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Aplicação do diodo - Ceifador

Andrei Bordignon (1) , Daniel Prado de Campos (2) , Paulo Minozzi Jr. (3 )

(1)(2)(3) Autores Acadêmicos da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) – Campus Pato Branco, cursando o 5º Período do curso de Engenharia Industrial Elétrica. CEP 85500-000, Cidade de Pato Branco - PR Brasil E-mails: andrei_bor@hotmail.com ; daniel.campos.utfpr@gmail.com ; paulo_minozzi_jr@hotmail.com.

Resumo - A proposta do artigo é apresentar o circuito denominado ceifador, utilizando combinação de diodos semicondutores e analisar a forma de onda da saída com relação à entrada. Assim como sua análise matemática e aplicações práticas simuladas.

Palavras-Chave – Circuito Ceifador, diodos semicondutores , simulação.

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Keywords – Clipper circuit, semiconductors diode, simulation.

I.

INTRODUÇÃO

Os circuitos ceifadores são aqueles circuitos, cuja finalidade é a de cortar (ceifar), uma determina parcela do sinal de entrada, sem que altere suas características. Usualmente precisa-se limitar a tensão direta, ou a tensão negativa é indesejável, e nesses casos é que o circuito ceifador pode ser aplicado. Diversas configurações podem ser obtidas reorganizando os diodos, resistores e a fonte de corrente contínua. Estes elementos são necessários e suficientes para todas as suas funções: ceifar, deslocar e limitar a onda. Esses circuitos possuem como componente fundamental o diodo semicondutor, que está presente em todos os modelos de ceifadores. Como exemplo mais simples temos o retificador de meia onda, que é composto por um diodo e um resistor. Nessa configuração ao entrar com um sinal alternado, temos como saída uma onda com um dos semicírculos (negativo ou positivo) ceifado. Esse exemplo será mais abordado posteriormente. Os ceifadores são divididos em duas categorias:

Série, em que a tomada de tensão da saída é feita em série com o diodo; Paralelo, a tomada de tensão de saída é feita em paralelo com o diodo.

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DIODE APLICATIONS - CLIPPER (12 PT, UPPERCASE, BOLD, CENTERED)

Abstract – The purpose of this article is to present the clipper circuit, using combination of semiconductor diodes and analyze the comparision of the input-output waveform .As well as his mathematical analysis and simulated practical applications.

II. ANÁLISE MATEMÁTICA

Há diferenças operacionais entre a configuração série e paralelo. Estas serão apresentadas e modeladas a seguir. Derivar-se-ão todos os esquemas a partir dessas duas configurações elementares.

A. Ceifador Série

Como já mencionado, o ceifador em série possui como característica a tomada de tensão em série com o diodo. Assumindo um modelo em que existe uma fonte (representando o sinal de entrada alternado) em série e que o diodo está polarizado positivamente (ceifar a onda negativa) e em série com uma fonte de tensão contínua como mostrado na Figura 1. Nos modelos derivados a fonte de corrente contínua pode apresentar tensões positivas, negativas ou nulas, e os diodos podem estar polarizados positivamente ou negativamente.

podem estar polarizados positivamente ou negativamente. Fig. 1 : Circuito genérico do ceifador série. Considerando

Fig. 1 : Circuito genérico do ceifador série.

Considerando a princípio que o diodo está polarizado diretamente (semiciclo positivo), e que não há queda de tensão no dispositivo (diodo ideal) pode-se obter a equação pela lei das tensões de Kirchhoff (LTK):

vi V Vr = 0 ; Vr = v0

Onde:

Sendo assim, o circuito em contraposição com o ceifador série, ter-se-á três análises: Semiciclo positivo

 

Vr

Queda de tensão no resistor.

com tensão menor que V, semiciclo positivo com tensão

V

Tensão da fonte de corrente contínua.

maior que V e semiciclo negativo.

vi

Sinal de tensão alternado (entrada).

