8 anos.


DICA 132
FORMA OMISSIVA DA TORTURA
Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou
apurá-las, incorre na pena de detenção de 1 a 4 anos.
Fique atento!
A forma omissiva da tortura é o único delito da lei de antitortura que não é equiparado ao
hediondo. Também é o único que a pena é de detenção.
Trata-se de crime próprio, uma vez que é exigido uma especial qualidade do agente.

Ex.: Diretor de Presídio percebe que os policiais penais estão torturando um preso na
Unidade Prisional e não faz nada para impedi-los. O Diretor responderá pelo delito de
omissão perante a tortura, enquanto os agentes responderão por tortura.
O particular, que não possua tal dever, caso se depare com a prática de crime de tortura e
não o impeça, responderá pelo crime de omissão de socorro.

A pena para este delito é de detenção de 1 a 4 anos.

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DICA 133
TORTURA QUALIFICADA PELO RESULTADO LESÃO GRAVE OU MORTE

Se a tortura
praticada resulta em Pena: reclusão de 4
lesão grave ou a 10 anos
gravíssima

Se a tortura Pena: reclusão de 8


praticada resulta em a 16 anos
morte

Trata-se de um crime preterdoloso, tendo em vista que há dolo na tortura e culpa no


resultado lesão grave ou morte.
CUIDADO!

Se o sujeito tem a intenção de torturar e, culposamente, lesiona de forma grave ou


mata a vítima, responderá pelo delito de tortura qualificada pelo resultado, previsto no
art. 1º, § 3º, da Lei 9.455/97.

Se o autor tem a intenção de torturar e, após consumado o crime, decide matar a


vítima, responderá por tortura em concurso com homicídio qualificado.

Se o indivíduo tem, desde o início, a intenção de matar a vítima e para tanto emprega
a tortura, responderá por homicídio qualificado pela tortura.
DICA 134
CAUSAS DE AUMENTO DE PENA

Cometido por agente público

Contra criança, gestante,


A pena aumenta de 1/6 até 1/3 portador de deficiência,
adolescente ou + 60 anos

Cometido mediante sequestro

A pena aumenta de 1/6 até 1/3:

Se o crime for cometido por agente público;

Se o crime for cometido contra criança, gestante, portador de deficiência,


adolescentes ou maior de 60 anos;

Se o crime for cometido mediante sequestro;

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DICA 135
LEI Nº 9.455/1997 (ANTITORTURA): EFEITOS DA SENTENÇA CONDENATÓRIA
A condenação pela prática de crime previsto na Lei nº. 9.455/97 (inclusive na forma
omissiva) acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.

Trata-se de efeito automático da sentença condenatória por crime de tortura.


A interdição consiste na impossibilidade de o agente voltar ao serviço público.
Fique atento!
O prazo da interdição é calculado com base no dobro da pena aplicada na sentença
condenatória.

Perda do cargo, função ou emprego


Condenação pela prática público.
de crime de tortura Interdição para seu exercício pelo
DOBRO do prazo da pena aplicada.

DICA 136
EXTRATERRITORIALIDADE

A lei nº. 9.455/94 se aplica a fatos ocorridos fora do território nacional desde que:

A vítima seja brasileira; ou

O autor seja encontrado em local sob jurisdição brasileira

Vítima brasileira
Se aplica a lei de tortura a Agente encontrado em local sob jurisdição
fatos ocorridos fora do Brasil nacional

DICA 137
LEI DE CRIMES HEDIONDOS (LEI 8.072/90) - ROL DOS CRIMES HEDIONDOS
O rol dos crimes hediondos sofreu forte alteração com o Pacote Anticrime. Fique
atento às novidades:

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HOMICÍDIO EM LESÃO DOLOSA FUNCIONAL


