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Integrantes:Integrantes:Integrantes:Integrantes: R.A.s:R.A.s:R.A.s:R.A.s: Douglas França da Silva 2210103635

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R.A.s:R.A.s:R.A.s:R.A.s:

Douglas França da Silva

2210103635

Gabriel Henrique Ramos

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Saulo Barbosa Ramos

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Wanderson Nascimento

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ComunicaçãoComunicaçãoComunicaçãoComunicação SocialSocialSocialSocial –––– PublicidadePublicidadePublicidadePublicidade &&&& PrPropagandaPrPropagandaopagandaopaganda Platão:Platão:Platão:Platão: AAAA RepúblicaRepúblicaRepúblicaRepública (Livro I: Justiça de Platão)

Disciplina: Filosofia

A atividade proposta na disciplina visa à compreensão da Justiça (dikê) entendida não como hodiernamente se entende, como uma distribuição equânime da igualdade, mas como a necessidade de que cada um reconheça o seu lugar na sociedade segundo a natureza das coisas e não tente ocupar o espaço que pertence a outrem.

Orientador: Odair Soares Ferreira

1º.1º.1º.1º. SemestreSemestreSemestreSemestre

Centro Universitário Nove de Julho São Paulo 2.010/01

Livro I: Justiça de Platão De que forma é a justiça melhor que a injustiça?

Livro I: Justiça de Platão

De que forma é a justiça melhor que a injustiça? E quem é mais feliz, o homem justo ou o injusto? Herdeiro e continuador da ética socrática, Platão foi quem, questionou a justiça como a virtude por excelência, seja para o indivíduo seja para a sociedade, desenvolveu a filosofia socrática de que o homem justo é feliz.

Princípio fundamental da ética é a noção de justiça é recorrente nos trabalhos de Platão, que dedicou

à busca da natureza ou definição da justiça um diálogo bastante tenso e certamente o que se tornou

mais justa a sociedade: a República. No primeiro livro da do mesmo, é colocada questão “o que é a

justiça?” para o debate entre Sócrates e seus interlocutores.

Céfalo e Sócrates embarcaram em um extenso diálogo sobre a velhice. (Ao ver de Céfalo: no limiar da velhice os prazeres do corpo sedem lugar ao desejo e ao deleite da conversação, ou seja, a velhice traz a moderação dos sentimentos e a pacificação das paixões). Complementando o argumento o mesmo afirma que ao ficarmos mais velhos tomamos consciência de que logo iremos morrer desta forma surgem o temor e preocupações de assuntos dos quais antes não pensávamos. – Observando o argumento nem todos os homens lidam bem com fato, alguns se tornam aborrecidos e esta causa Céfalo explica que o problema não esta na velhice, mas sim no caráter dos homens. Isto se reflete da seguinte maneira: Uma vez o homem de caráter bom e um equilíbrio espiritual a velhice não serás um fardo, no entanto um homem de caráter mal tanto a sua juventude e sua velhice serão desgostosas.

Todo o processo da tese acima se dá a reflexão que a própria experiência lhe trará, ações cometidas em vida sendo elas justas ou injustas. Sócrates revela-nos o homem de praticas injustas teme as coisas do além, diferente de quem nunca praticou o mal – é ser sensato, aquele que em suas ações nunca precisou enganar ou mentir, mesmo involuntariamente – primeira definição de um homem justo.

Trasímaco, defensor de uma idéia provocativa daquilo que seja a justiça. (De acordo com ele, “a justiça não seria outra coisa senão a conveniência do mais forte”). Seria, pois, direito de quem manda ou governa estabelecer as leis e fazer acontecer segundo seu interesse; e a justiça convencional, isto é, aquilo que o senso comum. Como justo nada mais seria que a obediência dos mais fracos. Com base nessa visão da justiça e do justo, Trasímaco defendia uma inversão dos tradicionais valores de justo e injusto, argumentando, a partir de premissas comumente aceitas como realistas, em favor da superioridade da conduta injusta. Se a justiça consiste na vantagem do mais forte, o prejuízo é próprio daquele que obedece e serve. Os submissos agem em benefício dos mais poderosos tornando-os, com seus serviços, mais felizes e nunca a si mesmos. Na vida cotidiana, o homem justo, seja qual for o negócio em que se envolva, sempre sai perdendo para o injusto, o qual, obviamente, permaneceria sempre em melhores condições, usufruindo maior riqueza e prestígio. É com flagrante desfaçatez que o sofista apresenta a tirania e a vida do tirano como modelos da mais completa injustiça e do máximo de felicidade que esse tipo de injustiça é capaz de proporcionar. (Assim, o tirano, que por arbítrio usurpa, tortura e mata, fazendo os cidadãos seus escravos, não é injuriado por estes, mas invejado e qualificado de feliz por todos quantos souberam que ele cometeu a injustiça completa.). A justiça, o sofista reiterou, é a vantagem do mais forte.

A tese de Trasímaco, que representava uma opinião vigente no tempo de Platão, está em l desacordo

com as crenças mais firmes do autor da República a respeito da justiça. Tais idéias vão sendo postas

e discutidas ao longo do diálogo; mas já nesse primeiro livro a concepção fundamental da justiça

platônica fora introduzida, porém não suficientemente desenvolvida. Para refutar a identificação da

justiça com a vontade e o desígnio do mais forte, Sócrates aduziu uma série de argumentos, que é impossível exporem todos aqui. O mais importante focaliza o fato de que cada coisa possui uma função própria. Seja os instrumentos de trabalho, os animais ou os órgãos dos sentidos, cada um possui uma virtude própria, que o possibilita executar da melhor maneira sua função específica (por exemplo, a afiação da navalha, a visão aguda dos olhos etc.). A alma do homem não escapa à regra. Ela tem uma função, qual seja a vida, e que a permite levar a cabo esta função do modo melhor

possível é a justiça. De sorte que é o homem justo, não o injusto, o

possível é a justiça. De sorte que é o homem justo, não o injusto, o que vive bem e, por isso, é próspero e feliz. Essa idéia não é nenhuma novidade trazida pela República, já foi aventado no diálogo Górgias. Sua importância é capital. Com efeito, Platão, seguindo Sócrates, ofereceu uma concepção de justiça muito diferente das concepções vulgarem e aristocrática. “No lugar de conceber a justiça como um conjunto de convenções sociais que são articuladas e impostas pela e por causa da sociedade como um todo, Sócrates explica a justiça como aquela virtude pela qual qualquer o ser humano será levado ao tipo de vida que maximizará seu maior bem”. Nesse mesmo sentido é oportuno citar ainda W. Jaeger: “O conceito platônico do justo está acima de todas as normas humanas e remonta a sua origem na alma mesma. É na natureza mais íntima desta onde deve ter seu fundamento o que o filósofo chama o justo”. Em resumo, podemos afirmar que a justiça platônica reside, antes de tudo, na alma humana como sua qualidade e o critério do melhor e mais feliz tipo de vida ao homem.

Obs.: Em Platão não encontramos uma definição fechada de justiça. Procuramos na pesquisa de seu livro (A república) para trabalhar esse conceito em base do comportamento humano. O mais próximo de uma definição simplória, mas acadêmica é: Platão analisou como seria o comportamento de um homem justo e de um homem injusto para se chegar a descrever suas virtudes, a fim de determinar uma postura ética que direcione o homem para a conquista da felicidade dentro de suas aptidões constituindo por fim um estado justo e perfeito.