Reaproveitamento de água de processo e resíduos de indústrias de laticínios

Reaproveitamento de água de processo e resíduos de indústrias de laticínios

porLuis Fernando Wentz Brum, Edna Regina Amante, Sílvia Benedetti e Luís Carlos Oliveira dos Santos Jr. A indústria de laticínios representa uma atividade de grande importância na economia mundial, sendo o Brasil, o sétimo maior produtor, segundo dados de 2001 da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Em 2005, foram produzidos cerca de 24 bilhões de litros de leite, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) (2007). A região Sudeste é responsável por 39% da produção, alavancada principalmente pelo Estado de Minas Gerais, que produziu cerca de 6,9 bilhões de litros no ano de 2005. O principal enfoque econômico do setor está no suprimento. A região sul é a segunda maior produtora de leite do País. Rio Grande do Sul e Paraná apresentam a maior parte da produção. No entanto, além de suprir demandas nutricionais, as agroindústrias devem estar envolvidas em uma nova contribuição, a de colaboradoras para o desenvolvimento sustentável. O setor de laticínios tem convivido com o consumo de água de limpeza, que representa mais de 80% da demanda de água nestas agroindústrias, sendo posteriormente tratada em sistema de tratamento de resíduos. Os sólidos solúveis e suspensos, tratados nestes sistemas, representam parte da matéria-prima ou resíduos de sanitizantes. Considerando os diferentes estágios de geração de efluentes na indústria de laticínios, as etapas de limpeza também acrescentam às águas compostos tanto derivados do leite, quanto estranhos à sua composição. As unidades de beneficiamento apresentam detalhes e diferenças entre processos, procedimentos e produtos. Um esquema geral pode ser resumido conforme apresentado na Figura 1.

constituídos principalmente por proteínas. o que representa. gorduras. Em geral. a qual contém frações diluídas de produtos lácteos. As operações de higienização das indústrias de laticínios têm como objetivo primordial a remoção de resíduos orgânicos e minerais aderidos às superfícies. 2002). em nível de produção nacional. o volume de efluente gerado pelas usinas de beneficiamento de leite varia de acordo com cada processo e produto produzido. contribui significativamente para as perdas não acidentais de leite ou de produtos lácteos e para a produção total do efluente (BALLANEC et al. a higienização dos laticínios utiliza o sistema de limpeza ³Cleaning In Place´ (CIP). qualquer etapa do processamento gera grandes volumes de efluentes (³águas brancas´). o coeficiente médio utilizado para projeto e estimativas para a indústria brasileira de laticínios é de um litro de efluente gerado para cada litro de leite produzido ou processado. Segundo Brião (2000). a emissão de 24 bilhões de litros de água residual. O Sistema Brasileiro de Respostas Técnicas (2007) descreve as etapas que . Contudo.Nas indústrias de laticínios. Esta água de processo. carboidratos e minerais.

a utilização de membranas (SKELTON. o objetivo do presente trabalho. o efluente gerado na higienização compõe um licor rico em gorduras. principalmente) e proteínas (caseínas. conforme o fluxograma ilustrado na Figura 2. visando analisar o setor e a relação entre os tratamentos de efluentes tradicionais e a recuperação de sólidos suspensos e solúveis na etapa de pré-enxagüe. buscando a recuperação e concentração de sólidos do leite presentes em águas de primeiro enxágüe dos equipamentos. Em geral. e aplicação desses sólidos na fabricação de produtos derivados de origem láctea e da água proveniente do permeado como água de retorno do processo industrial. como por exemplo. através da proposta da inclusão de uma tecnologia utilizando membranas. Os poluentes inorgânicos. 2000). Considerando o cenário internacional do tratamento de efluentes de laticínios em sistemas de tratamento de resíduos (end-ofpipetechnologies). O trabalho está apresentado na forma de uma revisão voltada para a proposta. carboidratos (lactose. como parte integrante do processo. é apresentar algumas sugestões para a diminuição do potencial poluidor do efluente da indústria de laticínios. principalmente) que passam a ser contaminantes se lançados diretamente em corpos receptores. e vários setores têm procurado minimizar os efluentes com a valorização de subprodutos. Composição dos efluentes de laticínios Segundo Peirano (1995). abrindo um espaço para a aplicação de tecnologias. Os conceitos e procedimentos das Tecnologias Limpas visam a valorização de matérias-primas e de resíduos. o efluente contém grande quantidade de matéria orgânica. considerando o volume de produção de leite UHT e creme de uma indústria de laticínios de grande porte situada em Carazinho/RS-Brasil. A recuperação de subprodutos na indústria de alimentos é foco de estudos ao longo de anos.envolvem o sistema CIP de limpeza. em especial nitrogênio e fósforo. são gerados em grande .

tubulações. como lavagem externa de pisos. libera essas águas de limpeza na recepção da estação de tratamento de efluente com grandes variações de pH (BYYLUND. lubrificantes. um dos caminhos principais é o reuso da água e incorporação na unidade industrial. pisos e demais instalações da indústria (SILVA. sem o tratamento adequado. Tratar o excedente de produção pode permitir não somente o seu reúso. areia. 2006). detergentes. Os efluentes líquidos da indústria são despejos líquidos originários de diversas atividades desenvolvidas na indústria. resíduos sólidos. caminhões e automóveis. Conforme pode ser observado na Tabela 1. No entanto. uma vez que o leite possui cerca de 3. descarga. A caracterização do efluente varia de acordo com o processo de industrialização.L-1 de fósforo. não representam características de composição das águas. ou seja. o impacto ambiental é alto em todos os casos. desinfetantes. jardinagem e sistema de refrigeração (LEITE & DERIVADOS. quando em excesso. O valor característico da DQO para efluente industrial de laticínio encontrado por Brião (2000) é de aproximadamente de 2 g.quantidade em processadoras de laticínios. ocasionam extrapolações do efluente gerado. o que pode vir a causar a eutrofização dos rios. Segundo os dados obtidos por Vourch (2007). Embora essenciais como nutrientes para tratamentos biológicos. a capacidade produtiva. o qual é realizado com soluções ácidas e alcalinas. no entanto. açúcar. o desempenho da indústria. Caso o efluente gerado tenha uma carga biológica incompatível com a incorporação na produção. têm enfoque ambiental. pedaços de frutas. e emissões atmosféricas passíveis de impactar o meio ambiente. que contém leite e produtos do leite. o sistema utilizado para a higienização das instalações e a qualidade da matéria-prima. O leite possui pH próximo do neutro (6. A indústria de laticínios gera efluentes líquidos.3% de proteínas e 1. as informações sobre os parâmetros característicos da águasresiduárias de laticínios. 2007). algumas das características de águas residuárias de indústrias de laticínios podem ser descritas de acordo com a Tabela 1. mas a sua valorização por meio da recuperação de proteínas e gorduras para posterior incorporação.L-1.000 mg. 1995). visando aplicações dos sólidos solúveis ou suspensos. o sistema de limpeza ³Cleaning In Place´ (CIP). há ainda outras atividades nas quais se requer água com menor grau de pureza. Para minimizar a geração destes efluentes. .70). essências e condimentos diversos que são diluídos nas águas de lavagem de equipamentos.

visto que seria possível atingir a redução da carga orgânica. os processos de separação com membranas apresentam um grande potencial para o tratamento de efluentes. uma vez que a legislação vigente permite a adição de sólidos de origem láctea como ingrediente de vários produtos lácteos com baixa umidade. O reúso e o reciclo de efluentes surge como uma alternativa para a minimização do lançamento de efluentes. como por exemplo.Cenário do emprego da filtração tangencial em efluentes de laticínios Na indústria de laticínios. evitando a sobrecarga nos sistemas de tratamento e servindo como uma ferramenta na redução de custos. o doce de leite e o leite condensado (BRASIL. A Figura 3 ilustra o processo integrado para a redução da carga poluidora nos efluentes de laticínios. 1997). O concentrado obtido (carga orgânica) pode ser reaproveitado. . adicionados de sacarose.

