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FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL

DE FORMADORES

MÓDULO II e IX
SIMULAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL E FINAL
MÓD II e IX – SIMULAÇÃO INICIAL E FINAL

Índice
CONTEÚDOS ................................................................................................................................................................ 3

OBJETIVOS ................................................................................................................................................................... 4

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS ............................................................................................................................... 5

1. Simulação pedagógica e Autoscopia ..................................................................................................................... 5

1.1. Autoscopia Inicial e Final ......................................................................................................................... 5

1.2. Etapas da Autoscopia .............................................................................................................................. 5

2. Instrumentos e critérios de avaliação .................................................................................................................... 6

2.1. Plano de sessão da simulação pedagógica inicial e final ........................................................................ 6

2.2. Recursos didáticos aplicados na simulação pedagógica inicial e final .................................................... 7

2.3. Progressão verificada nas simulações pedagógicas quanto ao domínio de desenvolvimento da


formação ............................................................................................................................................................... 8

2.4. Projeto de melhoria .................................................................................................................................. 9

2.5. Autoformação........................................................................................................................................... 9

3. Momentos de uma sessão..................................................................................................................................... 9

3.1. Introdução ................................................................................................................................................ 9

3.2. Desenvolvimento ................................................................................................................................... 10

3.3. Conclusão .............................................................................................................................................. 10

4. Projeto de Intervenção Pedagógica..................................................................................................................... 10

4.1. Conteúdos do projeto ............................................................................................................................. 11

4.2. Avaliação do projeto............................................................................................................................... 12

BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................................................ 13

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CONTEÚDOS

1. Sub-módulo 1: Preparação e Concretização das simulações

1.1. Características da técnica de simulação pedagógica: Conteúdos teórico-práticos sobre as


simulações pedagógicas e preparação das simulações;
1.2. Processo de desenvolvimento das simulações pedagógicas: gravação vídeo do desempenho
de cada formando.

2. Sub-módulo 2: Análise e projeto de melhoria

2.1. Análise e autoanálise dos comportamentos pedagógicos observados (identificação de


aptidões de preparação, desenvolvimento e avaliação de uma sessão de formação);
2.2. Diagnóstico das competências demostradas e a adquirir/melhorar;
2.3. Elaboração de um projeto de melhoria para acompanhamento da progressão das
aprendizagens.

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OBJETIVOS

No final do módulo o formando deverá ser capaz de:

Objetivos gerais:

 Preparar, desenvolver e avaliar sessões de formação;


 Identificar os aspetos pedagógicos considerados mais importantes no processo de ensino-aprendizagem;
 Exercitar competências de análise e de autoanálise relativamente a comportamentos observados no
desenvolvimento de uma sessão de formação.

Objetivos específicos:

 Definir os conceitos de simulação pedagógica e autoscopia;


 Distinguir autoscopia inicial de final;
 Identificar as etapas de uma simulação pedagógica;
o Identificar os instrumentos e critérios de avaliação das autoscopias;
o Reconhecer a importância da avaliação e dos instrumentos de avaliação;
 Descrever as principais aptidões necessárias para a preparação, desenvolvimento e avaliação de uma
sessão de formação;
 Identificar os comportamentos pedagógicos adequados e a adquirir/melhorar
durante o decurso da ação;
 Propor a utilização de estratégias e recursos pedagógicos diferenciados;
 Distinguir os momentos de uma sessão de formação;
 Desenvolver a capacidade de autoanálise/crítica e análise e grupo;
 Conhecer as diferentes fases de construção de um projeto de intervenção pedagógica.

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CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

1. Simulação pedagógica e Autoscopia

O curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores pretende dotar os formandos de competências


psicossociais e técnicas, de forma a serem capazes de desempenhar de um modo eficaz a atividade de
formador.
Ser formador é ser um animador pedagógico consciente dos métodos e das técnicas mais adequadas ao
seu grupo de formação e um exemplo de atitudes e desempenho.

