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PRÁTICAS EMPREENDEDORAS E

ESTRATÉGIAS DE MARKETING
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conteúdos interativos ficam desabilitados.
Por essa razão, fique atento: sempre que possível, opte
pela versão digital. Bons estudos!

Ninguém entende melhor do próprio negócio do que o empreendedor. É importante valorizar o conhecimento
proveniente da experiência, das questões diárias.

Você pensa em ingressar em um novo negócio ou já está nele e quer avançar nas estratégias?

Pretende continuar como colaborador, porém antenado às mudanças no mercado de trabalho?

Vamos, então, conhecer o dia a dia do microempreendedor, o MEI (sigla para microempreendedor individual); as


práticas empreendedoras; as oportunidades de negócios;
o valor das ideias; as tendências e algumas profissões
da era do marketing digital.

A relação entre esses assuntos se justifica pelo contexto econômico atual e os novos
cenários mercadológicos que se desenham, em que surgem profissionais com visão
cada vez mais empreendedora.

CENÁRIO ATUAL
Adotado mundo afora, o empreendedorismo avança também no Brasil, onde muitas pessoas têm trabalhado por
conta própria, às vezes dentro das organizações ou fora delas, pela prática de home office, legalizada no setor
trabalhista
com a criação do microempreendedor individual (MEI). Essa categoria é a que geralmente ingressa em
um negócio sem recurso financeiro.

[O] empreendedor deve desenvolver melhor sua rede de contatos. [...] A falta de recursos sempre foi e parece que
continuará a ser uma das principais reclamações [...] dos empreendedores quando pretendem criar um negócio.

— (DORNELAS, 2015, p. 54)

PROJETOS INOVADORES

Segundo Dornelas (2015), quando a escolha for por essa a situação (empreender sem dinheiro), o importante
é ter como foco projetos inovadores, que tenham importante diferencial em relação aos concorrentes e que
possibilitem
um crescimento mais rápido do negócio. Com essas características, é possível buscar créditos em
instituições financeiras que atuam nessa perspectiva.

LINHAS DE CRÉDITOS

No Brasil, destaca Dornelas (2015), embora as taxas de juros e algumas determinantes para o crédito
possam dificultar a capitalização, há alternativas, como linhas de créditos de agências governamentais
estaduais
ou federais, que visam cobrir capacitação profissional, pesquisa e desenvolvimento.

PLANEJAMENTO, ESTRAGÉGIAS E METAS

Tudo isso, no entanto, precisa estar associado ao planejamento, bem como a estratégias assertivas com
metas muito bem estabelecidas.

Nos estudos do Sebrae-SP, de mapeamento do perfil das empresas que conseguem continuar suas atividades
após o quinto ano de existência, como lembra Dornelas (2015) e Dino (2019), alguns diferenciais são considerados.

Para visualizar o vídeo, acesse seu material digital.

Ainda segundo Dornelas (2015), o estudo do Sebrae-SP mostra que 92% dos negócios que sobreviveram por mais
de cinco anos tiveram recursos originados de capital próprio ou familiar.

PRÁTICAS EMPREENDEDORAS NO MARKETING DIGITAL


Os apontamentos até aqui demonstrados são totalmente válidos para a atuação no marketing digital. Entretanto,
vale dizer que dois pontos são fundamentais quando se pensa nas ações disruptivas originárias das novas
tecnologias de
informação e comunicação.

O primeiro é, nesse contexto, entender o papel do planejamento; e o segundo é a devida compreensão do


comportamento do consumidor.

PLANEJAMENTO

Diante do volume tão grande de ferramentas de marketing, é muito importante analisar as que mais se
identificam com o negócio, escolher as mais necessárias e classificá-las em ordem de prioridade.

 Por exemplo:

As redes sociais digitais costumam ser prioritárias, tal como os canais de mensagens instantâneas.
Dependendo do negócio, para que a utilização desses elementos possa ser mais bem explicada, vídeos são
imprescindíveis.

Para ser assertivo no uso das ferramentas, é necessário, então, um planejamento.

COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

É preciso compreender as preferências do consumidor, as necessidades dele, a relação que ele mantém com a
marca, assim como a comunicação que deve ser estabelecida com ele.

 Por exemplo:

Para atingir esse objetivo, podemos responder aos seguintes questionamentos: "como ele prefere ser
abordado?", "qual é a mensagem que mais se adéqua ao perfil dele?", "que tipo de abordagem é a ideal para
que a marca não
lhe pareça invasiva?", "qual é a periodicidade mais aceita por ele?".

É preciso entender que estamos diante de uma nova categorização de consumidor, que emerge globalmente.

Uma nova espécie de consumidor [...] está emergindo globalmente – jovem, urbana, de classe média, com
mobilidade e conectividade fortes. Enquanto os mercados maduros estão lidando com uma população que
envelhece,
o mercado emergente está desfrutando o dividendo demográfico de uma população mais jovem e
mais produtiva.

— (KOTLER; KARTAJAYA; SETIAWAN, 2017, p. 33)

Um importante diferencial do marketing digital no empreendedorismo em relação a outros setores é o dinamismo


das ideias, já que as mudanças são muito rápidas.

Por um lado, a internet favorece a obtenção de novas ideias, pois


as pesquisas são mais facilitadas e o volume de informação é
extraordinário.

Por outro lado, isso obriga o empreendedor a ser muito mais


criativo, uma vez que praticamente tudo o que se procura na
web se encontra com apenas alguns cliques.

Com base nisso, pode parecer difícil ser inovador.

Porém, ser inovador não significa criar algo totalmente novo sempre: pode-se utilizar
o que já existe com um diferencial que apenas venha a ser importante e atrativo ao
consumidor.

 Por exemplo:

Uma embalagem diferente, um detalhe na forma de entrega, um sistema de


atendimento mais ágil, todos esses elementos podem ser diferenciais que
potencialmente tornarão o negócio inovador.

MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL (MEI)


O MEI é o profissional que sai da informalidade e passa a ter uma atividade que seja
regulamentada, de acordo com a legislação trabalhista.

Para se tornar um MEI, é necessário o pagamento de uma taxa de aproximadamente 5% do


salário mínimo para o cadastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ), cobrança que se repete mês
a mês.

O MEI também dá direito à inscrição na Previdência Social, garantindo assim direitos


previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença e licença-maternidade.

Com o MEI é possível a obtenção de crédito em instituições públicas, como os bancos.

Como condição para ser um MEI, o empreendedor precisa ter faturamento anual que atinja no
máximo R$ 81 mil reais e faturamento mensal que se limite a R$ 6.750 mil (valores de 2019),
além de não ter participação societária
em outra organização.

Esse microempreendedor só pode contratar um colaborador, responsabilizando-se, se o fizer,


pelos compromissos tributários deste.

Existem, ainda, outras obrigações, como o pagamento de 3% do salário do funcionário para o


INSS; o preenchimento do Relatório Ambiental Simplificado (RAS); e a Guia de Recolhimento do
FGTS (GFIP), que também deve ser paga
para o colaborador contratado.

Saiba mais informações sobre MEI nesta sequência de vídeos do Sebrae:

TENDÊNCIAS PROFISSIONAIS
Quanto mais inovam-se os processos tecnológicos, mais o cenário mercadológico muda, razão pela qual temos
presenciado, com certa frequência, o surgimento de novas profissões. Com base nisso, vejamos a seguir algumas
características
dessas novas tendências na área:

 O marketing digital responde por uma boa parte das novas profissões.

 Profissionais de  SEO , de 


social media, de monitoramento, entre outros, são relativamente novos em nosso
mercado, mas também muito presentes.

Dentro desse contexto, em outubro de 2019, o grupo Meio & Mensagem divulgou um estudo da Cognizant  que
apontava 21 novas profissões só na área do marketing, todas as quais serão requisitadas nos próximos anos. Esse
trabalho faz parte da iniciativa da empresa
de apontar as principais tendências do mercado provocadas pelas
novas tecnologias.

Dois assuntos que, nesse contexto, já fazem parte das análises mercadológicas e integram as análises da futuro
das profissões são:

 Inteligência artificial (IA)

 Internet das Coisas (IoT – Internet of Things)

Veja a seguir algumas das novas profissões mencionadas pela reportagem do Meio & Mensagem.

Para visualizar o vídeo, acesse seu material digital.

Para se candidatar a uma dessas profissões, uma vez que são novas, não haverá exigência de experiência
adquirida. Sendo assim, as competências necessárias devem estar ligadas à área de referência e à tecnologia
disruptiva . 

 Por exemplo:

O auditor de viés algorítmico precisa ter vivência no cenário tecnológico e certa familiaridade com inteligência
artificial e internet das coisas, além de ter, é claro, entendimento em algoritmo. Pode ser um analista ou
programador
digital.

O mapa "Práticas empreendedoras" nos mostra que é preciso entender os diferenciais das empresas para que
elas sejam bem-sucedidas. Segundo levantamento do Sebrae (DORNELAS, 2015), oito são os parâmetros que se
destacam nesse contexto:
escolaridade; conhecimento; relacionamento; oportunidade; planejamento;
risco; dedicação; e origem dos recursos. Neste contexto, também
é necessário entender o MEI e suas
características, além de conhecer as tendências para as profissões baseadas nas tecnologias disruptivas.

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Para visualizar o vídeo, acesse seu material digital.

REFERÊNCIAS
DINO. Taxa de empreendedorismo no Brasil chega a 38%. Veja, Economia, 26 mar. 2019. Disponível em:
https://bit.ly/39hvbz4. Acesso em: 18 nov. 2019.

DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo na prática: mitos e verdades do empreendedorismo de sucesso. Rio de


Janeiro: Elsevier, 2007.

DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo na prática: mitos e verdades do empreendedorismo de sucesso. 3. ed. Rio


de Janeiro: Elsevier, 2015.

KOTLER, P.; KARTAJAYA, H.; SETIAWAN, I. Marketing 4.0: do tradicional ao digital. Rio de Janeiro: Sextante, 2017.

MADRIGAL, A. G. Empreendedorismo no Brasil: vale a pena ser um empreendedor? Portal Administradores.com,


2019. Disponível em: https://bit.ly/2GHKWmF. Acesso
em: 14 nov. 2019.

MEIO & MENSAGEM. 21 novas profissões do marketing pós-disrupção tecnológica. Meio&mensagem, out. 2019.
Disponível em: https://bit.ly/37BCzEG. Acesso
em: 14 nov. 2019.

REIS, E. P. dos; ARMOND, Á. C. Empreendedorismo. Curitiba-PR: IESDE, 2008.

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