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1. Referências
Norma Regulamentadora – NR 18 - Recomendação Técnica de Procedimento - “Medida de Proteção Contra Quedas
de Altura”, NR-35 – Trabalho em Altura, RTP 04 - Recomendação Técnica de Procedimento “Escadas, Rampas e
Passarelas” 0000 e NBR-6494 – “Segurança nos Andaimes”.

2. Objetivo
Estabelecer procedimentos necessários para a realização de serviços em altura, visando garantir a segurança e
integridade física dos colaboradores internos e terceiros que realizam trabalhos em altura e a proteção dos que
transitam nas áreas próximas.

3. Responsabilidades
Gestor do Negócio/Engenheiro de Obra: Viabilizar recursos de investimento em pessoal, equipamentos diversos,
ferramentas, EPI’s, treinamentos de cursos específicos quando necessário, adotar as providências necessárias para
acompanhar o cumprimento das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas,
garantir que todas as exigências contidas nesta Instrução, no que diz respeito a capacitação, exames médicos e
medidas de proteção sejam efetivamente realizadas.

Segurança do trabalho: Orientar, treinar os envolvidos conforme NR 35 Trabalho em Altura, emitir certificados
físicos ou digitais emitidos no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil, recomendar e
sugerir medidas de segurança nas atividades, inspecionar os EPI’s (Equipamento de Proteção individual), verificar e
controlar periodicamente a validade dos Certificados de Aprovação. Inspecionar o local e aplicar o Checklist de
Trabalho em Altura (FRC-011), garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de
controle, assegurar a realização da Análise Preliminar de Riscos - APR e/ou Planilha de Perigos e Avaliação dos Riscos
bem como a emissão da Permissão de Trabalho – PT (FRC-008), treinando e capacitando os colaboradores
envolvidos.

Mestre de Obras: Viabilizar os recursos necessários (material e pessoal) para o andamento correto das atividades,
assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja
eliminação ou neutralização imediata não seja possível, auxiliar na aplicação do Checklist, participar da elaboração
da APR (Análise Preliminar de Risco) e exigir seu cumprimento pelos trabalhadores.

Encarregado: Realiza inspeção antes do início das atividades com o Técnico de Segurança do Trabalho, supervisionar
seus liderados com as ações preventivas e cumprimento desta instrução. Participar da elaboração da APR e exigir
seu cumprimento pelos trabalhadores.

Trabalhadores: Cumprir as disposições legais e regulamentares deste procedimento, interromper suas atividades
exercendo o direito de recusa sempre que constatar evidências de risco grave e iminente para sua segurança e
saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as
medidas cabíveis, zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou
omissões no trabalho, participando dos treinamentos fornecidos pelo empreendimento quando convocado.

Tomar conhecimento da Análise Preliminar de Risco e ou Planilha de Perigos e Riscos, obedecer às orientações que
lhe forem passadas pelo supervisor/encarregado dos trabalhos, inspecionar o cinto de segurança e seus
componentes antes da sua utilização, usar, manter e zelar pelos Equipamentos de Proteção individual (EPI).

Cabem as áreas e/ou setores envolvidos na atividade a fiel observância das recomendações contidas na presente
instrução de Saúde e Segurança e outras que vierem a ser adotadas, zelando pelo cumprimento das mesmas junto a
seus subordinados e terceiros.

Colaboradores Autorizados:
Estão autorizados a desemprenhar atividades em altura os colaboradores que possuem treinamento na NR-35 com
os devidos certificados físicos ou digitais emitidos no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-
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Brasil) , treinamento na Planilha de Perigos e Riscos/APR da atividade e possuam os exames médicos em dia e
respectivo ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) com aptidão para trabalho em altura.

Seguir rigorosamente todos os passos da Permissão para Trabalho em Altura (PT) e APR.

4. Detalhamento
4.1. Campo de Aplicação:

Aplica-se o disposto nesta Instrução de Segurança do Trabalho, toda atividade executada acima de 2,00 m (dois
metros) do nível inferior onde haja risco de queda, realizada por colaboradores próprios ou terceiros, especialmente
naqueles relativos às operações descritas abaixo, mas não se limitando a estas:

- Manutenção em telhados (telhas, rufos, chaminés, exaustores etc.);


- Pintura, limpeza, lavagem e serviços de alvenaria nas fachadas e estruturas;
- Instalação e manutenção elétrica;
- Manutenção de redes hidráulicas aéreas;
- Concretagem estrutural;
- Montagem e desmontagem de plataformas e andaimes;
- Montagem e desmontagem de linha de vida;
- Montagem e desmontagem de formas e cimbramentos;
- Armação;
- Escadas internas, fachadas e ou outras estruturas acabadas, (desforma);
- Entre outras atividades observada a necessidade de trabalho em altura com risco de queda.