Considerando inicialmente o diodo diretamente

v0

Sinal resultante (saída).

polarizado e utilizando a mesma notação anterior tem-se

ir

corrente que atravessa o resistor.

pela lei das tensões de Kirchhoff (LTK):

Pode-se

obter a seguinte equação, que representa

vi Vr V = 0

;

v0 V = 0 v0 = V

a saída do sinal em relação à entrada:

v0 = vi V

Esta expressão demonstra que a forma de onda resultante é o sinal original somado em “V unidades” da referência para o semiciclo positivo. Observar-se-á que no caso de uma fonte positiva, o sinal sera transladado positivamente (aparente deslocamento para cima). Antagonicamente ao ser excitado com uma fonte negativa o sinal será transladado negativamente (aparente deslocamento para baixo). Ou ainda o caso de não existir a fonte geradora do degrau unitário, e a saída de onda ser igual a entrada. Para o semiciclo negativo, em que o diodo estará polarizado negativamente, as equações devem se manter as mesmas, porém como está bloqueado, a corrente que passa através dele é nula, ou seja:

ir = 0 Vr = 0 v0 = 0

Ou seja, para tensões de entrada negativas, a resposta é nula, pois o diodo está impedindo que se estabeleça uma diferença de potencial no resistor.

Nota-se então no circuito, uma característica

retificadora da parte negativa e outra de deslocamento da onda. Caso o diodo estivesse invertido, a parte ceifada seria a positiva.

B. Ceifador Paralelo

Analogamente com o circuito anteriormente demonstrado, o ceifador paralelo requer uma tomada de tensão em paralelo com o diodo, como apresentado na Figura 2:

em paralelo com o diodo, como apresentado na Figura 2: Fig. 2: Circuito genérico do ceifador

Fig. 2: Circuito genérico do ceifador paralelo

Destarte temos uma fonte de tensão V “forçando” uma polarização reversa, que só sera vencida quando uma tensão maior que esta se estabelecer, assim vencendo a barreira e conduzindo.

Assumindo a priori que a tensão de entrada é menor que V, implicará que o diodo está polarizado reversalmente pois :

vi V vi V = v0 v0 0

Isso significa que nenhuma corrente passa pelo diodo, ou seja:

v0 = vi Vr Vr = 0 vo= vi

Portanto nesta primeira etapa, o sinal de saída é

exatamente o mesmo da entrada. Caso v0 seja maior que

V, o equacionamento é o mesmo, porém:

vi V v0 0

Isto quer dizer que o diodo está conduzindo, pois está polarizado diretamente, portanto:

v0 V = 0 v0 = V

O sinal de saída será a própria tensão da fonte em série com o diodo. Uma questão importante à ser levantada nesse ponto é que se esta fonte possuir uma tensão negativa, esta será sempre menor que o sinal de entrada durante o semiciclo positivo, logo, durante toda esta etapa se observará uma faixa constante de tensão negativa de altura V.

A última análise a ser feita, é o semiciclo negativo. Neste período observa-se notoriamente o diodo em bloqueado devido sua polarização reversa. Ou seja, não há corrente passando pelo diodo, e analogamente à primeira análise do ceifador paralelo:

v0 = vi Vr Vr = 0 vo= vi

se

consideradas todas as aproximações já citadas.

A característica desse circuito para essa configuração é de limitar a onda em uma tensão V. A forma de função de entrada é a mesma até alcançar o valor de tensão. Nesse ponto a tensão mantém-se constante até que o sinal de entrada tenha novamente um

valor abaixo da faixa limitante. Pode-se reiterar também o fato da possibilidade de uma fonte negativa, o que criaria uma faixa de tensão constante até que ultrapasse o valor limitante. Este fato é antagônico ao primeiro. Outra possibilidade seria o diodo com sua polaridade invertida,

o que tornaria o sinal invertido (limitador de valor

negativo) ou ainda a combinação de fontes e diodos em paralelo.

Logo

a

entrada

e

saída

são

idênticas