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Puhane Tilicate T.

Aiuba

Uma Abordagem Interdisciplinar No Ensino da Língua Portuguesa Na Educação


Profissional Agrícola

FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS E EMPRESA

CURSO DE CONTABILIDADE E HABILIDADES DE AUDITORIA

UNIVERSIDADE ROVUMA

Extensão de Cabo Delgado

Pemba, 2022
Puhane Tilicate T. Aiuba

Uma Abordagem Interdisciplinar No Ensino da Língua Portuguesa Na Educação


Profissional Agrícola

CURSO DE CONTABILIDADE E HABILIDADES DE AUDITORIA

Trabalho do Curso de Licenciatura em Gestão de


Recursos Humanos, entregue ao Departamento de
Ciências Económicas e Empresas para efeitos de
avaliação.

UNIVERSIDADE ROVUMA

Extensão de Cabo Delgado

Pemba, 2022
ÍNDICE
CAPITULO I .................................................................................................................................. 1

1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 1

1.1. Contextualização e Problemática ..................................................................................... 1

1.2. Objectivos......................................................................................................................... 3

1.2.1. Objectivo Geral ......................................................................................................... 3

1.2.2. Objectivos Específicos .............................................................................................. 3

1.3. Justificativa....................................................................................................................... 4

CAPITULO II ................................................................................................................................. 5

2. REVISÃO DA LITERATURA ............................................................................................... 5

CAPITULO III ................................................................................................................................ 8

3. METODOLOGIA .................................................................................................................... 8

3.1. CRONOGRAMA DAS ACTIVIDADES ............................................................................ 9

3.2. ORÇAMENTO DO PROJECTO ................................................................................... 10

3.3. CONCLUSÃO E ANALISE DE RESULTADOS......................................................... 11

4. REFERÂNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................. 12


CAPITULO I

1. INTRODUÇÃO

1.1. Contextualização e Problemática

Como professores de língua materna, temos preocupámo-nos com alguns aspectos que envolvem
a pratica desta disciplina nas escolas de ensino profissionalizante. O desafio a ser enfrentado pela
educação nos tempos actuais diz respeito a possibilidade de desenvolver uma educação voltada
para o futuro. Ao defender a ideia de “Educação para o Futuro”. Werner Market (1992) diz que o
futuro vai mostrar que as pessoas entram no mercado de trabalho precisando muito mais de
formação geral do que de habilidades concretas especificas.

Para analisarmos a funcionalidade do ensino de língua materna baseado na leitura, produção de


textos e análise linguística, é necessário que tenhamos claras as competências que objectivamos
em relação ao aluno de língua Portuguesa. O que queremos que o aluno aprenda? Qual o
resultado final do processo pedagógico a que visamos? Queremos preparar o aluno para realizar
tarefas mecânicas na empresa em que futuramente trabalhara? Queremos preparar o aluno para
saber escrever de acordo com o padrão culto da língua, exercendo a prática da escrita
sistematicamente? Queremos preparar o aluno para pensar de forma critica, ser um bom leitor de
textos e, consequentemente, do mundo? Ou competências e ensinar a ler, escrever e dizer textos?

Desta forma, prope-se um ensino de lingua materna em cursos tecnicos agricolas baseado na
interdisciplinaridade, a fim de proporcionar uma aprendizagem muito mais estruturada e rica,
pois os conceitos estao organizados em torno de unidades mais globais, de estruturas conceituais
e metodologicas compartilhadas por varias disciplinas. As propostas de uma interdisplinaridade
postas sobre a mesa apontam para integracoes horizontais e verticais entre as varias areas de
conhecimento.

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Salientando que ao sistematizar o ensino do conhecimento, os curriculos escolares ainda se
estruturam fragmentamente e, muitas vezes, seos conteudos são de pouca relevancia para os
alunos, que não vêem neles um sentido.

No plano tecnico-didatico, a abordagem dos factos da lingua ainad contua bastante distanciada
do que o aluno espera e precisa vivenciar em classe para tornar-se um usuario eficiente.

Assim sendo, tem-se uma pratica escolar deformada por meio da qual a lingua materna acaba por
tornar-se objecto de criticas severas por parte dos alunos, uma vez que estes não conseguem
compreender sequer os objectivos do trabalho pedagogico com a lingua e se perguntam por que e
para que estudar o portugues. Por um lado não conseguem entender a maior parte das
informacoes normativas ilustradas; por outro lado, não conseguem associar tais informacoes com
a sua real pratica da lingua.

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1.2.Objectivos

1.2.1. Objectivo Geral


 Através de uma perspectiva interdisciplinar, ampliar a capacidade do aluno expressar-se
através de múltiplas linguagens e novas tecnologias, posicionar-se diante da informação e
interagir de forma critica e activa, com o meio físico e social, contribuindo para que ele
aprimore o seu conhecimento e uso de sua língua materna de forma mais eficiente.

1.2.2. Objectivos Específicos


 Romper a forma artificial intitulada em sala de aula quanto ao uso da linguagem;
 Possibilitar o domínio efectivo da língua padrão em suas modalidades oral e escrita;
 Propiciar ao aluno as condições para desenvolver a habilidade de produzir textos de
forma coerente.

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1.3. Justificativa

A língua enquanto actividade discursiva e cognitiva, representa uma possibilidade de interacção


social, através da qual, o individuo não só se comunica, mas tem acesso a informação, produz
conhecimento e partilha ou constrói visões de mundo, entre outros, assim como o inverso é
verdadeiro, porque a integração entre as diversas áreas permite uma compreensão mútua, da
mesma forma que auxilia na construção de significados e concepções, contribuindo para ampliar
o conhecimento do mundo de cada um e a consequente apreensão do mesmo. Desta forma,
percebe-se a importância da interdisciplinaridade.

A incorporação dos temas interdisciplinares no estudo da língua Portuguesa permite que o aluno
perceba a diversidade dos pontos de vista bem como as diferentes posições ideológicas e as
formas de enuncia-los, possibilitando não só o entendimento linguístico, mas, principalmente, a
reflexão sobre a sociedade na qual está inserido. A leitura e analise de textos é um dos meios
mais eficazes de desenvolvimento sistemático da linguagem, pois favorece a remoção de
barreiras educacionais que oprimem nossos alunos. Eles devem ser induzidos de tal modo que
sintam prazer em ler.

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CAPITULO II

2. REVISÃO DA LITERATURA

Sabe-se que as dificuldades de ensino de Língua Portuguesa, incluída a compreensão de textos,


constituem-se, historicamente, em um problema comum e que é necessário procurar minimizar
os efeitos dessa grande falha no sistema educacional, promovendo as alterações e acções
necessárias para tal fim.

Os reflexos desse tipo de formação revelam-se nas escolas técnicas, onde, muitas vezes, o ensino
de Língua Portuguesa perde a importância por estar desvinculado dos usos concretos e de
situações reais e/ou contextualizadas à área de formação do alunado.

A língua enquanto actividade discursiva e cognitiva, representa uma possibilidade de interacção


social, através da qual, o individuo não só se comunica, mas tem acesso a informação, produz
conhecimento e partilha ou constrói visões de mundo, entre outros, assim como o inverso é
verdadeiro, porque a integração entre as diversas áreas permite uma compreensão mútua, da
mesma forma que auxilia na construção de significados e concepções, contribuindo para ampliar
o conhecimento do mundo de cada um e a consequente apreensão do mesmo. Desta forma,
percebe-se a importância da interdisciplinaridade.

Esta integração com todas as demais áreas do conhecimento revela-se enriquecedora por
possibilitar uma maior apreensão da realidade que cerca cda individuo, contribuindo para o
entendimento social e cultural, fazendo com que o aluno se perceba se conscientize de sua
capacidade de transformação.

O ensino da língua deve estar vinculado à produção de textos. Não se pode continuar a ensinar a
língua materna como um conjunto de regras que não tem nenhuma ligação com os actos de
comunicação. É preciso fazer o aluno mergulhar no texto, dominá-lo, para depois introduziu as
normas de gramática, com o objectivo único de apurar o texto produzido por ele.

Não há quem fale ou escreva sem gramática. O professor deve ter presente que as actividades em
torno da língua portuguesa devem proporcionar aos alunos domínio do dialecto padrão como
mais uma forma discursiva. Como bem argumenta GERALDI (2002), a linguagem, ao mesmo

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tempo que funciona como bloqueio de acesso ao poder, pode também ser utilizada como meio de
rompimento desse bloqueio.

Nao é preciso apenas saber escrever na lingua correcta, no Portugues culto. O aluno precisa saber
escrever um simples bilhete, um informativo para os colegas de trabalho ou uma carta formal
pedindo um emprego. Cabe a escola possibilitar que o aluno transite por todos esses caminhos. É
preciso que o aluno produza textos tendo em vista diversos tipos de interlocutores; conhecidos,
parentes, autoridade, etc.