4.2. Equipamentos de Segurança Necessário

Para as atividades em altura os colaboradores devem utilizar os EPI’s:

- Capacete de Segurança com jugular;


- Cinto de Segurança tipo paraquedista dotado de duplo talabarte ou talabarte “Y”;
- Cinto de Segurança tipo retrátil quando necessário;
- Calçado de Segurança;
- Óculos de Segurança;
- Protetor auricular;
- Cabo guia (linha de vida) com trava-quedas quando as atividades forem na posição vertical.
- Linha de vida para trabalhos onde não há a possibilidade da instalação de outro EPC, como, guarda corpo;
- Luva de segurança;
- Utilizar bolsas ou semelhante para o transporte de ferramentas.

É obrigatório o uso do Cinto de Segurança tipo paraquedista, acoplado em cabo guia, onde haja risco de queda do
colaborador.
Os Equipamentos de Proteção Individual - EPI, acessórios e sistemas de ancoragem devem ser especificados e
selecionados considerando-se a sua eficiência, o conforto, a carga aplicada aos mesmos e o respectivo fator de
segurança, em caso de eventual queda.
Na seleção dos EPI devem ser considerados, além dos riscos de queda a que o trabalhador está exposto, os riscos
adicionais em caso de trabalhos específicos.
Na aquisição e periodicamente devem ser efetuadas inspeções dos EPIs, acessórios e sistemas de ancoragem,
destinados à proteção de queda de altura, recusando-os caso apresentem defeitos ou deformações.
Antes do início dos trabalhos deve ser efetuada inspeção rotineira de todos os EPIs, acessórios e sistemas de
ancoragem.
No Anexo III é apresentado o mínimo de placas de sinalização que devem ser utilizadas para o trabalho em altura
não se limitando a estas.
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4.3. Procedimentos Gerais

Todo trabalho em altura deve ser avaliado pelo Técnico em Segurança do Trabalho juntamente com o responsável
pela frente de trabalho (Mestre, contra mestre, encarregado, líder de equipe, supervisor ou Engenheiro da Obra) e
emitida Permissão de Trabalho - PT (FRC-008), em conjunto com o Checklist de Trabalho em Altura (FRC-011),
aprovada pelo responsável pela autorização da permissão de trabalho, disponibilizada no local de execução da
atividade e, ao final, encerrada e arquivada de forma a permitir sua rastreabilidade.

A Permissão de Trabalho deve conter:

- Os requisitos mínimos a serem atendidos para a execução dos trabalhos;


- As disposições e medidas estabelecidas no Anexo “I” da IT-QSMS-102 Perigos e Riscos Potenciais;
- A relação de todos os envolvidos e suas autorizações;
- A Permissão de Trabalho – PT deve ter validade limitada à duração da atividade, restrita ao turno de trabalho e
pode ser revalidada pelo responsável pela aprovação nas situações que não ocorram mudanças nas condições
estabelecidas ou na equipe de trabalho.

Nos pontos de ancoragem, devem ser tomadas as seguintes providências:

- Ser selecionado por profissional legalmente habilitado;


- Ter resistência para suportar a carga máxima aplicável, limitando a quantidade de colaboradores;
- Ser inspecionado quanto à integridade antes da sua utilização.

É obrigatória na periferia da edificação, a instalação de proteção contra queda de trabalhadores e projeção de


materiais a partir do início dos serviços necessários para a concretagem da primeira laje.

A proteção contra queda, quando constituída de anteparos rígidos, em sistema de guarda-corpo e rodapé deve
atender aos seguintes requisitos:

- Ser construída com altura de 1,20m para o travessão superior e 0,70m para o travessão intermediário;
- Ter rodapé com altura de 0,20m;
- Ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da
abertura.

O registro do Check List original deverá ser arquivado no QSMS do empreendimento.


