Faculdades Metropolitana Unidas - FMU Campus Liberdade

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS

Trabalho Apresentado Como exigência Projeto Integrado no Curso de Ciências Contábeis Acadêmico: Leandro Messias Alves RA: 547591-7

São Paulo – 2011

SUMÁRIO
DEMOSNTRÇÕES FINANCEIRAS...................................................................04 Conceito................................................................................................................04 Objetivo................................................................................................................04 Demonstrações Contábeis Obrigatórias................................................................04 Complementação às Demonstrações Contábeis....................................................05 1. Apuração do Resultado do Exercício................................................................05 1.1 Conceito......................................................................................................05 1.2 Objetivo da Apuração do Resultado do Exercício......................................05 1.3 Encerramento das contas de resultado........................................................06 1.4 Como se calcula a Apuração do Resultado do Exercício? .........................06 2. Distribuição do Resultado do Exercício............................................................08 2.1 Conceito......................................................................................................08 2.2 Distribuição do Resultado Dividendos.......................................................08 2.3 Reservas de Lucros.....................................................................................09 2.3.1 Reserva legal ...........................................................................................09 2.3.2 Reserva Estatutária..................................................................................09 2.3.3 Reservas para Contingências...................................................................10 2.3.4 Reservas para Expansão..........................................................................10 2.3.5 Reserva de incentivos Fiscais..................................................................11 3. Balanço Patrimonial.........................................................................................11 3.1 Conceito.....................................................................................................11 3.2 Grupos de Contas do Ativo.......................................................................13 3.2.1 Ativo Circulante......................................................................................13 3.2.2 Disponibilidades.....................................................................................13 3.2.3 Direitos a Receber...................................................................................14 3.2.4 Estoques..................................................................................................14 3.2.5 Ativos Especiais e Despesas Antecipadas.............................................15 3.3 Ativo Não-Circulante.................................................................................15 3.3.1 Ativo Realizável a Longo Prazo.............................................................15 3.3.2 Investimentos..........................................................................................15 3.3.3 Imobilizado..............................................................................................16 3.3.4 Intangível................................................................................................16 3.4 Grupos de Contas do Passivo.....................................................................16 3.4.1 Passivo Circulante...................................................................................16 3.4.2 Passivo Não Circulante..........................................................................17 3.5 Grupos de Contas do Patrimônio Líquido.................................................17 3.5.1 Capital Social..........................................................................................17 3.5.2 Reservas de Capital.................................................................................18 3.5.3 Ajustes de Avaliação Patrimonial...........................................................18 3.5.4 Ações ou Quotas em Tesouraria.............................................................18 3.5.5 Reservas de Lucros.................................................................................19

2

3.5.6 Lucros ou Prejuízos Acumulados...........................................................19 4. Demonstração do Resultado do Exercício.....................................................19 4.1 Conceito...................................................................................................19 4.2 Receita Operacional Bruta e Deduções...................................................20 4.3 Custo de Vendas......................................................................................21 4.4 Despesas Operacionais.............................................................................21 4.5 Resultado Não Operacional......................................................................22 4.6 Imposto de Renda/ CSSL.........................................................................22 4.7 Participações.............................................................................................22 5. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados......................................24 5.1 Conceito....................................................................................................24 5.2 Conteúdo e Estrutura................................................................................25 5.3 Exemplificação da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados..25 6. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.....................................26 6.1 Conceito....................................................................................................26 6.2 Importância das Mutações do Patrimônio Líquido...................................27 6.3 Técnicas de Preparação e Modelos de Demonstração...............................27 7. Demonstração do Valor Adicionado.............................................................29 7.1 Conceito....................................................................................................29 7.2 Objetivo e benefícios das informações da DVA......................................29 7.3 Modelo e Técnica de Elaboração.............................................................29 8. Demonstração do Fluxo de Caixa...................................................................33 8.1 Conceito....................................................................................................33 8.2 Objetivo e benefícios das informações dos Fluxos de Caixa ..................33 8.3 Classificação das movimentações de caixa por atividade........................33 8.4 Métodos de elaboração.............................................................................35 9. Relatório da Administração............................................................................36 9.1 Conceito...................................................................................................36 9.2 Composição do Relatório da Administração............................................36 10. Notas Explicativas........................................................................................37 10.1 Conceito.................................................................................................37 10.2 Notas Previstas pela Lei.........................................................................38 11. Parecer dos Auditores..................................................................................41 11.1 Conceito.................................................................................................41 11.2 Tipos de Parecer ....................................................................................41 Referências Bibliográficas.................................................................................44

3

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Conceito
Demonstrações Financeiras é o conjunto de informações que devem ser obrigatoriamente divulgadas, anualmente, pela administração de uma sociedade por ações e representa a sua prestação de contas para os sócios e acionistas. Entre as funções da contabilidade, a de prestar informações ao mercado merece destaque neste trabalho. As entidades têm necessidades de crédito, de atração de investimentos e de manter bom relacionamento com seus colaboradores, parceiros comerciais e mercado de forma geral. O cumprimento dessa função se dá por meio da elaboração e da divulgação das demonstrações contábeis que, além da obrigatoriedade prevista nas legislações civil, comercial, societária, fiscal e do mercado de capitais, a que cada entidade esteja sujeita, deve se pautar pela clareza e transparência das informações e resguardar os interesses dos diversos usuários da contabilidade.

Objetivo
O objetivo das demonstrações financeiras é o de proporcionar informação viável acerca da posição financeira, do desempenho financeiro e dos fluxos de caixa de uma determinada entidade que seja útil nas respectivas tomadas de decisões econômicas, permitindo, simultaneamente, mostrar os resultados da gestão por parte dos gerentes dos recursos que lhes foram confiados e colocados à disposição. Para satisfazer estes objetivos, as demonstrações financeiras proporcionam informação acerca dos ativos, passivos, capital próprio, rendimentos e gastos e outras alterações do capital próprio e ainda acerca dos fluxos de caixa.

Demonstrações Contábeis Obrigatórias
As informações contábeis obrigatórias classificam-se em: a) Balanço Patrimonial; b) Demonstração dos Lucros ou prejuízos acumulados; c) Demonstração do Resultado do Exercício;

4

é necessário que essas contas sejam encerradas para que: ● possa ser conhecido o resultado do exercício. b) Notas Explicativas. acréscimo e diminuição de seu patrimônio líquido. Complementação às Demonstrações Contábeis Como complementações às demonstrações que ajudam na Tomada de decisão destacam-se: a) Relatório da Administração. e) Demonstração do Valor Adicionado (se companhia aberta). Essas receitas e despesas são controladas em contas específicas que. as contas representativas de despesas e receitas. chamadas contas de resultado. 1. Para saber se obteve lucro ou prejuízo. custos e perdas. a contabilidade confronta a receita (vendas) com as despesas. ● esse resultado possa ser apresentado de modo ordenado e de fácil entendimento. respectivamente. seus saldos zerados contra a conta de Apuração de Resultado do Exercício (ARE) e o resultado econômico obtido (lucro ou prejuízo) irá diferenciar o valor do Patrimônio Líquido para mais ou para menos. obrigatoriamente. são de grande volume. 1. Essas contas terão. É importante ressaltar que a confrontação dos saldos dessas contas ocorre em função do consumo de despesas. não importando o encaixe ou o desembolso (recebimento ou pagamento).d) Demonstração do Fluxo de Caixa.2 Objetivo da Apuração do Resultado do Exercício As receitas e despesas de uma empresa representam.1 Conceito: Chamamos de contas de resultado. um ano) a empresa deve apurar o resultado dos seus negócios. em geral. Ao final de cada exercício. c) Parecer dos Auditores. ao final de um período contábil. Apuração do Resultado do Exercício 1. pagos ou incorridos correspondentes a receitas realizadas e rendimentos ganhos no mesmo período de tempo. 5 . A cada exercício social (normalmente.

