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Instituto Federal de Educação Tecnológica do Estado de São Paulo

Curso Técnico de Eletrônica Integrado ao Médio


Turma 412 – Disciplina PRJ
Docente: Omar Rodrigues Alves
Data: 19/06/2021
Discentes: Armando Mauricio
Caroline Campos Carvalho
Gabriela Lino Castello
Guilherme Henrique Castilho Sanches
Igor Barbosa da Silva
Rafael Ryuta Morita

Introdução do projeto: Sensores

Na eletrônica, um sensor é qualquer componente ou circuito eletrônico


que permita a análise de uma condição do ambiente, podendo ela ser algo
como temperatura ou luminosidade; Os sensores podem ser classificados
como um tipo de transdutor (um componente que transforma um tipo de
energia em outro). [2]
Entretanto, um sensor pode ser definido como um transdutor específico,
que transforma algum tipo de energia (luz, calor, movimento) em energia
elétrica, utilizada para a leitura de alguma condição ou característica do
ambiente. O desenvolvimento de sensores e a sua aplicação trouxe como
consequência inúmeras vantagens ou comodidades para a vida moderna. [2]
Apesar de ser imensa a variedade de sensores eletrônicos, podemos
dividi-los basicamente em dois tipos: sensores analógicos e sensores digitais.
Essa divisão é feita de acordo com a forma a qual o componente responde à
variação da condição. [2]
Os sensores analógicos são os dispositivos mais comuns e são
designados assim, pois, baseiam-se em sinais analógicos. Sinais analógicos
são aqueles que, mesmo limitados entre dois valores de tensão, podem
assumir infinitos valores intermediários. Isso significa que, teoricamente, para
cada nível da condição medida, haverá um nível de tensão correspondente. [2]
Já os sensores digitais baseiam-se em níveis de tensão bem definidos.
Tais níveis de tensão podem ser descritos como Alto (High) ou Baixo (Low), ou
simplesmente “1” e “0”. Ou seja, esses sensores utilizam lógica binária, que é a
base do funcionamento dos sistemas digitais. [2]
Um par óptico, constituído por um emissor e receptor de infravermelho, é
um exemplo de um sensor digital simples, onde apenas dois estados são
possíveis. Se o feixe de infravermelho atinge o receptor, teremos um nível de
tensão baixo. Quando algo bloqueia o caminho do feixe, temos um nível de
tensão alto. [2]
Enquanto um sensor digital simples apenas indica se está acionado ou
não, os modelos mais complexos podem alternar entre várias respostas
distintas respondendo de forma mais elaborada, enviando valores binários mais
complexos. Já em um sensor analógico “ideal”, para a variação de uma
determinada condição, haverá uma variação na mesma proporção de alguma
de suas propriedades, como tensão ou resistência. [2]
A utilização desses sensores num circuito analógico é realizada sem
problemas, porém, quando for necessário monitorá-lo através de algum circuito
digital, como um microcontrolador ou um computador, esses sinais deverão ser
convertidos num sinal digital equivalente. Isso porque o funcionamento desses
sistemas baseia-se em sinais digitais, que podem ser gravados e processados
muito mais facilmente do que os analógicos. [2]
Os sensores resistivos são aqueles que em circuitos comportam-se
como resistores, mas, devido a certas propriedades físicas ou químicas, variam
o valor de sua resistência de acordo com certas características, como
luminosidade ou temperatura. Esses são os modelos mais comuns, dentre os
quais podemos destacar o LDR, o termistor, o sensor de peso e o
potenciômetro. [2]
Além desses sensores, existem também alguns cujo funcionamento é
um pouco mais complexo, pois baseiam-se em outras propriedades e possuem
circuitos internos específicos para gerar um sinal de saída adequado. Dentre
eles, podemos citar o sensor de distância e o sensor de temperatura LM60.
Tais sensores utilizam circuitos integrados para realizar a leitura, mas sua
resposta é em forma de um sinal analógico. [2]
O Sensor PIR (Detector) de Movimento é capaz de detectar movimento
de objetos que exalam calor e que estejam dentro do seu raio de detecção que
alcança até 7 metros. Com o sensor atuando, qualquer objeto (que exala calor)
que se movimentar dentro do seu campo de detecção, fará com que a saída
dele seja ativada. [1]
O corpo humano emite radiação e consequentemente há uma variação
de luz infravermelha, logo, essa variação possibilita que o sensor identifique
movimento dentro do seu raio de detecção. Vale ressaltar que o sensor detecta
movimento e não presença de um corpo, logo, se o corpo permanecer estático
dentro do raio de detecção do sensor é como se não existisse coisa alguma
para ele detectar. [1]
O acoplador (ou isolador) óptico funciona como uma chave baseada em
sinais de luz. Por evitar completamente o contato elétrico entre o circuito
controlador e o circuito controlado, ele pode ser uma boa escolha para interface
entre componentes sensíveis (como o seu Arduino) e circuitos de maior tensão
ou corrente, como a eletricidade AC doméstica, a corrente de toque de um
telefone, um brinquedo com muitas pilhas, etc. [3]
O seu lado de Entrada (que é o que geralmente será conectado ao
Arduino) controla um led localizado dentro do chip. Quando fazemos passar
corrente por esse led interno do chip, ele acende. Nós não podemos ver o led
brilhar, mas a outra parte do chip detecta essa luz, e permite que passe
corrente no circuito localizado no lado de Saída. [3]
Assim, o acoplador óptico permite que um circuito controle outro, mais
ou menos como um transistor ou um relé também permitem. Diferentemente do
transistor e do relé, o acoplador permite evitar completamente o contato elétrico
entre o circuito controlador e o circuito controlado, já que os comandos entre
eles são passados por energia luminosa, dentro do CI. [3]

Sensor LM35

O sensor de temperatura mais popular é o LM35, que é um circuito


integrado parecido com um transistor comum de encapsulamento TO-92 de 3
pinos, mas existe outras versões de encapsulamento, como a TO-220. Ele é
um CI de precisão para graus centígrados, preciso e sensível, além de ser
barato e fácil de encontrar aqui no Brasil. [4]
O LM35 é um sensor de precisão em centígrados e tem uma voltagem
de saída analógica, sua faixa de medição é de -55 º C a +150 º C com uma
precisão de ± 0,5 º C. A tensão de saída é de 10mV / º C, sendo que a sua
saída pode ser conectada diretamente a uma porta de qualquer
microcontrolador. [4]
O LM35 tem um funcionamento básico, para cada 10mV na saída
representa um grau Celsius, então se é medido em sua saída 222 mV, isso
representa que a temperatura é de 22,2°C, partindo deste princípio, qualquer
multímetro pode ser usado como um termômetro de precisão. [4]
Outra característica bem interessante do sensor LM35 é que ele extrai
uma corrente da fonte de apenas 60μA, que em determinadas condições
resulta em um auto aquecimento extremamente baixo, menos de 0.1ºC. Em
aplicações que a precisão é importante, essa variação de temperatura do LM35
deve ser levada em consideração. [4]
Nome do projeto 1: luminária “DURMA BEM”

Questões sobre o projeto 1:

1. Quais os objetivos do projeto?


Resposta: Criar uma luminária que consuma uma quantidade menor de
energia, reduzindo gastos desnecessários com a companhia elétrica. Além
disso, as luzes serão elaboradas com base na psicologia para dar sono ao
usuário e diminuindo as crises de insônia.
2. A qual necessidade o projeto atende?
Resposta: Atende à necessidade de gasto consciente de energia e auxilia nas
crises de insônia.
3. Quem é o potencial cliente?
Resposta: Os potenciais clientes são lojas especializadas em produtos para
dormir.
4. Quem é o potencial patrocinador?
Resposta: O potencial patrocinador é o Instituto do Sono.
5. Quem é o potencial usuário?
Resposta: Pessoas que queiram economizar nos gastos de energia elétrica em
sua residência e tenham dificuldades para dormir.
6. Quem pode avaliar o grau de sucesso ou fracasso desse projeto?
Resposta: Quem pode avaliar o grau de sucesso ou fracasso são neurologistas
e especialistas em eficiência energética.
7. Qual é o funcionamento do projeto?
Resposta: Através de um botão, a pessoa acionará a luminária, mas para
ocorrer o gasto consciente de energia, haverá um sensor de movimento que
aumentará a resistência (fazendo desligar automaticamente) quando a pessoa
parar de se mexer por um longo período.
Em ambos os casos, o usuário poderá escolher, através de botões, qual cor
sua luminária transmitirá: verde (possui efeito calmante), azul (transmite a
tranquilidade) e branco (possui efeito calmante). Além disso, haverá uma chave
para desligamento para caso o usuário queira desligar antes de dormir.
Acrescentando-se que um Arduino controlará os sensores nesse
funcionamento.
8. Qual será a divisão do projeto?
Para melhor eficiência na preparação, haverá seis divisões (a mesma
quantidade de integrantes do grupo), considerando a distância e as precauções
ao COVID-19, em que não é necessária a realização individual do processo,
mas terá a necessidade de uma pessoa ser responsável por cada item:
I. Criação de circuito teórico, através de cálculos e por simulação;
II. Transferência da simulação para um layout de placa e corrosão de
placa;
III. Soldagem da placa;
IV. Programação e gravação do Arduino;
V. Compra de componentes e preparação da carcaça do projeto;
VI. Relatório do projeto.

9. Qual o nível de dificuldade do projeto para os integrantes?


Considerando que já houve algumas aulas de programação, MCP e atividades
envolvendo a criação de PCI, haverá uma certa facilidade de desenvolver o
projeto, embora o grupo não tenha tido um contato direto com sensores de
movimento, logo, se for para distinguir em o grau de dificuldade do projeto,
será: mediano.

Projeto 2 - Sensor de temperatura com Arduino

1. Quais os objetivos do projeto?

Resposta: Criar um circuito eletrônico utilizando um sensor de temperatura, e


que através dessa medição ele diga o estado da qualidade do Ar.
2. A qual necessidade o projeto atende?

Resposta: O projeto pode ser usado como um analisador da qualidade do Ar.


3. Quem é o potencial cliente?

Resposta: Os potenciais clientes são Lojas que dependem de termômetros ou


que trabalham na área termológica, como por exemplo redes de televisão (para
o anúncio do clima e da qualidade do ar).
4. Quem é o potencial usuário?

Resposta: pessoas que que são mais sensíveis as alterações na qualidade do


ar, mas podendo ser adotada por qualquer pessoa.
5. Quem pode avaliar o grau de sucesso ou fracasso desse projeto?
Resposta: Quem pode avaliar o grau de sucesso ou fracasso são de físicos a
climatologistas e entomologistas.
6. Qual é o funcionamento do projeto?

Resposta: O circuito funcionará com o uso de um sensor de temperatura LM35,


por ser um sensor que trabalha com temperaturas entre −55 ° C a + 150 ° C,
além de ser um componente de baixo custo e fácil calibragem e montagem.
O circuito contara com um LCD 16X2, que será responsável por dizer ao
usuário qual a temperatura e a qualidade que ela se encontra.
Neste circuito o Arduino controlará os sensores, e será o responsável por
passar o resultado captado pelo sensor para o LCD.

7. Qual será a divisão do projeto?

Para melhor eficiência na preparação, haverá seis divisões (a mesma


quantidade de integrantes do grupo), considerando a distância e as precauções
ao COVID-19, em que não é necessária a realização individual do processo,
mas terá a necessidade de uma pessoa ser responsável por cada item:
I. Criação de circuito teórico, através de cálculos e por simulação;
II. Transferência da simulação para um layout de placa e corrosão de
placa;
III. Soldagem da placa;
IV. Programação e gravação do Arduino;
V. Compra de componentes e preparação da carcaça do projeto;
VI. Relatório do projeto.

8. Qual o nível de dificuldade do projeto para os integrantes?

O circuito do sensor de temperatura possui uma certa praticidade e facilidade


na montagem, tendo sua maior complexidade na hora da calibragem do
sensor, mas com exceção desse ponto, é um circuito simples para montagem,
com componentes já conhecidos e estudados pelo grupo.

9. Lista de componentes utilizados:

• 1x Arduino
• 1x LCD 16×2;
• 1x Sensor LM35;
• 2x LED’s (para sinalização)
• Jumpers;
• 1x Potenciômetro;
• Placa de circuito integrado ou placa de fenolite
Bibliografia:
1. COMO USAR com Arduino – Sensor PIR (Detector) de Movimento. [S.
l.], 25 jun. 2021. Disponível em:
https://blogmasterwalkershop.com.br/arduino/como-usar-com-arduino-
sensor-pir-detector-de-movimento. Acesso em: 19 jun. 2021.
2. TUTORIAL Aplicações, Funcionamento e Utilização de Sensores. [S. l.],
14 dez. 2006. Disponível em:
https://maxwellbohr.com.br/downloads/robotica/mec1000_kdr5000/tutori
al_eletronica_-_aplicacoes_e_funcionamento_de_sensores.pdf. Acesso
em: 19 jun. 2021.
3. ARDUINO e acoplador óptico: conectando e comandando com o
exemplo básico Blink. [S. l.], 5 jan. 2015. Disponível em: https://br-
arduino.org/2015/01/arduino-e-acoplador-optico-conectando-e-
comandando-com-o-exemplo-basico-blink.html. Acesso em: 19 jun.
2021.
4. SENSOR de temperatura LM35, características e aplicações!. [S. l.], 8
jun. 2013. Disponível em:
https://www.manualdaeletronica.com.br/sensor-temperatura-lm35-
caracteristicas-aplicacoes. Acesso em: 19 jun. 2021.

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