O local da atividade deverá ser sinalizado através de placas indicativas e ser isolado, garantindo com que pessoas
não relacionadas àquela atividade e trabalhadores envolvidos estejam protegidos e informados. Ex.: Cuidado –
Homens Trabalhando Acima (Placa de Sinalização).
Para atividades que fazem uso de plataformas e/ou andaimes será necessário a liberação do local pelo Técnico de
Segurança do Trabalho através de placas: Placa verde = EQUIPAMENTO LIBERADO PARA TRABALHO (Anexo I), placa
amarela = EQUIPAMENTO AGUARDANDO LIBERAÇÃO, NÃO UTILIZAR (Anexo II). A plataforma e o andaime só
estarão liberados para trabalho em altura após a inspeção e liberação do Técnico de Segurança.

O transporte de materiais deve ser realizado com a utilização de cordas ou cabos com certificação NBR 2408.
Materiais e ferramentas não podem ser deixados desordenadamente nos locais de trabalho sobre andaimes,
plataformas ou qualquer estrutura elevada, para evitar acidentes com pessoas que estejam trabalhando ou
transitando sob elas.
As ferramentas não podem ser transportadas em bolsos; utilizar sacolas especiais ou cintos apropriados.
Os cabos de aço utilizados devem possuir certificado conforme NBR 2408.

4.3.1. Telhado

Para trabalho em telhado seguir as seguintes orientações:


- Comunicar a segurança do trabalho sobre a realização do serviço;
- Isolar e sinalizar a área localizada abaixo do local de trabalho;
- Não pisar ou deslocar-se sobre as telhas, somente nas tábuas que devem ser dispostas como passarelas;
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- Não sobrecarregar um mesmo ponto sobre o telhado ou cobertura;


- Para içar telhas, deve-se suspendê-las até a altura desejada, uma a uma, devidamente amarrada, por meio de
talhas ou outros meios igualmente seguros;
- Nunca armazenar telhas sobre o telhado;
- Não deixar sobras de material sobre o telhado após a execução do serviço;
- Em dias de chuva ou de muito vento, ou enquanto as telhas estiverem úmidas, não executar serviços sobre o
telhado, mesmo com o uso de passarela de madeira;
- O cinto de segurança tipo paraquedista deverá ser utilizado, providenciando-se previamente os meios necessários
à sua fixação de forma a possibilitar a locomoção do usuário sobre o telhado.
- Sempre utilizar linha de vida.