1991). As membranas podem ser classificadas de acordo com diferentes critérios. restringindo total ou parcialmente o transporte de uma ou várias espécies presentes na fase (SIDNEY. A microfiltração. necessitam de baixo consumo de energia e apresentam um uso racional de matérias-primas e recuperação de subprodutos (DRIOLI. são modulares e apresentam facilidade para realização de ampliação de escala. concentração. nanofiltração e osmose inversa são exemplos de processos que utilizam o gradiente de pressão como força motriz (MULDER. as paradas para limpezas e as limitações práticas do nível máximo de concentração a ser atingido também podem ser citados como desvantagens do processo (BJERKE. As principais vantagens são que esses processos geralmente são atérmicos. MULDER. . HUGHES. 1991). são simples em conceito e operação. 1996). temperatura ou potencial elétrico para gerar o movimento das espécies químicas envolvidas através da membrana (MULDER. e em geral são aplicados gradientes de pressão. CUPERUS.Os processos com membrana surgiram como uma nova classe de processos de separação que utiliza membranas como uma barreira seletiva. ultrafiltração. quanto à origem. 1998. 1991). Não envolvendo mudança de fase. A Figura 4 ilustra a atuação de uma membrana frente às fases e forças envolvidas no processo. O uso de pressões elevadas. ROMANO. As principais limitações da tecnologia de membranas são a fragilidade das membranas e a deposição de substâncias na sua superfície. 1999). que separa duas fases. não necessitam de aditivos químicos. A força motriz que rege o movimento depende das características da membrana. frequentemente um fino polímero sólido que restringe o movimento de certas espécies (SCOTT. como no caso da osmose inversa. As aplicações dos processos com membranas têm sido motivadas pelas vantagens que os mesmos apresentam em relação às operações clássicas. 1980. em naturais ou sintéticas. Uma abordagem inicial pode ser dada. 2001). Uma membrana é uma fase permeável ou semipermeável.

A alimentação perpendicular à área da membrana. Na alimentação tangencial. eleva-se a resistência ao fluxo permeado. (orgânicos e inorgânicos) e macromoléculas de correntes aquosas e utiliza alimentação tangencial (STRATHMANN. há o risco da recontaminação. O permeado apresenta uma concentração moderada de matéria orgânica (basicamente lactose. 1981). ou clarificação de efluentes. dificultando sua aplicação. elevando a DQO). possui fatores limitantes. com alta eficiência energética. No entanto. tais como: proteínas lácteas. a obstrução deste meio pelos compostos retidos e a formação de uma torta. 1991). A microfiltração é um processo de separação de componentes em suspensão com alto peso molecular e de compostos coloidais gerados pela dissolução de sólidos. que visa a remoção grosseira. A osmose reversa (ou osmose inversa) é um processo de remoção de água por alta pressão. para concentração de soluções com componentes de baixo peso molecular. carboidratos e enzimas. que objetiva a separação de solutos iônicos. a alimentação é realizada paralela à superfície. uma vez que o permeado ainda contém uma considerável concentração de açúcares . tais como a resistência inerente do meio filtrante. evitando a torta de filtração (MULDER. A ultrafiltração é um processo de separação seletiva utilizado para concentrar e purificar componentes de peso molecular médio a alto. conforme os métodos tradicionais de filtração. e somente parte dos solutos se acumulam. A nanofiltração é um processo de filtração entre ultrafiltração e osmose inversa que proporciona separações altamente específicas de componentes com baixo peso molecular. poderia ser testado com esta corrente e reduzir o volume de água fresca utilizada para o enxágue posterior. sendo a outra parcela conduzida para fora do módulo pela corrente de concentrado ou rejeito. o enxágüe inicial. 2006). e este é reduzido ao longo do tempo (HORST e HANEJAAIMER. Embora a utilização de membranas seja passível de remoção microbiológica. 1990). De acordo com Brião (2007). que à medida que sua espessura aumenta. em baixas pressões (GEA. tais como: açúcares de minerais dissolvidos e sais. o fracionamento do efluente de laticínios em permeado e rejeito abre a hipótese para uso das duas correntes.

200 L/dia de água residuária proveniente do primeiro enxágüe dos equipamentos. Para Skelton (2000). garantindo também a possibilidade de um armazenamento temporário do concentrado (BRIÃO.500 L/dia e o volume de rejeito contendo os sólidos solúveis de aproximadamente 304.m-2h-1. se o resíduo for proveniente de um tanque de leite in natura. A caracterização das correntes de permeado e rejeito torna-se indispensável para seu posterior reúso nos processos industriais. 1997) e já vem sendo executada comercialmente por algumas empresas do ramo. Vantagens ambientais e econômicas para a recuperação dos compostos solúveis e suspensos nos efluentes de laticínios A redução do volume lançado e a minimização da carga do efluente da indústria de laticínios podem ser abordadas com duplo foco. o leitelho (soro resultante do batimento da manteiga) ou mesmo o soro de queijo para esse fim. que o volume de permeado gerado após o processo de osmose inversa seria de aproximadamente 130. De qualquer modo. para a o volume de 435. o fluxo da corrente de permeado obtido para o processo de osmose inversa para águas residuárias obtidas pelo primeiro enxágüe dos equipamentos foi de 30 kg. entretanto. uma promissora alternativa seria a aplicação deste concentrado. sais minerais. o sistema teria ainda como garantias a limpeza CIP. Sendo assim. devem ser respeitados através de . que visa a remoção de matéria orgânica. Assim. seria possível assumir. uma etapa de pasteurização após a filtração torna-se necessária. Segundo Pires et al (2007). em subprodutos lácteos. 2007). Uma reutilização imediata seria necessária para evitar tais problemas.725 T/dia para a produção de leite UHT brik. 80% sejam provenientes da etapa de préenxágue. buscando remover a carga orgânica do efluente e recuperando um concentrado para a reutilização (BRIÃO. mesmo após a pasteurização. soluções estas utilizadas para a limpeza CIP do sistema. se necessária. A aplicação de qualquer corrente com contaminação proveniente dos processos de filtração ou armazenamento. O primeiro se refere à redução do consumo de água.(lactose). os parâmetros microbiológicos. Considerando o volume de produção de uma indústria de laticínios de grande porte de Carazinho/RS-Brasil. logo o volume de efluente que seria retirado da ETE seria de aproximadamente 435. teria conseqüências desastrosas após o consumo humano dos produtos subsequentes.700 L/dia. Somente o efluente do enxágüe inicial seria aproveitado para ser inserido em subprodutos. 93. A segunda abordagem é realizada com o tratamento ³in plant´. uma vez que. na indústria de laticínios. Além disso. rico em proteínas e gorduras. o volume de efluente gerado e encaminhado para a Estação de Tratamento de Efluente (ETE) será de aproximadamente 680. A adição de sólidos de origem láctea é permitida pela legislação brasileira (Brasil. que são conhecidos através da literatura e da legislação. 2007). destes. que possui um valor de 571. e também a descontaminação microbiológica (ou sanitização). utilizandose.000 L/dia. Assumindo que cerca de 80% deste volume de efluente produzido seja proveniente do processo de higienização CIP e. a qual é obtida por meio da prevenção. na qual processos são instalados em complementação aos tradicionais. substituindo-se parcialmente a matéria-prima por este concentrado.344 T/dia para a produção de leite UHT garrafa e 15.200 L/dia. pois os enxágües posteriores carregam consigo os resíduos de hidróxido de sódio ou ácido nítrico.622 T/dia para a produção de creme brik e lata. este efluente possui ainda grande carga microbiana.

ou como água de caldeira ou resfriamento. ou seja. para lavagens de piso. Além dos parâmetros microbiológicos. Já a corrente do rejeito. As Tabelas 2 e 3 demonstram os valores encontrados por Pires et al (2007). Segundo dados encontrados por Pires et al (2007). . apresenta características que concedem sua reintrodução no processo para fins de consumo humano. caminhões. de acordo com as características físico-químicas. é de indispensável conhecimento a caracterização dos componentes destas duas correntes para a adequação destas no processamento. é possível reintroduzir a corrente do permeado como água de processo com fins não compatíveis ao consumo humano. esta não necessitaria passar pela estação de tratamento de efluentes.procedimentos adequados de manipulação e de operações com as correntes obtidas para que o retorno destas ao processo industrial seja possível. referentes à água resultante. sendo inclusive passível de utilização direta na indústria: lavagem de caminhões. Analisando os dados apresentados. pisos e sanitários.

É de grande interesse a utilização do permeado e concentrado obtido como água de processo e produção de produtos lácteos açucarados . Aprova o regulamento técnico para fixação de identidade e qualidade do doce de leite. Ministério da Agricultura. Portaria nº354.os quais são capazes de atender padrões físico-químicos de identificação e qualidade exigidos pela Legislação . Sendo assim. mesmo considerando a depreciação do equipamento e suas instalações. que é de aproximadamente 680. Amsterdan: Elsevier Science Publisher B. 35. como já permite a legislação brasileira. quanto pela retirada deste volume dos mananciais e lençóis d¶água. Referênciasbibliográficas: BALANNEC. levando em consideração o volume de efluente gerado pela indústria de laticínios de grande porte de Carazinho/RS-Brasil. Com isso. Isso resultaria na diminuição do consumo de água e substituição parcial ou venda de matéria-prima e da diminuição do impacto ambiental com a minimização do lançamento de resíduos orgânicos com alta carga poluidora. Brasília.700 L/dia de resíduos lácteos. e intensa diminuição do impacto ambiental que seria causado tanto pela entrada desta quantidade de água contendo sólidos solúveis orgânicos no meio ambiente. Considerações finais A viabilidade técnica de concentrar águas de primeiro enxágue utilizando a tecnologia de separação por membranas através da osmose inversa é aceitável de acordo com os parâmetros apresentados. GEORGES. de 4 de setembro de 1997.V. (Dissertação de Mestrado apresentada ao .V. como um objetivo a ser alcançado a longo prazo e ainda passível de interligação e divisão de custos com demais indústrias da região de médio e grande porte. podem ser reutilizados em uma linha de produção de produtos lácteos açucarados. Desalination. Béatrice. Estudo de prevenção à poluição em uma indústria de laticínios. como mostrado na Figura 6. v. 1997. desde que apresentem parâmetros de utilização aceitáveis e sejam inseridos como ingrediente parcial. BJERKE. 375 ± 382. qualquer intenção de implementação industrial de um sistema desse porte exige uma análise econômica mais apurada. v. Treatment of dairy process waters by membrane operations for water reuse and milk constituents concentration.para a obtenção de retorno econômico para a indústria.500 L/dia de água residuária recuperada no processo industrial.A reinserção de aproximadamente 130. os sólidos solúveis recuperados. p. Daufin. BERNARD. mediante um estudo mais detalhado de custos. 89 ± 94. acarretaria em grande economia. 2000. o benefício econômico seria alavancado. Membrane technology and costs: the state of art. Rabiller-Baudry. BRIÃO. Chaufer. Maringá: EdUEM. 2002. B. 2002. Vandré Barbosa. mediante uma produção de aproximadamente 304. Gésan-Guiziou. 147. Contudo. é inteiramente aceitável a realização da análise de viabilidade técnica e econômica para a implementação de uma planta de filtração utilizando osmose inversa para a recuperação se sólidos solúveis e de água residuária provenientes de águas de primeiro enxágüe de indústrias de laticínios. DF. que poderiam ser preservados. Desalination. Pecuária e Abastecimento. GENEVIÉVE. Além disso. 71 p. BRASIL. quanto ao consumo de água pela indústria. MURIELLE.000 L/dia. p. Rennes: Elsevier Science Publisher B.

American Chemical Society. 37.B. Ano XVI Nº10. n. London: Blackie Academic & Professional. L. 2001. SIDNEY. HUGHES. v. LEITE & DERIVADOS. 1996. O.pdf. BRIÃO. SKELTON. 14. GALERA. p..br/scielo. Gado de leite. 40. Catálogo de exposição. Robert. Célia Regina Granhen. Ambient. EMBRAPA. Disponível em: http://www. STRATHMANN. Industrial Engineering Chemical Research. Acesso em: 05-Jul-2008. Sistema Brasileiro de Respostas Técnicas. 9. . Enrico.br. v. p. Diagnóstico do consumo de água e da geração de efluentes em uma indústria de laticínios e desenvolvimento de um sistema multimídia de apoio. Passo Fundo: UPF. Ultrafiltração como processo de tratamento para o reuso de efluentes de laticínios.. 1999.agricultura.br/upload/sbrt3449. 2006. Basic principles of membrane technology. 305 p. Industrial membrane separation technology. Higienização na indústria de laticínios. Rio de Janeiro.. v. p. Separation and Purification Technology. Disponível em: http://www.. Estatísticas Agropecuárias.embrapa. V.gov. Progress and new perspectives on integrated membrane operations for sustainable industrial growth.Z. J. Eng.cnpl. Disponível em: http://www. M. p. Sanit. 2007. H. Recuperação de sólidos lácteos de águas de primeiro enxágüe por osmose inversa e sua aplicação na produção de doce de leite.asp. Amsterdan: Elsevier Science.scielo. MAPA. p. 1991. 28 ± 30. 2006.V. SCOTT. Processos de separação por membranas para reuso de efluentes de laticínios. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. SILVA.com/index. D. Acesso em: 27-Ago-2008.B. v. GEA FILTRATION. 2007. SIBEN. F. Vandré Barbosa. Acesso em: 05-Jul-2008. Membrane process in agro-food: the state-of-the-art and new opportunites. A gestão do desperdício: laticínios ganham o reforço da tecnologia na instalação de sistemas de reuso de efluentes industrial. 121 ± 189. Amsterdan: Elsevier Science Publisher B. M. v. SBRT. Tratamento de efluentes em laticínios. Osmose inversa de água para a aplicação na hemodiálise. 23-36.php?script=sci_arttext&pid=S141341522007000200004&lng=en&nrm=iso. PIRES.G. BRUM. Tese de Mestrado. Journal of Membrane Science.V. Revista Leite e Derivados.sbrt.A. 12. Universidade de Viçosa. n.F. Filtration and Separation. MULDER. (Projeto de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia de Alimentos da Universidade de Passo Fundo). ROMANO. SCHULZ. 1998. n. M. Amsterdan : Elsevier Science Publisher B. Vandré Barbosa.. D. L. Maringá. P.ibict. BRIAO. 101 p. Acessoem: 23-Ago-2008. 2007. Maria. Viçosa. 2. CUPERUS. Uberlândia: EdUFU. Marcel. 1981. TAVARES. 2000. 3 p. Disponível em: http://www. F.W. DRIOLI.geafiltration. São Paulo: Dipemar. 233 ± 239. 36-39. PEIRANO. 363 p.M. 2007. 2006. C..br. Membranes in food processing.. Petrus. BRIÃO. J. Acesso em: 05-Jul-2008. 1277 ± 1300. 2000. R. Pecuária e Abastecimento. 63 p.. Filtração por membranas. K.Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá). Dordrecht: Kluwer Academic Publishers. (Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá). nº21. 1995. 5. Membrane Separation Process. Disponível em: http://www. Ministério da Agricultura.

com.V. Treatment of dairy industry wastewater by reverse osmosis for water reuse. .silvibene@gmail. Rennes: Elsevier Science Publisher B. Desalination. Dorange.com. Sílvia Benedetti . GÉRARD. BERNARD. 190 ± 202.VOURCH. BALANNEC.engenheiro@gmail.com. 219. Béatrice.eamante@cca. 2007. Chaufer. Edna Regina Amante . luisc_oliveirajr@yahoo. v. Luís Carlos Oliveira dos Santos Jr. p.br.Programa de pós-graduação em Engenharia de Alimentos. Luis Fernando Wentz Brum luisfbrum. Universidade Federal de Santa Catarina . Mickael.ufsc.br.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful