ARROZ

ORIGEM DO ARROZ No Mundo, A origem do arroz no mundo tem sido debatida por algum tempo, mas a planta é de tal maneira antiga que a época precisa e o lugar de sua primeiro surgimento talvez nunca venha a ser conhecido. O que é certo, entre tudo, é que a domesticação do arroz é um dos mais importantes progressos na história, pois esse grão alimentou mais pessoas por uma maior período de tempo do que qualquer outra cultura. (4) Pelas teorias dos pesquisadores tudo levar a crer que a domesticação muito provavelmente teve lugar na região do Korat ou em alguma depressão protegida do norte da Tailândia; em um vale ao longo do Planalto de Shan em Myanmar; no sudoeste da China; ou em Assan (estado Indiano). (4) A grande variedade de tipos de arroz encontrada na zona das chuvas das monções, estendendo-se desde o Oriente da India através de Myanmar, Tailândia, Laos, norte do Vietnam, e sul da China. Esta diversidade de espécies, incluindo aquelas consideradas por muitos como envolvidas no processo original de domesticação, vem dar suporte ao argumento de que as regiões continentais do sudeste da Ásia foi o berço do cultivo do arroz. (4) Pesquisas arqueológicas encontraram grãos e casca de O. sativa na região de Non Nok Tha no planalto de Korat na Tailândia, datando de 4000 anos A.C. (teste do carbono 14). Esta evidência junto com a de plantas encontradas na Caverna dos Espíritos na fronteira de Myanmar com a Tailândia datando de cerca de 10.000 anos A.C., sugerem que a agricultura possa ser mais velha do que se estima atualmente. ( 4 ) Com o incremento do preparo da lama e o transplante de mudas, o arroz acabou verdadeiramente domesticado. Na China a história do arroz irrigado nos vales dos rios e nas terras baixas é mais antiga que as lavouras de terras altas. No sudeste da Ásia, ao contrário, o arroz foi originalmente produzido nas condições de lavouras de sequeiro nos planaltos, e somente recentemente ocupou os vastos deltas dos rios. Pessoas migraram do sul da China ou talvez norte do Vietnam, carregando a tradição do arroz irrigado para as Filipinas durante o segundo milênio A.C. e Deutero-Malays levaram a prática para a Indonésia cerca de 1500 A.C. Da China ou Coréia o arroz foi introduzido no Japão não depois de 100 A.C.( 4 ) O arroz é uma planta rústica. São muitas as espécies de arroz as quais podem florescer ( cultivado fácilmente) numa grande variedade de regiões, climas e paisagens. Antes do cultivo do arroz, o arroz selvagem crescia nas regiões do sudeste da Ásia atualmente conhecida como Myanmar, antiga Burma, na Tailândia e Vietnam. Arqueólogos acreditam que o cultivo do arroz pode ter iniciado no nordeste da Tailândia antes de 4.500 A.C. Isto significa que o arroz tem sido cultivado no sudeste da Ásia por pelo menos 7000 anos. Porque o arroz tinha uma abundante colheita e estável, com fácil cultivo, as lavouras de arroz contribuíram para o crescimento das populações e civilizações no sudeste da Ásia. ( 5 ) Apesar das diferentes opiniões sobre a exata origem do cultivo do arroz, muitos arqueólogos confirmam que a prática do cultivo do arroz gradualmente se expandiu para o sul vindo da região do sul da China e nordeste da Tailândia passando para as ilhas do sudeste asiático. ( 5 ) As plantações do arroz, o gosto pelos tubérculos e o cultivo de grãos, fizeram os homens a iniciar a terem grande controle sobre o ambiente natural. Este métodos de controle da terra também mudou a vida diária das pessoas das antigas civilizações do sudetse asiático. ( 5 )

Pyu, localizada atualmente em Burma (Myanmar), foi um dois primeiros reinos que estabeleceu um complexo sistema de irrigação servindo de suporte para uma grande população. Pyu foi um poderoso reino entre os séculos sexto e oitavo. O reino de Pagan no oeste de Burma ganhou proeminência nos séculos nono e décimo segundo. ( 5 ) Por mais de 7000 anos o arroz tem sido o mais importante produto ( colheita-safra) na vida das pessoas do sudeste asiático. Por esta razão, o cultivo do arroz faz parte da formação da cultura dos povos do Sudeste asiático. Muitas cerimônias, festivais e formas de arte dessas regiões do mundo tem alguma coisa a ver com o arroz. A cerimônia de “Royal Plowing” na Tailândia é um exemplo preciso de como o ciclo do arroz influi no calendário dos ritos anuais.( 5 ) Movimentos para o oeste da India e sul do Sri Lanka também aconteceram muito cedo. A data de 2500 A.C. já havia sido mencionada por Mohenjo-Daro, enquanto no SriLanka, o arroz era a maior cultura por volta de 1000 A.C. A cultura bem que pode ter sido introduzida na Grécia e áreas vizinhas do Mediterrâneo durante o retorno de membros da expedição de Alexandre “O Grande” da India entre 334 e 324 A.C. Desde um centro na Grécia e Sicília, o arroz se difundiu gradualmente atravé do sul da europa e algumas regiões no Norte da África.( 4 ) Durante o século 16 e iníco do 17, a malária era a mais importante doença no sul da Europa, e se acreditava ser devida ao mal cheiro que vinha das áreas alagadas ( daí a origem do nome “ mal aire”). Grande projetos de drenagem foram aplicados no sul da itélia, e o cultivo do arroz irrigado foi desencorajado em algumas regiões. De fato, ele foi verdadeiramente proibido na proximidades das grandes cidades. Estas medidas foram uma significativa barreira para a difusão do arroz na Europa (4 ) Como resultante da Era das Grandes Expedições Européias, as novas terras do oeste foram descobertas. O cultivo do arroz foi introduzido no novo mundo pelos pioneiros colonos europeus. O portugueses levaram para o Brasil, e os espanhóis introduziram o seu cultivo em vários locais da América Central e do Sul. A primeira notícia da América do Norte data de 1685, quando a cultura foi implantada nas terras baixas da costa e ilhas do que hoje é a Carolina do Sul. No início do século 18 o arroz foi para a Louisiana, mas somente no século 20 foi produzido no Vale do Sacramento na Califórnia Também nesta época obtiveram-se os primeiros sucessos na produção do arroz na Austrália. (4) A introdução na Europa teria ocorrido pelo contato que houve entre a Macedônia e a Índia devido as campanhas de Alexandre Magno.(1) A introdução na América do Norte ocorreu em 1694, pelo Cap. Smith, que o trouxe da Madagascar para o Estado da Carolina.(1) No Brasil já havia notícias da cultura do arroz na capitania de São Vicente.(1) É procedente o fato de que o início de lavouras arrozeiras se deu na Bahia antes de 1587. A orizicultura praticada como atividade organizada e com fundamentos econômicos, teve início em meados do século 18. No Maranhão teve início em 1745, em Pernanbuco em 1750, e no Pará em 1772. A primeira exportação de arroz pelo Brasil ocorreu em 1773, com arroz produzido no Pará, num total de 13 toneladas destinadas à Portugal. A orizicultura foi predominantemente produto de exportação até metade do século 19 quando o Brasil passou a grande importador. O arroz asiático das colônias européias chegava a preços irrisórios.( 2 ) A partir de 1880 o governo federal atribui crescentes taxas ao arroz importado, e ele atinge o início do século 20 com um preço elevado no mercado nacional, causando o incremento dos investimentos na produção nacional.( 3 ) No RS, nas regiões coloniais desde 1832 se encontram referências à cultura, onde eram usadas variedades chamadas “de montanha” ( de sequeiro).(1)

