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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA

ALICE RANY CÂNDIDO BALBINO


FERNANDA MIRELLA ALMEIDA DOS SANTOS
GÉSSICA CATARINA FRANÇA GOMES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV EM


ANOS/FASES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL EM EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS (EJA)

MACEIÓ
2022
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV EM


ANOS/FASES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL EM EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS (EJA)

Dados do Estagiário
Nome: Alice Rany Candido Balbino
Número de Matrícula: 17110789
Curso e Período: Pedagogia / 9° período

Nome: Fernanda Mirella Almeida dos Santos


Número de Matrícula: 17110684
Curso e Período: Pedagogia/ 9° período

Nome: Géssica Catarina França Gomes


Número de Matrícula: 17112743
Curso e Período: Pedagogia / 9º período

Dados do Local de Estágio

Instituição: Escola Municipal Doutor Pompeu Sarmento


Supervisores: Marinaide Lima de Queiroz Freitas e Valéria Campos Cavalcante

Período de Estágio

Início: 27/04/2022 Término: 13/06/2022


Jornadas de Trabalho: 6 horas semanais.
Total de horas: 18 horas.
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO……………………………………………………………………….4
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS………………………………………………….8
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA…………………………………………………..14
CONCLUSÃO………………………………………………………………...…….15
REFERÊNCIAS…………………………………………………………………….16
ANEXOS…………………………………………………………………………....17
APÊNDICES………………………………………………………………………..22
1. INTRODUÇÃO

Este relatório apresenta o percurso das experiências vivenciadas no


Estágio Supervisionado IV, nos anos iniciais da Educação de Jovens, Adultos e
Idosos no município de Maceió -EJAI, do curso de Licenciatura em Pedagogia
pela Universidade Federal de Alagoas, ocorrido no período de março de 2022 à
julho do mesmo ano. Sob a supervisão das professoras Marinaide Lima de
Queiroz Freitas e Valéria Campos Cavalcante.
A disciplina de estágio efetivou-se por meio de algumas etapas. O
primeiro momento caracterizou-se pela apresentação de algumas reflexões
teóricas iniciais a respeito do estágio e docência, com uma palestra com
Selma Garrido Pimenta que trouxe informações importantes e atualizadas
sobre o tema proposto. Em seguida, começamos a discussão sobre a formação
de professores, as especificidades do estudante da EJA e nesse momento
contamos com o suporte teórico de autores como Freitas (2021) e Freire
(1987/1996).
Então, a turma foi dividida em duplas ou trios e as estagiárias foram
enviadas para as escolas mais próximas de suas residências, assim iniciando a
realização das atividades de diagnóstico, observação, entrevistas e regências
na instituição. A escola, de modo geral, nos acolheu com muito carinho,
empatia e respeito. Deixando-nos tranquilas, passando segurança para que o
estágio fosse bem vivido e tivesse suas etapas desenvolvidas com êxito.
O estágio foi realizado na Escola Municipal Doutor Pompeu Sarmento,
no turno noturno, no qual a escola atende o público da EJAI. A instituição situa-
se na capital alagoana, Maceió, localizada na Avenida Muniz Falcão, no bairro
Barro Duro, inaugurada na década de 80 e reinaugurada em 1994, passando
pela última grande reforma no ano de 2016.
Figura 1- Fachada da Escola Municipal Doutor Pompeu Sarmento.

Fonte: Imagens Google, 2022.