A simulação pedagógica é a realização de uma atividade pedagógica que representa uma situação para
se vivenciar determinados comportamentos. A utilização desta técnica tem como objetivo que os
formados identifiquem as suas principais aptidões, expressas em termos de comportamentos,
indispensáveis na preparação, desenvolvimento e análise de uma sessão de formação e que
desenvolvam ferramentas de autoanálise e de identificação de comportamentos pedagógicos a adquirir e
a melhorar.

A autoscopia é a gravação de uma atividade pedagógica pensada e realizada pelo formando com o intuito
de ser visionada, observada atentamente, autoavaliada e heteroavaliada pelos colegas e pelo formador.

1.1. Autoscopia Inicial e Final


Num curso de formação inicial, a existência de dois momentos distintos e com uma certa distância
permite:

 Treinar competências na área da preparação, animação/desenvolvimento e


análise/avaliação das sessões de formação;
 Desenvolver capacidade de crítica, de síntese e de trabalho de grupo;
 Diagnosticar comportamentos pedagógicos a melhorar.

A Autoscopia Inicial tem a duração entre 15 a 20 minutos, com um tema relacionado com a experiência
profissional e/ou formativa do formando e sem a orientação direta do formador. O formando deverá
planificar, em casa, a sua sessão de formação, valorizando a estrutura de organização e a forma de
apresentação, em vez do conteúdo.

A Autoscopia final realiza-se no final do curso, com a duração entre 15 a 20 minutos, com um tema
relacionado, obrigatoriamente, com a experiência profissional e/ou formativa do formando e com uma
orientação, ao longo de toda a formação, por parte dos formadores, na preparação da sessão e dos
documentos técnico-pedagógicos.

Ao longo da ação de formação, o formando irá desenvolver um projeto de intervenção pedagógica.

1.2. Etapas da Autoscopia


O procedimento da técnica ativa da autoscopia engloba as seguintes etapas:

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 Preparação da autoscopia: corresponde à fase de planeamento, ou seja, ter consciência do


tempo, dos conteúdos programáticos, dos objetivos gerais e específicos, dos métodos e
técnicas pedagógicas, dos recursos a utilizar (apresentação, manual, quadro, fotocópias,
etc.), do momento de avaliação (diagnóstica, formativa e sumativa) com o respetivo
instrumento (tarefa diagnóstica, exercício de aplicação ou de consolidação, teste de
avaliação teórica e prática), e do espaço (sala de formação com a disposição do mobiliário,
dos meios, etc.).
 Processo de desenvolvimento da autoscopia: corresponde aos 15/20minutos facultados
ao formando para ministrar a sua sessão enquanto formador. Todos os formandos
dinamizam, sucessivamente, a sua sessão tendo em conta como público-alvo os restantes
formandos e formador.
 Análise das simulações pedagógicas realizadas e definição de linhas orientadoras para
projetos de melhoria: nesta etapa visualizam-se as gravações das simulações,
nomeadamente os momentos chaves, promovendo um debate de grupo. Cada autoscopia
será objeto de análise por parte do formando que fez a apresentação, dos seus colegas que
colaboram como formandos e do formador que identificará os pontos de sucesso e os pontos
a melhorar, dando dicas para aperfeiçoar o futuro desempenho enquanto formador.

Na autoscopia final poderão ser sugeridos pontos de melhoria e percursos para autoformação. Este
último momento é extremamente importante uma vez que o formador deve reforçar as competências
adquiridas pelo formando, as competências a adquirir e a evolução entre as duas autoscopias.

2. Instrumentos e critérios de avaliação

Um instrumento é um meio de registar uma situação pedagógica, para mais tarde não existirem dúvidas,
nomeadamente, no momento da avaliação: contínua/formativa e sumativa. O formador deve estar sempre
munido de fichas/grelhas elaboradas consoante os objetivos e/ou desempenhos que pretende avaliar.

No caso das autoscopias existem várias fichas/grelhas elaboradas consoante as competências mais
relevantes.