HOMICÍDIO QUALIFICADO ATIVIDADE DE GRAVÍSSIMA E SEGUIDA DE
EXTERMÍNIO MORTE

ROUBO COM RESTRIÇÃO DA ROUBO COM ARMA DE ROUBO COM LESÃO GRAVE
LIBERDADE DA VÍTIMA FOGO OU MORTE

EXTORSÃO COM RESTRIÇÃO EXTORSÃO COM LESÃO EXTORSÃO QUALILIFICADA E


DA LIBERDADE DA VÍTIMA CORPORAL OU MORTE MEDIANTE SEQUESTRO

ESTUPRO DE
ESTUPRO EPIDEMIA COM MORTE
VULNERÁVEL

FAVORECIMENTO DA
FALSIFICAÇÃO, CORRUPÇÃO E
PROSTITUIÇÃO DE FURTO QUALIFICADO PELO
ADULTERAÇÃO DE PRODUTO
CRIANÇA E EMPREGO DE EXPLOSIVO
TERAPÊUTICO OU MEDICINAL
ADOLESCENTE

POSSE OU PORTE ILEGAL


COMÉRCIO ILEGAL DE ARMA
GENOCÍDIO DE ARMA DE FOGO DE
DE FOGO
USO PROIBIDO

EQUIPARADOS:
ORGANIZAÇÃO
TRÁFICO INTERNACIONAL DE CRIMINOSA PARA A TRÁFICO DE DROGAS
ARMA DE FOGO, ACESSÓRIO PRÁTICA DE CRIME
OU MUNIÇÃO HEDIONDO OU TORTURA
EQUIPARADO
TERRORISMO

DICA 138
HIPÓTESE DE FURTO HEDIONDO
O pacote anticrime trouxe duas hipóteses de furto qualificado: com o emprego de
artefato explosivo e furto DE artefato explosivo;
O furto qualificado pelo USO de artefato explosivo ou análogo é hediondo;
Contudo, o furto DO artefato explosivo NÃO é hediondo!
CUIDADO se a sua prova diz que o furto foi praticado com emprego de explosivo
(como, por exemplo, explodir o caixa eletrônico) ou se o agente simplesmente entrou
numa loja e furtou explosivos;

→ FURTO COM EMPREGO DE EXPLOSIVOS: HEDIONDO


→ FURTO DE EXPLOSIVOS: NÃO É HEDIONDO
DICA 139
HIPÓTESES DE ROUBO E EXTORSÃO HEDIONDOS
Nem todo roubo será hediondo, mas serão hediondos aqueles com:
Restrição da liberdade;
Emprego de arma de fogo (qualquer arma de fogo);

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
Lesão grave ou morte.

Já os crimes de extorsão serão hediondos aqueles com:


Restrição da liberdade;
Lesão grave e morte;
CUIDADO: A extorsão com arma de fogo não é crime hediondo.
DICA 140
LESÃO CORPORAL HEDIONDA
Há apenas UMA hipótese de lesão corporal de natureza hedionda: lesão corporal dolosa,
funcional, de natureza gravíssima ou seguida morte;

ATENÇÃO!

Para que seja hedionda tem que preencher os três requisitos:

DOLOSA;

FUNCIONAL;

GRAVÍSSIMA ou SEGUIDA DE MORTE.

→ Dolosa diz quanto à intenção do agente (intencional);


→ Funcional é a lesão corporal praticada contra autoridade ou agente descrito nos
arts. 142 e 144 da Constituição Federal (Segurança Pública), integrantes do sistema
prisional e da Força Nacional de Segurança pública, no exercício da função ou em
decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo
até TERCEIRO GRAU, em razão dessa condição;

→ Se o resultado for uma lesão GRAVÍSSIMA ou SEGUIDA DE MORTE;


DICA 141

ARMA DE FOGO

ATENÇÃO!

Com a modificação feita pelo pacote anticrime, passou a ser crime hediondo apenas a
POSSE ou PORTE de arma de fogo de uso PROIBIDO;
Assim sendo, o crime de posse ou porte de arma de uso permitido ou restrito NÃO
será crime hediondo;

Importante ressaltar que no Brasil se adota o critério legal, ou seja, só será crime
hediondo o que estiver no rol legal;
Assim sendo, a gravidade do crime não interessa se ele não estiver previsto na lei de
crimes hediondos.

