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Créditos do Devocional Amando a Deus.

© 2021 Livraria Cristã Emmerick

53 Mensagens Semanais
Autor: Pr. Luciano Sena Pereira

Plano de leitura anual da Bíblia

Revisão Ortográfica
Gustavo Viana
Professor, Tradutor e Intérprete, Especialista no Ensino de Idiomas e
Interculturalismo, Teólogo

Designer Gráfico: Guilherme Correa Cabral

Capa Flores: ISBN


Capa Clássica: ISBN

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impostas aos compradores subsequentes.
“... Quando Pedro negou Jesus, diz a Bíblia que Jesus “fixou os olhos em
Pedro” e ele se lembrou da palavra de Cristo, saiu daquele ambiente e chorou
amargamente.

•Imagine esse olhar fixo de Cristo em Pedro bem naquele momento? O amoro-
so olhar de Cristo, certamente naquele momento foi como uma chama de fogo
na consciência de Pedro.

...E se Jesus Cristo olhasse para você, depois de praticar atos pecaminosos, e
te perguntasse: “Você me ama?” Qual seria a sua resposta? Suportaria respon-
dê-Lo? E qual seria a contrapartida de Cristo para sua resposta? O que Ele
pediria de você?”

Amando a Deus
ÍNDICE

Semana 1 - SEM ISSO NÃO PODEMOS SER SEGUIDORES DE JESUS: AMAR A DEUS!...............................................................06

Semana 2 - SEM ISSO NÃO PODEMOS SER SEGUIDORES DE JESUS (parte 2): AMAR A DEUS!.............................................................08

Semana 3 - O GRANDE PLANO DE DEUS: TORNAR VOCÊ SEMELHANTE A JESUS!...............................................................................10

Semana 4 - O GRANDE PLANO DE DEUS: É IMPOSSÍVEL!?.............................................................................................................................12

Semana 5 - DEUS PROVOU SEU AMOR: POR MEIO DAQUELE HOMEM DE NAZARÉ!...........................................................................14

Semana 6 - O AMOR ESTÁ ALI: NO FILHO!..........................................................................................................................................................16

Semana 7 - O FILHO É A FONTE DE PRAZER DO PAI.......................................................................................................................................18

Semana 8 - SE FALHAR NA FONTE, FALHARÁ NO RESULTADO!...................................................................................................................20

Semana 9 - COMO EXTRAIR DE CRISTO O AMOR NECESSÁRIO?.................................................................................................................22

Semana 10 - O ESPÍRITO QUE NOS REVELA O AMOR.....................................................................................................................................24

Semana 11 - O SALMO 119 E OS MEUS ANSEIOS A DEUS................................................................................................................................26

Semana 12 - O AMOR DE DEUS POR CRISTO É O MESMO POR NÓS!.........................................................................................................28

Semana 13 - O FILHO SABE TUDO SOBRE DEUS!..............................................................................................................................................30

Semana 14 - AMANDO O QUE O FILHO FAZ!.....................................................................................................................................................32

Semana 15 - A LEI E OS OFÍCIOS DO FILHO!.......................................................................................................................................................34

Semana 16 - OS ASPECTOS DO MAIOR MANDAMENTO E CRISTO!............................................................................................................36

Semana 17 - DEUS É DEUS!........................................................................................................................................................................................38

Semana 18 - CORRESPONDENDO AO AMOR INCOMPARÁVEL!...................................................................................................................40

Semana 19 - AMANDO AO DEUS ESPÍRITO!........................................................................................................................................................42

Semana 20 - AMANDO A DEUS PAI........................................................................................................................................................................44

Semana 21 - DEUS SOBERANO.................................................................................................................................................................................46

Semana 22 - DEUS CRIADOR....................................................................................................................................................................................48

Semana 23 - DEUS DA PROVIDÊNCIA...................................................................................................................................................................50

Semana 24 - DEUS SANTO.........................................................................................................................................................................................52

Semana 25 - DEUS JUSTO...........................................................................................................................................................................................54

Semana 26 - DEUS MAJESTOSO...............................................................................................................................................................................56

Amando a Deus
Semana 27 - DEUS LEGISLADOR.............................................................................................................................................................................58

Semana 28 - DEUS TODO-PODEROSO...................................................................................................................................................................60

Semana 29 - DEUS AMOROSO..................................................................................................................................................................................62

Semana 30 - DEUS GRACIOSO..................................................................................................................................................................................64

Semana 31 - DEUS GLORIOSO..................................................................................................................................................................................66

Semana 32 - DEUS VINGADOR................................................................................................................................................................................68

Semana 33 - DEUS DOS EXÉRCITOS.......................................................................................................................................................................70

Semana 34 - DEUS PASTOR.......................................................................................................................................................................................72

Semana 35 - DEUS SALVADOR.................................................................................................................................................................................74

Semana 36 - DEUS DE TODO CONSOLO...............................................................................................................................................................76

Semana 37 - DEUS QUE NOS ENCHE DE SEU ESPÍRITO....................................................................................................................................78

Semana 38 - DEUS QUE CRIOU O INFERNO........................................................................................................................................................80

Semana 39 - O DEUS QUE CRIOU OS CÉUS..........................................................................................................................................................82

Semana 40 - O DEUS QUE ESCREVE A MINHA HISTÓRIA...............................................................................................................................84

Semana 41 - O DEUS QUE NOS ‘QUEBRA’..............................................................................................................................................................86

Semana 42 - O DEUS TRINO......................................................................................................................................................................................88

Semana 43 - O DEUS QUEM DEVEMOS TEMER.................................................................................................................................................90

Semana 44 - O DEUS DA PAZ....................................................................................................................................................................................92

Semana 45 - O DEUS IMUTÁVEL.............................................................................................................................................................................94

Semana 46 - O DEUS ONISCIENTE..........................................................................................................................................................................96

Semana 47 - O DEUS ONIPRESENTE.....................................................................................................................................................................98

Semana 48 - O DEUS QUE OUVE ORAÇÕES......................................................................................................................................................100

Semana 49 - O DEUS DA FAMÍLIA.........................................................................................................................................................................102

Semana 50 - O DEUS DA IGREJA...........................................................................................................................................................104

Semana 51 - O DEUS MISSIONÁRIO.....................................................................................................................................................................106

Semana 52 - O DEUS CRUZ......................................................................................................................................................................................108

Semana 53 - O DEUS QUE ME PERGUNTA: “Você me ama?”..........................................................................................................................110

Amando a Deus
Semana | 01

SEM ISSO NÃO PODEMOS SER SEGUIDORES DE JESUS:


AMAR A DEUS!

Precisamos ler e considerar atentamente o que Jesus respondeu certa vez, ao ser
indagado sobre qual era o mandamento mais importante da lei:

“Chegando um dos escribas, que ouviu a discussão entre eles e viu que Je-
sus tinha dado uma boa resposta, perguntou-lhe: Qual é o principal de to-
dos os mandamentos? Jesus respondeu: O principal é: ‘Escute, ó Isra-
el, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Ame o Senhor, seu Deus, de todo
o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e com toda a
sua força.’ O segundo é: ‘Ame o seu próximo como você ama a si mes-
mo.’ Não há outro mandamento maior do que estes.” (Marcos 12:28-31)

A
ssim, podemos concluir que o mais importante é o amor a Deus,
que refletirá em amar ao próximo. Essa é a maneira de viver como
Cristo quer que seus seguidores vivam. Para o Senhor Jesus, esse é
o maior de todos os mandamentos da lei. Logo, não podemos nos en-
ganar com ações religiosas que demonstrem menos que isso. Meditemos hoje em
dois elementos desse mandamento segundo a versão do Evangelho de Marcos:

1. “Ame a Deus”: O amor, segundo a Bíblia, é mais que um sentimento. É uma


decisão comprometida em se apegar altruisticamente por alguém. É um apego
irresistível, incondicional, sacrificial, pelo bem, pela edificação daquele que é o
objeto de amor. Amor é a virtude pela qual nos entregamos por aquele que é ama-
do. A Bíblia diz “o Filho de Deus me amou e se entregou por mim” (Gl 2:20).
Pergunte-se: O meu amor por Deus faz me apegar a Ele radicalmente?

2. “De todo”: Cristo exige a totalidade, não parcial, não porcentagem. O que o
cristão deve a Deus é tudo de seu ser e todo seu ser, todos os contornos de sua
existência. O Senhor Jesus disse que se os seus discípulos o amarem menos que
outros, não são dignos dele. Notamos que Jesus Cristo é radical em sua exigência.
Pergunte-se: Amo a Deus com a totalidade? Ou há ‘reservas’ nesse amor?

3. “Coração”: Coração, na ‘psicologia bíblica’, significa o centro das emoções


e motivações. O termo coração diz sobre sentimentos e anseios. Jesus exige que
seus seguidores tenham a totalidade de seus sentimentos, paixões, e fervor volta-
dos a Deus.
Pergunte-se: Meus sentimentos e motivações ardem por Cristo?

06 Amando a Deus
Semana | 02

SEM ISSO NÃO PODEMOS SER SEGUIDORES DE JESUS:


AMAR A DEUS! (p.2)

“Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o
seu entendimento e com toda a sua força.” (Marcos 12:28-31)

C
ontinuemos refletindo o que os termos usados por Cristo pressupõe aos
seguidores de Cristo:

4. “Alma”: A palavra alma significa vida. É o próprio ser, o eu existencial, identi-


dade, quem somos para Deus. O mandamento não excetua a vida e o ser, quem o
discípulo é na sua realidade intima. Nesse ambiente, do ‘eu íntimo’, o amor a Deus
deve reinar. Aquele que realmente somos na intimidade, apenas Deus o sabe. Alma
aponta para nossa faceta que comunga com Deus.
Pergunte-se: Minha vida íntima e particular possui um amor total a
Deus? Meu ser íntimo e privado anseia ardentemente pela pessoa de Deus?

5. “Entendimento”: A mente do seguidor de Cristo deve ser usada para conhecer


a Deus, Sua Palavra, Seus Atributos, Seu Nome e Suas Obras. Usar a capacidade
intelectual é uma forma de amar a Deus. Ler e estudar a Palavra é exercício da
mente. Refletir na profundidade da Palavra do Senhor, manifesta interesse por Ele.
Quanto mais se conhece, mais se relaciona.
Pergunte-se: Quanto tempo gasto no estudo inteligente da Palavra do
Senhor?

6. “Força”: O corpo é o instrumento da alma, o ponto de contato com as coisas físi-


cas. Para o discípulo de Jesus, o corpo é para santificação e serviço. Esta é a forma
de amar a Deus com todas as forças. Gastar-se e ser gasto pela causa do Mestre.
Será que temos em nosso corpo algum desgaste pelo Senhor Jesus e por sua obra?
Pergunte-se: Sirvo a Deus como meu corpo?

Antes de explorar esse mandamento em sua abrangência, e o relacionamento


com o nosso Deus, precisamos saber qual é a fonte desse amor e o que esse amor
é de fato. Isso tem ligação direta com o plano de Deus para cada um de Seus
filhos.

08 Amando a Deus
Semana | 03

O GRANDE PLANO DE DEUS: TORNAR VOCÊ SEMELHANTE


A JESUS!

Leiamos atentamente - com submissão, temor e fervor - pelas misericórdias de


Deus, as seguintes palavras da Escritura Sagrada:

“Pois Deus conheceu de antemão os seus e os predestinou para se tornarem se-


melhantes à imagem de seu Filho, a fim de que ele fosse o primeiro entre muitos
irmãos.” (Romanos 8:29)

O
grande propósito de Deus para a vida de seus servos é torná-los seme-
lhantes a Jesus Cristo. Esse é o plano de Deus, para você! Esse pla-
no existe, antes de você nascer. Mesmo que o pecado não houvesse
entrado no mundo, ainda assim, o Filho seria a matriz e o modelo a
ser alcançado por toda a humanidade. Enquanto não entendermos isso, tudo será
vão e religiosidade estéril. Deus já fez muito na obra da salvação que nos levas-
se a ser semelhantes a Jesus Cristo – tudo que Jesus Cristo é, Ele o é para nós
e por nós. Ele é o Filho de Deus, pelo Espírito Santo, Ele nos adotou. Cristo
Jesus é o Ungido (Cristo) e também nos ungiu com Seu Espírito. Ele é justo,
Ele nos justificou. Ele é o Santo Filho do Pai e por Seu Espírito nos santifica e
nos chama de santos. Cristo é sacerdote e rei, com seu sangue Ele nos fez reis
e sacerdotes. Jesus é a luz do mundo, Ele nos capacitou a ser a luz para esse
mundo também. Ele nos revela Deus e também nos comissionou a proclamar
a Deus aos perdidos. Jesus foi enviado ao mundo e Ele também nos enviou.

Assim, Deus quer modelar nosso ser que é composto de nossas emoções, nossa
mente, nossa espiritualidade e nossas energias. Para que nossa vida seja o meio
de Cristo reproduzir Sua vida em nós, há a necessidade de que a obra objetiva
(conforme descrita no parágrafo acima) entre no campo da obra subjetiva, isto é,
ser efetivamente aplicado em nós para a manifestação da experiência diária. Preci-
samos ser reconhecidos como sendo semelhantes a Jesus Cristo! De fato, necessi-
tamos ser confundidos com Cristo! A Bíblia chega a dizer que os membros de nos-
sos corpos são de Cristo. Note o resultado esperado segundo a Palavra de Deus:

“Nisto sabemos que estamos nele: quem diz que permanece nele, esse deve tam-
bém andar assim como ele andou.” (1 João 2:5,6)

Pergunte-se: Sou parecido com Cristo? As pessoas podem olhar minhas


atitudes, meus relacionamentos, minha fama, minhas redes sociais, minha fa-
mília, meu trabalho, meus estudos, meus sonhos e dizerem: ele vive como Cristo
vivia?!
10 Amando a Deus
Semana | 04

O GRANDE PLANO DE DEUS: É IMPOSSÍVEL!?

O plano de Deus é me tornar semelhante a Jesus? Então isso certamen-


te é IMPOSSÍVEL! Podemos replicar diante do que foi dito na meditação an-
terior. Antes de analisarmos algo que a Palavra de Deus diz sobre isso, o que
deve ficar evidente é que, mesmo que seja impossível, em sua totalidade,
é o que devemos constantemente buscar! Não há alternativa. Não há espa-
ço no céu para ninguém que não se pareça com Jesus. Mas qual caminho se-
guir para ver em nós esse grande propósito eterno ser realizado? A Bíblia Diz:

“Fui crucificado com Cristo; assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em
mim. Portanto, vivo neste corpo terreno pela fé no Filho de Deus, que me amou
e se entregou por mim.” (Gálatas 2:20)

N
o texto acima há duas coisas que Deus fez: nos crucificou com Cris-
to e colocou a vida de Cristo em nós. Isso foi feito, não será fei-
to. Não fomos nós que realizados a obra da redenção na Cruz, foi
o Pai. Não fomos nós que nos apoderamos de Cristo e o enxer-
tamos em nossa vida, foi o Espírito Santo. Essa faceta da obra da salvação é
objetiva e soberana. Deus já fez isso. Sentimos isso? Não! Nós cremos nisso.

Há algo, no entanto, que devemos cooperar para seja feito em nós: a vida que
temos agora deve ser a vida que Cristo teria em meu lugar - pela fé! Ele morreu
a minha morte, então eu devo viver agora a sua vida! Cristo amou a Deus e ao
próximo como ninguém nesse mundo e amou a Deus perfeitamente, plenamente e
satisfatoriamente. Já foi dito que se ajuntássemos o amor de todos os anjos eleitos,
não seria suficiente para se igualar ao amor encontrado no coração do Cristo de
Nazaré. O caminho mais prático para que a vida de Cristo seja manifestada em
nós, e por meio de nós, é na prática do amor. Comece a entender, nesse aspecto do
plano de Deus em nossa vida, que o maior mandamento será cumprido.
Jesus morreu a minha morte, portanto Ele ganhou o direito de viver a
minha vida!

Precisamos, ainda, entender três coisas sobre o Filho: qual manifestação do amor
divino, e como tal, Ele ser nosso prazer, estando em nós.

12 Amando a Deus
Semana | 05

DEUS PROVOU SEU AMOR: POR MEIO DAQUELE HOMEM


DE NAZARÉ!

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de Cristo ter mor-
rido por nós quando ainda éramos pecadores.” (Romanos 5:8).

Q
ual a maior prova de amor que uma pessoa pode dar a outro? Isso é
difícil de estabelecer em linhas gerais, no caso de cada pessoa. Mas,
certamente, colocar um filho nisso, pode dar um parâmetro exato. Ima-
gine um homem dando seu filho inocente para cumprir a punição de
um criminoso? Não temos como imaginar isso (eu mesmo, jamais faria isso!).
No entanto, é o que a Palavra de Deus diz que Deus fez, conforme lemos no texto
acima. O maior erro que um cristão pode cometer é esse: pedir sinais do amor de
Deus por si mesmo em demonstrações de bençãos específicas!
Deus não tinha nada mais valioso que Seu Próprio Filho para provar
Seu amor por nós!!!

Não há nada que supere o valor do Filho de Deus. Ele é o que Deus Pai tem
consigo desde toda eternidade, portanto o valor de Cristo é eterno. Ele é o único
Filho que Deus tem nesses termos e nessa natureza, portanto o valor de Cristo é
exclusivo. Ele também é o que Deus Pai gerou exclusivamente em um relacio-
namento de pai e filho, portanto seu valor é familiar. Jesus Cristo é o que Revela
Deus aos homens, portanto seu valor é revelacional. Lembremos que Jesus é a
justiça, sabedoria e poder de Deus, portanto seu valor é a justiça, sabedoria e poder
em pessoa. Jesus é o Rei dos reis, portando seu valor é majestoso. Cristo Jesus é
o Bom Pastor, portanto seu valor é pastoral. Ainda, Jesus é o salvador do mundo,
portanto seu valor é salvífico. O Senhor Jesus é o herdeiro de Deus, portanto seu
valor é herança bendita.
Você já presenteou alguém com o que podia, da melhor forma que pla-
nejou, então percebeu que a pessoa não gostou, não se empolgou, nem valorizou
e notou que aquele presente foi deixado de lado?

14 Amando a Deus
Semana | 06

O AMOR ESTÁ ALI: NO FILHO!

“O qual nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do
Filho do seu amor.” (Colossenses 1:13).

A
Bíblia diz que o Jesus é o Filho do amor Deus! Deus Pai tem o Filho
em sublime e incomparável estima, não apenas pelo valor que o Filho
tem, mas pelo fato que o Filho é resultado de uma comunhão eterna
entre a Primeira Pessoa da Trindade com a Segunda, o que resulta nas
propriedades pessoais do Filho.
Você consegue calcular, mensurar, o resultado da convivência de amor entre o
Pai e o Filho, desde de toda eternidade? Não, não é possível sondar a intensidade
desse amor. O amor de Deus é manifestado e gerado em Seu Filho! De fato, o amor
existe nesse relacionamento e dele procede. Imagine o bem eterno produzido no
relacionamento de Pai e Filho. A crença cristã confessa que o Filho é eternamente
gerado do Pai e que o Espírito Santo procede eternamente do Pai e do Filho. Eis a
única manifestação resultante desse amor paterno pelo Filho, a pessoa do Espírito
Santo!
Cristo é o único ser que reúne Nele todo o amor do Pai.

Reflita nisso, em que é amor de Deus: tal como é Deus, Seu amor deve ser per-
feito, eterno, completo, justo, santo, sábio, puro, fiel, incondicional, verdadeiro,
sacrificial, poderoso, irresistível, bondoso, gracioso, glorioso, imutável, supremo e
pródigo. Qual é o tamanho do amor do Pai? Infinitamente imenso. E assim mesmo,
Ele está depositado na pessoa do Filho, desde toda eternidade e não houve mu-
dança quando Ele se tornou homem. O texto acima afirma que fomos retirados do
império das trevas, do mundo sem amor, para o Reino de amor do Filho. Estamos
no domínio de amor do Filho!
Se estivermos em Cristo, provaremos constantemente a imensidão
desse amor!

Isso posto, fica claro que a fonte do amor que Deus exige de nós em Seu mandamento
só pode ser recebido pelo fato que temos Jesus em nossa vida como Senhor e Salva-
dor. Não há outra fonte do amor de Deus, pela qual o Espírito Santo derrama em nós:

“E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado


em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Romanos 5:5)

Pergunte-se: Está claro para mim que a fonte do amor para cumprir o
grande mandamento está em Cristo e não em minha capacidade natural?

16 Amando a Deus
Semana | 07

O FILHO É A FONTE DE PRAZER DO PAI.

“Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o
Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus,
que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mateus 3:16,17)

P
recisamos que o Espírito de Deus desvende as percepções de nossa alma
para entender as implicações majestosas e inescrutáveis do que é dito pelo
Pai nesse texto. Jesus acabou de ser batizado e o Pai fala desde os céus tais
palavras que devem ecoar em nossa alma de uma maneira incomparável.

Reflita nos seguintes aspectos: Deus Pai é autossuficiente. Ele basta-se por si, não
precisa de nada além dele. Ele é feliz e tem de si mesmo, alegria santa e eterna.
Sua vida é auto realizada, não apenas no tempo, no espaço, mas na sua intima
existência. Ele é Deus e como tal é necessário assim ser. A verdade trina da di-
vindade garante isso. A segunda pessoa da divindade, o Filho, deixou sua glória
e se tornou um homem, nascido de mulher, limitando-se aos ditames da criação
humana, dependente, vulnerável, frágil, mutável e menor que anjos. Nesse estado,
e naquele tempo, o Filho encontrou João Batista para ser batizado, o que estava
acontecendo com todos.
Naquele momento Deus faz uma manifestação e uma declaração de amor ao Seu
Filho:

1. A manifestação: O Espírito Santo desce sobre seu Filho em forma de pomba –


uma manifestação de simplicidade, pureza.

2. A declaração: O Pai faz uma declaração com dois itens, “esse é o meu Filho ama-
do” – Ele está dizendo que aquele homem de Nazaré que se aproxima de João Batista
é Seu Filho e que Ele O ama! Após isso, Deus diz uma das verdades mais reveladoras
de si mesmo. Ele diz que “se compraz” em seu Filho, naquele estado de humilhação.

Deus, que se basta em si mesmo, diz que tem prazer em Seu Filho. Por que? Por-
que o Pai ama o Filho! O Segredo é que o Pai e o Filho, ambos, são amor.
Onde mais, porventura, encontraríamos amor, plena alegria, prazer e satisfação na
vida, fora do Filho, se até mesmo o Deus Supremo e autossuficiente se compraz
nesse Filho Bendito? Observe o que ainda se diz o Espírito Santo por meio de Paulo:

“Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade...”


(Colossenses 2:9).

18 Amando a Deus
Semana | 08

SE FALHAR NA FONTE, FALHARÁ NO RESULTADO!

“Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita,
servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos.” (Colossenses 3:11)
“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabe-
ça, Cristo,” (Efésios 4:15)

A
perfeita relação do Pai e do Filho tem como base um atributo que existe
neles em conformidade com a natureza divina: o amor. Não é sem razão
que a Bíblia diz que Deus é Amor (I Jo 4:8). Dito isso, nessas medi-
tações até aqui, cabe destacar que é um relacionamento de amor que
determina a vida piedosa. A verdadeira vida cristã só será vivida quando a vida
de Cristo se manifestar em nós e perceberemos isso na forma em que amarmos a
Deus. Afinal, Cristo amou a Deus da forma que o mandamento exige (Dt 6:5,6).

Para obedecer ao grande mandamento, devemos manifestar amor total a Deus.


Muitos, porém, entendem que já possuem esse tipo de amor, naturalmente. Como
já demonstrado, não é assim. Cristo é esse amor, doado por Deus e derramado pelo
Espírito Santo em nossos corações. Não é da forma que aprendemos - ou achamos
- que devemos amar a Deus, mas sim da forma que Cristo amou. Esse é o nosso
erro quando cumprimos o primeiro mandamento: achamos que nossas habilidades
naturais serão suficientes e capazes para amar a Deus com a totalidade do nosso
ser. Precisamos enfatizar mais uma vez isso.
Cristo é a fonte e o padrão do amor que devo ter por Deus!

A Bíblia diz que “Cristo é tudo” e que devemos crescer “nele”, conforme os textos
acima citados. Cristo é tudo, não em sentido abstrato, mas real e lógico. Tudo de
Deus está em Cristo, na plena medida da divindade. De fato, por essa razão Ele
não é apenas homem perfeito, mas verdadeiro Deus (I Jo 5:20). Caminhar com
essa verdade fará uma diferença imensurável na vida do servo do Senhor. Have-
rá satisfação permanente, pois em nós temos o que é necessário para cumprir o
grande mandamento, afinal Cristo é tudo! Com isso, suportaremos tribulações e
angustias, afinal Cristo é tudo! Nossa fé continuará firme nele, afinal Cristo é tudo!
Ele será aquela fonte de energia onde buscaremos graça para vida, pois dele, por
ele e para ele são todas as coisas (Cl 1:16).
Estou realmente convicto que Cristo é tudo que desejo, devo, preciso
e necessito ter para amar a Deus de todo meu coração, de toda minha alma, de
todo meu entendimento e de toda minha força?

20 Amando a Deus
Semana 09

COMO EXTRAIR DE CRISTO O AMOR NECESSÁRIO?

“...Cristo em vós, a esperança da glória;” (Colossenses, 1:27)

A
esperança da glória será a concretização da promessa, ao finalmente ou-
vir o Senhor Jesus dizer naquele dia Glorioso: "Vinde benditos do Meu
Pai..." (Mt 25:34). Ah, que dia será esse... Que dia! Quando ouvirmos
isso de Cristo. Que dia, que não podemos mensurar, nem imaginar, quais
reações haverão na alma e no corpo, quando essas palavras do Senhor forem profe-
ridas. Apenas, ao se ler na Bíblia, nos parece uma poderosa e suave voz que rasga-
rá o Universo, diante dos anjos em festa: o fim do pecado, da dor e da distância do
céu! O Reino, plenamente a fruição direta da Pessoa Gloriosa. Vem, Senhor Jesus!

As palavras acima, no entanto, encerram um profundo mistério da Palavra de


Deus. A esperança da glória é Cristo e Cristo em nós! O que é isso significa de fato,
só teremos plena consciência quando estivermos na fruição dessa glória. A Bíblia
diz que os anjos anelam observar a salvação realizada em nós. Cristo é adorado
por anjos. Cristo é Deus e ao salvar os pecadores, a graça de Deus é glorificada na
manifestação de Seu amor eterno, incondicional e sacrificial. Mas, como desfrutar
das insondáveis riquezas da vida de Cristo em nós agora? Medite no seguinte:

1. Pelo poder do Espírito e por sua Revelação contida na Escritura Sagrada, creia-
mos com todas as forças da nossa alma que apenas Cristo, tão somente Cristo, é
tudo que Deus deseja para nós. Nele encontraremos o modelo de amor exigido.

2. Vivamos insaciavelmente buscando conhecer a Cristo em oração. Nossas ora-


ções devem enfocar a gloriosa Pessoa de Cristo, contemplar Sua Beleza e Majes-
tade. Como Deus e como Homem, comtemplemos pela fé a nós mesmos diante de
Cristo, em seus milagres e ensinamentos. Oremos em busca de amor nele.

3. Estudando e meditando na Humilde e Soberana Pessoa de Cristo, na obra de


Cristo, nos ofícios de Cristo e nas palavras de Cristo - que deixou Sua glória por
amor de nós. Que tenhamos um conhecimento crescente de Sua vida, ensinos e
obras conforme revelado no Evangelho e que tal conhecimento faça parte do nos-
so caráter, manifestando a Pessoa de Cristo por nosso intermédio, onde vivemos.

22 Amando a Deus
Semana | 10

O ESPÍRITO QUE NOS REVELA O AMOR.

“Ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus.” (I Co 2:11)

O
Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Divindade. Ele é Deus, assim
como o Pai e o Filho. O Espírito Santo participou da criação do mun-
do e mais importante, participou ativamente do nascimento de Jesus
Cristo, nosso Senhor. Aliás, esteve com Cristo em todo momento e se
apresentou em forma de pomba no batismo de Jesus. Ele inspirou os autores dos
livros da Bíblia para escreverem aquilo que devemos, precisamos e necessitamos
saber sobre Deus e assim poder amá-lo da forma requerida. Tudo que sabemos
sobre Deus é porque o Espírito nos revelou nas páginas da Escritura. Devemos
entender bem essa intima ligação entre o Espírito Santo e a Escritura Sagrada. O
Espírito nos fala na Bíblia, pela Bíblia e com a Bíblia! Não é possível amar quem
não conhecemos, portanto, o amor a Deus só nos é possível por meio da obra do
Espírito. Se nós produzirmos uma ideia de Deus, que não seja respaldada pela Re-
velação do Espírito na Escritura, iremos criar um ídolo, um falso deus, amaremos
nossa ideia, nossa visão de Deus, não a Sua expressa e real face; o máximo que
teremos é um deus com traços de verdades e com traços de preferências pessoais.

“Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.”


(Salmos 119:18)

O Espírito Santo não é responsável apenas pela Revelação objetiva de Deus, isto é,
as Escrituras, mas ele também é responsável pelo desvendamento dessa revelação
à nossa mente. Ele, que regenera a vida dos eleitos, capacita a Igreja de Cristo a
produzir frutos dignos do Reino de Cristo. Nós só podemos confessar a Jesus Cris-
to, real e verdadeiramente, se o Espírito Santo mudar nosso coração e incliná-lo
em direção a Deus. Ninguém se torna cristão sem o Espírito Santo, nem particu-
larmente, nem publicamente, visto que até mesmo para ser batizado, o nome do
Espírito Santo é invocado. A Bíblia até nos falaria verdades, mas sem o Espírito
Santo as aplicando em nossa história, jamais provaríamos, em experiência pessoal,
tais realidades espirituais, as benditas promessas do Evangelho. Ler a Bíblia sem o
Espírito Santo habitando em nós, é como uma pessoa sem conhecimento musical
algum, ao observar notas musicais, sem saber do que se trata. Nossa adoração,
nossas orações, não seriam recebidas por Deus se o Espírito não fizesse Sua obra,
em nós e por nós: jamais seríamos capazes de amar a Deus.
Pergunte-se: Meu amor a Deus está pautado na Revelação do Espírito
ou nas minhas concepções?

24 Amando a Deus
Semana | 11

O SALMO 119 E OS MEUS ANSEIOS A DEUS.

“Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia.” (Salmos 119:97).

O
Salmo 119 já foi chamado de ‘salmo do servo ideal’. De fato, tirando
as expressões de falhas, a piedade demonstrada no salmo 119 só pode
ser vista perfeitamente na pessoa de Cristo. Quando lemos e oramos
esse salmo, nos sentimos confrontados. Por exemplo, podemos ler os
versículos 97/127, mas pense dizer isso em oração a Deus?! Essa prática pode ser
útil para que nossas expressões de amor a Deus tomem forma a partir da alma e
da realidade pratica e que possamos crescer em devoção e consagração ao Senhor.

O autor do Salmo 119 menciona aspectos de sua vida e aspirações pessoais, ao


se referir ao seu: coração, prazer, sua boca, seus olhos, alma, seus passos, triste-
zas, angustias, temores, esperança, meditação, guardar, buscar, desejo e amor. Ele
pede a Deus: instrução, livramento, consolo, correção, firmeza, graça, misericór-
dia, proteção, entendimento e conhecimento. O servo quer agradar ao Seu Senhor!
Essa é sua preocupação primordial e ele busca comunhão profunda e uma con-
fiança plena, com base na Sua Santa e Doce Revelação. O autor também se pre-
ocupa em louvar ao Senhor, orar fervorosamente e proclamar a vontade de Deus.

Nesse salmo, a revelação especial é mencionada por vários termos, porém oito são
recorrentes, a saber: 1. Lei, 2. Mandamentos, 3. Preceitos, 4. Decretos, 5. Testemu-
nhos, 6. Promessa, 7. Juízos, 8. Palavra. Desses termos, apenas Lei é mencionada
no singular. Tais termos aparecem em quase todos os versículos, com as seguintes
exceções; 3, 84, 90, 121, 122, 132, considerando tais expressões expressamente
citadas. Porém, aparece mais de uma vez nos versículos 16, 40, 43, 160, 172.
Copie esse salmo pelo menos uma vez: sua atenção será redobrada
nas expressões usadas e perceberá como os ‘sentimentos’ do autor do salmo
119 estão ardendo apaixonadamente por Deus!

Ore esse salmo pelo menos uma vez no mês: você notará como isso
causará um impacto poderoso em sua comunhão com Deus, que deixará de ser
superficial, sendo mais verdadeira e quebrantada.

Leia esse salmo periodicamente e memorize algumas de suas expres-


sões: modele sua mente e linguagem a partir dele, notando que seu amor por
Deus tomará uma nova forma e intensidade.

26 Amando a Deus
Semana | 12

O AMOR DE DEUS POR CRISTO É O MESMO POR NÓS!

“... [Pai] os amaste [nós], como amaste a mim [Jesus]... (Jo 17:23)

“...porque me amaste antes da fundação do mundo.” (Jo 17:24)

“... a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu esteja neles.” (Jo
17:26)

T
udo que que foi exposto sobre a perfeição do amor a Deus, estando em
Cristo, recebe um novo enfoque. Tal amor de Deus por Cristo é para seus
discípulos! Sim, para nós! Aquele amor eterno, inexplicável, poderoso,
gracioso, de Deus Pai por Cristo, também o é para mim. A vida de Cristo
é a vida de amor, pois todo o amor do Pai está nele! Agora, podemos entender que
o amor de Cristo deve, por meio do Espírito Santo, estar em mim. Ele é tudo de
Deus, em Seu amor Ele está em mim. Jesus disse que sem Ele nada podemos fazer
(Jo 15:4,5) e isso é evidente diante desse fato: Cristo tem de Deus todo o amor!
O anseio de Cristo é que sintamos o mesmo amor que ele recebe do
Pai!

O amor de Deus Pai pelo Filho é o Espírito Santo que de ambos procedem e sem-
pre está realizando a bendita vontade de Deus (Jo 16:14,15). O amor de Deus Pai
pelo Filho é a fonte da natureza divina (Jo 1:1). O amor de Deus Pai pelo Filho lhe
confere eternamente a distinção de Filho (Jo 3:16). O amor de Deus Pai pelo Filho
dá a ele todas as coisas (Sl 2:7-9). Toda manifestação do amor de Deus a Cristo é
conferida a Seus filhos adotados. Que benção inigualável, que privilégio bendito,
que favor pródigo e graça benfazeja!
Estamos agora aptos para voltar ao pressuposto inicial da primeira meditação des-
se devocional e enfocar no grande mandamento. Podíamos, pois, pensar: como
amar a Deus como Jesus amava? Isto é, como amar a Deus de todo coração, de
toda nossa alma, de toda nossa mente e de toda a nossa força? Um mandamento
excelso, sublime e difícil demais para nós, meros pecadores limitados. Mas Cristo,
a fonte do Amor de Deus, habita em nós, está em nós, vivendo em nós, agindo em
nós, realizando em nós e trabalhando em nós! Agora, é necessário o Bendito Cris-
to, que Seu Amor por meio de nós, manifeste amor a Deus e ao próximo.
Pergunte-se: Entendi e creio que o amor que o Espírito Santo me co-
municou é o mesmo, em qualidade, daquele amor que Deus Pai tem pelo Seu
Filho?

28 Amando a Deus
Semana | 13

O FILHO SABE TUDO SOBRE DEUS!

“Ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser
revelar.” (Mt 11:27)

J
esus Cristo é a perfeita, completa e magnifica revelação de Deus dada
aos homens. O registro que temos sobre Cristo na Bíblia, tanto nas tipo-
logias e símbolos da Lei, quer nas Profecias diretas e indiretas, ou nos
registros históricos dos Evangelhos, bem como nas cartas do Novo Testa-
mento e no Apocalipse, foi providenciado por Deus como a revelação da Pes-
soa que é a expressão exata de Deus a todos. No texto bíblico citado está claro
que ninguém conhece a Deus, além do Filho. A parte disso, só é possível al-
guém conhecer a Deus Pai, se o Filho assim o revelar. Se devemos amar a Deus
e isso for um desejo da nossa vida, incondicionalmente, temos que fitar nos-
sos olhos de fé em Jesus de Nazaré e experimentar em nossa vida o Seu poder.

“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé...” (Hebreus 12:2)

Jesus Cristo é a fotografia de Deus. Jesus Cristo fez tudo o que Deus Pai faria se
estivesse na terra. As atitudes de Cristo não são julgadas por nós, são suas atitudes,
ações, ensinos, que são a medida da verdade. Desta maneira, note tudo sobre Jesus
Cristo – seu ser, seus títulos, suas obras, seus ensinos, seus sinais, tudo que ler
na Bíblia sobre Jesus Cristo, são peças que nos dão a imagem de Deus em Jesus
Cristo. Vamos fazer uso de tudo que a Bíblia fala de Cristo Jesus e que cada passo
da Escritura sobre Jesus, haja um desvendamento do caráter de Deus e possa o Es-
pírito Santo produzir em nós, o que John Piper escreveu, ‘qualidades compatíveis
com a dignidade da pessoa de Cristo’, e nosso amor por ele aumentar!
A Bíblia aponta a atitude dos cristãos antigos sobre Cristo: "a quem, não havendo
visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível
e cheia de glória." (1Pe 1:8). Sobre esse texto J. Edwards disse:
“Os que não eram cristãos maravilhavam-se da prontidão dos cristãos em se expor
a tais sofrimentos, renunciando às alegrias e confortos deste mundo. Para seus
vizinhos incrédulos, estes cristãos pareciam loucos; pareciam agir como se detes-
tassem a si mesmos. Os incrédulos não viam nenhuma fonte de inspiração para
tal sofrimento. De fato, os cristãos não viam coisa alguma com seus olhos físicos.
Amavam alguém a quem não podiam ver! Amavam a Jesus Cristo, pois viam-no
espiritualmente, mesmo sem poder vê-lo fisicamente.”
Selecione uma passagem dos Evangelhos, uma cura de Cristo e medi-
te: se eu estivesse ali, como reagiria?

30 Amando a Deus
Semana | 14

AMANDO O QUE O FILHO FAZ!

“Ninguém jamais viu Deus; o Deus unigênito, que está junto do Pai, é quem o
revelou.” (João 1:18)

“Cristo veio como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e
mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos humanas.” (Hebreus 9:11)

“No seu manto e na sua coxa está escrito um nome: ‘Rei dos reis e Senhor dos
senhores’.” (Apocalipse 19:16)

A
teologia protestante identifica três ofícios em Cristo, simbolizados no
Velho Testamento, codificando o que ele faz por nós. Em primeiro lu-
gar, Cristo é O Profeta. Ele nos comunicou perfeitamente a vontade
Deus. Não que Moisés, a Lei ou os profetas do VT eram imperfei-
tos - no sentido negativo do termo, mas que não eram completos. Eram som-
bras, tipos, profecias, alegorias, do que havia de vir (Cl 2:16,17). Jesus foi, na
realidade, prefigurado por eles e é superior a eles em todos os sentidos. Em se-
gundo lugar, Jesus é O Sacerdote, O Sumo Sacerdote. Ele que conduz o povo
a uma adoração aceitável a Deus (Ml 2:7). Não é possível nos reconciliar com
Deus sem o serviço sacerdotal de Cristo (Jo 14:1,6). Por último, ele é O Rei un-
gido de Deus (Is 9:6). O Rei é soberano supremo, que estabelece seu domínio
por meio de leis e realizando sua vontade, para louvor de seu Reino (Is 33:22).

Ninguém pode amar a Deus se não o ouvir! Se queremos ouvir a Deus por meio
de um Profeta, que ouçamos as Palavras do Mestre, sob o doce som do Espírito
Santo, ecoando a voz profética de Cristo em nossa alma. Ouçamos ao Redentor,
ouçamos ao Profeta que Deus nos deu. Ele nos revelou tudo sobre Deus, usando
seus Apóstolos. Desprezar uma obra ou ensino de Cristo é rejeitar a Deus. Nin-
guém pode amar a Deus se não o adorar! Se queremos adorar a Deus, isso apenas
é possível pela mediação sacerdotal de Cristo. Somos impedidos pelos nossos pe-
cados e pela nossa incapacidade, só Cristo nos conduz a Deus. Ele é o meio que
Deus mesmo nos deu para termos comunhão com ele. Ninguém pode amar a Deus
se não obedecer! Se queremos obedecer a Cristo, o Rei, é necessário dedicação em
cumprir suas leis e seus mandamentos. Precisamos urgentemente, sentir prazer nas
leis do Rei e correr para debaixo das sombras de Sua Majestade. Ele é o Soberano
Rei do Universo, obedecê-lo é inevitável.
Pergunte-se: Qual demonstração de amor manifesto pelo fato de Cris-
to ser Profeta, Sacerdote e Rei para mim?

32 Amando a Deus
Semana | 15

A LEI E OS OFÍCIOS DO FILHO!


“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma.” (Salmos 19:7)

J
esus disse que quem o ama, obedece a seus mandamentos (Jo 14:21,23). A teologia
cristã identifica que a Lei possui três divisões básicas: Lei Moral, Lei Cerimonial e
Lei Civil. Interessante que podemos fazer uma correspondência pedagógica - não rí-
gida - da divisão tríplice da Lei, com os três ofícios de Cristo, expostos na meditação
anterior, a saber: Profeta, Sacerdote e Rei. Perceba:

A Lei Moral é a faceta dos preceitos divinos que dirigem ao homem integral, como ado-
rador e integrante da família e da sociedade. O decálogo é o resumo básico da lei, em sua
essência eterno. Apesar de ter sua redação contextualizada após a Queda, e aplicação espe-
cifica na situação de Israel, não nos escapa da realidade essencial, onde temos orientações
para espiritualidade e comportamentos que nos serão orientação segura para amar a Deus,
por fazer a sua vontade.

- Cristo, como profeta: O profeta revela a vontade de Deus ao povo, não raramente faz
ameaças e promete bênçãos. Isso pode ser uma correspondência à Lei Moral, já que nela
está contida a vontade eterna de Deus, como o profeta deve advertir. Romanos 7:7-12, I Tm
1:8-11 etc. demonstram que a lei moral faz um trabalho demonstrativo de nossa situação.

A Lei Cerimonial se percebe nos trabalhos litúrgicos de Israel, naquilo que estava incluin-
do nos minuciosos serviços de sacerdotais, que orientavam a adoração a Deus e que Ele
exigia como símbolo: sacrifícios, ofertas de cereais e dias sagrados (Ex 35-40 etc.). Tudo
era estritamente calculado para que a adoração do VT fosse adequada, incluindo também as
leis dietéticas de alimento puros e impuros (Lv 11).

- Cristo, como Sacerdote: Em Sua Igreja também estabeleceu ‘as cerimonias’ simbólicas da
nova dispensação. Enquanto as cerimonias do VT eram sombras de realidades que viriam
(Cl 2:16,17), os símbolos da dispensação da graça são símbolos de realidade espirituais in-
visíveis, como Pregação da Palavra, Batismo e Santa Ceia que são os elementos cerimoniais
na Nova Aliança.

A Lei Civil: Como nação, Israel precisava de leis coercitivas, para manter a ordem visível,
coibir os abusos, evitar a anarquia, organizar o povo, socorrer os necessitados e os proteger
de doenças que dizimariam a existência da nação. Tais leis eram punições, pois as infrações
eram consideradas como crime, não apenas contra a ordem moral, mas cerimonial também.
O livro de Levítico, dentre outras porções no pentateuco, está repleto de leis que podem ser
classificadas como civis (incluindo leis sanitárias).

- Cristo, como Rei: Ao Seu povo também estabeleceu leis, incluindo a disciplina na Igreja (I
Co 5), uma ordem de presbíteros para sua regência, diáconos para o cuidado, regras claras,
diretamente das Escrituras e normas indiretas, extraídas dos princípios da Lei Moral, para
que Sua Igreja proteja e seja protegida por elas. Além disso, Ele mesmo executará, no fim,
a punição sobre os que não são seus súditos.
Semana | 16

OS ASPECTOS DO MAIOR MANDAMENTO E CRISTO!

“... não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.”
(João 5:30)

C
omo já foi dito, o amor é uma entrega altruísta por alguém que se
ama, pelo seu bem, edificação, crescimento e louvor. Jesus amou a
Deus em suas facetas mais profundas. O grande mandamento de amar
a Deus pode ser abrangente e profundo, se enfocarmos em Cristo:

- CORAÇÃO: As minhas emoções são manifestações das emoções de Cristo?


Na adoração e no convívio com outras pessoas, na alegria, nas lágrimas, na indig-
nação, na empolgação, no êxtase, Cristo pode ser visto e reconhecido em minhas
emoções?

- ALMA: Minhas aspirações mais intimas, o meu ‘eu real’ e minha espiritualida-
de, manifestam um amor privado e real a Cristo que, se outros soubessem, diriam
quanto amo a Deus!? Encontro o Espírito Santo nos corredores da minha alma,
assim como Cristo tinha comunhão tão profunda e íntima com Seu Pai?

- ENTENDIMENTO: A capacidade intelectual, meu entendimento, são emprega-


dos como Cristo as empregava para conhecer a Deus? Medito e estudo na palavra,
assim como Cristo, ou ‘gasto’ todas as potencias mentais para meus interesses?
Cristo pode ser visto nas manifestações intelectuais de minha vida?

- FORÇA: Meu corpo, as fibras físicas de minha vida, já foram gas-


tas pela causa do Mestre? Ou o desgaste físico é resultado apenas
de minha labuta pelos bens físicos? Posso olhar para minha vida fí-
sica gasta no serviço ao Senhor, tal como Cristo Jesus foi (Is 53:3)?

O que vamos expor de agora em diante, é como o mandamento de amar a Deus


com a totalidade de nossa vida e de nosso ser se relaciona com os atributos de
Deus.

36 Amando a Deus
Semana | 17

DEUS É DEUS!

“Eu Sou o Que Sou” (Ex 3:14)

D
eus é definido por si mesmo. Ele é o que é, e apenas ele mesmo é capaz de
a si mesmo revelar-se e explicar o que sempre foi, o que é e será, pois é
incomparável. A Bíblia, sendo a revelação de Deus, nos ajuda a ter uma
compreensão do Ser de Deus, dos Atributos, dos Nomes e das Obras de
Deus, usando palavras e comparações (analogias) que são uma forma pedagógica
de nos ensinar algo sobre Deus, adequado às nossas limitações. É bom destacar
que não é possível seres limitados como nós, compreenderem a totalidade de Deus,
em todo seu ser essencial. Seria como tentar colocar o mar dentro de um copo.

“A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis?”


(Isaías 40:18)

“A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis, e me comparareis, para


que sejamos semelhantes?” (Isaías 46:5)

A revelação que Deus faz de si mesmo na Bíblia nos é suficiente para nossa exis-
tência, limitada por nossa causa, porém, verdadeira. É como um tipo de acomo-
dação na linguagem de um adulto a uma criança. A partir dela conhecer a Deus e
assim amá-lo de todo coração, de toda a alma e toda nossa força, como Ele mesmo
nos ordenou. A. W. Tozer escreveu que ‘na medida mesma que nosso entendimen-
to dele expandir, nossa devoção aumenta’.
Ao admirar Sua beleza excelsa, Sua majestade incomparável, Sua dignidade exal-
tada, Sua pureza, Sua justiça e bondade, então nossas aspirações, sonhos e a rea-
lidade nossa vida passam a girar em torno Dele. Aí perceberemos que a razão da
nossa vida é glorificar ao Senhor, por amá-lo de todo nosso coração, alma, mente
e força!
Amar a um Deus incomparável é um desafio sublime, mas por fim,
perceberei que essa é a única realidade última: Deus é Deus pelo que é, pois
necessariamente é Deus, não por acharmos que deva ser!

38 Amando a Deus
Semana | 18

CORRESPONDENDO AO AMOR INCOMPARÁVEL!

“... aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei
a ele.” (João 14:21)

N
ossas emoções devem manifestar espanto, louvor e admiração pelo
fato de Deus ser incompressível, isto é, estar além de nossas capaci-
dades intelectuais. É essa entrega e quebrantamento que encontramos
naqueles que se dão conta da grandeza incompreensível e incompará-
vel de Deus. Percebemos isso no salmo 139 e em Romanos 11:33-36. Como está
seu coração diante do fato de Deus ser incomparável? Nossas emoções por Ele
também devem ser incomparáveis! Ame-o como uma criança, mesmo não enten-
dendo tudo a respeito de seu pai, que o ama e se entrega a ele em um salto... e ela
o faz segura e feliz, pois mesmo que sua mente não entenda tudo, seu coração está
entregue ao seu pai.

Devemos amar a Deus com todo nosso entendimento. O fato de não compreen-
dermos tudo sobre Deus, não significa que não possamos saber nada sobre Deus!
Há sim, e muito! Nossa mente deve se esforçar a entender, dentro da Revelação
dada por Deus, quais comparações, traços e imagens Ele nos indica nas Escrituras
para que nossa mente possa captar algo sobre Ele. O que Ele quer transmitir a nós
quando se compara a um Refúgio e Fortaleza (Sl 46:1)? A leitura de um livro com
profecias, genealogias, poesias, símbolos, histórias e leis subentende que se conta-
ria com nossa capacidade lógica.
Nossa alma tem uma capacidade inata de perceber a realidade de Deus, sem ne-
cessariamente ter a emoção ou intelecto satisfeitos. É a inclinação do ser a Deus e
às suas promessas, servem como âncora da alma. Há algo de místico em perceber
a presença de Deus e notar sua incomparável pessoa. Amar a Deus com toda alma
nos levará a ter essa comunhão quando “elevamos a alma” (Sl 25:1), pois ela tem
sede de Deus (Sl 42:2; 63:1).

Como ainda amar a um Deus que nos ama, com todas as nossas forças? Consa-
grando nossas forças a Ele de forma incomparável! Não podemos medir esforços
para manifestar amor a Deus. Se o amor de Deus gerou a manifestação de enviar
seu Filho ao mundo para morrer, qual sacrifício por Deus será grande demais? Me-
dite no caso de Noé: quanto esforço, quanto gasto, quantas feridas... pense nisso!
Olhe para o Tabernáculo e para o Templo, quanto gasto e esforço de Moisés, dos
Israelitas, de Salomão e posteriormente de Neemias na reconstrução dos muros
de Jerusalém? Façamos por Ele o que não fazemos por ninguém mais! Afinal,
ninguém é igual a Ele, nem a Ele se compara.
Pergunte-se: Meu amor por Deus é incomparável, como é o Amor dele
por mim?
Semana | 19

AMANDO AO DEUS ESPÍRITO!

“Deus é espírito...” (Jo 4:24)

Q
uanto à essência de Deus, devemos aprender que é imaterial, uma for-
ma de existência superior a nossa. Precisamos ter em mente que o tipo
de Espírito que Deus é, não é o mesmo tipo de espírito que os anjos
são, nem o mesmo tipo de espírito que nós temos. Assim como há ti-
pos de ‘carne’, o tipo de espírito que seres criados são ou possuem, é inferior ao
Espírito que Deus é! Deus é espírito, porém precisamos destacar que a Bíblia fala
de Deus ter mãos, olhos, etc. tentando dar forma a Ele, ao fazer o uso didático do
antropomorfismo – quando se atribui formas humanas a Deus. Não é apenas uma
questão de imaterialidade e invisibilidade, é uma questão de essência e superiori-
dade infinita. Nossa adoração, e certamente nosso amor, devem partir dessas ver-
dades: Deus é Espírito, portanto, uma forma de existência poderosamente distinta
daquilo que é material. Somente assim se torna possível nossa comunhão e amor
por Deus. Sendo o tipo de existência que o Senhor é, Ele é capaz de estar próximo
de nós e em nós!
O ser humano foi criado com capacidade espiritual, portanto, no que
tange amar a Deus sendo Ele um Espírito puríssimo, nossa alma é a nossa
‘parte’ que nos conecta com Deus.

Quando Jesus disse que Deus é espírito, Ele o disse em um contexto de adoração,
para uma mulher que estava indagando em que lugar adorar e certamente por quais
meios adorar (Jo 4:20). Nosso Senhor diz que devemos saber que Deus é uma
forma de vida superior ao que sabemos e percebemos nas coisas criadas, portanto
nossa adoração deve corresponder a essa realidade. O ponto chave é que Deus
está em todo lugar e pode ser adorado em qualquer lugar, desde que seja adorado
por verdadeiros adoradores. Esses verdadeiros adoradores terão uma disposição
correta (espírito) e uma adoração correta (verdade). Nossa adoração não deve ser
apenas com intencionalidade fervorosa, mas com a verdade intencional da Palavra
de Deus como guia para a adoração. O inverso também é verdadeiro nos termos
da Palavra de Deus: a adoração com indisposição, não fervorosa, não será recebida
pelo Senhor. A Bíblia diz: “Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos. Sejam fervo-
rosos de espírito, servindo o Senhor.” (Romanos 12:11)
Pergunte-se: Como posso amar a Deus no ato de adorá-lo, em espírito
e em verdade?

42 Amando a Deus
Semana | 20

AMANDO A DEUS PAI.

“Pai nosso, que estás nos céus...” (Mt 6:9)

O
amor de Jesus por seu Pai é um amor inigualável, incomparável! Jesus
fez tudo por amor ao Pai, Ele amava o pai publicamente, particular-
mente, de fato, como o Verbo Eterno. Ele ama o Pai desde toda a eter-
nidade. O Filho nunca existiu sem amar ao Pai. Desde sempre, Ele só
existe em amor ao Pai. Precisamos definir bem o que significa Deus ser o Pai de
Jesus, portanto, nosso Pai.

• Em primeiro lugar, devemos ter presente em nossa fé, que Deus é antes de tudo
Pai do Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 3:16). Essa paternidade é relacional
e eterna, Deus sempre foi Pai, pois sempre teve esse Filho e no que tange a vida
humana do Filho, foi Deus que deu origem à vida de Cristo, bem como dá a Ele
todas as coisas nessa condição, como seu Filho Herdeiro e único.

• Em segundo lugar, o nome Pai em relação a nós, nos reporta a algumas realidades
muito agradáveis. O nome Pai revela Deus como aquele que nos trouxe à vida, nos
criando como pessoas, à sua imagem e semelhança (Gn 1:26,27). Além disso, nos
dando uma nova vida também, a vida espiritual, nos tirando do estado de morte no
pecado. Ele iniciou uma relação conosco que antes não havia, pois éramos filhos
da desobediência, mas agora fomos adotados em Cristo e recebemos o Espírito
Santo (Jo 1:12,13).

• Em terceiro lugar, o nome Pai nos ensina também que Ele é o provedor (Sl 23:2).
Pai é, basicamente e em linhas gerais, aquele que sustenta a família, busca suas
provisões e sustento. Outro tipo de sustento que Ele dá como Pai é ensino e disci-
plina. A instrução para a vida piedosa é uma provisão (Tg 1:17).

• Em quarto lugar, o nome Pai aponta também ao protetor (Sl 91:1,2), que gera
confiança protetiva para a família. Amar a Deus como Nosso Pai nos céus é elevar
sua posição, perfeita e distinta de qualquer pai terreno, que eventualmente decep-
ciona.

Amar ao Pai, nosso Deus, nos coloca em seu cuidado e nos faz sentir como filhos
amados!

Seu pai terreno já te decepcionou? Ele é pecador e imperfeito! Nosso


Pai Celestial é o nosso Pai Amoroso, imutável e perfeito!

44 Amando a Deus
Semana | 21

DEUS SOBERANO.
“Tu, Soberano Senhor, fizeste o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há!” (At 4:24)

A
mar a Deus tendo vista sua Soberania, certamente representa um desafio mo-
derno, devido ao conceito de Soberania. Não raro, devido aos fatos históricos
envolvendo nações, cujos governantes governaram com mão de ferro, a ideia de
um soberano déspota, nos dão uma imagem de alguém que impõe suas leis de
forma insensível, cruel e totalitária. Portanto, precisamos corrigir essa visão. Essa correção
vem do fato que a mesma Bíblia que diz que Deus é Soberano, também diz que Ele é amor
(I Jo 4:8). Assim, podemos saber que Seu amor é soberano, e Sua Soberania é amorosa!
Há Nele, perfeita harmonia entre tais atributos. De fato, apenas Ele pode ser um Soberano
Perfeito, visto ser Ele mesmo Bondoso, Justo, Santo e Amoroso.

O que é a Soberania de Deus? A Soberania absoluta e excelsa de Deus é destacada cons-


tantemente na Bíblia por sua livre decisão de fazer o que quer e deseja fazer. Suas ações e
decisões, por definição, são justas, santas e boas. Um soberano possui o domínio absoluto
para produzir leis, julgar e executar. Isaias 33:22 nos demonstra claramente como Deus
possui os três poderes: “Porque o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o
Senhor é o nosso Rei; Ele nos salvará.”
A Soberania de Deus não foi tomada à força, pois ninguém a possuía. A Soberania de Deus
não precisa ser imposta, pois ela é inevitável. A Soberania por natureza deve ser absoluta.
Deus não precisa vindicar Soberania, pois ela é impossível de ser questionada, desafiada
ou usurpada. Deus não pode ser medido, sua Soberania é o padrão, a lei e a fonte de Seus
decretos. A Bíblia diz:
“Que diremos, então? Que Deus é injusto? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: ‘Terei
misericórdia de quem eu tiver misericórdia e terei compaixão de quem eu tiver compaixão.’
Assim, pois, isto não depende de quem quer ou de quem corre, mas de Deus, que tem
misericórdia. Porque a Escritura diz a Faraó: ‘Foi para isto mesmo que eu o levantei, para
mostrar em você o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.’ Logo,
Deus tem misericórdia de quem quer e também endurece a quem ele quer. Mas você vai me
dizer: ‘Por que Deus ainda se queixa? Pois quem pode resistir à sua vontade?’

Mas quem é você, caro amigo, para discutir com Deus? Será que o objeto pode perguntar a
quem o fez: ‘Por que você me fez assim?’.” (Romanos 9:14-20)
Nosso amor por Deus, com esse ensino bíblico, nos conduzirá a um profundo temor, tre-
mor e reverência. Talvez o melhor exemplo disso é a corte celestial angélica, onde anjos,
serafins, querubins e arcanjos, demonstram isso de maneira pura e perfeita, como criaturas
de Deus diante de sua imediata presença. Será um amor que nos capacitará a nos ajoelhar,
submissos a Deus e a Sua santa e soberana vontade.
Um amor total a Deus nos impedirá de questionar o Senhor Soberano. Lem-
bre-se que muitos questionam a Soberania de Deus, por falta de amor a Ele. Então,
nosso amor deve ser pautado pelo entendimento da Soberania de Deus.

46 Amando a Deus
Semana | 22

DEUS CRIADOR.

“No princípio, Deus criou os céus e a terra.” (Gn 1:1)

D
eus criou todas as coisas para a glória do Seu Poder. A criação dá testemunho da
glória de Deus, como diz o salmo 19.1. Há uma luta permanente no mundo em
tentar provar que as coisas existentes vieram por acaso, sem iniciativa de qual-
quer Ser supremo e divino. Fazem isso, obviamente, para inutilizar uma prova
visível e cabal da existência do Criador, para desculparem a si mesmos de seus atos pecami-
nosos e fugir da ideia de que há um Deus que lhes chamará a prestarem contas de seus atos.

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos ho-
mens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles
se manifesta, porque Deus lhe manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a cria-
ção do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entende, e claramente
se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto,
tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em
seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” (Rm 1:17-21)

Além de testemunhar a existência de Deus, nós, como crentes em Cristo, teremos nosso
amor fortalecido se mantermos a consciência de que Deus é o criador de todas as coisas, o
que nos ensinará algumas atitudes devocionais edificantes. Considere:

Em primeiro lugar, Deus nos leva a considerar tudo em nossa volta como sendo Dele (Dt
10:14; Sl 24:1), portanto seremos gratos, pois tudo é dele e estamos usando para nosso bem
e sobrevivência. Louvaremos a Deus pelas grandes coisas que fez, para o bem da humani-
dade. Ele faz isso gratuitamente.

Em um segundo aspecto, nossa devoção pela sabedoria de Deus aumentará, pois a criação
está cheia de demonstrações de sabedoria e bondade (Sl 19:1-6). Ele é sábio e podemos ver
isso nas formas de vida, na natureza, nas formas, cores, aspectos, na vegetação e na vida
animal, bem como nos astros nos céus e leis naturais. Ele é o Criador, pelo que também
deve ser amado, adorado, desejado e temido.

Em terceiro lugar, nossa devoção nos levará a agir como mordomos, não como donos (Sl
115:16; Lc 12:42). Nem mesmo a nossa vida e nossa família nos pertencem, em um sentido
pleno. Ao criador pertence a Sua criação. Usaremos tudo que temos e somos para o louvor
da grandeza de Deus. Por último, isso nos dá a razão de adorar a Ele, como diz o texto de
Apocalipse 4:11:

“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste
todas as coisas e por tua vontade elas vieram a existir e foram criadas.” (Ap 4:11).

Pergunte-se: Meu amor pelo Senhor reconhece ser Ele o meu Criador ou o
‘meu criado’?
48 Amando a Deus
Semana | 23

DEUS DA PROVIDÊNCIA.

“Só tu és o Senhor! Fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra
e tudo o que nela há, os mares e tudo o que há neles. Tu conservas a todos com
vida, e o exército dos céus te adora.” (Ne 9:6)

D
eus não é apenas o criador de todas as coisas, Ele também é, pelo mes-
mo poder, o que mantém todas as coisas. Ele sustenta com vida cada
criatura, mantém os astros do universo, as mínimas partículas existen-
tes. A doutrina da Providência é uma verdade absoluta. Jesus disse que
os pássaros insignificantes e, até mesmo, um fio de cabelo de nossa cabeça estão
sob a regência providencial de Deus:

“Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Entretanto, nenhum deles
cairá no chão sem o consentimento do Pai de vocês. E, quanto a vocês, até os
cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Portanto, não temam! Vocês
valem bem mais do que muitos pardais.” (Mt 10:29-31)

Essa verdade bíblica precisa ser recuperada para a percepção da vida diária. Deve-
mos confiar no amor de Deus por nós e seu cuidado providencial, dia a dia. Pode
ser que não tenhamos noção clara do porquê algumas coisas estão da forma e na
situação que estão, mas devemos manter nossa confiança no Amado de nossas
almas. Ele tem cuidado de nós. Se deixarmos de crer na providência divina em
nossas vidas, seremos virtualmente deístas ou teístas abertos e o nosso Deus será
um Ser distante, em observação passiva.
Nosso amor pelo Senhor Nosso Deus, nos levará a confiar nele, na
saúde e na doença, no emprego e no desemprego, na paz e na tribulação, na
serenidade e na angustia, na riqueza ou na pobreza, na segurança e nas amea-
ças, na vida e na morte.

Quem ama a Deus, confia nele! O que acontece conosco não está fora da provi-
dencia do Senhor. Pensamos na Providência, muitas vezes apenas quando temos
bençãos e achamos que Deus está inócuo ou quando estamos em severas prova-
ções. Não! Precisamos seriamente entender as cláusulas dessa seguinte promessa:

“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem
os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a
altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do
amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 8:38,39)

50 Amando a Deus
Semana | 24

DEUS SANTO.

“Santo, santo, santo é o Senhor Deus...” (Ap 4:8).

D
eus é Santo. Não é sem razão que Jesus, a segunda pessoa da Trindade,
é chamado de “ente santo” e a terceira pessoa, de Espírito “Santo” (Lc
1.35). A santidade de Deus é percebida antes de existir pecado. Em
nossa mente, sempre definimos santidade por ausência de pecado, mas
antes de existir pecado, Ele já era Santíssimo. Adão e Eva, bem como os anjos,
tiveram essa percepção. Ele é a Pureza da pureza, a Luz da luz, essencialmente seu
SER é Santidade, necessariamente! Não há mácula, defeito, imperfeições, defici-
ência em nada do Senhor e no Senhor. O céu é um mundo de santidade: onde o Se-
nhor habita não se tolera o pecado, as trevas, os erros, a impiedade, a iniquidade...
Deus não suporta as imundícies, porque Ele é santo demais.

Esse atributo, unido ao atributo da Justiça, é o que nos causa mais pavor.
Afinal, o Soberano e Justo Deus é SANTÍSSIMO E NÓS NÃO SOMOS!

Medite nisso: nós pecadores, nos achegando a Deus, puro, santíssimo e sem mácu-
la!? Ainda assim, mesmo com toda essa santidade, que o afasta de toda impureza,
pecaminosidade, injustiças e maldades, Ele quer se aproximar de pecadores. Por
seus meios graciosos em Cristo, Ele se aproxima de nós. Amar a um Deus Santo,
sendo nós pecadores, deveria nos dar um profundo senso de gratidão por sermos
alvos do seu amor e interesse por nós. Amemos a esse Deus santo!

• Meu amor pelo Senhor deve levar-me a afastar do meu coração sentimentos im-
puros e produzir sentimentos que serão manifestados no céu!

• Meu amor pelo Senhor deve levar-me a afastar de minha mente pensamentos
iníquos e manter pensamentos que sejam aqueles que direi em oração a Deus!

• Meu amor pelo Senhor deve levar-me a nutrir na alma uma identidade santa e que
os projetos de minha alma possam ser expostos para todos!

• Meu amor pelo Senhor deve levar-me a evitar cada pecado carnal e usar meu
corpo de uma maneira que glorifique a Deus!

52 Amando a Deus
Semana | 25

DEUS JUSTO.

“Justo és tu, Senhor, e retos são os teus juízos.” (Salmos 119:137)

O
s atributos de Deus são tudo que Ele é. Deus não têm amor, Ele é amor. Ele
não tem justiça, Ele é justo. Assim como uma pessoa não deixa de ser da raça
humana em hipótese alguma, Deus não deixa de ser justo. Esse atributo é regido
pela santidade. A justiça é a manifestação da integridade de Deus com as suas
criaturas e criação. Deus não é medido por leis externas, Ele mesmo é a autodefinição da
justiça. Não há possibilidade de Ele ser acusado de injustiça. Por Ser Onisciente, Onipoten-
te, Onipresente, Soberano, Sábio, Amoroso, Bondoso, Misericordioso e Gracioso, os juízos
divinos são revestidos de infalibilidade.

Como um Deus JUSTÍSSIMO se relacionaria com criaturas INJUSTAS?

Aquilo que é justo é algo na medida exata - nem mais, nem menos. É claro que jamais
seríamos capazes de amar a Deus por nós mesmos, visto que somos injustos. Deus por ser
justo, não pode agir contra Sua natureza. Deve, portanto, punir o erro.

“O Senhor passou diante de Moisés e proclamou: — O Senhor! O Senhor Deus compas-


sivo e bondoso, tardio em irar-se e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a mi-
sericórdia em mil gerações, que perdoa a maldade, a transgressão e o pecado, ainda que
não inocente o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até
a terceira e quarta geração!” (Ex 34:6,7).

Portanto, ao mesmo tempo que é justo, Ele vê os humanos caídos com amor e misericórdia
e traça um plano para ser justo e misericordioso. Entra em cena Jesus Cristo. Esse, é a
justiça de Deus – isto é, o Filho por sua morte satisfez a justiça de Deus em punir o pecado
e o fez na morte de Cristo na Cruz. Por esse morrer em nosso lugar (já que a punição era
nossa e não de Jesus!), provamos e recebemos, então, a “Justificação”. Com isso, temos
uma nova posição diante do Justo Deus. Essa é a doutrina, que nos dizeres de J. I. Packer
foi “o olho do furacão da Reforma Protestante”. Nosso Deus e Pai nos declarou justos, em
Seu Filho! Isso deve nos mover muito mais em amor a Ele, que tirou de sobre nós a culpa
que tínhamos contra ele e nos deu uma nova posição diante de si mesmo, por amor e para
a glória da Sua graça:

“É a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que
creem.” (Rm 3:22).

Pergunte-se: Eu entregaria meu próprio filho (ou um parente querido) para


substituir criminosos das penalidades deles? Que amor devo ter por quem entregou seu
filho por mim, já que eu deveria ter sido punido?

54 Amando a Deus
Semana | 26

DEUS MAJESTOSO.

“Reina o SENHOR. Ele se revestiu de majestade.” (Sl 93:1)

D
eus é Rei e Reina! Aliás, Ele é o único Rei, de fato e de direito. Os
seres humanos recebem dele a concessão de governar (Rm 13:1). A
Majestade Divina é coroada por Sua criação e pela adoração de Suas
criaturas. A criação nos dá alguns vislumbres de grandeza, ao pensa-
mos no imponente sol, na lua e nas estrelas, que coroam os céus. Na Bíblia temos
várias visões dessa superlativa majestade do trono de Deus. Os profetas Isaias,
Ezequiel, Daniel, o Apóstolos Pedro, Paulo e João relatam a estupenda majestade
divina. Percebemos que não apenas os profetas ficam quase que fora de seus senti-
dos, mas mesmo os anjos, tão habituados diante dessa majestade, demonstram um
quebrantamento exemplar. Reconhecer a grandeza de Deus é amar sua realeza. A
beleza do trono do Senhor pode ser lida em Ezequiel 1, em Isaias 6 ou mesmo em
Apocalipse 4:5 e 21-22.
Leias essas passagens bíblicas e peça ao Espírito de Deus para incli-
nar seu coração, alma, mente e força, a ter uma profunda devoção e amabili-
dade pela Majestade Divina.

O céu é céu porque Deus está ali. Devemos amar a Deus pela beleza da Sua majes-
tade: incomparável beleza, a indescritível grandeza real, a arrebatadora presença,
o fruir da própria presença majestosa de Deus! A Majestosa verdade que deve
se apoderar das aspirações de nossa alma, sendo revertida em atos de adoração
reverente, amor profundo e interesse incessante. Sim, pois mesmo diante dessa
grandeza majestosa, Ele habita conosco, em nossa humilde condição, em nossa
total dependência. Ame ao Deus Majestoso!
Pergunte-se: quando adoro, oro ou louvo a Deus, tenho mesmo a
sensação de estar diante de Sua Majestosa Presença? Minha reverência, temor
e tremor são condizentes com a grandeza do Rei Eterno?

Louve e adore o Majestoso! A Majestade Divina é revestida também de seus atri-


butos. Suas vestimentas reais refletem a pureza, justiça e graça, entre tantos outros
atributos e os mesmos são temas de louvores.

“Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos


e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não
glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo. Por isso, todas as nações
virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram mani-
festos.” (Ap 15:3,4)

56 Amando a Deus
Semana | 27

DEUS LEGISLADOR.

“O SENHOR é o nosso legislador...” (Is 33:22)


“A Lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma.” (Salmos 19:7a)

É
Deus quem determina o que é certo e o que é errado. Não havia nada na
arvore do jardim do Éden que a tornasse ‘errada’. Foi Deus quem decidiu
que Adão e Eva não deveriam comer e, então, ela passou a ser um fruto
proibido. Ele quem diz o que é pecado. Sua vontade é perfeita, justa,
soberana e amorosa. Devemos notar sempre que Suas Leis são expressões de seu
caráter santo e justo. Suas normas tem como base Sua Soberania – Ele requer de
todos Seus filhos obediência amorosa.

Ele revela Suas leis na Bíblia e devemos conhecê-las. Como alguns exem-
plos de Seus preceitos, podemos encontrar nas seguintes partes da Escritura:

• Os Dez mandamentos: O decálogo foi escrito pelo dedo de Deus nas tábuas de
pedra e escritas na Bíblia por Moisés. Encontramos o registro dos Dez Mandamen-
tos em Êxodo 20:1-17 e Deuteronômio 5:1-21. Esses mandamentos, chamados
também de “dez palavras”, resumem mandamentos morais de Deus. É comum
entender que os 4 primeiros mandamentos estão relacionados a Deus e os demais
relacionados com a nossa vida em sociedade, em como tratamos o próximo.

• O Sermão do Monte, de Jesus Cristo: Chamado de ética do Reino, esse sermão é


considerado um manual prático da vida cristã. Jesus usa algumas partes da lei mo-
ral, tanto dos dez mandamentos como de outras partes do VT, mostra aplicações
mais amplas e também introduz novas perspectivas para o servo de Deus. A versão
ampla se encontra em Mateus, nos capítulos 5, 6 e 7.

• Instruções para a vida cristã: Podemos chamar também algumas passagens de


“instruções para a vida cristã”. Passagens como I Coríntios 13:1-8, Gálatas 5:16-
25, Efésios 4:1-6:20; Colossenses 3:1-4:1; Tiago 3:13-18 etc. são exemplos das
leis de Deus para nós. Deus nos diz como devemos crer e viver nessas partes, de
maneira muito direta e simples. As leis abrangem nossa comunhão com Deus, san-
tidade pessoal, convivência familiar e comunhão cristã, que são abordados nessas
passagens.
Pergunte-se: como eu amaria a Deus com minhas emoções, minhas
forças e todo meu ser, se meu entendimento não estiver informado sobre as leis
do meu Grande Legislador?

58 Amando a Deus
Semana | 28

DEUS TODO-PODEROSO.

“Eu sou o Deus Todo-Poderoso, ande em minha presença e seja perfeito.”


(Gênesis 17:1)

O
poder de Deus é supremo e absoluto. Seu poder incalculável, Sua po-
tência incomparável, ainda que não compreendamos como Ele exerce
seu poder sobre todas as coisas. A Bíblia diz que Ele ‘sustenta todas as
coisas pela palavra de seu poder’ (Hb 1:3). No texto acima aprendemos
que o fato de se reconhecer a Deus como Todo Poderoso, nos implica a andarmos
em sua presença e sermos perfeitos: saber do poder de Deus exige de nós obedi-
ência em amor! Não trará bençãos sobre nós saber que Deus é Poderoso, mas sim
andar na Sua Poderosa Presença de forma correta. Estar na presença poderosa de
Deus nos lembra de Sua proteção e correção!

Não há competição entre Deus e o diabo, como alguns apregoam. O diabo perse-
gue o povo de Deus, mas não está em competição com Deus, como uma disputa de
poder. A ciência, com toda a sua capacidade nuclear, não pode fazer nada diante do
poder do Senhor. Quando catástrofes naturais assolam a humanidade, já nos sen-
timos tão impotentes e frágeis... furacões, terremotos e tsunamis, o poder presente
no Sol é objeto de admiração, meteoros imensos são quase desintegrados pela
atmosfera..., mas lembre-se: tais são criações de Deus. Ele pode fazer qualquer
coisa, sendo Sua vontade. Ele faz milagres, cura, altera leis, muda os caminhos,
age para o bem do Seu povo e para Sua glória. Ele humilhou o soberbo Faraó,
ressuscitou mortos e aniquilou impérios!

“Vejam, agora, que eu, sim, eu sou Ele, e que não há nenhum deus além de mim;
eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar alguém da
minha mão.” (Dt 32:39).

Pergunte-se: Como meditar no Poder de Deus aumenta meu amor por


Ele?

Deixemos que uma porção da Palavra de Deus nos mostre como:

“Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que
estabeleceste,
que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites?
Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o
coroaste.” (Salmos 8:3-5).

60 Amando a Deus
Semana | 29

DEUS AMOROSO.

“Deus é amor.” (I Jo 4:8)

D
efine-se amor como aquela disposição altruísta em favor de outro, uma
entrega total pelo bem do outro, sem condições e sem esperar ou de-
sejar retribuição. Sendo essa uma definição correta do que vem a ser
o amor, a Bíblia diz que o amor provém de Deus e se queremos saber
o que é amor, tal como atributo divino, precisamos, portanto, olhar para Deus! ‘O
céu é um mundo de amor’, dizia J. Edwards. E por que o céu é esse tipo de mun-
do? Porque ali é o ambiente da manifestação dos atributos de Deus e sua perfeita
percepção de suas criaturas. Deus só pode agir em amor, como com todos os seus
atributos... Ele não pode deixar de ser o que é.

Se ninguém te amasse, ainda assim você deve entender que isso é um engano!
Deus te ama! Já apresentamos a prova do amor de Deus em uma das devocionais
desse livro. Não se engane e não se deixe enganar! Deus manifesta amor aos Seus
filhos. As lutas, os problemas, a doença, a morte, a perseguição e angustias, bem
como a riqueza, a saúde, a felicidade e a prosperidade são essencialmente provas
do amor Deus. Muito menos está Deus dependente de tais situações, benefícios
ou malefícios, para colocar o Seu amor em xeque. Perceba o que a Escritura diz:

“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem
principados, nem as coisas do presente, nem o porvir, nem os poderes, nem altu-
ra, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor
de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 8:39)

Deus manifesta amor no fato de dar seu Filho na cruz para salvar os perdidos.
Ele amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho. Ele prova seu amor para
conosco, enviando Seu Filho para morrer por nós. Essa sim é a definição de amor:
Ele nos amou, enquanto éramos pecadores, que o desonrávamos, e sem arrependi-
mento Ele nos deu Seu Filho, enquanto não devia nada a nós. Em Cristo nos deu
salvação, enquanto merecíamos a condenação. Cristo é a declaração de amor de
Deus Pai aos seus filhos, filhos esses que ele adotou. Não há amor sem Deus e
Deus é amor. O amor de Deus é incondicional, infinito, eterno e sacrificial – essas
qualidades são vistas plenamente em Cristo Jesus. Alguém com tal amor deve, e
merece, receber todo nosso amor.
Pergunte-se: tenho acolhido dúvidas sobre o amor de Deus por mim,
por causa das circunstâncias?

62 Amando a Deus
Semana | 30

DEUS GRACIOSO.
“O Deus de toda a graça, que em Cristo os chamou à sua eterna glória...” (I Pe 5.10)

• Por que Deus nos criou, mesmo sabendo que nossa pecaminosidade o ofenderia?
• Por que Deus nos amou, mesmo sabendo que não responderíamos voluntariamente?
• Por que para nos salvar nos deu Seu Filho, Cristo Jesus, mesmo sabendo que o rejeitarí-
amos?
• Por que Deus não nos pune justamente em conformidade com nossa culpa?
• Por que Deus nos amou e enviou o Espírito Santo para regenerar nossa alma?
• Por que Deus nos perdoa, mesmo sabendo que pecaríamos novamente?
• Por que Ele nos chamou para seu Reino?
• Por que Ele ouve nossas orações, ainda que elas sejam fracas e medíocres?
• Por que Deus aceita nossa adoração?
• Por que Deus nos deu a Bíblia?
• Por que Deus nos reuniu em um povo, a Sua Igreja?
• Por que Deus nos deu os sacramentos/ordenanças da Santa Ceia e do Batismo?
• Por que Deus nos dá o sol, alimento e vida? Por que Deus nos abençoa com família?
• Por quê?! Por quê?!

A resposta é simples, mas profundamente misteriosa: por causa da Sua


Graça!

A disposição de Deus em inclinar-se em favor daqueles que em nenhuma hipótese mere-


ciam isso... visto que tudo em nós milita contra Deus e Sua vontade, mas Ele, por graça,
apenas por graça, supera essa barreira e nos ama, nos elege, nos predestina, nos chama, nos
converte, nos justifica, nos perdoa, nos adota e nos santifica... Por graça, pura graça!

“Para o louvor da glória da Sua graça, que Ele nos concedeu gratuitamente no Amado.”
(Efésios 1:6)

o CUIDADO COM A FALSA GRAÇA, UMA GRAÇA PIRATA, ‘FAKE NEWS’!

A graça de Deus, no entanto, está ainda mal compreendida pelos filhos do Senhor. Em
tempos passados, o favor imerecido de Deus era ofuscado por obras religiosas meritórias.
Houve um clamor contra isso e a Reforma Protestante nos direcionou teologicamente a
uma compreensão mais bíblica do assunto. Ainda assim, em nossos dias, mais uma vez,
a graça está sendo falsificada. A correção do legalismo foi ao extremo da libertinagem.
Atravessou para outro lado, tornando o que agora temos como uma ‘graça barata’ – uma
graça sem transformação, uma graça sem forjar em nós o caráter de Cristo, uma graça sem
fruto do Espírito, uma graça que não regenera, uma graça que não converte, uma graça que
não santifica, uma graça que não leva ao arrependimento, uma graça que não nos leva para
a Cruz. ESSA NÃO É A GRAÇA!!! Essa ‘graça’ acabou se tornando a tolerância de Deus
com o que eu quero ser. Fuja dela!!!

64 Amando a Deus
Semana | 31

DEUS GLORIOSO.

“A Ele seja a glória para sempre. Amém!” (Rm 11:36)

A
glória de Deus é razão de tudo e causa primária de Seus planos. A Glória de si
mesmo é o que Deus faz, por causa dela necessita agir como age. Glória é o
reconhecimento da grandeza condizente com o ser de Deus. A criação, animais,
formas de vida, existência do universo inanimado glorificam a Deus (Sl 19.1-6).
A salvação é para glorificar a graça de Deus, a Bíblia glorifica a Deus, a Igreja glorifica a
Deus, anjos e homens devem glorificar a Deus.

A Glória de Deus é o reconhecimento dele mesmo, Seu peso, Seu significado, Sua impor-
tância, a soma dos Seus atributos, a dignidade de Seus nomes, o valor de Seu caráter, a
extensão de Sua fama, a autoridade suprema de Sua vontade, a potência de Suas obras, a
justiça de Seus atos, a perfeição de Seu ser, Seu amor e graciosidade, tudo, de Deus e em
Deus, é aquilo que compõe Sua Glória. Todos reconhecerão a Glória de Deus em Cristo.
Quer por submissão piedosa, quer por submissão imposta. Ame a Glória de Deus!
Amar a glória de Deus nos levará dar a Ele o que lhe é devido, na intensidade devida. Nossa
vida de amor pela glória de Deus atinge até mesmo coisas corriqueiras e, aparentemente,
insignificantes. A Bíblia diz:

“Portanto, se vocês comem, ou bebem ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a
glória de Deus.” (I Cor 10:31)

Fazer tudo para a Glória de Deus significa fazer tudo em conformidade com Seu caráter,
com Sua vontade, para Sua adoração. A Humanidade é infeliz, por que o pecado nos afasta
da Glória de Deus. O que o diabo mais quer é fazer com que os homens não glorifiquem a
pessoa de Jesus:

“Porque todos pecaram, e carecem da Glória de Deus.” (Rom 3:23)

“Nos quais o deus deste mundo cegou o entendimento dos descrentes, para que não lhes
resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”
(II Cor 4:4)

Nossa tendência é direcionar a glória para criaturas, quer seja nós mesmos, quer seja
um ídolo, um time de futebol, uma paixão, uma profissão, uma formação acadêmica,
objetos, etc (Romanos 1.21-23). Se destinarmos créditos para as coisas e para as criaturas,
estaremos há um passo da idolatria. Nosso pedido deve ser semelhante ao do Salmista no
Salmo 115.1: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da
tua misericórdia e da tua fidelidade.”
Pergunte-se: como eu amaria a Deus com todas as minhas emoções, meu
entendimento, com todo meu ser e com todas as minhas forças, se eu não Glorificar a
Ele, reconhecendo tudo que Ele é?!

66 Amando a Deus
Semana | 32

DEUS VINGADOR.
“Ó SENHOR, Deus das vinganças, ó Deus das vinganças, resplandece.” (Sl 94:1)

O
Deus a quem devemos amar é o Vingador Justo. A vingança nada mais é que
aplicar a justiça sobre o que, ou quem, promove a maldade ou o erro. É a punição
aplicada, não apenas definida.

Em primeiro lugar, Deus há de vingar as injustiças do mundo espiritual: Os demônios


e o diabo provarão a vingança final do Senhor, por seus atos malignos: suas mentiras pro-
duzidas no mundo religioso, suas imoralidades acopladas à cultura humana, crueldade e
possessões. Os demônios sabem disso. A Bíblia relata, por exemplo, quando Jesus chegou
em uma região onde havia possessão demoníaca das mais deplorável possível. Os demônios
reclamaram (Mateus 8.29). O lago de fogo está preparado para o diabo e seus anjos (Mateus
25.41; Apocalipse 20.10).

Em segundo lugar Deus também vingará a impiedade humana: Aqueles que não obe-
deceram a Sua vontade, os que foram infiéis ao seu próximo, os que foram desonestos em
seus acordos, oprimiram e enganaram e acham que ninguém sabe ou que nenhuma justiça
será feita, os que foram injustos, com os pobres e suas necessidades (Malaquias 3:5; Tiago
2:1-7; I Jo 5:10).

Em terceiro lugar, e mais severamente, Deus vingará a rejeição que deram ao Seu
Filho: Aqueles que rejeitaram a Jesus, os que o mataram, terão a sua porção do Deus
das Vinganças (II Tessalonicenses 1:8,9). Amaram mais as trevas, amaram ídolos, falsos
deuses, falsos senhores, falsos ‘salvadores’, confiaram em outro mediador e não em Cristo,
procuraram caminhos e não a Cristo, confiaram em espíritos malignos e não no Senhor
Jesus... tais darão conta diante de Deus, por rejeitarem ao amado Filho de Deus, o Nosso
Sumo Sacerdote compassivo.
Amorosamente Ele nos avisa sobre os desobedientes e as desobediências: a única maneira
de não sermos alvo da vingança justa de Deus é estar aos pés de Cristo, com arrependimento
piedoso e amando a Deus.
Como amar a um Deus Vingador? Lembrando que a Vingança Divina é a manifestação de
sua justiça. Vingança essa que somente Ele pode aplicar no momento dele, de forma justa
e satisfatória.
Pergunte-se: meu amor pelo Senhor é suficientemente capaz de confiar que
Ele julgará todas as coisas, mesmo aquelas que eu acho que não serão mais cobradas
nesse mundo?

As minhas emoções ficam alvoraçadas por vingança? Está minha alma amarga
por causa das injustiças praticadas contra mim? Está minha mente perturbada pelo senso de
injustiça? Quero agir com minhas forças para praticar a vingança?

O amor por Deus me acalmará em todas essas coisas!

68 Amando a Deus
Semana | 33

DEUS DOS EXÉRCITOS.

“O seu nome é ‘Verbo de Deus’. Os exércitos do céu o seguiam em cavalos brancos...”


(Ap 19:13,14)

A
Bíblia repetidamente diz que Deus é o Senhor de Guerra, que ele é “SENHOR”
dos Exércitos. Por exércitos, entende-se 1) o exército da criação como os astros,
2) os anjos – todas as suas classes, 3) o exército de Israel, 4) o domínio que ele
tem sobre os demônios e 5) o domínio que ele tem dos exércitos humanos. Por-
tanto, o Deus que amamos possui a seu dispor militares, soldados, para realização de sua
obra. Não que precise deles, em absoluto! Ele decide usar meios e instrumentos, por sua
providência santa e misteriosa. Os que decidem ser inimigos dos filhos de Deus dos Exér-
citos farão bem em abandonar essa postura rápido.
Todo cristão é integrante do exército do Senhor. Como, portanto, demonstra-
mos amor a Ele sendo soldados seus?

Muitos são usados sem saberem, outros contra a sua vontade, por fim, Ele usa sua Igreja (nesse
caso um exército espiritual, para fins espirituais) e os anjos eleitos. Temos sempre razões para
inclinar nosso coração para amar esse Deus, cujo domínio exerce sob os exércitos! Os solda-
dos estão prontos para obedecer e preparados para obedecer. Há disponibilidade e disposição.
O coração é obediente e o corpo preparado. Será mesmo que servimos ao Senhor Jesus como
soldados? A tribo de Zebulom nos mostra algumas qualidades que podemos considerar agora:

“de Zebulom, dos capazes para sair à guerra, providos com todas as armas de guerra,
cinquenta mil, treinados para ordenar uma batalha de todo o coração”
(1 Crônicas 12:33)

Em primeiro lugar, devemos estar entre os que são capazes para sair a guerra, para lutar
as guerras do Senhor. Nossas lutas não são carnais, mas contra as hostes e potestades des-
se mundo tenebroso, bem contra suas filosofias ímpias. Em segundo lugar, devemos estar
habilitados para usar todas as armas de guerra, isto é, a oração, a Palavra, a fé, a justiça, o
jejum e a consagração. Em terceiro lugar, a Bíblia diz que a tribo de Zebulom era treinada
para ordenar uma guerra. Dessa forma, precisamos ter estratégias para batalhar pela fé. Por
fim, o texto inclui de ‘todo coração’, algumas traduções trazem “ânimo resoluto”, isto é,
motivado, irresistivelmente motivado! Amar ao Deus dos Exércitos não requer menos que
isso.
Pergunte-se: meu amor pelo Senhor demonstra a força e a intrepidez de um
soldado, ou demonstro reservas, indisposição, timidez e dúvidas?

Morreríamos pelo Senhor, pelo Seu Nome, por Sua Palavra como um soldado
corajoso?

70 Amando a Deus
Semana | 34

DEUS PASTOR.
“Eu sou o Bom Pastor” (João 10:11)

A
passagem bíblica mais conhecida no mundo, certamente, é Salmos 23:1. Pode
haver outras conhecidas, mas talvez essa seja insuperavelmente superior. Talvez,
na mesma medida que seja conhecida pelo que se promete (“nada me faltará”) é
pouco conhecida pela implicação que possui: se Deus é meu Pastor, logo eu devo
ser sua ovelha! Sendo essa uma metáfora dos servos de Deus, precisamos considerar como
nosso amor pelo Senhor aumentará na medida que meditamos no fato de Ele ser nosso pastor.

Se Ele é meu Pastor, logo devo ouvir a Sua voz (João 10:16). A ovelha é conheci-
da pela sua capacidade de reconhecer a voz do seu pastor. Como ovelhas do Senhor,
demonstramos amor a Ele enquanto ouvimos a sua voz. Não daremos ouvido às vo-
zes estranhas, das filosofias mundanas, das heresias, do pecado, de satanás e do mun-
do. Ouvir não é simplesmente ‘escutar’ e se esquecer, mas acolher, crer e praticar.
Amar ao Senhor e não obedecer é um descaso para com aquele que devemos amar.

