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Transformadores de Potência

® Clever Pereira / UFMG

Eletrotécnica – TEXTO Nº 6

TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA

1.

INTRODUÇÃO

OBJETIVO PRINCIPAL: Estabelecimento de modelos matemáticos

a

propiciar o cálculo das correntes, tensões e potências quando estiverem operando em regime permanente senoidal na freqüência de serviço de 60 Hz.

para

transformadores

de

potência

monofásicos,

de

forma

2.

2.1.

TRANSFORMADOR IDEAL

Hipóteses BÁSICAS

Fluxo varia senoidalmente:

regime permanente senoidal.

Núcleo

permeabilidade

magnética infinita:

não é necessária nenhuma F mm para magnetizar o núcleo;

todo fluxo confinado ao núcleo, logo não existem indutâncias de dispersão.

com

Enrolamentos com ρ nula:

resistências dos enrolamentos nulas.

Φ i 2 + + v 2 e 2 N 2 - - i 1
Φ
i 2
+
+
v 2
e 2
N 2
-
-
i 1
+
+
v 1
e 1
N 1
-
-
Fig. 1 – Transformador Ideal

2.1.

Para as hipóteses básicas consideradas para o trafo ideal, as tensões induzidas nos enrolamentos são iguais às tensões terminais. Assim

Relação de tensão

⎧ v ( t ) = e ( t ) 1 1 ⎨ ⎩ v
v
( t )
= e
( t )
1
1
v
( t )
= e
( t )
2
2

(1)

Transformadores de Potência

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Sabe-se ainda que

⎧ d λ 1 ( t ) d Φ ( t ) e ( t
d
λ 1 ( t )
d
Φ ( t )
e
( t
) =
= N
1
dt
1 dt
d
λ
( t )
d
Φ ( t )
2
e
( t
) =
= N
2
dt
2 dt

(2)

Substituindo as equações (2) nas equações (1) resulta que

v 1 t

t

(

)

e 1 (

=

)

=

N

1

=

N

=

N

v

2

(

t

)

e

2

(

t

)

N

2

V

(3)

onde N é comumente denominada de

trafo ideal. Em regime permanente senoidal (RPS) tem-se que

relação de transformação

senoidal (RPS) tem-se que relação de transformação V 1 E N 1 = N N V

V 1 E

N 1 = N

N

V

2

E

2

2

N V =

=

1

=

do

(4)

A equação (4) mostra, além da relação de módulo,

terminais estão em fase

.

que as tensões

2.2.

Relação de corrente

Lei de Ampère

Hd

= i

env

=

F

mm

(5)

é a intensidade de campo magnético e i env é a corrente

envolvida, também chamada de força magnetomotriz F mm . Como

onde H

H e

possuem o mesmo direção e sentido, então

∫ Hd⋅ = ∫ Hd . = N ⋅−i N ⋅i = F 11 2
Hd⋅
=
Hd
.
= N ⋅−i
N
⋅i
= F
11
2
2
mm

(6)

Desta forma, considerando na equação (6) que F mm = 0, resulta que, em regime permanente senoidal,

(7)

ou seja, a relação de corrente N I vai ser dada por

N 1

I

1

N

2

I

2

= 0

N

1

I

1

= N

2

I

2

N 2 I 2 = 0 N 1 I 1 = N 2 I 2 ⇒

I 1 1

N

2

=

=

=

1

I

2

1

N

V

N

N =

I N

(8)

A equação (8) mostra também que, além da relação de módulo,

correntes terminais estão em fase

.

as
as

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2.3.

Relação de potência

Nos terminais 2, muitas vezes denominados terminais secundários, a potência complexa é dada por

S

2

=

V

2

I

*

= ⎜ ⎛ V

1

N

⎟⋅ ⎞

(

N

 

I

1 )

V .I

1

*

=

2

 

=

1

(9)

ou seja

S = S 1 2
S
= S
1
2

Desta forma, conclui-se que a

1 (9) ou seja S = S 1 2 Desta forma, conclui-se que a ideais é

ideais é unitária, ou seja

S 1 N = = 1 S S 2
S
1
N
=
= 1
S
S
2

(10)

relação de potência N S dos trafos

(11)

Desenvolvendo um pouco mais a equação (11) vem que

2.4.

 

=

1

1

= ⋅

1

S

2

V

2

I

*

2

V

2

I

2

N

S

=

S 1 V

I

*

V 1 ⎛ ⎜ I

* ⎞ ⎟ ⇒ N = N ⋅ N = 1 ⎟ S V I
*
N
= N
⋅ N
= 1
S
V
I

Representação de Circuito de um Trafo Ideal

(12)

NO DOMÍMIO DO TEMPO

v 1 (t)

i 1 (t) N : 1 i 2 (t) N 2
i 1 (t)
N : 1
i 2
(t)
N
2

v 2

(t)

EM REGIME PERMANENTE SENOIDAL I 1 N : 1 I 2 V 1 N V
EM REGIME PERMANENTE SENOIDAL
I 1
N : 1
I 2
V 1
N
V 2
2

Fig. 2 – Representações de circuito de um transformador ideal.

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2.5.

Impedância situada em um dos lados de um trafo e vista

Impedância situada em um dos lados de um trafo e vista

pelo (ou referida ao) outro lado do trafo

Impedância situada em um dos lados de um trafo e vista pelo (ou referida ao) outro

Considere uma impedância Z 2 ligada no secundário do trafo ideal (lado 2), conforme a figura 3 abaixo. Pela lei de Kirchoff das tensões tem-se que

V 2 V = Z ⋅ I ⇒ Z = 2 2 2 2 I
V
2
V
= Z
⋅ I
Z
=
2
2
2
2
I
2
I
N : 1
I
I
1
2
1
V
N
V
Z
'
V
1
Z
2
2
2
1
2

Fig. 3 – Circuitos com impedância ligada no lado 2 de um trafo

(13)

2 ⎧ ⎞ ' ⎪ 1 2 Z = ⎛ ⎜ N ⎟ ⋅ Z
2
'
1
2
Z
= ⎛ ⎜ N
Z
=
N
Z
2
2
2
N
2
⎨ ⎝
⎪ V
'
2
V
=
2
⎩ N

Desta forma, expressando em (13) as grandezas terminais do lado 2 em função das grandezas terminais do lado 1, vem que

Z

2

=

VN 1 V 1 1 = NI ⋅ N 2 I 1 1
VN
1
V
1
1
=
NI
N
2 I
1
1

(14)

ou seja, a impedância vista pela fonte situada no lado 1 vai ser

Z V 1 22 2 ' = NZ ⋅= NZ ⋅= = Z 22 V
Z
V 1
22
2
'
=
NZ
⋅=
NZ
⋅=
=
Z
22
V
2
2
I
N
1
I

(15)

'

Na equação (15),

pelo (ou referida ao) primário (lado 1).

Z 2

é a impedância Z 2 do secundário (lado 2) vista

Exemplo 1

A

figura

ao

lado

apresenta

um

transformador

ideal

com

uma

impedância Z 2 ligada no seu secundário (lado 2), que possui 500

espiras. Este transformador possui 200 espiras no primário (lado 1). Quando

ele é energizado no primário por uma

fonte de tensão ideal de 1200 V eficazes, circula uma corrente de 5 A,

V 1

I 1 I 2 N N V 1 2 2
I 1
I 2
N
N
V
1
2
2

Z 2

Fig. 4 – Transformador Ideal do Exemplo 2.

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com fator de potência 0,866 indutivo. Para este transformador pede-se determinar:

(a)

A potência complexa fornecida pela fonte situada no lado 1;

(b)

A relação de transformação N deste transformador;

(c)

As relações de transformação de tensão N V , de corrente N I e de potência N S para este transformador;

(d)

O valor da impedância Z 2 vista pela fonte situada no primário;

(e)

O valor real da impedância Z 2 ;

(f)

A tensão, corrente e fator de potência no enrolamento secundário;

(g)

A potência complexa entregue à impedância Z 2 .

Solução

(a)

Admitindo a tensão da fonte na referência, tem-se que

V 1 = 12000°V

e

θ 1 = acos(0,866) = 30°

e desta forma, como a corrente é indutiva, ela está atrasada em relação à tensão, ou seja

I 1 = 5∠ − 30° A

A potência complexa fornecida pela fonte vai ser então de

* * S = V ⋅ ( I ) = 1200 ∠ 0 °⋅ (
*
*
S
= V
(
I
)
=
1200
0
°⋅
(
5
∠ −
30
°
)
=
1
1
1
=
6000
30
°
VA
=
( 5196,15
+ j
3000,00 )VA

(b)

(c)

A relação de transformação N vai ser dada por

N =

= 0,4

N

1

=

200

N

2

500

As relações de transformação de tensão N V , de corrente N I e de potência N S vão ser dadas por

N = N = 0,4 V 11 1 N 0,4 V N = 1 N
N
=
N
=
0,4
V
11
1
N
0,4
V N
=
1
N S

N

I

=

==

=

2,5

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(d)

(e)

(f)

(g)

A impedância vista pela fonte no primário vai ser a relação da tensão pela corrente no primário, e é também o valor da impedância ligada no secundário, vista pela fonte no primário, ou seja

V 1200

1 =

0 °

=

 

°

 

'

Z

2 =

240

30

° Ω

I 1 ∠ −

5

30

O valor real da impedância Z 2 vai ser então de

2 ⎞ 2 ' 2 Z ⎟ ⋅ Z ( ) = ⎜ ⎟ ⋅
2
2
'
2
Z
Z
(
)
= ⎜
240
30
°=
2,5
240
30
° =
1500
30
° Ω
2
= ⎜ ⎜
2
N
200
1

N

500

2

A tensão, a corrente e o fator de potência no lado 2 vão ser

⎧ V 1 1200 ∠ 0 ° = ⎪ N 0,4 ⎪ ⎪ ⎨ I
V 1 1200
0
°
=
N 0,4
⎪ ⎪
I
=
NI ⋅
=
0,4 ⋅ 5
∠−
30
°=
2
∠−
30
°
A
2
1
3
fp
=
cos(
30 °= )
=
indutivo
0,866
2

V

2

=

=

3000

∠° 0

V

A potência complexa desenvolvida na impedância Z 2 pode ser calculada por

* * SVI = ⋅ ( ) = 3000 ∠ 0 °⋅ ( 2 ∠−
*
*
SVI
=
(
)
=
3000
0
°⋅
(
2
∠−
30
°
)
=
2
22
=
6000
∠°
30
VA
=
(
5196,15
+
j
3000,00
)
VA

Por se tratar de um trafo ideal, a potência complexa entregue no secundário (lado 2) é a mesma que a fonte entrega no primário (lado 1), uma vez que a relação de potências complexas N S de um trafo ideal é unitária.

É importante o leitor ter em mente que o

primário nem sempre

importante o leitor ter em mente que o primário nem sempre é o enrolamento de maior

é o enrolamento de maior tensão e que a atribuição deste

nome

a

um

arbitrária.

determinado

enrolamento

é

completamente

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3.

3.1.

CIRCUITO EQUIVALENTE DE UM TRAFO REAL

Considerações Iniciais

Fluxo varia senoidalmente (RPS);

Núcleo com permeabilidade magnética finita

Vai

ser

necessária

uma

corrente

(força

magnetomotriz)

para

magnetizar o núcleo, denominada corrente de magnetização.

Vão existir fluxos de dispersão que vão enlaçar uma das bobinas do trafo e não enlaçar a outra, representados por indutâncias de dispersão.

Enrolamentos com ρ não nula

Os enrolamentos vão possuir resistências em razão de serem constituídos por fios ou cabos.

Núcleo composto de material magnético

Vão ocorrer fenômenos físicos próprios destes materiais, tal como saturação, histerese e perdas devido às correntes de Foucault ou parasitas (também denominadas eddy currents).

V 1

R T X T N : 1 I 1 I 2 I e I a
R T
X T
N : 1
I 1
I 2
I e
I a
I m
N 1
N 2
E 1
E 2
R a
X m

V 2

Fig. 5 – Circuito equivalente de um transformador real

R T

X T

R a

X m

V i

resistência equivalente dos enrolamentos 1 e 2; reatância de dispersão equivalente dos enrolamentos 1 e 2; resistência de perdas no ferro do núcleo; reatância de magnetização; tensões terminais do trafo (i = 1, 2); tensões induzidas nos enrolamentos (i = 1, 2); correntes terminais do trafo (i = 1, 2); número de espiras nos enrolamentos (i = 1, 2);

E i

I i

N i

N relação de transformação do trafo;

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3.2.

Circuito Equivalente de um Trafo Real Desprezando-se o

Circuito Equivalente de um Trafo Real Desprezando-se o

Ramo de Excitação

Circuito Equivalente de um Trafo Real Desprezando-se o Ramo de Excitação

Quando o trafo está operando com sua potência nominal, a corrente de excitação I e é muito pequena quando comparada com I 1 (da ordem de 2% a 5%). Deste modo, pode-se desprezar o ramo de excitação (magnetização e perdas no ferro) sem incluir em grandes erros. Desta forma o circuito equivalente da figura 6 se reduz a

V 1

R X T T ' N : 1 I 1 I I 2 2 N
R
X T
T
'
N : 1
I 1
I
I 2
2
N 1
N 2

V 2

onde

R


 

'

T

=

R

1

+

R

2

X

+

X

T

1

⎩ ⎪ =

'

2

Fig. 6 – Circuito equivalente de um trafo real desprezando-se o ramo de excitação.

Exemplo 2

O circuito elétrico da figura 7 abaixo mostra um trafo monofásico de 100 kVA, 2400/240 V, 60 Hz, utilizado como um trafo abaixador, instalado ao lado de uma carga ligada a um alimentador de tensão nominal de 2400 V, cuja impedância série é de (1,0 + j 2,0) . A impedância equivalente série do trafo é de (1,0 + j 2,5) referida ao lado de alta tensão. O trafo está entregando potência nominal à carga, com um fator de potência de 0,8 atrasado e com tensão nominal secundária. Desprezando sua corrente de excitação, pede- se determinar:

(a)

a tensão nos terminais de alta do trafo;

(b)

a tensão no extremo emissor do alimentador;

(c)

a potência que realmente está sendo entregue ao extremo emissor do alimentador;

(d)

o rendimento global do sistema de transmissão composto do alimentador e do transformador abaixador;

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V S

alimentador transformador carga R L X L R X T T ' I I N
alimentador
transformador
carga
R L
X L
R
X
T
T
'
I
I
N : 1
S
I 1
2
I 2
'
V
N
N
V
Z 2
V
1
2
2
1
2

Fig. 7 – Circuito elétrico composto pelo alimentador, transformador abaixador e carga do exemplo 2.

Solução

(a) A figura 7 acima apresenta o circuito elétrico composto pelo

alimentador, o

trafo
trafo

abaixador e pela

 

carga. São fornecidos os

valores da tensão e potência na carga.

Como o problema pede

para desprezar a corrente de excitação, está sendo utilizado o circuito equivalente do trafo sem o ramo de excitação.

Colocando-se arbitrariamente na referência a tensão na carga, tem-se que

V = 2400°V

2

A corrente I 2 na carga pode ser calculada sabendo-se que θ = arccos 0,8
A
corrente I 2
na carga pode ser calculada sabendo-se que
θ
= arccos 0,8 =°36,9
(
)
2
e que
S
100000
2
S
=⋅
VI
I
=
=
= 416,7 A
2
22
2
V
240
2

Como a corrente está atrasada da tensão, então

A

I

2 = 416,7∠− 36,9° A

potência complexa entregue à carga

é de

* * SVI = ⋅ ( ) = 240 ∠ 0 °⋅ ( 416,7 ∠−
*
*
SVI
=
(
)
=
240
0
°⋅
(
416,7
∠−
36,9
°
)
=
2
22
=
100000
36,9
°=
VA
(
80000
+
j
60000
)
VA

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confirmando os valores fornecidos no enunciado do exemplo.

tensão
tensão

A no lado de alta do trafo vai ser então de

'

V

2

2400

240

2400° = 24000° V

'

V

2

= N V

2

=

∠ 0 ° V ' V 2 = N ⋅ V 2 = A corrente '

A corrente

'

I 2

no lado de alta do trafo vai ser

' I

416,7

∠−

36,9

°

I

 

=

2

=

=

41,7

∠−

36,9

2

 

N

10

°

A

Finalmente a

pode ser calculada como

tensão

V 1 nos terminais do lado de alta do trafo

 

'

)

 

=

+

ZI

T

=

VV

12

'

2

=

2400

∠ °+

0

(

1

+

2496,5

∠°=

1,3

V

j

2,5

)

(

(

2495,83

41,7

+

∠−

58,33

36,9

)

jV

°

=

(b) A

tensão
tensão

no extremo emissor do alimentador vai ser dada por

VVZI = + ⋅ = 2496,5 ∠ 1,3 °+ ( 1 + j 2 )
VVZI
=
+
=
2496,5
1,3
°+
( 1
+
j
2
)
(
41,7
∠−
36,9
°
)
=
S1
L
1
= 2581,1
2,2
°=
V
(
2579,17
+
jV
100,000
)

A

solução do circuito

é apresentada na figura 8 a seguir

1 Ω j2 Ω 1 Ω j 2,5 Ω 41,7∠-36,9° A 10 : 1 416,7∠-36,9°
1 Ω
j2 Ω
1 Ω
j
2,5 Ω
41,7∠-36,9° A
10 : 1
416,7∠-36,9° A
V 2
'
V
=
2400∠0° V
2
240∠0° V
V S = 2581,1∠2,2° V
Z 2
V 1 = 2496,5∠1,3° V

Fig. 8 – Solução do circuito elétrico do exemplo 2.

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(c) Como o alimentador está sendo representado por uma impedância série e a corrente de excitação do trafo está sendo

desprezada, as correntes

Desta forma, a potência entregue no extremo emissor do alimentador de 2400 V vai ser de

'

I 2

, I 1 e I S são

todas iguais entre si.

 

(

 

)

*

)

*

S

S

=

V

S

I

S

=

2581,106

2,22

°⋅

(

41,667

∠ −

36,87

°

=

107546,951

39,09

°

V

=

(

83472,811

=

+ j

67813,248

)V

(d) A potência ativa entregue pela fonte é de 83472,811 W enquanto

a potência ativa entregue à carga é de 80000 W. Desta forma, a

diferença entre elas é perdida no processo de transmissão da

energia elétrica, tanto no

Assim sendo, o rendimento global do sistema vai ser de

no Assim sendo, o rendimento global do sistema vai ser de alim entador, quanto no transformador.

alimentador, quanto no

transformador.

80000

83472,811

η =

×= 100%

95,84 %

Ou, equivalentemente, as perdas totais serão de

perdas =−100%

95,84% = 4,16 %

Valores acima de 95% para o rendimento são aceitáveis para processos de transmissão.

A potência perdida no alimentador vão ser de

2 2 = RI⋅ () =⋅1 ( 41,667 ) = 1736,14 W P alim alim
2
2
= RI⋅
()
=⋅1
(
41,667
)
= 1736,14 W
P alim
alim
alim

ou seja, as perdas no alimentador vão ser de

p alim

P alim

1736,14

=⋅

100%

=

100%

=

2,08%

 

P fonte

83472,81

As perdas no transformador vão ser iguais às do alimentador, uma vez que a resistência equivalente e a corrente que circula por ele são as mesmas.