Mapping Southeast Asia. Porto Alegre.A cultura só tomou incremento após o início da irrigação mecânica.Origens. jan/fev. em Gravataí (Cachoeirinha). Huke. 4. fazendo-se a elevação da água por meio de bombas.H.2 RAÍZES Dois TIPOS . 3. quando presidente do IRGA na Lavoura Arrozeira.(1) A primeira lavoura irrigada foi instalada em 1904 nas proximidades de Pelotas.A Brief History of Rice. atualidades e perspectivas da orizicultura brasileira. 1983. 1990. . Ema Julia Massera.As origens da orizicultura gaúcha. nos campos onde hoje está situada a Estação Experimental do IRGA. Artigo de Balthazar de Bem e Canto. colmo e folhas. Indústria e Comércio do RS. 1. 2. A segunda em 1905. From the publication Rice: Then and Now by R. pelos irmãos Lang. 429p. .E Huke and E. fruto. 1979. mar/abr.Melhoramentos da Rizicultura no Rio Grande do Sul. 1946. ECOFISIOLOGIA DA CULTURA DO ARROZ 1.Adventícias ou secundárias. Órgãos reprodutivos: Panícula. 5. tornando-a por muito anos o município maior produtor do RS. onde rápidamente se expandiu. por Oscar Loevens. flor. maio de 1945.Seminal ou primária.(1) Referências Bibliográficas: 1. International Rice Research Institute. Internet. No mesmo ano inicia-se a irrigação mecânica em Cachoeira do Sul. 1. Lavoura Arrozeira.1 TAXONOMIA Engler Angiospermae Monocotylidoeae ---------------------------Graminales Gramineae Oryza Oryza sativa Cronquist Magnoliophyta Liliopsida Commelinidae Cyperales Poaceae Oryza Oryza sativa Divisão Classe Subclasse Ordem Família Gênero Espécie A estrutura de uma planta de arroz pode ser agrupada em duas partes: Órgãos vegetativos: Raiz. Secretaria da Agricultura.

1. Ramificam-se abundantemente concentrando-se. clima. Níveis mais altos ocasionam um maior número de eixos e mais superficiais. a) Tipo de planta: Cultivares de porte baixo. 3 dias após a seminal. Cresce até mais ou menos o estádio de 7 folhas. Estas 5 raízes mais a seminal. .2. Caso contrário.2 Fatores que afetam o sistema radicular: Condições de solo.1 Raíz Seminal: É apenas uma raiz. é o Coleóptilo. o comprimento e o diâmetro dos eixos principais deve ser grande. enquanto que solos rasos e mal drenados encontramos raízes mais na superfície. Em solo bem drenado é a raiz seminal que emerge primeiro do embrião. geralmente. O número de raízes atinge o máximo entorno do estádio de emergência da panícula. A concentração de N na base da planta deve ser maior que 1% para não sofrer deficiência.1. As raízes dos perfilhos emergem da mesma maneira sincronizada que a do principal. d) Adubação: O nitrogênio é o elemento que mais influencia a formação do sistema radicular do arroz. e com 6 folhas emergem as do terceiro nó que crescem até a planta ter 8 a 9 folhas. O comprimento radicular total no florescimento pode atingir 15 a 34 km/m² de superfície de solo.2. Quando a planta estiver com 3. além de fixar a mesma ao solo nos estádios iniciais. c) Manejo da água: Solo com boa percolação e sistema de inundação intermitente provocam o aparecimento de sistemas radiculares com maior número de eixos principais e mais profundos.1 Raízes Adventícias: Se formam dos nós inferiores do colmo. Se origina do primórdio existente no embrião. b) Condições de solo: Solos profundos e bem drenados resultam raízes mais profundas. b) As raízes laterais e os pêlos absorventes devem ser bem desenvolvidos. Sem percolação e inundação contínua o número de eixos principais é menor e mais superficial.15 m. enquanto que níveis mais baixos ocasionam raízes mais longas. suprem a plântula em água e minerais. alta capacidade de perfilhamento apresentam o eixo principal das raízes com menor diâmetro. 1. porém o fator determinante é o genótipo ou cultivar. Cultivares com maior número de perfilhos férteis tendem a possuir um número maior de eixos principais. com 5 folhas emergem as do segundo nó e crescem até 7 ou 8 folhas. afetam o comprimento final das raízes. até uma profundidade de 0.2 a 4 folhas emergem 8 novas raízes do primeiro nó. 1. com menor diâmetro e um maior número de raízes superficiais. Cultivares com menor número de perfilhos e maior peso de panícula tendem a ter menor número de eixos principais e com maior diâmetro resultando sistema radicular mais profundo.2.4 Morfologia do sistema radicular de uma cultivar de arroz com alto potencial de rendimento: a) O número. Após 2 dias mais 2 raízes saem do nó do coleóptilo (parte superior).2. e) Densidade de semeadura: Um maior o número de plantas por m² aumentam o número de eixos principais com menor diâmetro e menor comprimento. umidade. As 3 primeiras saem da parte inferior do nó do coleóptilo.

a) Concentração foliar de Nitrogênio: maior de 3. 1. As tardias formam maior número de entrenós.3.5% = paralisa o afilhamento menor de 1. O segundo afilho com a quinta folha e o terceiro com a sexta folha e assim por diante.1 Fatores que influenciam o afilhamento. Em cada nó há uma folha e uma gema capaz de emitir afilhos e raízes caulinares. maior o afilhamento. levemente sulcados e sem pilosidade. g) Temperatura da água: A ideal é cerca de 31 graus Celsius.3. 1.3 COLMO. d) Água: Lâmina alta no início do desenvolvimento prejudica o afilhamento.70 m médio: de 0. dos superiores. 1. b) Fósforo: Necessita de concentração maior que 0.25% para não ser limitante.4 Folhas. sendo que do colmo principal saem os afilhos primários. c) Radiação Solar: Quanto maior a radiação solar. porém de 4 a 9. destes saem os afilhos secundários. Na produção de sementes o afilhamento pode atrapalhar pela diferença de maturação.5% = pode ocorrer morte de afilhos. f) Plantas invasoras: Grande número de invasoras prejudica o afilhamento. Os entrenós maduros são ocos. .5% = bom afilhamento 2.10 m Os colmos são constituídos de nó e entrenós. De acordo com a altura de uma planta de arroz (comprimento do colmo mais panícula) classifica-se o colmo em: curto: menos de 0. O septo nodal separa dois entrenós.70 a 1. h) Temperatura do Ar: Temperatura menores que 19 graus Celsius. mais grossos e os superiores mais longos e mais finos. 1. enquanto que o plantio no cedo pode ter mais afilhos. d) Distribuição de raízes mais profundas.1 Afilhos: É uma característica genética com domínio da pesquisa.10 m Longo: maior de 1.c) Raízes superficiais abundantes e bem desenvolvidas. Os afilhos saem dos nós inferiores. Sofre influencia do meio ambiente e podem ser de 1 a 30 por planta. que por sua fez podem emitir os afilhos terciários. Os afilho formados quando surge a quarta e a quinta folha são os que provavelmente irão produzir grão. podem ultrapassar 5 cm de comprimento.1. A estatura da planta é função do número e do comprimento dos entrenós. O primeiro afilho surge junto com a quarta folha. alternadamente. restringem o número de afilhos. os entrenós inferiores são curtos. Uma planta possui de 12 a 22 entrenós. O número e o comprimento dos entrenós varia com a cultivar e com o ambiente. e) Época e cultivar: Plantio atrasado tem pouco afilho.

constituída por um grupo de espiguetas uniflorais. A folha completa possui: Bainha. geralmente é mais curta e mais larga. O número de folhas varia de 6 a 12. O ciclo de desenvolvimento do arroz é dividido em várias etapas que vão desde a germinação até a maturação.5 PANÍCULA É a inflorescência do arroz. O ciclo apresenta 3 FASES fisiológica e morfologicamente bem distintas: . A primeira folha que nasce do colmo principal e dos afilhos é uma bráctea = prophillum. 1. estames unidos de 3 em 3. apresenta 1 ovário com 1 óvulo. Pendentes. é na realidade um fruto (cariopse) envolto por duas brácteas: Lema (pode ou não arista) e a Pálea. Em dias chuvosos as lodículas não incham e na maioria dos casos não acontece a abertura.São envaginadas. ocasionando uma taxa de alogamia < 1%. Nas cvs. 1. dispostas alternadamente no colmo. De modo geral o ciclo dura de 115 a 160 dias. Permitem > número de plantas por área = > índice de área foliar = aumento de produção.7. lâmina. 1. O fechamento ocorre entre 50 a 80 minutos após a abertura. Os colmos principais possuem mais folhas que os afilhos. antes mesmo da completa emergência da panícula.1 Estrutura interna da cariopse (GRÃO) Embrião (contém os primórdios) Endosperma ( tecido de reserva) Tegumento (envolve os outros) Pericarpo (é removido no beneficiamento) 2 Fases e estádios de desenvolvimento da planta do arroz. 1. ÂNGULO DE INSERÇÃO DAS FOLHAS: Plantas com folhas espessas e eretas. A abertura da Lema e da Pálea caracteriza a Antese. Na maioria das cultivares a liberação do pólen ocorre antes da antese. modernas permanece ereta sobre a panícula.7 FRUTO O que chamamos de semente. As panículas podem ser Abertas.6 FLOR Possui 6 anteras biloculares. lígula (6 a 15 mm) e aurícula. Intermediárias. aproveitam melhor a radiação solar. e lodículas que comandam a abertura das flores. A ramificação é do tipo racimosa. Compactas ou Intermediárias. De acordo com o ângulo de inserção das ramificações primárias : Eretas. Ocorre após a emissão da panícula e inicia no topo da mesma. FOLHA BANDEIRA: É a última folha. uma em cada nó. devido ao murchamento das lodículas.