Se Ele é meu Pastor, logo confio em sua direção (Salmos 23:3). A ovelha se perde fa-
cilmente, por isso precisa de orientação pastoril. Nós sabemos que somos pecado-
res, limitados e imperfeitos e seria um suicídio confiar em nossa visão limitada para
saber para onde vamos. O salmista pede ‘guia-me pelas veredas da justiça’. Além
disso, lâmpada para nossos pés a Palavra de Deus. Amar a Deus com todo enten-
dimento significa que confiamos na orientação do Bom Pastor para nossas vidas.

Se Ele é meu Pastor, aceitarei a sua disciplina (Salmos 23:4). O pastor usa o cajado e
a vara para disciplinar ovelhas que possuem tendências de se afastar do rebanho. Al-
guns pastores amarravam a cauda de ovelhas em sua perna, quando essa tinha a tendên-
cia de desviar-se. As ovelhas devem reconhecer que tal atitude do Pastor é para o seu
bem, o que muitas vezes não se entende na hora da repreensão. Não pode existir em
ovelhas atitudes de bodes, rebeldes e desunidos! Amar o Senhor é aceitar a Sua disci-
plina quando Ele aplicar em nós, aceitar de forma tal que não repitamos o mesmo erro.

Se Ele é meu Pastor, eu sei que Ele me ama e dá Sua vida por mim (Jo 10:11). Sendo
ovelhas de Cristo, possuímos um diferencial – o Senhor Jesus nos ama de forma tal que
entregou sua vida por nós! Nos livrou da condenação, das garras do inferno. Ele não
pensou em seus interesses, mas no bem do Seu rebanho. Como uma ovelha não amar tal
Pastor incomparável? Não é sem razão que ele disse “eu sou o Bom Pastor”!

Pergunte-se: manifesto comportamento de ovelha ou de bode? Sou dependen-


te, submisso, confiante, obediente e grato?

72 Amando a Deus
Semana | 35

DEUS SALVADOR.

“[...] aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso


grande Deus e Salvador Jesus Cristo.” (Tito 2:13)

O
SALÁRIO DO PECADO É A MORTE (Romanos 3:10,23; 6:23). E pela
Bíblia identificamos três tipos de morte, embora sejam apenas ‘facetas’
da mesma morte. Em primeiro lugar, o pecado nos matou espiritual-
mente. Essa morte está no fato de que nos afastou de Deus e perdemos
a comunhão com Ele. O pecado nos condenou irremediavelmente a um estado
mortífero, irremediável e deplorável. O pecado em nossa vida é sinônimo de mi-
séria espiritual. Em segundo lugar, o pecado causa a morte física. Este é segundo
tipo de morte que sofremos. Quando uma pessoa morre, ela recebeu o salário
físico do pecado. Doenças físicas e emocionais são resultantes do estado caído em
que nos encontramos. Em terceiro lugar, o pecado causa morte eterna sendo este
o pior tipo de morte causada pelo pecado. É a condenação no lago de fogo, eter-
namente banidos da face amorosa do Senhor. Mediante isso, podemos perguntar:
“quem nos salvará?”
Deus é o salvador. Ele decidiu nos salvar por amor, para o louvor de sua glória e
graça. Deus nos salvou e para isso um processo foi efetuado para nos alcançar. Al-
guns chamam os trâmites desse processo de ‘elos de ouro da salvação’; em termos
Teológicos isso é chamado de “ordem da salvação”, que são distinções dentro do
ato salvador de Deus. Embora a ordem possa variar segundo o autor, em geral, os
mestres bíblicos nos apresentam a seguinte ordem, e incluímos aqui nesse devo-
cional um pensamento sobre cada um deles:

1. Eleição: é quando Deus nos escolheu, embora estávamos ainda no pecado.


2. Predestinação: é quando Deus nos destinou para sair do pecado.
3. Vocação: é quando Deus nos chama a sair do pecado.
4. Regeneração: é quando Deus nos livra do poder do pecado.
5. Arrependimento: é quando Deus nos capacita a sentir tristeza por causa do pe-
cado.
6. Justificação: é quando Deus remove a culpa do pecado.
7. Conversão: é quando Deus nos tira do caminho do pecado.
8. Adoção: é quando Deus nos tira da filiação e escravidão do pecado.
9. Santificação: é quando Deus tira de sobre nós a influência do pecado.
10. Glorificação: é quando Deus nos tira da presença do pecado.

Pergunte-se: Amo ao Deus que fez tantas coisas, por mim e em mim,
para me salvar?

74 Amanda a Deus
Semana | 36

DEUS DE TODO CONSOLO.


“... Deus, que consola os abatidos, nos consolou...” (2 Coríntios 7:6)

D
eus está no nosso solo, ao nosso lado! Isso é “consolo”. Um outro nome do
Espírito Santo é “Consolador”. Ele possibilita a presença de Jesus de Nazaré ao
nosso lado, pois o representa, o comunica, o anuncia e o substitui. O Espírito
Santo caminha conosco em nossas angustias e aflições. Sua presença é doce,
confortante e revigorante. Os que amam a Deus devem experimentar os orvalhos da presen-
ça do Espírito Santo, em Seu amor. O Consolador veio, segundo a promessa de Jesus – e ele
não veio apenas sobre nós, mas está em nós! Como amados de Deus, necessitamos estar no
divã do Espírito para superar nossas crises. Ouçamos a sua voz, acolhamos a Sua direção.
Em amor ele nos toma pela mão e nos conduz aos lugares seguros de Sua presença.
Os meios que Deus nos consola são:

1. Sua presença: Deus manifesta Sua presença, comunica Sua graça presen-
cial a nós por uma manifestação a ponto de percebemos Sua presença. Isso pode
ocorrer com quem O ama constantemente. Quem ama surpreende e Ele, quan-
do for da Sua vontade, deixará que tenhamos uma percepção de Sua presença glo-
riosa. Isso resultará em consolo percebido na alma, por meio da fé. (Oséias 2:14)

2. Palavra: A Bíblia está repleta de consolo, por meio de promessas e alí-


vios. O Senhor providenciou a Palavra para nosso consolo: “Pois tudo o que
no passado foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paci-
ência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos 15:4)

3. Oração: O livro de salmos é um grande exemplo de como a oração pode ser um


meio de consolo, pois nos coloca de forma especial na presença de Deus. O sal-
mista fala sempre de clamar, buscar ao Senhor e elevar a Ele a sua alma. ‘A mi-
nha alma tem sede de ti’ (Salmos 63:1), diz isso algumas vezes nesse livro que é cha-
mado de anatomia da alma. Sem dúvidas, aquele que ama mesmo a Deus, estará
satisfeito em estar em Sua presença, por meio da oração e sendo, com isso, consolado.

4. Louvor: O louvor é mandamento bíblico e uma pratica dos anjos. A Bíblia nos ensina que
devemos louvar a Deus, pois Ele é digno disso. Leia o Salmo 150 e perceba isso. O louvor é ex-
pressão de alegria, mas visto que a Bíblia diz que Deus “habita no meio dos louvores” (Salmos
22:3), é evidente que isso também pode trazer consolo aos que amam ao Senhor de toda alma.

5. Ambiente da adoração: A Palavra de Deus nos diz que “há um rio que alegra a cidade de
Deus, o santuário das moradas do altíssimo” (Salmos 46:4). A ‘cidade de Deus e o santuário
das moradas do altíssimo’ são referências de Jerusalém e o templo, o ambiente da adoração
no Velho Testamento, na Antiga Aliança. Portanto, visto que agora adoramos a Deus em
qualquer lugar, em espírito e verdade (Jo 4:24,) é claro que essa promessa se cumpre no
ambiente de nossa adoração a Deus. Dito isso, é certo que o Senhor também nos consolará
por meio da adoração que oferecemos a Ele.

76 Amando a Deus
Semana | 37

DEUS QUE NOS ENCHE DE SEU ESPÍRITO.


“E acontecerá, depois disso, que derramarei o meu Espírito sobre toda a humanidade.
Os filhos e as filhas de vocês profetizarão, os seus velhos sonharão, e os seus jovens terão
visões.” (Joel 2:28)

O
Deus, a quem devemos amar, prometeu nos encher de Seu Espírito! Como Ele
faz isso? Considere os seguintes meios que Deus usa para nos derramar o Seu
Espírito Santo:

1. ORAÇÃO: A Bíblia fala de orar no Espírito Santo. Estar em plena e constante comunhão
com Deus por meio da oração. A oração nos coloca em contato com o fluir do Espírito (Ef
6:18; Jd 20).

2. PALAVRA: O livro santo é inspirado pelo Espírito, suas palavras estão contidas na
Escritura, ela é a espada do Espírito. Para estar cheio do espírito, precisamos estar cheio
de Sua Palavra (I Co 2:13; Ef 6:17; II Tm 3:15-17 e II Pe 1:21).

3. FRUTO: O fruto do Espírito é o caráter de Cristo na prática. Viver manifestando o


fruto do Espírito é viver plenamente cheio dele, andando com Ele, sendo influenciado por
Sua vontade (Gl 2:19-20; 5:22-23).

4. DONS: Não há como ser cheio do Espírito e não ser usado por Ele. Para tanto, Ele ca-
pacita seu povo com dons necessários e disponíveis por Sua vontade, para realizar a obra
do Espírito (Rm 12:6-8; I Co 12:4-31).

5. ATIVIDADES ESPIRITUAIS: Adoração solene, reuniões cristãs, serviço de culto,


evangelização, estudos bíblicos, tudo que a Igreja faz como sacerdócio real são meios
Dele se derramar (Sl 27:4; Jo 4:23-24; At 2:42; 20:7; I Co 14:26).

6. SANTIFICAÇÃO: É necessária uma vida santa para sermos cheios do Espírito. Espí-
rito “SANTO” - Seu nome exige isso – e Ele não encherá um templo sujo. Dessa forma, o
processo de santificação é Seu agir em cooperação conosco e assim tornar Sua habitação
em nós digna de Sua presença e Sua plenitude (I Co 6:18-20; Rm 8:12,14; Gl 5:24-25)

7. COMUNHÃO CRISTÃ: Conviver com cristãos maduros e também com os que não
são maduros, nos ensina. A comunhão espiritual aguçada é uma forma de o Espírito nos
encher também (Gl 6:1-11; Hb 10:23-25).

8. AVIVAMENTO: Por último, uma forma extraordinária de sermos preenchidos ple-


namente do Espírito, é quando Ele, em Sua Soberania, responde ao clamor da igreja por
avivamento e se derrama ‘copiosamente’ sobre seu povo (II Cr 7:13-14; Sl 80; Is 64:1-2 e
Hc 3:2).

Pergunte-se: meu amor pelo Senhor é tal que Ele não reteria a plenitude de
Seu Espírito a alguém que o ama tanto?
Semana | 38

DEUS QUE CRIOU O INFERNO.

“Em seguida, o Rei se voltará para os que estiverem à sua esquerda e dirá:
‘Fora daqui, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos.”
(Mateus 25:41)
Deus não é justo por fazer o inferno!?

A
mar a Deus é amar a Ele e tudo o que Ele fez. E como amar a Deus
tendo em vista esse ‘lugar/condição’ tão terrível e desesperadora?
Certamente, não podemos achar que Ele deixa de ser o que é por
fazer coisas que nos causam espanto. Temos que confiar que, se Deus
fez o inferno (e Ele o fez), Ele tem razões suficientes por si mesmo. A Bíblia
diz que “Os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente justos.” (Sl
19:9b). Ele foi justo quando fez o inferno, é justo por manter o inferno e será
justo em lançar quem quer que seja no inferno.
Deus ‘não é amoroso’ por ter feito o inferno!?

Dois erros nessa objeção: Primeiro, como foi destacado no tema anterior, que Deus
é o autor do inferno, do tormento eterno. Sendo Deus Amor (I Jo 4:8), devemos
saber que de alguma forma e maneira, Ele não deixa de ser amoroso ao inventar
e manter o tormento eterno. Em sua forma de agir, Ele mantém Seus atributos em
perfeita harmonia em Si mesmo, ainda que tenhamos impressão que Ele abando-
na uma ao aplicar outra – veja João 3:16 e compare com o versículo 36. Ele é o
Deus que ‘fere e sara’, ‘mata e faz viver’, revelado na Escritura (Dt 32:39), sem
nenhuma crise de identidade, apesar de causar perplexidades em nós, assim como
causou aos autores inspirados. Todos eles, porém, foram piedosos. O segundo erro
na objeção é desconsiderar que estamos diante de uma ação punitiva. Por exem-
plo, ao relatar a autoridade do Magistrado Civil, o autor inspirado de Romanos
destaca bem que a punição carrega, necessariamente, uma faceta não ‘bondosa’,
mas de dor (Rm13:3-5).

O que aprendemos com o inferno que Deus fez? A) O Ofendido é O


Soberano Criador do Universo, demandando um alto e reverendo zelo por tudo
que Ele exige e por tudo que O representa. B) Aquilo que leva para o inferno, o
pecado, é de fato repugnante. C) O inferno não é o reino de Satanás, ele será ator-
mentado lá também. D) Deus adverte a todos, visto que todos estão condenados
para lá e aponta o caminho do arrependimento e abandono daquilo que garante a
ida ao inferno. E) Mais excelente, a morte de seu Filho Jesus Cristo é uma garantia
de que livrará de lá todos os que creem no Evangelho.
Pergunte-se: amo a Deus a tal ponto que, em amor, sei que Seu juízo
será perfeito e bom?
Amando a Deus
Semana | 39

O DEUS QUE CRIOU OS CÉUS.

“Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu lhes teria dito.
Vou preparar lugar para vocês e, quando tudo estiver pronto, virei buscá-los,
para que estejam sempre comigo, onde eu estiver.” (João 14:2-3).

J
onatas Edwards escreveu “O céu é um mundo de amor”. O céu é um termo
que aponta a habitação celestial e eterna de Deus, dos Seus anjos e de Seus
filhos salvos. O céu só pode ser descrito por analogias, nunca exatamente e
plenamente. A presença gloriosa de Deus faz dele o que é – o céu! O mundo
de Deus, Sua habitação celestial, supera qualquer ideia de alegria, prazer e êxtase.
Nada é comparado aos céus. No céu teremos a oportunidade de ‘ver’ a Deus em
Sua glória – ao menos o que nos será permitido e possível, em comparação com o
que não temos agora, e certamente ficará infinitamente além de qualquer reflexão
do que é o mundo de amor de Deus.
Amar a Deus deve levar-nos a desejar o céu, pois ali está quem amamos. Que-
remos encontrar a Deus. Jesus disse que ‘onde estiver nosso tesouro aí estará o
nosso coração’ (Mt 6:21). Se Deus for mesmo nosso ‘bem, nossa porção, nossa
herança, se o amarmos mais que ouro’, a única coisa que nos preocupará é ir ver
a Deus, estarmos unidos a Ele, em Sua gloria. Quer pela morte, quer pelo retorno
glorioso de Jesus, isso é o nosso lucro (Filipenses 1:21). Precisamos urgentemente
resgatar a mentalidade peregrina: estamos nesse mundo de passagem, pois nossa
pátria é a celestial. Somos também embaixadores, representamos o Reino de Deus.

‘Quero o céu, pois ali está o amado de minha alma!’

Quando amamos uma pessoa, falar sobre nossa ida ao lugar onde essa pessoa está
significa que lá há a presença da pessoa amada, razão para se ir até esse lugar.
Imagine um pai que deseja ver seus filhos após uma longa viagem: o retorno para
sua cidade é a forma de dizer que quer estar junto aos seus filhos!
Refletindo em nosso interesse no céu:

1. Quanto tempo gastamos meditando nas verdades reveladas do céu? – veja


Apocalipse 21,22.
2. Como pensamos que será nossa presença e reações ali? – Apocalipse 7:9-17
3. Nossa desilusão nesse mundo é evidência que esperamos um lugar melhor? –
Romanos 8:18-25
4. Qual o investimento da minha vida olhando para o céu e quanto o é para esse
mundo? – I João 2:15-17
5. Nosso coração palpita de alegria em saber que poderei abraçar a Jesus? – He-
breus 11:16
Amando a Deus
Semana | 40

O DEUS QUE ESCREVE A MINHA HISTÓRIA.


“...no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escritos e determinado,
quando nem um deles ainda existia.” (Salmos 139:16).

M
uitos cristãos percebem que a Bíblia demonstra que Deus tem um ple-
no domínio da história e dos acontecimentos, mas eles não possuem
a mesma convicção se isso se dá mesmo em sua vida, pois imaginam
que se possuem o livre-arbítrio, Deus não poderia interferir. Vamos re-
fletir melhor sobre isso, para que nosso amor por Deus seja pleno ao se confiar Nele.

• SE LIVRE-ARBÍTRIO SIGNIFICA ‘a capacidade de agir sem qualquer influ-


ência, mas como uma abstração pura, inocente e isenta’ então devemos rejeitar esse
conceito. A Bíblia diz que ‘a escolha do homem é má todo tempo’, e que ‘não há um
justo sequer’, ‘não há quem faça o bem’ (Rm 3:10-23). Achar que o livre-arbítrio é li-
vre de influências de sua natureza pecaminosa é uma negação de uma verdade bíblica.

• SE LIVRE-ARBÍTRIO SIGNIFICA ‘a capacidade de decidir qualquer coisa na


vida, decidindo minha vida, meu destino, configurando uma autonomia absoluta e sobe-
rana sobre o destino de minha vida’ então devemos rejeitar esse conceito. A Bíblia diz
que Deus está ativamente envolvido na vida dos humanos e de Sua criação, governan-
do, limitando, corrigindo, permitindo, proibindo, regulando, abençoando, amaldiçoan-
do, perdoando, punindo, impedindo, libertando etc. de forma que Ele não está sujeito
aos caprichos e desejos humanos, mas decide por Sua vontade e Glória (Efésios 1:11).

• SE LIVRE ARBÍTRIO SIGNIFICA ‘a capacidade de escolher a salvação, me colo-


cando no caminho da eternidade por uma decisão livre e pessoal ao que se me apresenta
no Evangelho’ então devemos rejeitar esse conceito. A Bíblia diz que ‘somos inimigos
de Deus, que por natureza somos filhos da desobediência’, que não há vida espiritual no
pecador sem Cristo, portanto o ímpio não se move em direção a Deus como volição de sua
natureza, porque essa é uma decisão contrária ao que ele é (Efésios 2:1-8). Tal decisão só
será tomada se houver uma mudança na ativa oposição a Deus. Essa mudança não pode
ser ‘parcial’, como se ouvíssemos a um ‘anjinho’ de um lado e a um ‘diabinho’ do outro.

• SE LIVRE-ARBÍTRIO SIGNIFICA ‘a capacidade de decidir o que é certo ou errado


para mim, sem com isso ser julgado, pois se o arbítrio é livre, ele não pode ser cerceado’
então devemos rejeitar esse conceito. É Deus quem diz ó que é correto ou pecaminoso para
Suas criaturas, não elas próprias. São os padrões divinos que regulam o homem, não suas
decisões, cultura, emoções ou preferencias. Deus é soberano para estabelecer isso (Salmos
119:4).

Pergunte-se: minha alma ama essa verdade - Deus é o Escritor da minha


história?

84 Amando a Deus
Semana | 41

O DEUS QUE NOS ‘QUEBRA’.


“Como o barro na mão do oleiro, assim são vocês em minhas mãos...” (Jeremias 18:6)

S
e Deus não nos quebrar e moldar, seremos sempre vasos inúteis. Por isso, Deus
tem meios de modelar nossa vida. Veja como alguns ensinos de Nosso Senhor
Jesus podem nos modelar para amarmos a Deus com toda nossa vida – com todo
coração, alma, mente e força:

• Jesus disse ‘negue a si mesmo’ (Lc 9:23) – portanto, minhas ambições e sonhos não são
prioridades!
• Jesus disse ‘seja feita a vontade de Deus’ (Mt 6:10) – portanto, não a minha vontade!
• Jesus disse ‘não se preocupe com as ansiedades da vida’ (6:31) – portanto, confiar mais
em Deus para suprir necessidades, não em minhas forças.
• Jesus disse ‘não ajunte tesouros na terra’ (Mt 6:19) – portanto, não querer ficar rico para
meu benefício.
• Jesus disse ‘amem os vossos inimigos’ (Mt 5:44) – portanto, não me vingar, não pagar
mal com mal.
• Jesus disse ‘pegue a sua cruz e siga-me’ (Mc 8:34) – portanto, assumir o discipulado cris-
tão com seu alto preço e perseverança.
• Jesus disse ‘vão pelo mundo pregar o evangelho’ (At 1:8; Mc 16:15) – portanto, não pregar
minhas opiniões, nem psicologia, nem filosofia, nem teorias do mundo, mas O Evangelho.
• Jesus disse ‘socorra os pobres com os seus recursos’ (Mc 10:21, Gl 2:10) – portanto, paro
de dizer o que os outros precisam fazer, mas que eu o devo fazer.
• Jesus disse ‘amai-vos como eu vos amei’ (Jo 15:12) – portanto, o padrão do amor é o de
Cristo, não o nosso.
• Jesus disse ‘nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra de Deus’ (Mt 4:4) – por-
tanto, me alimento da Palavra de Deus e não de minhas teorias e teologias.
• Jesus disse ‘amem a Deus de todo coração, alma e força’ (Mt 22:37) – portanto, me ren-
dendo completamente com todas as aspirações e potencias de minha vida a Ele.
• Jesus disse ‘orem sem cessar’. (Lc 18:1) – portanto, orar é demonstrar que confio na Obra
do Espírito Santo e não em minhas forças.
• Jesus disse ‘resolva seus desentendimentos com o teu irmão’(Mt 18:15) – portanto, pedindo per-
dão, reconhecendo meus erros, mudando, resolvendo intrigas, sendo amigo de todos que convivo.

Negar a si mesmo é a única maneira de aceitar a Jesus e o Seu Senhorio!

86 Amando a Deus
Semana | 42

O DEUS TRINO.
“... vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e
do Espírito Santo.” (Mateus 28:19)

A
principal doutrina bíblica é a doutrina da Trindade. Na verdade, essa doutrina
rege às demais. Nenhuma doutrina será bíblica se não possuir como pano de fun-
do essa doutrina regente. O estudo dos atributos e natureza, nos ajuda a entender
O QUE É Deus, mas o estudo das pessoas divinas nos revelará QUEM É Deus.
Amar a Deus desconsiderando essa doutrina é uma deturpação daquele que devemos amar.
Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
Como se define essa doutrina? Em termos simples, confessamos Um Só Deus e a essência
desse único Deus é usufruída igualmente por Três Pessoas distintas por propriedades pes-
soais. Algumas reflexões nos ajudaram a entender algo sobre a doutrina e evitar heresias:

1. Cremos em um só Deus. O ensino bíblico é claro e também a lógica o exige. Só pode


haver um só Deus. Visto que ser Deus é ser todo-poderoso, ninguém é todo-poderoso se
dividir essa glória e autoridade. A Bíblia ensina que Deus é um só, portanto, não se negocia,
em sentido algum, a verdade de que Deus é um em sua essência.

2. O uso do nome que figura a distinção pessoal. A primeira pessoa da trindade é distinta
da segunda por causa de algumas propriedades pessoais em relação a segunda e a segunda
da terceira. Essas propriedades são representadas em seus nomes distintivos: Pai, Filho e
Espírito Santo.

3. Unificar as pessoas e dividir a substância. Não raro a solução racional para o mistério
da trindade é ir para unicismo (fazer das três pessoas UMA) ou ir ao triteísmo, levando em
consideração a distinção pessoal e então, logicamente, dividir a essência divina (fazendo
TRÊS DEUSES), ou pensar em três espíritos distintos no céu. É necessário mantermos o
mistério.

4. Atribuir o que não se deve à distinção pessoal. Jesus é o Filho, isso não significa que o
Pai trouxe o Filho à existência. A Filiação é de relacionamento. O Espírito procede do Pai e
do Filho e isso não significa que ambos trouxeram o Espírito à existência.

5. Somente o Filho se fez carne e será homem eternamente. A Bíblia ensina, e os cristãos
devem crer, que além do mistério da Trindade, algo mais se acrescenta a isso: a encarnação
da segunda pessoa. Isso nos lança mais um mistério - Como o Filho, sendo Deus, pode ser
Homem – completamente e ao mesmo tempo? Não temos respostas, é verdade, mas temos
o testemunho Bíblia (Jo 1:1,14).

Pergunte-se: amo ao Deus Trino, Pai, Filho e Espírito Santo? Amo cada uma das três
pessoas em sua beleza, santidade, obra e soberania?

88 Amando a Deus
Semana | 43

O DEUS QUEM DEVEMOS TEMER.


“O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria.” (Provérbios 9:10)

T
EMOR significa ‘’respeito, reverência’’. Alguns dizem que temor e medo são dife-
rentes, mas a Bíblia, algumas vezes, como sendo termos correlacionados. Precisamos
entender bem algo sobre o temor – ele significa respeito e reverencia em muitos casos
na Bíblia, mas também significa ‘medo’ em outros. O temor que vamos usar aqui é
aquele que se define como respeito, profunda reverencia, tal como de um filho diante do pai.

Temor habilita os que o possuem a reconhecer a dignidade do outro.


Como indica o texto bíblico, a sabedoria tem seu princípio no Temor do Se-
nhor. Sabemos que Jesus Cristo viveu uma vida temente a Deus. Nós só amare-
mos ao Senhor se o temermos piedosamente. Respeitar significa reconhecer a au-
toridade e reverência significa conceder o a honra devida ao reverenciado. Como
isso nos ensina sabedoria? Deixar de respeitar e reverenciar a Deus não é, em hi-
pótese alguma, uma atitude sábia, muito menos uma manifestação de amor a Deus.

• O temor capacita os servos de Deus a horar o nome do Senhor, conforme prescreve o


terceiro mandamento e a oração do Pai nosso (veja Êxodo 20:7; Mateus 6:9)
Em termos práticos, o respeito possibilitará nos aproximar de Deus em sublime e reverente
amor. Pensemos, se houver falta de temor por Deus, qual tipo de relacionamento teríamos
com Deus? Nossa comunhão com ele em oração e na adoração estariam fadadas ao fracas-
so, sem apreciação pela pessoa de Deus por causa de seu constante desrespeito com ele.
Vamos refletir no maior mandamento, em como o temor modelará meu amor por Deus:

O TEMOR E O CORAÇÃO: Quando eu temo a Deus em amor, os meus sentimentos


pelo Senhor são profundos, dóceis e respeitosos. Jamais nutriria sentimentos nocivos
contra a comunhão com Deus.

O TEMOR E O ENTENDIMENTO: Quando eu temo a Deus em amor, os meus pen-


samentos são modelados por um profundo respeito pelas coisas de Deus. Não aco-
lherei pensamentos desrespeitosos, nem piadas que fazem com as coisas de Deus.

O TEMOR E A ALMA: Quando eu temo a Deus em amor, meu ser possui uma entre-
ga respeitosa, existencial a Deus, de tal forma que em mim tudo deve se inclinar a uma
comunhão espiritual correta com Deus. A minha adoração será em espírito e verdade.

O TERMOS E A FORÇA: Quando eu temo a Deus em amor, usarei meu corpo para Cris-
to, que me conduzirá a prestar um serviço dedicado ao Senhor, a um esforço consagrado
por sua causa. Não usarei meu corpo para coisas pecaminosas, pois conduzo meu corpo
para agradar ao Senhor.

90 Amando a Deus
Semana | 44

O DEUS DA PAZ.
“O Deus da paz esteja com todos vocês.” (Romanos 15:33)

A
paz de Deus excede todo entendimento. Amar a Deus resultará em paz. E a paz
que temos da parte de Deus não é ausência de problemas. Vários pensam que se a
vida está em turbulências é sinal que Deus não está abençoando sua vida. Um en-
gano terrível. É claro que ninguém quer viver em tribulações, mas elas são inevi-
táveis para nosso crescimento espiritual, piedoso e normal. Vamos entender bem isso, para
que desfrutemos o amor de Deus em perfeita paz, bem como o amemos de maneira integral.

• DEUS FEZ ACORDO DE PAZ COM OS PECADORES: A Bíblia ensina que nossos
pecados nos afastam de Deus e nos tornam ‘inimigos’ do Senhor. Desta forma, Deus mesmo
tomou iniciativa em fazer promover a paz conosco na Cruz de Cristo. Ali Ele perdoou nossas
ofensas contra Ele e aplacou sua ira justa contra nós. Tal verdade evangélica pode ser vista em
Romanos 5:1-11. Isso é chamado de Reconciliação, por isso Jesus é chamado de príncipe da Paz.

• DEUS É PACÍFICO EM SEU RELACIONAMENTO: Deus não provo-


ca pessoas à ira. Ele não incomoda pessoas, não busca causar uma vida turbulen-
ta para suas criaturas. Ele ensina o caminho da justiça aos pecadores, aponta como
devem viver obedecendo Seus mandamentos. Deus disse ao Seu povo: “Eu é que
sei que pensamentos tenha respeito de vocês, diz o SENHOR. São pensamen-
tos de paz e não de mal, para dar-lhes um futuro e uma esperança.” (Jeremias 29:11)

• DEUS NOS DÁ SERENIDADE INTIMA: Nosso bondoso Deus nos comunica a paz
de Cristo. Essa paz não está apenas relacionada com a obra da reconciliação, mas devido
a ela, sentimos paz interior. Sim, serenidade de espírito. Nosso Senhor Jesus disse: ‘Eu
vos dou a minha paz’ (João 14.27). Um cristão que ama a Deus sentirá essa paz fluir em
sua vida. É inevitável! Sentir a paz de Cristo é uma das bençãos sentidas em nossa vida.

• DEUS CAUSA A PAZ NO MUNDO: Os esforços humanos de manter a paz no mundo


só alcançam êxito porque o Deus da paz assim age. A Bíblia diz que esse ‘mundo está no
poder do maligno’ (I João 5:19), portanto, as vidas e as nações não podem ter uma paz
natural. A paz é aparente e sobre bases espúrias. Por isso, a Bíblia diz que Deus faz cessar
as guerras (Salmos 46). Apenas Ele possui termos de paz condizentes e duráveis a nós.

• DEUS NOS ENSINA A SER PACÍFICOS: O Senhor Jesus disse que ‘os pacificadores
serão chamados filhos de Deus’ (Mateus 5:9). Isso se dá porque o filho é reflexo do pai, “Tal
pai, tal filho” como diz um antigo ditado. Se Deus faz a paz e a promove, seus filhos farão
o mesmo. No entanto, isso só é possível porque tais filhos vivem em paz. Ninguém pode
dar o que não tem. Caso um cristão não tenha paz, ele causa guerra e discórdias, o que em
si mesmo é uma negação de sua confissão, pois afinal, se ele tem Jesus, ele deve ter paz.
Quem vive em abundante amor por Deus, jamais deixará de ter pensamentos e sentimentos
pacíficos.
Pergunte-se: meu amor pelo Senhor é a fonte de paz que se reflete em meus
relacionamentos?
Semana | 45

O DEUS IMUTÁVEL.

“Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vocês, filhos de Jacó, não foram
destruídos” (Malaquias 3:6)

D
eus é estável, eterno, plenamente perfeito, não há nada que Ele precise
aprender, é impossível Deus aprender, pois se assim fosse, Ele mudaria
para melhor, e isso não existe no caso de Deus. A imutabilidade de Deus
está em Sua essência, em Seu caráter, em Seus atributos e em poder.

• Amando ao Deus que não muda: Os dias do Senhor não tem fim, Ele não envelhece,
não se desgasta. Não há perda de fibras em seu ser, Ele não sabe o que é deterioração.
O amor por Deus nessa perspectiva é a garantia que eu amo o mesmo Deus da eter-
nidade, o mesmo Deus de Abel, de Noé, de Isaias, de Daniel, de Paulo e de Nosso
Senhor Jesus Cristo. Entendemos assim porque a Bíblia diz “o Deus de Abraão”.

• Amando o caráter imutável de Deus: Isso nos dá confiança em amar


quem tem um caráter que não muda. Quando confiamos nosso amor, cor-
remos o risco de ver pessoas mudarem, deixarem de ter aquele caráter que
nos levou a amá-las em certa época e com o tempo a pessoa ‘se transforma’.

• Amando aos atributos de Deus que não mudam: Como é enriquecedor para
nosso amor encher nossa mente e coração das verdades relacionadas aos atri-
butos gloriosos de Deus. Ele é Bom, Ele é Santo, Ele é justo, Ele é Gracioso,
Ele é Luz e Ele é a Verdade! Ah, como é revigorante pensar nos atributos de
Deus, que não mudam! Jesus Cristo é mesmo ontem, hoje e eternamente.

• Amando ao Todo-Poderoso que não muda: Temos uma visão tão limitada do
poder de Deus, que muitas vezes nosso amor vacila. Se nossa fé vacilar nessa con-
fiança, isso pode desagradar ao nosso Deus. Amar a Deus vendo Seu grande poder
é um requisito para termos perfeita comunhão com Deus. Amemos Seu Poder
incomparável. Deus é o nosso refúgio e fortaleza!
Há um salmo que nos induz a uma reflexão de amor ao pensar na imutabilidade
de Deus:

“SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração. Antes que os


montes nascessem e tu formaste a terra e o mundo, de eternidade a eternidade,
tu és Deus.” (Salmos 90:1-2)

94 Amando a Deus
Semana | 46

O DEUS ONISCIENTE.

“SENHOR, tu me sondas e me conhece... observas o meu andar e o meu deitar...


tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é tão elevado, que não posso
atingir.” (Salmos 139:1,36)

O
atributo da onisciência de Deus é um atributo classificado como “inco-
municável”. Isto é, apenas Deus possui esse atributo. É a capacidade de
Deus de saber tudo a respeito de tudo, em todos os tempos, da mesma
forma e maneira. Passado, presente e futuro não são impedimentos para
Deus saber. Ele sabe porque tudo está diante dele, Ele quem escreve e domina a his-
tória. Nosso amor a Deus pode se transformar profundamente, se constantemente
termos diante de nós que Ele sabe de tudo que se passa no mundo e em cada vida.

A ONISCIÊNCIA É A BASE DE SUA SABEDORIA: Por que toda sabe-


doria pertence a Deus? A sabedoria é aplicação do conhecimento. Por cau-
sa da ciência, do conhecimento que Deus tem a respeito de tudo, Ele sabe to-
das as coisas pela natureza do Seu Ser, eterno e poderoso. Tudo que Ele
sabe é perfeito, portanto sua vontade é perfeita – o saber de Deus não cor-
re riscos de limitações, nem de quantidade, nem de tempo e nem de espaço.
Como nosso amor pelo Senhor deve ser orientado pela Sua Onisciência?

• Em primeiro lugar, nossa mente não terá dúvidas sobre a vontade revelada de
Deus em Sua Palavra, visto que é lógico confiar no Ser Onisciente, no que Ele diz,
na máxima e plena capacidade que a onisciência proporciona (Leia Salmos 12:6).

• Em segundo lugar, nossas emoções não ficarão inseguras quanto ao que é o me-
lhor; meu coração pode descansar que Ele sabe do que é melhor para a Sua Glória
e para meu bem. Não há que deixar minhas emoções ‘em apuros’ pela incerteza
(Leia I João 3:21-22).

• Em terceiro lugar, minha alma terá plena comunhão com as leis do Senhor, haja
visto que minha vida espiritual, minha alma, meu ser íntimo, perceberão, por meio
da fé, que Deus sabe muito mais que é possível qualquer um saber (Leia Salmos
25:1).

• Por último, meu esforço pessoal não será enfraquecido pelas incertezas do em-
preendimento do Reino de Cristo, pois sei que Deus sabe o que melhor e então
me envolverei com minhas energias, pois eu amo ao Deus que tudo sabe (Leia
Romanos 12:1).

96 Amando a Deus
Semana | 47

O DEUS ONIPRESENTE.

“Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Salmos
139:7)

C
remos mesmo que Deus está realmente aqui, ‘ao meu lado e dentro de
mim’? A onipresença de Deus deve ser levada a sério, para que não se-
jamos ‘ateus práticos’. Stephen Charnock disse que ‘quando peca-
mos, lá no fundo gostaríamos que Deus não existisse’. Como a cren-
ça na Onipresença pode nos ajudar a praticar o amor que devemos ter por ele?

• Quando você faz coisas erradas longe de outros, se esquece que Deus está aí do seu
lado?

• Por que a presença de pessoas nos inibe de pecar, mas a presença de Deus não?

• Diante de provocações, agimos de uma forma diante de um tipo de pessoas e diferen-


temente diante de outros tipos de pessoas, mas nos esquecemos que Deus está diante de
nós?

• Queremos fazer coisas para que outros vejam e diminuímos o empenho quando apenas
Deus sabe?

A onipresença de Deus é a mesma em todo lugar, mas não com a mesma intensão e
disposição. Deus está no céu e está no inferno, afinal Ele é onipresente. Mas Sua objetivi-
dade no céu é diferente do inferno e também diferente da Sua presença na terra. No céu,
Ele o sustenta em perfeita alegria e manifesta Sua glória em harmonia com Sua graça para
com os anjos e os salvos. No inferno, Ele sustenta o inferno para manifestar juízo contra os
ímpios e demônios. Na terra, Ele sustenta a vida e manifesta graça e juízo sobre as criaturas.

Qual a diferença da onipresença de Deus em seus servos e nos ímpios? Deus habita no
coração do Seu povo como Seu Deus e Pai, por meio do Espírito Santo, sob os méritos de
Jesus Cristo, Seu único Filho. Há uma presença amorosa, orientadora e protetiva. Tal comu-
nhão da presença de Deus com Seus filhos é diferente da presença dele nos ímpios. Nos que
não tem Jesus como Senhor de suas vidas não podem ser filhos de Deus (João 1:11-13). Deus
está com eles apenas como Criador e Provedor: Deus sustenta os ímpios em vida, abençoa e
incomoda sua consciência por causa dos pecados, para que se arrependam. Ao mesmo tem-
po que os abençoa nessa vida, Ele os reprova para a vida eterna (Mateus 5:45; João 3:16,36).

“Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de
Deus; e, de fato, somos filhos de Deus.” (I João 3:1).

98 Amando a Deus
Semana | 48

O DEUS QUE OUVE ORAÇÕES.

“Busquei o SENHOR, e ele me acolheu... Clamou este aflito, e o SENHOR o


ouviu...” (Salmos 34:4,6)

O
rar é se comunicar com Deus. Hoje, em nossa era digital, a comunica-
ção é uma grande força motriz da sociedade, chamada agora de “so-
ciedade liquida” (Zygmunt Bauman). Quem ama a Deus ora! É im-
possível amar a Deus e não orar, ou se ama ficar sem orar. O amor é
alimentado pela aproximação de quem ama com o que é amado, assim o amor a
Deus não pode ser mantido sem oração. Jesus ensinou que orar é um dever (Lucas
11:1). A Bíblia diz que devemos orar sem cessar (I Tessalonicenses 5:17). Oração
é deleitar-se na presença de Deus – apenas o fato de estar ali, diante dele, com Ele,
junto a Ele, te dará alegria, prazer e satisfação, pois você O ama de todo coração,
de todo entendimento, de toda alma e toda a força!

Como manifestamos amor a Deus por meio da oração?


- Quando eu oro, eu manifesto amor pela presença de Deus – demonstro que quero
‘ver’ a Sua face, sentir a Sua presença, perceber os orvalhos advindos de Seu Espírito.

- Quando eu oro, eu manifesto amor pelas promessas de Deus – demonstro que


confio no que Ele disse, e tenho fé que Ele cumprirá o que falou a respeito do
Seu povo.

- Quando eu oro, eu manifesto amor pelo Espírito Santo – o Espírito Santo


intercede junto aos crentes quando oram; crendo nisso, oro para que eu sinta Seu
auxilio bendito.

- Quando oro, manifesto amor por Jesus – visto que Jesus é meu mediador e
também orou muito em Seu ministério.

- Quando eu oro, manifesto amor pela grandeza de Deus – já que a oração me


coloca no devido lugar de dependência e pequenez.

Pergunte-se: o tempo que eu gasto em oração e a prioridade que dou à


oração em minha vida, são evidências que eu amo a Deus ou que fujo da Sua
presença?

Pergunte-se: gasto mais tempo nas redes sociais, conversando com


amigos, vendo vídeos inúteis e perdendo tempo precioso que não recupero nun-
ca mais, enquanto poderia estar aos pés do Salvador?
Semana | 49

O DEUS DA FAMÍLIA.

“Eu e minha casa serviremos ao SENHOR.” (Josué 24:15)

D
eus é o originador da família. Se eu amo a Deus, deverei amar
a minha família. Quando amo a família como instituição divi-
na, a tratarei com a dignidade de tal benção. A família não é um
‘aglomerado’ de pessoas com alguma ligação amorosa e consan-
guínea, apenas. É uma instituição de Deus. Seu amor a Deus nunca será ple-
no se não amarmos nossa casa, nossa família. Se a sua família é “padrão”, ou
se você mora apenas com sua mãe, apenas com o pai, com os avós, com ir-
mãos e tios, enfim, você deve amar a sua família, pois é benção de Deus.

Demonstraremos amor a Deus, ao sermos amorosos com os de nossa casa e não


apenas cordiais com os de fora. Essa é a tendência de alguns: serem ‘anjos’ para
os de fora, mas ‘demônios’ para com os de dentro (como cônjuges, filhos e ir-
mãos). Não haverá amor a Deus, sem amor à família. Tratarmos nossa família
com indelicadeza, indiferença, trará sobre nós juízo (Efésios 6:4; I Pedro 3:7).

Demonstraremos amor a Deus, ao sermos fieis aos do nosso lar. A fidelidade está
em várias áreas da vida familiar. Ser fiel ao cônjuge, não traindo; fiel aos pais, obe-
decendo a eles mesmo longe deles; ser fieis aos filhos, não negligenciando amor
e cuidado; fiel às necessidades, trabalhando e evitando dividas (I Timóteo 5:8).

Por que a família é tão importante para nós como indivíduos? A nossa família
é a nossa primeira igreja, nossa primeira escola, o ambiente de nossos primei-
ros desafios, nossos primeiros erros e acertos, a base de nossas vitórias e de
nossas derrotas, nossa festa ou nossa tristeza, nosso paraíso ou um inferno. O
que faremos com nosso lar é reflexo do nosso amor a Deus, se não o for esta-
mos miseravelmente fadados ao fracasso. Como não amar essa ‘instituição’?

Pergunte-se: Se Jesus Cristo vivesse em minha casa, literalmente, fisi-


camente, como nos dias de seu ministério, quais comportamentos eu mudaria
por causa da Sua presença? Será que isso não é evidencia que eu não creio em
Sua onipresença e que eu não amo minha família?

102 Amando a Deus


Semana | 50

O DEUS DA IGREJA.

“Tu és o Cristo... sobre essa pedra edificarei a minha Igreja” (Mateus 16:16-17)

O
que é a Igreja? Igreja é a comunidade dos salvos por Jesus Cristo!
Será que temos razões de amar a Igreja de Deus? Certamente! As razões são
abundantes, mas a primeira é que Deus ama a Igreja, em Cristo Jesus. Com
todos seus defeitos e erros, a Igreja deve ser amada pelos crentes por causa
de Jesus. Temos que amar a Deus, amando a Igreja dele, a igreja que Ele comprou com o
sangue de Seu Filho (At 20:28). Esse é o valor inestimável da Igreja. Outra razão especial
é que a Igreja é templo do Espírito Santo – Ele habita em nós e entre nós, a Sua Igreja.
Essas são razões suficientes para amar a Deus, amando a Sua Igreja... veja mais razões:

- A Igreja é família de Deus. A Igreja é assim chamada porque Deus é nosso Pai. Por isso,
somos uma família de irmãos. A amor a Deus reflete o amor a essa família.

- A Igreja também é chamada de corpo de Cristo e devemos ter cuidado com esse corpo
representativo, santo. Quem ama a Cristo amará o Seu corpo!

- A Igreja é o povo, a nação de Deus e precisamos honrar essa pátria, respeitando suas leis
e a cultura do Reino. Nossos princípios são os princípios da Igreja de Jesus, Seu Reino.

- A Igreja é exército do Senhor, para batalhar Suas guerras espirituais hoje nesse mundo
tenebroso. Nossas armas não são carnais, mas espirituais.

- A Igreja é agência missionária para proclamar o Evangelho. A igreja é uma agencia salvadora,
a única instituição na terra com poder espiritual e autorizada por Deus para pregar o Evangelho.

- A Igreja é a casa de oração para todos os povos. A comunidade da oração, amando a


Deus, nos levará a viver uma vida de oração com a comunidade local.

- A Igreja é plantação do Senhor. Lavoura de Deus, onde Ele cerca e espera frutos.

- A Igreja é também edifício de Deus. A fundação e a estrutura desse edifício estão em


Cristo. Devemos amar a Igreja como construção do Senhor.

- A igreja é rebanho de Cristo. O nosso bom Pastor é Cristo e somos ovelhas do seu pasto-
reio.

Pergunte-se: meu amor por Deus é reconhecido pela e na Sua Igreja?

104 Amando a Deus


Semana | 51

O DEUS MISSIONÁRIO.

“Deus amou o mundo de tal maneiro, que deu Seu Filho Unigênito...”
(João 3:16).

E
m Gênesis 3. 9 notamos que Deus foi em direção ao homem, para en-
contrá-lo. Depois, o mesmo Deus explica a situação pecadora e as
consequências advindas da desobediência (versículos 11-24). Ele
também mostra a saída em Gn 3:15! Deus é o Agente da Salvação.
A missão de salvar é Dele e não nossa! Deus toma iniciativa na Obra Missio-
nária desde o Jardim do Éden. Como notamos no clássico texto de João 3:16,
Ele envia Seu Filho a esse mundo perdido e depois, envia também o Espírito
Santo (João 16:13-15) para aplicar a obra realizada por Cristo por sua Igreja.

Amo realmente a esse Deus que me buscou?

Deus envia ainda outra comunidade para alcançar os pecadores e, agora, nós
estamos envolvidos nisso. Deus quer falar com os pecadores e Ele decidiu fa-
zer isso por meio da Igreja, isto é: VOCÊ! Nós apontamos Mt 28:18-20 e I
Pe 2:9-10 como textos chaves para salientar a obrigação cristã na evangeli-
zação e a conscientização da obra evangelística da Igreja. Isso é verdade. Po-
rém, tais textos apenas dão continuidade do Projeto de Deus desde os primór-
dios do Velho Testamento. A obra missionária é a Obra da Trindade (Is 6:1-11).

Imite esse método simples de Deus em evangelizar: vá ao encontro de pe-


cadores, mostre o pecado e as consequências, depois explique como Deus
solucionará isso EM Cristo (Rm 10:9; 3:23; 6:23; 5:8). Isso precisa impul-
sionar a Igreja urgentemente (Rm 10:14-15). Não podemos ser inúteis, vi-
vendo para nós mesmos, achando que a o local de culto é uma vida cristã fér-
til, frutífera no Reino de Cristo. Não, não é! O campo é o mundo, disse Jesus!

Pergunte-se: tenho produzido muito frutos, conforme João 15:5,


gerando pessoas para Cristo? Ou o meu amor por Ele é tão tímido que não
consigo falar dele para ninguém?

Amo mesmo a alguém que tenho vergonha de dizer para outros que o
amo?

Quero mais pessoas amando a Deus ou o meu amor a Deus basta


para Ele?

106 Amando a Deus


Semana | 52

O DEUS CRUZ.

“Porque decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, Crucifica-
do.” (I Coríntios 2:2)

N
a Cruz de Cristo, o Senhor Nosso Deus fez duas coisas: pune o pecado
e mata o pecador. A Cruz, na doutrina Bíblica, é sinônimo de redenção,
humilhação e renúncia. Antes de prosseguir é bom salientar alguns atri-
butos e funções de Cristo, que morreu na Cruz: A) Cristo é Deus: João
1:1, B) Cristo é Homem: João 1:14, C) Cristo é o Salvador e Senhor: Fl 2:11, D)
Cristo é o Supremo Sacerdote: Hb 4:14-15, E) Cristo é nosso Advogado: 1 Jo 2:1,
F) Cristo é Rei: Ap 19:16, G) Cristo é o Filho de Deus: Lc 1:35. Ele também disse:
Eu sou a luz do mundo: Jo 8:12; Eu sou a vida: Jo 11:25; Eu sou o caminho: Jo 14:6;
Eu sou a verdade: Jo 14:6; Eu sou a ressurreição: Jo 11:25; Eu sou a porta: Jo 10:7,9;
Eu sou o bom pastor: Jo 10:14; Eu sou o pão da vida: Jo 6:48; EU SOU: Jo 8:58!

• Esse Jesus, com todos esses atributos – morreu na Cruz, por mim! Tire o
coletivo, “morreu por nós”, mas pense no individual, “morreu por mim”.

O que se falava de Jesus Cristo quando Ele estava em seu ministério na ter-
ra? Vejamos: Um homem de Deus: Jo 3:2; um homem que lia a Bíblia: Lc 4:4,
16-18; um homem reconhecido: Mt 7:28; um homem simples: Lc 9:58; um ho-
mem humilde: Mt 11:29; um homem que ensinava: Mt 5:1-2; um homem que
exemplificava: Mc 9:35-36; Jo 13:4-5; um homem que orava: Lc 6:12; um homem
que jejuava: Mt 4:2; um homem atencioso: Mc 10:13-16; um homem sensível: Jo
11:35; um homem santo: At 3:13-14; um homem fiel: Jo 13:1; um homem zeloso:
Jo 2:13-17; um homem corajoso: 14:61-62; um homem perdoador: Jo 8:1-11; um
homem sábio: Mc 12:13-17; um homem protetor: Jo 18:8-9; um homem verdadei-
ro: Jo 8:46; um homem intolerante com os pecadores impenitentes: Mt 23:13-36;
um homem tolerante com os pecadores arrependidos: Jo 7:36-50.
Agora leia com profundo amor a Deus, o que a Bíblia nos diz em Gálatas 2:19,20:

“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive
em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus,
que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”.

Amar ao Deus da Cruz significa reconhecer que nossos pecados foram


punidos em Cristo, e que nós morremos com Ele naquela Cruz e a vida que agora
temos será tal como a vida que Cristo teve na terra! Que sublime desafio? Sim,
essa é a nossa permanente busca!

Amando a Deus
Semana | 53

O DEUS QUE ME PERGUNTA: “Você me ama?”


“... Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, você me ama...?”
(João 21:15-17)

Q
uando Jesus falava aos seus discípulos que ele seria entregue à morte e que
todos o abandonariam, o ‘empolgado’ Apóstolo Pedro tomou a palavra e
prometeu que jamais negaria ou abandonaria Jesus. Mas, o Senhor dis-
se que não seria assim, mas que Pedro o negaria. E não apenas uma vez,
mas três vezes. O que aconteceu? A Bíblia diz que Pedro seguia Jesus de longe quan-
do Ele era levado para ser julgado, e que até mesmo praguejou, ao negar que conhecia
Jesus. Quando ele então o fez, avistou Jesus de longe e o galo cantou (Lucas 22:31-34;
54-62). Quando Pedro negou Jesus, diz a Bíblia que Jesus “fixou os olhos em Pedro” e
Pedro se lembrou da palavra de Cristo, saiu daquele ambiente e chorou amargamente.

• Imagine esse olhar fixo de Cristo em Pedro, bem naquele momento? O amoroso
olhar de Cristo, certamente naquele momento foi como uma chama de fogo na cons-
ciência de Pedro.

Pois bem, Jesus foi julgado, espancado e crucificado. Ao terceiro dia ressuscitou. As mu-
lheres foram ao túmulo e encontram um anjo de Deus que disse a elas: “... vão e digam
aos discípulos dele e a Pedro que ele vai adiante de vocês para a Galileia; lá vocês o ve-
rão, como ele disse” (Marcos 16:7). Observe que o nome de Pedro foi citado, dos outros
10 apóstolos não! Havia algo que precisava ser acertado entre o Senhor Jesus e Pedro.

Quando na Galileia, Jesus os encontrou pescando e após comer com eles, Jesus come-
çou fazer algumas perguntas para Pedro. E elas só tinham um teor: ‘Pedro, você me
ama?’. Podemos inferir um pensamento: ‘Depois de me trair Pedro, você me ama?’ E
para cada resposta positiva de Pedro, o Senhor Jesus fazia um pedido – cuide dos meus
cordeiros! Essa era a contrapartida de Cristo para o caso de Pedro: que a primeira coi-
sa que ele fez após pecar foi voltar para seus antigos interesses. Essa é uma das cenas
mais envolventes dos evangelhos, ao tratar do amor de seus discípulos por Jesus. O Se-
nhor está perguntando sobre amor a um apóstolo que há pouco dias atrás o havia negado!

Prezado leitor, depois de avaliarmos as devocionais desse livro, “Amando a Deus”,


pensemos um pouco nesse ponto. E se Jesus Cristo olhasse para você, depois de praticar atos
pecaminosos e te perguntasse: “Você me ama?” Qual seria a sua resposta? Suportaria res-
pondê-Lo? E qual seria a contrapartida de Cristo para sua resposta? O que Ele pediria de você?

Pedro, pela Graça de Deus recuperou-se e Jesus só se preocupou com isso: o quanto Pedro
o amava, apesar de tudo. A Bíblia diz: “Se alguém não ama o Senhor, seja maldito.” (I
Coríntios 16:22); o amor exigido é não menos que de todo coração, de todo entendimento,
de toda alma e toda força. Cristo não aceitará menos que isso! Amemos ao Senhor com a to-
talidade de nossa existência. Nossa única chance é ter uma vida de amor pelo Senhor Jesus.

110 Amando a Deus


ANOTAÇÕES

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