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RELATÓRIO PSICOLÓGICO

1. IDENTIFICAÇÃO
Autora: Juliana Silva Correia
CRP: 01/21013
Solicitante: Ricardo
Alexandre Rodrigues
Matrícula: 72.80613
Finalidade: Laboral
2. APRESENTAÇÃO DA DEMANDA
O paciente Ricardo Alexandre Rodrigues foi encaminhado a psicoterapia para auxiliá-lo no
processo de luto que enfrenta de sua ex-companheira.

3. PROCEDIMENTO

O processo psicoterápico iniciou 04 de Agosto de 2020 na clínica AME - Assistência Mental,


localizada no Julio Adnet, no bairro da Asa Sul, em Brasília. Os atendimentos ocorrem às
terças-feira às 16:00, cada sessão tem duração de 40 minutos. Até o presente momento, foram
realizadas 9 sessões, nas quais a paciente compareceu a todas.
Como método de avaliação e acompanhamento, são utilizadas a observação clínica, entrevista
aberta e análise dos relatos trazidos pelo paciente.

4. ANÁLISE

Na primeira sessão foi realizada a entrevista de anamnese, na qual o paciente trouxe relatos
de sua história vida e sobre seu relacionamento e seu processo de luto, que estava
vivenciando. Gonçalves e Bitta (2016) afirmam que o luto é um processo interno que se
desencadeia a partir da perda de algo significativo ou alguém amado. Apesar de doloroso,
porque inclui a percepção da perda, o luto é um processo que visa representar e acomodar
essa perda, portanto, um processo necessário.
Dada a necessidade de enfrentamento o paciente buscou auxílio psicológico por meio do
plano de saúde oferecido pelo seu trabalho. Atualmente o paciente é Terceiro-Sargento da
Polícia Militar do Distrito Federal, dentre a suas atividades laborais o paciente leciona artes
marciais, a atividade física é uma ferramenta importante para ter uma melhor qualidade de
vida, bem como poder exercer todas as atividades laborais.
Nas sessões seguintes foi trabalhado suas redes de apoio e formas de enfrentamento do luto,
em que o paciente apresentou uma rede de apoio com fortes vínculos sociais e afetivos.
Franqueira e Magalhães (2018) afirmam que as fontes primárias de apoio social,
fundamentais em tempos de crise, são parceiros, membros da família, amigos, relações de
trabalho ou escolares, relações comunitárias e de serviço (Franqueira e Magalhães (2018)
apud SLUZKI, 1997). Com base na afirmação do autor pode-se constatar a importância que
se dá a manutenção das redes de apoio, bem como a execução de suas atividades propostas
em seu serviço, pois este irá funcionar de forma efetiva e positiva por fazer parte de uma rede
de apoio saudável ao paciente.
Apesar do processo psicoterápico estar no início, como relatado já anteriormente, o paciente
apresenta uma boa compreensão de si e um excelente engajamento na terapia, apresenta uma
aceitação favorável às estratégias propostas pela terapeutas, demonstra uma boa comunicação
de forma clara e objetiva, bem como pensamentos coerentes com a realidade.
5. CONCLUSÃO
Esse relatório tem o intuito de apresentar parte do trabalho que vem sendo realizado com o
paciente, no qual até o presente momento o paciente não apresenta motivos para restrições
em suas atividades laborais. Como forma de tratamento, a indicação são sessões semanais de
psicoterapia. Desde já coloco me à disposição para maiores esclarecimentos.

Referências
Franqueira A.M.R, Magalhães A.S. Compartilhando a dor: o papel das redes sociais no luto parental. Revista
Pesquisa Qualitativa 2018;6(11):373-89.

Gonçalves, P. C.; Bittar, C.M.L. Estratégias de enfrentamento no luto. Mudanças – Psicologia da Saúde, 24 (1),
Jan.-Jun. 2016. Copyright 2016 pelo Instituto Metodista de Ensino Superior CGC 44.351.146/0001-57.

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