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FAVENI – FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE

CURSO DE ENFERMAGEM ONCOLÓGICA PEDIATRICA 720 HORAS

DENIS FIOREZI – RA 80776

O ENFERMEIRO NO PREVENTIVO ATUANDO NO TRATAMENTO DE


EXTRAVASAMENTO DE QUIMIOTERÁPICOS

THE NURSE IN THE PREVENTIVE ACTING IN THE TREATMENT OF


EXTRAVASIMATION OF CHEMOTHERAPY

SÃO PAULO
2019
FAVENI – FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE
CURSO DE ENFERMAGEM ONCOLÓGICA PEDIATRICA 720 HORAS

DENIS FIOREZI - RA 80776

O ENFERMEIRO NO PREVENTIVO ATUANDO NO TRATAMENTO DE


EXTRAVASAMENTO DE QUIMIOTERÁPICOS

TCC do Curso de PÓS Graduação em


Enfermagem, Oncológica Pediátrica
apresentado a FAVENI Faculdade Venda
Nova do Imigrante, como requisito para a
obtenção do título de Especialista em
Enfermagem Oncológica em Pediatria.

Denis Fiorezi,
Especialista em Formação de Docentes para o
Ensino de Enfermagem em Nível Técnico e
Superior - EAD
Universidade Nove de Julho, UNINOVE,
01156-050, São Paulo, SP.
Especialista em UTI Pediátrica e Neonatal
Universidade Braz Cubas
Mogi das Cruzes, SP
E-mail: denisfiorezi@ig.com.br

SÃO PAULO
2019
RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo uma pesquisa bibliográfica partindo do


pressuposto que neste método o pesquisador observa, registra, faz sua análise e
correlaciona fatos e ou fenômenos, mas não os manipula, não controla as possíveis
variáveis interferentes na ocorrência estudada. Para aqueles que se submetem a
pesquisas há a necessidade de utilizar uma série de conhecimentos teóricos e
práticos, capacidade de manipular as técnicas, conhecerem os métodos e outros
tipos de procedimentos com o objetivo de alcançar resultados para as questões
formuladas. Na apresentação final do documento, tanto para efeito científico como
profissional; envolve abertura de horizonte e a apresentação de diretrizes
fundamentais, que podem contribuir para o desenvolvimento do conhecimento.

Ter uma revisão bibliométrica para se analisar o real motivo desse fenômeno
extravasamento tão prejudicial para o tratamento oncológico em paciente
pediátricos.
Analisar quais são as técnicas e protocolos para o empoderamento do
enfermeiro, para evitar, prevenir e cuidar.

Palavras-chave: – Extravasamento de quimioterápicos – Cuidados em


quimioterapia – Quimioterapia.
Abstract

The present work aimed at a bibliographic research based on the assumption


that in this method the researcher observes, records, analyzes and correlates
facts and / or phenomena, but does not manipulate them, does not control the
possible interfering variables in the studied case. For those who undergo
research, it is necessary to use a series of theoretical and practical
knowledge, ability to manipulate techniques, know the methods and other
types of procedures in order to achieve results for the questions asked. In the
final presentation of the document, both for scientific and professional
purposes; involves the opening of a horizon and the presentation of
fundamental guidelines that can contribute to the development of knowledge.
To have a bibliometric review to analyze the real reason for this
extravasation phenomenon so detrimental to oncological treatment in pediatric
patients.
To analyze the techniques and protocols for nurses' empowerment to
avoid, prevent and care for.

Key words: - Extravasation of chemotherapy - Chemotherapy care -


Chemotherapy.
SUMÁRIO

 INTRODUCÃO....................................................................................................6

 OBEJETIVO......................................................................................................12
 METODOLOGIA...............................................................................................13
 RESULTADOS E DISCURSÃO........................................................................14
 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................18
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................20
1. INTRODUÇÃO

Câncer é o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e


órgãos, estas células dividem-se rapidamente e tendem a ser muito agressivas e
incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos que se espalham por
diversas regiões do corpo (BRASIL, 2014).
Atualmente, observa-se significativo aumento da incidência do câncer em
todos os países. A cada ano, 9 milhões de pessoas são atingidas por tumores
malignos e cerca de 5 milhões em todo o mundo vão a óbito (ADAMI et al., 2001).
Esta doença constitui a terceira causa de morte no Brasil, está somente atrás das
doenças do aparelho circulatório e das causas externas (ANDRADE; SILVA, 2007).
No Brasil, as estimativas para o ano de 2014 foram de aproximadamente 576
mil casos novos de câncer. O câncer de pele do tipo não melanoma foi o mais
incidente na população brasileira (182 mil casos novos), seguido pelos tumores de
próstata (69 mil casos), mama feminina (57 mil casos), cólon e reto (15 mil casos).
Tais estimativas também são válidas para o ano 2015, reforçando a magnitude do
problema do câncer no país (BRASIL, 2014).
Desconsiderando os casos de câncer de pele não melanoma, estimam-se 204
mil de novos casos de câncer para o sexo masculino e 190 mil para o sexo feminino.
Os tipos mais incidentes em homens serão os cânceres de: próstata, pulmão, cólon
e reto, estômago e cavidade oral. Em mulheres, serão de mama, cólon e reto, colo
do útero, pulmão e glândula tireóide (BRASIL, 2014).
O câncer de próstata institui hoje um problema de saúde em nível mundial,
tendo aumentado sua incidência desde a década de 60. Atualmente responde por
cerca de 12% das causas de mortalidade em todo o mundo. É o tipo de câncer mais
comum entre a população masculina brasileira, seguido das neoplasias de pulmão,
estômago, cólon e reto. Devido à maior prevalência em idosos, o câncer de próstata
constitui uma preocupação de saúde muito importante quando se considera o
expressivo aumento da expectativa de vida da população (DINI; KOFF, 2006).
Apesar de ser o tipo mais comum de câncer entre os homens, é também o
mais difícil de ser discutido, limitando suas possibilidades de cuidado. Fatores
socioculturais, incluindo os estereótipos de gênero, crenças e valores que
determinam o que é ser masculino, tem sido marcados como obstáculos na
implementação de práticas de cuidado em saúde. O exame do toque retal, apesar
de ser bastante eficaz quando combinado com o exame de sangue na detecção
precoce do tumor de próstata, ainda é relativamente pouco realizado, possivelmente
por esbarrar em preconceitos relacionados aos estereótipos de gênero (GOMES et
al., 2008).
Entre as mulheres no mundo, o câncer do colo do útero é o segundo mais
comum, responsável por cerca de 471 mil novos casos e aproximadamente 230 mil
mortes anualmente. Sua ocorrência é mais evidente entre 20 a 29 anos,
aumentando o risco principalmente de 45 a 49 anos. Cerca de 80% dos casos novos
são encontrados em estágios avançados. O câncer de mama permanece como o
segundo tipo mais frequente no mundo e o primeiro entre as mulheres. É
considerado um câncer com bom prognóstico, porém, a taxa de mortalidade
continua elevada no Brasil, provavelmente porque seja diagnosticado em estágios
avançados (ANDRADE; SILVA, 2007).
Atualmente, existem várias opções de tratamento para os pacientes com
câncer: cirúrgico, radioterapia e tratamento clínico que envolve quimioterapia,
hormonioterapia, imunoterapia e uso de bloqueadores enzimáticos (ANDRADE;
SILVA, 2007).
A escolha do tratamento depende do tipo de câncer, estágio em que se
encontra seu desenvolvimento e das especificidades celulares do tumor (REIS et al.,
2008).
As metas de tratamento podem incluir a erradicação completa do câncer
(cura), sobrevida prolongada e controle do crescimento das células cancerosas ou
alívio dos sintomas associados à doença (paliativo) (SMELTZER et al., 2011).
O tratamento cirúrgico é o mais ideal e constitui o método de tratamento
frequentemente utilizado. Consiste na extração de tumores sólidos e de suas regiões
adjacentes evitando a propagação regional. A cirurgia pode ser o principal método
de tratamento ou ser profilática, paliativa ou reconstrutora (ANDRADE; SILVA,
2007).
O tratamento com radioterapia utiliza a radiação ionizante, atingindo as
células malignas, impedindo a multiplicação e/ou determinando a morte celular. Seu
objetivo principal é destruir o tecido patológico e ao mesmo tempo preservar o tecido
normal adjacente (BONASSA; EMA, 2005).
Na quimioterapia, são usadas drogas antineoplásicas que interferem no
processo de crescimento e divisão celular na tentativa de destruir as células
tumorais ao interferir com as funções celulares, inclusive a replicação. Podem ser
usadas tanto isoladas como em combinação à cirurgia, radioterapia ou a ambas.
Visam reduzir o tamanho do tumor e avaliar a resposta antineoplásica no período
pré-operatório (quimioterapia neoadjuvante) ou destruir qualquer célula tumoral
remanescente a fim de erradicar micro-metástases no período pós-operatório
(quimioterapia adjuvante). Atualmente, é a modalidade de tratamento que possui
maior incidência de cura de muitos tumores, inclusive os mais avançados, e a que
mais aumenta a sobrevida dos pacientes oncológicos (ANDRADE; SILVA, 2007).
As metas de tratamento com quimioterapia (cura, controle ou paliativo) devem
ser claras porque elas determinarão os medicamentos que serão usados, a
agressividade e o plano de tratamento (ANDRADE; SILVA, 2007).
A utilização de mais de um agente citotóxicos em combinação recebe o nome
de poliquimioterapia. Esta é capaz de retardar o mecanismo de crescimento tumoral
e possibilita melhores respostas ao tratamento. Suas vantagens são o efeito aditivo
que é produzido, a potencialização do efeito terapêutico de uma droga com o uso de
outra, retardo da resistência tumoral, possibilidades de menores doses e diminuição
dos efeitos tóxicos e colaterais (BRITO; LIMA, 2012).
Os quimioterápicos são classificados de acordo com a especificidade no ciclo
celular podendo ser: ciclo celular específico, combate às células que se encontram
em determinada fase do ciclo; e o não específico, que são letais às células em
qualquer fase.
Outra classificação é de acordo com sua estrutura química e função em nível
celular, podendo ser divididos em sete grandes grupos: agentes alquilantes,
antimetabólitos, antibióticos antitumorais, agentes hormonais, alcalóides da vinca,
nitrosuréias e miscelânea (LOTTI et al., 2008).
Embora tenha se mostrado efetiva no tratamento das doenças neoplásicas, a
quimioterapia apresenta vários efeitos colaterais por ser uma modalidade de
tratamento sistêmica onde os agentes antineoplásicos são tóxicos a qualquer tecido
de rápida proliferação, normais ou cancerosos, contudo ainda é considerada
viável devido à rápida e total recuperação dos tecidos sadios frente às células
tumorais (REIS et al., 2008).
Os efeitos adversos dos quimioterápicos são efeitos que englobam qualquer
sintoma, sinal ou doença não favorável, incluindo alterações laboratoriais,
associados ao tratamento. Apresentam frequência e intensidade variadas, de acordo
com as drogas utilizadas, podendo ser divididos em não hematológicos, que incluem
toxicidades gastrointestinais, pulmonares, cardíacos, hepáticos, renais, vesicais,
dermatológicos, disfunções reprodutivas, alterações metabólicas, reações alérgicas
e a fadiga. E as hematológicas, que envolvem leucopenia, anemia, trombocitopenia
e neutropenia febril (ADAMI et al., 2001).
Quanto às toxicidades dermatológicas, estas podem ser locais ou sistêmicas,
as quais estão relacionadas com o aumento da morbidade, o prolongamento do
tempo de internação e a interrupção temporária do tratamento (SCHNEIDER;
PEDROLO, 2011).
Os antineoplásicos são classificados de acordo com a toxicidade
dermatológica local em: vesicantes, irritantes e não-vesicantes. Os agentes irritantes
induzem as reações inflamatórias como dor e queimação e geralmente não
provocam dano tecidual permanente. Os agentes vesicantes, quando depositados
no tecido subcutâneo causam necrose tecidual e dano para os tendões, nervos e
vasos sanguíneos subjacentes (SMELTZER et al., 2011).
Considera-se toxicidade sistêmica dos antineoplásicos: eritema, urticária,
hiperpigmentação, fotossensibilidade, alopecia, alterações nas unhas, etc.
(SCHNEIDER; PEDROLO, 2011).
As vias de administração dos quimioterápicos são: oral, intramuscular,
subcutânea, endovenosa, intra-arterial, intratecal, intraperitoneal, intravesical, intra-
retal e aplicação tópica. A via de administração depende do tipo de agente, dose,
tipo de neoplasia, local e extensão do tumor que será tratado. No que se refere à
absorção e manutenção do nível sérico da droga, a via endovenosa é considerada a
via de administração mais segura. O acesso a esta via pode ser realizado por meio
de punção venosa periférica ou através de cateter de curta ou longa permanência,
de inserção central ou periférica (REIS et al., 2008).
Cuidados especiais devem ser aplicados quando há utilização da via
endovenosa, devido à toxicidade local, vascular e dermatológica causada pelos
quimioterápicos (FRIGATO; HOGA, 2003).
O extravasamento é uma das complicações mais graves decorrentes do
tratamento quimioterápico antineoplásico endovenoso. Definido como o escape
desses quimioterápicos do interior do vaso sanguíneo para os tecidos
circunjacentes, seus efeitos tóxicos locais podem causar ao paciente danos
funcionais e estéticos graves (SCHNEIDER; PEDROLO, 2011).
Entre as causas mais frequentes estão à ruptura do vaso e a posição não
confirmada ou incorreta do cateter venoso (deslocamento). Os fatores que
contribuem para o aumento do risco de extravasamento são punção em veias de
pequeno calibre, local inadequado de punção venosa, quimioterapia prévia no
mesmo vaso, radioterapia prévia no local da punção venosa, fragilidade vascular e
cutânea, desgaste progressivo da rede venosa, linfadenectomia axilar, alterações
nutricionais, neuropatia prévia, confusão mental, agitação motora, vômito, tosse,
entre outros (BRUNO et al., 2014).
Os principais sinais de extravasamento são: redução da velocidade ou
interrupção da infusão do soro; queixa de queimação, dor ou agulhada; edema ou
hiperemia na área da punção venosa; diminuição ou ausência de retorno venoso. A
conduta terapêutica após o extravasamento deve ser imediata, possibilitando um
tratamento específico e eficaz (BRUNO et al., 2014).
Embora não seja muito comum, o extravasamento pode causar estresse
interferindo diretamente na qualidade de vida do paciente, gera estresse na equipe
de enfermagem e pode causar danos irreparáveis ao paciente, pois, a dor no tecido
danificado pode ser classificada de moderada a severa e a necrose e sua extensão
podem atingir o periósteo (ADAMI et al., 2001).
A administração dos quimioterápicos deve ser realizada com eficiência,
segurança e responsabilidade, a fim de, alcançar os objetivos da terapêutica
implementada e assim melhorar o quadro clínico do paciente. São administrados por
enfermeiros capacitados devido à complexidade de administração e necessidade de
conhecimento sobre os cuidados específicos relacionados a cada medicação,
indicação e efeitos colaterais (BRUNO et al., 2014).
A prevenção do extravasamento é uma importante medida, fundamental para
garantir uma boa assistência ao paciente oncológico, visando sua qualidade de vida.
Pode ser realizada mediante conhecimento dos fatores de risco, atuando sobre eles,
incluir ações educativas visando à melhoria do desempenho da equipe de
enfermagem que administram esses fármacos (ADAMI et al., 2001).
A equipe de enfermagem possui importante papel em relação ao
extravasamento, pois é responsável desde a escolha do local de punção venosa,
administração dos quimioterápicos até o tratamento das intercorrências. Para isso,
os profissionais devem ter conhecimento sobre: classificação, toxicidade
dermatológica local, mecanismo de ação dos quimioterápicos, formas de prevenir e
identificar o extravasamento, cuidados, manejo e complicações do extravasamento,
educação e orientação geral dos pacientes (SCHNEIDER; PEDROLO, 2011).
O câncer representa importante causa de mortalidade em todo o mundo. As
estimativas de novos casos no Brasil reforçam a dimensão do problema no país.
Uma das modalidades de tratamento é a quimioterapia, que tem como efeito
adverso o extravasamento, que é o escape de drogas do vaso sanguíneo para os
tecidos circunjacentes e seus efeitos tóxicos locais variam podendo causar dor,
necrose tissular ou descamação do tecido.
A melhor forma de evitar um extravasamento é por meio da prevenção e de
medidas educativas. Destacamos o papel do enfermeiro como educador frente à sua
equipe, família e paciente. Estes devem trabalhar em conjunto com objetivo de
prevenir o extravasamento.
A equipe de enfermagem ocupa papel fundamental no sentido de contribuir
com a melhoria de vida do paciente oncológico, minimizando danos, promovendo a
compreensão da terapêutica utilizada e prestando uma assistência humanizada não
apenas ao paciente como a toda família.
O presente estudo enfocará a toxicidade dermatológica local, um dos
principais e mais preocupantes efeitos colaterais da quimioterapia.
2. OBJETIVO

Descrever as intervenções utilizadas pela equipe de enfermagem na


identificação, prevenção e tratamento de extravasamento de quimioterápicos.
3. METODOLOGIA

Optou-se pelo método de revisão integrativa da literatura, que é uma


estratégia utilizada para identificar as evidências existentes, fundamentando a
prática de saúde nas diferentes especialidades (BEYLA; NICOLL, 1998).
Para elaboração dessa revisão integrativa percorreu-se as seguintes etapas:
identificação do tema e seleção da hipótese de pesquisa, estabelecimento dos
critérios de inclusão/exclusão dos artigos (amostragem), definição das informações a
serem extraídas dos artigos (categorização dos estudos), avaliação e interpretação
dos estudos incluídos, apresentação da revisão integrativa (síntese do
conhecimento) (MENDES et al., 2008).
Elaborou-se a seguinte questão norteadora para revisão: Como a equipe de
enfermagem pode atuar na identificação, prevenção e tratamento do
extravasamento de quimioterápicos?
Para levantamento dos artigos na literatura, realizou-se uma busca nas
seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual em saúde (BVS), Lilacs (Literatura
Latino-Americana em Ciências de Saúde) e Scielo (Scientific Eletronic Library
Online). Para a busca dos textos utilizaram-se as palavras-chaves, seguindo a
estratégia: “extravasamento” and “quimioterapia” and “cuidados de enfermagem”.
Foram incluídos textos publicados em português, produzidos no Brasil, com
textos completos disponíveis online indexados nas referidas bases nos últimos dez
anos (2004-2014). Após a busca foram selecionadas 9 publicações.
Para a análise dos estudos selecionados, desenvolveu-se um formulário de
coleta de dados que permitiu a obtenção de informações de identificação dos
autores, nome do periódico, onde o estudo foi publicado, ano de publicação,
objetivos do estudo, delineamento da pesquisa e principais resultados e conclusões.
A apresentação dos resultados e discussão dos dados obtidos foi feito de
forma descritiva, possibilitando ao leitor a avaliação da aplicabilidade da revisão
integrativa elaborada, de forma a impactar positivamente a prática de Enfermagem,
fornecendo subsídios ao enfermeiro na sua tomada de decisão cotidiana.
Para eliminar possível viés, todos os autores do presente manuscrito
participaram do preenchimento do formulário, buscando um consenso de opiniões.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram selecionados nove artigos, com base nos últimos dez anos
(2004-2014), dos respectivos periódicos Revista Mineira de Enfermagem (2),
Revista de Enfermagem UFPE OnLine (2), Revista Brasileira de
Cancerologia, Revista Brasileira de Enfermagem - REBEN, Ciência Y
Enfermeria, OnLineBrazilianJournalofNursing, Revista Latino Americana de
Enfermagem.
O processo de administração de quimioterápicos é de competência do
enfermeiro devido à alta complexidade de algumas drogas. Deve ser
realizado com eficiência, segurança e responsabilidade para que os
objetivos da terapêutica sejam alcançados e proporcione uma melhora no
quadro clínico do paciente (BRUNO et al.; 2014).
O extravasamento é uma das complicações mais graves decorrentes
do tratamento quimioterápico, assim a equipe de enfermagem necessita de
conhecimento, competência e habilidade técnica para oferecer cuidado
efetivo neste tipo de procedimento (SCHNEIDER; PEDROLO, 2011).
A prevenção é um conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do
extravasamento, contando com um olhar criterioso por parte do enfermeiro;
a identificação é realizada através do reconhecimento de sinais flogísticos e
outros sinais e sintomas apresentados pelo paciente e o tratamento serão
medidas implementadas caso todas as barreiras anteriores falharem.
A prevenção inicia-se através da observação, cooperação por parte
dos pacientes e o reconhecimento dos efeitos das drogas por parte dos
profissionais (SCHNEIDER; PEDROLO, 2011).
Previamente ao procedimento de punção venosa, o local de escolha
deve ser observado. A maioria dos pacientes apresenta condições hígidas
dos vasos sanguíneos e alterações na coloração da pele. Outra pequena
parte apresenta escoriações, descamações cutâneas e turgor diminuído. O
enfermeiro deve registrar tais informações encontradas no prontuário do
paciente (REIS et al.; 2008).
A punção venosa periférica adequada deve oferecer proteção às
articulações, tendões e nervos, pois caso ocorra extravasamento causa
menor dano funcional e anatômico. A ordem de punção recomendada é:
antebraço, dorso da mão, punho e fossa antecubital. O acesso venoso é
considerado inadequado quando são realizadas várias tentativas sem
sucesso tornando as veias esclerosadas e o procedimento doloroso (BRITO;
LIMA, 2012).
É recomendada a utilização de cateter agulhado como dispositivo
mais adequado para prevenir o extravasamento, sendo apropriado para
infusões de curta duração. Não é indicada a utilização do cateter sobre
agulha para infusões mais demoradas, por se tratar de um dispositivo não
metálico e retardar a percepção de pequenos extravasamentos, embora seja
mais resistente ao risco de deslocamento da luz do vaso (BRITO; LIMA,
2012).
Fatores externos associados ao extravasamento: tipo de droga,
volume extravasado, localização anatômica do acidente, técnica de punção,
diluição e velocidade de infusão, alterações nutricionais, confusão mental e
agitação motora (BRITO; LIMA, 2012).
Outras medidas preventivas são recomendas como: evitar punções
próximas às articulações ou proeminências ósseas; punção venosa com
mínimo de trauma, utilizando cateter de baixo calibre; utilização de filmes
transparente para fixação do cateter, possibilitando visualização do trajeto
venoso; padronização da diluição das drogas e velocidade/tempo de infusão;
infundir 5 a 10 ml de soro fisiológico entre as drogas; observar condições do
membro (terapia antineoplásica ou radioterapia prévia, linfadenectomia,
edema, neuropatia periférica, etc.); observar fragilidade da veia; local
inadequado de punção; sequência inadequada de infusão das drogas; testar
veia com solução isotônica; valorizar as queixas do paciente quanto à
ardência e queimação; evitar veias frágeis (dorso da mão, fossa antecubital
e pés) (GOZZO et al.; 2010).
Ainda como forma de prevenção, é importante que os pacientes
sejam orientados sobre os riscos de complicações no tratamento
quimioterápico endovenoso, para que possam relatar qualquer sintoma de
dor, desconforto e queimação no local de acesso venoso. Além das
orientações verbais, é ideal que o paciente também seja orientado por
escrito com informações sobre como proceder em caso de surgimento de
complicações, relacionados ao local onde foram administradas as drogas
quimioterápicas (SCHNEIDER; PEDROLO, 2011).
Os sinais e sintomas do extravasamento são: diminuição ou parada
do fluxo de soro, edema, eritema, hiperemia, queixas do paciente (dor,
queimação ao longo do trajeto venoso, ardência no local da punção,
"agulhada") diminuição ou parada do retorno venoso, resistência durante a
infusão (BRITO; LIMA, 2012).
Alguns quimioterápicos podem ocasionar lesões teciduais imediatas
quando extravasados, enquanto outros são rapidamente inativados sem
ocasionar danos maiores. Os quimioterápicos vesicantes causam dano
tecidual progressivo, levam a irritação severa, com formação de vesículas e
destruição tecidual. Em dias e até semanas após o extravasamento,
formam-se vesículas e úlcera. Há casos em que as lesões progridem e a
necrose chega a atingir tendões, ligamentos, nervos e ossos causando dor
severa e perda funcional (SCHNEIDER; PEDROLO, 2011).
Os quimioterápicos irritantes provocam reações cutâneas menos
intensas, causam irritação tecidual sem levar à necrose provocando reação
inflamatória local (BRUNO et al.; 2014).
A morbidade está relacionada às condições de saúde do paciente,
quantidade da droga extravasada, a sua concentração, a localização do
extravasamento e ao intervalo entre a ocorrência do fato, seu
reconhecimento e tratamento (GOZZO et al.; 2010).
Não basta identificar o extravasamento, é preciso tomar condutas
para que os danos sejam reduzidos. Como primeiro cuidado, deve-se
interromper a infusão do quimioterápico imediatamente e aspirar a droga
extravasada residual pelo dispositivo, o quanto for possível (SCHNEIDER;
PEDROLO, 2011).
Realiza-se aplicação de compressas conforme indicação: compressas
aquecidas são indicadas para as drogas Vincristina, Vinorelbine,
Vindesina,Vinblastina, Etoposídeo e Teniposido por 15 minutos, de 3 a 4
vezes ao dia, durante 24 a 48 horas subsequentes ao evento, avaliando a
resposta do paciente. Enquanto as compressas frias são utilizadas para as
demais drogas, a aplicação no local deverá ser por 15 minutos, de 3 a 4
vezes ao dia, durante 48 horas subsequentes ao evento, avaliando a
resposta do paciente(SCHNEIDER; PEDROLO, 2011).
São medidas importantes: comunicar o médico assim que detectar o
extravasamento; realizar anotação de enfermagem em prontuário
identificando data, hora, local/dispositivo do extravasamento, sequência de
medicamentos, notificação do médico e tratamento da enfermagem;
observar regularmente a presença de eritema, endurecimento necrose ou
queixa de dor local. Recomenda-se fotografar o local extravasado, mediante
autorização do paciente ou familiar, estabelecer um plano de
acompanhamento e cuidados (BRUNO et al.; 2014).
A equipe enfermagem tem maior contato com o paciente oncológico,
sendo responsável pelo cuidado, dando orientações, suporte e sanando
dúvidas durante seu tratamento. O enfermeiro tem papel primordial antes,
durante e após o tratamento quimioterápico, seja na intervenção e
gerenciamento de ações, como no contato direto ao paciente.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo teve como objetivo descrever as intervenções da equipe


de enfermagem identificação, prevenção e tratamento de extravasamento de
quimioterápicos, os quais foram alcançados através de pesquisa científica e revisão
integrativa da literatura sob a perspectiva de evitar ou diminuir a ocorrência de novos
casos de extravasamento.
Com o aumento dos casos de câncer no Brasil nos últimos anos,
consequentemente o tratamento com drogas quimioterápicas vem sendo cada vez
mais utilizadas, pois é a modalidade que possui maior incidência de cura.
Embora efetiva no tratamento contra o câncer, a quimioterapia apresenta
vários efeitos colaterais, onde o extravasamento é o mais grave e merece atenção
especial. Os quimioterápicos são administrados por enfermeiros devidamente
capacitados, porém, espera-se que toda equipe de enfermagem esteja devidamente
preparada para todas as etapas que envolvem essa modalidade de tratamento.
Todos devem receber treinamento adequado que envolve conhecimento
sobre a classificação das drogas antineoplásicas, dos principais sinais e sintomas e
fatores que influenciam na gravidade do extravasamento, cuidados durante a
administração das drogas e das medidas de prevenção do extravasamento, que são
de extrema importância, uma vez que a detecção precoce e a intervenção imediata
no extravasamento são essenciais para reduzir as chances de lesões.
É necessário saber identificar os sinais e sintomas de escape das drogas,
mas não devemos esquecer que as queixas apresentadas pelos pacientes também
são fundamentais. Caso as barreiras anteriores falharem, devemos estabelecer
medidas de tratamento para amenizar lesões ou até mesmo minimizar prejuízos
motores e estéticos.
Contudo, reforçamos que a prevenção é a melhor forma de evitar um
extravasamento. Recomendamos implementar estratégias preventivas, dispor de
equipe especializada, realizar capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais, criar
protocolos de padronização de condutas.
Um profissional sem o devido treinamento irá realizar os procedimentos de
maneira insegura e não consegue oferecer apoio emocional necessário ao paciente.
O paciente e seus familiares devem ser envolvidos no tratamento e trabalhar em
conjunto com a equipe, cujo objetivo também é prevenir o extravasamento.
Desta forma, conclui-se que a atuação da equipe de enfermagem durante a
administração de quimioterápicos é extremamente importante para o paciente, para
a eficácia no tratamento e para a excelência no atendimento prestado.
O enfermeiro especificamente deve ser encorajado a realizar pesquisas
científicas para identificar novas estratégias de prevenção e intervenções mais
efetivas no controle do extravasamento, melhorando a qualidade de vida do paciente
e valorizando seu trabalho.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ADAMI NP, BAPTISTA AR, FONSECA SM, PAIVA DRS. Extravasamento de drogas
antineoplásicas: notificação e cuidados prestados. Revista Brasileira de
Cancerologia. v. 47, n. 2, p. 143-51, 2001.

ANDRADE M.; SILVA S. R. Administração de quimioterápicos: uma proposta de


protocolo de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem. v. 60, n. 3, p. 331-35,
2007.

BEYEA, S.; NICOLL, L.H. Writing an integrative review. AORN J. v. 67, n. 4, p. 877-
80, 1998.

BONASSA, E. M. A.; SANTANA, T. R. Enfermagem em terapêutica oncológica. 3a


ed. São Paulo: Atheneu; 2005.

BRITO, C. D.; LIMA, E. D. R. P. Dispositivo intravascular periférico curto mais seguro


para infusão de quimioterápicos antineoplásicos vesicantes: o que a literatura diz.
Revista Mineira de Enfermagem. v. 16, n. 2, p. 275-279, 2012.

BRUNO, M. L. M.; BARBOSA, I. M.; SALES, D. S.; MENEZES, A. V. B.; GOMES, A.


F.; ALVES, M. D. S. Condutas de enfermagem no extravasamento de
quimioterápicos antineoplásicos: protocolo operacional padrão. Revista de
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Anexo 1 - Quadro Resumo

TÍTULO ANO REVISTA OBJETIVO MÉTODO RESULTADOS CONCLUSÃO


Atualizar o protocolo
de assistência de
Apresentado um protocolo
enfermagem na Clínica O estudo contribuiu para que
Levantamento atualizado de assistência de
Administração de de Ginecologia e os profissionais de
Revista Brasileira bibliográfico - enfermagem em
quimioterápicos: uma Obstetrícia, para enfermagem prestem uma
2007 de Enfermagem Literatura quimioterapia adotado na
proposta de protocolo de pacientes portadoras assistência de melhor
REBEn exploratória e CGO. Introduzidas e/ou
enfermagem de câncer qualidade e com embasamento
analítica modificadas 47 informações a
'ginecológicos científico
partir deste estudo
submetidas à
quimioterapia

Observa-se a necessidade de
capacitação contínua para os
profissionais que manipulam
quimioterápicos, pois somente
com treinamento e observância
Avaliar o conhecimento Estudo quantitativo Os profissionais de
aos normativos que
da equipe de com delineamento enfermagem entrevistados
Avaliação do Conhecimento da regulamentam a administração
enfermagem sobre os transversal, utilizado possuem conhecimentos
Equipe de Enfermagem sobre Revista Brasileira dessas substâncias é que se
2010 riscos ocupacionais questionário com parciais sobre os riscos a
Riscos Ocupacionais na de Cancerologia garantirá a segurança e
durante a perguntas objetivas, que estão expostos durante a
Administração de uniformidade da equipe.
administração de amostra composta administração e descarte de
Quimioterápicos Sugere-se que sejam
quimioterápicos por 27 profissionais quimioterápicos
realizados mais estudos nessa
área, pois são poucos os
artigos publicados, apesar de
ser um tema extremamente
importante
Maior atenção deve ser
dispensada as experiências
Analisar a visão dos 3 categorias emergiram adversas relacionadas a via de
A Visão dos Enfermeiros enfermeiros acerca da evidenciando as principais administração de
Revista Estudo descritivo
acerca dos acessos venosos utilização dos acessos intercorrências relacionadas a quimioterápicos. O enfermeiro
2014 Enfermagem com abordagem
para a a administração da venosos para a acessos venosos para a precisa estar em constante
UFPE On Line qualitativa
quimioterapia administração de administração de educação continuada,
quimioterapia quimioterapia envolvido com pesquisa e
integrado com a equipe de
saúde
O estudo desenvolveu um
Elaborar um protocolo A conduta terapêutica
protocolo operacional padrão -
de procedimento imediata deve seguir
Condutas de Enfermagem POP com o intuito de
operacional protocolo da instituição, daí a
no Extravasamento de Revista de padronizar uma ação referente
padronizado referente Estudo exploratório importância de se estabelecer
Quimioterápicos 2014 Enfermagem ao extravasamento
ao extravasamento de descritivo procedimentos padronizados
Antineoplásicos: Protocolo UFPE On Line quimioterápico, assim
drogas quimioterápicas para uma melhor solução do
Operacional Padrão proporcionando uma qualidade
antineoplásicas problema minimizando os
de assistência a partir de uma
durante sua dados ao paciente
situação específica
administração
A literatura é pobre na
discussão deste tema,
contudo a maioria dos
autores indica o uso de
cateter sobre agulha para as Foi observado que não há
Dispositivo Intravascular infusões mais demoradas de consenso entre os autores
Prevenção da
Periférico Curto mais seguro remE - quimioterápicos vesicantes, quanto à indicação do
ocorrência de Revisão bibliográfica
para infusão de quimioterápicos 2012 Revista com o tempo menor que 24 dispositivo mais seguro para
extravasamento, sistemática
antineoplásicos vesicantes: o Mineira de horas, e o cateter agulhado tal finalidade e conclui-se que
principalmente de
que a literatura diz Enfermagem para terapia de curta duração. vários fatores devem ser
drogas antineoplásicas
Recomendam o uso de considerados para sua
vesicantes
cateter venoso central para escolha
as infusões prolongadas
(acima de 24 horas) dos
quimoterápicos vesicantes

Amostra constituída por 15 A identificação dos efeitos


Verificar a incidência sujeitos sendo 11 mulheres e adversos relacionados à
Efeitos adversos identificados de alterações locais na 4 homens; idade média 55,3 infusão endovenosa periférica
em local de infusão intravenosa Ciência y rede venosa de Estudo observacional anos; a avaliação da pele de quimioterápicos torna
2008
periférica por drogas Enfermeria XIV indivíduos em longitudinal evdenciou que a maioria possível o desenvolvimento de
quimioterápicas tratamento oncológico apresentava pele íntegra no estratégias de assistência de
por quimioterapia sítio da punção antes do enfermagem capazes de
procedimento reduzir e prevenir danos
A amostra foi composta por 9
funcionários de enfermagem
Neste estudo, traz-se a
(33% enfermeiros e 67%
Avaliar o conhecimento importância de um
técnicos de enfermagem).
da equipe de aperfeiçoamento em serviço e
Os sinais e sintomas do
Extravasamento de Dorgas enfermagem de um Pesquisa a elaboração de uma diretriz
remE - extravasamento mais citados
Antineoplásicas: Avaliação do Ambulatório de Exploratória - clínica, a fim de que os
2011 Revista foram edema (89%),
Conhecimento da Equipe de Quimioterapia Adulto descritiva de profissionais identifiquem os
Mineira de hiperemia (78%), dor (67%) e
Enfermagem sobre extravasamento natureza pacientes com maior risco de
Enfermagem queimação/ardor (33%). A
de drogas quantitativa extravasamento, procurando
prevenção do
antineoplásicas evitá-lo, em vez de apenas
extravasamento é uma
tratá-lo após ocorrido
preocupação constante na
prática clínica dos
enfermeiros
Identificar evidências
na literatura científica É de extrema importância que
relacionadas à novos estudos sejam
Prevenção de
prevenção de realizados pelos enfermeiros
Extravasamento por Sete estudos elegíveis
2008 Online Brazilian extravasamento em para que sejam fornecidas
Quimioterapia Antineoplásica: Revisão integrativa apresentaram estratégias de
Journal of pacientes submetidos melhores evidências para
Revisão Integrativa da literatura prevenção relacionadas à
Nursing à infusão endovenosa tomadas de decisões e suporte
avaliação do paciente
de quimoterápico clínico
vesicante

Analisar a ocorrência Observou-se elevado número


De 558 ciclos de
de toxicidade de registro de extravasamento
Toxicidade dermatológica em Coleta de dados quimioterapia foram
dermatológica no serviço, o que constata o
mulher com câncer de mama 2010 Revista Latino secundários nos registrados 152 eventos
provocada por drogas quanto os enfermeiros que
submetidas á quimioterapia Americana de prontuários de adversos, 37 de toxicidade
utilizadas no protocolo atuam nessa área estão
Enfermagem mulheres com dermatológica e desses
de quimioterapia atentos à ocorrência
câncer de mama 20 eram extravasamento,
totalizando 17 mulheres

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