4.3.2. Andaimes

- Os andaimes devem ser dimensionados por profissional legalmente habilitado e montados de modo a suportarem,
com segurança, as cargas de trabalho (pessoas e materiais) a que estarão sujeitos, bem como o recolhimento da ART
(Anotação de Responsabilidade Técnica);
- Os andaimes não devem possuir inclinação em relação ao piso;
- Para efeito de nivelamento dos andaimes, deverão ser utilizadas sapatas ajustáveis;
- Devem-se tomar todas as precauções na montagem e desmontagem dos andaimes próximos as redes elétricas,
respeitando a distância mínima exigida pela concessionária de energia elétrica da região;
- A cada dois lances de cavalete, colocar as travas de reforço no andaime;
- Os andaimes devem ser fixados a estruturas rígidas durante sua utilização;
- Devem dispor de sistema guarda-corpo e rodapé, inclusive nas cabeceiras, em todo o perímetro, com exceção do
lado da face de trabalho e montantes a 1,50m (um metro e cinquenta centímetros), travessas horizontais colocadas
respectivamente a 0,70m (setenta centímetros) e 1,20m (um metro e vinte centímetros) acima do estrado de
trabalho, para evitar queda de pessoas;
- Todo sistema de guarda-corpo de caráter provisório, independentemente de ser em andaimes ou não, devem estar
cercados com tela de proteção contra queda de materiais;
- Quando os montantes possuírem intervalos inferiores a 1,00m (um metro), os guarda-corpos poderão ser em
corrente ou cabos, respeitando a altura, exceção das plataformas hidráulicas, que obrigatoriamente é exigida como
guarda-corpo rígido, conforme NR-18 item 18.15.47.22;
- As pranchas utilizadas para piso devem fechar toda a área do andaime, de maneira a formar um piso contínuo;
- As pranchas devem ser dotadas de travas nas extremidades, para evitar seu deslocamento lateral e serem isentas
de trincas, emendas ou nós;
- Os pisos em tábuas de 0,025m (25 milímetros) de espessura não podem ter vãos maiores que 2,00m e devem ser
travados entre si, porém para vãos até 1,50m (um metro e cinquenta centímetros), não é obrigatório o travamento;
- As emendas das pranchas ou tábuas devem ser por justaposição, em casos excepcionais é permitida a emenda por
sobreposição, desde que uma travessa e com pelo menos 0,20m (vinte centímetros) para cada lado, porém neste
caso é obrigatória a sinalização, indicando a existência de um degrau e a pintura de uma faixa de alerta no degrau do
piso;
- O piso do andaime deve ser de madeira de boa qualidade (sem nó) e nunca receber carga superior à de sua
capacidade;
- Permanecer em cima dos andaimes apenas os materiais necessários para o desenvolvimento das atividades
distribuídos de modo uniforme, sem obstruir a passagem, ficando assim, proibido o armazenamento de materiais
nos andaimes;
- A sobra de material deve ser retirada através de dutos de descarga ou acondicionada adequadamente;
Toda a movimentação vertical de componentes e acessórios para a montagem e/ou desmontagem de andaimes
devem ser feitas através de cordas ou sistemas próprios de içamento. Não sendo permitido o lançamento em queda
livre;
- Os andaimes com altura superior a 1,50 m de altura devem ser providos de escadas de acesso;
- Os andaimes sobre rodas só podem ser usados em áreas com o piso plano concretado ou asfaltado, com
possibilidade de livre deslocamento e não podem exceder a altura de 5m (cinco metros). As rodas devem ter no
mínimo 15 cm (quinze centímetros) de diâmetro e estar travado todo o tempo em que o andaime não estiver sendo
deslocado. É proibido o deslocamento das estruturas dos andaimes com trabalhadores sobre o andaime;
- Usar o cinto de segurança, mesmo com as proteções laterais instaladas;
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- Devem fazer uso da trava quedas de segurança acoplado ao cinto de segurança independente, para trabalhos
realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo;
- Isolar toda área em volta do andaime, observando um raio seguro, a fim de garantir a segurança das pessoas que
passam nas proximidades de peças e materiais que venham a cair;
- Não é permitido trabalhar em andaimes sob intempéries, tais como chuva ou vento forte.
- Não é permitida sobre a plataforma dos andaimes escadas ou outros meios para atingir locais lugares ainda mais
altos.
- No caso de andaimes suspensos (balancins), estes devem fornecer a ART do fabricante e ser instalado por meios de
afastadores com resistência equivalente a 3 (três) vezes maior que o esforço solicitante, ser apoiada ou fixada em
elementos estruturais, caso seja necessário a sustentação em platibanda ou beiral da edificação, essa deverá passar
por estudos de verificação estrutural sob responsabilidade técnica de um profissional terceirizado ou legalmente
habilitado solicitando a ART.
- Os sistemas de fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos deverão ser precedidos de
projeto elaborado e acompanhado por profissional legalmente habilitado.
- A instalação e a manutenção dos andaimes suspensos devem ser feitas por trabalhador qualificado, sob supervisão
e responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado obedecendo, quando de fábrica, as especificações
técnicas do fabricante.
- O Técnico em Segurança do Trabalho, após vistoria e o preenchimento do Checklist deve fixar placas de sinalização
de segurança para os andaimes liberados e não liberados para trabalho.

Para plataforma hidráulica, algumas providências devem ser tomadas antes de iniciar as atividades, sendo:

- Colaborador qualificado para operá-la (Certificado físico ou digital emitido no âmbito da Infraestrutura de
Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) e carteirinha válida);
- Preencher o Check List de Trabalho em Altura (FRC-011);
- Utilizar cinto de segurança tipo paraquedista ligado a um cabo guia fixado em estrutura independente do
andaime, salvo em situações especiais tecnicamente comprovadas por profissional legalmente habilitado;
- A área deve estar sinalizada;
- O equipamento deve ter sinalização sonora automática de operação;
- Possuir painel com botoeira de emergência;
- Ter um dispositivo que garanta o perfeito nivelamento do equipamento, não podendo exceder a inclinação
máxima indicada pelo fabricante;
- Em caso de pane elétrica o equipamento deverá ser dotado de dispositivos mecânicos de emergência que
mantenham a plataforma parada, permitindo o alívio manual por parte do operador, para descida segura
dela até a sua base;
- Paralisar as atividades em condições climáticas desfavoráveis que exponham a risco os trabalhadores.