2.1. Plano de sessão da simulação pedagógica inicial e final


Na planificação da sessão de formação, cada formando deverá respeitar os seguintes critérios:

 Estrutura:

• Identificação do tema a tratar, dos conteúdos, da duração prevista (tempo), do


público-alvo e do contexto de ensino-aprendizagem (adequação ao perfil de
entrada dos formandos);

• Definição dos objetivos da sessão ou do módulo e determinação de uma estratégia


pedagógica (métodos e técnicas pedagógicas);

• Descrição dos critérios e das formas de avaliação dos formandos e da sessão,


indicando os instrumentos de avaliação da aprendizagem a aplicar.

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 Materiais de apoio:

• Seleção ou conceção de recursos didáticos adequados à estratégia pedagógica


preconizada;

• Recurso a plataformas colaborativas e de aprendizagem ou comunidades virtuais


como suporte interativo da formação;
• Preparação de instrumentos de avaliação dos formandos e da formação, em
harmonia com os objetivos;

• Sistematização da planificação da sessão ou módulo e os materiais de apoio,


segundo organização lógica e coerente.

Um plano de sessão deve conter os seguintes itens:

 Designação do módulo;
 Público-Alvo;
 Número da sessão;
 Duração da sessão;
 Objetivos gerais;
 Objetivos específicos;
 Conteúdos programáticos (tópicos e sub-tópicos da matéria);
 Métodos e Técnicas Pedagógicas;
 Recursos Técnico-Pedagógicos (equipamento e material com referência à plataforma
colaborativa e de aprendizagem);
 Atividades pedagógicas associadas;
 Avaliação (formas de avaliação e instrumentos).

Na autoscopia inicial, o formando, também, deverá elaborar um plano de sessão (esquema da


autoscopia inicial). Este plano será entregue ao formador. No processo de desenvolvimento da
autoscopia, os formandos irão utilizar o vídeo projetor e computador (apresentação de diapositivos).

2.2. Recursos didáticos aplicados na simulação pedagógica inicial e final


É essencial, tanto na autoscopia inicial como final, cada formando ter em consideração a qualidade dos
recursos:

 Qualidade dos recursos:

• Rigor Técnico: elaboração dos recursos de forma criteriosa e rigorosa, em consonância com o
conteúdo da formação e adequados à estratégia pedagógica definida e aos públicos-alvo;

• Estruturação: conceção dos recursos aplicando os princípios pedagógicos e técnicos,


específicos dos diferentes suportes;
• Criatividade: conceção ou seleção de recursos com inovação, originalidade e aproximação a
modelos reais.

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2.3. Progressão verificada nas simulações pedagógicas quanto ao domínio de


desenvolvimento da formação
O desempenho de cada formando no decorrer da sua prestação enquanto formador será avaliada
respeitando os critérios seguintes:

 Domínio do assunto: segurança das intervenções, criatividade e naturalidade no desenvolvimento


da matéria (enquadramento teórico-prático das propostas de atividade, acessibilidade do discurso,
adequação ao público-alvo, raciocínio lógico e autónomo, capacidade de partilha e argumentação);
 Comunicação dos objetivos: em termos de atividades observáveis e motivadoras, comunicação
das condições de realização e dos critérios de êxito (comunicação oral e escrita, clareza dos
objetivos, adequação aos conteúdos e reforço ao longo da sessão);
 Verificação dos pré-requisitos: verificação constante e individualizada dos pré-requisitos e
utilização de instrumentos de diagnóstico (promoção da descoberta pelo formando, avaliação de
conhecimentos, competências e atitudes, valorização da partilha de experiências, promoção da
motivação e do processo de aprendizagem);
 Adequação dos métodos e técnicas pedagógicas: utilização pertinente e flexível dos métodos e
técnicas pedagógicas, adaptação dos mesmos aos objetivos definidos, ao público-alvo e à situação
de aprendizagem (adaptação ao ritmo e estilo de aprendizagem, diferenciação pedagógica, utilização
de diversos métodos e técnicas como facilitadores da aprendizagem e promoção da autonomia/ação
do formando);
 Motivação: motivação sistemática e diversificada e adesão espontânea de todos os participantes
(valorização dos reforços, facilitação da compreensão – clareza do discurso, objetivos explícitos,
atividades adequadas, recursos, etc., valorização da atenção facultada ao grupo e adequação das
atitudes/comportamentos – entusiasmo e ética);
 Atividades dos participantes: promoção sistemática de atividades criativas, inclusivas e
facilitadoras da aprendizagem e relação pedagógica (atividades adequadas aos conteúdos e público-
alvo, valorização da aprendizagem por descoberta – formando ativo, da avaliação das aprendizagens
alcançadas e do reforço e controlo do tempo);
 Facilitação da estruturação do conteúdo: estruturação explícita, organizada e objetiva do
conteúdo, facilitação da compreensão, retenção e generalização dos saberes e realização de
sínteses parciais e finais (conteúdos adequados aos objetivos – quantidade e qualidade, clareza do
discurso e reformulação, reforço frequente dos objetivos e conteúdos);
 Recursos Didáticos: utilização sistemática e estruturante dos recursos, adaptação dos mesmos a
cada ponto-chave da sessão e criatividade na conceção e seleção dos mesmos – diferenciação
pedagógica (utilização frequente, adequação aos objetivos, conteúdos, público alvo e métodos e
técnicas e valorização do processo de aprendizagem);
 Comportamento físico demonstrado na interação com o grupo: controlo constante do volume e
clareza da voz, dos seus movimentos e das suas intervenções e relacionamento positivo com o
grupo – comunicação nivelada e comportamento físico adequado ao espaço (atitude empática que
facilita a compreensão, clareza e adequação da comunicação verbal e não verbal – discurso,
entoação, projeção de voz, expressão, etc.);
 Moderação das discussões de grupo: moderação de discussões de grupo, promoção da interação
pedagógica, colocação de perguntas e estimulação da discussão e da criatividade dos participantes
(promoção da participação contínua dos formandos, estimulação da descoberta e partilha, promoção
do processo de aprendizagem – atenção, motivação e atuação dos formandos e valorização das
intervenções dos formandos);

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 Autoconfiança: autoconfiança demonstrada na relação pedagógica – muita segurança, calma,


controlo emocional e espírito empreendedor (domínio das reações emocionais e confiança em si,
atitude agradável, empática, disponibilidade e entusiasmo);
 Verificação dos resultados da aprendizagem: verificação dos resultados da aprendizagem
individualmente para cada objetivo da sessão, recurso a autoavaliação sistematicamente (avaliação
da aprendizagem alcançada, individualizada e de acordo com os objetivos e valorização da
autoavaliação e do reforço);
 Comunicação dos resultados de aprendizagem: comunicação individual dos resultados no final da
sessão, partilha das respostas corretas, das estratégias de recuperação e de enriquecimento das
aprendizagens (feedback aos formandos, transmissão correta dos resultados da aprendizagem,
apoio individualizado, reforço e abertura);
 Gestão do tempo: controlo flexível e equilibrado do tempo em função da estratégia traçada e dos
ritmos do público-alvo (tempo adequado aos conteúdos, objetivos e público-alvo – ritmo de
aprendizagem respeitado, divisão do tempo de acordo com os métodos e técnicas, preocupação
demonstrada em relação ao tempo – capacidade de gestão);
 Criatividade pedagógica: criatividade e espírito empreendedor no planeamento da sessão, nos
instrumentos preparados e atividades desenvolvidas (originalidade da planificação, que favorece à
motivação, interação e aprendizagem);
 Planeamento de atividades com recurso a plataformas colaborativas e de aprendizagem –
PCEA: planificação da utilização de PCEA na realização de sessões de trabalho e de comunicação
online (depósito de documentação e promoção de trabalhos de pesquisas online, troca de
documentação e comunicação online).

2.4. Projeto de melhoria


Na autoscopia inicial, através do debate, será elaborado para cada formando um projeto de melhoria pelo
formador, com a colaboração dos formandos. Este projeto servirá para acompanhamento da progressão
das aprendizagens e para contraponto na autoscopia final. Para a elaboração deste projeto serão tidos
em consideração os 16 itens referidos no ponto 2.3..

2.5. Autoformação
Na simulação pedagógica final é comparado o nível de competências pedagógicas adquiridas ao longo
do processo formativo com o nível de desempenho demonstrado no início da ação. Após síntese e
avaliação dos processos formativos vivenciados, serão elaborados percursos para autoformação.

O formador irá, em conjunto com os formados, sugerir pontos de melhoria e percursos de autoformação e
aprendizagem ao longo da vida que poderão ser úteis numa avaliação ao formando.

3. Momentos de uma sessão

Ao longo da simulação pedagógica, nomeadamente da final, o formando deverá ser capaz de respeitar
os três momentos de uma sessão:

3.1. Introdução
Consiste em apresentar-se, apresentar a sessão e os objetivos, testar os prérequisitos, motivar e situar
os formandos, sempre demonstrando domínio do assunto e autoconfiança.

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3.2. Desenvolvimento
Consiste em desenvolver os conteúdos, dinamizar a sessão, motivar os formandos, aplicar vários
métodos e técnicas, realizar um exercício/atividade prática, utilizar vários recursos didáticos, promover a
interação e partilha, utilizar vários recursos didáticos, promover a interação e partilha, esclarecer dúvidas,
reforçar e ter em atenção a sua postura/comportamento.

3.3. Conclusão
Consiste em sintetizar, avaliar as aprendizagens, comunicar os resultados da avaliação, facilitar a
recuperação dos conteúdos e o enriquecimento, reforçar, esclarecer dúvidas e gerir o tempo.

Seguem-se algumas sugestões de comportamentos adequados:

 Enfrentar o medo de falar em público;


 Dominar o assunto;
 Adaptar ao público-alvo (analisar o perfil de entrada dos formandos);
 Elaborar um plano (tema, objetivos, conteúdos, métodos e técnicas, recursos didáticos e
instrumentos/critérios de avaliação);
 Ter um plano B;
 Organizar a sala de formação em U;
 Gerir o tempo;
 Cuidar da imagem;
 Criar empatia com o grupo;
 Comunicar de forma não-verbal;
 Responder objetivamente às perguntas;
 Não ficar sentado em formação;
 Não virar as costas aos formandos;
 Projetar a voz;
 Criar o seu próprio estilo, ser natural, etc.

4. Projeto de Intervenção Pedagógica

A construção deste projeto de intervenção, desenvolvido ao longo de toda a ação de formação e alvo de
reflexão em todos os módulos, é uma mais-valia para o futuro formador, enriquecendo e melhorando as
suas competências ao nível técnico, organizacional, relacional, etc.

O contexto de intervenção atual do Formador é extremamente diversificado podendo este estar afeto a
uma empresa ou atuar «como freelancer», o que exige um conjunto de competências diversificado e
alargado que vai muito além das competências técnico-pedagógicas. Deste modo pretende-se que o
Formador possua um espírito empreendedor, tenha capacidade de iniciativa e criatividade.

Por conseguinte a construção de um projeto de intervenção, desenvolvido no decorrer de toda a ação e


alvo de reflexão em todos os módulos irá, indubitavelmente, enriquecer e desenvolver as competências
do futuro Formador. Assim deverá ser encarado pelos formandos como um investimento que poderá ser
rentabilizado futuramente.

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Neste sentido cada formando deve propor um módulo de formação, a partir do qual constroem o respetivo
plano de formação. Este plano poderá servir de base para a simulação pedagógica final na medida em
que poderão retirar um conteúdo para o qual apresentam um plano de sessão. Obviamente que durante a
realização de todo este trabalho terá o acompanhamento e orientação da equipa formativa.

4.1. Conteúdos do projeto


Ao longo da formação cada, cada formando irá planificar um módulo de formação, percorrendo os
seguintes campos:

 Folha de rosto (designação do módulo de formação, autor e data);

 Índice;

 Introdução (reflexão pessoal: expectativas iniciais e atingidas, conhecimentos, competências e atitudes


adquiridas e evolução no desempenho enquanto formador);

 Enquadramento/fundamentação pedagógica (explicar o ponto de partida do projeto e justificar a


pertinência pedagógica e finalidade, de acordo com o público-alvo e o contexto de formação);

 Público-alvo/Destinatários (definição do perfil de entrada e de saída dos formandos e condições de


acesso);

 Elementos estruturantes (local de realização, data de início e de fim, horário, entidade, área de
formação, modalidade de formação – presencial, etc., forma de organização – modular, etc., e perfil
do(s) formador(es));

 Duração do módulo (duração total do módulo, quantidade de sessões, duração das diferentes sessões
e momentos de cada uma);

 Objetivos gerais e específicos;

 Conteúdos programáticos/de aprendizagem (competências a adquirir);

 Métodos e Técnicas Pedagógicas (estratégias de aprendizagem);

 Atividades pedagógicas/didáticas;

 Recursos técnico-pedagógicos/didáticos;

 Avaliação das aprendizagens e da formação (tipos de avaliação e instrumentos, valorizando a


importância da avaliação);

 Inclusão da possibilidade de utilizar plataformas colaborativas e de aprendizagem para adaptação a


sessões à distância; - Conclusão (reflexão final/análise crítica).

Em anexo a este projeto, deverão constar os seguintes documentos:

 Plano do módulo;

 Plano de sessão (utilizado na simulação pedagógica final);

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 Manual;

 Diapositivos;

 Procedimento (temática, descrição do procedimento, material a

 utilizar e objetivos), enunciado e corrigenda da(s) atividade(s);

 Enunciado e corrigenda do teste de avaliação;

 Grelhas de avaliação (avaliação contínua e da formação – exemplos: Ficha de observação dos


participantes e ficha de avaliação da qualidade da formação);

 Procedimento/planificação da plataforma colaborativa e da aprendizagem.

Este projeto deverá ser entregue no final da formação, na última sessão do módulo 9 – Simulação
Pedagógica Final.

4.2. Avaliação do projeto


O projeto de intervenção pedagógica, também será avaliado respeitando os seguintes critérios:

 Qualidade do projeto:

 Estrutura do projeto: elaboração de um relato bem estruturado, demonstrando capacidade de


análise crítica e de síntese;

 Rigor na apresentação dos instrumentos: elaboração de instrumentos que correspondam ao


assimilado nas diferentes sessões de formação;

 Criatividade: conceção de um trabalho sobre uma temática inovadora e de caráter prospetivo;

 Fundamentação pedagógica: sustentação do projeto através de dados concretos, que responde


às necessidades do público-alvo e do contexto de intervenção;

 Recurso às novas tecnologias: inclusão da possibilidade de utilizar plataformas colaborativas e da


aprendizagem, para adaptação a sessões à distância.

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BIBLIOGRAFIA

 Ensino do Centro da Organização Internacional do Trabalho – A Autoscopia na Formação, Direção


de Serviços de Recursos Formativos, Gabinete de Comunicação – Núcleo de Informação e
Documentação – IEFP, 2006.

 Instituto de Estudos Sociais e Económicos – IESE, Departamento de Formação Profissional /


Centro Nacional de Qualificações de Formadores – Referencial de Formação Pedagógica Inicial
de Formadores. Referenciais de Formação. Instituto do Emprego e Formação Profissional, 2012.

 LOPES; Liliana; PEREIRA, Margarida; Formação Pedagógica Inicial de Formadores, Fundação


para a divulgação das tecnologias da informação, Tipografia Rolo e Filhos II, 2010.

 SILVA, Maria Gabriela ; Autoscopia, Coleção Abordagens Pedagógicas, CNS, 1977

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