Uso de rubricas em avaliação

Há bastante tempo, optou-se por rubricas como instrumento de avaliação em WebQuests. Tal opção foi tranquila nos EUA e Canadá, países nos quais o uso de rubricas como instrumentos de avaliação está bem difundido. No Brasil e em outras partes, porém, quase sempre as matrizes avaliativas características das rubricas têm um ar de novidade. E como não há muita literatura sobre tal alternativa de verificação de aprendizagem, os educadores manifestam diversas dúvidas sobre a matéria. Na última semana mantive um diálogo interessante sobre a questão com o Professor Eziquiel Menta. Uso este post para compartilhar um dos comentários que fiz a partir de uma pergunta do Eziquiel:
>Se for buscar a origem das rubricas, devo me reportar à taxonomia de Bloom? _ As rubricas não se vinculam a pesquisas como a realizada por Bloom e seu grupo de colaboradores. Elas nasceram em meios que exigem claramente avaliações baseadas em produtos elaborados pelos alunos (aprendizes): as instituiçoes de formação profissional. Exemplo: como avaliar se o aluno de marcenaria aprendeu a fazer uma mesa? A resposta é óbvia: ele deverá ser desafiado a produzir uma mesa. Mas tal resposta não resolve completamentea questão. Nos meios de formação profissional sempre se questionou o subjetivismo do julgamento dos peritos (mestres, instrutores) na hora de julgar um produto feito pelos alunos. Para amenizar tal subjetivismo, surgiram algumas orientações em termos de instrumentação da avaliação. Uma delas foi a utilização de um corpo de jurados para classificar a qualidade de obras de autoria dos aprendizes. Para que um corpo de jurados funcione adequadamente é preciso estabelecer certo consenso sobre critérios a serem utilizados. Nesse caso temos um elemento chave no tipo de avaliação em análise: um lista de critérios transparentes e públicos (ou seja, o aluno sabe, desde o início do processo de ensino-aprendizagem, quais as exigências que serão consideradas na avaliação daquilo que ele produzir). Outra possibilidade que apareceu nos meios de formaçãoprofissional foi o uso de check-lists, uma relação de exigências definidoras de expectativas quanto a um produto ou a um serviço. Finalmente, com metas bastante parecidas com as das duas possibilidades anteriores, surgiram as rubricas, matrizes nas quais os avaliadores estabelecem uma lista de critérios combinada com descritores de possíveis níveis de execução. Nos meios de formação profissional, as soluções que elenquei funcionaram quase sempre como resultado de intuições dos mestres. A literatura não registra grande contribuição da academia ou da pesquisa universitária no campo em análise. As rubricas nasceram sobretudo de invenções de educadores que trabalhavam no "chão da escola". Os profissionais de educação da área achavam que tais soluções eram mais ou menos óbvias. Afinal de contas, não faz sentido avaliar capacidade de fazer uma mesa por meio de uma prova escrita sobre marcenaria... Nos meios de educação geral, o uso de rubricas surgiu, nos Estados Unidos, por volta dos anos 70 para encaminhar a questão de como avaliar redação (cf. W. James Popham, Testing! Testing! What every parent should know about school tests, Needham Heights, MA: Allyn & Bacon, 2000). A solução rubricas é algo mais ou menos óbvio no caso da aprendizagem de redação. O aluno precisa saber que qualidade tem aquilo que ele produziu. Uma nota, no caso, representa muito pouco. O que um candidato a escrevinhador precisa saber é quais são os pontos fortes e fracos em sua produção. Para isso, o avaliador precisa estabelecer critérios que lhe permitam dialogar de modo objetivo com o avaliado. O uso de rubricas facilita tal diálogo.

posted by Jarbas at 2:26 PM 8 comments

Tuesday, April 12, 2005
Avaliação em WebQuests

o seu aprender se torna mais focado e mais auto-orientado. A avaliação autêntica traz esses princípios do avaliar do concreto para todas as áreas do currículo. por meio de avaliações interpares e auto-avaliações. qualquer rubrica deve conter as seguintes características comuns: . monitora o uso de feedbacks por parte do aprendiz. desenhada para simular atividade da vida real em que os alunos estão engajados na solução de problemas concretos. fornece feedbacks. A avaliação autêntica elimina as fronteiras entre ensino. Os próprios alunos se envolvem no processo avaliativo. Esse envolvimento faz com que eles ganhem poder na administração de sua aprendizagem e. porém. os alunos podem ajudar no processo de elaboração de instrumentos de avaliação. áreas nas quais a verificação da aprendizagem sempre foi baseada em desempenhos Numa e noutra. A rubrica é uma ferramenta da avaliação autêntica. Ela é um tipo de avaliação formativa.Avaliação Autêntica Texto traduzido e adaptado a partir de notas em the webquest page Jarbas N Barato/2004 Introdução Quantas vezes você já tentou dar notas para os trabalhos de seus alunos e descobriu que os critérios de avaliação eram vagos e a descrição do desempenho esperado era nitidamente subjetiva? Você seria capaz de justificar a nota ou resultado da avaliação se tivesse que defender uma ou outro? A rubrica é um instrumento de avaliação autêntica. particularmente útil no tratamento de critérios avaliativos que são complexos e subjetivos A avaliação autêntica é conduzida por métodos avaliativos que guardam a maior correspondência possível com a experiência da vida cotidiana. e ajusta a instrução e a avaliação de acordo com os resultados observados. com isso. Na medida em que se familiarizam com a idéia de rubrica. Ela foi desenvolvida inicialmente em artes e formação profissional. o instrutor observa o aprendiz no processo de trabalho ou na realização de algo concreto. É vantajoso usar rubricas no processo avaliativo porque elas: • • • • • • permitem que a avaliação se torne mais objetiva e consistente obrigam o professor a clarear seus critérios em termos específicos mostram claramente ao aluno como o seu trabalho será avaliado e o que é esperado em termos de resultado desenvolvem no estudante a consciência sobre os critérios a serem utilizados em avaliações de desempenho entre pares oferecem feedback útil a respeito da efetividade do ensino oferecem benchmarks com as quais é possível fazer comparações e medir o progresso do aluno Podem-se criar rubricas com variadas formas e níveis de complexidade. aprendizagem e avaliação. pois faz parte de um processo holístico de ensinoaprendizagem em andamento.

Recursos Estude esses artigos sobre avaliação autêntica e uso de rubricas: The Case for Authentic Assessment ERIC Document ED 328 611 Empowering Students through Negotiable Contracting by Andi Stix.foco na mensuração de objetivo estabelecido (desempenho. (Requer Adobe Acrobat Reader) Authentic Assessment Overview .Pearson Education Development Group Dê uma olhada nos seguintes exemplos de rubricas: Collaboration HyperStudio Stack Journal Web page WebQuest Firsthand Biography Use essas guidelines (orientações) para ajudá-lo a criar sua rubrica no próximo exercício. você terá a oportunidade de desenhar a sua própria rubrica. A uma página web mostrando os resultados de uma pesquisa. Siga. Selecione um desempenho de seus alunos que você deseja avaliar. organizadas em níveis que indiquem o grau de alcance de certo padrão Neste módulo. caso você não encontre algo de sua própria lavra: • • • • • Uma apresentação oral ilustrada por meio de HyperStudio. 3. Trabalhe com um companheiro na criação da rubrica. Seguem aqui algumas sugestões. já tendo. Uma representação teatral Um projeto colaborativo para pesquisar um tópico e produzir um VT com as informações conseguidas..estabelecimento de características específicas de desempenho. Exercício Depois de ler os artigos sobre avaliação autêntica e desenvolvimento de rubricas. Ed.D. você irá criar sua própria rubrica para avaliar o desempenho dos alunos num dado objetivo. Preencha o gabarito (template) com seus critérios. o processo abaixo: 1. 4. 2.uso de uma referência de classificação para situar o desempenho . portanto. Faça o Download de rubric template. Verifique se você está incluindo o objetivo ou comportamento (categorias). comportamento. examinado alguns exemplos. referência . Artigos da Web e alguns exemplos de rubricas irão direcionar seu esforço e estimular sua criatividade. ou qualidade) . para tanto.

Os professores deixam mais claros suas metas. Web Sites Rona's Ultimate Teacher Tools Este excelente site tem links para um bom número de exemplos num amplo leque de areas. envolvidos na criação de rubricas. refina. Compartilhe a sua rubrica já elaborada com outro grupo. e até mesmo sentem que seu trabalho com papelada fica reduzido porque os alunos passam a fazer parte do processo de verificação do próprio desenvolvimento. Escreva descrições específicas de desempenhos esperados dos estudantes para cada nível. expectativas e foco. Rubrics: Inspire your Students and Foster Critical Thinking Esta série de cinco partes explora como um professor desenha. Original de Nancy Pickett & Bernie DodgeÚltima revisão: 20m de junho de 2001. 5.Os alunos. Uma delas provavelmente preencherá suas necessidades.classificatória/nível. e têm um idéia mais clara do que é esperado em termos de desempenhos específicos. e implementa rubricas numa grande variedade de matérias. Tradução e adaptação: Jarbas Novelino Barato Versão de 25 de fevereiro de 2004. um especialista em tecnologia de ensino no distrito escolar de Ithaca: "eles vão ao querer rubricas para tudo que aprendem”. Há. e o grau de alcance. um problema no uso de rubricas Segundo Harry Tuttle. Para Explorações Futuras Quer saber mais sobre rubrica? Seguem aqui oito fontes de informação que podem ser úteis. Os cidadãos passam a ter informações mais claras sobre a avaliação dos alunos e os objetivos do ensino. porém. . Conclusão As rubricas são um instrumento de verificação efetivo para avaliar o desempenho dos alunos em áreas complexas e de definição vaga. tornam-se mais responsáveis por sua própria aprendizagem. TeAch-nology's Rubric GeneratorsRubistarClassWeb Rubric Builder Estes três sites apresentam diferentes abordagens para ajudar o usuário a criar rubricas online. ganham poder ao serem envolvidos no processo de ensino e aprendizagem.

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