4.3.3. Escadas

- As escadas devem ser inspecionadas sempre antes de serem usadas;


- As escadas de madeiras não devem ser pintadas;
- As escadas não devem apresentar farpas ou saliências;
- As escadas individuais de mão não devem ter mais de 7m (sete metros) e as escadas de extensão não devem ter
mais de 12m (doze metros);
- As escadas de extensão não devem ter suas partes separadas, para evitar a quebra de polias e a danificação dos
engates;
- As escadas de abrir não devem ter mais de 6m (seis metros) de extensão, devendo ser abertas até o fim do seu
curso, com o tirante limitador bem encaixado, antes de ser usada;
- Todas as escadas individuais de mão devem ter seu espaçamento entre degraus mínimo de 0,25m (vinte e cinco
centímetros) e no máximo 0,30m (trinta centímetros) de forma constante;
- Para maior estabilidade da escada, é necessário que o ângulo em relação ao piso tenha de 65° (sessenta e cinco
graus) a 80° (oitenta graus) e conter sapatas antiderrapantes;
- Para subir uma escada deve haver uma pessoa segurando a base desta até que o usuário amarre a parte superior
da escada em suporte fixo e prenda seu cinto de segurança;
- Na utilização de escadas portáteis em local de frequente circulação de pessoas e/ou veículos, deve haver
sinalização para alerta contra possíveis abalroamentos (choques, impactos etc.).
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- Somente uma pessoa de cada vez deve utilizar a escada para subir ou descer utilizando as duas mãos, em eventuais
cargas deve-se usar bolsas ou outros materiais recipientes semelhantes;
- É obrigatório o uso de cinto de segurança, preso a estrutura mais próxima. É proibido prender-se na própria
escada;
- Deve-se sempre subir e descer uma escada de frente para ela.

4.3.4. Cadeira suspensa

Todas as atividades em que não seja possível as instalações de andaimes são permitidas a utilização de cadeira
suspensa.

Deve ser fornecido a ART do fabricante do equipamento e manual/instrução de uso.


Antes de sua utilização, o usuário e o encarregado deverão desenrolar o cabo de aço e ou cabo sintético e verificar o
seu comprimento, de modo que:

- Não apresente emenda;


- Não apresente fios rompidos ou frouxos;
- Apresente diâmetro uniforme;
- Não esteja lubrificado;
- Providenciar cantoneira de madeira, para que o cabo de aço e ou cabo sintético não tenha contato direto
com partes metálicas, concreto e/ou outros materiais que podem causar desgaste no cabo.

A cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura, em caracteres indeléveis e bem visíveis, a razão social do
fabricante e o número de registro respectivo no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ.
A correta ancoragem e instalação da cadeira suspensa são fundamentais para a segurança do equipamento e do
usuário devendo ser elaborada por profissional legalmente habilitado.
Uma vez instalado na obra, os equipamentos só podem ser utilizados com autorização formal do engenheiro
residente e técnico de segurança do trabalho.

Antes do início da atividade verificar o local da execução do serviço e providenciar o isolamento e placa de
sinalização no local com os dizeres: ATENÇÃO SERVIÇO SENDO REALIZADO ACIMA. Sempre verificar se há pessoas
trabalhando abaixo ou acima da atividade e caso exista paralisá-la imediatamente e comunicar ao encarregado e/ou
Técnico em Segurança do Trabalho.

Atentar para os seguintes itens para cadeiras suspensas por meio de cabo de aço:

- O Cabo de aço utilizado para sua sustentação deve ser fixado por meio de dispositivos que impeça o
deslizamento e desgaste;
- Os cabos de aço devem atender a NBR 2408/2004 e NBR 6327/2004 e ser dotados de laudos.
- A cadeira suspensa deve dispor de: sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de
segurança;
- Requisitos mínimos de conforto previstos na NR 17;
- Subir e sair da cadeira suspensa no piso mais baixo do prédio, e NUNCA por cima do edifício;

Atentar para os seguintes itens para cadeiras suspensas por meio de cabos sintéticos:

- Os cabos sintéticos (cordas), devem atender aos requisitos previstos na NR 18, item 18.6;
- As cadeiras devem conter sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança;

Dispositivos Gerais

- A cadeira suspensa deve estar amarrada à edificação, devendo o sistema de fixação ser independente do
cabo-guia da trava queda;
- É proibida a improvisação de cadeira suspensa tipo “tábua” assim como cadeiras suspensas por corda;
- Sistema independente de fixação para o cinto de segurança tipo paraquedista, ligado ao trava-quedas em
um cabo-guia, o qual deve ser mantido sempre acima da linha da cabeça;
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- Somente utilizar cintos com cadarços perfeitos, sem desfiamento;