DICA 142
PRISÃO TEMPORÁRIA E VEDAÇÕES

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
O prazo da prisão temporária em regra é de 5 dias, contudo, se a prisão temporária
for de crime hediondo o prazo será de até 30 dias prorrogáveis por mais 30 dias;
Os crimes hediondos são passíveis de liberdade provisória sem fiança e progressão
de regime;

Não caberá, contudo, aos crimes hediondos, a concessão de:

Fiança;

Graça;

Indulto;

Anistia.

DICA 143

HOMICÍDIO HEDIONDO
Todas as hipóteses de homicídio qualificado serão crimes hediondos, inclusive o
Feminicídio;
São hipóteses de homicídio qualificado aquele praticado com uso de fogo, meio cruel,
motivo torpe, que dificulte a defesa da vítima, mediante emboscada, recompensa, dentre
outros;
Feminicídio será o crime praticado contra a mulher por razões do sexo feminino:
violência doméstica ou repulsa à condição de mulher;
O Homicídio Simples também pode ser considerado crime hediondo, quando praticado
em atividade de grupo de extermínio, ainda que por um só agente;
O homicídio híbrido (qualificado-privilegiado) não é hediondo;
O homicídio qualificado tentado também é crime hediondo.
DICA 144

IDENTIFICAÇÃO DO PERFIL GENÉTICO


A identificação de perfil genético apenas será realizada no condenado por crime doloso
praticado com violência grave contra a pessoa, bem como por crime contra a vida,
contra a liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável;

Crime doloso com violência grave à pessoa;

Crime contra a vida;

Crime contra a liberdade sexual;

Crime sexual contra vulnerável.

A recusa em se submeter à identificação é falta grave;

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CUIDADO: a identificação do perfil genético não mais se aplica a todos os crimes
hediondos, mas aos crimes acima.
DICA 145
CRIMES RESULTANTES DE PRECONCEITO DE RAÇA OU DE COR (LEI 7.716/89) -
RACISMO
Ato previsto na Lei 7.716/1989 e para sua caracterização é necessário que haja ofensa à
dignidade de alguém, com base em elementos referentes à raça, cor, etnia, religião,
idade ou deficiência. Foi elaborada para regulamentar a punição de crimes resultantes
de preconceito de raça ou de cor.
Não confunda racismo com injúria racial, o primeiro está previsto na Lei n.7716/1989
e é a ofensa contra uma coletividade, ao passo que o segundo, tem previsão legal no
Código Penal e ocorre quando a ofensa é direcionada a um indivíduo específico.

Racismo Injúria racial

Ofensa contra uma coletividade Ofensa é direcionada a um indivíduo


específico.

Lei 7.716/1989 CP

Imprescritível O STF, no HC 154.248/DF, no dia


28/10/2021, seguindo o que já foi
decidido pelo STJ, equiparou a injúria
racial ao crime de racismo. Portanto, o
delito de injúria racial passou a ser
imprescritível.

A Constituição Federal trata o racismo como imprescritível e inafiançável, além do


combate à discriminação racial, ao dispor sobre o repúdio ao racismo como um dos
princípios que regem as relações internacionais brasileiras.
DICA 146
ATOS ENSEJADORES DE CRIMINALIZAÇÃO DE RACISMO

Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da


Administração Direta ou Indireta, bem como das concessionárias de serviços públicos, ou
obstar a promoção funcional. PENA: Reclusão de 2 a 5 anos;

Negar ou obstar emprego em empresa privada, deixar de conceder os equipamentos


necessários ao empregado, impedir a ascensão funcional ou obstar outra forma de
benefício ou tratamento diferenciado no ambiente de trabalho. PENA: Reclusão de 2 a 5
anos;

Anúncios ou qualquer outra forma de recrutamento de trabalhadores, exigir


aspectos de aparência próprios de raça ou etnia para emprego. PENA: Multa e de
prestação de serviços à comunidade;
DICA 147
ATOS ENSEJADORES DE CRIMINALIZAÇÃO DE RACISMO

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial. PENA: Reclusão de 1 a 3
anos;

Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de


ensino público ou privado de qualquer grau. PENA: Reclusão de 3 a 5 anos;

Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem, ou qualquer


estabelecimento similar. PENA: Reclusão de 3 a 5 anos;

Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou


locais semelhantes abertos ao público. PENA: Reclusão de 1 a 3 anos;

Impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos esportivos, casas de


diversões, ou clubes sociais abertos ao público. PENA: Reclusão de 1 a 3 anos;
DICA 148
ATOS ENSEJADORES DE CRIMINALIZAÇÃO DE RACISMO

Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros, barbearias,


termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalidades. PENA:
Reclusão de 1 a 3 anos;

Impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores


ou escada de acesso aos mesmos. PENA: Reclusão de 1 a 3 anos;

Impedir o acesso ou uso de transportes públicos. PENA: Reclusão de 1 a 3 anos;

Impedir ou obstar o acesso de alguém ao serviço em qualquer ramo das Forças


Armadas. PENA: Reclusão de 2 a 4 anos;

Impedir ou obstar, o casamento ou convivência familiar e social. PENA: Reclusão de


2 a 4 anos;

Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia,


religião ou procedência nacional. PENA: Reclusão de 1 a 3 anos e multa.
DICA 149
LEI Nº 11.343/2006 (LEI DE DROGAS) - FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL
Art. 5º (...) XLIII da CF/88: a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de
graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os
mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem.

Atendendo ao mandado de criminalização explícito previsto no art. 5º, XLIII, da CF/88,


foi promulgada a Lei 11.343/2006, que além de revogar expressamente suas antecessoras
(art. 75), instituiu:

O Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas – Sisnad (arts. 3º a 17);

Prescreveu medidas para prevenção do uso indevido (arts. 18 e 19), atenção e


reinserção social de usuários e dependentes de drogas (arts. 20 a 26);

Estabeleceu normas para a repressão à produção não autorizada e ao tráfico

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
ilícito (arts. 31 e 32);

Definiu diversos crimes (arts. 28 e 33 a 39);

Dispôs sobre o “procedimento penal” (arts. 48 a 59);

Disciplinou meios especiais de investigação (arts. 41 e 53);

Tratou da apreensão, arrecadação e destinação de bens do investigado ou réu (arts.


60 a 64); e

Previu a cooperação internacional (art. 65).

DICA 150
DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS
O Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) tem a finalidade de
articular, integrar, organizar e coordenar as atividades relacionadas com:

A prevenção do uso indevido, a atenção e a reinserção social de usuários e


dependentes de drogas;

A repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas.

- Prevenção ao uso indevido


O Sisnad tem a finalidade de de drogas
coordenar as atividades
- Repressão à produção não
relacionadas com
autorizada e ao tráfico ilícito
de drogas

DICA 151
DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS
O que se entende por Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas
(Sisnad)?
Entende-se por Sisnad o conjunto ordenado de princípios, regras, critérios e recursos
materiais e humanos que envolvem as políticas, planos, programas, ações e projetos
sobre drogas, incluindo-se nele, por adesão, os Sistemas de Políticas Públicas sobre
Drogas dos Estados, Distrito Federal e Municípios.
Fique atento!
O Sisnad atuará em articulação com o Sistema Único de Saúde - SUS, e com o Sistema
Único de Assistência Social - SUAS.
DICA 152
DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS

Requisitos para que uma substância seja considerada droga:

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Memorex PC PB – ESCRIVÃO – Rodada 05
1) a substância deve ter capacidade de causar dependência física ou química.
Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da
materialidade do delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da
droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea.
2) estar previsto na Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio de 1998.
O rol das substâncias que são consideradas como "droga", para fins penais vem previsto
na Portaria SVS/MS nº 344/1998.
DICA 153
PRINCÍPIOS DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS

São princípios do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad):

Respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, especialmente quanto à sua


autonomia e à sua liberdade;

Respeito à diversidade e às especificidades populacionais existentes;

Promoção dos valores éticos, culturais e de cidadania do povo brasileiro,


reconhecendo-os como fatores de proteção para o uso indevido de drogas e outros
comportamentos correlacionados;

Promoção de consensos nacionais, de ampla participação social, para o


estabelecimento dos fundamentos e estratégias do Sisnad;

Promoção da responsabilidade compartilhada entre Estado e Sociedade,


reconhecendo a importância da participação social nas atividades do Sisnad;
DICA 154
PRINCÍPIOS DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS

São princípios do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad):

Reconhecimento da intersetorialidade dos fatores correlacionados com o uso


indevido de drogas, com a sua produção não autorizada e o seu tráfico ilícito;

Integração das estratégias nacionais e internacionais de prevenção do uso


indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão
à sua produção não autorizada e ao seu tráfico ilícito;

Articulação com os órgãos do Ministério Público e dos Poderes Legislativo e Judiciário


visando à cooperação mútua nas atividades do Sisnad;

Adoção de abordagem multidisciplinar que reconheça a interdependência e a


natureza complementar das atividades de prevenção do uso indevido, atenção e
reinserção social de usuários e dependentes de drogas, repressão da produção não
autorizada e do tráfico ilícito de drogas;

Observância do equilíbrio entre as atividades de prevenção do uso indevido, atenção e


reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua produção não
autorizada e ao seu tráfico ilícito, visando a garantir a estabilidade e o bem-estar social;

Observância às orientações e normas emanadas do Conselho Nacional Antidrogas -


Conad.

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DICA 155
DAS COMPETÊNCIAS
Fique atento! Formular e coordenar a execução
da Política Nacional sobre Drogas

Elaborar o Plano Nacional de


Compete à União Políticas sobre Drogas, em parceria
com Estados, Distrito Federal,
Municípios e a sociedade;

Coordenar o Sisnad;

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RACIOCÍNIO LÓGICO
DICA 156
QUANTIFICADORES

São palavras ou expressões que indicam que houve quantificação:


Sempre = tudo válido;

Parcial = parte de total;


Nada = nada válido.
Temos alguns quantificadores especiais: todo, algum e nenhum. podem ser
classificados como universal ou particular.

QUANTIFICADOR UNIVERSAL e PARTICULAR

Universal = São aqueles que dar uma ideia de tudo ou nada e pode ser classificado
por afirmativo ou negativo.

Afirmativo = todo e negativo = nenhum.

Particular = São aqueles que dar uma ideia de algo parcial e tem como palavra-chave
o algum, podendo ser substituído por existe um, pelo menos um.

No particular podemos ter também, como no universal, a classificação afirmativa ou


negativa.
DICA 157
QUANTIFICADOR POR DIAGRAMA
Todos os quantificadores podem ser expressos por uma definição de conjuntos associado
a suas respectivas regiões num diagrama.

Diagrama = região limitada por um círculo no estudo de lógica.


Para cada diagrama estabelecido podemos JULGAR como VERDADEIRO ou FALSO.

Ex.:

TODO A é B = Verdadeiro
ALGUM B é A = Verdadeiro
NENHUM A é B = Falso
DICA 158
SEQUÊNCIAS E TIPOS CONJUNÇÃO LÓGICA - SEQUÊNCIAS MISTAS
São definidas por duas lógicas.
Tem como característica a oscilação de valores, hora cresce hora decresce.
Os números de posição ímpar e os de posição par tem sua lógica.

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Ex.: 25, 75, 50, 150, 100, 300, 200, 600, 400, 1.200, 800, ....

POSIÇÃO ÍMPAR = 25, 50, 100, 200, 400, 800

POSIÇÃO PAR = 75, 150, 300, 600, 1200

SEQUÊNCIA DE RECORRÊNCIA
Precisam de uma lei de formação, ou seja, de uma fórmula matemática.
A recorrência é aplicada quando se é dado o 1-termo (a1) e faremos os cálculos numa
fórmula dada.

Ex.: Defina o próximo termo da sequência definida por an = an-1 + 3 para a1=4.
a2 = a2-1 + 3
a2 = a 1 + 3
a2 = 4 + 3
a2 = 7
DICA 159
SEQUÊNCIA POR DIFERENÇA
Sequência onde aplicamos a lógica da diferença de um termo pelo seu antecessor.
A diferença resulta numa constante que resulta na lógica.

Ex.: (7, 10, 13, 16, 19,...)


Razão ou diferença igual a 3.
O comportamento dessa sequência cresce ou decresce de forma linear.
DICA 160
SEQUÊNCIA POR MÚLTIPLO
Sequência onde aplicamos a lógica da divisão de um termo pelo seu antecessor.
A divisão resulta numa constante no qual determina a lógica.

Ex.: (4, 8, 16, 32, 64,...)


Razão igual a 2.
O comportamento dessa sequência cresce ou decresce de forma exponencial.

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ESTATÍSTICA
DICA 161
AMOSTRAGEM

A amostragem por conglomerados consiste em dividir a população em grupos e


utilizar uma técnica de amostragem probabilística, e os grupos formados são homogêneos
entre si (com baixa variabilidade), enquanto os elementos de um mesmo grupo são
heterogêneos (com alta variabilidade);
Assim, cada grupo, que chamamos de conglomerado ou cluster, pode ser considerado
uma pequena representação de toda população;

Uma diferença entre as técnicas de amostragem é que, na amostragem


estratificada, é aplicada uma técnica de amostragem para selecionar alguns
elementos de cada estrato. Por outro lado, na amostragem por conglomerados, é
aplicada uma técnica de amostragem para selecionar alguns conglomerados, dos quais
todos os elementos são analisados.

Ex.: Em uma amostragem aleatória por conglomerados, se os elementos amostrais são


os alunos, os conglomerados podem ser as respectivas escolas.
As escolas podem ser consideradas conglomerados, pois são homogêneas entre si,
enquanto os alunos de cada escola são elementos heterogêneos (são de anos/idades
distintos).
DICA 162
AMOSTRAGEM

Na amostragem múltipla, as amostras são extraídas em etapas sucessivas,


dependendo dos resultados observados, as etapas posteriores podem ser dispensadas.
Essa técnica é utilizada na inspeção por amostragem, isto é, quando é necessário tomar
uma decisão sobre aceitar ou não um lote de produtos, com base na inspeção de apenas
alguns elementos.

Ex.: Quando uma empresa recebe um lote de 1000 produtos do seu fornecedor, os
quais devem atender a determinadas exigências de qualidade. Essa empresa irá aceitar o
lote se essas exigências forem atendidas e rejeitá-lo, caso contrário. Se não for viável
inspecionar todos os produtos do lote, a empresa poderá inspecionar apenas alguns itens
e, com base nos resultados encontrados, decidir se irá aceitar ou rejeitar o lote;
A empresa poderia decidir utilizar uma amostragem única, selecionando, digamos,
uma amostra de 50 elementos para serem inspecionados. Alternativamente, a empresa
poderia utilizar uma amostragem dupla (que é um tipo de amostragem múltipla), optando
por 2 amostras de 25 elementos, extraídas em etapas sucessivas (uma após a outra).
O objetivo da amostragem múltipla é diminuir o número de elementos
inspecionados a longo prazo, reduzindo, assim, os custos de inspeção.
DICA 163
AMOSTRAGEM

Já a amostragem não probabilística não segue critérios científicos e são divididos


em amostragem por conveniência, amostragem por julgamento, amostragem por cotas,
amostragem por tipicidade, amostragem por voluntários e amostragem por bola de neve.

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A amostragem por conveniência, também chamada de amostragem por


acessibilidade, depende da conveniência do pesquisador, não havendo critérios científicos
pré-definidos, ela é utilizada devido a sua praticidade.

Na amostragem por julgamento, a seleção dos elementos para a amostra é feita


com base nos critérios definidos pelo julgamento, arbítrio do entrevistador. Por exemplo, o
entrevistador pode decidir selecionar pessoas com determinados aspectos visuais (como
cor de pele ou altura), algum comportamento específico etc.

A amostragem por cotas segue as mesmas proporções da população, assim como a


amostragem estratificada proporcional. Porém, a diferença é que neste último caso,
utilizamos uma amostragem probabilística para selecionar os elementos de cada estrato,
enquanto que para a amostragem por cotas, utiliza-se um método não probabilístico;
DICA 164
AMOSTRAGEM

Na amostragem por tipicidade, o pesquisador seleciona elementos que ele considera


representativos dos subgrupos da população. Por exemplo, em uma população de
colaboradores, o pesquisador pode selecionar um funcionário que recebe 01 (um) salário-
mínimo, um funcionário que recebe 05 (cinco) salários-mínimos e um que recebe 10
salários-mínimos, para representar as diferenças salariais dessa população.

Na amostragem por voluntários, os próprios indivíduos da população se voluntariam


para participar da pesquisa. Isso é comum nas pesquisas pelas redes sociais sobre
questões como política, religião, etc. Os indivíduos não são contatados diretamente pelo
pesquisador, eles decidem participar voluntariamente da pesquisa.

Na amostragem por bola de neve, o pesquisador seleciona alguns indivíduos iniciais


e esses indivíduos convidam novos participantes, dentre os seus conhecidos. Assim como
uma bola de neve vai crescendo ao descer uma ladeira repleta de neve, a amostra
selecionada com base nessa técnica também cresce conforme os indivíduos selecionados
convidam novos participantes.
DICA 165
INFERÊNCIA ESTATÍSTICA

Estatística Inferencial ou Inferência Estatística é o ramo da Estatística que nos


ajuda a tirar conclusões a respeito de um todo (que chamamos de população) a partir das
observações feitas em uma parte dessa população (que chamamos de amostra);
A inferência é uma técnica importante porque normalmente não é possível conhecer a
informação exata (por exemplo, altura, idade, salário etc.) para toda a população.

Estimação pontual é o valor (número) calculado para o estimador, a partir desse


valor, é calculado um intervalo de estimação, e as propriedades da estimadores são
descritos abaixo.

Suficiência: uma estatística (isto é, uma função dos dados observados) é considerada
suficiente se ela captura, a partir da amostra obtida, toda a informação possível sobre o
parâmetro populacional desconhecido, de modo que qualquer outra informação não
contribuirá com a estimação do parâmetro populacional.

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Não viés, dizemos que um estimador O é não viesado (também chamado de não
viciado ou não tendencioso) quando a sua esperança é igual ao parâmetro populacional O
sendo estimado.
DICA 166
INFERÊNCIA ESTATÍSTICA
Para obtermos bons estimadores, é utilizado o método de estimação da Máxima
Verossimilhança busca a estimativa para a qual a probabilidade de se obter os valores
observados é a maior possível.
Após obter uma estimativa para o parâmetro populacional desejado (estimação pontual),
calcula-se o intervalo dentro do qual esse parâmetro deve variar, ou seja, ou seja, na
estimação intervalar (ou estimação por intervalos), a estimativa deixa de ser um ponto
(isto é, um valor único) e passa a ser um intervalo.

Esse intervalo, chamado intervalo de confiança, fornece uma noção de precisão da


estimativa.

O intervalo de confiança é construído em torno da estimativa pontual O, indicado da


forma (O-E), (O+E). Esse intervalo indica que o parâmetro populacional O deve estar
entre o limite inferior (O-E) e o limite superior (O+E).
O valor E (Erro) corresponde à metade da amplitude do intervalo, podendo ser chamado
de margem de erro, erro de precisão, erro máximo.
DICA 167
INFERÊNCIA ESTATÍSTICA
Tamanho Amostral pode ser que a questão forneça, além do nível de confiança (1-σ), o
valor do erro máximo, ou seja, o valor de E, e indague a respeito do tamanho necessário
da amostra n.

Utilizamos a seguinte fórmula: n=(z.V/E)², em que V é a variância populacional, E


erro máximo, z é tabelado e n tamanho da amostra.

Testar suposições (que chamamos de hipóteses), a respeito de um parâmetro


populacional. Por exemplo, vamos supor que alguém afirme que a média de uma
determinada população seja igual a 2. Para testar essa hipótese, vamos extrair uma
amostra, calcular a sua estatística (no caso, a média amostral) e com base nela decidir se
você concorda ou não com a pessoa.

→ Erro tipo I: rejeitar Ho dado que Ho é verdadeira.


→ Erro tipo II: não rejeitar Ho dado que Ho é falsa.

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