O que se propoe é que qualquer texto, referente a qualquer assunto, possa ser utilizado na aula de
leitura e analise de textos. O importante é que os textos escolhidos, de diferentes generos
textuais, estejam mais proximos de nossos alunos, não oferecendo grandes dificuldades de serem
codificados. Assim, ao fazermos a analise linguistica em um texto que fale sobre tipos de
pastagens, nosso objectivo sera que o aluno perceba que a lingua é fundamental, essencial à
interpretacao da realidade.

A leitura, analise e producao de textos é que determinam a actuação socio-politica do individuo e


a sua capacidade de compreensão das mensagens verbais e não-verbais, o que contempla todas as
disciplinas integrantes do curriculo escolar.

O ensino da linda estará vinculado com a produção de texto, também. Primeiro passo sera
conhecer em que estágio da língua o aluno se encontra, o seu ambiente familiar, sua expectativa
em relação a escola, os seus interesses, os seus gostos. Isso será feito, estimulando o aluno a falar
e a ouvir a fala dos outros.

Outro passo, sera estimular a criacao de texto escrito, sem que se tenha de avaliá-lo. Retira-se,
entao, o trauma de que tudo o que se escreve é para ser corrigido e atribuido notas. As falhas
observadas nos textos produzidos não serao evidenciadas como erros, mas servirao para o aluno
reenstruturá-los.

Enfim, será a capacitação do aluno para a leitura do mundo aliada a um potencial de fluência
discursiva e enunciativa (oral e escrita) suficientes que irão contribuir para uma melhor
qualidade de vida colaboração no aperfeiçoamento da sociedade de que participa.

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Para acentuar ainda mais a preocupação existente hoje em dia em formar profissionais aptos a
ingressar no mundo do trabalho em condições de competitividade pela qualidade formativa, o
Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, expediu,
o documento base que referenda a educação profissional técnica integrada ao ensino médio.

Ainda o Documento Base da Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio estabelece a


interdisciplinaridade como princípio organizador do currículo e como método de ensino-
aprendizagem, pois os conceitos de diversas disciplinas seriam relacionados à luz das questões
concretas que se pretende compreender. O exercício profissional do técnico exigiria dele
conhecimentos e habilidades próprias da profissão, ou seja, os conhecimentos específicos.

O processo de ensino e de aprendizagem deve levar o aluno à construção gradativa de saberes


sobre os textos que circulam socialmente, recorrendo a diferentes universos semióticos. As ações
realizadas na disciplina de Língua Portuguesa, no ensino médio, devem propiciar ao aluno o
refinamento de habilidades de leitura, escrita, fala e escuta, o que implica na ampliação contínua
de saberes relativos à configuração, ao funcionamento e à circulação dos textos, bem como no
desenvolvimento da capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem.

Em suma, o papel do ensino de Língua Portuguesa é o de possibilitar, por procedimentos


sistemáticos, o desenvolvimento da linguagem em diferentes situações de interacção.

O que se defende, portanto, é a necessidade de se avocar e levar adiante o desafio de criar


condições para que os alunos construam sua autonomia nas sociedades contemporâneas –
tecnologicamente complexas e globalizadas – sem que, para isso, é claro, se vejam apartados da
cultura e das demandas de suas comunidades. O que torna a Língua Portuguesa um elemento
essencial, não apenas enquanto perdure o processo de formação de um indivíduo, mas
principalmente durante o exercício profissional, diz respeito à necessidade de domínio da
expressão oral e da escrita, para que este indivíduo possa interagir com a sociedade.

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CAPITULO III

3. METODOLOGIA

Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro”
não é certo, mas é claro, certo? Luis Fernando Veríssimo (escritor e jornalista. Livro: O Gigolô
das Palavras)

O presente projecto de pesquisa terá como sujeitos alunos de cursos técnicos agrícolas. Partimos
do pressuposto de que a leitura de um texto não é mera decodificação de sinais gráficos, mas a
busca de significações, marcadas pelo processo de produção desse texto e também marcadas pelo
processo de produção de sua leitura (Orlandi, 1983).

A analise linguistica nao é somente a catalogacao de dados sob rotulos ou, simplesmente, o
conhecimento de uma metalinguagem, mas sim, reflexao sobre o fenomeno linguistico em suas
manifestacoes concretas, os discursos (Geraldi, 2002). Alunos e professores tornam-se
interlocutores que falam, escrevem, lêem e analisam factos linguisticos.

O conhecimento de textos variados é que fara com que nossa proposta de trabalho
interdisciplinar tenha sucesso, pois só assim terão condições de seleccionar bons textos para os
alunos. Serão analisados os textos de revistas como Informe Agro-pecuária, além de artigos
publicados em jornais e textos fornecidos pelos professores da área técnica.

O trabalho de análise linguística será feito, em seguida, com o próprio texto produzido pelo
aluno. Rever as imperfeições, reconsiderar os problemas apontados e refazer são passos penosos
para o aluno e o professor. Devemos estimular este trabalho de correcção e reelaboração.

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3.1. CRONOGRAMA DAS ACTIVIDADES

Tabela 1: Cronograma das Actividades para o desenvolvimento do projecto (Autor, 2022)

Ano de 2022
Dias do Mês de Julho
Actividade 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 15
s Seg- T.Feir Q.Feir Q.Feir S.Feir Sa Do S. T. Q. S.
Feir a a a a b m F F F F
a
Elaboração
do Projecto
Implantaçã
o do
projecto em
sala de aula
Conclusão
do projecto
Analise dos
resultados
Entrega do
projecto

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3.2. ORÇAMENTO DO PROJECTO

A planilha de orçamentação esta mostrada a seguir:

Tabela 2: Orçamentação do projecto a implementar (Autor, 2022)

MATERIAL CUSTO (MT)


Material Bibliográfico 14.000,00
Duplicação de textos para os alunos 770,00
Correios 2.030,00
Internet 3.360,00
Impressão do trabalho 90,00
Encadernação do trabalho 60,00
Transporte terrestre 1.000,00
Combustível 3.320,00
Máquina fotográfica 7.000,00
TOTAL 31.630,00

Isso significa o orçamento total do projecto será de 32.000 de meticais de acordo com a tabela
mostrada acima.

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3.3. CONCLUSÃO E ANALISE DE RESULTADOS

O mundo não é humano só por ser feito de humanos, e não se torna humano só por nele se fazer
ouvir a voz humana, mas sim quando se torna objecto de diálogo. Hannah Arendt (Filósofa
política alemã, 1906-1975).

A língua é algo que naturalmente acompanha o homem desde que nasce até o finito tempo que se
conhece. Não apenas é facilitadora da comunicação humana, como se insere em qualquer
contexto, social, económico, religioso, filosófico, entre outros. Enfim, é através de língua que o
indivíduo exerce a sua condição humana social.

A partir da análise documental realizada, que teve como subsídios o Plano de Curso da
Habilitação de Técnico em Agro-pecuária da modalidade integrada ao ensino médio e o Plano
Pedagógico Institucional, foram seleccionadas informações relevantes para o presente estudo.

Em relação à disciplina de Língua Portuguesa, esta apresenta, em sua ementa para o Curso
Técnico em Agro-pecuária, a preocupação em ser elemento gerador de significação e integrador,
que possibilite a relação de textos e contextos, a expressão de opiniões e pontos de vista, além de
preparar o aluno para a utilização correta de recursos linguísticos em tais acções.

Por essa razão, cumpridas as etapas da presente pesquisa, chega-se aos resultados objectivados,
que evidenciam as seguintes percepções dos alunos da habilitação de Técnico em Agro-pecuária
sobre o assunto: Sobre as formas de abordagem dos conteúdos e seus aspectos de integração às
demais disciplinas, os alunos manifestaram-se de forma equivalente, ficando esclarecido que,
ainda que seja evidente o aspecto integrador da disciplina, não se trata de uma característica
constante no processo de ensino, havendo apenas momentos de integração.

Salientando que, quanto às dinâmicas utilizadas pelos professores de Língua Portuguesa durante
o curso, estas se apresentaram satisfatórias na opinião dos alunos, visto que além das actividades
orientadas em classe, as actividades de natureza extra-classe fazem parte das acções pedagógicas
e envolvem, ainda, discussões sobre os conteúdos, de forma a permitir o exercício da oralidade e
argumentação por parte dos alunos.

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4. REFERÂNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. GERALDI, Joao Wanderley (org). O texto na sala de aula. 3ed.Sao Paulo: Ética, 2002.
(Colecção na sala de aula)

2. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à Educação do Futuro. São Paulo


Cortez/UNESCO, 2000

3. ORLANDI, E. A producao da leitura e suas condicoes. Leitura: Teoria e Pratica, ano 2, n. 1,


abril 1983. P.20-5.

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