- Somente subir na cadeira após o engate no mosquetão do cinto no trava-quedas e só deve ser retirado
após estar embaixo e seguro;
- Retirar diariamente o excesso de materiais que caem no quadro, travas e cabo de aço;
- Na ocorrência de condições meteorológicas desfavoráveis (garoa, chuva, trovoadas, rajadas de vento etc., a
atividade deve ser paralisada imediatamente);
- As ferramentas deverão estar sempre amarradas na cadeira suspensa;
- Não pendurar materiais pelo lado externo da cadeira suspensa (ex.: baldes, latas, ferramentas etc.);
- Nunca trabalhar sozinho (no mínimo duas pessoas);
- Nunca lançar qualquer objeto da cadeira suspensa;
- Sempre manter a cadeira suspensa o mais nivelado possível;
- Quando paralisar a atividade para intervalos solicitar ao ajudante que suspenda a cadeira e a deixa a uma
altura que impossibilite que pessoas estranhas ao serviço tenham acesso;
- É proibida a mudança de posição da cadeira suspensa quando o trabalhador estiver sentado na mesma
e/ou quando estiver em nível elevado;
- Qualquer problema que for verificado (catracas, cabo de aço/ cabo sintético etc.;) devem ser comunicados
imediatamente ao encarregado e ou Técnico em Segurança do Trabalho.

Controle de saúde: Manter o ASO e os exames complementares sempre em dia, funcionário que tiver problemas de
pressão arterial, labirintite, entre outras doenças similares são proibidas de realizar trabalhos com cadeira suspensa.
Ao término da atividade e/ou final de expediente realizar a organização e limpeza da área, destinar adequadamente
os resíduos gerados;
Os equipamentos devem ser recolhidos, limpos e guardados ao final do expediente;
As dúvidas devem ser esclarecidas juntamente aos responsáveis: Mestre de obra, Encarregado, Líder de equipe e
Técnico em Segurança do Trabalho;

4.3.5. Dispositivos de Proteção para Limitação de Quedas

Em todo o perímetro de construção de edifícios com mais de 4 (quatro) pavimentos ou altura equivalente é
obrigatória a instalação de uma Plataforma Principal de Proteção e de Plataformas Secundárias dependendo do
número de pavimentos ou altura da edificação.
Estas plataformas devem ser rígidas e dimensionadas de modo a resistir aos possíveis impactos às quais estarão
sujeitas.
A Plataforma Principal de Proteção (bandeja) deve ser instalada, na altura da primeira laje, em balanço ou apoiada,
com 2,50m (dois metros e cinquenta centímetros) da projeção horizontal e um complemento de 0,80m (oitenta
centímetros) de extensão a 45º (quarenta e cinco graus) de sua extremidade.
A Plataforma Principal de Proteção deve ser instalada após a concretagem da laje na qual será apoiada. Recomenda-
se, para tanto, que na própria laje concretada sejam previstos e instalados meios de fixação ou apoio para as vigas,
perfis metálicos ou equivalentes, que servirão para a Plataforma Principal de Proteção (ganchos, forquilhas e/ou
similares com espaçamento de 1,50m).
A Plataforma Principal de Proteção só poderá ser retirada, quando o revestimento externo de edificação acima dela
estiver concluído (massa e pintura).
Devem ser instaladas, igualmente, Plataformas Secundarias de Proteção, em balanço, de 3 (três) em 3 (três) lajes,
contadas a partir da Plataforma Principal de Proteção, com 1,40m (um metro e quarenta centímetros) da projeção
horizontal e 0,80m (oitenta centímetros) de extensão a 45º (quarenta e cinco graus) de sua extremidade.
As Plataformas de Proteção devem ter 45º (quarenta e cinco graus) na sua extremidade e travessas diagonais
(conforme imagem).
Toda Plataforma Secundária de Proteção deve ser instalada da mesma forma que a Plataforma Principal de Proteção
e somente retirada quando a vedação da periferia até a plataforma imediatamente superior estiver concluída.
Todo o perímetro da construção de edifícios, entre as Plataformas de Proteção, deve ser fechado com tela de
resistência de 150 Kgf/metro linear, com malha de abertura de intervalo entre 20 mm (vinte milímetros) e 40 mm
(quarenta milímetros) ou material de resistência e durabilidade equivalentes fixada nas extremidades dos
complementos das plataformas.
Na construção de edifícios com pavimentos no subsolo, devem ser instaladas ainda Plataformas Terciárias de
Proteção, de 2 (duas) em 2 (duas) lajes, contadas em direção ao subsolo e a partir da laje referente a instalação da
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plataforma principal de proteção com 1,40m de projeção horizontal e 0,80m de extensão a 45º (quarenta e cinco
grau).
Trechos de Plataformas de Proteção, retirados temporariamente para transporte vertical indispensável, devem ser
recolocados logo após concluído o transporte.
As plataformas de proteção devem ser mantidas sem sobrecarga, que prejudiquem a estabilidade de sua estrutura,
devendo o início de sua desmontagem ser precedido da retirada de todo os materiais ou detritos nela acumulados,
mantendo-a limpa.
O conjunto formado pelas Plataformas de Proteção pode ser substituído por andaimes fachadeiros, instalando-se
tela em toda a sua face externa.
Toda estrutura de bandeja deve ser projetada e calculada por profissional legalmente habilitado com a apresentação
da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).

