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Ação indenizatória com base no art.

37, §6º, da CF

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA DA FAZENDA


PÚBLICA DA COMARCA DO MUNICÍPIO Y, NO ESTADO X

NOME, PRENOME, nacionalidade, estado civil, profissão, RG nº..., CPF nº..., residente e domiciliada na
rua..., vem, por seu advogado, infra-assinado, com procuração anexa e endereço profissional na rua...,
onde serão encaminhadas as intimações do feito, propor AÇÃO INDENIZATÓRIA SOB O RITO
ORDINÁRIO em face do Município Y, pessoa jurídica de direito público interno, CNPJ nº..., com sede na
rua..., pelos fatos e fundamentos a seguir:

DO CABIMENTO

É cabível a presente ação, com fulcro no Art. 282, e seguintes, do Código de Processo Civil, por se tratar
de situação em que enseja o dever de reparação de dano, com base na responsabilidade civil objetiva do
Estado.

DOS FATOS

DO MÉRITO

Inicialmente, o Art. 37, § 6º, da Constituição Federal, estabelece o dever de indenizar do Poder Público
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiro. Vejamos:

“As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito
de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.”

No mesmo sentido, o Art. 43 do Código Civil determina a responsabilidade objetiva do Estado pelos atos
lesivos dos seus agentes.

A responsabilidade objetiva do Estado caracteriza-se pela não exigência da comprovação de dolo ou


culpa do agente público causador do dano, bastando para isso a comprovação do ato e do nexo de
casualidade para ensejar o dever de indenizar. Esta é a aplicação da teoria da responsabilidade civil
objetiva do Estado.

Na situação apresentada, a omissão do Poder Público, apesar de ter conhecimento das ameaças de
dano, ensejou prejuízo à Autora que se encontrava sob a custódia do Município Réu.

O dano moral, no entanto, restou comprovado uma vez que a Autora, em virtude das facadas perdeu os
movimentos de um braço e ficou inapta para o trabalho, bem como não está mais conseguindo se
relacionar, por medo.

Já os danos materiais decorrem do fato de que a Autora, em virtude das lesões decorrentes do atentado
contra a sua vida, passou vários meses hospitalizada, inclusive tendo que arcar com os custos dos
medicamentos não disponibilizados pelo Ente Público.

Portanto, é devida a indenização por danos morais e materiais sofridos pela Autora, nos termos dos
artigos 944, 949 e 950 do Código Civil, os quais determinam que o valor da indenização é medido pela
extensão do dano.

DOS PEDIDOS

Pelo exposto, requer:

a) a citação do Réu na pessoa do Procurador-Geral do Município para que, querendo, contestar o feito;
b) a condenação do Réu ao pagamento de indenização a título de danos morais e materiais sofridos pela
Autora, valor a ser determinado sob o prudente arbítrio de Vossa Excelência, nos moldes dos artigos 944,
949 e 950 do Código Civil;
3. a produção de todos os meios de provas admitidos em direito e necessários à solução da controvérsia,
inclusive a juntada dos documentos anexos;
4. a condenação do Réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.

Dá-se à causa o valor de R$...


Termos em que pede deferimento.

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