4 Como se calcula a Apuração do Resultado do Exercício? Para apurar o resultado (lucro ou prejuízo) obtido pela empresa no período. cuja contrapartida seria dada em uma única conta. se for credor.1. portanto. denominada “Resultado do exercício”. Passo: Apurar saldo final das contas de resultado Os valores das despesas. as receitas serão creditadas e as despesas. A diferença entre os débitos e créditos da conta “Resultado do exercício” será: ● lucro. ● prejuízo. se for devedor. isto é. terão sempre saldo devedor. quando incorridas. são levados a débito da conta que representa o gasto correspondente. se o total das receitas for igual ao das despesas. no final do exercício. Conseqüentemente. debitadas na conta “Resultado do exercício”. obterá resultado nulo. Despesas Débito Saldo Devedor Crédito 6 .3 Encerramento das contas de resultado O encerramento das contas de receitas e despesas consiste em fazer um lançamento em todas as contas envolvidas de modo a deixá-las com saldo igual a zero. Confronto entre Receitas e Despesas: Receitas > Despesas = Lucro Receitas < Despesas = Prejuízo 1. é necessário encerrar as contas de resultado (receitas e despesas). Sistemática de apuração do resultado: 1º. Naturalmente. a empresa não terá obtido nem lucro nem prejuízo.

encerrando-a. quando realizadas. Receitas Débito Crédito Saldo Credor Apurados os saldos devedores de todas as contas de despesas e os saldos credores de todas as contas de receitas. portanto.Os valores das receitas. volte acumular valores daquele exercício. ARE ARE Receitas Despesas 90 (48) Receitas Despesas 60 (72) Lucro 42 Prejuízo (12) 7 . O saldo devedor de cada conta de despesa deve ser debitado na conta “Resultado do Exercício” e creditado na própria conta de despesa. Passo: Encerrar todas as contas de receitas e despesas em contrapartida de uma conta transitória denominada “Resultado do exercício”. no período seguinte. terão sempre saldo credor. podemos partir para o 2º passo. no final do exercício. são levados a crédito da conta que representa a geração do recurso. seus saldos precisam ser zerados para que. O saldo credor de cada conta de receita deve ser creditado na conta “Resultado do Exercício” e debitado na própria conta de receita. Mas por que encerrar as contas de resultado? Porque elas servem apenas para apurar o resultado de um período. 2º. encerrando-a.

O dividendo só será distribuído após ter sido efetuado os devidos descontos a favor do estado.1 Conceito: Constituem o patrimônio líquido a Distribuição de Dividendos e as Reservas que podem ser divididas em opcionais. O montante a ser distribuído deverá ser dividido pelo número de ações emitidas pela empresa. salvo algumas exceções. tendo em conta que obriga as sociedades a distribuírem pelo menos 25% dos lucros. a política de dividendos trata-se de uma decisão sobre a dimensão ou a proporção de resultados líquidos apurados num determinado período. que devem ser distribuídos pelos acionistas em vez de haver lugar a reinvestimento na atividade da empresa. As reservas obrigatórias devem ser constituídas independentemente da vontade da administração. Resumindo. Pode-se então optar pelo reinvestimento automático do dividendo para comprar mais ações. Distribuição do Resultado do Exercício 2. anual. facultativas ou obrigatórias. semestral. desde que conste no estatuto da empresa o período determinado. normalmente na mesma proporção em que participam no capital. Todos os acionistas têm direito a receber dividendos. como por exemplo: uma pessoa que detenha ações representativas de 10% do capital social. A formação da reserva está relacionada às características de cada entidade. Os dividendos podem ter periodicidade diversa: mensal.2. de forma a garantir a proporcionalidade da distribuição. etc.. 2. Os Lucros ou Prejuízos Acumulados do Resultado do Exercício são destinados a sua respectiva conta até a destinação do Lucro para as Reservas.2 Distribuição do Resultado Dividendos Dividendos é a parcela do lucro apurado pela empresa. receberá 10% dos lucros totais 8 . que é distribuída aos acionistas por ocasião do encerramento do exercício social (balanço). e pode ocorrer por iniciativa da administração no caso das reservas opcionais ou facultativas. trimestral.

Sua utilização é restrita à compensação de prejuízos e ao aumento do Capital Social. ●Reservas para Contingências. As Reservas de Lucro classificam-se em: ●Reserva legal.3. atingir 30% do Capital Social. É obrigatória para todas as sociedades anônimas é a primeira destinação a ser dada pela Reserva de lucro. ●Reservas para Expansão. são aquelas constituídas a partir do lucro do período. ●Reserva Estatutária.1 Reserva legal Tem como Objetivo assegurar a integridade do Capital Social e dar proteção ao credor. ● Absorver Prejuízos. definidas em lei. 9 .da empresa. 2. e outras visam a integridade ou expansão das atividades da entidade e de suas operações. somado ao montante das Reservas de Capital. 2. ●Facultativo: saldo da Reserva Legal. Algumas dessas reservas têm finalidades específicas.3 Reservas de Lucros Como o próprio nome indica. base de 5% do lucro líquido do exercício (LLE). tem por finalidade assegurar a integridade do Capital Social. são constituídas mediante transferência de parte dos Lucros para a respectiva conta de reserva. sendo que seus limites são: ●Obrigatório: 20% do Capital Social. Pode ser utilizada apenas para: ● Aumentar o Capital Social. ●Reserva de incentivos Fiscais. A mesma sociedade pode pertencer a categorias diferentes e conferir direitos diversos quanto aos dividendos.

tais como: • Geadas ou secas. cujo valor possa ser estimado. mediante segregação de parcela de lucros que seria distribuída como dividendos. que deverá: a) Definir sua finalidade.3. escassez de matéria-prima etc. criações ou estoques nessas áreas. em exercícios futuros. por paralisação temporária etc. • Cheias. ou ainda que dependam desses produtos para suas operações. perdas cíclicas. são registradas como estatutárias apenas as que não estejam já previstas em Lei.3 Reservas para Contingências Representa parte do lucro líquido destinado à formação de reserva com a finalidade de compensar. a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável. gerando prejuízos por perdas de bens. 2. que podem atingir empresas com plantações. Expectativas de paralisações temporárias grandes e extraordinárias devido a substituições anormais de equipamentos.2.3. b) Fixar os critérios para determinar a parcela anual do lucro a ser utilizada. inundações ou outros fenômenos naturais que podem ocorrer em áreas onde se localizam estoques ou instalações da empresa. Essa reserva é também denominada de Reserva Orçamentária ou Reserva 10 . • • Iminência de desapropriação de um imóvel da empresa.2 Reserva Estatutária Constituídas por determinação do Estatuto. visando manter tais recursos na companhia para aplicação em projetos de expansão. c) Estabelecer seu limite máximo. visa dá cobertura a perdas ou prejuízos potenciais ainda não ocorridos.3. Deve-se diferenciar o fato já ocorrido do fato ainda não ocorrido na formação da reserva. Não podem restringir o pagamento do dividendo obrigatório. e distinção da provisão. São exemplos de Reservas para contingências.4 Reservas para Expansão Representa a parcela do lucro líquido da empresa que poderá ser retirada para crescimento da empresa quando prevista em orçamento de capital aprovado em assembléia geral. 2.

o Balanço é representado num mapa com dois lados: do lado esquerdo é representado o Ativo e do lado direito é representado o Passivo e o Capital Próprio. e aquilo que a empresa deve num determinado momento. após transferência para Lucros Acumulados. A constituição da reserva de lucros para expansão não poderá prejudicar a distribuição do dividendo obrigatório. O orçamento que consignar a constituição da reserva de lucros para expansão deverá justificar os motivos de sua constituição e compreenderá todas as fontes de recursos e aplicações de capital.de Retenção de Lucros e igualmente às outra. as subvenções agora transitam pelo Resultado do Exercício e. Porém caso haja dividendos adicionais a serem distribuídos estes darão preferência à constituição desta reserva. Através dele pode-se identificar a saúde financeira e econômica da empresa ao final do Exercício Social ou qualquer outra data prefixada. pois. São Exemplos de Reserva de Incentivos Fiscais: • • • • Devolução de um imposto vinculado a um projeto de investimento. 2. via Lucros Acumulados. O valor devolvido de imposto será reconhecido como Receita. Valor recebido de maneira incondicional (todas as condições foram cumpridas). ou seja. como eram contabilizadas anteriormente.3. será transferido para Reserva. o valor da empresa é dado o nome de Capital Próprio.5 Reserva de incentivos Fiscais Desaparecerão dentre as Reservas de Capital. O Balanço apresenta aquilo que a empresa tem e que pode utilizar na sua atividade. Aquilo que a empresa tem é dado o nome de Passivo.1 Conceito O Balanço Patrimonial é o mais importante relatório gerado pela Contabilidade. a diferença entre o Ativo e o Passivo. a diferença entre o que a empresa tem e o que deve representa o seu valor. Balanço Patrimonial 3. Graficamente. Equação de Equilíbrio Patrimonial: 11 . 3. É. Posteriormente. constituirão a Reserva de Incentivos Fiscais. a principal Demonstração Financeira.