4.3.6. Riscos de queda de objetos

Para eliminar os riscos de queda de objetos, seguir as seguintes regras:

- Não deixe ferramentas ou material soltos. Limpe a plataforma ao final de cada turno de trabalho;
- Nunca arremesse uma ferramenta ou objetos para outra pessoa. Se necessitar passar algum objeto a outra
pessoa, use uma corda, um cesto ou uma sacola;
- Se estiver sendo feito algum trabalho de demolição ou de alvenaria, coloque uma tela no espaço entre a
plataforma e o corrimão superior;
- Em caso de desforma, descer as peças ancoradas em cordas ou outros meios similares.

4.3.7. Montagem e Desmontagem de Linha de Vida

A APR (Análise Preliminar de Risco) e/ou Planilha de Perigos e Riscos específica deve ser considerada para
montagem e desmontagem de linha de vida e nos seguintes casos:
- Instalação de linha de vida em locais que não possuem guarda-corpo instalado;
- Instalação de linha de vida em carga e descarga de caminhões, acima de 2m, que traga risco de queda;
- Instalação de linha de vida em locais impossibilitados de instalar barreiras físicas que impeçam a queda:

Seguir os seguintes procedimentos de segurança:


- Todos os envolvidos na atividade deverão receber treinamento na APR e/ou Perigos e Riscos de instalação de
linha de vida;
- Antes de qualquer uma das situações acima, o departamento de segurança do trabalho do Empreendimento
deve ser comunicado a fim de se verificar as condições de segurança antes do trabalhador iniciar a atividade;
- O sistema de ancoragem deve ser selecionado no local em que o trabalho será realizado, planejando a atividade,
antes do início da atividade, e no momento da inspeção e elaboração da PT (Permissão de Trabalho), o ponto de
ancoragem deverá ser considerado e aprovado por todos os envolvidos na liberação da atividade (Engenheiros,
Encarregados/Mestres/Contramestres e Profissionais de Segurança);
- Deve-se estabelecer sistemas e ponto de ancoragem (ponto destinado a suportar carga de pessoas para a
conexão de dispositivos de segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava-quedas e talabartes);
- O trabalhador deve travar o cinto em um ponto de ancoragem que tenha resistência para suportar a carga
máxima aplicável;
- A instalação da linha de vida deve ser acompanhada pelo responsável da atividade e pelo Técnico de Segurança
do Trabalho até sua liberação.

Considerar também as demais medidas de prevenção:

- O trabalho em altura deve ser supervisionado, em tempo integral, pelo responsável pela atividade
(Encarregado, Líder de equipe, Engenheiro, Contramestre e/ou Mestre de Obras);
- Deve existir inspeções periódicas dos locais de trabalho pelo Técnico de Segurança e Engenheiros de Produção;
- Inspeção e liberação do início trabalho através de PT – Permissão de Trabalho (FRC-008), solicitada pelo
Engenheiro de produção/mestre, emitida pelo Encarregado/líder de equipe e verificada pelo Técnico de
Segurança. A emissão deverá ser feita de acordo com o procedimento;
- Aplicação de checklist de trabalho em altura;
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- Elaboração de projeto com ART do responsável técnico pela linha de vida;


- Para início da montagem da linha de vida, deve ser solicitada a presença de um Técnico de Segurança do
Trabalho para fazer a inspeção do local e liberação dos serviços;
- Os trabalhos sobrepostos não devem ser executados;
- Etiqueta de inspeção quanto à liberação, manutenção ou proibição do uso do andaime.
- O trabalhador deve permanecer atracado conectado ao sistema de ancoragem durante todo o período de
exposição ao risco de queda.
- O talabarte e o dispositivo trava-quedas devem estar fixados acima do nível da cintura do trabalhador,
ajustados de modo a restringir a altura de queda e assegurar que, em caso de ocorrência, minimize as chances
do trabalhador colidir com a estrutura inferior.
- Quanto ao ponto de ancoragem, devem ser tomadas as seguintes providências: ser selecionado por profissional
legalmente habilitado; ter resistência para suportar a carga máxima aplicável; ser inspecionado quanto à
integridade antes da sua utilização.

Obs.: É proibida a execução da atividade em locais que não possuem ponto ou sistema de ancoragem.

- É obrigatório o absorvedor de energia nos seguintes casos: a) fator de queda for maior que 1; b) comprimento
do talabarte for maior que 0,9m.
- A PTA- Plataforma elevatória poderá ser utilizada para instalar a linha de vida nos pontos em que não há
proteção coletiva. Somente profissional treinado portando a carteirinha do treinamento está autorizado a
operar a PTA, que deve estar em piso nivelado e inspecionada periodicamente.

5. Emergência e Salvamento

As pessoas responsáveis pela execução das medidas de salvamento devem estar treinadas e capacitadas a
executar o resgate, prestar primeiros socorros e possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a
desempenhar.

6. Condições Impeditivas

Condições impeditivas são situações que impedem a realização ou continuidade do serviço e que possam
colocar em risco a saúde ou a integridade física dos colaboradores.
Essas condições não se restringem as do ambiente de trabalho. A percepção do trabalhador em relação ao seu
estado de saúde no momento da realização da tarefa ou atividade, assim como a de seu supervisor, também
pode ser considerada uma condição impeditiva. O trabalhador deve ser treinado a conhecer e interpretar as
análises de risco, podendo contribuir para o aprimoramento delas, assim como identificar as possíveis condições
impeditivas à realização dos serviços durante a execução do trabalho em altura.

7. Riscos Adicionais

Além dos riscos de queda em altura, intrínsecos aos serviços objeto da Norma, podem existir outros riscos
específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente podem expor a integridade
física e a saúde dos trabalhadores no desenvolvimento de atividades em altura. Desta forma, é necessária a
adoção de medidas preventivas de controle para tais riscos “adicionais”, com especial atenção aos gerados pelo
trabalho em campos elétricos e magnéticos, confinamento, explosividade, umidade, poeiras, ruídos, fauna e
flora e outros agravantes existentes nos processos ou ambientes onde são desenvolvidos os serviços em altura,
tornando obrigatória a implantação de medidas complementares dirigidas aos riscos adicionais verificados.
Dentre os riscos adicionais podemos destacar:
- Mecânicos: são os perigos inerentes às condições estruturais do local, tais como: falta de espaço, iluminação
deficiente, presença de equipamentos que podem produzir lesão e dano;
- Elétricos: são todos os perigos relacionados com as instalações energizadas existentes no local ou com a
introdução de máquinas e equipamentos elétricos, que podem causar trauma por eletrocussão;
- Corte e solda: os trabalhos a quente acrescentam os perigos próprios desta atividade como radiações e
emissão de partículas incandescentes;
- Líquidos, gases, vapores, fumos metálicos e fumaça: a presença destes agentes químicos contaminantes gera
condições inseguras e facilitadoras para ocorrências de acidentes e doenças ocupacionais;
Identificação: POPC-013
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- Soterramento: quando o trabalho ocorre em diferença de nível superior a 2 (dois) metros ou em terrenos
instáveis, existe a possibilidade de soterramento por pressão externa (ex: construção de poços, fosso de
máquinas, fundação, reservatórios, porão de máquinas etc.);
- Temperaturas extremas: trabalho sobre fornos e estufas podem apresentar temperaturas extremas que
poderão comprometer a segurança e saúde dos colaboradores.

8. Formulários de Registro

FRC-008 – Permissão de Trabalho


FRC-011 – Checklist de Trabalho em Altura
FRC-086 – Termo de Autorização para Trabalho em Altura
Anexo I da POPC-013 – Placa de liberação de equipamentos
Anexo II da POPC-013 – Placa aguardando liberação de equipamentos
Anexo III da POPC-013 – Placas de sinalização

9. Histórico de revisões

Revisão Revisado por Aprovado por Data Principais Alterações

00 Giovani Branco Márcia Tack 16/06/2020 Elaboração.

Inserida a possibilidade de emissão de certificados digitais


01 Felipe Santos Márcia Tack / Giovani Branco 10/09/2020 emitidos no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas
Brasileira (ICP-Brasil)

02 André Ribeiro Márcia Tack 21/12/2021 Inclusão do FRC-086 nos formulários de registro.

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