Alongamento ou elongação do colmo: Estádio final da fase vegetativa.- Fase vegetativa (50-60 dias) Fase reprodutiva (30-40 dias) Fase de Maturação (35-40 dias) FIGURA 1 .2.Fase Vegetativa: Inicia com a germinação e termina quando ocorre a diferenciação do primórdio floral (DPF).Escala de crescimento e desenvolvimento da planta de arroz 0 1 2 3 elongação do colmo ________________________________ início da formação da panícula crescimento da panícula FASE REPRODUTIVA germinação e emergência plântula afilhamento afilhamento máximo FASE VEGETATIVA 4 5 6 7 8 9 floração _________________________________ grão leitoso grão pastoso FASE DE MATURAÇÃO maturação 2.1. O entre nó superior colmo principal inicia seu alongamento. com a emissão do primeiro afilho. Plântula: Da emergência até antes de formar o primeiro afilho. Germinação e emergência: Ocorre de 5 a até 20 dias após a semeadura. 2. Gasta as reservas do endosperma. ( Geralmente ocorre simultaneamente com a diferenciação do primórdio floral). Dura de 18 a 20 dias. Afilhamento máximo: Fase em que o afilhamento ocorre com maior intensidade. Dura de 40 a 60 dias (precoces 45 e tardias até 90 dias). Esta fase é composta por vários “estádios” . Afilhamento: Inicia com a quarta folha.Fase Reprodutiva: .

Floração: É quando a panícula emerge da bainha da folha bandeira. O desenvolvimento do grão passa por 3 estádios. A fase reprodutiva pode ter início antes. 2. As reservas encontram-se no forma de líquido leitoso. sendo que 99% será de autofecundação. Estádio muito sensível porque é o momento em que será determinado o número de espiguetas por panícula. vai até que sua extremidade fique logo abaixo do colo da folha bandeira. dependendo da cultivar. ou após o alongamento. aparece primeiro no colmo principal da planta (ponto de algodão). A panícula já está formada. Grão leitoso: Consiste no início do enborrachamento do grão. Os carboidratos são canalizados para o grão. (colher 23%) A colheita de sementes abaixo de 16% causa redução no vigor e poder germinativo. Toda a fase reprodutiva dura de 30 a 40 dias.Inicia com a DPF e vai até o início da maturação. (cerca de 80% dos grãos já estão maduros) 2. Grão pastoso: O grão fica pastoso. e segue para a base até que todas se abram. A planta atinge o tamanho máximo e apresenta cerca de 5 folhas no colmo principal. O teor de umidade no grão vai diminuindo até atingir de 30 a 26%. No início medindo de 1 a 2 mm e coloração branca.1 – Maturação fisiológica: Ocorre quando os grãos estão com 40% a 30% de umidade. Na prática corresponde ao emborrachamento. endurecendo em 3 a 5 dias. durante.3 . Maduro: Ocorre em aproximadamente 30 dias após a floração. A DPF ocorre de 70 a 75 dias antes da maturação para qualquer cultivar. quando 90% dos grãos da panícula estão maduros.2 – Maturação de colheita: ocorre quando a umidade dos grãos estiver entre 25 % a 16 % . Em regiões mais frias pode durar até 65 dias. 2. e possui 3 estádios: Difernciação do primórdio floral (panícula): O meristema apical dá início à formação do primórdio da panícula.3. . Desenvolvimento da panícula: Período de diferenciação visível da panícula. Os grãos do terço inferior da panícula são os últimos a completar o amadurecimento e no início da colheita podem apresentar a cariopse no final do estádio grão pastoso (massa firme). A floração ocorre primeiro nas espiguetas da extremidade superior das panículas. A polinização e a fecundação seguem a mesma ordem. Estádio muito sensível à baixas temperaturas.Fase de Maturação: Inicia após a fertilização e vai até o amadurecimento. falta de água ou nutrientes. A coloração caminha do verde para o amarelo.3.

Aspectos Climáticos e sua influência na cultura do arroz. no RS mostraram que há uma relação linear entre a temperatura média do ar durante a fase e a sua duração em dias. Usado para estimar a duração das fases da planta.1. Temp. GRAUS-DIAS ( unidade de calor ou constante térmica).2 .Efeito da temperatura sobre a diferenciação do primórdio floral (DPF). MÍNIMA) – TEMP. Temperaturas menores de 19°C cessam o afilhamento e maiores são prejudiciais.1. A soma térmica do ciclo seria de: 3000 a 3500 C em cvs.35 C. podendo ser encontrado nos mais diferentes tipos de clima e solo. BÁSICA 2 Temp. 4400 a 6600 C em cvs. (22 a 31 (C&K)). ciclo curto. < a duração da mesma Pesquisa com diversas cvs.3 .600 graus dias da semeadura até o estádio de DPF. No RS cvs. O arroz se adapta bem a regiões onde a temperatura média está entre 20 e 35 C durante o ciclo vegetativo da cultura. MÁXIMA + TEMP. elevada acelera a taxa de desenvolvimento de todas as fases fisiológicas. numa determinada fase.1 – Efeito da Temperatura na Germinação: A faixa ideal para a germinação em menor período de tempo está entre os 30 . 3. de ciclo curto necessitam +ou. ciclo longo. O arroz é de ampla adaptação. Abaixo de 13-11°C inibem a germinação. GD = (TEMP.1. A temperatura tem efeito marcante durante todo o ciclo da cultura. Temperaturas acima de 40C são prejudiciais e abaixo de 20°C retarda a germinação. 3. Quanto > a temp. 3. base do arroz = a 10 C. No RS em condições ideais: germinação inicia após 48 horas e a emergência em 5 dias.1 – Temperatura do ar.Efeito da temperatura sobre o afilhamento: A temperatura ideal está entre 32°C a 34°C.(semeadura no cedo 10 dias e no tarde em 6-8 dias) 3. A temperatura ótima para a DPF e o desenvolvimento da panícula está entre 20°C e 30 °C. Temperaturas abaixo de ±17°C (consideradas baixas temperaturas para o arroz) e acima de ±34°C (consideradas altas para o arroz) afetam o número de espiguetas .3.

1.produtivas por panícula. impede a fertilização.5 – Efeito da baixa temperatura sobre o florescimento: A temperatura ótima está entre 30 e 32° C. 3. 3.4 Efeito de baixas temperaturas no desenvolvimento da panícula (durante o emborrachamento)- A temperatura ideal está entre 25°C a 30°C. OBS: temperaturas baixas na fase reprodutiva causam perdas na produção em até 30%. causando esterilidade.6 – Efeito da temperatura sobre a maturação: A temperatura ideal está em torno de 25° C. causam redução no número de espiguetas férteis por panícula. com temperatura média diária de 18° C passa para 53 dias.1. se ocorrer até 1 hora após a abertura das glumelas. d)Sementes mal formadas na maturação. ou anormalidades ou degeneração do saco embrionário e/ou dos grãos de pólen. c)Espiguetas do terço superior da panícula estéreis. Visualmente. o efeito do frio na planta de arroz . As cultivares diferem em sua resposta ao frio. Temperatura acima de 35° C aceleram a maturação. b)Má exserção da panícula. a) 22 dias antes da emissão da panícula( está ocorrendo a diferenciação das ramificações primárias e secundárias) .Ocorre degeneração das ramificações primárias e secundárias. Obs. causando esterilidade das espiguetas. e entre os motivos estão a má formação da membrana celular no grão de pólen. não havendo formação de grande número de espiguetas. Temperaturas abaixo de 15°C. . A duração do enchimento de grãos está diretamente associada à temperatura. b) 16 dias antes da emissão da panícula Ocorre a degeneração das espiguetas já formadas e/ou indução de anormalidades nas mesmas. À campo com temperatura média diária de 28° C o período dura cerca de 30 dias. 3. na fase reprodutiva se manifesta em: a)Esterilidade das espiguetas. atrofiadas e/ou de coloração branca. Neste estádio temos 2 períodos críticos quanto à baixas temperaturas (abaixo de 17°C). 8 a 10 dias antes da emissão da panícula. Temperaturas baixas. Temperaturas altas por 1 a 2 horas reduz a deiscência das anteras e reduz a germinação do grão de pólen sobre o estigma.1. reduzindo o peso do grão.

Ventos fortes: Podem acamar as plantas.Processos determinantes da produção: .3 . 3. A Transpiração da planta aumenta na raíz quadrada da velocidade do vento.6 .Umidade relativa do ar.2 – Temperatura da água de irrigação. renovando o ar entre as mesmas. No caso do arroz irrigado por inundação há diferença entre a temperatura da água e a do ar. Lâmina de água estagnada: Durante a noite a água pode ficar até 6° C acima da temperatura do ar. Temperaturas abaixo de 29° C retardam o afilhamento.Granizo.Ventos. (colher com 20 a 25% de umidade) Obs. Temperaturas abaixo de 25 ° C aumentam a esterilidade das flores. 3. 3. 3.5 . Alta umidade relativa do ar + altas temperaturas = ambiente propício para doenças fúngicas. Durante o dia fica de 1° a 2° C acima da do ar. diminuindo o crescimento da planta. ou causar a queda de grãos na maturação. Ocorrência de doenças que diminuam a área foliar.Fatores que afetam negativamente o enchimento de grãos: Temperaturas acima ou abaixo da ótima (25-30° C ) Baixa radiação solar pode reduzir o peso do grão. Na maturação é desejável baixa umidade relativa do ar. Com alta umidade relativa do ar a evapotranspiração é menor. A temperatura ótima da água de irrigação está entre 31° e 34° C no afilhamento. Temperaturas da água acima de 50° C causa a morte de plântulas. principalmente após a floração. Para o momento em que ocorre a DPF (diferenciação do primórdio floral) a temperatura ideal fica entre 30° a 32° C . Desfavorecem quando podem conduzir agentes causadores de doenças. Há diferenças entre cvs. E entre estádios de desenvolvimento. Lâmina corrente: A temperatura da água é sempre inferior a do ar em qualquer período do dia. Ventos leves: Podem favorecer as plantas. aumentando o fornecimento de CO2 . Conforme a época e a intensidade pode comprometer a produção. mas de maneira geral podemos assumir que a temperatura da água não deva ser inferior a 13° C nem superior a 43° C.4 . Obs. 3.

6.1. É definida entre a diferenciação do primórdio da panícula ao final da meiose.Teoricamente a produção de grãos de uma cultivar de arroz é determinada por 4 componentes: a) número de panículas por m².1. pelo desenvolvimento da cariopse.6. dependendo da capacidade de perfilhamento. 3. determinado até o florescimento.Peso de mil grãos. Na semeadura direta é definido em função da densidade de semeadura e da porcentagem de emergência. È definido entre a diferenciação das ramificações secundárias da ráquis até a maturidade fisiológica. 3.1. O Transplantado tende a ter um maior número de espiguetas por panícula do que o semeado direto.6. Sistematização é a criação de um sistema funcional de manejo que permita a . Estabelecimento e Condução da Lavoura 4. c) porcentagem de espiguetas férteis.Porcentagem de espiguetas férteis: É definida entre o início da DPF e o final da maturação fisiológica.2. 4. Sistematização do Solo O arroz irrigado por inundação exige o condicionamento do solo antes do cultivo.1. 3.Determinação dos componentes de rendimento: 3.Número de espiguetas por panícula.6.4. determinado após o florescimento. No transplantio é definido entre a etapa germinativa (estabelecimento) a até 10 dias após o estádio de máximo número de perfilhos. d) peso de mil grãos.Número de panículas por área.1.6. Produção de grão (ton/ha) = a x b x c x d x 10-3 3. e em menor grau.3. Basicamente depende do tamanho da casca.1.1. b) número de espiguetas por panícula.

e acessos fácil a cada um.2. Estruturas de irrigação e drenagem individual para cada quadro. Sistematização do solo em desnível Transfere-se o solo das elevações para as partes mais baixas do terreno. Sistematização do solo em desnível 4. Dentro do quadro o terreno é nivelado num plano pré-definido. Vantagens: -menor movimento de terra. Adequada relação comprimento( no máximo 200m) e largura (entre 20 e 50 m) em função do desnível. Retém a água com taipas em curva de nível.1. -> eficiência nos tratos culturais e na colheita -melhor aproveitamento do solo (menos taipas) . Quadros com taipas de altura mínima de 20 cm. Quanto < a declividade > área do quadro. manutenção e retirada da lâmina d’água da maneira mais eficiente.2. Sistematização do solo em nível A Área é subdividida em quadros de formato regular.1.1. Vantagens: -distribuição mais adequada da água: -uniformidade desde o início -facilita controle de invasoras -menor perda de nutrientes do solo -menor incidência de pragas e doenças -menor oscilação da temperatura da água e do solo -Há > uniformidade da lavoura. Quadros de tamanho compatível com as máquinas. -menor custo inicial de sistematização -melhor drenagem superficial Desvantagens: -maior consumo de água -lâmina desuniforme -maior dificuldade no controle de invasoras e no manejo de insumos agrícolas 4.1. Mantém a declividade natural do terreno. Sistematização consiste: -remoção de detritos -abertura de canais de drenagem e irrigação -construção de estradas internas -regularização da superfície do terreno -entaipamento -construção de estruturas complementares Conforme o sistema de Cultivo termos: 4.1.colocação.1. Sistematização do solo em nível 4.

devendo-se revolver não mais de 25% a 30% da superfície. Oferece redução de custos e controle do arroz vermelho. Transplante de Mudas.2. -Preparo Secundário -Grades ou plainas visando nivelar. No preparo do solo há a necessidade da formação da lama e o nivelamento e alisamento são realizados normalmente.-economia de insumos. 4. Sistema Convencional -65% da área do RS -Preparo Primário -Arado ou grade pesada: Visam eliminar ou incorporar plantas estabelecidas e os restos de cultura. Plantio Direto A semeadura é feita direta sobre solo não preparado anteriormente. 4.2. Pré-Germinado. Faz-se apenas as taipas de base larga e perfil baixo e aplainamentos. -O preparo é realizado com antecedência. A semeadura é com sementes pré-germinadas em solo previamente inundado. destorroar. 4.2. 4. Desvantagens: -dificulta a alternância de cultivos (solo fica com drenagem superficial deficiente) -Custo inicial é mais elevado. Cultivo Mínimo -25% da área do RS. -A semeadura é realizada diretamente sobre o cobertura vegetal dessecada. além de soltar a camada superficial do solo.2. Mix. Sistema pré-germinado -95% do estado de SC.3.com o solo inundado. incorporar herbicidas.1.4. -Utiliza uma menor mobilização do solo.Cultivo Mínimo.2. até uma mínima que permita formação de cobertura vegetal e compactação das taipas. 1ª FASE do preparo:Visa formar a lama e pode ser em solo seco e posterior . 4. Solo com umidade elevada ocasiona danos físicos na estrutura e aderência aos implementos. Plantio Direto. Sistema de Cultivo do Arroz Atualmente no RS e SC o arroz irrigado é cultivado em um dos seguintes sistemas de preparo e manejo do solo: Sistema Convencional. IMPORTANTE: O solo deve estar num ponto de umidade adequada. Com solo muito seco:ocorre a formação de torrões exigindo maior número de passadas.2.

Na cultura do arroz pré-germinado a calagem pode ser dispensada. B)Aração + gradagem ou rotativa em solo seco+rotativa sob inundação. a obtenção de sementes de alta qualidade. ou em solo inundado. pois a planta pega o solo inundado desde o início e a disponibilidade de nutrientes já é grande.São semeadas em torno de 300 g de sementes pré-germinadas por caixa (0.inundação.5. C)Rotativa em solo inundado+rotativa sob inundação. principalmente. usando-se pranchões de madeira. 2ª FASE do preparo: Renivelamento e alisamento visando preparar a superfície para receber a semente.2. cobertas com lona e irrigadas abundantemente.000 m2 por hora.Quando semeado em solo seco e a inundação iniciar cerca de 30 dias após a emergência. B) Transplante: Feito com mudas de 10 a 12 cm (12 a 18 dias após semeadura) em área previamente drenada. o uso da calagem já é recomendado (3 a 6 meses antes da semeadura).Calagem.1 O preparo do solo utilizado em áreas extensas (sul do RS). OBS: Uma máquina transplantadora com 6 linhas rende cerca de 3.60 x 0. D) inundação da área com lâmina de no máximo 10 cm pelo mínimo de 15 dias antes da semeadura (contr. A irrigação permanente deve iniciar de 2 a 3 dias após o enraízamento das mudas. B) 1 ou 2 gradagens para destorroar (com cuidado para deixar torrões pequenos para impedir o arraste pelo vento). Referência: Recomendações Técnicas da Pesquisa Para o Sul do Brasil 2001-2002 5. 4.4. A) 1 ou 2 arações em solo seco. Usa de 110 a 130 caixas de mudas por hectare. A) Produção de mudas: São produzidas em caixas com fundo perfurado.2. F) semeadura com sementes pré-germinadas (de avião). E) alisamento com pranchões de madeira.CALAGEM E ADUBAÇÃO 5.AV). C) aplainamento e entaipamento. As caixas são empilhadas. Leva de 2 a 4 dias até a emergência. . A) Aração em solo úmido + destorroamento com rotativa sob inundação. 4. Normalmente com 3 a 10 mudas por cova no espaçamento de 14 a 22 cm entre covas e 30 cm entre linhas. (30 a 40 kg de sementes por ha).30) cobertas com 1 cm de solo. cujas dimensões dependem da máquina utilizada. Sistema de transplante de mudas Objetiva.1.

É usado exclusivamente o N e devem ser levadas em consideração alguns fatores importantes para o sucesso da prática.3 Adubação Nitrogenada. O sulfato de potássio (K2SO5) em doses acima de 60 kg/ha de K2O e sob temperatura alta.2.2.Incidência de doenças (A brusone é favorecida por excesso de N). . 5. Como as formas de N mineral são muito móveis no solo. (Aplica-se N apenas na cobertura. 5. não se aplica N na semeadura. 5.Tipo de cultivar. Recomenda-se para o arroz irrigado o uso de cloreto de potássio (KCl) por ser mais barato e seguro.Histórico da área ( Qual foi a resposta da cultura nos anos anteriores?). antes da semeadura. . pode liberar H2S em níveis tóxicos para a planta. no afilhamento e no início da diferenciação do primórdio de panícula . Neste caso a análise deve ser feita especificamente para este fim.Potássio.Adubação Mineral. a recomendação é de apenas 10 kg de N/ha na adubação de base. . Pode-se usar fertilizantes fosfatados solúveis (superfosfato tríplo.1 Adubação de cobertura. no nivelamento da área.2.3. Baseia-se fundamentalmente na análise do solo.colocamos o K2O e o P2O5 na semeadura. aumenta a expectativa de resposta a doses de N). e os fosfatos naturais isoladamente ou em misturas para solos com teor de P superior a 3mg/L. Pré-germinado.Modo de aplicação do fertilizante. 5. deve-se levar em consideração estas plantas para a aplicação do calcário.Época de semeadura (Quanto mais dentro da época ideal.Teor de Matéria Orgânica.3. simples) os termofosfatos e escórias para solos com teor de P inferior a 3mg/L. 5.preparados sob inundação podemos colocar o K2O e o P2O5 incorporados na formação da lama ou após. . 5. A calagem também pode minimizar os efeitos prejudiciais da toxidez de ferro. . .Ponto de Algodão) As fontes recomendadas: -Uréia amídica (Amídica) -Sulfato de Amônio (Amoniacal) OBS: As fontes nítricas não são recomendadsa devido às elevadas perdas que ocorrem no solo. Para o Pré-germinado em SC.1.2. Na semeadura no seco.Fósforo: O arroz irrigado tem poucas diferenças de resposta às diferentes formas de fósforo.2. podendo ser lixiviados.Quando se planta culturas em rotação ou sucessão.

EPAGRI 106. Na grande maioria. CICA 8.3. A toxidez pode ocorrer por absorção excessiva(toxidez direta) ou por precipitação sobre as raízes das plantas(toxidez indireta )provocando oalaranjamento das raízes e impedindo a absorção de nutrientes (Ca.1. 5. No RS grandes áreas são cultivadas em taipas em nível. mantendo-se uma lâmina entre as taipas que possuem uma diferença de nível entre 5 a 10 cm.4. P.Controle: A mais econômica é o uso de cultivares tolerantes. Fe.Irrigação e drenagem. promove a solubilização de ferro. Em casos específicos.Desenvolvimento vegetativo (como ele está ocorrendo. A água é colocada no ponto mais alto da lavoura. Si. 108. 6..Fatores climáticos (temperatura e luminosidade estão relacionados a eficiência na utilização de N). O alagamento do solo.1 RS Época da aplicação. Na. embora tenham o domínio da água. . IAS 129 Formosa. se está bom ou não). dentro de critérios (respeitando os períodos críticos da cultura quanto a falta da lâmina de água) O efeito da toxidez também pode ser diminuído com a antecipação da adubação de cobertura ( no geral uma semana antes do IDPF). mg. . EEA 406.1 . tais como. podendo o acúmulo de Fe+2 na solução do solo atingir níveis tóxicos ao arroz. 109 e BLUEBELLE. Mn) 5. A calagem prévia do solo elevando o pH para 6 também pode minimizar o problema. as lavouras são pouco planificadas. e conduzida por gravidade. a irrigação intermitente pode ser recomendada. aplicar no IDPF 1°) no início do perfilhamento ou 35 dias após a emergência 2°) no IDPF 1°) 1/2 no perfilhamento (30 dias após semeadura) 2°) 1/2 no IDPF cvs modernas 1/2 + 1/2 cvs tradicionais 1/3 + 2/3 cvs sequeiro 1/3+2/3(doses totais menores de 30 kg de N/ha) Dose única Dose Parcelada (doses maiores que 50 kg de N/ha) RS SC pré-germinado 5. 107. K. BR-IRGA 414.4 -Toxidez de ferro.

com uma eficiência de 42%. Percolação.1.  características físicas do solo.2 mm/dia e usa-se uma vazão de 2 l/s/ha.  manejo da cultura.  profundidade do lençol freático.1 . o que resulta em 17. Necessidade de água no Sistema de Taipas em Nível. menor que os 60% considerados como ideal.5 a 2.(SC) Preparo do solo com lâmina de 4 a 5 cm gasta cerca de 1000 a 2000 m3 /ha.  dimensões e revestimentos dos canais. 6. Reposição após herbicida: Encher em 1 ou 2 dias com vazões de 2 a 3 l/s/ha.germinado.3. Solos franco-arenosos necessitam vazões maiores.Necessidade de água.2.  localização da fonte de água.  ciclo evolutivo da cultura. Manutenção da lâmina : Vazões de 1 l/s/ha. Necessidade de água no Sistema Pré. 6.1.7 mm/dia. Recomenda-se vazões contínuas de 1.3 mm/dia.0 litros/s/há num período médio de irrigação de 80 a 100 dias.6.1.7 a 7. Quantidad = e necessária de água para saturar solo + para formar uma lâmina + para compensar + para repor as + para suprir as a perdas por perdas dos evapotranspiraçã percolação canais de o vertical irrigação Estas quantidades dependem principalmente das:  condições climáticas.2. OBS: A evapotranspiração e a percolação são os responsáveis pela maior porcentagem de demanda de água. Evapotranspiração. 6. . (apresenta baixa percolação devido a formação da lama) 6. No RS a ET da Lavoura do Arroz Inundado chega a 7. Nos trópicos: A ET média diária varia entre 4 a 5 mm/dia (época chuvosa) e 5 a 6 mm/dia (época seca) Cima Temperado: A ET média normal do arroz irrigado por inundação varia entre 6.

OBS: Algum nível de percolação seria benéfico. pode reduzir em 50% ou mais a produtividade. -Em áreas mal drenadas.25 % de NaCl.5. Salinidade. ciperáceas. não existe uma que tolere irrigação com água em nível igual ou superior a 0. IAS 12-9 Formosa) .(EEA 406. Em solos leves podem ser > 10 mm/dia ( o que dificulta manter uma lâmina). Medida da condutividade elétrica igual ou acima de 2mmhos/cm deve ser suspensa a irrigação. influi: na disponibilidade dos nutrientes. 6. ( como a maioria dos solos cultivados com arroz) – percolação baixa < 10 mm/dia. Existe uma interação irrigação/cultivo. na população e espécie de invasoras presentes. É importante. e na incidência de algumas pragas e doenças. Quando houver suspeita. e a água além de influir no aspecto físico das plantas. Qualidade da água de irrigação. Este teor no início da fase reprodutiva.1. Manejo da água de irrigação. Para determinarmos a altura da lâmina mais adequada. mas a presença de lâmina influi na população de invasoras (espécie e número).4. -Lâminas baixas ou saturação: favorecem gramíneas. O solo saturado é suficiente para o arroz. período entre o IDPF e o enchimento de grãos.Tradicional .4. afilhamento.suportam lâminas mais altas.Em solos com nível freático alto. ou camadas impermeáveis próximas a superfície. 6. 6. Porém há 3 períodos mais exigentes: estabelecimento do cultivo. pois arrastaria possíveis substâncias tóxicas oriundas do metabolismo microbiano aneróbico. A cultura necessita de água durante todo o seu ciclo. devemos considerar: a)Cultivar: . Das culturas atuais. deve-se fazer uma análise para se estabelecer a concentração dos elementos que podem ser tóxicos a planta. ou lâminas altas: favorecem o surgimento e desenvolvimento de invasoras aquáticas. folhas largas.

no preparo do solo. Eficiência da irrigação.Quando iniciar a irrigação ? Vai depender do manejo adotado na lavoura: se no sistema de quadros em nível (pré-germinado) ou no sistema de taipas em nível.69 a 0.65 a 0.1.5. a eficiência é 42%.Intermediárias (Blue-belle) e Modernas (outras) – lâmina não deve ultrapassar 10 cm b)Topografia do Solo: Menor declividade – maior uniformidade da lâmina. Se a umidade do solo permitir.6.  Toescher(87/88) Inundação Contínua 0. Aplicar o herbicida com as invasoras com 1 a 3 folhas aumenta a eficiência e diminui a dosagem. 6.6 . No RS considerando-se a ET média 7. Dependendo da temperatura.Taipas em nível. Em anos normais isto ocorre de 15 a 20 dias após a emergência. drena-se o quadro e deixa-se encharcado.3 mm/dia. . O início da irrigação depende das condições de umidade do solo. 6.6. Com o crescimento das plantas a lâmina é aumentada progressivamente até 10 cm.3. Maior declividade – maior desuniformidade da lâmina. pode-se iniciar a inundação 30 dias após a emergência para cultivares precoces e até 40 dias para as cultivares ciclo médio e longo. intermitente 0. deixa-se assim por até 5 dias. Após. A irrigação começa antes da semeadura. Semeia-se com uma lâmina de 5 a 10 cm. Pode atingir 50 a 60% na inundação contínua.59 Inund. ou seja 17. Interação Herbicida-Água.7 Aspersão 0.6.. É comum o uso de um banho para favorecer a germinação. É importante para o controle das invasoras. 6.(cuidado com as invasoras) 6.6. Manejo da lâmina de água no combate ao frio.57 IRGA (97/98) Inundação Contínua 1.01  6.(início da irrigação) 6.2 mm/dia e usando-se 2 l/s/ha na vazão.81 a 0. Quadros em nível.6. Deve-se iniciar a irrigação logo após a aplicação para evitar a reinfestação.2.2.

2 Tipo de planta Intermediária Baixo vigor inicial (principalmente com temp. Drenagem. para aumentar o efeito “termoregulador”. podemos efetuar a drenagem após o completo enchimento dos grãos. Cultivares de arroz Cultivares registradas no SNPC. Boa resistência a doenças. (www. para as cultivares modernas.1. Porte médio. Exigentes em preparo do solo. Baixo afilhamento.3 Tipo de planta Moderna . No caso de solo argiloso.agricultura. Ciclo precoce.gov. e 15 dias. Ex: Bluebelle 7. Grãos longos tipo “patna” ( longo.1. Acamam sob alta fertilidade natural ou com altas doses de N. 7. quando os grãos estiverem em estado pastoso. Se o solo apresentar uma boa drenagem.br/snpc) 7. modernas. de arroz irrigadas do RS são classificadas. Baixo afilhamento. fino e cilíndrico) de alta qualidade e boa aceitação. folhas curtas. médios ou longos com secção transversal de forma elíptica e de aceitação restrita. semi-eretas e lisas. folhas largas e decumbentes.1 Tipo de planta Tradicional Porte alto. No geral. Ex. Resistentes a solos frios no início do desenvolvimento.6. quanto ao tipo de planta em : -tradicionais -intermediárias -modernas 7. N e controle de invasoras. EEA 406. IAS 12-9 Formosa 7. Tolera semeaduras tardias (ciclo de até 120 dias).Em regiões onde existe a possibilidade de ocorrer frio (<16 oC) durante o emborrachamento precoce das cvs.1 Tipo de Plantas As cvs. com difícil drenagem . Sucetível à brusone e doenças do colmo. estreitas. 6. Grãos curtos.1. aconselha-se 10 dias após o florescimento pleno(80%) para as cultivares intermediárias. menos exigentes às condições de cultivo.4. devemos elevar o nível da lâmina para mais de 15 cm por um período de 15 a 20 dias. reduzindo a esterilidae das espiguetas. Ciclo médio ou semi-tardio. Alto vigor na competição com invasoras. do solo baixa).

usando-se cv. Grãos na maioria tipo patna de casca lisa ou pilosa. cultivar. Usamos menor quantidade de sementes/ha para aumentar a desuniformidade de idade dos perfilhos para proteger a lavoura de grandes perdas de produtividade.4 Cultivares Indicadas Para o RS e SC Conf. Mediana degranação natural. pilosas ou lisas. Semeadura à lanço: 500 sementes aptas por metro quadrado na profundidade < 5 cm. Semeadura em solo com baixa temperatura: Usamos maior densidade de sementes para compensar possível morte de plântulas menos vigorosas oriundas de sementes com baixa sanidade e vigor. Exigentes ao aplainamento do solo (lâmina uniforme devido ao porte baixo e médio vigor inicial). onde possa ocorrer frio na fase reprodutiva. do vigor e PG das sementes e das condições ambientais. Estas densidades objetivam garantir uma população inicial de 200 a 300 plantas por metro quadrado.2 densidade de Semeadura A densidade média de sementes varia em função da. Espaçamentos maiores: favorecem o afilhamento. Exemplo: As cultivares atualmente recomendadas. para regiões com quedas bruscas de temperaturas Semeadura em solo inundado (pré-germinado): -500 sementes aptas por metro quadrado.1. Geralmente com colmos curtos e fortes. Precoce. . Ciclo precoce a tardio. 7. 7. -semear com lâmina de cerca de 5 cm. Respondem a níveis altos de N.Porte baixo (semi-anão ou filipino). desuniformidade da floração. Anexo 1 ( Pág. Espaçamento entre linhas: 13 a 20 cm. Espaçamentos menores: mais adequadas às semeduras tardias de cvs precoces do tipo modernas. Alta esterilidade com redução considerável de produção nas semeaduras além da época ideal. Semeaduras além da época recomendada. Alta capacidade de afilhamento. Exigentes no controle inicial das invasoras. Folhas curtas e eretas. do método de semeadura. 60 e 61 das recomendações para a cultura do arroz irrigado 20012002). Semeadura em linha: 400 a 500 sementes aptas por metro quadrado.

5 Época de semeadura (RS) Atualmente existe uma recomendação por região do estado e por ciclo da cultivar. Não é recomendado alterar o final da semeadura. CVS CICLO TARDIO :21/9 a 10/11: É antecipada cerca de 10 dias a data final de semeadura em relação às cvs ciclo médio. Precoces e/ou tolerantes ao frio podem ser semeadas com segurança após 20/11. 8. Informação atualizada encontra-se nas Recomendações Técnicas da Pesquisa Para o Sul do Brasil. e revisado anualmente pela pesquisa.(2001/2002.4 Época de semeadura (SC) Atualmente existe uma recomendação por região do estado e por ciclo da cultivar. QUALIDADE TECNOLÓGICA DO GRÃO DO ARROZ 8. Época historicamente mais adequada no RS 15/10 a 15/11 No geral todas as cultivares podem ser semeadas com segurança após 15/10. CVS CICLO PRECOCE :11/10 a 10/12: É atrasada de 10 a 15 dias para evitar que o período crítico da planta ao frio ocorra em dezembro.(2001/2002. 21) 7. Porém somente as cvs. e revisado anualmente pela pesquisa.Semeaduras antes da época: Aumentamos a quantidade de sementes não só para melhorar a população inicial mas para favorecer a sincronia de maturação das cultuivares que tendem a perfilhar mais. pág. 7. pág. Introdução -Consumidor mais exigente . CVS CICLO SUPER PRECOCE :21/10 a 20/12: É atrasada cerca de 10 dias o início e o fim de semeadura em relação às precoces. 16) Exemplo: Para Uruguaiana conforme a Embrapa (RS) CVS CICLO MÉDIO: 01/10 a 20/11 Podemos iniciar a semeadura quando a temperatura média do solo desnudo a 5 cm de profundidade mostrar-se firme e acima de 20oC. Informação atualizada encontra-se nas Recomendações Técnicas da Pesquisa Para o Sul do Brasil.1.

Três tipos de produto para consumo na mesa : Integral. Condições de processamento.3. Elevado rendimento de grãos inteiros no beneficiamento. como produto de mesa. Valor nutritivo. hídrica. devido a estresse ambiental (def. Adequação aos padrões de comercialização do produto. riboflavina e niacina. Características próprias da cultivar.2.3. Busca-se bom rendimento de grãos inteiros no processamento. 8. Branco Polido. Influenciam o rendimento de inteiros. Arroz Integral O arroz é limpo e seco e descascado. grão que influenciam seu comportamento no . 8.3. Componentes de qualidade Comportamento no beneficiamento.-Preferências bastante diversificadas -Produto busca se adequar às exigências -Produto busca entrar em outros mercados -Ter preço diferenciado 8. doenças. Arroz Parboilizado O arroz em casca é submetido a um processo hidrotérmico.2. insetos).3. Principais formas de consumo de arroz no Brasil Consumido principalmente na forma de grãos inteiros. 8. O arroz integral é polido removendo-se camadas externas do endosperma e do germe.1. 2. O processo aumenta o valor nutricional do arroz polido. de cocção e de processamento.1. grãos quebrados e farelo. É pouco consumido no Brasil (pessoas com hábitos mais sofisticados e de maior poder aquisitivo). Condições climáticas. proporcionando a gelatinização total ou parcial do amido. Qualidade comestível. antes das etapas de descasque e polimento. Subprodutos: Além da casca.3.1. Sistema de cultivo. Parboilizado. Mais rico em nutrientes que o arroz polido. Possui teores mais elevados de tiamina. Características das glumas. Comportamento no Beneficiamento A preferência dos consumidores é um produto uniforme. Pode ser Polido ou Integral.2. 8. 8. no rendimento de inteiros.1. Propriedades do beneficiamento. sem grãos quebrados e/ou danificados.2. 20% do arroz consumido no país. 8.1. Praticamente inexistente o seu uso pela indústria de transformação (alimentar ou não). Arroz Branco Polido É a forma predominante de consumo no Brasil. Teor de umidade dos grãos na colheita e no beneficiamento. Arroz de sequeiro sofre mais variabilidade de um ano para o outro.2.

Danos por insetos: também podem causar o endosperma opaco.3. 8. Estruturas celulares e intercelulares ( a proteína e os fenômenos de hidratação e desidratação do endosperma intervêm diretamente na manutenção da integridade estrutural do grão.3.1. -Livre de manchas. 8. Exemplo: Grãos de arroz com áreas opacas no endosperma: Barriga branca: causada por um acondicionamento mais frouxo das partículas de amido e proteína. Além da característica da cultivar e do método de colheita. e não diminuem o valor nutritivo do grão. > danos por insetos.5. prejudica qualidade e aspecto visual do produto. Grãos mal empalhados: problemas de conservação após a colheita. Dureza do endosperma.1.4. Cv com casca mais escura: resulta um produto mais escurecido após a parboilização.2.1.2.1 Características das glumas.3. Teor de umidade. Comprimento e forma são herdados independentemente e podem ser combinados como desejado. diminuindo a aceitação.2. No Brasil a preferência é o longo fino (agulhinha). Dureza do endosperma.Dimensões e forma do grão.2. Teor de umidade. Dimensões e formato do grão. -Livre de imperfeições causadas por insetos ou doenças.1. Grão gessado: o gessamento do endosperma ocorre quando o grão é colhido ainda imaturo e com alto teor de umidade . 8. Cultivares glutinosas ou cerosas: endosperma é naturalmente opaco. Principais fatores que contribuem para a resistência dos grãos ao trincamento podem ser agrupados sob quatro aspectos: -Hidratação -Amido -Parede celular -Orientação da estrutura celular 8.2. Aparência do endosperma. e não deve ser confundido com defeitos. Aparência do endosperma. Casca pubescente: quase sempre rejeitados pelos cerealistas por ser mais abrasiva (desgaste nas máquinas e alergia nos operadores). são mais propensas ao quebramento.2. -Sem áreas opacas. As manchas desaparecem com o cozimento. é fundamental para a .1. Os padrões para classificar em função do comprimento e forma variam de um país para outro.3. O grau de resistência a rachaduras reflete-se diretamente no rendimento de grãos inteiros durante o beneficiamento. 8. Característica importante para o consumidor que prefere endosperma: -Translúcido.3.3.

2. durante o armazenamento.3.1 Propriedades do amido.se diferenciam pois apresentam ramificações a cada 20 a 25 unidades de -glucose .1. . -Secagem. Qualidade comestível (palatabilidade). formado por: Amilose – 1000 unidades de -glucose (cadeia longa. Amido.2. helicoidal e sem ramificação) Amilopectina. -Teor de amilose e amilopectina. -Ganho de volume no cozimento. o teor de umidade dos grãos na: -Colheita. grau de polimento do grão. -Beneficiamento. 8. -Consistência de gel. -Nas várias interações entre esses componentes. Ocorrem uma série de alterações no período de pós-maturação do grão para consumo. embora tenha outros fatores envolvidos (estádio de maturação do grão na colheita.2. Amilose e amilopectina. -Absorção de água. -Textura do arroz cozido. Estes fatores são função do teor de umidade do grão sendo os dois primeiros dependentes das características da cultivar. O maior problema é determinar o ponto adequado de colheita de modo a maximizar o retorno econômico que pode ser estimado na ocasião da colheita com base na: produtividade da lavoura. -Perda de sólidos solúveis. 8. trilha e estocagem. De maneira geral recomenda-se colher com 18 a 22% de umidade.1.obtenção de maior percentual de grãos inteiros. secar à baixas temperaturas e em tantas etapas quantas forem necessárias para evitar a fissura. A reação do arroz ao calor. -Temperatura de gelatinização.3. -A consistência.3. 8. -Comportamento no processamento: Estes fatores estão ligados às características físico-químicas. ou tempo de armazenamento) seu comportamento é extremamente dependente da sua composição química onde o amido é 90% do grão beneficiado polido. qualidade do arroz colhido e nos custos envolvido com a secagem do produto. Qualidade de cocção: -Tempo de cozimento. que acabam modificando as propriedades organolépticas do arroz. Qualidade comestível. É preciso ponderar sobre os custos envolvidos. -O aroma. de cocção e de processamento.

principalmente. e é mais resistente à desintegração dos grãos durante o cozimento que o arroz recém colhido.2. são sempre mais intensas no arroz beneficiado que no arroz em casca. Fornece um bom índice da textura do arroz cozido e de seu comportamento após o resfriamento.3. 23 a 27% de amilose. Isto ocorre provavelmente. Conteúdo amilótico acima de 25% (alto) apresentam variabilidade quanto à consistência de gel.3. aumento ou decréscimos no teor de uma delas reflete-se de forma inversa no teor da outra e resultam comportamentos igualmente inversos nas propriedades de cocção ou processamento. O arroz integral. Variedades glutinosas (cerosas) . as variedades são classificadas em: CG Rígida.quando cozidos apresentam-se úmidos e pegajosos. apresentam menos conservação que o polido.1.3. devido à elevação da insolubilidade da proteína e do amido durante o armazenamento. Alteração pós-colheita. É a temperatura de cozimento na qual a água é absorvida e os grânulos de amido aumentam irrversívelmente de tamanho com simultânea perda de cristalinidade. Alta* 74° a 80° C Intermediária – 68° a 73° C Baixa** 63° a 68° C * requer mais água e maior tempo de cozimento (rejeitado por quase todo o mercado. devido à conservação das camadas mais ricas em lipídios. elevando também o tempo de cozimento do produto. ** excessivamente macios e podem se desintegrar durante o cozimento. expande mais. O amido é quase só amilopectina (0 a 2% de amilose). Variedades não glutinosas têm de 7 a 34% de amilose.2.endosperma opaco .3.2. independente das condições ambientais. CG Intermediária. Entretanto outros problemas no armazenamento podem prejudicar o consumo como:Ataque de pragas. .1. Complementa o teste de amilose e auxilia na discriminação de variedades com conteúdo de amilose alto. Rancidificação. Alterações progressivas das propriedades físico-químicas do arroz após a colheita ocorrem. 8 a 22% de amilose. Teor de amilose abaixo de 24%. Fermentações. em virtude do gosto do consumidor. assim como o mal polido.Como são moléculas complementares na composição do amido do arroz. 8.2. Temperatura de gelatinização. Estas alterações acabam sendo positivas. nos 3 ou 4 primeiros meses de armazenagem e. CG Macia. Conforme a consistência da pasta fria devido ao efeito combinado da amilose e da amilopectina.2. Fungos. 8. geralmente a CG é macia 8. Escala da Embrapa: Alto teor Teor intermediário Baixo teor 28 a 32% de amilose. No cozimento o arroz beneficiado envelhecido absorve maior quantidade de água. apresenta menor índice de sólidos solúveis na água de cocção. Consistência de gel.

8. -Estádios de maturação do grão. 8. são capazes de prover o organismo com energia por períodos prolongados. controle adequado de doenças. . Sob condições tropicais. Arroz em casca parboilizado. O polimento reduz drasticamente os teores de vitaminas e sais minerais.8% a 4% da proteína (excelente teor). O conteúdo protéico é grandemente influenciado pelo ambiente. Valor nutritivo. Proteína.2.3. bem como fósforo. 8.3. É função. Padrões de comercialização. maior disponibilidade de N no solo. os quais por serem de absorção lenta. Carboidratos. Branco polido = 109 calorias. -Características varietais. Qualidade. O arroz é uma excelente fonte de carboidratos complexos.3. Conteúdo calórico de 100 gramas de arroz cozido: Integral = 119 calorias. que leva em consideração os fatores de qualidade associadas à limpeza.1.3.3.4. uniformidade. -Fatores climáticos e ambientais.3.3. Parboilizado = 106 calorias. principalmente de seu conteúdo protéico. O arroz polido tem 7% de proteína e o integral 8%.8. condições sanitárias e pureza do produto. Grupos. riboflavina e niacina. É importante fonte de minerais e vitaminas contendo quantidades apreciáveis de tiamina.2.3. Embalagem e Apresentação do Arroz proporcionam um sistema de comercialização por Classes e Tipos. Sub-grupos. O conteúdo protéico do arroz polido pode ser influenciado pelo: -Tipo e quantidade de fertilizante aplicado. 8.3.1. bom manejo da água = aumentam o teor de proteína. É de boa qualidade pois contém os 8 aminoácidos essenciais ao homem. 8.4.3. o teor é menor nas temporada secas e maior nas úmidas. -Grau de polimento do grão no beneficiamento. As normas de Identidade. Vitaminas e sais minerais. Baixa densidade de semeadura. De acrodo com a forma de apresentação do produto a ser comercializado: Arroz em casca.4. Arroz beneficiado integral. Alta radiação solar na maturação= diminui o teor de proteína no grão. Arroz beneficiado. durante o encharcamento e a fixação durante a gelatinização. 8. ferro e potássio. A parboilização mantém as vitaminas do complexo B pela pela migração para o interior do grão. Arroz em casca natural.3.3. A lisina é 3.

e definidos de acordo com o percentual de ocorrência de defeitos e com o percentual de grãos quebrados e quirera. Percentual total de arroz beneficiado (grãos inteiros. A legislação prevê Renda Base em nível nacional de 68% . 8. 2. 8.8.90 mm Relação comprimento/largura  2. Desclassificado: comercialização é proibida por estar em mau estado de conservação (fermentado. Classes.4.3.3. Misturado: quando não se enquadra em nenhuma das classes anteriores. 8. Os percentuais máximos de defeitos permitidos em cada um dos 5 tipos encontram-se expressos em tabelas de tolerância. .Arroz beneficiado polido.6.4.75 mm. 8.3.3. Arroz beneficiado parboilizado.7.4.4. conforme as dimensões dos grãos inteiros após o descasque e polimento. Outros critérios considerados. Grão médio: comprimento entre 5 mm a menos de 6 mm. teores de micotoxinas acima dos limites. 4 e 5). mofado.4. Rendimento do grão. Grão Longo-fino Comprimento  6 mm Espessura  1. desdobrado e recomposto. -Percentual de matérias estranhas e impurezas. Expresso pelo percentual de grãos inteiros e de quebrados. devem ser usados para efeito de desconto no peso líquido do lote em questão. para cada subgrupo. 8. sem predominância de nenhuma (80%). Rendimentos inferiores ou superiores aos estabelecidos pela Renda Base.3.3. pode ser rebeneficiado.5. -Teor de umidade. A legislação prevê rendimento de grãos de 40% inteiros e 28% quebrados e quirera. 8.3.4. São 5 tipos expressos em numerais (1. Renda no benefício.4. Qualquer dos sub-grupos pode ser incluido em uma das 5 classes. Grão longo: comprimento  6 mm. Quando não atendem às exigências podem ser: Abaixo do padrão: pode ser comercializado como tal. Se acima de determinados limites. odor estranho. No mínimo 80% dos grãos inteiros tem que ter as dimensões previstas. mistura de 2 ou mais classes. Tipos. a serem aplicadas na tipificação do produto. Produto sem enquadramento. Grãos curtos: comprimento < 5 mm. devem ser corrigidos pela aplicação de coeficientes específicos. Arroz beneficiado parboilizado integral. quebrados e quirera). 3.

ele fica ligado. ao invés de ficar soltinho. Sua textura crocante e seus grãos escuros atraem tanto pelo sabor único. macios. Ele não deve ser preparado ou substituído pelo arroz comum. produzido por uma planta aquática que cresce espontaneamente nas margens dos Grandes Lagos norte-americanos e canadenses. como pelo aroma marcante. levemente translúcidos. no sabor delicado e neutro. e no Maranhão ainda é possível encontrar a variedade "cateto" ou "catete" (miudinho. A qualidade dos grãos reside no frescor. Aromático O arroz aromático ou Jasmine tem grãos alongados. É a variedade de arroz preferida por gourmets de todo o mundo. tanto pelo aroma natural que se desprende desde o cozimento como pelo sabor delicado. . enquanto o interior é claro e macio. em tupi-guarani ). Arroz Sasanishiki Originário da parte Norte da ilha de Honshu. que permitem a modelagem durante o preparo. apresenta uma parte externa firme e escura. cremoso. também conhecida como "semente americana".9. Variedades exóticas de arroz. Variedades internacionais Arbório Ao contrário do agulhinha. Conhecido como o "caviar dos grãos". e nem deve ser servido com feijão: durante o cozimento os seus grãos liberam mais amido e. o Sasanishiki já era cultivado antes mesmo do tempo dos samurais. formando um contraste atraente de cor e textura. Alguns estados da região central ainda produzem a variedade "amarelão". na textura úmida e nos grãos unidos. a variedade predominante é conhecida como arroz "agulhinha" e é mais cultivada na região sul. No Brasil. É essa vocação para a cremosidade que faz dele o arroz ideal para se fazer risotos. que lembra ervas torrada. levemente amanteigado. com leve acento de avelãs. de grãos longos e compridos. o Arroz Arbório possui grãos arredondados. Arroz Selvagem É um grão raro.

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