ou seja. ao lado esquerdo da equação de equilíbrio denominamos de ATIVO e ao lado direito denominamos de PASSIVO e PATRIMONIO LÍQUIDO. a diferença entre o que a empresa tem e o que deve representa o seu valor. O Balanço apresenta aquilo que a empresa tem e que pode utilizar na sua atividade.941 de 2009 é a seguinte: 12 .Bens (B) + Direitos (D) = Obrigações (O) + Patrimônio Líquido (PL) O Balanço Patrimonial é dividido em duas colunas. com as alterações da lei nº 11. Graficamente. A estrutura vigente do Balanço Patrimonial de acordo com o art.178 da lei 6.404/76. e aquilo que a empresa deve num determinado momento. a diferença entre o Ativo e o Passivo. Aquilo que a empresa tem é dado o nome de Passivo. o valor da empresa é dado o nome de Capital Próprio. o Balanço é representado num mapa com dois lados: do lado esquerdo é representado o Ativo e do lado direito é representado o Passivo e o Capital Próprio.

no ativo circulante estão às contas que se converteram em dinheiro mais rápido.2 Grupos de Contas do Ativo Compreende os bens. são itens positivos do patrimônio.ATIVO Ativo Circulante Disponibilidades Direitos a Receber Estoques Ativos Especiais e Despesas Antecipadas Ativo Não-Circulante Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado Intangível PASSIVO Passivo circulante Financiamento e Empréstimos Debêntures Fornecedores Arrendamento Mercantil Impostos e Contribuições a Recolher Salários e Férias a Pagar Outras contas a Pagar Passivo Não Circulante Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial Ações ou Quotas em Tesouraria Reservas de Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados 3. capazes de gerar benefícios econômicos futuros. os direitos e as demais aplicações de recursos controlados pela entidade. 13 . trazem benefícios. proporcionam ganho para a empresa. e também as aplicações de recursos das quais a empresa não tenha a intenção de se desfazer nos próximos exercícios. já no ativo não circulante encontram se os direitos da empresa sejam prevista para após o término do exercício social seguinte. originados de eventos ocorridos. As contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nela registrado.

tais contas a receber são representadas por faturas ou Duplicatas em aberto na data do Balanço. consumidos ou vendidos em curto prazo. o saldo de caixa pode estar registrado na empresa em uma ou diversas contas. pela baixa dos estoques e despesas a ela atinentes. e podem realizar empréstimos bancários e utilizar como uma medida da empresa para controle de pagamentos.3. Também existem outras formas de Direitos a receber como os Títulos a receber que são reconhecidos quando as duplicatas a 14 . gerando assim o direito sobre o valor da mercadoria vendida. está diretamente relacionado com as receitas da empresa. Enquanto as Aplicações de Liquidez Imediata são prontamente conversíveis em um montante equivalente em curto prazo. representando um direito a cobrar de seus Clientes. além disso.2 Disponibilidades Disponibilidades são os valores em moeda ou itens que serão transformados nela. pagáveis irrestrita e imediatamente.2. bem como cheques em mãos recibos e ainda não depositados. também denominados como: ●Caixa: Inclui dinheiro. 3.3 Direitos a Receber Originam-se no curso normal das operações da empresa pela venda a prazo de mercadorias ou serviços. Normalmente. Normalmente. valores pendentes e outros). há dois tipos de controles da conta Caixa. devendo ser contabilmente reconhecidas somente por mercadorias vendidas ou por serviços executados. adiantamentos para despesas de viagens e outras despesas. assim o registro de uma conta a receber estejam registrados os custos das vendas.2. vales. dependendo de suas necessidades operacionais e locais de funcionamento. há apenas uma quantia fixa) e caixa flutuante (nesse sistema o saldo da conta Caixa muitas vezes apresenta não só o dinheiro propriamente dito mais. sendo eles fundo fixo (quando normalmente não há problemas de classificação de valores. ●Bancos e Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata: Esses tipos de disponibilidade que muitas empresas utilizam para realizar cobrança bancária de suas duplicatas. cheques recebidos a depositar.

de forma que sua correta determinação no início e no fim do período contábil é essencial para uma apuração adequada do lucro do exercício. pois pode existir a possibilidade de novas comercializações do mesmo ativo. mas a baixa do correspondente custo não é necessariamente reconhecida de forma integral. em processo de produção para venda ou na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no processo de produção ou na prestação de serviços.2.2. mas pela perda da capacidade de gerarem novas receitas. Os estoques são ativos mantidos para venda no curso normal dos negócios.4 Estoques Os Estoques estão intimamente ligados às principais áreas de operação das companhias e envolvem problemas de administração. 15 . No caso de companhias industriais e comerciais. Juros a receber com relação a terceiros relativos a empréstimos feitos a terceiros. 3. principalmente. Cheques em cobrança são aqueles recebidos até a data do balanço. Dividendos a receber quando a empresa tem participações em outras empresas. Os estoques são bens tangíveis ou intangíveis adquiridos ou produzidos pela empresa com objetivo de venda ou utilização própria no curso normal de suas atividades. estão relacionados ao processo de obtenção de receitas e deixam de ser ativos não pela venda. Tem como característica o poder de ser ou não tangíveis. contabilização e. controle. sendo então reconhecida somente uma amortização parcial de seu custo. os estoques representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira.receber não são pagas no prazo e então o cliente renegocia por troca de Notas Promissórias com novos vencimentos. sendo que predominantemente apresentam-se como intangíveis. não implica necessariamente o seu integral consumo. avaliação. 3.5 Ativos Especiais e Despesas Antecipadas Os Ativos especiais são aqueles que geram receita.

etc. riscos e controle desses bens. acionistas ou participantes de lucro da companhia. prédio (em uso).3 Imobilizado São os bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade. em comparação com os demais ativos. motivo pelo qual. significa realização num prazo superior a um ano a partir do próprio Balanço. todavia. de propriedades da empresa. são normalmente apresentadas por seu valor total. o que normalmente. é feita. 3. ferramentas. investimentos em outras sociedades que não tenham caráter permanente. os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte. diretores.2 Investimentos São aplicações que nada tem a ver com a atividade principal da empresa.1 Ativo Realizável a Longo Prazo São as aplicações em direitos que tenham sua realização. deduzidas das depreciações acumuladas em função da vida útil. a longo prazo. que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia. máquinas.3. inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios. obras de arte. pela Lei das Sociedades Anônimas. imóveis para renda. certa ou provável.3 Ativo Não-Circulante São classificáveis no ativo não circulante as contas que tenham uma realização prevista para após o término do exercício social seguinte. no Balanço. 3. equipamentos.3. assim como os derivados de vendas. 16 . terrenos para futura expansão. tem como exemplos: aplicações em títulos mobiliários. como por exemplo. móveis e utensílios. adiantamentos ou empréstimos a sociedade coligadas ou controladas.3. 3. inclusive de incentivos fiscais.As Despesas Antecipadas são as do exercício seguinte e geralmente representa uma parcela não muito significativa. 3.. veículos. instalações.

contas a pagar. financiamentos. ▪Impostos a pagar. fornecedores. impostos a recolher. deduzidas das amortizações acumuladas em função da contribuição que trará a formação do resultado de exercícios futuros. ▪Empréstimos bancários. são os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. empréstimos bancários com vencimento nos próximos 360 dias. ▪Títulos a pagar.1 Passivo Circulante Evidencia todas as obrigações da empresa. impostos a recolher (para o governo). notas promissórias a pagar. títulos a pagar. tais como as marcas e patentes e fundo de comércio adquirido. como duplicatas a pagar. títulos a pagar. São considerados exemplos de passivo circulante: ▪Fornecedores ou duplicatas a pagar. ▪Salários a pagar.2 Passivo Não Circulante Passivo exigível a longo prazo são as dívidas de uma empresa que serão liquidadas com prazo superior a um ano. 3. O passivo exigível trata-se das obrigações com terceiros. inclusive financiamentos para aquisição de bens e direitos do ativo não-circulante. 17 . ▪Encargos sociais a pagar.).4.3. geradas.4. 3. dívidas com fornecedores de mercadorias ou matérias-prima. essas obrigações que normalmente são pagas dentro de um ano: contas a pagar. entre outros. férias.4 Intangível Em Contabilidade “Intangível” é a qualidade de ausência de representação física de um componente do patrimônio face à função por este exeqüível. ainda não pagas.3. 13° salário etc. provisões (despesas incorridas. mas já reconhecidas pela empresa: imposto de renda.

Os grupos de contas do Patrimônio líquido se classificam em Capital Social. mas assim de contribuições de acionistas ou de terceiros para o patrimônio líquido da companhia com o fim de propiciar recursos para o capital (em sentido amplo). 3. sendo que o saldo do ativo deve ser igual ao do passivo. Ajustes de Na avaliação Patrimonial. 3. por exemplo) e credita-se a conta "Capital Social". Reservas de Capital.5 Grupos de Contas do Patrimônio Líquido O Patrimônio Líquido é formado pelo grupo de contas que registra o valor contábil pertencente aos acionistas ou quotistas.2 Reservas de Capital Representam valores recebidos a título de ágio na subscrição. 3. a parcela ainda não realizada. Quando a integralização do capital social é feita em moeda corrente. por dedução.1 Capital Social As contas representativas do Capital Subscrito e. Ações ou cotas em Tesouraria.contribuições a recolher e outras. por não representarem efeitos de seus próprios esforços. que devem ser separadas e classificadas em grupos para elaboração do balanço patrimonial.5. debita-se uma conta específica do ativo imobilizado e credita-se a conta "capital social". que terão seu vencimento 360 dias após a data da publicação do balanço de que fazem parte.5. inclusive contribuições governamentais sob a forma de subvenções por incentivos fiscais. as contas remanescentes são apenas as contas patrimoniais. que ultrapassem a importância destinada à formação do Capital Social. debita-se uma conta específica do ativo circulante (Bancos conta Movimento. Após os ajustes pertinentes e lançamentos de encerramento das contas de resultado. 18 . Reservas de Lucros e Lucros o Prejuízos Acumulados. O capital social representa os valores recebidos pela empresa. Capital a integralizar. pelos seus sócios a integralização do capital poderá ser feita por meio de moeda corrente ou bens e direitos. No caso de integralização de capital mediante conferência de bens. As reservas de capital representam acréscimos efetivos aos ativos da companhia que não foram originados dos lucros auferidos em suas operações.

00 C. a conta ajuste da avaliação patrimonial poderá ter natureza credora ou devedora. Se da operação resultar lucro. 3. etc.000.5. Essas reservas podem ser constituídas por imposição legal (Reserva Legal). 3. À medida que as ações ou quotas forem alienadas.000. esse valor deverá ser debitado na mesma conta de reserva de capital que sustentava as quotas/ações em tesouraria.000. cujo valor contábil é de R$ 6.5 Reservas de Lucros As constituídas pela apropriação de lucros da empresa.4 Ações ou Quotas em Tesouraria As contas representativas de ações ou quotas em tesouraria (ações ou quotas emitidas pela própria empresa e por ela readquiridas) são destacadas como redutoras das contas do Patrimônio Líquido que registram origem de recursos aplicados em sua aquisição. Movimento (Ativo Circulante) R$ 10.3 Ajustes de Avaliação Patrimonial As contas representativas de certas modificações de valor em alguns ativos e passivos que não transitam pelo resultado do período. Bancos Conta. neste caso. tal operação gerará resultados positivos ou negativos e não devem integrar o resultado da empresa. O ajuste da avaliação patrimonial não é reserva. Quotas em Tesouraria (Patrimônio Líquido) R$ 6. por determinação estatutária 19 .00.00 C. pois não passou pelo resultado e como um valor justo. deverá ser registrado a crédito de uma reserva de capital.5.00. como ganhos e perdas por variação cambial de investimentos societários no exterior.000. ajustes a valor justos de alguns instrumentos financeiros. redutora do patrimônio líquido. Diferente da reserva de reavaliação. Ágio na Venda de Quotas de Capital (Reserva de Capital – Patrimônio Líquido) R$ 4. Se ocorrer prejuízo.00.3. por R$ 10.5. Exemplo: Venda de quotas em tesouraria. D.000.

através do confronto das receitas.5. 4.6 Lucros ou Prejuízos Acumulados Os lucros ou prejuízos acumulados do exercício são transferidos para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados e aí permanecem até a destinação do lucro para Reservas de Lucro e Dividendos a pagar. em geral são feitas mensalmente para fins administrativos e trimestralmente para fins de legais de divulgação. representa a parcela de desgastes sofrido pelo patrimônio no período. Com uma DRE bem elabora. apresenta-se como extrema utilidade aos acionistas necessários.1 Conceito Demonstração do resultado do exercício (DRE) é uma demonstração contábil dinâmica que se destina a evidenciar a formação do resultado liquido em um exercício. ser totalmente destinados para reservas de lucros ou dividendos. mediante especificação das receitas. em geral são feitas resultados gerado no exercício.(Reservas Estatutárias) e por proposta aprovadas pelos proprietários. custos e despesas por natureza dos elementos componentes. com finalidades específicas (Reserva para Contingências. Nas sociedades por ações os lucros precisam. Se prejuízo liquido do exercício. alterarem a política dos negócios da empresa. representa o ganho efetivo obtido pela empresa que tem por finalidade renumerar os sócios ou acionista e manter e/ou desenvolver o patrimônio da empresa. 3. custos e despesas segundo o principio contábil do regime de competência. Reservas para Expansão. 20 . sócios e acionistas. Este resultado liquido final.lucro prejuízo. obrigatoriamente. maleável aos interesses dos usuários de maneira geral e isenta das interferências legais. A DRE. A demonstração do resultado do exercício oferece uma síntese financeira dos resultados operacionais e não operacionais de uma empresa em certo período. etc). Demonstração do Resultado do Exercício 4. Embora sejam elaboradas anualmente para fins de legais de divulgação. como uma demonstração contábil obrigatória a todos os tipos societários. ate o resultado liquido final. voltada aos usuários segundo seus interesses e que retrate a real situação da empresa será possível uma administração totalmente voltada para a eficiência e a competência e por outro lado. se lucra.

São eles: ▪ IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. Com os impostos de vendas não pertencem a empresa. com isso.(pertence à União e as alíquotas são de 0.Cumulativo e de 1. perante acionistas. portanto por objetivo revelar. Tem. avaria). São.65 % PIS/Não-Cumulativo). incorporados a ser representados na DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) como Custo do Produto empresa a resultado como Custo das 21 .3 Custo de Vendas Podem ser conceituados como sendo todo gasto que é consumido dentro do processo produtivo na fabricação de bens ou prestação de serviços. ▪ ISS .(pertence à União e a alíquota é de 3 %). Participações. ▪ PIS . A empresa é mera intermediária que arrecada impostos junto ao consumidor. Às vezes. mas ao governo.(pertence ao Município e as alíquotas são de 6% para diversão pública e 5% para os demais serviços). devem ser deduzidas da receita operacional bruta. governo e a comunidade em geral. na tentativa de evitar a devolução. Classificamse em Receita Operacional Bruta. Imposto de Renda/ CSSL.2 Receita Operacional Bruta e Deduções A receita Operacional Bruta é o total bruto vendido no período. podendo ser parciais ou totais. qualidade. 4. a todas as pessoas interessadas. Nela são inclusos os impostos sobre vendas (os quais pertencem ao governo) e dela não foram subtraídas as devoluções (vendas canceladas) e os abatimentos (descontos) ocorridos no período. Deduções. ▪ COFINS . as informações sobre e os resultados da empresa.As demonstrações contábeis são utilizadas pelos administradores para prestar contas sobre os aspectos públicos de responsabilidades da empresa. Despesas Operacionais. 4. Devoluções de mercadorias devolvidas por estarem em desacordo com o pedido (preço. credores. a empresa vendedora. quantidade. Impostos e taxas sobre vendas são aqueles gerados no momento da venda.65% PIS . propõe um abatimento no preço (desconto) para compensar o prejuízo ao comprador. Custo de Vendas. Resultado Não Operacional.

descontos obtidos. comissões bancárias. . são gastos necessários para vender produtos.4 Despesas Operacionais De acordo com a teoria da contabilidade. etc. financeiras ou administrativas. propaganda e publicidade. correção monetária pré-fixada. Exemplos: Receita de Dividendos. As despesas financeiras devem ser compensadas com as Receitas Financeiras. assinatura de jornais. IPVA.Despesas Administrativas: são os gastos necessários para se administrar e empresa. descontos obtidos etc. marketing.Despesas com Vendas: são todos aqueles gastos que estão relacionados às vendas. Comissões sobre venda. As receitas financeiras são derivadas de aplicações financeiras. isto é. depreciação. IPTU. Se o montante da Receita Financeira for maior que a Despesa Financeira. 4. seguros. Vendas de sucatas. a Receita Financeira: será deduzida das Despesas Operacionais. etc. combustíveis. tais como juros pagos. 4. Exemplos: Multas Fiscais. . material de expediente.Mercadorias Vendidas (CMV). aluguéis de salas. despesas são gastos necessários para a empresa e que têm função de gerar receita. administrar a empresa e financiar as operações. Outras Despesas Operacionais: são as despesas que não são consideradas comerciais. Outras Receitas Operacionais: são as receitas que são consideradas de vendas ou financeiras. etc. etc. juros de mora recebidos. Em outras palavras. etc. Estes gastos contribuem para a manutenção da atividade operacional da empresa. estas receitas serão deduzidas daquelas despesas. hotéis. juros de mora pagos. são derivadas de aplicações financeiras. Folha de pagamento do pessoal administrativo. O subgrupo das Outras Receitas e Despesas Operacionais são consideradas como atividades acessórias do objeto da empresa. etc. descontos concedidos. Custo do Produto Vendido (CPV) ou Custo do Serviço Prestado (CSP).5 Resultado Não Operacional 22 .Despesas Financeiras: são as remunerações aos capitais de terceiros. aluguéis de veículos. Os principais grupos podem ser: . manutenção de veículos. provisão para devedores duvidosos. juros de mora recebidos.

correção monetária e participações nos lucros.). de acordo com a legislação tributária. 4. podendo registrar tal obrigação através da conta Debêntures a Pagar. edifícios. Será calculado adicional de 10% sobre o valor do lucro que exceder o limite estipulado pela legislação vigente. observando as leis comerciais e fiscais. máquinas.7 Participações As participações correspondem a parcelas do Resultado do Exercício destinadas aos proprietários de Debêntures. geralmente a longo prazo. instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. calcula-se 15 % sobre o lucro referente ao imposto de renda normal. o Lucro Líquido do Exercício ajustado pelas adições. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas por essa mesma legislação. trata-se de ganhos ou perdas eventuais.6 Imposto de Renda/ CSSL O imposto de renda incide sobre o lucro da empresa. ● Debêntures: são títulos de crédito emitidos por Sociedades por Ações. Esses 23 . O Lucro Real é determinado com base na escrituração que o contribuinte deve manter. O Lucro Real é. que podem ser criados pela Sociedade por Ações em qualquer tempo. Quando a empresa vende esses títulos. que conferem a seus titulares direitos de créditos junto a elas nas condições constantes das escrituras de emissão ou dos certificados.As despesas e recitas não relacionada diretamente com o objetivo do negócio da empresa são classificados como Não Operacional. Perdas: perdas com fenômenos não esperados como incêndio. etc. Normalmente rendem juros. etc. Quando se apura no exercício um lucro. Essa provisão é calculada com base no Lucro Real. cria para si uma obrigação. São garantidas pelo Ativo da empresa emissora e asseguram preferência no resgate sobre os demais títulos da empresa. 4. ● Partes beneficiárias são títulos negociáveis sem valor nominal e estranhos ao Capital Social. sendo demonstrado no Livro de Apuração do Lucro Real. empregados. Normalmente. partes beneficiárias. administradores. enchente. Exemplos: Ganhos: lucro na venda de bens imobilizados (veículos.

títulos podem ser negociados pela empresa ou cedidos gratuitamente a empregados. A base de cálculo das participações é o Resultado do Exercício após a Provisão para o Imposto de Renda diminuído dos Prejuízos Acumulados.6 24 .00 (-) CPV (265.50 0. clientes etc.50 0.500. 00 Energia e 47. também.00) LUCRO BRUTO 306. uma parte para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados.00) Comissões 10.00 (-) Despesas Operacionais (202. de acordo com a vontade da empresa.00) RECEITA LÍQUIDA 571.00 (-) Impostos s/vendas (63. 00 Propaganda 18.00 0..1 50. Comunicações 00 Juros 65.00 (+) Outras Receitas Ñ 3.35 0. que não poderá ser superior a um décimo do lucro apurado.00 0. O único direito que o detentor desses títulos tem é a participações nos lucros. A empresa poderá distribuir parte dos lucros a seus empregados e administradores como prêmio.400.0 0 Depreciações 23. 00 LUCRO OPERACIONAL 104.DRE $ RECEITA BRUTA 635.50 Operacionais 0.800. Exemplificação da DRE: DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO . 00 Salários e Encargos 36.800.00 LUCRO ANTES DO IR 107.50 0. podendo destinar.350.500.

adiante transcrito. incluir a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados nas demonstrações das mutações do patrimônio líquido. 5. fornecendo explicações sobre seu comportamento ao longo do exercício social. num determinado período. No caso de o Resultado do Exercício corresponder a prejuízo. se elaborada e publicada pela companhia. 5. a companhia poderá. ele será denominado Prejuízo Líquido do Exercício. retratando as movimentações ocorridas na conta de lucros ou prejuízos acumulados do patrimônio liquido. De acordo com o artigo 186.50) 80. § 2º da Lei nº 6.o saldo no início do período. Assim.91 2.2 Conteúdo e Estrutura A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: . "A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido.1 Conceito A DLPA evidencia as alterações ocorridas no saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados. as mutações nos resultados acumulados da entidade”.os ajustes de exercícios anteriores. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados 5.00 (26.50 Corresponde ao Lucro Líquido após o Imposto de Renda. 25 .as reversões de reservas.73 7.404/76. no Patrimônio Líquido. . à sua opção." De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade “A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados é a demonstração contábil destinada a evidenciar. deduzido das Participações.(-) Provisão para IR LUCRO LÍQUIDO 50. .

a parcela correspondente à realização de reavaliação. . Balanço Patrimonial Passivo e P.os lucros distribuídos. 5. .3 Exemplificação da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados Discriminará: a) o saldo do início do período.. . a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.o saldo no final do período. . .as compensações de prejuízos.L.as parcelas de lucros incorporadas ao capital.as destinações do lucro líquido do período. A Entidade que elaborar a demonstração das mutações do patrimônio líquido. os dividendos. Os ajustes dos exercícios anteriores são apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil. nela incluirá a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. b) as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício. os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial. c) as transferências para reservas. 2009 2010 DRE 2010 26 . ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior. líquida do efeito dos impostos correspondentes. . e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes.o resultado líquido do período.

bens mais direitos menos obrigações.1 Conceito O patrimônio liquido de uma empresa representa a riqueza real e pode ser interpretado como sendo os ativos líquidos pertencentes aos proprietários. ou seja.Saldo 2009 Saldo de 2010 6. Corresponde ao chamado capital próprio proveniente dos proprietários. reservas e lucros ou prejuízos acumulados. Demonstração das Mudanças do Patrimônio Líquido 6. As contas que integram o patrimônio liquido compreendem: capital . 27 . e dos lucros ou prejuízos decorrentes das atividades da empresa.

e a coluna final para o patrimônio liquido total.6. faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra e indica a origem e o valor de cada acréscimo ou diminuição no Patrimônio Liquido durante o exercício.2 Importância das Mutações do Patrimônio Líquido A DMPL é de muita utilidade. Então. pois a demonstração indicara claramente a formação e a utilização de todas as reservas. 2. no topo de cada coluna. dividida em coluna. ou uma planilha eletrônica. e não apenas das originadas por lucros. O CPC 26 introduziu a necessidade de apresentação de pelo menos mais três colunas na estrutura da DMPL. 6. pois fornece a movimentação ocorrida durante o exercício nas diversas contas componentes do Patrimônio Liquido. Somar os saldos por conta/subgrupo para preencher a coluna patrimônio liquido total. a preparação consiste no seguinte: 1.3 Técnicas de Preparação e Modelos de Demonstração A técnica é fazer uma planilha eletrônica. Sua importância torna-se mais acentuada em face dos critérios da Lei. Saldo de abertura – transcrever os saldos de cada conta ou subgrupo na data do Balanço final do exercício anterior. o que como regra é o patrimônio liquido da própria controladora. Patrimônio Liquido dos Sócios da Companhia e Participação dos Não Controladores no Patrimônio Liquido das Controladas. a saber: Outros Resultados Abrangentes. porem de forma coordenada. Abrir um papel de trabalho. os nomes das contas ou subgrupos. As transações e seus valores são transcritos nas colunas respectivas. inclusive quanto ao calculo dos dividendos obrigatórios. que representa a soma dos saldos ou transações de todas as contas/subgrupos individuais. no qual se transcrevem. 28 . reservando espaço na primeira coluna para descrição da natureza das transações. a coluna da sub-soma das contas que representam o patrimônio liquido dos sócios da controladora. no caso de demonstração consolidada. utilizando uma coluna para cada uma das contas/subgrupo do Patrimônio Liquido da empresa e abrindo uma coluna para o Patrimônio Liquido Total. Servira também para melhor compreensão.

primeiramente as relativas às transações de capital com os sócios. 4. Adicionar ou subtrair os movimentos ocorridos nas referidas contas.3. abrindo linhas para cada natureza de transação. no período. as reclassificações para o resultado. Totalizar. as colunas. cujos saldos devem coincidir com os saldos do Balanço Patrimonial. 6. 5. onde. depois os demais resultados abrangentes e. temos um modelo de DMPL. começando pelo resultado liquido do período. ao final. Adicionar ou subtrair os movimentos ocorridos nas contas próprias relativas aos resultados abrangentes. na linha horizontal do quadro serão consignados os elementos componentes do Patrimônio Líquido: 29 . finalmente. Adicionar ou subtrair os movimentos das demais mutações internas do patrimônio liquido. e totalizar também as linhas. A seguir.

RECEITA 1. devem ser seguidos o modelo e as orientações do CPC 09. Desse modo. A sua elaboração e divulgação como parte das demonstrações contábeis divulgadas ao final de cada exercício. esta demonstração acaba por prestar informações a todos os agentes econômicos interessados na empresa. Nessa demonstração nós podemos adquirir importantes informações. das mercadorias e dos serviços Vendidos 20X1 20X2 30 . por exemplo. portanto. apresentado a seguir.1 Conceito O Valor Adicionado representa o quanto de riqueza uma empresa pode agregar aos insumos de produção que foram pagos a terceiros. PIS e COFINS) 2. como analisar a empresa e informar sua contribuição na formação da riqueza à região. país. de acordo com a Lei n° 11. etc.7.ICMS. Salientando que as informações necessárias para a elaboração desta demonstração são extraídas da contabilidade. 7.INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos impostos .4) Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa Reversão/(Constituição 2. 7.638/07. financiadores e governo. fornecedores.404/76.3 Modelo e Técnica de Elaboração Para elaborar e apresentar a DVA. clientes. para as companhias abertas. tais como empregados.2) Outras receitas 1.1) Custos dos produtos. em que se encontra instalada. deve seguir o regime de competência de exercícios. especialmente da Demonstração do Resultado e.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios 1. que introduziu alterações a Lei n° 6.1) Vendas de mercadorias. Demonstração do Valor Adicionado 7.2 Objetivo e benefícios das informações da DVA O objetivo principal da DVA é demonstrar os impactos que a empresa gera a sociedade em que está inserida. Estado. produtos e serviços 1. IPI. DESCRIÇÃO 1. tornouse obrigatória no Brasil.

Dividendos 8.2. 1.Juros 8.Remuneração direta 8. As instruções para a elaboração são as seguintes: 1. produtos e serviços: Inclui os valores do ICMS. AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 5 . 1. principalmente. são expressos em milhares de reais e o ( * ) significa que o total do item 8 deve ser exatamente igual ao item 7.Outras 8.VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3 .2.2.4.Federais 8.3.2.1.3.3.1. taxas e contribuições 8.3.2-Outras receitas:Inclui valores oriundos. 20X1 e 20X2.2) Impostos.3. energia.4.2) 4 .4) 6 .4.2) Materiais.Participação dos não controladores nos lucros retidos (só p/ consolidação) Os anos correspondentes na tabela.DEPRECIAÇÃO.1.1) Resultado de equivalência patrimonial 6.3) Remuneração de capitais de terceiros 8.3.RECEITAS: 1.VALOR ADICIONADO BRUTO (1 .Benefícios 8. serviços de terceiros e outros 2.1.4) Remuneração de capitais próprios 8.4.2.Juros sobre o capital próprio 8.1-Vendas de mercadorias.DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO ( * ) 8.1) Pessoal 8. IPI.Lucros retidos/Prejuízo do exercício 8.2.4) Outras (especificar) 3 . de baixas por alienação de ativos não-circulantes.Aluguéis 8.Municipais 8.1.3) Perda/Recuperação de valores ativos 2.VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5 + 6) 8 .1.3.2.1.FGTS 8.3-Receitas relativas à construção de ativos próprios: Inclui valores relativos à construção de ativos para uso próprio. PIS e COFINS incidentes sobre essas receitas.3) Outras 7 .4.2.VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERENCIA 6.Estaduais 8. Para evitar que a depreciação tenha que 31 .2) Receitas financeiras 6.

INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS: 2. energia.3-Perda/Recuperação de valores ativos: Inclui valores relativos a valor de mercado de estoques e investimentos. utilidades e serviços adquiridos de terceiros.1-Custos dos produtos. 1. serviços de terceiros e outros: Inclui valores relativos à utilização de materiais diversos. os valores gastos na construção são reconhecidos como receitas na construção de ativos próprios. 32 . material de embalagem e outros. tratados como custo dos produtos vendidos.4-Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa: Inclui os valores relativos às perdas estimadas apropriadas ao resultado.VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE Diferença entre os itens 3 e 4.2-Materiais.VALOR ADICIONADO BRUTO É a diferença entre itens 1 e 2. tais como: matéria-prima. Simultaneamente. etc. 2. 3.DEPRECIAÇÃO. 2. AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO Inclui as despesas e sustos com depreciação. amortização e exaustão contabilizadas no período.ser dividida dentre esses diversos componentes do ativo construído. 5. 2. 4. os gastos relativos a essa construção devem ser apropriados na DVA obedecendo-se a natureza de cada um deles. bem como sua respectiva reversão. das mercadorias e dos serviços vendidos:Neste item da DVA devem ser considerados apenas os insumos adquiridos de terceiros.

Demonstração do Fluxo de Caixa 8.3.4.00 (dois milhões de reais) também estão obrigadas à elaboração da mesma.Impostos. superior a R$ 2.2 e 8. 8.3.1. as companhias fechadas com patrimônio liquido.4.2.2 e 8.2. 8.6. 8. na data do balanço. considerando que o caixa engloba as contas Caixa e Bancos. 33 .1-Pessoal: Corresponde à parcela da riqueza distribuída ao corpo funcional da empresa. A distribuição da riqueza obtida deve ser evidenciada de acordo com os itens 8. 000. A DFC demonstra a origem e a aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado período e o resultado desse fluxo.VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR Corresponde a riqueza gerada pela empresa acrescido da riqueza gerada por outras empresas e recebida em transferência.1 e 6. 8.3. 8.1.1. 8. 8.2. porém recebida em transferência.VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Corresponde a riqueza gerada por outras empresas.2. 8. A apresentação destes tributos deve ser de acordo com os itens 8.1 Conceito A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) tornou-se obrigatória para todas as companhias abertas.3-Remuneração de capitais de terceiros: Corresponde aos valores pagos ou creditados aos financiadores externos de capital e devem ser apresentados de acordo com os itens 8. mostrando então as entradas e saídas de valores monetários.3 e 8.3.1.1.4.3.2. 7.4. taxas e contribuições: Inclui o imposto de renda. com a sanção da Lei n° 11.2. E também é a soma dos itens 6. 8. contribuições ao INSS e quaisquer outros impostos e contribuições a que a empresa esteja sujeita.4-Remuneração de capitais próprios: Corresponde à remuneração atribuída aos acionistas e sócios e deve ser evidenciada pelos itens 8.1.2 e 8. 8.000. Entretanto.1.3. contribuição social sobre o lucro.4.DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 8.638/07.

indenizações por sinistros.2 Objetivo e benefícios das informações dos Fluxos de Caixa O objetivo primário da Demonstração dos Fluxos de Caixa é prover informações relevantes sobre os pagamentos e recebimentos. a desempenho operacional de diferentes empresas. além das transações não definidas como atividades de investimento e financiamento. alguns exemplos de entradas e saídas decorrentes das atividades operacionais. por exemplo. Um dos benefícios que a DFC pode proporcionar. A seguir. bem como suas necessidades para utilizar esses fluxos de caixa. São elas: a) os fluxos das atividades operacionais. incluídos os serviços prestados por terceiros. em dinheiro. 34 . e também. reembolso de fornecedores. é que ela fornece informações que permitem aos investidores. como: recebimentos decorrentes de sentenças judiciais. de uma empresa.qualquer outro recebimento que não se origine de transações definidas como atividades de investimento ou financiamento. e com isso ajudar os usuários das demonstrações contábeis na analise da capacidade da entidade de gerar caixa e equivalentes de caixa. exceto aquelas diretamente relacionadas a atividades de investimento. 8.3 Classificação das movimentações de caixa por atividade O formato adotado para a DFC é o de classificação das movimentações de caixa por grupos de atividades.Recebimento de juros sobre empréstimos concedidos e sobre aplicações financeiras em outras entidades. ENTRADAS: .pagamentos aos fornecedores de outros insumos de produção. ocorridos durante um determinado período.8. Estão diretamente relacionados à demonstração do resultado do exercício. por eliminar os efeitos de distintos tratamentos contábeis para as mesmas transações e eventos. Devem englobar as atividades ligadas à produção e à entrega de bens e serviços. a capacidade de a empresa gerar futuros fluxo líquidos positivos de caixa. credores e outros usuários avaliarem. SAÍDAS: . como o sinistro em uma edificação por exemplo. .

Incluem os recebimentos decorrentes de empréstimos e financiamentos obtidos e o pagamento do principal dessas operações. c) os fluxos das atividades de investimento: Incluem a concessão e o recebimento de empréstimos. São atividades ligadas a empréstimos e financiamentos obtidos e a recursos captados perante investidores da companhia. notas promissórias.empréstimos obtidos no mercado. a aquisição e a venda de instrumentos financeiros e patrimoniais de outras entidades e a aquisição e alienação de imobilizados e de participações societárias classificadas como investimento. As diferenças entre os métodos direto e indireto são limitadas. estadual e municipal. Nesse grupo. ..pagamentos dos empréstimos obtidos (exceto juros). exclusivamente. debêntures ou outros instrumentos de divida. referentes a impostos.pagamento do principal referente imobilizado adquirido a prazo. de curto ou longo prazos. exceto quando especificadamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento.4 Métodos de elaboração Existem dois métodos de elaboração da DFC: o direto e o indireto. SAIDAS: . ENTRADAS: . Mas incluem também todas as aplicações financeiras.recebimentos resultantes da venda de imobilizado. aos fluxos de 35 .pagamentos aos governos federal. além dos dividendos pagos.resgates do principal de aplicações financeiras não classificadas como equivalentes de caixa. 8. são apresentados os recursos recebidos dos acionistas ou sócios em realização do capital e o pagamento do seu eventual reembolso. . multas. via emissão de letras hipotecarias. .venda de ações emitidas. alfândega e outros tributos e taxas. ENTRADAS: . inclusive as de curto prazo (exceto as caixa). pagamento do principal do arrendamento mercantil financeiro. b) os fluxos das atividades de financiamento. intangível e de outros ativos não circulantes utilizados na produção.

e todas as alocações no resultado de eventos que podem ser caixa no futuro.remover do lucro liquido as alocações ao período do consumo de ativos não circulante e aqueles itens cujos efeitos no caixa sejam classificados como atividades de investimento ou financiamento: depreciação.remover do lucro liquido os deferimentos de transações que foram caixa no passado. .pagamentos a empregados e a fornecedores de produtos e serviços. Para tanto. . Os fluxos das atividades de financiamento e investimento são demonstradas de forma igual nos dois métodos. como as alterações nos saldos das contas a receber e a pagar do período. propaganda.juros pagos.recebimentos de clientes. 2-METODO INDIRETO Esse método faz conciliação entre o lucro liquido e o caixa gerado pelas operações. 1-METODO DIRETO Esse método explicita as entradas e saídas brutas de dinheiro dos principais componentes das atividades operacionais.recebimentos de juros e dividendos. .outros pagamentos das operações. e ganhos e perdas na baixa de empréstimos (atividades de financiamento) 36 . nas classes seguintes: . As empresas. . incluindo os recebimentos de arrendatários. e . é necessário: .caixa das atividades operacionais. . O saldo final das operações expressa o volume liquido de caixa provido ou consumido pelas operações durante um período. ao utilizarem o método direto. no mínimo. etc. ai incluídos segurança.outros recebimentos das operações. crédito tributário. devem detalhar os fluxos das operações.impostos pagos. como gastos antecipados. amortização de intangível e ganhos ou perdas na venda de imobilizado e/ou em operações em descontinuidade(atividades de investimento). . por isso é também chamado método da conciliação. se houver. concessionários e similares. publicidade e similares. se houver.

informações sobre recursos humanos. por ser descritivo e menos técnico que as demonstrações contábeis.9. investimentos realizados. 2-Fatores principais e influencias que determinam o desempenho. pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviço. reorganizações societárias e programas de racionalização.2 Composição do Relatório da Administração O Relatório da Administração deve contemplar além do solicitado pela Lei nº 6. 9. a sua política de investimento para manter e melhorar o desempenho. em relação aquele numero de usuários que conseguirá atender e tirar as conclusões básicas que necessitem somente das demonstrações contábeis.1 Conceito As demonstrações contábeis devem mostrar os resultados da gestão. Uma característica relevante a ser considerada é que o Relatório da Administração. O Relatório da Administração é um necessário e importante complemento as demonstrações contábeis publicadas por uma empresa. Relatório da Administração 9. em termos de permitir o fornecimento de dados e informações adicionais que sejam úteis aos usuários em seu julgamento e processo de tomada de decisões. 3-Fontes de obtenção de recursos da entidade. reúne condições de entendimento por uma gama bem maior de usuários. direitos dos acionistas e políticas de dividendos. comentários sobre a conjuntura econômica geral relacionada a entidade. atos governamentais e outros fatores exógenos materiais sobre o desempenho da companhia. 4-Os recursos da entidade não reconhecidos no balanço por não atenderem a definição de ativos. societárias e perspectivas e planos para o período em curso e os futuros. a resposta da entidade as mudanças e seu efeitos. as seguintes informações: 1-Descrição dos negócios. incluindo mudanças no ambiente no qual a entidade opera. dos recursos que lhe são confiados. produtos e serviços.404/76 em seu artigo 133. 37 . pela Administração. incluindo concorrência nos mercados.

Comentários sobre a conjuntura econômica geral. 10. os métodos de depreciação e critérios de avaliação dos elementos patrimoniais.Itens fora do Balanço.Análise de riscos. .Proteção ao Meio Ambiente. alguns dos conteúdos específicos a serem divulgados no Relatório da Administração: . . ônus sobre ativos.A seguir. quadros analíticos e outras demonstrações contábeis necessárias para uma plena avaliação da situação e da evolução patrimonial de uma empresa.Novos produtos e serviços.Direitos dos acionistas e dados de mercado.Investimentos. produtos e serviços.Perspectivas e planos para o exercício em curso e os futuros. 38 . . dos ajustes dos exercícios anteriores. . . inclusive a composição do saldo de determinadas contas. . Notas Explicativas 10. . .Empresas investidoras. As notas devem conter no mínimo a descrição dos critérios de avaliação dos elementos patrimoniais e das práticas contábeis adotadas.1 Conceito As demonstrações contábeis devem ser complementadas por notas explicativas.Descrição dos negócios. .Investimentos em controladas e coligadas. .Reformulações Administrativas. reavaliações.Recursos Humanos. .Fontes de obtenção de recursos. .Pesquisa e Desenvolvimento. . do capital e dos investimentos relevantes em outras empresas etc. As Notas explicativas têm por objetivo complementar as demonstrações contábeis mostrando os critérios contábeis utilizados pelas organizações. . detalhamento das dívidas de longo prazo.

Prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis. As notas explicativas normalmente são apresentadas na seguinte ordem. Resumo das políticas contábeis significativas aplicadas. 2. tendo em vista auxiliar os usuários a compreender as demonstrações contábeis e a compará-las com demonstrações de outras entidades: 1. De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. *ágio/deságio. Outras divulgações. e 4. apresenta exigências sobre a divulgação de diversos assuntos relevantes para efeito de melhor entendimento das demonstrações contábeis. Orientações e Interpretações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis. e (ii) divulgações não financeiras.2 Notas Previstas pela Lei O § 5º do artigo 176 da Lei das Sociedades por Ações menciona. 2. as bases gerais e as notas a serem inclusas nas demonstrações contábeis. e 3.404/76. Apresentar informação acerca da base para elaboração das demonstrações contábeis e das políticas contábeis especificas utilizadas. 39 . 3. *adoção de nova pratica contábil e mudança de política contábil. a Lei. mas que seja relevante para sua compreensão. A Comissão de Valores Mobiliários. que são as seguintes: *ações em tesouraria. Divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos. em complementação as notas explicativas previstas por essa Lei. pautada no § 3º do artigo 177 da Lei nº 6. Além disso. Informação de suporte de itens apresentados nas demonstrações contábeis pela ordem em que cada demonstração e cada rubrica sejam apresentadas. § 1º. Declaração de conformidade com os Pronunciamentos. em seu artigo 177.10. sem esgotar o assunto. estabelece que devem ser indicados em Notas Explicativas os efeitos das mudanças de critérios contábeis. podendo incluir: (i)passivos contingentes e compromissos contratuais não reconhecidos. Orientações e Interpretações que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis. as notas explicativas devem: 1.

*benefícios a empregados. *entidades de propósito especifico (EPEs).*ajuste o valor presente. *créditos Eletrobrás. *contratos de seguro. *capital social autorizado. *demonstrações contábeis consolidadas. *combinação de negócios. *ativo biológico e produto agrícola. *capacidade ociosa. *Incorporação. *destinação de lucros constantes nos Acordos com Acionistas. *estoques. *ativo imobilizado. *ativo inatingível. *informações por segmento de negócio. *demonstração intermediaria. *equivalência patrimonial. *correção de erros de períodos anteriores. 40 . *empreendimentos em fase de implantação. *arrendamento mercantil (leasing). *custos de transação e prêmios na emissão de papeis. *demonstrações em moeda de capacidade aquisitiva constante. *dividendo por ação. *debêntures. *contratos de construção. *dividendos propostos. *continuidade normal dos negócios. *demonstrações condensadas. fusão e cisão. *demonstrações separadas. *ativo não circulante mantido para venda e operação descontinuada. *evento subseqüente.

*variações cambiais e conversão de demonstrações contábeis. *propriedade para investimento. *transações entre partes relacionadas. *voto múltiplo. *perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa. *reservas . quando o detalhamento das informações for relevante ao usuário das demonstrações. *lucro ou prejuízo por ação. 41 .detalhamento. *remuneração dos administradores. *juros sobre capital próprio. *redução ao valor recuperável de ativos. *instrumentos financeiros. *paradas programadas. *reserva de lucros a realizar. *tributos sobre o lucro. É importante salientar que esses tópicos citados não encerram as possibilidades de uso de Notas Explicativas. *provisões. *seguros. além das previstas em lei. que devem ser sempre utilizadas. *subvenção e assistência governamentais. *mudanças em estimativas contábeis. *investimento em coligada e em controlada. *retenção de lucros.*informações sobre concessões. passivos contingentes e ativos contingentes. *programa de recuperação fiscal (Refis). *receitas. *vendas ou serviços a realizar. *programa de desestatização. *investimentos societários no exterior.

conseqüentemente. e anteriores à emissão do parecer. e d) parecer com abstenção de opinião. Poderão ocorrer situações em que haverá necessidade de menção de mais de uma data ou atualização da data original. c) parecer adverso. segundo a natureza da opinião que contém. de transações e eventos ocorridos entre a data de encerramento do período a que se referem as demonstrações contábeis e a data do parecer. Com relação a data do parecer. que tem por objetivo capacitar o auditor a emitir um parecer sobre a adequação com que estas representam à posição patrimonial e financeira. o resultado das operações. o que concluiu. principalmente. sobre as demonstrações contábeis e sobre o parecer.11. que dê. de uma forma padrão e resumida. objetivando informar ao usuário que foi considerado o efeito. Sua emissão reflete o entendimento do auditor acerca dos dados que examinou.1 Conceito A auditoria das demonstrações contábeis constitui conjunto de procedimentos técnicos. considerados relevantes para as demonstrações contábeis e. o dia deve corresponder ao de conclusão dos trabalhos na entidade auditada. Parecer dos Auditores 11. o auditor poderá optar por uma das duas alternativas: 42 . Nessas circunstâncias. consoante as Normas Brasileiras de Contabilidade e legislação específica no que for pertinente. Essas situações decorrem de transações e eventos subseqüentes à conclusão dos trabalhos. classifica-se em: a) parecer sem ressalva. O produto final da auditoria das demonstrações contábeis é o parecer do auditor. uma noção dos trabalhos que realizou e. 11. em geral.2 Tipos de Parecer O Parecer dos Auditores Independentes. as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos da entidade auditada. b) parecer com ressalva. aos leitores. para a opinião do auditor.

adequadamente divulgado nas notas explicativas. o auditor independente deve esclarecer o motivo da ressalva no parágrafo da opinião. exceto quanto a um assunto específico. ou seja. mantendo a data original para as demonstrações contábeis. que: . O parecer adverso é emitido quando o auditor emite sua opinião de que as demonstrações contábeis não estão representadas adequadamente de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e com as normas brasileiras de contabilidade.há apropriada divulgação de todos os assuntos relevantes às demonstrações contábeis. 43 . exceto quanto à Nota Explicativa 21 às demonstrações contábeis. O parecer sem ressalva é emitido quando o auditor conclui. para a qual a data é 31 de março de 19X0”. . b) emitir o parecer com data dupla. tendo havido alterações em procedimentos contábeis. sobre todos os aspectos relevantes. os efeitos delas foram adequadamente determinados e revelados nas demonstrações contábeis. c)PARECER ADVERSO.a) estender os trabalhos até a data do novo evento. Ao emitir o parecer com ressalva. O parecer deve ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos. financeira e sobre o resultado das operações quando esse efeito puder ser determinado. a)PARECER SEM RESSALVA. Por exemplo: “13 de fevereiro de 19X0.as demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. Neste parágrafo deve explicar os motivos da ressalva e o efeito sobre a posição patrimonial. Nesses casos. o nome e o número de registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade também devem constar do parecer. Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de auditoria. b)PARECER COM RESSALVA. não é requerida nenhuma referência no parecer. O parecer sem ressalva implica afirmação de que. e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. de modo a emitir o parecer com a data mais atual.

Assim. O parecer com a abstenção de opinião é aquele em que o auditor deixa de emitir sua opinião sobre as demonstrações contábeis.Teoria da Contabilidade. 2010. Ed. 1. Martins. deve o auditor indicar. Sergio de. 44 . Referências Bibliográficas IUDÍCIBUS. IUDÍCIBUS. Rubens Gelbecke. Eliseu. Manual de Contabilidade Societária: aplicável a todas sociedades. 9.d)PARECER COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO. Sérgio de. São Paulo: Atlas 2009. Ernesto. Ed. São Paulo: Atlas. em parágrafo especial de seu relatório. por não ter informações suficientes para fundamentá-la. as razões que o levaram a negar a opinião sobre as demonstrações contábeis.

Contabilidade Empresarial. Clóvis Luis. 7. José Carlos. Ed. 15. 2009. Manual de Contabilidade básica: uma introdução à prática contábil.MARION. São Paulo: Atlas. 45 . PADOVEZI. Ed. 2009. São Paulo: Atlas.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful