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FACULDADE PITÁGORAS

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO CURRICULAR DE


FISIOTERAPIA HOSPITALAR

São Luís - Ma
2021
ÍTALO MORAES DO NASCIMENTO

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO CURRICULAR DE


FISIOTERAPIA HOSPITALAR

Relatório final apresentado ao curso de


Graduação em Fisioterapia da
Faculdade Pitágoras, para demonstrar
as atividades de Estágio Curricular,
desenvolvidas em campo de estágio
Hospitalar.

Sã Luís - Ma
2021
ÍTALO MORAES DO NASCIMENTO

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO CURRICULAR DE


FISIOTERAPIA HOSPITALAR

_______________________________
Kerla Licá Soares
Preceptor (a) Docente
_____________________________________

Kellem Cristina dos Santos Sousa


Preceptor (a) Docente
_____________________________________

Priscilla Ane dos Santos Rates


Preceptor (a) Docente
_______________________________
Laise Adriane de Moraes Leite Bazola
Preceptora Docente
_____________________________________

Sandra Maia
Supervisora Docente
_____________________________________

Karolina Carneiro
Supervisora Docente

Data:___/___/___
Nota: _____
RESUMO

O relatório de estágio supervisionado em unidade hospitalar apresentado no


10° período de Fisioterapia da Faculdade Pitágoras, campos de São Luís - MA.
Aqui estão contidas todas as informações que foram ocorridas referentes ao
ano letivo 2021. O objetivo principal descrever sobre toda convivência que
passamos pelos hospitais, que compreendiam as áreas de enfermaria, unidade
de terapia intensiva neonatal e adulto e enfermaria em traumatologia. A divisão
do relatório é em três partes onde a primeira se faz a apresentação dos
hospitais e campos de estágio, a segunda parte onde é encontrada toda a
descrição da atuação no estágio hospitalar, as atividades realizadas,
atendimentos, experiências e a estrutura dos hospitais. A terceira e última parte
é onde exemplificamos o que foi aprendido durante o período do estágio
hospitalar.

Palavras-chave: Estágio. Fisioterapia. Hospitalar.


IDENTIFICAÇÃO

Estágiario (a):
Ítalo Moraes do Nascimento
Fisioterapia – 10° Período – Vespertino – Turma 2017.1
Estágio Supervisionado de: 17/11/2021 com término em 20/05/2022. Carga
Horária de quatro horas diárias e 20 horas semanais, com total ao final do
semestre de 400 Horas.
Segunda Feira – Sexta Feira (13h às 18:00 horas)

CAMPO DE ESTÁGIO:

Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Maranhão – R. Cantanhede – Jardim


Eldorado, São Luis – MA, 65066-620.
Atuação: Enfermaria.
Preceptora: Kerla Licá Soares
Centro de Saúde Dr. Genésio Rêgo – R. Genésio Rêgo – Monte Castelo, São
Luis – MA, 65025-001.
Atuação: Enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva.
Preceptora: Laise Adriane de Moraes Leite Bazola
Hospital Dr O. Odorico Amaral de Matos – Av. dos Franceses, 113 –
Caratatitua, São Luis, 65036-280.
Atuação: Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.
Preceptora: Kellem Cristina dos Santos Sousa
Procárdio – R. do Apicum, 115 – Centro São Luís – MA, CEP 65075310.
Atuação: Enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva.
Preceptora: Priscilla Ane dos Santos Rates.

Supervisor Docente: Sandra Maia e Karolina Carneiro


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO...........................................................................
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................
2.1 FISIOTERAPIA HOSPITALAR...................................................
2.2 FISIOTERAPIA PEDIÁTRICA....................................................
2.3 FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR.......................................
2.3 FISIOTERAPIA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA........
3. CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO.......................
3.1 HOSPITAL DR. ODORICO AMARAL DE MATTOS...................
3.2 HOSPITAL DE TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA.................
3.3 HOSPITAL PROCÁRDIO..........................................................
3.4 HOSPITAL DR. GENÉSIO RÊGO............................................
4. ESTÁGIO....................................................................................
4.1 CASO CLÍNICO........................................................................
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................
6. REFERÊNCIAS..........................................................................
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1. INTRODUÇÃO

A fisioterapia se faz importante em todos os aspectos de vida e na


unidade hospitalar não poderia ser diferente, a fisioterapia traz ao ambiente de
trabalho a responsabilidade de tornar o paciente o mais independente possível,
mesmo em meio as tantas dificuldades que são enfrentadas dia após dia em
um hospital. Trazendo a questão do atendimento em enfermaria do trauma, os
pacientes se encontram em pós operatório ou pré operatório, onde a
abordagem de cada caso se torna diferenciada, pois cada paciente ali precisa
ser tratado e forma individual e de acordo com o seu diagnóstico médico.

No quesito da Unidade de Terapia Intensiva o cuidado se torna maior


devido a fragilidade do paciente que se encontra internado, muitos deles já
passam de semanas na UTI, o fisioterapeuta nesses casos se torna o
profissional de contato diário com esse paciente, fazendo assim com que ele
consiga ter o melhor atendimento de forma humanizada. Na Unidade de
Terapia Intensiva Neonatal, o cuidado aos pequenos se torna muito importante
e delicado, pois eles estão iniciando sua vida e enfrentando dificuldades que
outras crianças não enfrentaram, o fisioterapeuta nesse aspecto precisa de um
preparo psicológico tanto para o atendimento como também para o convívio
com os pais da criança que já se encontram em situações de estresse máximo.

O fisioterapeuta juntamente com a equipe multidisciplinar trabalham


juntos em prol do bem estar desse paciente internado, pois o paciente embora
internado, sedado e intubado, também sofre do estresse. Pois o corpo humano
é feito para o movimento e naquele momento ele não consegue realizar as
suas atividades. É sempre importante ressaltar o contato humanizado, não
somente com esses pacientes internados, mas, com todos os pacientes que
um dia ainda passarão por nossas mãos. O estágio hospitalar é uma
experiência enriquecedora, onde mostra ao acadêmico a realidade de uma UTI,
enfermaria e UTI neonatal. Saímos tendo a noção do quanto podemos servir a
pessoas que tanto necessitam do nosso atendimento.
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 FISIOTERAPIA HOSPITALAR

Para Ferreira (2017) A fisioterapia surgiu como um auxiliador no


processo de reabilitação das condições de pacientes internados em unidades
hospitalares. O principal objetivo do fisioterapeuta é manter, preservar,
desenvolver e devolver o indivíduo mais independente possível para as suas
atividades de vida diária. A fisioterapia tem como objeto de estudo o movimento
humano e suas desordens, o que possibilita ao fisioterapeuta total liberdade em
realizar diagnóstico físico e funcional.
Segundo Silva (2017) Quando se trata da assistência à saúde, torna-se
de fundamental importância a inserção do fisioterapeuta para o dever
assistencial a esse público pré e pós operatório. O público atendido pelo
fisioterapeuta é composto por diversas especialidades.
Na enfermaria é necessário uma avaliação criteriosa, para que depois o
fisioterapeuta consiga traçar as condutas específicas para cada caso, tem
como principal objetivo prevenir possíveis complicações respiratórias, motoras
que podem ser originadas ou não desde o momento da internação.
(Fisioterapia Hospitalar, 2017).
Para Costa (2020) Os pacientes que se encontram em ambientes
hospitalares estão sempre suscetíveis a algumas complicações, como por
exemplo: pulmonares e musculoesqueléticas por várias causas. A
funcionalidade importante do fisioterapeuta é evitar com que isso aconteça a
esses pacientes.
O fisioterapeuta hospitalar precisa saber efetuar diagnóstico terapêutico,
além de saber interpretar exames e laudos complementares. Identificando
assim as alterações esqueléticas e pulmonares, em algumas situações
hospitalares pode ocorrer a ordenança de procedimentos específicos
(TROTTA, 2020).
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2.2 FISIOTERAPIA PEDIÁTRICA

Segundo Jonhston (2012) O fisioterapeuta é profissional fundamental


para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica. O processo de
atuação inclui desde a avaliação e prevenção de alterações
musculoesqueléticas às intervenções de nível mais complexo como fisioterapia
respiratória, controle de aplicação de gases medicinais, cuidados da ventilação
mecânica pulmonar invasiva e não invasiva, protocolos de desmame e entre
outros.

Para Maia (2016) A intervenção do fisioterapeuta nas Unidades de


Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é recente e tem apresentado condutas de
importância. A portaria 3.432 do Ministério da Saúde, as UTINS tem dado uma
importância maior ao cuidado dos neonatos e devem contar com assistência
fisioterapêutica durante o mínimo de 12 horas por ia, visando que a presença
desse profissional visa diminuir as complicações e o período de internação. A
principal função do fisioterapeuta em uma UTIN é estimular ou promover o
desenvolvimento neuropsicomotor e também melhorar a funções respiratórias
desse paciente.

A área de Neonatologia e Pediatria exige do fisioterapeuta


conhecimentos que lhe permitam atender desde as necessidades mais básicas
a criança, dentre elas a estimulação global, como também as necessidades
específicas como a reeducação respiratória. (LIMA, 2020)

O fisioterapeuta especialista em UTIN visa sempre a promoção e


prevenção de saúde, sempre observando a manutenção a via aérea natural e
artificia quando por ventilação invasiva, auxílio no processo de desmame,
sempre com cuidado necessário para toas as faixas etárias, realização de
extubação sempre após avaliação, realizando de admissão, evolução e alta
terapêutica desses pacientes. O foco do fisioterapeuta é sempre o
desenvolvimento neuropsicomotor da criança através de diversos
procedimentos e fisioterapia, esse desenvolvimento sempre será a prioridade.
(BLOG DA FISIOTERAPIA 2017).
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2.3 FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR

De acordo com Neto (2012) As doenças cardiovasculares tem


importante influência sobre a funcionalidade, os sintomas e a qualidade de vida
dos pacientes, também como os futuros eventos que possivelmente
acometeram essas pessoas, como a morbidade e mortalidade. Elas englobam
um conjunto de afecções do sistema cardíaco, circulatório ou congênito. É
importante ressaltar que os hábitos alimentares, fatores genéticos e defeitos
congênitos vasculares são fatores intrínsecos para o surgimento dessas
doenças.

Segundo Proner (2015) As doenças cardiovasculares e respiratórias são


um problema de saúde pública, visando que são altamente comuns e
apresentam altas taxas de mortalidade. O diagnóstico precoce e a intervenção
adequada podem aumentar a sobrevida como também melhorar a qualidade de
vida desse indivíduo. A assistência fisioterapêutica ocorre dentro do âmbito
hospitalar, valendo ressaltar que muitos desses pacientes que carecem dessa
assistência não a tem como deveriam.

As condutas fisioterapêuticas ao paciente crítico teve início entre as


décadas de 40 e 50 devido à crise de poliomielite. Atualmente os
fisioterapeutas estão cada vez mais presentes nos hospitais e a sua atuação
varia e acordo com cada instituição. (Alves 2015).

A fisioterapia cardiorrespiratória permite reabilitação tanto adulto como


pediátrica em patologias que necessitam de atenção cardíaca e respiratória. É
um conjunto de técnicas e estratégias que são importantes para o sistema
cardíaco, respiratório, vascular e metabólico. Tem como objetivos reduzir
dispneia, expetoração e algia em região torácica. Estimular atividade física e
retornar esse paciente o mais independente possível para a sociedade. (Fisio
Roma 2022)

Para Furtado (2020) A atuação do fisioterapeuta no ambiente hospitalar


é desconhecida por boa parte da sociedade, no entanto ela se torna
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indispensável pois possibilita a diminuição de tempo de internação e causa


melhora nos sistemas musculoesqueléticos e cardiorrespiratório.

2.4 FISIOTERAPIA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Na unidade de Terapia Intensiva o fisioterapeuta precisa trabalhar


juntamente com a equipe multiprofissional para garantir a melhor assistência ao
paciente, o objetivo é evitar a imobilidade e riscos de adquirir uma complicação
devido ao internamento desse indivíduo. Na UTI se faz necessário aplicação de
técnicas para prevenir e tratar complicações físicas e respiratórias. (Hora a
Facul 2021).

Segundo Silveira (2017) O tratamento adequado para pacientes em


situações de distúrbios clínicos, que precisam a fisioterapia e uma reabilitação
gradativa, é de grande importância que seja acompanhado pela equipe
multidisciplinar. A equipe deve ter uma visão geral do histórico o paciente.
Deve ser realizado um monitoramento sistemático dos sistemas
cardiorrespiratório e neuro-musculo-esquelético.

Mondadori (2016) Para promover uma melhor qualidade de vida aos


pacientes internados na UTI, existe uma obrigação de humanizar o
atendimento, pois há necessidade de um comprometimento com a prevenção,
proteção, cuidado e promoção à saúde. O fisioterapeuta exerce um papel
fundamental neste ambiente de trabalho e além do domínio de técnicas
também deve exercer um bom relacionamento com a equipe de trabalho.

Na unidade de terapia intensiva existe necessidade de uma avaliação


criteriosa que exige o fisioterapeuta uma visão sistêmica do paciente em
algumas peculiaridades, levando em consideração pacientes que são admitidos
na UTI com um quadro já agravado precisando então de intervenção
fisioterapêutica imediata. São diversos que devem ser avaliados nesses casos
para assim assegurar um bom atendimento ao paciente. Vale a pena ressaltar
que ambiente da UTI é instável, estão sujeitos a alterações em diversos
momentos podendo ser elas hemodinâmicas, cardíacas, respiratórias,
neurológicas, ortopédicas e entre outros. (GODIM 2020).
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3. CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO

3.1 HOSPITAL DR. ODORICO AMARAL DE MATTOS

A Área de atuação do estágio hospitalar foi em Enfermaria e UTI


neonatal e pediátrica, onde o processo de atendimento ao RN (recém-nascido)
e a criança se torna um atendimento de atenção redobrada pela fragilidade dos
pacientes. Todo o atendimento era acompanhado pelo preceptor de estágio. O
HC é um hospital com especialidade em atendimentos ao neonato e a criança
e toda a sua equipe multiprofissional é treinada para o atendimento e também
para qualquer intercorrência que venha a surgir no hospital. Tendo em vista
que a mesma necessita ser tratada individualmente.
A Área de atuação do estágio hospitalar foi em Enfermaria e UTI
neonatal e pediátrica, onde o processo de atendimento ao RN (recém-nascido)
e a criança se torna um atendimento de atenção redobrada pela fragilidade dos
pacientes. Todo o atendimento era acompanhado pelo preceptor de estágio. O
HC é um hospital com especialidade em atendimentos ao neonato e a criança
e toda a sua equipe multiprofissional é treinada para o atendimento e também
para qualquer intercorrência que venha a surgir no hospital. Tendo em vista
que a mesma necessita ser tratada individualmente. A importância do Hospital
para a comunidade é de suma relevância pois o atendimento a criança é algo
que necessita de uma atenção especial e é ofertada a essas famílias que
precisam também de uma rede de apoio, pois são momentos delicados que
enfrentam.

O campo de estágio também se torna riquíssimo para o aluno, pois ter


uma experiência de conhecer um pouco o papel da fisioterapia em um hospital
com atendimento infantil é muito proveitoso para o aluno. Conhecer o convívio
de um hospital e entre a equipe multiprofissional também. O setor de estágio foi
realizado tanto em enfermaria quanto em UTI, o Hospital Odorico funciona
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basicamente na mesma linha dos outros hospitais com os postos para


obtenção dos prontuários e na UTI também da mesma forma. Vale ressaltar
que os pacientes desse hostil necessitam de uma atenção maior por serem
mais frágeis e muitos ainda estarem a se desenvolver, devido ao arto
prematuro.

3.2 HOSPITAL DE TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA

O Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Maranhão é um hospital no


qual atende uma grande demanda de pacientes do estado do Maranhão, o
mesmo possui de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Centro Cirúrgico e
Enfermaria. A nossa área hospitalar ocorreu na enfermaria onde a mesma
possuía 16 enfermarias e 1 quarto extra, onde cada enfermaria possui dois
leitos e banheiro, onde os pacientes e seus acompanhantes conseguem
realizar as suas respectivas necessidades.

O atendimento é realizado em pacientes pós e pré cirúrgicos, onde uma


boa parte dos atendimentos são em pacientes idosos e em alguns acidentes
automobilísticos. A fisioterapia é realizada três vezes ao dia e são evoluídos
nos três atendimentos realizados. A enfermaria do HTO possui de um posto,
onde ficam localizados o fisioterapeuta, técnico de enfermagem, enfermeiro (a)
e entre outros profissionais da equipe multidisciplinar, o posto disponibiliza os
prontuários e cardex de cada paciente. O atendimento foi realizado em
enfermaria, onde o preceptor divide os pacientes entre o grupo de estagiários e
logo em seguida atendíamos seguidamente, o atendimento era realizado em
média 20 a 30 minutos dependendo da condição em que encontrávamos o
paciente. Geralmente pacientes idosos não tinham tanta produtividade pelo
período da tarde e algumas vezes quando chegávamos alguns estavam
dormindo, então aguardávamos ou íamos atender outro paciente que estava
prescrito. Alguns deles se encontravam em situação de estresse, devido aos
dias de internação, e então esse atendimento era um pouco mais delicado.

O Campo de estágio tem imensa importância para a comunidade pois


como sabemos e somos noticiados todos os dias as taxas de acidentes
envolvendo motos e carros todos os dias são de grande relevância, o que
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também aumenta as taxas de pessoas fraturadas que necessitam de um


atendimento especializado. O HTO é um hospital de referência no Estado do
Maranhão, fazendo com que assim ele abranja pessoas de todas as cidades
circunvizinhas, aumentando a taxa de procura e muitas as vezes a demora em
atendimentos, pois são muitos casos que acontecem todos os dias.
É muito importante ressaltar que o campo de estágio é de suma
relevância para o aluno, pois é uma experiência enriquecedora, pois já nos
deixa com uma certa experiência em como é o papel do fisioterapeuta em um
ambiente hospitalar. Onde realizamos o estágio foi na enfermaria do Hospital
de Traumatologia, onde atendíamos pacientes de pós e pré cirurgia, tínhamos
as informações necessárias de cada paciente e realizávamos o atendimento
entro as suas limitações. Os atendimentos ocorriam todos os dias no mesmo
horário vespertino e conseguíamos ofertar um bom atendimento para cada
paciente que nos era direcionado, todo atendimento era realizado e logo após
íamos fazer a evolução de cada um.

3.2 HOSPITAL PROCÁRDIO


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3.4 HOSPITAL DR GENÉSIO RÊGO

O hospital Dr. Genésio Rêgo, é um hospital que atende uma importante


demanda de pacientes de diferentes patologias, atendendo tanto em Unidade
de Terapia Intensiva quanto em Enfermaria, possui de duas UTI’s com 10/12
leitos cada uma e duas alas para enfermaria onde cada uma possui um posto
que é composto pela equipe multidisciplinar. O estágio foi realizado em duas
semanas, sendo uma semana em enfermaria e uma semana em UTI, onde
realizávamos os atendimentos em pacientes que eram delegados pelos
professores e sempre era realizado o atendimento dentro das suas condições.

A área de atuação foi em Unidade de Terapia Intensiva e em Enfermaria,


onde os pacientes eram divididos pelo preceptor e logo em seguida se iniciava
o atendimento, o atendimento em UTI era acompanhado pelo preceptor
responsável, onde ele sempre orientava, explicava parâmetros do ventilador e
apresentava alguns casos interessantes. O quadro de pacientes da UTI era
mais de pacientes idosos, que estavam na ventilação invasiva e alguns deles já
estavam entrando em cuidados paliativos, já na enfermaria o quadro de
pacientes eram um pouco mais diferentes, eram pacientes com uma
expectativa de vida maior e assim favorecia o atendimento o fisioterapeuta.

O hospital Genésio Rêgo, é um hospital que é de grande serviço para a


comunidade, não somente em São Luís, mas também para as cidades
próximas, foi um hospital referência na época de pico do covid-19, ainda hoje
ele atende pacientes acometidos pela doença e se fez de grande importância
para a população. Conta com uma equipe de grande empenho profissional, é
uma equipe que acolhe ao estagiário e tem seu trabalho reconhecido por quem
utiliza dos benefícios que o Hospital pode ofertar. Vale acrescentar que é sim
uma experiência enriquecedora para nós que estamos adentrando a vida
profissional.
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4 O ESTÁGIO

17/11/2021 – 26/11/2021
Em 17 de novembro, iniciamos o estágio curricular hospitalar no Hospital
Dr. Odorico de Amaral Matos (Hospital da criança), neste temos a UTI
neonatal/pediátrica, a enfermaria, sala de urgência e emergência, enfermaria
prolongada, entre outros departamentos. A princípio tivemos o acolhimento
onde foi esclarecido as regras básicas do ambiente. Em seguida, a preceptora
Kellem Sousa realizou o atendimento em uma criança de 5 anos de idade com
amiotrofia muscular espinhal (AME), observamos passo a passo do
atendimento de fisioterapia respiratória e motora, demonstrou como
realizaríamos a aspiração traqueal e de vias áreas. Revisamos como a
evolução deveria ser feita, com uma breve aula da preceptora. Nos dias
seguintes, fizemos o atendimento em dupla com a conduta de mobilizações
passivas, manobras de desobstrução e aspiração traqueal aberta e de boca e
nariz. Realizamos o atendimento de uma criança de 5 anos do sexo masculino,
na enfermaria prolongada, em ventilação mecânica e também com diagnostico
de AME. Ao final do campo, houve a apresentação dos estudos de casos com
tema de amiotrofia muscular espinhal (AME), a preceptora fez perguntas sobre
o tema, que incluíam qual medicação era usada na AME, a fisiopatogia da
doença, o padrão respiratório desses pacientes, entre outras. Logo após,
tivemos uma aula de ventilação mecânica em neonatologia e pediatria e por
fim, observamos a montagem do ventilador mecânico e tentamos montar um
por vez.

29/11/2021 – 10/12/2021
17

Iniciamos o estágio no Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO),


este hospital realiza cirurgias ortopédicas incluindo as de emergência, pré e
pós-operatório de traumas, contém UTI, enfermaria e emergência. A nossa
preceptora neste campo era a Kerla Soares, a princípio nos explicou como
funcionava os atendimentos no local, evolução e prontuário. Logo após, realizei
o primeiro atendimento de uma paciente do sexo feminino no pós-operatório de
fratura do úmero. Nos dias seguintes, além dos atendimentos houve aulas
sobre: manobras de desobstrução brônquica, reexpansão pulmonar,
massagem cardíaca, exames laboratoriais, entre outras. Os atendimentos
eram realizados individualmente, e todos eram de pré e pós-operatório de
cirurgias ortopédicas. No último dia do campo, apresentamos estudos de casos
com base no paciente que realizamos mais atendimentos, com objetivo de
traçar um plano de tratamento de curto, médio e longo prazo. O meu paciente
tinha diagnostico de fratura de tíbia, ocasionada por um acidente de
motocicleta.

18/04/2022 – 29/04/2022
18 de abril de 2022 iniciamos o estágio no hospital do Procárdio, neste
são feitas cirurgias cardíacas, exames laboratoriais, contém uma UTI que tinha
capacidade para 9 pacientes, setor de hemodinâmica (onde era realizado os
exames mais invasivos como o cateterismo), enfermaria, entre outros setores.
A preceptora que nos acompanhou nesse campo chamava-se Priscilla Anne, a
princípio ela comentou sobre o diagnóstico de alguns pacientes que eram
recebidos neste hospital, passo a passo de algumas cirurgias, fez perguntas
sobre parâmetros de normalidade com base no ventilador mecânico e termos
técnicos mais utilizados. Realizamos o primeiro atendimento na UTI, a minha
paciente ainda estava em ventilação mecânica com pós cirúrgicos de
angioplastia, em seguida a preceptora nos orientou sobre o a evolução. No
decorrer dos dias, além dos atendimentos que realizávamos toda tarde,
tivemos aulas sobre gasometria, ventilação mecânica, montagem de ventilador,
exames de imagem para identificar as alterações e interpretamos a alteração
gasométrica de alguns pacientes. Fizemos 2 dias de atendimento na
enfermaria do hospital, com pacientes que aguardavam a cirurgia e alguns que
estavam em pós-operatório. Tivemos a oportunidade de acompanhar passo a
18

passo de uma intubação de emergência na UTI, após isso a preceptora tirou


duvidas e observamos os parâmetros iniciais daquela paciente. No último dia,
realizamos os atendimentos, tivemos uma aula com perguntas, sobre pós-
operatório de cirurgias ortopédicas e tiramos as últimas dúvidas do setor.

09/05/2022- 20/05/2022
Iniciamos neste campo em 09 de maio de 2022, no Hospital Dr. Genésio
Rego, onde havia setor de enfermaria, recepção, uti adulto, emergência, entre
outros setores. Fomos recepcionados pela preceptora Laíse Moraes que iria
nos acompanhar nesse hospital, a princípio tivemos uma aula sobre massagem
cardíaca, intubação e algumas práticas que eram adotadas por alguns
hospitais. Nos dias seguintes, ficamos na enfermaria, atendi pacientes com
pneumonia, cardiopatas, acidente vascular encefálico (AVE), doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC), Insuficiência cardíaca com fração de ejeção
reduzida (ICFER), hemiplégicos e pacientes com hemiparesia, grande parte
dos pacientes também tinham doenças existentes como diabetes e
hipertensão. Nossos atendimentos eram realizados de forma individual,
chegamos a atender 3 pacientes por tarde, cada um. A preceptora também nos
pedia para realizarmos o diagnostico fisioterapêutico dos pacientes que
atendíamos e no decorrer da semana, tivemos aulas sobre a forma correta de
avaliar os pacientes, como avaliar os distúrbios gasométricos e sobre
ventilação mecânica incluindo os parâmetros ventilatórios de admissão. Fiquei
responsável, pela explicação da patologia de ICFER (Insuficiência cardíaca
com fração de ejeção reduzida) para os meus colegas de grupo, a pedidos da
preceptora. Ao fim do estágio, cada um do grupo explicou uma causa da
hipoxemia, falamos também sobre complacência e picos de pressão.
19

4.4 CASO CLÍNICO

HOSPITAL DE TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA DO MARANHÃO


Paciente H.S.S.S, 34 anos, sexo masculino.
Diagnostico: Fratura de Tíbia Direita

QUADRO CLINICO ATUAL: Acordado, cooperativo, estável, afebril, com


limitação funcional em membro inferior direito para flexão e extensão de quadril
e joelho devido a fratura não consolidada. Membro contralateral com
articulações preservadas.
AP: sem ruídos adventícios, SDR e grau e força muscular: 5.

FISIOPATOLOGIA:

OBEJTIVO:

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO:
- Alongamentos
- Exercícios Ativos
- Mobilização Passiva
- Exercícios Ativos Assistidos
- Fisioterapia Respiratória.
20

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estágio hospitalar é uma das maiores e melhores experiências para os


alunos que estão entrando no mercado de trabalho, pois quando vemos na sala
de aula toda a teoria sobre a vivência do hospital se torna diferente quando de
fato estamos ali, vivendo a realidade de um hospital. Foi uma experiência
enriquecedora, de grandes desafios e muito aprendizado. Externo a minha
gratidão por cada preceptor que passou, que ensinou com toda coragem e
vontade e que de forma especial contribuiu para o crescimento profissional de
vários fisioterapeutas.
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REFERÊNCIAS

SILVA. J. C. A., et.al., Atuação do Fisioterapeuta em Enfermaria Hospitalar


no Brasil (Physiotherapist activity in hospital war at Brazil),26 de out. de 2017.

CAVALHEIRO, L, V.; et.al., O que é Fisioterapia Hospitalar? Junho e 2017,


por VOLL Pilates Group.

FURTADO. V. C., et.al., O papel da Fisioterapia no Ambiente Hospitalar


(The Role of Physiotheraoy in The Hospital Environment) – Escola de Belém do
Pará – 2020.

RAPHAEL TROTTA., Fisioterapia Hospitalar: Principais Atividades


Desenvolvidas – 2020.

HORA DA FACUL – O que faz um Fisioterapeuta de Unidade de Terapia


Intensiva (UTI)? – 2021.

TAISA SILVEIRA., Saiba a Importância da Fisioterapia em Unidade de


Terapia Intensiva (UTI). 31-10-2017.
22

MONDADORI. A. G., et.al., Humanização da Fisioterapia em Unidade de


Terapia Intensiva. Adulto: estudo transversal. – PESQUISA ORIGINAL –
Fisioter. Pesqui. 23 (3) – Jul-Sep 2016.

GONDIM. P. A. R. et.al., Fisioterapia em Pacientes na UTI – um revisão


bibliográfica. Pós graduação em Fisioterapia e Terapia Intensiva – Faculdade
Ávila. 2020.

SANTOS. S. N., et.al., Primeira Recomendação Brasileira de Fisioterapia


Respiratória em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal. –
Associação de Medicina Intensiva Brasileira AMIB – 2012.

FRANCISCO EDISON DA SILVA MAIA. A Fisioterapia nas Unidades de


Terapia Intensiva Neonatal. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de
Sorocaba 18 (1), 64-65, 2016.

LIMA. V. K. R., et.al., O papel do fisioterapeuta na UTI Neonatal e


Pediátrica: revisão interativa de literatura. Mostra de Fisioterapia da
Unicatólica 4 (1) 2020.

BLOG DA FISIOTERAPIA., A atuação da Fisioterapia Neonatal e Pediátrica.


VOLL Pilates Group – Junho 23, 2017.
NETO. J. S. M., et.al., Perfil dos Pacientes Atendidos no Setor de
fisioterapia Cardiorrespiratório de uma Clínica de São José do Rio Preto –
SP. Arquivos de Ciências da Saúde (FAMERP) 19, 108-112, 2012.

PRONER. J. A. e SARETTO. C. B., Fisioterapia Cardiorrespiratória:


Implantação de um Serviço Ambulatorial. Joaçaba – Extensão. 2015.

ALVES. A. N., A Importância a Atuação do Fisioterapeuta no Ambiente


Hospitalar. V.16 . 6 (2012) – 2015.

FISIO ROMA. Fisioterapia Cardiorrespiratória. (2022)


23

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