No horário diurno, a escola trabalha com Creche e o Ensino


Fundamental. No noturno, oferta a modalidade de Educação de Jovens,
Adultos e Idosos. A maioria dos estudantes da EJAI trabalha durante o dia,
dedicando-se no turno noturno às atividades escolares, são oriundos de bairros
próximos, Serraria, Jacintinho, Sítio São Jorge, Ouro Preto, Tabuleiro, dentre
outros. Por virem direto de seus trabalhos para a aula, a instituição oferece a
partir das 18h o café da noite, em seguida às 19h iniciam-se as aulas que em
média possuem a duração de 2 horas sem intervalo. Segundo informações
coletadas nas entrevistas realizadas na instituição, o horário de aulas do
noturno é reduzido, para facilitar a locomoção dos alunos que dependem do
transporte escolar ofertado pelo município e transportes públicos coletivos,
além de priorizarem a segurança dos funcionários e estudantes.
Ainda segundo informações colhidas durante momento de entrevista
com a gestão, o Projeto Político Pedagógico (PPP) não está atualizado,
encontra-se em desenvolvimento. Por este motivo não tivemos acesso a ele e
as informações mais detalhadas sobre questões específicas da instituição,
como quantidade de alunos atendidos, quantidade de funcionários e suas
formações, quantidade de salas, o quadro geral e etc.
O espaço físico da escola é amplo, tendo um pátio aberto com área
verde e um outro coberto, que oferecem aos estudantes uma área de convívio
e socialização. É nesses pátios que geralmente acontecem a culminância de
projetos, apresentações da cultura popular, bazares e também a interação
entre os indivíduos. Tornando-o um espaço de grande importância dentro da
instituição.

Figura 2- Pátio descoberto da escola e área verde.

Fo
nte: Imagens Google, 2022.

Figura 3- Pátio coberto, na imagem está acontecendo um bazar com roupas


que foram doadas. Mas nele também acontecem vivências indígenas,
quadrilhas e sarau, como foi relatado pela professora durante entrevista e
conversas.

F
onte: As autoras, 2022.
Durante nossas idas à escola, pudemos observar os alunos sentados
neste espaço, conversando, se alimentando e empreendendo. Alguns alunos
levavam produtos para serem vendidos no espaço escolar, como flau e outros
alimentos, revistas de produtos cosméticos e bijuterias. O convívio com os
demais estudantes acaba sendo um aliado no sustento de seus lares,
principalmente das mulheres, já que são elas que fazem este trabalho.
As salas de aula são grandes, com muitas carteiras enfileiradas o que
acaba deixando-a apertada para a locomoção dos que nela adentram. As salas
ainda dispõe de quadro branco, uma mesa para os professores e ventiladores.
Durante nosso tempo na sala, ela estava arejada e ventilada, devido ser um
período mais chuvoso, acreditamos que em um tempo mais quente como
costuma ser em Maceió, os dois ventiladores não são suficientes para atender
a demanda de alunos.
Os banheiros são grandes, adaptados. Mas segundo relato de alguns
alunos falta água com frequência, o que acaba por vezes impossibilitando sua
utilização. E até as aulas são afetadas, por vezes as aulas são canceladas por
não ter água sequer para beber.
A escola dispõe de uma biblioteca, mas não tivemos acesso por falta de
um profissional responsável no turno noturno. A mesma só funciona no diurno,
em determinados momentos os professores podem fazer o planejamento de
suas aulas utilizando o espaço, mas foi nos relatado pela professora que eles
ainda não foram à biblioteca, no ano corrente. Impossibilitando o contato dos
alunos com as mais diversas leituras.
Existe um laboratório de informática com diversos computadores novos,
ainda em caixa, mas também pela falta de um profissional para montar os
equipamentos e auxiliar os alunos, o mesmo está desativado, sem nenhum
funcionamento. A escola tem uma rede de internet boa, mas não é utilizada
pela ausência deste profissional. Situação lamentável, quão benéfico seria se
os estudantes pudessem contar com esse recurso tecnológico, principalmente
quando falamos nos estudantes idosos da EJA, que muitas vezes têm mais
dificuldades nesse quesito pela falta de acesso aos recursos tecnológicos.
A instituição atende algumas pessoas com necessidades educacionais
específicas, mas tem grande dificuldade em conseguir acompanhante para as
mesmas. Situação enfrentada em todas as etapas da educação, mas mais uma
vez a dificuldade aumenta por se tratar do público noturno. Esses estudantes
enfrentam batalhas grandes. Pudemos observar que uma das pessoas
deficientes tem uma pessoa para lhe auxiliar, esse aluno é surdo e conta com o
intérprete da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), para ajudar nessa inclusão
e interação com a turma. O estudante está no processo de aprendizagem da
LIBRAS, e o intérprete é uma peça chave, para que em breve ele possa
comunicar-se com maior autonomia.
A escola tem uma boa relação com as comunidades atendidas. As
pessoas confiam no trabalho da instituição e buscam-a com desejo de
alcançarem objetivos, metas. Muitos sonham em aprender a ler, conquistar o
diploma e veem na escola esse suporte.
A escola transpassa um clima de parceria e empatia dos profissionais
para com seus alunos. Eles sentem que podem contar com os educadores.
Fator importante na convivência diária. Observamos o carinho e
comprometimento dos profissionais com a educação. Situação além de sentida,
vivenciada em seus discursos de defesa à educação dos jovens e adultos que
passam por lá.

2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Após o período introdutório da disciplina de Estágio Supervisionado 4,


no qual, houve a oportunidade do aprofundamento teórico através das leituras
e contribuições de diversos autores, posteriormente iniciou-se uma nova fase
do estágio, o momento de vivenciar na prática todas as concepções vistas
teoricamente. As atividades foram divididas em cinco momentos ao longo de
seis dias, que no decorrer deste texto será detalhado, evidenciando a
importância de cada um para a formação das estagiárias.
No primeiro momento ocorreu a reunião com os diretores e
coordenadores da EJAI em Maceió, contando com a participação da diretora
Rosali Patriota da Costa e da coordenadora pedagógica Eliete Cavalcante dos
Santos. Este primeiro contato foi crucial para conhecer inicialmente as
realidades vivenciadas no cotidiano da EJAI, durante esta conversa, que
transcorreu de maneira síncrona, foi possível ouvir os relatos das profissionais
que compartilharam suas experiências e de como são os sujeitos da EJAI e o
que eles esperam ao retornar os estudos. Em determinado momento a fala de
uma das profissionais chamou atenção, os professores que trabalham com a
Educação de Jovens, Adultos e Idosos precisam estar nesta modalidade por
decisão, pois o contexto de vida desses estudantes é muito particular, então,
eles necessitam de acolhimento e compreensão.
O segundo dia de atividade ocorreu de forma presencial, estabelecendo
o primeiro contato com a escola Dr. Pompeu Sarmento, instituição concedente
do estágio. Nesta ocasião a diretora da instituição, Apresentação Canuto,
concedeu ao grupo de estagiárias uma entrevista com a participação da
supervisora do estágio Valéria Cavalcanti, relatando o cotidiano dos estudantes
e de que forma está organizada a logística da escola. Durante sua partilha, a
apresentação reforçou que os sujeitos da EJAI estão em busca de um objetivo,
cada um com suas singularidades, tendo a escola como referência de
encorajamento para seguir adiante e alcançar seus propósitos.
Figura 4- Entrevista com a direção. Figura 5- Entrevista com a direção.

Fontes: As autoras, 2022. Fontes: As autoras, 2022.

A atividade seguinte foi marcada pela entrevista com a professora Ana


Patrícia, responsável pelo primeiro período, a turma, na qual, as estagiárias
Géssica, Fernanda e Alice iriam desenvolver o projeto do estágio e as
atividades de regência. De forma acolhedora a professora respondeu todas as
perguntas, apresentando o perfil e a característica da turma, há vinte e dois
estudantes que frequentam regularmente as aulas, que é composta em sua
maioria por mulheres e idosos, nesta fase inicial há um objetivo em comum
entre eles que é aprender a ler. A professora também relatou que houve uma
mudança na organização da EJAI, passando a ser de fases para períodos,
consequentemente mudando a forma de construir o planejamento das aulas,
pois o ritmos para desenvolver os conteúdos precisou acelerar, passando de
um ano para seis meses, na disciplina de português, por exemplo, houve a
redução dos conteúdos.
Figura 6- Entrevista com a professora responsável pelo primeiro período.

Fontes: As autoras, 2022.

A quarta atividade seria marcada pela observação da aula, regida pela


professora Ana Patrícia, no entanto, a cidade de Maceió, onde a escola está
situada, passou por momentos de chuvas intensas, colaborando para que o
prefeito da cidade, João Henrique Caldas, suspendesse as aulas por 48h
visando a segurança física dos servidores públicos e dos estudantes, os dias
coincidiram com a visita à escola, impossibilitando a observação da aula.
Com o retorno das atividades escolares na semana seguinte o trio já
começaria a desenvolver as regências, porém na segunda-feira dia 06 de junho
de 2022 os estudantes possuíam aula da disciplina de educação física, não
houve um aviso prévio por parte da professora para com o grupo, inviabilizando
o início da regência. Para aproveitar o tempo, as estagiárias fizeram uma breve
apresentação, indicando para os estudantes da EJAI a instituição de origem do
grupo e qual seria o propósito da presença delas na sala de aula, também
observaram de maneira breve o momento inicial da aula, na qual, a professora
Ana Patrícia havia entregue uma atividade de caça-palavras com o tema
junino, solicitando que as estagiárias auxiliassem os estudantes que possuíam
dificuldade em identificar as letras no caça-palavras.
A quinta e última atividade, no dia 8 de junho, foi marcada pela iniciação
da regência, que foi dividida em três momentos, no primeiro as estagiárias
mediaram uma roda de conversa entre os estudantes, com intuito de conhecer
as histórias de vida de cada sujeito ali presente, a maioria eram mulheres
idosas que relataram a dificuldade de estudar na época em que eram mais
jovens, havia mulheres que casaram muito cedo foram e proibidas pelos
maridos por motivos de ciúmes, outras que moravam no interior e não tiveram
a oportunidade de frequentar a escola, pois trabalhavam na roça, e as que
engravidaram cedo e não tinham o apoio da família, restando apenas a
alternativa de abandonar os estudos. Os homens presentes relataram que a
volta para a escola tinha uma ligação profissional, pois a empresa em que eram
colaboradores havia solicitado. Em seguida, juntamente com os estudantes, foi
realizada a construção de uma nuvem de palavras que expressasse qual era o
significado da EJAI para cada estudante que estava presente, surgiu diversas
palavras, entre elas recomeço, objetivo, cansaço, felicidade, sonho e querer.
Finalizando a regência com o terceiro momento, no qual, foi apresentada a
autora Cora Coralina e a sua trajetória, para estabelecer entre os estudantes
uma conexão com a autora, concluindo com a leitura do poema Aninha e suas
pedras.
Figura 7- Momento inicial da regência. Figura 8- Roda de conversa.

Fontes: As autoras, 2022. Fontes: As autoras, 2022.

Figura 9- Construção da nuvem de Figura 10- Construção da nuvem de


palavras. palavras.
Fontes: As autoras, 2022. Fontes: As autoras, 2022.

No dia 13 de julho houve o encerramento das atividades na escola


concedente do estágio, a regência dividiu-se em três momentos distintos,
iniciando com a retomada da nuvem de palavras construída em conjunto na
regência anterior, em seguida foi proposto que os estudantes, com o auxílio
das estagiárias, construíssem um poema a partir das palavras elencadas, no
início a maioria dos que estavam presentes se mostraram um pouco tímidos,
mas conforme os companheiros falavam os outros ganhavam coragem para
contribuir, o momento foi significativo, pois deu aos estudantes a percepção de
que eles eram capazes de produzir um material literário, apesar das limitações.
Para a segunda atividade as estagiárias levaram três alimentos que faziam
parte do livro de Cora Coralina juntamente com a receita, o doce de mamão, o
bolo de laranja e pudim de coco, os estudantes tiveram a oportunidade de
provar esses alimentos, transformando a atividade em um momento de
confraternização entres os que estavam presentes. Para finalizar a noite, o
poema construído pela turma foi impresso e cada estudante ganhou uma cópia
e como forma de validar a autoria de cada um, as estagiárias pediram que eles
escrevessem o nome no final do poema.

Figura 11- Construção do poema.


Fontes: As autoras, 2022.

Figura 12- Apreciação das receitas.

Fontes: As autoras, 2022.

Figura 13- A escrita do Figura 14- A escrita do


próprio nome. próprio nome.

Fontes: As autoras, 2022. Fontes: As autoras, 2022.

3 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A Educação de Jovens, Adultos e Idosos é uma modalidade de ensino
voltada às pessoas que não tiveram acesso à escola na idade própria por
alguma situação da vida cotidiana. Os alunos apresentam grande abundância
de experiências, em geral são pessoas excluídas socialmente em processos de
desigualdade que os afastaram da escola.
A maioria dos alunos da EJAI, vem de um prolongado e cansativo dia de
trabalho, é necessário que o professor tenha criatividade e dedicação para
incentivar esses alunos a permanecer na escola. O professor é o mediador e
tem o papel de instigar a curiosidade, apontar a realidade, transformar os
obstáculos e entender os processos educativos que estão relacionados ao
tempo e sua história, portanto, a relação professor-aluno é primordial para o
processo de conhecimento.
Paulo Freire, em seus escritos mostra que é necessário na educação a
prática da liberdade, defensor do saber popular e da conscientização para a
participação, diz que, quanto mais problematizam os educandos mais os
mesmos se sentirão desafiados a pensar de forma crítica. Para Freire, “não há
saber mais ou menos; há saberes diferentes” (1987, p.49). Para ele, o objetivo
é conscientizar o aluno principalmente as população desfavorecida.
Magda Soares (1998), associa a prática de alfabetização ao trabalho de
gêneros textuais. A autora faz uma distinção entre os termos alfabetização e
letramento, o primeiro corresponde a ação de ensinar, aprender a ler e
escrever, enquanto o segundo é visto como estado ou condição de quem sabe
ler e escrever mas exerce as práticas sociais da escrita. Neste sentido, as
propostas de aprendizagem envolvem a compreensão dos diversos textos
presentes na sociedade e estreitam a relação entre a cultura escolar, tornando
o processo de ensino e aprendizagem muito mais significativo para o aluno.
É preciso levar em consideração toda bagagem histórica que os sujeitos
da EJAI detém, suas vivências com a língua escrita e "conhecer o adulto do
ponto de vista intelectual, para desenvolver uma atitude de respeito com o
adulto" (MOURA, 2001, p.116).

4. CONCLUSÃO
O estágio em EJA nos proporcionou momentos ricos, repletos de
aprendizagens significativas. Todas as etapas foram importantes para nosso
crescimento, tanto no campo pessoal, como no profissional, já que ambos
estão intrinsecamente ligados.
O contato com educadores de fato comprometidos com a educação, que
levantam a bandeira da luta a favor da EJA e estão dispostos a se empenhar
para fazer a diferença, nos encantou e nos encorajou a abrirmo-nos a essa
possibilidade de campo de atuação.
Nos deparamos com profissionais maravilhosos, que apesar das
dificuldades dão sempre o seu melhor para que garantam o avanço significativo
aos seus alunos. São esses profissionais que nos inspiram e aquecem nosso
coração, mostrando que ainda existe uma relação afetuosa nesse processo de
interação entre professor e aluno.
Durante um dos momentos com a gestão, nos foi aconselhado a irmos
trabalhar com a EJAI por decisão e não por falta de opção, pois as
problemáticas são muitas e de fato só resiste a pressão quem se decide pela
EJAI. Essa fala nos demonstrou tanta força de vontade, garra e
comprometimento.
A experiência em sala de aula, conhecendo a turma, suas
particularidades e ouvindo-as, conhecendo as histórias de vida contadas pelos
estudantes, foram incríveis, um momento ímpar. Reforçaram nossa certeza
pela escolha diária da Pedagogia. Afirmando que estamos no caminho certo,
caminho que não é fácil, mas sabemos onde queremos chegar.
Receber a confiança deles em falarem assuntos tão delicados de suas
experiências, seus traumas, medos e anseios. Fatos que marcaram suas vidas,
como a violência doméstica, o abuso tanto físico quanto psicológico cometido
pelos próprios familiares, geralmente pais e maridos, fez-nos despertar.
Este primeiro contato com a Educação de Jovens e Adultos foi repleta
de sentimentos bons, muita emoção e reflexão, uma ótima experiência que veio
contribuir significativamente para nossa formação como pedagogas.
5. REFERÊNCIAS

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 32ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1987.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte:


Autêntica, 1998

MOURA, Dayse. C. Por trás das letras: As concepções e práticas de ensino do


sistema de notação alfabética. 2001. 166f. Dissertação (Mestrado em
Educação) Centro de Educação, Universidade Federal de Pernambuco, Recife,
2001.
6. ANEXOS

Formulário de avaliação do estágio:


Formulário para registro das atividades na instituição campo de estágio:
Termo de compromisso de estagiário:
7. APÊNDICES

Poema produzido coletivamente pela turma.

Fonte: As autoras, 2022.

8. DE ACORDO:

________________________________ e Alice Rany Candido Calbino


Carimbo e assinatura das orientadoras Nome completo do
Estagiário

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